sábado, 1 de setembro de 2012
Acredite se quiser...
Vejam o que está acontecendo na campanha eleitoral em Nova Friburgo, Rio de Janeiro...
Podre de chique.
A presidente Dilma Rousseff é esperada para o casamento da
filha do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo
Lewandowski, Lívia, esta tarde em um hotel de alto alto luxo no interior
de São Paulo. Para receber outros políticos e
magistrados, como o prefeito Gilberto Kassab, de São Paulo, que chegou
há pouco de helicóptero, Lewandowski fechou o Hotel Fasano, na fazenda
Boa Vista, cujas diárias custam no mínimo R$ 1.500.
Lívia
e o noivo, Sérgio Magalhães, chegaram na sexta-feira ao hotel,
acompanhados de seus familiares. Convidado para a festa, o governador
paulista Geraldo Alckmin enviou cumprimentos a Lewandowski, mas informou
que cumpria neste sábado uma agenda de governo em outra região do
estado. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
também convidado, informou por meio de sua assessoria de imprensa que
hoje é aniversário de seu neto de dois anos, Pedro, e também não poderia
ir à cerimônia. (O Globo)
Ministros de Lula não poderão decidir pena dos mensaleiros que absolveram.
Os ministros Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, que votaram pela
absolvição do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), podem ficar impedidos
de participar do debate sobre a pena que será imposta ao petista pelos
crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. É o que
demonstra o resultado de uma intensa polêmica travada pelos ministros do
STF em 2010, no julgamento da ação penal número 409.
Na
época, os ministros decidiram excluir do cálculo das penas de réus
condenados os ministros que votaram pela absolvição deles. Em maio de
2010, dois ministros que votaram pela absolvição do então deputado José
Gerardo (PMDB-CE), que acabou condenado, não participaram do cálculo da
pena, a chamada dosimetria.
Sete ministros votaram pela condenação
de Gerardo: Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau, Cármen Lúcia,
Lewandowski, Cezar Peluso e Marco Aurélio Mello. Os dois últimos
sugeriram pena inferior a dois anos de prisão e, por isso, a pena já
estaria prescrita. Venceu a maioria, que defendeu a aplicação de pena
superior a dois anos.
Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello
absolveram o réu. Após o julgamento, Toffoli e Gilmar reivindicaram o
direito de participar da dosimetria da pena. O debate foi intenso. —
Quem vota pela absolvição não pode opinar pela dosimetria da pena —
protestou Ayres Britto, relator do caso. — Absolve e depois vai votar na
dosimetria? É sem sentido. Se não há pena, como dosá-la? — O sistema legal é claro, não há dúvida nenhuma quanto a isso — concordou Peluso.
Lewandowski
defendeu que os colegas que votaram pela absolvição não participassem
do cálculo da pena. Ele citou o artigo 59 do Código Penal, segundo o
qual o juiz deve estabelecer a pena ao réu “atendendo à culpabilidade”. Gilmar
chegou a sugerir que, ao somar os dois votos pela pena inferior a dois
anos com as três absolvições, o STF teria cinco votos favoráveis à
prescrição. Ayres Britto disse que não se pode somar coisas
heterogêneas: — Absolvição é uma coisa, dosimetria é outra — disse.
Ao
fim, quem tinha votado pela absolvição acabou sem sugerir a pena do
réu. José Gerardo foi condenado por crime de responsabilidade. Em
outro julgamento, em que o deputado Natan Donadon (PMDB-RO) foi
condenado por peculato e formação de quadrilha, Peluso votou pela
condenação no primeiro crime e a absolvição no segundo. Ao fim, Peluso
participou do cálculo da pena. Como o STF só condenou réus em cinco
ações desde 1988, está sujeito a enfrentar o debate no julgamento do
mensalão. (O Globo)
Eu vejo a Veja assim.
À esquerda, a Veja que até que enfim está nas bancas. À direita, a Veja que, antes do final do ano, estará nas bancas, se prevalecerem o bom juízo do STF e os desejos da grande maioria honesta do povo brasileiro.
Observação: a desejada capa da direita é uma grosseira montagem, assim como foi o Mensalão.
Observação: a desejada capa da direita é uma grosseira montagem, assim como foi o Mensalão.
STF indica punição rigorosa a José Dirceu.
Depois das primeiras punições aos réus do mensalão, o procurador-geral
da República, Roberto Gurgel, disse ontem que o STF (Supremo Tribunal
Federal) "está no caminho certo" para condenar o núcleo político do
esquema, entre eles o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Gurgel também afirmou que as decisões tomadas até agora representam uma
"guinada", pois possibilitam a aceitação de "provas mais tênues" para
condenar pessoas acusadas por crimes como corrupção e peculato.
"Independentemente do resultado, a decisão parcial é muito importante
para toda a Justiça Penal, pois reconhece que não podemos buscar o mesmo
tipo de provas obtidas em crimes comuns, como roubo, assassinato",
disse, após a posse do novo presidente do STJ (Superior Tribunal de
Justiça), Felix Fischer.
O procurador foi questionado se as provas contra Dirceu não seriam mais
tênues do que as que levaram à punição de João Paulo Cunha. "Isso também está sendo discutido. Na medida em que sobe a hierarquia na
organização criminosa, as provas vão ficando mais e mais tênues. O
mandante não aparece. Não quero ficar fazendo previsões, mas acho que
estamos num bom caminho." Questionado se ele se referia ao caminho para a condenação de José Dirceu, Gurgel respondeu: "Exatamente".
O ex-ministro foi apontado pela Procuradoria-Geral da República como o
"chefe da quadrilha" do que foi considerado o "mais atrevido e
escandaloso esquema de corrupção" do país. Ele nega. O julgamento do mensalão entra na semana que vem no segundo mês, com 17
sessões. Até agora, o STF julgou só a primeira parte da denúncia,
relativa a desvios de recursos públicos do Banco do Brasil e da Câmara. O
esquema de compra de apoio parlamentar no primeiro governo Lula não foi
analisado, apesar de teses que poderão ser utilizadas futuramente já
terem começado a ser discutidas.
Cinco réus já foram condenados por crimes como corrupção passiva e
ativa, peculato e lavagem de dinheiro: o deputado João Paulo Cunha
(PT-SP), o ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, o
empresário Marcos Valério e seus ex-sócios Ramon Hollerbach e Cristiano
Paz. Ontem, Gurgel também falou sobre as primeiras dosimetrias (cálculos das
penas), adiantadas por Cezar Peluso na semana passada. "Foi uma
dosimetria comedida. O Ministério Público acha que há espaço para a aplicação de penas mais graves."
Além de Gurgel, a presidente Dilma Rousseff, ministros do governo e
integrantes do STF também foram à posse de Fischer, mas evitaram falar
sobre o julgamento. O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) disse apenas que conversou com
o presidente do STF, Carlos Ayres Britto, e negou que a emenda que
alterou a lei sobre bônus de volume, que foi discutida no julgamento,
tivesse o objetivo de favorecer os réus.
"Embora a emenda não seja de minha autoria, afirmei que ela era fruto de uma reivindicação no mercado publicitário."(Folha de São Paulo)
Kátia Abreu reage à acusação falsa contra irmão.
Não é de hoje que minorias radicais tentam atingir a senadora do Tocantins. Foi ela quem liderou a luta que mostrou a verdadeira cara do MST, virando persona não grata para as pastorais da terra e para estas guerrilhas rurais espalhadas pelo país. É ela quem está liderando a aprovação de um novo Código Florestal, que vai tirar das mãos das ongs estrangeiras, do Ibama, Icmbio e de outros antros de corrupção, o poder de multar e destroçar propriedades rurais. É ela quem abre o peito e bota a cara para bater mostrando ao Brasil a injustiça que existe em dar 11% do território brasileiro para 600.000 índios, enquanto grupos destas tribos vão para São Paulo, como ontem, participar de shows onde encenam danças americanas. Como pano de fundo para as acusações falsas plantadas na última semana, está a PEC do Trabalho Escravo, onde grupelhos, sem que a lei defina o que é efetivamente trabalho escravo ou degradante, podem montar chicanas em conluio com sem terra para demonstrar crimes, resultando em confisco de propriedades para a reforma agrária. Por isso, a tentativa de envolver a senadora Kátia Abreu, acusando falsamente o irmão, com o tema. Para poder dizer, ali na frente, que ela não quer aprovar a lei como está porque sua família pratica o crime que está em debate. Abaixo, a nota:
COMUNICADO RELEVANTE
COMUNICADO RELEVANTE
Para impedir que boatos e infâmias se beneficiem do meu
silêncio, informo que não tem qualquer fundamento a notícia veiculada pela
imprensa, segundo a qual meu irmão, André Luiz de Castro Abreu, é proprietário
de uma fazenda em Aragatins, Tocantins, onde
“56 trabalhadores em condições análogas à de escravos” foram encontrados e resgatados pelo
Ministério do Trabalho, no último dia 27 de agosto .
A referida informação é falsa, tanto que foi categoricamente
desmentida em nota divulgada no dia 30 de agosto, por intermédio da Agência
Estado. Na referida nota, o servidor
do ministério do Trabalho, André Luiz de Castro Abreu, confirma não ser sócio
da empresa RPC Energética, mas apenas um fornecedor que, na condição de pessoa
física, alugou dois tratores e uma carregadeira para esta empresa.
Eis os fatos, expostos sem comentários, aos quais faço
questão de acrescentar minha indignação e protesto pela clara intenção de me
atingir, mesmo que de forma indireta.
Ao mesmo tempo, reitero que sempre condenei todo e qualquer
tipo de trabalho degradante. Prova disso
é que participo ativamente, no Senado, das discussões e
votações para dotar o país de uma legislação clara e transparente sobre o tema.
Brasília, 31 de agosto de 2012.
Senadora Kátia Abreu
Até que enfim a Veja que tanto esperamos.
Amanhã, nas bancas, mais uma capa inesquecivel da Revista Veja, aquela mesma Veja que eles tanto odeiam e não conseguem derrubar.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Haddad não criou o Prouni. Palavra do Tarso Genro!
Assistam ao vídeo da campanha de Tarso Genro para o governo do estado do Rio Grande Sul. Para não ter que olhar para a cara do Béria gaúcho, coloquem logo aos 30 segundos. Ali o gaúcho que fugiu dos milicos vestido de prenda diz que foi ele quem criou o Prouni. Aliás, como este blog já mostrou, a lei foi assinada por ele. Portanto, o Haddad está mentindo. É um mentiroso. É bem cria do Lula.
Serra sorri na entrevista. Agora vai.
"O PT montou uma mentira forte de que tinha um homem há dois anos para operar
da catarata". A afirmação foi do candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo,
José Serra, durante participação nesta sexta-feira (31/08) na série Entrevistas
Estadão.
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Um morador de Cidade Tiradentes, na zona leste, ganhou notoriedade após
participar de um programa eleitoral do candidato Fernando Haddad (PT) no qual
dizia esperar há dois anos por uma cirurgia de catarata na rede municipal. "O PT
saiu falando pega ladrão, pega ladrão e vocês caíram nessa. Esse cidadão não
tinha catarata", afirmou Serra.
Ao comentar a propaganda, a pedido do Estado, a Prefeitura revelou informações sobre o paciente desde 2007, deu datas de atendimentos na rede e disse que, na verdade, ele sofre de pterígio. Serra disse que essa atitude da Prefeitura foi uma utilidade pública porque divulgou que "não era catarata".
Ao falar sobre educação, o candidato do PSDB disse que a gestão do PT em São Paulo foi devastadora.
Além disso, Serra aproveitou para destacar as qualidades da atual administração. "O Kassab tem uma gestão na Prefeitura bem melhor que na avaliação que ele tem. A prova é que os candidatos quando falam da gestão dele mentem".
Ao comentar a propaganda, a pedido do Estado, a Prefeitura revelou informações sobre o paciente desde 2007, deu datas de atendimentos na rede e disse que, na verdade, ele sofre de pterígio. Serra disse que essa atitude da Prefeitura foi uma utilidade pública porque divulgou que "não era catarata".
Ao falar sobre educação, o candidato do PSDB disse que a gestão do PT em São Paulo foi devastadora.
Além disso, Serra aproveitou para destacar as qualidades da atual administração. "O Kassab tem uma gestão na Prefeitura bem melhor que na avaliação que ele tem. A prova é que os candidatos quando falam da gestão dele mentem".
O marqueteiro é o empurrãozinho.
"Autoengano. Não é de hoje que o PSDB atribui seus revezes aos programas do
horário eleitoral. A justificativa não obstante confortável, ignora fatores
realmente decisivos.
Partido unido, sintonizado com o eleitorado, atento às demandas da sociedade, presente nos debates fundamentais e na posse de posição clara sobre temas de interesse nacional pode até perder eleição, mas não será por obra de erros do marqueteiro.
Partido unido, sintonizado com o eleitorado, atento às demandas da sociedade, presente nos debates fundamentais e na posse de posição clara sobre temas de interesse nacional pode até perder eleição, mas não será por obra de erros do marqueteiro.
Já partido desunido, dissociado do eleitorado, desatento às demandas da sociedade, ausente nos debates fundamentais e sem posição clara sobre temas de interesse nacional dificilmente ganha eleição por mais genial que seja o departamento de propaganda."
(Da coluna da Dora Kramer no Estadão)
Serra: “vamos para o segundo turno e vamos ganhar essa eleição”.
Na quarta campanha para prefeito de São Paulo, uma vitoriosa, o ex-governador José Serra (PSDB) minimiza a rejeição ao seu nome e a queda apontada pelas pesquisas. Atribui a rejeição aos adversários que ficam dizendo que irá deixar novamente a prefeitura, como fez em 2006. Aos 70 anos, diz que, se eleito, ficará no cargo e não será candidato em 2014. A entrevista foi concedida na terça-feira, antes da última pesquisa Datafolha, que apontou nova queda e aumento da rejeição. Nesta quinta-feira, Serra reafirmou: “Vamos para o segundo turno e vamos ganhar essa eleição”.
O senhor já foi prefeito de São Paulo e deixou o cargo para se candidatar a governador. Por que deseja ser prefeito novamente?
Porque é uma questão de vida pública. A prefeitura de São Paulo me motiva bastante. É uma cidade que é um verdadeiro país, com muitos desafios. Minha vida pública tem sido marcada pela vontade de fazer coisas boas acontecerem, e há muita coisa boa para fazer acontecer em São Paulo. E também coisas boas que devemos manter e que precisam aparecer, como inovações.
O senhor diz que há pontos a avançar na cidade. Em que pontos a gestão Kassab deixa a desejar?
Essa gestão não fez tudo. Fez coisas boas e positivas quase na totalidade, mas há ainda muito a avançar. Por exemplo, no caso da saúde. É preciso melhorar condições de agendamento de consultas, exames e cirurgias. Há capacidade instalada, foi um avanço enorme, mas tem de se avançar na área. Em medicamentos, chegamos a um ponto bastante satisfatório. É possível ampliar a distribuição de remédios em casa.
Pesquisas mostram polarização entre sua candidatura e a de Celso Russomanno (PRB). Mas sua campanha tem focado o debate com o PT. A candidatura de Russomanno não se sustentará?
Não escolhemos nenhuma polarização. Nós rebatemos críticas (feitas pelo PT), o que é diferente. Não é escolher um alvo e dizer que vamos atirar aqui. É rebatendo críticas.
O episódio em que seu programa de rádio chamou uma proposta de Fernando Haddad (PT) de “bilhete mensaleiro” não foi revide.
Isso é uma questão menor. O bilhete único mensal (promessa do PT) é um equívoco. Ele vai encarecer o transporte e vai fazer com que quem ande de ônibus pague mais, mesmo que não esteja andando..
Qual é a sua expectativa sobre o julgamento do mensalão?
Acompanho, não tenho tempo de assistir aos vídeos, mas está sendo um processo importante e inusitado na História brasileira. Diria que vai trazer uma contribuição muito importante para a vida pública brasileira.
E para as eleições? É um tema pertinente?
Essa é uma questão que está na mídia, na cabeça das pessoas, e é possível que esteja no voto. Outra coisa é transformar o mensalão em um objeto de debate de campanha. A campanha tem de ser travada em torno das questões da cidade, o que é muito difícil.
O senhor considerou acertado o uso do mensalão na sua campanha?
O mensalão está na imprensa todos os dias, não há quem fale mais de mensalão que os jornalistas. O PT tem uma habilidade extraordinária de patrulhar. Quando eles têm algum ponto vulnerável, eles patrulham. A própria imprensa, às vezes, veste a camisa do PT nesse patrulhamento. É um exagero, não imaginava que eles fossem ficar tão inseguros por conta disso.
A que atribui o fato de ter o mais alto índice de rejeição da eleição?
Fui candidato a presidente em 2010, numa disputa grande. É natural que o eleitorado do PT tenha posição mais definida a meu respeito. Segundo, quando aparecem indicações sobre o motivo da rejeição, não há praticamente nada do ponto de vista moral, ético ou de realizações. Os próprios adversários não têm muito o que falar a esse respeito. Isso está sendo explorado pelos adversários. Como eles não têm muito a dizer a meu respeito, ficam batendo na questão da saída da prefeitura, dizendo que vou sair de novo, para ser candidato a presidente ou governador.
Ter deixado a prefeitura é a principal razão para isso?
Não. Eu saí naquele momento e tive o apoio da população de São Paulo. Tive mais votos para governador do que tive para prefeito no primeiro turno. Naquele momento, era algo que se impunha. Nas eleições de 2006, o governador Geraldo Alckmin não podia concorrer à reeleição, então, concorri com apoio muito grande da opinião pública.
Em 2004, aliados da sua campanha diziam que Marta Suplicy (PT) não venceria a eleição porque tinha rejeição muita alta (32%). O PSDB passa por situação parecida. Preocupa?
Você deveria convidar um pesquisador para vir analisar. Eu sou candidato. Eu vou ganhar a eleição. Tem muito chão pela frente. Serão dias intensos.
A prefeitura do Rio, apesar de ter um orçamento menor, recebeu mais investimentos do governo federal do que São Paulo. O sr. fala muito da importância da parceria com o governo estadual. E com o governo federal?
É falso que a administração municipal recorreu pouco ao governo federal. É uma coisa que o PT tem dito, e as pessoas têm repetido sem verificar. Não é verdade. O parceiro prioritário é o governo estadual. Em qualquer estado brasileiro, a parceria fundamental é entre a capital e o governo do estado.
Sendo candidato do PSDB, que é oposição no plano federal, o sr. se considera com condições de manter boa relação com o governo federal?
Perfeitamente. Como mantive com o Lula quando fui prefeito e governador. O que está tendo agora é uma questão eleitoral de dizer “se vier algum prefeito ligado ao PT, vamos inundar de dinheiro a cidade”. Isso é fantasia. Fizemos parceria até no Expresso Tiradentes, na época. Agora, não houve leniência da prefeitura. A UPA do Rio, feita dois anos depois, foi baseada nas AMAs (unidades de Atendimento Médico Ambulatorial) de São Paulo. As UPAs foram financiadas pelo governo federal, e aqui a prefeitura vivia pedindo que financiasse as AMAS. Não foi falta de pedido. O programa de creches federal não existiu na prática. Eles ficam falando mas não existiu. Isso é tudo coisa eleitoral.
Esperava a entrada do ex-presidente Lula com tanta força em SP?
Sim. A especialidade do Lula nunca foi governar, mas fazer campanha. Imagina se ele vai perder uma campanha!
O senhor pediu ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para aparecer na sua campanha?
O presidente Fernando Henrique está aí, é uma reserva moral para o país. O presidente fará o que achar melhor. Ele é um grande amigo nosso.
Para 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) é um nome natural?
Não vou falar sobre 2014. Deixa passar 2012. Só faltava discutir agora quem será o candidato do PSDB em 2014. Eu não vou.
O senhor fica na prefeitura até o fim do mandato?
Claro.
Os planos de disputar a nova eleição presidencial ficam para 2018?
Fico até envaidecido de se preocuparem com o que vou fazer em 2018. Significa que estou em grande forma.
O Maluf está apoiando Haddad, mas o PSDB tentou a aliança com ele para a sua campanha. O senhor gostaria de ter o apoio do Maluf?
Não. Hoje não.
E no segundo turno?
Não faz diferença.
A que atribui o crescimento de Russomanno?
Eu não me sinto confortável de ficar analisando o porquê da subida dos adversários. Não ganho meio voto nem perco meio voto. É inútil.
O trânsito é um dos piores problemas da cidade. Qual sua proposta?
É dos piores problemas, e me pergunto o que teria acontecido caso não tivéssemos investido tanto na cidade. Como governador fiz um dos maiores investimentos da História no metrô. O número de passageiros duplicou em relação a meados da década. Passou de 3,5 milhões para 7 milhões. O Rodoanel tirou de dentro da cidade caminhões que iam para o Porto de Santos. A Nova Marginal, não que seja um paraíso, melhorou muito. Qual o problema? É que entram 500 a 700 carros (novos) por dia em São Paulo. De 2005 para cá, os veículos aumentaram 35%. Tem que investir na área de trilhos, o metrô, o monotrilho e o trem.
Foi equívoco do governo federal dar isenção fiscal para a compra de automóveis para enfrentar a crise?
Seria demasia dizer que foi equívoco. Naquele momento, ajudou a manter o emprego. Foi opção do governo Lula. Em vez de aumentar investimentos e abaixar juros na crise de 2008 e 2009, preferiram aumentar salário do funcionalismo e turbinar o consumo. Foi uma estratégia. Eu teria feito a outra. O governo da Dilma está tentando fazer o que estou dizendo que seria correto. É uma autocrítica em relação à gestão anterior. O governo federal nunca se voltou para o metrô. Tem o projeto do trem-bala entre São Paulo e Rio que não tem pé nem cabeça. Vai gastar R$ 70 bilhões para uma demanda escassa, sem resolver os problemas.
Como pretende, se eleito, conseguir recursos e tirar do papel promessas para a área de transporte?
A prefeitura tem dinheiro em caixa. Mas tem que ter capacidade para fazer operações de crédito (empréstimos), o que, modéstia à parte, é especialidade minha. Fiz muito isso quando ministro do Planejamento. São Paulo tem outras possibilidades de receita. Uma delas são as operações urbanas. Outras são as parcerias com a iniciativa privada. Vocês podem ver que falo com muito mais agrado das coisas que quero fazer.
A que horas tem ido dormir?
Varia muito agora. Por mim faria tudo de madrugada, o grosso, quero dizer. Não sou eu que marco os horários. Digo aos candidatos novatos a vereador e deputados que tem que ser paranoico. Candidato que está muito seguro não é uma boa.
O senhor está mais para paranoico ou seguro?
Nem um nem outro. Como já fiz muito análise, mais ou menos tenho domínio do quadro psicológico.
(Entrevista concedida ao O Globo)
Serra chora na missa. Agora vai.
Um dia depois de perder a dianteira na disputa pela Prefeitura de São Paulo, José Serra (PSDB) chorou ao participar de uma missa do padre Marcelo Rossi. O tucano foi convidado pelo sacerdote e acompanhou a cerimônia da primeira fila do altar. Chamada "missa de cura e libertação", a celebração tem, tradicionalmente, forte conteúdo simbólico. Rossi falou a Serra sobre a missa há cerca de 20 dias, durante rápido encontro na Bienal do Livro. Na ocasião, ressaltou que a missa era transmitida pela internet a "cerca de 500 mil pessoas". Ontem, outras 15 mil acompanharam a cerimônia in loco.
"Serra, você vai ver que missa emocionante é essa", avisou Rossi, logo no início. O padre pregou sobre superação de adversidades. Durante a palavra, citou um versículo de Eclesiástico. "Não entregues tua alma à tristeza e não aflijas a ti mesmo com tuas preocupações", disse, lendo o texto. "No mundo, querem nos derrubar com mentiras e inverdades. Aqui não", falou em outro trecho. Serra comungou. "Nada poderá me abalar. Nada poderá me derrotar", dizia a música que embalou a ceia.
No fim da missa, o tucano falou. Parabenizou o padre e dom Fernando Figueiredo pelo santuário que vão inaugurar. "Eles desconhecem os limites do impossível", disse. Depois, chorou ao lembrar que, já no fim da vida, sua mãe recebeu uma bênção de dom Fernando. "Isso me marcou muito". Serra recebeu água benta e saiu. "A porta está aberta para todos," disse padre Marcelo. "Mas amigo é amigo" concluiu. (Folha Poder)
São Paulo: pesquisas indicam que a eleição é de mudança, não é de continuidade.
Todas as pesquisas publicadas indicam que a eleição da cidade de São Paulo é de mudança e não de continuidade. Este é o motivo que faz Serra cair de forma estrondosa nas pesquisas. O eleitor, ao ver no ar a mesmíssima campanha feita por Serra em eleições anteriores, sem nenhuma inovação, sem nenhuma inspiração, reforçou este sentimento. " Não! Serra de novo? Serra que abandonou a cidade nas mãos do pior prefeito de todos os tempos (que é sempre o último)? Não vai cumprir estas promessas se não cumpriu a maior, de permanecer no cargo..." Este panorama é o pior possível para uma campanha. É muito dificil reverter este quadro com promessas e tchus tchas. Talvez se Serra chorasse no vídeo. Talvez se Kassab reconhecesse a sua péssima gestão, em vez de ficar dando 10 para si mesmo. Talvez se Serra trocasse o marqueteiro ou se este tivesse humildade para pedir demissão.Sim, também poderia bater no PT e no Haddad, afirmando que ele mente quando diz que criou o Prouni, mostrando o estado de miséria dos hospitais universitários, trazendo o kit gay para o debate, enfim. Funcionou para levar Serra para o segundo turno em 2010. Muito difícil que funcione agora, com Russomanno sozinho na frente. Aliás, quando disse alertei para a tese do voto útil, fui duramente criticado. Acho que ainda poderemos ouvir: " sou tucano, voto Russomanno". Por um motivo muito simples: não entregar São Paulo para o PT.
Kassab, o prefeito nota 10...
O Ibope divulgou, nesta sexta-feira (31), pesquisa que mostra como os eleitores de São Paulo avaliam a administração do prefeito Gilberto Kassab (PSD). A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo". Veja os números da avaliação da gestão:
Kassab, o prefeito nota 10...
O Ibope divulgou, nesta sexta-feira (31), pesquisa que mostra como os eleitores de São Paulo avaliam a administração do prefeito Gilberto Kassab (PSD). A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo". Veja os números da avaliação da gestão:
- Ruim – 15%
- Péssima - 32%
- Regular - 33%
- Boa – 15%
- Ótima - 2%
- Não sabe - 2%
Ibope confirma: marqueteiro conseguiu jogar fora mais de 1/3 dos votos de Serra.
Clique nas imagens para ampliar os gráficos do Estadão, que pagou a pesquisa, na íntegra. Aqui em texto. O marqueteiro do Serra conseguiu, com cinco programas, perder 1/3 dos votos de Serra. Isso que é competência. E não foi por falta de aviso.
Do palanque para a prisão: cai Cunha, o primeiro petista mensaleiro.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto, encerrou a
primeira parte do julgamento do mensalão aplicando nova condenação ao
deputado João Paulo Cunha (PT-SP), que horas depois anunciou a seu grupo
político a desistência de concorrer à Prefeitura de Osasco. A nova punição no caso do mensalão -o petista agora está condenado por
três crimes- aumenta as chances de ele ter de cumprir parte da pena em
regime fechado.
Britto proferiu o sexto voto para condenar o petista por lavagem de
dinheiro e também o considerou culpado por corrupção passiva e peculato,
crimes em relação aos quais já havia maioria na corte para a
condenação. As punições aplicadas ao petista se referem a desvio de dinheiro da
Câmara dos Deputados, quando ele presidiu a Casa (2003-2005). Segundo a acusação, João Paulo recebeu R$ 50 mil do empresário Marcos
Valério Fernandes Souza para, em troca, o beneficiar em contrato com a
Câmara. Sua pena poderá ficar acima de oito anos e começaria a ser cumprida na prisão, em regime inicialmente fechado.
Cunha informou ao PT a decisão de retirar sua candidatura em reunião na
noite de ontem no Sindicato dos Bancários de Osasco. O vice de sua
chapa, Jorge Lapas, assumirá a candidatura. Segundo participantes, João Paulo chorou na reunião com os
correligionários. Do lado de fora foi possível ouvir o prefeito de
Osasco, Emidio de Souza (PT), dizer que a hora é de "enxugar as
lágrimas" e seguir em frente. João Paulo não falou com a imprensa. Na saída do encontro, militantes do PT empurraram e agrediram
jornalistas e fotógrafos. Mais tarde, Emidio se desculpou, em nome do
PT, pelo ocorrido.
No voto sobre João Paulo, o presidente do Supremo também condenou o
ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, Marcos Valério e
ex-sócios. Também contra esses já havia maioria para a punição. "[O processo] não deixa dúvidas de que as posições funcionais de João
Paulo Cunha e Henrique Pizzolato foram decisivamente utilizadas para
beneficiar as empresas de Marcos Valério." Falta ainda o voto de Rosa Weber no caso de lavagem de dinheiro contra João Paulo, mas o placar está em 6 a 4. O tamanho das penas só será definido no fim do julgamento no STF.(Folha de São Paulo)
PT fez lei para salvar mensaleiros. Proposta pelo atual ministro da Justiça, cotado para virar ministro do STF.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto,
afirmou ontem em plenário que um projeto de lei foi alterado
propositalmente para influenciar o julgamento do mensalão e beneficiar
alguns dos réus. Para o ministro, a manobra "é um atentado veemente, desabrido,
escancarado" à Constituição. A declaração refere-se à lei 12.232,
sancionada pelo então presidente Lula em 2010. O texto trata da contratação de publicidade por órgãos públicos e
durante sua tramitação na Câmara foi alterado por deputados do PT e do
PR, partidos que têm membros entre os réus.
Britto diz que a redação "foi intencionalmente maquinada" para legitimar ação pela qual réus eram acusados.O episódio citado começou em 2008, quando o ex-deputado e hoje ministro
da Justiça, José Eduardo Cardozo (PT), apresentou o projeto. Ele regulava, entre outras coisas, os repasses do "bônus-volume", que
são comissões que as agências recebem das empresas de comunicação como
incentivo pelos anúncios veiculados. No processo do mensalão, o Ministério Público acusou empresa de Marcos
Valério Fernandes de Souza de ficar com R$ 2,9 milhões de bônus que
deveriam ser devolvidos para o Banco do Brasil, contratante da empresa.
A acusação diz que o dinheiro foi desviado para abastecer o esquema de compra de votos no Congresso.A proposta de Cardoso permitia que as agências ficassem com o bônus, mas só em contratos futuros.Uma mudança feita na Comissão de Trabalho em 2008, porém, estendeu a regra a contratos já finalizados.O relator na comissão foi o deputado Milton Monti (SP), do PR, partido
envolvido no mensalão e que tem um dos seus dirigentes, Valdemar da
Costa Neto, como réu.
Durante a discussão, o então deputado Paulo Rocha (PT-PA), também réu no
caso do mensalão, pediu uma semana para analisar o texto. Logo depois, Monti abriu prazo para emenda. O deputado petista Cláudio
Vignatti (SC) apresentou sugestões, entre elas a que estendia a
aplicação da lei a licitações abertas e contratos em execução. Monti não
só acatou a sugestão como incluiu os contratos encerrados.
O texto seguiu a tramitação e virou lei, que foi usada em julho pelo
Tribunal de Contas da União para validar a ação de Valério. A decisão,
porém, está suspensa. Ontem Ayres Britto disse que a mudança no projeto é "desconcertante".
"Um trampo, me permita a coloquialidade, à função legislativa." A questão do Bônus já foi decidida pelo STF, que por unanimidade condenou quatro réus, entre eles Valério.(Folha de São Paulo)
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Ibope combina com Bope.
Dizem que vem aí um Ibope com Serra e Haddad empatados. Se isto ocorrer, não reclamem. Chamem o Bope para prender o marqueteiro do PSDB. Ele é muito ruim. Velho, antigo, do tempo das "medalhas" e das "vacinas". Chamem o Bope!
Irmão de Kátia Abreu desmente notícia sobre trabalho escravo.
Uma notícia plantada pelo Repórter Brasil, do famoso escroto Sakamoto, que já foi processado por Kátia Abreu, envolveu o irmão da senadora em uma investigação de trabalho escravo. Colocou-o como dono da fazenda e, obviamente, ligou a sua atividade diretamente com a parlamentar. O mais flagrante é que a notícia foi divulgada justamente no dia da votação do Código Florestal, numa tentativa de intimidar a senadora. Deu tudo errado. Foi um acordo promovido por ela que permitiu a aprovação da nova lei que traz segurança jurídica para o campo brasileiro. A verdade é que indio odeia a senadora. Sem terra odeia a senadora. Petralha odeia a senadora. Ongueiro ambientalista odeia a senadora. Chefe de quadrilha odeia a senadora. Não é à toa que ela anda escoltada pela Polícia Federal, depois das ameaças que sofreu por parte de gentalha ligada ao Cachoeira.
Abaixo, a nota do irmão de Kátia Abreu, publicada hoje.
NOTA À IMPRENSA
Em relação à divulgação pela imprensa de matéria sobre a
libertação de trabalhadores em fazenda no município de Araguatins, presto os
seguintes esclarecimentos que se fazem necessários.
1 - Não mantenho vínculo societário com a RPC Energética,
objeto da denúncia.
2 - A relação que possuo com a RPC Energética é de
fornecedor, por alugar dois tratores e uma carregadeira, operados diretamente
por esta empresa, como consta do contrato de locação, sem nenhuma ingerência de
minha parte, como as investigações do Ministério Público do Trabalho e da
Polícia Federal hão de constatar.
3- Desta forma, aguardo com absoluta tranquilidade as
investigações que estão sendo realizadas e repudio com veemência o envolvimento
de membros de minha família, especialmente da minha irmã, senadora Kátia Abreu,
que nenhuma relação, direta ou indireta, próxima ou remota, tem com os fatos
assinalados no episódio.
....................................................................
Abaixo notícia veiculada no Estadão:
Irmão de senadora é suspeito de manter trabalho escravo
30 de agosto de 2012 | 18h 37
CÉLIA BRETAS TAHAN - Agência Estado
O servidor do Ministério do Trabalho André Luiz de Castro Abreu, irmão da
senadora Kátia Abreu (PSD-TO), é apontado como proprietário da Fazenda Água
Amarela, em Araguatins, onde havia 56 trabalhadores em condições análogas a de
escravos. A senadora, líder ruralista no Congresso, preside a Confederação
Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA).
O resgate dos trabalhadores foi feito pelo Ministério Público do Trabalho
(MPT), dia 27, após denúncia da Polícia Federal (PF). De acordo com as
investigações da PF, a fazenda pertence à Ferro Gusa do Maranhão Ltda.
(Fergumar) e os serviços de corte de eucalipto e produção de carvão eram
terceirizados, estando a cargo da RPC Energética.
Na RPC, consta como proprietário Adenildo da Cruz Souza, que seria
"laranja". A empresa era comandada, por meio de procuração, por Paulo
Bernardes da Silva Júnior, o verdadeiro dono, juntamente com Abreu, apurou a
PF.
Os trabalhadores, recrutados no Maranhão, viviam em alojamentos precários,
sem água potável e sem fossa sanitária. Eram transportados na carroceria de um
caminhão por motorista sem habilitação e cumpriam regime de dez a onze horas,
com intervalo de apenas 15 minutos para almoço. Os 56 resgatados vão receber
indenização de R$ 72,4 milhões, além de seguro-desemprego.
Procurado, André Abreu disse ao Grupo Estado que não vai se manifestar sobre
o assunto, por orientação do Ministério do Trabalho.
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