Por quase duas horas, a hashtag #VejaNeLLes ficou em primeiro lugar no twitter. Às 19 horas, a esgotosfera tentou emplacar a hashtag #VejaGolpista , comandada pelo artista global do lixo José de Abreu. Chegaram ao segundo lugar e ali ficaram. De forma espontânea, a tuitosfera reagiu com #VejaNeLLes, colocando a expressão no topo dos trends. Todo sábado é assim. A turma do Zé Dirceu, que quer melar o julgamento do Mensalão, tenta desqualificar a revista. Ontem, com a publicação do inquérito do STF contra Cachoeira, Demóstenes, Agnelo Queiroz e a Delta Construções, ficou comprovado que a Veja não teve nada mais do que uma relação de jornalista x fonte com o contraventor. Isto levou a esgotosfera ao desespero. E acabaram perdendo mais uma batalha, porque a decência e a honestidade acabam vencendo sempre. Não adianta tentar melar. O julgamento do Mensalão sai e vai botar cadeia um bando de criminosos com estrelinha no peito.
sábado, 28 de abril de 2012
Festa de arromba do Cabral e do Cavendish vira manchete no JN.
Não há como não incluir Sérgio Cabral (PMDB), governador do Rio, nas investigações da CPI do Cachoeira, pelo grau do seu envolvimento com a Delta. Basta analisar a agenda do governador e ver quem pagou hotel, jantares e até mesmo o jatinho que levou a comitiva de festeiros para Paris, para curtir com a nossa cara no Ritz. A Delta tem quase R$ 1,5 bilhão em contratos com o governo de Cabral, que é seu maior cliente. Veja aqui a reportagem do Jornal Nacional.
CPI é tiro do pé do PT corrupto.
Diz-se que toda Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) acaba em
pizza. Mas o cientista político da Universidade de São Paulo (USP), José
Álvaro Moisés, especialista em Congresso, discorda. Um estudo
coordenado por ele e publicado, no ano passado, no livro O Papel do Congresso Nacional no Presidencialismo de Coalizão,
aponta que, entre 1999 e 2010, 86% das CPIs instaladas no Senado e na
Câmara encaminharam relatórios ao Ministério Público e 56% à Polícia
Federal. Ele explica que, às vezes, há confusão sobre o papel das
comissões: “A CPI não pode punir ou processar. Ela pode fazer inquéritos
e pedir o indiciamento”.
Para Moisés, no entanto, a CPI do Cachoeira - instalada nesta
semana no Congresso para investigar as relações de políticos com o
contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira - é
“eminentemente política”, uma vez que já existem investigações
conduzidas pela PF e pelo MP. Ele diz ainda que o PT “deu um tiro no pé” ao apostar que a CPI
pode ofuscar o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF),
previsto para ocorrer ainda no primeiro semestre deste ano.
Por que existe a percepção de que as CPIs acabam em pizza?
Nem sempre fica claro quais são os papéis da CPI com base na
Constituição e na legislação. A CPI não pode punir. A CPI não pode
processar. Ela pode fazer inquéritos e indiciar. Pode remeter (o
relatório final) para o Ministério Público, a Polícia Federal, o
Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria-Geral da União
(CGU). Havendo essa distinção, acho que fica mais fácil para o leitor
entender o âmbito de atuação da CPI. Quando se olha longitudinalmente -
ou seja, num período mais longo de tempo -, ao contrário da imagem usual
de que as CPIs terminam em pizza, as comissões envolvem recomendações
para o Ministério Público, para a Polícia Federal, e, em mais de 70% dos
casos, consequências no Legislativo. Há outros estudos, no entanto, que
mostram que o Brasil, comparado a outros países, como a Alemanha, tem
um sistema político em que a minoria tem menos possibilidade de criar
uma CPI. No caso brasileiro, são necessárias as assinaturas de um terço
dos parlamentares para criar uma comissão. Na Alemanha, basta um quarto
dos parlamentares. Uma outra questão é que nós só avaliamos as CPIs que
foram implementadas.
Leia mais aqui e clique nos números ao pé da matéria para mudar de página.
Garotinho continua detonando Cabraldish.
Neste link, o ex-governador do Rio promete mais fotos e vídeos iguais aos que vão aí acima e que mostram que os tentáculos da Delta no governo do estado são regados a festas em Paris e comemorações em Mangaratiba. Amigos, amigos, negócios junto.
PSDB troca o chão da fazenda pelo chão de fábrica.
Na semana que passou, José Serra comandou virtualmente o voto contrário do PSDB ao novo Código Florestal, tuitando contra ele na rede. O PSDB da Câmara deu 16 votos contra e apenas 6 a favor do novo texto (em Rio, São Paulo e Minas Gerais). São Paulo, reserva legal e APP dos tucanos, mostrou um urbanóide 10 x 2 no painel. Aloysio Nunes, senador paulista, chegou ao ponto de afrontar a sua colega e senadora Kátia Abreu(PSD-TO), presidente da poderosa Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, também pelo twitter. Levou pela cara que não entende nada do assunto e que estava tentando fazer média em cima do Brasil que trabalha contra a fome e garante o superavit do país. Com isso, o PSDB vai ficando cada vez mais longe do Campo, lugar, aliás, para o qual só olha na hora de colher votos. Ao mesmo tempo, os tucanos buscam aproximação com o lixo sindical, formado pelos excluídos da poderosa CUT, tentando se aproximar da indústria, que é quem domina estas entidades. Uma escolha, como sempre, errada. Ontem, depois de desancar o Brasil Rural, todo o partido desceu do poleiro em São Paulo, para se aproximar do chão de fábrica. Leia aqui. O Campo brasileiro está bombando e, como disse Serra, recentemente, nos 60 anos da CNA, quando elegantemente foi convidado para a mesa principal, a agropecuária "é a salvação da lavoura". Pelo que seu fiel perdigueiro Aloysio Nunes disse contra o setor, citando a entidade, não estará por lá nos 61 anos. O PSDB abandonou o Campo, que não vai perder lá muito com isso, já que a cada dia mostra que é um partido sem projeto, sem comando e sem representatividade nacional. Ao trocar de forma equivocada um agro em franco desenvolvimento por uma indústria em apuros, deu mais um passo em direção ao poço.
Serra deu o sinal no twitter, conforme mostra a sua página no facebook, dando link para um ongueiro acoitado no Observador Político de FHC... Veja abaixo:
Agora vejam a resposta desesperada de um pequeno agricultor (clique sobre para ler melhor), abaixo deste post de Serra do facebook:
Esgotosfera enfurecida: nada contra a Veja no inquérito do STF.
Como era de se esperar, as ratazanas da esgotosfera estavam mentindo sobre um possível envolvimento de jornalistas da revista Veja com Demóstenes e Cachoeira. Estão tristes de perder o pelo. Teremos, assim, a Veja escancarando a sofisticada organização criminosa durante o julgamento do mensalão. Bom para a verdade, bom para democracia.
Cachoeiródromo: tucano com rabo de palha.
O empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, orientou um de
seus operadores a entregar dinheiro a um assessor do governador de
Goiás, Marconi Perillo (PSDB), em julho de 2011. Escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal durante investigações
sobre os negócios de Cachoeira mostram-no tratando do assunto com o
ex-vereador Wladimir Garcez, um de seus operadores. "É pro governador", disse Cachoeira a Garcez. "Vamos lá pagar logo pra
ele no palácio lá. Chega lá, paga pro Jayme. Já manda ele levar o
dinheiro, já entrega a chave aí pra ele, depois tira os trem que tem que
tirar aqui."Jayme Rincon é um dos principais auxiliares de Perillo no governo de
Goiás. Ele preside a Agência Goiânia de Transporte e Obras Públicas e
foi um dos responsáveis pela arrecadação de fundos para a campanha de
Perillo.
À Folha o governador negou ter feito negócios com Cachoeira, mas
reconheceu que seu operador atuou como intermediário na transação.
Perillo afirma que vendeu o imóvel por R$ 1,4 milhão para outro
empresário, Walter Paulo Santiago. A Folha não conseguiu localizar Santiago ontem. Na campanha
eleitoral de 2008, ele se candidatou a vereador em Goiânia e declarou à
Justiça Eleitoral que não tinha renda nem patrimônio. Quem ocupa o imóvel desdesde a sua venda é o próprio Cachoeira. Ele
estava na casa quando foi preso em fevereiro, acusado de explorar jogos
ilegais e outros crimes.
O diálogo entre Cachoeira e Garcez é mais um indício de que Perillo
manteve com o empresário nos últimos anos um relacionamento bem mais
próximo do que ele tem admitido em suas entrevistas. A revista "Época" publicou outro diálogo em que Cachoeira trata da venda
do imóvel com Cláudio Abreu, ex-diretor da construtora Delta na região
Centro-Oeste. Ele se irrita quando questionado pelo telefone sobre o
negócio."Você [ininteligível] de falar para os outros que eu tenho casa para
vender no Alphaville... do Marconi, rapaz?", diz Cachoeira. "Pode de
jeito nenhum falar que eu que tenho casa para vender."
No início da semana, o blog QuidNovi divulgou o conteúdo de outro
diálogo, em que o grupo de Cachoeira fala de uma entrega de dinheiro no
palácio do governador, escondido numa caixa de computador. A PF interceptou 12 conversas entre Cachoeira e seus assessores na qual
tratam do assunto. Todas de junho de 2011. A PF desconfia que o dinheiro
teria como destino final o governador Perillo.
"Cê contou?", pergunta Cachoeira ao assessor. "Então lacra aí, entrega
pro Gleybão entregar pro Wladimir lá na praça lá. Ele está lá na praça
perto de palácio. Fala pra ele passar lá e deixar", orienta o
empresário.Dois assessores de Perillo já foram afastados do governo por causa de
suas relações com Cachoeira. A chefe de gabinete dele e o presidente do
Detran também foram mencionados em conversas com o empresário.(Folha de São Paulo)
Queixo de vidro.
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) encerrou uma entrevista coletiva nesta
sexta-feira após ser questionado se iria pedir apuração sobre a
indicação que fez de uma prima do empresário Carlos Augusto Ramos, o
Carlinhos Cachoeira, a um cargo no governo de Minas Gerais, no ano
passado. Aécio foi questionado se, a exemplo do que fez o governador de Goiás,
Marconi Perillo (PSDB), que solicitou investigação da Procuradoria-Geral
da República para se defender das acusações de envolvimento com
Cachoeira, também pediria uma apuração sobre o episódio envolvendo seu
nome. "Atendi a um pedido do líder do Democratas, [na época, o senador
Demóstenes Torres] uma pessoa altamente qualificada. Talvez mais do que
você, pela qualidade da sua pergunta", disse, dirigindo-se ao repórter.
Após a declaração, Aécio encerrou a entrevista. (Folha Poder)
sexta-feira, 27 de abril de 2012
O compadre do Aécio na festa do Cabraldish.
Da Revista Caras, dezembro de 2007....
Como padrinhos, o governador de Minas Aécio Neves (47) e Alexandre
Accioly (45). Na primeira fila, Sérgio Cabral (44), governador do Rio.
Entre os pajens, Thiago Cabral (5), filho do político, e Antônio Accioly
(2), do empresário. Todos reunidos na Igreja da Candelária, centro
carioca, para o casamento do investidor do mercado financeiro Georges
Sadala (36) com a advogada paraense Ana Paula Campos (27). "Gê é uma das
poucas unanimidades que conheço", disse Aécio, que entrou na igreja ao
lado da ex-mulher, Andréa Falcão (40). Os dois, que têm uma filha,
Gabriela (16), e já viveram algumas idas e vindas, mostraram sintonia e
passaram a maior parte da festa juntos. E muitos amigos não escondiam a
torcida por mais uma reconciliação. "Conheci os noivos através do Aécio.
Gê é um querido e Ana uma princesa", avaliou Andréa.
Leia o post abaixo para entender...
Atualizando por um comentarista anônimo....
Não pode ser!
O George Sadala?
Aquele que já foi associado e morou junto no condomínio Pedras de Itaúna
com o Amadeu Carvalho (ver Operação PF Ouro Negro
)O George Sadala compadre do Aécio e homem forte do BMG no RJ?
O George Sadala que conheceu o Aécio nas festas do Alexandre Accioly em
Angra?
O George Sadala de touca? Não pode ser, deve haver algum engano!
Cabraldish, governador do estado da Delta, faz a festa em Paris.
O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho colocou em seu blog fotos
do atual governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB-RJ), em
momentos descontraídos ao lado do dono da Delta, Fernando Cavendish. De acordo com Garotinho, as fotos foram tiradas em 2009 no Hotel
Ritz, em Paris. Nas fotos, Cavendish aparece com secretários de Estado
com lenços na cabeça e em posições que simulam danças. Além de
Cavendish, no grupo estão o secretário de Saúde, Sergio Cortês, e o de
governo, Wilson Carlos.
Já o governador Sérgio Cabral aparece em duas fotos, uma agachado
fazendo pose e em outra dando risada. Segundo o ex-governador Garotinho,
Cabral estaria dançando na “boquinha da garrafa”. Ele divulgou ainda
mais fotos, entre elas uma na qual Fernando Cavendish aparece “abraçado
com Régis Fichtner, em Paris, o homem designado por Cabral para
investigar os contratos da Delta com o Estado”. Recentemente, o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão defendeu os contratos com a Delta
ao dizer que “obedeceram a todos os editais”. Pezão afirmou ainda que a
Delta é “uma empresa agressiva, por isso tem mais contratos".
Mais fotos no Blog do Garotinho
ONGs estrangeiras escolhem Dia Mundial da Anta para exigir que a Dilma vete o Código Florestal.
Segundo o Radar Pop do Estadão, "neste sexta-feira, dia 27, é comemorado o Dia Mundial da Anta. Embora
possa parecer engraçada, a criação da data tem um propósito nobre: a
preservação de quatro espécies de antas na Terra". Não foi por acaso que as ONGS estrangeiras, comandadas por Marina Silva, escolheram o dia de hoje para praticarem ongolpismo e ecoterrorismo. Devem achar que a presidente da República, Dilma Rousseff, é uma anta que vai acabar com a agricultura brasileira.
Agricultores americanos exigem que Dilma vete Código Florestal.
Na foto, agricultores americanos protestam contra o Código Florestal do Brasil... Ficção? Não! Leiam abaixo o artigo de Denis Rosenfield, publicado tempos atrás no Estadão. Clique aqui para ler no jornal.
(Para alguns metidos a espertos, a foto não foi manipulada no photoshop. Foi melhorada no paint.)
(Para alguns metidos a espertos, a foto não foi manipulada no photoshop. Foi melhorada no paint.)
Solicitado por vários leitores a voltar ao tema das ONGs, mostrarei a
vinculação entre os “fazendeiros” americanos e a atuação de ONGs
ambientalistas no Brasil. Trata-se de uma curiosa conjunção entre o
agronegócio americano, ONGs ambientalistas (aqui, evidentemente),
grandes empresas, governos e “movimentos sociais” no País.
A National Farmers Union (União Nacional dos Fazendeiros) e a Avoided
Deforestation Partners (Parceiros pelo Desmatamento Evitado), dos EUA,
encomendaram um estudo, assinado por Shari Friedman, da David Gardiner
& Associates, publicado em 2010, para analisar a relação entre o
desmatamento tropical e a competitividade americana na agricultura e na
indústria da madeira. O seu título é altamente eloquente: Fazendas aqui,
florestas lá.
O diagnóstico do estudo é que o desmatamento tropical na agricultura,
pecuária e de florestas conduziu a uma “dramática expansão da produção
de commodities que compete diretamente com os produtos americanos”. Ou
seja, é a competitividade do agronegócio brasileiro que deve ser
diminuída para tornar mais competitivos os produtos americanos. O estudo
é tão detalhado que chega a mostrar quanto ganhariam os Estados
americanos e o país como um todo. E calcula que o ganho americano
seriade US$ 190 bilhões a US$ 270 bilhões entre 2012 e 2030.
As campanhas pela conservação das florestas tropicais e seu
reflorestamento não seriam, nessa perspectiva, uma luta pela
“humanidade”. Elas respondem a interesses que não têm nadade
ambientalistas. Ao contrário, o estudo chega a afirmar que os
compromissos ambientalistas nos EUA poderiam até ser flexibilizados
segundo as regras atuais, que não preveem nenhum reflorestamentode
florestas nativas, do tipo “reserva legal”, só existente em nosso país.
Também denomina isso de “compensação”, que poderia ser enunciada da
seguinte maneira: mais preservação lá (no Brasil), menos preservação
aqui (nos EUA).
Cito: “Eliminando o desmatamento por volta de 2030, limitar-se-iam os
ganhos da expansão agrícola e da indústria da madeira nos países
tropicais, produzindo um campo mais favorável para os produtos
americanos nomercado global das commodities.” Eles têm, pelo menos, o
mérito da clareza, enquanto seus adeptos mascaram suas atividades.
Esse estudo reconhece o seu débito com a ONG Conservation
International e com Barbara Bramble, da National Wildlife Federation,
seção americana da WWF, igualmente presente em nosso país. A Conservation International é citada duas vezes na página de
agradecimentos, suponho que não por suas divergências. Mas ela publica
em seu site um artigo dizendo-se contrária ao estudo. A impressão que se
tem é ade que se trata de um artifício retórico para se
desresponsabilizar das repercussões negativas desse estudo em nosso país
e, em particular, na Câmara dos Deputados. Logicamente falando, sua
posição não se sustenta, pois ao refutar as conclusõesdo artigo não
deixa de compartilhar suas premissas. A rigor, não segue o princípio de
não-contradição, condição de todo pensamento racional.
Por que não defende a “reserva legal” nos EUA e na Europa, segundo os
mesmos princípios defendidos aqui? Seria porque contrariaria os
interesses dos fazendeiros e agroindustriaisde lá? Entre seus apoiadores
se destacam Wall Mart, McDonald”s, Bank of America, Shell, Cargill,
Kraft Foods Inc., Rio Tinto, Ford Motor Company, Volkswagen, WWF e
Usaid. Os dados foram extraídosde seu site internacional.Barbara Bramble é consultora sênior da National Wildlife Federation, a
WWF americana. Sua seção brasileira segue os mesmos princípios e
modosde atuação, tendo o mesmo nome. Se fosse coerente, deveria lutar
para que os 20% de “reserva legal”, a ser criada nos EUA e na Europa,
fossem dedicados à wildlife, a “vida selvagem”. Entre seus apoiadores e
financiadores (dados extraídosde sua prestação de contas de 2009),
destacam-se o Banco HSBC, Amex, Ibope, Natura, Wall Mart, Conservation
Internacional, Embaixada dos Países Baixos, Greenpeace eInstituto
Socioambiental (ISA).
A lista não é exaustiva. Observe-se que a ONG
Conservation International reaparece como parceira da WWF. Ora, essa mesma consultora é sócia-fundadora do ISA, ONG
ambientalista e indigenista. A atuação dessa ONG nacional está centrada
na luta dita pelo meio ambiente e pelos “povos da floresta”. Advoga
claramente pela constituição de “nações indígenas” no Brasil, defendendo
para elas uma clara autonomia, etapa preliminar de sua independência
posterior, nos termos da Declaração dos Povos Indígenas da ONU. Ela, junto com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), possui o
mais completo mapeamento dos povos indígenas do Brasil. Sua posição é
evidentemente contrária à revisão do Código Florestal. Dentre seus
apoiadores e financiadores, destacam-se a Icco (Organização
Intereclesiástica de Cooperação para o Desenvolvimento), a NCA (Ajuda da
Igreja da Noruega), as Embaixadas da Noruega, Britânica, da Finlândia,
do Canadá, a União Europeia, a Funai, a Natura e a Fundação Ford (dados
foram extraídos de seu site).
O ISA compartilha as mesmas posições do Cimi, da Comissão Pastoral da
Terra (CPT) e do MST. Ora, esses “movimentos sociais”, verdadeiras
organizações políticas de esquerda radical, por sua vez, seguem os
princípios da Teologia da Libertação, advogando pelo fim do agronegócio
brasileiro e da economia de mercado, contra a construção de
hidrelétricas e impondo severas restrições à mineração. Junto com as
demais ONGs, lutam por uma substancial redução da soberanianacional. Dedico este artigo aos 13 deputados, de diferentes partidos, e às
suas equipes de assessores que tão dignamente souberam defender os
interesses do Brasil, algo nada fácil nos dias de hoje.
Magoei!
O candidato Gabriel Chalita já elegeu quem será o seu maior adversário
neste pleito. Em entrevista exclusiva concedida nesta manhã à rádio
Estadão/ESPN, Chalita falou que mantém boas relações com personalidades
políticas de diversas correntes, desde o ex-presidente petista Luiz
Inácio Lula da Silva até o governador tucano Geraldo Alckmin, mas que
tem um grande desafeto no meio político: o ex-governador José Serra, que
será seu adversário do PSDB nessa corrida eleitoral. "Os candidatos têm
que ser sinceros, não esconder as coisas. Esse (Serra) é um desafeto,
eu assumo." E complementou: "Ele não me cumprimenta. Se vou
cumprimentar, ele nem me estende a mão." Leia mais aqui.
A imprensa começa a acordar.
O Brasil terá uma boa moldura institucional para combinar a produção
agrícola e a preservação do ambiente, se a presidente Dilma Rousseff
sancionar sem veto o Código Florestal recém-aprovado pelo Congresso. O
governo federal deve preocupar-se, agora, com a definição das normas
gerais dos programas de regularização ambiental (PRA) previstos no
texto. Será preciso completar esse trabalho dentro de um ano. Essas
normas servirão de base para a recomposição de áreas de preservação e de
reserva legal e para a definição das áreas produtivas. Os Estados
deverão completar a tarefa, ajustando as regras às condições de cada
ambiente e às características da produção local. Em vez de insistir em
punições inúteis e nocivas para a produção, é preciso legalizar a
situação das áreas produtivas abertas até 22 de julho, permitindo aos
produtores normalizar sua atividade. É necessário usar a lei como um
instrumento de construção do futuro. Seria perda de tempo e de energia,
nesta altura, assumir uma atitude policialesca, em vez de concentrar
esforços, recursos administrativos e capital político na implantação do
novo sistema de regras.
Foi um erro político deixar o debate a respeito do assunto
converter-se num confronto entre ruralistas e ambientalistas, como se os
problemas da produção agropecuária e da preservação da natureza
interessassem apenas a dois grupos. Só recentemente os representantes do
setor rural tentaram abrir uma discussão mais ampla, num esforço para
mostrar como um Código Florestal pode afetar, positiva ou negativamente,
o bem-estar de todas as pessoas. Os chamados ambientalistas raramente
abandonaram sua atitude missionária e quase sempre de antagonismo aos
produtores (ou, para efeito retórico, de oposição ao abominado
agronegócio).
Os meios de comunicação com frequência caíram na armadilha de tratar o
assunto como um confronto bipolar. O próprio governo foi incapaz de
apresentar o problema na sua dimensão real à opinião pública. Essa dimensão deveria ser óbvia. Todos precisam de comida e bebida e
também de roupas, combustíveis e outros bens produzidos com
matérias-primas fornecidas pelo campo. Para entender a importância do
debate basta olhar para uma mesa coberta com arroz, feijão, picadinho,
pão e cerveja. Mas é preciso considerar também os efeitos da produção na
qualidade do ar e das águas e na condição das florestas. Os dois
conjuntos de valores são essenciais para o bem-estar, mas faltou mostrar
essa verdade simples à maior parte dos brasileiros. Também nisso o
governo falhou vergonhosamente.
Mas o governo tem falhado também, e há muito tempo, na aplicação das
normas ambientais já disponíveis. A ação oficial vem sendo
lamentavelmente ineficaz, há muitos anos, e isso tem facilitado abusos
de todo tipo, praticados tanto por grupos com muito dinheiro quanto por
pequenos produtores e até por assentados. Isso não é segredo. A grande produção brasileira é realizada por uma agricultura
comercial eficiente, moderna e, de modo geral, comprometida com a
preservação dos recursos naturais. Não interessa a esse tipo de produtor
o esgotamento de terras. Desde 1991 a produção brasileira de grãos
cresceu 173%, enquanto a área plantada só aumentou 52%. Isso foi
possibilitado pela incorporação de tecnologia e pela adoção de boas
práticas. Ganhos notáveis de eficiência ocorreram também nas culturas
permanentes e semipermanentes e na produção animal.
A agropecuária brasileira foi capaz de, ao mesmo tempo, baratear a
alimentação para o consumidor nacional e produzir grandes volumes de
combustível de origem vegetal. Outros países foram incapazes de realizar
essa combinação. Além disso, o campo tem sido a principal fonte do
superávit comercial do País, um fator indispensável à segurança e à
estabilidade da economia. A discussão do Código Florestal foi dificultada por um falso conflito
entre produção e preservação. Regras ambientais são necessárias, sim, e
o Código recém-aprovado é muito melhor do que as normas em vigor em
outros países. A presidente deveria convencer-se disso e cuidar do
futuro, sem pensar em fazer bonito para ONGs estrangeiras na Conferência
Rio + 20.
Editorial publicado hoje no Estadão
Aécio, como sempre, achando que é o mais esperto.
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse ontem que seu colega de partido
José Serra poderá ser candidato a presidente da República pelo PSDB em
2014 se for a "opção mais viável" da legenda. Indagado se essa hipótese vale se Serra vencer a disputa para prefeito
de São Paulo, Aécio respondeu que sim. O mineiro acredita que Serra
tenha intenção de ficar no cargo por quatro anos no caso de vitória em
outubro. Mas ressalvou: "Todos nós somos de alguma forma reféns das
nossas circunstâncias".
Em entrevista à Folha e ao UOL, foi além: "As circunstâncias lá
na frente podem demonstrar que ele [Serra] é a grande alternativa para a
sucessão presidencial. Eu não afasto isso de maneira peremptória e
definitiva". A declaração de Aécio contrasta com a estratégia atual de Serra, que
tenta a todo custo sepultar a discussão sobre se vai cumprir ou não o
mandato completo de prefeito. Em 2004, Serra prometeu que se vencesse a disputa pela Prefeitura de São
Paulo ficaria quatro anos no cargo. Só que renunciou em 2006 para
concorrer -e ganhar- o governo paulista.(Folha de São Paulo)
Comentário: a declaração dada ao editor político da Folha, Fernando Rodrigues, um dos tantos por lá que odeia Serra, busca, na verdade, que ele, sem saída, diga que Aécio é o candidato do partido. Aécio Neves quer uma declaração, de preferência em vídeo. Aécio e seus métodos velhos e ultrapassados de fazer política...
Comentário: a declaração dada ao editor político da Folha, Fernando Rodrigues, um dos tantos por lá que odeia Serra, busca, na verdade, que ele, sem saída, diga que Aécio é o candidato do partido. Aécio Neves quer uma declaração, de preferência em vídeo. Aécio e seus métodos velhos e ultrapassados de fazer política...
Dilma monta "business" para Eike Batista na Petrobras. Quem te viu, quem te vê.
Em visita ao Porto do Açu, empreendimento de Eike Batista em São João da
Barra, no norte fluminense, a presidente Dilma Rousseff disse que a
Petrobras e a OGX, braço de petróleo do grupo EBX, teriam muito a ganhar
em projetos conjuntos. "Acredito que não há concorrência entre duas grandes empresas como
Petrobras e OGX, ambas podem ganhar muito com uma parceria entre elas",
disse Dilma, que visitou o porto na companhia do ministro Edison Lobão
(Minas e Energia) e do governador do Rio, Sergio Cabral. Em discurso, o próprio Eike admitiu que a OGX nasceu da Petrobras,
referindo-se ao grande número de empregados da empresa que já
pertenceram ao quadro da estatal.
A empresa de tecnologia Foxconn pretende instalar no Porto do Açu uma
fábrica de baterias, painéis solares e postes de luz movida a energia
eficiente, disse Eike, que deve responder 50% do investimento total de
US$ 1 bilhão. Segundo ele, quatro executivos da Foxconn (principal fornecedora da
Apple) estão trabalhando no escritório do grupo EBX, no Rio, para
viabilizar a parceria. "Será o Vale do Silício brasileiro, com geração de milhares de empregos."(Folha de São Paulo)
Lembram?
Lembram?
CPI do Cachoeira: Perillo pede para ser investigado pelo MP por causa da imagem. Não apareceram vídeos, só gravações.
A pedido do governador Marconi Perillo (PSDB-GO), o advogado Carlos de
Almeida Castro afirmou ontem que irá pedir à Procuradoria-Geral da
República que instaure inquérito para investigar o tucano no caso
Cachoeira. O advogado de Perillo afirma que a decisão servirá para desmentir as suspeitas que recaem sobre o governador. "Estou fazendo uma coisa inédita a pedido do meu cliente. A imagem dele
está sendo deturpada e a investigação vai nos ajudar a mostrar isso",
afirmou.
Gravações feitas pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo levantam a
suspeita de que o empresário Carlos Cachoeira enviou dinheiro,
escondido numa caixa, para um integrante de seu grupo que estava na sede
do governo de Goiás. Segundo o site do jornalista Mino Pedrosa, que é ex-assessor de
Cachoeira, o valor enviado ao Palácio das Esmeraldas foi de R$ 500 mil. As gravações foram feitas em junho do ano passado. Nelas, aparecem
Cachoeira, Gleyb Ferreira da Cruz, um dos principais auxiliares do
empresário, e Wladimir Garcez, ex-vereador de Goiânia, que é apontado
como elo do grupo com políticos.
Nos diálogos gravados, Cachoeira afirma que mandará o "negócio" por
Gleyb até Garcez, que estaria no palácio esperando por uma audiência com
Perillo. Pelos áudios, não fica claro se o dinheiro de fato chegou às mãos de qualquer pessoa do governo goiano. O relatório da Polícia Federal apresenta os diálogos com o título: "Entrega de dinheiro no palácio do governo de Goiás". Perillo classificou a história como "irresponsável, leviana, inverídica e despropositada" e negou qualquer encontro no palácio.
O tucano é aliado do ex-vereador que teria recebido o dinheiro, mas nega
qualquer tipo de irregularidade na relação com ele. O tucano também
admite ter se encontrado com Cachoeira, mas afirma que nunca foi
discutido assunto que seja ilegal. Além de ser advogado de Perillo, Almeida Castro e advogados do seu
escritório também defendem o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).(Folha de São Paulo)
Escândalo da Delta chega a São Paulo. Para o Rio, é só pegar a Dutra ou a ponte aérea.
Os jornais informam, hoje, que já existem gravações do Cachoeira fazendo negócios com a Delta em São Paulo. Ontem os petistas da CPI já tentavam engambelar a opinião pública, querendo que as investigações sobre a construtora fiquem restritas ao Centro-Oeste. Tudo para impedir que o governador do Rio, Sérgio Cabral(PMDB-RJ) não seja envolvido com Fernando Cavendish, sendo que é no Rio onde a empresa tem as maiores obras e onde existe uma profunda ligação íntima entre o governador e o construtor. Obviamente, se Cabral for envolvido, o PAC será atingido em cheio. Ele é o governador mais mimado pela Dilma. O "Serginho", segundo a presidente. Pois é. Temos que ver se não é o Serginho da Deltinha.
Cachoeiragate: não para de jorrar dinheiro para o lado do Demóstenes.
Seis dias antes de sua prisão pela Polícia Federal, o empresário Carlos
Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, entregou R$ 100 mil em dinheiro
vivo a um assessor do senador Demóstenes Torres (ex-DEM), indicam
relatórios da PF obtidos pela Folha. Quem recebeu o montante foi o policial militar Hrillner Ananias, cedido
pelo governo de Goiás para assessorar Demóstenes, a pedido do
parlamentar -o que é permitido por lei. O policial deixou a função de
assessor logo após a prisão de Cachoeira.
Os relatórios da PF e as escutas telefônicas em que são baseados
oferecem os primeiros indícios de que Demóstenes recebeu dinheiro de
Cachoeira, cujas relações com políticos e empresários são objeto de uma
CPI instalada nesta semana no Congresso. Por causa de sua ligação com Cachoeira, Demóstenes é alvo de uma
investigação conduzida pela Procuradoria-Geral da República no Supremo
Tribunal Federal e de um processo por quebra de decoro parlamentar no
Conselho de Ética do Senado, que pode levar à sua cassação.
A PF gravou quatro diálogos em que a entrega do dinheiro foi discutida,
no dia 23 de fevereiro, das 12h39 às 13h18. As escutas, feitas com
autorização judicial, indicam que Ananias foi à casa de Cachoeira buscar
o dinheiro, entregue pela mulher do empresário, Andressa Mendonça. "O Hrillner vai aí, dá 100, tá? Pra ele", diz Cachoeira à mulher. Ao
analisar o diálogo, o relatório da PF concluiu que "100" são "R$ 100
mil". Logo depois, Cachoeira fala com o assessor de Demóstenes: "Doutor
Hrillner, vai lá com a Andressa lá, em casa, você vai lá? Fala com ela
lá". O policial responde que estava resolvendo "um negócio pro chefe", mas que depois pegaria o dinheiro.
Segundo resumo feito pela PF de outro diálogo ocorrido 15 minutos
depois, "Cachoeira pede para Andressa contar o dinheiro na frente de
Hillner" e "Andressa diz que vai dar a ele o dinheiro em notas de 50 que
está embalado em plástico". Na gravação, Cachoeira fala para a mulher
contar as notas a serem entregues ao policial. Logo depois, o policial liga para Cachoeira para dizer que estava a
caminho. "Professor, só para informar, já estou a caminho tá?" O
empresário responde a ele que "a Andressa já disponibilizou lá".
O policial recebeu uma homenagem pública do ex-chefe em 2009, quando
Demóstenes deu uma palestra a maçons de Goiânia num evento chamado "A
Favor da Moralidade - contra a Corrupção". O site da loja maçônica onde ocorreu a palestra diz que Ananias, que é
maçon, foi "muito bem referenciado" por Demóstenes no evento, em que o
senador discursou sobre corrupção. "Temos que analisar a corrupção não
só como o ato, que merece a pena, mas como aquele também que frusta o
desejo de muitos."(Folha de São Paulo)
Tucano em sinuca de bico.
Artigo publicado hoje na Folha de São Paulo, intitulado "Carta Aberta a Aécio Neves"
Prezado senador Aécio,
Foi com prazer que li o seu artigo "Coragem", publicado nesta Folha no
dia 23 de abril. Ele traz merecidos elogios à privatização das
telecomunicações no governo FHC. Percebo que o senhor, assim como os seus colegas tucanos, animou-se ao
ver os adversários petistas aderirem a métodos de gestão que antes
combatiam. Entretanto, o senhor e os outros tucanos devem à opinião pública uma
descida do largo muro ideológico em que se abrigam. Vocês são, afinal, a
favor de maior privatização na economia brasileira ou não?
Se as "restrições ideológicas à privatização são, hoje, página virada na
história do país", por que os governadores tucanos resistem em
privatizar as empresas estatais de Minas Gerais, São Paulo e Paraná? Veja que coincidência: seus companheiros Antônio Anastasia, Geraldo
Alckmin e Beto Richa controlam as maiores companhias estatais estaduais
de capital aberto do país. Minas tem a Cemig (energia elétrica) e a Copasa (saneamento), duas
megacompanhias. Alckmin comanda as análogas Cesp e a Sabesp, ambas com
patrimônio líquido de cerca de R$ 10 bilhões. Nos mesmos setores, Richa
tem a Copel e a Sanepar. Essas seis empresas são negócios maduros, consolidados, adultos, que não
mais demandam a proteção de ventre, os cuidados maternos.
Onde está "a coragem para fazer o que precisa ser feito", alegada pelo senhor no seu texto? Tais empresas já têm ações negociadas em Bolsa. Mas existem profundas
incompatibilidades na existência de companhias ao mesmo tempo estatais e
com capital aberto. Empresas privadas têm como objetivo maximizar os lucros de seus
acionistas. O alvo maior de companhias públicas é exercer metas
governamentais. Isso cria incongruências. Há exemplos bem atuais disso.
A Petrobras é um. Importa derivados a preços mais caros do que os
revende no país. Outro exemplo: bancos públicos usados para forçar a
baixa dos "spreads". Essas atitudes obedecem a políticas de governo, não
ao interesse dos acionistas. Mas não se preocupe, senador. O saneamento dos lares não ficaria à mercê
de ganhos exagerados. Uma sólida regulação cuidaria do tema. Não esqueça também que a busca do lucro e a competição são as molas da
eficiência, como se verifica no setor de telecomunicações, tão bem
enfatizada pelo senhor.
Senador, está mais do que na hora de o PSDB oferecer ao Brasil um
segundo salto de modernização da economia, tanto quanto fez com as
privatizações dos anos 1990. E veja o senhor que, naquela época, por causa da fraqueza do mercado de
ações brasileiro, não foi possível dispersar o capital das empresas
privatizadas. O mesmo não se pode dizer dos dias de hoje. A Bolsa está
pujante como, o senhor me perdoe a citação, "nunca antes na história
deste país".
Os sucessos alcançados nos 1990 com a siderurgia, os bancos estaduais, a
Vale e as telecomunicações podem ser multiplicados, alterando
visceralmente a feição do saneamento básico no país pela criação de
megaempresas nacionais de capital aberto, competitivas e não
monopolistas. Basta que o senhor e os seus colegas governadores do PSDB transformem as
poderosas estatais que comandam em autênticas "corporations",
vendendo-as ao público investidor. O controle pode ser difuso, como é o
da Embraer.
(Comentário: Agora a parte humoristica )
(Comentário: Agora a parte humoristica )
Por sua influência e posição, senador, o senhor deveria liderar naturalmente tal processo.
NEY CARVALHO, 71, historiador, é autor de "A Guerra das
Privatizações" (Editora de Cultura) e de "O Encilhamento: Anatomia de
uma Bolha Brasileira" (CNB/Bovespa)
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Ideli quer ocultar a sua incompetência na articulação política pregando o veto de Dilma ao Código Florestal.
Ideli Salvatti, ministra das Relações Institucionais, responsável pela articulação política com o Congresso, mais uma vez saiu derrotada na votação do Código Florestal. Por isso, assume a linguagem das ONGS e da Marina Silva e passa a criminalizar o documento mais democrático aprovado neste país depois da Constituição de 1988. Se Dilma vetar, ela livra a própria cara. Leia aqui.
Ex-ministro Minc, vulgo "minconheiro", diz que Dilma, pelo "sorriso cúmplice, maroto e solidário" , vai vetar o Código Florestal.
"Ela disse que não ia nos decepcionar e que manteria todos os
compromissos firmados. Ela não usou essas palavras, mas pelo conjunto
das coisas que falou, acredito que realmente vá vetar alguns
dispositivos que contrariam compromissos que ela assumiu", disse Minc. O secretário disse ainda que a conversa foi rápida, mas, que ao
expressar sua preocupação com a presidente pelo texto aprovado, recebeu
em resposta "um risinho cúmplice, maroto e solidário". Questionada pelos
repórteres se vetaria o texto, Dilma limitou-se a sorrir. Leia mais aqui.
Comentário: chegou a hora dos milhões e milhões de produtores rurais do Brasil saberem se Dilma Rousseff é presidente da República ou se terceirizou o posto para ongueiros, trapaceiros e maconheiros.
Veja quem, como Rodrigo Maia(DEM), Roberto Freire (PPS) e Carlos Sampaio (PSDB), votou contra quase 20 milhões de trabalhadores do Brasil Rural.
Os deputados votaram nessa quarta-feira, 25, o texto para o novo Código Florestal.
Durante a sessão, eles tinham que se manifestar favoráveis ou não ao
parecer do deputado Paulo Piau (PMDB-MG), que apresentou alterações ao
projeto anteriormente aprovado no Senado. A versão do deputado,
criticada por ambientalistas, aguarda a sanção da presidente Dilma Rousseff. Na sessão dessa quarta, 461 deputados participaram da votação. O
“não”, que escolhia o projeto de Paulo Piau, venceu por 274 votos,
contra 184 votos pelo “sim”. No site da Câmara, é possível ver o voto de cada um dos deputados
e qual foi a orientação de cada partido na votação. Entre as siglas que
orientaram pelo “não” estão PMDB, PSDB, PSD, PDT, PTB e PSC. Pelo “sim”
são o PT, PV/PPS, PRB e o PSOL. Os demais deixaram em aberto. (Estadão)
Haddad busca pastores evangélicos para milagre: exorcizar kit gay da sua vida.
Na mira de líderes evangélicos desde a polêmica do chamado "kit
anti-homofobia" do Ministério da Educação, o pré-candidato do PT a
prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, tem organizado reuniões com
pastores para tentar reduzir resistências e se aproximar do setor. Os encontros ocorrem em média duas vezes por semana, em visitas à periferia, e não são divulgados em sua agenda pública. Dirigentes da campanha temem que o material contra a discriminação de
homossexuais, produzido quando o petista era ministro, vire arma
eleitoral de adversários.
Nesta segunda-feira, em Guaianases (zona leste), cerca de 40 pastores
ouviram Haddad dizer que não conhecia o teor do "kit gay", que teve a
distribuição vetada pela presidente Dilma Rousseff. "Ele disse que entendeu que aquilo não era adequado e mandou suspender a
distribuição dos kits", contou o pastor Marçal Borges, da igreja A
Palavra de Deus, que é petista e cedeu seu templo para uma reunião
política. "Acredito nele, mas a verdade é que a explicação é muito vaga e não
convence. A maioria dos evangélicos só se lembra dele como o ministro
que propôs o kit gay", disse.
A assessoria de Haddad afirma que as reuniões não são divulgadas para
que ele converse com mais liberdade com os pastores, e que isso também
ocorre com sindicalistas e empresários. O petista disse que a polêmica do tema do kit é um "tema lateral" nas
reuniões. "Isso apareceu muito pouco, não é a tônica", afirmou. "Meu interesse é estabelecer parcerias para atender à população. É
importante que os líderes evangélicos evitem a pecha da homofobia e
cultivem valores de tolerância e combate ao preconceito."
Onde está Agnelo? Rindo da cara do MP ao lado dos "advogados" Lula e Dilma.
O governo federal está fazendo de tudo para blindar o petista Agnelo Queiroz, governador do DF, envolvido nos escândalos das ONGS do Ministério dos Esportes e, agora, com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Ontem, o enrolado governador era só sorrisos ao lado dos seus "advogados Dilma" e Lula, assitindo a um filme. Não era o Poderoso Chefão, mas poderia.
Folha de São Paulo põe editor de Ciência a fazer manchete contra Código Florestal. Notícia de capa virou panfleto de ONG.
Leiam a matéria abaixo, escrita por Cláudio Ângelo, Editor de Ciência. Digam se não falta apenas o #vetadilma das ongs internacionais permeando cada frase. O Editor de Ciência do jornal paulistano coloca na primeira página a estratégia do ambientalismo irresponsável: criar factóides para empurrar Dilma a vetar o Código Florestal aprovado dentro de todas as regras da democracia.De Ciência, a matéria não tem nada. É panfleto, é politicagem, é jornalismo verde, que, neste caso, significa a mesma coisa que marrom. Os grifos em vermelho são nossos.
O plenário da Câmara dos Deputados impôs ontem uma nova derrota ao
governo ao aprovar, por 274 votos a 184, o texto do deputado Paulo Piau
(PMDB-MG) que reforma o Código Florestal Brasileiro. O projeto atende à bancada ruralista, mas a discussão ainda não se encerrou. Já esperando a derrota, o governo havia mobilizado senadores aliados para que apresentem novo projeto para disciplinar o tema.
Isso será necessário porque a expectativa é que a presidente Dilma
Rousseff vete boa parte do texto da Câmara, em particular os
dispositivos que cedem demais ao agronegócio e reduzem a proteção às
águas brasileiras. Em seu lugar, o governo pode editar medida provisória que retoma o
espírito do texto aprovado anteriormente no Senado, defendido pelos
grupos ambientalistas.
"O primeiro sentimento é que a segurança jurídica e o tão procurado
equilíbrio entre ambiente e produção não foram alcançados", disse à
Folha a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, sobre o resultado
da votação. A bancada do agronegócio, por sua vez, comemorou a votação, e também já
tem uma estratégia traçada caso se confirme o veto presidencial. A ideia é apresentar projeto de lei com previsão de flexibilização da
obrigatoriedade de recuperar florestas em margem de rio, principal
polêmica do texto de ontem. Os ruralistas querem obter a totalidade da chamada "anistia" para essas
áreas, ou seja, a dispensa de reflorestamento para todos os
desmatamentos feitos até julho de 2008.
Piau havia retirado a previsão, aprovada pelo Senado, de que os
agricultores deveriam recompor um mínimo de 15 metros e um máximo de 100
metros das margens dessas matas, conhecidas como de preservação
permanente. Sob o argumento de que regimentalmente não era possível fazer essa
mudança, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), determinou ao
relator que devolvesse ao texto a proteção. Piau o fez, mas reinseriu um parágrafo do projeto do Senado que limitava a recuperação das áreas de proteção.
Na prática, o reflorestamento fica reduzido de 100 metros para 15 metros a partir das margens dos rios. Outras mudanças aprovadas no texto do Senado que desagradaram ao governo
foram a retirada da proteção às matas em área urbana, de interesse da
indústria, e a exclusão de apicuns e salgados (parte do manguezal) da
categoria de área de preservação permanente.
A novela do código, que se arrastava na Câmara desde 2009, voltou a
escancarar a guerra entre os dois maiores partidos da base governista, o
PT -contrário ao texto de Piau- e o PMDB -favorável. O líder peemedebista, Henrique Eduardo Alves (RN), desafiou o Planalto
ao discursar sobre o código, lembrando a votação "histórica" do código
na Câmara em 2011 -quando Dilma sofreu sua primeira derrota parlamentar. Arrancou aplausos ao dizer que, de 78 deputados do PMDB, 76 estavam no
plenário e a favor do texto de Piau. E referiu-se pelo menos três vezes
ao governo federal como "o meu governo".
"O governo é ambientalista, mas também é ruralista, é pecuarista." E provocou o líder do PT, Jilmar Tatto (SP), que havia criticado Piau: "Compreendo sua posição, mas uma discussão não se vence impondo nem ameaçando, nem enganando, nem iludindo", disse Alves. O petista devolveu: "Se fôssemos um país parlamentarista, derrotar governo é cair do gabinete".
Demóstenes tenta salvar a pele.
Em defesa enviada ontem ao Conselho de Ética do Senado, o senador
Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) pede o arquivamento do processo a que
responde no órgão. Ele argumenta que a Polícia Federal adulterou áudios de escutas
telefônicas das operações que flagraram sua ligação com o empresário
Carlinhos Cachoeira.A defesa do senador contratou perito para analisar os áudios da PF e
questiona uma conversa entre Demóstenes e Cachoeira, de junho de 2009,
quando o senador teria pedido R$ 3.000 ao empresário para pagar um táxi
aéreo. Relatório da PF diz que ela durou um tempo maior do que o do aúdio citado. "Houve manipulação, algo foi retirado ou foi colocado", disse Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado de Demóstenes.
A defesa admite o uso de aeronaves, mas nega que o senador tenha negociado o valor com o empresário. No documento, Demóstenes rebate os cinco pontos que fundamentaram a representação do PSOL encaminhada ao Conselho de Ética. Ele confirma que recebeu de Cachoeira um fogão e uma geladeira, mas nega
que isso tenha qualquer relação com os negócios do empresário. Ele diz ainda que ganhou um telefone antigrampo de Cachoeira, mas nega que usou o aparelho para falar só com empresário.
A defesa afirma ainda que a representação do PSOL tem como base notícias
de jornais, baseadas em áudios flagrados ilegalmente pela Polícia
Federal, e por isso devem ser descartadas. Kakay mantém a tese de que os áudios foram ilegais, uma vez que o
inquérito contra Demóstenes deveria tramitar no STF (Supremo Tribunal
Federal), no qual ele tem foro privilegiado.(Folha de São Paulo)
Lula e José Dirceu no Palácio com Dilma. Isto daria um documentário.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que sua relação com a presidente Dilma Rousseff continua harmoniosa. Questionado se havia "acertado os ponteiros" com a presidente durante
almoço ontem em Brasília, ele afirmou: "Nosso relógio é suíço. Jamais
ele vai ter de atrasar ou adiantar. Nunca temos de acertar os
ponteiros". A declaração foi dada no início da noite de ontem, quando ele chegou
para participar da sessão de pré-estreia do documentário "Pela Primeira
Vez", dirigido pelo ex-fotógrafo oficial do petista Ricardo Stuckert.
O documentário, no qual o ex-presidente aparece, descreve a chegada de Dilma à Presidência da República.Lula e Dilma tiveram posicionamentos diferentes sobre a CPI do
Cachoeira, que investiga relações do empresário de jogos ilegais
Carlinhos Cachoeira com políticos. Enquanto ele queria que a comissão fizesse uma investigação ampla,
Dilma, preocupada com eventuais consequências à sua gestão, tenta manter
a CPI sob controle.
O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, cujas relações com
Cachoeira devem ser investigadas pelo Superior Tribunal de Justiça,
também foi à sessão. Réu no caso do mensalão, o ex-ministro José Dirceu
também compareceu. Na saída, Lula disse que Dilma pode fazer "mais e melhor" do que seu governo.(Folha de São Paulo)
O que acontece se Dilma quiser vetar alguma coisa no Código Florestal da Democracia?
Saiba o como funciona o processo de apreciação de veto presidencial e
entende o que será necessário fazer e quem será necessário apertar para
derrubarmos o veto.
Depois que o texto for aprovado na Câmara com eventuais alterações indesejadas pelo governo, a presidente Dilma Rousseff tem a prerrogativa de vetar dispositivos do texto. Ela tem que vetar o dispositivo inteiro, o artigo inteiro, ou inciso inteiro, ou alínea inteira. Não é possível vetar partes de dispositivos. A presidente pode ainda vetar o texto inteiro como querem os ecotalibãs.
Ao receber o texto aprovado na Câmara, caso decida vetar algum dispositivo, o Executivo tem 48 horas para comunicar o presidente do Congresso Nacional justificando as razões do veto. Repare bem, ela comunicará o presidente do Congresso. A presidência do Congresso é ocupada pelo Presidente do Senado, ou seja, o Senador José Sarney.
Recebida a comunicação de que haverá vetos, o presidente do Congresso terá que convocar uma sessão conjunta para dar conhecimento dos vetos aos deputados e senadores. A partir dessa sessão começará a contar o prazo de 30 dias para apreciação dos vetos. Se o Congresso não apreciar os vetos no prazo de 30 dias, toda a pauta da Câmara e do Senado fica suspensa até que os vetos sejam apreciados.
Depois que o texto for aprovado na Câmara com eventuais alterações indesejadas pelo governo, a presidente Dilma Rousseff tem a prerrogativa de vetar dispositivos do texto. Ela tem que vetar o dispositivo inteiro, o artigo inteiro, ou inciso inteiro, ou alínea inteira. Não é possível vetar partes de dispositivos. A presidente pode ainda vetar o texto inteiro como querem os ecotalibãs.
Ao receber o texto aprovado na Câmara, caso decida vetar algum dispositivo, o Executivo tem 48 horas para comunicar o presidente do Congresso Nacional justificando as razões do veto. Repare bem, ela comunicará o presidente do Congresso. A presidência do Congresso é ocupada pelo Presidente do Senado, ou seja, o Senador José Sarney.
Recebida a comunicação de que haverá vetos, o presidente do Congresso terá que convocar uma sessão conjunta para dar conhecimento dos vetos aos deputados e senadores. A partir dessa sessão começará a contar o prazo de 30 dias para apreciação dos vetos. Se o Congresso não apreciar os vetos no prazo de 30 dias, toda a pauta da Câmara e do Senado fica suspensa até que os vetos sejam apreciados.
Conheça em detalhes o processo no Blog do Código Florestal.
CPI do Cachoeira: deu tucano na cabeça.
O contraventor Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal na
Operação Monte Carlo, mandou entregar propina "embrulhada em jornal"
para o deputado federal Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO). A informação
consta de relatório da PF, sob guarda do Supremo Tribunal Federal (STF).
O documento esmiuça as relações próximas de Cachoeira com o
parlamentar.
Os dados são apontados no capítulo intitulado "transações
financeiras" envolvendo o contraventor e o deputado tucano. A PF
assinala que Cachoeira manda Geovani (Pereira da Silva), seu contador,
"passar dinheiro para o deputado Lereia, não sendo possível identificar a
que título". Interceptações telefônicas da PF flagraram diálogos entre
Cachoeira e Leréia. Também caiu no grampo o contador Geovani,, que está foragido. O
contraventor o chama de Geo e pede a ele que providencie pagamentos em
dinheiro vivo para Leréia.
Numa dessas conversas, a 1.ª de agosto de 2011, às 14h34, Cachoeira
recomenda a Geovani a entrega de R$ 20 mil em dinheiro para Leréia
"embrulhados em jornal". Uma assessora do contraventor participa da
conversa e informa que o dinheiro foi colocado em um "envelope
quadrado". A PF cita ainda o deputado Stepan Nercessian (PPS-RJ) como outro
suposto beneficiário de propinas de Cachoeira. Em uma escuta, de 17 de
junho de 2011, às 14h53 - a ligação durou um minuto e 41 segundos -
Stepan pergunta a Leréia se "entregou a carta que ele mandou". "Cachoeira diz que é para Stepan olhar lá", anota o relatório da PF.
"Falam de dinheiro que Stepan pediu a Cachoeira. Stepan conversa com
Gil, prefeito de Nerópolis."
Em outro grampo é citado um tal "Marco", que teria recebido R$ 10 mil
de Cachoeira, mas a PF não identifica essa pessoa. Em outro grampo, de
16 de junho de 2011, Leréia comenta com Cachoeira que está em Brasília e
vai receber o secretário geral da ONU, o coreano Ban Ki-Moon. "Tenho
que receber ele aqui, me convocaram prá receber...", diz Leréia. A PF juntou aos autos cópia da página do site do deputado. Na página
está a informação. "Deputados Carlos Leréia e Marco Maia (PT, presidente
da Câmara) recebem visita do secretário geral da ONU." A assessoria do deputado Carlos Alberto Leréia informou à tarde que ele estava reunido com seus advogados. O deputado Stepan Nercessian não foi localizado. (Estadão)
Agnelo recebe proteção do partido. Parece máfia.
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, manifestou nesta quarta-feira
apoio do partido ao governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT),
após audiência realizada no Palácio do Buriti. "Não há indícios de comprometimento do governo e do governador Agnelo
com esse delinquente", afirmou, referindo-se ao empresário Carlos
Augusto Cachoeira.
Falcão disse que Agnelo "pegou um governo totalmente sucateado e minado
pela corrupção. O governador vem tomando atitudes para colocar a casa em
ordem. Por isso tem sido combatido. Não há crise política no governo do
DF. Não temos nenhum temor de que essa investigação vá implicar o
governador". Ele negou que a direção nacional do PT teria abandonado Agnelo. "Li numa
publicação semanal que eu viria aqui para pedir a renúncia do
governador. Isso não passa de um boato sem o menor fundamento. Ao
contrário, queremos que ele continua andando bem".(Folha Poder)
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Código Florestal aprovado na Câmara.
Por 274 a 184, com duas abstenções o relatório de Paulo Piau (PMDB-MG),
que modificou o texto do Senado, foi aprovado pela Cãmara dos Deputados.
Estão sendo votados os destaques. Depois, texto final segue para sanção
de Dilma. 5,3 milhões de produtores rurais podem dormir com a certeza
de que poderão continuar fazendo a agricultura mais sustentável e mais
produtiva do planeta. Parabéns aos deputados e aos senadores. Pêsames
para o PT, PPS, PV e PSOL que votaram contra a comida na mesa dos
brasileiros. Pêsames para Marina Silva que, lá de Cambridge, está
tuitando para cobrar um veto de Dilma, como se Dilma fosse a Ong do
Planalto a serviço dos seus desígnios.
Operação Limpeza na Delta.
Ao que tudo indica, uma Operação Limpeza está em curso dentro da Delta Construções. A Delta da Dilma, do PAC, do Cabral, do Agnelo. A turma da faxina está entrando na empresa fora de hora para limpar o quê? Vamos acompanhar de perto.
Dilma, agora obrigue, multe, prenda e arrebente o pequeno agricultor brasileiro que ocupa margens de rios. Dê Bolsa Greenpeace pra eles!
A bancada ruralista concordou em votar o projeto do Código Florestal
com a obrigatoriedade de recomposição de Áreas de Preservação Permanente
(APPs) às margens dos rios como quer o governo. Em entrevista na manhã
desta quarta-feira, 25, o presidente da Frente Parlamentar da
Agricultura, deputado Moreira Mendes (PSD-RO), afirmou que a bancada
terá de aceitar a regra regimental, seguindo a interpretação do
presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS).
Como esse ponto do projeto já foi aprovado pelos deputados, anteriormente, e pelos senadores, Maia afirmou que o relator, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), não poderá mais retirá-lo do projeto. O impasse em torno desse ponto impediu a votação do projeto na noite dessa terça-feira, 25. Os deputados deverão votar a proposta ainda nesta tarde.
Como esse ponto do projeto já foi aprovado pelos deputados, anteriormente, e pelos senadores, Maia afirmou que o relator, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), não poderá mais retirá-lo do projeto. O impasse em torno desse ponto impediu a votação do projeto na noite dessa terça-feira, 25. Os deputados deverão votar a proposta ainda nesta tarde.
"Vamos ter de aceitar a votação, mas vamos apresentar um novo projeto
de lei redefinindo tudo. A maioria absoluta vai perder uma votação para
uma minoria por conta de questões regimentais", disse Moreira Mendes. O
deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA), integrante da bancada ruralista,
afirmou que a aprovação da proposta vai criar um problema para a
presidente Dilma Rousseff porque os pequenos produtores que têm
atividades seculares nestas áreas não terão como recompor a vegetação.
"O governo vai ganhar na votação e vai levar uma bombinha para o
colo", disse Queiroz. O deputado afirmou que a presidente Dilma Rousseff
está mal assessorada e vai perceber a necessidade de vetar esse ponto
para não prejudicar os pequenos produtores rurais. "Se isso não for
vetado, só no Pará, serão 140 mil que terão de deixar 100 metros na
margem dos rios. Eles (o governo) não estão entendendo a gravidade da
questão", completou Queiroz. (Estadão)
Código Florestal: Dilma pode vetar, mas também pode ser vetada.
Dilma pode vetar o Código Florestal? Os deputados também podem vetar o veto da Dilma. O PT pode obstruir as votações para não ser derrotado? Os 400 deputados que apóiam a mudança do Código Florestal podem parar a Câmara e não votar mais nada até que ele seja aprovado. Se a Dilma optar pelo confronto, mal informada que é, manipulada que é, conduzida que é pelo aparelhamento que as ONGs internacionais montaram ao longo dos anos no Ministério do Meio Ambiente e abandonada por um Ministro da Agricultura que é motivo de piada entre as bancadas e os produtores, estará atacando 5,3 milhões de produtores rurais, um quarto do PIB, um terço dos empregos, o setor que sustenta a economia brasileira. O governo federal que arranje um acordo, pois este é o seu papel. Não é mais admissível que o país que tem a agricultura mais competitiva do mundo e a que mais preserva seja pautado por meia dúzia de ongs pagas para atrasar o país e tratado aos coices pelas mulas que habitam o Planalto. Vão levar uma aula de doma. Vão levar uma marca de fogo na paleta. Se os parlamentares que defendem a produção fraquejarem, estarão desqualificados para sempre não só pelo governo, mas principalmente pelos seus eleitores. Os 5,3 milhões de produtores rurais não admitem derrota no Código Florestal. Se vira, Dilma Rousseff. Vai trabalhar em vez de puxar o saco do Lula. Votação recomeça às 11 horas.
Hoje ninguém vai furar fila no Sirio Libanês. Lula visita Dilma em Brasília.
Lula, em tratamento no hospital paulista, tem causado revolta em outros pacientes de câncer, ao furar fila e ao tranformar o local em comitê de campanha.
Incentivador da CPI do Cachoeira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca hoje em Brasília disposto a estimular o PT e a base aliada a bombardearem o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e o senador Demóstenes Torres (ex-DEM) para atingir a oposição às vésperas das eleições. Lula vai almoçar com a presidente Dilma Rousseff e ministros, no Palácio da Alvorada, algumas horas depois da instalação da CPI.
Nos últimos dias, o ex-presidente e sua sucessora divergiram sobre a conveniência da instalação da CPI. Lula, porém, está convencido de que as investigações vão desvendar como operava o que ele chama de 'quadrilha política e empresarial' comandada por Carlinhos Cachoeira. Na avaliação de Lula, o esquema de Cachoeira se aliou à oposição e agiu para fabricar provas contra o seu governo. Em conversas reservadas, o ex-presidente tem dito que a CPI vai desvendar as ligações de Cachoeira com a 'farsa do mensalão'.
Perillo garantiu, em 2005, que alertou Lula sobre o pagamento de propina a parlamentares, em troca de apoio no Congresso. O ex-presidente nega e nunca perdoou o tucano por isso. Embora não tenha feito nada para evitar a CPI, Dilma teme que ela contamine as votações no Congresso. O governo também se deu conta de que a CPI pode trazer problemas ao Planalto porque a construtora Delta, no epicentro da investigação, é a que tem mais contratos para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). (Estadão)
Incentivador da CPI do Cachoeira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca hoje em Brasília disposto a estimular o PT e a base aliada a bombardearem o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e o senador Demóstenes Torres (ex-DEM) para atingir a oposição às vésperas das eleições. Lula vai almoçar com a presidente Dilma Rousseff e ministros, no Palácio da Alvorada, algumas horas depois da instalação da CPI.
Nos últimos dias, o ex-presidente e sua sucessora divergiram sobre a conveniência da instalação da CPI. Lula, porém, está convencido de que as investigações vão desvendar como operava o que ele chama de 'quadrilha política e empresarial' comandada por Carlinhos Cachoeira. Na avaliação de Lula, o esquema de Cachoeira se aliou à oposição e agiu para fabricar provas contra o seu governo. Em conversas reservadas, o ex-presidente tem dito que a CPI vai desvendar as ligações de Cachoeira com a 'farsa do mensalão'.
Perillo garantiu, em 2005, que alertou Lula sobre o pagamento de propina a parlamentares, em troca de apoio no Congresso. O ex-presidente nega e nunca perdoou o tucano por isso. Embora não tenha feito nada para evitar a CPI, Dilma teme que ela contamine as votações no Congresso. O governo também se deu conta de que a CPI pode trazer problemas ao Planalto porque a construtora Delta, no epicentro da investigação, é a que tem mais contratos para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). (Estadão)
Para ter controle sobre Lula e José Dirceu, Dilma impõe relator da CPI do Cachoeira.
O governo Dilma Rousseff indicou ontem um aliado como relator da CPI
(Comissão Parlamentar de Inquérito) que vai investigar os negócios do
empresário Carlos Cachoeira, sinalizando a intenção de manter as
atividades da comissão sob seu controle. Como relator, o deputado Odair Cunha (PT-MG) terá amplos poderes para
conduzir as investigações e será responsável pelo relatório em que serão
expostas as conclusões da CPI, que foi instalada formalmente ontem à
noite.
O Palácio do Planalto quer evitar que a comissão crie constrangimentos
para o governo federal e trabalha para conter os setores do PT que
desejam transformá-la em instrumento para um confronto com os partidos
que fazem oposição à presidente. Investigações feitas pela Polícia Federal nos últimos três anos levaram
Cachoeira à prisão em fevereiro e expuseram seu relacionamento com
vários negócios no setor público e políticos de seis partidos
diferentes, incluindo o PT de Dilma e o PSDB, o maior partido da
oposição.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi um dos principais
incentivadores da criação da comissão há duas semanas, quando ela
começou a ser negociada por líderes partidários no Congresso. Lula viu na CPI um instrumento para enfraquecer a oposição e assim
reduzir os danos que o julgamento do mensalão poderá criar para ele e os
petistas neste ano. Mas Dilma teme que as investigações também provoquem prejuízos para a
sua imagem, por causa das ligações de Cachoeira com políticos do PT e a
construtora Delta, que tem vários contratos com o governo federal.
A indicação de Odair Cunha como relator da CPI recebeu o aval da
ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e do líder do
governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP). Outro aliado do Planalto, o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), será o
presidente da CPI. Dos 32 membros da comissão, 25 foram indicados pelo
PT, pelo PMDB e por outros partidos governistas. Uma das ideias em discussão no governo é deixar para o fim das
investigações a convocação de Cachoeira para depor, o que poderia
atenuar o efeito explosivo que seu depoimento provavelmente teria se
fosse tomado agora.
Antes, a CPI vai pedir os documentos da investigação da PF e ouvir o
procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e os delegados que
investigaram Cachoeira. Cunha pregou moderação em suas primeiras declarações. "Não vou fazer caça às bruxas", disse à Folha,
ao ser perguntado sobre a possibilidade de incluir entre os focos das
investigações as relações de Cachoeira com jornalistas, juízes e
procuradores.O primeiro indicado pelo PT para a relatoria da CPI foi o deputado
Cândido Vaccarezza (PT-SP), que tinha o apoio de Lula mas foi vetado por
Dilma, que em março afastou-o da liderança do governo na Câmara e
substituiu-o por Arlindo Chinaglia.
A escolha de Cunha foi a maneira encontrada por Dilma para se contrapor à
ala paulista do PT, que tem forte influência de Lula e do ex-ministro
José Dirceu, um dos 38 réus do processo do mensalão, que o Supremo
Tribunal Federal se prepara para julgar nos próximos meses.(Folha de São Paulo)
Primeira delação premiada na CPI do Cachoeira.
Apontado pela Polícia Federal como o arquivo vivo do esquema de
pagamento de propina a políticos e servidores públicos comandado pelo
contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, Geovani
Pereira da Silva está “pronto para cooperar” com a CPI instalada para
investigar, no Congresso, o caso. O porta-voz do recado é seu advogado,
Calisto Abdala Neto, que tenta garantir a liberdade do cliente. Para a
Justiça, o homem apontado como tesoureiro de Cachoeira é considerado
foragido há quase dois meses.
“Ele (o Geovani) está pronto para cooperar com a Justiça e com a CPI”, afirmou Abdala Neto ao Estado.
O advogado disse que, a princípio, o tesoureiro poderia se defender das
acusações das quais é alvo no Congresso e “contribuir” com as
investigações. “Ele tem de responder por aquilo que ele fez.” Leia mais aqui.
TSE condena PT por ter usado fundo partidário para comprar cachaça.
A prova do crime: foto da festa de inauguração da nova sede do PT no Edifício Palácio da Imprensa, no setor de Rádio e TV Sul, em Brasília,em 23 de maio de 2006. A cachaça rolou solta por conta do fundo partidário.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou ontem à noite ao PT que
devolva R$ 9 mil ao erário público e R$ 50 mil ao fundo partidário por
irregularidades na prestação de contas de 2006. Segundo o TSE, os R$ 9
mil foram gastos com bebidas alcoólicas e os R$ 50 mil foram lançados na
prestação de contas como origem não identificada. "Não é aceitável que
as receitas do fundo partidário sejam gastas com bebidas alcoólicas,
ainda que fossem componentes de buffet contratado para a inauguração da
sede nacional do partido", afirmou o relator do caso no TSE, ministro
Marcelo Ribeiro. Apesar de ter determinado a devolução do dinheiro, o
TSE aprovou com ressalvas as contas do PT relativas ao ano de 2006.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Código Florestal será votado amanhã.
Acordo de lideres transfere leitura do relatório do Código Florestal para sessão extraordinária, às 11 horas. Ainda há tempo para negociações.
Começa sessão extraodinária da Câmara para votar Código Florestal.
Se for à votação, governo federal, que não quis negociar, será derrotado. Qualquer que for o resultado, acabará no STF. PT, PV e PSOL votam contra. PP e PR liberaram as bancadas. Demais partidos votam a favor do relatório de Paulo Piau (PMDB-MG). Informações dão conta que Piau tirou fora todo o artigo que estipulava metragem das Áreas de Preservação Permanente. A coisa vai longe.
TSE: sessão interrompida com 2 x1 a favor do pleito do PSD por fundo partidário.
O ministro José Antonio Dias Toffoli pedi vistas quando o placar estava 2 x 1 para o pleito do PSD. Sessão interrompida.
Sai hoje decisão do TSE sobre fundo partidário do PSD.
Está na pauta da sessão administrativa desta terça-feira (24) do
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a Petição (PET) 174793, apresentada à
Corte pelo Partido Social Democrático (PSD) no intuito de que seja
aumentada a sua participação na divisão dos recursos financeiros do
Fundo Partidário. Após obter a manifestação dos partidos que perderam
filiados para o PSD – que teve o registro deferido pelo Plenário do TSE
no dia 27 de setembro de 2011 –, o relator do pedido, ministro Marcelo
Ribeiro (foto), solicitou a inclusão do processo na pauta de
julgamentos.
Antes de levar a PET à sessão administrativa do Tribunal, o ministro
Marcelo Ribeiro determinou à nova legenda que apresentasse a relação de
candidatos a deputado federal, eleitos e não eleitos em 2010, que se
filiaram ao PSD, bem como a relação dos respectivos partidos dos quais
esses candidatos se desfiliaram. Além disso, os candidatos e seus
anteriores partidos foram intimados para se manifestarem acerca da
intenção do novo partido de aumentar sua participação na divisão dos
recursos financeiros do Fundo Partidário. Leia mais aqui.
Código Florestal: PSDB contraria Serra e vota favorável ao relatório da Câmara.
José Serra está mais interessado em conquistar o voto dos urbanóides paulistanos que votaram na Marina Silva, orientado pelos marineiros Walter Feldman e Ricardo Tripoli. Por isso, ontem, resolveu tuitar contra o relatório da Câmara, apoiando um ongueiro internacional, perdendo uma excelente oportunidade de ficar calado sobre um tema nacional e não municipal. O PSDB, na Câmara, acaba de informar que votará o relatório de Paulo Piau (PMDB-MG), contrariando Serra, se não houver um consenso. Faz bem, o PSDB. O tema é nacional, não é assunto para prefeitinho opinar.
Código Florestal: Câmara deveria estar votando uma nova CPI das ONGS, já que são elas que mandam no governo.
Meia dúzia de ONGS estrangeiras, barulhentas, mentirosas e inimigas do Brasil é que estão mandando no governo da Dilma. É por isso que o Código Florestal está neste impasse. Antes de votar a CPI do Cachoeira, deveriam votar a CPI do Greenpeace, da WWF e deste bando de ecoterroristas que aparelhou o Ministério do Meio Ambiente desde o tempo da Marina Silva, transformando agricultor em bandido. Votação sai hoje. Ainda existe negociação.
CPI de corruptos ou Código Florestal de gente honesta?
Confesso que hoje estou muito mais preocupado com as negociações do Código Florestal do que com a CPI do Cachoeira. De um lado, uma bando de safados corruptos e mensaleiros, gente da pior espécie, gente que rouba o Brasil e que aniquila as nossas esperanças de um país melhor. De outro lado, 5,3 milhões de produtores rurais que representam quase um quarto do PIB, um terço dos empregos e que fazem a agropecuária mais barata e sustentável do mundo. Nenhum país do mundo preserva 61% das suas florestas como o Brasil, usando apenas 27% para plantar e produzir alimentos. O Brasil não pode mais ser pautado pela corrupção. Precisamos fazer com que a produção seja o maior destaque. Por isso, o foco na aprovação do Código Florestal, sempre a perigo pelo trabalho organizado de meia dúzia de ONGS a serviço do agronegócio internacional, que querem florestas aqui e fazendas produtivas lá nos seus países, para cobrarem o preço que quiserem pela comida.
Neste momento, ministros e líderes partidários estão no Palácio do Planalto tentando um acordo. Depois, os deputados de todos os partidos que integram a Frente da Agropecuária vão fazer uma reunião para ver se existe consenso. Se houver, começa a votação dentro de um clima positivo. Se não houver, será uma batalha onde só haverá vencidos. Torça-se para que o governo olhe para as mãos calejadas dos agricultores em vez de olhar para as mãos perfumadas dos ambientalistas. É produção de comida contra a produção de mentiras. Torça-se pelo consenso. O Brasil da produção é mais importante que o Brasil da corrupção.
Código Florestal: justiça seja feita.
Sobre o artigo abaixo, um comentarista faz a seguinte ressalva:
O único reparo a ser feito ao texto é quanto ao papel exercido pela CNA
nesse processo. A senadora Kátia Abreu foi incansável na elaboração de
proposta que atendia a um só tempo a produção agrícola e a preservação
do meio ambiente. Esse papel conciliador deveria ter sido assumido pelo
governo. Mas, como se viu, este foi fonte de desestabilização
permanente, a começar pelo bombardeio sofrido pelo deputado Aldo Rabelo,
lembram-se? Pois bem, o Executivo permanecerá dando as cartas sozinho.
Tudo fez para que o Legislativo não chegasse a um diploma legal
equilibrado. É triste, porque o Legislativo é, por excelência, a casa da
representação. Por esse motivo, tudo alí tem de ser negociado, processo
necessariamente demorado. É a democracia que, mais uma vez, é
desmoralizada. O Executivo fará o que bem entender. Porém não foi por
culpa da CNA. Insisto, esse órgão de representação classista fez o que
deveria ter feito o governo. Só não foi bem sucedido porque coube ao
governo o papel de sabotador.
Comentário: a senadora Kátia Abreu (PSD-TO) correu o mundo defendendo o novo Código Florestal. Neste momento, está liderando uma comitiva na China. Enfrentou as ongs internacionais lá fora, nas suas próprias casas. Chegou a colocar 25.000 agricultores na Esplanada dos Ministérios. Justiça seja feita. A CNA esteve 24 horas por dia defendendo os 5,3 milhões de agricultores, com equilíbrio e honestidade de propósitos.
Código Florestal: mentiras e desinformação.
" Chegou a hora do voto ou do veto para o novo Código Florestal e todos
serão perdedores nessa história. Por mais de duas décadas o Código
Florestal sofreu milhares de alterações por iniciativa do Poder
Executivo, sem a participação direta do Legislativo nem consulta à
sociedade. Decretos e medidas provisórias criaram novas figuras e
exigências jurídicas, como as da Reserva Legal e das Áreas de
Preservação Permanente. Elas passaram a ser exigidas nas propriedades
rurais de forma retroativa pelos órgãos ambientais e, por fim,
"transformaram-se em lei, sem nunca terem sido votadas". Isso colocou na
ilegalidade a imensa maioria dos agricultores, trouxe grande
insegurança ao meio rural e propiciou abusos e injustiças,
principalmente para os pequenos proprietários.
Os pequenos agricultores, com até quatro módulos fiscais, representam cerca de 4,6 milhões de imóveis, ou seja, 88,8% do total existente. Eles ocupam 11% do território nacional e o valor estimado de sua produção, pelo Censo do IBGE de 2006, era de cerca de R$ 72,5 bilhões, 50% do valor total da produção agrícola do País. O projeto de Código Florestal revisado pelo Senado Federal vai atingi-los em cheio. O artigo 62 exige, de forma retroativa, que os pequenos proprietários recomponham ou abandonem parte das áreas ocupadas, muitas vezes há mais de século, ao longo de açudes, barragens, riachos e rios. A porcentagem exigida em Área de Preservação Permanente pode chegar a até 20% das propriedades no Sudeste, no Sul, no Nordeste e em parte do Centro-Oeste. Nos Cerrados essa área pode alcançar 35% e na Amazônia, até 80% das propriedades.
Considerados esses "limites" de recomposição de Áreas de Preservação Permanente, propostos pelo Senado, a perda de área produtiva dos pequenos será de cerca de 12 milhões de hectares. Com isso, algumas fontes estimam uma queda na renda anual dos pequenos proprietários de quase R$ 7 bilhões. Retirar pomares e culturas e abandonar pastagens em 20% dessas terras férteis representa perdas de mais de 50% na renda dos pequenos e em alguns casos o seu provável desaparecimento, segundo estimativas de fontes especializadas.
Se o Legislativo não equacionar corretamente a questão da consolidação ambiental das áreas ocupadas há dezenas de anos, em alguns casos centenas, em conformidade com a legislação de seu tempo, isso exigirá da presidente Dilma Rousseff a edição de mais uma medida provisória para corrigir e evitar esse desastre social e econômico. Mais uma vez, o Executivo invadirá o campo do Legislativo. Um mal menor e paradoxal para uma nova lei que gostaria de ver encerrado esse tipo de intervenção.
Desde o relatório inicial elaborado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), esse projeto foi discutido em todo o País, em mais de uma centena de audiências públicas. Para muitos ambientalistas, isso foi feito de forma manipulada. Por outro lado, as organizações rurais - como a Confederação Nacional da Agricultura, a Sociedade Rural Brasileira, a Associação Brasileira do Agribusiness, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura - foram incapazes de organizar o debate, levar adiante suas propostas e comunicar-se com a sociedade.
Boa parte das propostas da Frente Parlamentar da Agricultura não está contemplada no projeto que vai a votação esta semana. O projeto final do relator Paulo Piau (PMDB-MG) concorda e mantém em mais de 98% a versão do Senado. Ele parece atender mais às cobranças do Palácio do Planalto e da ministra do Meio Ambiente do que dos próprios correligionários. O Ministério da Agricultura, ao contrário do ocorrido nas gestões anteriores, esteve absolutamente ausente do debate, como se o destino da agropecuária nacional lhe fosse indiferente.
A questão tecnológica, do uso sustentável das terras, esteve ausente no debate do Código Florestal. Ela não existe no texto proposto, assim como o tema da irrigação. É enorme a responsabilidade da direção da Embrapa nessa omissão. Em vez de premiar quem usa práticas sustentáveis e intensivas, o Código Florestal considera que a nossa agricultura está na fase em que os cafezais destruíram as encostas do Vale do Paraíba ou no Neolítico. E como tal é considerada uma ameaça ao meio ambiente. O novo código não incentivará um uso mais adequado das terras, por meio de tecnologias mais produtivas e sustentáveis, nem contribuirá para criar um ambiente de concórdia, no qual a sociedade como um todo possa procurar um caminho, que será árduo e espinhoso, para com o tempo avançarmos para uma "economia verde", que hoje é mais uma palavra de ordem do que um objetivo conquistável.
O Brasil terá um Código Florestal que impactará as áreas urbanas e rurais. Os prefeitos não acompanharam esse processo e serão surpreendidos por exigências legais que questionarão planos diretores, zoneamentos urbanos e códigos construtivos em todo o País. O novo código começa mal e deverá ser remendado no curto e no médio prazos. A avalanche de processos no Judiciário já está sendo anunciada, tanto por parte dos agricultores vitimados, quanto por parte de ambientalistas e integrantes do Ministério Público. Todos pretendem questionar até a constitucionalidade de determinados artigos.
Com este quadro, perdem os agricultores, os ambientalistas, o agronegócio, o meio ambiente, a economia e a sociedade brasileira. A mídia tem uma grande responsabilidade nisso, na medida em que foi incapaz de fugir do emocionalismo dos dois lados e promover uma cobertura técnica com a profundidade que a matéria exige. Não foram raros os casos em que o leitor podia identificar a posição do pseudojornalista sobre o tema já no lead da matéria nem as entrevistas em que o jornalista oferece o "microfone" ao entrevistado. Não questiona, não contesta, não atua como jornalista."
Artigo de Rodrigo Lara Mesquisa, no Estadão de hoje, intitulado "É pau, é pedra, é o começo do caminho"
Os pequenos agricultores, com até quatro módulos fiscais, representam cerca de 4,6 milhões de imóveis, ou seja, 88,8% do total existente. Eles ocupam 11% do território nacional e o valor estimado de sua produção, pelo Censo do IBGE de 2006, era de cerca de R$ 72,5 bilhões, 50% do valor total da produção agrícola do País. O projeto de Código Florestal revisado pelo Senado Federal vai atingi-los em cheio. O artigo 62 exige, de forma retroativa, que os pequenos proprietários recomponham ou abandonem parte das áreas ocupadas, muitas vezes há mais de século, ao longo de açudes, barragens, riachos e rios. A porcentagem exigida em Área de Preservação Permanente pode chegar a até 20% das propriedades no Sudeste, no Sul, no Nordeste e em parte do Centro-Oeste. Nos Cerrados essa área pode alcançar 35% e na Amazônia, até 80% das propriedades.
Considerados esses "limites" de recomposição de Áreas de Preservação Permanente, propostos pelo Senado, a perda de área produtiva dos pequenos será de cerca de 12 milhões de hectares. Com isso, algumas fontes estimam uma queda na renda anual dos pequenos proprietários de quase R$ 7 bilhões. Retirar pomares e culturas e abandonar pastagens em 20% dessas terras férteis representa perdas de mais de 50% na renda dos pequenos e em alguns casos o seu provável desaparecimento, segundo estimativas de fontes especializadas.
Se o Legislativo não equacionar corretamente a questão da consolidação ambiental das áreas ocupadas há dezenas de anos, em alguns casos centenas, em conformidade com a legislação de seu tempo, isso exigirá da presidente Dilma Rousseff a edição de mais uma medida provisória para corrigir e evitar esse desastre social e econômico. Mais uma vez, o Executivo invadirá o campo do Legislativo. Um mal menor e paradoxal para uma nova lei que gostaria de ver encerrado esse tipo de intervenção.
Desde o relatório inicial elaborado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), esse projeto foi discutido em todo o País, em mais de uma centena de audiências públicas. Para muitos ambientalistas, isso foi feito de forma manipulada. Por outro lado, as organizações rurais - como a Confederação Nacional da Agricultura, a Sociedade Rural Brasileira, a Associação Brasileira do Agribusiness, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura - foram incapazes de organizar o debate, levar adiante suas propostas e comunicar-se com a sociedade.
Boa parte das propostas da Frente Parlamentar da Agricultura não está contemplada no projeto que vai a votação esta semana. O projeto final do relator Paulo Piau (PMDB-MG) concorda e mantém em mais de 98% a versão do Senado. Ele parece atender mais às cobranças do Palácio do Planalto e da ministra do Meio Ambiente do que dos próprios correligionários. O Ministério da Agricultura, ao contrário do ocorrido nas gestões anteriores, esteve absolutamente ausente do debate, como se o destino da agropecuária nacional lhe fosse indiferente.
A questão tecnológica, do uso sustentável das terras, esteve ausente no debate do Código Florestal. Ela não existe no texto proposto, assim como o tema da irrigação. É enorme a responsabilidade da direção da Embrapa nessa omissão. Em vez de premiar quem usa práticas sustentáveis e intensivas, o Código Florestal considera que a nossa agricultura está na fase em que os cafezais destruíram as encostas do Vale do Paraíba ou no Neolítico. E como tal é considerada uma ameaça ao meio ambiente. O novo código não incentivará um uso mais adequado das terras, por meio de tecnologias mais produtivas e sustentáveis, nem contribuirá para criar um ambiente de concórdia, no qual a sociedade como um todo possa procurar um caminho, que será árduo e espinhoso, para com o tempo avançarmos para uma "economia verde", que hoje é mais uma palavra de ordem do que um objetivo conquistável.
O Brasil terá um Código Florestal que impactará as áreas urbanas e rurais. Os prefeitos não acompanharam esse processo e serão surpreendidos por exigências legais que questionarão planos diretores, zoneamentos urbanos e códigos construtivos em todo o País. O novo código começa mal e deverá ser remendado no curto e no médio prazos. A avalanche de processos no Judiciário já está sendo anunciada, tanto por parte dos agricultores vitimados, quanto por parte de ambientalistas e integrantes do Ministério Público. Todos pretendem questionar até a constitucionalidade de determinados artigos.
Com este quadro, perdem os agricultores, os ambientalistas, o agronegócio, o meio ambiente, a economia e a sociedade brasileira. A mídia tem uma grande responsabilidade nisso, na medida em que foi incapaz de fugir do emocionalismo dos dois lados e promover uma cobertura técnica com a profundidade que a matéria exige. Não foram raros os casos em que o leitor podia identificar a posição do pseudojornalista sobre o tema já no lead da matéria nem as entrevistas em que o jornalista oferece o "microfone" ao entrevistado. Não questiona, não contesta, não atua como jornalista."
Artigo de Rodrigo Lara Mesquisa, no Estadão de hoje, intitulado "É pau, é pedra, é o começo do caminho"
Ilha de Curupu, Maranhão, propriedade dos Sarney. Ali onde está a mansão do Zequinha Sarney, era uma floresta nativa.
Zequinha Sarney, cria de José Sarney, é deputado federal pelo Maranhão. Se quisesse ser governador, prefeito, interventor, empreiteiro, bicheiro, dono de motel, também poderia, porque naquele estado sendo Sarney pode tudo. Zequinha Sarney é do Partido Verde, é presidente nacional. Amanhã o Zequinha Sarney quer interditar o deputado federal Paulo Piau (PMDB-MG) invalidando o relatório da Câmara sobre o Código Florestal. Zequinha Sarney é daqueles que defendem que mais de um milhão de pequenos agricultores brasileiros sejam expulsos das margens dos rios que ocuparam quando não havia lei ambiental. No lugar do milho, da mandioca, do feijão, Zequinha Sarney quer que eles plantem pinus ou eucalipto.
Olhando a foto acima, vemos que a Família Sarney abriu uma clareira na mata nativa da Ilha de Curupu para construir uma mansão onde o Zequinha Sarney refestela-se com a sua prole e família. Ali onde está mansão do Zequinha é uma APP, uma Área de Preservação Permanente. Mas APP só vale para agricultor pobre e miserável, jamais para um Sarneyzinho. É por este tipo de prepotência que o Maranhão é o estado mais miserável do Brasil. Por pouco, o pai do Zequinha não transformou o Brasil num grande Maranhão, quando passou pela presidência. Alguém, amanhã, no debate da Câmara, poderia fazer o favor de esfregar esta foto da Ilha de Curupu nas fuças do Zequinha Sarney. Pode ser que assim ele crie vergonha naquela cara de pau. Pau de árvore nativa que ele a sua família devastaram numa Área de Preservação Permanente lá no Maranhão.
(Publicado originalmente no dia de ontem, às 20:23 h)
(Publicado originalmente no dia de ontem, às 20:23 h)
Rio+20. A Marina Silva, o Greenpeace e a WWF poderiam protestar aqui, em vez de perseguirem milhões de pequenos agricultores brasileiros.
Este lixão libera chorume que polui a Baia da Guanabara. Alguém já viu a Marina Silva e as suas ONGS protestando por aqui. É ruim, não é mesmo? Cheira mal, só tem gente pobre...
Irresponsabilidade, comodismo, desídia, desrespeito aos cidadãos,
desprezo pelo meio ambiente. Qualquer dessas expressões retratará com
perfeição o comportamento das autoridades municipais do Rio de Janeiro
que, nos últimos 34 anos, criaram, utilizaram e trataram de fazer
crescer rápida e ininterruptamente o aterro sanitário de Jardim
Gramacho, no município de Duque de Caxias, até o transformarem no maior
lixão do continente e uma espécie de bomba-relógio de poluição que
ameaça a Baía de Guanabara. O caso do lixão de Jardim Gramacho é,
certamente, o mais impressionante de todos, mas é mais um entre os
muitos erros acumulados ao longo dos anos pelo poder público no
tratamento dos resíduos sólidos gerados nas cidades.
Ocupando uma área de 1,3 milhão de metros quadrados, o lixão de Gramacho acumula 60 milhões de toneladas de lixo, cujo volume alcança até 60 metros de altura, colocados sobre um solo de pouca firmeza.
A decomposição do material orgânico contido nessa montanha de lixo produz o chorume, líquido poluente de cor escura e odor nauseante, que vaza para as águas da Baía de Guanabara. A decomposição desse material produz também o gás metano, um dos responsáveis pelo efeito estufa e que, de tempos em tempos, provoca explosões no lixão. Localizado a 4 quilômetros do Aeroporto Tom Jobim, o lixão tornou-se uma ameaça à segurança dos voos, por causa do grande número de urubus que atrai e que disputam com as pessoas os resíduos ali depositados.
"Cometeu-se um crime ambiental monumental no Rio de Janeiro", reconheceu o secretário municipal de Conservação, Carlos Osório, em entrevista à repórter Clarissa Thomé, do Estado (22/4). Trata-se, de fato, de um crime ambiental, praticado continuamente pelas autoridades municipais durante décadas. Finalmente, essas autoridades se dizem dispostas a corrigir os males que causaram. Leia mais aqui.
Ocupando uma área de 1,3 milhão de metros quadrados, o lixão de Gramacho acumula 60 milhões de toneladas de lixo, cujo volume alcança até 60 metros de altura, colocados sobre um solo de pouca firmeza.
A decomposição do material orgânico contido nessa montanha de lixo produz o chorume, líquido poluente de cor escura e odor nauseante, que vaza para as águas da Baía de Guanabara. A decomposição desse material produz também o gás metano, um dos responsáveis pelo efeito estufa e que, de tempos em tempos, provoca explosões no lixão. Localizado a 4 quilômetros do Aeroporto Tom Jobim, o lixão tornou-se uma ameaça à segurança dos voos, por causa do grande número de urubus que atrai e que disputam com as pessoas os resíduos ali depositados.
"Cometeu-se um crime ambiental monumental no Rio de Janeiro", reconheceu o secretário municipal de Conservação, Carlos Osório, em entrevista à repórter Clarissa Thomé, do Estado (22/4). Trata-se, de fato, de um crime ambiental, praticado continuamente pelas autoridades municipais durante décadas. Finalmente, essas autoridades se dizem dispostas a corrigir os males que causaram. Leia mais aqui.
CPI do Cachoeira: o bicho pegou para o lado do Aécio.
Quem lê este blog, lembra deste post.
Escutas telefônicas da Polícia Federal revelam que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) intercedeu diretamente junto a seu colega, Aécio Neves (PSDB-MG), e arrumou emprego comissionado para uma prima do empresário do jogo de azar Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Mônica Beatriz Silva Vieira, a prima do bicheiro, assumiu em 25 de maio de 2011 o cargo de Diretora Regional da Secretaria de Estado de Assistência Social em Uberaba.
Escutas telefônicas da Polícia Federal revelam que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) intercedeu diretamente junto a seu colega, Aécio Neves (PSDB-MG), e arrumou emprego comissionado para uma prima do empresário do jogo de azar Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Mônica Beatriz Silva Vieira, a prima do bicheiro, assumiu em 25 de maio de 2011 o cargo de Diretora Regional da Secretaria de Estado de Assistência Social em Uberaba.
Do pedido de Cachoeira a Demóstenes, até a nomeação de Mônica,
bastaram apenas 12 dias e 7 telefonemas. Aécio confirma o empenho para
atender solicitação de Demóstenes, mas alega desconhecer interesse de
Cachoeira na indicação. São citados nos grampos Marcos Montes (PSD),
ex-prefeito de Uberaba, e Danilo de Castro, principal articulador
político de Aécio em seu Estado e secretário de Governo da gestão
Antonio Anastasia (PSDB), governador de Minas. Eles negam envolvimento
na trama.
A PF monitorou Cachoeira, a prima e Demóstenes no bojo da Operação
Monte Carlo, que desmantelou alentado esquema da contravenção, fez ruir a
aura de paladino do senador goiano e expôs métodos supostamente
ilícitos da Delta Construções para atingir a supremacia em sua área de
ação. Aécio não caiu no grampo porque não é alvo da investigação. Mas ele é
mencionado por Demóstenes e Cachoeira. O contraventor chama Demóstenes
de ‘doutor’ e o senador lhe confere o título de ‘professor’.
O grampo que mostra a ascensão profissional da prima de Cachoeira
está sob guarda do Supremo Tribunal Federal (STF), nos autos que tratam
exclusivamente do conluio de Demóstenes com o bicheiro. Em 13 de maio de 2011, Aécio é citado pela primeira vez. Cachoeira
pede a Demóstenes para “não esquecer” do pedido. “É importantíssimo prá
mim. Você consegue por ela lá com Aécio... em Uberaba, pô, a mãe dela
morreu. É irmã da minha mãe.” Demóstenes responde. “Tranquilo. Deixa eu só ligar pro rapaz lá. Deixa eu ligar prá ele.”
A PF avalia que o caso pode caracterizar tráfico de influência.
“Seguem ligações telefônicas, divididas por investigado, em ordem
cronológica, que contém indícios de possível cometimento de infração
penal por parte de seus interlocutores ou pessoas referidas.” Na síntese que faz da ligação de Cachoeira para Mônica, a 26 de maio –
contato durou 3 minutos e 47 segundos –, a PF assinala. “Falam sobre a
nomeação de Mônica para a SEDESE/MG, conseguida por Cachoeira junto ao
senador Aécio Neves por intermédio do senador Demóstenes Torres e de
Danilo de Castro.” (Estadão)
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