Sob o patrocínio da Oi,hoje , às 10:30, a pelegada se junta no Palácio do Planalto. As demissões da Brasil Telecom, promovidas pela Telemar, empresa financiada pelo BNDES e que tem os principais fundos de pensão como acionistas, não será tema da pauta. Afinal de contas, que importancia tem 900 empregados sumariamente demitidos da BRT para a pelegada da CUT, da Força Sindical e de outras centrais, se a Telemar, a nova proprietária, é sócia do filho do chefe? Aliás, Lula vai dedicar cinco horas aos "cumpanhêros", entre reunião e almoço. Já para o problema da queda brutal nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios, o presidente só vai dedicar uma horinha do seu precioso tempo. O mesmo tempo que vai despender para recepcionar o chanceler de Cuba. terça-feira, 7 de abril de 2009
Pelegada no Planalto.
Sob o patrocínio da Oi,hoje , às 10:30, a pelegada se junta no Palácio do Planalto. As demissões da Brasil Telecom, promovidas pela Telemar, empresa financiada pelo BNDES e que tem os principais fundos de pensão como acionistas, não será tema da pauta. Afinal de contas, que importancia tem 900 empregados sumariamente demitidos da BRT para a pelegada da CUT, da Força Sindical e de outras centrais, se a Telemar, a nova proprietária, é sócia do filho do chefe? Aliás, Lula vai dedicar cinco horas aos "cumpanhêros", entre reunião e almoço. Já para o problema da queda brutal nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios, o presidente só vai dedicar uma horinha do seu precioso tempo. O mesmo tempo que vai despender para recepcionar o chanceler de Cuba. Ao procurador Marcelo Freire, do MPF.
"Oi" para os patrões, "Tchau" para os empregados.
Maninho do Franklin no JN.
Lula doa U$ 1 bilhão para o Paraguai.
PAC do Lula: 99% é mentira.
Levantamento do PSDB junto ao Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) aponta que dos cerca de R$ 20 bilhões do Orçamento da União de 2009 destinados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), apenas R$ 168,9 milhões (ou menos de 1%) foram executados no primeiro trimestre deste ano. Os dados servirão como munição para a oposição nas primeiras reuniões da Subcomissão Permanente de Acompanhamento, Fiscalização e Controle da Execução Orçamentária e Financeira do PAC, que ocorrerá amanhã na Câmara dos Deputados, em Brasília.Leia mais aqui.Brilhante, Coronel. Descobrimos!!!! Trata-se de um PACnócchio!
Só pelo voto.
XV - autorizar referendo e convocar plebiscito;
O plebiscito é uma consulta prévia aos cidadãos no gozo de seus direitos políticos, sobre determinada matéria a ser discutida pelo Congresso Nacional em momento posterior.O referendo é uma consulta posterior sobre certo ato do governo com o objetivo de ratificá-lo, de conceder-lhe ou de retirar-lhe a eficácia. Desta forma, não dá para fechar a pocilga em que os atuais senadores transformaram o Senado por estes meios constitucionais.
Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:
I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal;
II - do Presidente da República;
III - de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.
§ 1º - A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio.
§ 2º - A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros.
§ 3º - A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem.
§ 4º - Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:
I - a forma federativa de Estado;
II - o voto direto, secreto, universal e periódico;
III - a separação dos Poderes;
IV - os direitos e garantias individuais.
Mais ou menos honesto.
Plebiscito.
( ) sim, quero uma nova eleição para escolher novos senadores.
Para as foquinhas amestradas.
Ei, jornalistas que comem na mão da esquerda corrupta, que se borram para os bispos recordistas em safadezas e que são ridicularizados pelos blogueiros das botinhas cor-de-rosa e da mão peluda e rápida, quando é que vocês vão investigar a denúncia de que Victor Martins, diretor da Petrobras, irmão de Franklin Martins,ministro das Comunicações que apita nas polpudas verbas publicitárias da estatal, está sendo investigado pela Polícia Federal? Num relatório interno, sigiloso, ele é tratado como suspeito de comandar um esquema de desvio de 1,3 bilhão de reais da Petrobras.Leiam aqui, foquinhas amestradas. FHC sem tradutor.
Só carisma não ganha eleição. "O carisma é importante, mas não é a única coisa. O presidente Lula, com todo o carisma que tem, eu ganhei dele no primeiro turno, duas vezes. Então, depende do momento, depende das circunstâncias. Não basta o carisma." O autor da frase é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que esteve em Washington para participar de evento sobre descriminalização do usuário de drogas, na Brookings Institution. Ao final do debate, que contou com a participação do ex-presidente colombiano César Gaviria, FHC falou sobre a sucessão presidencial no Brasil. Indagado sobre se não era difícil para a oposição emocionar a opinião pública quando Luiz Inácio Lula da Silva acaba de ser descrito pelo presidente Barack Obama como o "político mais popular do mundo", o tucano respondeu: "Difícil é, mas ele foi oposição a mim e eu ganhei. Impossível não é." FHC, que governou o Brasil de 1995 a 2003, disse ter ficado "contente" com o elogio de Obama a Lula, feito durante a última reunião do G20, na semana passada, em Londres. "Ué, fiquei contente, acho bom que o Brasil tenha um político popular." Mas relativizou: "Não sei se corresponde aos fatos, não sei se é o mais, mas é um dos mais. Acho que é bom." Indagado pela Folha se apoiaria a chamada chapa "puro-sangue" em 2010 com o governador de São Paulo, José Serra, a encabeçando, e o governador de Minas, Aécio Neves, como vice, FHC disse que não seria "fair" [justo -ele acabara de dar palestra em inglês] com o mineiro, "um candidato para ser cabeça" de chapa. "Para você ser "fair", não sei nem se é o caso, porque depende das condições políticas, mas enquanto tivermos dois candidatos, e eu sou presidente de honra do partido, eu não posso dizer, não, é um, não é o outro, é um, mas é um na frente, o outro atrás. Tenho é de criar condições para que haja uma compreensão para ver quem tem mais chances." De qualquer maneira, FHC acha o debate "prematuro" e culpa o presidente Lula por ele, "o que está prejudicando." "Entendo que o presidente Lula tem lá suas razões, porque ele escolheu uma candidata desconhecida, então, resolveu forçar um pouco o "schedule" [calendário]."
Terrorista italiano deve continuar preso.
Aécio bota a viola no saco.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Protógenes News.
Aviso de pauta.
A História tem dois lados.
Comendo pelas beiradas.
Para Pedro, o Podre.
Me desculpe, Coronel, mas creio que essa sua ação pode virar um tiro no coturno. O brasileiro médio tem aversão à ditadura, isso está no coletivo popular. São poucos os lugares, como aqui, que você vai gerar indignação pela morte de militares que apoiavam o regime ditatorial. Ainda mais quando o número de pessoas mortas pelo regime foi muito maior. As ações "terroristas", que você porcamente generaliza, são uma consequência da ditadura. Portanto, que critiquemos, sim, estas ações mas que comecemos pelo esclarecimento das causas que levaram à sua culminação. Essa campanha contra os terroristas, sinceramente, só vai encontrar eco nos seus próprios seguidores. Não acho que é assim que você vai vai recrutar, pelo menos, mais 30% da população brasileira pra ganhar as eleições.
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Todo mundo, menos eu.
"Você tem uma crise americana de grande profundidade, você tem uma crise européia de grande profundidade, você tem uma crise asiática, e como esses países são os mais ricos, são os que têm mais crédito e são os maiores consumidores, na medida em que a economia deles pára, pára a economia mundial."
O discurso de Lula continua o mesmo. Crise? "Todo mundo, menos eu."
Casa de ferreiro, espeto de pau.
Petrobras: caixa-preta também no gás.
O gás natural consumido pela indústria brasileira, produzido no país e na Bolívia, já é um dos mais caros do mundo. O preço, em São Paulo, atingiu mais que o dobro do valor negociado em países desenvolvidos como os EUA e o Reino Unido. E quase o triplo em relação ao insumo comprado em nações em desenvolvimento como o México, segundo dados da empresa de embalagens de vidro Owens-Illinois, a maior do mundo. A pesquisa inclui ainda países da Europa continental, do Oriente Médio e Venezuela. Só em 2008, em São Paulo, o preço do gás natural subiu 60,7%, segundo a indústria. Empresas em que o combustível tem grande peso no custo vivem dificuldade, agravada pela queda nas encomendas em razão da crise. Companhias do polo cerâmico de Santa Gertrudes (SP), o maior do país, fecharam as portas, o parque vidreiro perde competitividade para exportar e a expansão da produção de fertilizantes está ameaçada. Tradicionais consumidores de gás consideram voltar ao uso do óleo, em muitos casos combustível mais barato -e mais poluente.O setor industrial pediu intermediação do Ministério de Minas e Energia para abrir o que considera uma "caixa-preta" da política de preços do insumo. Sem resposta, a indústria diz que a tarifa de gás no Brasil é usada para bancar parte dos US$ 174,4 bilhões de investimentos da estatal entre 2009 e 2013 previstos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), daí a pouca disposição do governo em intermediar negociações que visem baixar o preço do insumo.
Prenda minha.
Segundo petistas da corrente comandada por Tarso Genro, o ministro da Justiça teria desistido de disputar o governo gaúcho. Embora bem posto nas pesquisas, estaria convencido de que, pela correlação de forças no Estado, o segundo turno é certo, e a chance de vitória, pequena. Tudo somado, voltou a sonhar com o STF.
PT assume seu lado PCC.
domingo, 5 de abril de 2009
Explorar a Petrobras é melhor que explorar petróleo.
Música, maestro!
A verdadeira Norma Thiré é produtora musical do espetáculo "Esta é a nossa canção", que os críticos afirmam ser uma deliciosa comédia romântica musical, que estreou na Broadway há 30 anos, com mais de 1.000 apresentações, mas permanecia inédita no Brasil.
Em cartaz no Teatro da Maison de France PSA PEUGEOT CITROËN
Avenida Presidente Antônio Carlos, 58. Rio de Janeiro
Bilheteria. (21) 2544 2533
De quarta a sábado às 19:30h. Domingo às 18:00h.
Ingressos a R$60,00 na quarta-feira;
R$ 80,00 na quinta-feira e sexta-feira;
R$100,00 no sábado e domingo
Puxa, já ia esquecendo: a Eletrobrás e Furnas são patrocinadores do musical. Ah, mas isso não tem a mínima importância, não é mesmo Norma? Dinheiro não tem cor, como diz o ditado.
Procura-se um candidato justiceiro.
A memória seletiva da Dilma.
FOLHA - A sra. se lembra dos planos para sequestrar Delfim e montar fábrica de explosivos?DILMA ROUSSEFF - Ah, pelo amor de Deus. Nenhuma das duas eu lembro. Nunca ninguém do Exército, da Marinha e da Aeronáutica me perguntou isso. Não sabia disso. Acho que não era o que a gente [queria], não era essa a posição da VAR.
FOLHA - A sra. logo percebeu que a clandestinidade seria o caminho natural?
DILMA - Percebi. Todo mundo achava que podia haver no Brasil algo muito terrível. O receio de que um dia eles amanheceriam e começariam a matar era muito forte. Sou bem velha, comecei em 1964. Com o passar do tempo, o Brasil foi se fechando, as coisas foram ficando cada vez mais qualificadas como subversivas. Era subversivo até uma música, uma peça de teatro, qualquer manifestação de rua. Discutir reforma universitária era subversivíssimo. Coisas absolutamente triviais hoje eram muito subversivas.
FOLHA - Foi escolha da sra. o trabalho no setor de mobilização urbana?
DILMA - Qual era a outra alternativa?
FOLHA - Havia a expropriação.
DILMA - Disso eu nunca quis ser. Nós não achávamos isso grande coisa. A partir de um determinado momento houve uma visão crítica disso, do que a gente chamava militarismo. É muito difícil falar isso porque as pessoas ficam achando que a gente está limpando a barra. Não me interessa ficar falando nisso, é da época e deu. Eu sei que havia uma tensão eterna. Nunca concordávamos uns com os outros porque pensávamos diferente. Bota todo mundo junto, você imagina. Não posso dizer o que aconteceu dentro da direção.
FOLHA - No Rio, a sra. acompanhou a fusão e acompanhou o racha [da VAR] em Teresópolis.
DILMA - Na minha cabeça, eu só lembro que a gente conversava e discutia muito, debatia. Tinha uma infraestrutura complexa porque a gente não saía de lá, não podia aparecer. Bom não era. Mas, naquela época, você achava que estava fazendo tudo pelo bem da humanidade. Nunca se esqueça que a gente achava que estava salvando o mundo de um jeito que só acha aos 19, 20 anos. Sem nenhum ceticismo, com uma grande generosidade. Tudo fica mais fácil. Tudo fica mais justificado, todas as dificuldades. Você não ter roupa não tem problema. Às vezes, andava com uma calça xadrez e uma blusa xadrez.
FOLHA - A sra. faz algum mea-culpa pela opção pela guerrilha?
DILMA - Não. Por quê? Isso não é ato de confissão, não é religioso. Eu mudei. Não tenho a mesma cabeça que tinha. Seria estranho que tivesse a mesma cabeça. Seria até caso patológico. As pessoas mudam na vida, todos nós. Não mudei de lado não, isso é um orgulho. Mudei de métodos, de visão. Inclusive, por causa daquilo, eu entendi muito mais coisas.
FOLHA - Como o quê?
DILMA - O valor da democracia, por exemplo. Por causa daquilo, eu entendi os processos absolutamente perversos. A tortura é um ato perverso. Tem um componente da tortura que é o que fizeram com aqueles meninos, os arrependidos, que iam para a televisão. Além da tortura, você tira a honra da pessoa. Acho que fizeram muito isso no Brasil. Por isso, minha filha, esse seu jornal não pode chamar a ditadura de ditabranda, viu? Não pode, não. Você não sabe o que é a quantidade de secreção que sai de um ser humano quando ele apanha e é torturado. Porque essa quantidade de líquidos que nós temos, o sangue, a urina e as fezes aparecem na sua forma mais humana. Não dá para chamar isso de ditabranda, não.
FOLHA - Quando a sra. foi presa, foram apreendidos documentos falsos, desenho da VAR e um bilhete de amor com as iniciais TG. Era do Cláudio Galeno Linhares?
DILMA - Não, era do Carlos Araújo. Era apelido dele. Se você quiser me mandar, eu agradeço. Onde que está isso, hein?
FOLHA - No inquérito arquivado no STM. O bilhete está assim: "Nêga querida, infelizmente não poderei estar aí [no Natal]. Verás na prática, prometo-te..."
DILMA - Essa quantidade de te, você acha que é de mineiro, pô? Isso é de gaúcho. Tudo no te... Não falei do Carlos no depoimento. Eles acreditavam que era o Galeno. Carlos era da direção, eu não podia abrir a boca. Depois eles descobriram.
FOLHA - Como foi, durante os dias de Oban, para conseguir proteger a direção? Pelo que vi, alguns nomes não foi possível proteger como Maria Joana Telles, Ruaro, Vicente...
DILMA - Eles sabiam deles porque tinha caído outra pessoa que era da direção. Foi por isso que caí. Eu caí porque caiu outra pessoa.
FOLHA - Era com quem a sra. teria um encontro. O José Olavo?
DILMA - Essas coisas eu não quero falar, minha filha. Não quero dar responsabilidade para ninguém. Estou muito velha para fazer isso.
FOLHA - No depoimento da Justiça, a sra. cita os quatro como tendo caído em consequência direta de sua queda. A sra. dá os quatro nomes?
DILMA - É. Caíram, ponto.
FOLHA - Eu conversei com o hoje coronel, antigo capitão Maurício...
DILMA - Ele existe ainda? Ele já não batia bem da bola. Ele continua sem bater?
FOLHA - Eu perguntei se ele votaria na sra. para presidente. Primeiro, disse não. Depois, pediu para retificar dizendo que "depende com quem vai concorrer".
DILMA - Minha querida, pelo amor de Deus. A vida é um pouquinho mais complicada que isso. Mas respeito o que ele falou.
FOLHA - Ele participava das sessões [de tortura]?
DILMA - Ele era da equipe de busca, nunca participou. Mérito dele. Pelo menos enquanto estive na Oban. Não posso dizer depois. Você tinha aquele negócio de dar ponto para parar de apanhar, e ele levava as pessoas. Ele fez a busca em toda a minha casa. Pegava minhas coisas e perguntava sobre elas.
FOLHA - No depoimento à Justiça, a sra. cita ele como responsável pelas sessões de torturas.
DILMA - Que ele torturava pessoalmente, nunca vi. A mim não foi. Que ele entrava na sala e via tortura, tenho certeza. Qualquer um entrava. Te torturavam com a porta aberta.
FOLHA - Li uma entrevista em que a sra. diz que fez treinamento no exterior, mas não consegui encontrar o período em que isso pode ter acontecido. Deu tempo de sair do Brasil para treinar?
DILMA - Acho engraçadíssimo porque quando me perguntaram isso, eu neguei que tivesse feito. É que nem aquela lista que sai aí dizendo que eu fiz dez assaltos armados. Nunca fiz uma ação armada. Se tivesse feito, eu estaria condenada por isso. É a mesma coisa essa história do treinamento. Nunca fiz nem treinamento no exterior nem ação armada. É só perguntar para as pessoas.
FOLHA - Incomoda a sra. atribuírem essas ações a seu nome?
DILMA - É chato. Não sou supermulher para dizer que não me incomoda. Agora não perco a cabeça por isso. Estão mentindo, têm segunda intenção.
FOLHA - Não teve treinamento no exterior, mas o básico todo mundo sabia como montar e desmontar uma arma. Era questão de segurança do dia a dia?
DILMA - Sempre fui muito dedicada, mas não achava isso grande coisa. Nunca fiquei avaliando se devia fazer isso ou aquilo. Não se colocava assim para nós. Falavam assim: "Vai ali e aprende a montar e desmontar a arma". Você ia e aprendia. "Vai ali e escreve um documento." Você também ia.
FOLHA - Como era o dia a dia da prisão? Algumas companheiras de cela dizem que a sra. dava aula de macroeconomia, mas não gostava muito dos trabalhos manuais de tricô e crochê...
DILMA - Aprendi bem. Sei fazer tricô e crochê. Você sabe que faço tapete? Mas não aprendi tapete lá, não. Fazia muito bem crochê. Podem falar que eu não fazia... (risos) No fim, gostava de fazer crochê. A gente lia muito, escutava muita música, conversava muito, jogava vôlei. [As aulas] estão fantasiando...
FOLHA - A sra. tinha consciência que continuava na mira da polícia mesmo depois da prisão?
DILMA - Tinha. Não podia fazer aniversário que ficavam pendurados nas árvores, olhando.
FOLHA - Quando tem o racha, quem assume a VAR?
DILMA - Não me lembro. Se o Espinosa tá dizendo que eu estava... Não sei se fui, se não fui [do comando]. É um período muito pequeno até a queda. Fui uma das primeiras a cair. Eu lembro que eu fui em outubro para São Paulo e nunca mais voltei [ao Rio]. Fiquei lá junto com todo mundo que dirigia a VAR na época. Só me lembro do José Olavo e de mais um. Tinha mais. Tinha quatro.
FOLHA - Muita gente dizia que a sra. era a responsável pelo dinheiro da organização. A sra. era o caixa de São Paulo, para manter militantes, aparelhos?
DILMA - Também não me lembro disso, não, que eu era do dinheiro. Se eu fosse do dinheiro, eles tinham me matado a pau. Tudo o que eles queriam era o dinheiro. Não lembro isso, não. Não me lembro de ter caído com um tostão. Se eu tivesse dinheiro, ia ser um festival.
FOLHA - O delegado ficou bem impressionado com a sra. depois do interrogatório. A ponto de defini-la como uma pessoa com dotação intelectual apreciável.
DILMA - Interessante... Da onde ele tirou isso, né? Nem me lembro dele. A gente não dava importância para o delegado do Dops, só para a Oban. Deve ter vindo da Oban. Tinha um juiz auditor louco (risos). Ele fez uma denúncia dizendo que eu era a Joana d'Arc do terror. Era ridículo. Ele era dado a essas...
FOLHA - É muito divertido o perfil que o delegado traça.
DILMA - Essa parte não era pública, essa parte do delegado. Você conseguiu um documento único. A Oban classificava a gente pelo nível de perigo. O major Linguinha [Waldir Coelho] só interrogava quem ele achava que era direção. Ele falava comigo sempre.
FOLHA - A sra. não pegou o delegado Sérgio Fleury no Dops?
DILMA - Quando entrei no Dops, o Fleury estava em viagem. Passei quase um mês na Oban e um mês no Dops. Eu custei a ir embora da Oban. Achava estranho eu não ir embora. Todo mundo ia, e eu ficava. Eu não lembro a data. Vai ficando muito obscuro, como foi e como é que não foi.
FOLHA - Vocês passavam por um treinamento intensivo para deletar as coisas. Tinha que esquecer para não contar?
DILMA - Uma parte você tentava esquecer. Sabe que teve uma época em que eu falei uma coisa que eu achava que era verdade e não era. Era mentira que eu tinha contado e aí depois eu descobri que era mentira. Você conta e se convence.
FOLHA - Informação obtida sob tortura é de responsabilidade de quem tortura e não de quem fala? Dá para culpar a pessoa que falou?
DILMA - Não dá mesmo. Até porque ali, naquela hora, tinha uma coisa muito engraçada que eu vi. Aconteceu com muita gente, não foi só comigo. É por isso que aquela pergunta é absurda, a do senador [Agripino Maia, do DEM]. A mentira é uma imensa vitória e a verdade é a derrota. Na chegada do presídio [Tiradentes], estava escrito "Feliz do povo que não tem heróis", que era uma frase do Brecht que tem um sentido amplo. Esse fato de não precisar de heróis mostra uma grande civilidade. É preciso que cada um tenha um pouco de heroísmo.
FOLHA - Quando a sra. chegou à Oban, houve muitos gritos?
DILMA - Teve. Fazia parte do script. É uma luta eterna entre a sua autodestruição e sua luta para ficar inteiro psicologicamente. A palavra correta é uma disputa moral no sentido amplo da palavra moral. É uma disputa entre éticas diferentes, entre princípios diferentes. Uma pessoa que se dispõe a fazer a outra ter dor tem um processo de difícil identificação. Fico imaginando o que foi Abu Ghraib, porque bota de um lado americanos e de outro lado um outro mundo. Você tem de ser desqualificado como ser humano para ser torturado, santa, senão você não é.
FOLHA - E a família da sra., como reagiu a isso tudo?
DILMA - Minha mãe foi absolutamente fantástica. Eles tinham horror de mãe.
FOLHA - Só para deixar claro, a sra. não se recorda desse plano para sequestrar o Delfim?
DILMA - Não. Acho que o Espinosa fantasiou essa. Sei lá o que ele fez, eu não me lembro disso. E acho que não compadece com a época, entendeu? Nós acabamos de rachar com um grupo, houve um racha contra a ação armada e vai sequestrar o Delfim? Tem dó de mim. Alguém da VAR que você entrevistou lembrava-se disso? Isso é por conta do Espinosa, santa. Ao meu conhecimento jamais chegou. Não me lembro disso, minha filha. E duvido que alguém lembre. Não acredito que tenha existido isso, dessa forma. Isso está no grande grupo de ações que me atribuem. Antes era o negócio do cofre do Adhemar, agora vem o Delfim. Ah, tem dó. Todos os dias arranjam uma ação para mim. Agora é o sequestro do Delfim? Ele vai morrer de rir.
FOLHA - De qualquer forma, obrigada por tocar nesse assunto delicado...
DILMA - Eu estou te fazendo uma negativa peremptória. Para mim, não disseram. Tá?
Desta parte Dilma lembra tudo.
Da Folha:Gritos de "mata", "tira a roupa" e "terrorista filha da puta" receberam Luiza-Dilma no primeiro dia de prisão no pátio do prédio da rua Tutoia, no Paraíso, zona sul de São Paulo. No local funcionava a Oban, sigla da Operação Bandeirante, estrutura que integrava as polícias civis e os serviços de inteligência das Forças Armadas. As sessões de palmatórias, choques, chutes e socos até hoje são tratadas com reticências pela ex-guerrilheira. "Você não sabe o que é a quantidade de secreção que sai de um ser humano quando ele apanha." Segundo o Tortura Nunca Mais, ela ficou 22 dias no local. Para Dilma, "foi muito tempo" a ponto de não entender por que todo mundo ia embora, menos ela. "A Oban era pau, puramente interrogatório. O preso ficava lá até considerarem que não havia mais como conseguir informações", recorda o hoje economista José Olavo Leite Ribeiro. A ministra foi uma guerrilheira que até hoje impressiona os militares. Colecionou epítetos superlativos nos relatórios da repressão, que a definiram como "um dos cérebros" de esquemas revolucionários. "Era a grande dirigente da VAR-Palmares. Era realmente boa guerrilheira. A gente tem que respeitar ambos os lados", disse à Folha Maurício Lopes Lima, integrante de uma equipe de busca da Oban, na época capitão do Exército e agora militar da reserva de 73 anos. Foi a primeira vez que aceitou falar de Dilma. Ele nega tê-la torturado, mas não diz o mesmo dos colegas. "A história dela era furada demais." Com a militante a tiracolo, ele visitou diferentes pontos de São Paulo em busca de informações. "Ela se preparou mais para jogar conosco. É gato e rato. Ela tenta fugir, a gente tenta encontrar", explicou ele. À Justiça Militar Dilma citou Lima como um dos torturadores. Disse ter recebido visita no presídio Tiradentes, onde ficou por três anos, da equipe chefiada pelo capitão, que a ameaçou com novas agressões uma semana antes desse depoimento, em 21 de outubro de 1970. À Folha, porém, ela afirmou que o militar jamais a torturou, mas não o eximiu de responsabilidade. "Ele entrava na sala e via tortura, tenho certeza."
Depoimento
Em 26 de fevereiro, 40 dias depois de presa, Dilma havia assinado depoimento à Polícia Civil com detalhes de sua trajetória e nomes de colegas das organizações em que militou. Diante da Justiça Militar, ela reconheceu sua assinatura, mas repeliu todas as declarações -segundo ela, obtidas sob tortura. A Folha obteve a íntegra dos dois depoimentos, assim como dos relatórios dos órgãos da repressão que mencionam Dilma, hoje arquivados no Superior Tribunal Militar. Em 20 de janeiro de 1969, sem saber que ela estava presa, o operário Natael Custódio foi a um encontro marcado com Luiza-Dilma. Foi capturado. "Ela foi muito torturada e levou a polícia. Não teve jeito", diz o agora caminhoneiro que vive em Londrina (PR). Custódio, 65, não se diz atormentado com o passado. Lamenta, sim, o fato de a ministra nunca ter respondido a carta que ele enviou. "Depois que chegam lá em cima, fica difícil. Mas gosto demais dela." O caminhoneiro há cinco anos escreveu pedindo ajuda para ser anistiado. Ainda não desistiu de receber a indenização. Quando ficou presa no prédio da Oban, Dilma indicou endereços e acompanhou policiais a ao menos uma casa de militantes. Segundo ela, indicavam-se "pontos [local de encontro] para parar de apanhar". Custódio, contudo, não é um dos quatro nomes de companheiros presos logo depois da captura da guerrilheira. No depoimento da auditoria militar, Dilma citava que "em consequência direta de sua queda caíram Maria Joana [Teles Cubas], João Ruaro, Savério [Carlos Savério Ferrante] e Vicente [José Vicente Corrêa]". Dilma confirmou à Folha ter dito que os quatro colegas caíram porque ela havia sido presa. "É. Caíram, ponto." A reportagem localizou Ferrante, que não quis falar sobre a prisão. Para o delegado Newton Fernandes, que investigou a VAR em São Paulo e traçou o perfil de 30 dos 70 integrantes, Dilma era muito mais do que a responsável pela distribuição do dinheiro. "Através de seu interrogatório, verifica-se ser uma das molas mestras e um dos cérebros dos esquemas revolucionários postos em prática pelas esquerdas radicais", diz no relatório, cujo conteúdo nem a ministra conhecia. O promotor que denunciou a VAR disse que Dilma "chefiou greves e assessorou assaltos a bancos" e a definiu como "Joana d'Arc da subversão". A comparação hoje provoca gargalhadas da ministra.
Desta parte Dilma não lembra nada.
Da Folha:Luiza, 22, abandonou a faculdade de economia e agora sabe montar e desmontar um fuzil de olhos fechados. Na clandes-tinidade, seu grupo planeja uma das ações ousadas da luta armada em 1969 contra a ditadura militar: o sequestro de Delfim Netto, símbolo do milagre econômico e civil mais poderoso do governo federal. Quarenta anos depois, o antigo alvo é agora aliado de Luiza, aliás Dilma Rousseff, na empreitada que tenta fazer da ex-guerrilheira, também conhecida à época como Estella, Wanda, Marina e Patrícia, a sucessora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ambicioso sequestro era uma espécie de "lenda urbana" entre poucos militantes de esquerda nos anos 70. Sem mencionar o nome de Dilma, foi citado de passagem no livro "Os Carbonários" (1981), do hoje vereador carioca Alfredo Sirkis (PV), e esquecido. Na página 180, há uma citação ao possível sequestro do ministro: "Preparavam, na época, o sequestro do ministro Delfim Netto". A Folha obteve documentos inéditos e o primeiro testemunho de um dos idealizadores do plano. Antonio Roberto Espinosa, 63, doutorando em Relações Internacionais na USP, contou à reportagem segredos que diz não ter revelado sob tortura. Ex-comandante da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) e da VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares), assumiu que coordenou o plano. Mais: afirmou que os quatro outros integrantes da cúpula da VAR-Palmares concordaram com o sequestro do então ministro da Fazenda, que sustentava a popularidade dos generais com um crescimento econômico de 9,5% em 1969. "O grupo foi informado. Os cinco [ele, Dilma e os outros três dirigentes da VAR] sabiam", disse Espinosa, no primeiro relato que aponta o envolvimento de Dilma, negado, porém, "peremptoriamente" pela ministra à Folha. Em um dos processos que condenou militantes da VAR, consultados no Superior Tribunal Militar, há um mapa da emboscada e outro que sugere o local do cativeiro do sequestro planejado. A ação tinha data e local definidos. Seria num final de semana de dezembro, durante uma das visitas do ministro a um sítio no interior de São Paulo.
A "juba", o cofre, o Fusca
Em 1969, a hoje ministra experimentava a vida clandestina com audácia. No Rio de Janeiro, ela e a amiga Iara Iavelberg, namorada do líder guerrilheiro Carlos Lamarca, foram cortar o cabelo no salão Jambert, que servia champanhe aos clientes. Iara, de acordo com o livro "Iara - Reportagem Biográfica", de Judith Patarra (editora Rosa dos Tempos), quis arrumar a "juba fora de moda" da companheira -para valorizar o rosto e os olhos dela- e sugeriu também roupas novas. A extravagância foi bancada depois da ação que deu fama à VAR-Palmares: o assalto ao cofre do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros, guardado na casa da amante dele, com cerca de US$ 2,4 milhões. Dilma não participou diretamente do crime. Mas, de acordo com depoimentos e relatórios policiais, ela administrou parte do dinheiro roubado para bancar salários de militantes, achar abrigo para eles e comprar um Fusca cinza. Como não sabia dirigir, ela escalava uma colega da VAR como motorista. Do carro, Dilma se lembra. Do dinheiro, não. "Não me lembro que eu era do dinheiro. Se fosse, eles tinham me matado a pau. Tudo o que eles queriam era o dinheiro", afirma. Dilma-Luiza havia chegado ao comando da organização após um racha que, logo depois do roubo do cofre, levara à saída de Lamarca, Iara e um expressivo grupo de militantes em um tumultuado congresso em Teresópolis (RJ). A ministra ficou na VAR, trocou o Rio por São Paulo e assumiu a missão de evitar debandada ainda maior. A VAR priorizava o recrutamento de estudantes e de operários, sem abandonar os planos de ações armadas esporádicas. De forma colegiada, de acordo com Espinosa, a cúpula decidiu sequestrar Delfim e montar uma fábrica de explosivos acionados por controle remoto em uma fazenda na serra da Mantiqueira (entre São Paulo e Minas Gerais). Além de Dilma, assumiram o comando do grupo Espinosa (Hélio), Carlos Araújo (codinome Max, o segundo marido da ministra) e os hoje mortos Carlos Alberto Soares de Freitas (Breno) e Mariano Joaquim da Silva (Loyola). Ouvido pela Folha, Araújo afirmou que não se recorda do plano nem de nenhuma ação armada depois do racha. Ressaltou, no entanto, que não é "boa fonte", pois perdeu parte da memória do período depois de ter sido torturado. Ao longo de uma hora de conversa com a Folha, Dilma disse algumas vezes não se lembrar da ideia de capturar o ministro e duvidar "que alguém lembre". Ao saber do testemunho dado por Espinosa, ela declarou que o ex-colega "fantasiou". No final da entrevista, pediu que registrasse a sua "negativa peremptória".
O sítio, o plano, a queda
Quem acredita na Dilma?
Na edição deste domingo do jornal “Folha de S. Paulo”, o ex-comandante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), Antônio Roberto Espinosa, atualmente doutorando em Relações Internacionais da USP, diz que Dilma e outros quatro integrantes do grupo concordaram com o sequestro, que não foi executado “porque os principais envolvidos na ação começaram a ser presos semanas antes”.
sábado, 4 de abril de 2009
Protecionismo e guerra?
"Os ativos globais perderam de US$ 30 trilhões a US$ 50 trilhões! Os socorros de todo tipo, incluindo-se estímulos fiscais, devem roçar os US$ 2 trilhões, as promessas vão aos US$ 5 trilhões. Em Londres, os líderes(do G-20) esperam que lá pelo fim de 2010 a economia flua outra vez. Tomara. Isso se houver restabelecimento da confiança e do crédito e avanços no reordenamento político e financeiro do mundo. Se, entretanto, houver fracasso, o protecionismo e o nacionalismo bélicos podem voltar à cena. Espero, por isso, que a reunião do G-20 não se resuma a uma oportunidade fotográfica". Leia aqui.
Não é de hoje.
"Quero fazer questão de ir a Davos e dizer em Davos exatamente o que eu diria para um companheiro qualquer que esteja aqui neste palanque. Dizer em Davos que não é possível continuar uma ordem econômica onde poucos podem comer cinco vezes ao dia, e muitos passam cinco dias sem comer no planeta Terra. Dizer a eles que é preciso uma nova ordem econômica mundial, em que o resultado da riqueza seja distribuído de forma mais justa, para que os países pobres tenham a oportunidade de ser menos pobres. Dizer a eles que as crianças negras da África têm tanto direito de comer como as crianças de olhos azuis que nascem nos países nórdicos."
Oposição inerte: já vimos este filme.
Cena do filme que os produtores dizem que não é político, pois vai só até 1980.Lula cotado entre 165 para Nobel da Paz.
- Mais de R$ 2 bilhões perdidos em corrupção ao ano;
- 50 mil homicídios por ano, 1 a cada 100 mil habitantes;
- Mais de 1 milhão de pessoas envolvidas em conflitos rurais violentos;
- 400 mil presos em 150 mil vagas prisionais;
- 15 mil casos denunciados de abusos sexuais contra crianças;
- 20 mil jovens mortos no trânsito em 2008, num total de mais de 40 mil mortes;
- 600 mil usuários de drogas;
- Mais de 50 milhões de brasileiros vivendo em favelas, dominadas pelo tráfico de drogas;
- Quase 2 mil pessoas atingidas por balas perdidas apenas no Rio de Janeiro, a cada ano.
Paramos por aqui. Segundo a EFE, o presidente Luis Inácio Lula da Silva está entre os candidatos ao Prêmio Nobel da Paz. O norueguês Stein Tonnesson, diretor do Instituto Internacional para a Investigação da Paz, teria confirmado a indicação de Lula. A divulgação dos premiados será em outubro.O diretor do Instituto Nobel, Geir Lundestad, informou que há 165 personalidades e instituições propostas para o prêmio. Stein Tonnesson afirmou ao 'Le Monde' em fevereiro que a vitória de um político sul-americano que luta contra as desigualdades sociais é muito provável. Principalmente se esse político for o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.A EFE informou que Tonnesson disse que Berge Furre, membro do Comitê Nobel da Paz, é um grande admirador do presidente brasileiro.
A maior blogueira do mundo.
Atacada pela direita invejosa e execrada pela esquerda raivosa, a premiadíssima Yoani Sánchez, a maior blogueira do mundo, além de tudo tem como característica pessoal uma voz forte, clara e poderosa. Nelson Motta foi lá, para o Jornal da Globo, mostrar para alguns por aí como é fazer um blog no escuro, sem poder ver o que posta, além de ter a casa vigiada o dia inteiro. Algumas ratazanas megafônicas afirmavam, na sua ignorância maldosa, que fazer um blog como o dela era prova de que a ilha era uma democracia ou que a blogueira era uma espiã. Que estes assistam o vídeo e mordam os cotovelos e as linguas. Temos certeza que a maioria aqui vai vibrar com a matéria. Viva Cuba! A Cuba de Yoani.
Atualizando: este post não aceitará nenhum comentário sem provas contra a blogueira cubana, recortado justamente de blogs que vêm promovendo uma verdadeira campanha de desmoralização contra a mesma, em verdadeiro espetáculo de mitomania.
CPI das Mãos Sujas.
Victor Martins é o todo-poderoso do petróleo, diretor técnico da ANP, irmão do todo-poderoso das comunicações, Franklin Martins. Está sendo investigado por fraudes que passam de R$ 200 milhões. Pela PF. Como tudo que é contra o governo Lula e passa pela PF dá em nada, a oposição ameaça com uma CPI. Que também dá em nada. Pelo menos pode ter um bom nome: CPI das Mãos Sujas. Leia no Reinaldo Azevedo.100 anos.
A primeira e última vez que um vermelho petralha entra neste blog em 100 anos:
Que era o maior, eu já sabia
Havia pouco intercâmbio com times de outras cidades e menos com times de outros Estados, o negócio era o campeonato municipal. Como havia muito tempo para ser preenchido, faziam dois campeonatos por ano. O primeiro se chamava “Campeonato Extra” e não valia nada. Os campeonatos começavam com um “Torneio Início” com a participação de todos os times em jogos de meia-hora, uma loucura que ocupava toda uma tarde e em que escanteio valia pontos. Antes de cada partida do campeonato jogavam os times de aspirantes, de manhã jogavam os juvenis.
Quando um time ganhava de manhã, ganhava a preliminar e ganhava o jogo principal, dizia-se que tinha feito barba, cabelo e bigode. Felicidade completa era fazer barba, cabelo e bigode no domingo e na terça ler o que o Cid Pinheiro Cabral dizia a respeito na “Folha da Tarde”. Peguei o fim do Rolo Compressor de Nena, Ávila, Tesourinha, Adãozinho e etc., peguei aquele outro grande Inter de Florindo, Oreco, Salvador, Larry, Bodinho e etc., peguei o Inter campeão brasileiro de Manga, Figueroa, Carpegiani, Falcão, Valdomiro e etc – todos ao vivo.
Pela TV, peguei o resto dos 63 anos até agora. Inclusive, claro, o Inter de Fernandão, o Inter de Yokohama. Este não entra aqui com mais destaque não porque faltou espaço depois de tantas lembranças mas porque seria supérfluo.
Que o Inter era o maior do mundo eu sabia desde 1946.
Só faltava provar.
LUIS FERNANDO VERISSIMO
Lula e a popozuda loura de olhos azuis.
Do Painel da Folha:
MC Cabral. Sérgio Cabral (PMDB) se empolgou com os elogios de Obama a Lula. O governador do Rio aproveitou encontro com o "político mais popular do planeta", ontem em Londres, para entoar um funk "proibidão", recheado de palavrões, um deles rimando com "o Lula apareceu".
Dilma tragada pela "marolinha".
"Pesquisas qualitativas encomendadas pelo Palácio do Planalto mostram que a população já começa a apontar o presidente como responsável pelo aumento do desemprego e pela diminuição do poder de compra. "É um dado inédito. Atacar o governo é normal, mas críticas diretas ao presidente não apareciam em nossos levantamentos", afirma um ministro. Politicamente, a inflexão da linha de popularidade do presidente também já provoca mudança de estratégia na pré-campanha presidencial. Está decidido, por exemplo, que haverá dois gabinetes oficiais para lidar com a crise – o das boas e o das más notícias. O primeiro ficará encarregado do anúncio de novos programas sociais, da inauguração de obras e da divulgação de resultados positivos. Terá como porta-voz a ministra Dilma Rousseff, a candidata do governo à sucessão de Lula. O segundo, que responderá pelo PIB, desemprego e problemas em geral, ficará sob a responsabilidade dos ministros Guido Mantega, da Fazenda, e Paulo Bernardo, do Planejamento. "Dilma vai cumprir o papel de senhora das boas notícias. Ela não vai mais pronunciar a palavra crise", afirma um dirigente petista. Por enquanto tem dado certo. A pesquisa Sensus mostra que a ministra saltou em um ano de 3% para 16% das intenções de voto."
Pinto petista quer sair do lixo.
Para voltar à ribalta, o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, do PT, depende do Supremo Tribunal Federal. Ele precisa que a corte o livre do processo em que é acusado de violar o sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, em 2006. No fim do ano passado, Palocci recebeu indicações de que os ministros estariam inclinados a favorecê-lo. Animado, decidiu reativar seus contatos internacionais e elegeu uma nova bandeira para defender: a ecologia. Na semana passada, ele participou de um seminário que reuniu políticos de vinte países em Washington. Foram tratados dois temas nos quais pretende se especializar: aquecimento global e energia limpa.
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É o pinto querendo sair do lixo. Em 2005, o então ministro da Fazenda, Antônio Palocci Filho, foi acusado por um ex-assessor de receber R$ 50 mil mensais da Leão&Leão, empresa responsável pela coleta de lixo em Ribeirão Preto, na década de 90, quando Palocci ainda era prefeito da cidade. O dinheiro seria usado como caixa dois de campanha de candidatos do PT.O inquérito sobre o escândalo do lixo em Ribeirão Preto tem 15 mil folhas, 81 volumes e 15 apensos. Está no STF, que tem rejeitado todos os recursos. Leia mais aqui.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Onde está a nossa "loura de olhos azuis"?

Las mujeres de los mandatarios que se reúnen en el G-20 posan en la Real Opera de Londres. Por orden de izquierda a derecha se ha fotografiado a: Ban Soon Taek (mujer del secretario de la ONU, Ban Ki-moon), Chikako Aso (esposa del primer ministro japonés Taro Aso), Laureen Harper (esposa del primer ministro candiense, Stephen Harper), Gursharan Kaur (mujer del primer ministro indio, Manmohan Singh), Michelle Obama (esposa del presidente de EE UU), Kim Yoon-ok (primera dama de Korea), Sarah Brown (esposa del primer ministro británico, Gordon Brown), Margarita Zavala (primera dama de México), Svetlana Medvedeva (esposa del presidente ruso, Dmitry Medvedev), Emine Erdogan (la primera dama turca), Margarida Barroso (esposa de Jose Manuel Barroso, presidente de la Comisión Europea), Therese Rein (esposa del primer ministro australiano, Kevin Rudd) y Pimpen Vejjajiva (esposa del primer ministro tailandés, Abhisit Vejjajiva).
Melhor do que a encomenda.
This is my man...
Um tipo entre Celso Daniel e José Dirceu.
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Acusações de cobrança de propina, acusações de utilização política de um assassinato e fitas comprometedoras. Essa foi a tônica da acareação na CPI dos Bingos nesta quarta-feira entre os irmãos do prefeito assassinado de Santo André (SP) Celso Daniel, Bruno Daniel e João Francisco Daniel, e o chefe-de-gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho. A acareação durou mais de sete horas. Durante a sessão, os irmãos reafirmaram a versão de que Carvalho, que foi secretário de Governo de Santo André na gestão do petista Celso Daniel, foi à casa deles após a missa de sétimo dia do prefeito e relatou um esquema de corrupção na prefeitura de Santo André. Ainda segundo os dois, o chefe-de-gabinete de Lula teria dito que entregou R$ 1,2 milhão ao então presidente do PT, José Dirceu.Relembre um pouco de Gilberto Carvalho aqui.
O "cara" adora os bancos e o FMI.
Sobre a cabeça os aviões.
Bilhete único. O coro de senadores em defesa de Tasso Jereissati, que usou sua cota de passagens aéreas para fretar jatinhos, deve-se ao fato de que tal prática é disseminada na Casa. Além disso, o tucano do Ceará, dono de um avião, é um dos maiores fornecedores de carona do Congresso.
A propósito. Tasso ainda discursava contra a denúncia, ontem, quando o senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB, e o deputado Rodrigo de Castro (MG), secretário-geral, deixaram a sessão para embarcar rumo a Minas. A bordo do jatinho de Tasso.
Muita informação para um imbecil.
A foto acima registra a Conferência de Bretton Woods (New Hampshire), nos Estados Unidos, ocorrida entre 1 e 22 de julho de 1944, onde foram discutidos e aprovados os Articles of Agreement (Estatutos) constitutivos do Fundo Monetário Internacional e do Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BIRD, vulgo "Banco Mundial"). O FMI nasceu um ano antes de Lula, há 65 anos atrás. O Brasil estava lá, junto com outros 43 países fundadores e até hoje já "emprestou" U$ 3 bilhões de dólares para o organismo. Hoje, o FMI conta com 182 países-membros. É muita informação para o nosso presidente.quinta-feira, 2 de abril de 2009
G-19.
A boa e a má fé.
Aterrissando.
Fim de carreira.
David Beckham é o maior salário do mundo do futebol, recebendo E$ 31 milhões anuais, algo em torno de R$ 108 milhões. Ferrou-se. Acaba de mandar entregar uma camiseta da Inglaterra, devidamente autografada, para o seca-pimenteira e vai seguir o mesmo caminho do Roberto Carlos, Guga, Luiz Felipe Scolari, Diego Hippolito e tantos outros. Até ontem, a Inglaterra liderava invicta o grupo seis das eliminatórias para a Copa. Não será surpresa se for goleada por Andorra. Demagogia lulista.
Fora da lei.
Vingança.
Lula apareceu ontem entre o presidente Barack Obama, a rainha Elizabeth e o primeiro-ministro Gordon Brown. Todos eles, menos a rainha, sorrindo à solta. Mas antes, na entrevista coletiva de Obama e Brown, Nick Robinson, da BBC, perguntou sobre a culpa de EUA e Reino Unido pela crise.Brown respondeu remetendo a Lula. "Ele me disse: "Quando líder dos sindicatos, eu culpava as empresas; quando virei líder da oposição, eu culpava o governo; quando virei governo, culpei a Europa e a América". Na descrição do "New York Times", "laughter", risos. Foi a vingança dos "olhos azuis".
Nem pelota, nem pelotão.
Um dos críticos da demarcação contínua da terra indígena Raposa/Serra do Sol, general Augusto Heleno, comandante militar da Amazônia, disse ontem que o Exército vai instalar um PEF (Pelotão Especial de Fronteira) na reserva antes de 2021. O pelotão ficará na região da Serra do Sol, onde vive a etnia ingaricó, entre o Parque Nacional Monte Roraima e a serra do Parima, na fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana. "É área de trânsito, há etnias com representantes dos dois lados. É uma área que é importante ser controlada em termos de circulação", disse o general.No dia 19, o STF manteve a demarcação contínua e determinou a saída de não índios e definiu 19 condições. O prazo para a desocupação é o dia 30 deste mês. No que diz respeito à construção de unidades do Exército ficou determinado que "o usufruto dos índios não se sobrepõe ao interesse da Política de Defesa Nacional, à instalação de bases, unidades e postos militares e demais intervenções". O custo de uma unidade fica entre R$ 25 milhões a R$ 40 milhões.
Dinheiro público voa nas asas do tucano.
Cobertor cada vez mais curto.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
FMI: tiro pela culatra.
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Segundo o Estadão, a reunião de cúpula do G-20, nesta quinta-feira, 2, em Londres, deve resultar no anúncio de US$ 1 trilhão em novos recursos para irrigar a economia mundial, socorrer os países emergentes e em desenvolvimento e estimular as trocas comerciais. Deste valor, cerca de US$ 750 bilhões seriam destinados ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e até outros US$ 200 bilhões para o Banco Mundial. As revelações foram feitas nesta quarta pelo ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega.O aporte de recursos no FMI, segundo Mantega, deve acontecer por diferentes modelos de capitalização. Por meio da linha de crédito New Arrangements to Borrow (NAB), um método defendido pelos Estados Unidos, seriam injetados US$ 250 bilhões. Outros US$ 250 bilhões viriam por meio dos Direitos Especiais de Saque (SDR), que estão ligados ao poder de decisão de cada país-membro do fundo. Esta é, de acordo com o ministro, o a preferência brasileira. Por fim, mais US$ 250 bilhões seriam originários de empréstimos diretos dos governos, como se dispuseram a fazer o Japão - com US$ 100 bilhões -, a União Europeia - com US$ 100 bilhões - e a Noruega - com US$ 48 bilhões. "O Brasil está disposto a colaborar, mas temos de ver qual é a melhor maneira e adaptar (as instituições) às novas regras do jogo. Não podemos trabalhar com as velhas regras", argumentou o ministro. "São novas regras para que o Brasil seja também protagonista. Não é só colocar dinheiro sem saber onde será alocado."
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