Rafael Correa, no seu programa em cadeia nacional, declarou, hoje, ameaçando a Repsol, petroleira espanhola: "Então, senhores Repsol, uma vez mais lhes digo e não vou voltar a repetir: com o país não se joga; determinamos que não reduzissem a produção de petróleo, não fizeram, atenham-se as conseqüências, nós não vamos ficar de braços cruzados". Já sobre a Petrobras, o discurso foi outro, afirmando que ela cumpriu sua palavra, aumentando a produção em 10% e 12%, nas suas áreas. Aos poucos, o bravateiro vai amaciando para o lado do Brasil. Torcemos para que El Cagón não tenha uma nova crise de covardia e nem banque o "irmão mais velho", evitando que os nossos cofres sejam sangrados em mais algumas centenas de milhões de dólares.
sábado, 11 de outubro de 2008
Recessão chegando a galope.
"A economia norte-americana está desacelerando depois de avançar a um ritmo relativamente vigoroso durante o segundo trimestre, já que o respaldo derivado do estímulo fiscal perdeu impulso e o impacto da crise de crédito nos Estados Unidos está se intensificando, segundo a análise do informe , e nele se estima que este país registrará uma taxa anual de crescimento de 1,6% em 2008 e de 0,1% em 2009, frente a 2,0% em 2007. Uma melhora da situação do mercado habitacional e um nível de preços de petróleo mais estável contribuiriam para sentar bases para iniciar a recuperação em 2009, porém se prevê que esta será muito mais gradual que na maioria dos ciclos econômicos anteriores, já que as condições de crédito mais estritas seguem pesando fortemente na demanda interna."
Trecho do comunicado à imprensa emitido pelo FMI, hoje, em Washington. Leia aqui o texto completo.
Pelego.
Luiz Marinho, ministro de Lula e candidato do PT a prefeito em São Bernardo do Campo, está acionando a Folha Online para tirar do ar a matéria que prova que, ao ir negociar um acordo sindical com a Volkswagen na Alemanha, acabou aceitando uma noitada "free" em uma boate. Como será " pelego" em alemão? Aqui um link, se o da Folha sair do ar.
Dia de folga.
Estou saindo para o aeroporto para ir ao Rio Grande do Sul. É bate-volta e, à noite, já estarei por aqui. Liberarei os comentários por lá e, se aparecer assunto novo, posto. Rever Porto Alegre batendo na cara da petralha de novo não tem preço. Hasta luego, viventes!
Linha de crédito.
Diogo Mainardi, na Veja:
Walter Salles Jr. foi entrevistado pelo programa Hardtalk, da BBC News. Ele elogiou Lula sem parar. A última estrela do cinema a manifestar tanto entusiasmo pelo líder de sua pátria deve ter sido Lyubov Orlova, nos tempos de Stalin. Ou Oscarito, nos tempos de Getúlio Vargas.
A BBC News informa que, em Hardtalk, o entrevistado é confrontado com "perguntas duras". A pergunta mais dura que o apresentador de Hardtalk fez a Walter Salles Jr. foi por que os protagonistas de seus filmes permaneceram pobres se, com Lula no poder, o Brasil finalmente se transformou num país de classe média. Walter Salles Jr. respondeu que toda essa riqueza ainda precisaria de um tempinho para se espalhar. Em seguida, o apresentador do programa perguntou por que Central do Brasil tinha um tom bem mais otimista do que seu último filme, Linha de Passe, apesar de os brasileiros, com Lula no poder, estarem nadando em dinheiro. Walter Salles Jr. refletiu por um instante e respondeu candidamente que, quando realizou Central do Brasil, o país estava tomado pelo clima de euforia do fim da ditadura militar. Só para lembrar: Central do Brasil é de 1998. O AI-5 foi abolido em 1978.
Assim como chegou atrasado para comemorar o fim da ditadura militar, Walter Salles Jr. chegou atrasado também para comemorar o lulismo. No último domingo, Lula deu o primeiro passo rumo ao esquecimento. Sua derrota eleitoral nas principais cidades do país ridicularizou a idéia de que, com sua espantosa popularidade, ele conseguiria eleger facilmente um sucessor, por pior que fosse o candidato, até mesmo Dilma Rousseff. Agora o blefe acabou. Só Fernando Rodrigues continua a acreditar no poder plebiscitário de Lula. Depois do segundo turno, daqui a duas semanas, seus aliados devem migrar malandramente para o outro lado, sobretudo se Gilberto Kassab confirmar a vitória paulistana, garantindo de uma vez por todas a candidatura presidencial de José Serra.
Desde domingo, até a espantosa popularidade de Lula tornou-se menos espantosa. Com alguns minutos de propaganda por dia, dezenas de prefeitos espalhados pelo país conseguiram igualá-lo. Lula faz propaganda ininterrupta há seis anos. Ao contrário do que acontece com ele, ninguém enalteceu o carisma desses prefeitos. E ninguém louvou sua sabedoria política. De agora em diante, Lula tende a perder sua corte, ficando cada vez mais sozinho, mais isolado. Se o assunto é cinema, já dá para imaginá-lo aposentado, na escadaria de sua casa, vestido com roupa de gala, fantasiando um retorno aos seus dias de glória, como Gloria Swanson em Sunset Boulevard. E Walter Salles Jr.? Ele estará atrasado.
A BBC News informa que, em Hardtalk, o entrevistado é confrontado com "perguntas duras". A pergunta mais dura que o apresentador de Hardtalk fez a Walter Salles Jr. foi por que os protagonistas de seus filmes permaneceram pobres se, com Lula no poder, o Brasil finalmente se transformou num país de classe média. Walter Salles Jr. respondeu que toda essa riqueza ainda precisaria de um tempinho para se espalhar. Em seguida, o apresentador do programa perguntou por que Central do Brasil tinha um tom bem mais otimista do que seu último filme, Linha de Passe, apesar de os brasileiros, com Lula no poder, estarem nadando em dinheiro. Walter Salles Jr. refletiu por um instante e respondeu candidamente que, quando realizou Central do Brasil, o país estava tomado pelo clima de euforia do fim da ditadura militar. Só para lembrar: Central do Brasil é de 1998. O AI-5 foi abolido em 1978.
Assim como chegou atrasado para comemorar o fim da ditadura militar, Walter Salles Jr. chegou atrasado também para comemorar o lulismo. No último domingo, Lula deu o primeiro passo rumo ao esquecimento. Sua derrota eleitoral nas principais cidades do país ridicularizou a idéia de que, com sua espantosa popularidade, ele conseguiria eleger facilmente um sucessor, por pior que fosse o candidato, até mesmo Dilma Rousseff. Agora o blefe acabou. Só Fernando Rodrigues continua a acreditar no poder plebiscitário de Lula. Depois do segundo turno, daqui a duas semanas, seus aliados devem migrar malandramente para o outro lado, sobretudo se Gilberto Kassab confirmar a vitória paulistana, garantindo de uma vez por todas a candidatura presidencial de José Serra.
Desde domingo, até a espantosa popularidade de Lula tornou-se menos espantosa. Com alguns minutos de propaganda por dia, dezenas de prefeitos espalhados pelo país conseguiram igualá-lo. Lula faz propaganda ininterrupta há seis anos. Ao contrário do que acontece com ele, ninguém enalteceu o carisma desses prefeitos. E ninguém louvou sua sabedoria política. De agora em diante, Lula tende a perder sua corte, ficando cada vez mais sozinho, mais isolado. Se o assunto é cinema, já dá para imaginá-lo aposentado, na escadaria de sua casa, vestido com roupa de gala, fantasiando um retorno aos seus dias de glória, como Gloria Swanson em Sunset Boulevard. E Walter Salles Jr.? Ele estará atrasado.
Lula, "chefe da quadrilha", apóia Paes.
Depois de ficar ausente do primeiro turno da campanha, Lula gravou ontem uma participação no programa eleitoral do candidato do PMDB à Prefeitura do Rio, Eduardo Paes, ex-adversário e agora aliado. Lula recebeu Paes e o governador Sérgio Cabral, além de políticos e dirigentes do PMDB e do PT, no Hotel Hilton em São Paulo. Durante o mensalão, Paes chamava Lula de "chefe da quadrilha".
Barraco no culto.
Ela é barraqueira e mal educada. Fica agressiva quando contrariada. Coisa de dondoca. Ontem, com Lula apoiando a sua campanha junto aos evangélicos, tudo transcorria bem até que o obreiro Cícero Crispim interrompeu a cordialidade e, antes de Lula começar a falar, questionou a candidata sobre o processo movido por sua campanha contra o pastor Samuel Ferreira, da igreja Assembléia de Deus. O clima ficou tenso."Se for para falar palavras de baixo calão contra a minha pessoa, eu processo mesmo", respondeu Marta, que chegou a se levantar, sem esconder a contrariedade. A referência de Crispim era a uma ação judicial comandada pelo PT para tirar do ar o programa de rádio do pastor, que fazia uma enquete na qual o locutor perguntava: "Marta ou a Bíblia?". Leia mais aqui.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Perdeu, perdeu.
José Dirceu, o chefe da sofisticada organização criminosa do mensalão, que participou da guerrilha, de seqüestros e de assaltos a banco, fugindo incólume para Cuba enquanto seus companheiros davam a vida pela causa, que fez uma cirurgia plástica para mudar a cara e voltar clandestino ao Brasil, onde casou e mentiu durante anos para a mulher e o filho, revelando a sua real identidade no dia em que saiu a anistia, dando um chute no traseiro dos parentes e indo embora, o Pedro Caroço, o corrupto, declarou hoje, sobre o Coronel Brilhante Ustra:
"Se fez justiça. Não é uma punição, é uma condenação moral. O Estado reconheceu que é importante que reabra a questão. Nós sabemos que estes crimes são imprescritíveis pelas leis internacionais. A condenação moral é muito importante, é algo fantástico, e eu espero que seja mantido nas outras instâncias da polícia".
Quero ver José Dirceu preso pelos crimes do mensalão. Ele perdeu os direitos políticos no regime militar e perdeu os direitos políticos em plena democracia, provando que criminoso é criminoso em qualquer regime.
Farra bolivariana: BNDES sob auditoria.
O plenário do Senado aprovou ontem um pedido para que o Tribunal de Contas da União (TCU) realize auditoria nos contratos de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) feitos no exterior. O autor do requerimento, senador Álvaro Dias (PSDB-PR), diz em sua justificativa que o governo brasileiro tem usado recursos do BNDES no exterior, "mantendo um canteiro de obras nos países vizinhos", enquanto obras estão paralisadas no Brasil."O presidente Lula tem usado recursos do BNDES para financiar estradas, ferrovias, metrôs, aeroportos nos países vizinhos, ou seja, tudo aquilo que precisa ser feito no Brasil e que o governo não faz", diz o senador. Dias afirmou ainda que essas operações "podem ser a origem dos recursos do caixa 2 do Partido dos Trabalhadores no exterior". Leia mais aqui.
Impeachment por gestão temerária.
Foi isso mesmo que ele disse? "Precisamos nos preparar para a gente comprar tudo o que a gente sonha comprar no Natal. E torcer para o Ano Novo ser infinitamente melhor." Segundo Lula, os efeitos da crise financeira originada nos EUA serão menores no Brasil. "Estou convencido de que o país sofrerá menos do que qualquer outro com a crise econômica surgida nos Estados Unidos." Para o presidente, essa não é uma crise dos pobres. "O calo é no pé dos ricos", disse. Sem dúvida alguma, ele vai torrar tudo o que juntamos nestes anos todos, à custa da maior carga tributária e dos maiores juros do mundo, apenas para não perder a popularidade. Se não houve impeachment por corrupção, preparem-se: será por gestão temerária.
Da marolinha à depressão global.
Da Folha, hoje:
Na segunda-feira, Nouriel Roubini escreveu que o governo norte-americano deveria organizar um corte coordenado de juros nas principais economias mundiais e o Federal Reserve, o banco central do país, tinha de fazer empréstimos de curto prazo diretamente para as empresas. Na terça e na quarta, as duas medidas foram anunciadas. Você sabe que a crise é realmente grave quando um economista conhecido pelo apelido de "Sr. Apocalipse" começa a ser ouvido pela Casa Branca.Profissional do meio que mais acertos fez em relação à crise atual, Roubini falou à Folha por telefone na tarde de anteontem. Sotaque de mafioso de filme B de Hollywood -filho de judeus iranianos, nasceu na Turquia, morou na Itália e vive em Nova York-, disse que toureava 300 pedidos de entrevista que chegaram apenas naquele dia. Ele acha que o mundo corre o risco de uma depressão, e o Brasil, de crescer menos de 3% (leia texto nesta página). Leia trechos da entrevista.
FOLHA - Depois de os 12 passos que o sr. previu em fevereiro para a crise atual se cumprirem, o que podemos esperar para o 13º?
FOLHA - Depois de os 12 passos que o sr. previu em fevereiro para a crise atual se cumprirem, o que podemos esperar para o 13º?
NOURIEL ROUBINI - Bem, há duas opções. Ou promovemos uma mudança radical no sistema financeiro para evitar o derretimento completo, que é a coisa certa a fazer, ou esse sistema sofrerá colapso nos Estados Unidos, na Europa e em outros países. E poderemos ter uma depressão global.
FOLHA - O sr. vê contágio no setor corporativo?
FOLHA - O sr. vê contágio no setor corporativo?
ROUBINI - Já começa a acontecer aqui nos EUA. Em geral, com algumas exceções, as companhias americanas não estavam tão expostas ao papéis tóxicos hipotecários. Ainda assim, nas últimas semanas, diminuiu drasticamente o acesso a crédito das empresas aqui no país, mesmo companhias avaliadas pelas agências de risco como AAA.Com o mercado de papéis comerciais [letras de câmbio não-garantidas] praticamente interrompido e os empréstimos bancários caríssimos, não há dinheiro para que elas cumpram as obrigações do dia-a-dia. Se nem essas estão tendo acesso, imagine as que têm avaliação pior. Se isso se agravar no setor corporativo, todo o sistema pára, começaremos a ver quebras de empresas incapazes de honrar seus compromissos de curto prazo. Na minha opinião, já estamos no ponto de crise grave também aqui.
FOLHA - Isso leva à minha próxima pergunta. O sr. escreveu na última segunda um artigo em que pedia um corte coordenado de juros nas principais economias mundiais e que o Federal Reserve emprestasse diretamente para as empresas. Nos dias seguintes, as duas medidas foram anunciadas. Coincidência, é claro, mas o sr. acha que alguém no governo finalmente começou a ler suas colunas?
FOLHA - Isso leva à minha próxima pergunta. O sr. escreveu na última segunda um artigo em que pedia um corte coordenado de juros nas principais economias mundiais e que o Federal Reserve emprestasse diretamente para as empresas. Nos dias seguintes, as duas medidas foram anunciadas. Coincidência, é claro, mas o sr. acha que alguém no governo finalmente começou a ler suas colunas?
ROUBINI - Eu sei que eles ouvem de fato, porque muitos deles me ligam e dizem isso. As decisões foram corretas e vão na direção certa, mas não são suficientes, muito mais tem de ser feito. Se você ler o meu artigo, eu pedia duas outras ações, que o Fed garanta que vai prover liquidez no caso de uma corrida generalizada aos bancos e que aumente sua ação para prover liquidez de curto prazo a atores não-bancários que emprestam a corporações. A primeira eu não sei quando vai acontecer, a segunda já estamos vendo aos poucos.Outro aspecto que eu não escrevi mas que acho necessário é um programa de expansão fiscal do governo nos moldes dos da Grande Depressão, porque a demanda privada e o consumo estão sofrendo colapso, então serão necessários gastos governamentais em infra-estrutura nos níveis municipal, estadual e federal. Precisamos revisar o Plano Paulson também para que aja efetivamente nos setores imobiliário e no sistema bancário. Resumindo, ainda falta fazer muito.
FOLHA - O sr. pinta um quadro excessivamente grave. A situação é tão ruim assim?
FOLHA - O sr. pinta um quadro excessivamente grave. A situação é tão ruim assim?
ROUBINI - Sim, na última semana ou dez dias, o sistema financeiro inteiro parou de funcionar, não há mais empréstimos interbancários, não há mais transmissão de liquidez entre os bancos e do sistema bancário para o sistema financeiro paralelo, que está em extinção, e começa a chegar ao setor corporativo. As Bolsas se enfraquecem a cada dia, o mercado seca e os gastos começam a diminuir. Estamos a um passo do derretimento total.
FOLHA - O sr. mencionou a possibilidade de depressão global. Quão perto estaria?
FOLHA - O sr. mencionou a possibilidade de depressão global. Quão perto estaria?
ROUBINI - Já estamos em recessão nos Estados Unidos, na Europa, no Reino Unido, no Canadá, na Austrália, na Nova Zelândia, no Japão. Ou seja, cerca de 50% das economias globais já estão em recessão. Depois que essa se estabelecer, começaremos a ver desaceleração maciça de crescimento nas economias emergentes. O que quer dizer isso? Que teremos algum crescimento nos mercados emergentes, entre 2% e 3%, o que será uma aterrissagem dura para esses países, que necessitam de muito mais do que isso. Essa diminuição contribuirá para a queda do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) global, que pode ficar negativo.
FOLHA - E quanto durará?
FOLHA - E quanto durará?
ROUBINI - Se fizermos tudo certo, o que não está garantido, deve durar entre 12 e 24 meses. Há também o risco de os EUA entrarem numa estagnação como a que atingiu o Japão.
FOLHA - E quem é o culpado , em sua opinião?
FOLHA - E quem é o culpado , em sua opinião?
ROUBINI - São muitos e diferentes fatores. É uma tempestade perfeita composta de dinheiro fácil, crédito fácil, baixas taxas de juros, instituições financeiras se expondo a risco excessivo, instrumentos financeiros novos e modernos, mas também exóticos e sem liquidez, cumplicidade das agências classificadora de riscos, falta de regulação e supervisão adequada por parte dos governos. Não há um só culpado, mas vários: agentes financeiros, reguladores, governantes, bancos centrais...
FOLHA - O sr. foi um dos primeiros a preverem essa crise, já em 2006. Foi chamado de catastrófico, apocalíptico e alarmista então. O sr. se sente vingado, de alguma maneira?
FOLHA - O sr. foi um dos primeiros a preverem essa crise, já em 2006. Foi chamado de catastrófico, apocalíptico e alarmista então. O sr. se sente vingado, de alguma maneira?
ROUBINI - Vingado não é a palavra, pela quantidade de desastres que essa crise trouxe, mas eu estava seguro de que minhas análises eram plausíveis e que meus dados eram corretos, que eu tive a honestidade intelectual de manter meus pontos de vista porque sabia que estava certo. E, infelizmente, eu estava certo.
FOLHA - Por que o sr. foi quase uma exceção?
FOLHA - Por que o sr. foi quase uma exceção?
ROUBINI - Os que fazem a política econômica tinham receio de dizer que temiam pelo futuro da economia, muitos analistas econômicos fazem previsões que procuram agradar a seus clientes, havia ainda um clima de euforia, muita gente dizendo que era um novo mundo, que seria diferente dessa vez. Muita gente dizendo que não se tratava de uma bolha imobiliária, mas de uma série de pequenos avanços...
FOLHA - O que o sr. não previu? O que o surpreendeu?
FOLHA - O que o sr. não previu? O que o surpreendeu?
ROUBINI - A velocidade com que os 12 passos que eu previ aconteceram. Na minha análise, o que aconteceu desde a quebra do Lehman Brothers levaria talvez dois anos.
FOLHA - O sr. trabalha numa nova série de passos?
FOLHA - O sr. trabalha numa nova série de passos?
ROUBINI - Não, em vez de ficar prevendo desgraças novas, estou me dedicando a sugerir soluções para a catástrofe.
FOLHA - O Plano Paulson vai funcionar?
FOLHA - O Plano Paulson vai funcionar?
ROUBINI - Não, falta muita coisa. Recapitalizar o sistema bancário, lidar diretamente com os mutuários inadimplentes, fazer uma triagem entre os bancos que merecem ser salvos e os que devem quebrar, muito mais tem de ser feito para que o plano funcione, e eu não vejo isso acontecendo.
FOLHA - O secretário do Tesouro, Henry Paulson, e o presidente do Fed, Ben Bernanke, parecem estar sempre um passo atrás dos acontecimentos.
FOLHA - O secretário do Tesouro, Henry Paulson, e o presidente do Fed, Ben Bernanke, parecem estar sempre um passo atrás dos acontecimentos.
ROUBINI - Sim, atrás da curva, e isso prejudica até as ações positivas que eles tomam. Muitas vezes os mercados têm reagido mal a boas iniciativas, porque chegam tarde.
FOLHA - O próximo presidente vai encarar o pior da crise. Qual a diferença fundamental entre a política econômica do democrata Barack Obama e a do republicano John McCain?
FOLHA - O próximo presidente vai encarar o pior da crise. Qual a diferença fundamental entre a política econômica do democrata Barack Obama e a do republicano John McCain?
ROUBINI - A principal diferença é que Obama, a quem apóio, tomará ações mais decisivas para lidar com a crise, não deixará o mercado cuidar de si mesmo. Precisaremos de uma intervenção mais formal, e isso estava faltando na última gestão e continuará faltando na de McCain. Essa será a principal diferença entre os dois.
FOLHA - O sr. se incomoda de ter sido apelidado "Sr. Apocalipse"?
FOLHA - O sr. se incomoda de ter sido apelidado "Sr. Apocalipse"?
ROUBINI - Não ligo. Não é que eu seja uma pessoa permanentemente pessimista em relação ao mercado, eu serei o primeiro a gritar "a crise acabou!" quando ela acabar e me tornarei um otimista. Creio, na verdade, que ainda há muitas oportunidades na economia global para que mercados emergentes cresçam num ritmo sustentável, mesmo agora. Não é uma questão de otimismo versus pessimismo. É que os eventos das últimas semanas surpreenderam até mesmo o meu pessimismo.
FOLHA - Quando o sr. se sentirá otimista?
FOLHA - Quando o sr. se sentirá otimista?
ROUBINI - Quando eu sentir que chegamos ao fundo do poço, o que não aconteceu. Eu vejo uma luz no fim do túnel, mas é uma locomotiva vindo em nossa direção...
Como evangélicos.
A movimento organizado dos familiares de terroristas brasileiros abrindo dezenas de processos contra o Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que foi tão anistiado quanto o José Dirceu, o Fernando Gabeira e outros seqüestradores e assaltantes de bancos, assemelha-se ao movimento dos evangélicos processando a Folha de São Paulo e outros jornais, quando estes publicam matérias contra a organização religiosa. São dezenas de processos abertos por gente escolhida a dedo para minar a democracia, que serão inevitavelmente derrotados e arquivados, em última instância, pela lei, no STF. O movimento faz parte do esforço para que a farra das indenizações milionárias possa continuar.
Causa perdida.
Dois fatos novos podem mudar a campanha de Marta Suplicy. Ela apareceu ao lado do blogueiro lobista marido francês e Dona Marisa fez Lula mudar a agenda para ajudar na campanha. De 17 pontos, a diferença vai subir para 25. Podem anotar.
Outubro negro.
A partir de 3 de outubro de 1929, a Bolsa de New York caiu por duas semanas consecutivas. Em 24 de outubro, milhares de pessoas correram para vender as suas ações, cada vez mais desvalorizadas. Pânico e desespero. Quebra de confiança e empresas. Entre 29 de outubro e 13 de novembro, U$ 30 bilhões sumiram da economia americana, que mergulhou em profunda recessão, conhecida como a Grande Depressão. O mercado só se recuperou 25 anos depois. Sexta-feira negra.
Depois da queda de 7,33% de Wall Street, o índice Nikkei, que mede os negócios da Bolsa japonesa, desceu 11,3% nas primeiras horas da manhã, aos 8,115.41 pontos; no fim do dia, o indicador fechou em 9,62% negativo, aos 8.276,43. De acordo com a agência de notícias Reuters, os negócios foram os piores desde o crash de 1987. Tóquio fecha no vermelho há sete pregões consecutivos e vê uma queda acumulada de quase 20% só nesta semana. Os mercados na Austrália, na Tailândia e nas Filipinas operavam todos com quedas superiores a 7%. A Coréia do Sul fechou o pregão com recuo de 4,13%. Xangai (China) encerrou o dia em baixa de 3,57%. Hong Kong terminou a sexta-feira em baixa de 7,19%, aos 14.796,87 pontos. Na região, a crise provocou a primeira queda de uma seguradora. Em meio a uma dívida de 269,5 bilhões de ienes (US$ 2,7 bilhões), a japonesa Yamato Life Insurance pediu falência. Além disso, o BoJ (Banco do Japão, o Banco Central do país) foi obrigado a realizar sua 18ª injeção seguida de dinheiro para aliviar a situação econômica no Japão. Hoje foram mais 4,5 trilhões de ienes (US$ 45,367 bilhões), o que soma mais de 334 trilhões de ienes (cerca de US$ 332 bilhões) colocados no mercado desde a derrocada do banco de investimento americano Lehman Brothers.(Folha Online)
..................................................................................Ao meio-dia na Europa, Espanha caía 7,51%, França 8,39%, Frankfurt 9,50%, Londres 7,41% e Milão 7,81%.
Pra cima delas, TCU.
No último dia 24 de setembro de 2008, o Tribunal de Contas da União, TCU, apresentava um relatório completo das possíveis falcatruas cometidas pelo governo Lula na organização e financiamento ao Pan e Parapan do Rio de Janeiro. E resolvia:
9.2. determinar à Caixa Econômica Federal (Caixa), à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e à Petrobrás - Petróleo Brasileiro S.A. que encaminhem a este Tribunal, no prazo de 15 (quinze) dias, informações relativas aos valores, à fonte de recursos (se recursos próprios, oriundos de incentivo fiscal/renúncia de receita, etc.), destinação e, por fim, fundamentação legal, se couber, referentes aos patrocínios dos Jogos XV Pan-americanos e III Parapan-americanos;
Os 15 dias venceram ontem. Hoje, em nome da transparência e da decência, a Caixa, os Correios e a Petrobras devem apresentar as suas justificativas para as centenas de milhões gastos sem comprovação. Estamos de olho. Pra cima delas, TCU.
Big Mico.
Hugo Chávez mandou fechar por dois dias 115 lojas do McDonalds, por problemas encontrados na sua documentação fiscal. É o socialismo do século XXI em ação.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
O escorpião e suas sutilezas.
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), classificou hoje como "boa notícia" a vinda de Gilberto Carvalho, assessor licenciado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para coordenar a campanha de Marta Suplicy (PT), da coligação "Uma Nova Atitude para São Paulo" (PT-PCdoB-PDT-PTN-PRB-PSB), à Prefeitura de São Paulo. "É uma garantia que não vamos ter baixaria nessa campanha, vamos ter uma campanha de nível porque eu conheço pessoalmente o Gilberto Carvalho e eu sei que ele é uma pessoa de nível." Mesmo que Carvalho tenha estado envolvido até o pescoço no caso Celso Daniel e no dossiê contra FHC e Dona Ruth, Serra não perde a oportunidade de cutucar os "aloprados"de 2006, comandados por Ricardo Berzoini, que tentaram envolvê-lo com a máfia das sanguessugas, comprando um dossiê com uma maleta cheia de dólares que a PF, até hoje, não conseguiu investigar. São estas sutilezas que diferenciam o escorpião paulista de outros espécimes como, por exemplo, as ratazanas vermelhas.
Equador: Petrobras sai por U$ 250 milhões.
Segundo informa o jornal El Comércio, do Equador, a Petrobras exige um pagamento de U$ 250 milhões, como compensação por investimentos, para deixar de atuar no país. Uma fonte da companhia brasileira disse que o pagamento desta indenização "é conveniente para a Petrobras", interessada em sair do Equador, "porque há um quadro político complicado e as regras impedem o crescimento neste país". Leia mais aqui, em espanhol.
Pressionado pela crise e o clamor público.
O governo brasileiro iniciou uma espécie de retaliação contra as ameaças do presidente do Equador, Rafael Correa, relacionadas à permanência da Petrobrás no país e à decisão de expulsar a construtora Norberto Odebrecht. Nota divulgada pelo Itamaraty informa que foi cancelada a viagem a Quito de uma missão chefiada pelo ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, no próximo dia 15. O grupo ia levar apoio financeiro brasileiro a obras de infra-estrutura viária naquele país. Leia mais aqui. Se não houvesse crise, com certeza a posição do Lula seria de "irmão mais velho", enterrando mais algumas centenas de milhões de dólares naquele paiseco caloteiro.
E agora?
Seis orquestas sinfônicas. Um observatório de baleias. O Maracanã do Skate. Hortas de plantas medicinais. Estas são algumas das propostas de Esperidião Amin(PP), velho companheiro de Paulo Maluf e Celso Pitta, se for eleito prefeito de Florianópolis. Como dizem aqui na Ilha: e agora?
Nada como um dia depois do outro.
Abaixo, trecho da "Carta ao Povo Brasileiro",escrita por Lula, em 22 de junho de 2002. A íntegra pode ser lida aqui.
"O Banco Central acumulou um conjunto de equívocos que trouxeram perdas às aplicações financeiras de inúmeras famílias. Investidores não especulativos, que precisam de horizontes claros, ficaram intranqüilos. E os especuladores saíram à luz do dia, para pescar em águas turvas. Que segurança o governo tem oferecido à sociedade brasileira? Tentou aproveitar-se da crise para ganhar alguns votos e, mais uma vez, desqualificar as oposições, num momento em que é necessário tranqüilidade e compromisso com o Brasil. Como todos os brasileiros, quero a verdade completa. Acredito que o atual governo colocou o país novamente em um impasse. Lembrem-se todos: em 1998, o governo, para não admitir o fracasso do seu populismo cambial, escondeu uma informação decisiva. A de que o real estava artificialmente valorizado e de que o país estava sujeito a um ataque especulativo de proporções inéditas."
"O Banco Central acumulou um conjunto de equívocos que trouxeram perdas às aplicações financeiras de inúmeras famílias. Investidores não especulativos, que precisam de horizontes claros, ficaram intranqüilos. E os especuladores saíram à luz do dia, para pescar em águas turvas. Que segurança o governo tem oferecido à sociedade brasileira? Tentou aproveitar-se da crise para ganhar alguns votos e, mais uma vez, desqualificar as oposições, num momento em que é necessário tranqüilidade e compromisso com o Brasil. Como todos os brasileiros, quero a verdade completa. Acredito que o atual governo colocou o país novamente em um impasse. Lembrem-se todos: em 1998, o governo, para não admitir o fracasso do seu populismo cambial, escondeu uma informação decisiva. A de que o real estava artificialmente valorizado e de que o país estava sujeito a um ataque especulativo de proporções inéditas."
Lento e imprudente.
Da Folha:
O governador José Serra (PSDB-SP) avaliou ontem que o Banco Central foi "lento" para adotar medidas que impeçam a crise financeira de chegar ao país. Disse também que o órgão atuou de forma "imprudente" ao elevar os juros e megavalorizar o câmbio. "Não há receita geral para ser adotada.Uma questão que complicou a situação foi a política do Banco Central [do Brasil] de maior juros do mundo e câmbio arrochado, exageradamente valorizado. Mas agora não adianta olhar o que passou, a gente tem de olhar para a frente e procurar uma saída, que acho perfeitamente exeqüível."Segundo Serra, essa política em momento de dificuldade traz problemas porque tende a forçar uma desvalorização maior da moeda, muito acima da média mundial. "Isso causa mais ansiedade e da mesma maneira acaba mexendo com as Bolsas", afirmou. No entanto, o governador disse não acreditar que a crise americana acabará com o capitalismo no mundo, muito menos no Brasil."Acho que a gente consegue sair dessa situação crítica atuando com prudência e antecipando os acontecimentos, tanto do ponto de vista monetário quanto do fiscal."Ao falar da crise, Serra citou um trecho do livro "Anna Karenina", de Leon Tolstói: "Todas as famílias felizes se parecem e todas as famílias infelizes são diferentes", disse, ao comparar: "Quando a economia de todos os países vai bem, todos eles se parecem. Quando tem crise, ela é diferente em cada lugar".
Fogo amigo.
Os principais jornais de São Paulo nunca mostraram tanta alegria e descontração. O manchete poderia ser: "Tiro de misericórdia".No dia em que o Datafolha tabulava e divulgava pesquisa que garante vitória ao Kassab frente à Martaxa em São Paulo, seja pelos votos, seja pela aprovação de governo, Lula era só sorrisos, junto com Dilma, recebendo ninguém mais, ninguém menos do que José Serra. Lobo não come lobo. Ou melhor: escorpião não pica escorpião.
O aloprado número um.
Do Estadão:
O braço direito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, desembarca na próxima semana em São Paulo para integrar a coordenação da campanha da petista Marta Suplicy. Diante da preocupação, no PT e no Planalto, com o crescimento do prefeito Gilberto Kassab (DEM) na disputa, o chefe de gabinete de Lula vai tirar duas semanas de férias para reforçar a equipe da ex-ministra, que tenta retomar a dianteira na corrida municipal.A chegada do homem forte do presidente à capital paulista provocou rumores de intervenção federal na condução da campanha, mas dirigentes do PT apressaram-se em negar a interferência. A expectativa, porém, é de que Carvalho ajude a montar o plano para tentar reverter a queda na intenção de voto em Marta, registrada na reta final do primeiro turno. Leia mais aqui. E prepare-se para dossiês, grampos e maletas.
Equador confirma expulsão da Odebrecht.
Esta é a democracia bolivariana que tanto apoio merece de Lula, o presidente que não defende o seu país. O Equador ratificou nesta quarta-feira, 8, sua decisão de expulsar a construtora brasileira Odebrecht, depois de analisar uma proposta econômica que não convenceu ao presidente Rafael Correa para compensar o país pelos danos registrados em um de seus projetos. Correa expulsou em setembro a Odebrecht porque a empresa negou-se a reparar economicamente ao país por falhas na central hidrelétrica San Francisco, que há três meses paralisou suas operações, colocando em risco o abastecimento de energia. Mais aqui.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Relaxa e goza.
Segundo Lauro Jardim, da Veja:
A nova pesquisa Datafolha, que a Folha de S. Paulo publicará amanhã, mostrará que a virada do primeiro turno ampliou-se neste início de campanha para o segundo turno. Aos números: Gilberto Kassab aparecerá com 54% dos votos, contra 37% dados a Marta Suplicy. A disparada de Kassab na preferência do paulistano será acompanhada de uma outra pesquisa que, de alguma maneira, explica seu bom desempenho: 61% dos entrevistados consideram a gestão de Kassab como "ótima" ou "boa". É o prefeito mais bem avaliado desde que o Datafolha começou a realizar este tipo de levantamento nos anos 80. Até agora, o posto de "melhor prefeito" era de Paulo Maluf, que em 1996, conseguiu 58% de "ótimo" e "bom".
A nova pesquisa Datafolha, que a Folha de S. Paulo publicará amanhã, mostrará que a virada do primeiro turno ampliou-se neste início de campanha para o segundo turno. Aos números: Gilberto Kassab aparecerá com 54% dos votos, contra 37% dados a Marta Suplicy. A disparada de Kassab na preferência do paulistano será acompanhada de uma outra pesquisa que, de alguma maneira, explica seu bom desempenho: 61% dos entrevistados consideram a gestão de Kassab como "ótima" ou "boa". É o prefeito mais bem avaliado desde que o Datafolha começou a realizar este tipo de levantamento nos anos 80. Até agora, o posto de "melhor prefeito" era de Paulo Maluf, que em 1996, conseguiu 58% de "ótimo" e "bom".
Do comentarista.
Luiz Frajtag disse...
Eu estava me lembrando do CASO SALVATORE CACCIOLA e dos BANCOS MARKA E FONTE CIDAM.
Eu estava me lembrando do CASO SALVATORE CACCIOLA e dos BANCOS MARKA E FONTE CIDAM.
Nesse caso o Banco Central vendeu dólares mais baratos para socorrer esses Bancos por temer um perigo iminente de quebra bancária.
O Banco Central foi muito criticado e seu Presidente (que não me lembro o nome) foi defenestrado e condenado pela opinião pública.
Agora querem dar poderes ao Banco Central justamente para ajudar a Bancos com problemas de liquidez.
Agora pode?
Durante mais de 10 anos o PROER foi criticado ao usar o depósito compulsório dos próprios Bancos (e não dinheiro do tesouro nacional) para eliminar os títulos podres do Mercado (juntamente com os donos desses bancos) e proteger seus depositantes.
Foi a operação mais profissional e inteligente já feita neste país.
Agora finalmente os PTralhas estao começando a entender um pouco sobre esse assunto.
Como dizia o cômico Raul Solnado.
Aqui era um mar de flores.
Agora está chegando a conta do Florista.
A Onda do Tsunami está se formando.
Já atingiu a Bolsa e o Dólar.
O Sem-dedo continua gastando o que tem e o que não tem.
Com esse preço do Petróleo o Pré-Sal está virando Mico Preto.
Ele já nao fala nessas reservas com a mesma empáfia.
Mesmo a bom preço do Petróleo, nao teríamos recursos no Brasil nem conseguiríamos recursos do exterior para fazer a exploração.
Mantega convoca G-20.
Não pensem que o Mantega tem alguma influência para chamar as vinte maiores economias para uma reunião extraordinária sobre a crise global. Ele é um bagrinho. É que o Brasil, em 2008, lidera o grupo "criado em resposta às crises financeiras no final dos anos 90 e em reconhecimento de que países emergentes relevantes não tinham o peso adequado nas discussões econômicas e de governança globais". Não se iluda com esta notícia, pois até parece que o Mantega se irritou e ligou para os ministros da Fazenda convocando uma reunião extaordinária. Ele não fez mais do que a obrigação. E a maioria dos países vai atender ao chamado apenas porque é politicamente correto. Conheça o G-20 aqui.
BC frea o dólar, torrando divisas.
Com o dólar chegando a R$ 2,50, o Banco Central entrou e vendeu a R$ 2,35. Acabou o câmbio flutuante. E o Lula, vai continuar especulando contra a crise?
Chora, petralha.
Para o empresário Lawrence Pih, presidente do Moinho Pacífico, a súbita alta do dólar pode criar um forte desequilíbrio no setor. Boa parte dos moinhos negociou a produção de farinha no mercado interno com base nos preços de R$ 1,60 por dólar. Em poucos meses, o dólar subiu cerca de 50% ante o real. "Isso é uma maxidesvalorização do real. Provocará um impacto muito forte nos moinhos." O setor, segundo ele, não consegue importar trigo porque os financiamentos de importação sumiram do mercado. O empresário é um dos líderes do movimento golpista pelo terceiro mandato de Lula, conforme pode ser visto na entrevista abaixo, concedida ao jornal Folha de São Paulo.
................................................................................O empresário Lawrence Pih, 65, presidente do grupo Moinho Pacífico, é favorável a um terceiro mandato para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva possa prolongar o resgate da população carente. “O projeto dele não está completo, e a sociedade está satisfeita com seu governo”, diz. Articulador de apoio empresarial nas últimas campanhas do PT, Pih diz que “Lula, com certeza, não é Chávez”, não imita a Venezuela. Para ele, os empresários não dizem abertamente que apoiariam um terceiro mandato, mas “acham que não seria ruim continuarem as coisas como estão”.
FOLHA - O sr. é favorável ao terceiro mandato para o presidente Lula?
LAWRENCE PIH - Na conjuntura atual, seria bom para o país. Pelo menos para que o programa do presidente seja prolongado: distribuição de renda, resgate da população mais carente do país, universo importante que o governo conseguiu. O país está crescendo num ritmo maior.
FOLHA - Como o sr. vê as críticas ao terceiro mandato?
PIH - Algumas pessoas dizem que seria um golpe. É um processo democrático. Até sugeriram um plebiscito. Se houver consulta à sociedade e a sociedade aprovar, seria a vontade da maioria. Se a sociedade aprova que o presidente Lula merece um terceiro mandato, porque o projeto dele não está completo, e a sociedade está satisfeita com a forma de governo que Lula vem conduzindo o país durante oito anos, é democracia, meu Deus.
FOLHA - O governo está articulando o terceiro mandato?
PIH - Não. Quando a economia vai bem, quando a popularidade do presidente está alta, o assunto vem à tona. Por que o ex-presidente FHC e seu governo articularam o segundo mandato? Porque a popularidade dele permitia, e não houve consulta à sociedade. O Legislativo tomou para si a responsabilidade e com gestões pouco elogiosas, como as acusações de compra de voto para mudar a Constituição. Essa conversa de golpe é uma questão de conveniência.
FMI prevê recessão na Europa.
Nenhum mandatário europeu pegou um microfone e saiu esbravejando de um lado para o outro contra o FMI, como se estivesse sob efeito de alguma coisa muito forte, só porque a instituição está prevendo crescimento negativo em 2009 - ou numa só palavra recessão - para a Espanha (-0,2%), Itália (-0,2%), Irlanda (-0,6%), Reino Unido (-0,1%) e Islândia (-3,1%). Bem que o Rei da Espanha poderia dirigir um "por que não te calas?" ao imbecil, para ver se ele aprende a dar dignidade e ter respeito pelo cargo que ocupa.
Quarta-feira negra(1).
As bolsas de Paris e Moscou suspenderam o pregão. Há uma corrida para vender ações e fazer dinheiro vivo. Ações dos bancos europeus desabam. Todos os bancos centrais tomam medidas contra a crise sem precedentes. Numa medida conjunta, americanos e europeus baixam em meio ponto a taxa de juros. Por aqui, tudo vai bem, segundo o Lula, o nosso grande timoneiro e o único responsável por tudo o que vier a acontecer. Dólar vai a quanto hoje? R$ 2,50? Bovespa abre e fecha a que horas? 15 minutos depois? Façam as suas apostas no cassino petista.
O efeito 51.
Da Folha, reproduzindo o discurso histórico do Lula, que abalou os pilares do capitalismo...
Apesar de alertar sobre que a crise financeira global ainda vai perdurar por "muitas semanas" e afetar a Bolsa brasileira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afastou ontem a possibilidade de lançamento de um pacote econômico no Brasil e sugeriu ainda uma discussão em âmbito internacional para a elaboração de regras para "coibir a especulação financeira".Em discurso para cerca de 3.000 petroleiros no batismo da plataforma da Petrobras P-51, em Angra do Reis (sul fluminense), Lula disse três vezes que não haverá pacote e que as medidas virão sempre em reação aos acontecimentos."Quero dizer a vocês que, toda vez que se falou em pacote econômico neste país, quem ficou com o prejuízo foi o trabalhador brasileiro. Então, não tem pacote. Vamos tomando medida a medida."O presidente voltou a dizer que o Brasil não será afetado seriamente pela crise: "Digo e insisto: se chegar, chega mais leve". Mas advertiu que o mundo viverá um período longo de grande turbulência. "Eu queria que vocês tivessem em conta: durante muitas semanas, ainda vai se falar em crise no mundo, no país. A Bolsa vai subir e vai descer. Não se abalem", disse.Para Lula, a gênese da crise está na "especulação financeira que começou nos EUA" -"e, na hora em que a porca entorta o rabo, sobra para nós"."Quando a gente estava comendo o pão que o diabo amassou aqui, ninguém ajudou a gente. Agora que a gente está comendo um pãozinho com mortadela, não queremos voltar a comer o pão que o diabo amassou", afirmou.Ele sugeriu que novas regras sejam estabelecidas para coibir o que que classificou de "cassino internacional". Com viagem marcada para os EUA, Guido Mantega (Fazenda) e Henrique Meirelles (BC) serão os portadores das sugestões.Entre as providências a serem tomadas, Lula listou, em entrevista, a redução dos níveis de alavancagem dos bancos e a restrição ao pagamento de bônus por desempenho a executivos do mercado financeiro."Aqui no Brasil, um banco de investimento pode alavancar no máximo dez vezes o patrimônio líquido. Nos EUA, chega a 35. Temos que acabar ainda com essa maldita figura do bônus no mercado financeiro. Ficam agiotas profissionais inventando ganhos para receber mais bônus."Lula cobrou ainda uma posição do FMI sobre a crise. "É uma crise profunda. E ela está chegando à Europa porque também os bancos europeus participavam do cassino imobiliário dos EUA. Agora, quando era o Brasil que tinha problemas, todo dia tinha banco dando palpite. Toda a semana dizia uma equipe do FMI: faz isso, faz aquilo. E o coitado do Brasil quebrava. Cadê os palpites que eles estão dando agora na crise americana? Cadê o FMI?"Para criticar indiretamente a oposição, Lula tomou como exemplo a construção da P-51 no Brasil, que no governo FHC seria feita no exterior, mas cuja licitação foi cancelada a pedido da equipe de transição do PT para que a obra ficasse no país.
Perdendo por WO.
Da Folha (mostrando que Lula já decidiu que a Petrobras não vai exigir nada no Equador, no máximo juntar os seus mijados, deixar enterrados por lá U$ 200 milhões e procurar outro lugar para perder dinheiro em nome do socialismo do século vinte e um.)
O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse ontem que a posição da companhia nas negociações com a Petroecuador é a de não aceitar o contrato de prestação de serviços -nova modalidade de exploração de campos de petróleo e gás imposta pelo governo Rafael Correa."Nós estamos dizendo [à Petroecuador] que não podemos aceitar esse contrato de prestação de serviços", disse Gabrielli, que participou ontem do batismo da plataforma P-51, em Angra dos Reis (RJ).O presidente da Petrobras disse estar "surpreso" com recentes declarações do governo equatoriano, que, segundo ele, são de cunho político."Nós estamos negociando com o governo do Equador. Não nos consta que haja na mesa de negociação grandes problemas. Estamos surpresos com as declarações. E não vamos comentar essas declarações, que nos parecem que são mais de caráter interno político do Equador", disse.O governo equatoriano afirmou anteontem que cancelará o atual contrato de exploração do bloco 18 da Petrobras caso a empresa não chegue a um acordo em menos de 30 dias sobre o novo contrato. As pressões sobre a Petrobras aumentaram depois que não houve acordo até o dia 26 de setembro, prazo fixado pelo governo Correa.O campo 18 é o único da Petrobras em produção no Equador -32 mil barris por dia. A estatal devolvou o bloco 31, que ainda não estava em produção. A companhia brasileira negocia ainda uma solução para um oleoduto no qual é sócia no norte do país.Para Gabrielli, existem "diferenças de interpretações" sobre o que fazer com o bloco 18, para o qual a Petrobras, em princípio, não aceita o regime de contrato de serviço, que estabelece a entrega de todo óleo ao Estado e prevê o ressarcimento dos custos e da margem de lucro da operadora. O regime foi imposto a todas as petroleiras privadas no país e parte delas já firmou os novos contratos.O executivo da Petrobras disse ter estranhado a queixa do governo equatoriano sobre a demora nas negociações. "[As negociações] não têm prazo. Nós estamos negociando as condições de funcionamento das nossas atividades no Equador. Nas nossas relações diretas, na mesa de negociações com os agentes reguladores e com as empresas do governo do Equador, nós não estamos vendo grandes problemas. Portanto, nos surpreendem tais declarações", disse.O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participou ao lado de Gabrielli do batismo da plataforma P-51, admitiu, porém, que caso não haja acordo, a Petrobras possa deixar o Equador."Nós precisamos saber se o Equador tem interesse ou não em ter a Petrobras produzindo petróleo e gás. A Petrobras tem de ver se a ela interessa fazer os investimentos lá pela quantidade de reservas que tem o Equador. Se tiver acordo, ótimo. Se não tiver acordo, a Petrobras vai procurar outro caminho, e o Equador vai procurar outros parceiros. Estou convencido de que, na hora em que entrar na esfera política, os problemas vão ser muito menores", afirmou Lula.
Quarta negra.
Segunda negra, terça negra, quarta negra...As bolsas asiáticas estão tendo hoje a maior queda nos últimos vinte anos. As bolsas européias seguem no mesmo ritmo. Por aqui, ele vai tomando mais uma dose de P 51, medalhando movimentos assassinos com ordens culturais e fazendo um discurso imbecil, de quem não sabe o que fazer com a crise. Benza Deus!
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Aleluia!
Da Agência Estado
A oposição já elabora propostas para modificar a medida provisória (MP) editada ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que autoriza Banco Central a comprar carteiras de crédito de bancos pequenos em dificuldade. A idéia, segundo o vice-líder do DEM na Câmara, José Carlos Aleluia (BA), é incluir dispositivos que punam maus administradores das instituições que serão socorridas."Vamos analisar para ver se não é uma medida provisória apenas para o presidente Lula dar dinheiro a banqueiros. É importante criar medidas para punir os maus administradores", disse Aleluia. "Se houve má gestão, se houve especulação, não podemos deixar sem punição. Estamos trabalhando na linha de não passar dinheiro para banqueiro sem algum tipo de cobrança", continuou.O vice-líder do DEM considerou que a crise financeira internacional é motivo que justifica a edição de medida provisória, ou seja, ela pode ser considerada urgente e relevante, como exige a Constituição. "A idéia de medida provisória é para isso", disse. Aleluia criticou o presidente afirmando que ele "escondeu" a crise da população durante a eleição, dizendo que se tratava de uma "marola". Para Aleluia, o presidente devia ter tomado uma atitude antes das eleições. (Nem vamos espalhar que a Oposição também poderia se manifestar antes do primeiro turno...E antes do PT derrotar o DEM em Salvador...)
Atendendo a inúmeros pedidos.
A república dos sindicalistas e pelegos entra em ação. Para evitar uma corrida aos bancos, a camarilha decreta uma greve nacional dos bancários. Na próxima quarta, antes do segundo turno das eleições municipais. Há quanto tempo este bando não convocava uma greve geral? Leia mais aqui.
Melô do escorpião.
"PSDB oferece comitês de Alckmin para campanha de Kassab"- Folha Online
Folhetim
Chico Buarque
Se acaso me quiseres
Sou dessas mulheres
Que só dizem sim
Por uma coisa à toa
Uma noitada boa
Um cinema, um botequim
E, se tiveres renda
Aceito uma prenda
Qualquer coisa assim
Como uma pedra falsa
Um sonho de valsa
Ou um corte de cetim
E eu te farei as vontades
Direi meias verdades
Sempre à meia luz
E te farei, vaidoso, supor
Que é o maior e que me possuis
Mas na manhã seguinte
Não conta até vinte
Te afasta de mim
Pois já não vales nada
És página virada
Descartada do meu folhetim
Folhetim
Chico Buarque
Se acaso me quiseres
Sou dessas mulheres
Que só dizem sim
Por uma coisa à toa
Uma noitada boa
Um cinema, um botequim
E, se tiveres renda
Aceito uma prenda
Qualquer coisa assim
Como uma pedra falsa
Um sonho de valsa
Ou um corte de cetim
E eu te farei as vontades
Direi meias verdades
Sempre à meia luz
E te farei, vaidoso, supor
Que é o maior e que me possuis
Mas na manhã seguinte
Não conta até vinte
Te afasta de mim
Pois já não vales nada
És página virada
Descartada do meu folhetim
FHC chama Lula à responsabilidade.
O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB)disse nesta terça-feira, 7, que o governo Lula precisa parar de afirmar que a crise financeira mundial não terá efeito sobre o Brasil. FHC argumenta que o governo deve deixar de brincar de Pollyanna (personagem infanto-juvenil famosa pelo otimismo exacerbado) e de dizer que está tudo bem. Na avaliação dele, essa atitude tem como objetivo "anestesiar o povo", mas isso não dará certo e a população sentirá "no bolso" os efeitos da crise. "Vamos cobrar do governo que deixe de brincar de Pollyanna, que está tudo bem", disse ele, na sede do Diretório Estadual do PSDB, após o anúncio oficial do apoio de seu partido à candidatura de Gilberto Kassab (DEM) para a Prefeitura de São Paulo. Leia mais aqui.
Dia normal no Brasil do Lula.
Dólar fecha a R$ 2,31 e Bovespa cai mais 4,6%. A culpa é do FMI...Marolinha, marolinha...
Enquanto isso...(2)
Bush discutiu nesta terça a crise econômica com o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi. A porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, disse que Bush falou sobre as medidas que os EUA estão tomando para lidar com a crise no mercado de crédito, bem como a importância de que os países trabalhem juntos para conter o problema. "Nas conversas com nossos bons aliados e nossos amigos, o presidente falou das diferentes medidas que os EUA tomaram para devolver a estabilidade aos mercados e da importância que todos os países trabalhem juntos para coordenar nossas ações", assinalou a porta-voz. Perino afirmou que Bush também está conversando freqüentemente com a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, e que a Casa Branca está "satisfeita" com o nível de coordenação entre os Estados Unidos e a Europa até o momento. "Eu acho que ele (Bush) diria que (a coordenação) é suficiente sobre o que eles estão falando, eles estão se comunicando", disse Perino. Segundo ela, as autoridades terão oportunidade de discutir a crise mais profundamente durante a reunião de ministros de Finanças dos países que compõem o G-7 (Itália, Japão, Alemanha, Canadá, Reino Unido, EUA e França), neste final de semana. (Estadão)
Enquanto isso...
O presidente russo, Dmitri Medvedev, anunciou nesta terça-feira novas medidas de apoio aos bancos de um total de quase 27 bilhões de euros, sob a forma de créditos destinados a consolidar seus próprios fundos. "Que decisão podemos tomar hoje? Devemos decidir a concessão aos bancos de créditos subordinados de até 950 bilhões de rubros (26,7 bilhões de euros, cerca de US$ 36,3 bilhões) por um período de pelo menos cinco anos", disse Medvedev em uma reunião de ministros e banqueiros no Kremlin. Em geral, esse tipo de crédito é concedido pelos acionistas, neste caso o Estado, em benefício de estabelecimentos controlados por fundos públicos. Apesar do anúncio, as duas Bolsas de Moscou não conseguiram reverter a trajetória de queda e fecharam a sessão desta terça-feira em leve retrocesso perto de 1%. O índice RTS perdeu 0,95%, depois de desabar na segunda-feira com uma queda recorde de 19,10%.(Folha Online/France Press)
Imbecil e mal informado.
"Essa é a verdade.Quando era o Brasil que tinha problemas,todo dia tinha banco dando palpite. Toda semana vinha uma equipe do FMI e o coitado do Brasil quebrava. Cadê os palpites que eles estão dando agora na crise americana? Cadê o FMI? Por quê o FMI não está lá dando palpite? É porque a crise é deles, e eles fingem que não tem crise", afirmou Lula, durante cerimônia de batismo da plataforma P-51, em Angra dos Reis (RJ).
..................................................................................Da Agência Estado:
WASHINGTON - Um relatório divulgado nesta terça-feira pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) sugere que o pior da atual crise financeira global ainda está por vir. O FMI estima que US$ 675 bilhões precisam ser levantados nos mercados de capitais pelos principais bancos globais nos próximos anos, com objetivo de manter o crescimento do crédito ao setor privado. O documento, intitulado Estabilidade Financeira Global, afirma que o sistema financeiro atravessa o que o FMI classificou como "um período de turbulências sem precedentes" e prevê que bancos em todo mundo continuarão a registrar fortes perdas.No relatório, divulgado durante a semana do Encontro Anual do Fundo, o Fundo observa que é preciso ação concreta para lidar com o ciclo de desalavancagem, que é motivado pelo capital insuficiente, valores incertos ou declinantes de ativos e financiamento disfuncional nos mercados. Neste sentido, o FMI alerta que é necessário uma ação coordenada e ampla para restaurar a confiança e o funcionamento apropriado dos mercados.O FMI calcula que os bancos globais levantaram cerca de US$ 430 bilhões em capital, no período que vai do segundo semestre de 2007 até setembro deste ano. Mas a captação de recursos tem ficado mais difícil. Com a economia começando a ter recuperação no final de 2009, estima o FMI, e com sinais iniciais de estabilização dos preços de moradias, os lucros dos bancos devem aumentar e a perspectiva para levantar capital melhorará. O Fundo acredita que o mercado para que os bancos levantem capital deve reabrir em 2009, permitindo a captação dos US$ 675 bilhões adicionais nos próximos anos. No entanto, avisa o Fundo, ajustes consideráveis devem ser necessários. A razão é que o FMI estima que diante do vencimento no curto prazo de dívidas e financiamentos anteriores, nos próximos 15 meses, os 17 principais bancos enfrentam necessidade de recursos superior a US$ 700 bilhões.Enquanto o setor privado se desfaz de ativos para reduzir a alavancagem, o FMI reitera que o uso de recursos do setor público pode ajudar a evitar a queima ou 'saldão' de ativos, ou seja, as liquidações que ameaçam a reduzir o capital dos bancos. "Países cujos bancos têm grande exposição a ativos problemáticos deveriam considerar mecanismos para que o governo compre ou forneça recursos de longo prazo para tais ativos", diz o FMI, no relatório. O Fundo acredita que as medidas já adotadas por Bancos Centrais, somadas às recomendadas no relatório de hoje, devem fornecer suporte aos mercados para um funcionamento adequado e restabelecimento da confiança. Em circunstâncias extremas, acrescenta o Fundo, os limites do seguro de depósito de instituições financeiras de varejo poderiam ser ampliados, mas temporariamente e de forma coordenada entre países. Ainda, garantias poderiam cobrir dívida principal e subordinada, mas deveria incluir um custo de uso para a instituição que as utilizarem.
O Fundo constatou ainda, por meio do Mapa de Estabilidade Financeira Global, que, desde abril, aumentaram os riscos ligados a crédito, à liquidez, aos mercados emergentes e à macroeconomia. Na direção oposta, as condições financeiras e monetárias ficaram mais apertadas e o apetite por risco diminuiu."O que é necessário agora é uma resposta internacional decisiva e coerente, que seja de natureza sistêmica, para garantir que o processo de desalavancagem permaneça ordenado. Uma abordagem ampla e coordenada deverá ser suficiente para restaurar a confiança e o funcionamento apropriado do mercado e, então, evitar um declínio mais prolongado da economia global", acrescentou o conselheiro e diretor do Departamento Monetário e de Mercado de Capitais do FMI, Jaime Caruana.O FMI ressalta que intervenções pequenas para lidar com a limitação de liquidez (volume de recursos) não tiveram sucesso em restaurar a confiança, já que não abordaram a natureza ampla dos problemas subjacentes. O processo para restaurar um sistema ordenado deverá ser desafiador, reconhece o FMI, que considera que a desalavancagem é tanto necessária quanto inevitável.
O Fundo constatou ainda, por meio do Mapa de Estabilidade Financeira Global, que, desde abril, aumentaram os riscos ligados a crédito, à liquidez, aos mercados emergentes e à macroeconomia. Na direção oposta, as condições financeiras e monetárias ficaram mais apertadas e o apetite por risco diminuiu."O que é necessário agora é uma resposta internacional decisiva e coerente, que seja de natureza sistêmica, para garantir que o processo de desalavancagem permaneça ordenado. Uma abordagem ampla e coordenada deverá ser suficiente para restaurar a confiança e o funcionamento apropriado do mercado e, então, evitar um declínio mais prolongado da economia global", acrescentou o conselheiro e diretor do Departamento Monetário e de Mercado de Capitais do FMI, Jaime Caruana.O FMI ressalta que intervenções pequenas para lidar com a limitação de liquidez (volume de recursos) não tiveram sucesso em restaurar a confiança, já que não abordaram a natureza ampla dos problemas subjacentes. O processo para restaurar um sistema ordenado deverá ser desafiador, reconhece o FMI, que considera que a desalavancagem é tanto necessária quanto inevitável.
Chega de dinheiro para os bolivarianos.
A primeira medida que Lula deveria tomar é cortar os financiamentos de bilhões de dólares que o governo brasileiro está oferecendo para os paisecos bolivarianos. Se o crédito está minguando aqui dentro, qual o sentido de estarmos financiamento países que nos roubam refinarias de petróleo e confiscam bens de empresas brasileiras? E que nos dão calote na maior cara dura?
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Pesquisem aí e postem o volume de dinheiro que o Brasil está colocando lá fora. E vamos fazer uma conta rápida para saber o quanto está custando ao país o apoio ao socialismo bolivariano.
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Leiam o comentário da Joyce, neste post. A coisa já passa de U$ 3 bilhões.
Corrida aos bancos.
O governo dos 27 países da comunidade européia tentam, hoje, chegar a um acordo para garantir depósitos até E$ 100 mil, com o objetivo de frear a corrida aos bancos que já está começando em alguns países. É a marolinha do Lula e a gripezinha da Dilma.
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Atualizando: o bloco fechou acordo em E$ 50 mil, mas alguns países, como a Espanha, poderão ir até E$ 100 mil.
Petista esnoba Lula.
Reeleita já no primeiro turno, a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), disse que não vai deixar o mandato antes do fim para se candidatar, em 2010, ao governo ou ao Senado.Para ela, sua vitória não se deve "nem a Duda nem a Lula", referindo-se à atuação do marqueteiro Duda Mendonça na campanha e ao apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva."[Venci] Não porque tinha um marqueteiro legal, que é o Duda Mendonça, não porque tinha o presidente da República que está com alta popularidade, o Lula. Não é porque tinha Duda nem Lula. Se nós não tivéssemos feito um bom governo, nada disso seria importante para a gente ganhar no primeiro turno", disse.As declarações foram feitas logo após ser confirmada sua vitória, no final da noite de domingo, na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará. (Da Folha de São Paulo)
Olho neles.
Em várias capitais, o partido que nos dias de hoje ainda mantém uma ilha-prisão como Cuba, está sendo disputado. O PCdoB é cortejado em Porto Alegre, Florianópolis, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e não sei mais onde para apoio no segundo turno. Não que a turma da foice e martelo tenha chegado lá defendendo a sua ideologia podre e carcomida. Que nada, se pintaram de roxinho e esconderam os seus símbolos. Os comunistas chegaram lá usando carinhas bonitinhas e discursos neoliberais. Cachorro mordido por cobra tem medo de lingüiça. Toda vez que vejo um comunista como o ministro da tapioca e das contas não prestadas do Pan lembro que, além da corrupção, eles representam dezenas de milhões de mortes e o fim da liberdade. E que ainda estão por aí, dissimulados neste imenso balaio de gatos da democracia.
PAC vai desacelerar.
O presidente Lula determinou ontem, em reunião com o conselho político, a Mantega e Meirelles que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) devem ser preservadas. Dirigindo-se a ambos, Lula afirmou, enfático: "Se virem, porque os investimentos (do PAC) não vão parar", disse, segundo relato da líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC). E a senadora sai da reunião orgulhosa de ter ouvido tamanha imbecilidade. É óbvio que o PAC vai parar. Não vai haver dinheiro, porque ele irá salvar bancos, rolar dívidas de exportadores, financiar medidas populistas que mantenham a ilusão do crédito consignado aos pobres. O PIB vai crescer menos, vai haver menos investimentos e menos impostos. As empresas vão puxar o freio de mão para arrumar a casa. É duro ouvir um energúmeno dizer que não vai faltar dinheiro para o PAC. Por que será que já está falando em aprovar a reforma tributária, que está sendo protelada há seis anos?
Fazendo o Brasil de bobo.
Do Estadão:
O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou ontem que o País está procurando "soluções pragmáticas, respeitando o clima de desconfiança" entre Brasil e Equador, para evitar a expulsão da Petrobrás do país. Segundo Amorim, existe "espírito de integração" entre os dois países. O ministro disse, porém, que ainda não abordou o caso com o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, nem com o governo equatoriano. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse ontem que a Petrobrás está recebendo "assistência plena" do Itamaraty nas negociações. A Petrobrás já devolveu uma das concessões que tinha no Equador, o Bloco 31, onde, apesar de ter investido US$ 200 milhões, não iniciou a produção de petróleo. Enquanto o impasse com a Petrobrás e a construtora Norberto Odebrecht continua, a chancelaria brasileira trabalha para agendar e organizar uma visita de Estado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Quito no início de 2009. O convite foi feito por Correa durante encontro com Lula em Manaus, no dia 30, sete dias depois da expulsão da Odebrecht do Equador. Segundo o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, Correa insistiu com Lula na visita. Logo depois, diante da imprensa, renovou as acusações à Odebrecht e informou que manterá, "em princípio", a expulsão da construtora.
Partidos velhos.
Principal derrotado na eleição de Salvador, o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM) apontou a campanha do PSDB local, representado por Antonio Imbassahy, como uma das causas do seu insucesso. "Como ele me atacou muito durante a campanha, os eleitores que deixaram de votar nele não votaram em mim", afirma. Já em São Paulo, Gilberto Kassab(DEM), que passou todo o período do primeiro turno em conflito com Geraldo Alckmin (PSDB) não cansa de dizer que deve muito da sua vitória a José Serra(PSDB). Durante a campanha, vários senadores do DEM debandaram do Senado para tentar eleger os seus prefeitinhos, deixando o Brasil sem oposição enquanto a crise chegava. Mesmo recheado de jovens, o DEM continuou a fazer a política pequena e paroquial que sempre imperou no Brasil. Resultado: perdeu quase trezentas prefeituras. Aquela parcela de eleitores que pensa e decide uma eleição, depois de ver um PSDB unido ao PT em mais de mil prefeituras e um DEM com muito discurso e pouca prática, continua na esperança de ver surgir um verdadeiro partido de oposição no país.
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Caro Ângelo, o conflito Kassab x Alckmin não ocorreu no palco. Ocorreu no backstage, ou não?
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Kassab arranca derrotando Marta.
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Eros Grau negou pedido de direito de resposta da candidata à Prefeitura de São Paulo Marta Suplicy (PT) e a coligação que a apóia “Uma nova atitude para São Paulo” no horário eleitoral gratuito no rádio de seu adversário no segundo turno, o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM). A candidata Marta Suplicy acusa a campanha de Kassab de veicular material com “teor ofensivo” ao levar ao ar, no rádio, o jingle “inveja, inveja (...) Parece que não lembra que a cidade ela quebrou”, “A Marta disse na propaganda que tinha acertado tudinho com o Lula – era cascata”. No recurso ao TSE, a candidata argumenta que o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), ao julgar improcedente a representação, violou o artigo 58 da Lei 9.504/97, a chamada Lei das Eleições, que trata do direito de resposta. No entanto, o ministro Eros Grau manteve a decisão do TRE-SP, citando a jurisprudência do TSE: “As críticas apresentadas no horário eleitoral gratuito, buscando responsabilizar os governantes pela má condução das atividades de governo, são inerentes ao debate eleitoral e consubstanciam típico discurso de oposição, não ensejando direito de resposta”.
Lula autoriza BC a comprar títulos podres.
O Banco Central do Brasil ganhará mais poderes para tentar minimizar os efeitos da crise de crédito internacional no país. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória que equipara a instituição aos seus similares nos Estados Unidos e Europa. A MP dá poderes ao BC para adquirir carteiras de empréstimos de bancos no Brasil através do mecanismo conhecido como redesconto, que já existe hoje, mas é utilizado apenas para dar liquidez aos bancos no curto prazo. Para realizar essas operações, o BC dependerá de autorização do CMN (Conselho Monetário Nacional), que tem a participação também dos Ministérios da Fazenda e Planejamento. Leia mais aqui.
MST condecorado por Lula.
Amanhã, o presidente da República, Lula da Silva, e o ministro da Cultura, Juca Ferreira, prestarão a homenagem do Governo Federal a 38 personalidades, sendo nove in memoriam, e a 11 grupos artísticos, iniciativas e instituições, que se destacaram por suas contribuições à Cultura brasileira. É a festa de entrega da Ordem do Mérito Cultural de 2008, que terá como tema central de celebração um dos maiores expoentes da literatura nacional, Machado de Assis, assinalando o centenário da morte do escritor. A solenidade de condecoração será realizada no dia 7 de outubro, às 17h30, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Entre os premiados, está o Coletivo Nacional de Cultura do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Segundos os organizadores, "a bandeira, o hino, as artes e a cultura camponesa, representaram o pilar formador da cultura do Movimento Sem Terra, atrelada às culturas tradicionais das comunidades rurais brasileiras, como também a uma cultura de resistência, construída na luta contra o latifúndio. O conceito foi democratizado e, atualmente, toda a diversidade desta cultura faz parte dos 18 Centros de Formação como Pontos de Cultura, que divulgam a produção cultural da reforma agrária brasileira." O mesmo prêmio também será entregue para a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) e para a Associação Brasileira de Imprensa. Dá-lhe, cultura!Menos U$ 1,5 bilhão.
Hoje as reservas já perderam U$ 1,5 bilhão, sacados para aumentar as linhas de crédito para exportação. Marolinha. Gripezinha. Leia mais aqui.
Lula morre pela boca(3).
Do G1, em 27 de março de 2008:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (27), em Recife, que telefonou duas vezes para o colega norte-americano, George W. Bush, para tratar da crise imobiliária nos Estados Unidos.Segundo Lula, o governo está de olho para que “o Brasil e os países que estão crescendo na América Latina não sejam vítimas dessa crise”.“Eu pessoalmente falei duas vezes com o presidente Bush. Eu sei que ele ficou chateado porque eu tinha falado com o Gordon Brown. Eu liguei para ele e falei: “Ô Bush, o problema é o seguinte, meu filho: 'nós ficamos 26 anos sem crescer. Agora que a gente está crescendo, vocês vem atrapalhar, pô? Resolve a tua crise!'”, relatou Lula.A fala provocou risos na platéia do Fórum Empresarial Brasil-México.Em seu discurso, o presidente referia-se à crise que atinge o setor de crédito nos Estados Unidos, gerando perdas e ameaçando a saúde financeira dos bancos do país.O governo norte-americano tem agido para evitar que os efeitos da crise contaminem outros setores da economia, reduzindo o consumo entre os norte-americanos - conhecidos como os maiores "gastadores" do mundo e responsáveis por grande parte do crescimento econômico dos EUA.Durante o discurso, Lula também ironizou o Proer, programa de socorro financeiro a bancos criado em 1995, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso."O Brasil tem know-how para salvar banco. É só criar um Proer. Se ele [Bush] quiser, pode vir ao Brasil que tem gente aqui que pode ensinar. Eu não vou ensinar. Se eles precisarem, nós podemos mandar essa tecnologia para eles”, disse.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (27), em Recife, que telefonou duas vezes para o colega norte-americano, George W. Bush, para tratar da crise imobiliária nos Estados Unidos.Segundo Lula, o governo está de olho para que “o Brasil e os países que estão crescendo na América Latina não sejam vítimas dessa crise”.“Eu pessoalmente falei duas vezes com o presidente Bush. Eu sei que ele ficou chateado porque eu tinha falado com o Gordon Brown. Eu liguei para ele e falei: “Ô Bush, o problema é o seguinte, meu filho: 'nós ficamos 26 anos sem crescer. Agora que a gente está crescendo, vocês vem atrapalhar, pô? Resolve a tua crise!'”, relatou Lula.A fala provocou risos na platéia do Fórum Empresarial Brasil-México.Em seu discurso, o presidente referia-se à crise que atinge o setor de crédito nos Estados Unidos, gerando perdas e ameaçando a saúde financeira dos bancos do país.O governo norte-americano tem agido para evitar que os efeitos da crise contaminem outros setores da economia, reduzindo o consumo entre os norte-americanos - conhecidos como os maiores "gastadores" do mundo e responsáveis por grande parte do crescimento econômico dos EUA.Durante o discurso, Lula também ironizou o Proer, programa de socorro financeiro a bancos criado em 1995, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso."O Brasil tem know-how para salvar banco. É só criar um Proer. Se ele [Bush] quiser, pode vir ao Brasil que tem gente aqui que pode ensinar. Eu não vou ensinar. Se eles precisarem, nós podemos mandar essa tecnologia para eles”, disse.
O PROER do Lula.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta segunda-feira, 6, que o governo federal vai disponibilizar parte das reservas internacionais do País - que somam cerca de US$ 207 bilhões - para os bancos, com o objetivo de financiar o comércio exterior e impedir a deterioração das exportações brasileiras em razão da crise financeira.
Ouro para o Brasil.
Com o petróleo a menos de U$ 90 e as commodities desabando, aguarda-se, a qualquer momento, que o Presidente Lula anuncie com pompa e circunstância a descoberta de uma imensa mina de ouro, que começa no litoral do Ceará e só acaba no litoral de Santa Catarina.
Bovespa pára.
"Nós vamos ter alguns problemas momentâneos, mas temos robustez suficiente para superar essa imensa fase de contágio com uma pequenininha gripe" - Dilma Rousseff, a iluminada, hoje.
Quanto cai hoje?
As bolsas do mundo inteiro desabam, especialmente as ações de construtoras e bancos. No Brasil, a Bovespa já cai 3,5%. A crise é sem precedentes. Ouvir Dilma Rousseff dizer que a crise é pequenininha é de colocar o mercado bem informado em pânico. Tirando o Banco Central, o governo Lula está despreparado para enfrentar o solavanco. Vamos ver e pagar. Infelizmente.
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MENOS DE UMA HORA DEPOIS DESTE POST E A BOVESPA JÁ CAI 9,52%. CHEGA DE DEMAGOGIA BARATA.
Lula morre pela boca(2).
"Marta vai ter a quantidade de votos necessários para ganhar as eleições no segundo turno", disse Lula ontem, logo após votar.E, antes mesmo da abertura das urnas, Lula demonstrava confiança de que Marta chegaria em primeiro lugar. "Obviamente que numa eleição com três candidatos disputando, a Marta sair em primeiro lugar no primeiro turno já é uma coisa extraordinária. Vamos ganhar no segundo turno", repetiu. (Do Estadão)
"Vendendo" a margem de erro.
Existe um jargão em política que diz que os institutos "vendem"a margem de erro, de acordo com as suas conveniências. O Datafolha deu Marta com 36% e Kassab com 30%, um dia antes das eleições. Se colocasse os 3% da margem de erro no lugar certo, o resultado seria 33% a 33%, que foi o que as urnas mostraram, basicamente. Continuo acreditando em pesquisas eleitorais por respeito à estatística. Já em institutos de pesquisa...
Lula morre pela boca.
"Lula foi a Natal para me insultar e patrocinar um acordão em torno de uma candidata que o povo ontem derrotou nas urnas."
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Do senador JOSÉ AGRIPINO (DEM), sobre a vitória em primeiro turno de sua aliada Micarla de Sousa (PV) sobre Fátima Bezerra (PT), em cujo palanque o presidente fez seu mais agressivo discurso nesta campanha.
Do senador JOSÉ AGRIPINO (DEM), sobre a vitória em primeiro turno de sua aliada Micarla de Sousa (PV) sobre Fátima Bezerra (PT), em cujo palanque o presidente fez seu mais agressivo discurso nesta campanha.
Nem o filho.
Além de levar uma sova eleitoral do Kassab e de não fazer o prefeito de São Bernardo do Campo no primeiro turno, Lula também não conseguiu eleger o filho como vereador. É o próprio presidente pinus elliotis: debaixo dele, não nasce nada.
domingo, 5 de outubro de 2008
PT desaba em São Paulo.
Marta Suplicy vai apenas cumprir tabela em São Paulo. Os resultados, com 82% das urnas apuradas, mostram que o PT não consegue sair dos velhos e tradicionais 30%, pouco mais, pouco menos. É a grande derrotada das eleições 2008. Um verdadeiro fracasso eleitoral que a tira completamente da corrida presidencial.
Kassab dá o "X" em Marta.
Parece que os institutos de pesquisa vão sair desmoralizados de São Paulo, onde estão, até o presente momento, errando grotescamente em relação a todos os candidatos. Pelo que ocorre até agora, com mais de 60% dos votos apurados, Kassab deu o "X"em Marta e já vai sair em primeiro lugar para o segundo turno. Esperar para ver.
De lavar a alma.
Dia 28 de setembro, o Blog abria torcida pela Micarla, do PV, candidata-símbolo contra o uso da máquina pública pelo próprio Lula. Não deu outra. Nossa musa está eleita em Natal, Rio Grande do Norte, com o apoio do maior desafeto que o presidente tem: o senador José Agripino, do DEM.
Capitais: DEM apenas em São Paulo.
Gilberto Kassab, apoiado diretamente por José Serra, maior nome do PSDB, é o único candidato do DEM disputando a eleição em capitais. Decepção total em Salvador, Florianópolis e Porto Alegre, onde a renovação não funcionou e nenhum dos jovens nomes foi para segundo turno. E no Nordeste, dos nomes reconhecidos, a tendência é que nenhum alcance o segundo turno.
Não colou.
Leia aqui o post publicado sobre o tema em 26 de agosto de 2008 sobre o uso de carinhas bonitas para empurrar o comunismo no povão. Não colou, ficaram fora do segundo turno.
Boca-de-urna.
Para quem duvida de pesquisas eleitorais, está se aproximando o momento dos resultados de boca-de-urna. Eles são divulgados antes de qualquer resultado conhecido e normalmente oferecem uma visão clara de onde houve ou não manipulação das margens de erro. É só comparar com as últimas pesquisas publicadas. Também servem para colocar em dúvida as afirmações de que as urnas eletrônicas são programadas e os votos são fraudados. Enfim, em poucos minutos, resultados que irão ou não se confirmar, demonstrando o grau de credibilidade dos institutos.
Está um perigo votar aqui.
Dois eleitores catarinenses tiveram infartos fulminantes ao mirarem a urna eletrônica. O eleitor José Solon Schifter, 68, morreu na manhã deste domingo no Colégio de Educação Básica Frei Caneca, em Lebon Régis (439km de Florianópolis). Schifter sofreu um infarto no local, antes de votar, por volta de 10h30 e foi socorrido por policiais, segundo a Polícia Militar em Lebon Régis. Também hoje em Santa Catarina, o eleitor Florindo Carrer, 76, morreu dentro da seção de votação da escola municipal Vitório Búrigo, na cidade de Morro da Fumaça (SC) momentos antes de votar. Carrer já tinha entregado os documentos ao mesário da seção 16, assinado a presença e seguia para a urna para votar quando caiu. O blog lamenta e apresenta as suas condolências às famílias, não permitindo comentários neste post.
"Boca de sovaco."
FHC, depois de votar, pregou a união entre tucanos e demos em São Paulo, para o segundo turno. Como se a união não existisse desde o primeiro turno, sendo a grande responsável pela derrota vergonhosa de Geraldo Alckmin. FHC é outro que optou pelo cinismo, perdendo uma excelente oportunidade de ficar calado. Preferiu justificar o apelido que recebeu dos petralhas: "boca de sovaco".
Transferência de pepino.
Acostumado a mandar medidas provisórias e a pedalar e andar para o Congresso Nacional, Lula muda de discurso ante a crise econômica que se avizinha: "Nós queremos que esse tema da crise seja levado para dentro do Congresso Nacional para as pessoas perceberem que, embora o Brasil não corra nenhum risco, nós não podemos vacilar," afirmou enquanto votava em São Bernardo do Campo, São Paulo. Quer dividir responsabilidades. Ou, indo no popular, transferir o pepino.
Folha e Estadão forçam segundo turno de SP.
Um dos fatos que mais chamou a atenção nestas eleições para prefeito foi o apoio aberto e declarado da imprensa paulista para um segundo turno entre Marta e Kassab. As capas de hoje falam por si só. Colocar a foto de Alckmin seria pefeitamente dispensável, sendo apenas um lance de brutal crueldade do escorpião que ri da vítima, depois de picá-la mortalmente.Estados Unidos: Brasil é quarto maior credor.
Do Estadão:
O Brasil já é o quarto maior credor individual dos Estados Unidos. Tem US$ 148,4 bilhões em títulos do Tesouro americano, de acordo com os dados mais recentes de Washington, de julho. O País só perde para Japão (US$ 593,4 bilhões), China (US$ 518,7 bilhões) e Grã-Bretanha (US$ 290,8 bilhões) - os países exportadores de petróleo aparecem na frente do Brasil porque estão agrupados.Em meio à crise nos Estados Unidos e ante a perspectiva de um grande aumento na dívida do país, a concentração das reservas brasileiras em títulos do Tesouro americano (Treasuries) desperta preocupação. Rússia e a Índia vêm reduzindo a exposição ao dólar. Leia mais aqui.
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