O apoio do PP à candidatura de Fernando Haddad (PT) à Prefeitura de São
Paulo coincidiu com uma disparada na destinação de verbas federais para
obras e projetos apadrinhados por parlamentares do partido. Em um quadro atípico, o PP do ex-prefeito Paulo Maluf foi, desde o dia
1º de junho, o segundo partido mais beneficiado pelo governo no
atendimento das emendas parlamentares, mostra levantamento da Folha. As emendas são o mecanismo pelo qual os congressistas inserem obras e projetos no Orçamento.
O mês de junho marcou a reta final da definição das alianças para as eleições municipais de outubro.Quinta maior bancada no Congresso, o PP ficou à frente do PT e só atrás do PMDB -donos das maiores bancadas no Congresso. A eleição de Haddad em São Paulo é vista como principal objetivo
eleitoral do PT, maior partido de sustentação do governo federal. Polêmica, a aliança com Maluf garantiu ao petista, neófito em eleições e
em desvantagem nas pesquisas de intenção de voto, equilíbrio em relação
a seu principal adversário, José Serra (PSDB), no tempo da propaganda
de rádio e TV.
A partir de 14 de junho, data em que Paulo Maluf passou a considerar
publicamente a possibilidade de apoiar Haddad em vez de Serra, a
liberação de emendas para o PP quintuplicou. Até aquela data, a liberação acumulada desde janeiro era de R$ 7,2
milhões. De um mês para cá, foram mais R$ 36,6 milhões para emendas do
partido. O levantamento foi feito com base nas 20 ações de governo que mais concentram emendas. Um dos principais aliados de Maluf em São Paulo, o deputado federal José
Olímpio foi o segundo mais beneficiado entre os pepistas, obtendo R$
4,2 milhões para ações apoiadas por ele. Outro parlamentar do PP paulista beneficiado foi Beto Mansur,
ex-prefeito de Santos e que tem Maluf como seu padrinho dentro do
partido.
A aliança do PT com o PP em São Paulo foi celebrada na casa de Maluf no
dia 18 de junho, com a presença de Haddad e do ex-presidente Lula, que
posaram para fotos. Na ocasião, o governo entregou um posto-chave do Ministério das Cidades a um afilhado do ex-prefeito. O ritmo de liberações de emendas indica também que, além do salto nas
verbas para o PP, a ex-prefeita e hoje senadora Marta Suplicy (PT) foi a
terceira mais agraciada entre 174 parlamentares que foram contemplados
no período, com R$ 5,6 milhões. Marta, que pretendia ser a candidata petista em São Paulo, tem resistido a entrar na campanha de Haddad.(Folha de São Paulo)
2 comentários
Além de essa aliança ser uma vergonha (para o Maluf, é claro), é mais um erro grosseiro do PT. Neguinho pensa que aqui em SP as pessoas fazem a linha ignorante total, como em certos redutos. Não são. Ate o mais empedernido idiota tem opinião.
ReplyE, que falta de traquejo! Malufistas são capazes de largá-lo, sim. Não toleram estilos como Erundina, adoram a RRRRota nas rrrruas, e coisa e tal. Maluf vai perder o pouco que ainda lhe resta por aqui.
CORONEL,
ReplyE essa petralhada ainda quer negar o mensalão.Sim, porque esse "tsunami" de verbas para o PP_MALUF,via esse duto de corrupção em que se transformaram as tais emendas parlamentares, e, que servem para garantir a "fidelidade" da "base política alugada" nada mais é que um mensalão oficial