sábado, 15 de março de 2008

"Belisca-me que estou sonhando".

Este não é somente o nome do novo e bem sucedido programa de TV que o famoso apresentador cubano, Carlos Otero, que logrou desertar da Ilha-Prisão, está apresentando na America TeVe Canal 41, na Flórida. É o sentimento de dezenas de artistas, desportistas, boxeadores, bailarinas, que estão fugindo aos magotes de Cuba rumo ao Império das liberdades. "O momento das deserções é significativo'', disse Andy Gómez, membro do Instituto de Estudios Cubanos y Cubanoamericanos. "Revela a frustração dos cubanos, especialmente dos jovens, que vêem essa mudança (Castro por Castro) simplesmente como uma continuidade do antigo regime''. Leia mais aqui sobre a agonia do regime cubano, junto com o seu ditador tirano e assassino.

Fogo companheiro.

Na Colômbia, os companheiros estão matando os companheiros, levando a mão e o computador para receber a recompensa dos militares. É o começo do fim. Aqui no Brasil, Frei Betto, o amigão do Fidel e do Lula, o "Pai do Fome Zero", dá uma entrevista dizendo que a Bolsa-Família é eleitoreira, corrupta e um beco sem saída. Começou? Leia mais aqui.

Os aloprados estão voltando.

PT de São Paulo pintado de guerra para protestar contra a privatização da CESP.

O bando de aloprados criadores de dossiês e de factóides do PT paulista promete entrar com uma "enxurrada de ações" contra a privatização da CESP. Todo mundo sabe o quanto é duro ter que defender a candidatura da ministra "relaxa e goza", odiada por nove a cada dez paulistanos. Só mesmo pintando a bunda de vermelho e saindo para a rua para atrapalhar um negócio que até o patriarca da sofisticada organização, Luiz Inácio Lula da Silva, apóia. Leia mais aqui.

Correa ofende Bush: que crise!

Rafael Correa discursou exaltado, mandando George Bush "calar a boca". Pretendeu se transformar na versão bolivariana do Rei Juan Carlos. Na verdade, depois de ter rolado no pó no episódio das FARC, Correa não é mais ouvido por ninguém que esteja lúcido e no domínio das suas faculdades mentais. A carreira do valente foi curta e tudo o que ele faz cheira à maluquice. É cachorro que muito acoa e não morde. Um filhotinho de Chávez. A única crise que causa é de riso.

Lula no "paclanque"

Algumas frases do discurso realizado por Lula, num "paclanque" em Araraquara, onde foi usar dinheiro público para promover o prefeito do PT:

Lula, o Artista Popular: "Mas o que está acontecendo no Brasil é uma coisa que nós preparamos e muitos dos ensinamentos que eu aprendi na minha vida cotidiana eu coloco em prática na arte de governar este País."
Lula, o Amassador de Barro: "Quando chegava à fábrica, lavava, deixava secar e à tarde, quando eu saía da fábrica, descia do ônibus, na padaria, colocava a galocha, chegava em casa, tirava a galocha. Mais um pouco e eu pegaria o apelido de Lula Galocha."
Lula, o Lutador: "Um ano e meio depois, eu comprei uma casinha do BNH,com 33m2. Imaginem o tamanho da casa: quando um filho ia dormir, o outro tinha que se levantar; quando colocava o fogão, tinha que tirar a geladeira; se esticasse o pé no quarto, o pé saía pela janela."
Lula, o Perseguido do Mensalão: "Passamos 2005 muito apertados. Todo mundo acompanhou pela televisão o que os partidos de oposição tentaram fazer conosco. Todo mundo, aqui neste País, acompanhou o que uma parte da imprensa fez conosco em 2005 e em 2006".
Lula, o Altruísta: "Quando eu perdi as eleições, me ofereceram um curso em Harvard, para que eu fosse me preparar, aprender inglês, que eu ia ficar mais “chiquérrimo”. Obviamente que tinha vontade de fazer tudo isso, mas eu achava que se eu quisesse ser presidente do Brasil, eu precisava conhecer a alma deste País, viajar este País, viajar os grotões deste País, conhecer a cara do povo deste País."
Lula, o Enviado de Deus: "E eu dizia: por que eu não posso errar? Porque se eu errar, eles vão colocar uma cangalha no nosso pescoço e vão passar 150 anos ou 200 anos para as pessoas admitirem que um operário pode chegar à Presidência da República."
Lula, o Multiplicador: "Eu vi o depoimento de uma mulher que eu coloquei na televisão, ela dizia: “antes do Bolsa Família, eu tinha duas netas que moravam comigo, eu comprava um lápis e cortava o lápis ao meio para que cada criança tivesse metade”. Hoje ela pode comprar uma caixa de lápis para cada neta e não precisa repartir."
Lula, o Pai dos Pobres: "É preciso acabar com essa história de que nordestino e negro têm que ser pedreiros, ajudantes de pedreiro ou cortadores de cana. Nós não temos vergonha de ser pedreiros ou cortadores de cana, mas queremos ser engenheiros, queremos ser médicos, queremos ser (inaudível), queremos ser tudo aquilo a que temos direito neste País. "
Lula, o Generoso: "Porque neste País, também se aprendeu que tudo que a gente dá para o rico é investimento e tudo que a gente dá para o pobre é gasto, quando eu acho que é o contrário. Eu acho que a gente colocar dinheiro na mão do pobre é investimento neste País."
Lula, o Chefe: "Esses dias, a imprensa foi atrás de uma mulher do Bolsa Família porque ela comprou uma geladeira e aí já acharam que ela era burguesa, não precisava mais do Bolsa Família. Eu quero que ela compre geladeira, eu quero que ela compre televisão, eu quero que ela compre roupa, eu quero que ela compre sapatos."
Lula, o Cuidadoso: "Qual é o cuidado que nós temos que ter? O consumo não pode crescer acima da capacidade produtiva do País. Até pode, porque a gente pode importar um pouco. Mas é preciso que a gente tenha cuidado porque, se cresce muito o consumo e a indústria não investe em novas fábricas, em nova produção, a gente tem de volta uma doença desgraçada – que nós não gostamos dela – que é a inflação, que muitas vezes favorece o rico e quem paga o preço é o pobre que vive de salário neste País".

Páginas vermelhas.

Na entrevista às páginas amarelas, o ex-presidente da Comissão de Ética Pública confirma que o Governo Lula não está nem aí para a ética. Seria mais verdadeiro se dissesse que também está pra lá de despreocupado com honestidade, probidade, decência...Abaixo alguns trechos:

Veja – O presidente Lula classificou Carlos Lupi como "o mais republicano dos ministros"...

Marcílio Marques Moreira – Preocupa-me ouvir declarações de autoridades no sentido de que transgressões são rotineiras na vida pública brasileira. Isso é inaceitável e demonstra que a sensibilidade ética é escassa no Palácio do Planalto.

Veja – É uma referência ao presidente Lula?

Marcílio Marques Moreira – O presidente não é sujeito à competência da comissão, não dá para fazer considerações sobre ele. Mas posso dizer que a falta de sensibilidade ética é algo que permeia todo o altiplano do governo.

Veja – O senhor passou três anos na presidência da Comissão de Ética. Nesse tempo, estouraram escândalos como o do mensalão, o caso Renan e a crise dos cartões corporativos. A corrupção aumentou no governo Lula?

Marcílio Marques Moreira – Há três razões para termos hoje a sensação de que há mais corrupção no país. Primeiro, as expectativas éticas sobre esse governo eram muito grandes. O PT sempre foi muito identificado com o combate à corrupção e no poder deixou a desejar nesse aspecto. A segunda razão é que, por inexperiência ou por preocupação com o problema da governabilidade, houve um relaxamento com as nomeações. Essa discricionariedade de nomear mais de 20.000 cargos apenas por bases de interesses políticos está na raiz da corrupção. A Comissão de Ética considera as nomeações políticas legítimas, mas o indicado tem de ter formação, experiência, capacidade e honestidade. A comissão pediu que o currículo dos dirigentes fosse colocado nos sites dos órgãos, mas isso nunca foi obedecido. Por último, há também uma maior transparência, uma maior divulgação dos casos de corrupção.

Fugindo das FARC.

"O PT não participou do seminário [do Partido do Trabalho mexicano]. Participamos, sim, da reunião do grupo de trabalho do Fórum de São Paulo", disse Valter Pomar, secretário de Relações Internacionais do PT, sobre o evento realizado no México que convidou, com passagens, estadias e todas as mordomias, integrantes das FARC. Nenhum compareceu. Alguns por motivos óbvios, já que estão ardendo no inferno. Outros porque, depois dos últimos acontecimentos, tiveram que voltar para os seus buracos fétidos na selva colombiana. Sobre a frase do equivalente brasileiro a Raul Reyes, é o estilo petista de ser. Lembram que Lula não participou das negociações para obter o "apoio" do PL, por R$ 10 milhões? Estava na sala ao lado, com José Alencar, enquanto José Dirceu e Delúbio fechavam negócio, com Waldemar Costa Neto. Neste caso, Lula também participou do grupo de trabalho, mas não participou do seminário.

Brasil reconhece perseguição política em Cuba.

Este blog fez campanha contra a deportação.

Durante os Jogos do Pan, o Ministério da Justiça, comandado pelo petista Tarso Genro, perseguiu dois boxeadores cubanos que haviam desertado da delegação, até prendê-los e enviá-los de volta para Cuba, num avião especialmente mandado ao Brasil por ninguém mais, ninguém menos do que Hugo Chávez. Na calada da noite, sem que os cubanos falassem com a Imprensa ou qualquer entidade de direitos humanos. Ontem, Juan Alcides Díaz, Miguel Ángel Costafreda e Arodis Verdecia Pompa, músicos do grupo Los Galanes, que decidiram não mais voltar para Cuba, quando faziam shows em Recife, em dezembro passado, passaram a ser considerados refugiados políticos, com todos os direitos decorrentes. Ou seja, o Brasil reconhece oficialmente que existe perseguição política em Cuba. Agora só falta reconhecer que as FARC são terroristas. Nada como uma visita de Condie Rice.

sexta-feira, 14 de março de 2008

"Super MAM" bate no PT e no Lula.

Marco Aurelio de Mello, presidente do TSE e ministro do STF, deu duas declarações, hoje, sobre o partido mais corrupto do Brasil e sobre o seu "presidenti di onrra". No PT, lascou: "Realmente, fiquei espantado de perceber que o PT veio a adotar uma postura que não é harmônica com aquela postura que, há anos atrás, nós imaginávamos em relação a este partido." Para o "Super MAM", houve "uma tentativa inglória de intimidar uma autoridade constituída: o presidente do Tribunal Superior Eleitoral". Para o palanqueiro sobrou a seguinte declaração: "Nós sabemos que as eleições municipais são preparatórias. Hoje mesmo, abri um jornal e verifiquei que o presidente empreenderá viagens em campanha para apoiar as bases. Evidentemente, não está fazendo isso a partir de relações pessoais". Por enquanto é só declaração, ainda não é punição.

Primeiro blog político completa 5 anos.

Hoje, o primeiro blog político do Brasil completa cinco anos. Mas não é só este o seu pioneirismo. Tão importante quanto dar o primeiro passo, foi ter aberto o espaço para que os pseudônimos da web, moldados nos foruns e grupos de discussão do UOL, Estadão e outros, se transformassem em verdadeiros personagens da futura blogosfera. O Coronel que o diga.

PT cuspido e escarrado.

Estou vendo uma reprise da CPI das ONGs, onde Fátima Cleide, senadora do PT, ostenta brinquinhos de estrelinha. Nunca vi nenhuma senadora do PSDB usando brinquinho de tucano. Nem senadora comunista usando brinquinho de foice e martelo. Tem coisa mais brega do que esta reverência pela estrela corrupta? Aliás, a senadora Fátima, que faz dobradinha com o senador Sibá, é o PT cuspido e escarrado.

CPMI dos Cartões: bem feito!

Hoje, dois senadores da Oposição (e nenhum deputado da Oposição) estão ameaçando abandonar a CPMI dos Cartões Corporativos, pela estratégia protelatória da maioria governista. Não há razão para reclamar. Ainda mais senadores do nível de um Álvaro Dias(PSDB-PR) e de um Demóstenes Torres(DEM-GO). Quem protelou a CPI foi a Oposição, embromando por mais de trinta dias para decidir fazer uma comissão mista, quando deveria fazê-la pura, no Senado. A Oposição deu todo tempo possível ao Governo para que fizesse tudo do melhor jeito. Que paguem o preço. De agora em diante, sejam mais competentes e menos chorões, porque os eleitores estão cheios de ver parlamentares indignados, iracundos e furibundos com problemas que estava na cara que iriam acontecer. Menos indignação programada e mais trabalho planejado, senhores senadores. Está cada vez mais ridículo ver político experiente chorando as mágoas na frente das câmeras e no plenário. Daqui a pouco não vão ser mais só os Mercadantes, Idelis, Sibás e Wellingtons gargalhando ante o papel que os senhores estão fazendo neste momento delicado do país. Serão os seus ex-eleitores.

Viúva de Covas: R$ 4,7 milhões de indenização.

Lila Covas, esposa de Mário Covas, está fazendo seu esposo tremer no túmulo. Entrou com pedido de uma indenização de R$ 4,7 milhões, porque o marido teve os direitos políticos cassados pelo AI-5 e esteve preso pelo Exército, em Brasília, durante o regime militar. Não abriu mão das pensões que recebe como viúva de ex-parlamentar e de ex-governador de estado. Quer, como diria um idiota da classe média brasileira, "apenas um plus a mais". Como afirma o comentarista anônimo que deu a dica para este post, "coitado do Covas, teve sua carreira de tal forma destruída pela ditadura que só conseguiu duas vezes se eleger governador do mais importante estado do país. Não fossem os militares, ele poderia ser secretário geral do partido comunista da união das repúblicas socialistas latino-americanas (e quem sabe um dia chegaria a Imperador de todo o planeta)!"

Impostos e impostores.

O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) alcançou, às 20h de ontem, R$ 200 bilhões em impostos municipais, estaduais e federais pagos pelos brasileiros desde 1º de janeiro deste ano. Os impostores do Governo Lula esfolam a classe média e não oferecem nada em troca em saúde, educação, segurança, tampouco na garantia da manutenção dos padrões de aposentadoria. Imposto da Dinamarca, serviço da Zâmbia. Hoje a Folha também informa que a classe média brasileira é a que tem a maior alíquota do Imposto de Renda entre os países da América do Sul. O levantamento é da consultoria Ernst & Young tomando por base o valor salarial a partir do qual o brasileiro começa a pagar a alíquota máxima de 27,5%. No Brasil, hoje, essa alíquota é aplicada a quem tem renda mensal tributável acima de R$ 2.743,25. No Chile, essa mesma renda pagaria 5%; na Bolívia, 13%; no Peru, 15%; na Colômbia, 19%; e no Uruguai, 20%. A alíquota mais próxima da paga pelos brasileiros é cobrada na Argentina: 27%. Já na Venezuela a mesma renda estaria isenta, segundo a consultoria. A partir daí, dá para entender a farra da companheirada com o dinheiro público. Para os impostores do Governo Lula, o que entra fácil sai mais fácil ainda.

40 anos depois.

A injustiça é flagrante, foi denunciada por Élio Gaspari e virou matéria nos principais telejornais. Um asssassino terrorista recebe uma indenização muito maior do que a sua vítima. Se fosse o inverso, haveria passeatas dos movimentos sociais, missas, atos de desagravo, visitas do Suplicy, manifestações no Senado. A Imprensa fez a sua parte. O Judiciário não abriu a boca. O Legislativo não deu um pio. O Executivo fez cara de paisagem. O caso já está caindo esquecimento.

Vítima de um atentado à dinamite praticado por Diógenes Carvalho de Oliveira, membro da Vanguarda Popular Revolucionária, em 1968, contra o consulado dos EUA no Brasil, Orlando Lovecchio Filho, 62 anos, descobriu que seu algoz ganha do governo federal uma ajuda mensal de R$ 1.627 mais R$ 400 mil por atrasados, enquanto ele recebe míseros R$ 571 mensais. "O governo negou duas vezes o meu pedido de ajuda. O autor do dano tem mais direito do que a vítima", afirma Lovecchio. Ele perdeu parte da perna após a explosão de uma bomba e ainda teve de provar que não tinha responsabilidade no atentado. Hoje recebe do governo R$ 571 mensais. O Ministério da Justiça informou que a lei da anistia é para perseguido político e que Lovecchio não se enquadra nesse perfil.

O Diógenes da VPR virou o Diógenes do PT, assessor do governador Olívio Dutra, o Truta. Hasteou a bandeira de Cuba na sacada do Palácio Piratini, foi a ponte do partido com o jogo do bicho e principal ator dos rolos do Clube da Cidadania. Foi anistiado pelos assassinatos e crimes cometidos quando era terrorista. Quando explodia bombas que arrancavam pedaços de inocentes. Hoje vive de proventos e de uma aposentadoria como ex-bandido, pagas pelos impostos recolhidos por gente decente. Inclusive pelo Orlando Lovecchio. Se tivesse sido mais estratégico e menos operacional, hoje seria ministro do Governo Lula.

O caso, agora, vai cair novamente no esquecimento. Não mexeu com a opinião pública. Não chocou senadores e deputados. É a prova mais concreta de que o povo brasileiro não quer falar mais nisso, 64, golpe, guerrilha, regime militar, terrorismo, seqüestros... O Brasil tem 184 milhões de habitantes. E apenas 14 milhões de brasileiros acima de 60 anos, que poderiam ter algum discernimento sobre fatos como estes, ocorridos há 40 anos atrás. Quem, por método, ainda mantém a mística da luta contra a ditadura militar é a esquerda, nas suas homenagens, prêmios e discursos, onde apenas uma parte da história é contada. Queiram ou não, a história é contada pelo vencedor. O perdedor aceitou a derrota quando, ao entregar um país pronto para a democracia e livre do comunismo, em vez de contar a verdadeira história, preferiu dizer, sob o silêncio covarde dos seus comandados : "me esqueçam!" Esqueçamos o Lovecchio. Quem venceu foi o Diógenes.

Isso que é agenda.

Força-tarefa.

Os ministros gaúchos Tarso Genro e Dilma Rousseff têm agenda em Porto Alegre hoje, antevéspera da escolha do candidato do PT à prefeitura. Ele fará reunião sobre o Pronasci. Ela apresentará balanço do PAC. Ambos apóiam Miguel Rossetto, que enfrentará a deputada Maria do Rosário na prévia.

( do Painel da Folha)

Oposição entra no STF contra MPs.

O DEM está entrando com duas ações no STF contra a "tv pública", uma questionando a urgência e relevância da sua criação, outra a fonte de recursos que, segundo o partido, configura a criação de um novo imposto. Leia mais aqui. O PSDB já havia entrado com outras ações, contestando sete medidas provisórias que criaram créditos extraordinários, o que só é permitido pela constituição para "despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública". Leia aqui.

quinta-feira, 13 de março de 2008

O discurso de Jarbas pela democracia.

Discurso do Senador Jarbas Vasconcelos(PMDB-PE), hoje, no Senado, sem os apartes.

Estamos passando por uma fase no País em que o Presidente da República faz tudo, muito mais do que fizeram, em regime de exceção, os generais ditadores. A sessão de anteontem, portanto, não poderia passar sem um registro de nossa parte.De forma que essa sessão de ontem não poderia passar, Sr. Presidente, Srs. Senadores, sem um registro da nossa parte. Eu não tenho papel de liderança aqui, sou um dissidente do meu Partido, o PMDB, mas não poderia deixar de registrar o meu repúdio, a minha indignação a esse comportamento. A medida provisória, por si só, já proíbe, já não permite uma discussão. E, aqui, a liderança do Governo, por porta de travessa, arrumou um expediente, dentro desta Casa, para restringir, ainda mais, o debate, estabelecendo número de oradores para se discutir a medida provisória presidencial, que criava a TV pública nacional. É realmente inconcebível, é intolerável, engolir isso, passar-se pela tarde de anteontem, e pela madrugada de ontem, sem um protesto - e um protesto veemente – pela insanidade cometida, aqui, no plenário deste Senado.

Nós tivemos, como chamou a atenção a atuante Senadora, por Tocantins, Kátia Abreu, um final de ano, aqui, no plenário do Senado, que chamou a atenção de todo o País. A Oposição com um mínimo de organização, conseguiu derrotar a renovação, mais uma vez, da CPMF. E a maioria dos Senadores que, aqui votou – essa maioria que votou – votou para reduzir a carga tributária. Naquele momento, não se estava votando contra o Presidente Lula; não se estava votando contra o PT; não se estava votando contra quem quer que fosse. Estava se votando, de forma clara, bastante transparente, a favor da redução da carga tributária. O Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do mundo. Cresce, como está crescendo, e cresceria muito mais, se o Presidente cuidasse da infra-estrutura do País. Estamos exportando, mas se exportaria muito mais, se tivéssemos estrada-de-ferro, rodovias, aeroportos, portos. aeroportos, portos. Não temos nada disso e o País consegue o milagre ainda de ter uma pauta de exportações bastante saudável. Nossa luta se deu no sentido de redução da carga tributária.

Acabou o ano, Sr. Presidente, com a promessa solene de Sua Excelência o Presidente da República e a Liderança do Governo aqui de que não haveria substituto para a CPMF. O Governo tinha absorvido a derrota, reconheciam alguns setores do Governo que a carga tributária estava excessiva e que o Governo ia procurar entrar 2008 sem aumentar impostos. Mentira! Tudo mentira! Começou o mês de janeiro e o Presidente da República anunciou aumento de novos impostos. O Ministro Guido Mantega teve a desfaçatez de ir à televisão para dizer que aquela promessa era até o dia 31 de dezembro, que, a partir do dia 31 de dezembro, o Governo estava livre para arrumar um substituto, algo que substituísse a ausência da CPMF.Mas vejam V. Exªs, Sr. Presidente, Srs. Senadores, algumas manchetes:
O Estado de S.Paulo, de 27 de fevereiro deste ano: “Receita cresce 20% após fim da CPMF. O fim da CPMF não afetou o desempenho da arrecadação de impostos e contribuições federais”.

Valor Econômico, jornal específico sobre assuntos econômicos: “O impressionante salto das receitas federais em janeiro”, um editorial de três de março do corrente.

Outra matéria: “Gastos e carga tributária elevada são mantidos”.

Sr. Presidente, a impressão que se tem é a de que o Presidente da República quer fazer o País de tolo, de bobo e a população, de idiota. As instituições não são respeitadas. Recentemente, tivemos uma agressão ao Judiciário na pessoa – nada mais, nada menos – do Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Ministro Marco Aurélio Mello, que pode até ter provocado um equívoco de estar se antecipando, dando opiniões sobre processos que não lhes chegaram ainda às mãos, mas nada merecia o ataque que foi deferido, no Nordeste, pelo Presidente da República, de forma desmoralizante e contra um dos poderes. Eu não estou falando de órgãos, estou falando do Poder Judiciário.
Sr. Presidente, os assuntos aqui – assuntos menores – andaram tomando conta disso e o Presidente foi poupado de uma análise maior do Plenário do Senado Federal. É verdade que vários Senadores abordaram o assunto – que aconteceu num final de semana – e denunciaram, mas esse assunto passou ao largo. Porém, no dia 1º de março, ele mereceu um editorial – não é uma opinião política, é um editorial – da Folha de S. Paulo, com o título “Território invadido”.Ataques do Presidente Lula a um Ministro do Supremo são espetáculo constrangedor de descontrole e truculência. Quem entrou em cena numa cerimônia realizada, anteontem, em Aracaju, foi um Presidente da República desequilibrado e truculento, vociferando do palanque despropositadas provocações a um Poder autônomo da República.”

É a Folha de S.Paulo, não é nenhum colunista. É o Conselho Editorial que orienta a fazer o editorial. Quero que faça parte integrante da minha fala esta opinião da Folha, com o título: “Território invadido”.

O Globo também não ficou atrás, e aí não mais por meio de editorial, mas da palavra do seu colunista Merval Pereira, que diz: "Lula revela todo o seu autoritarismo e presta um desserviço à democracia quando, fazendo política de palanque, investe publicamente contra o Judiciário".

São coisas que têm que ficar registradas no plenário, Sr. Presidente, Senador Alvaro Dias, porque, por exemplo, tive uma experiência, lá atrás, de combate à ditadura. E quanto mais forte e exorbitante a ditadura, quanto mais ela gritava, quanto mais ela matava, seqüestrava, mais nos dava ânimos de lutar contra o seu fim, de ver o seu fim.Para mim pouco importa se Lula tem 70% ou 80%, se, no meu Estado, Estado natal dele também, ele tem 80%, porque quando ele disputou a Presidência da República, eu votando contra ele, tivemos votações quase que assemelhadas.Então, isto não me causa nenhuma inquietação, nenhuma mossa: o Presidente da República estar num patamar muito elevado de popularidade.

Mas ele não pode continuar desmoralizando o Judiciário; não dar a mínima atenção ao Tribunal de Contas da União; passar a mão na cabeça de corruptos, como fez e como faz constantemente; dizer que uma Ministra, que se atrapalhou com o dinheiro público, que fez compras em free shop, nada deve e que ela deve sair de cabeça erguida. E a própria Procuradoria-Geral da República incriminar essa Ministra e mandá-la devolver o dinheiro.Essas coisas, Sr. Presidente, têm que ter um fim e têm que ser registradas aqui. O Presidente da República não leva mais em conta o Judiciário. O TCU para ele não vale nada, é um lugar de políticos aposentados, segundo voz corrente dentro do Palácio do Planalto. Uma tentativa clara e transparente de desmoralização do Congresso Nacional. A Câmara não precisa se desmoralizar porque vive completamente manietada pelo Palácio do Planalto; o Senado, que tem uma maioria escassa com relação ao Governo, o Presidente Lula tenta calar e tenta desmoralizar.

Portanto, se não formos para o enfrentamento, os partidos de Oposição – o PSDB, o DEM e outros partidos – se deixarmos a coisa eleitoral de lado... Porque a coisa eleitoral está sendo colocada pelo Presidente da República, que usa um avião pago por todos nós e está disposto a sair toda semana, duas vezes, para fazer comícios no interior. Está registrado hoje em todos os jornais que ontem foram distribuídas cinco mil marmitas aqui, foram convidadas não sei quantas pessoas ali, o Presidente leva dinheiro, enfim. E se esta Casa fica calada... Porque a mídia, que tem tido um papel altivo, a Presidência da República não leva em nenhuma consideração, em nenhuma consideração: Estado de S. Paulo – por meio de seus editoriais –, O Globo, a Folha S Paulo, o Jornal do Brasil – para ficar nos maiores jornais em nível nacional. Ou seja, a mídia não tem sido levada em conta em coisa nenhuma pelo Palácio do Planalto; o Judiciário desmoralizado, o TSE mais ainda, porque quem foi atingido foi o Presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

Eu quero saber, Sr. Presidente, onde é que vamos parar com isso. Um Presidente com uma formação autoritária, uma formação que exorbita a toda hora e a todo instante, que quer porque quer fazer com que a opinião pública entenda que quem trabalha é ele e este Congresso não trabalha. É verdade que se discute muito aqui e se vota pouco, mas se vota pouco porque as medidas provisórias trancam a pauta desta Casa. E não é, Sr. Presidente, por intermédio de medidas provisórias que se cria – para voltar um pouco atrás e falar novamente – uma TV Pública Nacional. Isso é um desrespeito não somente ao Senado, à Câmara, ao Congresso Nacional, mas também um desrespeito a todo o Brasil. Sobre isso já falou aqui, hoje, com muita competência, o nosso Senador Pedro Simon.
Com relação ao episódio que envolveu a Colômbia há cerca de dez dias, o Brasil teve um papel vergonhoso. Eu disse isso ontem ao Ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, na mesma hora em que o Congresso estava reunido para apreciar o Orçamento. Disse a ele que a aparição dele e do Governo da República na televisão foi um desastre. A coisa ficou pela metade. O Brasil insistia que a Colômbia tinha que aprofundar, fazer um novo pedido de desculpas. Tudo bem, se o Itamaraty não estava satisfeito com o pedido de desculpas que foi formalizado pela Colômbia, então deveria pedir a Colômbia para aprofundar aquele pedido de desculpas.Mas não dar uma palavra sobre uma organização que já teve uma luta ideológica, mas que hoje são um agrupamento de criminosos, de assassinos, de seqüestradores?

É inconcebível, Sr. Presidente! É inconcebível porque o Brasil nunca adotou a posição de um Presidente da República influenciar a política do Itamaraty, não permitindo que o Brasil, em uma nota clara, dura, transparente, condenasse a invasão do espaço aéreo do território equatoriano e, com a mesma dureza, com a mesma ênfase, a ação criminosa das Farc. Está aqui, Sr. Presidente, inclusive um artigo de Clóvis Rossi, que não é apenas um colunista, S. Srª pertence ao conselho editorial da Folha de S.Paulo. Diz o artigo: “O Brasil pode e deve ser neutro entre dois vizinhos, mas não pode nem deve ser neutro entre o Governo colombiano legítimo e as Farc, um grupo delinqüente.”

E as contradições não são só essas, Sr. Presidente. O Ministro Celso Amorim disse que as Farc não tem status porque o Governo brasileiro não reconhece. Não é verdade, porque, enquanto S. Exª disse isso, esse falastrão que vive lá no Palácio do Planalto, o tal do toc-toc-toc, perguntado pelo Le Fígaro, em Paris, no dia 4 de março desse mês – há apenas 12 dias –, também disse o seguinte sobre a relação do Brasil, do Governo brasileiro, com as Farc: “Lembro-lhe que o Brasil tem uma posição neutra com relação às Farc. Não as qualificamos como grupo terrorista, nem como força beligerante.” É esse homem que dita a política internacional, a política exterior do Brasil, não mais o Itamaraty.

Então, são essas coisas, Sr. Presidente, que temos que enfrentar, que a Oposição tem que enfrentar – e enfrentar como tem enfrentado –, agora, com mínimo de organização, temos que ser organizados.
Não posso dar pitaco dentro do meu Partido – porque não me deixam –, mas quero dar pitaco dentro da Oposição, onde eu me sinto inteiramente à vontade.É preciso que nos organizemos e que mostremos – quando o Presidente vai para o interior do País, faltando com a verdade, nos acusando de fazer um desvio eleitoral – os jornais do dia.

Esse, Senador José Agripino, é O GLOBO de ontem, do dia 12: "Em clima eleitoral, ataques à Oposição". Aí diz: “Num evento com ar de campanha, com discursos inflamantes, transporte gratuito e distribuição de comida, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, na inauguração de um projeto de irrigação, que seus adversários só pensam na sucessão presidencial de 2010”.Pode um negócio desses, Sr. Presidente? Existe uma coisa dessa natureza, a pessoa fazer e nos atribuir o seu feito? Não pode! Não podemos continuar tolerando, aceitando isso todos os dias. Alguém tem que passar por esta ou por aquela tribuna, para denunciar isso.O País não pode ficar imaginando que a Oposição foi contra a TV Pública Nacional, porque era contra TV Pública. Não sou contra a TV Pública Nacional, sou contra a forma desmoralizante como foi criada, por meio de uma medida provisória.

É isso, Senador José Agripino, que tem que ser enfrentado, porque se não é enfrentado amanhã vem o arrependimento de que deveria ter dito isso, deveria ter ido à tribuna. Um presidente da república que não leva em conta o Judiciário, que desmoraliza o Judiciário, que pega o Congresso Nacional e o manda trabalhar, como se ele fosse um presidente trabalhador, que não tem o menor respeito à mídia, que tem uma equipe com estrelosos e aloprados. Quando existe alguma coisa com um estreloso desse ou com o aloprado, ele passa a mão na cabeça porque a força dele é de tal natureza na cabeça do Presidente da República que basta a palavra dele para se confrontar com o Judiciário, Tribunal de Contas da União não vale nada e, como disseram dentro do Palácio do Planalto, é um acampamento de políticos aposentados e por aí vai levando. Até quando isso vai chegar ninguém sabe.
Então, é preciso que não se deixe o Presidente fazer – estou falando de 100 dias para cá. Derrotamos a CPMF, o Presidente decretou aumento de impostos em janeiro, disse que não ia fazer mas fez, a arrecadação subiu, diz para os concursados do Brasil que a responsabilidade de não fazer concurso e nem chamar os concursados é da oposição. Lorota, lorota para não dizer mentira. Os concursados podem ser chamados porque a arrecadação está sobrando, o dinheiro sobrou.Basta ler os jornais sobre o excesso de arrecadação já em janeiro e da previsão de uma arrecadação maior ainda em fevereiro e em março.

Então, tudo isso, Senador Mão Santa, tem que ser feito, como V. Exª por dever de justiça tem feito aqui, mas tem feito sozinho. Tem feito é sem dentro de uma orientação. Tem feito sem dentro de uma organização, daqueles que relutam, não é?, e querem enfrentar essa situação que está se criando no País.

Eu não tenho posição de liderança dentro dessa Casa, pertenço a um Partido dissidente, mas não vou ficar calado. Vou me inscrever agora em todos os horários que dispuser e que tiver ao meu alcance para denunciar. Pouco importa para mim se ele já desmoralizou o Judiciário, não liga para o TCU, se ele quer investir contra o Senado, se ele não leva em conta a imprensa, se ele cria uma tevê pública através de medida provisória, não me importa. Nós vamos para o enfrentamento para depois não estar aqui choramingando pelos cantos ou dentro de casa dando satisfações aos familiares e aos eleitores de que ele devia ter feito isso e não fez.

O Presidente da República tem uma formação autoritária, altamente autoritária, tem extravasado essa sua formação autoritária e o Senado não tem por que calar nem tem por que colocar o rabo entre as pernas. Tem que levantar a cabeça, gritar, protestar, pouco importa de que isso vá, o eco disso seja pequeno. É pequeno nesse momento, mas depois cresce.Eu me lembro, eu era Deputado Estadual no Recife, só tive um mandato de Deputado Estadual, e uma vez vi uma pesquisa com Garrastazu Médice, o pior dos Generais, o mais contundente dos Generais, com 84% de avaliação política no meu Estado. Deu no que deu, uma figura repudiada, que hoje... vivia até pouco tempo dentro de um apartamento e de lá saiu para a sua... para o seu túmulo.

De forma, Sr. Presidente, que a gente tem que enfrentar essas coisas porque não é possível que CPMF, ataque ao Poder Judiciário, posição dúbia com relação ao episódio de condenação da Colômbia. Recebe, aqui, um falastrão - o Presidente do Equador – que chama de canalha o Presidente de um Estado e não recebe, aqui, nenhuma repreensão do Itamarati. Vai dizer isto para o seu povo lá no Equador mas não no Brasil, um País que tem a tradição que o Brasil. Por que ele se sentiu à vontade para dizer isto aqui? Porque deu uma declaração pela metade: o apoiou, condenou a Colômbia e exigiu nova desculpa da Colômbia nas não enfrentou os seqüestradores, os bandidos, militantes e freqüentadores da Farc. Por isto é preciso que se diga sempre isto, mesmo que não ecoe de forma maior ou num volume maior como quisermos mas tem que ser enfrentado.

Por isto, Sr. Presidente, agradeço a tolerância de V. Exª e quero, apenas para ajudar o corpo taquigráfico, pedir que faça parte do meu pronunciamento – foi um pronunciamento de improviso – as coisas que aqui me referi.Deixo aqui os documentos. Se a Taquigrafia tiver alguma dúvida, poderá me procurar depois. Eu deixo esses documentos aqui e peço a transcrição desses editoriais, tanto da Folha de S. Paulo como a Coluna de Merval Pereira do O Globo e, também, o Editorial do Estadão.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

"El Cagón" lá fora, metido a galo aqui dentro.

Lula, mais conhecido na América Latina como "El Cagón", é aquele que se diz neutro porque é medroso, foge da verdade, joga nas sombras, atua no limbo, mesmo quando leva uma rasteira de Morales. Ou recebe ironias de Chávez. Ou aceita que Correa grite impropérios dentro do Planalto contra Uribe. Mas, aqui dentro, vira galo e se acha imbatível, mesmo tendo levado três grandes coças antes de ser presidente, cargo que só alcançou depois de assinar uma rendição ao capital internacional, cujo representante é Henrique Meirelles, o intocável, a eminência parda, o dono dos quase R$ 200 bilhões que são pagos anualmente à banca e aos especuladores. Aqui dentro, Lula peita o Legislativo, prensa o Judiciário, desqualifica a todos, enquanto arrebenta os cofres públicos com programas ilegais, rasga a Constituição, compra apoio dos políticos mais corruptos, entregando estatais com porteira fechada para serem esbulhadas, garantindo, em troca, uma tropa de choque para produzir as safadezas que têm sido cometidas no Congresso. Apóia a perseguição contra a Imprensa livre incentivando enxurradas de processos orquestrados por pelegos sindicais ou pastores de igrejas caça-níquel. É um desqualificado, um desclassificado, um rascunho de ditador esquerdista, embriagado pelo poder, cercado de puxa-sacos, afanadores de pequenas quantias com os cartões corporativos ou de enormes volumes por meio de ongs companheiras. Seus mandaletes, membros do partido mais corrupto de toda a história do Brasil, onde mandava uma quadrilha desmantelada por uma CPI e denunciada pelo Procurador Geral da República, agora entram com uma ação intimidatória contra o Presidente do TSE, Marco Aurélio de Mello. "El Cagón"usa os seus aloprados para tentar calar o Judiciário. Grita e esbraveja nos palanques, ironiza nos ambientes fechados, ameaça nas reuniões internas, alcoolizado pela sensação da popularidade comprada com R$ 10 bilhões anuais para a Bolsa Família de um lado e, de outro, com R$ 50 bilhões de lucros líquidos presenteados aos bancos privados. Tudo sedimentado pela impunidade que alcançou ao ser poupado do impeachment, quando ficou provado que foi eleito com dinheiro de caixa dois. Ele vai, sim, querer impor o terceiro mandato. Vai, sim, querer ficar no poder. Vai, sim, usar todas as armas para acabar com a democracia. Está confrontando abertamente o Legislativo e o Judiciário. Quer medir forças. Quer pagar pra ver. Quer levar o país a um clima que lhe permita desafiar: "vocês acham que estou errado? Vamos perguntar ao povo!" Os exemplos estão aí ao lado, esta é a praxe do Foro de São Paulo, que ele mesmo fundou junto com o ditador assassino Fidel Castro. Já estão botando MST, MAB e outras milícias rurais e urbanas a confrontar a ordem estabelecida. Lula sabe exatamente o que está fazendo. Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) foi muito claro no Senado. Daqui a pouco posto.

Condie: depois de Uribe, uma passadinha no Lula.

Antes de visitar "El Cagón", Condie foi ouvir "El Valentón".
Condoleezza Rice elogiou os esforços do Brasil durante a crise diplomática na América do Sul durante entrevista coletiva concedida em Brasília nesta terça-feira, 13, ao lado do chanceler Celso Amorim. Rice afirmou que o País desempenhou papel importante nos acontecimentos da região e que os EUA se orgulham de serem parceiros da Colômbia e em ajudar a proteger a nação do narcotráfico.

Após a reunião com Lula, Condie ressaltou que a Colômbia claramente elogiou os esforços brasileiros na questão com o Equador e lembrou que a situação colombiana teria chegado a um ponto em que não havia lei o ordem no país. Ou seja: deixou claro que foi primeiro ouvir "El Valentón"para depois dar uma força para "El Cagón". Isso que eu chamo de missão diplomática por excelência. Leia mais aqui.

Comentário do dia.

O mínimo que se espera de um senador é ter conhecimentos sobre assuntos que leva à tribuna, e não confundir o povo.

O senador Camata deveria dizer aos brasileiros que:

- nossos políticos, muito bem pagos, têm como única exigência para exercer o cargo, saber desenhar o nome;
- as FFAA, conforme o Art. 142 a nossa Constituição destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e da lei e da ordem;
- a Engenharia Militar efetua também, desde o século XIX, um trabalho de bastidores, contínuo em favor da segurança nacional e da integração do País, construindo rede de telégrafos, estradas de ferro e rodagem, casas e levando o desenvolvimento às regiões mais carentes;
- a Marinha além de sua funções especificas, cuida das populações ribeirinhas da Amazônia, a única garantia da saúde dessas pessoas ;
- a média mundial dos gastos das forças armadas, em relação ao PIB, é de 3,5%. No Brasil, infelizmente, é de apenas 1,7%, com nítido sucateamento de suas estruturas, equipamentos e tecnologia;
- os militares das FFAA recebem os salários mais baixos do serviço público federal;
- os seus hospitais são ”tão bem equipados” que os militares estão indo para planos de saúde privados, reduzindo mais seus vencimentos e revelando a incapacidade de atender os militares e os civis em caráter humanitário, sem falar num conflito armado;
- o Brasil é o único país do mundo que paga régias indenizações a terroristas anistiados, que queriam implantar aqui o comunismo, um dos regimes mais cruéis da humanidade, onde somente a cúpula do poder é altamente beneficiada.
- o Chile tem o maior poder militar da América Latina , o poder aéreo do Peru é melhor que o do Brasil, e a Venezuela está se armando cada vez mais;
- o desmantelamento total das nossas FFAA, é de responsabilidade do Governo Federal agravado pela omissão do Senado e do Congresso.

Se o as nossas FFAA, segundo o senhor, não são respeitadas, deveria cobrar do Governo, porque o exemplo começa em casa. Eis um excelente motivo para uma convocação do Senado em regime de urgência urgentíssima, para que essa situação das FFAA se reverta, mostrando assim ao presidente que esta casa trabalha e tem seu valor. Não esquecendo a idéia do fechamento do Senado, foi defendida oficialmente pelo PT em seu último Congresso.

Quanto aos movimentos terroristas do MST, todos sabem, são financiados pelo governo, assim como as ONGS, mensalões , TV Púbica , o perdão das dívidas de outros países e indenizações dos anistiados. Pelo seu discurso, poderia concluir, que o nobre senador esteve ausente do nosso País por um longo período. Seria justo devolver o pagamento de seus salários.

Abraços

J.Angel

Geladeiras novas para Banânia.

Em 24 de dezembro de 2007, o Ministério das Minas e Energia publicou a Portaria Interministerial 362, que estabelece uma regulamentação específica para consumo de energia em congeladores e refrigeradores.

As exigências de consumo de energia são de primeiro mundo porque, afinal de contas, quem manda no mercado de refrigeradores do Brasil são duas gigantes internacionais: a Whirpool(Brastemp e Consul) e a Electrolux. Juntas, dominam 80% de um mercado de 4 milhões de unidades/ano, de um produto que, segundo o IBGE, está presente em 90% dos lares do Brasil.

Agora vamos para o plano da imaginação, onde qualquer semelhança é mera coincidência.

Duas multinacionais dominam o mercado de refrigeradores de Banânia. Passam a ser ameaçadas por produtos importados de menor preço e de qualidade nem tão menor. Premissas! Banânia possui um governo populista e corrupto. Está entrando numa crise energética. Não possui uma regulamentação que defina critérios rígidos para consumo de energia em refrigeradores. Está começando a oferecer crédito a longo prazo. É permeável a lobbies e, portanto, é possível "fechar o mercado". Só precisa de idéias populistas para que o seu Guia possa brandir nos palanques eleitorais. Trocar as geladeiras velhas por novos e econômicos refrigeradores, financiados a perder de vista, por exemplo. Paremos de imaginar.

Leia aqui a complexa portaria. Depois de 24 de março, será proibido produzir ou importar refrigeradores no Brasil fora destas especificações. E as empresas terão até 24 de setembro para vender os estoques dos refrigeradores velhos. Voltemos a imaginar. Vocês estão pensando a mesma coisa?

Censura na internet:dia de protestar.


Repórteres sem Fronteira está promovendo hoje um dia de protesto contra os países que mantém censura à internet, entre os quais estão Cuba, Egito e China. Foi criado um site especial. Clique aqui e conheça detalhes das perseguições, pressões e prisões nos países e participe do movimento.

Cartões: PT e PSDB assam pizza.

Deu na Folha:

"Os governistas impediram ontem, na CPI dos Cartões, a votação de um requerimento que pedia informações sobre os gastos sigilosos dos cartões da Presidência e, com a ajuda da presidente da comissão, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), adiaram a votação dos requerimentos de convocação da ministra Dilma Roussef (Casa Civil) e dos ex-ministros José Dirceu e Pedro Parente, ex-ministro de FHC.Parlamentares do DEM acusaram PT e PSDB de fazerem um acordo para evitar as investigações.Os petistas não querem a convocação de Dilma, e os tucanos pretendem evitar a do governador José Serra."

Começa a ficar claro o motivo de tanto esforço dos tucanos para que a Comissão fosse mista e dominada pela ala paulista do partido, fato que embromou as investigações por trinta dias. Por outro lado, percam as esperanças que José Serra seguirá o exemplo de Fernando Henrique Cardoso, autorizando que abram as suas contas. Ou que se oferecerá para ir depor espontaneamente, para dar força à CPMI e mostrar que não deve e não teme. Este é o candidato mais bem colocado nas pesquisas à sucessão de Lula. Este é o maior partido brasileiro de oposição.

O pai da Bolsa.

Eu também não lembrava da cara do Patrus Ananias.

Ontem foi o dia de Lula inflar o balão de ensaio do candidato a presidente Patrus Ananias, na comemoração do aniversário de quatro anos do seu Ministério do Desenvolvimento Social, que teve como palco, para orgulho dos gordos, lustrosos e puxa-sacos generais do alto comando das FFAA, o superlotado auditório do Quartel General do Exército. Só faltou Lula chamar o mineiro de "pai da Bolsa", instituindo uma nova paternidade para o programa no seu tradicional revisionismo pinoquiano do "nunca na história deste país". No seu discurso de uma hora, o ministro Ananias achou espaço até para criticar a privatização da Vale do Rio Doce, um "erro irreversível". Isto no exato momento em que a empresa é vítima de ataques do MST e da Via Campesina, tudo assistido de braços cruzados pelo Governo Lula. O Bolsa Família, atende 11 milhões de famílias pelo país, o equivalente a 45 milhões de pessoas, com um impacto direto sobre 20 milhões de eleitores.

Questionado à saída do auditório sobre suas pretensões eleitorais na sucessão de Lula, Patrus fez pausa para pensar e desconversou. "Não considero essa questão, não faço política pensando em degrau superior". Na bíblia sagrada, Ananias é fulminado por não pagar o dízimo e por mentir. Se isto ocorresse com petistas, já teríamos nos livrado da "raça".

Lula imita Fidel.

Em 2007, para diminuir o consumo de energia, Cuba trocou as antiquíssimas geladeiras, ventiladores e liquidificadores em uso pela população. É o que Lula quer fazer agora, um ano depois: um pacote onde o pobre financia a geladeira nova e deixa a antiga na loja, que será comprada pelas siderúrgicas. Leia mais aqui.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Jogar o jogo da demagogia.

Faltando quase três anos para a próxima eleição presidencial, Lula já está andando pelo país dizendo que a elite e a oposição querem acabar com a Bolsa Família. Só existe uma forma de responder a isto: a Oposição apresentar um projeto de lei aumentando o valor mínimo para R$ 300 mensais, utilizando como fonte dos recursos o dinheiro que hoje é dado para os pelegos petistas, na forma de imposto sindical. Ou para ficar mais viável, dobrando o valor do benefício. Leia mais aqui.

Meio time de Cuba foge para a Califórnia.

Cinco jogadores da seleção sub-23 de Cuba desapareceram na terça-feira à noite, após empatarem com os Estados Unidos pelo Pré-olímpico de futebol masculino da Concacaf, na cidade americana de Tampa, fugindo rumo à Califórnia. Sabem tudo. Leia mais aqui.

Oposição é minoria e não tem como vencer.

Uma coisa é não existir uma Oposição forte em função de que a mesma, muitas vezes, não assume uma posição de confronto com o Governo Lula. Outra coisa é cobrar da Oposição algo que, tecnicamente, ela não pode oferecer. No Senado Federal, onde tivemos, ontem-hoje, uma sessão histórica e histérica, DEM e PSDB possuem apenas 28 de 81 votos. Veja aqui as bancadas por partido. Para alcançar maioria como no caso da CPMF, a Oposição precisa conquistar 13 votos na base de apoio do Governo. Vamos lá? Jarbas Vasconcelos e Mão Santa. Ainda faltam 11. Vamos confiar em Pedro Simon e Jefferson Peres votando contra Lula? Ainda faltam 9 para a maioria. Não podemos esquecer que o Governo Lula, num primeiro momento, ofereceu o dinheiro vivo do Mensalão para fazer maioria. Deu no que deu. Agora voltou ao esquema de sempre. Distribuiu cofres e mais cofres públicos para cada um dos senadores dos partidos fisiológicos, comprando a maioria voto a voto. Ontem, por exemplo, Osmar Dias (PDT-PR) vinculava o seu voto em troca da aprovação de uma legislação sobre caminhoneiros. Direto da tribuna. Podemos exigir coerência, postura ideológica, combatividade da Oposição. Mas não existe milagre que transforme 28 em 41 senadores, a não ser as urnas ou os cofres.

Amorim sobre FARC: "métodos questionáveis".

"Não classificamos [formalmente] as Farc de grupo guerrilheiro, beligerante ou criminoso porque isso poderia atrapalhar nossas estratégias diplomáticas ou humanitárias."

Declaração de Celso Amorim, Ministro das Relações Exteriores, que participou nesta quarta-feira (12) da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal, onde reafirmou a posição do governo brasileiro contrária aos atos criminosos praticados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), como seqüestros e narcotráfico. Ou seja, segundo Amorim, não há nenhuma possibilidade de o governo compactuar com aquela organização, que abandonou um passado de ação política, "baseado em métodos questionáveis", em prol de ações criminosas.

O Brasil nunca mexeu um dedo a favor dos reféns das FARC. Sempre manteve relações institucionais com os guerilheiros por meio do PT e do Foro de São Paulo. Mesmo com todas as provas, o ministro do Lula continua sem taxar a narcoguerrilha como "terrorista". E achando que traficar drogas, seqüestrar, assassinar a sangue frio, ameaçar uma democracia, são apenas "métodos questionáveis".

Camata ataca Foro de São Paulo.

MANIFESTAÇÃO DE SR. GERSON CAMATA (PMDB – ES), HOJE, NO PLENÁRIO DO SENADO:
Há um movimento nacional de organismos – e vou usar a palavra subversivos, bandidos – para desestabilizar a economia do Brasil. Eles são comandados pelo foro de São Paulo e pelas Farc. Estou dizendo aqui há cinco anos que as Farc estão atuando no Brasil. A Abin sabe que as Farc estão atuando no Brasil; a Abin sabe que as Farc estão matando mais no Brasil do que na Colômbia. Os jovens brasileiros estão morrendo em conseqüência do tráfico de cocaína que as Farc enfiam pelas fronteiras do Brasil. As armas que estão matando os jovens brasileiros são infiltradas pela fronteira, pelas Farc, e não se vê uma providência a ser tomada pelo Brasil.O Brasil, o contribuinte brasileiro, você, brasileiro, paga a Marinha mais cara da América Latina; paga o Exército mais caro e melhor aparelhado da América Latina; paga a Aeronáutica melhor aparelhada da América Latina e não recebe nada de volta. A fronteira do Brasil é um queijo cheio de buracos – entram armas, drogas, maconha. E o nosso Exército? Cheio de unidades no Rio e em São Paulo, aqueles quartéis precisam estar na divisa. Por que a Marinha não patrulha as nossas águas, onde são lançadas as armas para serem recolhidas pelos bandidos? Por que não vigiamos as nossas fronteiras? Por que temos as Forças Armadas mais poderosas da América Latina e ninguém nos respeita? Os paraguaios roubam as nossas armas, enchem o Brasil de maconha, metem contrabando para dentro do Brasil; a Bolívia faz a mesma coisa, a Colômbia faz isso também. E quem respeita o País?Temos de começar a pensar, pois as Farc atuam na divisa do Espírito Santo com Minas. Paralisaram os trens da Companhia Vale do Rio Doce. Trezentas mil toneladas, comprometendo o prestígio do Brasil no mercado internacional, de minério de ferro deixaram de ser embarcadas. Navios parados ao longo do litoral do Espírito Santo, congestionando os portos, aguardando serem abastecidos, Sr. Presidente. E mais, 2.500 passageiros da única ferrovia do Brasil que tem dois trens por dia, que liga Vitória a Belo Horizonte, que é uma ferrovia para a Companhia Vale do Rio Doce, deficitária, mas que serve ao fluxo de passageiros, 2.500 a 3.000 passageiros por dia, entre Belo Horizonte e todas aquelas cidades vizinhas ao longo do Rio Doce, que estão dentre Vitória e Belo Horizonte.E víamos na televisão, na estação ferroviária de Vitória e na estação ferroviária de Belo Horizonte – e é preciso dizer que são as pessoas mais humildes, porque a passagem de trem custa um terço da passagem de ônibus. Essas pessoas usam esses trens, gente humilde, que estavam indo ao médico, parados, passando fome, porque acabou o dinheiro deles. Foi preciso que a assistência social da Prefeitura de Cariacica se deslocasse ate à estação com lanche para aquelas pessoas paralisadas ali. O que essa gente ganha fazendo o pobre sofrer? Essa Via Campesina, esse MST, essas organizações marxistas, que desapareceram na Europa e nos países civilizados, nem na África existem mais, mas prosperam na América Latina. Quem é que mantém essa associação que um dia invade no Pará, noutro dia invade no Rio Grande do Sul? De onde vem esse volume de dinheiro para manter esses malandros fazendo baderna pelo País afora, desonrando o Brasil, fazendo que o País passe vergonha em âmbito nacional? Quem paga os aviões fretados dos índios de Aracruz – falsos índios – que vão para Europa, para porta dos concorrentes desfilar de tanga? Quem aluga esses aviões? Quem é que leva esses caras para Portugal, para a Suécia, para a Itália, para fazer dança na chuva na porta dos escritórios Aracruz Celulose, que é brasileira? Precisamos saber disso. Precisamos fazer uma CPI porque eles chegam aqui e rebentam, quebram os vidros do Congresso Nacional. Sabe o que aconteceu? Nada, Sr. Presidente. Param as estações de pedágio, quebram os computadores todos. Sabe o que acontece? Nada. Vão para a sede do Incra, arrebentam os computadores, quebram os vidros, destroem os escritórios. Sabe o que acontece? Nada. Que diabo de País é este em que não acontece nada com essa gente? Quem patrocina essa gente? Quem os abriga? Quem os defende? É na Justiça que está o problema ou na estrutura do País que está apodrecendo ideologicamente a favor dessas ideologias ultrapassadas, que não existem no mundo e que só o atraso do Brasil permite que existam aqui? Eu acho que isso é que merece uma CPI; isso precisa de uma CPI. Essas leis precisam ser mudadas, para que o brasileiro não fique cada vez mais passando vergonha aos olhos do mundo por ações antiquadas, ultrapassadas, orquestradas, bem pagas e, com a conivência de altas autoridades brasileiras, envergonhando o Brasil, fazendo mal aos brasileiros, diminuindo as oportunidades de investimentos, as oportunidades de trabalho para milhões de brasileiros. Eram essas as colocações que queria fazer, apresentando a solidariedade à Vale do Rio Doce, que está sendo perseguida por criar tantos empregos no Brasil.Como católico, eu tenho medo que alguns setores da Igreja Católica estejam metido nisso. Eu falei, aqui, há algum tempo, que estava assistindo a uma missa, em São Paulo, quando veio o padre e parou tudo para distribuir um folheto, no qual se pedia a reestatização da Vale. E, dentro da igreja, estava ali a Via Campesina. Eu me retirei de lá, pois se vai num domingo à igreja para rezar, fazer uma reconciliação com Deus e é agredido com uma coisa dessas! Será que a Igreja Católica está atrás dessas coisas? Um amigo meu disse outro dia: “Gerson, quando eu vou à missa, eu não dou mais contribuição, porque eu não sei, se esse dinheiro é para financiar o culto, se é para melhorar a minha igreja, ou se vai parar lá na mão de uma organização clandestina, comunista para fazer baderna, no Brasil, por trás de alguns sacerdotes da Igreja Católica”. Os bispos, a CNBB... Eu, que sou católico, tenho o direito de cobrar uma certa posição diante de certos extremismos, porque, no final, a gente vê que, lá por trás, há alguma ação de alguns padres que, desviados da doutrina de Jesus Cristo, partem para a doutrina marxista para agredir, atacar, semear a cizânia e o ódio entre os brasileiros. Isso não é função de quem é cristão. Muito obrigado, Sr. Presidente.
FALTOU O SENADOR DIZER MUITA COISA. QUE O FORO DE SÃO PAULO FOI CRIADO POR LULA. QUE A DESTRUIÇÃO NÃO É DA ECONOMIA, É DA DEMOCRACIA. MAS SERIA EXIGIR DEMAIS DE UM SENADOR DA BASE DO GOVERNO.

Brasil sem mão-de-obra qualificada.

O resultado da roubalheira instalada no Brasil na Era Lula, com as verbas para capacitação de trabalhadores sendo atiradas para cima e as centrais sindicais e ongs companheiras enchendo os bolsos, agora tem o primeiro reflexo: o país não formou mão-de-obra qualificada para sustentar o crescimento econômico. Estas entidades formaram militantes, cabos eleitorais e agitadores sociais. Não formaram tecnólogos. É crime de lesa pátria.

O "chef"siciliano de Lula.

Romero Jucá(PMDB-RR) responde a dois processos criminais no STF. Num deles é acusado de oferecer empresas fantasmas como garantia de empréstimo no Banco da Amazônia (Basa). No outro, é suspeito de participar de um esquema de desvio de dinheiro público. Ainda responde a processo de compra de votos no TSE. Ontem-hoje, no Senado, Romero Jucá, o "chef" escolhido a dedo por Lula para servir ao Brasil a primeira dose de fel do fim da democracia, apresentou um cardápio que revela toda a sua índole: fez requerimento para cassar a palavra de senadores, retirou a urgência de uma medida provisória para poder votar outra, usou um tipo de linguagem do mais baixo calão ao se dirigir à Oposição. Ontem, o "chef"Jucá, especializado em culinária sicialiana, serviu apenas o primo piatto. Para alegria e gargalhada dos Salvatti, Mercadante e outros capones da fraternidade.

Garibaldi inaugurou terno novo.

Olha só o presidente do Senado, Garibaldi Alves, de terno novo na sessão de ontem, do Senado, que abriu caminho para a reestatização do setor elétrico e criou a "tv pública". Bonito terno, senador Garibaldi.

Que a Oposição seja Oposição.

Lula não pula mais a cerca, passa por debaixo dela, usando todas as frestas possíveis para praticar a sua especialidade: andar no fio da navalha, entre o limite do cargo e o crime de usar recursos públicos com fins eleitoreiros . Ontem, no Tocantins, 40 ônibus e 4.000 "quentinhas"garantiram a claque representativa dos 40 milhões de "bolseiros" para o palanque montado numa cidade governada por um petista, num estado governado por um peemedebista. Obviamente, os cofres públicos pagaram o comício, mas como responsabilizar o criminoso, que nunca sabe de nada? Enquanto Lula, ontem, afrontava novamente os políticos no seu discurso de ódio, a máquina do governo patrolava a Oposição no Senado, passando por cima de um presidente fantoche, numa sessão que culminou com a aprovação da "tv pública", por medida provisória e sem a minoria em plenário. Lula sabe muito bem passar por debaixo da cerca sem arranhar o lombo. Passou os últimos meses desqualificando a Oposição, para que, quando esta resiste, tenha contra si a opinião pública. Já a Oposição, especialmente os tucanos, ainda sonham que farão o sucessor de Lula se não enfrentarem Lula, usando a técnica de dar gritos no plenário e sussurrar no ouvido do inimigo nos corredores e gabinetes. Os democratas, por sua vez, caíram no ridículo de se oferecer como prostituta ao bordel eleitoral, leiloando seus favores à esquerda e à direita, para pressionar os tucanos a manterem a eterna e servil relação entre os dois. Qualquer brasileiro que acompanha política no Brasil sabe que a Oposição está fragilizada, podendo apenas esbravejar contra o mar de MPs e o mar de lama do Governo Lula. Que assumam esta condição de uma vez por todas e, a partir de hoje, na sessão de votação do Orçamento, denunciem a roubalheira do Anexo de mais de 500 milhões, explicando ao país porque estão obstruindo a votação, transformando este momento em novo marco: o fim de qualquer relação política com o Governo Lula. A cada MP, uma ADIN no STF. A Oposição precisa voltar a ser Oposição. Que comece hoje. Ou suma na sua pequenez e nos deixe em paz.

Comentaristas: muita calma nesta hora.

ÉLIO GASPARI

Em 2008 remunera-se o terrorista de 1968.

A vítima, que ficou sem a perna, recebe R$ 571; Diógenes, da turma da bomba, fica com R$ 1.627

DAQUI A OITO dias completam-se 40 anos de um episódio pouco lembrado e injustamente inconcluso. À primeira hora de 20 de março de 1968, o jovem Orlando Lovecchio Filho, de 22 anos, deixou seu carro numa garagem da avenida Paulista e tomou o caminho de casa. Uma explosão arrebentou-lhe a perna esquerda. Pegara a sobra de um atentado contra o consulado americano, praticado por terroristas da Vanguarda Popular Revolucionária. (Nem todos os militantes da VPR podem ser chamados de terroristas, mas quem punha bomba em lugar público, terrorista era.)

Lovecchio teve a perna amputada abaixo do joelho e a carreira de piloto comercial destruída. O atentado foi conduzido por Diógenes Carvalho Oliveira e pelos arquitetos Sérgio Ferro e Rodrigo Lefèvre, além de Dulce Maia e uma pessoa que não foi identificada.

A bomba do consulado americano explodiu oito dias antes do assassinato de Edson Luís de Lima Souto no restaurante do Calabouço, no Rio de Janeiro, e nove meses antes da imposição ao país do Ato Institucional nº 5. Essas referências cronológicas desamparam a teoria segundo a qual o AI-5 provocou o surgimento da esquerda armada. Até onde é possível fazer afirmações desse tipo, pode-se dizer que sem o AI-5 certamente continuaria a haver terrorismo e sem terrorismo certamente teria havido o AI-5.

O caso de Lovecchio tem outra dimensão. Passados 40 anos, ele recebe da Viúva uma pensão especial de R$ 571 mensais. Nada a ver com o Bolsa Ditadura. Para não estimular o gênero coitadinho, é bom registrar que ele reorganizou sua vida, caminha com uma prótese, é corretor e imóveis e mora em Santos com a mãe e um filho.

A vítima da bomba não teve direito ao Bolsa Ditadura, mas o bombista Diógenes teve. No dia 24 de janeiro passado, o governo concedeu-lhe uma aposentadoria de R$ 1.627 mensais, reconhecendo ainda uma dívida de R$ 400 mil de pagamentos atrasados.

Em 1968, com mestrado cubano em explosivos, Diógenes atacou dois quartéis, participou de quatro assaltos, três atentados a bomba e uma execução. Em menos de um ano, esteve na cena de três mortes, entre as quais a do capitão americano Charles Chandler, abatido quando saía de casa. Tudo isso antes do AI-5.Diógenes foi preso em março de 1969 e um ano depois foi trocado pelo cônsul japonês, seqüestrado em São Paulo. Durante o tempo em que esteve preso, ele foi torturado pelos militares que comandavam a repressão política. Por isso foi uma vítima da ditadura, com direito a ser indenizado pelo que sofreu. Daí a atribuir suas malfeitorias a uma luta pela democracia iria enorme distância. O que ele queria era outra ditadura. Andou por Cuba, Chile, China e Coréia do Norte. Voltou ao Brasil com a anistia e tornou-se o "Diógenes do PT". Apanhado num contubérnio do grão-petismo gaúcho com o jogo do bicho, deixou o partido em 2002.

Lovecchio, que ficou sem a perna, recebe um terço do que é pago ao cidadão que organizou a explosão que o mutilou. (Um projeto que re- vê o valor de sua pensão, de iniciativa da ex-deputada petista Mariângela Duarte, está adormecido na Câmara.)

Em 1968, antes do AI-5, morreram sete pessoas pela mão do terrorismo de esquerda. Há algo de errado na aritmética das indenizações e na álgebra que faz de Diógenes uma vítima e de Lovecchio um estorvo. Afinal, os terroristas também sonham.

O fantoche Garibaldi.

Até agora Garibaldi Alves parecia ser um poço de isenção e de boa intenção na Presidência do Senado. Na sessão de ontem-hoje, mostrou-se fraco, dominado e completamente cooptado pela máquina de moer democracia do Governo Lula. Presidiu, sob o sorriso irônico de Renan Calheiros, uma das mais lamentáveis sessões do Senado da República. Não teve peito para defender a instituição dos golpes que foram dados na sua independência, inclusive aceitando requerimentos da situação que impediam os senadores de se manifestarem. E ainda fez um discurso nhém-nhém-nhém de que aquele não era o Senado que sonhava presidir. O que podemos dizer é que muito menos ele é o presidente que a casa merecia.

Pariram a TV Lula.

A bancada do governo aprovou a "tv pública", com a ausência da Oposição, que abandonou o plenário depois de um golpe sujo de Romero Jucá(PMDB-RR) que retirou a urgência da MP que seria analisada antes, abrindo espaço para a votação da MP que criava a TV Brasil. Houve revolta generalizada entre os senadores da oposição pela picaretagem e safadeza patrocinada pelos lacaios do Governo Lula. Enquanto os senadores da Oposição esbravejavam, figuras como Sibá Machado, Wellington Salgado, Marcelo Crivella, Ideli Salvatti e Aloísio Mercadante comemoravam gargalhando.

terça-feira, 11 de março de 2008

A enorme Ideli.


A enorme Ideli Salvatti, vestindo uma enorme blusa branca e uma enorme calça vermelha, cometeu uma enorme grossura agora mesmo no plenário. Referiu-se ao "PFL, Democratas, DEM ou D25, não sei mais como é que se chama...". Já o PT da enorme senadora continua sendo o Partido dos Trambiqueiros, ou simplesmente o partido mais corrupto do Brasil.

Para Dr.Evil

A TV Senado pode ser assistida em tempo real neste link. Normalmente, as sessões iniciam às 14 horas, aqui no Brasil. Neste momento, a Oposição tenta obstruir a votação de uma medida provisória do setor energético.

Juiza casada com deputado petista manda invadir casa da viúva de ACM.

Jornalistas e curiosos observam uma intensa movimentação no apartamento dúplex no 17º andar do Edifício Stella Maris, nº 45 da Rua da Graça – endereço do líder político Antônio Carlos Magalhães, morto em julho do ano passado. A informação, ainda não confirmada oficialmente pelo Tribunal de Justiça (TJ-BA), é que oficiais do tribunal, acompanhados por policiais militares, estariam desde as 9 horas da manhã dentro do apartamento do ex-senador, ocupados em listar todos os objetos ali existentes. Vizinhos e comerciantes da região confirmaram ter visto os oficiais e os policiais chegando ao prédio de luxo. A ação teria sido autorizada por Fabiana Andrea Almeida Oliveira Pellegrino, juíza auxiliar da 14ª Vara da Família, e mulher do deputado federal Nelson Pellegrino (PT). Leia aqui a matéria.

Os direitos humanos no Brasil do PT.

Enquanto o PT promovia a sua sessão vermelha no Senado, batendo na ditadura militar e esquecendo que houve uma lei de anistia, a verdadeira tortura que existe no Brasil do Lula era publicada nos Estados Unidos, no documento Country Reports on Human Rights Practices 2007. A Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República ainda não comentou o relatório do governo norte-americano. Leia aqui a notícia. E aqui o documento sobre direitos humanos no Brasil, em inglês.

Quebrou o pau na CPI das ONGs.

Conforme o Coturno Noturno sempre pregou, a denúncia de ontem da Folha, sobre o favorecimento descarado a ONGs ligadas a políticos petistas, já fez a CPI pegar fogo, no dia de hoje. Sibá Machado, o pobre suplente, quer uma caça às bruxas, para saber quem vazou o documento intitulado "Levantamento de Conexões". Aliás, o pobre suplente nem sabia que o documento existia. Leia mais aqui.

Dilma sai do puerpério rapidinho.

Dilma Roussef, na favela, no dia 7 de março:

"O presidente está fazendo uma simbologia ao falar isso(mãe do PAC). É um termo de mais fácil absorção pelas pessoas. O PAC é uma obra coletiva, só que sou eu que coordeno".

Dilma Roussef, no Senado, hoje, 11 de março:

“Nesse sentido, o presidente foi muito feliz. Para o melhor ou para o pior, eu sou a mãe do PAC".

Ao que tudo indica, aquele período de rejeição e depressão já passou para a nova mãezinha do Brasil. Apesar das lágrimas no senado, Dilma não nega mais a maternidade. Muito antes pelo contrário, está cada vez mais possessiva em relação à sua cria.

Sessão vermelha no Senado.

A coleguinha de prisão de Dilma Roussef no Tiradentes, Terezinha Zerbini, fundadora do Movimento Feminino pela Anistia, em 1975, recebe o Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz das mãos da ministra. Trinta e três anos depois, eles continuam premiando-se entre si não mais só com gordas indenizações, mas também com honrarias. A "sessão vermelha", neste momento, está sendo presidida pela senadora Sherys Slassarenko(PT-MT). Atualizando: agora é Rose Marie Muraro que recebe o diploma das mãos de Ideli Salvatti. Faltam vassouras no plenário.

Companheira Dilma chora em sessão no Senado.

Falando de mulheres e de antigas terroristas, Dilma Roussef chorou emocionada no Senado, em sessão em homenagem à mulher. Garibaldi Alves registrou que ela foi perseguida na ditadura militar, mas não citou por quê. Até parece que os militares a arrancaram do seu lar, onde criava os seus filhos, ou de uma escola onde ensinava jovens, ou, ainda, de uma igreja, onde cumpria uma novena. Simplesmente nojento.

Kassab abre o cofre.

Prefeitura de São Paulo vai propor aos 69 mil funcionários da área de educação (51 mil deles professores) aumento de 20%, que repõe quase integralmente as perdas salariais dos últimos oito anos. O aumento valerá também para os 18 mil professores aposentados. "Manter sob controle as folhas salariais é uma coisa, negar salários justos é outra. O poder público tem de agir como empresa e cuidar para que os salários não incentivem os bons funcionários a trocar de emprego", afirmou o prefeito Gilberto Kassab(D25-SP). Leia aqui.

Estadão x Coturnão.

Dora Kramer, hoje, no Estadão:

"Só que quando se vê algumas das organizações que recebem ou a natureza dos serviços contratados, justifica-se a desconfiança. Há sempre um deputado ou partido por trás, as sedes ficam em lugares esquisitos (não raro em comitês eleitorais ou na casa de um diretor) e as tarefas a serem executadas são apresentadas sob as mais genéricas rubricas. Em geral, cursos de "capacitação".

Coronel, no dia 10 de janeiro, no Coturnão:

"O motivo é simples. Ninguém quer perder esta "boquinha" de atuar com "capacitação". É o que permite manter os convênios com as ONGS e com as instituições de ensino amigas e companheiras. Sem dúvida alguma, o Pronasci será uma fonte inesgotável para a formação de recursos. Tanto humanos quanto financeiros".

CPI "meia-boca".

Só começa hoje a CPI dos Cartões Corporativos. Quase um mês depois de ter sido requerida. Dois meses depois das denúncias. O Governo Lula já mudou as leis, já limpou o Portal da Transparência e teve tempo de preparar toda a sua defesa. Tucanos já negociaram com o governo de que não haverá investigação dos gastos secretos do presidente, retirando a ação que haviam ingressado no STF. Mesmo que FHC tenha aberto as suas contas pessoais, publicamente. O que vamos assistir? O PT querendo começar os trabalhos pela Era FHC. A Oposição querendo começar pelos fatos que geraram a investigação. A CPI perdeu o que podemos chamar de timing. Que sirva, pelo menos, para frear a roubalheira, já que não vai botar ninguém na cadeia. O que era para ser uma CPI exemplar, virou uma CPI "meia-boca".

Itamar ataca FHC para apoiar Aécio.

Itamar Franco investe contra Fernando Henrique Cardoso, buscando desmerecer a participação do mesmo no Plano Real. Acaba desqualificando a sua própria condução do processo, mostrando-se um presidente fraco e sem controle do seu ministério. No fundo, o objetivo de Itamar Franco é outro: "Está na hora de os paulistas sossegarem um pouco. Vamos somar: oito anos de Fernando Henrique, oito anos de Lula. Mais oito anos de um outro presidente? Aí fica complicado, não fica não?" E complementa, sobre o governador de Minas, Aécio Neves: "Tem um rosto novo, um pensamento moderno, é um avanço no ponto de vista estratégico. E à frente dele tem o Estado de Minas Gerais." Leia aqui. O Blog do Josias já publica um desmentido desautorizando as declarações de Itamar Franco.

segunda-feira, 10 de março de 2008

O Senado em 2007.

Conheça aqui o relatório de atividades do Senado em 2007, com todos os detalhes sobre a atuação de cada parlamentar. Foi apresentado hoje.

Vale: "Não negociamos com bandidos".

O diretor-executivo de Assuntos Corporativos e Energia da Vale, Tito Martins, chamou hoje de "bandidos" os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que nos últimos dias fizeram duas ações contra a empresa. Ele ainda disse que não haverá negociação e que o MST usa a empresa para obter visibilidade política para as reivindicações. "Eles querem atingir a Vale para dar cunho político a um movimento que não reconhecemos como legítimo. Não admitimos (negociar com o MST), porque discordamos desses atos de banditismo e não negociamos com bandidos." Leia aqui.

Mão Santa chama Sibá de mentiroso.

Sibá Machado (PT-AC) subiu à tribuna para ler um relatório recheado de dados e informações ufanistas sobre o governo corrupto de Wellington Dias (PT-PI). Sabe-se que o governador petista está atolado até o pescoço em denúncias sobre malversação das verbas do PAC, especialmente no Luz para Todos, com envolvimento comprovado com a Gautama, investigado pela Operação Navalha. Mesmo sendo piauiense, Sibá Machado, suplente que foi eleito pelo Acre, prestou-se ao papel de ler um calhamaço sobre outro Estado, com péssimas pontuação e entonação, sem permitir apartes. E, no final, ainda ressaltou que o Piauí é mais um exemplo de uma excelente gestão petista. Tanta cara de pau teve resposta na hora, do Senador Mão Santa (PMDB-PI):

"Só para dar um ensinamento ao jovem que nasceu lá no Piauí. O Piauí tem três Senadores aqui, eu nunca vi nenhum falar tantas inverdades. Tem três Senadores. E também nunca vi um Deputado Federal do Piauí ter a ousadia de usar isso. Agora, eu ensinaria, é meu dever ensinar ao Sibá isso de Benjamin Disraeli com a Rainha Vitória, que disse, acertadamente, que o papel aceita qualquer coisa. Então, o papel que ele leu, sem fundamento, aceita qualquer coisa e aceitou muita mentira. Eu só ia dar, porque a verdade é transparente, límpida. Um quadro vale por dez mil palavras."

...

"Agora, esse homem tem uma qualidade: nasceu lá e tem coragem. É muita coragem e ousadia; nenhum Senador teve coragem de dizer tantas mentiras, nenhum Deputado Federal do Piauí também. Então, essas são as minhas palavras. Veja, o papel aceita tudo. O papel aceitou mentiras, mentiras e mentiras."

Interpol já está na Colômbia.

A Interpol chegou sedenta na Colômbia, para avaliar os computadores de Raul Reyes. Com as primeiras informações, já pegaram Viktor Bout, o "Senhor das Armas", na Tailândia. Está em destaque na capa do site. São três especialistas vindos da Austrália, Coréia e Singapura, para analisar 15.000 documentos que já estão classificados. É trabalho para semanas, tendo em vista a imensa quantidade de informações recolhidas. Será que vai aparecer aquele passaporte vermelho? Leia mais aqui.

Petista devolve problema para Lula.

Como este Blog vinha dizendo, a culpa pelo atraso do Orçamento é do Lula e dos seus ministros. É o que confirma Arlindo Chinaglia(PT-SP), presidente da Câmara: "Quem paralisou a Câmara ano passado durante dois meses foi o governo para impedir que se votasse uma medida provisória que trancaria a pauta do Senado e atrapalharia a votação da CPMF [Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira]. Este foi um dos elementos que também atrapalharam a votação na Comissão de Orçamento", criticou. Lula tem memória e decência curtas. Leia mais aqui.

Congresso não deixa Lula trabalhar.

Lula, no Caf'é com o Presidente, sobre a necessidade de aprovação do Orçamento:

"Eu não posso crer que apenas eu queira trabalhar, e eles [os parlamentares] não."

Sobre a corrupção instalada no Anexo de mais de R$ 500 milhões, logicamente, não falou nada. Afinal de contas, deve ter dado uma "trabalheira" danada montar toda aquela falcatrua junto com a base aliada e tendo um petista como relator...

O Brasil petralha.

Lembram de um partido que denunciava tudo e todos? Sim, ele existia e se chamava PT. Mas tentem lembrar se existia o número de escândalos que existe hoje no Brasil, no tempo em que os "trabalhadores"se arvoravam em pilares da ética pública e paladinos da honestidade na política. Não, não existia. O PT já foi reconhecido em pesquisa nacional como o partido mais corrupto pela população brasileira, disparado, por ter implantado o maior esquema de corrupção que este país já teve, envolvendo desde bagrinhos sindicalistas até altos dirigentes. É uma máquina de arrombar cofres públicos. Veja esta maracutaia em Goiás. Mais esta em Santa Catarina. E expanda para o Brasil inteiro. É assim que funciona.

Sob as asas da impunidade.

Ministros de Lula usam jatinhos da FAB para andar de lá para cá, especialmente às sextas-feiras, para um final de semana sem compromissos oficiais. Dilma Roussef, a "mãe do PAC", é cliente de carteirinha da mordomia que custa, a cada vôo, no mínimo R$ 25 mil aos cofres públicos. Leia mais aqui.

FARC: memória dos crimes.

Comentaristas já haviam dado a dica. Aqui vai o link para a Revista Semana, da Colômbia, que faz um completo apanhado sobre as informações até agora reveladas do computador de Raul Reyes. Hoje a comissão da OEA chega ao Equador para iniciar as investigações.

Orçamento sob suspeita.

Esta semana deve ser votado o Orçamento 2008, com todo o atraso causado pelo Governo, que retirou a proposta para readequar receita x despesa com o final da CPMF. A polêmica é um "anexo" de mais de R$ 500 milhões, corrupção pura, com deputados do baixo clero fazendo emendas para as suas empreiteiras. Um escândalo que conta com o apoio por debaixo dos panos da base aliada do Governo Lula, que não está nem aí para o tema. Para entender o tema, leia o Blog do Josias.

Muita politicagem, pouca gestão.

Mais preocupado com política partidária do que com a gestão da sua pasta, o ministro da Justiça Tarso Genro gastou apenas metade dos recursos previstos para o Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) em 2007. Investiu 52,9% dos R$ 430,9 milhões previstos para os três programas que engloba. Deixaram de ser aplicados R$ 202,6 milhões em modernização do sistema penitenciário nacional no ano passado. A quantia seria suficiente para comprar, por exemplo, 6.753 viaturas ou para construir oito presídios de segurança máxima com capacidade para 200 pessoas. No entanto, o Pronasci vai gastar, este ano, R$ 600 milhões em bolsas-capacitação, seguindo a máxima do Governo Lula: dar bolsas em dinheiro vivo para garantir votos. Enquanto isso, meninas vão continuar sendo presas com homens no interior do país e as organizações criminosas dominando os presídios. Ver a matéria completa no Contas Abertas.

PV pode estar saindo da base do Governo.

O maior dano imediato é que o PV possui dois votos na CPI Mista dos Cartões Corporativos, podendo comprometer a maioria do Governo. O rompimento com a base aliada segue o movimento do lançamento de Fernando Gabeira à Prefeitura do Rio, por uma frente que também inclui PSDB. Leia mais aqui.

CPI das ONGS: relatório pela imprensa.

Já começam a vazar para a Imprensa alguns documentos da CPI das ONGS, conforme informa hoje a Folha de São Paulo. A frase da matéria é sintomática: "O documento teria 45 casos de ONGs ligadas a políticos -a Folha teve acesso a parte desse relatório, com 14 capítulos." Este blog defende desde o início que o importante para o sucesso de uma CPI é indignar a opinião pública. Assinantes lêem aqui.

Agora Lula quer Uribe.

Deu no Painel da Folha:

Lula pediu a Celso Amorim (Relações Exteriores) para que ocorra ainda neste mês a visita de Álvaro Uribe a Brasília. Como já recebeu Rafael Correa, quer dar tratamento eqüânime no conflito Colômbia-Equador.

Lula, "El Cagón", perdeu o bonde da história. Álvaro Uribe venceu o conflito e até poderá vir ao Brasil, mas não para discutir o apoio do governo petista às FARC, através do Foro de São Paulo. Ou quem sabe Uribe manda o seu excelente Ministro das Relações Exteriores para falar com "El Cagón"?

domingo, 9 de março de 2008

FHC: conferência em Buenos Aires em plena crise.

Enquanto Lula, "El Cagón", escondia a cabeça, FHC fazia conferência na Argentina, em plena crise:

"La curiosidad de su audiencia en Buenos Aires tuvo una respuesta porque, al analizar la situación de América latina frente a la globalización, Cardoso buscó una diagonal. No adhirió a la actitud de otros presidentes como el ecuatoriano Correa, el boliviano Morales, el nicaragüense Ortega y los cubanos Castro, que siguen denunciando al imperialismo norteamericano, que nos estaría explotando de nuevo mediante la globalización, detrás de las huellas de su nuevo líder y financista, Hugo Chávez, pero Cardoso tampoco espera, quizá como Uribe, que los norteamericanos nos mimen y nos quieran. En su conferencia, Cardoso no describió la globalización como una maldición ni como una bendición sino, más bien, como una oportunidad. Lo mismo habían hecho en las décadas de posguerra los asiáticos frente a la explosión del comercio internacional, ya que no decidieron maldecirla ni alabarla, sino, simplemente, aprovecharla".

Leia aqui.

Computador bom de memória.

Autoridades colombianas afirmam que o computador de Raul Reyes traz detalhes do financiamento da campanha de Rafael Correa para a presidência do Equador, pelas FARC. O primeiro computador. Ainda faltam três. Leia aqui.

A força das novas idéias.

Brasília, 25 de abril de 2009.
Ciro Gomes, do PSB, foi sacramentado como candidato apoiado pelo D-25 para disputar a Presidência da República. Discursou emocionado sobre a força da esquerda brasileira e do socialismo para mudar o Brasil, afirmando que os dois partidos sempre buscaram a mesma coisa, por caminhos diferentes e que esquerda ou direita é só uma questão geográfica, jamais ideológica. Rodrigo Maia, presidente do Democratas, grande construtor deste apoio, aplaudiu entusiasticamente, sendo cumprimentado pela sua inteligência, senso de oportunidade e capacidade de articulação por José Agripino, Jorge Konder Bornhausen, Demóstenes Torres e Heráclito Fortes, entre outros, que sempre sonharam com esta união. É a força das novas idéias.

Esquerda, direita: quem marcha é o eleitor.

De uma hora para outra o PSB virou a jóia da coroa do velho jeito de fazer política no Brasil. É através deste partideco socialista inexpressivo que o PT e o PSDB estão fazendo um acordo para as eleições de Belo Horizonte, para que nenhum tenha a cabeça de chapa e não pegue tão mal junto ao eleitorado brasileiro. É acenando com apoio a Ciro Gomes(PSB) em 2010 que Rodrigo Maia, o jovem presidente do velho PFL(o D25 sepulta tudo que plantou até agora com a infeliz declaração), quer dar o troco no PSDB, por não apoiar Kassab em São Paulo. Os 30 ou 40 milhões de eleitores brasileiros que são anti-PT e anti-Lula aguardam novas alternativas. O que está aí é tudo farinha do mesmo saco.

Violência na TV.

Declaração de Lula ao lançar o Pronasci, dizendo que programação das emissoras de televisão contribui para que o Brasil seja um país violento é nada mais, nada menos do que uma defesa da TV Brasil. De acordo com o presidente, o "seio da família brasileira" passa por "um processo de degradação da estrutura social". Entre os motivos para que isto ocorra, na avaliação sociológica de Lula, estão os "programas de televisão que não trazem nada que seja instrutivo para as pessoas". A TV Brasil é uma grande porcaria. Por exemplo, o Repórter Brasil, que vai ao ar às 8 da manhã, tem péssima iluminação, péssimos repórteres,péssimos apresentadores e uma pauta requentadíssima. Não acrescenta nada em relação aos demais telejornais. No entanto, esta TV Brasil vai consumir R$ 500 milhões ao ano, pouco menos do que os R$ 600 milhões das bolsas-capacitação do Pronasci. O que Lula quer é uma TV que não mostre a violência do país, cuja responsabilidade ele prefere colocar, além da mídia, nos "governantes dos últimos 30 anos". Como já está no poder há 6 anos, o despreparado demagogo já tem 20% da culpa. Culpa que no fundo é muito maior, tendo em vista que o país, nos últimos seis anos, vive o melhor momento econômico dos últimos "30 anos". Em vez de melhorar o salário dos policiais, Lula dá uma bolsa-capacitação. Aumento mesmo, na folha, só para os companheiros.