sábado, 20 de setembro de 2008

PAC: Lula e Dilma castigam os gaúchos.

Apesar da gafe ao dizer que Dilma Rousseff é gaúcha, quando na verdade é mineira, a matéria do Contas Abertas, sobre a discriminação do PAC do Lula em relação ao Rio Grande do Sul está muito clara. Mesmo tendo Tarso Genro e Nelson Jobim como ministros, estes sim, gaúchos, o estado, apesar de ser o quarto PIB do país, é apenas o décimo-primeiro colocado em investimentos que serão recebidos. Segundo dados da Casa Civil, a verba prevista durante o período de 2007 a 2010, é de apenas R$ 17,7 bilhões. Estados como Rondônia (R$ 17,9 bilhões), Ceará (R$ 18,4 bilhões), Tocantins (R$ 18,5 bilhões) e Goiás (21,4 bilhões) estão à frente do Rio Grande do Sul. E o mais importante: cerca de 20 projetos no Rio Grande do Sul com dotação autorizada para este ano ainda não receberam nenhum centavo dos cofres da União. São quase R$ 400 milhões previstos que não foram aplicados em obras de rodovias, construção de barragens, dragagem de aprofundamento no Porto de Rio Grande, entre outras. É o velho ódio do Lula contra os gaúchos, que nunca lhe deram montaria. E que jamais vão dar, honrando as glórias e as lutas deste 20 de setembro:
Como a aurora precursora
Do farol da divindade,
Foi o vinte de setembro
O precursor da liberdade.
Mostremos valor, constância,
Nesta ímpia e injusta guerra,
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra.
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra.
Mas não basta pra ser livre
Ser forte, aguerrido e bravo
Povo que não tem virtude
Acaba por ser escravo
Mostremos valor, constância,
Nesta ímpia e injusta guerra,
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra.
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra.

Cara de um, focinho de outro.

“Não tem base…. Já é usar o santo nome em vão”.

Fernando Henrique Cardoso, em julho passado, respondendo a um repórter sobre o fato de ser citado nas gravações da Operação Satiahagra.

"Eu sou o presidente de todos os brasileiros, de todos os partidos políticos, mas, em Mauá, eu tenho lado, para que ninguém fique utilizando meu nome em vão".

Lula, o todo-poderoso, em cima de mais um palanque, hoje.

Levamos mais um calote. Agora do Equador.

A Petrobras acaba de devolver o bloco 31 à Petroecuador, por decisão do presidente Rafael Correa, aquele mesmo que tratou Lula aos gritos dentro do Palácio do Planalto, quando da crise com a Colômbia. A nossa estatal sem pré-sal já havia investido U$ 200 milhões para exploração da área. Ninguém responde e ninguém fala sobre as condições da retomada, apenas Correa, que cantou vantagem no seu programa em rede nacional. É assim que o dinheiro do povo brasileiro voa do nosso país para os bolsos dos amigos do Foro de São Paulo. Lula, o presidente palanqueiro, assiste a tudo isso sem dar uma palavra em defesa do Brasil. É o "pai dos pobres". Dos pobres bolivianos, dos pobres equatorianos, dos pobres venezuelanos...

Golpe socialista em marcha na Bolívia.

Índios a serviço de Evo Morales rumam para cercar Santa Cruz, principal bastião da resistência democrática boliviana. "Estamos em San Julián (89Km a nordeste de Santa Cruz) decidindo sobre a marcha. O que nos preocupa é que a mesa de diálogo (em Cochabamba) não funciona, não há resultados", disse o dirigente Félix Martínez. O líder sindicalista destacou que há grupos de evistas reunidos em Yapacani, Mora, Tiquipaya e Torno, comarcas a leste e a oeste de Santa Cruz. "Não vamos suspender os bloqueios" de estrada. E que o movimento golpista "está decidido a marchar até o centro de Santa Cruz". Informa, também que há cerca de 15 mil camponeses participando dos bloqueios, enquanto a imprensa de Santa Cruz fala em 20 mil pessoas, muitas delas armadas. Por outro lado, o juiz que cuidava do caso do prefeito de Pando, preso na calada da noite e levado para uma região que apóia Evo Morales, abandonou o caso, pressionado por advogados de pretensas "vítimas" e, com isso, não deu a ordem para que Leopoldo Fernández fosse transferido para a capital Sucre, para ser julgado pela Corte Suprema de Justiça, tendo em vista o seu foro privilegiado. Na suprema corte, um dos últimos redutos de resistência ao socialismo, a prisão ilegal do prefeito tende a ser revogada. Por fim, Evo Morales nomeou um militar como prefeito interino de Pando, consolidando a ocupação da região. O almirante Rafael Bandeira fez declarações dúbias quando recebeu o cargo de Evo Morales. Afirmou que as funções serão exercidas de forma "essencialmente institucionalista, como corresponde a um militar (...), afastado de qualquer interesse de ordem política". "Plenamente consciente da responsabilidade (...) em momentos históricos e muito delicados, aceito estas funções como soldado da pátria". Também afirmou que trabalhará "para devolver ao povo de Pando a paz, a tranqüilidade, a segurança cidadã, e as garantias constitucionais". Disse também que seu trabalho será desempenhado "sempre com base na Constituição e nas leis, única servidão que não mancha". Resta saber qual a constituição que obedecerá: a verdadeira ou a falsa, aprovada na marra pelo protótipo de ditador Evo Morales, dentro de um quartel, sem a participação da oposição, impedida de entrar.

O pequeno mundo da corrupção.

Quem olha esta notícia de forma inocente, parece que a Odebrecht está devolvendo milhões de dólares ao governo do Equador, por problemas que teve na construção da central hidrelétrica de São Francisco, naquele país. Nada disso. A construtora está garantida, como sempre, e os U$ 29 milhões devolvidos são merreca. Quem corre o risco de levar calote nesta central hidrelétrica é quem deu o financiamento de U$ 243 milhões. O BNDES que, junto com o Banco do Brasil, dá garantiu quase U$ 1 bilhão em financiamento para empresas brasileiras fazerem negócios por lá. Outro detalhe curioso: a construção da usina está sendo feita por um consórcio formado por quem? Pela Odebrecht, a Alstom e a Vatech. Lembram que a Alstom é aquela empresa que vinha sendo usada pelos petistas para acusar tucanos de São Paulo de receber propinas no metrô e que saiu rapidamente das manchetes? O mundo da corrupção é pequeno, não é mesmo? E sempre tem dinheiro do contribuinte brasileiro no meio.

Deus e o imbecil.

Hoje Lula disse em São Paulo, ao lado de Marta Suplicy, em mais um dia de politicagem financiada pelo dinheiro público, que sua presença no Palácio do Planalto fez com que Deus decidisse se assumir brasileiro. "Deus assumiu publicamente que é brasileiro. Ele disse: 'Já que o Lula está aqui, eu vou ficar um pouquinho'. Vocês têm alguma dúvida de que a mente confusa deste imbecil é capaz de produzir todo o tipo de pensamento? É ou não é um estado de pré-loucura?

Oposição lidera pesquisas na Venezuela.

Última pesquisa realizada na Venezuela mostra que a oposição caminha para vencer as eleições regionais no país, derrotando o oficialismo chavista. O aumento dos indecisos demonstra a migração de votos para a oposição. Este é o motivo das últimas loucuras do Mico Mandante. Leia mais aqui.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Lyreta passou por aqui.

Antonio Lyra Filho, a(o) Lyreta, tem freqüentado assiduamente o Coturno Noturno, sempre deixando comentários irritados. Como "petecostal", o que mais irrita Lyreta são as críticas ao imbecil. Lyreta é famoso na blogosfera nordestina e cabotina.

Segundo o Blog do Jamildo, ele se define como "fã incondicional de Lula", já tentou até se filiar ao PT anos atrás (desistiu por causa da burocracia) e hoje é sócio-contribuinte do Movimento dos Sem Mídia - uma entidade criada pelo blogueiro Eduardo Guimarães, que já promoveu este ano, pelo menos dois atos de protesto, na frente da sede paulista da Rede Globo e da Folha de São Paulo. "Contribuo com R$ 20,00 por mês, mas você pode ser sócio sem a obrigação de pagar nada", disse. Ou seja.
"Presidente Lula: "Oito. Sou lulista. O PT atrapalha mais Lula do que Lula o PT. Ele tem uma inteligência política impressionante. Bota todo mundo no bolso. Votei nele as cinco vezes em que concorreu à Presidência da República. Um dos priores dias da minha vida foi quando ele perdeu para Collor, em 89".

"Fidel Castro (presidente de Cuba): "Sete. O conjunto da obra é bom e ele tem de enfrentar o boicote dos Estados Unidos".

"Senador Jarbas Vasconcelos: "Cinco. Fez um bom governo. Mas quando saiu para a campanha do ano passado passou a hostilizar Lula, sem justificativa. Não ficou bem para a história dele"."

Mais um detalhe: o Lyreta é um comentarista que podemos definir como doente, refletindo nos seus comentários a sua vida privada. Segundo o Blog do Jamildo, casado pela terceira vez, Lyreta não se afasta da rotina de devorar jornais, revistas e blogs diariamente. É nos blogs onde ele deixa comentários como os publicado acima, ao lado da sua cara, para que fique registrado nos anais da blogosfera o seu baixo nível, além do português horroroso.

Eu já sabia(3).

O Estadão também publica que o genro e o compadre de Lula foram pegos em grampos da PF. Prometendo agilizar pedidos de empresários e recebendo presentinhos em retribuição. Leia mais aqui. A pergunta que fica é: por que os dois estão envolvidos e não foram investigados pela Operação Influenza? A PF, cada vez mais, se transforma na polícia política do governo. Sem isenção alguma. Não é à toa que, de quando em vez, um lá de cima acaba pegando cana, a pedido de algum procurador ou juiz indignados.
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O deputado federal Décio Lima(PT-SC) era uma das mais entusiasmadas presenças em Mato Grosso do Sul, em 14 de março de 2008, quando o Grupo Agrenco inaugurava um empreendimento de biodiesel, naquele estado. Décio Lima tem ou já teve como assessor Marcelo Sato, genro de Luiz Inácio Lula da Silva - o presidente que era do biodiesel antes do pré-sal. Décio Lima também é compadre de Lula. Meses depois, os dois petistas foram grampeados pela Operação Influenza(20 de junho de 2008), que envolveu a Agrenco em altas falcatruas no Porto de São Francisco, em Santa Catarina, com vários companheiros envolvidos. Os nomes dos dois só apareceu agora, na esteira da Grampolândia, quando a PF está com dificuldades de abafar escândalos destas proporções.

EB protege perseguidos políticos bolivianos.

Segundo o jornal El Deber, militares brasileiros rechaçaram o pedido de militares bolivianos para realizar uma ação conjunta que permitisse expulsar 400 bolivianos refugiados em Basiléia e Epitaciolândia, no Acre, depois da perseguição movida por partidários de Evo Morales, em Pando. A informação foi dada à imprensa boliviana e ao Vice-Presidente do Comitê Cívico de Pando, Ricardo Shimokawa e a Gerardo Lima, da prefeitura local. O capitão Leandro Ataído Acosta, do 2a.Companhia de Fuzileiros da Selva, informou que os militares bolivianos propuseram uma ação conjunta para identificar e expulsar os bolivianos de solo brasileiro, o que foi negado. Ontem, o ministro boliviano Alfredo Rada informou que iria pedir oficialmente ao governo Lula a expulsão dos perseguidos políticos que estão asilados no Brasil. Estamos de olho.

Pobre DEM.

Na briga entre Serra, Alckmin, Kassab e só Deus sabe mais quem, a maior indignidade, que demonstra um sério problema de caráter de quem afirma, veio de Rodrigo Maia, presidente do Democratas: "O eleitor não espera uma atitude tão agressiva de um homem de Deus, que dizem ser ligado à Opus Dei". Sai da briga política para usar uma mentira petralha, cantada e decantada na eleição presidencial de 2006, para atingir o lado pessoal de um ex-futuro aliado. É por isso que, após encher muita gente de esperança pela sua renovação, o DEM vai encolhendo Brasil à fora. A nova safra é decepcionante. E para que não pensem que afirmar que o jovem filho do velho César Maia decepciona como dirigente partidário é uma injustiça, leiam a declaração do senador Jorge Bornhausen, presidente que o antecedeu: "É deplorável o comportamento do Geraldo. Nós o apoiamos com lealdade em 2002 e 2006. Primeiro, ele constrangeu seu partido, impedindo a coligação natural com o DEM. Agora, ataca injustamente o Kassab e, direta e imerecidamente, o governador Serra." Isto sim, é uma declaração dura, mas honrada. Uma declaração política.
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Enquanto no Rio, terra do jovem Maia, a candidata do DEM amarga um quinto lugar, com 5% das intenções de voto, lá em Natal um outro Maia democrata, o José Agripino, luta contra o inimigo mais poderoso, Luiz Inácio Lula da Silva, mantendo a candidata apoiada por ele com o dobro das intenções de voto da candidata petista. Ontem, Lula foi ao Rio Grande do Norte para atacar José Agripino, babando ódio no palanque, com um discurso neste tom: "Essa lição vamos dar a ele em 2010. Vamos fazer o ajuste de contas aqui em Natal. Não serei candidato a nada, mas virei aqui quantas vezes precisar para derrubar quem faz o jogo sujo da política nacional. Não vou citar o nome, todos sabem quem é".

Eu já sabia(2).

Na última terça, o Coturno Noturno destacava um fato que passou batido pela imprensa desatenta do Brasil. Ou talvez tenha sido devidamente abafado. Mas não passou pela pena maldita de Diogo Mainardi, na Veja desta semana:

Ninguém segura este país

"De quarenta em quarenta anos, o Brasil acredita que chegou a hora de sair da Rua do Valongo. Mas agente sempre acaba sendo arrastado de volta para lá"

Um empresário tinha um projeto para montar uma usina de biodiesel em Caarapó. O que ele fez para acelerar o licenciamento do governo? Telefonou para Marcelo Sato, genro de Lula, e disse:
– Nosso processo está na área jurídica da ANP. Preciso que você fale com o diretor ou o presidente.
O genro de Lula obedeceu:
– Estou ligando agora.
A conversa foi grampeada pela PF e vazada ilegalmente, na última quarta-feira, para a imprensa catarinense. O genro de Lula é mencionado em outros grampos. Num deles, o mesmo empresário manda um de seus funcionários comprar imediatamente um computador portátil para Marcelo Sato, argumentando que ele o punha "na frente do presidente, do ministro".
Feche os olhos e reúna todos os elementos desse episódio: usina de biodiesel, Caarapó, genro de Lula, diretor ou presidente da ANP, grampos da PF, vazamentos ilegais, computador portátil, presidente da República, ministro. Qual é o resultado? O resultado é um retrato do nosso atraso, do nosso primarismo. É como se fosse o Mercado de Escravos na Rua do Valongo, de Debret, só que ainda mais tosco. Captura, numa única cena, com pinceladas esparsas, a nossa indolente selvageria. Na falta de um Debret, temos os grampos naturalistas da PF.
Duas semanas atrás, no Ministério da Fazenda, Dilma Rousseff anunciou o fim do neoliberalismo. Aparentemente, era a senha que o mercado financeiro internacional aguardava para implodir. Atendendo à peremptória palavra de ordem da ministra da Casa Civil, os maiores investidores do mundo venderam atabalhoadamente todos os seus ativos. A queda da Bolsa de Valores de Nova York foi comparada à de 1929. Os jornais americanos passaram a evocar imagens daquele tempo. Filas de desemprego. Mendigos nas ruas. Bancos falidos. Por alguns dias, os Estados Unidos sentiram-se num melodrama de Frank Capra, à espera do galante Mr. Deeds.
Enquanto isso, Lula, o nosso Mr. Deeds, o Gary Cooper de Caetés, fazia chacota dos americanos, passando um pito no presidente George W. Bush e garantindo que o Brasil estava imunizado contra a crise financeira. O Brasil ainda é aquele retratado por Debret: arcaico, analfabeto, corrupto, piolhento, com sua economia baseada em matérias-primas. E nossos governantes ainda ostentam aquela triste pompa imperial, que se esfrangalha diante da realidade.
No número especial que comemora os 40 anos de VEJA, foram selecionadas as frases que melhor sintetizam o período. A primeira delas é o lema da ditadura militar: "Ninguém segura este país". A última foi pronunciada recentemente por Lula: "Ninguém segura este país". De quarenta em quarenta anos, o Brasil acredita que chegou a hora de sair da Rua do Valongo. Mas a gente sempre acaba sendo arrastado de volta para lá.

PF esconde gravações contra Delúbio.

Da Veja:

"Cuidado, seu gabinete pode estar sendo monitorado", advertiu a desembargadora Suzana Camargo, vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo, em telefonema ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, na tarde do dia 10 de julho deste ano. O presidente do Supremo concedera no dia anterior um habeas corpus libertando o banqueiro Daniel Dantas, preso na Operação Satiagraha. O ministro havia ligado para o TRF na tentativa de descobrir se procedia a informação de que o juiz Fausto de Sanctis, responsável pela primeira ordem de prisão do banqueiro, determinara que Dantas voltasse para o xadrez. Como a presidente do tribunal não estava, Mendes foi atendido pela desembargadora, que procurou o juiz para saber maiores detalhes do caso. A conversa entre os dois produziu a primeira grande evidência de que o presidente do STF era alvo de uma implacável perseguição. Num tom de advertência, Suzana Camargo, além de confirmar a existência do novo pedido de prisão, recomendou a Gilmar Mendes que adotasse um comportamento cauteloso, já que comentários feitos por ele dentro do gabinete e até detalhes de reuniões de assessores com advogados estavam chegando ao conhecimento do juiz De Sanctis por meio de "informes".
VEJA divulgou a advertência da desembargadora dias depois do episódio. Procurada à época, ela limitou-se a dizer que tudo não passava de um "mal-entendido". Há duas semanas, a desembargadora quebrou o silêncio que vinha mantendo sobre o caso e contou detalhes do episódio aos delegados da Polícia Federal que investigam os grampos ilegais promovidos pela Agência Brasileira de Inteligência contra o ministro Gilmar Mendes. Aos investigadores, Suzana Camargo confirmou que De Sanctis lhe disse que recebia informes do que se passava no gabinete do presidente do STF. Segundo ela, o juiz lhe disse que soube, por meio de informes, que Gilmar Mendes o chamara de "incompetente" numa conversa reservada com assessores, logo depois de revogar o primeiro pedido de prisão do banqueiro Daniel Dantas. A desembargadora afirmou que o juiz também descreveu um suposto jantar de assessores de Mendes com advogados de Daniel Dantas, em Brasília, e que havia "muita sujeira" nessas relações. Ou seja: se o relato da desembargadora foi fidedigno – e nada indica que não seja –, o juiz sabia que os passos do ministro e de seus assessores estavam sendo monitorados.
O depoimento da desembargadora é essencial para as investigações, entre outros motivos, porque o episódio relatado por ela aconteceu antes que viessem a público provas de que o ministro estava de fato sendo espionado. Naquele instante não se sabia ainda que os telefones do presidente do STF estavam grampeados nem a dimensão da participação de agentes da Abin no caso. Horas após ser alertado sobre o provável monitoramento pela vice-presidente do TRF, porém, Gilmar Mendes mandou fazer uma varredura em seu gabinete. Foi quando os peritos do STF descobriram a presença de ondas eletromagnéticas invasoras na sala da assessoria do ministro – exatamente onde se deu a conversa em que ele classificou o despacho de De Sanctis como "incompetente", conversa que chegou ao conhecimento do juiz horas depois. Segundo os técnicos, o tipo de sinal encontrado na sala – de alerta máximo – só poderia ser emitido por aparelhos de escuta ambiental posicionados do lado de fora do Supremo. Tudo levava a crer que Gilmar Mendes era mantido sob vigilância.
A desembargadora foi aconselhada pelos delegados que investigam o caso a não comentar o teor de seu depoimento. "Não posso falar sobre isso. Está protegido por segredo de Justiça", disse ela. Os investigadores temem que o vazamento dos detalhes prejudique a produção de provas. Frise-se que, mesmo que tenha recebido os tais informes, De Sanctis poderia não ter conhecimento dos métodos empregados na elaboração deles – apesar de serem públicas e notórias as relações próximas entre o juiz e o delegado Protógenes Queiroz, o comandante da Operação Satiagraha. Nesse sentido, a própria desembargadora foi cuidadosa em seu depoimento. Em nenhum momento ela afirmou que De Sanctis mencionou o uso de meios ilegais de espionagem na produção dos tais informes, como escutas clandestinas em telefones ou no gabinete do ministro. O juiz, inclusive, já negou à CPI dos Grampos que tenha relatado o que declara a desembargadora. Ele também disse que não autorizou nenhum tipo de monitoramento do presidente do Supremo. "Sobre esse tema eu não vou falar", afirmou a VEJA. A um amigo, De Sanctis contou que tem uma testemunha para provar que a conversa com a desembargadora não passou por esse tipo de assunto.
Na semana passada, diante de uma aloprada busca para encontrar uma explicação qualquer que afastasse as suspeitas contra a Abin nas ações clandestinas de grampo e monitoramento de autoridades e jornalistas, os personagens envolvidos no enredo voltaram a falar sobre o assunto. Nada ainda foi esclarecido. Em entrevista, o presidente Lula chegou a elogiar o diretor afastado Paulo Lacerda – aquele que não sabia da ação de seus arapongas, depois sabia um pouco, depois não sabia dos detalhes, depois disse que eram uns poucos agentes, depois disse que eram 52... – e afirmou que o governo está de "braços abertos" para recebê-lo de volta. Lula sempre defende publicamente assessores suspeitos até que haja uma condenação definitiva. No caso de Lacerda, o governo também deve gratidão ao delegado pelos bons serviços prestados no período em que ele chefiou a Polícia Federal. Além de estrelar grandes operações, em 2004 o governo poderia ter sido tragado por um escândalo de resultados imprevisíveis. A investigação da chamada máfia dos vampiros, um grupo que tomou de assalto o cofre do Ministério da Saúde, fisgou o então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, ainda um personagem das sombras, em traficâncias de alto calibre. O que fez a PF então? Sumiu com as gravações que envolviam o tesoureiro. O material só reapareceu depois que o Ministério Público descobriu a trama e emparedou Paulo Lacerda (veja documento abaixo). Àquela altura, em meados de 2005, Delúbio já estrelava o escândalo do mensalão. "Isso não é comum, é muito estranho e está sendo investigado", diz Gustavo Pessanha, procurador da República que integra o grupo de Controle Externo da Atividade Policial. Para assinantes, clique aqui.

Eu já sabia.

No último domingo, este Blog avisava que o Governo Lula iria negar asilo aos bolivianos. Hoje, aconteceu. Leiam aqui o post de Reinaldo Azevedo.

Obama Chávez.


Comercial de 60 segundos de McCain informando sobre a aproximação de Obama com Chávez. Em espanhol.

Muito sol e muito sal na moleira.

Lula voltou a afirmar nesta sexta-feira, em Mossoró(RN), que a crise americana é um problema do presidente dos Estados Unidos, George Bush, e não dele. "A imprensa vive me perguntando sobre a crise americana. Eu digo: Pergunte ao Bush. A crise é dele, e não minha". É um imbecil. E ainda completou: "Tenho que cuidar do meu País para que não seja contaminado por essa crise. Hoje, não dependemos de um ou dois países". Vejam que o Brasil virou o país dele, onde ele faz e acontece. Está à beira da demência. Sai logo daí do sal e do sol de Mossoró, Inácio.

Gini do Lula é pior que o do Zimbawe.

Na foto, um cidadão do Zimbawe, onde a inflação chegou a 11.200.000%, comemora o Índice Gini do seu país, que é melhor do que o do Brasil. Por aqui, o Gini do Lula, que inclui todos os rendimentos (programas de transferência de renda, aplicações financeiras, renda de aluguel e aposentadorias), chegou a 0,534 em 2007(1,000 é a pior marca), enquanto lá na terra do feliz cidadão que ri à toa com uma nota de U$ 10 milhões na mão ficou bem abaixo, em 0,501. Vai rindo aí da nossa cara, ó!

PNAD desmente Lula.

O PNAD 2007 não perdoa as mentiras de Lula. Aquele negócio que nunca na história deste país. Aquele outro de que estamos no melhor momento nos últimos 500 anos. Estas imbecilidades que temos que ouvir do presidente porque a imprensa não pesquisa e a oposição não trabalha acabam de cair por terra. Segundo a pesquisa, os aumentos no rendimento médio real dos trabalhadores nos últimos quatro anos não foram suficientes para recuperar as perdas ocorridas entre 1996 e 2003. Em 2007, a renda dos ocupados chegou a R$ 960, o maior valor dos últimos oito anos, mas ainda foi 6% inferior à de 1996 (R$ 1.023,00), ano de pico da renda na série da PNAD, iniciada em 1992. Depois, houve perdas até 2003, estabilidade em 2004 e recuperação em 2005, 2006 e 2007. Leia mais aqui.

Brasil do PT: doutorado gera demissão.

A falta de mão-de-obra qualificada é uma das maiores ameaças ao crescimento econômico, segundo alguns economistas, empresas ou mesmo o governo. O país forma mais de 10 mil doutores por ano. No entanto, esta elite do meio acadêmico brasileiro, cada vez mais, encontra dificuldades para arranjar emprego, sobretudo nas universidades, responsáveis pela preparação de profissionais de ponta, supostamente, tão exigidos pelo mercado de trabalho. O problema ocorre, de acordo com o Sindicato dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes), na rede privada, onde as demissões de professores com doutorado ou livre-docência, nos últimos cinco anos, são observadas com freqüência, logo após a obtenção do título acadêmico. Ronaldo Motta, secretário de Ensino Superior do MEC, diz que o governo ampliará a fiscalização para evitar as demissões"Quando fui fazer a homologação da rescisão de meu contrato de trabalho no sindicato, tive uma surpresa: encontrei quatro outros professores de direito", relata José Cretella Neto, ex-docente da Universidade Paulista (Unip), a maior do país em número de alunos, demitido em 2004, meses depois de receber a livre-docência. "Dois desses colegas tinham obtido o doutorado na USP, como eu. Um outro, na Universidade Complutense de Madri, Espanha. Finalmente, o último, na Universidade de Nagoya, no Japão. Perguntei o porquê de estarmos sendo dispensados e todos me deram a mesma informação: redução de custos", conta. Leia mais aqui.

Semelhança.

Do El Deber:

El presidente de la República, Evo Morales, abandonó el diálogo a las 23:15 del jueves porque debía viajar a Panamá, donde recibirá una distinción. Antes de irse los periodistas le gritaron que les regale unas palabras y entonces se bajó del vehículo para lanzar un grito: “Me voy porque el prefecto de Santa Cruz no me deja hablar”. Esto creó confusión en la prensa porque muchos pensaron que el diálogo se rompió.

Qualquer semelhança no uso de piadinhas fora de hora não é mera coincidência. É o DNA da raça.

Bienvenidos.

Os opositores do presidente boliviano, Evo Morales, reunidos no Comitê Cívico Santa Cruz anunciaram na noite desta quinta-feira que enviarão uma missão para o Brasil, Argentina, Chile e Paraguai para "denunciar a violência do governo do presidente Evo Morales". O comunicado, divulgado poucas horas antes do fim da primeira reunião entre Morales e os governadores da oposição, informa que o presidente do Comitê, Branko Marinkovic, denunciará, neste giro, "atos de violência provocados pelo Movimento ao Socialismo (MAS, partido do governo)" em Pando e as "ameaças" oficialistas em torno do processo de diálogo em Cochabamba. "Fizemos todo o possível para evitar a violência. Suspendemos os bloqueios de estradas, devolvemos instituições públicas e estamos numa mesa de diálogo." "Apesar disso, o governo Morales insiste em cercar Santa Cruz e o lugar de diálogo em Cochabamba para amedrontar todos os que estão nesta mesa", disse Marinkovic. Ele disse estar preocupado com os "sinais de violência" dos seguidores do MAS nas comunidades rurais de Santa Cruz Yapacaní, Quatro Canhadas e San Julián. Foi destes lugares que partiram grupos de manifestantes contrários aos líderes opositores de Santa Cruz. "Com a ajuda de militares venezuelanos, eles ameaçam cercar o departamento (Estado) de Santa Cruz", acusou. Mais aqui.(Folha Online)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Chávez expulsa Human Rights Watch.

Hugo Chávez, ao tomar conhecimento do duro relatório publicado pela ONG Human Rights sobre as crescentes violações de direitos humanos no país, determinou a expulsão imediata de José Miguel Vivanco, diretor para as Américas da Human Rights Watch e de seu assistente Daniel Wilkinson. Horas antes, Vivanco apresentou o informe chamado "Uma década de Chávez: Intolerância política e oportunidades perdidas para o progresso dos direitos humanos na Venezuela". O texto foi elaborado com base em visitas ao país e entrevistas com representantes de várias áreas entre dezembro de 2006 e julho deste ano. Afirma que Chávez desperdiçou a "oportunidade extraordinária para que o país fortalecesse o Estado de Direito e a proteção aos direitos humanos" que foi a nova Constituição de 1999. Chávez, ao contrário, usou a tentativa de golpe contra ele em abril de 2002 como "pretexto para adotar um amplo espectro de medidas que debilitaram as garantias constitucionais." O documento aponta ainda o "manifesto desprezo pelo princípio da separação de poderes, em especial a idéia de um Poder Judiciário independente". Em uma reforma judiciária em 2004, Chávez aumentou o número de juízes da Suprema Corte de 20 para 32, desequilibrando a composição do órgão em prol do governo.A Venezuela de Chávez, continua, tolhe a liberdade de imprensa e de expressão com restrições aos meios de comunicação, como na não-renovação da concessão da RCTV, em 2007. Há debate público e os meios se fazem ouvir, mas desde o golpe de 2002, em que emissoras tomaram parte, há medidas que levam à autocensura, afirma. Os dois ativistas dos direitos humanso foram levados presos ao aeroporto e colocados no primeiro avião para fora do país. É como se tivesse assinado embaixo e concordado com o relatório.
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Atualizando 14:49: A organização não-governamental Human Rights Watch (HRW) afirmou em nota nesta sexta-feira, 19, que a expulsão da equipe do grupo da Venezuela reforça as evidências de que o governo de Hugo Chávez é intolerante e confirmou que os dois funcionários foram mandados para São Paulo, sem direito a solicitar apoio diplomático nas embaixadas. "Chávez pode ter expulsados nossos mensageiros, mas apenas reforçou a mensagem de que as liberdades civis na Venezuela estão sob ataque", afirmou no comunicado o diretor executivo do HRW.

Problema na data.

O Blogger está dando pau e não está atualizando a data. O que está sendo postado hoje, dia 19, está saindo com a data de 18, conforme vocês podem ver aí em cima. Vamos aguardar que volte ao normal.

Lula ataca liberdade de imprensa.

Da Folha, mostrando que efetivamente existe uma articulação de Lula para calar a imprensa, manifestada ontem por Nelson Jobim e agora por Tarso Genro. É mais fácil do que conter os arapongas aloprados do Planalto:

O governo federal encaminhou ontem ao Congresso um projeto de lei que prevê a possibilidade de punição criminal ao veículo de imprensa e ao jornalista que divulgar escutas telefônicas ilegais ou legais sob segredo de Justiça.Pessoas que transmitirem dados à imprensa também poderão ser responsabilizadas -por exemplo, quem entregou ou fez chegar o grampo a um veículo de comunicação.Após discussão com o presidente Lula e integrantes do governo, o ministro da Justiça, Tarso Genro, preparou o projeto deixando brecha para criminalizar a conduta da imprensa e de suas fontes de informação.O projeto dá nova redação ao artigo 151 do Código Penal, que estipula pena de reclusão de dois a quatro anos e multa para quem "diretamente ou por meio de terceiros" realizar grampo "sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei".No inciso 1 do parágrafo 1º, o projeto prevê a punição para quem "violar o sigilo ou o segredo de Justiça". Ou seja, se refere a grampo legal. No inciso 2, o projeto diz que receberá a pena quem usar qualquer tipo de grampo "para fins diversos dos previstos em lei".Com essa redação, o juiz poderá condenar o veículo de imprensa, o jornalista e a fonte de informação caso entenda que a ação teve objetivo ilegal, como chantagem, calúnia, injúria e difamação. Elaborado após o episódio do grampo ilegal do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, o projeto foi feito a pedido de Lula.Com redação propositadamente genérica, mas que explicita o uso "para fins diversos dos previstos em lei", uma pessoa que se sentir ofendida ou não gostar do conteúdo de determinado grampo que for divulgado poderá questionar na Justiça o interesse de quem publicou a informação e de quem passou a informação.Reservadamente, um ministro admite que o projeto gerará polêmica. Mas nega que esteja em curso uma tentativa de cercear a liberdade de imprensa, uma garantia constitucional."A utilização criminosa [dos grampos] precisa ser punida. Mas isso não vale para o repórter que faz uma denúncia. A restrição da liberdade de informação não está em jogo. Ela é garantida pela Constituição", diz o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Pedro Abramovay.O projeto enviado ao Congresso altera duas leis e um decreto para inscrever o grampo ilegal praticado no exercício da função no rol das transgressões passíveis de demissão. Inclui a interceptação de comunicação sem permissão da Justiça entre os crimes previstos no Código Penal. A pena de reclusão de dois a quatro anos de prisão pode ser ampliada em até 50% se o crime for praticado por um servidor público.Passa a ser crime, ainda, "produzir, fabricar, comercializar, oferecer, emprestar, adquirir, possuis ou manter sob sua guarda, sem autorização legal, equipamentos destinados à interceptação telefônica". A tramitação do projeto no Congresso tem início a partir de hoje.

Virou editorial.

Da Folha de hoje, repercutindo o que havia sido postado aqui na última quarta-feira:

Palpite imprudente

A CRISE boliviana dá sinais de enfraquecimento enquanto avançam as frágeis negociações entre o presidente Evo Morales e os governadores oposicionistas. A pauta do primeiro encontro, marcado para ontem, incluía levante de bloqueios e desocupação de prédios oficiais, além de temas como autonomia dos departamentos e divisão dos recursos do gás.A diplomacia brasileira atua bem até o momento; oferece ajuda sem, no entanto, imiscuir-se num assunto interno da Bolívia. Na reunião de governantes sul-americanos de segunda-feira, em Santiago, Brasília condicionou qualquer iniciativa de mediação internacional a um pedido do presidente boliviano, sem apontar soluções para os temas em disputa. Prestigiou-se a tradição brasileira de não-ingerência.O presidente Lula, no entanto, escorregou ao comentar, anteontem, a expulsão do embaixador dos EUA da Bolívia, acusado de conspirar com a oposição. Ainda que o apoio de Lula à atitude de Morales tenha ficado no condicional -"no caso de o embaixador ter manifestado ingerência nos assuntos do país"-, foi uma declaração infeliz, em desacordo com a neutralidade que o Brasil persegue.Em diplomacia, palavras importam -e as autoridades brasileiras deveriam medir muito bem todas as suas antes de referir-se à crise boliviana. O assunto da expulsão do embaixador americano diz respeito apenas à Bolívia e aos Estados Unidos.Bravatas intervencionistas não são novidade em se tratando do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que ameaçou mandar armas para a Bolívia e entrou em altercações com o chefe das Forças Armadas bolivianas. Já de Lula se espera que mantenha o distanciamento não apenas nos atos da diplomacia, mas também nas manifestações públicas.

Ralé política.

Do Painel da Folha:

Clóvis Carvalho, secretário municipal de Governo, circulava ontem em seu carro com vidros adesivados: "Sou tucano, voto Kassab". Carvalho, ex-ministro de Fernando Henrique, foi um dos fundadores do PSDB.

Não seria nenhuma surpresa se estivesse escrito: "Sou tucano, voto Marta"...

Jeitinho trágico.

A ex-diretora do Instituto de Segurança Pública (ISP), a antropóloga Ana Paula Miranda, acusou nesta quinta-feira, 18, o governo estadual do Rio de Janeiro de "fabricar" a comemorada queda de 8,8 no índice de homicídios. Exonerada em fevereiro, após divulgar número recorde de mortos pela polícia, ela afirmou que "o governo não contabiliza os autos de resistência na soma final de homicídios dolosos". Além disso, disse, "alguns casos que são claramente homicídios, como os corpos carbonizados encontrados, estão sendo registrados como encontro de cadáveres e ossadas". Leia mais no OESP. Lembrei que Lula e o governador do Rio passaram o última final de semana juntos.

Centrífuga ou centrípeta?

Fui, sou e serei um fracasso em física. Por isso, estou desde ontem encafifado com a crise econômica, pois cheiro(também sou um fracasso em economia) que "esta" é diferente, na medida em que ocorre no centro econômico mundial. No olho do capitalismo. Antes, ocorria fora do centro, mesmo que por influência dele. Alguém aí que seja bom em física e economia poderia explicar se a crise é centrífuga ou centrípeta? Menos o Lula, por favor. A questão é: "ela"ficará no centro ou sairá lá de dentro com uma força descomunal, simplesmente arrasadora?

Suspeitos.

A verdade é que, tendo em vista todos os crimes cometidos na Grampolândia e que estão vindo à tona, qualquer um da ABIN, PF, Presidência da República ou órgão (ou seria organização) que use o cartão corporativo do governo federal sem precisar prestar contas está sob suspeição. Escondem os gastos por quê? Para atuar na ilegalidade protegidos pelo dinheiro público? Para alugar maletas? Para comprar maletas? Para importar maletas? Para contrabandear maletas? Para subcontratar arapongas com maletas? Não é isso? Então mostrem as notas fiscais, comprovando as despesas feitas com o nosso dinheiro naquele cartão criminoso. Sejam decentes. Sejam honestos. Sejam transparentes. É dinheiro público. É dinheiro do povo. Cadeia é pouco para esta gentalha ordinária.

Picada mortal.

Veja aqui no Blog do Noblat.

Presidente do STF não aceita "abafa"da PF.

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, disse que o laudo da Polícia Federal com a conclusão de que equipamentos da Abin não realizam grampos telefônicos não isenta o órgão de participação em escutas clandestinas. Apenas mostra que as maletas apresentadas pela agência não fazem grampos, mas não esgota a possibilidade da Abin ter outros equipamentos para realizar escutas. "Isso diz pouco porque simplesmente diz sobre as maletas que foram apresentadas. Nós não sabemos se são todas as maletas que a Abin dispõe e se não teriam a possibilidade de fazer a interceptação. Também ninguém afirmou que essa interceptação foi feita pela Abin, pela polícia, por pessoas contratadas, o que interessa é de fato aprofundar essas investigações", afirmou. Leia mais aqui.

Lula cospe no prato em que vai comer.

Lula assegurou, no Rio Grande do Sul, onde está inaugurando uma plataforma da Petrobras, que o seu governo não permitirá a paralisação de projetos de infra-estrutura em decorrência da crise financeira internacional e da redução da oferta de crédito. Ele afirmou que vai "arrumar crédito para que a Petrobras continue fazendo os investimentos que está fazendo e para que a gente possa antecipar ao máximo a retirada de petróleo do pré-sal não é apenas responsabilidade da Petrobras". Lula disse que colocará seu empenho pessoal para "conversar com quem quer que seja e viajar onde for necessário" para que nenhum projeto da Petrobras seja paralisado por falta de crédito. Antes disso, ofendeu a banca internacional, afirmando: "É triste ver que esses palpiteiros estão quebrando, estão entrando em concordata. Porque na verdade determinaram nos últimos anos não que o capital pudesse circular livremente pelo mundo gerando emprego e riqueza, mas determinaram que a especulação financeira, que o cassino do sistema financeiro internacional pudesse determinar a lógica da economia". Ou seja, cospe no prato onde vai ser obrigado a comer, se quiser fazer o que está prometendo. Sem dúvidas, os sintomas são de pré-loucura.

Mais um contra a imprensa.

Nelson Jobim quer mudar a legislação não só para conter o exagero no uso da interceptação telefônica e o uso ilegal da medida, mas também a divulgação do conteúdo das escutas. Coloca a imprensa como cúmplice de um crime quando divulga informações colhidas ilegalmente. Jobim prestou depoimento à CPI dos Grampos na última quarta-feira, 18. Jobim afirmou que é preciso determinar se o sigilo da fonte, que é o direito do jornalista de não revelar quem lhe passou as informações sigilosas, é absoluto. O sigilo da fonte é uma das características da liberdade de imprensa, prevista pela Constituição. O ministro explicou que aí entram em conflito dois direitos fundamentais, porque a liberdade de imprensa ou de expressão colide com os direitos individuais. Já o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) rejeita a idéia de limitações à liberdade de imprensa. Para Miro, a lei é clara quando proíbe a interceptação, mas não a divulgação de seu resultado. "Se há um crime, a população tem de ser informada sobre ele, resguardadas apenas as questões da intimidade", disse. Leia mais aqui.

Lula entre o pré-sal e o céu.

Da Folha:

A estatal que tomará conta do petróleo da camada pré-sal terá estrutura enxuta e não irá se sobrepor ao trabalho da Petrobras. Segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a idéia do governo é criar uma "pequena empresa" de forma a garantir que a União tenha o controle do petróleo do pré-sal. "Quando falamos em empresa estatal, nós não queremos criar uma outra Petrobras. Na verdade, é outra coisa, parecida com o que acontece na Noruega. É um fundo, uma pequena empresa, que na Noruega deve ter 60 funcionários, que é o Estado cuidando do petróleo", disse, em entrevista veiculada ontem à noite pela TV Brasil. Lula disse que essa estatal, ainda apresentada por ele como hipótese, negociará o preço e venderá o petróleo. "A única coisa que está decidida é que o petróleo é da União. E, portanto, a União tem que cuidar." Segundo ele, além de investir na educação, os recursos obtidos com a extração e venda do petróleo servirão para fortalecer a Petrobras e a indústria naval e até para que a União aumente seu capital na estatal. "Uma das hipóteses é utilizar parte do petróleo para aumentar o capital da União na Petrobras", ressaltou o presidente. Segundo Lula, todas as mudanças e a definição do novo marco regulatório para o setor serão discutidos com a sociedade antes de se tornarem uma política do governo. "Daqui a 10, 15 anos, quando eu já não existir mais, quero estar lá no céu, tranqüilo de que o povo brasileiro está usufruindo de uma riqueza que é dele e que está regulamentada a partir da vontade desse povo", disse.

Mesmo discurso.

Hugo Chávez e Evo Morales estão atuando de forma conjunta para atacar frontalmente es Estados Unidos, usando a Unasur formada por bobos da corte como Luiz Inácio Lula da Silva. Evo diz que usará a Unasur para informar sobre os avanços sobre a redução do cultivo de coca e sobre a sua luta contra o tráfico de drogas. Após a expulsão do embaixador, o cocalero começa a recusar as ajudas humanitárias vindas dos Estados Unidos e a desmontar a ação anti-drogas montada em conjunto com as agências norte-americanas na Bolívia. A última de Evo: "sob pretexto da luta contra o narcotráfico, há bases militares que violam a unidade e a soberania dos povos e perseguição de dirigentes". Por "dirigentes", leia-se índios plantadores de coca, fornecedores de redes internacionais de traficantes. E disse que os fundos de cooperação dos norte-americanos destinados a combater o tráfico são "simplesmente para conquistar lealdades". É a mesma pregação do ódio que faz com que Fidel veja Cuba destruída por furacões e não aceite ajuda.

O caráter de sempre.

Da Folha:

Afastado da direção da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) por causa do grampo ilegal envolvendo o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), Paulo Lacerda poderá voltar ao cargo "quando quiser", disse o presidente Lula, em entrevista à TV Brasil.Lula afirmou achá-lo "um homem extraordinário" e que só foi afastado para que a investigação da Polícia Federal ocorra de forma transparente. "Lacerda é uma pessoa que eu respeito como poucos neste país", afirmou. Segundo ele, Lacerda foi chamado para reestruturar a Abin, que estava "desmontada".Lula reafirmou ser contrário ao terceiro mandato e disse que, se preciso, registra em cartório que não vai concorrer novamente em 2010.

Ói, ói, ói...

Florianópolis urgente. Quando você chegar aqui em janeiro, pode encontrar uma cidade diferente. Nildão, o candidato do PT, está prometendo coalhar os céus da cidade com teleféricos, para solucionar o problema de transporte urbano. Já Esperidião Amin, aquele mesmo que defendeu os precatórios do Maluf, quer montar um observatório de baleias para atrair turistas à ilha, mesmo que as baleias jamais passem por aqui. A candidata do PCdoB, por sua vez, quer fazer a universidade do mar, para desenvolver teses sobre os baiacus e os siris. E mais: o candidato do DEM vai financiar tudo isso, pois está prometendo pagar os juros dos empréstimos bancários de pequenas e médias empresas. Ói, ói, ói... Se qués qués, se não qués diz!

Piada do dia

Da Folha Online, mostrando a que ponto chegaram alguns políticos brasileiros. É este tipo de atitude que coloca o ego do imbecil nas alturas.

O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Ceará decidiu limitar o uso da imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apenas aos candidatos que já sejam do PT ou que tenham o partido em sua coligação. Partidos aliados ao governo Lula no plano nacional, mas que não estejam coligados com o PT, estão proibidos em todo o Estado de produzir material de campanha com o presidente. A decisão se baseou no caso da candidatura da prefeita Inês Arruda (PMDB), em Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza. Ela tentava na Justiça o direito de usar a imagem do presidente, que tem sido bastante explorada por seu principal adversário, Washington Góis (PRB), apoiado pelo PT. Inês foi proibida de usar as imagens de Lula e condenada a entregar todo o material impresso com a imagem do presidente à Justiça Eleitoral, para ser destruído. Por ser uma decisão do pleno do TRE, a limitação ao uso da imagem de Lula atinge casos semelhantes ao de Inês em todo o Ceará. Em Fortaleza, já houve uma verdadeira batalha judicial pelo direito a aparecer ao lado de Lula em fotos, entre as candidaturas de Luizianne Lins (PT) e Patrícia Saboya (PDT). Mesmo sem estar coligada ao partido do presidente, Patrícia começou a mostrar, em seu programa eleitoral, imagens em que estava ao lado de Lula, para enfatizar que é sua aliada. Luizianne, porém, conseguiu proibir o uso das imagens na Justiça --Patrícia pode apenas falar o nome do presidente. Depois disso, foi a vez de Patrícia tentar impedir que Luizianne mostrasse imagens do presidente, o que foi negado. Lula ainda não fez nenhuma gravação para pedir votos para Luizianne nem subiu no palanque da petista na capital, por haver um embate entre candidaturas da base aliada, mas aparece na propaganda eleitoral de vereadores, para pedir votos aos candidatos do PT.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Blog na estrada.

Mas volto no final da noite, para saber as novidades que sempre estão nos comentários. Como dizem os conterrâneos da catarina Lia, nossa comentarista, vou pegar a "briói"(BR101) só para ir "logo ali". Um abraço.

Lula dá razão a Evo, sem ouvir Bush.

Qual é o problema de Lula? Um só: a sua imbecilidade. Acabam de liberar trecho de entrevista dada pelo presidente à TV Brasil onde ele afirma que Evo Morales tem razão em expulsar o embaixador americano e que é "famosa a interferência" dos Estados Unidos "em vários momentos da história do continente americano". Lula ignora um princípio básico da diplomacia, que é ouvir os dois lados e só tomar posição com absoluta certeza. E, principalmente, se tomar uma posição for absolutamente necessário e imperioso, o que não é o caso. Quem garante que Evo está falando a verdade? Quem confirma? Quem comprova? Lula rompeu a neutralidade que sempre caracterizou a posição diplomática do Brasil. É um babaca, que não consegue esconder o ódio que carrega contra o maior parceiro comercial do país e um aliado muito mais importante do que a socialista Bolívia. Leia mais aqui.

Exército boliviano pede resposta a Chavez.

O chefe das Forças Armadas da Bolívia, general Luis Trigo, enviou uma carta ao ministro de Relações Exteriores daquele país, David Choquehuanca, solicitando que o governo expresse, por via diplomática, seu "enérgico e categórico rechaço à ingerência estrangeira de qualquer tipo, venha de onde vier". O general, agora, quer uma repreensão diplomática. "O presidente da Venezuela tem dado declarações contrárias ao comando destas Forças Armadas, atentando contra a união e coesão da instituição e colocando em dúvida o papel constitucional que cumprimos (...) como baluartes da democracia", afirmou Trigo na carta para o ministro. "Peço muito respeitosamente à sua digna autoridade [o ministro] que faça as representações pertinentes no âmbito diplomático." Resumo: ou Evo deixa de lamber as botas do Mico Mandante ou vai levar um coturno nos fundilhos. Leia mais aqui.

Ele também "não sabia".

O diretor da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, afirmou nesta quarta-feira que não sabia da participação de agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) na Operação Satiagraha, enquanto o diretor afastado da Abin, Paulo Lacerda, reforça que a colaboração dos agentes de inteligência foi autorizada pela cúpula da agência. "A atuação da Abin foi legítima. Dentro da Abin, orientações de baixo para cima e as autorizações ocorreram. Se em relação à Polícia Federal não houve isso, eu lamento e imaginava que isso estivesse ocorrendo. Mesmo assim, até agora não vi nenhum ato que pudesse ser imputado ilegalidade na ação dela, muito menos crime", disse Lacerda. Como o não sabia já funcionou com Lula e com tantos outros petistas envolvidos nas maiores ilegalidades, até o servidor público que tem na mão a "máquina de saber tudo de todos" se acha no direito de usar o argumento vencedor da corrupção e da trambicagem neste país. Que pouca vergonha!

"Jobimbecilidades".

Nelson Jobim é outro que não sabe o que fala. Ontem defendeu no Senado a vinculação das estratégias de defesa e desenvolvimento da região. Ele sugeriu a união de esforços para o desenvolvimento da indústria militar e para a produção conjunta de novas tecnologias para o setor. Na seqüência, criticou o fato de que jaquetas militares brasileiras ainda sejam adquiridas na China. O jurista, que não entende nada de defesa, também não entende nada de economia. É mais barato comprar jaquetas militares dos chineses porque Lula reconheceu aquele país como uma economia de mercado, com direito a pagar menos impostos pelas suas exportações ao Brasil. Mas não é só jaquetas que estão vindo de lá para o Brasil e para o mundo. Provavelmente os sapatos, as meias e as cuecas que o Jobim estava usando quando falou esta bobagem também foram produzidas pelo país campeão da mão-de-obra escrava. Leia mais aqui.

Por que não o araponga?

O Senado é, sem dúvida, surpreendente. Após constatar a ausência de respaldo legal para a atividade do disc-jockey (DJ), o senador Romeu Tuma (PTB-SP) apresentou projeto com o objetivo de regulamentar essa prática profissional. O projeto (PLS 740/07) regulamenta o exercício das atividades de DJ (disc-jockey), de produtor DJ (produtor disc-jockey) e do profissional de cabine de som DJ (disc-jockey), conceituando cada uma das atividades, incluídas entre as profissões de artistas e de técnico em espetáculos de diversões. O ex-delegado da Polícia Federal também poderia encaminhar um projeto para a regulamentação da profissão de araponga, tão em voga no atual momento econômico, político e policial do país. Desta área, com certeza Romeu Tuma entende como poucos e poderia contribuir para redigir inclusive o código de ética profissional. Leia mais aqui.

Não há dinheiro para o pré-sal.

Em entrevista à Folha de São Paulo, o presidente da Petrobras, o petista José Sergio Gabrielli, disse que a crise financeira pode afetar os investimentos na exploração do petróleo do pré-sal caso ela se prolongue."No curto prazo, não. Agora, se a situação do mercado financeiro se prolongar, com dificuldades de financiamento, aí fica difícil aumentar a dívida", afirmou o presidente da maior empresa brasileira, lembrando que os investimentos no pré-sal vão demandar endividamento. Apesar da gravidade da crise internacional e da monumental queda no valor da estatal, Gabrielli avalia que o preço do petróleo não irá registrar "uma queda contínua" e manda um recado aos acionistas minoritários da empresa: "A perspectiva de crescimento da Petrobras é grande". Logicamente, não deu nenhuma garantia de que o governo Lula não vai cumprir o que está prometendo e cometer um verdadeiro estelionato formando outra empresa para ficar com os lucros resultantes de trinta anos de investimento da Petrobras. No final, Gabrielli faz uma advertência: "Não há como você ter certeza da generalização da crise. Claro que você começa a colocar as barbas de molho." Para o bom entendedor, meia resposta basta.

Fala, assistente de bobo da corte.

Da Folha, hoje, matéria onde o babaca Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores, tenta dar importância à Unasur, que figura como apenas uma das instituições que irá mediar o diálogo reaberto na Bolívia. Como sempre, não sabe nada. E também faz que não sabe que Evo Morales já jogou no lixo a declaração assinada pelos "unasurtados" manobrados por Chávez, mandando prender o prefeito de Pando antes da "investigação imparcial", levando-o para lugar incerto e não sabido, ignorando a cláusula cinco do documento.

O ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) disse ontem que o Brasil está aguardando definição da presidente do Chile, Michelle Bachelet, para decidir quem será enviado à Bolívia para participar da mesa de diálogo acertada pela Unasul (União das Nações Sul-Americanas) anteontem, em Santiago."Um grupo deverá ir à Bolívia em breve, mas estamos esperando as evoluções porque ficou sob a coordenação da Presidência chilena. Não sei ainda quem vai participar porque não se definiu se vai ser um grupo ministerial ou de altos funcionários."Para Amorim, o documento da Unasul em apoio ao presidente da Bolívia, Evo Morales, servirá como forma de pressão para que oposição e governo atuem "na base do respeito à legalidade".Amorim relatou que na reunião da Unasul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva perguntou a Morales "o que ele quer". Na resposta, segundo o chanceler, o chefe de Estado boliviano pediu respaldo para que a oposição não pratique atos ilegais, possibilidade de diálogo, e que não haja tentativa de golpe.Os países-membros da Unasul investigarão o massacre em Pando, que levou à morte de pelo menos 15 pessoas. Segundo Amorim, o auxílio se dará por meio de especialistas em direitos humanos. "Todos temos especialistas em direitos humanos muito competentes e poderão ir lá".

Pauta.

O Ministro da Defesa, Nelson Jobim, vai prestar depoimento hoje à CPI dos Grampos da Câmara dos Deputados e deve pedir para que parte da sessão seja secreta. Uma boa pauta seria algum veículo de comunicação grampear esta reunião, só para mostrar que está tudo mesmo dominado. Porque sessão secreta para discutir toda esta podridão da arapongagem é tentar passar para a população que existe alguma coisa acima da nossa vã filosofia que justifique o estado policial montado pelo petismo no Brasil.

Evo cede e crise diminui.

Ontem à noite, o governo de Evo Morales aceitou as condições colocadas pelo CONALDE, Conselho Nacional Democrático, para que sejam realizadas negociações que devolvam os direitos constitucionais aos bolivianos, inclusive com levantamento do estado de sítio em Pando. O diálogo será monitorado não apenas pela Unasur de Chávez, mas também pela União Européia, pela ONU e pela Igreja Católica. Evo Morales não aceitou que observadores ligados à imprensa internacional participassem da mediação, por motivos óbvios. Entre as decisões, Evo Morales cede e devolve às províncias o IDH, Imposto sobre Hidrocarburetos, que havia seqüestrado para transformar numa espécie de aposentadoria para a indiada cocalera, além de reconhecer a autonomia de Pando, Beni, Tarija e Santa Cruz. A convocação do referendo, prevista para que Evo aprovasse a constituição que foi redigida dentro de um quartel, sem a presença da oposição, fica suspensa por no mínimo trinta dias. Frente à derrota, é fácil perceber que a prisão do prefeito de Pando foi feita como uma espécie de prêmio de consolação para os movimentos sociais, que foram expulsos daquela região pela população local.

Quem diria.

O escorpião paulista está chegando em Florianópolis para dar apoio ao candidato democrata na cidade, repetindo o que faz em São Paulo, com toda a pompa e circunstância dos jantares, carreatas, depoimentos gravados e estardalhaço. Já os animais tucanos, mortalmente picados, procuram desesperadamente um antídoto para continuar respirando, enquanto os petralhas avançam para tomar conta da maior cidade do país.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Prisão ou seqüestro?

Até o presente momento, a ditadura de Evo Morales não informou oficialmente onde está confinado o prefeito de Pando, Leopoldo Fernández, preso hoje à tarde. Assim como a prisão caracterizou-se pelo não cumprimento do acordo firmado pelo cocalero com os bobos da corte bolivariana da Unasur - entre os quais se destaca Lula -, também está revestida de características de seqüestro, pois os familiares e advogados do prefeito não sabem ao certo para onde ele foi levado. Especula-se que possa estar preso em um quartel próximo a Cochabamba, uma região dominada pelo MAS, Movimento ao Socialismo. Este é o governo "democrático"que recebeu o aval de Lula. Um governo que esconde um preso político que, neste momento, pode estar sendo torturado e até mesmo morto pelos radicais socialistas e racistas que dominam a Bolívia. Se os índios mandados por Evo para assassinar brancos contrários ao socialismo barbarizaram tão longe de casa, imaginem o que podem fazer no seu próprio território com o bode expiatório em que transformaram o prefeito da pacata província de Pando.

Genro de Lula envolvido na Operação Influenza.

À direita, Marcelo Sato, em visita ao Palácio do Planalto, apresentando o neto ao Vovô Lula.

O relatório da Operação Influenza, da Polícia Federal, contém trechos de ligações telefônicas e cópias de e-mails que relacionam o deputado federal Décio Lima (PT) ao empresário Francisco Ramos, conhecido como Chico Ramos, da Agrenco do Brasil SA - exportadora de grãos suspeita de, entre outras irregularidades, simular negócios com produtores de soja, comprando carregamentos que não existiam. A Operação Influenza investigou fraudes cometidas no Porto de Itajaí e deteve 24 pessoas em junho - incluindo Ramos.Segundo as conversas gravadas, Décio teria facilitado o acesso do empresário a órgãos do governo federal no período entre 10 de dezembro de 2007 e 6 de janeiro deste ano. De acordo com os trechos (ver reprodução ao lado), até então mantidos em sigilo, o deputado federal, que concorre à prefeitura de Blumenau, teria recebido presentes de Ramos, como notebooks e vôos em aviões fretados.Além de Décio Lima, o relatório da Polícia Federal cita Jefferson Reichel, assessor do deputado, e Marcelo Sato, genro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento contém mais de 100 ligações telefônicas e e-mails, todos interceptados com autorização da Justiça.

Os diálogos

Trecho de telefonemas e e-mails gravados durante a Operação Influenza, da Polícia Federal
1º/4/2008, às 11h25min, ligação entre Chico Ramos e Décio Lima:

Ramos - Esse assunto, estamos com aquele documento pendente na Receita Federal para a gente poder se qualificar e vender biodiesel no leilão, tô apavorado.

Décio - Da agência ainda?

Ramos - Da Receita Federal, tenho que ter o certificado da Receita Federal para poder depois conseguir o selo definitivo no MDA.

Décio - Manda alguém passar um e-mail para mim hoje para eu entender direitinho com quem tenho que falar.

Ramos - O Jefferson tá cuidando de tudo para mim aí, tá tudo com ele.

Décio - Eu vou atrás do Jefferson, pode deixar.

24/10/2007 - E-mail do gabinete de Décio Lima para Chico Ramos:
Assunto: Audiência ANP
Prezado Xico,

Informo que a audiência com o Sr. Haroldo Lima ficou marcada para dia 29 de outubro, segunda-feira, às 16h.
O endereço é Av. Rio Branco, 65, 21º andar - Centro - Rio de Janeiro - RJ.
Tel: (21) 2112-8100
Qualquer problema falar com a Deise.
O deputado ficará aguardando informações sobre o vôo.
Atenciosamente,

Cláudia Dutra

18/12/2007, às 15h42min, ligação entre Chico Ramos e Marcelo Sato

Ramos - Preciso de um favor, conseguimos as licenças ambientais, tudo que precisava para entregar na ANP para conseguir autorização para rodar a fábrica de biodiesel depois de amanhã. Hoje vai ter reunião no RJ para apreciar as licenças. Nosso processo está na área jurídica da ANP, preciso que você fale com diretor jurídico ou presidente para jogar para apreciação.

Sato - Não tá na pauta?

Ramos - Não. Faz pedido especial.

Sato - Estou ligando agora.

25/3/2008 - E-mail de Jefferson Reichel a funcionária da Agrenco:
Assunto: RPA

Bom dia, Ana!

Tem alguma notícia do meu pagamento, até hoje não apareceu.

Abraço, Jefferson

24/12/2007 - Às 11h13min, Ramos conversa com um homem identificado como Carlos
Ramos - Chegou o computador do nosso amigo Décio?

Carlos - Não, vou ver agora.

17/4/2008 - Às 11h18min, Marcelo Sato pergunta em gravação telefônica a Chico Ramos se pode deixar "um hotel reservado para nós".

Documento da Polícia Federal aponta que foram reservadas duas vagas em hotel para Marcelo Sato, mas não especifica em que cidade é a hospedagem.

Mais detalhes aqui.

O bobo da corte bolivariana.

O presidente do Brasil fez papel de bobo da corte bolivariana de Evo Morales, Hugo Chávez e Rafael Correa, ontem, na reunião da Unasur. Ou é conivente com a quebra do comunicado que ele mesmo assinou, na qualidade de líder de governo, que expressava, na cláusula 5:

5. En ese contexto, expresan su más firme condena a la masacre que se vivió en el departamento de Pando, y respaldan el llamado realizado por el Gobierno boliviano, para que una comisión de Unasur pueda constituirse en ese hermano país, para realizar una investigación imparcial que permita esclarecer a la brevedad este lamentable suceso y formular recomendaciones, de tal manera de garantizar que el mismo no quede en la impunidad.

Em bom espanhol, está escrito e assinado por Lula que seria feita uma "investigação imparcial" para esclarecer os episódios. Em menos de 24 horas, Evo Morales rasgou e jogou no lixo a declaração da Unasur, mandando prender, sem nenhum prova e sem a "investigação imparcial" da comissão que seria nomeada, o prefeito de Pando, Leopoldo Fernández. O presidente Lula foi convocado apenas para passar recibo para o cocalero socialista com ideais ditatoriais, que limpou o traseiro com a sua assinatura. É cúmplice ou é um babaca. Aliás, esta atitude mentirosa de Evo para com Lula não é nenhuma novidade. Lembrem das refinarias.
................................................................................
Evo Morales continua proibindo a presença da imprensa e de observadores internacionais nas áreas de conflito, enquanto prende os seus opositores em quartéis, na perseguição autorizada por escrito pelo Presidente Lula e seus colegas da Unasur.

PF: preso o número dois.

A Polícia Federal prendeu hoje o delegado Romero Menezes, diretor-executivo, o segundo na hierarquia do órgão. A prisão é desmembramento da Operação Toque de Midas, realizada em julho passado, para combater fraudes em licitações, na concessão da Estrada de Ferro do Amapá. O Ministério Público do Amapá descobriu que o irmão do delegado Romero Menezes, José Gomes de Menezes, é um empresário que atua no ramo de segurança e serviços em portos, e que estaria usando exploração de prestígio, por ser irmão do delegado da PF, para conseguir benefícios. Leia mais aqui.

Assassinos pró-Evo já estão na Venezuela.

Fontes da Bolívia informam que os assassinos participantes dos movimentos sociais, que foram insuflados por Evo Morales a irem para Pando provocar, destruir e matar, já fugiram para a Venezuela onde, da mesma forma que os líderes das FARC, estão tendo a proteção de Hugo Chávez. Enquanto isso, o prefeito de Pando, Leopoldo Fernández, que continuava trabalhando normalmente, foi preso pelo exército e transportado para La Paz no avião que Chávez colocou a serviço do cocalero. É a primeira vítima da caça que está sendo promovida pelos bolivarianos que, ontem, receberam o aval dos presidentes da Unasur para continuar implantando uma ditadura socialista na Bolívia.

O imbecil analisa a crise econômica.

O imbecil falou - "O Brasil está em situação mais confortável porque não temos hoje economia dependente da balança comercial que tínhamos com os Estados Unidos há 20 anos. Tínhamos uma balança comercial que significava quase 30% com os EUA, hoje significa 15%."

O imbecil, como sempre, esqueceu de analisar o quanto a crise americana vai afetar os outros 85% para quem o Brasil vende, como se a economia não fosse global.

O imbecil, como sempre, usou apenas os dois neurônios, aquele que fica no lado Garanhuns e aquele outro que fica no lado São Bernardo do Campo. E não enervem o pobre exigindo avaliações mais sistêmicas. Ele pode ficar agressivo e ligar para o Bush.

Preto no branco.

Um comentário postado aqui no Blog, em 10 de setembro, sobre racismo velado contra brancos nas inscrições ao vestibular da Universidade Federal da Bahia virou notícia na imprensa nacional, ontem, no Globo Online. Aguarda-se providências urgentes das entidades de direitos humanos. Especialmente do Ministro-Chefe da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Edson Santos, apesar de que a sua principal missão é "promover a igualdade e a proteção dos direitos de indivíduos e grupos raciais e étnicos afetados pela discriminação e demais formas de intolerância, com ênfase na população negra". Não duvido que, em vez de dar uma posição de governo, haja vista que é uma universidade pública, até aplauda, pois até agora não se manifestou.

Império da lei.

Para os que questionam o papel do Supremo Tribunal Federal é importante ressaltar que o ex-agente aposentado do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI) Francisco Ambrósio do Nascimento, apontado como principal suspeito nas escutas ilegais no STF, vai depor na CPI dos Grampos protegido por dois habeas-corpus preventivos, cujo objetivo é livrá-lo do risco de ser preso durante os depoimentos. Os dois pedidos devem ser julgados hoje. E serão aprovados por quem? Pelo STF, que foi a vítima do crime, que concederá ao araponga um salvo conduto para que ele não seja obrigado a assinar um termo de compromisso; para que possa ficar em silêncio se julgar melhor; para que possa exercer o direito de não se auto-incriminar; para que possa ter assessoria de seus advogados e comunicar com eles durante seu depoimento; para que possa tirar cópias do procedimento investigatório antes do depoimentos às CPIs. O nome disso é democracia e é por isso que vemos certas ratazanas, especialmente aquela dos "sem mídia", atacando frontalmente o Supremo Tribunal Federal.

Politburo do Mercosul.

A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) criticou nesta segunda-feira (15), durante sessão do Parlamento do Mercosul(ou Politburo do Mercosul), a realização, em novembro, de uma manobra conjunta de navios da Rússia e da Venezuela em águas do Caribe. Ela recordou a preocupação de diversos parlamentares do continente com o anúncio da recriação, neste ano, da Quarta Frota da Marinha dos Estados Unidos. E disse estranhar o silêncio em relação à presença na região de modernos navios russos, equipados com ogivas nucleares.Na opinião da senadora, a decisão do governo da Rússia de enviar seus navios ao Caribe pode estar relacionada à posição assumida pelos Estados Unidos durante o recente conflito entre a Rússia e a Geórgia. Nesse conflito, Washington reagiu à postura da Rússia, a qual considerou típica do antigo armamentismo soviético. - Se não queremos os americanos, não queremos os russos também. Não desejamos uma nova guerra fria, nem ser palco para uma disputa entre nações em busca do poder. Esta guerra não é nossa - afirmou Marisa, durante a etapa de debate sobe tema livre na sessão. Em resposta, o parlamentar venezuelano Roy Daza lembrou que a Venezuela já promoveu manobras militares com diversos países, além da Rússia, e que o governo venezuelano não tinha a intenção de estimular "nenhuma guerra fria". Por sua vez, o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) observou que não se poderia comparar a recriação da Quarta Frota com a presença de navios russos em águas do Caribe. Ele observou que a decisão norte-americana foi unilateral, enquanto os russos viriam à região a convite do governo da Venezuela.(Da Agência Senado).

O comunicado da Unasur(comentado em azul).

Lula e Marco Aurélio "Top Top"Garcia, na reunião que referendou a ditadura a ser imposta na Bolívia.

“Santiago de Chile, 15 de septiembre de 2008

Las Jefas y Jefes de Estado y de Gobierno de Unasur, reunidos en el Palacio de La Moneda, en Santiago de Chile, el 15 de septiembre de 2008, con el propósito de considerar la situación en la República de Bolivia, y recordando los trágicos episodios en que hace 35 años en este mismo lugar conmocionaron a toda la humanidad;( é nítida a intenção de Bachelet de criar um fato no Chile para lembrar o golpe contra Allende: este foi o principal objetivo da reunião)

Considerando que el tratado constitutivo de Unasur, firmado en Brasilia, el 23 de mayo de 2008, consagra los principios del irrestricto respeto a la soberanía, a la no injerencia en asuntos internos, a la integridad y a la inviolabilidad territorial, a la democracia y sus instituciones y al irrestricto respeto de los Derechos Humanos;

Ante los graves hechos que se registran en la hermana(deve ser por isso que entregamos refinarias e perdoamos a sua dívida externa) República de Bolivia, y en pos del fortalecimiento del diálogo político y la cooperación para el fortalecimiento de la seguridad ciudadana, los países integrantes de Unasur expresan:

1. Su más pleno y decidido respaldo al Gobierno constitucional(qual constituição?a aprovada sem a presença da oposição, dentro de um quartel?) del Presidente Evo Morales, cuyo mandato fue ratificado por una amplia mayoría en el reciente referendo.

2. Advierten que sus respectivos Gobiernos rechazan enérgicamente y no reconocerán cualquier situación que implique un intento de golpe civil, la ruptura del orden institucional, o que comprometa la integridad territorial de la República de Bolivia.( em nenhum momento os presidentes tocam no fato de que os conflitos foram gerados pelo envio, por Evo Morales, dos "movimentos sociais"armados de paus e pedras para matar funcionários públicos da província de Pando)

3. Consecuente con lo anterior, y en consideración a la grave situación que afecta a la hermana República de Bolivia, condena el ataque a instalaciones gubernamentales y a la fuerza pública por parte de grupos que buscan la desestabilización de la democracia boliviana, exigiendo la pronta devolución de esas instalaciones como condición para el inicio de un proceso de diálogo.( e os ataques dos militantes de Evo?)

4. A la vez, hacen un llamado a todos los actores políticos y sociales involucrados( só aqui uma breve generalização, que pode incluir os dois lados) a que tomen las medidas necesarias para que cesen inmediatamente las acciones de violencia, intimidación y de desacato a la institucionalidad democrática y al orden jurídico establecido.

5. En ese contexto, expresan su más firme condena a la masacre(querem transformar o problema em atentado aos direitos humanos, para vender ao mundo as reações que virão contra os autonomistas; querem carimbar o movimento como se fosse compostos por bandidos) que se vivió en el departamento de Pando, y respaldan el llamado realizado por el Gobierno boliviano, para que una comisión de Unasur pueda constituirse en ese hermano país, para realizar una investigación imparcial que permita esclarecer a la brevedad este lamentable suceso y formular recomendaciones, de tal manera de garantizar que el mismo no quede en la impunidad.( esta comissão "imparcial" será formada por quem?)

6. Instan a todos los miembros de la sociedad boliviana a preservar la unidad nacional y la integridad territorial(Evo Morales quer formar uma república de índios, os autonomistas querem formar uma república de todos os bolivianos, aliás, como sempre foi antes do cocaleiro assumir) de ese país, fundamentos básicos de todo Estado y a rechazar cualquier intento de socavar esos principios.

7. Hacen un llamado al diálogo(os autonomistas já haviam aceitado o diálogo, quem não aceitava era Evo Morales, que resistiu, inclusive, a estar presenta na reunião) para establecer las condiciones que permitan superar la actual situación y concertar la búsqueda de una solución sustentable, en el marco del pleno respeto al Estado de Derecho y al orden legal vigente.

8. En ese sentido, los Presidentes de Unasur acuerdan crear una comisión abierta(Marco Aurélio Garcia estava lá, ao lado de Lula) a todos sus miembros, coordinada por la Presidencia Pro-Témpore, para acompañar los trabajos de esa mesa de diálogo, conducida por el legítimo Gobierno de Bolivia.

9. Crean una comisión de apoyo y asistencia al Gobierno de Bolivia, en función de sus requerimientos incluyendo recursos humanos especializados”. ( recursos humanos especializados seriam o quê? tropas? espiões? oficiais de inteligência? agentes da ABIN?)

Chávez domina a "cumbre"da Unasur.



Eis a declaração do incendiário, ao final da reunião de cúpula da Unasur, onde os presidentes do Foro de São Paulo respaldaram, a começar pelo intencional figurino vermelho da anfitriã, a presidente do Chile, Michele Bachelet, a ditadura que está prestes a ser instalada na Bolívia. A partir de agora, a responsabilidade por uma guerra civil que venha a ocorrer naquele país é dos presidentes que lá estiveram. O (ou a) excitado(a) repórter que faz a matéria é da Venevisión, a estatal chavista que substituiu a RTVC. Ouçam ao fundo a militância: "Uh!Ah!Evo no se vá!"

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Blog, o retorno.

Viagem de volta ao Brasil. Saio do interior da Argentina e, por isso, será uma jornada que ocupará todo o dia. Ao chegar em casa amanhã, no início da noite, estarei liberando os comentários. Que, aliás, faço com um prazer imenso, pois é neles que pulsa a alma deste blog. Hasta luego.

domingo, 14 de setembro de 2008

Evo é pressionado a negociar.

Quem tem culpa pediria a mediação da Igreja Católica e a presença de observadores internacionais, que Evo Morales até agora não aceitou? Este é o pedido dos governadores autonomistas. As negociações entre o presidente golpista, pressionado pela opinião pública internacional, e os governadores começaram hoje à tarde. Espera-se que Hugo Chávez, amanhã, não use a reunião da UNASUR como palanque para tentar incendiar a América Latina. Já levou um pára-te-quieto do ministro da Defesa boliviano, mas dificilmente perderá a oportunidade. Cabe aos demais presidentes tomarem frente para evitarem um banho de sangue na Bolívia, que é o desejo do venezuelano e do cocalero, para poderem justificar a tal revolução socialista bolivariana.

Parecem perigosos?

Estes são os governadores das províncias autonomistas da Bolívia: da esquerda para a direita, Ernesto Suarez(Beni), Leopoldo Fernandez(Pando), Manfred Reyes(Cochabamba), Mario Cossio(Tarija) e Ruben Costas (Santa Cruz). Fernandez teve sua prisão decretada pela ditadura evista e pode, a qualquer momento, chegar ao Brasil para pedir asilo político. Algum deles têm o ódio que Evo Morales, Hugo Chávez e até Luiz Inácio Lula da Silva carregam, muitas vezes, no olhar? Ou são patriotas lutando pelo país que não fundaram, mas que construíram tendo que carregar um povo que, por ser índio e ser filho do sol, acha que não precisa trabalhar para viver?

De olho.

Vamos ver se o governo Lula vai dar asilo político a possíveis refugiados políticos bolivianos, perseguidos pela insânia de Evo Morales. Ou se este tratamento continuará sendo dado apenas para um dos maiores narcoterroristas das FARC, o "Cura Camilo", que vive confortavelmente em Brasília e continua em contato com as lideranças da guerrilha assassina, com direito a emprego para a mulher dentro do Palácio do Planalto.

Araponga ianque.

Hoje o Clarin publica uma reportagem sobre o assunto que pulsa por aqui: as provas incontestáveis de que Hugo Chávez enviou maletas de dólares para financiar a campanha para a eleição de Cristina Kirchner. Uma delas, que gerou o Valijagate, foi apreendida quando chegava em Buenos Aires a bordo de um avião da PDVSA e os envolvidos se foram para Miami, onde acabaram presos pelo FBI. E como o FBI pegou os aliados dos Kirchner? Através de um sofisticado equipamento de escuta, escondido nas roupas de Antonini Wilson, o portador da valija, que passou a colaborar com a justiça americana em troca de redução de pena. Este equipamento, denominado Eagle, gravou 220 conversas, em restaurantes e por telefone, com 100% de fidedignidade. Esta espécie de Ipod é inviolável, deixando rastros de qualquer manipulação. Um fato engraçado é que um dos corruptores duvidou, dentro de um restaurante com música alta, que existisse tecnologia que conseguisse fazer gravações num ambiente barulhento como aquele. Na saída, estavam os agentes do FBI para lhe dar voz de prisão. Leia mais aqui.

(Coronel, direto da Argentina)

Estou com Pando.

O que a imprensa não noticia é que os camponeses mortos na Bolívia foram transportados pelo governo Evo Morales, levados para transformar Pando em um campo de batalha. Que tudo explodiu, na pequena Porvenir, quando a massa de manobra matou um engenheiro e dois funcionários locais, ostentando os cadáveres como troféus. Cumpre-se na Bolívia que resiste pela democracia a famosa palavra de ordem dos esquerdistas que, tantas vezes, já banharam o mundo de sangue: "vamos colocar os movimentos sociais na rua". Por aqui, quando a coisa aperta como no mensalão, também se ouve esta mensagem cifrada, que significa chamar CUT, MST e outras quadrilhas para proteger um governo que comete crimes. É em espanhol, mas vale a pena ler o artigo da cientista política Susana Seleme Antelo, publicada hoje, no jornal El Deber.

Até as Forças Armadas.

Da Revista Época:

Embora a expressão Satiagraha, em sânscrito, queira dizer resistência pacífica e silenciosa, a operação policial do delegado Protógenes Queiroz que levou esse nome não foi uma coisa nem outra. Envolveu ações truculentas e humilhantes, como a prisão do ex-prefeito Celso Pitta, retirado de casa algemado, diante das câmeras de TV. Produziu a prisão do banqueiro Daniel Dantas, que por duas vezes saiu da cadeia graças a habeas corpus assinado pelo Supremo Tribunal Federal. Já se sabia que a operação mobilizara oficiais da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o serviço de informações que serve à Presidência da República, e produziu escuta telefônica de lobistas, políticos, amigos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de empresários, jornalistas e mesmo de Gilberto Carvalho, secretário particular do presidente. Mas não foi só isso. A Operação Satiagraha teve também vínculos com oficiais da ativa dos serviços secretos das Forças Armadas. A linha hierárquica desses oficiais vai até, em última instância, o ministro da Defesa, Nelson Jobim. Leia mais aqui.