A esquerda se reagrupa, enquanto os corruptos fisiológicos da situação, reunidos em torno de Lula, formam em outra candidatura. Não seria melhor fazer logo uma fusão entre o PT e o PMDB, criando uma espécie de Frente Nacional pelo Nacionalismo a Qualquer Preço Desde Que Venha Com 10%?
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
PT acusa Yeda do "crime "de Lurian.
A bancada do PT na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul acusou nesta quarta-feira a governadora Yeda Crusius (PSDB) de fazer compras para sua casa com dinheiro público. A tucana ainda não se posicionou sobre a denúncia dos petistas e, segundo sua assessoria, deve divulgar uma nota ainda hoje. Segundo os petistas, Yeda comprou piso emborrachado, móveis infantis e R$ 62 mil em alimentos. A informação chegou às mãos dos deputados por meio de denúncia anônima há cerca de um ano.
.....................................................................................................Alô, PT gaúcho do Tarso Genro, quer dizer que agora também vão investigar a Dona Lurian, filha de Lula, que não tem cargo eletivo e que gastou cerca de R$ 135 mil em compras para a sua casa no cartão corporativo?
Se Cuba negar, é uma ofensa ao Brasil.
A Presidência do Senado encaminhou à Embaixada de Cuba em Brasília o convite feito pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) para que a escritora e blogueira cubana Yoani Sánchez participe de audiência pública sobre o livro De Cuba, com Carinho. O autor do requerimento para a realização do encontro é o presidente da CCJ, senador Demóstenes Torres (DEM-GO)."E o público brasileiro só tem a ganhar com a possibilidade de intercâmbio direto com as idéias da escritora nos eventos de lançamento do seu livro", diz Demóstenes, no requerimento. O senador por Goiás explica que Yoani Sánchez manifestou a ele o desejo de conhecer o Brasil, e o lançamento, no país, do seu livro, seria uma ótima oportunidade."Ela, todavia, demonstrou certa apreensão em relação à permissão do governo de Cuba para que a visita ocorresse. Entendo que uma solicitação oficial, formulada pelo Senado Federal, sensibilizaria as autoridades cubanas", avalia Demóstenes. (Da Agência Senado)
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O Blog está enviando a petition online para o Gabinete do Senador Demóstenes Torres. Atingimos modestas 525 assinaturas. Obrigado aos que assinaram.
Ufa!
Quem leu este post da manhã, vai entender este post do começo da noite:
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse nesta quarta-feira que desconhece a intenção de seu partido de suspender o mandato do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE). Porém, o tucano disse que, se soubesse, seria contra. Ciro transferiu o domicílio eleitoral do Ceará, onde se elegeu deputado, para São Paulo, deixando aberta a hipótese de concorrer ao Palácio dos Bandeirantes. "Nunca ouvi falar disso. Também nem seria a favor disso. Deixa todo mundo que quiser ser candidato, que quiser falar, mudar domicílio, não mudar. Que cada um faça o que bem entenda a esse respeito. Não sou a favor do partido entrar em cada caso. Mas nunca ouvi falar disso, acho que é fofoca", afirmou Serra. (Folha Online)
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse nesta quarta-feira que desconhece a intenção de seu partido de suspender o mandato do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE). Porém, o tucano disse que, se soubesse, seria contra. Ciro transferiu o domicílio eleitoral do Ceará, onde se elegeu deputado, para São Paulo, deixando aberta a hipótese de concorrer ao Palácio dos Bandeirantes. "Nunca ouvi falar disso. Também nem seria a favor disso. Deixa todo mundo que quiser ser candidato, que quiser falar, mudar domicílio, não mudar. Que cada um faça o que bem entenda a esse respeito. Não sou a favor do partido entrar em cada caso. Mas nunca ouvi falar disso, acho que é fofoca", afirmou Serra. (Folha Online)
PT dá 115 milhões ao MST em 5 anos.
Em resposta ao requerimento de informações apresentado pelo deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), o ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) informou que nove entidades que seriam ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) receberam do governo federal um total de R$ 115 milhões nos últimos cinco anos. Com relação à prestação de contas desses recursos, o ministério admitiu, na resposta encaminhada ao deputado, que há contas pendentes. Segundo o MDA, foi realizado concurso público para a contratação de pessoal e a expectativa é de que, com os novos funcionários, seja ampliada a capacidade de análise das prestações de contas.Leia aqui.
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Pelas contas do Contas Abertas, o valor atinge R$ 160 milhões.
José Jorge para Presidente!
Lembram do pacato vice da chapa de Alckmin? Pois é, agora ele é ministro do TCU. É ele que está determinando que seja feita uma investigação profunda sobre a escandalosa irresponsabilidade cometida pelo MEC em relação ao ENEM. Fraude. Descaso. Descontrole. Prejuízo aos cofres públicos. Toda sorte de problemas causados a mais de 4 milhões de jovens. O TCU é a única oposição que restou neste país. José Jorge não passou como vice em 2006, pois tinha um chuchu na cabeça. Agora vai! José Jorge para Presidente do Brasil!
Pergunta que não quer calar.
Quando é que a oposição vai analisar o escândalo do ENEM em profundidade para que os 4 milhões e 200 mil primeiros votos para Presidente da República entendam o quanto estão sendo prejudicados pela incompetência e irresponsabilidade do governo petista? É muito amadorismo!
Empresas fraudam Petrobras e voltam a fornecer sem licitação.
O governo petista não quer mais licitação. O governo petista quer o fim do TCU. O governo petista quer escancarar e arrombar os cofres públicos. Depois de pedir para o ENEM não ter mais concorrência, agora fica provado que empresa que frauda a Petrobras é recontratada por carta-convite, sem licitação. É ou não é uma vergonha? Os senadores tucanos questionaram, durante reunião de ontem da CPI da Petrobras, os contratos firmados entre a Petrobras e as empresas investigadas. Os oposicionistas quiseram saber se a estatal não leva em conta o histórico das participantes de suas licitações, sobretudo porque as concorrências se deram pela modalidade "convite", ou seja, em que a licitante escolhe as empresas que disputarão os contratos. "Embora possa ser considerada uma empresa quadrilheira, ela a Iesa continuam ganhando muito dinheiro da Petrobras. Os senhores não acham que há aí uma relação de promiscuidade?" questionou Alvaro Dias (PSDB-PR). Leia aqui.
Honduras: começa o diálogo.
“Cuando escuchamos al presidente Micheletti decir que él estaría dispuesto a deponer en este momento la Presidencia siempre que de igual forma lo haga Zelaya, ya estamos viendo de dónde podemos iniciar el diálogo. El conflicto dejaría de ser entre dos personajes y podría pasar a ser ya la solución general que le convendría al país”. Marcia Villeda, deputada hondurenha.
O Coturno Noturno tem a mesma opinião. A renúncia conjunta resolveria a crise em cinco minutos. Roberto Micheletti já mandou dizer que aceita. Manuel Zelaya informa que não aceita e ainda insiste na idéia da Constituinte, causa da sua deposição. Hoje, o diálogo internacional que inicia será aberto à Imprensa. Uma excelente medida para que, finalmente, a mídia tenha que nominar quem está radicalizando o processo. Dois já mostraram a cara suja: Manuel Zelaya e Luiz Inácio Lula da Silva. Os dois têm tudo para ficarem falando sozinhos, coroando a maior derrota da diplomacia brasileira em todos os tempos.
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O Estadão contribui para a radicalização publicando, hoje, uma entrevista com Zelaya. Nela, o presidente deposto constitucionalmente investe contra a OEA, até então sua aliada. Um bom sinal para a democracia.
ENEM continua sob suspeita.
A nova edição do ENEM, agora, será feita pela Fundação Cesgranrio, em parceria com o Cespe, ligado à Universidade de Brasília, por meio de contrato emergencial. O Cespe, segundo vasto noticiário da imprensa, é uma empresa envolvida com dezenas de fraudes em concursos públicos. Leia aqui. Convidamos os comentaristas a fazerem um levantamento sobre o histórico da Cespe em concursos e colocarem links nos comentários. Vamos ajudar os mais de 4 milhões de jovens brasileiros a não entrarem em outra fria. Por um ENEM limpo e sem fraudes...........................................................................................
A Cris manda este link sobre o Cespe. Mesmo com "convênio permanente com a Polícia Federal, para dar maior segurança ao processo de aplicação das provas e eliminar as possibilidades de fraudes", várias denúncias recaem sobre a empresa, nos últimos anos. Esta é de 2005.
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Homem Americano e Filoxera, outros dois anônimos "adorados" pelo mundo petralha, colocaram no mínimo dez novos links sobre as denúncias existentes contra o Cespe, na área de comentários. O ENEM, definitivamente, continua sob suspeita. Dêem uma olhada nos links. E, mais tarde, vamos tentar colocar alguns para o post. É para contratar o Cespe que o ministro arrogante e boçal não quer mais fazer licitação?
ENEM sem licitação: ficou claro?
O incompetente, arrogante e boçal Fernando Haddad, ministro da Educação, abriu o jogo depois do escândalo do roubo das provas do ENEM. Defendeu ontem, abertamente, que o governo petista possa entregar o trabalho para algum companheiro, já que a escolha da empresa que realiza o Enem não seria mais feita por meio de licitação. "A provocação que nós levamos ao TCU [Tribunal de Contas da União] é que o Enem não pode ser licitado. Temos que contratar empresas de excelência para o exame", afirmou. Para a "roubada" do atual ENEM foi feita uma licitação e apareceu somente uma proposta. Então qual é o problema em fazer licitação? Teria sido diferente sem concorrência? Mas não pára por aí, o imbecil ainda declarou: "Quando começa a haver disputa pelo serviço, você pode correr o risco de alguém que formalmente consiga cumprir os requisitos do edital não ter condições de oferecer as garantias necessárias para a boa execução do contrato". A pergunta é muito simples para este aloprado: quem faz o edital não pode colocar as cláusulas de segurança? Não seriam elas mais importantes do que qualquer outra? Então a companheirada co MEC não pode colocar as exigências que bem entender? E por que agora o ministro chama a Polícia Federal? Não poderia ter chamado antes? A grande verdade é que o deslumbrado Haddad, que "caga e anda" para os reitores, professores e estudantes, aproveitou este escândalo para fazer o quê? Para culpar o TCU, para se unir na campanha violenta e virulenta que o governo Lula vem fazendo contra qualquer tipo de fiscalização. Mas o pior de tudo não é o roubo do ENEM. O pior de tudo é que roubaram a oposição no Brasil e levaram sei lá para onde.
Brasil em Honduras: só para contrariar.
O Brasil está participando das negociações em Honduras somente para complicar. O trio de energúmenos que conduziu o país a este buraco diplomático - Lula, Marco Aurélio Porquito Garcia e Celso Ratito Amorim - transformaram o caso internacional em uma queda-de-braço, que não querem perder. Quer perca o povo miserável e pobre de Honduras. O diplomata foi para lá complicar as negociações deu entrevista à Folha. Duas respostas demonstram claramente que o Brasil quer botar fogo naquele país, em nome da opinião de tres imbecis:
FOLHA - A presença do Brasil na missão não pode complicar o trato com os golpistas?
RUY CASAES - Não, é uma percepção equívoca. Como já se disse, o Brasil não teve nenhuma participação no regresso dele. O fato de ele estar na embaixada pode ser visto por dois ângulos. Ficamos com o positivo. Estava-se entrando num cenário de acomodação, e o retorno dele no fundo acabou produzindo isso que vai acontecer nos próximos dias.
FOLHA - O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, disse que o Acordo de San José é a base, mas que tudo é negociável. O Brasil concorda?
CASAES - Há uma cláusula que não é absolutamente negociável: o retorno do presidente Zelaya às funções para as quais foi eleito pelo povo hondurenho.
FOLHA - A presença do Brasil na missão não pode complicar o trato com os golpistas?
RUY CASAES - Não, é uma percepção equívoca. Como já se disse, o Brasil não teve nenhuma participação no regresso dele. O fato de ele estar na embaixada pode ser visto por dois ângulos. Ficamos com o positivo. Estava-se entrando num cenário de acomodação, e o retorno dele no fundo acabou produzindo isso que vai acontecer nos próximos dias.
FOLHA - O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, disse que o Acordo de San José é a base, mas que tudo é negociável. O Brasil concorda?
CASAES - Há uma cláusula que não é absolutamente negociável: o retorno do presidente Zelaya às funções para as quais foi eleito pelo povo hondurenho.
Serra quer cassar Ciro. Não é lindo?
A notícia de hoje é que o PSDB, este portento de inabilidade política, está pensando e cassar o mandato de Ciro Gomes(PSB-CE), devido à mudança do domicílio eleitoral. Não importa se pode cassar ou não. O que importa é que a turma dos "punhos de renda" e das "luvas brancas", os imaculados estrategistas do "tucanismo", colocam a cara de José Serra à tapa, correndo o risco de transformar Ciro Gomes em vítima. Não tem nenhum partideco da base oposicionista que possa fazer este papel, digamos, higiênico? Precisam botar o José Serra a fazer isto? Sim, porque é o que o boquirroto vai dizer.
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Na mesma linha, quem é este Chaleirita que saiu do PSDB paulista para seguir o Ciro Gomes? No Brasil, ninguém ouviu falar. Então por que, se querem o mandato dele por mudança de partido, não mandam o primeiro suplente liderar o processo? Por que tem que ser um movimento do partido? Não dá para o tucanato deixar de ser paulista pelo menos em campanha presidencial?
O beijo da morte.
Do Painel da Folha, relembrando aquele primeiro encontro do segundo turno de 2006, entre Alckmin e Garotinho, uma estupidez política sem precedentes, que selou que o tucano acabaria tendo menos votos do que no primeiro turno:
Ontem e hoje. Em 2006, Anthony Garotinho (PR) escreveu a carta "Por que, como cristão, não voto em Lula". Anteontem, acompanhou Dilma à Assembleia de Deus.
Ontem e hoje. Em 2006, Anthony Garotinho (PR) escreveu a carta "Por que, como cristão, não voto em Lula". Anteontem, acompanhou Dilma à Assembleia de Deus.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Síndrome em Estocolmo.
Vai da Wikipedia mesmo. Síndrome é o agregado de sinais e sintomas associados a uma mesma patologia e que em seu conjunto definem o diagnóstico e o quadro clínico de uma condição médica.Uma síndrome não caracteriza necessariamente uma só doença, mas um grupo de doenças. Hoje, em Estocolmo, Lula deu mais um sinal de que está sendo acometido por alguma síndrome, ao declarar: "Está cheio de piratas. Hoje eu vi, aí, na televisão, piratas sequestrando navio aí, pelo lado da Somália, daqui a pouco aparece um pirata para pegar o nosso pré-sal. Então, nós temos que nos cuidar". Lula estava justificando a compra de aviões de caça. Que nome teria a síndrome de Lula, que, ainda bem, não é a de Estocolmo? Seria a "Síndrome da Lingua Inquieta"?
Serra descobre que ENEM "prejudica o Brasil".
Se fosse com o PT na oposição, já haveria quebra-quebra nas ruas. Finalmente, acordaram para o tamanho do problema causado pela incompetência do MEC petista, misturada com a irresponsabilidade e a arrogância do ministro, que criou um problema imenso para milhões de pessoas, especialmente jovens. E a tucanada de bico calado. Tucano é mesmo um bicho que merece apanhar até miar. Leia aqui.
Peça votos na CCJ, senadora.
A senador Kátia Abreu(PT-TO) está correndo atrás de assinaturas para reapresentar o pedido da CPMI do MST. É fácil, senadora. Comece pelos seus 19 colegas da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, que, junto com a senhora, votaram para indicar o Toffoli para o STF.
Dois imbecis.
Lula continua incitando a violência em Honduras. Deveria ficar calado, juntamento com os seus dois interlocutores que só fomentaram o caos no país. Acaba de declarar que "só tem uma coisa errada em Honduras: é estar na Presidência quem não deveria estar.A solução em Honduras seria simples se os que participaram do golpe de Estado saíssem e deixassem o presidente (deposto, Manuel Zelaya) voltar. As eleições seriam realizadas em novembro e ficaria tudo bem." Só falta combinar com o povo hondurenho, mais especificamente com 80% da população. O mundo inteiro, neste momento, está preocupado em negociar. Menos Lula e Manoel Zelaya. Dois imbecis que parecem querer dar um banho de sangue naquele país.
Chefe do Rio 2016 condenado pelo TCU.
O comunista que chefiou o comitê criado pelo governo federal para organizar a candidatura do Rio a sede das Olimpíadas de 2016 - e que está cotado para continuar o seu brilhante trabalho à frente do grupo que organizará os Jogos - foi condenado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a devolver R$ 18,4 milhões aos cofres públicos, junto com outros envolvidos na organização do Pan-Americano de 2007. Imagina o que o cara não será capaz de organizar gerindo R$ 30 bilhões. Ricardo Leyser Gonçalves foi condenado em dois processos que tratam de denúncias de superfaturamento e pagamento por serviços não prestados. Leia aqui. Quem tiver um pouco mais de tempo pode ler, aqui, o relatório final do TCU sobre as falcatruas do PAN 2007.
Para a mídia golpista brasileira.
“Tuve la oportunidad la semana pasada de decirle al señor Micheletti que sea lo que sea, lo que los hondureños acuerden qué es lo mejor para ellos, lo aceptaremos”.
José Miguel Insulza, secretário-geral da OEA.
José Miguel Insulza, secretário-geral da OEA.
A mídia golpista brasileira está plantando, novamente, uma rendição de Micheletti. É mentira. Deveria mostrar uma nova radicalização de Zelaya, que insiste em retomar o seu posto, em vez de renunciar, que é a única alternativa para pacificar o país. A frase do "hóspede" de Lula é: "minha restituição é inegociável". A frase dos seus aliados é: "não vamos abrir mão da Constituinte". Ou seja, Zelaya é como a maioria dos jornalistas brasileiros: não sabe voltar atrás, depois de todas as bobagens feitas.
Diálogo previsível.
Agora o PT resolveu se "rebelar" contra Lula e ter um candidato a governador em São Paulo. É o que informam os jornais. Tudo para bloquear Ciro Gomes (PSB-CE), o cearense que migrou de jatinho para a paulicéia. Vai dar o que falar. E o que ouvir. Imaginem a Marta Suplicy(PT-SP), que lidera a rebelião, dizendo para o tresloucado: "relaxa e goza, Ciro!". E o desbocado respondendo: " lôra, agora eu sou o dono desse puteiro chamado São Paulo."
Ouro de tolo.
Rio 2016 vai consumir mais de R$ 100 bilhões para 15 dias. E não há a mínima chance de que este dinheiro seja recuperado no futuro, especialmente em se tratando do Rio de Janeiro, uma cidade condenada por problemas crônicos, onde a miséria praticamente se pendura em cima da cabeça da cidade. O Brasil investe cerca de R$ 40 bilhões por ano em Saúde e em Educação. E muito menos em Habitação, Segurança e Emprego. Estas são as verdadeiras medalhas de ouro de um país. Estas medalhas é que podem nos tirar do desonroso 75o. lugar no IDH, dos 18 milhões de analfabetos, dos 30 milhões de brasileiros na miséria, dos 10 milhões de desempregados, das filas da morte do SUS. O resto é ouro de tolo. Ouro que malandro vai roubar na forma de faturamento pessoal ou político. Araraguaia: dinheiro público virando pó.
Da Folha:
O grupo de trabalho que procura ossadas de guerrilheiros do Araguaia terminou ontem os trabalhos em uma antiga base do Exército, em Xambioá (TO), sem encontrar os restos mortais de Osvaldo Orlando da Costa, o Osvaldão, importante líder do foco comunista que tentou combater a ditadura militar no início dos anos 1970. As buscas haviam começado anteontem, e seguiam a dica dada por um colega de Osvaldão, que diz ter sido obrigado pelos militares a enterrá-lo. Os peritos escavaram ontem os três "alvos" que faltavam. Encontraram apenas detritos da base -como cartuchos de munição e remédios. Eram procuradas também as ossadas de Pedro Alexandrino de Oliveira, o Peri, e de um camponês que ajudou na guerrilha, conhecido como Batista. Os peritos consideram que, mesmo que as áreas apontadas estejam corretas, as ossadas podem ter sido retiradas pelo próprio Exército (em uma possível "operação limpeza") ou destruídas pelas condições da terra. Com o resultado de ontem, encerra-se a penúltima fase de escavações da atual missão, criada a partir de decisão judicial. Os trabalhos de campo só recomeçam no dia 18, continuando até o final do mês, quando termina o prazo de 120 dias dado pela Justiça para se encontrar ossadas de guerrilheiros.
O grupo de trabalho que procura ossadas de guerrilheiros do Araguaia terminou ontem os trabalhos em uma antiga base do Exército, em Xambioá (TO), sem encontrar os restos mortais de Osvaldo Orlando da Costa, o Osvaldão, importante líder do foco comunista que tentou combater a ditadura militar no início dos anos 1970. As buscas haviam começado anteontem, e seguiam a dica dada por um colega de Osvaldão, que diz ter sido obrigado pelos militares a enterrá-lo. Os peritos escavaram ontem os três "alvos" que faltavam. Encontraram apenas detritos da base -como cartuchos de munição e remédios. Eram procuradas também as ossadas de Pedro Alexandrino de Oliveira, o Peri, e de um camponês que ajudou na guerrilha, conhecido como Batista. Os peritos consideram que, mesmo que as áreas apontadas estejam corretas, as ossadas podem ter sido retiradas pelo próprio Exército (em uma possível "operação limpeza") ou destruídas pelas condições da terra. Com o resultado de ontem, encerra-se a penúltima fase de escavações da atual missão, criada a partir de decisão judicial. Os trabalhos de campo só recomeçam no dia 18, continuando até o final do mês, quando termina o prazo de 120 dias dado pela Justiça para se encontrar ossadas de guerrilheiros.
Bancoop, a tua hora vai chegar.
Antro petista onde reina o presidente do PT, envolvido em peculato, tráfico de influência e corrupção envolvendo operações com fundos de pensão, o Bancoop é a caixa preta do PT. Até Lula comprou apartamento através da "entidade". Aqui você pode assistir a uma sequência de vídeos explicativos. Hoje o Bancoop volta às páginas dos jornais. Segundo a Folha de São Paulo, a cooperativa ligada a sindicatos do país é novamente investigada pelo Ministério Público, sob suspeita de fazer doações ilegais para campanhas do PT. "Há indícios fortes de que a Bancoop desviou recursos para empresas ligadas a alguns de seus dirigentes, que depois foram abastecer campanhas do PT", disse o promotor José Carlos Blat, do Ministério Público de São Paulo, que abriu inquérito criminal em 2007. Segundo Blat, 47 empreendimentos imobiliários da Bancoop não saíram do papel, prejudicando 3.000 famílias. O rombo nas contas da cooperativa chegaria a R$ 100 milhões. A Bancoop é ligada ao Sindicato dos Bancários de São Paulo. O presidente da Bancoop, João Vaccari Neto, foi procurado, mas não telefonou de volta. Em outras ocasiões, ele negou irregularidades na cooperativa. As cooperativas sindicais operam pelo sistema de adesão voluntária. No caso da CredABC, cooperativa de crédito dos metalúrgicos, cada associado pagou parcela mínima de R$ 155 para entrar e mensalidade de R$ 10. Cada associado pode pedir emprestado até quatro vezes o valor que investiu, a juros abaixo dos de mercado. Entre várias modalidades de cooperativas, as que lidam com crédito são as únicas com fiscalização externa - são acompanhadas pelo Banco Central......................................................................................................
João Vaccari Neto é conselheiro da Itaipu Binacional. É para ver onde vão os tentáculos da "cumpanherada" no governo Lula. O salário é da ordem de R$ 15 mil mensais, fora os jetons que ultrapassam mais de R$ 3 mil por reunião. E ainda sobra um tempinho para fugir da polícia.
Que saco!
A "doutora" esteve, ontem, na Assembléia de Deus, assim como já esteve na Igreja Católica e como, certamente, ainda vai receber um Exu em terreiro de umbanda. Ontem recebeu uma bíblia e homenagens de um deputado pastor japonês que trocou o xintoísmo pela pregação evangélica. A cara da "doutora" diz tudo. Que saco, hein?
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Praga antiga ataca laranja.
O Brasil exporta, anualmente, em torno de U$ 2 bilhões em suco de laranja. Laranja não dá em embalagem tetrapack. Laranja dá em árvores. Árvores que são plantada por agricultores produtivos, utilizando alta tecnologia e pesquisa de ponta. Há muito tempo que o Brasil é um campeão de vendas de suco de laranja. De vez em quando, a safra da laranja é prejudicada pelo mau tempo. Outras vezes por alguma praga. Hoje foi a conhecidíssima praga do MST. Devastadora. Incontrolável. Está mais do que na hora de dedetizar.
Fora, Zelaya.
Comentaristas pelos quais tenho o maior respeito e admiração indicaram uma petition online intitulada Fora, Zelaya. Ninguém quer mais Zelaya fora do que este blog. E do que o blog do Reinaldo Azevedo. Não coloquei link, mantendo a sugestão apenas na área de comentários, por um motivo muito simples: não conheço profundamente o trabalho da entidade que patrocinou a iniciativa. Mas por que citar o Blog do Reinaldo Azevedo? Porque ele respondeu assim. E concordo com ele.
Problema na área de comentários.
O blogger está com problemas na área de comentários. Vamos aguardar. Vejo que há comentários, mas não consigo acessar, tampouco liberar. Calma aí! Atenção: o problema está sendo resolvido em seguida, segundo o blogger. RESOLVIDO!
Está divertido.
Você já tinha lido algo parecido com o que está abaixo em algum lugar?
Enquanto o Estado projeta os investimentos, a prefeitura do Rio já se preocupa com prestação de contas à sociedade. Nesta segunda, o prefeito Eduardo Paes anunciou a criação ainda nesta semana do site chamado "Transparência Olímpica", no qual a população poderá fiscalizar os gastos com a Olimpíada - o orçamento dos Jogos deve superar R$ 30 bilhões. "O site servirá para consulta do que está sendo gasto, de onde vem e em que está sendo aplicado o dinheiro", explicou.
Enquanto o Estado projeta os investimentos, a prefeitura do Rio já se preocupa com prestação de contas à sociedade. Nesta segunda, o prefeito Eduardo Paes anunciou a criação ainda nesta semana do site chamado "Transparência Olímpica", no qual a população poderá fiscalizar os gastos com a Olimpíada - o orçamento dos Jogos deve superar R$ 30 bilhões. "O site servirá para consulta do que está sendo gasto, de onde vem e em que está sendo aplicado o dinheiro", explicou.
Mais “hóspedes” para Lula
A embaixada do Brasil na Venezuela foi invadida por estudantes perseguidos por Hugo Chávez. São os novos "hóspedes" de Lula. Ou como disse Marco Aurélio Porquito Garcia, "alguém bateu e a porta se abriu". Os estudantes pedem pouco. Apenas e tão somente que Lula convença Chávez a receber uma representação da Comissão Interamericana dos Direitos Humanos, CIDH, organismo da OEA, para verificar a situação dos direitos humanos no país. Chávez proibiu a visita dos inspetores. Cabe a Lula fazer a mesma coisa que fez com Zelaya. Vamos acompanhar como o nosso presidente se comporta.
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Os estudantes deixaram a embaixada com a promessa do embaixador de que Lula vai intervir junto à Chávez. O "cara" está com a credibilidade em alta.
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Os estudantes deixaram a embaixada com a promessa do embaixador de que Lula vai intervir junto à Chávez. O "cara" está com a credibilidade em alta.
Mídia golpista.
Não embarquem na interpretação da mídia tupiniquim. Micheletti renuncia, mas apenas se Zelaya também renunciar. O estado de sítio está sendo levantado porque há paz nas ruas. Se voltar a bagunça, será a prova de que é necessário. O foco é que as eleições sejam reconhecidas por terem sido realizadas em plena liberdade e dentro dos preceitos constituicionais. Constituinte, o motivo da deposição, não está em pauta. É que os jornalistas brasileiros não lêem em espanhol para buscarem informação correta.
Copa 2014 e Rio 2016:transparência por lei.
Que tal um projeto de lei no Senado que institua o Portal da Transparência Copa 2014-Rio 2016, para que o povo possa acompanhar detalhadamente os gastos e os investimentos feitos pelo Governo Lula e pelo próximo presidente que assumir o país? Aí sim, teremos conquistado a tal "cidadania internacional" que o Lula discursou lá em Copenhague. Ou vamos repetir as falcatruas que ainda restam em aberto no PAN 2007?
IDH da Era Lula cresce como rabo.
Entre 182 países, o Brasil está em 75o. lugar no ranking do IDH, Indice de Desenvolvimento Humano, calculado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Em 2002, antes do PT assumir o governo, o Brasil ocupava o 73o. lugar. Não se preocupem: Lula e o PT vão dizer que outros países melhoraram ainda mais do que a gente, tirando mais do que não sei quantos milhões da miséria...
Muito antes pelo contrário.
Hoje Lula já propôs a primeira grande falácia para mascarar os altos custos para a realização dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, em 2016:
"Nós temos que perguntar não quanto o Brasil vai gastar, mas quanto o Brasil vai ganhar com a realização das Olimpíadas. É acreditando assim que a gente vai fazer uma grande Olimpíada. Ao invés de a gente utilizar a palavra gasto, nós precisamos utilizar a palavra investimento".
"Nós temos que perguntar não quanto o Brasil vai gastar, mas quanto o Brasil vai ganhar com a realização das Olimpíadas. É acreditando assim que a gente vai fazer uma grande Olimpíada. Ao invés de a gente utilizar a palavra gasto, nós precisamos utilizar a palavra investimento".
Para Lula, gastar e investir é a mesma coisa. É uma grande mentira, carregada de más intenções. É tentar colocar todo o dinheiro em um cesto só, para ser usado ao bel prazer pois, afinal de contas, o importante é o tal "legado", outra palavrinha mágica que doura a pílula da corrupção. Quanto maior o gasto, menor o investimento. Gasto em propaganda, em consultoria, em missões desnecessárias, em diárias absurdas, fora as famosas comissões embutidas em todas as obras. O Brasil só vai ganhar com as Olimpíadas se fizer exatamente o contrário do que Lula está pregando, nao confundindo gasto com investimento.
ENEM terá nova organização.
Do Estado de São Paulo:
A empresa que havia sido contratada para aplicar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está fora da nova prova, que será realizada em novembro. Segundo o Estado apurou, a decisão já foi tomada pelo Ministério da Educação (MEC), que agora busca soluções jurídicas para romper o contrato com o Connasel, consórcio que reúne empresas de São Paulo, Rio e Bahia.A decisão de não mais usar o consórcio - e consequentemente a gráfica Plural, na Grande São Paulo, que tinha sido contratada pela empresa - foi motivada pela constatação de que as cláusulas de segurança não foram seguidas. Um dos homens que tentaram vender a prova, Felipe Pradella, seria funcionário da Cetro, uma das empresas do consórcio. Ainda não está claro se ele cuidava justamente da área de segurança ou do manuseio do caderno de questões (colocar em envelopes, lacrar etc). Até ontem à noite, Pradella não havia sido localizado.Leia aqui.
A empresa que havia sido contratada para aplicar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está fora da nova prova, que será realizada em novembro. Segundo o Estado apurou, a decisão já foi tomada pelo Ministério da Educação (MEC), que agora busca soluções jurídicas para romper o contrato com o Connasel, consórcio que reúne empresas de São Paulo, Rio e Bahia.A decisão de não mais usar o consórcio - e consequentemente a gráfica Plural, na Grande São Paulo, que tinha sido contratada pela empresa - foi motivada pela constatação de que as cláusulas de segurança não foram seguidas. Um dos homens que tentaram vender a prova, Felipe Pradella, seria funcionário da Cetro, uma das empresas do consórcio. Ainda não está claro se ele cuidava justamente da área de segurança ou do manuseio do caderno de questões (colocar em envelopes, lacrar etc). Até ontem à noite, Pradella não havia sido localizado.Leia aqui.
TCU freia mais de R$ 30 bi de corrupção.
Hoje o presidente do TCU, ministro Ubiratan Aguiar dá entrevista a FSP. Selecionamos as principais respostas:
FOLHA - O orçamento do Pan era em torno de R$ 400 milhões e ficou umas 10 vezes mais. Orçamento no Brasil é de mentirinha?
AGUIAR - É o que falo de falta de planejamento, de cronograma.
FOLHA - O TCU não é partidarizado e neste momento atua como oposição ao governo Lula?
AGUIAR - Não há possibilidade, é inimaginável. Os técnicos, que passaram por concursos dificílimos, sem cores partidárias, concluem o seu trabalho com um relatório, que vai para a avaliação jurídica do Ministério Público de Contas, todo ele concursado também. O que chega à mesa do ministro do TCU é um relatório técnico com parecer jurídico. E mais: a assessoria técnica do ministro também é concursada, da Casa.
FOLHA - Das 99 obras (do PAC), 13 tiveram indicação de suspensão. E 17 não tiveram retenções de verbas?
AGUIAR - Do total a ser recebido pela empresa, uma parcela fica retida pelo órgão gestor. Com que intuito? Com o intuito de preservar o Tesouro Nacional. Se, ao final do processo, ficar constatado que não houve irregularidades, devolve-se o que foi retido. Trabalha-se com fiança bancária, até para que as partes tenham mais pressa.
FOLHA - A ministra Dilma não tem razão quando diz que as obras paralisadas são retomadas com preços bem mais altos?
AGUIAR - Se o projeto é bem elaborado, flui normalmente. Se é mal elaborado, tem tudo para dar problema. Há obras que são licitadas e começam sem ter nem sequer o projeto executivo concluído, como nos aeroportos de Vitória e Macapá. A ministra sabe de tudo isso.
FOLHA - O orçamento do Pan era em torno de R$ 400 milhões e ficou umas 10 vezes mais. Orçamento no Brasil é de mentirinha?
AGUIAR - É o que falo de falta de planejamento, de cronograma.
FOLHA - O TCU não é partidarizado e neste momento atua como oposição ao governo Lula?
AGUIAR - Não há possibilidade, é inimaginável. Os técnicos, que passaram por concursos dificílimos, sem cores partidárias, concluem o seu trabalho com um relatório, que vai para a avaliação jurídica do Ministério Público de Contas, todo ele concursado também. O que chega à mesa do ministro do TCU é um relatório técnico com parecer jurídico. E mais: a assessoria técnica do ministro também é concursada, da Casa.
FOLHA - Das 99 obras (do PAC), 13 tiveram indicação de suspensão. E 17 não tiveram retenções de verbas?
AGUIAR - Do total a ser recebido pela empresa, uma parcela fica retida pelo órgão gestor. Com que intuito? Com o intuito de preservar o Tesouro Nacional. Se, ao final do processo, ficar constatado que não houve irregularidades, devolve-se o que foi retido. Trabalha-se com fiança bancária, até para que as partes tenham mais pressa.
FOLHA - A ministra Dilma não tem razão quando diz que as obras paralisadas são retomadas com preços bem mais altos?
AGUIAR - Se o projeto é bem elaborado, flui normalmente. Se é mal elaborado, tem tudo para dar problema. Há obras que são licitadas e começam sem ter nem sequer o projeto executivo concluído, como nos aeroportos de Vitória e Macapá. A ministra sabe de tudo isso.
FOLHA - Como o sr. dimensiona a importância do TCU?
AGUIAR - Em 2008, conseguimos uma economia de R$ 31,9 bilhões para os cofres públicos.
AGUIAR - Em 2008, conseguimos uma economia de R$ 31,9 bilhões para os cofres públicos.
Festa de arromba.
Da Folha de São Paulo:Apontado pelo TCU como um dos responsáveis por superfaturamentos no Pan-2007, cujos processos ainda tramitam no tribunal, o funcionário do Ministério do Esporte Ricardo Leyser Gonçalves (o da direita) cuidará agora das obras do Rio-2016. Leyser é hoje um dos homens fortes na estrutura do PC do B. Chegou ao poder público na administração de Marta Suplicy (PT) em São Paulo, como chefe de gabinete da então secretária de Esportes, Nádia Campeão. Na época, coordenou reforma no autódromo de Interlagos para o GP de F1Instalado na Esplanada, Leyser continuou a gerenciar orçamentos e contratos com empreiteiras. A preparação para a Olimpíada envolverá investimentos da ordem de R$ 2bilhões.
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De janeiro a agosto deste ano, Leyser usou R$ 230 mil em diárias de viagens - há casos de viagens que ultrapassam R$ 80 mil.
Colunismo "micha".
Os dois Fernandos da Folha de São Paulo começam a semana assim:
É possível argumentar a favor do Brasil citando o pouco tempo de vivência democrática. São menos de 25 anos desde o final da ditadura militar. Hoje, se as instituições não são perfeitas, é necessário admitir muitos avanços. OK. Mas o gramado vazio em frente ao Congresso não deixa de produzir uma horrorosa sensação de desolação.(Fernando Rodrigues, encerrando o seu artigo "Desolação")
Lula é o Misha dos novos tempos. A comunidade internacional está encantada com seu mascote. Quando o mundo capitalista busca um rosto humano, Lula lhe oferece um espelho possível. A imagem guarda relação tênue com a vida real no país, mas quem se importa? (Fernando de Barros e Silva, encerrando o seu artigo "O nosso Misha").
É mole ou quer mais?
É possível argumentar a favor do Brasil citando o pouco tempo de vivência democrática. São menos de 25 anos desde o final da ditadura militar. Hoje, se as instituições não são perfeitas, é necessário admitir muitos avanços. OK. Mas o gramado vazio em frente ao Congresso não deixa de produzir uma horrorosa sensação de desolação.(Fernando Rodrigues, encerrando o seu artigo "Desolação")
Lula é o Misha dos novos tempos. A comunidade internacional está encantada com seu mascote. Quando o mundo capitalista busca um rosto humano, Lula lhe oferece um espelho possível. A imagem guarda relação tênue com a vida real no país, mas quem se importa? (Fernando de Barros e Silva, encerrando o seu artigo "O nosso Misha").
É mole ou quer mais?
domingo, 4 de outubro de 2009
Yes, Ziraldo créu.

Ziraldo, esta figura abjeta que esbulhou os cofres públicos ao receber uma indenização milionária por ter sido "perseguido" no governo militar, pois, bêbado, era preso de vez em quando no Pasquim por ofender autoridades, passou de todos os limites no dia de hoje. Sugeriu, no Fantástico, que o mascote dos Jogos Olímpicos do Rio seja uma menininha de biquini. Nao, não é humor. É algo como usar um evento de congraçamento mundial para fazer apologia da pedofilia e incentivar o turismo sexual. Aqui o vídeo.Obama: a esquerda blinda seu guru.
O jornal El País, baluarte do socialismo mundial, investe contra a direita americana, em uma das matérias mais ridículas já escritas neste pasquim espanhol. Quem lembra do que a esquerda fez contra George W. Bush, conhece bem os métodos. Leiam e comentem.
Calado.
Bastou fechar a Rádio Globo e o Canal 36 que acabou a violência em Honduras. Bastou " cortar o sinal " de Lula, Ratito e Porquito, que estavam fomentando a rebelião criando uma situação fantasiosa de invasão da embaixada, para tudo se acalmar no plano internacional e as negociações começarem, de fato. Bastou que a OEA tomasse um chá de humildade e promovesse um encontro com o presidente do país para que surgisse uma luz no final do túnel. A semana começa com propostas à mesa e qualquer acordo deverá ser monitorado por uma força militar formada por países que não tomaram partido no conflito. O Brasil está vetado por Honduras, por motivos óbvios. Lula entendeu e, lá da Bélgica, em raro momento de lucidez, , avisa que não fala mais sobre Honduras. Assim, tudo indica que poderemos ter paz naquele país que, sozinho, contra tudo e contra todos, bloqueou de vez o socialismo bolivariano.
Vem aí um novo diário do mercenário.
Evo Morales prefacia e o povo miserável da Bolívia paga a impressão de um novo diário de Che Cochino Guevara, que relata os doze meses da sua campanha mercenária na Bolívia, até ser fuzilado pelo exército boliviano. Os originais manuscritos estão guardados nos cofres do Banco Central do país. O livro, com fotos inéditas, será lançado em 16 de outubro, durante a VII Cúpula da Alternativa Bolivariana, ALBA, composta por Bolívia, Venezuela,Equador, Cuba, Nicarágua, República Dominicana, San Vicente e Granadinas, Antigua e Barbuda, além de Honduras, que obviamente não fará mais parte do consórcio socialista.
O diabo é argentino.
A Argentina é um país estranho. Che Guevara, Mercedes Soza, Diego Maradona, a terra dos mercenários, socialismo só é bom no dos outros, baby. Seu melhor escritor, Jorge Luis Borges, era cego. Seu melhor ditador, Juan Domingues Perón, era escravo da mulher. Por isso, como "gaucho" fronteiriço, afirmo: o melhor de lá continua sendo um bom malbec, além do "tapa de cuadril" ou do "asado de tiras". . . e de vez em quando, um tango de Gardel, que era uruguaio ou francês, há controvérsias. Gracias a la vita, que me há dado tanto...principalmente a dádiva de ter nascido brasileiro. Que as cinzas fiquem por aí, com el diablo dançando em cima.
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Atualizando às 22:04 - Um pouco de Leopoldo Marechal, cantando San Martin, para o comentarista Luiz Riogrande:
¡Niño, las armas relucen al sol
y los caballos galopan al viento
¡Cae la espada segando laureles,
grita al clarín su aleluya de bronce!
Porque la gloria es el pan del soldado
y la batalla su campo de trigo.
O cinismo de Berzoini.
Ricardo Berzoini, presidente do PT e chefe dos aloprados, teve curta passagem como executivo do governo Lula. Como Ministro da Previdência, exigiu que mais de 100.000 pensionistas com mais de 90 anos entrassem na fila como prova de que estavam vivos. Para conseguir isso, simplesmente bloqueou os benefícios. Ficou conhecido como o "ministro exterminador de velhinhos". Pois agora o inimigo número 1 dos aposentados brasileiros informou no plenário da Câmara que o Diretório Estadual do PT em São Paulo aprovou a constituição do Setorial da Pessoa Idosa, Organização e Políticas Públicas para o Envelhecimento. A manifestação do deputado foi após citar a passagem do Dia do Idoso, comemorado neste 1º de outubro. Ele lembrou que o governo Lula, após 10 anos de tramitação, conseguiu aprovar e sancionar o Estatuto do Idoso, em setembro de 2003. "Trata-se de política pública de alta responsabilidade e necessária para um País que caminha para uma rápida mudança do seu perfil demográfico e, principalmente, de uma política pública que reconhece, do ponto de vista da dignidade humana como tratar as pessoas de diferentes faixas etárias, as peculiaridades dos idosos", disse Berzoini. É muito cinismo.Os "camisas rojas" de Chávez.
As Patrulhas Socialistas de Chávez alcançaram o número de 103.000, compostas por mais de 2,2 milhões de partidários. Já existem outros 7 milhões inscritos para lutar pela " construcción de la patria socialista y para enfrentar los enemigos de esta revolución", afirmou o seu coordenador, Jorge Rodriguez, em reunião realizada ontem, com a presença de Hugo Chávez. Qualquer mudança política na Venezuela vai passar, sem dúvida alguma, por uma sangrenta guerra civil. "Estan listas para lo que ordene el Comandante", informou o coordenador.ENEM: o buraco é mais em cima.
O que ocorreu com o ENEM é o resultado da soma da arrogância e boçalidade do ministro da Educação, o petista Fernando Haddad, com o aparelhamento do ministério e dos seus órgãos, como é o caso do INEP. Este verdadeiro escândalo da prova vazada começou na própria licitação, mal feita, mal formulada, praticamente dirigida que, para uma tarefa do porte de realizar um exame de seleção envolvendo mais de 4 milhões de candidatos, contratou um consórcio liderado por uma empresa com histórico de fraudes. E mais. Aceitou uma só proposta, como se isto fosse natural, pagando por ela mais de R$ 100 milhões. Agora, para remediar o espetáculo de incompetência, terá que ser decretado um feriado estudantil de dois dias, na segunda quinzena de novembro, para que a prova possa ser realizada sem prejudicar o cronograma dos exames vestibulares. O arrogante e boçal ministro Haddad até pensa em chamar a Força de Segurança Nacional, os Correios e o Banco do Brasil para ajudar na hercúlea tarefa. Ou seja, não sabe o que fazer para consertar tamanha falha. Enquanto isso, 4,1 milhões de jovens aguardam uma solução que envolve o momento mais decisivo das suas vidas. Seja qual for ela, será apenas um remendo, sujeito a todo o tipo de imprevidências. E estará permamentemente sob suspeita.
Uma milícia dentro da embaixada.
Fabiano Maisonnave, repórter da Folha de São Paulo, está dentro da casa do Brasil em Tegucigalpa, Honduras, há cerca de uma semana. Hoje, na falta do que dizer, tendo em vista que Manuel Zelaya está cada vez mais alijado das negociações que ocorrem lá fora, traçou um perfil de alguns "hóspedes" de Lula. O último comprova que a ex-embaixada é, na verdade, uma trincheira e não um refúgio:
"Mario Irias, 36, é um dos 28 seguranças de Zelaya. Sua função é crítica: cuida, por 15 horas diárias, da porta de entrada da embaixada. É ex-militar e trabalha de técnico de manutenção de câmeras de segurança."
"Mario Irias, 36, é um dos 28 seguranças de Zelaya. Sua função é crítica: cuida, por 15 horas diárias, da porta de entrada da embaixada. É ex-militar e trabalha de técnico de manutenção de câmeras de segurança."
Cabra safado.
Jacques Wagner, o governador petista da Bahia fora de controle, quer transformar o eleitorado em um rebanho. Está anunciando o slogan e a logomarca do seu governo em brincos pregados nas orelhas de 26.640 cabras, bodes, ovelhas e carneiros distribuídos neste ano a 5.505 famílias de pequenos criadores que moram em municípios pobres da Bahia. Já apelidado de Cabra Família, em alusão ao Bolsa Família do governo Lula, o programa Sertão Produtivo se propõe a melhorar a qualidade do rebanho caprino e ovino do Estado. Famoso na região do semiárido, onde mora a maioria dos beneficiados pelo programa, o brinco é amarelo, com letras em tom escuro. Feito com material plástico, o adorno traz escrita a frase "Terra de todos nós", antecedido de "Governo da Bahia", em letras grandes, e precedido de "Secretaria de Agricultura" e "Suaf", sigla da Superintendência de Agricultura Familiar, criada por Wagner. É ou não é um cabra safado?Toffoli: suspeito(3)
FOLHA - Até pouco tempo se costumava dizer que um ministro do Supremo se pronunciava apenas pelo voto. Hoje, alguns membros costumam fazer análises públicas de temas que tramitam na Casa. Qual dos caminhos o sr. pretende seguir?
TOFFOLI - Eu não vou comentar comportamentos de outros ministros. O que eu posso dizer é que não estarei comentando casos concretos que possam vir a ser julgados. É evidente que, após uma decisão tomada pela Suprema Corte, a sociedade debata. É um dever da sociedade debater.
FOLHA - Mas tem outro tipo de debate, não com relação a casos específicos, mas sim ao papel político do Supremo. O ministro Gilmar Mendes, presidente do STF, se manifestou algumas vezes contra os excessos da Polícia Federal, do Ministério Público, contra o que acha uma interferência de um Poder no outro.
TOFFOLI - O Supremo Tribunal Federal é um colegiado, composto por pessoas com perfis diferenciados. O meu perfil, que eu adotarei, será um de falar nos autos sobre casos concretos.
TOFFOLI - Eu não vou comentar comportamentos de outros ministros. O que eu posso dizer é que não estarei comentando casos concretos que possam vir a ser julgados. É evidente que, após uma decisão tomada pela Suprema Corte, a sociedade debata. É um dever da sociedade debater.
FOLHA - Mas tem outro tipo de debate, não com relação a casos específicos, mas sim ao papel político do Supremo. O ministro Gilmar Mendes, presidente do STF, se manifestou algumas vezes contra os excessos da Polícia Federal, do Ministério Público, contra o que acha uma interferência de um Poder no outro.
TOFFOLI - O Supremo Tribunal Federal é um colegiado, composto por pessoas com perfis diferenciados. O meu perfil, que eu adotarei, será um de falar nos autos sobre casos concretos.
FOLHA - O sr. disse que a Constituição atual não prevê o terceiro mandato e, por isso, ele é ilegal. Se esse princípio for incluído na Constituição, ele ajuda ou atrapalha o processo democrático?
TOFFOLI - No meu entendimento, o terceiro mandato consecutivo é, no princípio republicano, algo bastante questionável. Não quero adiantar posição, mas a ideia de um terceiro mandato pode levar à perpetuação no poder. É algo questionável, discutível do ponto de vista jurídico.
FOLHA - O sr. é a favor de mudanças no nosso sistema eleitoral, com adoção do voto distrital misto ou em lista? Aberta ou fechada?
TOFFOLI - Dos vários sistemas eleitorais que eu já estudei, para a formação da Câmara dos Deputados, entendo que o melhor sistema é o alemão, chamado de sistema proporcional misto.
FOLHA - O sr. é a favor da manutenção do voto obrigatório?
TOFFOLI - Entendo que o voto obrigatório é legal. Legítimo. Eu penso que a política é uma área extremamente nobre, onde se dá os debates da construção da nação, onde se tem de fazer a grande discussão do país. Então, nesse sentido de valorização da política e da cidadania como foro onde tem de se dar as grandes decisões, eu sou a favor do voto obrigatório.
FOLHA - Analistas defendem que o atual sistema de financiamento de campanha transforma o congressista num lobista do setor privado. Concorda?
TOFFOLI - Nós temos de acabar com essa história. Respondendo da forma como você perguntou, parlamentar nenhum é lobista: é representante do povo. Ao representar o povo defende interesses. Temos de acabar com essa situação de se achar no Brasil que defender interesses é crime. Temos de acabar com a ideia de criminalização da política. Se alguém é eleito com base numa região do país, com base no apoio de um segmento social...
FOLHA - Seja ele empresarial ou sindical...
TOFFOLI - Sem dúvida, é legítimo que, se alguém foi eleito pelo setor da indústria, defenda os interesses da indústria. Se foi eleito pelo setor sindical, trabalhista, de trabalhadores, que defenda uma legislação protetora dos trabalhadores. Ele foi eleito para isso. Pensar diferente é hipocrisia. Temos de acabar com essa hipocrisia de que defender interesses é a ausência de legitimidade. Pelo contrário, é o que legitima a ordem democrática. É por isso que o Parlamento é o local de discussão mais nobre da política, porque ali está representada a sociedade.
FOLHA - E o financiamento de campanha?
TOFFOLI - O problema do financiamento de campanha entra na questão de dar paridade de armas a todos aqueles que querem ser representantes da sociedade, para que alguns, pelo fato de ter mais condições econômicas, não passem a ter uma maioria em relação aos que não têm acesso a financiamento de campanha. É para isso que existe a Justiça Eleitoral, que tem agido no sentido de trazer essa paridade de armas. E cada vez mais vejo que está havendo um rigor maior nesse acompanhamento de financiamento.
FOLHA - E a questão da sua indicação de um advogado para o ex-ministro Silas Rondeau?
TOFFOLI - Não vou comentar esse episódio. Já respondi.
TOFFOLI - No meu entendimento, o terceiro mandato consecutivo é, no princípio republicano, algo bastante questionável. Não quero adiantar posição, mas a ideia de um terceiro mandato pode levar à perpetuação no poder. É algo questionável, discutível do ponto de vista jurídico.
FOLHA - O sr. é a favor de mudanças no nosso sistema eleitoral, com adoção do voto distrital misto ou em lista? Aberta ou fechada?
TOFFOLI - Dos vários sistemas eleitorais que eu já estudei, para a formação da Câmara dos Deputados, entendo que o melhor sistema é o alemão, chamado de sistema proporcional misto.
FOLHA - O sr. é a favor da manutenção do voto obrigatório?
TOFFOLI - Entendo que o voto obrigatório é legal. Legítimo. Eu penso que a política é uma área extremamente nobre, onde se dá os debates da construção da nação, onde se tem de fazer a grande discussão do país. Então, nesse sentido de valorização da política e da cidadania como foro onde tem de se dar as grandes decisões, eu sou a favor do voto obrigatório.
FOLHA - Analistas defendem que o atual sistema de financiamento de campanha transforma o congressista num lobista do setor privado. Concorda?
TOFFOLI - Nós temos de acabar com essa história. Respondendo da forma como você perguntou, parlamentar nenhum é lobista: é representante do povo. Ao representar o povo defende interesses. Temos de acabar com essa situação de se achar no Brasil que defender interesses é crime. Temos de acabar com a ideia de criminalização da política. Se alguém é eleito com base numa região do país, com base no apoio de um segmento social...
FOLHA - Seja ele empresarial ou sindical...
TOFFOLI - Sem dúvida, é legítimo que, se alguém foi eleito pelo setor da indústria, defenda os interesses da indústria. Se foi eleito pelo setor sindical, trabalhista, de trabalhadores, que defenda uma legislação protetora dos trabalhadores. Ele foi eleito para isso. Pensar diferente é hipocrisia. Temos de acabar com essa hipocrisia de que defender interesses é a ausência de legitimidade. Pelo contrário, é o que legitima a ordem democrática. É por isso que o Parlamento é o local de discussão mais nobre da política, porque ali está representada a sociedade.
FOLHA - E o financiamento de campanha?
TOFFOLI - O problema do financiamento de campanha entra na questão de dar paridade de armas a todos aqueles que querem ser representantes da sociedade, para que alguns, pelo fato de ter mais condições econômicas, não passem a ter uma maioria em relação aos que não têm acesso a financiamento de campanha. É para isso que existe a Justiça Eleitoral, que tem agido no sentido de trazer essa paridade de armas. E cada vez mais vejo que está havendo um rigor maior nesse acompanhamento de financiamento.
FOLHA - E a questão da sua indicação de um advogado para o ex-ministro Silas Rondeau?
TOFFOLI - Não vou comentar esse episódio. Já respondi.
Toffoli: suspeito(2).
Entrevista à Folha de São Paulo:
FOLHA - O plenário do Supremo é palco constante de disputas em torno de decisões do Executivo. O sr. fez parte dele antes de se tornar ministro do Supremo. Como enfrentar esse dilema?
FOLHA - O plenário do Supremo é palco constante de disputas em torno de decisões do Executivo. O sr. fez parte dele antes de se tornar ministro do Supremo. Como enfrentar esse dilema?
JOSÉ ANTONIO DIAS TOFFOLI - A minha vida, no momento que tomar posse no Supremo Tribunal Federal, passa a ser outra. A atuação que tive no governo e todo o meu passado passam a não existir mais. O que existe é um juiz, que tem o dever de defender a Constituição e julgar as causas de acordo com ela. É evidente que nas causas em que me manifestei enquanto advogado-geral da União estarei impedido de atuar.
FOLHA - O sr., por exemplo, vai votar ou pretende se considerar impedido de se manifestar sobre a concessão de refúgio a Cesare Battisti?
FOLHA - O sr., por exemplo, vai votar ou pretende se considerar impedido de se manifestar sobre a concessão de refúgio a Cesare Battisti?
TOFFOLI - Esse caso eu analisarei quando estiver no Supremo. Ainda não tomei posse, seria até um desrespeito à corte antecipar um posicionamento futuro.
FOLHA - O sr. foi subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil na gestão do ministro José Dirceu, que é réu numa ação penal sob a acusação de ter chefiado o mensalão. Há suspeição sua para julgar o caso quando o ministro Joaquim Barbosa levá-lo ao plenário?
FOLHA - O sr. foi subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil na gestão do ministro José Dirceu, que é réu numa ação penal sob a acusação de ter chefiado o mensalão. Há suspeição sua para julgar o caso quando o ministro Joaquim Barbosa levá-lo ao plenário?
TOFFOLI - Eu não vou falar sobre caso concreto.
FOLHA - O sr. vai entrar na vaga do ministro Menezes Direito, que era substituto no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O sr. pode substituí-lo nessa função? Haveria suspeição no seu caso por já ter atuado como advogado eleitoral?
TOFFOLI - Quem escolhe os ministros do Supremo que irão integrar o TSE é o plenário do Supremo Tribunal Federal. Não tenho a mínima ideia se serei ou não escolhido. Caso venha a ser, e é da tradição do Supremo indicar aquele que não foi para essa função, é evidente que não há, no meu entender, nenhum tipo de impedimento de atuação no TSE. Pelo contrário, a minha especialização em direito eleitoral só será útil para julgar as causas.
FOLHA - Por falar em independência, como deve ser o processo de construção de uma decisão de um ministro do STF? Baseado estritamente no que diz a lei ou é possível uma interpretação à luz das circunstâncias históricas e do momento?
FOLHA - Por falar em independência, como deve ser o processo de construção de uma decisão de um ministro do STF? Baseado estritamente no que diz a lei ou é possível uma interpretação à luz das circunstâncias históricas e do momento?
TOFFOLI - É evidente que a realidade social e o momento histórico se manifestam na visão do juiz. Se nós formos pegar um exemplo de fora do Brasil, da Suprema Corte dos Estados Unidos, sob a mesma Constituição, se entendeu que era legítima a escravidão e, depois, que ela não era legítima. A realidade social, a realidade da cultura do momento em que se vive integra a formação da consciência de um julgador.
FOLHA - Na hora de interpretar a Constituição, esses fatores devem ser levados em conta?
FOLHA - Na hora de interpretar a Constituição, esses fatores devem ser levados em conta?
TOFFOLI - Para usar um exemplo bíblico, Jesus Cristo disse: "O sábado foi feito para o homem, não o homem para o sábado". O que Jesus quis dizer com isso? Que a lei existe para o homem, não é o homem que existe para a lei. A lei é o parâmetro, mas ela leva em conta, ao ser aplicada, o homem, o ser, a vida.
FOLHA - Até pouco tempo se costumava dizer que um ministro do Supremo se pronunciava apenas pelo voto. Hoje, alguns membros costumam fazer análises públicas de temas que tramitam na Casa. Qual dos caminhos o sr. pretende seguir?
FOLHA - Até pouco tempo se costumava dizer que um ministro do Supremo se pronunciava apenas pelo voto. Hoje, alguns membros costumam fazer análises públicas de temas que tramitam na Casa. Qual dos caminhos o sr. pretende seguir?
TOFFOLI - Eu não vou comentar comportamentos de outros ministros. O que eu posso dizer é que não estarei comentando casos concretos que possam vir a ser julgados. É evidente que, após uma decisão tomada pela Suprema Corte, a sociedade debata. É um dever da sociedade debater.
Toffoli: suspeito.
Do Estadão:
O mais novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), José Antonio Dias Toffoli, que assume o cargo no dia 23, vai demorar para ser notado como juiz da mais alta corte do País. Pelo calendário previsto para o último trimestre deste ano, Toffoli terá que se declarar suspeito ou impedido na maioria dos grandes julgamentos do STF.O fenômeno jurídico e administrativo, que vai deixar Toffoli no limbo do Supremo, já se repetiu com outro ministro, o atual presidente da corte, Gilmar Mendes. Como ambos são originários da Advocacia-Geral da União, pelo estatuto do tribunal esses novos ministros não podem atuar em processos em que a AGU foi parte ativa.Leia aqui.
Pobre e corrupto.
Entrevista de Peter Kingstone no Estadão, diretor do Centro de Estudos sobre América Latina e Caribe da Universidade de Connecticut, que combina com a pesquisa Datafolha publicada hoje, que aponta que 13% dos brasileiros já vendeu seu voto. Abaixo, uma das respostas.
Há tolerância em relação à corrupção no Brasil?
Sim, há pesquisas que mostram que, principalmente entre os pobres, essa não é uma questão tão importante. Quem estuda o Brasil se surpreende com a forma como está indo bem. Em vários aspectos o País ficou mais maduro. Mas ainda precisa aprofundar a democracia. O respeito às leis é uma área em que certamente precisa melhorar. Mas não pretendo afirmar que a corrupção é o que diferencia o Brasil. Infelizmente, nos Estados Unidos, George Bush foi reeleito apesar das evidências de que seu governo havia agido de forma não ética e provavelmente ilegal. O problema no Brasil é que 50% da população é muito pobre. É uma grande massa de eleitores para quem não é um grande problema o "rouba, mas faz".
Há tolerância em relação à corrupção no Brasil?
Sim, há pesquisas que mostram que, principalmente entre os pobres, essa não é uma questão tão importante. Quem estuda o Brasil se surpreende com a forma como está indo bem. Em vários aspectos o País ficou mais maduro. Mas ainda precisa aprofundar a democracia. O respeito às leis é uma área em que certamente precisa melhorar. Mas não pretendo afirmar que a corrupção é o que diferencia o Brasil. Infelizmente, nos Estados Unidos, George Bush foi reeleito apesar das evidências de que seu governo havia agido de forma não ética e provavelmente ilegal. O problema no Brasil é que 50% da população é muito pobre. É uma grande massa de eleitores para quem não é um grande problema o "rouba, mas faz".
sábado, 3 de outubro de 2009
Olé, Zapatero.
O socialista José Luis Zapatero, presidente da Espanha, perdeu completamente a credibilidade: 37% dos espanhóis não confiam nele e outros 35% confiam pouco. 62% desaprovam as suas medidas para enfrentar a crise, 76% afirmam que ele demorou a tomar medidas e 81% acham que o presidente está improvisando. Em julho, o índice de desconfiança já era altíssimo, com 69%, mas agora é apavorante para o socialismo espanhol. Somente 13% acham que Zapatero tem um plano claro para enfrentar as imensas dificuldades pelas quais passa o país. Daqui mandamos um recado: peça conselhos aos seus amigos Chávez, Zelaya e Lula.
13% dos eleitores já venderam seu voto.
Pesquisa Datafolha feita em todo o país mostra que 13% dos brasileiros admitem já ter trocado seu voto por dinheiro, emprego ou presentes. Esse percentual corresponde a cerca de 17 milhões de pessoas maiores de 16 anos em um universo de 132 milhões de eleitores. Ainda de acordo com o levantamento, 94 % dos entrevistados veem como condenável a venda do voto, percentual idêntico ao dos que dizem ser errado pagar propina Para especialistas, os brasileiros pensam corretamente sobre ética, mas não agem de acordo. "Ou vivemos na Escandinávia e não sabíamos, ou o que fazemos na prática corresponde pouco ao que dizemos que fazemos", avalia a antropóloga Lívia Barbosa.
Os "bunda-pintadas".
Milhares de estudantes saíram às ruas para protestar contra a ditadura chavista, em Caracas, na Venezuela. Cercados pela polícia, protestaram de forma bem-humorada. Enquanto isso, Chávez fazia reunião com as Patrulhas Socialistas, militância do PSUV, aqueles grupos "pacíficos" que costumam bater em estudantes e no povo na rua. Como diz o Lula, a Venezuela tem "excesso" de democracia.Tudo por dinheiro.
Hoje, ao final de uma reunião do Fundo Monetário Internacional, em Istambul, Turquia, alguém fez uma homenagem merecida à Che Guevara. Colocaram, sem que os membros da instituição soubessem, uma nova versão da música " Hasta siempre, Comandante" a tocar. Não haveria no mundo melhor lugar para homenagear o mercenário Che, que andou pelo mundo matando por dinheiro, do que uma reunião do FMI. Palmas para quem teve a brilhante idéia.
O corrupto esporte olímpico do Brasil.
As verbas do esporte olímpico são dadas pelo governo ao Comitê Olímpico Brasileiro. O COB é eleito pelas confederações nacionais. As confederações são eleitas pelas federações estaduais. As federações são eleitas pelos clubes esportivos. Os clubes são formados por departamentos esportivos, que elegem os presidentes. Lá no final da cadeia corrupta do esporte brasileiro estão os atletas que, via de regra, não vêem a cor do dinheiro. Dinheiro das loterias. Dinheiro de isenção fiscal. Dinheiro público. Carrrrrlos Arrrrrthurrrrr Nuzmann está no COB já faz mais de 15 anos. O mesmo tempo em que o seu sucessor, na CBV, Confederação Brasileira de Vôlei, Ari Graça Filho. Da mesma forma acontece com o Coaraci Nunes, na CBDA, da Natação. Com o Roberto Gesta Melo, da CBAT, do Atletismo. E assim se repete, nas principais confederações. Todos podres ... de ricos. As principais confederações são infladas de patrocínios estatais e do dinheiro do COB para garantir a cota mínima de medalhas nos jogos olímpicos. O resto do dinheiro é devidamente distribuído entre os mesmos de sempre. O mesmos, mesmo! Por conta de venderem os seus votos para manter o mesmo grupo no poder, que não se digna nem mesmo a mudar os nomes dos cartolas. Hoje Lula deu a seguinte declaração:
"Nós vamos reunir todos os presidentes das federações das modalidades que disputam a Olimpíada e vamos exigir que eles nos entreguem um plano de metas para 2012 e para 2016. Na verdade, nós vamos começar um trabalho agora aprimorando os atletas que nós já temos e criando novos atletas para nosso país. É um momento de ouro para que, nesse clima de Olimpíada, possamos fazer o que não conseguimos até agora".
"Nós vamos reunir todos os presidentes das federações das modalidades que disputam a Olimpíada e vamos exigir que eles nos entreguem um plano de metas para 2012 e para 2016. Na verdade, nós vamos começar um trabalho agora aprimorando os atletas que nós já temos e criando novos atletas para nosso país. É um momento de ouro para que, nesse clima de Olimpíada, possamos fazer o que não conseguimos até agora".
Isto não é reunião. É formação de quadrilha. Operação Olimpo. Pode chegar e botar tudo mundo em cana. O Ministro dos Esportes do Lula, Orlando Silva, pagou duas tapiocas com o cartão corporativo. Só devolveu o dinheiro quando foi pego em flagrante. Das tapiocas ao PAN que custou dez vezes mais do que orçado e que nunca fechou as contas, foi um salto. Salto que rima com assalto, modalidade onde o Brasil é campeão sempre. O plano nunca foi aqueles joguinhos miseráveis de 2007. O plano sempre foi o Rio 2016. Agora eles estão aí, com R$ 30 bilhões para começar. E Lula quer começar logo, já, imediatamente. Só restam 15 meses para ele aplicar uma boa parte do dinheiro. Atletas não se criam com dinheiro. Se criam com esporte de base, com esporte universitário, com esporte de rua. Esporte e educação andam juntos nas potências olímpicas. Nao é o caso do Brasil, onde as medalhas de ouro, via de regra, são frutos de histórias de vida emocionantes. Ou de treinamento feito no exterior, como é o caso do voleibol, da natação e do atletismo. O esporte brasileiro é pura corrupção. Lama de onde brota, de quando em vez, um lírio branco para nos encantar. Cielo, Diego, Gustavo Borges, Giovani Gavio, Mauren, Sandra... Ver Lula dançando com Nuzmann em Copenhague deu vontade de chorar junto. Os motivos, no entanto, eram bem diferentes dos deles. Citius, altius, fortius. Um dia, quem sabe.
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Perguntem aos atletas de voleibol que saíam para jogar fora do país, principalmente na Itália, quanto tinham que pagar, em sacos de dólares, e diretamente a quem. É apenas uma das pequenas falcatruas do esporte olímpico nacional.
Premio Nobel da Guerra.
Oscar Arias, presidente da Costa Rica e Prêmio Nobel da Paz, é um dos responsáveis pelo impasse em Honduras. Em vez de exercer o papel de mediação, passou a fazer intermediação dos interesses dos governos bolivarianos e assemelhados. O Acordo de Sao José foi uma imposição, jamais um acordo. Ontem, quando tudo se encaminhava para o díalogo, Arias, vendo-se relegado a um merecedíssimo segundo plano, deu entrevista ao Miami Herald, onde afirmou: " me esforcei para estudar a Constituição de Honduras, não creio que exista uma Constituição pior na face da terra...". A declaração é uma ofensa gratuita e mal-educada, quando menos. Soa como a tentativa de um fracassado de jogar tudo por terra, para que o impasse continue. É mais um safado a pregar a guerra, não a paz.
Cuba desde Cuba.
Leia aqui a entrevista de Yoani Sanchez, a blogueira cubana que é destaque neste blog, desde sempre. Ao lado, se você não assinou a Petition Online para que ela possa viajar, faça isso. Depois, o nosso leitor e comentarista Humberto Sisley, que traduz o blog da Yoani para o português, manda para ela, como "un recuerdo". Entregar ao Senado do Brasil adiantaria alguma coisa?
Não perca.
Adquira o seu ingresso a preços subsidiados em qualquer posto BR. Com o cartão da Caixa e do BB, vocêpode descontar em cinco vezes sem juros. Cartão da Bolsa Família garante entrada grátis. A CUT e a Força Sindical também estão distribuindo ingressos gratuitos para os seus associados. Não compre o DVD original: compre o pirata, que é o verdadeiro e sai muito mais em conta. Estréia em janeiro, em todos os cinemas do Brasil. Inclusive nos cinemas pau-de-arara que estão rodando o país, patrocinados pela Petrobras, Eletrobras e Ministério da Cultura. Não perca. É uma história com um final muito, mas muito feliz. A enquete.
Perguntamos aos leitores do Coturno Noturno quais os três nomes de oposição que votaram contra a indicação de Toffoli ao STF. Mais do que uma enquete, a votação pode nos oferecer outras visões. Seriam estes senadores - Álvaro Dias(PSDB-PR), Demóstenes Torres(DEM-GO) e Pedro Simon(PMDB-RS) os mais confiáveis da oposição? Os dois primeiros parecem ser a verdadeira encarnação de uma oposição cada vez mais pífia. Logicamente, devemos descartar este fenômeno de marketing pessoal, a desclassificada(da enquete, fique claro...) Kátia Abreu(DEM-TO) que, para tentar aprovar a CPMI do MST, alardeou aos quatro twitters que havia votado no advogado do Lula e do José Dirceu para a Suprema Corte. Simon é um ícone. Neste final de semana, deve anunciar a sua saída da vida pública, onde tem tido mais baixos do que altos nos últimos anos. STF, PAC, Rio 2016, TCU: que semana!
A semana também marcou uma ofensiva do governo Lula - do próprio, da sua candidata e dos seus principais ministros - contra o Tribunal de Contas da União. Chegaram ao ponto de comandar uma operação articulada com a Câmara dos Deputados para levantar informações que pudessem constranger - o verbo melhor é chantagear - o TCU. Lá, deputados petistas querem fazer uma devassa na vida dos ministros, como forma de retaliação. É este lado imundo e nojento do lulopetismo que contrasta com toda esta mística criada em torno do seu chefe, o presidente Lula. No futuro, esta última semana será estudada pelos historiadores como a síntese de um momento desolador da democracia brasileira. O advogado de campanhas presidenciais eivadas de dinheiro frio ascendeu ao STF, sem possuir a mínima qualificação para o cargo. O principal programa de governo teve grande parte das suas obras embargadas em função de corrupção. Mesmo sem fechar as contas de um evento preparatório realizado em 2007, onde milhões foram desviados e o orçamento inicial foi "estourado" em dez vezes, o governo buscou desesperadamente - e conseguiu! - para o país o maior evento esportivo do mundo, um manancial inesgotável de falcatruas e malversação de dinheiro público. Por fim, o lulopetismo investiu contra o TCU, único órgão capaz de, pelo menos, atrapalhar a corrupção instituída, já que as suas investigações podem ser ou não aceitas por um Senado venal e enlameado, composto em grande parte pela maior escória política já reunida naquela casa. A única coisa que falta é, com os olhos marejados, Dom Lula I bradar: "diga ao povo que fico!". E convocar um referendo para aprovar o terceiro mandato e a reeleição eterna.
E ainda criticam a blogosfera anônima...
Do Estadão, hoje, sobre o cancelamento do ENEM:
A Consultec, que preside o Connasel, já esteve envolvida em outro caso de suspeita de roubo de prova, durante um vestibular da Universidade da Bahia (Uneb). "Não há relação entre os casos", disse Itana Marques Silva, que preside o consórcio. As argumentações usadas ontem pelo consórcio não convenceram o ministério. De zero a dez, a nota dada para os serviços é quatro, afirmou um integrante do MEC. O ministro também não está contente com as falhas na supervisão da segurança, que deveria ter sido desempenhada pelo Inep...O Ministério da Educação quer substituir o consórcio Connasel na organização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cancelado na madrugada de anteontem após o Estado ter alertado o MEC de que a prova tinha vazado.
O Coturno Noturno, na última quinta-feira, enquanto nenhum blog aprofundava o tema, questionava, no post "E agora, Haddad?": "será que o arrogante ministro da Educação vai ter coragem de continuar a fazer o ENEM com a mesma empresa já envolvida em denúncia de fraude? Se tivéssemos um STF e um Senado...Se tivéssemos TCU...Se tivéssemos Polícia Federal...Se vivêssemos em um país decente..."
A Consultec, que preside o Connasel, já esteve envolvida em outro caso de suspeita de roubo de prova, durante um vestibular da Universidade da Bahia (Uneb). "Não há relação entre os casos", disse Itana Marques Silva, que preside o consórcio. As argumentações usadas ontem pelo consórcio não convenceram o ministério. De zero a dez, a nota dada para os serviços é quatro, afirmou um integrante do MEC. O ministro também não está contente com as falhas na supervisão da segurança, que deveria ter sido desempenhada pelo Inep...O Ministério da Educação quer substituir o consórcio Connasel na organização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cancelado na madrugada de anteontem após o Estado ter alertado o MEC de que a prova tinha vazado.
O Coturno Noturno, na última quinta-feira, enquanto nenhum blog aprofundava o tema, questionava, no post "E agora, Haddad?": "será que o arrogante ministro da Educação vai ter coragem de continuar a fazer o ENEM com a mesma empresa já envolvida em denúncia de fraude? Se tivéssemos um STF e um Senado...Se tivéssemos TCU...Se tivéssemos Polícia Federal...Se vivêssemos em um país decente..."
Este anônimo Coronel atua no ensino superior. Várias vezes está em contato com o INEP e outras áreas do MEC. O que aconteceria se ele tivesse a sua identidade revelada? Poderia fazer críticas? Poderia cobrar providências? Ou sofreria retaliações? A blogosfera anônima tem um papel. Ela é anônima porque esta é a sua única garantia. E vai continuar assim, gostem ou não.
Micheletti, a entrevista(2).
Da Veja:
O assessor para assuntos internacionais de Lula, Marco Aurélio Garcia, declarou que "o governo golpista de Honduras é feito de mentirosos". O senhor o conhece?
Não o conheço, mas quero dizer a Marco Aurélio Garcia que tenho 29 anos como congressista e ninguém nunca, nunca disse de Roberto Micheletti que era corrupto ou mentiroso. Nunca! Diga a ele que jamais minto e que posso afirmar no momento que quiser que é ele quem está mentindo, porque aceitou que havíamos queimado a embaixada e lançado gases, que estávamos envenenando as pessoas e instalando aparelhos israelenses lá para enlouquecê-las. Colocou o estado de Israel no meio disso tudo! Outro senhor, esse falastrão do Hugo Chávez, disse que Israel tinha sido o único país que nos havia reconhecido. Não é verdade. Nenhum país do mundo nos reconheceu, mas nos manteremos firmes, com fé em Deus que tudo vai sair bem.
E o que o senhor tem a dizer sobre o segundo adjetivo: "golpista"?
Eu sou presidente do Congresso Nacional e, por isso, obedecendo à Constituição de Honduras, fui nomeado presidente da República por seis meses, na ausência desse senhor que cometeu delitos contra o país, incluindo traição à pátria, além de atos de corrupção que deixam pasmo qualquer um. A mim me cabem seis meses de governo, durante os quais preciso garantir que as eleições aconteçam. Essas eleições não foram programadas pelo meu governo. Estão programadas desde 2008. E o que eu vou fazer é entregar o poder no dia 27 de janeiro de 2010 ao candidato vitorioso, porque assim ordenam que eu faça a lei eleitoral e a Constituição da República. Não pode ser um golpista nem um ditador um homem que assumiu a Presidência obedecendo à Constituição do seu país e que vai embora para casa no dia 27 de janeiro porque assim o determina a lei.
Como funciona hoje o poder em Honduras? Diz-se que as Forças Armadas mandam em tudo e que o senhor obedece.
Isso é mais uma mentira do seu amigo, o senhor Garcia!
Não, não foi ele que disse isso.
Ah, bom, mas quero que diga a ele: este país é constituído por três poderes, Legislativo, Executivo e Judiciário, e os três somos civis. No Executivo manda Roberto Micheletti – e seus ministros. No Legislativo manda o senhor advogado José Alfredo Saavedra, que é o presidente do Congresso. Na Suprema Corte de Justiça, mandam Jorge Avilés e seus catorze magistrados. São os três poderes do estado, fora o Supremo Tribunal Eleitoral, que também é uma entidade independente dos poderes do estado. Aqui, as Forças Armadas só cumprem com sua obrigação constitucional.
Fechar TV, rádio, decretar estado de exceção são coisas que remetem à velha e infeliz tradição de golpismo. Por que o senhor achou necessário tomar essas medidas?
Quer saber por quê? Porque o Brasil, por meio de seu presidente, permitiu que Zelaya convocasse à insurreição e à violência da varanda da sua embaixada. Porque o senhor Lula da Silva não teve a cortesia de chamar esse senhor e dizer a ele: "Pare de fazer isso porque você está prejudicando a população hondurenha". Essa é a resposta. Depois, a lei me ordena que proteja a vida dos cidadãos hondurenhos. A determinação que tomei foi para evitar derramamento de sangue.
O Exército lançou algum tipo de gás dentro da embaixada brasileira?
Essa é uma acusação patética, mais um teatro de Zelaya. Mandamos peritos, médicos para lá, não houve nada. Nada.
Mas um funcionário brasileiro disse ter sentido cheiro de gás.
O que me informaram foi que a embaixada tem três banheiros e estava naquela altura com 160 ou 180 pessoas. Estava com os dutos totalmente cheios, e esses dutos produzem gases. Uns dizem que foi isso. Dizem outros que o que houve foi uma falsidade completa. Por que os vizinhos não sentiram nada? Os jornalistas perguntaram aos vizinhos do lado direito, aos do lado esquerdo e aos da frente da embaixada e ninguém sentiu nada.
O senhor parece bem-disposto para alguém que está à frente de uma crise que já dura três meses.
Sabe por quê? Porque Deus está comigo sempre. Não sou católico de passar na igreja todos os dias, mas rezo sempre e carrego o meu rosário quando vou enfrentar situações difíceis – peço a Deus que me ajude a enfrentar as coisas, porque ele sabe que o meu coração é limpo. Encaro a Presidência interina como uma missão que me foi confiada pelo meu país. Eu era muito feliz como presidente do Congresso.
O assessor para assuntos internacionais de Lula, Marco Aurélio Garcia, declarou que "o governo golpista de Honduras é feito de mentirosos". O senhor o conhece?
Não o conheço, mas quero dizer a Marco Aurélio Garcia que tenho 29 anos como congressista e ninguém nunca, nunca disse de Roberto Micheletti que era corrupto ou mentiroso. Nunca! Diga a ele que jamais minto e que posso afirmar no momento que quiser que é ele quem está mentindo, porque aceitou que havíamos queimado a embaixada e lançado gases, que estávamos envenenando as pessoas e instalando aparelhos israelenses lá para enlouquecê-las. Colocou o estado de Israel no meio disso tudo! Outro senhor, esse falastrão do Hugo Chávez, disse que Israel tinha sido o único país que nos havia reconhecido. Não é verdade. Nenhum país do mundo nos reconheceu, mas nos manteremos firmes, com fé em Deus que tudo vai sair bem.
E o que o senhor tem a dizer sobre o segundo adjetivo: "golpista"?
Eu sou presidente do Congresso Nacional e, por isso, obedecendo à Constituição de Honduras, fui nomeado presidente da República por seis meses, na ausência desse senhor que cometeu delitos contra o país, incluindo traição à pátria, além de atos de corrupção que deixam pasmo qualquer um. A mim me cabem seis meses de governo, durante os quais preciso garantir que as eleições aconteçam. Essas eleições não foram programadas pelo meu governo. Estão programadas desde 2008. E o que eu vou fazer é entregar o poder no dia 27 de janeiro de 2010 ao candidato vitorioso, porque assim ordenam que eu faça a lei eleitoral e a Constituição da República. Não pode ser um golpista nem um ditador um homem que assumiu a Presidência obedecendo à Constituição do seu país e que vai embora para casa no dia 27 de janeiro porque assim o determina a lei.
Como funciona hoje o poder em Honduras? Diz-se que as Forças Armadas mandam em tudo e que o senhor obedece.
Isso é mais uma mentira do seu amigo, o senhor Garcia!
Não, não foi ele que disse isso.
Ah, bom, mas quero que diga a ele: este país é constituído por três poderes, Legislativo, Executivo e Judiciário, e os três somos civis. No Executivo manda Roberto Micheletti – e seus ministros. No Legislativo manda o senhor advogado José Alfredo Saavedra, que é o presidente do Congresso. Na Suprema Corte de Justiça, mandam Jorge Avilés e seus catorze magistrados. São os três poderes do estado, fora o Supremo Tribunal Eleitoral, que também é uma entidade independente dos poderes do estado. Aqui, as Forças Armadas só cumprem com sua obrigação constitucional.
Fechar TV, rádio, decretar estado de exceção são coisas que remetem à velha e infeliz tradição de golpismo. Por que o senhor achou necessário tomar essas medidas?
Quer saber por quê? Porque o Brasil, por meio de seu presidente, permitiu que Zelaya convocasse à insurreição e à violência da varanda da sua embaixada. Porque o senhor Lula da Silva não teve a cortesia de chamar esse senhor e dizer a ele: "Pare de fazer isso porque você está prejudicando a população hondurenha". Essa é a resposta. Depois, a lei me ordena que proteja a vida dos cidadãos hondurenhos. A determinação que tomei foi para evitar derramamento de sangue.
O Exército lançou algum tipo de gás dentro da embaixada brasileira?
Essa é uma acusação patética, mais um teatro de Zelaya. Mandamos peritos, médicos para lá, não houve nada. Nada.
Mas um funcionário brasileiro disse ter sentido cheiro de gás.
O que me informaram foi que a embaixada tem três banheiros e estava naquela altura com 160 ou 180 pessoas. Estava com os dutos totalmente cheios, e esses dutos produzem gases. Uns dizem que foi isso. Dizem outros que o que houve foi uma falsidade completa. Por que os vizinhos não sentiram nada? Os jornalistas perguntaram aos vizinhos do lado direito, aos do lado esquerdo e aos da frente da embaixada e ninguém sentiu nada.
O senhor parece bem-disposto para alguém que está à frente de uma crise que já dura três meses.
Sabe por quê? Porque Deus está comigo sempre. Não sou católico de passar na igreja todos os dias, mas rezo sempre e carrego o meu rosário quando vou enfrentar situações difíceis – peço a Deus que me ajude a enfrentar as coisas, porque ele sabe que o meu coração é limpo. Encaro a Presidência interina como uma missão que me foi confiada pelo meu país. Eu era muito feliz como presidente do Congresso.
Micheletti, a entrevista(1).
Da Veja:
O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, tem 65 anos de idade, 29 de Congresso e o sangue quente que se costuma atribuir aos descendentes de italianos. No início da entrevista que concedeu à editora Thaís Oyama, elogiou o presidente Lula, o "encantador povo brasileiro" e reiterou que, ao contrário do que havia sugerido, não mais ordenará nenhuma medida contra a Embaixada do Brasil, mesmo depois de terça-feira, quando se esgota o prazo dado por seu governo para que o país defina o status do "hóspede" Manuel Zelaya. Ao longo da conversa, porém, Micheletti foi dando vazão à contundência, até deixar clara a sua opinião sobre a quem cabe a culpa pela situação em que se meteu Honduras: o presidente venezuelano Hugo Chávez e, também, o governo brasileiro.
A maneira como Manuel Zelaya foi expelido do país – tirado de casa, de pijamas e no meio da madrugada – não foi um erro, já que ajudou a reforçar a ideia de que ele foi vítima de um golpe?
Sim, foi um erro. Mas temos de considerar que as pessoas que foram cumprir essa tarefa estavam com medo – Zelaya tem seguidores e poderia haver um enfrentamento. Eu não tenho responsabilidade por essa decisão. Só fui informado do procedimento à tarde. Mas o que me contaram é que fizeram isso por temor de que ocorresse um conflito.
Mas quem deu a ordem?
A Suprema Corte de Justiça. E o procedimento foi legal.
Incluindo a retirada dele do país? Por que não o prenderam?
Eles (os militares encarregados da tarefa) deveriam tê-lo levado aos tribunais, mas decidiram tirá-lo do país para evitar um derramamento de sangue. Por isso, decidiram levá-lo à Costa Rica. Não haveria uma prisão segura para ele aqui.
O senhor conhece Zelaya muito bem. Como o descreveria?
É uma pessoa que toma decisões impulsivas. Na dificuldade, tem serenidade para aguentar tudo, mas depois planeja a vingança. É um homem que não se deixa decifrar: a palavra dele não dura meia hora. Zelaya nunca cumpriu com sua palavra.
Ele foi eleito pelo mesmo partido que o senhor, o Partido Liberal, mas, no cargo, adotou práticas e discurso de esquerda. Por quê?
Porque se cercou de comunistas de boteco, gente que não faz mais do que falar e falar. Eles o rodearam e o foram convencendo de que dessa forma iria perpetuar-se no poder. Isso nos motivou a que nos preparássemos para defender o país desse comunismo versão século XXI – uma invenção de um louco da América do Sul.
O senhor se refere a Hugo Chávez?
Sim, Zelaya é um boneco de Chávez, que o insuflou com ideias de grandeza, que o fez acreditar que era uma espécie de Bolívar (Simon Bolívar, líder revolucionário venezuelano) ou Francisco Morazán (militar e herói hondurenho). E que também lhe deu dinheiro.
Acredita que Chávez financia Zelaya?
Infelizmente não com o dinheiro dele, mas com o dinheiro do povo da Venezuela.
Qual é o plano de Hugo Chávez para a América Latina?
Fazer um novo império: o império de Hugo Chávez. O homem está vertendo o dinheiro de seu povo em todos os lugares, a fim de comprar apoio, consciências. É um ególatra, um megalomaníaco. Vêm dele todas as dificuldades que estamos passando agora.
O senhor acredita na existência de uma relação dele com o narcotráfico?
Nos últimos oito meses do governo de Zelaya, aqui neste país pousaram dezoito aviões clandestinos com registro venezuelano – todos trazendo drogas ou dólares (Honduras é uma das principais pontes do tráfico de drogas da América Latina para os Estados Unidos). Alguns desses aviões já foram encontrados queimados – os tripulantes retiram a droga das aeronaves e depois ateiam fogo a elas para não deixar pistas. Outros, nós conseguimos capturar. Já nestes três meses em que estamos aqui, apareceram somente dois desses aviões – um nós capturamos e o outro encontramos já queimado (a assessora o corrige, lembrando que recentemente a polícia localizou mais um avião venezuelano queimado). Ah, sim, foram três. Você vê: com a volta de Zelaya, os aviões já começaram a aparecer de novo.
A maneira como Manuel Zelaya foi expelido do país – tirado de casa, de pijamas e no meio da madrugada – não foi um erro, já que ajudou a reforçar a ideia de que ele foi vítima de um golpe?
Sim, foi um erro. Mas temos de considerar que as pessoas que foram cumprir essa tarefa estavam com medo – Zelaya tem seguidores e poderia haver um enfrentamento. Eu não tenho responsabilidade por essa decisão. Só fui informado do procedimento à tarde. Mas o que me contaram é que fizeram isso por temor de que ocorresse um conflito.
Mas quem deu a ordem?
A Suprema Corte de Justiça. E o procedimento foi legal.
Incluindo a retirada dele do país? Por que não o prenderam?
Eles (os militares encarregados da tarefa) deveriam tê-lo levado aos tribunais, mas decidiram tirá-lo do país para evitar um derramamento de sangue. Por isso, decidiram levá-lo à Costa Rica. Não haveria uma prisão segura para ele aqui.
O senhor conhece Zelaya muito bem. Como o descreveria?
É uma pessoa que toma decisões impulsivas. Na dificuldade, tem serenidade para aguentar tudo, mas depois planeja a vingança. É um homem que não se deixa decifrar: a palavra dele não dura meia hora. Zelaya nunca cumpriu com sua palavra.
Ele foi eleito pelo mesmo partido que o senhor, o Partido Liberal, mas, no cargo, adotou práticas e discurso de esquerda. Por quê?
Porque se cercou de comunistas de boteco, gente que não faz mais do que falar e falar. Eles o rodearam e o foram convencendo de que dessa forma iria perpetuar-se no poder. Isso nos motivou a que nos preparássemos para defender o país desse comunismo versão século XXI – uma invenção de um louco da América do Sul.
O senhor se refere a Hugo Chávez?
Sim, Zelaya é um boneco de Chávez, que o insuflou com ideias de grandeza, que o fez acreditar que era uma espécie de Bolívar (Simon Bolívar, líder revolucionário venezuelano) ou Francisco Morazán (militar e herói hondurenho). E que também lhe deu dinheiro.
Acredita que Chávez financia Zelaya?
Infelizmente não com o dinheiro dele, mas com o dinheiro do povo da Venezuela.
Qual é o plano de Hugo Chávez para a América Latina?
Fazer um novo império: o império de Hugo Chávez. O homem está vertendo o dinheiro de seu povo em todos os lugares, a fim de comprar apoio, consciências. É um ególatra, um megalomaníaco. Vêm dele todas as dificuldades que estamos passando agora.
O senhor acredita na existência de uma relação dele com o narcotráfico?
Nos últimos oito meses do governo de Zelaya, aqui neste país pousaram dezoito aviões clandestinos com registro venezuelano – todos trazendo drogas ou dólares (Honduras é uma das principais pontes do tráfico de drogas da América Latina para os Estados Unidos). Alguns desses aviões já foram encontrados queimados – os tripulantes retiram a droga das aeronaves e depois ateiam fogo a elas para não deixar pistas. Outros, nós conseguimos capturar. Já nestes três meses em que estamos aqui, apareceram somente dois desses aviões – um nós capturamos e o outro encontramos já queimado (a assessora o corrige, lembrando que recentemente a polícia localizou mais um avião venezuelano queimado). Ah, sim, foram três. Você vê: com a volta de Zelaya, os aviões já começaram a aparecer de novo.
TCU estanca corrupção em 41 obras.
Da Veja:
No Brasil, há muitos ralos por onde o dinheiro público escorre sem parar. Quando o governo não consegue fechar as torneiras do desperdício, é preciso que alguém assuma o papel de encanador e tente estancar os vazamentos. É isso que vem fazendo o Tribunal de Contas da União (TCU). Sediado em Brasília, o órgão tem a missão de fiscalizar as obras tocadas com dinheiro do governo federal e evitar, assim, a malversação de recursos. Seus auditores são especializados em descobrir maracutaias em licitações, aumentos de preço inexplicáveis, superfaturamento, desvios... Enfim, tudo aquilo que os administradores estatais juram não existir. Um grupo de nove ministros analisa, depois, os relatórios e põe um carimbo em cada obra. As que recebem a chancela "sem irregularidades", infelizmente, são minoria. Na semana passada, o TCU divulgou o balanço anual de seus trabalhos e ficou patente a frouxidão do governo na hora de controlar seus gastos. Das 219 obras analisadas, apenas 35 (ou 16%), estavam "sem irregularidades". Outras 35 tinham entraves burocráticos nos contratos, mas a maioria (149, ou 68% do total) apresentava problemas graves. A mais lesiva das fraudes é o sobrepreço. Ele ocorre quando o custo dos materiais usados em uma obra fica acima da média praticada pelo mercado, fazendo com que o governo, ao comprá-los, pague mais do que uma empresa privada. Para além da fraude contra os contribuintes, ao pagar mais por uma obra, o governo fica sem dinheiro para realizar outros investimentos. Neste ano, das 149 obras com encrencas sérias, o TCU enxergou casos agudíssimos em 41 delas, e recomendou ao Congresso que sejam paralisadas até que as empreiteiras aceitem reduzir seu preço a patamares aceitáveis. Outros 22 projetos terão pagamentos retidos. Nos demais, o TCU liberou a continuidade das obras enquanto a investigação avança, pois poderia haver prejuízo ainda maior ao Erário se o trabalho fosse interrompido. A vigilância do tribunal poderá resultar numa economia de 1,1 bilhão de reais para o governo. É dinheiro do contribuinte que estava sendo gasto à toa e, agora, deverá ter destino mais útil. Em vez de comemorar, no entanto, o Palácio do Planalto ficou irritadíssimo. O motivo: das 41 obras que serão paralisadas, 13 são do PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento. Com obras bloqueadas, haverá menos inaugurações a ser feitas em 2010. A ministra Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência, disse que o trabalho do TCU enseja "queixas generalizadas". O ministro Paulo Bernardo, do Planejamento, acusou o tribunal de extrapolar suas funções: "Eles querem dizer para o governo o que tem de ser feito. Isso aí não é função deles". É como se o governo preferisse ter obras superfaturadas, em vez de corrigir os equívocos. Ouvido por VEJA, o ministro do TCU Aroldo Cedraz respondeu às pancadas: "O que eles querem é deixar todas as cancelas abertas. Isso não é possível. Se mesmo com o trabalho do TCU há tantas irregularidades nas obras públicas, imagine se o tribunal não fiscalizasse nada. O que iria acontecer neste país?". Tem coisa que é bom nem imaginar.
No Brasil, há muitos ralos por onde o dinheiro público escorre sem parar. Quando o governo não consegue fechar as torneiras do desperdício, é preciso que alguém assuma o papel de encanador e tente estancar os vazamentos. É isso que vem fazendo o Tribunal de Contas da União (TCU). Sediado em Brasília, o órgão tem a missão de fiscalizar as obras tocadas com dinheiro do governo federal e evitar, assim, a malversação de recursos. Seus auditores são especializados em descobrir maracutaias em licitações, aumentos de preço inexplicáveis, superfaturamento, desvios... Enfim, tudo aquilo que os administradores estatais juram não existir. Um grupo de nove ministros analisa, depois, os relatórios e põe um carimbo em cada obra. As que recebem a chancela "sem irregularidades", infelizmente, são minoria. Na semana passada, o TCU divulgou o balanço anual de seus trabalhos e ficou patente a frouxidão do governo na hora de controlar seus gastos. Das 219 obras analisadas, apenas 35 (ou 16%), estavam "sem irregularidades". Outras 35 tinham entraves burocráticos nos contratos, mas a maioria (149, ou 68% do total) apresentava problemas graves. A mais lesiva das fraudes é o sobrepreço. Ele ocorre quando o custo dos materiais usados em uma obra fica acima da média praticada pelo mercado, fazendo com que o governo, ao comprá-los, pague mais do que uma empresa privada. Para além da fraude contra os contribuintes, ao pagar mais por uma obra, o governo fica sem dinheiro para realizar outros investimentos. Neste ano, das 149 obras com encrencas sérias, o TCU enxergou casos agudíssimos em 41 delas, e recomendou ao Congresso que sejam paralisadas até que as empreiteiras aceitem reduzir seu preço a patamares aceitáveis. Outros 22 projetos terão pagamentos retidos. Nos demais, o TCU liberou a continuidade das obras enquanto a investigação avança, pois poderia haver prejuízo ainda maior ao Erário se o trabalho fosse interrompido. A vigilância do tribunal poderá resultar numa economia de 1,1 bilhão de reais para o governo. É dinheiro do contribuinte que estava sendo gasto à toa e, agora, deverá ter destino mais útil. Em vez de comemorar, no entanto, o Palácio do Planalto ficou irritadíssimo. O motivo: das 41 obras que serão paralisadas, 13 são do PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento. Com obras bloqueadas, haverá menos inaugurações a ser feitas em 2010. A ministra Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência, disse que o trabalho do TCU enseja "queixas generalizadas". O ministro Paulo Bernardo, do Planejamento, acusou o tribunal de extrapolar suas funções: "Eles querem dizer para o governo o que tem de ser feito. Isso aí não é função deles". É como se o governo preferisse ter obras superfaturadas, em vez de corrigir os equívocos. Ouvido por VEJA, o ministro do TCU Aroldo Cedraz respondeu às pancadas: "O que eles querem é deixar todas as cancelas abertas. Isso não é possível. Se mesmo com o trabalho do TCU há tantas irregularidades nas obras públicas, imagine se o tribunal não fiscalizasse nada. O que iria acontecer neste país?". Tem coisa que é bom nem imaginar.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
A Marina Silva dos franceses.
"O socialismo é um projeto do século passado, baseado no crescimento e na ideologia. E essa idéia de crescimento não serve para um planeta com os recursos limitados. Os socialistas vêem os ecologistas como uma criança pequena. Porém a criança já cresceu: mede mais de 1,80 e não há que tratar-lhe com esse paternalismo".Cécile Duflot tem quatro filhos, 34 anos. É a secretária nacional do Partido Verde da França e vem causando furor no eleitorado francês. Justamente porque atinge em cheio os seguidores do socialismo, com uma nova mensagem. Qualquer semelhança não é mera coincidência. Leia a matéria no El País.
Quem morou na aldeia conhece os caboclos.
Da Agência Estado:
A pré-candidata do PV à Presidência da República em 2010, senadora Marina Silva (AC), defendeu hoje a criação de um órgão que fiscalize a aplicação de dinheiro público investido nas obras para a Olimpíada de 2016, na cidade do Rio de Janeiro. "São investimentos de longo prazo, que geram estruturas duradouras. É importante a criação de um órgão fiscalizador para controlar a aplicação da verba pública", salientou. Na tarde de hoje, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, assegurou que o governo federal criará na Controladoria Geral da União (CGU) uma estrutura para fiscalização das obras.Marina Silva alfinetou o governo federal quanto às irregularidades indicadas no início desta semana em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o que culminou em pedido do Tribunal de Contas da União (TCU) para que 13 empreendimentos sejam paralisados.Marina destacou que o episódio ensinou ao governo federal que a transparência nos gastos é essencial para a eficiência de uma administração pública. "Quanto mais mecanismos de controle, maior é a eficiência de um governo", afirmou.A ex-ministra do Meio Ambiente disse estar animada com a realização de uma Olimpíada no Brasil e lembrou que o evento deve atrair investimentos internos e externos ao País. "Estou torcendo bastante para que tudo dê certo, na expectativa de que o Brasil realize seu sonho", animou-se."Depois da comemoração, entretanto, o governo federal deve colocar os pés no chão e fazer com que os investimentos não fiquem circunscritos apenas à Olimpíada."
Fidel e o Rio: vitória do Terceiro Mundo.
Fidel Castro saltou do sarcófago para afirmar que Rio 2016 foi a vitória do Terceiro Mundo. Lula fazendo das tripas coração para mostrar um Brasil com trem-bala e lá vem o tiranossauro mergulhar o país na pobreza. Lula dizendo que o Brasil conquistou a "cidadania internacional" e lá vem o morto-vivo reverenciar a pobreza, dizer que um país paupérrimo venceu o capitalismo. Mania que comuna tem de puxar os outros pra baixo. Tira os tubos do Fidel, Lula. Você agora é o "cara".
Deputado petista quer Constituinte.
Vejam o que o Sharp Random garimpou e comentem o projeto do deputado petista Marco Maia, do Rio Grande do Sul, uma cria do Tarso Genro. Vamos virar uma Venezuela olímpica!
A última vitória.
Lula iniciou, hoje, a sua despedida da vida pública. As lágrimas pela conquista da Rio 2016, depois do fracasso de 2005, quando a cidade perdeu a indicação para Londres, foram simbólicas. Lula é muito mais esperto do que os petistas que pensaram ver ali um homem emocionado com o Brasil chegando ao pódio olímpico. Lula não chora por tão pouco. Lula, naquele momento, mais do que ninguém, entendeu que estava tendo a sua última vitória como presidente da república. De agora em diante, é lutar causas perdidas. Lula ganhou tudo que podia sozinho. Ali, em Copenhague, finalmente entendeu que as suas vitórias pessoais também são a sua maior derrota.Rio festeja e protesta.
Cerca de 500 estudantes protestaram hoje contra o adiamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), na Praia de Copacabana, na zona sul do Rio. Vestidos com camisas pretas e com os rostos pintados, os manifestantes - a maioria de cursos e escolas particulares - responsabilizaram o ministro da Educação, Fernando Haddad, pelo que classificaram de "desorganização" e "falta de planejamento", que teria resultado no vazamento da prova."Estávamos nos preparando desde março, o edital saiu em junho e algumas universidades aderiram em cima da hora. Isto já foi desrespeitoso com os estudantes. Agora, um caso de corrupção escandaloso adia a prova", afirmou Rafael Martins, de 19 anos, aluno da unidade Barra da Tijuca do Curso Miguel Couto. Leia mais aqui.
Welcome.
Hoje, dia 2 de outubro de 2009, o Rio amanheceu assim nas manchetes dos jornais. O novo governo que assumirá em 2011 terá cinco anos para honrar o compromisso de mudar uma cidade que, nos últimos 8 anos, mergulhou no pior caos da sua história. Agora o projeto Rio 2016 é do Brasil, é de cada brasileiro. Vamos fiscalizar para que ele não vire apenas um Pan ampliado na corrupção e na malversação dos recursos públicos.Forçando a barra.
Precisa forçar muito a barra para encontrar, nas atribuições da Casa Civil, uma que justifique que a ministra Dilma Rousseff, dirija-se à cidade do Rio de Janeiro, exatamente nesta sexta-feira, para visitar obras, sem a presença do prefeito e do governador de estado, que estão em Copenhague, na Dinamarca, junto com o presidente da república. Logicamente que a intenção, paga pelos cofres públicos, é estar por perto de uma eventual festa que venha a ocorrer se o Rio for escolhido para sediar os jogos olímpicos de 2016. Se ganhar, fatura. Se perder, a viúva paga a conta.
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Atualizando 13:25:
"A chegada à final contra Madri aumenta nossa confiança, e achamos que o Rio tem vocação de capital mundial", disse Dilma, que está na área VIP do hotel Copacabana Palace, de onde vai acompanhar o anúncio da cidade escolhida.
Operação Poliana.
De Lauro Jardim, no Radar da Veja, sobre a operação da PF anunciada há meses, inclusive em manchetes nos principais jornais do país:
Hoje, o mundo das empreiteiras tem tudo para ferver. Está prevista para acontecer uma operação encorpada da PF, a partir de investigações das obras da Infraero durante a gestão de Carlos Wilson, no primeiro mandato de Lula. Muita busca e apreensão de documentos, muito pedido de prisão preventiva. Ontem, era só o que se falava entre os grandes empreiteiros. Um deles chegou a brincar com um interlocutor: - Amanhã, vou sair para caminhar às cinco da manhã. Vou caminhar, caminhar, caminhar…Lá pelas sete, ligo para casa e pergunto se está tudo bem. Se estiver, volto para casa… A operação teria o seu foco em São Paulo. Sai de baixo.
(Atualização, às 9h01: os temores dos empreiteiros não se confirmaram. Hoje, a operação não saiu)
Hoje, o mundo das empreiteiras tem tudo para ferver. Está prevista para acontecer uma operação encorpada da PF, a partir de investigações das obras da Infraero durante a gestão de Carlos Wilson, no primeiro mandato de Lula. Muita busca e apreensão de documentos, muito pedido de prisão preventiva. Ontem, era só o que se falava entre os grandes empreiteiros. Um deles chegou a brincar com um interlocutor: - Amanhã, vou sair para caminhar às cinco da manhã. Vou caminhar, caminhar, caminhar…Lá pelas sete, ligo para casa e pergunto se está tudo bem. Se estiver, volto para casa… A operação teria o seu foco em São Paulo. Sai de baixo.
(Atualização, às 9h01: os temores dos empreiteiros não se confirmaram. Hoje, a operação não saiu)
Sob suspeita.
Não há outra alternativa. Se houve o roubo de uma prova, o MEC tem por dever reiniciar todo o processo, custe o que custar. Se houve roubo de uma prova, ninguém pode garantir que não houve roubo das outras. Se uma das empresas do consórcio sofreu o mesmo tipo de denúncia no último vestibular da UFBA, estando sob investigação, não há como não fazer o óbvio: uma nova licitação. O ENEM faz parte do vestibular tanto das universidades públicas quanto de muitas privadas. O ENEM é a base para a seleção dos bolsistas do PROUNI. O ENEM envolve o sonho de mais de 4 milhões de jovens brasileiros e sobre ele não pode pairar qualquer suspeita. Que se manifeste o Ministério Público. Que se manifeste o TCU. Que se manifeste o Congresso. Que se manifeste a Imprensa, com exceção da Folha e do Estadão, pois não tem isenção para isso. Que não se manifeste a UNE aparelhada, comprada, sitiada dentro de um prédio recebido de presente para apoiar o governo. O ENEM está sob suspeita. Que recomece do zero e que o MEC seja punido exemplarmente pela incompetência e irresponsabilidade......................................................................................................
Quem garante que a estranhíssima e amadora tentativa da venda da prova roubada não foi apenas "cortina de fumaça"? E que, na verdade, as outras provas que o ministro Haddad afirma que estão prontas também não foram roubadas e, estas sim, comercializadas a peso de ouro? É necessário parar tudo. É necessário que a Polícia Federal coloque toda a sua inteligência a serviço de uma investigação rigorosa e exemplar. Custe o que custar em nome da transparência. Não vai custar mais caro do que o que Lula está torrando para a Rio 2016. Que negócio é este de que o MEC, sob suspeição, pode continuar tomando decisões da noite para o dia, como se nada tivesse acontecido, sem ouvir ninguém?
Do comentarista Ajuricaba.
"Há 35 anos atrás eu estava com todas as minhas energias mentais e intelectuais concentradas em me preparar para fazer o vestibular para a escola de engenharia da UFPE. Naquela época, ninguém precisava me dizer para aproveitar cada minuto disponível para estudar um longo rol de temas a serem cobrados nas provas. Isso sem falar nos anos e anos anteriores em que procurei assimilar cada ensinamento dos professores para diminuir o volume de informações a serem absorvidos nos últimos meses. Resultado: fui 4o. lugar nas provas com 813 pontos no Argumento de Classificação (esse era o nome na época). Agora me imagino ouvindo um babaca desses dizendo: relaxa, estuda mais e espera que eu vou ver quem estava levando uma vantagenzinha aqui ou uma "pontinha" acolá. Ora...Vá se fu... Sr. ministro: tenha respeito pelos milhares de jovens que aos 16, 17 18 anos têm que decidir sobre seus futuros com tão pouco preparo emocional pela tenra idade."
Teoria da conspiração.
Ontem à noite, a petralha da internet já espalhava que a fraude do ENEM seria uma iniciativa do Grupo Folha, um dos proprietários da gráfica que imprimiu a prova, para prejudicar o governo. O que permite um raciocínio reverso e perverso: a fraude foi uma iniciativa do governo para prejudicar a Folha de São Paulo pois, como o ministro já decidiu, o problema foi na impressão. Aliás, a denúncia foi feita pelo Estado de São Paulo, que hoje só falta beijar os pés do ministro na sua cobertura. Além disso, o prejuízo da Folha, se for provado que o problema foi lá, será de mais de R$ 30 milhões. O suficiente para calar a boca de qualquer um.
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