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Para delegados, Cardozo está saindo porque não consegue controlar a Polícia Federal
A Associação de Delegados da Polícia Federal divulgou nesta segunda-feira uma nota em que afirma que os profissionais estão “extremamente” preocupados com notícia da saída de José Eduardo Cardozo do cargo de ministro da Justiça. Para os delegados, a saída de Cardozo se dá “em razões de pressões políticas para que controle os trabalhos da Polícia Federal".
Os
delegados afirmam que vão defender “independência funcional para a livre
condução da investigação criminal” e adotar medidas para preservar a
autonomia da classe.
Para isso, cobram maior autonomia financeira para a instituição.
Um delegado federal ouvido pelo Valor PRO,
serviço de informação em tempo real do Valor, afirma que falta uma lei
que defina a questão da independência financeira e diz que há
necessidade de desvincular o orçamento da PF ao do Ministério da
Justiça. (Valor)
Clique aqui para ler, na íntegra, a nota da ADPF.
Clique aqui para ler, na íntegra, a nota da ADPF.
Janela partidária: hora da xepa do Congresso Nacional
A janela para trocas partidárias – aberta no dia de 18 deste mês e que vai até 18 de março – transformou o Congresso num “feirão” para a filiação de deputados e senadores. As ofertas são das mais diversas: cargos, controle de diretórios regionais e até dinheiro.
“Tem dirigente de partido com promessa de pagar até R$ 2 milhões para ter um deputado”, afirmou Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SP), presidente do Solidariedade (SD). “Se eu meu partido perder deputado, vou dizer quem é”, completou Paulinho.
Conforme apurou o Estado, as legendas que têm apresentado
ofertas mais agressivas são o PP, o PSD e o PR. Condenado no mensalão e
cumprindo pena em regime semiaberto, o ex-deputado Valdemar Costa Neto
(PR) tem recebido parlamentares no seu escritório em Brasília. “Eu
estive com o Valdemar, mas ainda não decidi o que farei. Tenho ofertas
da Rede e do PP também”, disse o deputado Ricardo Izar (PSD-SP).
O principal objetivo de Izar é controlar diretórios em cidades em que pretende pedir votos para se reeleger em 2018.
O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI),
tem se envolvido diretamente nas discussões. Na semana passada, ofereceu
cargos na estrutura da liderança da Câmara para deputados de outras
siglas migrarem para o PP.
Um dos assediados foi o deputado José Mainha (PI), que
ainda não decidiu se troca o Solidariedade pelo PP. Em entrevista ao
Estado, Ciro Nogueira admitiu que a oferta de cargos em liderança
ocorre, mas não é o principal atrativo.
“Não vou negar que todo deputado que entra no partido acaba
tendo cargos em liderança. Isso ocorre em todos os partidos”, afirmou
Ciro. “Mas isso não é decisivo. O que tem sido determinante é o controle
do partido no seu Estado de origem.”
Por meio de sua assessoria de imprensa, o ex-deputado
Valdemar Costa Neto disse que nunca deixou de se encontrar com
políticos. Ele negou, porém, agir para atrair deputados para a legenda
durante o período de janela partidária.
Emenda. No último dia 18, o Congresso promulgou uma emenda
constitucional autorizando, por um mês, a troca de partido por políticos
eleitos para cargos proporcionais durante o exercício dos mandatos
(vereadores, deputados estaduais e federais).
Em 2007, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia decidido
proibir a troca de sigla durante o mandato, a fim de garantir a
legislação que impõe a fidelidade partidária. Há a expectativa de que
até 10% dos 513 deputados troquem de partido.
Outra alternativa para a troca de partido é o ingresso numa
sigla recém-fundada. Recentemente, um grupo de 19 deputados ingressou
no PMB (Partido da Mulher Brasileira). Agora, com a janela partidária,
grande parte deles deve deixar a sigla.
Até mesmo o primeiro líder do PMB vai deixar o partido.
Domingos Neto (CE), que já havia sido líder do PROS, pretende se
transferir para o PSD, presidido pelo ministro Gilberto Kassab
(Cidades). (Estadão)
Incapaz de atender à ORCRIM e parar a Lava Jato, Cardozo joga a toalha
Na última quarta-feira, delegados federais fizeram chegar ao ministro da Justiça um recado: na primeira ligação que fizesse para interferir na operação, Cardozo ouviria voz de prisão por tentativa de obstrução de investigação.
Ontem, enquanto corria a cerimônia do Oscar, Mônica Bergamo informou que Cardozo deverá deixar o cargo ainda essa semana .
Segundo edição de hoje do Estado de S. Paulo, o ministro da Justiça teria decidido que vai deixar o cargo nesta semana. Motivo: o discurso de de Lula que, durante a festa de aniversário do PT, disse estar sendo perseguido pela Polícia Federal - e avisou que poderia ter seus sigilos quebrados ainda essa semana. Cardozo alega a interlocutores que o partido não entende o seu papel como ministro quando critica a Polícia Federal - uma corporação, segundo ele, autônoma.
A Folha de S. Paulo informa, ainda, que Cardozo pode permanecer no governo - provavelmente na Advocacia Geral da União.
A verdade é que a Polícia Federal fechou o cerco em torno da ORCRIM e está prestes a atingir o seu núcleo central. Tanto que na última semana mandou, como se lembra no primeiro parágrafo, recado claro para o ministro da Justiça. Incapaz de atender às demandas dos chefes e deter as investigações, o terceiro porquinho de Dilma jogou a toalha.
Agência estatal paga até R$ 39 mil para militantes que atuaram na campanha de reeleição de Dilma
Um órgão quase oculto no sistema de transparência do governo federal abriu espaço para que um grupo que atuou na campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff, em 2014, ganhasse empregos com altos salários e pagamentos de diárias em viagens internacionais, segundo o jornal O Globo. Vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) passou a receber militantes que deixaram de lado cargos no governo por funções na agência com remunerações equivalentes ao dobro do que recebiam.
A publicação ressalta que despesas relacionadas a salários e resoluções internas da ABDI, por exemplo, são mantidas sob sigilo, o que não ocorre em ministérios e demais órgãos do Executivo, subordinados ao sistema de transparência. Militante do PT do Rio Grande do Sul, o presidente da ABDI, Alessandro Golombiewski Teixeira, foi nomeado por Dilma para o cargo em fevereiro de 2015, após coordenar o programa de governo na campanha à reeleição.
Conforme o jornal O Globo, ao assumir o posto na ABDI, com salário de R$ 39,3 mil, o petista abrigou no órgão mais três militantes, ocupantes de cargos de assessoramento especial da diretoria, cujas remunerações vão de R$ 19,4 mil a R$ 25,9 mil. Os valores correspondem a mais do que o dobro do que era pago a eles quando exerciam funções comissionadas no Palácio do Planalto ou no Ministério do Planejamento.
De acordo com a reportagem, em junho de 2015, o presidente da ABDI e demais diretores editaram uma resolução, mantida sob sigilo e sem publicidade no site da agência, que reajustou o valor das diárias para viagens internacionais da diretoria executiva. O Globo destaca que, no continente americano, o valor saltou de US$ 400 para US$ 700. Fora da América, as diárias pularam de ¿ 320 para ¿ 700. A título de comparação, ministros de Estado recebem entre 220 e 460 de diária, podendo optar por dólar ou euro e com variação de valor conforme o destino de viagem.
Na ABDI, presidente e diretores podem viajar em classe executiva, assim como os assessores que os acompanham. Os benefícios contrariam o pacote de medidas anunciado por Dilma, no fim do ano passado, que incluiu a agência, a respeito do fim da primeira classe para ministros, cortes de diárias e passagens, reduções de salários da própria presidente, do vice e dos ministros, além de redução de ministérios. Segundo O Globo, fontes da ABDI relataram que não houve movimentação do governo nesse sentido até o momento.
A publicação também relata que o chefe de gabinete de Teixeira, Charles Capella de Abreu, atuou nas campanhas de Dilma de 2010 e de 2014. Na disputa pela reeleição, Capella cuidou do escritório da candidata em Brasília. No entanto, a partir de 1º de janeiro de 2015, foi exonerado do cargo de chefe de gabinete do ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência, em que recebia R$ 11,2 mil. A secretaria foi extinta. Na ABDI, o chefe de gabinete tem salário de R$ 24,9 mil.
O Globo ainda relata que, em janeiro, Capella participou de acareação da Operação Lava-Jato com o doleiro Alberto Youssef e o lobista Fernando Baiano. Um inquérito investiga suposto repasse irregular de R$ 2 milhões à campanha de Dilma em 2010 — o ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci, do qual Capella foi assessor, é um dos investigados.
Na ocasião, Youssef negou ter recebido qualquer pedido de doação à campanha, mas afirmou ter entregue uma quantia de dinheiro similar. Além disso, no encontro com Capella, não o reconheceu como destinatário do dinheiro. Baiano, por sua vez, sustenta ter ocorrido reunião em Brasília para discutir o repasse.
Ao O Globo, Capella declarou que não exerceu nenhuma atividade de arrecadação na campanha e que não conversava com Palocci sobre o tema. Além disso, disse que nunca esteve, nem trocou mensagem ou conversou com Paulo Roberto Costa, Youssef e Baiano.
Segundo o jornal, a migração do Palácio do Planalto para a ABDI envolve mais duas servidoras. Leonita de Carvalho deixou a função de assessora da Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência, onde ganhava R$ 8,5 mil, para ser assessora parlamentar da ABDI, com salário de R$ 19,4 mil. Isabelle Agner Brito, por sua vez, deixou o cargo de assessora especial da Subchefia de Assuntos Parlamentares da extinta Secretaria de Relações Institucionais da Presidência (salário de R$ 11,2 mil) para ocupar o posto de gerente de Gestão da ABDI (R$ 25,9 mil de remuneração).
O periódico informa que Isabelle não aparece na prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como tendo atuado na campanha em 2014. Além delas, Nelson Martins Júnior largou um cargo de assessor no Ministério do Planejamento para ser assessor da gerência de Gestão da agência. O salário de Martins, que atuou na campanha à reeleição de Dilma, aumentou de R$ 8,5 mil para R$ 19,4 mil.
A ABDI não informa salários, pagamentos de diárias e atos adotados pela diretoria executiva. Lançada com a função de colocar em prática políticas de desenvolvimento industrial, a agência surgiu na forma de Serviço Social Autônomo — entidade privada sem fins lucrativos.
Em resposta à reportagem do jornal O Globo, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial afirmou que a participação de militantes na campanha à reeleição de Dilma não teve qualquer influência em contratações do órgão. "Nenhuma contratação guarda vínculo com a atuação na campanha presidencial", disse a agência por meio da assessoria de imprensa.
Além disso, o contraponto menciona que a ABDI é um serviço social autônomo "de natureza privada". "Todos os contratos de trabalho são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Todas as regras administrativas da agência, como viagens de colaboradores e contratação de cargos de assessoramento especial, seguem as normas do Sistema S (Sebrae, Apex-Brasil, entre outros)." (Zero Hora)
Lula mentiu ao STF: disse que soube da compra de sítio 3 dias depois de sua mudança ter ido para lá
Na primeira explicação oficial que deu ao Supremo Tribunal Federal sobre o sítio frequentado por ele e sua família em Atibaia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sustenta que ele é de propriedade de dois sócios de seu filho Fabio Luis e diz que só soube da compra do sítio em 13 de janeiro de 2011, depois de deixar a Presidência.
Reportagem da “Folha de S.Paulo” mostra que Lula disse, ainda, que seu amigo José Carlos Bumlai ofereceu a reforma do sítio, o que a defesa do pecuarista, preso na Lava-Jato, negou ao jornal.
“Os advogados dizem, porém, que Lula só tomou conhecimento da compra do imóvel em 13 de janeiro de 2011, quando já havia deixado a Presidência da República, e que foi ao local pela primeira vez dois dias depois”, diz o texto da “Folha”.
Lula certamente terá de esclarecer a data que informou ao STF, em uma petição de seus advogados.
Isso porque reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo” publicada em 6 de janeiro de 2011, uma semana antes, portanto, da data que o presidente informou à mais alta corte do país ter sabido da compra do sítio, já dizia que a mudança de Lula de Brasília seria levada para seu sítio em Atibaia.
O link da reportagem está aqui, para se os advogados do ex-presidente e os ministros do STF quiserem cotejar as datas.
Para não deixar dúvidas, reportagem de VEJA deste ano mostrou que a mudança — inclusive 37 caixas de bebida — seguiu, de fato, para o sítio.
Mais: a mudança — paga pela Presidência — foi entregue dia 8 de janeiro, 3 dias antes de a defesa de Lula dizer ao STF que ele tomou conhecimento da compra da propriedade.
“A entrega da mudança se deu em 8 de janeiro de 2011 – dois meses após o sítio ter sido comprado em nome dos sócios de Fábio Luiz, o Lulinha. Quem recebeu o carregamento, e assinou os papéis, foi Rogério Aurélio, ex-assessor especial de Lula no Planalto. Acompanha os registros da mudança um inventário da carga. Foram mais de 200 caixas – 37 delas de bebidas, conforme registraram, cuidadosamente, os funcionários incumbidos do serviço. O carregamento incluía ainda, além da carroça, plantas da ex-primeira-dama Marisa Letícia, aparelhos de ginástica e quadros”, diz a reportagem de Rodrigo Rangel. (Radar On-line)
Aécio defende a saída de Dilma e conclama o PSDB para ir às ruas no dia 13
O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), defendeu, neste sábado, a renúncia da presidente Dilma Rousseff como saída para que a economia brasileira volte a crescer.
— Essa crise tem um nome, ela se chama presidente Dilma Rousseff. Enquanto ela estiver governando o Brasil nós não vamos retomar o processo de crescimento, de melhoria dos nossos indicadores sociais tão necessários para todos os brasileiros — afirmou o senador, ao participar de encontro do partido em Goiás.
Aécio também afirmou que o PSDB vai às ruas no dia 13 de março, quando são esperadas novas manifestações em defesa do impeachment de Dilma:
— Com a presidente Dilma na presidência da República não há caminhos para o Brasil. Por isso nós, na última semana, ao lado de todos os partidos de oposição, assumimos o nosso papel de estimular que as pessoas possam no próximo dia 13, e faço aqui também em Goiânia essa convocação, ir às ruas para dizer um basta definitivo a tudo o que vem acontecendo no Brasil. (O Globo)
Odebrecht pagou R$ 4 milhões para João Santana no Brasil em 2014, diz PF
Planilha apreendida na Lava Jato indica sete repasses feitos pela construtora para "Feira" durante a campanha da presidente Dilma Rousseff.
A construtora Odebrecht realizou pagamentos no valor de R$ 4 milhões para o marqueteiro João Santana no Brasil entre outubro e novembro de 2014, no auge das eleições, segundo documentos encontrados pela Polícia Federal. Esse dinheiro, de acordo com os investigadores, seria oriundo de contratos firmados entre a empreiteira e a Petrobras. Naquele ano, Santana trabalhou na reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Para ler a matéria exclusiva da Época, clique aqui.
Lava Jato pega 85 ligações entre pagador de propina, Vaccari e sede do PT
Rastreamento da Lava Jato indica contatos entre Augusto Mendonça, que confessou ter ocultado valores desviados da Petrobrás em doações oficiais ao partido, e ex-tesoureito da legenda João Vaccari Neto
O empresário Augusto Ribeiro Mendonça, delator da Operação
Lava Jato que confessou ter ocultado propina em doações oficiais ao PT,
manteve 85 contatos telefônicos com o ex-tesoureiro do partido João
Vaccari Neto – preso desde abril de 2015 acusado de ser operador do
partido no esquema de corrupção na Petrobrás. A informação faz parte da
primeira análise produzida pela força-tarefa do Ministério Público
Federal com base na quebra do sigilo telefônico da sede nacional do PT
em São Paulo – centro nervoso do partido do governo – e dos números
usados por Vaccari, entre julho de 2010 e julho de 2015, alcançando três
campanhas eleitorais, duas presidenciais e uma municipal.
O mapeamento indica, ainda, 144 contatos telefônicos entre
os números usados por Vaccari e Paulo Roberto Salvador, diretor da
Gráfica Atitude, e outras 38 trocas de mensagens. A empresa foi usada,
segundo a força-tarefa, para ocultar propina desviada da Petrobrás e
repassada ao PT.
“Foram identificados 144 chamadas entre João Vaccari e
Paulo Salvador”, informa o relatório assinado por dois analistas do
Ministério Público Federal, de 30 de novembro de 2015, anexados em
janeiro à ação penal, sob sigilo. “Ainda evidenciaram-se 85 chamadas
entre o terminal (11) 98136-XXXX atribuído a Augusto Mendonça de acordo
com o Termo de Colaboração nº 7 e o terminal (11) 99325-XXXX do Partido
dos Trabalhadores Diretorio Nacional PT, atribuído a João Vaccari.”
O sigilo telefônico do PT foi quebrado pelo juiz federal
Sérgio Moro, da Lava Jato, em novembro de 2015. A medida alcançou pelo
menos seis números de uso de Vaccari. A abertura de dados alcança um
período de quase cinco anos, 2010 a 2014 – abrangendo três campanhas
eleitorais.
A força-tarefa da Operação Lava Jato aponta o uso da
legenda como forma de ocultar dinheiro desviado da estatal por meio de
contribuições e doações de campanha.
Moro atendeu um pedido do Ministério Público Federal, que
acusa formalmente Vaccari em uma ação penal pelo uso da gráfica ligada
ao partido para supostamente lavar dinheiro da Petrobrás.
“Defiro o requerido e decreto a quebra do sigilo dos
terminais telefônicos acima, incluindo dados das ligações efetuadas no
período de 22 de julho de 2010 a 31 de dezembro de 2014”, decidiu Moro.
A ordem de quebra do sigilo atinge o coração do PT, cuja
sede fica situada na Rua Silveira Martins, Centro de São Paulo. Os
telefones alvos são: (11) 3188-5218; (11) 99325-9751; (11) 3243-1356;
(11) 5589-7500; (11) 99299-1683; (11) 3243-1313; e (11) 97618-1208.
“A medida pretendida é adequada e necessária para
possibilitar a identificação dos registros das chamadas originadas e
recebidas pelos terminais-alvos da investigação e seus respectivos
interlocutores, bem como a localização geográfica em que se encontravam
os alvos no momento das comunicações de interesse da investigação
criminal, por meio de antenas que captaram o sinal”, sustentou o
Ministério Público Federal no pedido
A quebra do sigilo dos telefones usados por Vaccari – seu celular e os fixos na sede do Diretório Nacional do PT -, integra ação penal decorrente do processo em que Moro condenou o ex-tesoureiro e o ex-diretor da Petrobrás Renato Duque, indicado pela legenda para a Diretoria de Serviços da estatal.
A quebra do sigilo dos telefones usados por Vaccari – seu celular e os fixos na sede do Diretório Nacional do PT -, integra ação penal decorrente do processo em que Moro condenou o ex-tesoureiro e o ex-diretor da Petrobrás Renato Duque, indicado pela legenda para a Diretoria de Serviços da estatal.
Os dois são acusados pelo desvios de recursos de um
contrato de R$ 2,2 bilhões na Refinaria Presidente Getúlio Vargas
(Repar), no Paraná, e pelo repasse de R$ 4,3 milhões ao PT entre 2008 e
2012 por meio de doações registradas. (Estadão)
Mestre do 'eu não sabia', tantas vezes utilizado pelo PT, João Santana tenta aplicar o mesmo golpe na PF
Santana e a mulher dele, Mônica Moura, estão presos desde terça-feira (23). Eles são suspeitos de receber dinheiro oriundo no esquema de corrupção na Petrobras desvendado pela Operação Lava Jato. O dinheiro seria, de acordo com as investigações, pagamento de serviços eleitorais prestados ao Partido dos Trabalhadores (PT).
A conta foi aberta em 1998 para receber por serviços de campanhas eleitorias realizados na Argentina, segundo o advogado.
"Na época, ele achou que não tinha problema porque eram recursos recebidos em outro país e, ao longo de uma auditoria recente, ele foi informado que havia essa irregularidade. Ele estava já tomando as medidas, pensando na forma de regularizar esses recursos", disse Tofic.
Ainda de acordo com o advogado, os recursos recebidos no exterior são pagamentos por trabalhos feitos em campanhas eleitorais em países como Panamá e Angola, além de Argentina.
“Eles não têm absolutamente nada a esconder. Eles já autorizaram, inclusive, que seja aberto todo e qualquer sigilo financeiro e bancário através da polícia”, afirmou Tofic.
O advogado voltou a afirmar que em relação à campanha do PT está tudo declarado à Justiça Eleitoral. Tofic disse ainda que o que precisar ser informado, o casal esclarecerá. Santana foi marqueteiro das campanhas da presidente Dilma Rousseff (PT) e da campanha da reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2006.
A Polícia Federal sustenta que a offshore Shelbill (ligada ao marqueteiro) recebeu US$ 7,5 milhões provenientes de propina. Deste montante, US$ 3 milhões teriam vindo da Odebrecht, segundo a investigação.
O advogado Fábio Tofic afirmou que o pagamento pela empreiteira foi confirmado às autoridades policiais e acrescentou que a negociação era desconhecida por Santana.
“A Mônica confirmou que houve, de fato, alguns pagamentos que foram feitos pela Odebrecht em relação a uma campanha no exterior, e o João não sabe disso. O João é um criador, o João não trabalha com questão financeira, com questão bancária. Ele tinha pouco conhecimento de como eram feitos os pagamentos e de como eram os recebimentos”.
A Lava Jato investiga, na 23ª fase da operação, mudanças feitas na declaração do Imposto de Renda de João Santana. Em 2015, conforme as apurações, ele retificou as declarações dos cinco anos anteriores.
Segundo a Receita Federal, João Santana e a mulher haviam omitido para a nas declarações anteriores a participação em quatro empresas no exterior – uma na Argentina, uma em El Salvador, uma na República Dominicana e outra no Panamá. O relatório foi enviado para a Polícia Federal e embasou o pedido de prisão do casal. (G1)
Se a eleição presidencial fosse hoje, Aécio abateria Lula
A pesquisa CNT/MDA divulgada nesta quarta-feira confirma: Aécio Neves é o melhor nome da oposição para a disputa de 2018.
Brasília - Em um cenário estimulado, quando os nomes dos
candidatos são apresentados aos entrevistados, a pesquisa CNT/MDA
divulgada nesta quarta-feira, 24, mostra o tucano Aécio Neves com 24,6%
das intenções de voto para as eleições presidenciais de 2018. Na
sequência, aparece o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 19,1% e
Marina Silva, com 14,7%.
Este primeiro cenário mostra ainda Jair Bolsonaro com 6,1%
das intenções de voto, seguido por Ciro Gomes, com 5,8%, e com uma taxa
de brancos e nulos de 19,6% e indecisos de 10,1%.
Já em um cenário com o tucano Geraldo Alckmin na disputa, o
ex-presidente Lula tem 19,7%, seguido por Marina Silva, com 18%. Já o
tucano registra 13,8%. Ciro Gomes tem 7,4%, Bolsonaro, 6,3%. Já brancos e
nulos somam 24,2% e indecisos, 10,6%.
Em um terceiro cenário proposto pela pesquisa, com a
inclusão de José Serra pelo PSDB, Lula repete 19,7%, seguido por Marina
por 17,8% e Serra com 14,5%. Já Ciro tem 7,2%, Bolsonaro, 6,4%. Os que
devem anular ou votar em branco somam 24,1% e os indecisos, 10,3%.
Segundo turno. Em cenários estimulados de segundo turno, o
tucano Aécio Neves venceria Lula com 40,6% contra 27,5%. Votos brancos e
nulos somam 25,7% e indecisos 6,2%.
Em outros cenários com o Lula no segundo turno, o
ex-presidente também ficaria atrás de Ciro Gomes (29,1% contra 28,2%;
brancos e nulos:34,3% e indecisos 8,4%) e de Marina Silva (36,6% contra
26,3%, branco e nulo 30% e indecisos 7,1%)
Voto espontâneo. Na avaliação de votos espontâneos o tucano
Aécio Neves aparece com 10,7% das intenções, seguido por Lula com 8,3% e
Marina Silva com 3,9%. Bolsonaro tem 3,2% das intenções de voto, Dilma
aparece com 1,6%, Serra, 1,3% e Alckmin 0,8%. (Agência Estado)
É água morro abaixo: Moody's rebaixa nota do Brasil e tira grau de investimento
E ainda não é o fundo do abismo no qual o PT jogou o Brasil.Vem mais por aí.
A agência de classificação de risco Moody's rebaixou a nota
do Brasil em dois graus, de Baa3 para Ba2, com perspectiva negativa - o
que indica novos rebaixamentos. Com isso, o País perde o grau de
investimento e já não possui mais o selo de bom pagador por nenhuma das
três principais agências do mundo (Fitch eStandard & Poor’s já
haviam reduzido a nota brasileira em 2015 - leia mais abaixo).
Segundo a Moody´s, o rebaixamento foi motivado pela
perspectiva de maior deterioração fiscal, em um ambiente de baixo
crescimento, com a dívida do governo podendo superar 80% do Produto
Interno Bruto (PIB) dentro de três anos. A agência cita também a
"dinâmica política desafiadora", que continua a complicar os esforços de
consolidação fiscal das autoridades e a atrasar as reformas
estruturais.
Esse corte duplo da Moody's - que exclui o Brasil da cesta
de países em que vale a pena investir - chega em um contexto político
delicado. Hoje, João Santana, marqueteiro das campanhas eleitorais da
presidente e Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, prestará depoimento para a Polícia Federal.
Além disso, o vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE),
ministro Gilmar Mendes, afirmou que é possível incluir novas provas,
colhidas no âmbito da Operação Lava Jato, no processo que pede a
cassação do mandato da presidente da República e do vice, Michel Temer. (Estado)
Aécio quer que Operação Acarajé seja incluída no processo de cassação de Dilma no TSE
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016 às 12:38:00
O PSDB vai representar, ainda hoje, junto ao TSE, para que todos os documentos da Operação Acarajé, sejam juntados ao processo de cassação de mandato eletivo contra Dilma Rousseff e Michel Temer.
O partido também vai solicitar para que Zwi Skornicki, operador da Petrobras, seja ouvido na ação a fim de explicar o contrato com a empresa com João Santana e as transferências de recursos para ele no exterior.
A decisão foi comunicada, ontem, pelo próprio Aécio Neves em suas redes sociais. Leia, na íntegra, a nota publicado no Facebook do senador:
"Os episódios apontados hoje são os mais graves já apresentados pela operação Lava Jato, porque vinculam o dinheiro da propina da Petrobras através do operador Zwi Skornicki a pagamento feito à campanha eleitoral da presidente Dilma, em 2014, no caso, via o seu marqueteiro.
O PSDB está solicitando a juntada desses documentos ao processo que caminha no TSE.
Agora, vemos que o péssimo exemplo de desrespeito à verdade e aos brasileiros, que a campanha da presidente Dilma havia dado, não foi o único. - Aécio Neves"
A vez de Lula: PF afirma que ele deve ser investigado 'por possível envolvimento' em crimes
Agora as suspeitas recaem sobre a construção de uma nova sede do Instituto Lula, em São Paulo, e outras propriedades pertencentes ao ex-presidente.
Um relatório da Polícia Federal na Operação Acarajé, 23ª fase da Lava Jato, diz que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ser investigado pelo "possível envolvimento em práticas criminosas", mas "com parcimônia, o que não significa que as autoridades policiais devem deixar de exercer seu mister [dever] constitucional".
A principal suspeita, diz a PF, se relaciona a planejamento de gastos com a construção de uma nova sede do Instituto Lula, em São Paulo, "e/ou de outras propriedades pertencentes a Luiz Inácio Lula da Silva" foram bancados por recursos da empreiteira Odebrecht relativos a desvios do esquema da corrupção na Petrobras.
O relatório é assinado pelo delegado da PF Filipe Hille Pace, que observou no ponto sobre Lula: "É importante que seja mencionado que a investigação policial não se presta a buscar a condenação e a prisão de 'A' ou 'B'. O ponto inicial do trabalho investigativo é o de buscar a reprodução dos fatos. [...] Se os fatos indicarem a inexistência de ilegalidades, é normal que a investigação venha a ser arquivada".
As suspeitas sobre Lula tiveram origem, segundo o delegado, nos registros encontrados pela PF em uma planilha de computador apreendida em poder de Maria Lucia Guimarães Tavares, administradora de empresas que, segundo a PF, mantém "vínculo empregatício" com a Odebrecht, sediada em Salvador, desde janeiro de 2006.
A planilha intitulada "Posição Programa Especial Italiano", datada de 31 de julho de 2012, traz um campo com nomes de pessoas ligadas à Odebrecht, como Luiz Antonio Mameri, diretor superintendente da Odebrecht Angola, e Benedito Barbosa da Silva Júnior, vice-presidente de infraestrutura da Odebrecht Engenharia e Construção no Brasil, e outro campo denominado "Usos".
Entre os "usos" estão a anotação "Prédio (IL)" e o número 12.422.000, provável referência a R$ 12,4 milhões, segundo a PF. Os policiais apontaram que "não foram encontradas menções a tal sigla" no aparelho celular periciado de Marcelo Odebrecht, mas "pode ser uma alusão ao Instituto Lula".
Segundo a PF, o valor está dividido, na planilha, em três vezes de R$ 1 milhão mais os valores R$ 8,2 milhões e R$ 1 milhão.
Verificando o resultado da perícia encontrada em telefone celular do empreiteiro Marcelo Odebrecht, a PF localizou uma menção a "prédio novo" datada de 22 de outubro de 2010. Segundo a mensagem, uma pessoa identificada como André estava "administrando" o assunto.
Outra das descrições de "usos" são uma citação de "Menino da Floresta" e o valor de R$ 2 milhões. A PF ainda não sabe quem é o "menino". A anotação diz ainda que o assunto será tratado diretamente com ele.
Mais uma menção codificada na planilha é um certo "Projeto OH", relacionado ao valor de R$ 4,8 milhões. A partir da análise de outros elementos da investigação, a PF apontou como "hipótese investigativa" se tratar de uma referência ao presidente do Peru Ollanta Humala.
"A se confirmar esta hipótese investigativa, o então dirigente máximo do Peru teria sido beneficiado pelo Grupo Odebrecht e isto, de alguma forma, estaria atrelado aos investimentos feitos pelo governo federal naquele país", diz o relatório policial.
Outra informação relacionada a Humala, segundo a PF, foi localizada no celular de Marcelo Odebrecht, "quando este relaciona aquele [Humala] de forma oposta ao termo 'humildade', consta ainda nesta anotação a questão de dinheiro para Angola e Peru". (Folha de S. Paulo).
Marqueteiro do PT tem prisão decretada pela Lava Jato e é incluído em alerta da Interpol
João Santana, marqueteiro do PT, conselheiro maior de Lula e Dilma, teve prisão decretada pela 23ª fase da Operação Lava Jato. Há pouco, a Polícia Federal informou também que, ainda hoje, Santana e sua mulher, Mônica Moura, que se encontram na República Dominicana, terão seus nomes incluídos em alerta de captura da Interpol.
É a casa caindo de vez!
A Polícia Federal (PF) deflagrou a 23ª fase da Operação Lava Jato nesta segunda-feira (22). Foi expedido um mandado de prisão temporária contra o publicitário baiano João Santana, que foi marqueteiro das campanhas da presidente Dilma Rousseff e da campanha da reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006.
Santana ainda não foi preso. Segundo a assessoria dele, o publicitário está na República Dominicana. Também foi decretada a prisão da mulher dele, Monica Moura. Ela afirmou que o casal voltará ao país assim que for notificado oficialmente.
Investigadores suspeitam que o publicitário foi pago, por serviços prestados ao PT, com propina oriunda de contratos da Petrobras. Usando uma conta secreta no exterior, ele teria recebido dinheiro da Odebrecht e do engenheiro Zwi Skornicki, representante oficial no Brasil do estaleiro Keppel Fels, segundo o Ministério Público Federal (MPF).
Esta etapa da Lava Jato é chamada de Operação Acarajé, que era o nome usado pelos suspeitos para se referir ao dinheiro irregular, segundo a PF. Ao todo, foram expedidos 8 mandados de prisão.
Skornicki é um dos presos preventivamente. Ele foi detido nesta manhã no Rio de Janeiro. Segundo as investigações, o engenheiro operava propinas no esquema da Petrobras investigado pela Lava Jato.
Agentes federais foram a escritórios da Odebrecht, em São Paulo, no Rio e na Bahia. Eles estão desde as 6h no prédio da empresa na capital paulista, e os funcionários foram liberados do trabalho.
O MPF identificou novas provas contra o ex-presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, que é réu da Lava Jato e está preso em Curitiba desde junho de 2015. Investigadores dizem que ele tinha controle sobre os pagamentos feitos no exterior por meio de offshores. Entre os favorecidos, estariam João Santana, o ex-ministro José Dirceu e até autoridades argentinas. (G1)
Lava Jato na rua.
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira a 23ª fase da Operação Lava Jato. Os policiais estão em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador para cumprir mandados. O Estado apurou que a operação tem relação com o avanço das investigações de registros apreendidos com um dos investigados.
A operação Lava Jato foi deflagrada em março de 2014 mirando um grupo de doleiros, entre eles Alberto Youssef que delatou o esquema de corrupção na petroleira. (Estadão)
Quatro meses e Dilma não baixou salário.
BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff aproveitou a
reforma ministerial, em outubro, para anunciar que reduziria o seu
próprio salário e o de todos os ministros em 10%. Passados quatro meses,
no entanto, a promessa ainda não foi cumprida e a presidente, o vice
Michel Temer e os 31 ministros continuam recebendo um salário de R$
30.934,70.
Os motivos para o atraso vão desde a falta de empenho do
governo em aprovar a medida até os longos trâmites que as propostas
precisam atravessar no Legislativo.
Anunciada em 2 de outubro, a medida foi encaminhada ao
Congresso sob a forma de uma mensagem presidencial três dias depois. Na
primeira instância pela qual precisava passar, a Comissão de Finanças e
Tributação da Câmara, o parecer por sua aprovação só foi apresentado
pela relatora Simone Morgado (PMDB-PA) em 16 de novembro e aprovado no
colegiado apenas no dia 9 de dezembro.
A mensagem presidencial transformou-se, então, em um projeto
de decreto legislativo, que precisaria ser apreciado pela Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ), onde chegou em 15 de dezembro. Na semana
seguinte o Congresso entrou em recesso e o relator da CCJ só foi
designado no dia 29 de janeiro. O escolhido foi o deputado Décio Lima
(PT-SC) que, procurado pelo Estado, não sabia da indicação. “Eu não estou sabendo que sou o relator. Se fui designado relator, ainda não fui informado”, afirmou.
Para o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), a
culpa não é do governo. “Não é culpa do governo. É mais uma das matérias
que ficam na gaveta da Câmara”, disse. O presidente da Câmara, Eduardo
Cunha (PMDB-RJ), o rebateu. “Quando o governo quer votar, articula, pede
urgência. Se não, é porque não é urgente”, afirmou o peemedebista.
Comissionados. Dos 3 mil cargos
comissionados que o governo cortaria, apenas 528 foram extintos até
agora. O Planejamento diz que a medida está em curso e sendo feita de
maneira gradual. Dos cargos já extintos pelo governo,16 foram na Casa
Militar; 24 na Embratur; cinco na Fundação Alexandre Gusmão; 74 no
Ministério da Justiça; 34 no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior; 216 no Ministério do Planejamento; 24 no Ministério
do Turismo; 112 na Secretaria de Governo; e 23 na Suframa. Além disso, o
ministério destaca que nesta semana há previsão de publicação de novos
decretos, com redução de aproximadamente mais 140 cargos.
Além de não ter reduzido os salários e cortado os cargos
comissionados, outras medidas prometidas pela presidente também não
foram efetivadas. No mesmo evento, Dilma anunciou a criação de uma
central de automóveis para unificar o atendimento aos ministérios, além
de metas de gastos com água e energia, limites para uso de telefones,
diárias e passagens aéreas. Segundo o Planejamento, a unificação dos
carros oficiais está prevista para começar a operar em setembro de 2016.
“É importante frisar que não se trata de uma central de transporte por
ministério, e sim para a administração, pois atenderá as necessidades
dos órgãos, de forma conjunta”, informou.
A presidente também prometeu que os gastos de custeio e
contratações do Executivo seriam reduzidos em 20% e que haveria uma
Comissão Permanente para a Reforma do Estado. A comissão foi instituída
em outubro e a designação de sua composição foi definida em novembro.
Segundo informou o Ministério do Planejamento, desde então, a pasta
realiza “reuniões periódicas de diagnóstico e revisão das estruturas
junto aos ministérios”.
Nem mesmo o relatório que o governo pretendia elaborar até 15
de janeiro para apresentar o resultado das medidas ficou pronto. Segundo
o Planejamento, do total de 2.149 unidades administrativas de serviços
gerais, apenas 676 enviaram os dados de redução de gastos. A redução
informada até agora é da ordem de R$ 339 milhões. (Estadão)
Aécio tem denúncia recusada na Lava Jato: tudo arquivado!
A Procuradoria Geral da República (PGR) e o Supremo Tribunal Federal
(STF) arquivaram falsa denúncia feita por “Ceará” no final do ano
passado. As falsas declarações de “Ceará” foram desmentidas em
depoimentos do presidente da UTC, Ricardo Pessoa, e de Alberto Yousseff.
Segundo a PGR, “os elementos iniciais não se confirmaram”.
Declaração do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves
“Essa
decisão da PGR ratificada pelo Supremo Tribunal Federal desmascara mais
uma torpe tentativa de envolver nomes da oposição no mar de lama que
envolve o PT e o governo e que a operação Lava Jato tem mostrado ao
país.
O mesmo já havia acontecido com os senadores Anastasia e
Randolfe. Não foi a primeira tentativa e provavelmente não será a
última.
Mas, para mim, essa decisão, por mais importante que seja,
não é suficiente. É preciso que se investigue o que está por trás
dessas falsas e criminosas citações de nomes da oposição sem indícios
mínimos que as comprovem e que têm o claro objetivo de confundir as
investigações em curso no país.
A operação Lava Jato tem cumprido
um papel fundamental na construção de um novo Brasil e, por isso, sempre
teve e continuará tendo todo o apoio do PSDB e das oposições que
reagirão sempre que tentativas como essa ocorrerem.”
OAS transfomou sítio de Atibaia em resort cinco estrelas.
Em fevereiro de 2014, as obras do Edifício Solaris, no Guarujá,
tinham acabado de ser concluídas. A OAS era a empreiteira responsável. O
apartamento 164-A, embora novo em folha, já passava por uma reforma.
Ganharia acabamento requintado, equipamentos de lazer, mobília
especialmente sob encomenda e um elevador privativo.
Pouca gente sabia
que o futuro ocupante da cobertura tríplex de frente para o mar seria o
ex-presidente Lula. Era tudo feito com absoluta discrição. Lula, a
esposa, Marisa Letícia, e os filhos visitavam as obras, sugeriam
modificações e faziam planos de passar o réveillon contemplando uma das
vistas mais belas do litoral paulista. A OAS cuidava do resto. Em
fevereiro de 2014, a reforma do sítio em Atibaia onde Lula e Marisa
descansavam nos fins de semana já estava concluída. O lugar ganhou lago,
campo de futebol, tanque de pesca, pedalinhos, mobília nova. Como no
tríplex, faltavam apenas os armários da cozinha.
Os planos da família, porém, sofreram uma mudança radical a partir de
março daquele ano, quando a Operação Lava-Jato revelou que um grupo de
empreiteiras, entre elas a OAS, se juntou a um grupo de políticos do
governo, entre eles Lula, para patrocinar o maior escândalo de corrupção
da história do país.
As ligações e as relações financeiras entre Lula e
a OAS precisavam ser apagadas. Como explicar que, de uma hora para
outra, o tríplex visitado pela família e decorado pela família não
pertencia mais à família? Teria havido apenas uma opção de compra. O
mesmo valia para o sítio de Atibaia - reformado ao gosto de Lula,
decorado seguindo orientações da ex-primeira-dama e frequentado pela
família desde que deixou o Planalto. Em 2014, os Lula da Silva passaram
metade de todos os fins de semana do ano no sítio de Atibaia.
Por que Lula e Marisa deram as diretrizes para as reformas no tríplex
do Guarujá e no sítio de Atibaia se não são seus donos? Por que a OAS,
que tem seu presidente e outros executivos condenados por crimes na
Operação Lava-Jato, gastou milhões com Lula? O Ministério Público
acredita que está chegando perto das respostas a essas perguntas - a que
o próprio Lula se recusou a responder, evadindo-se do depoimento que
deveria prestar sobre o assunto na semana passada.
Para o MP, Lula se
valeu da construtora e de amigos para ocultar patrimônio. Os
investigadores da Lava-Jato encontraram evidências concretas disso.
Mensagens descobertas no aparelho celular do empreiteiro da OAS Léo
Pinheiro, um dos condenados no escândalo de corrupção da Petrobras,
detalham como a empresa fez as reformas e mobiliou os imóveis do Guarujá
e de Atibaia, seguindo as diretrizes do "chefe" e da "madame" - Lula e
Marisa Letícia, segundo os policiais.
Em fevereiro de 2014, Léo Pinheiro era presidente da OAS, responsável
pela condução de um império que já teve quase 70 000 trabalhadores, em
21 países, construindo plataformas de petróleo, hidrelétricas, estradas e
grandes usinas. Àquela altura, porém, ele estava preocupado com uma
empreitada bem mais modesta. A instalação de armários de cozinha em dois
locais distintos: Guarujá e Atibaia - a "cozinha do chefe".
O assunto,
de tão delicado, estava sendo discutido com Paulo Gordilho, outro
diretor da empreiteira, que avisa: "O projeto da cozinha do chefe está
pronto". E pergunta se pode marcar uma reunião com a "madame". Pinheiro
sugere que a reunião aconteça um dia depois e pede ao subordinado que
cheque "se o do Guarujá está pronto". Seria bom se estivesse. Gordilho
responde que sim. No dia seguinte, o diretor pergunta a Léo Pinheiro se a
reunião estava confirmada. "Vamos sair a que horas?", quer saber. "O
Fábio ligou desmarcando. Em princípio será às 14 hs na segunda. Estou
vendo, pois vou para Uruguai", responde o presidente da empreiteira.
Para a polícia, os diálogos são autoexplicativos. No início de 2014, a
OAS concluiu a construção do edifício Solaris, onde fica o tríplex de
Lula, o "chefe". A partir daí, por orientação da "Madame", a
ex-primeira-dama Marisa Letícia, a empreiteira iniciou a reforma e a
colocação de mobília no apartamento, a exemplo do que já vinha fazendo
no sítio de Atibaia.
"Fábio", segundo os investigadores, é Fábio Luís, o
Lulinha, filho mais velho do casal. Em companhia dos pais, ele visitou
as obras, participou da discussão dos projetos e, sabe-se agora, era a
ponte com a família sempre que Léo Pinheiro e a OAS precisavam resolver
detalhes dos serviços. Para não incomodar o "chefe" com assuntos
comezinhos, a OAS tratava das minúcias diretamente com Marisa e Lulinha.
Léo Pinheiro, o poderoso empreiteiro, fazia questão de ter controle
sobre cada etapa da reforma.
Quando havia uma mudança no projeto, ele
era informado. "A modificação da cozinha que te mandei é optativa.
Puxando e ampliando para lateral. Com isto (sic) fica tudo com
forro de gesso e não esconde a estrutura do telhado na zona da sala",
informa Gordilho. Pela data da mensagem, ele se referia ao projeto do
sítio de Atibaia. (Veja)
Blog em manutenção.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016 às 20:51:00
Durante o dia de hoje, o blog sofreu um ataque e ficou sem postagens. Vamos retomar no sábado. Mil desculpas aos leitores e comentaristas.
Enxame de Aedes recebe ministro da Saúde que foi exonerado para votar em Picciani.
O ministro da Saúde, Marcelo Castro, foi recebido nesta quarta-feira
(17) por um ato na Câmara dos Deputados que teve chuva de papéis com a
estampa de mosquitos Aedes aegypti em protesto por ter se afastado do cargo temporariamente para participar da eleição à liderança da bancada do PMDB.
Um grupo pequeno de manifestantes jogou os papéis logo após Castro
entrar no plenário onde será realizada a votação. O ministro não chegou a
ver o protesto porque dava uma entrevista à imprensa no momento. Os
manifestantes, alguns portando máscaras e fantasias, levavam na mão
raquetes de mata-mosquito.
Castro foi indicado para a vaga pelo atual líder, deputado Leonardo Picciani
(PMDB-RJ), que tenta se reeleger para a vaga. Ele conta com o apoio do
Palácio do Planalto, de quem se aproximou nos últimos meses e gerou
descontentamento dentro da bancada.
A manifestação contra o ministro foi patrocinada pelo Solidariedade, partido presidido pelo deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), conhecido como Paulinho da Força, aliado próximo do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Castro foi indicado para a vaga pelo atual líder, deputado Leonardo Picciani
(PMDB-RJ), que tenta se reeleger para a vaga. Ele conta com o apoio do
Palácio do Planalto, de quem se aproximou nos últimos meses e gerou
descontentamento dentro da bancada. (G1)
Eleição de líder do PMDB, hoje, sela destino de Dilma e Cunha?
Este é o fato que vai movimentar Brasília no dia de hoje. Dilma que quer ver o deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) reconduzido à liderança do partido, derrotando Hugo Motta (PMDB-PB), candidato apoiado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A eleição mostra dois PMDBs.
Ministro da Saúde larga a zika para voltar a ser deputado e garantir maioria para Picciani.
O ministro da Saúde, Marcelo Castro, decidiu que vai se
afastar temporariamente do cargo para votar na eleição para o líder do
PMDB na Câmara, nesta quarta-feira. A operação conta com o aval do
governo, que quer ver o deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) reconduzido
à liderança do partido, derrotando Hugo Motta (PMDB-PB), candidato
apoiado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
O ministro confirmou a Picciani na noite desta terça-feira que sua exoneração será publicada na manhã de quarta.
Na semana passada, o ministro ensaiou recuar da decisão devido ao
desgaste que poderia provocar sua exoneração em meio à grave crise do
vírus zika no país. No entanto, diante da eleição apertada, em que cada
voto pode ser definidor do resultado, Castro foi pressionado a se
afastar.
– É muito mais desgaste para o governo o Eduardo Cunha ganhar esta
eleição do que o Marcelo Castro apanhar por um dia para dar a vitória ao
Picciani – afirma um interlocutor do governo.
Adversários de Picciani programaram um ato para constranger o
ministro na Câmara. Alguns dos deputados do PMDB planejam usar fantasias
de mosquitos, carregar vidros de repelente e raquetes para abater o
inseto em uma demonstração de repúdio à volta de Marcelo Castro.(Globo)
Oi presenteou Lula com uma antena para celular no sítio de Atibaia,
Amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-sindicalista José
Zunga Alves de Lima foi o responsável por conseguir a instalação, em
2010, de uma antena de celular da Oi próxima ao sítio frequentado pelo
petista e sua família em Atibaia, no interior de São Paulo.
Segundo a Folha apurou junto a pessoas que acompanharam a
operação, Zunga, funcionário da Oi, fez gestões internas na empresa para
que a antena fosse colocada como um "presente" para o petista.
Na Oi, o pedido foi conduzido pelo então diretor João de Deus Pinheiro
Macedo e teve aval de Otávio Marques de Azevedo, presidente da AG
Telecom, uma das controladoras da Oi e parte do grupo Andrade Gutierrez.
A Andrade é acusada de participar do esquema de corrupção na Petrobras
investigado na Operação Lava Jato. Azevedo, principal executivo do
grupo, ficou preso por quase oito meses e é réu sob acusação de corrupção e lavagem de dinheiro. As acusações não envolvem a Oi.
A instalação da torre próxima ao sítio pela Oi foi revelada nesta semana pelo jornal "Valor Econômico".
Para construir a antena, a operadora –que tem o BNDES e fundos de pensão
estatais como sócios– precisou alugar um terreno a cerca de 100 metros
da entrada da propriedade rural frequentada pelo presidente. Cálculos de
engenheiros de telecomunicações indicam que a obra custou cerca de R$ 1
milhão entre equipamentos, licenças e taxas.
A antena da Oi é mais um indício, difundido por testemunhas ouvidas pela Folha
e depoimentos colhidos pelo Ministério Público de São Paulo, de que uma
espécie de consórcio informal de empresas dirigidas por amigos do
ex-presidente bancou obras e melhorias no sítio.
Pelo menos três empresas
teriam participado das reformas: a Usina São Fernando, do pecuarista e
amigo do ex-presidente José Carlos Bumlai, além de Odebrecht e OAS.
As três são investigadas pela Lava Jato, que passou a apurar o uso do
sítio por Lula. Os trabalhos na propriedade foram iniciados em outubro
de 2010, quando o petista ainda estava na Presidência.
Segundo a Anatel, a antena está equipada com tecnologias 2G e 3G, que
permite chamadas de voz e acesso à internet. Só as estações da Oi
espalhadas pela área urbana de Atibaia têm a mesma especificação.
Nenhuma concorrente –Vivo, TIM, Claro e Nextel– cobre a zona rural da
cidade.
Por lei, as operadoras são obrigadas a instalar antenas para garantir
que pelo menos 80% da área do município tenha acesso aos sinais. Caso
contrário, são multadas pela Anatel (Agência Nacional de
Telecomunicações). Naquele momento, a legislação do setor não obrigava
as teles a garantir cobertura na área rural.
Mesmo assim, muitas delas acabaram instalando estações em estradas e até
em vilas ou distritos desde que existisse "apelo comercial".
Ainda segundo as empresas, os pedidos de políticos e empresários sempre
foram frequentes. Mas raramente elas costumam atendê-los devido aos
custos envolvidos.
Sob a condição de anonimato, engenheiros de telecomunicações que
conhecem o local afirmam que, pela geografia da área e o mapa das
antenas das outras operadoras, o equipamento foi instalado só para
atender o sítio.
Em geral, uma antena costuma ser posicionada em pontos elevados para espalhar seus sinais em ondas num raio entre 30 km e 50 km.
Mas esse alcance depende de vários fatores. Em áreas montanhosas, esse
alcance é muito menor. E pode ficar ainda mais restrito se a antena
estiver em áreas rebaixadas, como o local do sítio. Moradores em casas a
cerca de 500 m da antena dizem que não conseguem sinal.
ANTENCEDENTES
Em 2008, Zunga foi indicado pelo próprio presidente Lula para ocupar uma
vaga no conselho consultivo da Anatel. Foi afastado em 2010 por
conflito de interesse porque era funcionário da Oi.
O sindicalista presidiu uma associação do setor no passado quando
conheceu Otávio Marques de Azevedo. Zunga também é ligado a Jonas
Suassuna, um dos proprietários do sítio e sócio de Fabio Luis, um dos
filhos de Lula, na Gamecorp. Em 2005, a Oi comprou participação minoritária na companhia por R$ 5,2 milhões.
Três anos depois, Lula mudou a Lei Geral das Telecomunicações para permitir que a Oi comprasse a Brasil Telecom.(Folha)
Lula e Marisa escapam de depoimento sobre tiplex.
Uma decisão liminar do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) suspendeu nesta terça (16) os depoimentos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua mulher, Marisa Letícia, ao Ministério Público de São Paulo, que estavam previstos para esta quarta-feira (17).
O ex-presidente e Marisa Letícia foram intimados a depor sobre a situação do tríplex no condomínio Solaris, em Guarujá (SP), e sobre suspeitas de irregularidades na transferência do condomínio da cooperativa Bancoop para a OAS.
Segundo a Folha apurou, a presença dos dois ainda era incerta. Apesar disso, o conselheiro Valter Shuenquener de Araújo acatou um requerimento do deputado petista Paulo Teixeira (SP), em que ele alega que o inquérito teria que ter entrado no sistema de distribuição do Ministério Público paulista. O deputado fala ainda em "flagrante perseguição política".
Teixeira questionou a atuação do promotor Cassio Conserino, afirmando que ele não era o promotor natural para conduzir a investigação. O promotor já deu declaração dizendo ver indícios para denunciar Lula.
"É fundamental o respeito à Constituição pelos agentes públicos", disse o deputado à Folha.
Segundo a Folha apurou, Teixeira contou com a orientação de pessoas do entorno do ex-presidente para entrar com o pedido de liminar. A ideia inicial era que Lula prestasse o depoimento, mas depois de muitos alertas de aliados, a questão passou a ser ponderada. (Folha
Lula com medo do povo.
Em
Política Economia
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016 às 09:26:00
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta
segunda-feira, 15, em reunião do conselho consultivo da presidência do
PT, que o governo tem até junho para mostrar sinais de recuperação da
economia. Segundo relatos de participantes da reunião, Lula afirmou que a
partir do segundo semestre indicadores econômicos e sociais que
avançaram durante sua gestão podem regredir aos índices do final do
governo Fernando Henrique Cardoso caso a economia não melhore, apagando o
legado de seus oito anos no Planalto.
“Aí não vai ter povo para defender”, disse Lula, de acordo com integrantes do conselho.
Segundo relatos de conselheiros petistas, o ex-presidente
pediu empenho do partido para pressionar governo e ministros no sentido
de adotar medidas econômicas menos conservadoras e mais em sintonia com
as demandas da base histórica do PT, contrária ao ajuste fiscal proposto
pelo governo Dilma Rousseff.
Plano emergencial. Como parte da estratégia de
pressão, o PT apresentou internamente um documento intitulado Plano
Nacional de Emergência, cujo objetivo é propor, paralelamente ao
governo, sugestões para retomada imediata do crescimento econômico.
O texto, que não foi divulgado para a imprensa, ainda será
submetido do diretório nacional do partido, que se reúne no dia 26, no
Rio de Janeiro. Entre seus autores está o economista Márcio Pochmann,
professor da Unicamp e presidente da Fundação Perseu Abramo, o braço
intelectual do PT.
Em setembro do ano passado, Pochmann coordenou a elaboração do
documento Por um Brasil Justo e Democrático, no qual faz críticas ao
ajuste econômico e propõe medidas como redução da taxa de juros,
flexibilização das metas fiscais e mudança no cálculo da inflação.
Na reunião a portas fechadas do conselho, sobraram críticas à
política econômica do governo Dilma, mesmo depois da substituição de
Joaquim Levy por Nelson Barbosa no Ministério da Fazenda, principalmente
à proposta de reforma da Previdência que aumenta a idade mínima para
aposentadoria.
“Eu falei que sou contra (a reforma). O (sistema previdenciário do)
setor privado, que é o que está em questão, é superavitário. Não
precisa de ajuste. É um erro do governo dar tanta ênfase à reforma da
Previdência neste ambiente. Já reclamamos com o ministro (Miguel) Rossetto (da Secretaria-Geral da Presidência)”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques.
Segundo eles, alguns participantes também se queixaram que a
paralisia de obras públicas por causa do ajuste fiscal, o que tem sido
alvo de reclamação de muitos prefeitos do PT e de partidos aliados que
vão disputar a reeleição ou tentar eleger seus sucessores nas disputas
municipais deste ano.
Em outro documento apresentado também na reunião desta
segunda-feira e ainda sujeito a alterações, o presidente do PT, Rui
Falcão, também cobra urgência na adoção de medidas para retomar o
crescimento.“Não se pode aguardar mais para inaugurar medidas que retomem o
crescimento econômico sustentável, com inclusão social, geração de
empregos, distribuição de renda, controle da inflação, melhoria dos
serviços públicos, investimentos em infraestrutura”, diz o texto do
presidente do PT.
Bases. Em uma linha semelhante à de Lula,
Falcão afirmou que a demora na melhoria do ambiente econômico e a falta
de diálogo sobre as propostas do governo dificultam a relação com as
bases petistas.
“Se demorar mais a obtenção de resultados concretos, capazes
de reacender expectativas otimistas, a histeria golpista encontrará
sempre suas fontes de alimentação no pessimismo, no descontentamento e
nas frustrações de toda uma população brasileira que, uma vez despertada
para a consciência de seus direitos – também por obra de nossos
governos –, não se contentará com pouco, nem aplaudirá, às cegas,
medidas adotadas sem o devido debate junto à sociedade civil”, diz o
texto que também será submetido à direção do PT.
Além de Lula e Falcão, participaram da reunião os governadores
do Ceará, Camilo Santana; do Acre, Tião Viana e do Piauí, Wellington
Dias; os prefeitos de São Paulo, Fernando Haddad, e de São Bernardo,
Luiz Marinho e o ex-ministro Gilberto Carvalho, além de professores,
sindicalistas e economistas ligados ao PT. (Estadão)
Petrobras sem gás para explorar o pré-sal faz Dilma aceitar proposta tucana.
A presidente Dilma Rousseff disse nos últimos dias a interlocutores que
aceita mudar as regras de exploração do pré-sal, com base na proposta
apresentada em projeto de lei pelo senador José Serra (PSDB-SP). O texto
foi colocado entre as prioridades de votação pelo presidente do Senado,
Renan Calheiros. A condição da presidente para recuar e aceitar uma
revisão das normas atuais seria o governo e a Petrobras terem a
prerrogativa de escolher quando a estatal poderá descumprir a exigência
legal de ter uma participação mínima obrigatória de 30% nos consórcios
que exploram o petróleo da região. Uma alternativa do governo seria um
senador da base aliada apresentar alguma emenda ao projeto de Serra ou
alterar seu relatório dando à estatal a “opção” de poder abrir mão do
percentual mínimo de atuação no pré-sal. (O Globo)
Para aprovar CPMF,Dilma recua e aceita dividir com estados e municípios.
A presidente Dilma Rousseff decidiu acatar o pedido de governadores e
prefeitos para repartir os recursos oriundos da CPMF com Estados e
municípios.
Em reunião com a base aliada do Senado, ela informou que o governo poderá apresentar uma emenda ao projeto de recriação do tributo elevando a alíquota de 0,20% para 0,38%. A ideia é de que a diferença de 0,18 ponto percentual seja repartida meio a meio a Estados e municípios.
A avaliação do Palácio do Planalto é de que, sem o apoio de governos municipais e estudais, dificilmente será possível aprovar a recriação do tributo no Congresso Nacional, que reluta em votar a proposta em um ano eleitoral.
A forma como a distribuição seria feita, no entanto, ainda não tem consenso. Mais cedo, em reunião da presidente com ministros, Nelson Barbosa (Fazenda) defendeu que de um percentual de 0,09%, 70% sejam vinculados ao FPM (Fundo de Participação dos Municípios), beneficiando as cidades menores, e 30% sejam distribuídos de acordo com o número de usuários do SUS (Sistema Único de Saúde), favorecendo as cidades maiores.
No entanto, parlamentares acreditam que uma proposta defendida pelos municípios menores deve ter mais apelo no Congresso. Eles pedem que os recursos sejam todos vinculados ao FPM.(FSP)
Em reunião com a base aliada do Senado, ela informou que o governo poderá apresentar uma emenda ao projeto de recriação do tributo elevando a alíquota de 0,20% para 0,38%. A ideia é de que a diferença de 0,18 ponto percentual seja repartida meio a meio a Estados e municípios.
A avaliação do Palácio do Planalto é de que, sem o apoio de governos municipais e estudais, dificilmente será possível aprovar a recriação do tributo no Congresso Nacional, que reluta em votar a proposta em um ano eleitoral.
A forma como a distribuição seria feita, no entanto, ainda não tem consenso. Mais cedo, em reunião da presidente com ministros, Nelson Barbosa (Fazenda) defendeu que de um percentual de 0,09%, 70% sejam vinculados ao FPM (Fundo de Participação dos Municípios), beneficiando as cidades menores, e 30% sejam distribuídos de acordo com o número de usuários do SUS (Sistema Único de Saúde), favorecendo as cidades maiores.
No entanto, parlamentares acreditam que uma proposta defendida pelos municípios menores deve ter mais apelo no Congresso. Eles pedem que os recursos sejam todos vinculados ao FPM.(FSP)
Lula racha o PT que não assume a sua defesa como ele queria.
Horas depois de divulgar uma nota afirmando que a "escalada de ataques
ao companheiro Lula" seria um dos temas "prioritários" da reunião desta
segunda (15), realizada entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e
o conselho político do PT, o presidente da sigla Rui Falcão recuou em
relação à pauta."Não tratamos desse assunto", disse ele em coletiva de imprensa após o encontro petista.
Falcão afirmou que na reunião, que durou cerca de três horas e teve a
presença de nomes de peso do partido, como o prefeito Fernando Haddad,
além de três governadores do PT, foram discutidas a "conjuntura política
do Brasil, questões econômicas e as relações do Estado democrático de
Direito".Mais uma vez, o presidente do PT afirmou que as denúncias envolvendo Lula são "infundadas".
"As pessoas têm que provar que são inocentes. Embora o sítio esteja em
nome de outra pessoa, o presidente Lula tem que provar que não é dele. É
uma inversão de valores", disse. "O sítio tem escritura, nome de
proprietário, e o proprietário faculta a visita a este sítio a quem ele
quiser. Principalmente ao ex-presidente Lula, com que um dos
proprietários praticamente foi criado, desde sua infância", emendou
Falcão, referindo-se a Fernando Bittar, um dos proprietário do imóvel
segundo a documentação do cartório de Atibaia.
Segundo investigações do Ministério Público paulista, o sítio de
Atibaia, no interior de São Paulo, que é frequentado pelo ex-presidente e
sua família teve reformas pagas pelas empreiteiras OAS e Odebrecht, investigadas pela Operação Lava Jato.
Acuados, a maioria dos petistas que participaram do encontro evitaram
sair pela entrada principal, onde estava a imprensa, e boa parte se
negou a comentar o conteúdo da reunião.
Rafael Marques, presidente do sindicado dos metalúrgicos do ABC, saiu
com um livro do jornalista Paulo Moreira Leite sobre a Lava Jato, mas
negou que a operação e as denúncias tenha sido debatidas. "O Lula veio
contribuir como partido." (Folha de São Paulo)
Juiz Moro informa ao TSE quer há provas de dinheiro do petrolão nas campanhas de Dilma.
O juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos em primeira
instância da Operação Lava Jato, informou ao Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) que em sentença da 13ª Vara Federal, em Curitiba, ficou
“comprovado o direcionamento de propinas acertas no esquema criminoso da
Petrobrás para doações eleitorais registradas”. O comunicado foi feito
em ofício, que atende solicitação da côrte, que tem quatro procedimentos
abertos a pedido do PSDB para apurar irregularidades na campanha da
presidente Dilma Rousseff. Leia mais aqui.
PT pode ter feito caixa dois com o Petrolão para 2018, afirma Gilmar Mendes.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF),
afirmou nesta segunda-feira, em São Paulo, que dinheiro desviado da
Petrobras poderá ser usado para financiar as eleições municipais deste
ano. Para o ministro, "certamente haverá tentativas de burlar a
legislação" no próximo pleito.
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— Essa é uma questão delicada sobre a qual nós vamos ter que
discutir. Se de fato houve apropriação de recursos ilícitos em montantes
muito significativos, pode ser que esses recursos venham para as
eleições em forma de caixa 2 ou até na forma disfarçada de caixa 1
porque nós vamos ter doação de pessoas físicas. Pode ser que recursos
sejam dados a essas pessoas para que elas façam a doação aos partidos
políticos ou aos candidatos. Então, tudo isso precisa ser olhado com
muita cautela — disse Mendes durante evento na Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo (Fiesp).
Na visão do ministro "será um desafio" coibir o caixa 2 no próximo
pleito, o primeiro depois da proibição do financiamento privado de
campanha. Mendes, que assume a presidência do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) em maio, foi voto vencido no julgamento sobre o tema no
STF em setembro do ano passado.
— Temos uma eleição desafiadora. Pela primeira vez, vamos ter uma
eleição sem doação de pessoa jurídica privada. Portanto, corremos o
risco de termos caixa 2, não cumprimento do que está na legislação e,
para isso, temos que contar com o auxílio da comunidade, dos vários
setores, OAB, Ministério Público, CNBB, para evitar que esses abusos
desautorizem, se tornem um desvalor para o nosso sistema. Não podemos
tornar essa eleição agora um império do caixa 2, um mundo de faz de
conta. Por isso, temos um grande desafio.
O ministro pediu ajuda à sociedade na fiscalização dos recursos nas
próximas eleições, que escolherão prefeitos e vereadores. Mendes
reconheceu que a Justiça Eleitoral não possui fiscais para dar atenção a
todos os municípios brasileiros.
— Não dispomos de fiscais na Justiça eleitoral para dar atenção a
todos os 5.800 municípios. A própria sociedade terá que fiscalizar. A
disputa municipal, às vezes, é muito mais acirrada do que a disputa
nacional. Então, é muito provável que haja ânimo de violar a legislação,
especialmente na ausência de uma fiscalização mais visível.
A respeito dos pedidos de cassação de mandato da presidente Dilma
Rousseff e do vice Michel Temer, que estão sendo analisados pelo TSE, o
ministro diz não acreditar que haja manobras para protelar a decisão da
Corte.
— Não acredito que haja manobras dilatórias. E, se houver, o Tribunal
dispõe de mecanismo para inibir. Quer dizer, eventualmente decidir
ouvir uma testemunha em Marte, ou coisas do tipo, são manobras que de
vez em quando ocorrem, claro que estou falando em sentido figurado, mas
coisas desse tipo o juiz pode indeferir, provas impossíveis ou coisas
dessa índole. De modo que não acredito que haja essa possibilidade, nem
cogito que, de fato, a assessoria jurídica da presidente e do vice vá se
orientar nesse sentido. Não nesse sentido, não me parece ser o padrão
adequado. Acredito que nesse período vamos ter essa decisão e é bom para
o País. Se for uma decisão de rejeição pacifica essa temática. Se for
uma decisão eventual de acolhimento também se resolve o tema.do sem autorização.(O Globo)
2016: anotem, inflação vai passar de 10% e PIB vai cair mais de 5%.
Em
Economia Política
às 18:04:00
É o que os números vem dizendo. O Relatório de Mercado Focus trouxe ainda um reflexo da surpresa com o IPCA de janeiro,
acima do teto das estimativas. No documento divulgado nesta
segunda-feira, 15, pelo Banco Central (BC), a mediana das previsões para
a inflação de 2016 subiu pela sétima vez consecutiva, de 7,56% para
7,61%. Com isso, distancia-se ainda mais do teto da meta deste ano, de
6,50%.
Tombo do PIB. O Produto Interno Bruto (PIB) deste ano
deve ter retração de 3,33%, aponta o Focus desta segunda-feira. Na
edição anterior do documento, a estimativa era de baixa de 3,21% e na de
quatro semanas atrás, de recuo de 2,99%. Para 2017, a expectativa de
recuperação se deteriorou mais um pouco, com a mediana das estimativas
saindo de uma alta de 0,60% para 0,59%. O ajuste desta vez, o quarto
consecutivo, foi pequeno, mas um mês atrás, a projeção era de
crescimento de 1,00% da atividade.(Estadão)






























