segunda-feira, 28 de julho de 2014

Governo ameaça e Santander avermelha.

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Depois de fazer uma análise honesta sobre os perigos para a economia brasileira se Dilma for reeleita, o Santander mente em mensagem estampada na capa do seu portal, dizendo que " a economia brasileira seguirá a sua bem sucedida trajetória de desenvolvilmento". As ameaças do governo e do PT surtiram efeito. Inclusive com a demissão de funcionários exigida pelo Partido dos Trabalhadores. Lamentável!

Presidência usa computadores do Palácio do Planalto para caluniar adversários.

Gabinete presidencial no Palácio do Planalto

Onze computadores do governo federal foram usados para alterar páginas da Wikipédia, enciclopédia on-line cujos textos podem ser editados livremente, como as do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT), do Movimento Passe Livre e do ex-governador José Serra (PSDB-SP).

Levantamento da Folha com os endereços de IP registrados em nome do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) e da Presidência da República mostra que artigos sofreram mudanças tanto para a inclusão de elogios e a retirada de críticas como para o inverso. As edições, feitas entre 2008 e 2014, acabaram desfeitas por outros usuários, por infringirem regras de uso. IPs são como uma "impressão digital" na internet, o que permite identificar ao menos a organização responsável pelo acesso. A Wikipédia registra todos os endereços do tipo que fazem alterações.

O caso mais relevante de edição ocorreu em dezembro de 2013, quando uma conexão de internet da Presidência foi usada para retirar trecho sobre suspeitas de corrupção na Funasa (Fundação Nacional da Saúde) quando Alexandre Padilha era diretor do órgão, e incluir elogio ao programa Mais Médicos. "Com o sucesso do Mais Médicos Padilha se torna um dos pré-candidatos petistas à disputa pelo governo de São Paulo em 2014", dizia o texto.

Em 10 de junho de 2013, em meio aos protestos de rua liderados pelo MPL (Movimento Passe Livre), um IP do Serpro foi usado para alterar a página do grupo na Wikipédia. A edição dizia que o MPL "se utiliza de protestos e, não raramente, depredação e violência para alavancar" reivindicações. Também afirmava que a tarifa zero ignora que "todo aumento de gasto público implica menos orçamento" para saúde e educação.

Em março de 2010, ano em que o ex-governador paulista José Serra (PSDB) concorreu à Presidência contra Dilma Rousseff (PT), um computador do governo federal foi usado para incluir críticas ao político na enciclopédia. O trecho dizia que "se eleito presidente, [Serra] pretende, como uma de suas metas, acabar com todas as empresas estatais e sucatear todas as empresas públicas" --durante a campanha, o tucano negou ter esse objetivo.

Outras edições foram feitas em páginas como as da Lei Rouanet e do Funttel (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações), mas não tinham informações incorretas --foram retiradas por não seguir normas de padronização.

OUTRO LADO

A reportagem forneceu endereços de IP, datas e horários de acesso ao Serpro, junto a um pedido de identificação dos locais físicos em que esses IPs estão alocados. O órgão disse que não poderia comentar o assunto por motivos legais, uma vez que a lei 5.615/70, que criou o Serpro, determina que a empresa e seus servidores "são obrigados a guardar sigilo quanto a elementos manipulados". "A própria identificação e divulgação de órgão usuário do IP implicaria quebra de sigilo contratual, já que a empresa se compromete em garantir tratamento sigiloso para os dados e informações dos contratantes", disse a companhia federal em nota.

Questionada sobre o caso da página de Alexandre Padilha, a Presidência afirmou que não poderia se posicionar a tempo; sugeriu que o pedido fosse feito pela Lei de Acesso à Informação.(FSP)

Aécio lidera em Goiás.

Pesquisa de intenção de votos divulgada na última sexta-feira (25/07) revela que Aécio Neves já é o favorito entre os goianos para ser o próximo presidente do país. O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil tem 32,0% dos votos dos eleitores de Goiás, contra 26,1% da candidata do PT, Dilma Rousseff. Eduardo Campos aparece com 8,3% das intenções de voto. É o que mostra pesquisa do Instituto EPP - Empresa de Pesquisa e Consultoria Ltda.

Nas últimas semanas, pesquisas realizadas em todo o país comprovaram o crescimento de Aécio, que está empatado com a candidata do PT na disputa de segundo turno, como divulgado pelos levantamentos Datafolha e Istoé/Sensus.

A pesquisa do Instituto EPP também trouxe dados sobre a eleição a governador, onde o tucano Marconi Perillo, que concorre à reeleição, lidera o quadro com 31,2% dos votos. A pesquisa do instituto, que ouviu 1.500 eleitores entre os dias 17 e 20 de julho em todas as regiões de Goiás, tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

PSD: Kassab apoia Dilma, o partido apoia Aécio.

Montado à imagem e semelhança de seu líder Gilberto Kassab, homem que galgou postos e fez-se poderoso pelo talento para manejar o xadrez político nacional, o PSD converteu-se em símbolo do pragmatismo nas eleições de 2014. Primeiro partido a anunciar apoio à presidente Dilma Rousseff em sua busca pela reeleição, ainda em novembro, o PSD se aliou a chapas contrárias às do PT em 20 Estados brasileiros. Mais que isso, a sigla ocupa as mesmas coligações que o PSDB de Aécio Neves em 14 Estados e que o PSB, de Eduardo Campos, em nove.

No rol de apoios diretos oferecidos pelo partido de Kassab, a discrepância é ainda mais explícita. O PSD apoia candidaturas a governo do PSDB em oito Estados, do PSB em outros quatro e do PT apenas na Bahia e no Ceará. Desses partidos, recebe o apoio petista no Rio Grande do Norte e do PSDB no Amapá.
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Ao Valor, Kassab garante que, se Dilma sair derrotada da disputa eleitoral, o PSD irá para a oposição. Mas a promessa não encontra eco em seus pares, que creem que as composições regionais do partido o levarão naturalmente a estar no próximo governo, vença Dilma, Aécio ou Campos. Mais que isso, líderes da sigla atestam que, na maioria dos Estados, a máquina partidária do PSD está trabalhando fortemente pela eleição de Aécio.

"Os quadros vieram de origens diversas. Sempre dissemos que essa identidade partidária iríamos buscar pós 2015, quando o PSD passasse por uma eleição nacional", afirma o deputado Eduardo Sciarra. Presidente do partido no Paraná, seu Estado é um exemplo da falta de vínculos com a candidatura presidencial petista. "Sou coordenador da campanha do governador Beto Richa [PSDB] à reeleição. Nosso grupo político é o mesmo", diz. O material de campanha do governador, que o PSD ajuda a colocar na rua, sai casado com o nacional, que tem Aécio. A maioria dos candidatos do PSD paranaense, conta, fez seu santinho também se vinculando ao tucano. "Não dá para eu ir no palanque da Dilma, fica incoerente. A maioria do PSD aqui está trabalhando pelo Aécio, sem dúvida", atesta.

Não é uma realidade isolada. Reservadamente, dirigentes da sigla dizem que o grosso do PSD nos Estados trabalha para fazer Aécio presidente. Líder da bancada do PSD na Câmara, o deputado Moreira Mendes, de Rondônia, concorre a uma vaga ao Senado aliado aos tucanos locais. "Em Rondônia historicamente essas forças de centro-direita estão sempre aglutinadas. Dependemos de agricultura e pecuária, uma área que não se dá com o pessoal do PT", diz. Ele duvida que o PSD ocupe um espaço de oposição mesmo em uma eventual derrota de Dilma. "Eu me dou muitíssimo bem com o Aécio e o PSD não tem esse espírito de oposição radical. Um partido com 50 deputados sempre vai ter espaço de negociação", avalia. Sciarra segue o mesmo raciocínio. "Teremos peso político e, até pelo apoio dado a ele em vários Estados, é natural que vá haver vínculo com um eventual governo do Aécio".

Por ser um partido de centro, diz Kassab, "há propostas um pouco mais sintonizadas com o campo da esquerda e outras, com o campo liberal. O PSD defende com muita intensidade investimentos na saúde pública, educação e segurança, mas no campo da economia tem visão liberal, defende economia de mercado, parcerias público-privadas". E, claro, a liberdade de imprensa. "Triste é o partido que não sabe conviver com a liberdade de imprensa". Chega a perguntar, simpaticamente, como os jornalistas estão vendo o seu partido.

Kassab não nega o insólito da distribuição de apoios regionais do PSD não refletir a posição em âmbito nacional. Rebate com uma questão local. "Se é insólita a nossa posição, é também a do PSDB de São Paulo, que terá 40 comitês em conjunto com o PSB. Vai ter o Geraldo Alckmin circulando numa cédula com o Eduardo Campos. Na verdade, somos todos vítimas da ausência de uma reformulação na legislação partidária. Não é privilégio ou característica do PSD".

O acordo nacional com o PT, dizem aliados, foi o somatório de opção mais cômoda com pagamento de uma dívida de gratidão. Ao contrário da postura tomada até pelo PSDB, o PT não atrapalhou o caminho do PSD na busca, junto à Justiça, de tempo de exposição em rádio e TV e fundo partidário proporcionais à bancada - e o Palácio do Planalto operou para isso. Aécio, atestam, é ciente dos motivos desse acerto.

No mais, estar com o PT e migrar para a base de um eventual governo de PSDB ou PSB seria algo "sem trauma", avalia um dirigente. O contrário seria um processo desgastante.

Na conta da sigla, serão eleitos este ano entre 45 e 50 deputados federais do PSD. Para 2018, Kassab vislumbra lançar um candidato a presidente da República. "Temos bons quadros. Por que não pensar em ter um candidato a presidente em 2018? Henrique Meirelles poderia sim ser um bom presidente", avalia, lembrando o correligionário e ex-presidente do Banco Central.

Numa passagem aparentemente desimportante, ao comentar sua relação atual com Aécio Neves e Eduardo Campos, Kassab de certa maneira resume a própria trajetória e do pragmático PSD. "Mantenho relações com eles do ponto de vista pessoal e político. Porque um partido de centro comporta esses entendimentos". (Valor Econômico)

PT culpa marqueteiro pela rejeição de Dilma.

Aos poucos, líderes petistas começam a dizer em reservado que a campanha da presidente Dilma Rousseff agora paga por ter menosprezado o cenário eleitoral e o tamanho do desgaste do governo. Depois de uma rodada de reuniões comandada na última semana pela presidente, quem passou pelo Palácio da Alvorada saiu desanimado.

Em uma dessas conversas, Dilma falou da necessidade de acertar a articulação em estados estratégicos e reduzir os índices de rejeição apontados pelas últimas pesquisas de opinião. Mas, na linha “eu bem que avisei”, alguns petistas já falam em erro estratégico e alegam que o problema se anunciava meses atrás.

Parte deles não hesita em jogar a culpa no marqueteiro João Santana. Diz que, em maio deste ano, ele ainda demonstrava “otimismo excessivo” e chegava a falar em vitória no primeiro turno. (Poder Online)

Hoje tem crime eleitoral no Alvorada.

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição no pleito de outubro, participa nesta segunda-feira (28) da série de sabatinas realizadas pela Folha, pelo portal UOL (ambos do Grupo Folha), pelo SBT e pela rádio Jovem Pan. O evento está previsto para as 15h, no Palácio da Alvorada, residência oficial da presidente, em Brasília, e terá transmissão ao vivo no UOL e no site da Folha.Os candidatos da oposição Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB) foram sabatinados na semana retrasada.

Para saber porque Dilma vai cometer crime eleitoral, leia aqui.

domingo, 27 de julho de 2014

Jogando Padilha para o canto, PT paulista quer que Skaf apoie Dilma na marra.

RENE MOREIRA/ESTADÃO
Está bonito de ver. De um lado, Paulo Skaf (PMDB) propalando que "seria maluco" se apoiasse Dilma. Do outro lado, o tesoureiro do PT, Edinho Silva, querendo enquadrar Skaf, dizendo que ele   "ou é mal orientado ou é ingênuo" ao tentar descolar a sua imagem da petista. 

Já o coordenador da campanha de Dilma em São Paulo, o petista Luiz Marinho vai mais longe e trombeteia: "Acho que é um erro o Skaf não colocar o nome dele junto com o da Dilma. Ele vai arcar com as consequências". E concluiu, descornado: "Pedi uma reunião com o PMDB,  mas o Skaf está fugindo do assunto".

Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo paulista, quis bancar o irônico e caiu no ridículo, rifado claramente pelo partido. Abanou o rabinho e lascou: "Eu sou louco pela Dilma e pelo Lula. Eu falei para o Marinho que comigo não precisa enquadrar. Desde o começo defendo o legado de Dilma". Como se Marinho e Edinho quisessem o Padilhinha.  

Renan meteu a mão no "mensalão" que o PT passou para o PMDB, com o apoio de Mercadante. Que pouca vergonha!

Negociação envolvendo o repasse oficial de recursos financeiros do PT para o PMDB abriu uma crise entre os dois partidos, os maiores da coligação pela reeleição da presidente Dilma Rousseff. Sem aval do comando peemedebista, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), costurou o recebimento de uma ajuda de campanha de R$ 35 milhões.

O PT, que arrecadaria o valor por meio de doações legais de empresas, repassaria a quantia a cinco candidatos do PMDB a governos estaduais em Rondônia, Amazonas, Paraíba, Pará e Alagoas -onde Renan Filho é o nome do partido na disputa. Em quatro desses Estados o candidato peemedebista tem o apoio oficial do PT (a exceção é em Rondônia). O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), foi informado da exclusão da maioria do partido no repasse e exigiu que fosse feita uma distribuição igualitária para todos os candidatos da sigla.

Segundo relatos ouvidos pela reportagem da Folha, a negociação com Renan foi acertada com Aloizio Mercadante (PT), ministro da Casa Civil. Por meio de sua assessoria, o ministro negou que tenha tratado do assunto com Renan ou com "qualquer liderança do PMDB": "A Casa Civil não trata das finanças de campanhas, sendo este um tema exclusivo dos partidos".

O mal-estar no PMDB chegou aos ouvidos de assessores de Dilma. Congressistas afirmam que o imbróglio foi o principal motivo da volta de Temer à presidência do partido. Porém, a equipe de Temer nega, alegando que ele voltou ao comando do PMDB para estar à frente da interlocução política na campanha.

Pelo desenho acordado entre PT e PMDB, seriam repassados cerca de R$ 8 milhões para Alagoas, Paraíba, Amazonas e Pará. Rondônia, Estado do então presidente do partido, Valdir Raupp, ficaria com R$ 3 milhões. "Eles acharam que ninguém ficaria sabendo. Tem que ser socializado", ironiza um cacique do PMDB à Folha. A cúpula do partido quer contemplar, entre outros, os candidatos ao governo de Goiás, Iris Rezende, do Ceará, Eunício Oliveira, e do Rio Grande do Norte, Henrique Eduardo Alves. Nenhum deles é apoiado pelo PT.

Petistas negam a articulação, mas afirmam que há pressão de aliados –como PMDB, PR e PP– para ajuda nos Estados. Um peemedebista da cúpula da legenda explica, sob a condição do anonimato, a "dependência'' da doação intermediada pelo PT: segundo ele, o empresário doa com mais facilidade "para quem manda''. Auxiliares do comitê presidencial afirmam que a ordem é ajudar, mas só depois que conseguirem resolver a campanha nacional.

Além disso, a orientação é "endurecer'' com partidos que possuem ministérios, como o PMDB, já que, na avaliação petista, os titulares das pastas têm interlocução com o empresariado. Segundo relato de participantes da negociação, houve acerto e o valor será distribuído de maneira "igualitária''. Outros peemedebistas afirmam que a negociação não se concretizou. A assessoria do Temer afirma que os partidos da coligação nacional tentarão auxiliar "politicamente'' todos os palanques estaduais que estiverem alinhados com Dilma.

Eunício Oliveira (tesoureiro do PMDB) afirma que o assunto nunca foi tratado com ele. Já o tesoureiro do PT, João Vaccari, não se manifestou. Na sexta (25), a Folha tentou, mas não conseguiu falar com Renan Calheiros. ( Folha Petralha)

PT não teve dinheiro para comprar Maluf.

Notícias que circulam por aí dão conta que Paulo Malu(PP) desertou para a campanha de Paulo Skaf(PMDB) por um motivo muito simples e comum entre todas as categorias de mercenários: dinheiro. Alexandre Padilha (PT) havia prometido R$ 10 milhões para o pepista fichado na Interpol, em cinco pagamentos, mas não honrou o compromisso, porque a campanha paulista está quebrada. Padilha não decola e as doações minguam. Agora o PT paulista está pedindo um socorro de R$ 50 milhões para Dilma. De onde vai sair a bolada de dinheiro ninguém sabe. Aliás, todo mundo sabe, só que não pode falar. Basta ler a reportagem que Veja publica nesta semana. 

Amanhã o jornalismo vassalo da Folha vai ao Alvorada ser cúmplice de crime eleitoral cometido por Dilma Rousseff.

Abaixo, republicamos post publicado no último dia 23 de julho de 2014, sobre o crime eleitoral que Dilma Rousseff cometerá amanhã. A Folha de São Paulo, UOL, SBT e Jovem Pan são cúmplices. É o jornalismo vassalo favorecendo abertamente o governo petista. Deve haver promessa de uma enorme campanha publicitária em novembro e dezembro, se Dilma for reeleita. Tanta vassalagem deve ter um bom retorno.


A Folha de São Paulo, que vem atacando a Oposição com fúria nos últimos dias, com manchetes sensacionalistas, informa que a candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) será sabatinada na próxima segunda-feira (28) no evento da parceria entre Folha, UOL (ambos do Grupo Folha), SBT e rádio Jovem Pan. 

Agora pasmem! Escandalizem-se! A sabatina será realizada no Palácio da Alvorada, residência oficial da presidente, em Brasília, e terá transmissão ao vivo no UOL e no site da Folha. Não haverá público. Não haverá território neutro. Será em horário de expediente. Obviamente, em território da presidente, também não haverá perguntas embaraçosas ou o insistente assédio dos entrevistadores, como nas entrevistas anteriores.

Os rivais da presidente na eleição, o ex-governador Eduardo Campos (PSB-PE) e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foram sabatinados nos últimos dias 15 e 16, respectivamente. Não foram entrevistados nas suas residências. Campos e Aécio foram sabatinados no Teatro Folha, em São Paulo. E foram duramente questionados pelos jornalistas, algumas vezes até de forma mal educada. Mas o problema também não é esse. O que de fato é relevante é que Dilma Rousseff, com a concordância dos órgãos de imprensa envolvidos, está cometendo um flagrante crime eleitoral.

Ao ser transmitido pela TV Folha, pela Jovem Pan e com cobertura ao vivo pela internet, a entrevista vira um ato público. A lei só permite que a residência oficial seja usada " para realização de contatos, encontros e reuniões pertinentes à própria campanha, desde que não tenham caráter de ato público". Se uma sabatina com a Imprensa, com transmissão ao vivo, não é ato público, o que seria?

Com a palavra as assessorias jurídicas dos partidos de Oposição. Com a palavra o "jornalismo ético" da Folha de São Paulo.