sábado, 16 de janeiro de 2010

Reabrindo a ferida.

De Percival Puggina, na Zero Hora dominical. Leia na íntegra.

A esquerda em armas jamais instituiu uma democracia! Nunca, em lugar algum. No Brasil, ela ridicularizava os que persistiram no jogo político. Mas foi através dele que a maioria da opinião pública mudou de lado, retirou apoio ao status quo, chegou-se à anistia e se restabeleceu o regime constitucional. Anote aí: a esquerda em armas não puxou seus gatilhos pela democracia e pela Constituição! E ninguém sacou um bodoque para restaurar o governo de Jango. As coisas não foram como lhe contam, leitor.Reprovar um lado não significa aprovar tudo que foi feito pelo outro. O contexto não justifica as duas décadas inteiras de exceção, nem o emprego da tortura. Mas anistia é perdão e pacificação. Lutando por algo muito pior do que o regime que dizia combater, a esquerda em armas praticou incontáveis assaltos e sequestros, executou mais de uma centena de militares e civis, e “justiçou” adversários e companheiros. Tivesse vencido, ia faltar prisão e paredón no país. Perdeu. Empenhou-se pela anistia e a obteve. Foi perdoada. Mas parece não saber perdoar. Quer restaurar ódios na ausência dos quais a política lhe fica incompreensível.

Foto do dia.

O presidente Barack Obama referiu-se à "extraordinária generosidade" do povo dos Estados Unidos com o Haiti, anunciando o estabelecimento do Fundo Clinton-Bush para coordenar o envio da ajuda de pessoas e organizações ao país caribenho, assegurando que se realize rapidamente e com segurança. Hillary Clinton já chegou a Porto Príncipe e respondeu com um "não é justo" às críticas das ratazanas de que o país estaria impedindo a chegada de aviões ao país. Ocorre que os jagunços do bolivarianismo, como Celso Amorim, ministro de Relações Exteriores do Brasil, estão atacando os Estados Unidos por estarem tentando achar uma forma de fazer chegar alimentos e remédios até as pessoas, sem gerar motins, conflitos, saques e mais mortes entre a população desesperada de um país destruído. Não há como jogar de pára-quedas. Não há como descer helicópteros. Não há estruturas intactas para fazer as coisas de forma organizada. É o caos e, como mostra a foto, não é hora de "amorinizar" a situação.

É você amanhã, petralha.

" Lhes fará muito bem, depois de 20 anos, voltar a viver a vida normal e corrente que vivem milhões e milhões de chilenos, isso não é tão ruim, amigos da Concertação, levantar-se cedo, trabalhar de forma honesta, ganhar a vida, levar adiante as suas famílias..."

Declaração de Sebastián Piñera, da Coalizão pela Mudança, favorito para vencer a eleição contra a esquerda amanhã, no Chile, apesar de todo o uso abusivo da máquina por parte da Bachelet. Fora! Vão trabalhar!

Mídia boa mesmo é da TV Sarney.

Lula aproveitou a ida ao Maranhão para dar uma entrevista à Rede Globo. A Rede Globo no Maranhão também é de José Sarney. A entrevista foi tão amistosa, mas tão amistosa, que o Blog do Planalto fez questão de publicar. Lá pelo final dos oitos minutos de poucos perguntas e muita propaganda eleitoral, depois que Lula falou mal da "elite paulista preconceituosa", o apresentar não se aguentou e lascou: " é esta mesma elite preconceituosa que está contra o Plano dos Direitos Humanos?" Aí Lula deitou e rolou. Neste caso, ninguém da esquerda falou mal do PIG, da mídia golpista e do terrorismo midiático. Nem aquele movimento dos sem miolos, aquela turma que segue o maluco do megafone, se manifestou contra o fato do Sarney, o corrupto Sarney, além de ser aliado do Lula, ser o dono da Globo no Maranhão. Eles são seletivos. Falam dos Civita, dos Frias, dos Marinho, mas não falam do Edir Macedo e nem do José Sarney. Aliás, aplaudem.

O filme de terror da esquerda.

Clique na imagem para ampliar. E relembre o que Dilma e os seus coleguinhas de governo fizeram na clandestinidade. O quadro foi publicado pela Veja, na edição desta semana.

Lula: "eu ficarei bem".

A lição da semana fica por conta da frase maldosa e ferina de Luiz Inácio Lula da Silva, que mostra muito bem o seu caráter e a sua imensa capacidade de odiar, juntamente com o seu traiçoeiro instinto de sobrevivência. Não, não foi aquele chute no peito prometido, comparando-se com um capoeirista. Ao lado de Aécio Neves (PSDB-MG), Lula afirmou: " seja com Dilma, seja com Serra, o País estará bem". Com meia dúzia de palavras, Lula falou mais do que em qualquer um dos seus quilométricos discursos. Disse o que vem dizendo: que a campanha será plebiscitária. Descartou, de uma vez por todas, o pobre diabo do Ciro Gomes, implicitamente colocado como uma carta fora do baralho. Desqualificou a ex-companheira, Marina Silva, que é candidata declarada à sua sucessão. E, por fim, ainda espetou o próprio Aécio Neves, preterido na disputa interna do PSDB, elogiando Serra na sua frente, uma descortesia, no mínimo. Mas Lula disse muito mais, com a sua pequena frase. Se Dilma não decolar e a liderança de Serra ficar consolidada para um segundo turno, por exemplo, não pensem que Lula terá pruridos éticos em fritar Dilma Rousseff e iniciar o período de acordos com José Serra, para uma transição tranqüila. Já traiu assim com os seus maiores aliados: Frei Betto, Cristóvam Buarque, José Dirceu, Ricardo Berzoini e por aí vai. O que Lula quis dizer com a frase, lá no fundo, é: "eu ficarei bem". Esse é o verdadeiro Lula.

O "avanço" que o Brasil pode esperar.

Esta senhora da foto, que já foi uma guerrilheira, que já participou de uma organização terrorista, que já foi organizadora de um "bancos de dados" contra Dona Ruth Cardoso, que já foi uma "doutora" e que já mandou "agilizar" uma investigação da Receita Federal contra um irmão da outra senhora à esquerda, disse ontem:

"Continuar o governo Lula é fazer tudo igual? Não, para nós do governo continuar o governo Lula é avançar."

Ela estava no Maranhão, o país mais pobre do Brasil, massacrado há décadas pelos seus aliados e protegidos da dinastia Sarney, para inaugurar mais uma pedra fundamental. Isto que ela tem em mãos foi para dentro de uma caixinha com caneta, papelzinho, bonezinho do Lula e outras quimbandas, para ser aberta em um futuro distante e longinquo, quando aquele terreno vazio for uma refinaria da Petrobras. Em troca da sua proteção e fidelidade à dinastia Sarney, recebeu do patriarca a seguinte frase:

" Você é a cara do cara".

Agora olhem para estas caras más, tristes e antigas e imaginem o "avanço" que elas representam. Chega a ser deprimente um país como o nosso ter que conviver com isto aí.

Áecio tira a escada de Dilma.

Aécio Neves(PSDB-MG) comunicou ao Planalto que não estará participando do "roteiro sentimental" de Dilma Rousseff por Minas Gerais, na próxima semana.Tem outros compromissos agendados. É com pequenos passos que um jovem constrói um grande futuro, já diria o meu avô, que não foi tão famoso quanto o dele. Leia mais aqui.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O imbecil Amorim.

O imbecil Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores, armou uma gritaria contra o controle do aeroporto de Porto Príncipe executado pelos americanos. Tentou colar nos Estados Unidos um posição antipática de que o país estaria impedindo a chegada da ajuda humanitária. O anti-americanismo deste imbecil já virou uma doença. Os americanos passaram a controlar o aeroporto por alguns motivos muito simples: excesso de tráfego, falta de estrutura de armazenamento das doações, falta de gasolina para reabastecer os aviões que precisam retornar, entre outros. Nem o sanguinário Fidel Castro foi tão oportunista quanto o Ministro das Relações Exteriores brasileiro. Atendeu o pedido dos americanos e abriu o espaço aéreo para a passagem dos aviões com ajuda. Isto poupa tempo e querosene. E salva vidas. Até o assassino cubano é mais sensível que o gnomo da diplomacia brasileira.

Jobim "mata" quatro brasileiros no Haiti.

É de deixar qualquer ser humano estupefato e revoltado ouvir o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmar no Jornal Nacional que "desaparecido" é "um eufemismo" para definir a situação dos quatro militares brasileiros que ainda não foram localizados no Haiti. O ministro deveria saber que os militares não deixam os corpos dos seus para trás. Militares não são guerrilheiros terroristas. Militares não são mercenários. Os nossos quatro militares estão vivos, muito vivos, a não ser que as buscas comprovem que estão mortos. É uma ofensa aos direitos humanos passar atestado de óbito para estes verdadeiros patriotas. Aliás, o ministro deveria ter ficado lá, ajudando a coordenar a ajuda do Brasil. Aqui não faz a mínima falta com a sua frieza e insensibilidade.

A saúde "perfeita" de Cuba.

O Brasil dá bolsas de estudos para os nossos jovens irem fazer medicina em Cuba. Porque a saúde de lá, para a esquerda, é um exemplo, um modelo, uma perfeição. Hoje os jornais informam que 26 pacientes de um hospital psiquiátrico de Havana morreram de frio, na semana passada, confirmando um relatório apresentado na quinta-feira por um grupo de direitos humanos local. Os doentes estavam abandonados, sem médico e sem funcionários para atendimento. Jogados à própria sorte, como lixo humano. Por lá os loucos nunca tiveram muito prestígio junto aos socialistas. Há alguns anos atrás, Fidel aproveitou e mandou, junto com o "boat people", todos os doentes mentais para a Miami, junto com os assaltantes e os assassinos. Bons tempos aqueles. Agora os loucos morrem congelados nos hospícios de Cuba.

Síndrome de "chefe".

A rafuagem não consegue viver sem barraco, sem bate-boca, sem chute no peito. São todos uns capoeiristas da política, vindos do terrorismo armado ou do peleguismo sindical, moldados pela porrada e pela violência. De vez em quanto eles até matam os seus, lembram? Bastou José Serra (PSDB-SP) dizer que não é "chefe da oposição" para que a figura ridícula e do mais baixo nível do líder do PT na Câmara sair para dizer que a oposição não tem chefe. E deveria? E precisaria? E seria normal que tivesse? A oposição tem que ser igual ao PT que só tem o Lula e que nem menos um candidato conseguiu viabilizar, recebendo como imposição do "chefe" uma brizolista histórica, uma burocrata, uma sem voto? O desespero que bate é que eles sonhavam com um confronto Lula x FHC para fazer as suas comparações mentirosas. Terão que enfrentar um Serra x Dilma e sabem, pois ninguém é bobo, que sem o "chefe" a pobre candidata não é absolutamente nada. Não fala. Não sorri. Não pensa. Não nada. É um zero à esquerda. Mais ou menos como é o PT sem o "chefe", aquele que chama tipos como este Vaccarezza de aloprado.

Toma-lá-dá-cá.

O comércio exterior entre países é uma via de mão dupla. Menos para o Lula. Em 2009, a França, um dos países mais protecionistas do mundo, reduziu as suas importações do Brasil de U$ 4,1 bilhões para U$ 2,9 bilhões. Uma queda de 30%. No entanto, Lula continua decidido a pagar o dobro do preço pelos aviões Rafale, os mais caros do mundo. Como não é reciprocidade, só pode ser um grande toma-lá-dá-cá entre amigos.

Serra já venceu Aécio, Lula e a mídia.

"Candidato não é chefe da oposição", afirmou José Serra(PSDB-SP), em entrevista ao Estadão. Com isso, transferiu para os partidos que o apóiam o confronto com Lula, pois o seu adversário será Dilma Rousseff. É com ela que haverá o conflito durante a campanha, através da comparação entre as duas biografias, as duas experiências políticas, as duas capacidades de governar bem o país. Ao decidir não se declarar candiato, contra todas as pressões, Serra já venceu o primeiro turno. Derrotou Aécio Neves e Lula, que queriam a mesma coisa: que ele botasse a cara para apanhar, gerando uma polarização que só serviria aos dois, um querendo ser o candidato, o outro procurando um adversário para jogar toda a máquina contra ele. Serra, sabiamente, informa: "A partir de abril teremos seis meses pela frente. Isso é tempo demais, especialmente se a gente considerar que nos primeiros três meses ninguém pode fazer campanha." Nada mais justo. Afinal de contas, não é o que a Dilma vai fazer, ficando no governo até o último dia que a lei permita?

Má fé.

Segundo o Ministério da Agricultura, a versão final do PNDH III foi submetida aos ministérios em julho, quando este fez uma série de mudanças. O documento que veio para ser assinado em dezembro foi modificado, e muito. Ocorre que a Casa Civil mandou para os ministérios como se fosse aquele negócio de praxe, tipo assim: "ei, companheiro, sabe aquele projeto dos direitos humanos que vocês receberam e analisaram, pois é, viemos pegar a assinatura..." A coisa mais natural do mundo, mais burocrática, impossível. Lula disse que assinou sem ler, o que é normal. Mas é no mínimo má fé que a Casa Civil, responsável direta pelas mudanças, tenha mentido descaradamente para os ministérios. Bem, em se tratando de mentira, só poderia mesmo ter saído da Casa Civil, chefiada por aquela que chorou de cabelinho curto na cerimônia de lançamento. Pois é, não contavam com os blogs!

Não foi de graça.

Aqui, lá pelos 8 minutos, você pode assistir ao escandaloso merchã do filme do Lula, na Rede Globo. A Globo faz isso de graça? Nem pensar! Pode, isto sim, ser parte do "pacote" da minissérie, entregue na base da permuta. Imaginemos uma negociação assim: vocês não pagam nada pelos direitos, mas botam no ar; nós colocamos tantos milhões a mais de verba das estatais e do governo em 2009 e 2010 para patrocinar o espaço por debaixo dos panos; ah, coloquem aí no preço tantas ações de merchandising para alavancar a bilheteria, no Hulk, no Faustão e, claro, na novela das sete, das oito... Podem apostar. Esta campanha antecipada dos 149 anos da Caixa, pois 150 anos é somente em 2011, e outras tantas que virão por aí, estão pagando este tipo de conta na mídia. É PuTaria!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Merchã do filme do Lula. Na novela das 8!

Acaba de sair um merchã do filme do Lula na novela das 20 horas, da Rede Globo. Cada ação custa no mínimo R$ 500 mil. Será que agora vai? Vai para quem? Quem paga? É BV da Petrobras ou do BB? Este país virou uma PuTaria!
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Se ainda existe oposição no Brasil, deve entrar com uma ação para saber quem pagou e quanto custou o merchandising do filme do Lula na novela das 20 horas da Rede Globo. Ou vão ficar com medo da Globo?

Itamaraty do B.

"Sérgio Guerra deveria cuidar da reeleição dele, que está muito difícil".

Frase de Marco Aurélio Porquito Garcia, assim conhecido em Honduras em função daquela sua dentadura que ofende as relações internacionais, assessor especial do Itamaraty do B junto às FARC, Fidel, Chávez, Ahmadinejad e outros "democratas", batendo boca (a dele é praticamente podre) com o presidente do PSDB. A propósito, Marco Aurélio Garcia enfrentou alguma vez as urnas? Ao que se tem notícia, somente nos conchavos internos do PT. A propósito, Sérgio Guerra poderá virar ministro de José Serra, se não for eleito. E Garcia, vai virar o quê? O porta-voz informal das FARC no Brasil?

Sindicato vira entidade de "direitos humanos".

A notícia é da Agência Brasil e está na Folha Online. Começa assim: " entidades de direitos humanos protocolaram na tarde de hoje no escritório da Presidência da República, em São Paulo, uma carta de apoio ao 3º Plano Nacional de Direitos Humanos, lançado pelo governo em dezembro de 2009." Entre os presentes, a Associação Juízes para a Democracia e o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. Desde quando associação de juízes e sindicato é "entidade de direitos humanos"? E que categoria é esta, "entidade de direitos humanos"? Aquelas que recebem dinheiro público? Aquelas que estão filiadas à CUT? Esta gente não presta!

Só 262 dias.

Se José Serra(PSDB-SP)vencer, como tudo indica, a eleição no primeiro turno, faltam apenas 262 dias para que o Brasil fique livre do Lula. Depois de eleição não tem mais governo. Tem transição. Portanto, vamos tapar o nariz, fechar os olhos, ter cuidado com a lingua porque nada, nada mesmo, absolutamente nada pode ser pior para o país do que a quadrilha vencer a eleição presidencial.

Dilma do PPT.

Sou um exímio usuário do power point, vulgo ppt. Uso animações. Links. Anexo vídeos. Efeitos especiais. Templates inovadores. O ppt é um excelente guia para exposições. É um resumão, um organizador do raciocínio. Cada lâmina tem um espaço limitado e é desaconselhável usar texto com menos de corpo 14, pois não dá leitura, do fundo da sala e do auditório. Assim, o ppt pede frases curtas. Expressões. A essência. A idéia central. Enfim, tem lá os seus segredos e truques. E, atenção!, o ppt também é uma verdadeira muleta para incompetentes e engambeladores. O embromador lê, não explica e ainda olha para a platéia apatetada, como se aquilo ali fosse o óbvio. O ppt construiu e moldou Dilma Rousseff. Transformou-a na grande gestora e executiva. Pudera, haveria ferramenta mais poderosa para conquistar o coração e a mente de um presidente que não gosta de ler os decretos que assina, quanto mais projetos, planos e relatórios? No entanto, o uso exagerado do ppt cria dependência e vicia. O uso excessivo afeta os neurônios ao ponto do usuário, como um maconheiro velho, achar que com um simples "ahã", " báh", "pôôô", o outro lado já está entendendo tudo, "sacô"?. Dilma Rousseff viciou em power point. É uma dependente tecnológica. Uma dependente mental. Vira um zumbi sem os page up e page down. Por isso, o discurso cortado. Truncado. Incompreensível. Praticamente idiota. Nesta linha, vale à pena ler o post do Augusto Nunes, na Veja. Ele afirma que Dilma tem um cérebro sem filtro. Discordo um pouco. O problema dela são as lesões incuráveis ocasionadas pelas overdoses diárias de ppt. E não há marqueteiro que resolva, em político, a insustentável falta da fluidez no discurso.

Eles gostam mesmo é de dinheiro.

O que também ficou claro com a mudança do decreto do PNDH III, feita nos termos exigidos pelos militares, é que Lula, o PT e a sua "sociedade civil" não podem tudo. E que, quando confrontados, fogem, mostram a sua covardia histórica e escancaram que o tal "enfrentamento" que tanto pregam é apenas uma figura de retórica. O decreto que Lula reescreveu foi mais um "irrevogável" que revogou-se. O maior responsável, o revanchista e demissionário "irrevogável" Vannuchi, voltou para as suas férias, quem sabe em Cuba, gozadas a partir de um salário ministerial e de uma gorda indenização paga a ele graças à lei que queria mudar. Aliás, fica cada vez mais flagrante, especialmente pelo apoio da OAB da barba mal feita e dos dentes ruins, que como a Lei da Anistia já encheu os bolsos de milhares de "reprimidos" e "torturados", apressam-se a criar outros marcos legais, quem sabe para tomar mais alguns bilhões dos cofres públicos. Não é à toa que, ontem, começaram a pagar indenizações a filhos de exilados. Daqui a pouco veremos a Luciana Genro(PSOL-RS), a gadelhuda e goeluda deputada filha do Tarso Genro, embolsando um milhão porque o pai, antes do primeiro tiro, fugiu para o Uruguai fantasiado de prenda, como é contado no folclore das revoluções gaúchas.

Decretada a incompetência da Dilma.

Trecho do editorial do Estadão, de hoje:

Com esse escorregão(de não mudar o decreto do PNDH III), a ministra Dilma Rousseff demonstrou de forma irrefutável seu despreparo para mais um cargo federal. Já havia mostrado sua inépcia ao chefiar o Ministério de Minas e Energia, onde sua gestão foi abaixo de inexpressiva. Chamada para a Casa Civil, foi desde o início poupada, pelo presidente, de toda a responsabilidade pela articulação política. Foi-lhe atribuída a gerência dos investimentos federais e, em 2007, o presidente Lula entregou-lhe a coordenação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Mais que isso, ele a nomeou "mãe do PAC". Mais uma vez a ministra demonstrou sua inépcia gerencial, desmentindo novamente sua injustificável fama de executiva.

Lula lá.

Do colunista Cacau Menezes, do Diário Catarinense:

Altas fontes. Fiquei sabendo ontem, de altas fontes, que o presidente Lula anda de namorico com a ex-modelo Luiza Brunet, e que por isso seu casamento com Marisa está por um fio. Aliás, os dois já estariam separados.Se for verdade, Cacau sai na frente de novo. Se for mentira, só o tempo dirá.

SENAI x ITA.

Lula disse ontem que o preço das propostas apresentadas para a compra de 36 caças pelo Brasil não é fator determinante para sua escolha. Afirmou que sua decisão vai levar em conta a soberania tecnológica e a do país. "Essa questão do caça não é uma questão comercial comum, não é um acordo apenas econômico: "Vou comprar um porque é mais barato". Não. Estamos tentando mostrar para a sociedade brasileira que estamos discutindo a soberania do nosso país, inclusive a soberania tecnológica", afirmou. O que ofende é a soberania do presidente, quando se trata de torrar o dinheiro do povo. O que agride é ver Lula agindo como se fosse fosse um soberano de um país de quinto mundo, decidindo rasgar U$ 5 bilhões a mais dos cofres públicos, contrariando um relatório técnico de mais de 30.00o páginas, elaborado pela inteligência tecnológica do Brasil, formada no ITA e não em uma escola do SENAI.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Lula cria o CGPEAGBRCM. Pode chamar só de "comissão".

Hoje Lula liberou mais de R$ 20 bilhões e criou o CGPEAGBRCM, o Comitê Gestor do Plano Estratégico das Ações do Governo Brasileiro para a Realização da Copa do Mundo de 2014, o órgão que vai coordenar e supervisionar as medidas do governo durante a preparação do País para sediar o Mundial. Para facilitar a comunicação, a turma do Planalto já está chamando apenas de "comissão". Quem vai participar da "comissão"? Tem "comissão" hoje? A resposta depende da "comissão"! Sem a "comissão", ninguém resolve nada! Melhor "comissão" do que "bola", que também tem tudo a ver.

Perguntinha básica.

Hoje Lula pediu para o TCU "agilizar" a liberação das obras da Copa e dos Jogos Olímpicos. E as contas do Pan, que ainda não foram fechadas? Alguém tem notícia ou o rombo, que foi de R$ 4 bilhões naquela competição, vai ter que virar R$ 100 bilhões nas próximas, só para agradar o Lula?

Jobim responde insensibilidade de Lula.

O ministro Nelson Jobim (Defesa) prestou nesta quarta-feira um "tributo especial" aos militares brasileiros que morreram durante o terremoto que atingiu ontem o Haiti. Segundo o ministro, esses soldados "tinham em seus corações um pouco do amor e da compaixão semeada" por Zilda Arns, coordenadora nacional da Pastoral da Criança, que também morreu no tremor. "Dona Zilda, num sacerdócio que contagiou e mobilizou multidões, tinha em comum com os militares brasileiros da Missão de Paz da ONU [Organização das Nações Unidas], em seus últimos momentos, a voluntariedade na dedicação à tarefa", diz Jobim em nota divulgada hoje.

Para entender o título, leia o post abaixo.

Zilda Arns não assinaria esta nota.

"Profundamente consternado com a tragédia que atingiu o Haiti, ao qual nos sentimos vinculados fraternalmente em razão da presença da força de paz liderada pelo Brasil, transmito meu pesar e minha total solidariedade ao povo haitiano e à família das vítimas brasileiras, civis e militares, em especial de Zilda Arns, coordenadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa e conselheira do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Que Deus dê conforto a todos neste momento doloroso".

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República.
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Para ela, jamais existiria este "em especial". Todos são iguais, especialmente quando morrem em pleno trabalho em prol dos Direitos Humanos. Os quatro militares que morreram junto com ela teriam o mesmo tratamento dela, se ela viva estivesse, em qualquer situação. Mas vá esperar sensibilidade de um governo que odeia os seus militares.

Zilda Arns não assinou.

Por uma destas ironias do destino, a Dra. Zilda Arns Neumann morreu no Haiti, enquanto andava pelas ruas em companhia de militares brasileiros, em mais uma missão humanitária. Todos foram soterrados por um prédio que desabou, durante o terremoto de ontem à noite. Não saberemos porque um dos maiores ícones dos direitos humanos no Brasil não foi chamado para colaborar e para assinar o Plano Nacional dos Direitos Humanos III, criado pelo Lula, pela Dilma e pelo Vannuchi. Afinal de contas, poucas pessoas na "sociedade brasileira", tão citada por Vannuchi como a grande responsável pelo mostrengo stalinista, teriam tanto a falar sobre aborto, por exemplo, do que ela, uma pediatra e a Coordenadora Internacional da Pastoral da Criança. Se ela não assinou, já é um bom motivo para jogar a porcaria na lata do lixo da História. Até pelo respeito que a podre esquerda brasileira deve à sua memória.

Esquilomania derruba a Lulomania.

Da Folha:

Embalado como blockbuster, "Lula, o Filho do Brasil" segue desapontando nas bilheterias. Após uma estreia aquém do esperado, o filme teve, no seu segundo final de semana em cartaz, uma queda de 49% em relação à abertura. Segundo o boletim Filme B, que monitora o mercado cinematográfico, o filme foi visto por 102 mil pessoas entre sexta-feira e domingo.Quando se leva em conta o tamanho do lançamento, em mais de 430 salas, o número é baixíssimo. "Alvim e os Esquilos 2" vendeu, nesses três dias, 640 mil ingressos.

Lula guerra e ódio.

Ao declarar que levará para a campanha eleitoral de 2010 um "Lula Guerra e Ódio", o presidente mostra a sua verdadeira face. "Pelos sinais que eu vi, pela ausência de discurso programático, vale chutar do peito para cima. O que eles não sabem é que eu sou capoeirista e, portanto, estou muito preparado para não deixar a coisa chegar no meu peito". O debate faz mal para Lula. Os olhos ficam vermelhos e arregalados. O pescoço incha. As veias saltam. O suor escorre pela testa. Lula está mordido por pequenos e grandes detalhes. Pelo filme que é um fracasso de bilheteria. Pela polêmica do PNDH III. E até por ter escolhido a babushka stalinista mudinha para ser a sua sucessora. Lula é um burro esperto. É um analfabeto com doutorado em povo. Ele está enlouquecendo aos poucos porque sabe que a sua popularidade não vai adiantar absolutamente nada. Ele não é candidato e o povo vai escolher o melhor, independente dele. Além disso, Lula está irritado porque ele está em franca campanha, a oposição não. Por isso, é preciso respeitar a lucidez de José Serra. Quanto mais tarde, melhor. E que Lula fique tocando o seu berimbau desafinado.

O babushka do Lula não fala?

Responsável direta pela edição do decreto do PNDH III, ao ponto de ir às lágrimas na cerimônia de lançamento, a babushka stalinista do Lula continua em silêncio. Não explica porque mudou o texto, retirando o que estava negociado e acordado. Vai abrir a boquinha embotocada quando? Quando aprender a lutar capoeira como o chefe, para completar a sua habilidade de montar e desmontar um fuzil em trinta segundos? A babushka stalinista do Lula tem outras por dentro. A pior delas não é a mentirosa. É a cínica.

Marina detona Dilma.

Da Folha:

Pré-candidata à Presidência pelo PV, a senadora Marina Silva (AC) afirmou que os conflitos entre ministérios sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos provam a falta de coerência do governo.Marina, que deve enfrentar nas urnas a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, provável candidata do PT, responsabilizou o ministério pelos erros no processo. "A Casa Civil passar por cima de uma coisa assim [divergências] e levar para o presidente assinar, em um tema tão polêmico", disse. A senadora se disse favorável à comissão da verdade, mas acha que a decisão sobre uma revisão da Lei da Anistia cabe apenas ao Judiciário.Apesar de ser pessoalmente contrária à descriminalização do aborto, Marina defende um referendo popular sobre o tema.

O teu discurso não nega.

Faltou colocar no Plano Nacional dos Direitos Humanos III que os operários devem ser considerados seres humanos iguais a quaisquer outros, jamais inferiores, e que não sejam alvos de preconceitos explícitos como o manifestado ontem por José Sarney, um ex-presidente do Brasil e atual presidente do Congresso Nacional. Discursando para bajular Lula, não escondeu a sua origem no coronelismo que escraviza e que transformou o Maranhão no estado mais pobre da nação:

"Eu tenho orgulho do governo que o senhor está fazendo. Estamos completando 120 anos de República, e quando imaginamos que um operário seria motivo de tanto orgulho?"
Pois é, logo um operariozinho, não é mesmo, destes que enchem as fábricas, esta gentalha sem futuro, sabe, esse poveco trabalhador. Lula agradeceu, embevecido. Afinal de contas, ele pensa a mesma coisa, tipo "que nem eu, só eu na história deste país".

Stalinismo farofeiro.

De Augusto Nunes, na Veja:

Reunidos num decreto depois de retocados por revolucionários de araque, os mesmos sinais de perigo bastam para anunciar a iminência do naufrágio. O que para Lula é instrumento eleitoreiro vira programa de governo quando transcrito por um Paulo Vannuchi, um Tarso Genro, um Franklin Martins ou qualquer outro devoto de velharias desaparecidas do mundo civilizado há 30 anos.Em parceria, o presidente que jamais levou um livro no isopor da praia e a Irmandade dos Órfãos do Muro de Berlim produziram um indispensável esboço ideológico do governo Lula. Sob o codinome Programa Nacional de Direitos Humanos, foi lançada no Natal a primeira edição do Guia do Stalinismo Farofeiro.

Leia aqui.

Direto do Haiti.

Recebemos, hoje pela manhã, da Eliana, cujo filho está no Haiti. Brasil acima de tudo!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Notícias do Haiti?

Um forte terremoto arrasou com a capital haitiana. O nosso Exército está lá. Nestas horas, quem deveria estar lá é esta vagabundagem que pegou em armas para matar irmãos brasileiros e que agora se arvora em defensor dos direitos humanos. Vamos torcer para que não tenha havido baixas entre os nossos soldados e que eles possam continuar ajudando na reconstrução daquele pobre país. Leia mais aqui.

Dedo na ferida e na cara.

Reinaldo Azevedo está publicando a lista dos assassinados pelo terrorismo defendido pelo Plano Nacional dos Direitos Humanos III. Lá eles são tratados piedosamente, como reprimidos, torturados e perseguidos. Na verdade, sem Comissão da Mentira, apenas com a História que eles insistem em rasgar, voltam a ser apenas assassinos frios e sanguinários. É um marco ver um blog vinculado com a maior revista de informação do Brasil meter o dedo na ferida. E na cara desta esquerda podre apoiada por 400 ONGs financiadas com o meu e o seu dinheirinho. Leia aqui e aqui.

Justiçamento.

Não é só o Lula e a Dilma que deram para trás. A bancada do PT na Câmara e no Senado também entendeu rapidinho que não tem força e nem apoio popular para aprovar aquele mostrengo chamado Plano Nacional dos Direitos Humanos III. Ideli Salvatti e Candido Vacarezza já informam que o alien parido no Planalto não tem consenso nem dentro do partido e que não será votado em ano eleitoral. Ao que tudo indica, a senadora e o deputado também não leram, também não sabiam. Ao que parece, a fritura do Paulo Vannuchi está em pleno andamento. É o famoso justiçamento.

O golpe dentro do golpe.

Pronto. A Comissão da Verdade era apenas o bode na sala e o aborto um pequeno deslize semântico, já que não é política de governo. Muda-se duas palavrinhas e o monstrengo vai ser tocado em frente, com o fim da liminar de reintegração de posse que, para quem não é jurista, é uma espécie de habeas corpus para proteger a propriedade privada, o fim da liberdade de construir no Brasil empresas jornalísticas livres, o fim da Justiça como poder da República, entre tantos absurdos. Tocar o PNDH III em frente é o golpe dentro do golpe. O PNDH 3 deve ser exterminado, é o alien do esquerdismo arcaico e patético que ainda sobrevive no Brasil. Combina com Dilma, Vanucchi, Tarso, Franklin Martins, Minc e outros hospedeiros. O PNDH III, longe da ficção, é um verdadeiro filme de terror, com direito a duplo sentido. Estamos apenas no trailer.

A corrupção lulista.

Da coluna de Jânio de Freitas, na FSP:

O recente caso envolvendo Oi/Telemar/BrTelecom, em que empresários fizeram um multibilionário negócio proibido por lei, mas já certos de que Lula mudaria a Lei de Telecomunicações para favorecê-los, esse fica não só na história do governo Lula, mas na biografia verdadeira de Lula.O negócio da compra de submarinos franceses, com a participação até da empreiteira Odebrecht (contratada na França para burlar a necessidade de concorrência aqui), está embrulhado em sombras, dólares e euros. Mas o negócio com os caças Rafale fala por si e pelo dos submarinos.A falta de pudor com que o governo, por intermédio de pessoas do nível de presidente da República e de ministros de Estado, se lança em artimanhas medíocres, umas em seguida às outras, para impingir um negócio que até o mais leigo dos leigos percebe ser absurdo, tem lastro histórico: volta à América Latina e celebra a África nos momentos, em ambas, de mais explícita imoralidade governamental.E lá se vão, nesse arrastão, até pessoas de quem se podia discordar, mas, até aqui, sem desconsiderar suarespeitabilidade. "O barato sai caro" -se isso é a argumentação que o ministro das Relações Exteriores oferece, em Paris, para a compra dos caças, só se pode deduzir que os motivos de Celso Amorim não são mais do que bajulatórios. À vista de uma pretendida candidatura em que a ajuda de Lula será o fator decisivo.E que lição insultuosa vem dar à FAB o novo ministro de Assuntos Estratégicos, Samuel Guimarães, com o argumento de que escolher um avião de caça "não é como comprar um automóvel, o preço não pode ser o único determinante" (para o repórter Bernardo Mello Franco). Os meses de estudo da FAB entre os diferentes aviões, os milhares de páginas então produzidos, a ponderação das respectivas contribuições para a futura indústria aeronáutica brasileira, tudo isso foi apenas comparação de preço, como na compra de um carro? Nessa pequenez pelo menos ficou-se sabendo que o ministro de Assuntos Estratégicos compra carro pelo preço. O que é bem coerente com a "aliança estratégica" que o governo Lula não construiu: compra ao governo Sarkozy, no que talvez venha a ser a maior transação comercial já feita pelo governo brasileiro. Mas "o preço não pode ser o único determinante", porque "o barato sai caro".

A Folha não sabia.

Ainda bem que existem os blogs para ajudar a grande imprensa que está aí. A notinha acima, que aparece envergonhada como deveria, mostra como um grande jornal brasileiro fez dezenas de matérias sem ler o documento do PNDH III. Foi alimentada por press-releases do Franklin?

Turma do dossiê vai redigir o decreto.

Da Folha de São Paulo, informando que a assessora de Dilma que operacionalizou o dossiê(aquele que era um "banco de dados") contra Dona Ruth Cardoso vai redigir o projeto de lei da Comissão da Verdade:

Depois de ouvir os ministros Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) e Nelson Jobim (Defesa) sobre o texto do terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos, o presidente Lula deverá indicar integrantes do alto escalão para compor o grupo encarregado de elaborar o projeto de lei destinado a tratar do funcionamento da comissão da verdade, pivô da crise com militares. "Para que depois ninguém diga que não leu o documento", diz um auxiliar do presidente.Como o decreto prevê que o grupo seja chefiado pela Casa Civil, o nome mais forte em circulação no Palácio do Planalto para comandar o debate é o de Erenice Guerra, secretária-executiva da pasta e desde sempre braço direito da ministra Dilma Rousseff.

Cartaz falso.

Este é um cartaz falso que está circulando pela web. É uma montagem em cima de um modelo usado no final dos anos sessenta e início dos anos setenta. Os personagens retratados foram presos ou exilados, em épocas diferentes. Mexer com o passado tem destas coisas. Quem olha um cartaz como este e não é informado que é falso pode ter uma idéia distorcida da História. Estas pessoas jamais foram procuradas ao mesmo tempo pela polícia. É isso que dá mexer com um passado que já estava pacificado para 99,999999% dos brasileiros. Só gera ódio e revanche dos dois lados. Uma lástima.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Esquerda racha o Brasil.

O Plano Nacional dos Direitos Humanos III, mais conhecido como Programa de Governo Dilma Rousseff, conseguiu dividir o país. A OAB de São Paulo acaba de lançar uma nota contrária à pregação da OAB nacional e carioca, criticando o conteúdo e o revanchismo do documento. É o Brasil dividido. Leia aqui.

CUT, a filha do Lula.

A CUT acaba de abandonar a sua campanha de venda de ingressos do filme do Lula para dedicar-se à luta pelo fim da anistia, em apoio ao companheiro da sunga azul borrada. Emitiu até nota oficial a respeito. Ao que tudo indica, mais um fracasso de bilheteria.

Guerra é guerra.

Notícia em primeira mão. Está batido o martelo pelo Pentágono. A indústria aeronáutica americana não fornecerá mais os componentes do Super Tucano, caso o caça comprado por Lula seja o Rafale. Os americanos até aceitam que o escolhido não seja o F-18, mas que, então, o Brasil compre o sueco Gripen, onde eles têm participação importante em componentes. O Rafale é inaceitável. Se Lula teimar e bater pezinho, que resolva o problema da Embraer, que perderá os componentes americanos para os seus tucaninhos. Guerra é guerra. E os americanos conhecem este campo muito melhor que o torneiro mecânico e a sua turma.
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Fonte: N.D.U. Própria.

Como Lula anda quietinho...

Até FHC já falou. Lula, nada. Tá com medinho, número 1?

Uma ONG ameaça o Brasil.

O nome da ONG chega dar engulhos e vômitos: Justiça Global. Isto parece nome de série de TV. Os justiceiros multinacionais caçando vítimas. Exceto em Cuba, na Venezuela, na Bolívia, na Nicarágua, no Equador. Hoje, uma dirigente desta organização não governamental, sustentada sabe-se lá porque fundos, Andressa Caldas (foto), foi para os jornais ameaçar o Brasil, dizendo que "a revisão ou a suspensão do decreto permite acionar os organismos internacionais ". Neste caso, acionar quem? Ora, a OEA do Insulza. A OEA onde quem manda é o Hugo Chávez. A OEA bolivariana. Para a ongueira, o Brasil não tem Congresso e não tem Judiciário. Somos todos uns imbecis. Um dos orgulhos desta Justiça Global, em dez anos de atividades no Brasil, é ter deflagrado o debate sobre "o papel do Poder Judiciário no agravamento da criminalização dos movimentos sociais". A cara dela não diz tudo? Sejam moderados nos comentários.

Os mesmos.

Acima, o cartaz da anistia, criado por Ziraldo. Ao lado, a atual cartilha dos direitos humanos do Vanucchi, criada pelo Ziraldo, vinte anos depois. No cartaz da anistia, está a chave de tudo: "ampla, geral e irrestrita". Ziraldo, que é um dos mesmos ou mais dos mesmos, se preferirem, esteve preso por algumas horas, algumas vezes, nos idos de 1968. Ninguém tocou um dedo nos seus cabelos prateados. Não parou de trabalhar um minuto, não parou de ganhar dinheiro um só minuto. No entanto, recebeu R$ 1.000.253, 24 de indenização, numa só bolada, em 2008. Como anistiado político. Em 2009, a The Raldo Estudio de Arte e Propaganda Ltda., empresa de Ziraldo, faturou R$ 285.443,20, dos quais R$ 250.000,00 contra a EBC, onde o chefão é o Franklin Martins, o ex-guerrilheiro e ex-sequestrador. Não se tem notícia de concorrência para este trabalho. De 2004 até 2009, o Ziraldo faturou R$ 889.066,70, uma média de R$ 150.000,00 por ano com o governo Lula. A história também é feita de números de vivos. E de números financeiros. Ziraldo é a prova viva de que, toda vez que a esquerda cavoca o passado, a coisa toda rende muito, muito dinheiro. A OAB também sabe disso. As entidades e ONGs que apóiam a idéia sabem disso, basta ver os convênios que as sustentam. É fim de governo. É fim de festa. A boquinha tem tudo para acabar. Do lado de lá não existe nenhum menino maluquinho. São todos sexagenários muito espertos e muito lúcidos.

Caça aos militares.

O clima é este, como publica a Folha de São Paulo:

"Os militantes contra a ditadura já foram punidos, inclusive à luz da legislação do regime ditatorial existente na época no Brasil. O que é preciso fazer, até porque nunca foi feito antes, é apurar as responsabilidades daqueles que, de dentro do Estado, torturaram e mataram", afirma Marcelo Zelic, vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo. "Esta é a segunda tentativa do ministro Nelson Jobim de ganhar no tapetão", afirma Zelic. "Na 11ª Conferência Nacional de Direitos Humanos, em 2008, os membros da pasta da Defesa já tinham tentado mudar o caráter da comissão nacional de verdade e justiça, propondo que ela se chamasse comissão da verdade e reconciliação. Perderam. Agora, de novo, tentam esvaziar o plano."

Querem, efetivamente, um movimento de caça aos militares. Sem reconciliação. Com revanchismo. Com a faca entre os dentes. Com sangue nas mãos. Com ódio. Eles se sentiram vitoriosos ao tirar a palavra "reconciliação" do primeiro texto. Se você vestia uma farda de 1964 a 1979, prepare-se. Eles vão buscar você para responder pelo crime hediondo de defender o Brasil contra a instalação de uma ditadura comunista.

Fidel e Marighella também assinam lista da AJD.

Mais duas assinaturas exclusivas no abaixo-assinado para acabar com a Lei da Anistia. A lista, tida como um dos instrumentos de pressão a favor do PNDH III, é organizada pela Associação dos Juízes pela Democracia. Veja aqui.

Uma Comissão da Verdade com Dilma já!

É importante. Até agora, Dilma Rousseff apenas contou que foi presa e brutalmente torturada. Seria importante que uma Comissão da Verdade, "plural e suprapartidária, com mandato e prazo definidos, para examinar as violações de direitos humanos praticadas no contexto da repressão política", como prevê o PNDH III, fizesse uma acareação pública com a ex-terrorista e ex-gerrilheira que quer ser Presidente do Brasil. Onde ela estava exatamente quando foi presa? Algum general impediu a mocinha mineira de continuar estudando, indo à universidade? Algum professor seu foi impedido de ministrar aulas de economia? Por que abandonou a família e foi para a clandestinidade? Qual era a sua ideologia? Que regime queria, naquela época, ver implantado no Brasil? Já na clandestinidade, o que fazia na organização terrorista em que participava? Planejava assassinatos e execuções de militares? Planejava assaltos a bancos e a residências? Montava e desmontava um fuzil em trinta segundos por quê? Qual a finalidade de dominar uma arma com tanta perfeição? Executou algum inimigo, a sangue frio? Assaltou o cofre do Adhemar? O que fez com o dinheiro? Quem contribuía para financiar a guerrilha? Quem oferecia casas, imóveis e chácaras para acoitar os guerrilheiros? De onde vinham as armas e munições? Quais os padres recolhiam dinheiro para financiar o movimento? Assistiu, participou ou conduziu algum justiçamento? Delatou alguém? Quem fazia parte da organização e cujos nomes nunca foram revelados? Aceitaria ser submetida a algum equipamento de testes, para saber se está mentindo ou falando a verdade? Enfim, sem dúvida alguma, a Comissão da Verdade deveria começar o seu trabalho por Dilma Rousseff. Afinal de contas, é ela, com este passado, que terá a tarefa de implementar o PNDH III. Os "torturadores" só querem poder investigar os "terroristas". Ter os mesmos direitos humanos. Não é justo?

domingo, 10 de janeiro de 2010

PNDH III: tudo indica que Lula mente.

Se Lula afirma que assinou o decreto que acaba com a Lei da Anistia sem ler, também não deve ter lido a abertura do documento em si, que leva a sua assinatura. O Blog destaca dois parágrafos: o que fala sobre a punição aos "agentes do Estado", sem citar a punição aos assassinos terroristas que mataram vários "agentes do Estado". E o parágrafo final do texto, que é um absurdo em termos de análise da história, da cultura, das tradições e da formação da sociedade brasileira.
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"No tocante à questão dos mortos e desaparecidos políticos do período ditatorial, o PNDH-3 dá um importante passo no sentido de criar uma Comissão Nacional da Verdade, com a tarefa de promover esclarecimento público das violações de Direitos Humanos por agentes do Estado na repressão aos opositores. Só conhecendo inteiramente tudo o que se passou naquela fase lamentável de nossa vida republicana o Brasil construirá dispositivos seguros e um amplo compromisso consensual – entre todos os brasileiros –para que tais violações não se repitam nunca mais... "

"Este PNDH-3 será um roteiro consistente e seguro para seguir consolidando a marcha histórica que resgata nosso País de seu passado escravista, subalterno, elitista e excludente, no rumo da construção de uma sociedade crescentemente assentada nos grandes ideais humanos da liberdade, da igualdade e da fraternidade."
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É de se perguntar à Lula se em algum momento os militares descumpriram o "compromisso consensual" representado pela Lei da Anistia. Se as "violações" voltaram a ocorrer. Se em algum momento, mesmo ofendidos, execrados, transformados em párias da sociedade brasileira, os militares romperam o seu "compromisso". Os militares não têm medo do passado, desde que ele também revele as "violações" cometidas por Dilma Rousseff, Franklin Martins, Paulo Vanucchi, Tarso Genro e tantos outros que estão ao lado do presidente,hoje, querendo reescrever com ódio e revanchismo a História do Brasil. Uma História que um dia eles quiseram mudar, implantando uma Ditadura Comunista no país. E que só não conseguiram porque foram derrotados pela Democracia. Que não tentem de novo.

A "sociedade" do Vanucchi.

O INESC é um dos signatários que participaram da formulação do PNDH III. O convênio milionário que este instituto tinha com o governo federal, de R$ 446 mil, foi inteiramente quitado em 9 de dezembro de 2009. Com quem era o convênio? Com a secretaria do Vanucchi! Sabe o que o Vanucchi disse sobre o PNDH III? Que foi a "sociedade" quem redigiu o Plano. Agora ficou mais claro que "sociedade" é esta. A nota estará sendo atualizada, pois o Coronel está em plena pesquisa.
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Outros membros da "sociedade" que ajudaram o Vanucchi a redigir o PNDH III e que foram "ajudados" por ele ou pelo governo:

OAB pede demissão de ministros.

Cezar Britto, Juniti Saito e Wadih Damous. É bom para o calça frouxa da FAB saber com quem está tratando. Hoje, eles estão pedindo oficialmente a sua cabeça.

"Se é para haver demissões no governo, que sejam as primeiras as do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e dos chefes militares".

Esta é a posição da Ordem dos Advogados do Brasil, que saiu em defesa de Paulo Vanucchi, o homem que quer fazer uma Constituinte pessoal, rasgando a Constituição Federal e jogando a Lei da Anistia na lata do lixo. A frase é de Wadih Damous, presidente da OAB carioca. Por sua vez, Cezar Britto, o presidente nacional, ligou para Vanucchi em solidariedade às suas ameaças de demissão. Leia aqui. Conheça um pouco mais do presidente da OAB-RJ, na notícia abaixo, de 30 de outubro de 2009, na qual uma juíza o condena por ter embolsado o dinheiro do FGTS de um cliente:


A juíza Claudia Vieira Maciel de Souza, da 6ª. Vara Cível, Falência e Concordata do Fórum de Porto Velho, Rondônia, condenou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Rio de Janeiro, Wadih Damous, e seus dois sócios, por não prestação de contas e dano material contra um cliente, o servidor público federal Luiz Nunes da Silva. Transitada em julgado, a sentença de 19 de junho de 2009, gerada pelo processo 001.2006.025124-6, entrou esta semana em processo de execução no Fórum de Porto Velho. O Sr. Luiz Nunes da Silva teve sua contribuição para o FGTS resgatada por Wadih Damous em 1993, no Rio de Janeiro, mas nunca recebeu seu dinheiro. Leia a íntegra aqui.

Só falta dobrar o Lula!

A juíza Kenarik, que além de receber o seu gordo salário como magistrada ainda presta serviços remunerados ao governo Lula (basta clicar o seu nome no Portal da Transparência para ver pagamentos recebidos no Ministério da Saúde, Presidência da República e Ministério da Justiça, entre outros) é a voz retumbante na luta pelo fim da Lei da Anistia. É secretária da Associação dos Juízes pela Democracia (ver post abaixo). O blogueiro da Veja, Reinaldo Azevedo, mostra quem é a juíza na sua militância política. Leia o post. A juíza Kenarik foi capa da Caros Amigos em novembro, o ministro Vanucchi foi capa em dezembro. Fazia parte da campanha organizada que foi abortada a partir dos blogs, que repercutiram a revolta dos militares. Observem, em trechos abaixo, que o grande objetivo, que fica claro hoje com a ameaça de demissão de Vanucchi, é emparedar Lula. Eles apostam, de forma organizada que, baseados na popularidade do presidente, aprovarão o documento e poderão encarar a sociedade brasileira e, no apagar das luzes, pavimentar o caminho para uma ditadura socialista a ser implantada em um suposto governo Dilma. Para isso, pressionam Lula, descaradamente. Colocam Lula contra a parede, abertamente. Esta é a grande luta da esquerda, hoje. Eles estão pouco se lixando para os militares covardes, que são descritos literalmente como covardes por Vanucchi, em sua entrevista ( eles, os militares,"fizeram a transição e tiveram a oportunidade de se meter em crises políticas no Brasil, mas não se meteram...") , portanto não se meterão agora. Vejam os trechos abaixo, dos dois principais personagens do PNDH, até agora. Vejam como tratam Lula. É agora que vamos ver quem é Lula e a que veio.
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Lúcia Rodrigues Caros Amigos) - Por que o governo Lula não faz nada de mais concreto(para acabar com a Lei da Anistia), se é um governo teoricamente de esquerda? E tem um ministro dos Direitos Humanos que foi torturado, inclusive.

Kenarik Boujikian Felippe (Juiza e Secretária da Associação dos Juízes para a Democracia) - Eu não sei se o governo Lula é um governo de esquerda. Eu não concordo quando se diz que é um governo de esquerda, e nem sei se até é teoricamente. Ele foi eleito por uma base grande de esquerda, isso sim, mas ele não é um governo exatamente de esquerda. Tanto que, em termos de Executivo, o que é que foi feito em relação a essa matéria? Ele tem que assumir, ele é o presidente, foi ele quem recebeu milhões de votos. Como é que ele não assume uma coisa dessas? Deixa cada ministério falar o que acham sobre esse tema. Então, nesse processo nós temos essa tensão dentro do governo. E tensão eu acho que pode existir, mas tem que ter alguém que diga se é A ou B. Alguém tem que dizer isso. Quem seria? Só pode ser o presidente.
(A entrevista foi concedida na edição de novembro de 2009, para a revista Caros Amigos.)
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Tatiana Merlino (Caros Amigos) - É por isso que os arquivos não foram abertos?

Paulo Vanucchi ( o ministro que quer acabar com a Leia da Anistia) - Existe outra proposta de fazer o enfrentamento. Era legítima, eu já defendi isso quando eu tinha 19 anos. Tenho o maior respeito pelo jovem que eu fui. Eu tenho muita certeza de que em muitos aspectos ele foi um jovem melhor do que eu sou. E em outros aspectos eu acho que estou melhor. No fundo não acreditam que será possível qualquer transição com o parlamento, ele vai se aperfeiçoar, terá que ser visto, ele é uma tribuna de debate, de denúncia, para em algum momento criar uma alternativa da ruptura. Pode ser que só a história mostrará isso. Eu não acredito nisso, eu acho que nesse momento a estratégia é de ir avançando à democracia. Para isso, precisa de ter maioria parlamentar. E o eleitor, nesse momento, racha o voto no meio. Ele dá metade para o Lula e metade para o anti-Lula. Em termos matemáticos, ele põe 100 deputados do Lula e 400 anti-Lula. Então obriga a ter um ministério em que o PMDB tem virado o fiel da balança, talvez saia de novo e que vai ter áreas como Comunicação, Hélio Costa, Agricultura, Stephannes, Defesa, Jobim, que são figuras que têm uma história de vida, um acúmulo inteiramente diferente do Lula, do PT etc. Então nesse sentido é presidencialismo de coalizão. E o presidente Lula, a quem cabe o papel de arbritrar, ele vai definir essa discussão? Ele tem sobre esse tema, em primeiro lugar, uma cabeça, uma visão, uma cultura muito diferente da minha. No meu longo período de assessor nunca tive confusão sobre isso. Até a cabeça do irmão dele Frei Chico, comunista, torturado. Eles sempre tiveram opiniões diferentes. Segundo, nesse momento o Lula é uma figura política que tem em suas preocupações centrais as ideias de moderação e intermediação. Às vezes eu brinco dizendo que, nesses 30 anos de trabalho com o Lula, posso ter ajudado ele em alguma coisa. Eu me sinto muito aluno, brinco muito. Já disse isso pra ele. O Lula quer mudar completamente o Brasil, profundamente, sem deixar nenhuma injustiça em pé. Só que ele gostaria muito de fazer isso sem desagradar ninguém.
(A entrevista foi concedida na edição de dezembro de 2009, para a revista Caros Amigos.)

Abaixo assassinado.

Uma associação dos juízes pela democracia está promovendo um abaixo-assinado a favor do fim da Lei da Anistia. É uma ONG. Entre as mais de 11.000 assinaturas, uma chamou a atenção. Ele teve a cara de ir lá e assinar: ele, um dos maiores personagens da guerrilha. Só falta o Lamarca e o Marighela subirem do inferno para participar.

Comissão da Verdade: Vanucchi pauta Lula.

Da Folha:

O secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, disse ontem à Folha que é "um fusível removível" no governo e pedirá demissão caso o terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos seja alterado para permitir a investigação de militantes da esquerda armada durante a ditadura militar (1964-1985), como exigem o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e as Forças Armadas."A minha demissão não é problema para o Brasil nem para a República, o que não posso admitir é transformarem o plano num monstrengo político único no planeta, sem respaldo da ONU nem da OEA", disse.Ele condena a tentativa de colocarem no mesmo nível torturadores e torturados. Uns agiram ilegalmente, com respaldo do Estado, os outros já foram julgados, presos, desaparecidos e mortos, comparou o secretário, citando o próprio presidente Lula, que foi julgado e condenado a três anos (pena depois revista) por liderar greves no ABC.Lula volta ao trabalho amanhã espremido entre o amigo e assessor de mais de 30 anos e ministros como Jobim e Reinhold Stephanes (Agricultura), que têm sido críticos ácidos do plano de direitos humanos, ao lado de outros setores, como a Igreja e a imprensa.Vannuchi aposta que Lula tentará uma opção intermediária: "O presidente Lula é construtor de caminhos de meio termo. Mas, se não for possível, não posso ficar. Vou optar pelo caminho da Dona Lindu [mãe de Lula]: sempre de cabeça erguida", disse.Não é a primeira ameaça de demissão no governo por causa do plano. A primeira crise surgiu em dezembro quando os comandantes do Exército, general Enzo Martins Peri, e da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, fizeram a mesma ameaça só que por motivos opostos. A pressão era para que Lula revogasse trechos do plano que, entre outras coisas, cria uma "comissão da verdade" para apurar torturas. Os militares classificaram o documento como "excessivamente insultuoso, agressivo e revanchista" às Forças Armadas. Ficando ou saindo, Vannuchi diz que o saldo do plano já é amplamente positivo, "porque provocou um intenso debate interno sobre Direitos Humanos, abarcando as posições dos mais diferentes setores. Que sejam necessários ajustes, não me oponho, mas há limites". Segundo ele, "as críticas são desproporcionais e baseadas em interpretações equivocadas". Na sua opinião, o plano "não é uma peça da esquerda radical, é uma construção que, eventualmente, contém imperfeições e até erros, mas fundamentada em elementos essenciais da democracia". Um dos equívocos que aponta foi cometido, segundo ele, por Stephanes e pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura. Para Vannuchi, "não é possível ser contra o agronegócio, como eles dizem, mas é preciso garantir que não oprima, não viole, não asfixie a agricultura familiar e o médio produtor". Nos itens sobre a descriminalização do aborto, ele admite mudanças para deixar o texto mais aberto, menos específico. Esse é um ponto nevrálgico, porque produziu uma reação firme da Igreja, aliada da causa dos Direitos Humanos. O centro da discussão, porém, está na questão militar. Vannuchi e Jobim concordam num ponto: o plano não propõe o fim da Lei da Anistia, tanto que o item dois do capítulo 6 cita a lei, reconhecendo, portanto, sua legitimidade. "Pena que cita o número e a data da lei, e as pessoas não reconheceram ali a Lei da Anistia", disse Vannuchi. Ele passou ontem pelo menos duas horas, lendo tanto as críticas que se avolumam nos jornais quanto o próprio texto, para fazer uma autocrítica: "Estou revendo ponto por ponto, com reflexão, com humildade, mas a decisão é do presidente Lula". De férias numa praia, Vannuchi aguarda a convocação do presidente a qualquer momento para debate o plano. É possível que isso ocorra simultaneamente ou logo depois da reunião de Lula com Jobim para o debate do plano. A tensão é nítida dos dois lados.

Pacotão da Dilma (2)

Do Painel da Folha:

Ajustes. Embora afirmem que Lula seguramente fará revisões no terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos, auxiliares do presidente descartam que ele contemple o pedido dos militares para que movimentos de luta armada sejam investigados.

Panelaço. Apesar do silêncio quando a polêmica com militares estourou, o PT prepara uma reação para defender o programa. O partido acionou ONGs e intelectuais para que se manifestem.

Pacotão da Dilma(1).

Trecho de editorial da Folha:

Como tem sido típico no governo Lula, confunde-se, mais uma vez, a lógica militante de partidos, sindicatos e ONGs com a ética da responsabilidade, que deveria prevalecer no trato da coisa pública. Revive-se, em microcosmo, uma das piores tradições do esquerdismo, derrotada no decurso do século passado. Um grupo diminuto se elege senhor da razão e da história e se julga no direito de impingir suas posições à população.Tais investidas terão escassa, para não dizer nenhuma, consequência prática, e esse não deixa de ser um indicador de que a sociedade brasileira amadureceu.