sábado, 11 de abril de 2009

Momento Animal Planet.



O cachorro de estimação que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu dar às filhas, Malia, 10, e Sasha, 7, ao final da sua campanha presidencial chegará à Casa Branca na próxima terça-feira (14) pelas mãos da família Kennedy, conforme informações publicadas neste sábado pelo site especializado em celebridades TMZ. De acordo com o TMZ, o cão-d'água português dos Obamas será um macho, de cor preta, com cerca de seis meses de vida, que vive no mesmo canil do qual os Kennedy compraram outros três filhotes, da mesma raça.

Miopia midiática.

Da Revista Exame:

Nas últimas semanas, duas companhias brasileiras viram-se envolvidas em escândalos que expuseram sua gestão ao escrutínio público. A primeira foi o grupo Camargo Corrêa, um dos maiores conglomerados do país, com 16 bilhões de reais em faturamento. Quatro de seus executivos e duas secretárias foram presos no dia 25 de março por policiais federais diante da acusação de remessa ilegal de dinheiro ao exterior e da suspeita de doações ilegais a partidos políticos. No dia seguinte, em uma nova operação, a polícia prendeu Eliana Tranchesi, dona da butique de artigos de luxo Daslu. Do ponto de vista da imagem das duas companhias, porém, um estrago considerável já foi feito. "Mesmo que as empresas envolvidas em situações como essas acabem sendo declaradas inocentes, não importa: a exposição negativa já foi suficiente para arranhar sua reputação", diz Larry Smith, presidente da consultoria americana Institute for Crisis Management.
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O Larry aí de cima está completamente crazy. Está fazendo uma análise americana para um caso tipicamente brasileiro. A Camargo Corrêa vai lucrar muito com o último escândalo envolvendo a empresa, que ajudou a polir a sua marca muito mais do que qualquer campanha de publicidade. Escândalo de corrupção é o mais poderoso instrumento mercadológico para uma construtora. Sendo o Brasil um país essencialmente corrupto, milhares de políticos esfregaram as mãos ao constatar que a CC paga muito bem a quem trabalha com e para ela. Os clientes da CC são os políticos, do vereador ao presidente. Com certeza, a sua carteira de obras vai duplicar, triplicar, quintuplicar depois do escândalo das doações ilegais para campanhas eleitorais. Não precisará haver aquelas intermináveis e cansativas reuniões, concorrências e licitações: com a Camargo Corrêa bastará ir direto ao ponto.

O Coturno também apóia.

Pela primeira vez, o Blog concorda com Fidel e Chávez, que anunciaram neste sábado terem ligado para o presidente boliviano, Evo Morales, para lhe expressar apoio à greve da fome que e o cocalero faz desde quinta-feira (9) pela aprovação da nova legislação eleitoral, necessária para a realização das eleições gerais de 6 de dezembro próximo, onde ele quer ser reeleito. O Coturno Noturno deseja que ele não coma mais e tampouco rumine folhas de coca, indo finalmente passear pelos campos eternos onde a caça é farta e onde o gás abunda. Tchau, Evito!
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Vejam que interessante: o Coturno Noturno tem mais visitantes que o Portal do Governo da Bolívia. Estamos umas 20.000 visitas à frente. Confira aqui, no pé da página à esquerda. Alguém topa fundarmos um país? ( voltei do Sul com instintos separatistas... rsrsrrs)

Volto já.

Aleluia, aleluia. Estou saindo para Porto Alegre para almoçar com os filhos. Bate e volta ainda para jantar com a NG. Um deles está com escritório novo e o outro com o músculo da panturrilha rompido. Filhos. Aproveito para comprar a camisa do centenário do glorioso Sport Club Internacional. E a picanha do Barranco. E para ouvir o bah tri-legal tchê neste baita findi. Sim, gaúcho fala "a guaraná", "remédio faixa preta" e "desnucado" como a menina do BBB. À noite, o blog retoma as suas atividades. Com o coração gaudério revigorado, mas já morto de saudades de Floripa. Até mais, viventes.
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Cara Márcia, "desnucado" é com a nuca "destroncada". Ou seja, pescoço quebrado. Um abraço.

Aécio: tudo pelo social.

Em 2008, foram 254 os agraciados com a Medalha da Inconfidência: de miss a ministro, de vereador a governador, a condecoração foi levada a um ponto, por Aécio Neves, que JK, seu criador em 1952, deve estar se revirando na tumba. A próxima entrega está chegando, será em 21 de abril, logicamente. Este ano há dois catarinenses que mereceram a homenagem pelos seus relevantes serviços ao estado de Minas Gerais: o vice-governador tucano Leonel Pavan e Cacau Menezes, o colunista social que cobre as festas que Aécio realiza na Ilha da Magia, prestando relevantes serviços à fama de garanhão do mineiro, construída tão longe do seu próprio estado. Vejam como o colunista Cacau Menezes noticiou o fato:

" Governador Aécio Neves, de Minas Gerais, apontado pelo Datafolha como o melhor governador do país, acaba de conceder a Cacau, através de decreto, a Medalha de Honra da Inconfidência, a mais alta condecoração do seu Estado. Solenidade será dia 21 de abril, às 9h, na Praça Tiradentes, em frente ao Museu da Inconfidência, na cidade de Ouro Preto, e como marcará a abertura oficial do ano da França no Brasil, inúmeras personalidades francesas, entre as quais ex-presidentes e ex-primeiras-damas, estarão presentes. De Santa Catarina serão dois agraciados: o colunista e o vice-governador Leonel Pavan. Aécio Neves, aliás, me confirmou, ontem, ao reiterar, de viva voz, o convite, que terminou no último fim de semana — e acha que é definitivo — seu namoro com a belíssima Letícia, mas nem por isso deixará de circular em Floripa. Pelo contrário, sabedor da fama da Ilha, o governador mineiro poderá intensificar suas visitas à cidade. Essa é a promessa."

Seguem alguns posts do colunista Cacau Menezes que vem prestando relevantes serviços à Minas Gerais: Aécio no Taikô, Aécio no Parador 12, Aécio no Café de La Musique.

Uma mãe para a "cumpanherada".

O PAC também poderia ser chamado de Programa de Apoio aos Companheiros. Aí sim, nenhum apelido seria melhor para Dilma do que a "mãe do PAC". A Casa Civil, hoje, já conta com 1.746 companheiros no seu quadro funcional, 1.110 a mais do que nos tempos do Pedro Parente, que ocupava o posto no governo FHC. Este sim, era um gerente. Poderia ser chamado de Pedro Gerente, tanto é que hoje dirige o Grupo RBS, um dos maiores grupos de comunicação do país., o qual tirou do buraco em que lhe enviam enfiado a filharada do Maurício Sirotsky. A Casa Civil, pela sua natureza, "assessora", "avalia", "assiste", "verifica", "analisa", "supervisiona" e "monitora". Não é orgão executor. As suas únicas funções executivas também são de apoio a alguns conselhos. Não há dúvida alguma que foi montada uma verdadeira máquina eleitoral dentro da Casa Civil para servir à candidatura Dilma Rousseff. Ou o quadro de funcionários não teria triplicado de 2002 até hoje.

MSV: Movimento dos Sem Vergonha.

Da Folha, relatando o "abismo" entre Dilma e os "movimentos sociais". Como todos sabemos, basta construir uma "ponte" com dinheiro público dos quais jamais a guerrilha urbana prestará contas... Porque o MSV, que junta sem terra, sem casa, sem emprego e toda a sorte de sem vergonha, não quer um "outro mundo possível". Esse pessoal quer grana em primeiro lugar e Dilma tem a chave do cofre.

O Palácio do Planalto decidiu se mexer para tentar amenizar a resistência dos movimentos sociais com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), principal nome petista para a sucessão presidencial de 2010. O ministro Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) foi escalado para organizar uma reunião informal e secreta da ministra com líderes desses movimentos, em especial dos sem-terra. Os primeiros contatos já foram feitos, mas ainda não há data acertada. Outra determinação palaciana partiu para Rolf Hackbart, presidente do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). A estratégia é que ele monte uma agenda "com a cara da ministra" nos assentamentos de reforma agrária pelo país afora. Um dos principais entraves à ministra está no MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), por isso essa agenda nos assentamentos será planejada de forma que ela consiga fugir do discurso de metas, acampamentos, violência no campo e desapropriações e possa ficar mais à vontade para falar sobre projetos de irrigação e inaugurações do programa Luz para Todos. A resistência dos movimentos à ministra não é nova. Ela é vista por eles como defensora de um modelo de desenvolvimento próximo ao que pensa o agronegócio, supostamente sem preocupação ambiental e com simpatia à entrada de empresas estrangeiras no país. Por conta das hidrelétricas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), Dilma é mal vista no MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens). Já no MST é rotulada como uma "desconhecida" que se apega em sua história pessoal, mas não busca o diálogo com os movimentos. No recente artigo "Por que Dilma?", o assessor da CPT (Comissão Pastoral da Terra) Roberto Malvezzi afirma que o PAC tem aspectos positivos, como o saneamento ambiental, mas "daí para frente o PAC é a cara dos militares e de Delfim Netto, numa lógica irremediavelmente predadora". "A visão de mundo de Dilma pertence a esse perfil. Não é a pessoa com a visão de mundo adequada para os atuais desafios brasileiros e mundiais", completa o texto. A resistência aumentou no final do ano passado, quando, em um evento com movimentos no Planalto, Dilma foi saudada como candidata por alguns dos convidados. MST e outros movimentos enxergaram as saudações pró-Dilma como algo encomendado pelo governo federal, o que acabou esvaziando o objetivo do encontro: pedidos por mudanças na política econômica.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Crianças: escudo humano do MST e PT.

Da Página 10, de Zero Hora:

De tudo o que disse o procurador Gilberto Thums ao comentar sua decisão de se afastar das questões que envolvem o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra, o mais chocante foi a frase pronunciada ontem no programa Gaúcha Atualidade:— Frequentar escola do MST e não frequentar nenhuma dá no mesmo.É a opinião de um membro do Ministério Público que faz cobranças legítimas à falta de prestação de contas dos recursos públicos liberados para o MST, mas que levou sua rixa com o movimento a um ponto sem retorno. Ele mesmo reconhece que é um xiita — e que os tempos não são propícios ao radicalismo.De fato, é difícil acreditar que a procuradora Simone Mariano da Rocha, com seu passado de promotora da Infância e da Juventude, concorde que dá no mesmo frequentar uma escola questionada por seus métodos ou não frequentar escola alguma. Não ir à escola significa condenar uma criança a crescer analfabeta. Será isso promover justiça?A saída de cena de Thums, mentor do Termo de Ajustamento de Conduta que mandou fechar as escolas itinerantes para obrigar os sem-terra a matricularem os filhos em escolas públicas estaduais ou municipais, abre caminho para que se busque um acordo razoável, em benefício das crianças. As escolas itinerantes precisam ser fiscalizadas, para que se garanta aos filhos dos sem-terra o conteúdo mínimo oferecido aos outros gaúchos Na queda de braço entre o Ministério Público e o MST, as crianças que estão sem aula são as únicas vítimas.De certa forma, o procurador caiu em uma arapuca ao aceitar o convite da Comissão de Educação da Assembleia para tratar das escolas itinerantes. Cercado por 500 crianças e pelos líderes do MST, levados à Assembléia pelos deputados do PT, não teve alternativa senão admitir a revisão do termo que mandou fechar as escolas.Com a decisão de não se envolver mais em assuntos ligados ao MST, Thums deixou órfãos os fazendeiros que viam nele uma espécie de avalista do direito de propriedade, que os sem-terra afrontam em cada invasão.

Um hino à inteligência!

Eu morro e não ouço tudo. Escute aqui o hino da ABIN. Você imagina os carcarás e arapongas da ABIN cantando, em ordem unida, para orgulho e deleite do general melancia?
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Não há mais dúvida: esta letra e esta música foram criadas por um software!Nenhum ser humano seria capaz de uma obra destas!

ABIN no museu.

Não, não é piada. Existe! O Museu da Inteligência está aberto para visitas às terças e quintas-feiras, das 14h às 16h. É necessário o agendamento dos visitantes pelos telefones (61) 3445-8549 e (61) 3445-8440, ou por museudainteligencia@abin.gov.br.Veja aqui as fotos.

Mudamos para Georgia.


O Coturno Noturno modificou o tipo de letra dos textos, para deixar a leitura mais agradável. O nome do novo tipo é Georgia. Para os quase Ray Charles, like me, sugiro aumentar o tamanho das letras usando a funcionalidade "alterar nível de zoom". Para 125%. Boa leitura.

"Eu não sabia" x "eu não lembro".

Bastou que o senador Heráclito Fortes(DEM-PI) assumisse uma função importante no Senado, a de primeiro secretário, para que mostrasse uma nova cara bochechuda e se pusesse em defesa dos seus pares e contra os interesses do povo brasileiro. Ontem mandou investigar quem vazou para a Imprensa a conta escandalosa de telefone feita pela filha do senador petista Tião Viana(PT-AC) que ultrapassou R$ 14 mil e foi paga pelos cofres públicos, como se isso não merecesse uma condecoração em vez de uma punição. Hoje o senador que mastiga as palavras está nas manchetes,por ter utilizado em 2005 um jatinho fretado com dinheiro do Senado para receber uma homenagem em Luzilândia, no norte do Piauí. O fretamento, no total de R$ 28.078,66, foi feito na empresa JK Táxi Aéreo Ltda., usando a verba destinada para passagens aéreas.A análise do Siafi revela ainda outro fretamento de jato em nome do senador. Data de fevereiro de 2005, quando foi contratada a Voetur Táxi Aéreo Ltda. por R$ 19.921,19. Assim, o gasto de Heráclito com aluguel de jatos chegaria a R$ 48 mil nos últimos quatro anos.Segundo a Folha, confrontado com o documento do Siafi, no entanto, ele disse que não se lembrava dessa viagem nem desse fretamento de jato. Depois da fase em que os petistas institucionalizaram o "eu não sabia" , a oposição, se ainda é possível chamar assim, inaugura a era do "eu não lembro". É a espécie política em permanente evolução. Em breve chegarão ao estado de vermes.
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Da Folha:

Diante da série de denúncias de irregularidades, o Senado passou a exigir há duas semanas que os questionamentos da imprensa sejam feitos por ofício, com prazo de cinco dias para resposta. A Folha apurou, no entanto, que a primeira leva de pedidos deverá ser toda indeferida, pois não cumpriu requisitos estabelecidos pela Mesa Diretora.Segundo o documento, elaborado em 2005 e agora posto em prática, pedidos de pessoas físicas terão de ser feito mediante "cópia autenticada da carteira de identidade, comprovante de residência, motivação detalhada do pedido e termo de responsabilidade assinado e autenticado". Para pessoas jurídicas, terá de ser apresentada uma procuração.No dia 31 de março, a reportagem apresentou um ofício em que solicitava informações sobre as despesas dos senadores com contas de telefones celulares. Até ontem, o ofício não havia sido respondido formalmente.

Quando a água bate no bumbum(ou bunda, para os íntimos).

Os presidentes dos três Poderes vão firmar na segunda-feira um pacto com medidas que visam a coibir o que foi denominado nos últimos meses de "Estado policialesco" e "república da grampolândia". As recentes polêmicas envolvendo ações da Polícia Federal, grampos telefônicos autorizados ou não pela Justiça e acusações de abusos cometidos durante investigações geraram um pacote com medidas que tornarão crime, por exemplo, o uso exagerado de algemas, a exposição indevida de presos e outros excessos cometidos por agentes do Estado em operações policiais.No pacote, os presidentes dos três Poderes incluíram também mudanças na lei que trata das comissões parlamentares de inquérito. Dois são os objetivos centrais: evitar abusos eventualmente cometidos por deputados e senadores durante depoimentos, como ameaças de prisão e pressões indevidas sobre investigados, e garantir que as apurações mirem com precisão um fato determinado. Leia mais aqui.
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O mais perigoso de um "pacto republicano" que envolva pessoas da estatura de um Lula, de um Temer e de um Sarney, é que isto signifique atender a todos os interesses, menos os do país. Gilmar Mendes estava fazendo a boa luta. Não nos surpreendamos, pois, se ele iniciar o seu discurso sobre este acordão com "um nunca na história deste país".

Lula não sabe enfrentar a crise.

De Editorial da Folha:

Acostumada a colher apenas os louros da bonança, a administração Lula evita assuntos espinhosos que poderiam diminuir o custo absurdo do dinheiro no Brasil. Faz espalhafato com o BB, mas dribla, por exemplo, a necessidade de modernizar o sistema de poupanças obrigatórias e tabeladas. Fundo de Garantia, Fundo de Amparo ao Trabalhador e caderneta de poupança são arcaísmos que direcionam, por força de lei, recursos que pertencem aos cidadãos. Estabelecem pisos artificiais para os juros de mercado, dificultando quedas maiores nas taxas. A crise chegou ao Brasil há mais de seis meses, sob a forma de um torpedo no crédito, mas até hoje o governo não conseguiu formular um plano ambicioso para livrar o mercado de suas notórias amarras institucionais, concorrenciais e tributárias. Nem mesmo o chamado cadastro positivo -que possibilitaria a oferta de juros mais baixos para bons pagadores- foi aprovado no Congresso.

Caravana do cavalete.

O PAC é mesmo uma obra de realismo fantástico. Não tem parede, não tem muro, não tem nada erguido. Na falta de, Lula costuma pintar como era o passado sem e como será o futuro com. E utiliza cavaletes para sustentar as placas de inauguração. Lula é um artista à procura da melhor paisagem. E ali, à sombra das paineiras ou dos jatobás, rabisca croquis riscando no ar. O PAC é a sua fantasia. A sua musa inspiradora. A sua prostituta-modelo. Lula reuniu seus ministros ontem e avisou que vai sair por aí a fiscalizar o PAC. E exige cenários inesquecíveis. Haja cavaletes. Haja placas. "Um dia aqui haverá a refinaria maior do mundo." "O fato concreto é que um dia aqui haverá uma grande ponte"."Um dia aqui haverá uma barragem como nunca na história deste país". O Palácio do Planalto está trocando a denominação Casa Civil por Casa dos Cavaletes. Dilma Rousseff passará, assim, a ser denominada Ministra-Chefe da Casa dos Cavaletes. E cuidará deles como uma mãe cuida dos seus filhos.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O criminoso virando vítima.

Pera aí. Quer dizer que agora o senhor Victor Martins, irmão de Franklin Martins, da poderosa família Martins, não poderia ter sido investigado pelos policiais federais que atuam na área de inteligência da Agência Nacional de Petróleo? Se o senhor Victor Martins usava telefone corporativo e computador da empresa, poderia ser monitorado, sim. Não existe sigilo neste caso. É um direito da empresa. É o que todos os tribunais vêm reconhecendo, ainda mais em áreas sensíveis como esta, do petróleo. Em ata de reunião de diretoria de agosto de 2005, da qual Victor Martins participou, as atribuições da Assessoria de Inteligência ficaram muito bem definidas:

I - assessorar o Diretor-Geral nas áreas de inteligência e contra-inteligência, para a tomada de decisões de caráter estratégico;
II - integrar atividades de inteligência de segurança pública, voltadas para as áreas de atuação da Agência, em consonância com os órgãos de inteligência federais e estaduais;
III - acompanhar e apoiar as atividades de identificação de agentes econômicos envolvidos no sistema nacional de abastecimento de combustíveis que estejam executando atividades ilegais;
IV - produzir conhecimento que subsidie ações de órgãos de segurança pública destinadas a neutralizar, coibir, inibir e reprimir os atos ilícitos relativos ao setor de petróleo e gás natural;

V - acompanhar e avaliar a eficácia das atividades conduzidas no âmbito da competência da ANP, visando ao aperfeiçoamento, planejamento e execução de operações integradas com outros órgãos da Administração Pública, assim como propor, quando necessário, medidas corretivas.

Quem quiser fazer uma pesquisa maior sobre Victor Martins e os royalties pagos pela ANP pode acessar aqui as atas e relatórios da diretoria. Não surpreende que, via de regra, é sempre ele o relator sobre o tema.

Demagogo e bobalhão.

Lula, que tanto abominava o FMI, agora "empresta" dinheiro do país ao fundo. Se Lula discordasse da importância estratégica, das políticas e da credibilidade do FMI, deveria continuar emprestando diretamente a outros países, sem intermediários. Chamando o espeloteado venezuelano, o cocalero boliviano, o tiranossauro cubano, o caloteiro equatoriano, o pedófilo nicaraguense e botando no bolso deles alguns milhões do BNDES que nunca mais voltarão ao Tesouro. Finalmente Lula rendeu-se ao capitalismo sério e passou a colocar o dinheiro do país não em aventura bolivarianas, mas no Fundo Monetário Internacional. Está aprendendo na marra que é assim que o mundo real funciona. De agora em diante, depois do ingresso do Brasil no FMI como um importante parceiro, se Lula gargantear alguma gracinha contra o fundo só vai comprovar o que realmente é: demagogo e bobalhão.

PF pede a prisão de Protógenes.

LEI Nº 9.296, DE 24 DE JULHO DE 1996

Art. 10. Constitui crime realizar interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática, ou quebrar segredo da Justiça, sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei.

Pena: reclusão, de dois a quatro anos, e multa.

É a conclusão final do inquérito conduzido pelo Delegado Especial Amaro Vieira, em relação às práticasa criminosas do delegado Protógenes Queiroz na condução de Operação Satiagraha. Leia aqui o relatório completo.

Tião Viana, pede pra sair.


A foto da filha do senador Tião Viana foi publicada aqui e não dá créditos para o fotógrafo.

A filha do senador petista, Tião Viana, do Acre, gastou, em 20 dias de viagem de turismo ao México, o valor de R$ 14.758,07 em conta telefônica de celular corporativo do Senado da República. O valor astronômico foi pago pelo povo brasileiro e o senador, somente depois de descoberto, reembolsou os cofres públicos. Não fosse pego com a boca na botija, teria silenciado. Portanto, não há desculpas. Não há justificativas. Não há perdão. Em primeiro lugar, se o senador habilitasse, por exemplo, um telefone Claro, aqui no Brasil, com Roaming Internacional, a conta não sairia tão caro assim para o seu próprio bolso. Basta olhar a tabela acima. Se a filha ligasse para o pai tão devotado três vezes por dia, uma ao acordar para dizer que sonhou com ele, outro depois do almoço para fazer manha por causa da pimenta mexicana e a última do hotel para informar que estava em segurança, a filhota gastaria apenas R$ 707,40 em toda a viagem. Para um senador que ganha 50 vezes mais do que isso por mês, estaria razoável. No entanto, a conta chegou a um valor 20 vezes maior. O senador Tião Viana, petista que queria ser presidente do Senado para resgatar a ética e a honestidade na casa, perdeu completamente a credibilidade. Se permite que a filha gaste quase R$ 15 mil dos cofres públicos usando um celular corporativo emprestado pelo Senado, o que um senador destes não faz com o seu voto no plenário? Mais claro impossível. Quem é vivo, sabe disso. Oi, senador, pede pra sair.
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Mais vergonha e imoralidade. O primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), determinou ontem a abertura de sindicância para apurar o responsável pelo vazamento do sigilo telefônico do senador Tião Viana (PT-AC). O extrato com o gasto circulou nas mãos de vários senadores do PMDB antes de a operadora TIM enviá-lo ao Senado. Se o senador Heráclito está procurando o responsável para oferecer uma medalha ou uma condecoração, parabéns. Se é para proteger o colega deste crime hediondo e inafiançável para o tribunal da ética pública, o senador democrata está mostrando que esconder as falcatruas é um hábito generalizado na Casa. Quem com porcos se mistura, farelo come.

Protógenes troca favorzinho com a Globo.

Eu te dou o furo, você registra a cena e estamos combinados.A quebra do sigilo telefônico do delegado Protógenes Queiroz provou que foi ele mesmo quem telefonou para a reportagem da TV Globo para acertar a filmagem da prisão do ex-prefeito Celso Pitta, do investidor Naji Nahas e do banqueiro Daniel Dantas, na madrugada do dia 8 de julho do ano passado, na Operação Satiagraha. Além de provar o vazamento de informações, a investigação do delegado corregedor Amaro Vieira também sustenta que uma equipe da TV Globo de São Paulo foi usada por Protógenes para prestar um serviço tipicamente policial na operação: a emissora filmou, a pedido de Protógenes, o flagrante no restaurante El Tranvia, em junho, em que o delegado Victor Hugo Alves Ferreira recebeu R$ 50 mil dos empresários Hugo Chicaroni e Humberto Brás para tentar evitar o aprofundamento das investigações em cima de Dantas.Informada sobre os detalhes da investigação de Amaro Vieira, a Central Globo de Comunicação disse ao Estado, por e-mail, que a emissora não se pronunciaria sobre o assunto. Leia mais aqui.

Royaltiduto: Petrobras tira o corpo fora.

Da Folha:

Por recomendação do diretor da ANP (Agência Nacional do Petróleo) Victor Martins, a diretoria da agência voltou atrás, em 2007, de uma decisão que havia tomado um ano antes e obrigou a Petrobras a arcar com um pagamento adicional de royalties de R$ 1,3 bilhão. Martins é investigado pela Polícia Federal por suposto favorecimento a prefeituras que pretendiam ampliar a arrecadação com royalties. Após a mudança de posição da agência, a Petrobras decidiu ir à Justiça pedir a revogação da decisão. Segundo a ANP, a estatal perdeu nas duas primeiras instâncias e o caso está agora numa câmara de conciliação de entes públicos da AGU (Advocacia Geral da União).Em 2006, a agência decidiu alterar os critérios de cobrança dos royalties do campo de Marlim, na bacia de Campos. A ANP concluiu que a Petrobras realizou deduções indevidas com gastos em investimentos no cálculo de seu lucro auferido com a produção de petróleo, o que teria reduzido as contribuições devidas a União, Estados e municípios.A estatal acatou a decisão e pagou, à época, R$ 399 milhões adicionais referentes ao período de 2002 a 2005. Passado um ano, a ANP -por recomendação de Martins- determinou que os pagamentos retroagissem a 1998, o que gerou a exigência do repasse extra de R$ 1,3 bilhão.A ANP afirma que é "impossível que um diretor da agência possa direcionar decisões para alterar valores de participações governamentais [royalties] pagas a municípios", pois as decisões dependem de, no mínimo, três votos convergentes.
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Desde que os três votos não tenham convergido antes da votação, certo?

quarta-feira, 8 de abril de 2009

TCU confirma superfaturamento na refinaria do Lula.

A Petrobras está publicando nota oficial onde informa que o TCU manteve a sua análise de que a Refinaria Abreu e Lima, em Recife, Pernambuco, que terá como sócio a PDVSA de Hugo Chávez, está superfaturada. Só no custo dos drenos o aumento foi de 1.278%! A Petrobras afirma que o problema é a metodologia do TCU. Chegou o tempo do poste mijar no cachorro.

Foto do dia.

Reunião realizada com a pelegada das centrais sindicais hoje pela manhã, momentos antes de derrubarem o presidente do Banco do Brasil. Johnnie, o assessor de todas as horas, sentado entre Lula e Dilma, orientou as decisões.
A partir de hoje, também é o Banco do Ademar. Lembram?

Dilma bota a mão no cofre do Brasil.

Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira, 8, que o governo está combatendo dirigentes de bancos públicos que se comportam como presidentes de bancos privados. A declaração da ministra foi durante encontro com sindicalistas e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao responder sobre a questão dos juros.Logo depois o presidente do Banco do Brasil foi demitido. E Dilma ficou com a chave do cofre para dar prejuízo aos acionistas e turbinar a sua candidatura. Não é à toa que as ações do banco da Dilma, do banco do Lula, do banco do Guido, despencaram na Bolsa.
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Nota Oficial da Oposição

Os líderes da Oposição vem a público informar ao país que apresentarão requerimento junto às Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal convocando o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a apresentar explicações à sociedade sobre as razões que determinaram a demissão do presidente do Banco do Brasil, Antonio Francisco de Lima Neto. A versão do governo sobre o afastamento não tem credibilidade, uma vez que não faz referência ao trabalho que estava sob a responsabilidade do servidor demitido. Nesse sentido, cumpre pedir atenção da sociedade para os seguintes pontos:

1) ao autorizar, por meio da Medida Provisória 443, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal a comprar participação de instituições financeiras em dificuldades, o governo abriu a porta dos negócios sem transparência e, em decorrência, sem qualquer fiscalização, nas duas instituições;

2) não é bom para o país que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, os dois principais bancos públicos brasileiros, realizem negócios sem licitação com instituições financeiras, empresas do ramo de seguro, previdência e capitalização, como vem acontecendo;

3) regras frouxas para transações de Estado, como as previstas na MP 443, estão em desacordo com o princípio da probidade administrativa estabelecido na Constituição e que busca garantir a isenção e a impessoalidade do Poder Executivo no trato com a coisa pública;

4) além do ministro da Fazenda, o ex-presidente do Banco do Brasil e o presidente da Caixa Econômica Federal também devem comparecer ao Congresso para explicações a respeito das operações realizadas sob a égide da MP 443.

Brasília, 8 de abril de 2009

Sérgio Guerra, Presidente do PSDB
Roberto Freire, presidente do PPS
Rodrigo Maia, Presidente do Democratas

Turma da Dilma troca dono do cofre.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, explicou nesta quarta-feira, 8, a saída de Antonio Francisco de Lima Neto da presidência do Banco do Brasil. Segundo ele, foi Lima Neto quem pediu para sair. Ele será substituído pelo vice-presidente de Cartões e Novos Negócios de varejo do Banco do Brasil, Aldemir Bendine. Durante entrevista coletiva, tanto Mantega quanto Lima Neto negaram que a saída estivesse relacionada a irregularidades apuradas nas aquisições realizadas pelo Banco do Brasil. Leia mais aqui.

Transversalizando ou atravessando?

A agência de propaganda 141 WorldWide, que vai lançar a campanha de R$ 15 milhões para promover as casinhas de papel da Dilma, já faturou R$ 9,7 milhões no governo Lula, em 2009, segundo o Portal da Transparência. E o mais impressionante. Uma das maiores campanhas, consideradas de Utilidade Pública, foi feita pelo Programa Gestão da Transversalidade de Gênero nas Políticas Públicas, da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres. Deve ser a secretaria que faz política para a mulher-candidata. Sabe quanto o tal programa torrou em publicidade em 2009? R$ 1,3 milhões. Sabe qual é o orçamento total do tal programa para 2009? R$ 5,6 milhões. Ou seja, a mulherada em volta da Dilma e do Lula já torrou 23% dos recursos orçados em janeiro e fevereiro. Em propaganda! Portanto, restam apenas R$ 430 mil mensais para "transversalizar o gênero nas políticas públicas", até o final do ano. Bem, se não for possível torra tudo em propaganda mesmo!

Deputado"ético"demite secretária doméstica.

Da Folha:

No dia 3 de março, o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) promoveu um jantar de lançamento da Frente Parlamentar Anticorrupção no seu apartamento em Brasília. Na organização do evento estava a empregada doméstica Maria Helena de Jesus, que teve seu salário pago como secretária parlamentar de Jardim nos últimos dois anos e meio. Para fazer serviços no apartamento de Jardim no bloco A da quadra 311 sul, ela recebe salário bruto de R$ 1.608,10. "Lavo, passo, cozinho", disse à Folha.No jantar para 30 deputados que buscavam o rótulo de grupo de éticos, não cozinhou, já que o anfitrião pediu comida em um bufê. "Foi de repente. Não deu tempo de fazer nada."A frente surgiu em decorrência das acusações lançadas pelo senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) em entrevista à revista "Veja" e numa tentativa de o Congresso dar uma resposta às acusações de desvios éticos nos últimos meses. Na semana passada, a Folha revelou que o deputado licenciado Alberto Fraga (DEM-DF) utilizava-se do mesmo expediente para pagar sua empregada -no caso, ela era contratada no gabinete do seu suplente, Osório Adriano (DEM-DF).Como Fraga não está no exercício do mandato, foi logo descartada a abertura de procedimento no Conselho de Ética. Jardim, por outro lado, ex-vice-líder do PPS, está no pleno exercício de seu mandato.Jardim afirmou que, ao ler a reportagem sobre Fraga, decidiu exonerar sua empregada. Mas, por um acordo com ela, decidiu que sua saída será oficializada só na próxima sexta."Pensei que ela pudesse não só ajudar esporadicamente no gabinete como também prestando serviço no apartamento. Quando eu soube que isso não era possível, eu a desliguei."Jardim disse não ver conflito ético no fato de a empregada ser paga com dinheiro público. "Do ponto de vista ético, não [vejo problema], mas, do ponto de vista regimental, vejo", afirmou. "Entendi que o cargo podia ser usado como apoio ao mandato parlamentar." O deputado disse que ela presta esporadicamente serviços em seu gabinete, servindo café. Maria Helena trabalha para deputados desde julho de 2004. Antes de Jardim, era secretária parlamentar fazendo serviços domésticos para o deputado José Chaves (PTB-PE).Em janeiro de 2007, mudou para o gabinete do ex-deputado Charles Lucena (PTB-PE), onde ficou um mês. Desde fevereiro daquele ano, está com Jardim. Conhecida como Fofa entre as amigas empregadas da quadra 311, ela ontem procurava uma nova "colocação".
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Se este fosse um país decente, o deputado Arnaldo Calil Pereira Jardim perderia o mandato e a doméstica Fofa continuaria no emprego. O deputado "ético" tinha plena consciência do crime que estava cometendo. Se fosse tão ingênuo, contrataria uma doméstica para secretariar o seu gabinete. Posso dar uma "gumitada" na cara dele?

A "São Martins", por uma graça alcançada!

Da Folha, mostrando que vários municípios têm "muito" (sinalzinho com os dedos esfregando o polegar no indicador) a Victor Martins, ou melhor, "São Martins":

Desde que assumiu uma diretoria na ANP em maio de 2005, Victor Martins recomendou, como relator, mudanças em critérios de pagamento de royalties a cinco cidades e obteve a aprovação da diretoria da agência. Os municípios são: Duque de Caxias (RJ), Paraty (RJ), Linhares (ES), Cubatão (SP) e Estância (SE), segundo atas de reuniões da ANP.Juntos, receberam R$ 176,4 milhões em royalties de petróleo em 2008 e viram sua arrecadação com essa fonte de recursos crescer de 112% (no caso de Duque de Caxias) até 409% (Estância) -numa proporção bem maior do que a expansão média dos pagamentos a todos os municípios (46%).A Folha contatou as prefeituras de Paraty e Duque de Caxias, mas não obteve resposta sobre eventuais contratos com a Análise Consultoria. A reportagem não conseguiu contato com as demais prefeituras.A primeira cidade a ser "promovida" à zona principal de produção de petróleo foi Duque de Caxias, em julho de 2007. Enquadrado em tal critério, o município passa a receber uma fatia maior de royalties, em geral, por ter área territorial marítima confrontante com algum campo de petróleo. Pelos dados da ANP, não é o caso de cidade da Baixada Fluminense. Os demais municípios receberam o benefício ainda em 2007 e em 2008.Irmão do ministro Franklin Martins (Comunicação Social), Victor Martins é formado em administração, com especialização em petróleo. Foi diretor da agência de desenvolvimento do Estado do Espírito Santo antes de assumir a diretoria da ANP, em 2005.

Estelionato midiático.

O governo disponibilizou R$ 15 milhões para a campanha publicitária do programa Minha Casa, Minha Vida, que prevê a construção de 1 milhão de casas populares. As peças publicitárias, que serão veiculadas até o dia 30 na televisão, no rádio, na imprensa e na internet, estão sendo questionadas pelo PSDB. O partido entrou com representação contra a campanha no Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar). Os tucanos dizem que a campanha "sugere" que o governo já está construindo as casas. Já técnicos do governo dizem que sem publicidade as famílias de baixa renda não tomarão conhecimento do programa de habitação. O dinheiro gasto na campanha está previsto no Orçamento de 2009 da Secretaria de Comunicação (Secom), órgão encarregado de fazer a publicidade da Presidência.Leia mais aqui.

Devassa!

Não, o título não se refere à filha adolescente de Tião Viana, o senador petista do Acre. O título é uma sugestão para as foquinhas amestradas do jornalismo, que já começam a fazer alguns malabarismos básicos: promover uma devassa nas contas do probo petista, que deu um celular corporativo do Senado para a menina levar numa viagem de férias ao México. A conta apareceu: R$ 14.758,07. O valor, ocultado por Viana, corresponde a 20 dias de uso - de 2 a 22 de janeiro - e foi pago por ele após a denúncia de adversários na guerra em que se transformou o Senado com a eleição de José Sarney (PMDB-AP) para a presidência. O próprio senador, que se negara a fornecer o valor da conta, se viu obrigado, ontem, a confirmá-lo quando confrontado com levantamento feito pelo Estado. Viana insistiu na justificativa de ter agido como pai preocupado com a ausência da filha do País. "Eu cometi um erro, paguei caro por esse erro e juro que foi a única vez em que emprestei o celular. Minha decisão foi tomada por puro instinto paternal, querendo manter contato com minha filha pelo fato de que ela e uma amiga atravessaram o México em uma viagem de ônibus", disse ao Estado de São Paulo. Se tivesse agido como um pai decente, honesto e trabalhador, o senador, em vez de receber ligações, teria combinado algo muito simples: "chegue no aeroporto, minha, filha, compre um celular, nos dê o número, deixe sempre ligado, que eu e mamãe vamos passar o tempo todo ligando para você. Já estou morrendo de saudades, meu amor..." Pior do que a desonestidade de dar um bem público para deleite da filhota, é a desonestidade moral de achar que alguém é burro para não saber que o verdadeiro motivo foi oferecer uma mordomia à prole com dinheiro do povo. Tanto é que, com toda a certeza, a conta de celular saiu mais caro do que a própria viagem. Não duvidemos que o Tião ainda tenha dito: "filhota, use este celular à vontade que ele é grátis."
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O que você pode fazer em termos de turismo com os U$ 6,300 que o povo brasileiro pagou para a filha do Tião Viana passar 20 dias "hablando" no celular do Senado?
  • Com U$ 2,758 você faz uma viagem de 8 dias para o México, com praticamente tudo incluído, saindo de Brasília. Dá para ligar a cobrar dos hotéis.
  • Com U$ 2,429 você manda a sua filhota passar 13 dias no Chile e o telefone é muito mais barato.
  • Com U$ 2,016 o senador poderia dar um passeio inesquecível chamado México Fantástico, com 14 dias do "bueno y mejor" naquele "caliente" país. E ainda sobrariam U$ 4,284 da continha "del teléfono".

terça-feira, 7 de abril de 2009

Pelegada no Planalto.

Sob o patrocínio da Oi,hoje , às 10:30, a pelegada se junta no Palácio do Planalto. As demissões da Brasil Telecom, promovidas pela Telemar, empresa financiada pelo BNDES e que tem os principais fundos de pensão como acionistas, não será tema da pauta. Afinal de contas, que importancia tem 900 empregados sumariamente demitidos da BRT para a pelegada da CUT, da Força Sindical e de outras centrais, se a Telemar, a nova proprietária, é sócia do filho do chefe? Aliás, Lula vai dedicar cinco horas aos "cumpanhêros", entre reunião e almoço. Já para o problema da queda brutal nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios, o presidente só vai dedicar uma horinha do seu precioso tempo. O mesmo tempo que vai despender para recepcionar o chanceler de Cuba.

Ao procurador Marcelo Freire, do MPF.

Marcelo Freire é do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro. Terra da Petrobras. É de lá que escorre a lama que invade a sala do diretor técnico da Agência Nacional do Petróleo, Victor Martins, irmão de Franklin Martins, da poderosa família Martins, figuras de ponta do governo Lula. A lama é um inquérito da PF, engavetado desde 2007, que aponta o envolvimento do Martins da ANP em operações de pagamento de royalties que teriam "supostamente" gerado R$ 260 milhões em comissões. O procurador Marcelo Freire, designado para o caso, foi palestrante de um evento promovido pela Abraji, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, em agosto de 2007. Que ironia. O primeiro a falar foi Paulo Lacerda, ainda na PF e já saindo para a Abin, que disse que o órgão possuía 137.963 investigações em andamento. "Os números mostram o quanto precisamos estabelecer prioridades nas investigações, ou o trabalho não irá adiante". Hoje todos sabemos que a investigação sobre as propinas da ANP não foi transformada em prioridade, muito antes pelo contrário. Hoje o Brasil todo sabe a que tipo de prioridade Paulo Lacerda obedecia. Por sua vez, o procurador Marcelo Freire encerrou a sua palestra com o seguinte pedido para a imprensa: "Mesmo que um jornalista não consiga provas o suficiente de um crime para publicar uma reportagem, ele deve procurar alguém no Ministério Público que tenha outros meios para conduzir a investigação, para fazer uma denúncia". A imprensa, procurador, fez o seu papel. A denúncia saiu nos dois principais veículos de informação do pais: a revista Veja e o Jornal Nacional. Desejamos que o procurador também faça a sua parte, já que da Polícia Federal não podemos esperar nada, quando se relaciona com os intocáveis do governo Lula.

"Oi" para os patrões, "Tchau" para os empregados.

Sugerimos aos 900 demitidos da Brasil Telecom que peçam emprego na Gamecorp, empresa do filho do Lula, que foi financiada com R$ 10 milhões pela Telemar e que, em seguida, teve ajuda do presidente da república, que mudou a legislação para que ela pudesse comprar justamente a BRT com dinheiro do BNDES. Assim, a Brasil Telecom virou Oi para os patrões e Tchau para os empregados. Não é a cara do Lula?

Maninho do Franklin no JN.

Dá-lhe, foquinhas amestradas. Acordaram? O maninho do Franklin já está no Jornal Nacional, em matéria de 3 minutos e 43 segundos. É caixa alta, é coisa de mais de R$ 1,3 bi de negócios mal parados em águas profundas, lá para as bandas do pré-sal. Jorrou uma meleca preta para todo o lado. Êta governo sujão! Êta Lula Cascão! E aí, Puliça Foderal? Vai continuar escondendo a lama? Nóis pode dar só uma "gumitada" na cara de vocês?

Lula doa U$ 1 bilhão para o Paraguai.

O governo Lula anunciou que oferecerá U$ 1 bilhão em financiamento destinado à industrialização do Paraguai, em troca de não renegociar o tratado de Itaipu, como deseja o governo bolivariano de Fernando Lugo. " É uma oportunidade para que o Paraguai se industrialize e atraia investimentos de novas empresas", afirmou o diretor geral do Brasil em Itaipu, Jorge Samek.Adivinha de onde Lula vai arranjar "la plata" para o "hermano"? Do saco de bondades sem fundo do BNDES. Leia aqui em espanhol.

PAC do Lula: 99% é mentira.

Levantamento do PSDB junto ao Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) aponta que dos cerca de R$ 20 bilhões do Orçamento da União de 2009 destinados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), apenas R$ 168,9 milhões (ou menos de 1%) foram executados no primeiro trimestre deste ano. Os dados servirão como munição para a oposição nas primeiras reuniões da Subcomissão Permanente de Acompanhamento, Fiscalização e Controle da Execução Orçamentária e Financeira do PAC, que ocorrerá amanhã na Câmara dos Deputados, em Brasília.Leia mais aqui.
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O comentarista Carlos M. disse...
Brilhante, Coronel. Descobrimos!!!! Trata-se de um PACnócchio!

Só pelo voto.

Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:

XV - autorizar referendo e convocar plebiscito;

O plebiscito é uma consulta prévia aos cidadãos no gozo de seus direitos políticos, sobre determinada matéria a ser discutida pelo Congresso Nacional em momento posterior.O referendo é uma consulta posterior sobre certo ato do governo com o objetivo de ratificá-lo, de conceder-lhe ou de retirar-lhe a eficácia. Desta forma, não dá para fechar a pocilga em que os atuais senadores transformaram o Senado por estes meios constitucionais.

Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:

I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal;

II - do Presidente da República;

III - de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.

§ 1º - A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio.

§ 2º - A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros.

§ 3º - A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem.

§ 4º - Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:

I - a forma federativa de Estado;

II - o voto direto, secreto, universal e periódico;

III - a separação dos Poderes;

IV - os direitos e garantias individuais.

Portanto, para que nos livremos dos senadores corruptos, cúmplices, coniventes ou omissos que compõem o Senado, sem exceção entre os seus 81 membros, só mesmo pelo voto. O resto é conversa de senador metido à besta, querendo posar de ético ou de vítima. Vá renunciar, ô Cristovam. Vá devolver as verbas indenizatórias, ô Cristovam. Vá demitir meia dúzia de assessores, ô Cristovam. Vá chorar na cama que é lugar quente. E dá graças a Deus que o teu eleitor não é o Lula, que demitiu você por telefone.

Mais ou menos honesto.

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima,comunista, terrorista e guerrilheiro anistiado em 1979, se disse "surpreso" com as investigações da Polícia Federal sobre suposto esquema de desvio de recursos da Petrobras destinados a royalties a Estados e municípios e com o fato de um dos alvos da suspeita ser o diretor Vitor Martins, irmão do ministro da Secretaria de Comunicação Social do governo, Franklin Martins. "Muito me estranha. Justo ele que está longe de ser liberal e é o que mais espezinha para ter tudo corretamente", disse Lima após deixar o seminário "Crise Mundial: as oportunidades para o Brasil", realizado pelo grupo Companhia Brasileira de Multimídia (CBM), na Escola Superior de Guerra, no Rio. Leia mais aqui.
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Para o comunista Haroldo Lima o irmão de Franklin Martins, acima citado, está enquadrado naquela categoria do gestor da Petrobras que é mais honesto, aquele tipo que quer tudo certinho. E o menos honesto, como poderia ser medido pela régua do comunista Lima? Aquele que fecha um olho? Aquele que sai da sala de fininho? Onde ele se enquadraria, ele que aliás já andou vazando informação privilegiada que afetou os negócios da estatal na Bolsa?

Plebiscito.

Tendo em vista as denúncias de corrupção no Senado, você gostaria de realizar uma nova eleição em junho de 2009 para escolher novos senadores?

( ) sim, quero uma nova eleição para escolher novos senadores.

( ) não, quero manter os mesmos senadores em que votei na última eleição.

Em vez de dissolver o Senado, ameaçando a democracia, o correto seria colocar sob julgamento popular o mandato dos atuais senadores. O Senado como instituição democrática não está em questão. O que está em análise é a honestidade e a retidão dos atuais senadores, que são corruptos, cúmplices, coniventes ou omissos. Não escapa um, não é mesmo senador Cristovam Buarque?

Para as foquinhas amestradas.

Ei, jornalistas que comem na mão da esquerda corrupta, que se borram para os bispos recordistas em safadezas e que são ridicularizados pelos blogueiros das botinhas cor-de-rosa e da mão peluda e rápida, quando é que vocês vão investigar a denúncia de que Victor Martins, diretor da Petrobras, irmão de Franklin Martins,ministro das Comunicações que apita nas polpudas verbas publicitárias da estatal, está sendo investigado pela Polícia Federal? Num relatório interno, sigiloso, ele é tratado como suspeito de comandar um esquema de desvio de 1,3 bilhão de reais da Petrobras.Leiam aqui, foquinhas amestradas.

FHC sem tradutor.

Da Folha:

Só carisma não ganha eleição. "O carisma é importante, mas não é a única coisa. O presidente Lula, com todo o carisma que tem, eu ganhei dele no primeiro turno, duas vezes. Então, depende do momento, depende das circunstâncias. Não basta o carisma." O autor da frase é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que esteve em Washington para participar de evento sobre descriminalização do usuário de drogas, na Brookings Institution. Ao final do debate, que contou com a participação do ex-presidente colombiano César Gaviria, FHC falou sobre a sucessão presidencial no Brasil. Indagado sobre se não era difícil para a oposição emocionar a opinião pública quando Luiz Inácio Lula da Silva acaba de ser descrito pelo presidente Barack Obama como o "político mais popular do mundo", o tucano respondeu: "Difícil é, mas ele foi oposição a mim e eu ganhei. Impossível não é." FHC, que governou o Brasil de 1995 a 2003, disse ter ficado "contente" com o elogio de Obama a Lula, feito durante a última reunião do G20, na semana passada, em Londres. "Ué, fiquei contente, acho bom que o Brasil tenha um político popular." Mas relativizou: "Não sei se corresponde aos fatos, não sei se é o mais, mas é um dos mais. Acho que é bom." Indagado pela Folha se apoiaria a chamada chapa "puro-sangue" em 2010 com o governador de São Paulo, José Serra, a encabeçando, e o governador de Minas, Aécio Neves, como vice, FHC disse que não seria "fair" [justo -ele acabara de dar palestra em inglês] com o mineiro, "um candidato para ser cabeça" de chapa. "Para você ser "fair", não sei nem se é o caso, porque depende das condições políticas, mas enquanto tivermos dois candidatos, e eu sou presidente de honra do partido, eu não posso dizer, não, é um, não é o outro, é um, mas é um na frente, o outro atrás. Tenho é de criar condições para que haja uma compreensão para ver quem tem mais chances." De qualquer maneira, FHC acha o debate "prematuro" e culpa o presidente Lula por ele, "o que está prejudicando." "Entendo que o presidente Lula tem lá suas razões, porque ele escolheu uma candidata desconhecida, então, resolveu forçar um pouco o "schedule" [calendário]."

Terrorista italiano deve continuar preso.

O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, manifestou-se sobre o novo pedido de liberdade formulado pela defesa do italiano Cesare Battisti, no processo de Extradição (Ext 1085) em tramitação no Supremo Tribunal Federal. De acordo com o parecer, a prisão preventiva deve ser mantida enquanto não for extinto o processo de extradição ou não julgada improcedente a pretensão do Governo da Itália, “sendo esta condição de procedibilidade do próprio pleito”. A defesa alegou que a prescrição da condenação aconteceu em 13 de dezembro de 2008, considerando que a sentença condenatória proferida pela Corte de Assisse de Milão teria transitado em julgado para o Ministério Público italiano no dia 13 de dezembro de 1988 e o período máximo da pena permitido no Brasil é de 30 anos. Entretanto, o procurador-geral afirma que, de acordo com a Nota Verbal que inaugura o pedido de extradição, as decisões condenatórias transitaram em julgado em 8 de abril de 1991 e 10 de abril de 1993 e, portanto, a prescrição só ocorrerá em 2011 e 2013. Ainda segundo Antonio Fernando Souza, não há que se falar no transcurso do prazo prescricional porque o processo de extradição está suspenso desde o dia 2 de julho de 2008, data em que o CONARE (Comitê Nacional para os Refugiados) comunicou que o extraditando havia ingressado com um pedido de refúgio. (Do STF)

Aécio bota a viola no saco.

Nada mais adequado do que o grito de guerra que a claque petralha recebeu, ontem, em Montes Claros, Minas Gerais, a guerrilheira e assaltante de bancos anistiada Dilma Rousseff, que acompanhava Lula e um séquito de prefeitos e governadores para um ato relacionado à Sudene: "Olê, Olê, Olá, Dilmá, Dilmá". Má é a palavra que mais se ajusta a esta senhora, basta olhar os seus olhos e a sua biografia, que nenhuma cirurgia plástica pode mudar. Na ocasião, os "lulécios", prefeitos comandados por Aécio Neves que traíram Geraldo Alckmin em 2006 se transformaram em "dilmécios", mostrando a ele o quanto dói uma traição. Talvez o pequeno calabar tenha entendido, finalmente, que o papelote que lhe cabe é ser vice ou vice em 2010. Ou cair do trem da história e se perder no pó da estrada.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Protógenes News.

Conheça aqui todos os grampos ilegais do delegado maluco contra a imprensa que, segundo ele, está a serviço de Daniel Dantas.

Aviso de pauta.

Jornalistas de merda do meu Brasil, por que vocês não entrevistam filhos saudosos, esposas infelizes, mães deconsoladas ainda vivas dos 126 mortos pelas organizações terroristas das quais participavam Dilma Rousseff, José Dirceu, Franklin Martins, Paulo Vanucchi e tantos outros poderosos de hoje?

A História tem dois lados.

Quantas vezes você leu, ouviu e assistiu a terrível história de Vladimir Herzog e o seu "suicídio" dentro de uma cela do DOI-CODI? Quem não lembra da foto tétrica da sua morte que foi usada como ícone insubstituível pela esquerda anistiada, para tomar o poder usando a via democrática, depois de ver derrotada a sua opção pelo terrorismo assassino e a luta armada? Vladimir Herzog era jornalista, tinha dois filhos, era militante do PCdoB e casado com Clarice Herzog. Tão jornalista quanto o secretário do governo de Pernambuco Edson Regis de Carvalho, casado e pai de cinco filhos, que morreu não com uma corda do pescoço, mas com um rombo no abdômen, na explosão de uma bomba colocada no Aeroporto de Guararapes, Recife, destinado a matar o então presidente Arthur da Costa e Silva e tantos quantos inocentes houvesse à sua volta. Que diferença existe entre estes dois pobres jornalistas? Um de esquerda, o outro não sei de qual tendência. E isto importa? Sabe quem é o principal suspeito de ter colocado a bomba que matou o jornalista, mais um almirante e feriu várias pessoas? Ricardo Zaratini Filho, depois deputado federal pelo PT de São Paulo, que se orgulha do seu passado terrorista. Alguma vez você leu uma reportagem sobre o jornalista Régis, assassinado pela grupo terrorista da Dilma? Alguém alguma vez ouviu a "Clarice" do jornalista Régis ou um dos seus cinco filhos, para saber o que pensam eles sobre o terrorismo no Brasil? Entenderam o dano histórico que esta esquerda calhorda, assassina e sanguinária causou à memória do Brasil? Entenderam por que este Blog vai ostentar os crimes desta gentalha canalha, o quanto puder, mostrando a história verdadeira para os seus leitores?

Comendo pelas beiradas.

"Imaginem vocês as mães nossas colocando feijão no fogo para cinco pessoas e de repente chegam dez. Ou seja, todos nós vamos ter de comer a metade do que estava previsto."

Declaração metafórica de Lula, hoje, em encontro com prefeitos e governadores da Sudene, para justificar a queda brutal do Fundo de Participação dos Municípios e a sua incompetência e do governo petista para gerir a crise que, segundo ele não cansa de afirmar, é dos outros países, causada por aquela "gente loura, de olhos azuis." Enquanto Lula manda as prefeituras comerem menos feijão, alimenta a candidatura de Dilma Rousseff com as delícias do PAC. Para o PAC não tem problema: onde deveriam comer apenas cinco, também podem comer dez, que o diga o Tribunal de Contas da União.

Para Pedro, o Podre.

Comentando o post publicado no último domingo, intitulado "Esquecer jamais, perdoar nunca", onde o Coturno Noturno lança uma campanha para refrescar a memória dos brasileiros sobre os crimes cometidos pelo terrorismo, o comentarista que se auto-denomina Pedro, o Podre disse...
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Me desculpe, Coronel, mas creio que essa sua ação pode virar um tiro no coturno. O brasileiro médio tem aversão à ditadura, isso está no coletivo popular. São poucos os lugares, como aqui, que você vai gerar indignação pela morte de militares que apoiavam o regime ditatorial. Ainda mais quando o número de pessoas mortas pelo regime foi muito maior. As ações "terroristas", que você porcamente generaliza, são uma consequência da ditadura. Portanto, que critiquemos, sim, estas ações mas que comecemos pelo esclarecimento das causas que levaram à sua culminação. Essa campanha contra os terroristas, sinceramente, só vai encontrar eco nos seus próprios seguidores. Não acho que é assim que você vai vai recrutar, pelo menos, mais 30% da população brasileira pra ganhar as eleições.
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Ao contrário do que afirma Pedro, o Podre, o brasileiro médio somente faz ressalvas à ditadura(o termo já é uma construção da esquerda) por um motivo muito simples: há trinta anos, a história é contada apenas por um lado, justamente o lado do terrorismo, representado por figuras que aí estão, como Dilma Rousseff, José Dirceu, Tarso Genro, Paulo Vanucchi, Franklin Martins, todas do ministério de Lula. Ao mesmo tempo, a instituição em que os brasileiros mais confiam, muito mais do que a Igreja, por exemplo, é o Exército Brasileiro. Outro aspecto: não foram mortos apenas militares como se fosse uma guerra, muito antes pelo contrário, foram assassinados civis inocentes, em espaços públicos, dilacerados por bombas ou destroçados por rajadas de metralhadoras empunhadas por muitos políticos que, hoje, pregam que a anistia não deve perdoar a tortura, mas somente os assassinatos à sangue frio. Cabe ressaltar, em resposta a Pedro, o Podre, que é muito cinismo dizer que a contra-revolução matou mais do que as organizações terroristas de esquerda que deram origem ao PT, ao PSOL, ao PSTU. Os 450 mortos contados pelo terrorismo, muitos deles justiçados pelos próprios companheiros, é tão revoltante quanto os 150 mortos, a maioria deles civis inocentes, vitimados por grupos armados a mando do comunismo internacional, que os treinava em Cuba, por exemplo. Também é de um cinismo sem limites a afirmação de Pedro, o Podre, de que as mortes causadas pelo terrorismo de esquerda foram conseqüência de uma reação à contra-revolução. Não, Podre, as mortes ocorridas foram, isto sim, o resultado da tentativa desesperada de implantar no Brasil um regime comunista, à base da luta armada, quando a negociação política e o diálogo teriam abreviado em muitos anos o regime de exceção vigente. O que os militares mais desejavam era o retorno da ordem institucional, afastado o perigo do comunismo ser implantado no país. Por isso, a esquerda, intencionalmente, buscou estabelecer o caos, contando que o povo fosse mobilizado para a sua "luta". Ocorreu exatamente o contrário e o povo praticamente exigiu a permanência dos militares no poder, apavorados com os crimes praticados pelas organizações terroristas. Por fim, se publicar em detalhes os crimes praticados pelos terroristas não vai ganhar eleição, qual a sua preocupação, hein Pedro, o Podre? Você está com medo de que o povo brasileiro olhe para a cara da candidata e saiba que, por trás do botox e da chapinha, existe uma das mentoras mais frias de uma das mais violentas organizações terroristas? Chegou a hora da verdade, Pedro, o Podre. Um sindicalista pelego é uma coisa, uma terrorista com as costas carregadas de crimes é bem diferente.

Todo mundo, menos eu.

Durante muitos anos fiquei procurando um poema que um amigo, um grande bêbado, recitava de pé em cima da mesa, no fim de noite, cujo título era "Todo mundo, menos eu". Nunca mais encontrei o poema e tampouco o amigo. Ouvindo o Café com o Presidente de hoje, lembrei disso, quando Lula declarou:

"Você tem uma crise americana de grande profundidade, você tem uma crise européia de grande profundidade, você tem uma crise asiática, e como esses países são os mais ricos, são os que têm mais crédito e são os maiores consumidores, na medida em que a economia deles pára, pára a economia mundial."

O discurso de Lula continua o mesmo. Crise? "Todo mundo, menos eu."

Casa de ferreiro, espeto de pau.

O assessor econômico de Barack Obama, Larry Summers, recebeu em 2008 quase U$ 6 milhões das empresas que, hoje, recebem ajuda do governo. Além dos significativos ganhos provenientes do seu cargo em Harvard, o conselheiro cobrou por suas conferências: U$ 67 mil do J.P. Morgan, U$ 47 mil do Citi, U$ 135 mil do Goldman Sachs e U$ 67 mil da finada Lehman Brothers. Até da Febraban mexicana ele cobrou U$ 90 mil. Enquanto isso, Obama fica revoltado com os bônus recebidos pelos executivos das empresas americanas. Leia mais aqui.

Petrobras: caixa-preta também no gás.

Da Folha:

O gás natural consumido pela indústria brasileira, produzido no país e na Bolívia, já é um dos mais caros do mundo. O preço, em São Paulo, atingiu mais que o dobro do valor negociado em países desenvolvidos como os EUA e o Reino Unido. E quase o triplo em relação ao insumo comprado em nações em desenvolvimento como o México, segundo dados da empresa de embalagens de vidro Owens-Illinois, a maior do mundo. A pesquisa inclui ainda países da Europa continental, do Oriente Médio e Venezuela. Só em 2008, em São Paulo, o preço do gás natural subiu 60,7%, segundo a indústria. Empresas em que o combustível tem grande peso no custo vivem dificuldade, agravada pela queda nas encomendas em razão da crise. Companhias do polo cerâmico de Santa Gertrudes (SP), o maior do país, fecharam as portas, o parque vidreiro perde competitividade para exportar e a expansão da produção de fertilizantes está ameaçada. Tradicionais consumidores de gás consideram voltar ao uso do óleo, em muitos casos combustível mais barato -e mais poluente.O setor industrial pediu intermediação do Ministério de Minas e Energia para abrir o que considera uma "caixa-preta" da política de preços do insumo. Sem resposta, a indústria diz que a tarifa de gás no Brasil é usada para bancar parte dos US$ 174,4 bilhões de investimentos da estatal entre 2009 e 2013 previstos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), daí a pouca disposição do governo em intermediar negociações que visem baixar o preço do insumo.

Prenda minha.

Do Painel da Folha:

Segundo petistas da corrente comandada por Tarso Genro, o ministro da Justiça teria desistido de disputar o governo gaúcho. Embora bem posto nas pesquisas, estaria convencido de que, pela correlação de forças no Estado, o segundo turno é certo, e a chance de vitória, pequena. Tudo somado, voltou a sonhar com o STF.
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Para quem já usou um colorido e vistoso vestido de prenda gaúcha, um pretinho básico até que cai bem.

PT assume seu lado PCC.

Setores do PT empenhados em articular o nome do ex-ministro Antonio Palocci ao governo paulista em 2010 começaram a pôr em prática uma campanha para que ele admita o interesse em disputar e dê o sinal verde para os preparativos da corrida eleitoral. Preocupados em garantir seu próprio espaço nas negociações, petistas que endossam Palocci querem convencê-lo a ignorar o caso que corre contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF), pela quebra de sigilo do caseiro Francenildo dos Santos Costa.O clima de ansiedade deve-se à avaliação de que, se o Supremo demorar demais a julgar o caso, aumenta o risco de perder espaço para outros interessados em disputar o Palácio dos Bandeirantes. O maior temor, entretanto, é o de que o ex-ministro simplesmente desista de concorrer. Leia aqui.
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Com a proximidade de 2010, bate o desespero na quadrilha: " vamu morrê atirando, manu!!!"

domingo, 5 de abril de 2009

Explorar a Petrobras é melhor que explorar petróleo.

Nos últimos dois anos, os investimentos feitos pela Petrobras em países da América do Sul causaram perdas de R$ 600 milhões à empresa. A maior delas foi no Equador, de quase R$ 400 milhões em 2007 e 2008. Na Venezuela, a estatal brasileira teve que reconhecer uma queda no valor de seus investimentos de R$ 175 milhões. Na Bolívia, depois de todo o barulho feito pelas medidas de nacionalização adotadas pelo presidente Evo Morales, a Petrobras conseguiu um ganho de R$ 66,2 milhões ao vender suas ações para a estatal boliviana por US$ 112 milhões. "Houve um aumento no risco político na América do Sul nos últimos anos. A Petrobras já tinha feito investimentos [na região] que foram prejudicados", diz Luiz Otávio Broad, analista da Ágora Corretora. Leia mais aqui.

Música, maestro!

Alguém que se apresenta como Norma Thiré acaba de ter deletada uma longa mensagem dando apoio à Lula por usar a expressão "gente loura, de olhos azuis". Na blogosfera, nunca se sabe se a pessoa é verdadeira ou falsa, mas esta Norma fez questão de dizer ao final: publique meu nome! Se a Norma é falsa, já teve o castigo merecido: perdeu tempo em vir aqui apoiar atitudes racistas. Se a Norma é verdadeira, também perdeu tempo mas pelo menos ganhou um merchandising, pois o Coturno Noturno é podre de chique:

A verdadeira Norma Thiré é produtora musical do espetáculo "Esta é a nossa canção", que os críticos afirmam ser uma deliciosa comédia romântica musical, que estreou na Broadway há 30 anos, com mais de 1.000 apresentações, mas permanecia inédita no Brasil.

Fiquem de olho para não perder:

Em cartaz no Teatro da Maison de France PSA PEUGEOT CITROËN
Avenida Presidente Antônio Carlos, 58. Rio de Janeiro
Bilheteria. (21) 2544 2533
De quarta a sábado às 19:30h. Domingo às 18:00h.
Ingressos a R$60,00 na quarta-feira;
R$ 80,00 na quinta-feira e sexta-feira;
R$100,00 no sábado e domingo

Puxa, já ia esquecendo: a Eletrobrás e Furnas são patrocinadores do musical. Ah, mas isso não tem a mínima importância, não é mesmo Norma? Dinheiro não tem cor, como diz o ditado.

Procura-se um candidato justiceiro.

Pode ser um tipo como Enéas. Alguém que tenha alguns segundos por dia, durante a campanha presidencial de 2010, com o único objetivo de contar para o Brasil a verdadeira história de Dilma Rousseff. Alguém para brandir a sua ficha, tendo como pano de fundo as fotos e as cenas dos crimes cometidos pela VPR e pela VAR-Palmares, organizações nas quais ela foi a mentora intelectual, a eminência parda, o Fidel sem barbas ou o Gilberto Carvalho de saias. O escorpião paulista jamais levantará o véu que esconde a verdadeira face de Dilma na campanha, mas é traiçoeiro o suficiente para colocar um laranja a fazer isto por ele. Fica, pois, a sugestão. Em vez de um Eymael, um Gabriel.

A memória seletiva da Dilma.

FOLHA - A sra. se lembra dos planos para sequestrar Delfim e montar fábrica de explosivos?
DILMA ROUSSEFF - Ah, pelo amor de Deus. Nenhuma das duas eu lembro. Nunca ninguém do Exército, da Marinha e da Aeronáutica me perguntou isso. Não sabia disso. Acho que não era o que a gente [queria], não era essa a posição da VAR.

FOLHA - A sra. logo percebeu que a clandestinidade seria o caminho natural?
DILMA - Percebi. Todo mundo achava que podia haver no Brasil algo muito terrível. O receio de que um dia eles amanheceriam e começariam a matar era muito forte. Sou bem velha, comecei em 1964. Com o passar do tempo, o Brasil foi se fechando, as coisas foram ficando cada vez mais qualificadas como subversivas. Era subversivo até uma música, uma peça de teatro, qualquer manifestação de rua. Discutir reforma universitária era subversivíssimo. Coisas absolutamente triviais hoje eram muito subversivas.

FOLHA - Foi escolha da sra. o trabalho no setor de mobilização urbana?
DILMA - Qual era a outra alternativa?

FOLHA - Havia a expropriação.
DILMA - Disso eu nunca quis ser. Nós não achávamos isso grande coisa. A partir de um determinado momento houve uma visão crítica disso, do que a gente chamava militarismo. É muito difícil falar isso porque as pessoas ficam achando que a gente está limpando a barra. Não me interessa ficar falando nisso, é da época e deu. Eu sei que havia uma tensão eterna. Nunca concordávamos uns com os outros porque pensávamos diferente. Bota todo mundo junto, você imagina. Não posso dizer o que aconteceu dentro da direção.

FOLHA - No Rio, a sra. acompanhou a fusão e acompanhou o racha [da VAR] em Teresópolis.
DILMA - Na minha cabeça, eu só lembro que a gente conversava e discutia muito, debatia. Tinha uma infraestrutura complexa porque a gente não saía de lá, não podia aparecer. Bom não era. Mas, naquela época, você achava que estava fazendo tudo pelo bem da humanidade. Nunca se esqueça que a gente achava que estava salvando o mundo de um jeito que só acha aos 19, 20 anos. Sem nenhum ceticismo, com uma grande generosidade. Tudo fica mais fácil. Tudo fica mais justificado, todas as dificuldades. Você não ter roupa não tem problema. Às vezes, andava com uma calça xadrez e uma blusa xadrez.

FOLHA - A sra. faz algum mea-culpa pela opção pela guerrilha?
DILMA - Não. Por quê? Isso não é ato de confissão, não é religioso. Eu mudei. Não tenho a mesma cabeça que tinha. Seria estranho que tivesse a mesma cabeça. Seria até caso patológico. As pessoas mudam na vida, todos nós. Não mudei de lado não, isso é um orgulho. Mudei de métodos, de visão. Inclusive, por causa daquilo, eu entendi muito mais coisas.

FOLHA - Como o quê?
DILMA - O valor da democracia, por exemplo. Por causa daquilo, eu entendi os processos absolutamente perversos. A tortura é um ato perverso. Tem um componente da tortura que é o que fizeram com aqueles meninos, os arrependidos, que iam para a televisão. Além da tortura, você tira a honra da pessoa. Acho que fizeram muito isso no Brasil. Por isso, minha filha, esse seu jornal não pode chamar a ditadura de ditabranda, viu? Não pode, não. Você não sabe o que é a quantidade de secreção que sai de um ser humano quando ele apanha e é torturado. Porque essa quantidade de líquidos que nós temos, o sangue, a urina e as fezes aparecem na sua forma mais humana. Não dá para chamar isso de ditabranda, não.

FOLHA - Quando a sra. foi presa, foram apreendidos documentos falsos, desenho da VAR e um bilhete de amor com as iniciais TG. Era do Cláudio Galeno Linhares?
DILMA - Não, era do Carlos Araújo. Era apelido dele. Se você quiser me mandar, eu agradeço. Onde que está isso, hein?

FOLHA - No inquérito arquivado no STM. O bilhete está assim: "Nêga querida, infelizmente não poderei estar aí [no Natal]. Verás na prática, prometo-te..."
DILMA - Essa quantidade de te, você acha que é de mineiro, pô? Isso é de gaúcho. Tudo no te... Não falei do Carlos no depoimento. Eles acreditavam que era o Galeno. Carlos era da direção, eu não podia abrir a boca. Depois eles descobriram.

FOLHA - Como foi, durante os dias de Oban, para conseguir proteger a direção? Pelo que vi, alguns nomes não foi possível proteger como Maria Joana Telles, Ruaro, Vicente...
DILMA - Eles sabiam deles porque tinha caído outra pessoa que era da direção. Foi por isso que caí. Eu caí porque caiu outra pessoa.

FOLHA - Era com quem a sra. teria um encontro. O José Olavo?
DILMA - Essas coisas eu não quero falar, minha filha. Não quero dar responsabilidade para ninguém. Estou muito velha para fazer isso.

FOLHA - No depoimento da Justiça, a sra. cita os quatro como tendo caído em consequência direta de sua queda. A sra. dá os quatro nomes?
DILMA - É. Caíram, ponto.

FOLHA - Eu conversei com o hoje coronel, antigo capitão Maurício...
DILMA - Ele existe ainda? Ele já não batia bem da bola. Ele continua sem bater?

FOLHA - Eu perguntei se ele votaria na sra. para presidente. Primeiro, disse não. Depois, pediu para retificar dizendo que "depende com quem vai concorrer".
DILMA - Minha querida, pelo amor de Deus. A vida é um pouquinho mais complicada que isso. Mas respeito o que ele falou.

FOLHA - Ele participava das sessões [de tortura]?
DILMA - Ele era da equipe de busca, nunca participou. Mérito dele. Pelo menos enquanto estive na Oban. Não posso dizer depois. Você tinha aquele negócio de dar ponto para parar de apanhar, e ele levava as pessoas. Ele fez a busca em toda a minha casa. Pegava minhas coisas e perguntava sobre elas.

FOLHA - No depoimento à Justiça, a sra. cita ele como responsável pelas sessões de torturas.
DILMA - Que ele torturava pessoalmente, nunca vi. A mim não foi. Que ele entrava na sala e via tortura, tenho certeza. Qualquer um entrava. Te torturavam com a porta aberta.

FOLHA - Li uma entrevista em que a sra. diz que fez treinamento no exterior, mas não consegui encontrar o período em que isso pode ter acontecido. Deu tempo de sair do Brasil para treinar?
DILMA - Acho engraçadíssimo porque quando me perguntaram isso, eu neguei que tivesse feito. É que nem aquela lista que sai aí dizendo que eu fiz dez assaltos armados. Nunca fiz uma ação armada. Se tivesse feito, eu estaria condenada por isso. É a mesma coisa essa história do treinamento. Nunca fiz nem treinamento no exterior nem ação armada. É só perguntar para as pessoas.

FOLHA - Incomoda a sra. atribuírem essas ações a seu nome?
DILMA - É chato. Não sou supermulher para dizer que não me incomoda. Agora não perco a cabeça por isso. Estão mentindo, têm segunda intenção.

FOLHA - Não teve treinamento no exterior, mas o básico todo mundo sabia como montar e desmontar uma arma. Era questão de segurança do dia a dia?
DILMA - Sempre fui muito dedicada, mas não achava isso grande coisa. Nunca fiquei avaliando se devia fazer isso ou aquilo. Não se colocava assim para nós. Falavam assim: "Vai ali e aprende a montar e desmontar a arma". Você ia e aprendia. "Vai ali e escreve um documento." Você também ia.

FOLHA - Como era o dia a dia da prisão? Algumas companheiras de cela dizem que a sra. dava aula de macroeconomia, mas não gostava muito dos trabalhos manuais de tricô e crochê...
DILMA - Aprendi bem. Sei fazer tricô e crochê. Você sabe que faço tapete? Mas não aprendi tapete lá, não. Fazia muito bem crochê. Podem falar que eu não fazia... (risos) No fim, gostava de fazer crochê. A gente lia muito, escutava muita música, conversava muito, jogava vôlei. [As aulas] estão fantasiando...

FOLHA - A sra. tinha consciência que continuava na mira da polícia mesmo depois da prisão?
DILMA - Tinha. Não podia fazer aniversário que ficavam pendurados nas árvores, olhando.

FOLHA - Quando tem o racha, quem assume a VAR?
DILMA - Não me lembro. Se o Espinosa tá dizendo que eu estava... Não sei se fui, se não fui [do comando]. É um período muito pequeno até a queda. Fui uma das primeiras a cair. Eu lembro que eu fui em outubro para São Paulo e nunca mais voltei [ao Rio]. Fiquei lá junto com todo mundo que dirigia a VAR na época. Só me lembro do José Olavo e de mais um. Tinha mais. Tinha quatro.

FOLHA - Muita gente dizia que a sra. era a responsável pelo dinheiro da organização. A sra. era o caixa de São Paulo, para manter militantes, aparelhos?
DILMA - Também não me lembro disso, não, que eu era do dinheiro. Se eu fosse do dinheiro, eles tinham me matado a pau. Tudo o que eles queriam era o dinheiro. Não lembro isso, não. Não me lembro de ter caído com um tostão. Se eu tivesse dinheiro, ia ser um festival.

FOLHA - O delegado ficou bem impressionado com a sra. depois do interrogatório. A ponto de defini-la como uma pessoa com dotação intelectual apreciável.
DILMA - Interessante... Da onde ele tirou isso, né? Nem me lembro dele. A gente não dava importância para o delegado do Dops, só para a Oban. Deve ter vindo da Oban. Tinha um juiz auditor louco (risos). Ele fez uma denúncia dizendo que eu era a Joana d'Arc do terror. Era ridículo. Ele era dado a essas...

FOLHA - É muito divertido o perfil que o delegado traça.
DILMA - Essa parte não era pública, essa parte do delegado. Você conseguiu um documento único. A Oban classificava a gente pelo nível de perigo. O major Linguinha [Waldir Coelho] só interrogava quem ele achava que era direção. Ele falava comigo sempre.

FOLHA - A sra. não pegou o delegado Sérgio Fleury no Dops?
DILMA - Quando entrei no Dops, o Fleury estava em viagem. Passei quase um mês na Oban e um mês no Dops. Eu custei a ir embora da Oban. Achava estranho eu não ir embora. Todo mundo ia, e eu ficava. Eu não lembro a data. Vai ficando muito obscuro, como foi e como é que não foi.

FOLHA - Vocês passavam por um treinamento intensivo para deletar as coisas. Tinha que esquecer para não contar?
DILMA - Uma parte você tentava esquecer. Sabe que teve uma época em que eu falei uma coisa que eu achava que era verdade e não era. Era mentira que eu tinha contado e aí depois eu descobri que era mentira. Você conta e se convence.

FOLHA - Informação obtida sob tortura é de responsabilidade de quem tortura e não de quem fala? Dá para culpar a pessoa que falou?
DILMA - Não dá mesmo. Até porque ali, naquela hora, tinha uma coisa muito engraçada que eu vi. Aconteceu com muita gente, não foi só comigo. É por isso que aquela pergunta é absurda, a do senador [Agripino Maia, do DEM]. A mentira é uma imensa vitória e a verdade é a derrota. Na chegada do presídio [Tiradentes], estava escrito "Feliz do povo que não tem heróis", que era uma frase do Brecht que tem um sentido amplo. Esse fato de não precisar de heróis mostra uma grande civilidade. É preciso que cada um tenha um pouco de heroísmo.

FOLHA - Quando a sra. chegou à Oban, houve muitos gritos?
DILMA - Teve. Fazia parte do script. É uma luta eterna entre a sua autodestruição e sua luta para ficar inteiro psicologicamente. A palavra correta é uma disputa moral no sentido amplo da palavra moral. É uma disputa entre éticas diferentes, entre princípios diferentes. Uma pessoa que se dispõe a fazer a outra ter dor tem um processo de difícil identificação. Fico imaginando o que foi Abu Ghraib, porque bota de um lado americanos e de outro lado um outro mundo. Você tem de ser desqualificado como ser humano para ser torturado, santa, senão você não é.

FOLHA - E a família da sra., como reagiu a isso tudo?
DILMA - Minha mãe foi absolutamente fantástica. Eles tinham horror de mãe.

FOLHA - Só para deixar claro, a sra. não se recorda desse plano para sequestrar o Delfim?
DILMA - Não. Acho que o Espinosa fantasiou essa. Sei lá o que ele fez, eu não me lembro disso. E acho que não compadece com a época, entendeu? Nós acabamos de rachar com um grupo, houve um racha contra a ação armada e vai sequestrar o Delfim? Tem dó de mim. Alguém da VAR que você entrevistou lembrava-se disso? Isso é por conta do Espinosa, santa. Ao meu conhecimento jamais chegou. Não me lembro disso, minha filha. E duvido que alguém lembre. Não acredito que tenha existido isso, dessa forma. Isso está no grande grupo de ações que me atribuem. Antes era o negócio do cofre do Adhemar, agora vem o Delfim. Ah, tem dó. Todos os dias arranjam uma ação para mim. Agora é o sequestro do Delfim? Ele vai morrer de rir.

FOLHA - De qualquer forma, obrigada por tocar nesse assunto delicado...
DILMA - Eu estou te fazendo uma negativa peremptória. Para mim, não disseram. Tá?

Desta parte Dilma lembra tudo.

Da Folha:

Gritos de "mata", "tira a roupa" e "terrorista filha da puta" receberam Luiza-Dilma no primeiro dia de prisão no pátio do prédio da rua Tutoia, no Paraíso, zona sul de São Paulo. No local funcionava a Oban, sigla da Operação Bandeirante, estrutura que integrava as polícias civis e os serviços de inteligência das Forças Armadas. As sessões de palmatórias, choques, chutes e socos até hoje são tratadas com reticências pela ex-guerrilheira. "Você não sabe o que é a quantidade de secreção que sai de um ser humano quando ele apanha." Segundo o Tortura Nunca Mais, ela ficou 22 dias no local. Para Dilma, "foi muito tempo" a ponto de não entender por que todo mundo ia embora, menos ela. "A Oban era pau, puramente interrogatório. O preso ficava lá até considerarem que não havia mais como conseguir informações", recorda o hoje economista José Olavo Leite Ribeiro. A ministra foi uma guerrilheira que até hoje impressiona os militares. Colecionou epítetos superlativos nos relatórios da repressão, que a definiram como "um dos cérebros" de esquemas revolucionários. "Era a grande dirigente da VAR-Palmares. Era realmente boa guerrilheira. A gente tem que respeitar ambos os lados", disse à Folha Maurício Lopes Lima, integrante de uma equipe de busca da Oban, na época capitão do Exército e agora militar da reserva de 73 anos. Foi a primeira vez que aceitou falar de Dilma. Ele nega tê-la torturado, mas não diz o mesmo dos colegas. "A história dela era furada demais." Com a militante a tiracolo, ele visitou diferentes pontos de São Paulo em busca de informações. "Ela se preparou mais para jogar conosco. É gato e rato. Ela tenta fugir, a gente tenta encontrar", explicou ele. À Justiça Militar Dilma citou Lima como um dos torturadores. Disse ter recebido visita no presídio Tiradentes, onde ficou por três anos, da equipe chefiada pelo capitão, que a ameaçou com novas agressões uma semana antes desse depoimento, em 21 de outubro de 1970. À Folha, porém, ela afirmou que o militar jamais a torturou, mas não o eximiu de responsabilidade. "Ele entrava na sala e via tortura, tenho certeza."

Depoimento

Em 26 de fevereiro, 40 dias depois de presa, Dilma havia assinado depoimento à Polícia Civil com detalhes de sua trajetória e nomes de colegas das organizações em que militou. Diante da Justiça Militar, ela reconheceu sua assinatura, mas repeliu todas as declarações -segundo ela, obtidas sob tortura. A Folha obteve a íntegra dos dois depoimentos, assim como dos relatórios dos órgãos da repressão que mencionam Dilma, hoje arquivados no Superior Tribunal Militar. Em 20 de janeiro de 1969, sem saber que ela estava presa, o operário Natael Custódio foi a um encontro marcado com Luiza-Dilma. Foi capturado. "Ela foi muito torturada e levou a polícia. Não teve jeito", diz o agora caminhoneiro que vive em Londrina (PR). Custódio, 65, não se diz atormentado com o passado. Lamenta, sim, o fato de a ministra nunca ter respondido a carta que ele enviou. "Depois que chegam lá em cima, fica difícil. Mas gosto demais dela." O caminhoneiro há cinco anos escreveu pedindo ajuda para ser anistiado. Ainda não desistiu de receber a indenização. Quando ficou presa no prédio da Oban, Dilma indicou endereços e acompanhou policiais a ao menos uma casa de militantes. Segundo ela, indicavam-se "pontos [local de encontro] para parar de apanhar". Custódio, contudo, não é um dos quatro nomes de companheiros presos logo depois da captura da guerrilheira. No depoimento da auditoria militar, Dilma citava que "em consequência direta de sua queda caíram Maria Joana [Teles Cubas], João Ruaro, Savério [Carlos Savério Ferrante] e Vicente [José Vicente Corrêa]". Dilma confirmou à Folha ter dito que os quatro colegas caíram porque ela havia sido presa. "É. Caíram, ponto." A reportagem localizou Ferrante, que não quis falar sobre a prisão. Para o delegado Newton Fernandes, que investigou a VAR em São Paulo e traçou o perfil de 30 dos 70 integrantes, Dilma era muito mais do que a responsável pela distribuição do dinheiro. "Através de seu interrogatório, verifica-se ser uma das molas mestras e um dos cérebros dos esquemas revolucionários postos em prática pelas esquerdas radicais", diz no relatório, cujo conteúdo nem a ministra conhecia. O promotor que denunciou a VAR disse que Dilma "chefiou greves e assessorou assaltos a bancos" e a definiu como "Joana d'Arc da subversão". A comparação hoje provoca gargalhadas da ministra.