sábado, 8 de agosto de 2009

O papel de Cuba.


Não é o embargo americano. É a falta de dólares para importar tão necessário produto. A falta de papel higiênico em Cuba é uma cruel iconografia do paraíso socialista. Com um agravante: usar o Granma para outros fins é crime, pois sempre há uma foto de Fidel. Sobram as folhas de bananeira e os sabugos de milho. Pátria ou muerte!

Colômbia freia cubanização da América.

Do cientista político Demétrio Magnoli, neste domingo, no Estadão:

"Amorim não inova ao sugerir que, do ponto de vista brasileiro, as bases cedidas pela Colômbia, em especial a de Apiay, na Amazônia, a 400 quilômetros da fronteira nacional, não são um equivalente da base de Manta, no litoral do Pacífico. A inovação está no seu solene desinteresse em relação às iniciativas estratégicas de Chávez, que incorporam a Rússia ao cenário geopolítico da América do Sul e ameaçam converter o conflito interno colombiano numa guerra de repercussões regionais. Hoje, como na crise dos reféns(FARC), confundem-se os interesses estratégicos brasileiros com as inclinações ideológicas dos ultranacionalistas do Itamaraty e da ala castrista do PT, que enxerga em Caracas uma nova Havana. Há um preço a pagar por tal escolha. Todos pagaremos."

A íntegra do artigo, aqui.

Dilma abafa investigação contra Sarney.

Vai estar na Folha deste domingo. A ex-secretária da Receita Federal Lina Maria Vieira diz que, em um encontro a sós no final do ano passado, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) pediu a ela que a investigação realizada pelo órgão nas empresas da família Sarney fosse concluída rapidamente. A Casa Civil, por meio de sua assessoria de imprensa, declarou que Dilma "jamais pediu qualquer coisa desse tipo à secretária da Receita Federal".

Zelaya expulso do México.

Recebido com honras de estado pelo presidente mexicano Felipe Calderón, o narcodeposto presidente de Honduras, Manuel Zelaya, fantoche do socialismo bolivariano, não perdeu a oportunidade de cuspir no prato. Em encontro com esquerdistas e com o oposicionista López Obrador, que contesta até hoje a eleiçao de Calderón, Zelaya declarou: " em nossos países é melhor sentir-se presidente do que sê-lo". Zelaya foi gentilmente conduzido ao hangar presidencial, embarcado no primeiro avião e " saiu com a cola entre as patas", sem nem poder falar com a imprensa para dar explicações sobre a desastrada declaração. Duas palavrinhas para o presidente mexicano: bem feito!

Democracia contra todos.

Trecho da entrevista de Roberto Michelleti, presidente de Honduras, publicada no El Heraldo:

¿Por cuánto tiempo puede aguantar Honduras sanciones internacionales?

Nosotros somos gente valiente. En este país no nos rendimos. En este país se están haciendo las cosas enmarcadas dentro de la Constitución de la república y las leyes. La presión internacional la estamos soportando desde hace un mes con varios días. La presión nacional, cada día nos damos cuenta que son menos los protagonistas de estos actos y los protagonistas de ese vandalismo que se ha convertido no en una protesta, sino en actos vandálicos. Vamos a seguir resistiendo hasta entregarle al nuevo Presidente que elija el pueblo hondureño.

Quem é Sarney?

É petralha contra canalha. Ou seja, é fogo amigo. Quem quiser sonhecer detalhes escabrosos da vida de José Sarney, pode ler aqui, passando por dentro do site do petralha.
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Atualizando: o link foi corrigido.

Dona Dilma e seus dois palanques.

Dilma e Dilmo no Palácio.

Há uma expressão usada pelos colunistas de fofoca que é mais ou menos assim: dizem, mas não afirmo e nem confirmo, que Geddel é o Dilmo. Por isso, anda tão airoso e corajoso. Da Folha, hoje:

De olho nas eleições ao governo da Bahia em 2010, o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) formalizou o racha entre o PMDB e o PT do governador Jaques Wagner, que tentará a reeleição.Após meses de ofensas e críticas abertas, foram entregues anteontem ao governador cartas de demissão dos secretários estaduais Rafael Amoedo (Indústria, Comércio e Mineração) e Batista Neves (Infraestrutura), ambos do PMDB.Na ocasião, Geddel avaliou o governo do PT como "medíocre". Sete deputados estaduais do PMDB deixaram a base aliada, mas Wagner ainda mantém a maioria das cadeiras na Assembleia Legislativa.Sem comentar as críticas, Wagner disse que trabalhou para manter o PMDB na base. Segundo ele, o presidente Lula lhe pediu "paciência", visando a aliança entre os dois partidos na eleição presidencial.Apesar do rompimento, Geddel reafirmou que apoiará a escolha de Lula para sua sucessão. Dilma Rousseff (Casa Civil) é o nome mais cotado.Geddel comanda um ministério estratégico, principalmente por causa dos recursos repassados a prefeituras no Nordeste, onde o PSDB tem seu pior desempenho eleitoral. Ele afirmou ser fiel a Lula, mas que depende da direção nacional do PMDB para formalizar apoios.Na Bahia, a relação entre PT e PMDB está abalada desde a eleição para a Prefeitura de Salvador no ano passado, quando secretários petistas deixaram a administração do peemedebista João Henrique para concorrer com candidatura própria.Os partidos se aliaram em 2006, quando conseguiram eleger Wagner após 16 anos de hegemonia do DEM, liderado pelo senador Antônio Carlos Magalhães, morto em 2007.

Mercadante, o valente.

Do senador Aloísio Mercadante(PT-SP), tentando justificar a sua covardia como líder do PT pato manco do Lula, ao não comparecer à sessão onde foi lida a representação contra Arthur Virgílio(PSDB-AM) e Renan Calheiros(PMDB-AL) chamou Tasso Jereissatti(PSDB-CE) de "coronel de merda" :
Foi a sessão mais deplorável a que já assisti no Senado. Não queria ver minha foto naquela moldura.
Tião Viana(PT-AC) foi o único petista no plenário.
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Enquanto isso, segundo a Folha, existe uma divisão na bancada de senadores do PT, partido que deve ser o fiel da balança para o futuro de José Sarney (PMDB-AP), aprofundou-se. Os dois principais defensores do presidente do Senado no partido, Ideli Salvatti (SC) e Delcídio Amaral (MS), tiveram uma tensa reunião com o líder da bancada, Aloizio Mercadante (SP), e pediram para não serem os titulares no Conselho de Ética. Ideli e Delcídio, suplentes, estão incomodados com o fato de as duas vagas titulares do partido não terem sido preenchidas. Com isso, serão obrigados a votar e assumir a posição pró-Sarney, sofrendo desgaste junto à opinião pública. Ideli é candidata ao governo catarinense, e Delcídio, à reeleição.Na reunião com Mercadante, ambos o acusaram de fazer um "jogo duplo": defende o afastamento de Sarney mas mantém no conselho dois sarneyzistas e não se indispõe com o Planalto.

Efeito Marina.

De Melchiades Filho, hoje, na Folha de São Paulo:

Nem os retoques do pré-sal nem a ruína de Sarney. O que mais preocupa os estrategistas do Planalto é a possibilidade de Marina Silva se lançar à Presidência pelo Partido Verde e, com isso, inviabilizar o caráter plebiscitário que Lula queria dar à sucessão. O plano do presidente ia bem. Para garantir o PMDB na aliança eleitoral, ele conteve o PT nos Estados e ratificou o apoio a José Sarney. Para limpar a cédula nacional, autorizou o transplante de Ciro Gomes para São Paulo e, com a ajuda de Renan Calheiros, limpou o terreno em Alagoas para que Heloísa Helena (PSOL) prefira o certo (o retorno ao Senado) ao duvidoso (outra candidatura estridente à Presidência). Com a entrada de Marina, porém, não haverá a polarização Lula x anti-Lula. Não só porque a ex-ministra será uma terceira via, capaz de atrair o voto desgarrado, mas também porque ela tem perfil anfíbio. É mais petista do que a candidata do PT. Atuou 30 anos no partido, 20 a mais do que Dilma. Tem uma trajetória de superação como a de Lula -filha de nordestinos, ex-empregada doméstica, analfabeta até a adolescência (cursou o Mobral e hoje possui diploma universitário), militante sindical e de movimentos sociais, casada e mãe de família. Ao mesmo tempo, Marina não será uma solução de continuidade. Não esteve envolvida nos escândalos do governo Lula (mensalão, aloprados, dossiê contra FHC) e colecionou divergências com Dilma -não quis ceder a empreiteiros e ruralistas nem operou para criar ou privilegiar grandes corporações. Sua candidatura pode murchar como a do pedetista Cristovam Buarque, em 2006. Ou decolar como a de Fernando Collor, do igualmente nanico PRN, em 1994. Mas não é apenas isso que parece mover Marina, e sim a oportunidade valiosa de incluir questões ambientais na pauta nacional de debates durante um ano e arrancar compromissos de candidatos avessos ao desenvolvimento sustentável.

Vale tudo 2010(2).

"Uma coisa que acho importante deixar como legado para quem vier depois de mim é um novo paradigma: a pessoa terá de fazer mais do que nós fizemos. Se fizer menos, terá uma vida muito curta no governo", disse Lula, ontem, em discurso para mulheres, feito sob medida para que até flor ele desse à Dilma Rousseff, a candidata da mentira. "Precisamos consagrar todas as políticas em uma lei para que nenhum engraçadinho venha destruir essas coisas", disse Lula, informando que vai exigir que os seus ministros registrem em cartório tudo o que fizeram no seu governo. Foi um discurso extremamente petulante e agressivo, referindo-se à justiça eleitoral com cinismo e aos adversários com a prepotência e arrogância de um peão recalcado que virou o supervisor da fábrica. Lula está dizendo como será a sua campanha: eu fiz muito e a oposição vai destruir o que eu fiz. A agressividade e a mentira funcionam bem contra os tucanos, que não sabem reagir em função do tamanho do bico, desproporcional ao resto do corpo. E bico Lula já mostrou que tem muito mais do que qualquer um deles. Leia mais aqui.

Vale tudo 2010(1).

A crise do Senado, que reúne hoje os maiores quadrilheiros políticos do país, tem um mentor: Lula. O loteamento do seu governo com o PMDB, que fez o PT se transformar em um pato manco, com o decorrente apoio à camarilha dos Collor, Calheiros, Sarney, Duque e Salgado, é apenas um aperitivo do que será a campanha eleitoral de 2010. Se Lula inaugurou a Mentirobras em 2006 e venceu a eleição com folga, ela voltará à tona com muito mais força, na forma de dossiês, operações policiais encomendadas e tratoraços no Congresso. A máquina pública será utilizada livremente, torrando-se bilhões na candidata mentirosa e falsificadora. O Rio Grande do Sul , onde o conluio entre Polícia Federal e Ministério Público, liderado pelo Ministro da Justiça que é candidato a governador nas próximas eleições, está simplesmente derrubando a governadora eleita, dá uma pequena amostra do que será produzido contra José Serra ou Aécio Neves. O vale-tudo 2010 já começou. Com a oposição que temos...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Zelaya, pero no mucho.

Obama disse que nao dá para "apertar um botão" e botar Zelaya de volta na presidência. Os EUA já cortaram verbas destinadas a Honduras, anunciaram que planejam cortar mais US$ 25 milhões em assistência, além de manter a sua proibição de concessão de vistos diplomáticos a membros do governo interino, mas se recusam a adotar "sanções econômicas sufocantes". Os americanos compram 40,6% das exportações hondurenhas. Por fim, Obama declarou que é irônico que os países da regiao cobrem pressões dos Estados Unidos quando, até pouco tempo, o que os países do continente mais se queixavam era da interferência americana.

Só na terça.

Quem esqueceu os gritinhos de Tasso Jereissatti(PSDB-CE) pedindo que Renan Calheiros(PMDB-AL) fosse processado por quebra de decoro, depois que o alagoano o chamou de "merda" no plenário? Pois é. O PSDB vai se reunir na próxima terça para decidir se entra com a representaçao no Conselho de Ética. Quem nasceu para tucano, nunca vai chegar a águia.

Proibido fumar.

Serra fatura, em pleno Jornal Nacional, a proibição do fumo em locais públicos em São Paulo. Sou ex-fumante de quase dois maços por dia, há cinco anos. Até hoje, ainda paro de fumar umas três vezes por dia. Neste momento, por exemplo, junto com este Balbo Malbec, acenderia um Carlton ou uma cigarrilha Cafè Creme. Aindo carrego nas células o gosto inesquecível e o cheiro da primeira tragada da manhã, do café, da piada no bar. Só ex-fumante entende isso. É vício, podem acreditar. Por isso, tantos voltam. Vamos em frente. Não apedrejem os fumantes, paulistas, em função da nova lei. Não esqueçam: é vício.

Suplente do suplente arquiva processos contra Sarney.

O presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), arquivou sumariamente nesta sexta-feira as sete últimas acusações contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), com o argumento de que todas foram baseadas em notícias de jornais --por isso não podem tramitar no colegiado. Em uma das justificativas do arquivamento, Duque não considerou ilícito o fato de Sarney não ter declarado à Justiça Eleitoral a propriedade de uma casa de R$ 4 milhões. "Os fatos narrados, se verdadeiros, revelam, no máximo, um procedimento fiscal que pode ser considerado, por alguns, pouco recomendável, mas que não é evidentemente ilícito", diz o peemedebista. Leia mais aqui.

Caiu a ficha.

Há alguns dias atrás, este Blog apontava o verdadeiro culpado. Hoje os senadores aí embaixo esboçaram uma reação, mas daquele jeitão frouxo e cagão de sempre.

"O chefe, o comandante, é o presidente Lula. Ele foi o responsável (pela crise). Se não tivesse o presidente Lula, o Sarney não seria candidato (à presidência do Senado), e o Sarney teria ido para casa", opinou o senador Pedro Simon, em referência à eleição para presidência do Senado, quando José Sarney foi apoiado pelo presidente Lula e venceu a disputa contra o candidato petista Tião Viana (PT-AC).

"Há conexões entre as ações daqui e do Palácio do Planalto. Há participação ativa do governo nisso tudo. A questão eleitoral teve peso, a conquista pelo PMDB a tentativa de mantê-lo com Dilma. Ele interferiu sempre, desde a eleição até mantê-lo na presidência na crise", endossou Álvaro Dias(PSDB-PR)

Pega na mentira.

Do Blog da Lúcia:

Perna curta

Um dos argumentos utilizados pelo senador José Sarney para convencer os demais senadores a apoiá-lo foi o de que Carlos Augusto Montenegro, diretor-presidente do Ibope, lhe havia garantido que o escândalo só tinha chegado às elites, às classes A e B. As classes C, D e E não tomaram, segundo Montenegro, conhecimento do escândalo.Vamos passar rápido pela injustiça que este tipo de pensamento comete com os milhões de pobres deste país. O que o argumento embute é um tremendo preconceito contra os menos favorecidos, como se eles não se incomodassem com roubo, com apropriação do dinheiro e dos espaços públicos. Os mais pobres sabem que desvio de dinheiro público é dinheiro desviado da saúde pública, do saneamento, da educação, dos transportes, da habitação popular, dos remédios a preços populares. Vamos passar rápido. O fato é que hoje recebi um telefonema de Carlos Augusto Montenegro, que me afirmou categoricamente que não fala com o José Sarney há cinco anos. Afirmou ainda que essa suposta pesquisa não existe e que ele, Montenegro, não pensa dessa forma, bem ao contrário. Ficam aqui as palavras de Carlos Augusto Montenegro, diretor-presidente do Ibope.

"Cumpanhêro" de aluguel.

Sindicalistas de Brasília encontraram uma forma prática de arregimentar manifestantes sem ter de convencê-los dos seus pontos de vista: pagá-los. Gastando R$ 40 por cabeça, um grupo pode ser reunido para protestar a favor da liberação dos bingos, fazer número na Marcha dos Trabalhadores ou qualquer outra ação, contra ou a favor qualquer coisa, em nome de qualquer partido.Criada há cerca de quatro anos, a Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) parece ser freguesa assídua do agenciamento de manifestantes. Em reportagem publicada pelo site Consultor Jurídico, Bruno Maciel, membro da Nova Central, garante aos repórteres que já fez "diversas vezes" a contratação de 50 a 800 pessoas e foi tudo tranquilo. Leia aqui.

Blog, mais tarde.

Segue por aqui a correria para virar empreendedor. Não basta investir. Tem que entrar em fila, pedir pelo amor de Deus e enfrentar a devastadora burocracia brasileira. Vamos em frente. Para ter um contrato corporativo de celular é preciso ter CNPJ que não é liberado porque tem que haver negativa da Receita e porque o alvará sei lá do que ainda não saiu. Lembro que uma vez houve até um ministro da Desburocratização. Até depois.
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Atualizando 09:33 - Ativar a energia elétrica: entre 3 e 6 dias úteis. É o prazo da Celesc de Santa Catarina. Empresa pública. Não privatizada.

Fantoche.

"Não marchamos com a oposição porque temos divergências históricas. Há setores que querem fazer dessa crise um ataque ao presidente Lula para fragilizar a aliança governista e nós não vamos nos prestar a esse papel."

Aloísio, o pusilâmine, ontem no senado.

Adivinha de quem é.

QUANDO A luta política se organizou nas sociedades modernas, os cientistas sociais procuraram desvendar as leis que a governam. Marx sintetizou a mais forte delas quando iniciou o famoso "Manifesto Comunista", dizendo que "a história de todas as sociedades modernas é a história da luta de classes". Isso levou várias gerações a viverem sob o signo de duas palavras: "revolução" e "revolta". A primeira como uma manifestação coletiva, a segunda como um manifestação pessoal. Tudo isso é passado, e o mundo é outro, se sabendo que a concepção de classes é uma teoria que não resiste à realidade. Apenas os institutos de pesquisa resistem, considerando classes A, B, C e D, mais por motivos econômicos de renda do que por motivos sociológicos. A grande novidade que permeia hoje o conflito político é o novo interlocutor da sociedade democrática: a opinião pública. Outros integrantes dela são a mídia, com as novas técnicas de comunicação em tempo real, a sociedade organizada e as ONGs. A democracia representativa já era, e temos de descobrir como vamos institucionalizar essa nova realidade. Daí a luta contra os políticos, levados à parede numa situação de parasitas da sociedade, como se o mais ético e oportunista fosse falar que a verdadeira vontade do povo é "a voz das ruas". E hoje as ruas não têm mais gente, e sim uma massa que está preocupada com transporte, emprego, renda e tempo para um pequeno lazer. O conflito político passou da guerra de classes para a guerra da mídia. Nesta guerra, o mais ativo e o mais importante meio é a internet. É aí que reside o verdadeiro embate numa luta de versões, ataques, defesa, notícias e contranotícias, que são digeridas a todo momento -e são tantas as verdades que ao final não se sabe qual é a verdade. Como o poder econômico sempre acompanha a força de controle da opinião pública, é na internet que existem as maiores fortunas do mundo, e profetiza-se que neste nicho estarão no futuro os maiores donos do dinheiro. A revolução do smartphone, recebendo e-mail, torpedos, notícias e fazendo tudo, é uma mudança que não se sabe onde vai dar.A ameaça de destruição atinge os livros e até os jornais. Li uma entrevista do dono do "El País", que, indagado se o jornal iria existir daqui a dez anos, disse não ter certeza e que já se preparava para grandes transformações. Assim, direito de resposta, proteção à imagem são direitos que também vão desaparecer, porque qualquer site destruirá qualquer um com sua capacidade de reprodução em milhões. Lembremos o nosso poeta "resistir quem há de?". Enquanto discutimos essas coisas, a natureza floresce e Brasília está linda, os paus-d'arco em flor.

O texto acima, intitulado Paus d'arco em flor, é de José Sarney e foi publicado hoje na Folha de Sao Paulo

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Uribe fora da Unasul.

O sonho acabou(para os ratos vermelhos). Uribe avisou a Lula que não está na Unasul, muito menos em conselhos bolivarianos e anti-americanos de defesa. Leia mais aqui.

Sem comentários.

Se o Pedro Simon, que é o Pedro Simon, se o Jarbas Vasconcelos, que é o Jarbas Vasconcelos, se o Cristovam Buarque, que é o Cristovam Buarque, calaram o bico, trêmulos de medo da mão pesada do Lula, por que este Blog deveria falar alguma coisa sobre a crise do Senado? Os três convocaram a oposição para algum ato público? Renunciaram? Estão acorrentados na porta do prédio em greve de fome? Abriram mão dos seus salários e benesses? Entraram com alguma queixa-crime contra os bandidos?

Apenas mais meio ano.

Nao estranhem que o Blog começa, aos poucos, a entrar no clima das eleições presidenciais de 2010. O governo Lula tem só mais meio ano. De agosto a abril, quando os companheiros candidatos terão que largar as tetas públicas para se candidatar, tirando meio dezembro, janeiro e fevereiro, resta aí mais meio ano. Aí vai chegar a hora em que teremos que escolher entre Dilma Rousseff, um dinossauro da guerrilha urbana e da estatização, exemplar mais do que perfeito da burocracia corrupta do petismo, e outras propostas que venham a surgir. O titular do Blog não vota em branco e nem anula. Adota o voto no menos pior, nem que dois dias depois esteja aqui a descer o porrete no governo eleito. Este Blog fará de tudo, dentro da lei, para que, em primeiro lugar, a praga do lulismo acabe. O resto a gente vê depois.

PAC tucano.

Sob o argumento de que pretendia mostrar a magnitude dos gastos de sua gestão, o governador de SP disse que os investimentos do Estado -incluído estatais- correspondem a 2/3 dos previstos no PAC, vitrine de Dilma Rousseff. Em entrevista, não quis avaliar a execução de verba da União. Em discurso, disse que "não basta anunciar, ter boa vontade", é preciso fazer acontecer.(Da Folha)

Enquanto Marina sai, Delúbio volta.

Da Folha, em matéria onde Delúbio cobra apoio do "coletivo do mensalão":

Em campanha pela refiliação, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares lança hoje, no congresso nacional da CUT (Central Única dos Trabalhadores), revista com depoimentos em favor de sua volta ao partido.Expulso do PT por causa do mensalão, em 2005, Delúbio fará um breve discurso e distribuirá exemplares da revista, que exibe a íntegra de sua defesa apresentada ao partido. Nela, Delúbio alega ter atuado sob "pressão desmedida" e sob amparo de "decisões coletivas"."Essa gestão nunca foi de minha exclusiva responsabilidade. Mas, sim, deste Diretório e da Executiva Nacional". Argumentou que sua punição impunha risco aos beneficiários dos recursos. Segundo seus defensores, os 2.000 exemplares custaram R$ 9.200.

Efeito Marina(2).

Do Painel da Folha:

Ele... Fernando Pimentel lançou o movimento "Fica Marina". O ex-prefeito de BH vai procurar correligionários, entre eles a própria senadora, para convencê-la a não trocar o PT pelo PV para disputar a Presidência da República. ...

e elas. "Marina tem história. Isso seria uma aventura", diz Pimentel, um dos petistas mais próximos da ministra e candidata Dilma Rousseff...

O Coturno Noturno completa com um:

e todos eles....morrem de medo do confronto entre duas mulheres de esquerda, uma com uma biografia inatacável, apesar da sua ideologia, a outra com um histórico de associação com o terrorismo, a guerrilha, os dossiês, as falsificações, a mentira sistemática, além do fracasso do PAC.

Até o Amorim.

Já não chega para jogar o moral da tropa lé embaixo que a decisão sobre qual o melhor avião de caça para o Brasil seja entregue para a classe política, para um Ministro da Defesa que, de avião, só conhece a first class. Agora até Celso Amorim, o ministro vermelho de Lula, diz para os americanos que não vai comprar o caça deles porque é uma retaliação contra a proibição de vender os aviões Tucano, com tecnologia norte-americano, a Hugo Chávez. Como se o veto não fizesse parte do contrato inicial. É o que afirma a assessora de imprensa do Itamaraty, Eliane Cantanhede, que tem uma coluna na Folha de São Paulo:

(O general Jim) Jones(assessor de Segurança Nacional da Casa Branca) trouxe uma carta da chefe do Departamento de Estado, Hillary Clinton, em que ela sugere uma parceria estratégica e oferece transferência de tecnologia para tentar vender seus aviões. São expressões-chave do negócio, às quais o Brasil recorria para mostrar preferência pela França (que já promete as duas coisas há tempos) e para desdenhar os EUA. Amorim não perdeu a chance de reclamar do veto dos EUA à venda de 24 Super Tucanos da Embraer para a Venezuela, em janeiro de 2006, alegando que o avião brasileiro usa tecnologia norte-americana (sistema inercial de voo, computador de bordo, motor e hélice).O Brasil nunca engoliu e, ontem, o ministro cobrou: "Foi um grande erro!". Os venezuelanos giraram à esquerda e compraram os Sukhoi da Rússia. O Brasil perdeu muito, os EUA perderam um pouco, e quem se deu bem foi Moscou.

Onde está a pesquisa CNT/Sensus?

Realizada de dois em dois meses, a rodada 98 da Pesquisa CNT/Sensus, que mede a popularidade do Lula e tenta empinar a candidatura da "doutora", já deveria ter sido divulgada. Estão demorando por quê?

Efeito Marina.

Uma candidatura de Marina Silva, senadora petista e ex-ministra do Meio Ambiente, pelo Partido Verde, será um tirambaço na candidatura da "doutora" Dilma. É mulher e retira da candidata guerrilheira este pedaço do discurso. É radicalmente de esquerda, levando com ela boa parte do eleitorado autêntico do PT e outros nanicos. Tem, à esquerda, uma biografia inatacável, inclusive ter desembarcado do governo Lula por discordar das políticas ambientais hoje implementadas pelo maconheiro Minc. O fato já repercute no exterior, fomentado pelas milhares de ONGs que atuam na Amazônia e em outros paraísos verdes do Brasil. Aliás, dinheiro para a campanha é que não vai faltar para a líder seringueira, herdeira de Chico Mendes. Leia aqui.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Pânico na indústria cubana!

Hoje Fidel saiu do coma e investiu contra os robôs. Segundo o tiranossauro terminal, se eles podem pilotar aviões americanos, vão roubar os empregos nas fábricas. Com uma vantagem para o capitalismo: robôs não fazem greves! Depois peidou, jogou a sopa no ordenança, virou de lado e dormiu de novo. Está no Notícias 24.

"Nao sei quem é Rodrigo Cruz!"

É seu afilhado, José Sarney. Aquele com a florzinha igual à sua no bolsinho.

Uma oposiçao trêmula diante de Lula.

A oposição se borra de medo da popularidade de Lula. Não peita. Não enfrenta. Não assume o seu papel. Acha que o metalúrgico pelego e semi-analbafeto vai ser "fair", que vai ligar a mínima para o que está acontecendo com a democracia. Se não der com democracia, Lula implanta o socialismo. Melhor para ele. Lula é o único culpado de tudo. Se quisesse, com a sua popularidade, teria esmigalhado Sarney, Renan, Collor e toda a camarilha. O PT estuprado estaria muito mais feliz. Não teria que ser violentado todas as noites, sendo proibido de apelar para a lei Maria da Penha. Simon enfrenta Lula? Simon faria um discurso como fez contra Lula? Simon pediu o impeachment de Lula no mensalão e no caixa dois? Que nada! Simon acreditou na cartinha do Lula na votação da CPMF. O covarde votou a favor, pensando nos dividendos políticos! Para ganhar de Lula, que usa todos os quadrilheiros para defender o seu projeto de poder, tem que ser muito mais do que oposição. Tem que deixar de pensar no seu pobre futuro político e ir contra Lula. Tem que perder voto. Tem que não ser reeleito. Tem que pensar no Brasil acima de tudo. Tem homem para isso neste Senado? Nao tem. Há quase oito anos, Lula trata os políticos como bosta seca grudada na sola do seu sapato. E eles gostam, para desespero dos eleitores.
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Anônimo disse...
Corona, foi o que sempre pensei...não ha um misero desgraçado nessa oposição que realmente saiba o que eh ser politico e patriota...nenhum deles sacrificara seu patético mandato pra enfrentar o mentiroso boquirroto...nenhum desses senhores que tanto nos envergonham tem fibra o suficiente pra morrer na batalha...só pensam no seu próprio mandato...fazem politica com "p" minusculo...
5 de Agosto de 2009 15:20

Lula quer os ratos cuidando do queijo.

Deu na Folha, no dia em que o Contas Abertas apresentou o Balanço do PAC, comprovando que quase três anos depois do seu lançamento, o programa só concluiu 7% das obras:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar a paralisação de obras de infraestrutura por conta de fiscalizações do TCU (Tribunal de Contas da União), Ministério Público e de empresas perdedoras de licitação que vão à Justiça.Lula disse que pediu aos seus auxiliares que façam um levantamento do gasto efetivo com o atraso das obras públicas, com o objetivo de saber quanto custa ter um projeto paralisado por um ou dois anos."Estou pedindo para a minha assessoria apresentar um custo efetivo dessas obras [paralisadas]. O metrô da Bahia, quando para, quanto aumenta no custo desse metrô quando terminar de construir a obra? Ou o metrô de Belo Horizonte quando é paralisado, ou uma rodovia, uma ferrovia, o que isso implicou de custo efetivo para a União."Segundo o presidente, há pessoas, não nominadas por ele, interessadas na paralisação e demora no andamento de obras: "O Brasil tem um tipo de gente que deve ganhar muito dinheiro com a morosidade das coisas. Esses estão sempre achando que a gente não pode modernizar nada".
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O presidente gostaria que fosse a sua "assessoria" e não o Tribunal de Contas da União que decidissem se uma obra está superafaturada ou não, se está cumprindo o projetado ou não, se está usando os materiais indicados ou não. Lula gostaria de botar os ratos vermelhos a cuidar do queijo. Alguém tem que avisar a ele que é só a companheirada parar de afanar que o PAC acelera.

Este é o Simon.

Dizem que pego no pé do senador gaúcho. Posso. Votei nele sempre, sem pestanejar, por várias vezes, para senador e governador. Portanto, posso cobrar o quanto quiser e puder. Ontem, após o embate com Collor, onde foi totalmente derrotado, não importa os métodos, pois deveria estar preparado, Pedro Simon cometeu uma das maiores baixarias já assistidas pelo Senado. Associou a reação de Collor a do pai do senador alagoano que, em plenário, assassinou outro parlamentar. Sugeriu que o olhar de Collor poderia ser um indicativo de que puxaria um revólver em plenário e o atacaria. O nome disso é baixaria e deveriam, sim, levar o senador para o Conselho de Ética. Aqui em Santa Catarina, Esperidiao Amin assistiu o pai ser morto pelo irmão, em briga de família. Dizem que foi esta cena que causou a doença do catarinense, que perdeu todos os pelos do corpo. O mal tem um nome, mas nao lembro agora. Jamais na história política de Santa Catarina, por mais baixo que seja Amin ao fazer política, este fato foi utilizado por qualquer adversário. É apenas um exemplo. O que o Collor filho tem a ver com o Collor pai? Que direito tem Simon de trazer este passado á tona? Mas Simon foi mais longe. Hoje dá entrevista ao Estadão, de onde destaco duas perguntas e respostas:

Onde começou sua desavença com o presidente Sarney?

Quando fui contra a candidatura dele à Vice-Presidência da República. O Tancredo Neves estava no quarto do hospital de Base, em 14 de março de 1985 (um dia antes da posse), perguntamos o que fazer ao dr. Ulysses Guimarães. E chegou o general Leônidas (ministro do Exército, levado por Sarney). O general disse que Sarney deveria assumir. Eu comecei a falar e dr. Ulysses não deixou eu falar e confirmou o Sarney. Aí foram embora Sarney e o general. Nós ficamos no quarto, e dr. Ulysses disse que estava tudo preparado há meses e que o general Leônidas estava comandando tudo. E o Sarney assumiu.

O senhor disse que foi um golpe.

Sim, um golpe, claro que foi. Deu golpe e virou presidente. E nós calamos a boca. O Tancredo não tinha assumido, não era presidente. Quem tinha de assumir era o presidente Congresso.

O "nós calamos a boca" nao é nós. É ele. Simon é sempre assim. Nao é do PMDB, é do "velho MDB". Quando sobe na tribuna para cagar as regras de sempre, é "eu". Quando covardemente foge, é "nós". Em uma eleição no Rio Grande do Sul, para governo do estado, Simon, no meio da apuração, pressionado pela imprensa arenista, reconheceu a sua derrota para Jair Soares, no momento à frente na contagem. E lá se foi para a sua embaixada em Rainha do Mar, no litoral. Os fiscais e militantes abandonaram tudo e a eleição começou a virar, mostrando que o "velho MDB" iria vencer. Nao venceu. Sem fiscais e sem a militância na rua, os arenistas roubaram todos os votos brancos e nulos, vencendo a eleiçao por pouquíssimos votos. Portanto, preparem-se para ver um Simon ter o seu canto do cisne, depois da briga com Collor. Ele é gaúcho, mas nao honra as bombachas. Sua briga é só na goela. Este blog não bebe água na orelha de ninguém. Fora, Simon!
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E mais: é bom entenderem de uma vez por todas que ao criticar Simon como ele merece, este Blog não está defendendo Collor e a sua camarilha. Esta é a velha armadilha, tão suja quanto a usada pelos petralhas, que sempre tentam desqualificar o debate com escapismos bestas. Existem posicionamentos que superam ideologias. Que demonstram caráter. E é disso que estamos tratando.

Vão trabalhar!

Houve comemoração no Palácio do Planalto, com a vitória do governo sobre a oposição e sobre o próprio PT no primeiro round para manter José Sarney. Dizem que Lula tomou um goró daqueles, abraçado em Fernando Collor(PTB-AL). Lula tentava imitar a cara de Collor e o alagoano dizia: "não, o beiço é mais assim, ó", " arregala o olho, Lula, arregalha o olho!". Sem dúvida, a vitória de Lula foi inquestionável e Pedro Simon(PMDB-RS) foi o José Agripino(DEM-RN) da vez(lembram do dedo na cara que ele levou da Dilma?), "acocando" para o ex-presidente cassado. O confronto apenas mostra que o governo sabe jogar com tudo e que a oposição acha que ainda pode ganhar com gritinhos, hipertensão, taquicardia e discursos vazios da tribuna. Vai trabalhar, Pedro Simon! Vai trabalhar, Arthur Virgílio! Vai trabalhar, Jarbas Vasconcelos!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Serra Onze e Meia.

Hoje o candidato a presidente do Brasil em 2010, José Serra, do PSDB, é o convidado de Jô Soares. Vamos ver o que ele tem a dizer sobre a gripe.

Revoltante.

Marco Aurélio Garcia, homem de Lula junto ao Foro de Sao Paulo, é um sujeito do mais baixo nível, que faz questão de demonstrar frente às situações mais catastróficas. Foi assim quando fez top-top-top para as vítimas do acidente do jato da TAM que matou mais de 200 pessoas. Hoje, na Venezuela, depois que Chávez fechou mais de 30 emissoras de rádio e mandou partidários invadir e bombardear com gás lacrimogenio uma emissora de TV não alinhada ao seu governo, declarou que, muito antes pelo contrário, existe muita liberdade de imprensa no país. Sua declaração gerou revolta junto aos venezuelanos. Leia aqui, especialmente os comentários.

Alerta vermelho(2).

Já chegamos a 116 mortes pela H1N1. 32 mortes de ontem para hoje, 40% de aumento em apenas um dia. Como todos sabemos que este governo é puro marketing, agora pegou o medo. Não é o caso de exigir que decretem estado de calamidade pública? Estamos em pandemia? É o apagão da saúde pública do governo Lula, tão avisado? Leia aqui.

Chat ao lado.

Há uma experiencia aí ao lado. Chat! Tempo real! E a petralhada? Vamos ver.

Que vergonha!

Quem diria, até o Blog da "doutora" Dilma apela para a falsificação. Vejam a iniciativa de pedir que os eleitores votem dez vezes, com e-mails falsos. Vergonhoso!
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19:59 - Agora o editor do blog financiado pela "doutora" Dilma está dizendo que em "nenhum momento" sugeriu que fossem usados e-mails falsos para votar. Pegou mal para a Dilma, cuja fama de estar ligada a falsificações cada vez mais grosseiras já tomou conta da internet. Será, sem dúvida, tema da campanha eleitoral, pois brasileiro odeia ser enrolado. O post acima foi retirado.

Petroroubras em ação.

A Petrobras manda avisar que está tudo certo com Chávez e que a refinaria Abreu e Lima, aquela que subiu o preço de R$ 4 bilhões para R$ 15 bilhões segundo o TCU, por superfaturamento, vai sair até 2011. A estatal brasileira afirma que dobrou Chávez e que a estatal venezuelana aceitou todas as cláusulas. O negócio será Petrobras 60% e PDVSA 40%. A Petrobras informa que já botou R$ 3,5 bilhões até agora e que a PDVSA vai botar R$ 800 milhões até 31 de dezembro de 2009. Ou seja, quando Chávez aportar o capital, terá colocado pouco mais de 18% do total. Isto sem contar que daqui a pouco o Lula resolve ir lá na Venezuela e pagar três vezes mais pelo petróleo do Hugo, assim como está fazendo com a energia de Itaipu. Leia mais aqui.

Fora, Simon(2).

No post de ontem, que prega o Fora, Simon, muitos comentaristas fizeram colocações mais ou menos neste sentido: "sim, o senador gaúcho tem lá os seus problemas, está sujeito a críticas, mas agora não é hora de fazer isso, pois tira o foco..." Infelizmente, este tipo de sugestão só valida o Fora, Simon. É justamente em função deste tipo de postura condescendente que o senador gaúcho sobrevive até hoje, com a sua indignação cíclica, que só aparece nos momentos de maior crise quando, como um velho realejo, ele repete a mesma ladainha. Alguns mitos têm que ser destruídos para que o senado sobreviva. Simon é um deles, junto com Suplicy, Cristovam, Jarbas e outros falsos éticos, que só se expõem quando a opinião pública já marcou a sua posição. Por acaso algum deles está aventando a possibilidade de renunciar ao seu mandato, como protesto ou se acorrentar no plenário e fazer uma greve de fome? Ou no mínimo trocar de partido? Algum deles está propondo um ato público e mobilizando a população?
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O senador Simon poderia começar pela "esquina democrática", em Porto Alegre, seu colégio eleitoral. Poste-se lá, neste final de semana, e organize um mega protesto contra Sarney. Pergunte há quantos anos o Simon não bota os pés lá. Pergunte há quantos anos o único "povo" que ele ainda fala são os passageiros dos vôos Brasília-Poa-Brasília. Pergunte ao Simon qual o seu último contato com o povo depois da campanha eleitoral.

A lama é Lula.

É Lula o único responsável pelo que está acontecendo de mais podre e mais torpe na política do país. A sobrevivência de José Sarney, o ressurgimento de Renan Calheiros, a ressurreição de Fernando Collor de Mello são obras inteiramente dele. Não é somente destas figuras nojentas que o país precisa se livrar. É de Lula.

Lula e a "democracia" venezuelana.

Ontem, Hugo Chávez expropriou duas das maiores processadoras de café do país, a Fama de América e a Café Madrid. O motivo alegado por Caracas para a estatização temporária (três meses) é o suposto descumprimento, por parte das empresas, das normas sobre a comercialização do produto. De acordo com o ministro do Comércio da Venezuela, Eduardo Samán, enquanto estiverem sob controle do Estado, as autoridades investigarão se as empresas contrabandearam café para o exterior. Caso sejam confirmadas as ilegalidades, as empresas serão expropriadas. "Neste caso, os trabalhadores tomarão conta das empresas", afirmou Samán. Ao mesmo tempo, mais de 30 militantes do partido radical Unidade Popular Venezuelana (UPV), vinculado ao governo de Hugo Chávez, invadiram ontem a sede da emissora antichavista Globovisión, no Distrito Alta Florida, em Caracas, e lançaram pelo menos duas bombas de gás lacrimogêneo. Há dois dias, mais de trinta emissoras de rádio foram fechadas. Tudo isso em meio a comporovação de que a Venezuela está armando às FARC, maiores produtoras de cocaína do mundo, com armamento pesado. Sobre isso, Lula, que declarou que na Venezuela existe um "excesso de democracia", não dá um pio.

Nossa diplomacia é um lixo.

A nossa diplomacia, que conseguiu jogar no lixo a nossa supremacia, recebe Álvaro Uribe, presidente da Colômbia, para tentar demovê-lo da instalação de bases americanas em seu país, para auxiliar no combate às FARC, que o Brasil não reconhece como grupo terrorista. Ao mesmo tempo, a nossa diplomacia, que conseguiu jogar no lixo a nossa soberania, convida Manuel Zelaya, que fomenta a guerra civil em Honduras, que é um fantoche de Hugo Chávez e um "aviãozinho" no tráfico da cocaína produzida pelas FARC e pelos cocaleros de Evo Morales, para receber o apoio de Lula, ao vivo e a cores. A nossa diplomacia conseguiu jogar no lixo a democracia.

FAB: saída à francesa.

Da Folha:

A decisão da FAB de apresentar prós e contras sobre os três candidatos a avião de combate do Brasil em seu relatório final, em vez de escolher o modelo vencedor, não foi uma decisão unânime, segundo a Folha apurou.Prevaleceu o desejo do comando da Aeronáutica de evitar confronto com o ministro Nelson Jobim (Defesa), que já manifestou predileção pelo francês Rafale.Também são finalistas da concorrência para a compra de 36 caças a partir de 2014 o modelo sueco Gripen (Saab) e o americano F-18 Super Hornet (Boeing). O relatório será entregue em breve a Jobim, que o levará a Lula e ao Conselho de Defesa Nacional. Se a decisão for tomada só em 2010, o negócio ficaria para o próximo governo, o que o tornaria incerto.Para justificar sua preferência, Jobim diz que os presidente Nicolas Sarkozy e Lula negociam pessoalmente a transferência de tecnologia da França, e não apenas a compra dos aviões.Isso tem deixado os militares numa posição difícil. Uma escolha que não fosse o Rafale poderia gerar um desgaste político grande para a FAB, que há tempos tenta desengavetar o projeto FX-2.A decisão de passar a bola adiante pode sugerir que os militares, caso a decisão fosse estritamente técnica, rejeitariam o avião francês. Mas não é tão simples, dizem fontes militares. Ainda há dúvidas sobre as três propostas, das garantias de transferência de tecnologia até o suporte oferecido.

A primeira gaveta a gente nunca esquece.

Da Folha, apresentando ao país o novo Procurador(Engavetador) Geral da República:

Em sua primeira entrevista após assumir o cargo, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou ontem que ainda não existem indícios suficientes contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para que a última instância do Ministério Público ou o Supremo Tribunal Federal entrem nas investigações."Até o momento, nada existe que firme a atribuição do procurador-geral da República ou do Supremo. A investigação está sendo conduzida normalmente pela Procuradoria."Questionado especificamente se ele já encontrou algum indício de crime cometido por Sarney, respondeu: "Nada que tenha sido verificado pela PR-DF [Procuradoria da República no Distrito Federal], que, quando constatar o envolvimento de qualquer autoridade sujeita a jurisdição do Supremo, encaminhará o assunto ao procurador-geral, e isso não foi feito até agora".O Ministério Público Federal no DF abriu duas frentes de investigação sobre as irregularidades ocorridas no Senado. Uma, sobre a edição de atos secretos e outra, sobre a existência de três contas bancárias paralelas criadas pela instituição.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Impressões.

É difícil ligar uma coisa com a outra, quando temos uma mídia de esquerda dominando a América Latina. É preciso apelar para os comentaristas. Venham comigo e comentem os fatos. Zelaya é deposto e pode-se acreditar que esta decisão tenha sido de política interna, sem que os hondurenhos tivessem noção do tamanho da crise que instalariam no continente. A partir daí, pobre Honduras, passou a ser o bode expiatório tanto para a direita quanto para a esquerda, passando a sofrer um verdadeiro massacre, quando apenas defendeu, com a Constituição na mão e os poderes preservados, a sua jovem democracia. Enquanto isso, o Equador desmancha uma base norte-americana e a Colômbia abre espaço para que, no seu solo, sejam implantadas tantas quantas os Estados Unidos queiram. Para justificar o fato, a Colômbia apresenta as provas de que a Venezuela está fornecendo armamento pesado para as FARC, razão de ser do apoio logístico dos ianques. E ainda reforça a ligação do Equador com a guerrilha, liberando um vídeo onde o atual número um dos narcoterroristas assume que contribuiu para a campanha de Rafael Correa com centenas de milhares de dólares. Aliados como o Brasil, Argentina e Chile, a reboque do socialismo bolivariano e sem nenhum protagonismo, investem contra os Estados Unidos, atendendo os pedidos do seu líder: Hugo Chávez. Este, por sua vez, entra em parafuso, atacando a imprensa não mais com palavras, mas com gestos: fechamento de emissoras de rádio e invasão de emissoras de televisão. Lá no Equador, o clone Correa segue a mesma linha de ameaça à imprensa. No meio de tudo isso, tirando o assunto militar, no qual o presidente via de regra pouco apita, os Estados Unidos começam a conhecer o seu novo presidente, cuja liderança não consegue sair do território da internet, dos blogs e do apoio midiático. Barack Obama, até o presente momento, é um verdadeiro fracasso em política externa, onde notabilizou-se, tão somente, pela sua alegria juvenil e soluções pueris, muito distantes das problemáticas internacionais. Voltemos, pois, à Honduras. Pobres hondurenhos, que justamente por serem os mais pobres, tirando o Haiti ocupado, foram os escolhidos para que seja construído algum consenso nas Américas. São apenas fatos soltos que precisam ser ligados. Impressões. E uma certeza: que falta que o Bush faz.

Fora, Simon.

Sarney, Collor e Renan não valem um vintém. Mesmo assim, no dia de hoje, fizeram um bem para o país, desmascarando Pedro Simon, um senador no plenário, outro nos bastidores. Em todas as crises, é sempre a raposa gaúcha tentando livrar a sua pobre biografia - foi um dos piores governadores que o Rio Grande do Sul já teve -, construída à sombra de Ulisses Guimarães, Teotônio Vilella, Mário Covas e outros que, estes sim, colocaram a cara para bater. Simon, não. Simon é sempre o mesmo discurso oportunista, como se fosse a reserva moral daquele senado podre do qual ele há tantos anos faz parte. Quantas vezes você ouviu Simon pedindo uma "operação mãos limpas"? Em todas as crises. Passado o vendaval, lá está Simon onde sempre esteve, à sombra de um discurso cínico de ética, naquele tom pausado, como se o silêncio entre as palavras pudesse lhe conferir mais credibilidade. Sarney, Collor e Renan, conhecemos. Está na hora de tirar esta aura falsa de Pedro Simon, igual ou pior do que os três. Fora, Simon.

Alerta vermelho.

Em uma semana, o número de mortes pela gripe H1N1 quintuplicou. O número começa a ser assustador, já chegando a 82 óbitos no país. Alerta vermelho para o governo petista, que parece não estar preparado para lidar com o problema. Leia aqui.

Folha chapa azul, aquela diplomática.

Vale à pena registrar um trecho da matéria assinada por Eliane Cantanhêde hoje, na Folha de São Paulo, repercutindo a entrevista que ela concedeu ao ministro Celso Amorim, das Relações Exteriores. Sim, é isso mesmo. O ministro falou o que queria e, depois, a assessora de imprensa do Itamaraty, que costuma cobrir eventos internacionais, colocou umas perguntinhas no meio para que o comunicado virasse uma entrevista. Leia abaixo:

Uma das dúvidas brasileiras quanto ao avanço dos EUA sobre bases localizadas na Colômbia é que ele é justificado com o combate à guerrilha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), mas o próprio governo colombiano diz há tempos que elas já estão bastante fragilizadas.Ao contrário, o Brasil analisa duas hipóteses: a de que a intenção dos EUA seja transferir para a Colômbia os equipamentos, o efetivo e as operações da sua base de Manta, no Equador, depois que o presidente equatoriano, Rafael Correa, se recusou a renovar o acordo militar com os EUA. Além disso, Planalto e Itamaraty temem que a investida dos EUA tenha como meta neutralizar a aproximação da Venezuela com o Irã e com a Rússia.
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O que a matéria afirma, claramente, é que a Colômbia não precisaria de apoio norteamericano para vencer as FARC, justamente quando são encontradas provas de que Chávez está apoiando a guerrilha, inclusive com o fornecimento de armamento pesado. Em seguida, a jornalista afirma que o Brasil "teme" que as relações com Irã e Rússia, desenvolvidas pela Venezuela, em nítida corrida armamentista, sejam neutralizadas, ou seja, atrapalhariam uma política continental, à qual o Brasil se alinha. Toda a irritação de Amorim deve-se ao fato que a Colômbia e Honduras estão desarticulando completamente os projetos da Unasul, Alba e outras confrarias de apoio ao socialismo, mesmo que os Estados Unidos tenha um presidente como Baback Bobama. Finalizando, enoja ou não o alinhamento da Folha?

Araguaia e as honras militares.

Os militares brasileiros que lutaram o Araraguaia erraram ao enterrar os corpos dos inimigos no campo de batalha. Deveriam tê-los devolvido às famílias, em caixões lacrados e cobertos com a bandeiras dos seus países. Uns enrolados na bandeira de Cuba. Outros na bandeira da União Soviética. E permitir que fossem enterrados com honras militares, rodeados dos terroristas, guerrilheiros e assassinos de aluguel que compunham as suas frentes e vanguardas, os quais disparariam para o ar uma salva de tiros dos fuzis roubados que portavam. Para alguns, fornecer até mesmo um avião para levá-los para serem sepultados nos paraísos comunistas que tanto amavam.

Acerto de contas.

O "Noço Delúbio" foi convidado por Lula para passar o final de semana passado na Granja do Torto. Por mais que tentem achar motivos para a visita, só existe um: dinheiro, money, um acerto de contas. Delúbio Soares é o tesoureiro do mensalão, aquele que o Lula usou para governar, mas não sabia. O presidente declarou, certa vez, no Roda Viva: "no fim da crise, espero conseguir encontrar uma resposta para o que levou Delúbio a decidir terceirizar as finanças do partido." Como o povo brasileiro espera esta resposta desde 2005, desejamos que Delúbio tenha, finalmente, conseguido dá-la ao Lula.
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Mais de Lula sobre Delúbio:

"Houve crime de caixa dois. Ninguém nega isto. Eu não sei quem sabia. Delúbio assumiu sua parte. Estou convencido que a prática de caixa dois só vai acabar com a mudança na política eleitoral. Me sinto traído porque o PT nasceu para combater estas práticas."

Um diplomata desse tamanhinho.

"É uma coisa desse tamanhinho" - Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores do Brasil, em entrevista à Folha, referindo-se aos lança-foguetes AT-4, fabricados pela Saab, considerados uma das armas mais letais de infantaria, que a Venezuela comprou da Suécia para entregar para as FARC.

Transcocalera.

Do Painel da Folha, informando mais uma doação de dinheiro público feita por Lula aos seus irmãos bolivianos:

PAC cocaleiro. Lula aproveitará a visita à Bolívia, no dia 22, para assinar um empréstimo de US$ 332 milhões do BNDES para a construção de uma estrada entre San Ignácio e Villa Tunari. A obra é alvo de investigação por suspeita de superfaturamento e de favorecimento à construtora brasileira OAS.
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Como a região é uma das maiores fornecedoras de cocaína para o Brasil, Lula poderia incluir na sua comitiva o Fernandinho Beira-Mar, o Isaías do Borel, o My Thor, o Fu do Zinco, o Tola, o Dezero e outros diplomatas do tráfico, atualmente servindo na Embaixada de Catanduvas. E batizar, desde já, a nova estrada de Transcocalera.

Chávez na alça de mira.

Reportagem desta segunda, no El País, da Espanha, mostra as "relações perigosas" de Hugo Chávez com as FARC, Irã, Rússia e China, que podem desestabilizar a América Latina. O jornal condena a própria Espanha, que vem participando da corrida às armas promovida pela Venezuela. O mais importante jornal espanhol "estranha" que "Chávez não tenha recebido nenhuma sanção por este comportamento". E completa: "esta inação pode resultar muito cara para a estabilidade da América Latina". Leia aqui.

domingo, 2 de agosto de 2009

NYT liga Chávez com as FARC.

Comentarista prega boicote contra Chávez.

Matéria publicada há pouco no site do New York Times traz novas revelações do envolvimento de Hugo Chávez com as FARC. A "computadora" de Raul Reyes continua causando mais dano ao socialismo bolivariano do que a Quarta Frota ou do que qualquer base americana nas selvas colombianas.

Democracia escancarada.

O governo democrático hondurenho nomeou uma comissão especial da Polícia Nacional para negociar com os partidários de Manuel Zelaya, "quanto estes assim o decidam", para definir regras para que eles possam se manifestar livremente, sem inteferência alguma. Ou seja, em paz e ordem, a polícia hondurenha vai até proteger os opositores. Um exemplo escancarado de democracia para Hugo Chávez, por exemplo, que manda a polícia jogar bombas nos estudantes, além de manter milícias motorizadas para atacar adversários.

Piada do dia.

Os deputados cubanos, reunidos neste final de semana sob a presidência do "democrata" Raul Castro, pediram a "suspensão do Congresso Nacional hondurenho das organizações parlamentares internacionais" e exigiram o "retorno incondicional" de Manuel Zelaya à presidência de Honduras. Tudo isso em nome da democracia. Não há dúvida que, amanhã, aquele calhorda do Pomar vai estar escrevendo um artigo endossando a proposta.

Go home.

A posição dos Estados Unidos de condenar o país e caçar vistos começa a gerar, em Honduras, um ódio ao até então aliado, sem que Obama consiga obter qualquer simpatia de países que já fomentam o antiamericanismo. A opinião pública americana precisa entender uma coisa óbvia: há uma luta entre socialismo e capitalismo na América Latina. E o seu presidente está pendendo para o lado de lá. Veja, abaixo, um artigo publicado hoje no El Heraldo:

Inaceitável. Desafortunado. Podem haver muitas qualificações, todas insuficientes para conceituar o equivocado instrumento usado pela embaixada americana: o cancelamento de vistos. Como se isso pudesse ter alguma eficácia sobre cidadãos cuja coragem e dignidade resultam proverbiais de um povo exemplar. Enquanto lavadores de dinheiro, ladrões e narcotraficantes dispõem de autorização para ingressar no território estadounidense, contra cidadãos honrados, pelo ato de aplicar corretamente a lei ou de velar pelo seu cumprimento, são anulados os vistos. Alguma coisa vai muito mal. Ainda mais vindo de quem há sido o nosso referencial de cultura democrática e zelo cívico pela sustentação dos pilares em que devem fundamentar-se um real Estado de Direito, que foi precisamente o que a sucessão constitucional que defendemos, salvaguardou. E que preservado das arbitrariedades da administração anterior, subsiste incólume. Sob o Império da Lei, a legalidade da administração pública, a divisão de poderes e as garantias estão plenamente asseguradas. Como não existiria se um golpe de estado aqui tivesse sido perpetrado. Como foram feridos pela funesta condução do ex-presidente defenestrado, deslegitimado por si mesmo. Numerosos recursos foram dirigidos pelo governo estadounidense para o fortalecimento do sistema judicial hondurenho, tão criticado no passado. E quando ele funciona, condenam ao juiz natural, de probidade inquestionável. Por cumprir o seu dever? Por ser cuidadoso com a aplicação da Lei? Erro crasso! E a amizade entre as nações? E a livre determinação dos povos? E o devido respeito? Ameaçar empresários que geram oportunidades de empregos de cassar os seus vistos, é ridículo! Entendam que quanto mais injusta for a pressão, mais valentia do povo hondurenho. É inútil que tentem dissuadir o espírito libertário de nossa pátria. Oxalá o Embaixador Llorens retifique seus informes errados. Se não, go home!

Paranóia bolivariana.

Hugo Chávez, da Venezuela, faz um discurso em que pede apoio do povo, pois grupos internos, com o apoio do "império", querem matá-lo. Rafael Corrêa, do Equador, afirma que depois de Zelaya, o próximo "serei eu". Daniel Ortega, da Nicarágua, denuncia que Honduras vai simular um ataque ao país, para culpar o seu governo e iniciar uma guerra. Evo Morales quer formar um exército da ALBA, para defender a aliança contra os inimigos internos e externos. Tudo isso porque Honduras, um pequeno país, deu um pé no traseiro de um presidente golpista. E porque meia dúzia de mariners estão chegando na Colômbia. A paranóia bolivariana encontra eco inclusive aqui no Brasil, basta ver a entrevista do rato Amorim, publicada em post abaixo. Faz parte da estratégia de continuar alimentando o ódio aos americanos, para pressionar o fracote Obama.
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Para os que têm interesse pela política na América Latina, leiam aqui a entrevista de Rafael Correa, presidente do Equador, ao principal jornal da Colômbia. E, aqui, uma matéria do El País, da Espanha, sobre as ligações do equatoriano com as FARC.

Estadão: indignação seletiva.

Os editores e jornalistas do Estadão estão indignados com a "censura prévia" imposta ao jornal, por um desembargador amigo de José Sarney, que proibiu a publicação das gravações da PF em que presidente do Senado combina a contratação do genro, com o filho Fernando Sarney. Na matéria da edição dominical, há depoimentos de senadores, manifestação da ABI e perorações de ex-ministros do STF. A indignação do Estadão contra a censura à imprensa morre quando chegamos às páginas internacionais, onde não é publicada uma mísera linha sobre a intervenção promovida por Hugo Chávez, determinando o fechamento de dezenas de emissoras rádio no país.

Às avessas da lei.

Agora foi a vez do sacristão carregador de sacos pardos de dinheiro e chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, sair em defesa de Sarney. "Ele não pode ser o bode expiatório de todos os erros do Senado", afirmou Carvalho. "Estão querendo fazer agora uma Operação Mãos Limpas às avessas", emendou, numa referência à investigação que alvejou a máfia italiana, nos anos 90. Para o "Silveirinha" do Lula, não tem cabimento pegar um "capo" como Sarney, assim em primeiro lugar. Tem que ser como na Operação Mãos Limpas, começar lá embaixo, com os "laranjas", sempre tão fáceis de encontrar no Brasil. Preferencialmente indiozinhos da tribo dos zogbis ou dos agaciéis, jamais um cacique do porte de um José Sarney. Com isso, dá tempo de costurar acordos, queimar provas e jogar um balde de água em cima da lama. A declaração da eminência podre de Lula é emblemática. Como de costume, "às avessas" da lei.

Estamos combinados.

Pinçamos três perguntas e respostas da entrevista concedida por Eliane Cantanhêde, colunista da Folha de São Paulo, a Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores. É isso mesmo que está escrito, pois a jornalista é praticamente uma assessora de imprensa do órgão e do ministro, o que salta aos olhos no seu trabalho em relação à política externa brasileira. Ele diz o que quer responder e ela monta as perguntas. Ou ele fala sem parar e, depois, ela enxerta algumas questões que fecham com as colocações. As três perguntas e respostas referem-se ao tema Colômbia, sobre o qual, não esqueçamos, o Brasil de Lula e Amorim tem total inclinação pelas FARC, a quem jamais definiu como organização terrorista e a quem sempre se oferece como mediador.Vejam a péssima qualidade das perguntas, que não informam absolutamente nada ao leitor, deixando o ministro completamente à vontade para responder o que bem entender, sem nenhuma contestação. É a típica entrevista onde os dois sentam juntos, fazem uma prévia e "estamos combinados".

FOLHA - Por que tanta preocupação com o uso de bases militares da Colômbia pelos EUA, se já há o Plano Colômbia?
AMORIM - É um fato novo. Se fosse a mesma coisa que já tinham, não precisavam fazer um novo acordo, não é? A impressão é que as bases servem para operação de aviões com raio de ação muito grande. Tudo isso feito assim, sem que tenha havido um processo, sem nos consultar. A Colômbia é um país soberano e tem o direito de fazer o que quiser no território dela, mas é uma presença militar importante na nossa vizinhança. Você pode dizer que já tinha em Manta [no Equador]. Ok, mas, se mudou, então há uma coisa nova, e nós queremos conhecer melhor.

FOLHA - Não é contraditório o governo da Colômbia dizer que as Farc estão aniquiladas e agora justificar a presença americana justo para combater o que já está aniquilado?
AMORIM - Essa é exatamente uma das perguntas que se faz.
FOLHA - Pode ser só pretexto?
AMORIM - Eu não estou dizendo que é só um pretexto, mas você tem todo o direito de fazer esse raciocínio. O que preocupa o Brasil é uma presença militar forte, cujo objetivo e capacidade parecem ir muito além do que possa ser a necessidade interna da Colômbia.

Araraguaia: ninguém quer largar o osso.

Deu na Folha, hoje, mostrando que Araguaia nada mais é do que um símbolo para justificar a manutenção do mito contra os militares, que envolveria extermínio e tortura, justificativa para manter ativa a indústria das indenizações. Todos querem um osso para chamar de seu e conseguir uma bolada à vista e uma pensão para o resto da vida:

Quase 35 anos depois do fim da guerrilha do Araguaia (1972-1975), um dilema ainda paira sobre os mateiros que guiaram o Exército na caça aos militantes da luta armada: torturados ou traidores?A discussão voltou à tona nas últimas semanas, com a participação crucial desses mateiros para indicar onde podem estar as ossadas de quase 60 guerrilheiros jamais encontrados, mortos no que o povo da região chama de "a guerra". Até hoje, apenas dois foram achados e reconhecidos. Em muitas das atuais buscas, são os mateiros que contam o que presenciaram e dão indicações sobre possíveis locais de enterro.Nas décadas que se seguiram ao conflito, os mateiros mantiveram relação próxima com os militares que exterminaram a guerrilha, o que alimentou a imagem de aliados da ditadura. De colaboradores dos guerrilheiros quando os militantes de extrema esquerda chegaram à região, passaram a ficar a serviço das Forças Armadas.Agora, apesar de não negarem os vínculos com os militares, começam a contar uma outra parte dessa história -a tortura que os levou a mudar de lado. "O "pessoal da mata" [a guerrilha] era meu amigo. Eu não ia fazer se não fosse obrigado. No começo dei muita comida. Depois, não teve jeito, a gente não tinha outra escolha", conta o mateiro Severino Antonio da Silva, o Severinão, 85 anos. Por trás da onda revisionista, dizem pessoas ligadas aos guerrilheiros mortos e ao Exército, está uma busca por indenizações. Existem de 45 a 50 processos de ex-guias à espera de análise na Comissão de Anistia. Nenhum foi julgado até agora."Esses guias foram pagos, é um absurdo pedir indenização. Eles receberam terra, dinheiro, recebiam inclusive por guerrilheiro morto", diz Criméia Almeida, ex-militante da guerrilha e representante da comissão dos familiares de mortos e desaparecidos na ditadura.A história de todos os guias não é a mesma. Na região, alguns são vistos como adesistas ao Exército sem que tenham sido forçados, enquanto outros aparecem como vítimas. "Sofri demais. Tenho um problema de ouvido de um "telefone" que tomei e saiu sangue", diz o camponês José Maria Alves da Silva, o Zé Catingueiro, 72, que diz ter sido torturado por 29 dias e depois colocado numa sala de sal, para arderem as feridas. Ao final do mês de suplícios, diz, colaborou com os militares.Num sinal das nuances dessa história, Catingueiro é também apontado como o assassino da guerrilheira "Cristina" (Jana Moroni Barroso, aos 26), em janeiro de 1974. Ele nega.

Vem aí o "brog" do Lula.

Do Painel da Folha:

Estilos. Os responsáveis pelo projeto do Blog do Planalto dizem não ter a menor intenção de virar uma espécie de "ombudsman da imprensa", como fez a Petrobras. Mas dizem que o governo vai usar o espaço para divulgar "a sua versão" das coisas.

Acesso VIP. Os blogueiros de Lula terão acesso exclusivo a reuniões do presidente em que o restante da imprensa estará privado de acompanhar. A estreia do blog deve ocorrer nos próximos 15 dias.
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Conhecendo-se Lula e o PT, o certo seria afirmar que a versão sairá antes mesmo do fato no "brog" do Lula.