sábado, 25 de junho de 2011

Como assim? Dilma não é a única candidata à reeleição?

Vejam só, o "coveiro" do PT, Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria Geral da Presidência, já fala que o partido tem "um bom banco" para 2014, abrindo uma cova rasa para a reeleição de Dilma Rousseff:

"[Lula] não quer, em 2014, em hipótese nenhuma ele gostaria. E 2018 está muito longe. A oposição precisa levar em conta isso. Nosso time, além de bom plantel, tem bom banco. Não pense que colocamos todas as fichas na mesa. E Lula permanece figura que nos ajuda, apoia. Como candidatura, nenhuma hipótese de ele ser candidato em 2014. Ele não aceitaria de jeito nenhum"

A revelação é bombástica. Dilma não é candidata única à reeleição. Leia aqui.

A insustentável Marina Silva ficou sem ambiente no PV. Não foi tão venerada quanto pela imprensa tupiniquim.

Do Estadão:

Dois anos após trocar o PT pelo PV, a ex-senadora Marina Silva deve anunciar na próxima terça-feira, 28, sua saída do Partido Verde. Desgastada pelas divergências com a executiva nacional do PV, a ex-presidenciável deve formalizar sua decisão em São Paulo, após reunião com o Movimento Marina Silva, grupo apartidário que atuou na campanha presidencial da ex-senadora no ano passado. Marina deve falar em nome de um grupo de aliados, entre eles o ex-presidente do diretório estadual do PV-SP, Maurício Brusadin, o ex-coordenador da campanha presidencial do PV, João Paulo Capobianco, o ex-candidato ao Senado por São Paulo, Ricardo Young, e o empresário Guilherme Leal, que foi seu vice na chapa presidencial. Os aliados da ex-senadora devem retomar o Movimento Brasil Sustentável, de onde pretendem fazer a articulação política para 2014. O objetivo não é fundar um partido para disputar as eleições em 2012 - uma vez que não há tempo hábil para disputar a eleição municipal do próximo ano -, mas fazer com que o Movimento tenha potencial para se tornar um novo partido. Leia mais aqui.
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Até agora, só quem sai é quem não tem mandato. Quero ver o Zequinha Sarney, o Alfedo Sirkis, se esta gente vai sair ou optar pela sustentabilidade do PV...

Brasil sob ataque.

Não param os ataques de hackers aos sites governamentais do Brasil. Até mesmo a poderosa e bem armada organização dos brigadianos gaúchos foi invadida. O site da gloriosa Brigada Militar estará fora do ar até a próxima segunda-feira.

FHC e seus enganos.

Da Coluna do Moreno, em O Globo:

Vejam só a conversa entre FH e Moreira Franco, que o visitou esta semana em São Paulo:

- Depois da carta da Dilma, ninguém te segura mais, né?
- Você leu?! Agora sim acho que pintou um clima!
- E o que vais fazer agora?
- Primeira providência: decretei que ninguém mais fala mal da Dilma nesta casa. Está proibido falar mal dela!
- Inclua o Sarney. Ninguém mais fala também mal do Sarney nesta sua casa! Certo?

FH murchou.

Da Coluna Radar, em Veja:

Dois exames de DNA, o último deles feito no início do ano, deram um desfecho surpreendente a uma história envolta em muita discrição há duas décadas: Tomás, de 19 anos, o rapaz que FHC reconheceu oficialmente como filho em 2009 em um cartório espanhol, não é filho do ex-presidente. Embora só tenha perfilhado Tomás há dois anos, FHC sempre ajudou a jornalista Miriam Dutra, sua mãe, a sustentá-lo. Como morava entre Portugal e Espanha, para onde Miriam foi enviada pela Globo pouco antes do seu nascimento, Tomás tinha contato com FHC quando o ex-presidente viajava para a Europa. A situação, porém, sempre foi envolta em total reserva, quebrada somente com a publicação pela jornalista Mônica Bergamo de uma reportagem sobre o reconhecimento de Tomás na Folha de S. Paulo, em 2009.

Que país é este?

Clique na imagem para ampliar e ler o que aconteceu imediatamente depois que Charles Damien Pierson, francês, caiu do bondinho que circulava sobre os Arcos da Lapa. 

Manter Battisti no Brasil é um crime.

Editorial de hoje, do Estadão, intitulado " O visto de Battisti é ilegal":

Por 14 votos a 2, 1 abstenção e 3 ausências, o Conselho Nacional de Imigração - vinculado ao Ministério do Trabalho e integrado por 9 representantes de Ministérios, 5 de sindicatos, 5 de entidades patronais e 1 da comunidade científica - concedeu visto de permanência ao ex-terrorista italiano Cesare Battisti. Com isso, ele poderá viver e trabalhar por tempo indeterminado no Brasil. Pela ordem jurídica vigente, a decisão do Conselho Nacional de Imigração é ilegal. Ela colide com a Lei 6.815/81, que criou o órgão e define a situação jurídica dos estrangeiros no Brasil. O inciso IV do artigo 7.º dessa lei proíbe taxativamente a concessão de visto "ao estrangeiro que foi condenado ou processado em outro país por crime doloso, passível de extradição segundo a lei brasileira". 

É justamente esse o caso de Battisti. Ele foi condenado à prisão perpétua pela Justiça italiana por quatro assassinatos cometidos na década de 1970, quando integrava a organização terrorista Proletários Armados para o Comunismo. No momento em que Battisti foi processado, julgado e condenado, a Itália vivia em plena normalidade política e constitucional, ou seja, sob democracia plena. Battisti também já foi condenado no Brasil pela primeira instância da Justiça Federal à pena de dois anos em regime aberto, convertida em pagamento de multa e prestação de serviços à comunidade, por usar passaportes franceses falsificados, encontrados quando foi preso pela Polícia Federal, em 2007, a pedido do governo italiano. Ele recorreu, mas a decisão foi mantida há cinco meses pelo Tribunal Regional Federal da 2.ª Região. No inciso II do artigo 7.º, a Lei 6.815 também proíbe a concessão de visto "ao estrangeiro considerado nocivo à ordem pública". 

Por mais que se apresente como perseguido político, Battisti, do estrito ponto de vista técnico-jurídico, não preenche os critérios previstos pela legislação para a obtenção de visto de residência. Por isso, a Procuradoria-Geral da República - o órgão encarregado pela Constituição de "defender a ordem jurídica" - não tem outra saída a não ser contestar judicialmente a decisão do Conselho Nacional de Imigração e exigir o cumprimento do direito positivo. Foi com base nessa legislação que, em 2009, a Procuradoria-Geral da República emitiu um parecer contrário à concessão de asilo a Battisti - posição que foi endossada pelo Comitê Nacional para os Refugiados, uma comissão interministerial encarregada de receber os pedidos de refúgio e determinar se os solicitantes reúnem as condições jurídicas necessárias para serem reconhecidos como refugiados. Surpreendentemente, o então ministro da Justiça, Tarso Genro, desprezou as duas decisões e concedeu o status de refugiado político a Battisti. 

Classificando a iniciativa de Genro como "grave e ofensiva", o Ministério de Assuntos Estrangeiros da Itália recorreu ao Supremo Tribunal Federal, acusando o governo brasileiro de não cumprir o tratado de extradição firmado pelos dois países em 1989. Mas, em vez de dar uma solução clara e objetiva ao caso, em 2010 a Corte, numa decisão ambígua, autorizou a extradição, mas deixando a última palavra ao presidente da República. Pressionado pelo ministro da Justiça, por um lado, e pelo governo da Itália, por outro lado, Lula deixou claro que concederia asilo a Battisti - o que só fez no último dia de seu mandato - e pediu à Advocacia-Geral da União um parecer que fundamentasse sua decisão. Cumprindo a determinação, o órgão desprezou a legislação e preparou um parecer político, dando as justificativas "técnicas" de que o presidente precisava para decidir pela permanência de Battisti no País, com o status de imigrante. 

O governo italiano voltou a recorrer e o Supremo, para perplexidade dos meios jurídicos, também agiu politicamente, ignorando tanto o tratado de extradição firmado entre o Brasil e a Itália quanto a própria legislação brasileira sobre estrangeiros. Essa desmoralização das instituições jurídicas foi aprofundada ainda mais com a concessão do visto de permanência a Battisti, pelo Conselho Nacional de Imigração.

Manual de instruções.

A Medida Provisória da Copa que impõe sigilo aos orçamentos, por meio do Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC), um artifício inventado para proteger a roubalheira das empreiteiras, é tão inexplicável que o governo federal está preparando um kit de argumentos para convencer os senadores.Uma espécie de FAQ da falcatrua. É o primeiro caso de legislação que precisa ser acompanhada por um manual de instruções.

Agrofobia.

Do Painel da Folha, mostrando que a presidente ainda acha que terá, um dia, os votos dos verdes. Diferentemente do que pensa, perderá todos os votos da agropecuária brasileira. 

Por que não? Liderados por Roberto Rodrigues, 12 ex-ministros da Agricultura que solicitaram audiência com Dilma para discutir o novo Código Florestal estão incomodados com o silêncio da presidente. O pedido foi feito há cerca de 20 dias. Durante a tramitação do texto na Câmara, ela recebeu ex-ministros do Meio Ambiente.

Dilma vai e vem.

Da Folha de São Paulo, comprovando que este é um governo que não resiste a pressões:

A presidente Dilma Rousseff voltou a defender o fim do sigilo eterno de documentos oficiais e irá pedir que sua base no Senado chancele o texto da forma como foi aprovado pela Câmara. A decisão foi informada ontem a assessores. A presidente deseja encerrar o debate sobre o assunto, que vem gerando discussões no governo há semanas. É a terceira vez que o Planalto muda de posição sobre o tema. O fim do sigilo, como aprovado na Câmara -com prazo máximo de 50 anos para documentos ultrassecretos-, era a posição original de Dilma. Os ex-presidentes e atuais senadores Fernando Collor (PTB-AL) e José Sarney (PMDB-AP), porém, se opuseram à proposta.

Após a pressão dos dois aliados, a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) afirmou, durante sua posse, que o governo passaria a defender o projeto original enviado pelo Executivo ao Congresso, ainda na gestão do presidente Lula. Nele, havia a possibilidade de prorrogar indefinidamente o sigilo de alguns papéis.Na última quarta, entretanto, Ideli disse que o Planalto acataria qualquer decisão que o Senado aprovasse. Ontem, reportagem da Folha mostrou que a maioria dos senadores é a favor do fim do sigilo e está disposta a aprovar o texto vindo da Câmara.

A Folha apurou que Dilma almoçou na última segunda-feira com os ministros Nelson Jobim (Defesa) e Antonio Patriota (Relações Exteriores). As duas pastas capitaneavam a manutenção do sigilo. Na reunião, porém, acataram a decisão de Dilma. O projeto deverá entrar na pauta do Senado no segundo semestre

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Chávez continua em Cuba, em estado crítico de saúde.

Mesmo tendo aparecido no twitter, depois de 12 dias, Hugo Chávez continua em Cuba, acometido de uma doença não esclarecida. Segundo o jornal El Nuevo Herald, " el presidente venezolano Hugo Chávez, quien se encuentra internado en un hospital de La Habana, estaría atravesando por un “cuadro clínico crítico”, dijeron el viernes fuentes de inteligencia estadounidenses. Las fuentes, que hablaron bajo condición de anonimato, dijeron que no podían confirmar versiones de que el mandatario venezolano está siendo tratado de un cáncer de la próstata, versión que está siendo susurrada con cada vez más frecuencia en las altas esferas venezolanas". Nada justifica que um presidente da República suma em outro país, lá estando hospitalizado, sem que existam boletins oficiais e o dia-a-dia seja acompanhado pela imprensa. Pouca coisa não é.

Os aloprados do BlogProg.

BlogProg é a sigla de um conluio amigável entre blogueiros chapa-branca de apoio ao governo petista, uma sofisticada organização blogosférica, que vem organizando eventos patrocinados por empresas públicas como o Banco do Brasil, Petrobras, Itaipu e até por governos, como o do Distrito Federal. Inspirados no sucesso de Paulo Henrique Amorim, Luiz Nassif e Luiz Carlos Azenha, blogueiros que mantêm generosos e milionários contratos com empresas públicas, estão buscando demonstrar uma força que não possuem, para chegar ao grande objetivo, que é:

Democratizar a distribuição de verbas públicas de publicidade, que deve ser baseada não apenas em critérios mercadológicos, mas também em mecanismos que garantam a pluralidade e a diversidade. Estabelecer uma política pública de verbas para blogs.

O objetivo acima não é invenção. É o que diz textualmente a Carta do II BlogProg - Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas. Aliás, o documento é um amontoado de besteiras e imbecilidades, típico de eventos políticos que pretendem dar a si um ar de credibilidade para, a seguir, atacar os cofres públicos, em busca de dinheiro fácil. Algumas frases constam do documento, tais como:

nosso movimento aumentou a sua capacidade de interferência na luta pela democratização da comunicação, e se tornou protagonista da disseminação de informação crítica ao oligopólio midiático.

O tal "oligopólio midiático" emprega mais de 40.000 jornalistas registrados e empregados em mais de 10.000 veículos de comunicação de mídia impressa e eletrônica no Brasil, devidamente registradas como empresas de comunicação. A mídia é, sem dúvida, ums dos setores mais pulverizados do país. O IVC, Instituto Verificador de Circulação audita 462 publicações, sendo 108 jornais e 354 revistas. Na mídia online, o instituto monitora 47 sites jornalísticos, que recebem 903 milhões de page views mensais. Poderíamos aqui desfiar dezenas de outros dados que mostram que o conceito de "oligopólio midiático" é meramente ideológico, sem nenhum embasamento técnico. Aliás, os BlogProg deixaram tudo muito claro na sua carta: eles não querem ser analisados por aspectos mercadológicos, mas sim porque são diferentes e plurais. Eles são ou não são uma gracinha? Olhem essa:

É a blogosfera que tem garantido de fato maior pluralidade e diversidade informativas. Tem sido o contraponto às manipulações dos grupos tradicionais de comunicação, cujos interesses são contrários a liberdade de expressão no país.

A palavrinha "contraponto" é a essencial para que se compreenda o que os BlogProg representam. Eles são o canal através do qual o governo petista busca inibir a informação, plantando versões oficiais, muitas vezes por meio de calúnias, apontadas especialmente contra partidos e pessoas. É uma verdadeira central de boatos, manejada a partir de um conjunto de blogs patrocinados. Aliás, Lula, presente no evento, continuou louvando a reação dos "brogueiros" que sustentaram a mentira de que Serra havia sido atingido por uma bolinha de papel, quando a Rede Globo mostrou, claramente, que ele havia sido atingido por outro objeto. O SBT, que foi usado para espalhar a mentira na mídia de massa, dias depois vendeu o Banco Panamericano, quebrado e falido, para a Caixa, dando um prejuízo de mais de R$ 4 bilhões aos contribuintes. Abaixo, outra pérola do documento:

Na preparação do II Encontro Nacional, isso ficou evidenciado com a realização de 14 encontros estaduais, que mobilizaram aproximadamente 1.800 ativistas digitais, e serviram para identificar os nossos pontos de unidade e para apontar as nossas próximas batalhas.

A metodologia de formação deste futuro sindicato de blogueiros, que ainda não sabe se será uma entidade patronal ou profissional, tendo em vista que querem continuar independentes, mas recebendo dinheiro público, é conhecidíssima.Promovem pequenas reuniões descentralizadas, mas sempre dominadas pelos companheiros petistas para, depois, reunir tudo em torno de um evento nacional, organizado para dar legitimidade às decisões tomadas por grupelhos regionais. É o modelito Cofecom. Notem que nem mesmo eles sabem o que são: se blogueiros progressistas ou se ativistas digitais. Na verdade, eles são apenas um grupelho de militantes chapa-branca querendo arrancar algum dinheiro dos cofres públicos para financiamento da sua atividade política. Aliás, até agora ninguém sabe quanto de dinheiro da Petrobras, de Itaipu, do Banco do Brasil e do Governo do Distrito Federal foi desviado para o evento. Muito menos no bolso de quem foi parar a bufunfa. Como são verdadeiros aloprados digitais, daqui a pouco a gente descobre.

E agora, STF? Onde termina a liberdade de expressão e começa o crime?

De Zero Hora, Porto Alegre:

Trabalhos produzidos por um aluno do curso de História vêm provocando perplexidade na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ao defender ideias consideradas racistas por colegas e professores. Em um manifesto distribuído em sala de aula, esta semana, o estudante chama filhos de casais multirraciais de “híbridos” e compara a miscigenação populacional a uma forma de “exterminação racial ou genocídio”. As declarações já motivaram um processo disciplinar e o registro de uma ocorrência policial.

As aulas do primeiro semestre de História começaram a ficar tumultuadas em abril, quando um trabalho de tema livre foi considerado inadequado pelo professor Cesar Guazzelli por conter tons antissemitas. Conforme uma testemunha que estava presente à aula, Guazzelli alertou os alunos de que não aceitaria esse tipo de argumentação. O autor do ensaio, José Francisco Alff, 50 anos, não admitiu a reprimenda e teve início uma série de manifestações. Guazzelli informa que, como foi aberto um processo disciplinar, nem ele ou qualquer outro servidor da universidade podem se manifestar. – Foi formada uma comissão que está averiguando o assunto – diz.

Em outro estudo, Alff teria defendido a superioridade intelectual de algumas etnias, como brancos e orientais, sobre outras. O episódio mais recente, porém, chegou a interromper uma aula. Segunda-feira, Alff colocou sobre as mesas de todos os colegas cópias assinadas de um texto de três páginas nas quais discorre sobre temas como a superioridade cultural de brancos sobre negros africanos e casamentos inter-raciais. Em um dos trechos, lê-se que “só uma mulher Branca é capaz de gerar um filho Branco para um Homem Branco – a Negra originaria um híbrido, ou mestiço ou mulato, como queiram (...), e o interracialismo é tb uma forma de exterminação racial ou genocídio – a pior forma de violência racial.” Em seguida, cogita que, teoricamente, esse tipo de união “poderia até vir a ser proibido”.

O estudante Adriano da Silva Nunes, 30 anos, filho de mãe branca e pai negro, revoltou-se. – Me senti muito ofendido ao ser chamado de híbrido, como se fosse uma aberração. Disse que ele procurasse um advogado, porque iria processá-lo por racismo – conta. O clima entre os estudantes ficou tão pesado que muitos começaram a ir embora, e a aula foi encerrada. No dia seguinte, foi registrada na 11ª Delegacia da Polícia Civil a ocorrência 4807/2011 – que deverá ser investigada pela 15ª DP. Entre as evidências incluídas na ocorrência policial e no processo administrativo está o texto distribuído esta semana. Em outro ponto, sugerindo uma defasagem intelectual entre etnias, o estudante compara as sociedades dos “eurasianos”, brancos, e dos negros africanos.

Lê-se: “que sociedade e/ou cultura da África Subsaariana ou África Negra, de per si, ao grau mínimo mas essencial de desenvolvimento cultural da concepção de um alfabeto ou sistema numérico (...) Nenhuma! (...) O que seria da humanidade hoje sem essa criação dos eurasianos?” Ele ainda aponta que o Rio Grande do Sul jamais teria o nível de vida que tem sem a “expressiva imigração europeia livre e não-portuguesa”. Alff cita reportagem de ZH que destacou a cidade de Feliz, de origem germânica, como exemplo de qualidade de vida. Diz que isso seria uma prova da supremacia europeia – o que obviamente não é abordado no texto jornalístico.

Clique sobre a imagem para ampliar e ler a reprodução da carta:

Este post não vai aceitar posicionamentos contra ou a favor da tese defendida pelo aluno. O que está sendo proposto é discutir até onde vai a liberdade de expressão no país, tendo em vista a recente decisão do STF sobre a Marcha da Maconha. O aluno tem direito a expressar a sua tese ou não?

FIFA critica desorganização e atrasos da Copa 2014 no Brasil. Obras para Rússia 2018 estão mais adiantadas.

Da Veja:

A Fifa voltou a manifestar sua preocupação com o andamento das obras para a Copa do Mundo de 2014. Em visita à Rússia, nesta sexta-feira, o secretário-geral da entidade, Jerome Valcke, lamentou o fato de o Brasil ter dado mais valor para sua escolha como sede do que para o trabalho de organização do evento. "Nós ainda não temos estádios, nós ainda não temos aeroportos", reclamou Valcke durante um evento da Fifa em Moscou. "Eles ainda têm muito o que entregar", disse o cartola sobre os brasileiros. "Nós não podemos ter um estádio pronto no último minuto", completou Valcke. O secretário-geral da Fifa fez uma comparação desfavorável ao Brasil com a Rússia, que no ano passado foi anunciada como a sede do Mundial de 2018. "Os estádios são as coisas mais importantes. Nós estamos mais avançados na Rússia do que no Brasil," disse. O secretário-geral disse que mesmo obras de grande porte, como o estádio do Maracanã, que deverá receber a final, talvez fiquem prontas faltando apenas algumas semanas para o início da competição.

Hoje tem quadrilha no Arraiá do Zé.

Do Correio Braziliense:

O ex-ministro José Dirceu (PT) receberá hoje, em sua mansão em Vinhedo, a 80km de São Paulo, cerca de 500 convidados para uma festa junina. No e-mail que ele mesmo enviou a amigos e parentes, pediu para as pessoas levarem "uma prenda e um trem de comer ou beber". O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-primeira dama Marisa Letícia também foram chamados, mas não confirmaram presença. O casal tinha a tradição de promover uma badalada festa de são-joão na Granja do Torto, nos oito anos em que Lula passou no Palácio do Planalto.

A festa de Dirceu ganhou o apelido de Arraiá do Zé e da Eva e foi organizada pela esposa do político, Evanise Santos. Até as 18h ontem, pelo menos 150 pessoas haviam confirmado presença. O prefeito de Campinas (SP), Hélio de Oliveira Santos, o Dr. Hélio (PDT), acusado de corrupção pelo Ministério Público (MP), está entre os convidados. O próprio Dirceu responde a inquérito no Supremo Tribunal Federal, ao lado de outros 38 réus, devido à suspeita de envolvimento no episódio do mensalão.

A celebração foi planejada especialmente porque a presidente Dilma Rousseff não manterá a tradição do antecessor. Segundo fontes do PT de São Paulo, o motivo alegado por Dilma seria que a festa de Lula acabava se transformando num encontro político e a nova presidente não estaria bem disposta para um encontro como esse. Dilma Rousseff também foi convidada, mas, como Lula e Dona Marisa, não confirmou presença na festa de Dirceu. Até ontem, o casal Lula estava em dúvida se organizava uma festa íntima em uma chácara na Zona Rural de São Bernardo do Campo (SP) ou se ia para o são-joão em Vinhedo.

Dilma e o seu trem da alegria.

Hoje o Valor Econômico informa que apesar de todo o silêncio do governo sobre o assunto, o adiamento do leilão do trem de alta velocidade (TAV), pela terceira vez, já é dado como certo.O governo já está fazendo duas alterações brutais no projeto, em favor dos interessados: a flexibilização de locais para a construção das estações do trem-bala e a adequação dos processos de transferência tecnológica, que agora será definida com o consenso do governo e o consórcio construtor, e não mais uma decisão unilateral do poder público, como cantarolou o governo, inicialmente. Mas a bomba maior não é essa. Embora as cinco maiores construtoras do país - Camargo Corrêa, Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS e Queiroz Galvão - não confirmem, há uma expectativa de que elas entrem juntas no negócio, formando um único bloco. Obviamente, vencerão a concorrência contra qualquer outro grupo. A obra está orçada em R$ 33,4 bilhões pelo governo, embora a fatura estimada pelo mercado ultrapasse R$ 50 bilhões. Se o consórcio acima for homologado, não há dúvida alguma que será o verdadeiro trem da alegria dos maiores doadores do PT, com direito a financiamento total do BNDES.

Depois de 5 aeroportos, Dilma privatiza 45 portos. Está bom assim ou quer mais do que 50 privatizações em 6 meses?

Privatizar é bom, desmonta o discurso mentiroso e caquético do PT, mas não "a la loca". Depois de decidir que cinco grandes aeroportos serão entregues á iniciativa privada, o governo federal resolve privatizar quarenta e cinco portos de uma só tacada, sem informar qual o plano que existe por trás disso, em termos estratégicos. Onde está a revisão do Plano Nacional de Logística e Transportes? Quanto das metas previstas para o período 2008 a 2011 serão cumpridas? Quanto foi efetivamente investido pelo PAC nesta área? O Brasil assiste, mais uma vez, uma cessão do patrimônio nacional às escuras, sem nenhum debate com quem produz e comercializa no Brasil.

No ciclo de privatizações dos governos tucanos, houve o máximo de cuidado para impedir uma cartelização de setores, como na telefonia. Agora as agências reguladoras estão desmontadas, entulhadas de companheiros incompetentes, perderam completamente a credibilidade. Vejam o perigo nos portos: "Quem vencer vai administrar e operar tudo dentro do porto, com a supervisão da Antaq", explicou ao Estado o diretor da agência, Tiago Lima. 

O PSDB e a oposição apenas saudaram a quebra do discurso mentiroso do PT. Chegou a hora de analisar e questionar imediatamente se não está havendo uma quebra da espinha dorsal da economia do país: a sua logística.  Leia mais aqui.

Copa 2014 e Rio 2016: o pulo dos gatunos.

Que a FIFA e o Comitê Olimpico Internacional estão enredados em uma imensa rede de corrupção ninguém pode negar. Os casos de venda de votos para escolha de sedes de ambas as competições são públicos e notórios. Não é à toa que paises emergentes têm recebido as principais competições nos últimos anos. África do Sul no futebol. Grécia e China nos esportes olímpicos. Aí está o pulo dos gatunos. Os organismos, nas suas exigências aos países candidatos, os amarram a cláusulas leoninas, seja de contratação de fornecedores exclusivos, seja de royalties e, principalmente, de exigências descabidas de infra-estrutura que devem ser cumpridas sob pena até mesmo da perda dos direitos de realização. Aí estes organismos, mancomunados com seus parceiros locais como o COB e a CBF, feudos de cartolas, completam a obra. Obra? Exatamente, esta é a palavra mágica. Vejam que o Maracanã já recebeu um aditivo de mais 30% por exigência da FIFA ( perto de R$ 200 milhões) e que o Morumbi foi vetado para abrir a Copa, demandando a construção de um estádio de R$ 1 bilhão, que já está sendo tocado pela Odebrecht sem contrato, sem licitação e sem nenhum tipo de aprovação.  Quem duvida que estes aditivos não sejam combinados entre as partes e a FIFA seja instada a exigir complementações, todos levando a sua parte no final? Como, por contrato, a entidade máxima deve ser obedecida em qualquer exigência, o esquema flui que é uma beleza. O PAN, que antecedeu a Rio 2016 foi pelo mesmo caminho e custou dez vez mais caro do que o previsto, demonstrando o que acontecerá com a Olimpíada. Para impedir que a roubalheira e a corrupção apareçam de forma escancarada aos olhos do povo, o governo está editando uma Medida Provisória. Ela  impede a análise preventiva e até mesmo a divulgação dos gastos iniciais porque, é óbvio, eles serão aumentados a cada dia por exigência dos gatunos. A safadeza reside em esconder o preço inicial para que, pelo menos, o povo não tenha referência quando conhecer o preço final. É o pulo dos gatunos. E ele começou há muitos anos atrás, quando o Brasil foi escolhido como sede dos dois maiores e mais corruptos eventos esportivos do planeta. Quem estava lá, para comprar os pacotes, era Lula. Precisa dizer mais sobre aquele que de ex-presidente da República tornou-se o palestrante e cobrador oficial da Odebrecht?

Governo continua batendo cabeças.

Editorial da Folha de São Paulo, intitulado "Presidência errática".

Dilma Rousseff resolveu mudar o formato das reuniões semanais da coordenação política do governo. A presidente adotará, segundo se noticia, um sistema de rodízio entre ministros que não compõem o núcleo fixo do encontro, formado por nove membros. Será convidado, a cada semana, o responsável pelo assunto em pauta ou ministros que tenham interlocução mais direta com as bancadas do governo no Congresso. Não está nada claro, mais uma vez, como isso vai funcionar. Em si mesmo pouco relevante, o rodízio é sintomático das dúvidas sobre a capacidade de atuação política do governo federal.

Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, e Ideli Salvatti, das Relações Institucionais, são quadros do segundo escalão do petismo alçados ao centro nervoso do poder. Embora escolhidas para desempenhar funções complementares -a de gerente e a de articuladora política-, ambas têm trabalhado numa parceria improvisada, sem papéis bem definidos. É o que acontece, por exemplo, na negociação de cargos para os aliados. Não há, em princípio, problema nisso, mas -de novo- trata-se de um indicador de que o Planalto não se reorganizou após a saída de Antonio Palocci, cujo protagonismo era incontrastável até a crise que o arrancou da Casa Civil. Seria menos preocupante se os dois maiores partidos da base aliada não dessem tantos sinais de insatisfação, a toda hora chantageando o Planalto abertamente.

Num encontro entre petistas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entendeu que era preciso chamar a atenção da bancada paulista do PT para os riscos das disputas internas. Como na crise Palocci, o ex-presidente busca uma projeção que solapa a autoridade da sucessora. A maioria de Dilma no Congresso só é gigantesca no papel. Na prática, revela-se uma base ladina e pouco coesa, que precisa ser agraciada a cada votação. No caso do Código Florestal, o desfecho foi muito desfavorável ao Planalto, inclusive porque coincidiu com o calvário de Palocci. Agora, na questão dos sigilos -do orçamento das obras da Copa e dos documentos oficiais-, o governo revive dificuldades com o Congresso. E Dilma volta a manifestar comportamento errático. É bom que o Parlamento se mostre ativo e que a presidente demonstre flexibilidade na condução do país. O que se registra, porém, é bem diverso: um comando frequentemente afrontado e convicções frouxas sobre que direção imprimir à política nacional.

ONU cria "comissão da verdade" para investigar tortura e violação de direitos humanos nas prisões do Brasil.

Um dia depois que um relatório da agência da ONU sobre Drogas e Crime (UNODC)  apontou que o Brasil foi o principal país usado por traficantes para transportar a cocaína  para a Europa, a instituição informa que fará a maior inspeção internacional já realizada nas prisões brasileiras para avaliar sérias denúncias sobre o uso da tortura no País. A relação entre o governo brasileiro e a ONU em relação à tortura é tensa desde 2005, quando o Comitê contra a Tortura realizou uma visita a um número limitado de lugares. Ao escrever seu relatório, indicou-se que a tortura era " sistemática" no País. O governo petista tentou convencer a ONU a apagar essa palavra e bloqueou a publicação do texto até 2007. Em 2009, o governo comprou uma briga com o relator da ONU contra Assassinatos Sumários, Phillip Alston, que havia colocado em dúvida a redução de execuções. O Brasil chegou a chama o relator de “irresponsável”. Como sempre, na ausência de argumentos, os petistas partem para desqualificar o oponente. Clique nos links acima para ler as matérias completas.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

A Copa dos corruptos.

Artigo de Demétrio Magnoli e Adriano Lucchesi, publicado no Estadão, intitulado "Festa macabra":

“Há uma percepção crescente de que a aritmética da Copa do Mundo é um tanto instável”, escreveu o Times de Johannesburgo um mês depois do triunfo da Espanha nos campos sul-africanos. “Temos estádios em excesso para nosso próprio uso. Talvez devêssemos exportar estádios para o Brasil, que fará sua Copa do Mundo?”. A constatação estava certa; a sugestão, errada. O Brasil, país do futebol, terá o mesmo problema que a África do Sul, país do rúgbi. Aqui, como lá, a festa macabra da Fifa é um sorvedouro implacável de recursos públicos.

Mafiosos usam a linguagem da máfia. Confrontado com evidências de corrupção na organização que dirige, Sepp Blatter avisou que tais “dificuldades” seriam solucionadas “dentro de nossa família”. As rendas de radiodifusão e marketing da Fifa ultrapassaram os US$ 4 bilhões no ciclo quadrienal encerrado com a Copa da África do Sul. O navio pirata já se moveu para o Brasil, onde a Fifa articula com seus sócios a rapina seguinte.

O brasileiro João Havelange planejou a globalização do futebol, expandindo a Copa para 24 seleções, em 1982, e 32, em 1998. Blatter concluiu a transformação, rompendo a regra de rodízio de sedes entre Europa e América. Como constatou a Sports Industry Magazine, sob um processo milionário de licitação do direito de hospedagem, as ofertas nacionais assumiram “a forma de promessas de mais e mais pródigos novos estádios para os jogos e novos hotéis luxuosos para uso dos dirigentes da Fifa e de fãs endinheirados”. A Copa é um roubo: as despesas são pagas com dinheiro público, de modo que a licitação “constitui, de fato, um esquema de extração de renda concebido para separar os contribuintes de seus tributos”.

O saque decorre da conivência de governos em busca de prestígio e de negociantes em busca de oportunidades. Na Europa a rapinagem é circunscrita por uma cultura política menos permeável à corrupção e pela existência prévia de modernas infraestruturas hoteleiras, esportivas e de transportes. Por isso a Fifa seleciona seus próximos alvos segundo critérios oportunistas de vulnerabilidade. Encaixam-se no perfil África do Sul e Brasil, países emergentes que ambicionam desfilar no círculo central do mundo, assim como a semiautoritária Rússia, sede de 2018, e a monarquia absoluta do Qatar, que bateu a Grã-Bretanha na disputa por 2022.

Antes das Copas, consultores associados às redes mafiosas produzem radiosas profecias sobre os efeitos econômicos do evento. Depois, quando emergem os resultados efetivos, eles já estão entregues à fabricação de ilusões no porto seguinte. A África do Sul gastou US$ 4,9 bilhões em estádios e infraestruturas, que gerariam rendas imediatas de US$ 930 milhões derivadas do afluxo de 450 mil turistas, mas só arrecadou US$ 527 milhões dos 309 mil turistas que de fato entraram no país.

O verdadeiro legado positivo da Copa de 2010 foi a mudança de paradigma no sistema de transporte público urbano, pela introdução de ônibus, em corredores dedicados, e do Gautrain, trem rápido de conexão com o aeroporto de Johannesburgo. Os ônibus enfrentavam selvagem resistência dos sindicatos de operadores de peruas, superada pelo imperativo urgente do evento esportivo. O Gautrain serve exclusivamente à classe média, com meios para adquirir bilhetes cujos preços excluem a população pobre. Mas o argumento de que sem uma Copa, não se realizariam obras necessárias de mobilidade urbana equivale a uma confissão de incompetência da elite dirigente.

Eventos esportivos globais tendem a gerar ruínas urbanas, mesmo em países mais inclinados a zelar pelo interesse público. Japoneses e sul-coreanos ainda subsidiam a manutenção das arenas da Copa de 2002. As dívidas contraídas para as obras da Olimpíada de Atenas e da Eurocopa de 2004 aceleraram a marcha rumo à falência da Grécia e de Portugal. A África do Sul incinerou US$ 2 bilhões na construção e reforma das dez arenas da Copa. Todas, com exceção do Soccer City, de Johannesburgo, usado para jogos de rúgbi e shows, figuram hoje como monumentos inúteis, conservados pela injeção de dinheiro público. A Cidade do Cabo paga US$ 4,5 milhões ao ano pela manutenção da arena de Green Point, erguida ao custo fabuloso de US$ 650 milhões e usada apenas 12 vezes depois da Copa. Lá se desenrola um melancólico debate sobre a alternativa de demolição do icônico estádio, emoldurado pela magnífica Table Mountain.

O Brasil decidiu ultrapassar a África do Sul. Aqui, serão 12 arenas, a um custo convenientemente incerto, mas bastante superior aos dispêndios sul-africanos. As futuras ruínas já drenam vultosos recursos públicos, mal escondidos sob as rubricas de empréstimos do BNDES e subsídios estaduais e municipais. O governo paulista prometeu não queimar o dinheiro do povo na festa macabra da Fifa, mas o alcaide Gilberto Kassab assinou um cheque público de US$ 265 milhões destinado ao estádio do Corinthians. São 16 centros educacionais, para 80 mil estudantes, sacrificados por antecipação no altar de oferendas às máfias da Copa. O gesto de desprezo pelas necessidades verdadeiras dos contribuintes reproduz iniciativas semelhantes adotadas, Brasil afora, por governos estaduais e municipais.

Segundo a lógica perversa do neopatriotismo, a Copa é um artigo de valor só mensurável sob o prisma da restauração do “orgulho nacional”. De fato, porém, a condição prévia para a Copa é a cessão temporária da soberania nacional à Fifa, que assume funções de governo interventor por meio do seu Comitê Local. O poder substituto, nomeado por Blatter, já obteve o compromisso federal de virtual abolição da Lei de Licitações e pressiona as autoridades locais pela revisão das regras de concorrência pública. Malemolentes, ao som dos acordes de um verde-amarelismo reminiscente da ditadura militar, cedemos os bens comuns à avidez dos piratas.

Depois das vagabundas, maconheiros e ambientalistas...

 A Marcha de Jesus está reunindo mais de um milhão de fiéis em São Paulo, na mais perfeita ordem. É o que informam os portais, neste momento... E tem gente que perde tempo com outras marchinhas por aí...

Atualizando: às 16 horas, os sites já informam 5 milhões de pessoas...

Abaixo, o que não teremos com o sigilo imposto pela MP da Roubalheira da Copa.

Uma inspeção do Tribunal de Contas do Estado (TCE) nas obras de reforma e ampliação do Maracanã - que são feitas pelo Consórcio Rio 2014, do qual a Delta Construções faz parte - mostra que o governo estadual pagou cerca R$ 8,7 milhões por projetos executivos que apresentam falhas, não foram aprovados ou sequer saíram do papel. O documento, ao qual O GLOBO teve acesso, revela ainda outras irregularidades, como o desembolso de R$ 226 mil acima do previsto no edital de licitação para o trabalho de transporte das cadeiras do estádio. Leia mais aqui sobre a extraordinária performance da Delta Construções, contratata pelo amigão Sérgio Cabral.

Cabral é pior do que Palocci.


Se Antônio Palocci Filho usou a sua influência para auferir vantagens pessoais, escondendo estes fatos, não se pode afirmar que foi o autor direto de ações em seu benefício. Seu crime foi interferir junto ao poder público em busca de decisões favoráveis para os seus clientes, sem revelar de onde veio a fortuna que amealhou em tão pouco tempo. O caso de Sérgio Cabral (PMDB-RJ), governador do Rio de Janeiro, autoridade máxima de uma estado, com poder total de veto, é muito mais grave:  ele pode ter usado a sua poderosa caneta para beneficiar amigos íntimos, que lhe emprestam aviões luxuosos e que com ele convivem festivamente em resorts de luxo, mas que, no fundo, podem estar envolvendo esta autoridade em fatos muito mais graves. Se Palocci influencia, Cabral beneficia. Não há explicação para um governador viajar para lá e para cá em avião de empresário beneficiado com exclusivas isenções fiscais. Não há justificativa para um governador conviver na intimidade com um construtor que detém contratos milionários com o estado, obtidos sem licitação. 

Este jogo nojento de influência é, talvez, a pior mazela da herança maldita de Lula. Há alguns dias atrás, o ex-presidente andava pelo mundo no jatinho da Odebrecht, intermediando com sucesso a cobrança de uma dívida de R$ 1 bilhão de Chávez para com a empreiteira brasileira. Agora é Sérgio Cabral quem se enreda com a Delta Construções, curtindo junto com o seu dono as benesses do luxo e da riqueza obtida em obras sem concorrência. Finalmente, Dilma Rousseff também quer a sua cota e força aprovar no Congresso uma Medida Provisória para favorecer um seleto grupo de empreiteiras, que poderão tocar obras da Copa e das Olimpíadas sem ter o orçamento inicial auditado pelo TCU, debaixo de um sigilo suspeito, criado para esconder a corrupção e a roubalheira. O exemplo vem de cima. E depois acham ruim que oito entre dez wallets roubam as moedinhas nos carros que estão manobrando. O milagre é ainda termos dois honestos, diante de tanta corrupção quem vem de cima. 

Clique aqui e leia matéria do Estadão informando que deputados querem fazer devassa nas obras do Governo Cabral. 

Última, que vem da Coluna do Ancelmo Góis

Lula faz palestra no dia 1o. de julho em Luanda, no Centro de Estudos Estratégicos de Angola. O evento é patrocinado pela Odebrecht... Complementando: como todos sabem, Lula cobra U$ 200 mil por palestra.

Investidor estrangeiro pode ter mais de 50% do setor de supermercados, mas não pode comprar terra no Brasil. É a Dilma!

No capitalismo, ninguém quer ter o estado como sócio. Muito antes pelo contrário. Pois não é que o governo do PT quer que os investidores internacionais que comprem terras no Brasil, para produzir alimentos e gerar impostos, tenham que ter a Dilma como sócia? Obviamente, a solução encontrada pelo governo, de autorizar venda de terras apenas se tiver participação nos resultados, é uma forma de impedir que os grupos que já atuam aqui dentro sejam ameaçados por novos concorrentes. Existe aí alguma coisa muito mal explicada, considerando-se o silêncio da Marina Silva, da Pastoral da Terra, das ONGS estrangeiras e seus esbirros locais, do IBAMA, do Incra... Abaixo, segue nota da Confederação Nacional da Agricultura sobre o tema:

CNA DEFENDE LIBERDADE DE INICIATIVA PARA TODOS

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alerta a sociedade brasileira para o grave retrocesso que representará a proposta em análise pela Advocacia Geral da União (AGU), conforme notícia publicada hoje no jornal O Estado de S. Paulo, de submeter a compra de terras acima de cinco hectares por empresas estrangeiras ou empresas nacionais com controle estrangeiro a um conselho do Governo Federal. Tal proposta remete o País de volta a um nacionalismo que nos assolou nos anos da década de 50 e no auge do regime militar.

A presença de cidadãos e empresas estrangeiras no desenvolvimento brasileiro é um fato positivo em todos os seus aspectos e deveria ser incentivada e não colocada sob limites ou restrições. Infelizmente, a presente iniciativa não parece ser um fato isolado, já que, há poucos meses, a mesma Advocacia Geral da União ressuscitou uma lei do Governo Médici com o mesmo objetivo. O agronegócio brasileiro é predominantemente uma obra de produtores brasileiros, mas não podemos deixar de reconhecer que, em importantes setores, como a produção de celulose, de etanol, de laranja e de soja, por exemplo, a presença internacional é relevante, e, neles, a propriedade de grandes extensões de terra é indispensável. Acima de tudo, o agronegócio precisa que se proteja a liberdade de iniciativa para todos.
 
A terra no Brasil moderno é um ativo produtivo como outros que formam nossa estrutura de produção, sendo inconcebível que lhe seja imposto um regime diferente do que prevalece em todas as demais áreas da economia. Indústrias, bancos, concessões de serviços públicos e companhias aéreas são transacionadas livremente com estrangeiros, sem necessidade de qualquer autorização prévia, como deve ser. Esse é um avanço ao qual chegamos penosamente, dados os danosos preconceitos arraigados contra a presença estrangeira, que tanto mal fizeram a toda a América Latina.  Essa iniciativa nos alarma porque sinaliza uma perigosa volta ao passado e porque pode reacender as velhas brasas de um fracassado nacionalismo.Antes que essa infeliz iniciativa torne-se um fato consumado alertamos a sociedade brasileira para o perigo que ela representa e fazemos um apelo ao Governo para que a detenha enquanto é tempo. 

Brasília, 22 de junho de 2011
SENADORA KÁTIA ABREU

Presidente da Confederação Da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA
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Complementando: mais de 50% do setor de supermercados no Brasil, o maior distribuidor de alimentos, está em mãos de estrangeiros. Os estrangeiros podem vender os alimentos, mas não podem produzí-los. Este é o governo mais imbecil da história do país.

Forças Armadas debaixo do tacão de Sérgio Cabral.

Não é só o Exército que virou polícia do Sérgio Cabral, cuidando do varejo dos morros e abandonando o atacado das fronteiras. Agora é a FAB que usa aviões públicos para transportar um familiar do governador, morto em viagem de lazer, enquanto milhares de pessoas continuam penando na fila do SUS no estado do Rio de Janeiro. A notícia abaixo é de O Globo:

O Ministério Público Federal da Bahia quer investigar o uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) para transportar os corpos das vítimas do acidente com helicóptero em Trancoso, sul da Bahia, na última sexta-feira, 17. A ação pediria explicações apenas sobre o transporte do corpo de Mariana Noleto, 19 anos, namorada de Marco Antonio Cabral, filho do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, mas decidiu-se por estender o objeto da apuração para o traslado de seis das sete vítimas do acidente. - Apesar de solidarizar com a dor das famílias em luto, o MPF, considerando seu dever de zelar pelo bom uso da coisa pública, tem a obrigação constitucional de apurar o ocorrido - afirmou o Procurador da República em exercício, André Batista. Ainda não foram confirmadas irregularidades no processo, mas a ação quer justificativas para a utilização dos aviões da FAB, já que existem voos comerciais de Porto Seguro para o Rio - e que as vítimas não estavam em exercício de função pública.

MP da Roubalheira na Copa: como o blog vinha dizendo...

O editorial do Estadão, de hoje, confirma o que o  Blog publicou em dois posts ( clique aqui e aqui) sobre a cara de pau da Dilma em tentar explicar o inexplicável, no cado da MP da Bandalheira e da Roubalheira na Copa:

Diante das reações adversas, incluindo a do senador Sarney, três ministras  – a da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; a das Relações Institucionais, Ideli Salvatti; e a do Planejamento, Miriam Belchior – receberam a missão de “traduzir” as passagens da MP que teriam sido mal interpretadas. Só que não foram. Em primeiro lugar, permanece obscuro o porquê da omissão dos valores de referência das obras. Se é para impedir que as empreiteiras se unam e apresentem todas elas propostas acima do preço básico – como alega o governo – por que não se adota a mesma restrição para qualquer licitação? 

Além disso, as juras de que o Tribunal de Contas da União (TCU) não só terá acesso a todos os dados, a qualquer momento, como deverá avaliar previamente os editais, não conferem com a letra e o espírito da MP. E se o Planalto quer inovar na matéria, a bem da proteção dos recursos públicos, por que o fez mediante uma emenda acrescentada às pressas? Propostas de legislação que não se explicam por si mesmas são suspeitas. Do mesmo modo é suspeito o governo que pede que nele se confie para cumprir o que constaria, mas não parece que consta, de determinada lei. A presidente Dilma, se quiser jogar limpo com a sociedade, deve se entender com o Senado para mudar a MP – em vez de alegar que foi incompreendida.

Senadora petista confirma que aloprados do seu partido montaram dossiês em 2006.

Da Folha de São Paulo:

A ex-senadora pelo PT-MT, Serys Slhessarenko, disse ontem que o petista Expedito Veloso, implicado no "escândalo dos aloprados" admitiu em conversas com ela que integrantes do partido haviam montado dossiês na campanha de 2006. Naquele ano também foram encontrados documentos reunidos pelo partido para tentar atingir a candidatura do tucano José Serra ao governo de São Paulo. Serys é a primeira petista a confirmar a montagem de dossiês na campanha.

Ela contou que, há cerca de três anos, Veloso a procurou para dizer que setores do PT de Mato Grosso, liderados pelo ex-deputado federal Carlos Abicalil, hoje secretário no MEC (Ministério da Educação), promoveram uma "armação" contra a então senadora. O objetivo, disse, era atrelar seu nome à chamada "máfia dos sanguessugas", um esquema de fraudes na compra de ambulâncias. "Ele [Expedito] veio muito chateado com o que o PT regional tinha armado contra mim. Era mais indignação de uma pessoa muito partidária em ver o que pessoas do próprio partido fizeram com uma candidatura", disse Serys à Folha.Em 2006, a senadora afrontou Abicalil ao insistir numa candidatura própria ao governo de Mato Grosso. O grupo do então deputado apoiava a reeleição de Blairo Maggi (então no PPS).

A denúncia que abalou a candidatura de Serys -ela acabou em terceiro lugar na disputa- dizia que a família Vedoin, pivô de desvio de verbas federais para a compra de ambulâncias, teria pago R$ 35 mil ao genro da então senadora. Serys, que nega conhecer Vedoin, não foi indiciada pela Polícia Federal nem denunciada pela Procuradoria da República e também foi absolvida no Conselho de Ética do Senado. A ex-senadora pediu a demissão de Abicalil, que é cotado para o segundo cargo mais importante na Secretaria de Relações Institucionais da Presidência. "As credenciais que ele apresenta não permitem que esteja no governo da presidente Dilma, governo que ele pode comprometer", afirma.

A ex-senadora alega que não fez a denúncia antes porque não gravou as conversas com Veloso. Segundo a revista "Veja" revelou no último final de semana, Veloso teria dito a um grupo de petistas, em conversa gravada, que o plano em Mato Grosso custou R$ 2 milhões e teve como alvo, além de Serys, o ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB). "Ele [Veloso] disse que tinham armado contra mim, que tinha o envolvimento do Abicalil. [...] É uma coisa que não tem explicação que o ser humano faça." Segundo Serys, Veloso contou que soube da "armação" quando chegou a Cuiabá (MT). Ele atuava na campanha presidencial de reeleição de Lula. Abicalil disse, por e-mail, que conheceu Veloso "em 2006, durante a campanha eleitoral, como monitor de pesquisas eleitorais". Afirmou "desconhecer qualquer declaração da senadora Serys sobre o episódio". Veloso não se pronunciou.

Fogo de palha.

Durou pouco o intrépido e combativo Aécio Neves (PSDB-MG), relator da medida que deveria moralizar as medidas provisórias. A notícia é da Folha de São Paulo:

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) já negocia flexibilizar o ponto mais polêmico da proposta que altera a tramitação de medidas provisórias no Congresso. Relator da PEC (proposta de emenda constitucional) no Senado, o tucano deve desistir de propor a criação de uma comissão de 24 congressistas que decidiria se a proposta deve ou não vigorar. Governistas são contra a comissão, por temerem restrição ao poder do Executivo.Aécio deve propor agora que as medidas provisórias passem pelo crivo das comissões de Constituição e Justiça da Câmara e do Senado. As duas comissões são dominadas por aliados do Planalto.Com isso, as CCJs decidiriam, em dez dias, se a proposta atende aos critérios de "urgência e relevância".

Se o tucano recuar, será a segunda concessão ao Planalto desde que a chamada "PEC das MPs" começou a tramitar. Aécio já havia retirado de sua proposta inicial artigo que impedia a vigência imediata de uma MP sem o aval dos congressistas. Hoje, uma medida provisória vigora imediatamente após ser editada, sem passar por comissões no Congresso. Segundo o presidente da CCJ, Eunício Oliveira (PMDB-CE), melhor seria se os textos das medidas fossem de fato analisados por esta comissão, e não pela comissão de 24 congressistas. Para o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RO), porém, a passagem preliminar do texto de uma MP pela CCJ ainda é dúvida. "Vamos tentar decidir isso na semana que vem."

No que depender do Planalto, a única mudança no rito das MPs será a fixação de prazos para análise na Câmara e no Senado. Em conversa anteontem com a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), Jucá disse que tem trabalhado por um acordo que estabeleça prazo de 70 dias para a Câmara analisar as MPs, outros 40 para o Senado e 10 para votar eventuais emendas. O texto de Aécio prevê prazo máximo de 50 dias para a Câmara votar uma MP. Depois, segue para o Senado, que tem 45 dias para discutir o conteúdo. Os demais 15 dias de tramitação seriam para análise de emendas. Hoje não há prazo definido para cada Casa analisar a medida. O Congresso tem 120 dias para votar uma MP. Uma das principais reclamações dos senadores é que as MPs acabam chegando para análise na Casa às vésperas de perder a validade. O texto da "PEC das MPs" terá as emendas apreciadas pela CCJ, depois seguirá para o plenário do Senado para, então, tramitar na Câmara.

Por que a Marina e as suas ONGS não exigem que os estrangeiros sejam obrigados a comprar terras degradadas para reflorestamento?

O Greenpeace gosta de bater bumbo contra os brasileiros. Afinal de contas, eles são do Canadá, tem sede na Holanda e recebem grana dos Estados Unidos.

Hoje os jornais publicam que o governo regulou a venda de terras para estrangeiros. Ninguém ouviu a Marina Silva falar sobre o tema. Não houve protesto do Greenpeace, da WWF, da Internacional Conservancy. A Pastoral da Terra da CNBB também não abriu a boca. O Zequinha Sarney, aquela alma caridosa do PV, o Ivan Valente, aquele "nacionalista" do PSOL, a ministra Isabella Teixeira, do Meio-Ambiente, também fizeram cara de paisagem. A Miriam Leitão, o André Trigueiro e a imprensa selvagem que passa o dia e a noite atacando o Código Florestal também não dedicaram uma linha ou um segundo ao tema. Deveriam exigir regras mais duras. Deveriam, por exemplo, sair para a rua e exigir que, para cada hectare comprado para plantar, o investidor estrangeiro fosse obrigado a reflorestar outros dois. No entanto, é muito mais fácil lutar contra o Brasil, já que estes patriotas, na sua maioria, comem na mão dos interesses internacionais. O negócio deles é esse mesmo: ferrar com cinco milhões de produtores rurais e preservar o dinheiro que os sustenta, que vem de longe, lá de fora.

Copa sem cozinha.

Do Blog de Esportes do Estadão:

A vida não está fácil para os uruguaios no Pacaembu. Do lado de fora, os torcedores do Peñarol – cerca de 2,5 mil – sofrem com as pedradas dos santistas. Entre os jornalistas do país vizinho, o descaso é o maior problema. Com apenas 24 lugares para repórteres de imprensa escrita, os uruguaios acabaram sem bancadas para posicionar seus computadores. Pior, sem internet sem fio, eles ainda sofrem para ter conexão. Na despedida de Ronaldo da seleção brasileira, há 15 dias, uma estrutura para cerca de 300 jornalistas foi montada, o que garantiu conforto a todos. Hoje, porém, o Santos e o Brasil mostraram que não pensam na imprensa.

Nada foi organizado para jornalistas. Todos estão se acotovelando, até mesmo brasileiros, brigando por ao menos uma cadeira. Para piorar, funcionários da Federação Paulista de Futebol que deveriam organizar o setor, ainda queriam desalojar os uruguaios. Um tumulto se iniciou e eles acabaram liberados para ficar na vexatória sala de imprensa a céu aberto, ao lado dos torcedores. “E ainda querem fazer Copa aqui no Brasil. Isso aqui é uma vergonha”, protestou um dos cerca de 50 uruguaios presentes ao Pacaembu. A queda de energia nas cabines fechou o pacote de vexames.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

PSDB nega oficialmente que vá atuar para barrar PSD. O problema é a credibilidade do "oficialmente".

Vejam post publicado hoje pela manha, a partir de uma notícia da Folha de São Paulo. À tarde saiu a Nota Oficial a seguir:

"O PSDB está em pleno processo de discussão e planejamento da sua reorganização interna, ao mesmo tempo em que se estrutura para as eleições de 2012, inclusive com a previsão de alianças locais com outros partidos.

O PSDB não está preocupado e nem especula sobre qualquer ato que venha a interferir em procedimentos de outras legendas em atividade ou em planejamento. A criação de novos partidos, respeitada a legislação, é ato normal em países democráticos. 


Deputado Sérgio Guerra (PE)

Presidente Nacional do PSDB

Brasília, 22 de junho de 2011"

É impressionante a cara de pau da Dilma defendendo a MP da Copa.

Dilma Rousseff afirma que a gente não entendeu o espírito da MP da Copa, que impede a fiscalização da licitação antes de contratação da empresa vencedora. Sabem o que a gente não entendeu? A gente não entendeu que, havendo prévio conhecimento, as construtoras podem montar cartéis e conluios. Aí a gente, que é pateta, pergunta: mas o que muda? As construtoras não podem continuar montando  cartéis? Alguém tem coragem de dizer que não? Sabem qual é a única diferença: as construtoras poderão combinar preços MUITO MAIORES, pois o TCU não vai comparar cotações de mercado e impugnar propostas indecentes e desonestas antes da contratação. 

O que a Dilma está fazendo é liberar geral. A Dilma está dizendo para as construtoras: façam cartéis sem dó e nem piedade, cobrem o que vocês bem entenderem, nós sabemos que estamos atrasados, portanto enfiem a faca nos cofres públicos, pois não vai haver fiscalização.

Por que vocês acham que todos os ministros, políticos e membros do governo estão com o mesmo discursinho safado?  Porque não existe justificativa técnica aceitável para botar abaixo de sigilo qualquer obra pública. Isso cheira mal. Isso tem cara de roubalheira. Isso é uma licença para roubar no escuro, sem que ninguém veja. As construtoras não vão mais fazer cartel, porque o custo é fechado? Ora, se faziam cartel antes, vão continuar fazendo, só que vão cobrar mais caro.

Dilma, por que não faz o seguinte: dá todas as obras da Copa para a Delta Construções. Aquela construtora cujo dono é amigo íntimo do Sérgio Cabral (PMDB-RJ), que já tem a maioria dos contratos sem licitação. Não perca tempo. Afinal de contas, ela já não é a maior favorecida em obras pelo Governo Federal? Ela já não está no consórcio do Maracanã, que aumentou 30% o orçamento, já não fez aquela maravilha do Engenhão e aquela obra arte do Complexo Aquático Maria Lenck, que o TCU jamais conseguiu fechar as contas? Bota sob sigilo e entrega tudo pro amigão do Cabral. 

Agora só falta dar um emprego para Battisti no Palácio do Planalto.

Lembram da mulher do Olivério Medina, o narcotraficante sequestrador das FARC que o Brasil abrigou? Virou CC do Palácio do Planalto. Hoje foi concedido o visto de permanência no Brasil para o terrorista assassino italiano Cesare Battisti, recentemente absolvido de quatro crimes pelo STF, por pedido do Lula. Agora só falta dar um emprego para ele. Uma Bolsa Terrorista. Se dá para terrorista brasileiro, porque não dar para um italiano também? Leia mais aqui.

Le Monde saúda Brasil como " a grande fazenda do mundo". E a Marina quer botar milhões de agricultores na Bolsa Família.

Enquanto aqui no Brasil, Marina Silva e as ongs internacionais a serviço do agronegócio europeu e dos mercadores de carbono sabotam o novo Código Florestal, lá fora o mundo reconhece a importância da agropecuária brasileira. Para a Rainha do Mogno Perdido, melhor ter agricultores morrendo de fome nas periferias das cidades do que plantando, colhendo e vivendo do seu suor no interior do Brasil. Abaixo um resumo da matéria. Íntegra aqui.

Com o título “Brasil, a nova fazenda do mundo”, o jornal francês Le Monde que chegou às bancas nesta terça-feira afirma que o país será um ator de peso na reunião do G20 com ministros da Agricultura, nesta quarta e quinta-feira. “Não como nação emergente, mas como potência agro-exportadora”. A reportagem da jornalista Laetitia Van Eeckhout exalta a performance do setor agrícola brasileiro, destacando que o país já é o primeiro produtor e exportador mundial de açúcar, café e suco de laranja, primeiro exportador de carne bovina, soja e tabaco, e segundo exportador de frango. 

"Daqui a dez anos, o Brasil poderá se tornar o primeiro produtor agrícola mundial e está se preparando para isso com muita energia. (…) Ė como se nada pudesse frear seu desenvolvimento agrícola, iniciado nos anos 60", diz. Sobram elogios para a Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária ("digna dos grandes institutos de países desenvolvidos"). O jornal afirma que o organismo tem um papel importante no dinamismo do setor agrícola brasileiro, que está cada vez mais mecanizado e se apoia em um movimento contínuo de expansão nas zonas de savana do centro do país e nas proximidades da Amazônia.

Aécio Neves atropela José Serra e prova que o Conselho Político do PSDB era mesmo um cargo decorativo.

A matéria abaixo é da Folha de São Paulo, mostrando que José Serra, como presidente do Conselho Político do PSDB, virou um excelente blogueiro. Quem dá os conselhos políticos no partido é mesmo Aécio Neves (onde os menos avisados lêem Sérgio Guerra). A ordem da turma que pedala e anda para José Serra, o blogueiro, é acabar com o PSD do seu aliado Gilberto Kassab e do seu ex-vice Índio da Costa. Aliás, como pode ser visto acima, no site do PSDB, a tal presidência de Conselho Político não existe e José Serra é o último da lista. Assista ao vídeo abaixo e veja Serra falando sobre as suas novas atribuições:


O PSDB deflagrou uma operação para impedir a criação do PSD, partido lançado pelo prefeito Gilberto Kassab, a tempo das eleições municipais do ano que vem. A manobra consistirá na apresentação de ações pulverizadas por todo o país para a contestação do registro da nova legenda. Para adiar o cronograma traçado por Kassab, as impugnações serão entregues a cada etapa sempre no último dia previsto por lei.A estratégia tucana prevê que apenas o DEM assuma a autoria das ações. O PSDB, com aval do presidente Sérgio Guerra (PE), dará assessoria jurídica ao partido.

A operação foi autorizada pela cúpula tucana na noite de anteontem, quando o prefeito de São Paulo admitiu, em sabatina da Folha, a hipótese de aliança com a presidente Dilma em 2014. "Vamos fazer o possível para enterrar esse partido", decretou Guerra, segundo presentes à reunião. A legislação prevê a possibilidade de contestação em três fases do processo de registro de um partido: nos cartórios, nos TREs (Tribunal Regional Eleitoral) e no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Segundo cálculo da assessoria jurídica do PSDB, uma ação bem orquestrada pode atrasar em 15 dias cada uma dessas etapas. Kassab precisa reunir 500 mil assinaturas, distribuídas em pelo menos nove Estados, até 7 de outubro. Do contrário, não registrará candidatos para o pleito de 2012.

A oposição ao PSD conta com simpatia do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que vê em Kassab um potencial adversário na disputa de 2014. Já o ex-governador José Serra ainda aposta numa relação amistosa com seu afilhado político. Segundo tucanos, o senador Aécio Neves (MG) teme o desfalque de seus aliados, mas não deverá comprar uma briga com Kassab. "O PSD, neste momento, é nebuloso. Não podemos julgar uma coisa que não está pronta", esquivou-se o presidente do PSDB de Minas, Marcos Pestana. Além do PSDB, o DEM busca outros aliados. Na Bahia, conta o apoio do peemedebista Geddel Vieira Lima. "Vou fazer tudo para dificultar o partido de quem quer uma boquinha. Espero que a Justiça Eleitoral esteja atenta a isso", disse Geddel.Em SP, o PTB -partido comandado pelo deputado Campos Machado, aliado de Alckmin - engrossará o confronto, liderado pelo DEM. 

Se com TCU há esta bandalheira em obras públicas no Rio, imaginem ocultando os preços e protegendo as empreiteiras.

O GLOBO - RIO - A emergência tem sido uma aliada fiel da Delta Construções no estado. Uma das empreiteiras com mais contratos com o governo estadual, a empresa foi contemplada somente este ano, até este mês, com R$ 58,7 milhões para a realização de obras, sem que tivesse que participar de concorrências públicas. Isso representa 24,8% - praticamente um quarto - do total de R$ 241,8 milhões empenhados (recursos reservados para pagamento) só para a construtora no primeiro semestre de 2011.

A contratação da Delta sem licitação tem sido um recurso cada vez mais usado nos últimos anos do governo Sérgio Cabral. De 2007 até hoje, a construtora acumula contratos - com e sem concorrência - de R$ 1 bilhão com o estado. Além disso, consórcios dos quais a empresa participa estão à frente de obras grandes, como a do Maracanã e a do Arco Metropolitano. Segundo um levantamento feito por líderes do PSDB na Alerj, o ano de 2011 é o que registrou o maior percentual de dispensa de licitação para a Delta, do empresário Fernando Cavendish - era para o aniversário dele, no Sul da Bahia, que Cabral se dirigia na sexta-feira, quando caiu um helicóptero matando sete pessoas . No primeiro ano do governador, em 2007, foram empenhados nessa modalidade R$ 10,2 milhões, 15% do valor total de contratos. Em 2008 e 2009, o percentual caiu para cerca de 3%. Em 2010, ano eleitoral, voltou a subir para 23%: R$ 127,3 milhões.
A Delta obteve contratos sem licitação nos quatro anos do governo Rosinha Garotinho: 3% , que corresponderam a R$ 12,1 milhões. Em 1999, no início do governo Anthony Garotinho, a empreiteira surgiu pela primeira vez nas contas do estado, porém na gestão dele não há registros de pagamentos sem concorrência à Delta. De janeiro a novembro do ano passado, fazendo-se um recorte específico nos dados da Secretaria estadual de Obras, constata-se que a construtora teve no período empenhos de R$ 128 milhões do órgão, sendo que R$ 74,9 milhões (58,9%) foram com dispensa de licitação. Entre os contratos emergenciais em 2010 estão, por exemplo, a reforma do prédio-sede do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), no Centro do Rio. No Sistema Integrado de Administração Financeira do estado (Siafem) constam três empenhos com essa finalidade, com valores de R$ 2 milhões, R$ 1,5 milhão e R$ 3 milhões. Também há registros de uma série de obras viárias no município de São Gonçalo e de recuperação de encostas em Cachoeiras de Macacu.

Além da falta de concorrência, outras questões polêmicas, como o reajuste de valores de obras, envolvem a Delta. Recentemente, a reforma do Maracanã, inicialmente orçada em R$ 750 mil, foi reajustada para R$ 1 bilhão. A Delta alega que parte da cobertura original do estádio está seriamente danificada e precisa ser refeita. Conforme O GLOBO noticiou na terça-feira, a Delta fica com uma grande fatia do bolo de recursos do estado . A empresa, que mereceu R$ 67,2 milhões em empenhos em 2007, ficou no ano passado com R$ 506 milhões, um salto de 655%. Na terça-feira, a assessoria do estado admitiu um crescimento de 46%, em comparação com o governo anterior. Usando como parâmetro as despesas totais do governo entre 2007 e 2010 (R$ 115,5 bilhões, entre investimento e custeio), o estado defende que a participação da construtora no período foi de apenas 0,86%. Na gestão Rosinha, que teve despesas totais entre 2003 e 2006 de R$ 67,7 bilhões, foi de 0,59%. O governo alegou que esse aumento de gastos foi causado pelos crescentes investimentos do estado. 

Na terça-feira, sem saber que o levantamento mostrava o contrário, o deputado André Correa (sem partido), líder do governo na Alerj, defendeu a Delta e os contratos com o estado: - A Delta, ao longo de vários anos, tem serviços prestados ao estado, todos eles, sobretudo no governo Sérgio Cabral, feitos através de licitação pública. Já a Delta, por meio de sua assessoria, sustenta que não chega a 10% o total de obras emergenciais, sendo praticamente todas relativas à tragédia da Região Serrana. A empresa também afirmou que "sua atuação não é pautada pelo relacionamento pessoal do empresário Fernando Cavendish com o governador Sérgio Cabral". Segundo a empresa, as concorrências das quais participa estão dentro da legalidade. 

Na Justiça, porém, a Delta já teve até suas contas bancárias bloqueadas por uma liminar, em maio deste ano, por causa de um contrato para obras de drenagem e pavimentação de ruas com a prefeitura de Nova Iguaçu, na gestão de Nelson Bornier, em 2001. A empresa, junto com outras empreiteiras, se viu envolvida numa denúncia de desvio de cerca de R$ 100 milhões. Bornier, que também foi alvo do bloqueio, e a Delta conseguiram reverter a ordem judicial, mas o processo ainda corre na 6 Vara Cível de Nova Iguaçu. Em 2004, quando veio à tona uma doação de campanha de R$ 17 mil da Delta para um aliado do ex-prefeito, Bornier ficou numa saia justa e foi a público dizer que se tratava de "uma coisa de amizade". Atual deputado federal pelo PMDB, Bornier disse na terça-feira que não se lembrava da declaração feita na época.

Até onde Cabral usa a coleira do Eike? Este é o X da questão.

 É muito clara a íntima relação do governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) com empresários e ele nunca fez questão de esconder. Quem sempre escondeu o fato foi a imprensa, especialmente a carioca Rede Globo, que protege o ex-governador escancaradamente. Ontem, Eike Batista, o grande empresário que recebe grandes benefícios, isenções e regalias do governo do Rio informou, em nota oficial, que "escolhe os seus amigos" e que "empresta o jatinho a quem quiser". De fato, o problema não está no empresário, que veio ao mundo a negócios. Empresário sob suspeita deve conversar com o fisco e as autoridades competentes e não com a imprensa. O que o país quer saber é até onde o governador do estado produtor de petróleo, sede das olimpíadas, maior destino turístico do país presta favores ao maior empresário do setor de petróleo do estado, o maior patrocinador privada das olimpíadas, o maior investidor em turismo da cidade do Rio de Janeiro. O que o país quer saber é até onde o governador do Rio, Sérgio Cabral, usa a coleira do Eike. Este é o X da questão.

Só este PMDB pode nos livrar do PT.

Do Estadão:

O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), diz que seu partido disputou a eleição e saiu vitorioso, juntamente com a presidente Dilma Rousseff. Portanto, deve participar da gestão do governo, com a indicação de nomes para a administração. Mais do que cargos, diz ele, o partido quer encargos. O líder nega que a posição do PMDB a favor das mudanças no Código Florestal jamais teve qualquer ligação com a demora no governo em definir as nomeações de segundo e terceiro escalões. Henrique Alves lembra que na votação do salário mínimo de R$ 545, o PMDB foi o mais fiel de todos os partidos da base aliada. "Aquela era uma questão de governo, o Código não." 

Qual a relação entre o preenchimento de cargos do PMDB e a votação do partido a favor do novo Código Florestal?
Nenhuma. Quando se declara e se escreve que o PMDB votou o Código Florestal aparentemente contra o governo é uma brutal injustiça com o partido. O Código Florestal não envolve uma questão de governo. É uma questão de País. A votação do PMDB a favor do Código Florestal não foi uma reação do PMDB contra, como dizem, a uma suposta protelação do ex-ministro Antonio Palocci em atender pleitos do partido. Votamos porque o relator Aldo Rebelo nos convenceu plenamente de suas razões. Ele e o presidente da comissão especial, Moacyr Micheletto (PMDB-PR), percorreram 24 Estados, fizeram mais de 90 audiências públicas, ouviram a Embrapa, órgãos ambientais, representantes de produtores rurais, agricultores, pecuaristas. Foram ouvidos também de maneira responsável os representantes da questão ambiental.A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, foi muito ponderada. Foi capaz de articular e resolver muitas questões dadas como impossíveis. Chegamos a 98% de consenso. Um ou dois itens não foram consensuais, mas é normal numa matéria de tamanha complexidade. 

Mas o governo ficou contrariado com o resultado...
Era um direito da Casa decidir e o meu partido quis decidir daquele jeito, porque foi o melhor para o Brasil que produz, que gera riquezas em absoluta convivência com o meio ambiente. Por isso o Brasil hoje tem dois títulos: o de que mais respeita o meio ambiente e o de que é um dos que mais produzem. 

Se o partido é governo, os cargos não deveriam sair automaticamente, como saem para o PT?
O PMDB não aguenta mais essa colocação pejorativa que se faz com um partido de sua grandeza, história e tradição. É preciso compreender que o PMDB ganhou a eleição junto com a presidente Dilma e com os outros 14, 15 partidos que a apoiaram. Queremos é a cogestão, que é natural em todos os governos democráticos do mundo. O partido quer oferecer seus quadros para essa oportunidade, sabendo que quem decide é a presidente. Mas do direito de indicar o partido não abre mão. O partido não quer cargos, quer encargos para ajudar a Dilma. 

E como serão esses encargos?
São parcerias e planos de trabalho para o Brasil e para a atuação no Congresso. Temos aí a emenda 29 (que regulamenta o repasse de recursos para a saúde) a ser regulamentada, vamos ter um problema que se arrasta em relação à PEC 300 (que unifica os salários das polícias militares em todos os Estados e provoca um rombo de cerca de R$ 32 bilhões no Tesouro da União), que tem uma dificuldade operacional em relação aos governos dos Estados. São exemplos de que temos de nos unir cada vez mais.

Como o PMDB se comportará?
 O PMDB está pronto, na sua unidade, na sua responsabilidade, para enfrentar todos os desafios de ser governo – e não estar no governo. De ter um vice-presidente muito consciente de seu papel. Queremos que respeitem o PMDB pela sua unidade, o que se constitui na sua grande força. O PMDB conseguiu, afinal, depois de erros, atropelos e dissidências, ser um partido unido e coeso, e com muita consciência de seus deveres com o País e de seus direitos de pleitear, reivindicar e construir um novo Brasil.

Ideli dobra Sarney na MP da Copa.

A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse nesta terça-feira, 21, que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), mostrou-se "convencido" da legalidade do sigilo sobre os orçamentos previstos para as obras da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. O sigilo é previsto na Medida Provisória 427, que estabelece o regime diferenciado de contratação para as obras destinadas aos dois eventos esportivos. Na segunda-feira, 20, o presidente do Senado havia dito que a Casa deveria barrar o sigilo nos orçamentos. "Tão logo foi divulgada a entrevista do presidente Sarney eu telefonei a ele e tive uma conversa extremamente tranquila. Ele me relatou que teve um entendimento da pergunta diferente do que foi colocado", disse. Leia mais aqui.

Gafe presidencial.

Ontem, na entrega das medalhas da Olimpíada de Matemática, um momento emocionante. A premiação da menina Laura. Ela é cega desde muito pequena e estuda no interior de Minas Gerais. A professora dela aprendeu braile para poder ensiná-la e agora Laura é medalhista de ouro. “Minha professora me ajudou bastante”, contou a menina. Na foto (no link acima tem o vídeo para os mais incrédulos), a nossa presidente Dilma aponta aquele conhecido dedinho para algum lugar, convidando a menina Laura a observar alguma coisa, ao longe. Dilma também não aprendeu braile.

Líder extrativista morto e transformado em mártir é acusado de assassinato.

As mortes dos líderes extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo foram utilizadas intensivamente pela área de direitos humanos do Governo Federal, aliada com Marina Silva, o PV, o PSOL, ongs ambientalistas e igreja católica para atacar o Código Florestal. Foi armada uma falsa crise e uma caluniosa operação midiática para ligar os assassinatos ocorridos com a aprovação do relatório de Aldo Rebelo. Ponto. 

Hoje começaram a circular nos jornais do Norte informações de que a morte de José Cláudio foi por motivo de vingança e briga entre assentados. Vejam a notícia reproduzida no Blog Barrancas do Itaicunas:

O colono Manoel Ribeiro de Souza 27 anos, denunciou esta semana que o falecido extrativista José Claudio Rodrigues da Silva e dois irmãos dele Claudemir e Francisco, o Marabá, mataram Edilon Ribeiro de Souza, o Pelado 23, irmão de Manoel. O crime aconteceu no dia 18 de setembro de 2009, quando estava no lote 17 no assentamento Mamona em Nova Ipixuna. O motivo seria um terreno de oito alqueires que Marabá disputava com o Pelado.Por conta deste depoimento os dois irmãos de José Claudio podem ser indiciados por homicídio, conforme informou uma fonte segura da Polícia. Claudemir e Marabá já foram ouvidos preliminarmente a respeito deste caso.

O crime – De acordo com Manoel Ribeiro, Pelado disputava o lote 17 do assentamento Mamona com o Marabá, cuja propriedade era de apenas oito alqueires, sendo que cada um deles ficaria com quatro alqueires cada. Dois dias antes do crime, Marabá, segundo o depoimento dele à Polícia e à reportagem, Marabá teria dito a uma mulher identificada por “Imaculada” que iria fazer uma surpresa ao Pelado, que insistia em ficar no lote. No dia do crime, por volta das 6h30 da manhã, Manoel seguia com o irmão, Pelado, a mulher deste, Angélica Gomes da Silva e um primo identificado pelo prenome Edinho. Os três seguiam por uma trilha em direção ao barraco do Pelado. Alguns metros antes de chegar no barraco, Pelado percebeu que a casa estava aberta e pediu para que esperassem enquanto ele iria ver o que tinha acontecido. Enquanto isso, Manoel de Souza, ficou cerca de 15 metros de distância da casa.

Logo em seguida disse ter ouvido a seguinte frase pronunciada pelo Marabá: “Eu não falei para você não vir mais aqui, pois já ganhei no Incra a questão da terra”. Em seguida ouviu um disparo de arma de fogo e em princípio imaginou que fosse o irmão dele que tivesse atirado, porém quando seguiu para a casa foi interceptado pelos três irmãos. Ele descreveu a seguinte cena: José Claudio portava uma pistola calibre 380, Marabá carregava uma espingarda calibre 20, enquanto Claudemir estava com um rifle calibre 44, ou calibre 38. Teria sido este ultimo que ameaçou lhe atirar, porém Marabá disse para não atirar, pois Manoel seria apenas trabalhador do Pelado. “Disse que era filho do Vicente, dono da ilha das Cobras, que é muito conhecido na região, por isso me deixaram ir, não fui até a casa para ver o corpo do meu irmão”, narra.

terça-feira, 21 de junho de 2011

MP da Copa: a roubalheira começa secreta e depois escancara.

Vejam que absurdo!  O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), defendeu nesta terça-feira o sigilo de orçamentos das obras da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016, conforme previsto no RDC (Regime Diferenciado de Contratações).

"Não vejo nenhum problema que possa levar à roubalheira ou falta de fiscalização. Pelo contrário, vai permitir que acabem com os cartéis".

A Lei 8.666 possibilitou, justamente, que fosse criada uma barreira contra os cartéis, permitindo que o TCU, antes dos orçamentos serem julgados, verifique se existem distorções, descalabros, esbanjamento. Com isso, os preços apresentados pelas construtoras são ajustados à realidade e a roubalheira se dá depois, na revisão dos contratos, no uso de material de baixa qualidade, nas alterações de projeto, nos famosos aditivos.

Impedir que o TCU aja antes da declaração de vitória de uma construtora é fomentar que o cartel já inicie as cotações com preços muito acima do real. Que combinem cobrar, por exemplo, 50% mais caro. Aí o governo escolhe, secretamente,  uma delas. E depois ainda arca com a segunda parte da roubalheira: revisão dos contratos, uso de material de baixa qualidade, alterações de projeto, os famosos aditivos...

Isso tudo sem contar que o sigilo permite que as comissões e doações sejam combinadas no escurinho, por debaixo do pano, longe das vistas da fiscalização. Que vai haver roubalheira, por hábito e pela pressa, todo mundo sabe. O diabo é permitir que exista roubalheira secreta e roubalheira escancarada, ao mesmo tempo. Aí é um pouco demais.

Lula faz lobby aberto para a Odebrecht.

Como todos sabem, a Odebrecht já começou as obras de construção do Itaquerão, o novo estádio do Corinthians, que vai abrir a Copa. Sem contrato e sem projeto aprovado. Por garantia de Lula, o seu mais importante lobista. Os vereadores de São Paulo recebem pressão de todas as partes para aprovar o projeto que prevê incentivos fiscais do município para a construção do estádio do Corinthians, em Itaquera (zona leste). Nesta terça-feira, foi a vez de Lula ligar dando esporro nos integrantes da bancada do PT, cobrando a aprovação.O resto ele cobra depois. Da Odebrecht.