sábado, 26 de fevereiro de 2011

Lula levou o Cristo, mas não pagou. E usou recursos públicos para restaurar a obra.

A revista Época desta semana publica a versão oficial sobre o crucifixo do Palácio do Planalto. Se a versão for verdadeira, a emenda saiu pior do que o soneto. Ocorre que uma instituição pública, o Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis, da Universidade Federal de Minas Gerais, que recebe dinheiro público, trabalhou durante três meses para restaurar o crucifixo, antes do mesmo ser instalado no palácio. Ou seja: a peça passou a ser patrimônio público. Se não fosse assim, Lula deveria ter pago pelo trabalho.  Não pagou. No final do mandato, o velhaco botou o crucifixo novinho em folha no caminhão da mudança e levou para casa. Sabe-se lá se a Galega já não passou nos trocos. Leia aqui.

PT começa a fritar Palocci. Óia o Zé Dirceu aí, gente.

O estilo de governar dos petistas Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva pode ser diferente, como já tem sido dito. Há, porém, uma característica idêntica entre os dois que está ficando cada vez mais evidente: a capacidade de, no início do mandato, irritar a ala à esquerda do PT. Olhando com atenção é possível notar também a presença de um personagem comum nas duas histórias: Antonio Palocci. Ministro da Fazenda na partida do governo Lula e chefe da Casa Civil com Dilma, tanto antes como agora ele tem sido apontado como mentor de medidas econômicas que, segundo os críticos, ficariam melhor no ideário neoliberal do que no petismo. Leia mais no Estadão.

Me engana que eu gosto.

Luciana Genro (PSOL-RS) que, depois de comandar os ataques raivosos e mentirosos contra a ex-governadora Yeda Crusius(PSDB-RS) não conseguiu se reeleger deputade federal, começa a preparar a sua próxima campanha eleitoral. Montou um cursinho pré-vestibular gratuito para jovens carentes. O interessante é que, em vez de trabalhar como empregada, virou empreendedora social e arranjou patrocínios privados para bancar a empreitada. Eles adoram isso, não é mesmo? Qual empresa ou entidade, em sã consciência, diria não para os pedidos da filha do governador do estado, Tarso Genro (PT), sabendo do que o ex-ministro da Justiça foi capaz de fazer para se eleger? Icatu Seguros, Zaffari e Multiplan estão entre os poderosos patrocinadores. Ah, a filha do Tarso afirma que vai trabalhar de graça.
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A Multiplan doou R$ 150.000,00 para a campanha de Tarso Genro, ao governo do Estado. O Zaffari doou R$ 300.000,00 para o petista.

Triste país dos craques e do crack.

Não é difícil saber porque o Brasil é o campeão mundial de mortes entre os jovens. O desemprego é de 12,5% entre os jovens de 18 a 24 anos. Nas capitais,está por volta de 20%. Em Salvador, uma das capitais mais violentas, 21% dos jovens estão desempregados. Outro dado: menos de 15% dos jovens estão ou concluíram um curso superior, apesar de toda a balela do PROUNI e da construção de novas universidades. Sem trabalho, sem escola, sem serviços públicos decentes e honestos, resta ao jovem a rua, entregue ao tráfico de drogas e ao crime organizado. O imbecil ministro da Justiça, o petista José Eduardo Cardozo, acha que campanhas de desarmamento resolverão o problema da violência. Deveria armar a polícia e cuidar das fronteiras. Ou os jovens vão continuar matando e morrendo como moscas no país que vai sediar a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada 2016, com direito à trem-bala e a um Maracanã de R$ 1 bilhão. Triste país dos craques e do crack.

Novo visual.

Estamos com um cabeçalho novo no Blog. Espero que gostem.

Contraveneno.

Quando a maioria de uma base aliada fisiológica é tão gritante quanto agora, também pode haver um outro lado. Se, em alguma votação, os partidos da "coalizão" colidirem contra o PT, terão uma maioria ainda mais folgada e esmagadora do que a atual. Os votos do DEM e do PSDB que, na Câmara, somam 96 deputados substituiriam os 88 do partido da bandidagem. E colocariam Dilma Rousseff de joelhos. No Senado, não seria diferente. Espera-se que isso aconteça em votações polêmicas como a liberação do aborto, a implantação do controle da imprensa, o Código Florestal Brasileiro, a PEC do Kit Gay e outras.

Muita calma nessa hora.

Por que Gilberto Kassab (DEM-SP), vendo o seu partido ser entregue na bandeja para Aécio Neves (PSDB-SP), deveria aceitar passivamente que isto acontecesse, ficando sem espaço político? Por que deveria ficar refém de um acordo entre Geraldo Alckmin(PSDB-SP), que concorreria à reeleição, cedendo a Aécio a vaga para concorrer à presidência? Kassab estará sem mandato a partir de 2012. Sua projeção política foi fruto de um acordo PSDB-DEM ao qual ele nunca traiu. Sua fidelidade a José Serra(PSDB-SP) sempre foi exemplar. Ou alguém pode dizer que ele foi um mau aliado? Existem mágoas tucanas pelo fato de que ele derrotou Alckmin em 2008? Ele teria sido eleito se não fosse o apoio de Serra? Kassab não apoiou Alckmin em 2010? Não fez campanha para Serra? Então, onde é que está o problema? Quem tem mais valor partidário? Kassab ou Rodrigo Maia, um deputadinho mal votado no Rio de Janeiro, que está destruindo o único partido efetivamente de oposição no Brasil? Alguém viu Rodrigo Maia fazendo outra coisa a não ser minar a candidatura de José Serra, a mando de Aécio Neves? O papel que Kassab está cumprindo, neste momento, é de líder político. Poderia fazer isso sendo presidente do DEM, que é para onde deveria ir.  Não tendo esta possibilidade e sem mandato poderia ir para o partido que bem entendesse, sem a mínima preocupação em criar um novo onde os descontentes do DEM poderão estar. Ele quer ser governador de São Paulo, mas é óbvio que só fará isso se Alckmin concorrer à presidência. E se  Serra não quiser concorrer.  Se pensar diferente, terá que conseguir o que quer no voto, convencendo o eleitor, no jogo democrático. Toda esta espuma na imprensa contra Kassab é jogo do Projeto Minas, que quer um DEM fraco , submisso e sob controle para 2014.  Que todos fiquem subjugados ao traidor das oposições. Muita calma nessa hora. Há muita especulação, mas uma coisa ninguém pode afirmar:  que existe traição de Kassab à oposição. Poderá haver? É óbvio que sim, se a oposição não der a ele o espaço relevante que um ex-prefeito de São Paulo merece.  Aliás, ontem, ao final da reunião com Dilma, quem saiu rasgando elogios para a presidente e seu domínio dos números foi Geraldo Alckmin.Muito estranho e completamente desnecessário. Como disse a senadora Kátia Abreu(DEM-TO), "a oposição agoniza".
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Há outros pontos-de-vista, como este, do Editorial do Estadão deste sábado. Clique para ampliar e ler:

Mais uma herança maldita dos "direitos humanos" do Lula e do PT: Brasil é o país com mais jovens assassinados no mundo.

Clique na matéria de O Globo para ampliar e ler.

Caso Erenice: esquema dentro da Casa Civil é tão criminoso que PF pede prorrogação do inquérito pela quarta vez.

Vejam a notícia da Folha de São Paulo:

A Polícia Federal vai adiar pela quarta vez a conclusão do inquérito que investiga suposto tráfico de influência de Erenice Guerra e seus familiares na Casa Civil. A PF escolheu como um dos alvos dessa fase a atuação do marido da ex-ministra. Braço direito da presidente Dilma Rousseff na gestão passada, Erenice deixou o governo no mesmo dia em que reportagem da Folha mostrou que a ex-ministra usou a estrutura da Casa Civil para beneficiar a empresa de seu filho.
 
O último prazo concedido pela Justiça para a conclusão das investigações vence no dia 15 de março. A polícia ainda analisa o resultado da perícia nos computadores apreendidos na Casa Civil e outros órgãos do governo e pretende tomar novos depoimentos. A investigação do escândalo que derrubou oito pessoas no governo se arrasta há 120 dias. Caberá ao Ministério Público Federal definir o novo período da prorrogação. No último pedido da PF, a Justiça autorizou a prorrogação por 60 dias, antes disso foram duas de 30 dias.

Chefe da quadrilha do mensalão defende Kadafi, o "amigo e irmão" do Lula, que agora enterra jovens opositores vivos.

Do blog do Zé Dirceu:

"Com uma vergonhosa manipulação do noticiário, sustentada pelos meios de comunicação em nível internacional, os EUA buscam respaldar uma invasão e ocupação que pretendem fazer na Líbia. O pretexto para a ação é a defesa dos direitos humanos, que realmente têm que ser respeitados no caso líbio, com rigor e medidas cabíveis. Mas, não tiveram a mesma preocupação quando do auge e da crise no Egito, onde houve massacre de manifestantes. Eles preservam os amigos até o fim, mas adotam o vale tudo para  controlar o desenlace na Líbia."

Partidos não valem nada no Brasil.

A lei permite que o político saia de um velho partido para um novinho em folha: é o que está movendo Gilberto Kassab(DEM-SP) a criar o PDB, Partido da Democracia Brasileira. Dizem que, em seguida, o novo partido se fundiria com o PSB, Partido Socialista Brasileiro, o que, aí sim, suscita dúvidas, em função da flagrante jogada para fugir a perda de mandatos. O PDB arrancaria pedaços do DEM e de outros partidos e partiria com cerca de 20 deputados federais, segundo os cálculos da praça. Ora, o PSB tem apenas 34 deputados federais. É menor do que o PP e o PR.  A diferença socialista está nos seis governadores: Amapá, Ceará, Pernambuco, Piauí,Espírito Santo e Paraíba, que representam menos de 20% do eleitorado nacional. O PDB teria dois governadores, pois é provável que os governadores de Santa Catarina e Rio Grande do Norte, para não ficarem isolados em um DEM moribundo, saiam para o novo partido. Se houver fusão, o novo partido passa a ser maior do que o PSDB na Câmara. E ganha um fôlego imenso no Nordeste, justamente a maior base do lulismo. Mas como conciliar "socialistas" e "liberais" dentro de um mesmo lugar? Ora, se for dentro de um jatinho do empresário Alexandre Grendene não há problema, pois ele é grande o suficiente para acomodar o "socialista" Cid Gomes e o "liberal "Kassab. Mas o melhor mesmo é contratar um marqueteiro, rasgar a ata e criar um novo nome.Partidos não valem nada no Brasil. Ou melhor: valem muito, mas apenas para os seus caciques.

STF recua diante das ameaças petistas.

A confusão gerada pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de mudar a regra de substituição de deputados que tiram licença deve levar os ministros da Corte a voltarem atrás. Alguns dos magistrados já indicaram que podem, nos próximos julgamentos, manter o sistema adotado pela Câmara de dar posse ao primeiro suplente da coligação, mesmo que esse suplente não seja do mesmo partido do deputado que deixou o cargo. Ao menos dois ministros estariam dispostos a rever seus votos. Já seria o suficiente para mudar a decisão do STF de dezembro do ano passado. Naquele julgamento, eles entenderam que a vaga aberta com a renúncia de Natan Donadon (PMDB-RO) não deveria ser ocupada pelo primeiro suplente da coligação, Agnaldo Muniz, filiado ao PSC. Para os ministros, a vaga pertencia ao PMDB e, portanto, seria ocupada por Raquel Carvalho, suplente filiada ao partido. Leia mais aqui.
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As decisões não estavam sendo cumpridas pela Câmara Federal, ao ponto do deputado petista Nazareno Fonteles ter entrado com uma PEC que propõe que o Legislativo não siga mais as determinações do Judiciário. Leia aqui.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Josias, que foi humilhado por Serra por ser burro, ataca o "talvez" candidato. De novo.

Josias de Souza não perdoa. Certa vez, em uma sabatina da Folha, fez uma pergunta imbecil para Serra e este lhe respondeu na careca: "esta é uma pauta petista". Afundou. Sumiu. Se cagou, como dizem os gaúchos. Depois disso, o blogueiro da Folha passou a, covardemente, postar contra Serra. Hoje destilou novamente o seu recalque. Leia aqui.

O novo parlamento.

Pelo menos a gente não tem o José Genoino e o José Eduardo Dutra.

Lembram da farra das passagens aéreas na Câmara? Petista envolvido não quer que o Judiciário julgue o Legislativo.

Ora, vejam só: uma funcionária do deputado Nazareno Fonteles(PT-PI) chefiava uma quadrilha dentro da Câmara Federal, que vendia passagens aéreas, mas ele, petistamente, não sabia. Leia aqui. A gang que agia dentro do gabinete emitia passagem até para os juízes do STF. Agora vejam só o que informa a agência Câmara:

A Câmara analisa proposta que garante ao Legislativo o direito de sustar atos normativos do Judiciário que vão além do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa. A medida está prevista na Proposta de Emenda à Constituição 3/11. Hoje, a Constituição já permite que o Congresso suste os atos exorbitantes do poder Executivo. A PEC amplia essa possibilidade também para os atos do Poder Judiciário. O autor da proposta, deputado Nazareno Fonteles (PT-PI), explica que a medida está de acordo com outro dispositivo da Constituição, segundo o qual cabe ao Congresso “zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros poderes”. “Como, na prática, o Legislativo poderá cumprir de forma plena esse mandamento constitucional em relação ao Poder Judiciário? No nosso entendimento, há uma lacuna, que esta emenda visa preencher”, argumenta. Leia mais aqui.
 
Esse mesmo deputado fez um projeto de lei denominado Poupança Fraterna, em 2004. Veja o post de um Blog e o texto inteiro neste link.

Tiririca na Comissão de Educação e Cultura. Queremos Maluf na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle!

Do Radar Político do Estadão:

O deputado Tiririca (PR-SP) vai integrar a comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados. A informação foi confirmada pelo líder do partido na Casa, Lincoln Portela (MG). A indicação de Tiririca para ser titular da comissão será oficializada na terça-feira, segundo o PR. Foi o próprio Tiririca que pediu para entrar na comissão por ela tratar da área em que atua, a cultura. Tiririca foi o deputado federal mais votado nas eleições de 2010 recebendo mais de 1,3 milhões de votos. Antes de assumir, ele teve de provar à justiça eleitoral que não era analfabeto, sendo submetido a um teste de leitura e escrita.

Errata.

Reinaldo Azevedo avisa que, ontem, dia fraco, o seu blog recebeu 81.000 visitas. Leia aqui. Falei que a visitação por lá andava por volta das 50.000. Errei. Vou mandar demitir a minha fonte. Deve ser meio petralhinha. Atenção, petralhas: o título do post é "errata". Não confundam com "é rata", pois não estamos falando da editora do Blog Dela.

Dilma prestigia o ministro que pagou tapioca com cartão corporativo e que manda no programa que mete a mão no lanche das criancinhas.

Depois de almoçar com Lula, para mostrar que o velhaco é mais importante que o governador e o prefeito, Dilma Rousseff se reúne nesta tarde, na capital paulista, com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), além do ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB). Dentre os assuntos em pauta, os investimentos do governo federal em São Paulo para a Copa do Mundo de 2014.O ministro que compra tapioca com cartão corporativo e que também come o lanche das criancinhas do Segundo Tempo está prestigiado. Poderia ser diferente?

(As denúncias sobre a corrupção comunista no Ministério dos Esportes não são novas.  Lembram deste post de maio de 2010?)

Audiências.

Ontem, vários petralhas vieram a este blog contestar a audiência do Coturno Noturno. Falaram que um tal Blog Dela é que bomba. Aquilo lá é um lixo. A própria bomba. Para provar que não dá para fraudar o Site Meter, aí vai o número de acessos do Coturno Noturno comparado com o número de acessos do Blog Dela. Como é que o Coronel tem os números deles? Ah, são as minhas fontes lá dentro. Petralha a gente trata assim: mata o rato e mostra a botina.

Se SP não tivesse feito o tema de casa, os índices de violência teriam disparado no país. Isso é discurso de oposição.

Há várias contas que devem ser feitas, sobre como estaria a violência no Brasil, se não fosse o trabalho dos governos tucanos em São Paulo.  Se São Paulo tivesse continuado com os mesmos números, se São Paulo tivesse tido o mesmo desempenho do Rio de Janeiro, se São Paulo tivesse piorado tanto quanto a Bahia, onde o PT mergulhou o estado no crime. O fato é que o Mapa da Violência, publicado pelo Ministério da Justiça, é uma bofetada na cara dos Mercadantes, das Martas e das Dilmas que subiram em palanques para falar mal da segurança pública em São Paulo. Que a Dilma cuide do Brasil, já que Lula e seus ministros da Justiça politiqueiros não cuidaram.Lembram de Marcio Tomaz Bastos, que passou todo o tempo livrando Lula do mensalão e Palocci da violação do sigilo do caseiro? Lembram de Tarso Genro, que passou o tempo inteiro em campanha para governador e perseguindo adversários políticos usando a Polícia Federal? Deveriam ter vergonha da herança maldita e criminosa que legaram ao país.

Publicado hoje, em O Globo. Clique sobre a imagem para ampliar e ler.

Itamar declara que, em outros tempos, minoria tinha "grandes nomes". Não escapou nem Aécio. Este, merecidamente.

Perguntado pelo repórter se havia se sentido sozinho na votação do salário mínimo, Itamar Franco(PPS-MG) não registrou a companhia de ninguém. Tergiversou. Ao seu lado, durante toda a sessão, com um sorriso misterioso, lá estava Aécio Neves(PSDB-MG), o silencioso, virtual e suposto novo líder da oposição brasileira. Também atacou a qualidade dos senadores de hoje, daquele jeito mineiro: falando bem dos senadores de antigamente. A entrevista é do Estadão.

Na sessão do Senado que definiu o valor do salário mínimo, o senhor fez a contestação mais dura ao governo, acusando-o de violar a Constituição. Depois dessa sessão, como o senhor se sente na sua volta ao Senado? Vou dizer com muita sinceridade. Com muita tristeza. Porque eu pertenci a um Senado (em 1975) e àquela época tínhamos 22 Estados. O MDB fez 16 senadores e o governo só 6. Mas havia, por incrível que pareça, mais respeito do que hoje. Era um regime mais fechado, mas, em certos aspectos, tínhamos mais liberdade de ação. Nosso mandato podia ser cassado em dez segundos, mas a maioria (governista) respeitava mais a minoria (de oposição).
Por que isso acontecia? A minoria tinha grandes senadores, como Franco Montoro, Orestes Quércia, Paulo Brossard, Roberto Saturnino, que davam à minoria uma base forte. A gente estava acostumado àquele ambiente difícil, mas mais aberto do que é hoje. O Senado hoje é um grupo fechado. Eu diria, com todo o respeito àqueles que estão chegando comigo, que hoje o Senado está na mão de quatro, cinco, seis pessoas. E há um comando muito forte do Executivo, principalmente sobre o Senado.
O senhor disse que a decisão do governo de usar um decreto na discussão do reajuste do salário mínimo era o "primeiro ato institucional" do governo Dilma...
Isso nos entristece. Porque mal se começa o período do governo da presidente Dilma, já se viola a Constituição. É muito triste chegar ao Senado da República e constatar, e a opinião pública precisa saber disso, que estamos tutelados pelo Executivo.
O senhor se sentiu isolado na sessão do mínimo?
Eu acho que a única coisa que a oposição não poderá fazer é se calar. O mais sério não foi só a violência contra o regimento. Foi a modificação da Constituição. Isso preocupa.
Para o senhor, isso abre um precedente perigoso?
Muito perigoso. Hoje, foi sobre um decreto sobre o salário mínimo. Amanhã, quem sabe?
O senhor ocupou o plenário nesta quinta-feira para ler o célebre discurso do ex-deputado Ulysses Guimarães, feito durante a promulgação da Constituição de 1988. E afirmou que, se tivesse intimidade com a presidente Dilma, a aconselharia a lê-lo.
Eu não tenho liberdade com a presidente. Falei com ela três ou quatro vezes por telefone. Não tenho intimidade. Mas não só ela, nós todos deveríamos meditar sobre essas palavras de Ulysses Guimarães. Eu quando li o discurso fiquei muito comovido porque fez lembrar como foi aquela luta.
Mas essa também não é uma luta da presidente Dilma e do ex-presidente Lula, por exemplo?
Foi uma luta.
Não é mais?
Vamos aguardar. Por ora...
O início do governo não lhe agrada?
Achei ontem (quarta) muito preocupante. A gente não brinca quando se viola a Constituição. É um passo muito difícil. Violou-se ontem, imagine, por causa de um decreto de salário mínimo. Uma coisa simples demais para se violar a Constituição. E o que é mais grave: o Senado aceitou essa violação da Constituição.

Dilma recebe Hebe para falar de câncer e dizer que acredita em Deus.

A direção é de João Santana, o marqueteiro. Dizem que os dois pontos altos do script do programa da Hebe, feito diretamente do Palácio do Planalto, é o papo entre as duas sobre como foi heróico vencer o câncer. E, na capela, Dilma renova seus votos religiosos e desfaz os "mal entendidos" sobre a sua posição em relação a Deus e religião. É material preparado para a campanha de reeleição, mas também já serve para ir respondendo, aos poucos, as pendências que ficaram da eleição. Hebe estréia novo programa na RedeTV, em 15 de março próximo, quando a entrevista irá ao ar.

Turismo político.

Para acomodar o PR -partido da base aliada do governo Dilma- em sua equipe, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), criou uma secretaria para o atual titular de Esportes, Walter Feldman (PSDB): o de correspondente da prefeitura em Londres. Hoje na Secretaria de Esportes, Feldman deixará o Brasil no final de março com a tarefa de acompanhar os preparativos para a Olimpíada de 2012, em Londres. O tucano receberá R$ 12 mil mensais. Segundo a prefeitura, o modelo de secretaria ainda está sendo definido. Mas, segundo Feldman, a temporada é de pelo menos três meses.

"Assim como nos jornais, serei correspondente da Prefeitura de São Paulo em Londres", afirmou Feldman. Por orientação de Kassab, Feldman se relacionará com outra secretaria prestes a ser criada, a da Copa. A nova pasta será ocupada por outro aliado de Dilma, o PC do B, sob o comando da presidente estadual do partido, Nádia Campeão. Segundo o vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP), o seu partido ainda não indicou o futuro secretário de Esportes.

A ideia de "exportar" Feldman nasceu de uma sugestão do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman. Em janeiro, ele enviou carta sugerindo que as prefeituras de Rio e São Paulo enviassem representantes a Londres. No mesmo dia, Kassab indicou Feldman. O Rio ainda não apresentou um nome.(Matéria da Folha de São Paulo)

Oposição agoniza.

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO), que se absteve na votação de anteontem pelo salário mínimo de R$ 545, afirma que está "desconfortável" no DEM e que a "oposição está na UTI".
 
Folha - Por que a senhora se absteve?
Kátia Abreu - Não tem nada a ver com o partido. Quando a Dilma se elegeu, eu disse: CPMF, não. Imposto, não. Quero assumir qualquer condição antipática, mas que não permita que a inflação retorne ao país.

A crise no DEM ou a possibilidade de ingressar em um partido do governo não pesou?
Não. Se eu tiver que sair do partido, não tem nada a ver com o meu voto. Não existe uma pirraça. Não votei com a Dilma, eu votei com o Brasil.

A senhora vai sair do DEM?
Nesse momento não, mas estou muito desconfortável no meu partido. Não estou bem lá, não estou feliz.

A saída de Gilberto Kassab é inevitável?
Pode ser que não, tudo pode acontecer, assim como comigo. Quase metade do partido está se sentindo desconfortável. Mas ninguém está com decisão tomada.

A crise no DEM vai enfraquecer a oposição?
Não creio que tem condições de ela ficar mais fraca. Qualquer atitude do Kassab não vai alterar esse quadro. A oposição está na UTI.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Coveiro do PT vai ao Rio Grande ameaçar senadores.

Gilberto Carvalho, uma espécie de coveiro do PT, esteve em visita oficial ao Rio Grande do Sul, agora entregue às ratazanas. Após ser questionado sobre o tipo de tratamento que o governo daria aos senadores gaúchos Ana Amélia (PP), que defendeu o mínimo de R$ 600, Pedro Simon (PMDB), que se absteve, e Paulo Paim (PT), que teceu críticas, mas voltou atrás à proposta governista. "Vamos sempre valorizar muito o gesto do Paim, que deu um passo extraordinário para ser um senador que vai muito além do salário mínimo, que será chamado para tratar grandes temas com o governo. Valorizamos muito os que foram fiéis a nós. Os que não foram, eles mesmos sabem dos problemas que vão enfrentar". Cuidado! A última vez que este tipo de aviso aconteceu foi com o irmão de um certo prefeito morto misteriosamente, hoje exilado em Paris.

Estelionato eleitoral: "Minha Casa, Minha Vida" não cumpriu 30% da meta.


Dados encaminhados pela Caixa Econômica Federal (CEF) ao Tribunal de Contas da União (TCU) mostram que quase 669 mil moradias foram financiadas no âmbito do programa “Minha Casa, Minha Vida” até setembro do ano passado. Pouco mais de 173 mil dessas unidades referem-se a financiamentos efetuados diretamente pelas pessoas físicas junto ao banco, enquanto as demais 495,6 mil têm origem nos contratos firmados com as construtoras. Segundo relatório do TCU aprovado ontem, no entanto, até setembro o programa beneficiou efetivamente 276.892 famílias brasileiras, o equivalente a aproximadamente 28% da meta.  Informação completa no Contas Abertas.

Eu mereço.

Poderia haver melhor homenagem aos 7.000.000 de acessos do que o despeito de um petralha? Quer ver a ratazana ficar mais excitada? O Reinaldo Azevedo tem, no mínimo, cinco vezes mais acessos que o Coturno Noturno. Segundo as minhas fontes na Veja, anda pelos 50.000 acessos por dia. Quer ver o pobre diabo ficar ainda mais despeitado? Um dia eu ainda não chego lá!

Duda Mendonça, o homem do caixa dois de Lula, diz que o velhaco vai voltar. Por dentro ou por fora?

Acima, o vídeo de Duda Mendonça confessando o caixa dois que a Turma do Lula montou para a sua campanha presidencial. Abaixo, a opinião (publicada na Folha Poder) deste publicitário que tudo sabe sobre a volta daquele que não sabia:

Em visita ontem a um camarote de Carnaval em Salvador, o publicitário Duda Mendonça disse que acredita em uma nova candidatura de Lula à Presidência em 2014, porque a presidente Dilma Rousseff não parece ser uma política "ambiciosa" nem "vaidosa" para querer ficar mais tempo no poder. "É simplesmente uma sensação. Todo mundo acha que político quer se perpetuar. Sinceramente, eu não vejo esse traço na Dilma", disse. Para Duda, o nome do PT em 2014 deve ser Lula, caso Dilma não concorra à reeleição, porque é difícil encontrar outro nome com "aquela naturalidade e carisma". "Eu tive acesso a uma pesquisa há dois anos atrás. Se o Lula fosse candidato à Presidência na Argentina, ele ganhava", afirmou. Ele disse ainda que não estava surpreso com a atuação de Dilma como presidente, que "engoliu o PMDB" na votação do salário mínimo na Câmara dos Deputados. "Tinha certeza de que ela iria ser exatamente o que ela está sendo: discreta, objetiva, grande técnica, com metas claras e pouco vaidosa."

Errou?

O que estava em jogo, ontem, na votação do salário mínimo pelo Senado era muito mais do que um valor financeiro. Este, sabidamente, já estava aprovado pela maioria esmagadora do governo. O que estava em jogo, ali, era o maior valor democrático: o respeito à Constituição Federal. Era a validação, por parte do Legisltivo, de um instrumento que o usurpa e o invalida. Era a consagração do AI-1 de Dilma Rousseff, como este blog denunciou ontem pela manhã fazendo uma analogia com o regime militar, expressão utilizada mais tarde por Itamar Franco(PPS-MG), em suas considerações, durante a votação. 

Todos sabiam que o valor de R$ 545 seria aprovado e a luta entre a oposição em minoria e o governo com avassaladora maioria era marcar, em um e outro lado, o estigma do arrocho salarial, da traição aos princípios, o distanciamento ou a aproximação com as promessas da campanha eleitoral. Além, é claro, do caráter anti-democrático ou não da medida governamental. Todos os argumentos foram buscados. A lei delegada de Aécio Neves em confronto com o decreto presidencial de Dilma Rousseff. O salário mínimo trazido ao dólar, um parâmetro sem nenhum valor, a velha mentira petista que anima a sua militância burra e amestrada. Os R$ 600 de José Serra x os R$ 560 de Aécio Neves, tucano contra tucano e o Brasil entrando pelo cano.

Todos sabiam, da mesma forma, que o decreto que estupra a Constituição Federal seria aprovado, movido pelas nomeações para o segundo escalão e pela liberação das emendas. Tanto é que o ponto alto da noite foi a intervenção de um jovem senador, Pedro Taque (PDT-MT), que denunciou a chantagem, com a seguinte declaração:

O artigo terceiro ofende o texto da Constituição, subtraindo um direito do Legislativo. Me disseram que se eu fizesse isso, que eu poderia ser retirado da Comissão de Constituição e Justiça, que eu não teria minhas emendas ao Orçamento liberadas e teria retirado dos cargos de segundo e terceiro escalões indicados para o governo. Mas não serão palavras desta ordem que mudarão minha convicção.

Foi o primeiro senador a silenciar o plenário. O segundo foi uma senadora, Kátia Abreu(DEM-TO), que surpreendentemente anunciou que não votaria nos R$ 560 e nos R$ 600. Absteve-se e deu os motivos. A senadora Kátia Abreu também é presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária, que hoje luta contra os poderosos interesses das ongs financiadas pelo agronegócio internacional, que paga laudos de cientistas, campanhas de políticos verdes e até mesmo invasões do MST, para frear a concorrência brasileira no mercado internacional e para transformar o Brasil em um spa ecológico, onde os americanos e europeus virão purgar as suas culpas pela destruição do planeta. Que domina o INCRA e o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Que tem fundas raízes no PT. A luta dos agricultores e pecuaristas brasileiros é pela aprovação do Código Florestal Brasileiro. É uma luta apartidária, basta ver que o relator é o deputado Aldro Rebelo(PCdoB-SP).É uma luta quase solitária, basta ver, por exemplo, o quanto os tucanos, aliados dos democratas, paparicam o onguismo e o verdismo da Avenida Paulista.

Kátia Abreu disse o que tinha que dizer, trazendo para o plenário e para o país os verdadeiros motivos pelos quais o governo federal está achatando o salário mínimo. Teve a coragem de atacar quem não foi atacado pela oposição na campanha eleitoral: Lula, o grande culpado, o presidente velhaco que deixou esta herança maldita pela qual o pobre é que vai pagar. Teve a coragem de botar o dedo na ferida tão protegida pelos petistas, peemedebistas e outros favorecidos pela farra e pela gastança que caracterizou o governo Lula. Teve a coragem de dizer que o preço da inflação é muito mais nocivo do que o valor do salário mínimo.  Abaixo, o resumo do voto de Kátia Abreu:

A escalada da inflação torna o equilíbrio fiscal a questão mais importante para o País neste momento. Todos os outros interesses precisam ser subordinados a este.
Só chegamos a esta situação pela imprudência fiscal do último governo, mas não é por causa disso que a Oposição deve comprometer o equilíbrio fiscal. Entre preservar o poder de compra dos brasileiros ou dar-lhes a ilusão de um ganho provisório, eu fico com a primeira opção.
Escutei com atenção todos os discursos no Plenário do Senado nesta tarde. Nenhum orador da base do Governo identificou a verdadeira razão pela qual não podemos aprovar um valor maior para o salário mínimo. O País não ouviu dos governistas a verdade dos fatos. Os gastos públicos tiveram crescimento exorbitante. Em 2002, eram 4,87% do PIB. No último ano do governo anterior, saltaram para 7,51% do PIB.
As despesas com pessoal e encargos da União em 2002 somavam 71 bilhões; em 2010 chegaram a 166 bilhões. O déficit previdenciário saiu de 17 bilhões em 2002 para 42 bilhões e 800 milhões em 2010. A dívida interna de 44,7% do PIB passou para 50,2% do PIB. O total dessa dívida hoje é 1 trilhão e 835 bilhões. Esse aumento do endividamento ocorreu em um cenário de crescimento expressivo da arrecadação.
Se tivesse existido um mínimo de responsabilidade fiscal no governo anterior as contas públicas estariam equilibradas e o povo brasileiro poderia contar com um mínimo melhor. Contudo, esse resultado não será possível e tenho receio de que os ganhos da sociedade brasileira, desde o Plano Real, estejam ameaçados por essa política de descontrole. Mesmo com o corte anunciado de 50 bilhões, o crescimento previsto dos gastos em 2011 é de 3,3%.
Se abrirmos mão da responsabilidade fiscal, também as prefeituras, vale dizer todos os brasileiros que estão nos municípios, pagarão um preço elevado por isso.
Defender o equilíbrio fiscal, para mim, é imperativo de consciência, obrigação de quem se dedica à vida pública.
Quero enfatizar que meu voto não representa desrespeito à orientação do meu Partido. Reafirmo minha posição de integrante da Oposição. Meu voto tem uma motivação pessoal: o compromisso com a responsabilidade fiscal e com o controle da inflação.
Embora concorde com a regra em pauta, discordo veementemente da fixação do salário mínimo por decreto. O Congresso Nacional não pode, em hipótese alguma, abrir mão das suas prerrogativas.

A única manifestação após este discurso foi de Itamar Franco(PPS-MG), pois  a senadora creditou o Plano Real a Fernando Henrique Cardoso. Um gesto simbólico. Itamar, ex-presidente, Pai do Real, em nenhum momento defendeu os pilares da estabilidade, como, minutos atrás, havia feito a senadora Kátia. Defendeu simplesmente a autoria, apenas a autoria. O gesto de Itamar é uma síntese da pobre política brasileira, onde defende-se o que dá voto, independente do conteúdo da proposta. Politicamente, a senadora Kátia Abreu cometeu um erro na votação. O seu erro foi apontar, com profundidade, onde estava o verdadeiro problema. E foi aparteada justamente pelo Pai do Real, que não teve a grandeza de elogiar a defesa feita  por ela da estabilidade e o alerta que lançou pela volta da inflação. Em meio a tanta mediocridade e a tanta mentira, a tanto vedetismo e a tanta covardia, foi bom e reconfortante ver o erro político cometido pela senadora Kátia Abreu. Ela que erra tão pouco, errou porque não fez a política fácil e porque falou a verdade. 

Apenas como memória, Kátia Abreu coordenou a campanha e elegeu o governador tucano do Tocantins, Siqueira Campos. Para não ficar dúvidas sobre ser ou não ser oposição.Já na eleição presidencial, Tocantins teve o mesmo desempenho de Minas Gerais: Dilma 58% x Serra 42%.

PQP já é o maior partido político do Brasil.

Para que serve um partido político no Brasil? Para receber o fundo partidário, defender os interesses dos seus caciques e vender o tempo de TV a peso de ouro. Para mais o quê? Hoje os jornais noticiam que Gilberto Kassab, o DEM sem espaço em São Paulo, vai mesmo criar o PDB, Partido Democrático Brasileiro. Em seguida, o PDB vai se fundir com o PSB, Partido Socialista Brasileiro. Socialistas e liberais unidos, jamais serão vencidos! O que vai sair daí? PDB+PSB=PSDB. Ah, não dá,  pois este já tem!  O que sobra para o eleitor? Votar no PQP, o maior partido do Brasil, que já tem 35% dos votos entre astenções, brancos e nulos. Se o voto não fosse obrigatório, subiria para 60%.Os raros e bons politicos deveriam acordar para estes números, antes que seja tarde demais e o povo comece a achar que, sem partidos, o Brasil seria melhor.

Na prorrogação.

Na votação do salário mínimo, Aécio Neves(PSDB-MG) só entrou no jogo depois de decidido. E apenas para tirar uma casquinha do tema mais importante: a recusa da oposição em aceitar que o salário mínimo seja fixado por decreto, e não mais por lei aprovada pelo Congresso, como determina a Constituição Federal. Durante toda a tarde, seus colegas revezaram-se na tribuna para fazer oposição. Ele não. Entrou apenas no final, puxado por Itamar Franco(PPS-MG), que lhe cedeu espaço, ampliado generosamente por José Sarney(PMDB-AP). Para quem arvorava-se em líder da oposição, ficou a léguas de um Álvaro Dias(PSDB-PR) e de um Demóstenes Torres(DEM-GO). Como bem observou Dora Kramer, no twitter, o discurso do jovem político soou velho. A estratégia também. Ou talvez a estratégia dele seja mesmo acabar com a oposição. Nunca se sabe.

Irritômetro de petralha aponta para 7.000.000 de acessos até o final do dia.

Hoje o Coturno Noturno deve completar 7 milhões de acessos. Com uma média de 13 mil visitas por dia, é um dos blogs políticos, não ligados a portais ou empresas jornalísticas, mais acessados do país. Por isso, chamamos o SiteMeter de Irritômetro de Petralhas. No mês das eleições, quando todos os blogs tiveram um grande pico de acessos, chegamos a quase 1,5 milhão, uma média de 50 mil/dia. Para analisar crescimento, no entanto, o melhor é fazer uma comparação anual. Em fevereiro passado, tínhamos menos de 5 mil acessos diários. Portanto, quase triplicamos o número de leitores. A blogosfera política é dada a ressacas pós-eleitorais e isto pode ser medido pelo número de comentários nos grandes blogs. Em alguns deles, a coisa despencou de vez. Obviamente, como lá dependem de anúncios, o assunto não pode ser tratado com a transparência que é aqui.  O twitter também roubou muita audiência dos blogs, pela sua velocidade e amplas possibilidades de publicação de fotos e links. Quem não está nele, deveria. Entrem no twitter e sigam o @coroneldoblog, que já tem mais de 3.000 seguidores. Tudo que sai aqui, também sai lá. E vocês podem formar a própria rede, replicando os posts publicados aqui. Sejam bem-vindos e muito obrigado.

Rendição de Dilma ao PIG enche de desalento a blogosfera petralha.

Da Coluna de Dora Kramer, no Estadão:

No dia seguinte à festa em comemoração pelos 90 anos do jornal Folha de S. Paulo houve uma série de manifestações irritadas – principalmente na internet – de petistas e/ou simpatizantes por causa da presença da presidente Dilma Rousseff na celebração.
Indignados com o que foi interpretado como um gesto de apreço ao “PIG”, partido da imprensa golpista como os mais exaltados supõem estarem sendo criativos e ao mesmo tempo agressivos com a imprensa profissional (lato e stricto sensu), não se conformavam com a “submissão”.
Qual submissão? O atendimento civilizado a um convite institucional? Ou talvez o problema real tenha sido o teor do discurso da presidente, mais uma vez considerando “imprescindível” a existência de uma imprensa pluralista, livre e investigativa na democracia.
Preferiam o embate permanente do antecessor. Embate este, seletivo. Pois quando  interessava Lula não perdia solenidades semelhantes nem a chance de atribuir o êxito de sua carreira à liberdade de imprensa.
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Quem conhece os blogs do esgoto, aqueles financiados direta ou indiretamente, os quais não serão citados, procurem dar uma espiada. Vale à pena. O clima, como diz um deles, é de desalento. Agora, para resolver tanta dor, como sempre, só com dinheiro. Dinheiro público.Aí a cachorrada volta a abanar os rabinhos.

Acre: coronéis petistas superfaturam helicóptero em U$ 1 milhão.

Laudo técnico da Polícia Federal aponta indícios de que o governo do Acre, na gestão do petista Binho Marques (2007-2010), direcionou edital e inflou preços para beneficiar a Helibras na compra de um helicóptero. O contrato foi negociado pelo senador Jorge Viana (PT-AC), que presidia o conselho de administração da empresa. O congressista é irmão do atual governador Tião Viana (PT) e líder do grupo político que comanda o Estado há 12 anos. A perícia, a que a Folha teve acesso, foi anexada no fim de janeiro a um processo em que o Ministério Público Federal pede a anulação do negócio e a devolução de seu valor atualizado, R$ 9,2 milhões, aos cofres públicos. Para os técnicos da PF, o edital do governo acriano exigiu a compra de helicóptero com as mesmas características do Esquilo AS 350 B2, da empresa. Isso teria reduzido as chances da TAM, que se inscreveu na concorrência com o modelo Bell 407. "Foram identificados elementos que indicam direcionamento no processo licitatório, considerando a semelhança das características do helicóptero descritas na cotação apresentada pela Helibras", afirma o laudo.

A PF também constatou que o Acre pagou mais do que outros Estados pela mesma aeronave, descontados os valores de itens adicionais e treinamento de pilotos. De acordo com o laudo, o sobrepreço chegou a 38% na comparação com uma compra do governo do Espírito Santo. Isso significa que a gestão Binho Marques pagou US$ 938 mil (R$ 1,56 milhão) a mais por seu helicóptero. "Nas comparações de preço dos contratos firmados em 2007 e 2008 foi identificado sobrepreço na aquisição realizada pelo governo do Acre", conclui o relatório. Para os investigadores, a perícia reforça a tese de irregularidades na compra. O negócio foi bancado com verbas federais, repassadas ao Acre pela Secretaria Nacional de Segurança Pública.

Governo tratora oposição e aprova salário mínimo de R$ 545 por decreto.

O governo aprovou ontem no Congresso, com facilidade, o projeto que estabelece a política de reajuste do salário mínimo até 2015, com fixação do valor de R$ 545 para 2011. Por decreto, em flagrante desrespeito á Constituição Federal. O texto deverá ser sancionado por Dilma ainda neste mês para valer já a partir do próximo dia 1º. As emendas do PSDB e do DEM que pretendiam elevar o valor para R$ 600 ou R$ 560 foram derrubadas com folga no Senado -esta última por 54 votos a 19. Os governistas também derrubaram uma emenda que tentava corrigia a inconstitucionalidade do governo estabelecer o valor do mínimo por meio de decreto presidencial, sem necessidade de discussão no Congresso. A emenda caiu por 54 votos a 20, com 3 abstenções. PPS, DEM e PSDB anunciaram que irão ao Supremo contra a medida.

Guerra da Comida.

Existe uma verdadeira guerra ocorrendo no parlamento brasileiro: a Guerra da Comida. O novo Código Florestal Brasileiro deve ser votado em meados de março e vai criar um marco legal para o uso da terra no Brasil. De um lado, o agronegócio brasileiro, responsável por um terço do PIB, um terço dos empregos e por mais de U$ 5 bilhões de superavit na balança comercial. De outro, o agronegócio internacional, patrocinando ongs e meia dúzia de cientistas brasileiros. Simples: eles não querem a concorrência do Brasil, eles querem conter a produção de alimentos para que os preços  subam nos mercados internacionais. Para entender o que está sendo discutido, visite o Blog Novo Código Florestal Brasileiro.  Os agricultores e pecuaristas vão tomar Brasília e estão prontos para esta Guerra da Comida. Ontem, por exemplo, ficou decdidido que o deputado Giovani Cherini (PDT-RS), ligado ao setor rural, vai presidir a Comissão de Meio Ambiente da Câmara. Ele foi eleito ontem pelo seu partido. A Senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária também emplacou participação na Comissão de Meio Ambiente do Senado. É ela quem está liderando a frente pluripartidária para aprovar o Código Florestal Brasileiro. Isto explica a sua abstenção na votação do salário mínimo e o seu cuidado em jogar a responsabilidade para o governo anterior. É a Guerra da Comida em pleno andamento no Congresso. Se o novo Código Florestal Brasileiro não for aprovado, o agronegócio vai reduzir em 20% a produção de alimentos. Aí sim, só com um salário mínimo de R$ 800 para botar comida na mesa do pobre.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Finalmente, Aécio.

Aécio Neves(PSDB-MG) está falando, anunciado por Itamar Franco(PPS-MG). É o Projeto Minas, às 22:46. Libertas quae sera tamen.

Até aí morreu Neves.

Aécio Neves(PSDB-MG) fez figuração para Itamar Franco (PPS-MG). Discreto e respeitoso. Mandou bem como figurante. Apareceu uma única vez e era só sorrisos. Até aí, como lider da oposição, morreu Neves.

O Brasil aguarda Aécio Neves.

Aécio Neves(PSDB-MG), tido como o grande líder da oposição no Senado, ainda não usou a tribuna. O Brasil aguarda ansiosamente.

#abaixodecreto derruba o twitter.

O twitter fora do ar pela sobrecarga do #abaixodecreto. A baleia Dilma consegue um apagão no twitter.

Com mandato renovado, Paim assume o pelego que sempre foi.

Paulo Paim, o senador petista do Rio Grande do Sul, mostrou a sua verdadeira cara de estelionatário eleitoral dos velhinhos aposentados. Bastou levar uma prensa (ele conhece bem o termo) da Dilma e abandonou a defesa do salário mínimo de R$ 560. Sabem qual foi a desculpa? Dilma prometeu analisar o fator previdenciário e avaliar uma política de reajuste dos aposentados que ganham um salário mínimo. Paulo Paim acha que o aposentado é idiota. Que promessa é essa da Dilma, sem pé e sem cabeça? Se ela está arrochando o salário mínimo, justamente para fazer superavit primário em cima de 19 milhões de aposentados que ganham este valor? Paulo Paim não tem vergonha na cara. Com a idade que tem e com um mandato renovado por oito anos, não precisa mais de voto. Pode, assim, viver a plenitude da sua velha origem de pelego.

Herança maldita: PIB só cresce 3,6% em 2011.

Do Blog da Miriam Leitão:

A consultoria LCA revisou para baixo algumas previsões, incluindo a projeção relacionada ao crescimento do PIB deste ano. A aposta baixou de 4,3% para 3,6%, por conta do impacto das medidas de aperto no crédito anunciadas em dezembro pelo BC. Por causa disso, os analistas revisaram também a estimativa para o déficit em conta corrente, que passou de US$ 75,8 bilhões (3,1% do PIB) para US$ 60,2 bilhões (2,5%). - Essa virtual estabilização do déficit em 2011 comparativamente ao de 2010 (2,3% do PIB) reflete o fato de que o PIB brasileiro deverá crescer abaixo do PIB mundial (4,4%), em contraste com o observado desde 2007 – diz a nota da consultoria enviada ao blog.

Declaração pra lá de chuchu.

Existe um amplo movimento nas redes sociais, denominado #abaixodecreto e o governador de São Paulo consegue dar uma declaração mais chuchu impossível! A informação abaixo é do Estadão.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), avaliou hoje como uma "discussão jurídica" o debate em torno da aprovação do reajuste automático, por meio de decreto, do salário mínimo até 2015. Em evento na capital paulista, Alckmin disse que cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF) definir se é possível aprovar uma lei que determina o reajuste nos próximos anos sem passar pelo Congresso Nacional. "Eu acho que cabe ao Supremo Tribunal Federal dizer se pode ser feito daqui para a frente por decreto ou precisa de lei todos os anos."

E ainda falam em reforma política...

O senador Fernando Collor (PTB-AL) foi eleito na manhã desta quarta-feira (23) presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). A vice-presidência do colegiado coube ao senador Cristovam Buarque (PDT-DF). A reunião para eleição dos dirigentes da comissão foi presidida pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ). A CRE é integrada por 19 senadores e igual número de suplentes.
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Caberá a ele analisar, por exemplo, a compra dos aviões de caça. Nada como ter experiência no assunto. Pena que não terá a assessoria do talentoso PC Farias.

O decreto do salário mínimo é o Ato Institucional Nº 1 da ditadura dilmista.

O AI-1 da Dilma cassa os direitos políticos do Congresso por quatro anos, impedindo que ele legisle sobre uma das mais importantes matérias da vida nacional: o salário mínimo, que tem impacto direto sobre a renda de 50 milhões de pessoas. O AI-1 da Dilma, se for aprovado, sinaliza que ela terá maioria para alterar a Constituição Federal, a qualquer momento, já que a presidente estará rasgando a lei máxima da nação. A AI-1 da Dilma é ainda mais duro do que o AI-1 do regime militar: a aprovação do salário mínimo por decreto será  em sessão única e em regime de urgência, sem direito à discussão por parte dos senadores; naquele outro AI-1, o Congresso pelo menos tinha 30 dias de prazo, quando a matéria era urgente. A ditadura dilmista começa hoje, com a aprovação do Ato Institucional Nº 1 pelo Senado da República. Se achavam que um coturno doía, não sabem o que um scarpin de salto 13 é capaz de fazer.

Queremos foto.

A Oposição tem a obrigação de repetir esta foto de 2000, onde os petistas zombavam de um aumento considerável no salário mínimo, concedido por Fernando Henrique Cardoso. Hoje será votado um salário mínimo que não repõe nem mesmo a inflação, imposto através de um decreto inconstitucional. Se a Oposição acha que um Coronel anônimo não sabe nada de marketing, chamem  o Duda Mendonça, o Washington Olivetto ou o João Santana para serem informados sobre o impacto de uma foto como esta na próxima campanha eleitoral. Uma foto com um Álvaro Dias, um Aloysio Nunes, um Jarbas Vasconcelos, uma Kátia Abreu seria, no mínimo, a capa de todos os jornais de amanhã.

Se fosse no Japão, o presidente do TCU cometeria haraquiri.

O presidente do TCU, Benjamin Zymler, empossado em dezembro último, foi o primeiro a chegar ao cargo por "meritocracia", por ter feito carreira no órgão. Esperava-se, com isso, que deixasse de parar sobre o tribunal o fato das indicações serem políticas, com ministros ligados ou não ao governo, o que interferiria nos seus julgamentos.Com três meses no cargo, o novo presidente não resistiu às tentações. Vejam a notícia abaixo, do Estadão.

Maria Lenir Ávila Zymler, mulher do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Benjamin Zymler, foi nomeada assessora do PR no Senado, partido de Alfredo Nascimento, ministro dos Transportes - o órgão com o maior número de obras com irregularidades graves apontadas pelo TCU. A nomeação foi para o cargo de assistente parlamentar 2, informa a edição de segunda-feira do Diário Oficial da União. O posto tem salário bruto mensal de R$ 8.168 e rende líquidos R$ 6.959, já considerado o pagamento do auxílio-alimentação. Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) consultados pelo Estado classificaram a nomeação da mulher do presidente do TCU para um cargo no Congresso de nepotismo. Nesta terça-feira, 22, ao ser procurado pelo Estado, Zymler telefonou para a mulher. Os dois combinaram que ela não tomaria posse. A liderança do PR no Senado, onde Lenir deveria assumir o cargo, não havia sido informada no fim da tarde da desistência. Leia mais 

Novas denúncias de corrupção contra o ministro da Copa e da Olimpíada.

A roubalheira comandada pelo PCdoB no Programa Segundo Tempo é um dos maiores escândalos da corrupção implantada pelo lulismo no Brasil. Para prender esta quadrilha, não houve um só movimento da Polícia Federal, apesar das sucessivas denúncias. Vejam o post abaixo:

João Ghizoni, que foi secretário dos Esportes de Orlando Silva, é o mentor do Instituto Contato. Isto é fato corrente em todo o estado de Santa Catarina. Virou candidato a senador em coligação com o PT em Santa Catarina. Não precisa mandar 200 "coletes pretos" para investigar. Qualquer um dos agentes lotados à Beira-Mar em Florianópolis sabe disso. No entanto, em vez de ser investigado, teve até o apoio direto de Dilma Rousseff na última eleição. Assista ao vídeo:


Dizem que o esquema  para desviar dinheiro público era simples. Sempre era uma empresa "de fora" que ganhava a licitação para fornecer merenda. Outro truque: como o programa exige três modalidades,  as escolinhas minstravam o futsal, o voleibol e a "recreação". Como o programa paga por aluno matriculado, inflavam o número de matrículas, além de usar, é claro, os professores já contratados para voleibol e futsal na "recreação". Como a fiscalização era feita pelo Ministério dos Esportes, jamais apareceu uma auditoria, uma fiscalização.

Hoje o Estadão prossegue com as suas denúncias e o foco agora é Santa Catarina. Não era sem tempo. É sobre uma empresa fantasma que fornecia a alimentação para o Instituto Contato, o velho e corrupto Instituto Contato. Leiam aqui.  Enquanto isso, aguarda-se a queda do Ministro dos Esportes, Orlando Silva. Poderia sair algemado. Abaixo, um vídeo de apoio de Orlando Silva a João Ghizoni, onde ele diz: "este eu conheço, neste eu confio!" Com certeza.


Dilma vai receber os velhinhos famosos de FHC. Com o salário mínimo a R$ 545, deveria receber os velhinhos brasileiros.

Depois de um caloroso cumprimento na área vip e de uma troca de beijinhos em pleno auditório da Sala São Paulo, a presidente Dilma Rousseff convidou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para uma conversa. The Elders (Os anciãos, em português). Fundada por Nelson Mandela em 2007, o The Elders reúne líderes mundiais para promoção da paz. Além de FHC, inclui o ex-presidente dos EUA Jimmy Carter e o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan. Segundo FHC, o grupo organiza uma visita ao Brasil. "Será uma honra contar com tão qualificada companhia", respondeu Dilma, com as mãos sobre o braço do ex-presidente. Dilma sugeriu que FHC agendasse o encontro com o grupo e deixou aberta a hipótese de um outra reunião, ao acrescentar: "Mas vá [também] sozinho".

Questionado sobre o convite, FHC disse que era "ilação de jornalista". "Sou um mensageiro do grupo", disse ele, à saída da comemoração do aniversário da Folha. Uma hora antes à chegada da presidente, FHC invejou a desenvoltura do senador Aécio Neves (MG) e lamentou também não ter recebido Dilma com beijos no rosto, como o fez o mineiro. "É protocolo. Só podemos beijar as mais velhas no rosto", brincou o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), numa alusão à juventude de Aécio. Adversários na corrida presidencial, Dilma e José Serra trocaram cumprimentos formais tanto na chegada como na saída da presidente.

Sai daí, Bob Jeff.

Por incrível que pareça, um dos grandes responsáveis pela morosidade do processo do Mensalão, por usar todo o tipo de medida protelatória em busca da prescrição, é quem tudo começou: Roberto Jefferson, presidente do PTB fisiológico, hoje uma carcomida legenda de aluguel. Se existe um político que merece "despertar os instintos mais selvagens" dos brasileiros, junto com José Dirceu, é ele. A nota abaixo é do Painel da Folha.

Sem ruído Joaquim Barbosa rejeitou pedido de Roberto Jefferson para acareação entre o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos e o deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP). O réu havia alegado contradição entre os depoimentos sobre se Lula teria mandado formalmente apurar a existência do mensalão. O relator concluiu que eles não discordaram sobre o fato de que o então presidente determinou investigação do caso.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Reforma política? No máximo um martelinho de ouro.

A política deveria ser uma carreira, como a diplomacia. Ou quem sabe a carreira militar. Para exercer qualquer cargo público, em primeiro lugar, o candidato deveria ter um curso superior e, se eleito, abrir mão de todo e qualquer outro emprego ou fonte de renda. Sua declaração de renda seria feita pela Controladoria e publicada na internet. Deveria viver dos proventos como político. Para se candidatar, além de formação acadêmica, deveria ter no mínimo cinco anos de filiação partidária. E galgar postos. Não haveria deputado estadual sem ter sido vereador. Não haveria deputado federal sem ter sido deputado estadual. E não haveria senador sem ter sido deputado federal. Não haveria governador sem ter sido prefeito. Não haveria presidente sem ter sido governador. Haveria, assim, duas vertentes na carreira política, uma voltada para o Legislativo, que exigiria um curso de Direito. Outra para o Executivo, que exigiria um curso de Administração. Se todo mundo precisa ter diploma, por que não os políticos? Não haveria chance de que um legislador fosse servir o Executivo. A não ser que fizesse toda a carreira, partindo do zero. Também não haveria reeleição para um mesmo cargo, no Executivo. No Legislativo, apenas uma reeleição. Se fossem estabelecidas regras como estas, qualquer modelo serviria. Distritão, lista fechada, lista aberta. A reforma política, sem discutir as competências essenciais dos políticos, será sempre uma meia sola. Um martelinho de ouro. E de quando em vez teremos uma Dilma como presidente da República, cuja única experiência como gestora foi quebrar uma lojinha de R$ 1,99.

O Brasil inteiro protesta contra a inconstitucionalidade do decreto e o governo impede que o mesmo seja analisado na CCJ. É o dilmismo chavista.

A chavista Dilma Rousseff determinou à sua base amestrada e esta aprovou  urgência para a votação do projeto que reajusta o salário mínimo de R$ 545 no Senado, de forma inconstitucional, por decreto. Isso significa que o texto vai ser analisado diretamente pelo plenário da Casa nesta quarta-feira, sem passar pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) -o que proporcionaria amplo debate por parte dos senadores.  Leia mais aqui.

Frente Ambientalista monta evento para parecer que tem o apoio da SBPC e ABC contra Código Florestal. Não tem.

Vejam a mentira na matéria plantada no site da Câmara Federal. O título sugere que a SBPC, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, junto com a ABC, Academia Brasileira de Ciência, estão contra o Código Brasileiro Florestal. Na verdade, existe uma comissão nomeada pelas duas entidades para dar um parecer a respeito. Este parecer ainda não foi dado. O Código está sendo estudado. Vejam a primeira nota publicada, em setembro passado. Agora vejam a primeira comunicação da Comissão nomeada pelas entidades, feita em outubro. O evento de hoje na Câmara reuniu um bando de ongueiros ligados ao agronegócio internacional, comandados por José Sarney Filho,  e apenas dois cientistas. Eles não falam em nome da ciência brasileira, mas mostram o quanto o debate começa a ser aparelhado pelo verdismo que quer arrasar com o agronegócio do Brasil.

Quem diria, há comunistas e comunistas.

Achei que nunca iria conseguir diferenciar um comunista de outro, mas dou a mão à palmatória. Assim como existe o comunista Orlando Silva, ministro dos Esportes, que já deveria ter caído pelas falcatruas do Programa Segundo Tempo, há um Aldo Rebelo, relator do Código Florestal Brasileiro. Rebelo, ainda hoje, contrariando o poderoso lobby do Al Gore e do onguismo  internacional, criticou a atuação de organizações não governamentais ambientalistas que agem em prol de interesses econômicos internacionais para reduzir a produção econômica brasileira. O deputado também rebateu possíveis correlações entre as mudanças no Código Florestal e os desabamentos na região serrana no Rio de Janeiro, no início do ano. “Daqui a pouco, o dilúvio na Bíblia também será por causa da reforma do código, que sequer foi votada”, disse. Da mesma forma,o comunista Roberto Freire, hoje no PPS, foi o primeiro a atacar a inconstitucionalidade cometida por Dilma Rousseff, de tentar aprovar o salário mínimo por decreto.

Lula pode perder direitos políticos por até 10 anos por favorecer banco do Mensalão.

O Ministério Público Federal no Distrito Federal entrou na Justiça contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro da Previdência Social Amir Francisco Lando por improbidade administrativa, segundo informa a Folha de São Paulo. Eles são acusados de utilizar a máquina pública para realizar promoção pessoal e favorecer o Banco BMG, envolvido no esquema do mensalão. 

Segundo a Procuradoria, as irregularidades teriam aconteceram entre outubro e dezembro de 2004. Na ocasião, mais de 10,6 milhões de cartas de conteúdo propagandístico teriam sido enviadas aos segurados do INSS com dinheiro público. As cartas informavam, conforme o Ministério Público, sobre a possibilidade de obtenção de empréstimos consignados com taxas de juros reduzidas. A manobra teria custado cerca de R$ 9,5 milhões aos cofres públicos, gastos com impressão e postagem das cartas. 

De acordo com a Procuradoria, não havia interesse público no envio das informações e a assinatura das correspondências diretamente pelo então presidente da República e pelo ex-ministro da Previdência foi realizada para promover as autoridades. Outra irregularidade apontada pelo Ministério Público foi o favorecimento do Banco BMG, única instituição particular apta a operar a nova modalidade de empréstimo naquela época. Segundo a ação, chamou atenção a rapidez no processo de convênio entre o BMG e o INSS --durou apenas duas semanas, quando o comum é cerca de dois meses. "Diante do apurado, podemos concluir facilmente que a finalidade pretendida com o envio das correspondências era, primeiramente, promover as autoridades que assinavam a carta, enaltecendo seus efeitos e, consequentemente, realizando propaganda em evidente afronta ao art. 37, 1º da CF e, ao mesmo tempo, favorecer o Banco BMG, única instituição particular apta a operar a nova modalidade de empréstimo", afirma o Ministério Público. 

Para garantir a devolução dos valores gastos, a Procuradoria pede o bloqueio de bens dos acusados. A assessoria de Lula informou que soube da ação por nossa reportagem e que iria acionar a defesa do ex-presidente para tratar do assunto.Além de ressarcir os danos ao erário, Lula poderá perder os direitos políticos por 10 anos.

O sarnismo.

Praticamente no mesmo horário, o pai José Ribamar Sarney instala, no Senado, a Comissão para a Reforma Política, cujo objetivo é eternizar o fisiologismo, o voto de cabresto, além de implantar o financiamento público de campanha, o  "Distritão Tiririca"  e outras patifarias. No outro lado do prédio, na Câmara dos Deputados, o filho José Sarney Filho está abrindo a reunião da Frente Ambientalista, para derrotar o novo Código Florestal Brasileiro e colocar o Brasil de joelhos  diante do onguismo e do verdismo internacionais, cujo objetivo é implantar o socialismo no agronegócio brasileiro, através do MST que, pasmem, acaba de adotar um "discurso ambiental". Dá para imaginar o que aquele outro filho Fernando, citado e gravado na Operação Boi de Barrica, não anda fazendo hora destas. Somos, queiramos ou não, um país comandado pelo sarnismo.E não te coça pra ver, Dilma!

Frente Ambientalista começa a manipular o meio científico para atacar o novo Código Florestal Brasileiro.

Daqui a pouco, a Frente Ambientalista estará realizando um evento na Câmara Federal, tentando mostrar à imprensa e, em decorrência, para a opinião pública, que o meio científico está contra o novo Código Florestal Brasileiro. Isto é uma mentira. É um factóide criado para atacar um projeto que é bom para o país, mas que tira o emprego de muito ongueiro que vive de verba do agronegócio internacional para impedir que a agricultura e a pecuária do país continuem crescendo. É um factóide organizado para dar vitrina a políticos que usam a bandeira do verdismo para conquistar um eleitorado mal informado e manipulado pela agenda ambiental. 

Para ter informações corretas e bem fundamentadas sobre o tema, consultem o Blog Novo Código Florestal Brasileiro, mantido por Ciro Siqueira, de Paragominas, Pará, um Engenheiro Agrônomo Geomensor, com especialização em Geoprocessamento e mestrado em Gestão Econômica do Meio Ambiente. Leiam, especialmente, este post, onde o autor acusa as Ongs de tentativa de manipulação do meio científico.  O evento que ocorre hoje, na Câmara, com a presença de cientistas especialmente convidados, mas nenhum favorável ao novo Código Florestal Brasileiro, é apenas o primeiro passo. Que a imprensa boboca não faça papel de boba ou, pior ainda, nem tente virar correria de transmissão para inverdades sobre tão importante tema. A blogosfera existe para desmascarar o jornalismo vendilhão.

Até agora ninguém do PT ou do governo respondeu.

O governo está inflando despesas de maneira enganosa ou vai falir o país em um ano. Dou um exemplo: as despesas de custeio foram de R$ 282 bilhões em 2010. O orçamento deste ano diz que o governo vai gastar R$ 404 bilhões: um aumento de 43%. Os restos a pagar do governo Lula se elevam só neste ano a R$ 129 bilhões. Quer apostar como vão cancelar muitos dos projetos, depois de servirem como instrumento para atrair votos na campanha? 

Até agora ninguém do PT respondeu as afirmações de José Serra. Se tivessem algo a dizer, já teriam feito o maior estardalhaço. Por enquanto, somente um dos "porquinhos" falou. Justamente o que ainda está fora da pocilga. Os dois "porquinhos" que estão dentro permanecem em silêncio. Não vão responder? Não vão desmentir?


Quanto vão roubar na Copa e na Olimpíada?

As reportagens publicadas pelo jornal O Estado de São Paulo, a partir do último domingo, reproduzem denúncias velhas, que vem desde 2007, sobre um programa denominado Segundo Tempo, que distribui verbas bilionárias sem a mínima fiscalização e controle. O responsável pelo programa é o Ministério dos Esportes. Se com um programa social, os roubos e rombos são escandalosos, continuando impunes ao longo dos anos, o que acontecerá com as bilionárias obras da Copa do Mundo e da Rio 2016? As contas do Pan, que estouraram em dez vezes o orçamento inicial, ainda não estão fechadas pelo TCU. As obras  realizadas no Rio estão caindo aos pedaços e não aparece um só veículo de comunicação para denunciar e um só político para chamar para si a responsabilidade de denunciar, interessados que estão em faturar muito dinheiro ou alguns milhares de votos em cima de dois grandes eventos esportivos. O Brasil é um país onde roubaram a Jules Rimet e derreteram. Coisa de ladrão de galinha. O lance agora é roubar um estádio ou uma vila olímpica inteirinhas. A Suiça é logo ali.

Pelas reações contrárias, Serra acertou no tom e no conteúdo.

A entrevista de José Serra(PSDB-SP), concedida ontem, repercutiu fortemente na oposição externa e interna. O Porquinho Dutra, presidente do PT, reagiu pelo twitter, em nome da legenda. É o discursinho básico petista, que acha que a vitória nas urnas limpa mensalão, caixa dois e, neste caso, as promessas mentirosas da candidata. Que eleição é licença para mentir, enganar e fraudar a democracia. Já nas internas do partido, os apoiadores, como os senadores Álvaro Dias(PR) e Aloysio Nunes(SP) aplaudiram. Os detratores não deram o nome e apenas comentaram em off, naquele velho e matreiro estilo tucano de ser traíra. A posição do DEM foi clara: Serra fez as críticas certas e tem peso político para fazer isso. Clique na matéria abaixo para ampliar e ler. Quem descobrir um link para texto, indique.


Registre-se que a matéria não corresponde ao título. Nenhum aliado contrário à Serra é citado nominalmente. A não ser que dissesse, lá em cima, que críticos internos ficaram com medo de dar os seus nomes.Em vez de notícia, virou fofoquinha. Só faltou citar que as informações vieram entre um cafezinho e um pão de queijo.
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Atualizando:

Este blogueiro lê os jornais e revistas para, só depois, ler os outros blogs. Para produzir por conta própria e sem sofrer influências. Com satisfação, após ler os jornais do dia,  acabo de ver este post no Reinado Azevedo. É na mesma linha do post aqui produzido. Obviamente, Reinaldo Azevedo aborda o tema com  todo o seu talento, pois é aquele craque que mistura um Falcão, um Zico e um Ronaldo Fenômeno. O Coronel é apenas um cabeça de bagre que tem algum trato com as palavras.  Se fosse um jogador no time da blogosfera,  seria um Dadá Maravilha, com algum exagero.

Voto contra Ahmadinejad.

Na próxima segunda-feira, a ONU vai votar uma moção contra o Irã, no Conselho de Direitos Humanos. Marco Aurélio Garcia, que tem uma admiração incontida por Ahmadinejad, tenta negociar termos menos duros e  mais amenos para a nota contra um regime que assassina adversários políticos e apedreja mulheres até a morte. Tudo em praça pública. Dilma Rousseff vem dizendo que não vai negociar quando o assunto for direitos humanos. Portanto, a tendência é que não haja a tradicional abstenção, que o Brasil vote contra  os desejos de Marco Aurélio Garcia, um leal defensor dos piores ditadores do planeta

PSDB quer a volta da CPMF.

Dois tucanos não se manifestaram contra a recriação da CPMF, que vem sendo defendida abertamente pelo governo federal: Antonio Anastasia(MG) e Teotônio Vilela Filho(AL).  Muito antes pelo contrário. O primeiro aceita o imposto dentro de uma reforma tributária, ou seja, dentro de um pacote que engambele o eleitor e não represente custo político. O segundo defende abertamente que o imposto seja restabelecido: "Se o caminho for a CPMF, eu apoio." E tem gente que ainda pergunta porque o PSDB não ganha eleição presidencial. E mais: acham que a culpa é de José Serra.