sábado, 24 de janeiro de 2009
É mesmo photoshop.
O andróide da Casa Branca.
A passagem anterior é de We Can Build You, de Philip K. Dick. Qualquer romance que contenha um androide é um mau romance. Qualquer romance ambientado no futuro é um mau romance. Um mau romance – contendo um androide e ambientado no futuro – é o que melhor representa o presente.
O presente é ele: Barack Obama. A analogia com o romance de Philip K. Dick é simples. Desde que foi eleito, Barack Obama apropriou-se da imagem de Abraham Lincoln. Ele seguiu seus passos, apresentando-se despudoradamente como sua réplica. O mimetismo intensificou-se nas últimas semanas. A caminho de Washington, ele reproduziu a viagem de trem de Abraham Lincoln. Depois discursou no Lincoln Memorial. Depois usou a Bíblia do antigo presidente em seu juramento. No dia da posse, em seu primeiro discurso, ao contrário do androide de Philip K. Dick, Barack Obama evitou falar de trás para a frente (só Aretha Franklin, por causa de um defeito elétrico, cantou num patoá desconhecido), mas pronunciou vacuidades igualmente desprovidas de significado sobre o fim das ideologias, a economia de mercado, a regulamentação financeira, a energia alternativa e o terrorismo árabe.
O paralelo com Abraham Lincoln foi soprado pelos marqueteiros do próprio Barack Obama. A imprensa diligentemente tratou de espalhá-lo. É assim que trabalha a imprensa nos tempos de Barack Obama: ecoa a propaganda presidencial. A estratégia de associá-lo a Abraham Lincoln revela o aspecto mais aventureiro e caricaturesco da figura do presidente americano. Ele está para Abraham Lincoln assim como Hugo Chávez está para Simon Bolívar. Benito Mussolini sempre era comparado aos imperadores romanos. Ele compreendeu perfeitamente a utilidade de se agregar a um passado glorioso, organizando festividades como o bimilenário de Virgílio ou de Augusto (este último, depois da conquista da Etiópia). Num documentário americano de 1933, o narrador Lowell Thomas, embevecido por um de seus discursos, comenta: "O momento é solene: César renasce".
O androide de Abraham Lincoln oferece bons conselhos ao protagonista do romance de Philip K. Dick. Até o dia em que ele manifesta seu lado esquizoide, que o impede de agir, como o Abraham Lincoln original. Barack Obama não é um Abraham Lincoln. Ele é apenas seu simulacro com a fiação invertida.
Obamania.
A primeira dama Michelle Obama está incomodada com o lançamento de bonecas com os nomes das suas filhas. Com trinta centímetros de altura, estão sendo vendidas a dez dólares. " Em nossa opinião é inadequado usar pessoas jovens com objetivos de marketing", afirmou a porta-voz de Michelle, Katie McCormick. A empresa alega que as bonecas nada têm a ver com as filhas do presidente: " Sasha e Malia são nomes bonitos", disse Tania Lundeen, gerente de vendas da empresa.Uma porta de saída para Billy.
O fim das mentiras de Tarso Genro.
De Laura Diniz:
Na Carta ao Leitor de sua última edição, VEJA deu crédito a Tarso Genro, ministro da Justiça, que, depois de "estudo cuidadoso" dos processos italianos, disse não ter encontrado neles provas concretas que colocassem Cesare Battisti na cena dos quatro homicídios pelos quais ele havia sido condenado à prisão perpétua em seu país. Battisti, agraciado por Genro com o status de refugiado político no Brasil, foi um dos líderes do grupo extremista Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), desbaratado há mais de vinte anos pela Justiça italiana graças à delação premiada de Pietro Mutti, um de seus fundadores. A reportagem de VEJA refez na semana passada o mesmo estudo que Tarso Genro garantiu ter feito. Além de ler os autos de cinco tribunais internacionais, a revista entrevistou magistrados italianos diretamente responsáveis pela investigação dos crimes de Battisti. Os resultados obtidos desmentem em sua essência todos os argumentos do ministro da Justiça brasileiro. Havia a possibilidade de Tarso estar certo, mas agora há a certeza de que ele está errado.Ao contrário do que sustentou Tarso Genro, Battisti teve amplo direito de defesa e as provas contra ele vieram de testemunhos de diversas pessoas, e não apenas da delação premiada de Mutti. O ministro brasileiro colocou em suspeição as confissões de Mutti por duas razões. Primeiro, por entender que ele se beneficiou delas ao pôr toda a culpa sobre os ombros de Battisti. Segundo, porque Mutti estaria vivendo sob identidade falsa e não poderia ser encontrado para eventualmente inocentar Battisti no caso de o processo ser reaberto. Os fatos desmentem Tarso Genro em ambos os casos. Primeiro, Mutti cumpriu oito anos de cadeia por sua parceria terrorista com Battisti e nada teria a ganhar incriminando injustamente o colega, já que delatou o grupo todo. Segundo, Mutti não mudou de identidade e pode ser facilmente encontrado – como efetivamente o foi na semana passada por repórteres da revista italiana Panorama, que, depois de saberem da decisão e dos argumentos do ministro brasileiro, também foram atrás do ex-terrorista para elucidar o caso.
Ficou claro como cristal que:
• Battisti teve direito a ampla defesa. O histórico da defesa é narrado em minúcias no documento em que a Corte Europeia de Direitos Humanos, em Estrasburgo, justifica a decisão de extraditar o terrorista para a Itália.
• A condenação de Battisti não se deu com base em um único testemunho. "Numerosos terroristas confirmaram as declarações de Mutti, assim como outras testemunhas", afirmou a VEJA o procurador da República de Milão Armando Spataro. A revista Panorama reproduz o depoimento de uma dessas testemunhas. Maria Cecília B, ex-namorada do terrorista, relatou às autoridades italianas: "Na primavera de 1979, Battisti, ao descrever-me a experiência de matar uma pessoa, fez referência ao homicídio de Santoro (o agente penitenciário Antonio Santoro) indicando a si mesmo como um dos autores". Em documento da Justiça italiana obtido por VEJA, testemunhas oculares relatam a presença de Battisti em dois dos homicídios.
• Mutti, o delator premiado, não mudou de identidade nem está desaparecido. Entrevistado por Panorama, relatou como ele e Battisti mataram um agente penitenciário.
A polêmica está longe de terminar. O presidente Lula já disse à Itália que o Brasil não vai recuar da decisão. O governo italiano avisou que vai usar todos os recursos jurídicos para conseguir a extradição. No mês que vem, quando termina o recesso do Judiciário, os ministros do Supremo Tribunal Federal terão de responder a uma pergunta fundamental para o desfecho do caso: pode o Executivo definir se um crime é ou não político, como fez Tarso? A resposta a essa questão é crucial, uma vez que, pela lei brasileira, quem comete crime político tem direito a refúgio e não pode ser extraditado. Assim, se o STF decidir que não cabe ao Executivo, ou seja, a Tarso Genro, decidir sobre a natureza dos crimes de Battisti, a consequência da ação do ministro – a concessão do refúgio – perderá validade. Nesse caso, a decisão de abrigar ou não o terrorista no país ficará a cargo do STF. Estará em melhores mãos.
O custo da farra(4)
O que pode ser feito a curto prazo, que independa de reformas profundas e difíceis, para travar o avanço na gastança pública?
Os esforços precisam se concentrar nos itens de maior peso no orçamento do governo. As despesas de previdência, assistência social e funcionalismo representam 70% dos gastos do governo. É necessário conter o avanço desses gastos. Essa conta cresceu bastante por causa da política de conceder aumentos ao salário mínimo bem acima da inflação. Isso não pode acontecer. Os pagamentos ligados ao salário mínimo representam quase um quarto de todas as despesas do governo. É justo manter o poder de compra do salário mínimo, mas, na atual circunstância, não faz nenhum sentido conceder reajustes acima da inflação. O impacto nas contas públicas é devastador. Cada real de aumento no salário mínimo significa uma despesa extra superior a 200 milhões de reais ao ano.
O governo não poderia acomodar o aumento dos gastos e a queda na arrecadação valendo-se da criação de mais impostos? É improvável que consiga. Na última década, o total dos impostos pagos pelos brasileiros subiu de menos de 30% para quase 40% do PIB. É esse o tamanho da bicada do governo. Essa carga chegou ao limite. Não há como criar mais tributos ou alíquotas sem que a sociedade reaja e se oponha. Durante muito tempo, os cidadãos engoliram pagar novos tributos. Isso acabou. A derrota do governo em sua tentativa de prorrogar a CPMF (contribuição provisória sobre movimentação financeira) comprovou a aversão da sociedade. Ninguém aceita mais. Isso não impede, obviamente, que a Receita Federal busque aumentar a arrecadação apertando a fiscalização.
Há uma década, os estados são obrigados a gastar menos do que arrecadam, por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal. Que avaliação o senhor faz dessa lei?
A Lei de Responsabilidade Fiscal, junto com a renegociação das dívidas dos estados, mostrou-se fundamental para equilibrar as contas do setor público. Os governos estaduais, até 1998, possuíam déficits em suas finanças. Aquela situação trazia uma incerteza muito grande sobre se a dívida pública sairia do controle e deixaria de ser paga. Essa fragilidade tornava o país vulnerável em meio a crises financeiras, porque, ao menor sinal de perigo, havia fuga de dólares. A questão é que os gastos do governo federal permanecem descontrolados. Ao contrário dos estados, a União pode aumentar suas despesas de custeio à larga, como tem feito, sem que haja nenhum impedimento. Chegou o momento de acabar com essa farra.
O custo da farra(3)
Como, se o coração da crise está exatamente nos Estados Unidos?
Uma vez passada a fase mais crítica, os ventos não podem voltar a inflar as velas do Brasil?
O custo da farra(2)
O que precisa ser feito para controlar o inchaço dos gastos com o funcionalismo?
Como se dará o contágio da crise externa nas finanças públicas do país?
Que ventos deixaram de soprar a favor do país?
O custo da farra(1)
Elas deveriam ser imediatamente suspensas, assim como deveriam ser renegociados todos os reajustes de servidores aprovados no fim do ano passado. Historicamente, em início de mandato, há restrição de contratações e de aumento salarial do funcionalismo. Com o passar do tempo, os governantes cedem às pressões políticas e aos lobbies dos sindicatos dos servidores. Os presidentes perdem a força, ficam menos austeros. Abrem as comportas. Essa é a regra. Mas agora as comportas se abriram demais. O governo perde a cada dia sua disposição de reduzir os custos da máquina pública.
O custo da farra.
Vôo cego.
O Itamaraty é ele.
Surpreendido com a reação italiana ao refúgio dado a Cesare Battisti, o presidente Lula decidiu mudar de estratégia. Se a decisão pró-Battisti se concentrou nas mãos de Tarso Genro (Justiça), agora o Planalto recorreu ao Itamaraty para preparar a resposta ao presidente da Itália, Giorgio Napolitano. A carta foi esboçada por Tarso, que em seguida a repassou para as mãos do chanceler Celso Amorim, antes de seguir para o presidente. O tom foi suavizado devido à preocupação de que as relações bilaterais sejam afetadas.O monopólio do caso nas mãos de Tarso havia contrariado Amorim. Lula chegou a ter dúvidas sobre a concessão do refúgio inicialmente, mas foi convencido após conversas com advogados e com Tarso.
Fórum do MST: patrocínio de Chávez.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Lula: imagem e semelhança de Chávez.
A decisão de Lula em insistir no refúgio concedido ao terrorista Cesare Battisti foi tão antidemocrática, descabida e radical que até a ANSA da Itália confundiu o presidente brasileiro com Hugo Chávez. É para ver como ficou a imagem do Brasil lá fora.Desejaria, nesta ocasião, expressar a Vossa Excelência a plena consideração ao Poder Judiciário italiano e ao estado democrático de direito vigente nesse país, bem como afirmar minha confiança no caráter democrático, humanista e legítimo do ordenamento jurídico italiano.
Esclareço a Vossa Excelência que a concessão da condição de refugiado ao senhor Battisti representa um ato de soberania do Estado brasileiro. A decisão está amparada na Constituição brasileira (Artigo 4º, X), na Convenção de 1951 das Nações Unidas relativa ao Estatuto dos Refugiados, e na legislação infraconstitucional (Lei nº 9474/97). A concessão do refúgio e as considerações que a acompanharam restringem-se a um processo concreto, tendo sido proferida com fundamento nos elementos e documentos constantes num procedimento específico.
Quero, nesta oportunidade, manifestar a Vossa Excelência minha confiança de que os laços históricos e culturais que unem o Brasil e a Itália continuarão a inspirar nossos esforços com vistas a aprofundar ainda mais nossas densas e sólidas relações bilaterais nos mais diversos setores."
Cordiais saudações
Itália recebe carta secreta de Lula.
Photoshop.
Fidel com Cristina. Abaixo, com o mesmo figurino, Lula com Cristina, feito rapidinho no paint. Imaginem no photoshop.- a diferença de luz entre Fidel e Cristina Kirchner, especialmente no rosto;
- a cabeça de Fidel projetada para frente, como se tivesse sido aplicada sobre outro corpo;
- não aparece nenhum pedaço do pescoço;
- a cabeça de Fidel está frontal e o corpo levemente voltado para a direita;
- a estranhíssima posição da mão de Fidel junto às mãos da presidente argentina;
- a outra mão de Fidel, que não aparece.
Ao que parece, é photoshop.
Lula mantém refúgio do terrorista.
Por que esta indulgência para um assassino condenado?
Festa do botox.
Palanque Social Mundial.
Itália: "Bin Laden, peça asilo no Brasil".
Apenas para consumo externo.
Esquerda, volver.
FAT: Fundo de Apoio ao Trambique.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Foto do dia.
Hoje um protesto em frente à embaixada do Brasil em Roma pediu que o Lula volte atrás e extradite o terrorista Cesare Battisti, que recebeu refúgio político por decisão do ministro da Justiça, Tarso Genro. Na matéria do jornal La Reppublica, o ministro das Relações Exteriores da Itália informa que não vai chamar de volta o seu embaixador no Brasil, pois "é importante que ele fique em Brasília trabalhando no caso Battisti". O jornal informa que Lula ainda não respondeu a carta enviada pelo presidente italiano e a demora começa a parecer "ofensiva". Em novembro último, Lula e sua família passaram cinco dias na Itália. O presidente do Brasil foi tratado com total deferência. Dois meses depois, é reconhecido por um país inteiro como o protetor de um terrorista assassino.Segundo de Hillary ataca Chávez.
Vão abrir?
Protesto contra o Brasil em Roma.
Forum Social Mundial movido a catuaba.
Ana Júlia Carepa, governadora petista do Pará, dançando o carimbó: 600.000 camisinhas para o Forum Social Mundial.Bem-vinda, Guantânamo!
Ideologia acima da lei.
Sacando ou saqueando?
Lula acovardou-se para Davos.
Sobre crise e emprego.
A lenta agonia de Aécio.
Caso Tarso-Battisti: STF com a palavra.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Caso Tarso-Battisti: Itália pode retirar embaixador.
Selic cai para 12,75%.
Obamagogia.
Lula traiu"contrariado".
Perdeu, perdeu.
Chávez e Castro passam a perna em Lula.
Lula: motivo de chacota para os bolivarianos.Lula: mensagem para Obama.
É com prazer que me dirijo a Vossa Excelência para cumprimentá-lo por sua posse como presidente dos Estados Unidos da América. Como sociedades multiétnicas, democráticas e de grande diversidade cultural, Estados Unidos e Brasil têm muitas semelhanças e propósitos comuns. Compartilho sua intenção de buscar soluções políticas para os grandes problemas que ameaçam a segurança coletiva no mundo de hoje desde uma perspectiva multilateral.
Compartilho, igualmente, suas preocupações em encontrar soluções urgentes e profundas para enfrentar a grave crise financeira e econômica que, originada no mundo desenvolvido, ameaça os países em desenvolvimento. O Brasil e os demais países da América Latina souberam reconstruir nos últimos anos suas economias com inegáveis ganhos sociais e políticos. Esse esforço de dezenas de milhões de homens e mulheres não pode ser frustrado.
Na expectativa de poder, num futuro próximo, dar início pessoalmente a um diálogo fluido e proveitoso, faço votos de que Vossa Excelência tenha muito êxito nas suas novas funções e de que sejamos os instrumentos de uma renovada amizade entre nossos dois povos.
Cordialmente,
Luiz Inácio Lula da Silva"
Caso Tarso-Battisti: Itália mobilizada.
Errar é "hermano".
Medida populista e estúpida.
Dinheiro a rodo.
PT cobra conta de Lula.
Abandonado à própria sorte.
Chutando alto.
Obama suspende julgamentos em Guantânamo.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Com o apoio de Lula.
No último final de semana, após receber forte apoio de Lula, Hugo Chávez determinou que a sua polícia utilizasse gás lacrimogênio e prendesse os estudantes que saíssem às ruas para realizar manifestações contra o referendo. Além da polícia, milícias armadas começaram uma escalada de terror que já culminou com bombas na nunciatura, carros queimados e extrema violência contra os partidários do "não" à reeleição eterna do ditador. Veja aqui e aqui a democracia que Lula foi apoiar.
GM: 2.300 demissões em uma semana
Ipea quer derrubar os juros.
Itália: greve de fome pela extradição.
O mundo à espera de Obama.
Sinal vermelho.
Populismo fala mais alto.
Super Lula.
Balança comercial já cai 21,2% em 2009.
Europa também achava que era marolinha.
Marolinha molha os pés de Lula.
Forum Social Mundial: festa da elite.
Festa de "aparelhagem": proibida pelo "aparelho" do Forum Social Mundial.



