sábado, 16 de julho de 2011

O fisiologismo do tucano Richa.

Do Blog da Lúcia Hippolito, o post intitulado " Beto Richa é Requião 2.0":

Gustavo Fruet (PSDB-PR), um dos quadros mais qualificados dos tucanos, uma das promessas mais auspiciosas entre os jovens do partido, deixou o PSDB. Na verdade, foi expelido pelo PSDB do Paraná, pela atuação do governador Beto Richa. Curioso, porque ambos são filhos de importantes líderes políticos paranaenses que se projetaram nacionalmente. José Richa (1934-2003) foi deputado federal, senador, prefeito de Londrina e governador do Paraná. Fundador do MDB, participou também da fundação do PMDB e do PSDB. Um dos mais importantes líderes do movimento Diretas Já!, José Richa deixou um legado de ética, austeridade, democracia e lealdade na política. Maurício Fruet (1939-98), por sua vez, foi vereador, deputado estadual e federal, prefeito de Curitiba e secretário de estado de Ciência e Tecnologia. Sua morte prematura trouxe à cena política nacional o filho, Gustavo Fruet, então vereador em Curitiba. Eleito deputado federal em 98, Gustavo Fruet transformou-se rapidamente em referência de ética e retidão na Câmara dos Deputados.

Pois bem. A dupla Beto Richa-Gustavo Fruet tinha tudo para revolucionar os costumes políticos paranaenses, depois de oito anos de truculência, mandonismo e fisiologismo do governo Roberto Requião. Beto Richa vinha de um mandato e meio como prefeito de Curitiba. Mandato moderno, bem sucedido e muito bem avaliado pela população. Gustavo Fruet abriu mão de uma reeleição certa para a Câmara para se candidatar a uma derrota certa ao Senado, apenas para ajudar a campanha do amigo.

Já na campanha as coisas desandaram. Beto Richa conseguiu na justiça a proibição de divulgação de pesquisas de opinião, decepcionando parte do eleitorado que apostava nele – e parte expressiva da opinião pública nacional que observava com esperança a ascenção daquele jovem político. E ao assumir o governo, o que fez? Exatamente a mesma coisa que Requião: reuniu toda a área social numa Secretaria poderosa, que controla os recursos do PAC, e nomeou… a própria mulher! Reuniu toda a área econômica em outra Secretaria igualmente poderosa, controlando praticamente o restante do orçamento, e nomeou… o próprio irmão! E finalmente, quando Gustavo Fruet decide candidatar-se a prefeito de Curitiba, Beto Richa vira-lhe as costas e declara que vai apoiar o atual prefeito, do PSB, que busca a reeleição!

Em resumo, Beto Richa revelou-se um Requião 2.0. Mais magro, mais bonito, um pouquinho menos truculento. Mas o fisiologismo é o mesmo, o mandonismo é o mesmo.

Roubalheira nos Transportes: o custo Caron do PT.

Da Veja:
Havia uma monumental expectativa em torno do depoimento, no Congresso, do ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antonio Pagot. Pilar da estrutura de corrupção montada pelo Partido da República (PR) no Ministério dos Transportes, Pagot foi afastado do cargo pela presidente Dilma Rousseff e, desde então, ameaça envolver o PT e os petistas nas denúncias de irregularidades. Se era blefe, houve quem sentisse calafrios. De renegado, Pagot passou a ser tratado com uma deferência incomum para alguém acusado de cobrar propina e superfaturar obras públicas. Foi recebido pelo chefe de gabinete da Presidência, ouviu elogios de ministros, senadores e lideranças políticas do governo. Sua "demissão sumária", anunciada pelo Palácio do Planalto, foi substituída temporariamente por "férias". No Congresso, Pagot falou como "diretor", alegou desconhecer qualquer irregularidade e disse que as decisões no Dnit eram colegiadas, ou seja, precisavam ser aprovadas por todos os diretores. Portanto, se houve algo errado, o que ele desconhece, a responsabilidade seria coletiva. Sobre o PT e os petistas? Nenhuma palavra direta, ao menos por enquanto. Mas a ameaça continua - é real e gravíssima.

O alvo de Pagot e do Partido da República é o petista Hideraldo Caron, diretor de infraestrutura do Dnit. Em conversas com correligionários antes de seu depoimento ao Congresso, Pagot revelou que Caron não só sabia como se empenhava pessoalmente para viabilizar alguns "estranhos reajustes" de preço de obras. Citou especificamente a duplicação da BR-101, no trecho entre o balneário catarinense de Palhoça e a cidade gaúcha de Osório. Foi Caron, segundo ele, quem sustentou no colegiado do Dnit a necessidade de assinar contratos aditivos com as empreiteiras encarregadas da obra, que teve seu preço "inflado" em nada menos que 73% do valor original do contrato. O reajuste foi tão espantoso que chamou a atenção de Dilma Rousseff. Na famosa reunião com a cúpula do Ministério dos Transportes, em 24 de junho, no Palácio do Planalto, a presidente pediu explicações sobre o custo da rodovia, ocasião em que afirmou que o ministério estava "descontrolado", seus dirigentes eram "inadministráveis" e que os valores das obras, entre elas as da BR-101, deveriam ser revistos.

A lei estabelece que os aditivos não podem ultrapassar 25% do valor original do contrato. Portanto, o reajuste teria sido ilegal. E o responsável pela ilegalidade, segundo Pagot, foi Hideraldo Caron, que desconsiderou as advertências jurídicas apresentadas a ele na ocasião. Os aditivos da BR-101 chegaram a ser censurados pela área do Tribunal de Contas da União, mas o processo acabou arquivado. Nos recados que enviou para tentar convencer a presidente a mantê-lo no cargo, Pagot fez insinuações ainda mais graves contra o colega petista. Segundo ele, todas as obras rodoviárias no sul do país são de responsabilidade de Hideraldo Caron. O que isso quer dizer? "Ele que defende no colegiado os reajustes, que negocia com as empreiteiras, que discute projetos, que define custos", explicou Pagot. Caron receberia até uma "ajuda de custo" dessas mesmas empreiteiras - coisa pequena, para complementar o salário, que é muito baixo. "O Pagot é um animal enjaulado e com sede", advertia o líder do PR no Senado, Magno Malta. 

As ameaças mobilizaram o governo. O ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, foi incumbido de demover Pagot de qualquer ideia extremista. Também vítima de insinuações maldosas por parte dos republicanos, o ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, passou a defender a permanência de Pagot até que as denúncias de superfaturamento e cobrança de propina fossem devidamente esclarecidas. Apesar da determinação da presidente Dilma de afastar imediatamente toda a cúpula do ministério, Pagot era o único dos envolvidos no escândalo que continuava formalmente vinculado ao governo. Por fim, o diretor do Dnit, de férias, recebeu a garantia de que não haveria investigações pontuais contra ele. Satisfeito com as conquistas, Pagot, a fera enjaulada, apareceu no Congresso manso feito um gato.

O diretor afastado do Dnit negou as acusações de cobrança de propina e cuidou para que as ameaças de antes ficassem restritas a mensagens cifradas. Num discurso repleto de eufemismos, em que superfaturamento de obras virou "mudança de escopo", ele fez questão de repetir que as decisões tomadas no Dnit eram sempre colegiadas. Foi uma forma de deixar nas entrelinhas o que vinha ameaçando falar. Indagado sobre o papel de Hideraldo Caron, Pagot foi lacônico: "Ele é o responsável por 90% das obras". Nada mais. "Nada disso procede. Duvido que o Pagot tenha feito essas insinuações", afirmou Caron. Na semana passada, o novo ministro dos Transportes, Paulo Passos, afastou José Henrique Sadok, diretor executivo do Dnit, depois de uma reportagem mostrando que a esposa dele tinha contratos milionários no órgão. O Palácio do Planalto informou que Pagot será mandado para casa assim que retornar das férias. Será o sexto homem da cúpula dos Transportes a perder o cargo desde que VEJA revelou, há duas semanas, o esquema de recolhimento de propina montado pelo PR no ministério. O petista Hideraldo Caron ainda vai ter de explicar muito para não ser o sétimo.

Cagões!

Cálculos do Ministério do Turismo informam que o Brasil deve receber 600.000 turistas na Copa do Mundo, cada um gastando em torno de R$ 11,4 mil. Isto dá, em número redondos, algo em torno de U$ 4 bilhões. Agora querem saber qual foi o deficit do turismo em 2010? U$ 10,5 bilhões! Os brasileiros gastaram U$ 16,5 bilhões lá fora, os turistas estrangeiros gastaram U$ 6 bilhões aqui dentro. Alguém, em sã consciência, acredita que em 30 dias os gringos irão gastar 70% do que gastam em um ano no país? Há muita mentira encobrindo a roubalheira da Copa do Mundo. E a Oposição embarcou nessa. Se fizessem um trabalho de conscientização do povo brasileiro, transformando estádios em hospitais, centros de mídia em linhas de metrô, posicionando-se contra a Copa do Mundo, teriam um bandeira aprovada por 80% dos brasileiros, no mínimo. O que estão construindo é uma vitrina para o Lula e Dilma darem o pontapé inicial para as eleições presidenciais. Cagões!

Por um Brasil sem comida e sem luz.

Deu em O Globo:

Para os ongolóides, ecoterroristas e marinetes que só comem pizza de forno à lenha depois dos twitterprotestos contra a destruição do meio ambiente, aí vão duas sugestões: abandonem o banho quente e façam greve de fome. Se depender do novo partido da Rainha do Mogno Perdido, o Brasil só vai ficar bom quando faltar comida e energia elétrica.

Sem quartel e sem ministro.

José Eduardo Cardozo é um fracasso no Ministério da Justiça. O porquinho sobrevivente da Dilma (Palocci caiu de podre, Dutra caiu de depressão) não fez absolutamente nada em relação aos principais problemas que assolam o país na área de drogas, contrabando e segurança pública. 

Os programas contra o crack, esta droga que já extermina lentamente  mais de um milhão de brasileiros, turbinada pelo mortífero oxi, estão paralisados por falta de planejamento e ação. Basta olhar o site específico mantido pelo Ministério da Justiça, denominado "Enfrentando o Crack",  onde a última notícia atualizada é de 1 de março de 2011. Cursos que alimentam ongs companheiras e congressos que rendem gordas diárias são as únicas ações da Justiça contra este gravíssimo problema que assola o país. Pasmem! O Cardozo está combatendo o crack com concurso de jingle! Clique aqui para ouvir.

Em outra frente, a Bolívia está para regularizar 4.000 automóveis roubados do Brasil, muitos deles trocados por drogas na fronteira. Um verdadeiro acinte contra todos os acordos entre os dois países, uma decisão tomada pelo indio cocalero Evo Morales com o objetivo de transformar produtos de roubo em fonte de arrecadação de impostos. O Ministério da Justiça nada faz, nenhuma mobilização, nenhuma ação efetiva, aceitando que o companheiro socialista se aproprie de patrimônio nacional, da mesma forma que roubou descaradamente as refinarias da Petrobras naquele país.

Sabem os assuntos que estão tomando a agenda do porquinho Cardozo? Desarmar os brasileiros desarmados(menos de 10.000 trabucos recolhidos em 2011), dar ressonância a crimes comuns na Amazônia, como se fossem conflitos agrários, além de fazer politicalha em Congresso da UNE, onde estava ontem a defender a implantação da Comissão da Verdade, para abrir os arquivos da ditadura. As fronteiras abertas e escancaradas não importam. As armas que entram em toneladas no Brasil não preocupam. Os carros roubados e transformados em cocaína em pó não tiram o sono de ninguém no governo petista. Em fevereiro passado, Dilma Roussef declarou: "Tenho o compromisso de levar uma luta sem quartel ao crack”. Sem quartel e sem ministro. E que os jovens brasileiros continuem morrendo como moscas.

A mãe dos corruptos.

Se existe alguém que conhece todas os meandros do Ministério dos Transportes, este alguém está há seis meses na Presidência da República. Há seis anos no governo. O próprio Pagot confirmou isto nos seus depoimentos na Câmara e no Senado. Tida como uma gestora e tanto, impossível que não conhecesse o preço médio de um km de estrada e confrontasse com as suas planilhas de excel enquanto montava as suas lâminas de power point para vender o PAC. Dilma Rousseff tenta parecer uma vítima dos maus políticos. Não é. É a gestora dos malfeitos. A mãe dos corruptos. É falsa a sua indignação. Ela sabia.

O Brasil não merece.

Caiu mais um corrupto do DNIT. Este era casado com a dona de uma construtora que entupiu os cofres com dinheiro público, em escabrosas concorrências. Os dois eram donos de um veleiro de 27 pés, onde flanavam nas águas do Lago Paranoá, em Brasília. O nome da embarcação? "Eu mereço". O Brasil não merece.

Oposição lerda.

Não apareceu um só oposicionista para saudar Haddad, o preferido e ungido por Lula, como o candidato do PT à prefeitura de São Paulo. Para dizer que, finalmente, o PT enterra a Martaxa Suplicy e o Aloisio Aloprado Mercadante, duas bestas quadradas. Com a força do Lula, o PT coloca alguém preparado para disputar o terceiro colégio eleitoral do país. O afiadíssimo Haddad. Um verdadeiro intelectual. Basta ver as suas notas no ENEM.

Espanhóis reclamam: exilados cubanos custaram R$ 26 milhões em um ano.

Com 5 milhões de desempregados, a Espanha reclama do dinheiro gasto para manter os 115 exilados cubanos e 647 familiares, totalizando 762 pessoas, que foram liberados por Fidel, em julho do ano passado. Em um ano, a conta chegou a R$ 26 milhões. Mesmo apoiados por ONGs e entidades assistenciais, nenhum deles conseguiu emprego até agora. "É complicado encontrar trabalho na Espanha, fui pré-seleccionado em várias ocasiões, porém ao final não me acolhem por causa da minha idade" explica o jornalista exilado Julio César Gálvez, de 65 anos. Por estas e outras que os Estados Unidos da América continuam sendo um país admirável, onde milhões de cubanos receberam todas as oportunidades. A velha Espanha socialista, que roubou Cuba o quanto pôde em priscas eras, reclama por causa de meia dúzia de pesetas. (Com informações do El País)

Sírio-Libanês "desengana" Chávez.

Dizem que ao olhar as lâminas radiográficas de Hugo Chávez, os médicos do Sírio-Libanês informaram que o câncer já tomou conta da próstata do presidente venezuelano. Não há muita coisa a fazer, aqui ou em qualquer lugar do mundo. Apenas quimioterapia para dar sobrevida ao paciente. Assim sendo, Chávez preferiu ficar sob sigilo em Cuba, o que seria impossível no Brasil, onde a imprensa exigiria boletins médicos e informações diárias. Ontem o ditador venezuelano já pediu licença à Assembléia para rumar para Cuba, onde iniciará o tratamento. Fuerza, bactéria!

Vamos virar índios de novo.

Preparem seus calções adidas. Comprem penas para os cocares. Do jeito que vai, já com 15% do país transformado em reservas indígenas e a ampliação do poder de chantagem desta gente estranha, daqui a pouco vai faltar luz, estrada e outras benesses da civilização. Não é só o absurso da Reserva Raposa Serra do Sol. Vejam o que está acontecendo em uma pequena usina hidrelétrica (se comparada com Belo Monte) lá no Mato Grosso. Ela está pronta desde janeiro, mas os índios não deixam funcionar, sob as ordens do cacique Amazonino Arara. Ele afirma que havia " fragmentos da memória" do seu povo no lugar e quer compensações cada vez maiores. Não, não é um monumento, uma biblioteca, algo assim para manter a "memória" da indiada cachaceira e chantagista. Primeiro foram oito camionetes zero munidas com rádios-amadores e oito barcos de alumínio com potentes motores. Agora os silvícolas querem casas para a associação. Para pressionar, entraram na barragem e roubaram os computadores, impedindo o funcionamento da hidrelétrica. Em qualquer lugar do mundo, selvagens viram civilizados. Aqui nós, os civilizados, vamos virar selvagens. Sem estradas, sem energia elétrica, mas preservando a rica "memória" da bugrada safada e vagabunda.

Propaganda enganosa.

Na ânsia de mostrar uma cara própria, o governo Dilma faz propaganda enganosa: o Brasil Sem Miséria nem mesmo verba tem para sair do papel:
Lançado há mais de um mês como principal aposta do governo Dilma Rousseff, o programa Brasil sem Miséria tem slogan e página na internet, mas os recursos para tirá-lo do papel não foram aprovados no Congresso. O crédito extra de R$ 1,2 bilhão para as primeiras ações de erradicação da pobreza extrema ainda não tem data para ser liberado. Acordo entre governistas e oposição deixou a votação de verbas dos programas sociais para depois do recesso parlamentar, a partir de agosto. Também dependem da aprovação dos congressistas R$ 755 milhões para o reajuste do Bolsa Família anunciado no início de março e R$ 88,3 milhões para manutenção de 475 creches. Criticado por senadores do próprio PT por não conseguir emplacar a área social como marca de Dilma, o governo esperava assegurar a verba neste mês. Preferiu, porém, priorizar a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias. A base cedeu à pressão da oposição, que ameaçava dificultar a votação das metas do Orçamento se houvesse tentativa de aprovar os créditos sem ampla discussão.

O Ministério do Desenvolvimento Social disse que a demora em votar os recursos não atrasará o Brasil sem Miséria, pois seus gastos substanciais só começarão de fato em setembro. "A maior parte das ações listadas já têm dotações previstas e podem ser iniciadas", informou a pasta. De acordo com congressistas petistas, no entanto, no ritmo atual, dificilmente a marca do plano vai se consolidar a tempo de ser utilizado nas eleições municipais do próximo ano. Por ora, o ministério busca, juntamente com municípios e Estados, pessoas que têm direito aos programas sociais, mas ainda não estão cadastradas. (Da Folha de São Paulo)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

PT morto e fedido.

A ata de fundação do PT de Campinas foi assinada por 358 militantes, em junho de 1981. Hoje, o PT de Campinas está fazendo um movimento para sair da base corrupta do Dr. Hélio do PDT, o amigão bandidão do Lula. Sabe quantos assinam o manifesto? Apenas 275 militantes. O PT cresceu muito em Campinas. Tem mais de 7.000 filiados e apenas 3% querem o fim da bandalheira. Campinas é o retrato do PT no Brasil, um grupelho que reúne o maior número de ladrões por metro quadrado do país.  Basta andar pelas prefeituras e ver o número de CCs onde eles governam. O PT acabou faz tempo. Virou a quadrilha cujo chefe é o velhaco e o testa-de-ferro é o José Dirceu.

O beijo.

Lula, ontem, ao sair do Congresso da UNE, onde disse que a oposição tem preconceito contra Dilma só porque ela é mulher, dá um carinhoso e fogoso beijo em sua amada esposa, Dona Marisa Letícia. Este é um homem que respeita as mulheres.
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Atualizando às 20: 25 - Alguns comentaristas estão dizendo que a galega da foto não é Dona Marisa. Como assim? Imagina, Lula não beijaria outra na boca com toda esta sofreguidão. Nem bêbado, pois é um cara que respeita a mulher que tem em casa!

Dilma "denite" mais dois .

A imprensa continua sendo a PF, a CGU, o MPF, a AGU, a ABIN, o TCU deste governo corrupto do PT. Hoje a Folha e o Estadão denunciaram mais duas maracutaias no DNIT. Dilma afastou os envolvidos. E tem gente que ainda fica se queixando que os jornais e revistas recebem verbas de publicidade oficiais. Ora, são eles os únicos que ainda trabalham e funcionam contra a corrupção no Brasil. O resto é o resto.

O velhaco vai voltar a andar pelo Brasil.

Ele é muito esperto. Em pleno recesso parlamentar, quando rareiam as noticias e a mídia fica sem assunto, quando a Dilma poderia aparecer mais soltinha por aí sem ter que demitir um corrupto por dia, o velhaco avisa que vai voltar a andar pelo país, para "incomodar" algumas pessoas. Impressionante como ele é belicoso. Sempre puxando briga, mandando desaforo, pregando a desunião. O velhaco é de um baixo nível impressionante. Por que não te calas, imbecil?

Por onde anda Dona Marisa Letícia?

Ontem Lula, o imbecil, disparou a seguinte frase, afirmando que existe preconceito contra Dilma porque ela é mulher:

"Todo mundo diz que é favorável à sociedade igualitária desde que quem limpe a casa seja mulher." 

Se existe um brasileiro que não pode falar em preconceito contra a mulher, este brasileiro é Luiz Inácio Lula da Silva. Sua mulher, Marisa Letícia, foi inteiramente abafada em oito anos de governo. A ela foi reservado um quinto plano, onde deixou como legado apenas as compras com o cartão corporativo e as cirurgias plásticas que mudaram a sua fisionomia. Aquela "cumpanhêra" que vendia camisetas na rua para criar o PT e que plantava canteiros de sálvias em forma de estrela nos jardins do Palácio, nos seus primeiros dias, foi transformada em mera coadjuvante durante dois mandatos. Nenhuma ação social. Nenhuma ação benemerente. Um zero à esquerda. O marido preconceituoso reservou à ela o fogão, a pia e o tanque. Nunca na história deste país um presidente mostrou tanto preconceito em relação a uma primeira-dama. Ou a primeira inútil, como ficou conhecida. Aliás, esperava-se que depois que saísse do governo, o Lula andasse por aí de braços dados com a Dona Marisa Letícia, lutando contra a pobreza e a miséria no mundo. Não é o que se vê. Aliás, ninguém mais viu a Dona Marisa Letícia. Lula, ao falar sobre preconceito contra a mulher, deve estar mirando o exemplo da própria casa.

Os ongolóides e a Amazônia.

O Imazon, uma ONG em defesa do agronegócio europeu e americano, está na mídia novamente, denunciando que a Amazônia vai manter a explosiva e midiática média de 7.000 km2 de devastação anual das suas florestas. Esta gente é tão desonesta que sempre faz a conta do que saiu, jamais do que ficou. Costumam, para obter mais efeito populista, o que ajuda a Marina, dividir a área desflorestada por campos de futebol. Parece uma catástrofe. Parece uma devastação total. As coisas mudam quando colocamos os 7.000 km2 dentro dos 4.400.000 km2 de cobertura nativa da região e a gente descobre que isto representa apenas 0,01%. Neste ritmo, a Amazônia diminuirá 10% até 2073. E daqui 62 anos, ainda restarão de 4.000.000 km2 de florestas. Isso se a natureza, que é sábia e poderosa, não se regenerar. Naturalmente. Honestamente.

Abaixo, um vídeo que está causando furor entre ongolóides e ecoterroristas...


Atualizando: o vídeo foi removido pela ONG que protestava. Deve ter levado algum por fora.

DNIT, corrupção tamanho família.

Primeiro foi o filho do ministro demitido, Alfredo Nascimento, que fez a sua empresa crescer milhares de vezes às custas dos cofres públicos, em contratos sob a influência do pai. Agora aparece a mulher do adjunto de Pagot, como dona de uma construtora que está sendo beneficiada em contratos sob a supervisão do marido no DNIT. É a corrupção tamanho família implantada pelos mensaleiros do PR. Aquela mesma corrupção que, segundo Pagot, a Dilma conhece melhor do que ninguém.

A Construtora Araújo Ltda, da mulher de José Henrique Sadok de Sá, diretor executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), assinou contratos que somam pelo menos R$ 18 milhões para tocar obras em rodovias federais entre 2006 e 2011, todas vinculadas a convênios com o órgão. Sadok hoje acumula o cargo de diretor-geral interino do Dnit em substituição a Luiz Antônio Pagot, que tirou férias após ameaça de ser demitido em meio ao escândalo de corrupção no Ministério dos Transportes. A mulher de Sadok, Ana Paula Batista Araújo, é dona da Construtora Araújo, contratada para cuidar de obras nas rodovias BR-174, BR-432 e BR-433, todas em Roraima e ligadas a convênios com o Dnit, principal órgão executor do Ministério dos Transportes. A aplicação de aditivos, que aumentam prazos e valores, ocorreu em todos os contratos. Sadok trabalhou em Roraima em 2001, no antigo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), como diretor de obras.

Em entrevista ontem ao Estado, Sadok de Sá, contou que conhece a empresária desde 2001 e que vive com ela há pelo menos quatro anos. "É minha mulher", disse. Ele alegou que, apesar de serem obras vinculadas a convênios com o Dnit, os contratos são assinados com o governo de Roraima por licitações (veja texto abaixo). "Nunca me meti na empresa dela. O contrato do Dnit é com o Estado. O Estado pega e licita as obras", disse. Irregularidades. A Construtora Araújo assinou em abril de 2006 um contrato de dois anos, no valor de R$ 7,2 milhões, com o governo de Roraima para obras de melhoria na BR-174, rodovia apontada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) como foco de irregularidades. A obra tocada pela mulher de Sadok refere-se a um dos lotes de um convênio firmado entre o governo de Roraima e o Dnit, no valor inicial de R$ 19,2 milhões. Desde 2006, a União liberou ao menos R$ 200 milhões para melhorias nessa rodovia, segundo dados do Portal da Transparência, do próprio governo.

Só esse contrato da Construtora Araújo para a BR-174 rendeu três aditivos. Ana Paula Araújo aparece assinando o terceiro, em 2008. Em outros, ela nomeou procuradores. Um dos aditivos somou mais R$ 1,5 milhão ao contrato e outro aumentou o prazo para três anos de vigência. Já o próprio convênio do governo de Roraima com o Ministério dos Transportes recebeu pelo menos sete emendas durante sua execução.Em maio de 2009, o Ministério dos Transportes e o governo de Roraima assinaram um convênio de R$ 16 milhões para obras na BR-433. Em dezembro do mesmo ano, a empresa da mulher do diretor do Dnit assinou um contrato de dois anos no valor de R$ 6,5 milhões para manutenção da rodovia. O contrato está vigente. Já foram feitos dois aditivos, o último no dia 18 de maio, com o objetivo de "alteração dos qualitativos" decorrente de "revisão em fase de obras".

Em 10 de outubro de 2007, a Construtora Araújo firmou um contrato, também de dois anos, no valor de R$ 1,8 milhão para obras na BR-432, objeto de um convênio de R$ 17 milhões do Dnit com o governo de Roraima. Três aditivos foram celebrados, sendo que um deles aumentou R$ 842 mil ao contrato e mais um ano de vigência, até novembro do ano passado. Todas essas estradas federais estão sob supervisão de execução do Dnit. ( Reportagem do Estadão)

O post tem um encerramento glorioso com mais um vídeo do Exilado:

Lula e Haddad, cercados de faixas da Petrobras, Caixa e outras estatais, dizem que a UNE pelega não é chapa-branca.

A informação de O Globo:
Aplaudido de pé ontem no 52º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu as críticas de que a entidade é chapa-branca e atacou a imprensa. No palco onde Lula discursou, uma faixa registrava os 11 patrocinadores do evento da UNE, oito deles do governo federal. Além de Petrobras, Eletrobras-Eletrosul e Caixa Econômica Federal, cinco ministérios apareciam na lista, inclusive o Ministério dos Transportes, que atravessa uma crise por causa de denúncias de corrupção. Os outros quatro patrocinadores federais são os ministérios do Turismo, do Esporte, da Saúde e da Educação.

Embora tenha rejeitado a pecha de chapa-branca para a UNE, Lula agradeceu à entidade e cobrou mais empenho em suas reivindicações: - Sou grato à UNE pela lealdade na adversidade. Este governo nunca pediu para a UNE abdicar de uma única bandeira. Ao lado do ministro da Educação, Fernando Haddad, o ex-presidente argumentou que é comum empresas estatais, assim como o próprio governo, investirem em publicidade: - Você liga a televisão e vê propaganda de quem? Quem é a propaganda do futebol brasileiro? Quem é a propaganda das novelas? Para eles, é democrático. Para vocês, é chapa-branca - disse, aos dirigentes da aliada UNE.

Ao se dirigir ao presidente da UNE, Augusto Chagas, Lula afirmou: - E você, Chagas, não tenha preocupação com quem diz que vocês são chapa-branca - afirmou. - Você pensa que (o jornal) tem caráter nacional? Não sai do Rio de Janeiro. Vai na Baixada Fluminense e vê quantos jornais chegam lá! - disse, sem citar nome, mas possivelmente se referindo ao GLOBO, que fez reportagem sobre o patrocínio de estatais e do governo ao evento. Lula fez o mesmo raciocínio em relação à imprensa paulista, dizendo que em São Paulo também haveria jornais que "se acham nacionais": - Os grandes de São Paulo quase não chegam ao ABC, a 23 quilômetros da capital.

Lula disse que gostaria de ver a UNE ajudando universitários que buscam o Financiamento Estudantil (Fies), programa de crédito educativo que passou a dispensar fiador para alunos de baixa renda: - Eu, este ano, fiquei meio puto com vocês, porque não foi feito isso. Haddad também rebateu a crítica de que a UNE seria uma entidade chapa-branca em relação ao governo federal. - Algumas pessoas imaginam que é possível comprar a consciência do movimento estudantil com alguns trocados. Um dinheirinho para organizar um congresso bastaria para pacificar todas as contradições existentes na sociedade brasileira que provenham da educação - disse Haddad. - Estudante não se vende por dinheiro nenhum, muito menos por migalha.

Lembrando os tempos de palanque como candidato ou como presidente, Lula também atacou a imprensa ao defender a presidente Dilma, desafiando os que duvidam da capacidade de sua sucessora e afirmando que o governo dela fará "mais e melhor" do que o dele. E, com mais críticas à imprensa, Lula foi duro ao condenar a forma como foi noticiada sua ida a Brasília, no auge da crise Palocci. Para Lula, o objetivo da imprensa foi passar a imagem de que Dilma seria fraca: - Só diz que ela é fraca quem não conhece a personalidade dela. Se o babaca que escreveu isso já tivesse sentado com a Dilma dez minutos ele ia saber que ela pode ter todos os defeitos do mundo, menos ser fraca. Ninguém passa três anos e meio na cadeia, barbaramente torturada, e é eleita presidente da República. Essa é a maior vingança com quem a torturou - disse. - Eu estou ficando invocado, porque já faz seis meses que deixei a Presidência, mas eles (imprensa) não saem do meu pé.

Chávez vem ao Brasil corrigir o estrago feito pela maravilhosa medicina cubana.

Depois de ser operado em Cuba, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez - que se recupera em Caracas - terá como próximo destino o Brasil. Em meio a rumores sobre o tipo de câncer contra o qual luta, fontes do governo brasileiro confirmaram à agência Reuters que o venezuelano aceitou o convite da presidente Dilma Rousseff para ser submetido a um tratamento em São Paulo, no Hospital Sírio-Libanês. A data da chegada ainda não foi definida, uma vez que depende de avaliações médicas, e o assunto, tratado como confidencial, não foi confirmado de maneira oficial pelos governos de Brasil e Venezuela. Fontes do Palácio do Planalto, entretanto, afirmaram ao GLOBO que o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, esteve ontem em Brasília para discutir os detalhes da vinda de Chávez. Ele foi recebido pela presidente Dilma Rousseff e pelo assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia.

Segundo a Reuters, familiares do presidente venezuelano o estariam pressionado para que viesse logo ao Brasil. Em São Paulo, a assessoria do Hospital Sírio-Libanês disse não ter informação oficial sobre o tratamento - mas admitiu que a direção está mantendo contato com os governos brasileiro e venezuelano.Mesmo hospital que tratou Dilma e Fernando Lugo Chávez poderá se submeter a sessões de quimioterapia com a mesma equipe que tratou Dilma em 2009, antes da campanha eleitoral, sob o comando dos médicos Roberto Kalil Filho (cardiologista) e Paulo Hoff (oncologista). Em agosto do ano passado, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, também escolheu o hospital paulistano para as seis sessões de quimioterapia para tratar um linfoma com envolvimento ósseo - que teve remissão completa após quatro meses de tratamento. Há dois dias, Chávez, de 56 anos, admitiu, em uma entrevista ao canal estatal VTV, em Caracas, que talvez precisasse ser submetido a sessões de radioterapia ou quimioterapia para "blindar o corpo das células malignas". Segundo ele, o tumor retirado em Cuba tinha o "tamanho de uma bola de beisebol". ( O Globo)

A Raposa Serra do Sol é o maior exemplo do sucesso da "militância civilizatória" da Marina Silva.



Vejam o que a maior estelionatária política do Brasil ( se criou no PT, pulou para o PV e agora vai fazer uma partido para chamar de seu), agora sem partido, agora apenas escorada nos ecoterroristas, ongolóides e mercadores de carbono, que despejam em suas burras uma dinheirama verde que não acaba mais, escreveu na Folha de São Paulo. Sobre a calamidade moral que ela criou em Roraima, na Raposa Serra Serra do Sol, nada falou. Ali está o maior exemplo da sua "militância civilizatória". Observem as partes grifadas... 

Recomeço

Pouco antes de ter oficializada a minha candidatura à Presidência da República, em junho de 2010, encerrei minha participação como colunista deste jornal. Despedi-me apontando para a extraordinária força política da sociedade e insistindo na urgência de nos mobilizarmos para mudar os rumos do país. Não falava de forma genérica, mas, sim, da prioridade de começarmos a sair daquilo que a muitos parece ser um destino patrimonialista inexorável, em direção ao aperfeiçoamento da democracia, com prevalência de valores coletivos e do interesse público.

Reiterei a certeza de que somente a militância civilizatória da própria sociedade poderá nos levar a outro patamar de desenvolvimento. Por coincidência, retorno logo após outra grande decisão: minha desfiliação partidária. Agradeço à Folha a nova oportunidade de compartilhar com seus leitores esse momento de intensa reflexão sobre como seguir contribuindo para ampliar a causa da sustentabilidade.Ao deixar a vida partidária, não rompi com a compreensão de que as instituições públicas -entre as quais os partidos- só poderão ser consideradas como tal se forem abertas à participação de todos. Nelas, afirma-se a existência ou não da democracia.

No debate e no confronto de ideias, na ação dos diferentes atores políticos, as instituições públicas constituem o instrumento que garante o cumprimento dos preceitos constitucionais e dos direitos fundamentais. O Estado democrático contemporâneo é uma obra de engenharia política a todo momento confrontada com desafios que o obrigam a se reinventar, mas um fator nunca muda: os governos e quaisquer instâncias representativas precisam ser legitimados pela sociedade, ainda que as autoridades sejam ungidas, pela lei, com responsabilidades e prerrogativas de poder.

Isso só funciona se as autoridades não esquecerem qual é a fonte real do seu poder. Nem sempre é compreendido que a necessidade de respostas, a ação e a reação são direitos da sociedade, e quando eles não são exercidos, quem perde é a democracia. É preciso que o cidadão tome nas mãos o que é seu e faça valer sua vontade, inclusive a de mudar o sistema político. É como um circuito elétrico, que só terá valia se houver energia a circular nele. Sem interação com a sociedade, as instituições públicas tornam-se arcaicas, mera soma dos interesses privados de muitos matizes, diminuídas e empobrecidas pelo clientelismo de tempos imemoriais. O mundo de múltiplas crises em que vivemos é o mesmo que nos possibilita múltiplas respostas. A questão é como ajudar a constituir e a viabilizar um novo idioma político, que nos auxiliará a resolver a estagnação civilizatória a que estamos submetidos.

MARINA SILVA, ex-senadora pelo Acre, passa a escrever neste espaço às sextas-feiras.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Senhores Governadores e Prefeitos, seus estados e cidades têm financiamento do BNDES para fazer rede de esgoto?

Quem manda os senhores não governarem alguma província em Angola ou serem prefeitos de Luanda? Aí teriam financiamento a juros baratíssimo, praticamente a fundo perdido, sem estas bobagens de licitações pela Lei 8.666. Cliquem aqui para ler a matéria. No Brasil, somente 44% das casas têm rede de esgoto. Mas se depender do Lula, da Dilma e do PT, isso fica para depois. Primeiro, a Angola. Com dinheiro fácil e farto do BNDES, Banco Internacional do Desenvolvimento Social da Angola. 

(Esta notícia foi uma descoberta do Norton Lima Junior, que deu a dica pelo twitter. CPI do BNDES já!)

Importa-se um Ministro da Ciência e Tecnologia com cérebro.

Mercadante, que virou doutor pela Unicamp com uma "tese" absurda sobre Lula, o Maravilhoso, em um dos maiores fiascos acadêmicos do Brasil vem dizendo, a cada dia, a que veio. Agora quer importar "cérebros" para trabalhar no Brasil, para que possamos dar "um salto quântico" em inovação. Contra isso, aquele bando de inúteis da SBPC não faz protesto. Mercadante não tem a mínima idéia de como funciona a pesquisa de ponta no mundo. Importa-se, pois, um ministro com cérebro. Leia abaixo, matéria da Folha Poder. Íntegra aqui.

O Brasil se prepara para fazer um concurso internacional para recrutar pesquisadores e docentes internacionais para a área científica-tecnológica. Ao sair de encontro em que a presidente Dilma Rousseff encontrou o neurocientista Nicolelis, o ministro Aloisio Mercadante (Ciência e Tecnologia) afirmou que o governo abrirá, em breve, vagas para pesquisadores estrangeiros temporários nas instituições de ponta na área científica no Brasil. Segundo ele, o alvo são pesquisadores que perderam seus postos em universidades estrangeiras por causa da crise. Como exemplo, Mercadante disse que só na Nasa esse número seria de 4.000 pessoas. 

O ministro citou experiência recente da Unicamp, de Campinas, que trouxe pesquisadores e professores estrangeiros para períodos de até dois anos na universidade. "Vamos dar um salto quântico", disse o ministro, falando também do recém-anunciado programa que pretende enviar 75 mil graduandos e doutorandos brasileiros para universidades no exterior. O governo espera que a maior parte das bolsas seja bancada por empresas brasileiras. "Hoje é um momento raro na história econômica, o Brasil cresce, tem estabilidade, investe e estamos assistindo a uma recessão, uma crise, instabilidade nos países desenvolvidos. Então nós tivemos uma diáspora de cérebros no passado, mas agora queremos atrair inteligência para o Brasil e vamos fazer isso". 

O ministro afirmou que o país tem excelentes cientistas, mas que a iniciativa do governo responde a exigência da sociedade atual de expandir a fronteira do conhecimento. "Você não desenvolve projeto de ponta em tecnologia e ciência sem colaboração inter nacional. E o Brasil tem que pensar em estar na ponta, em estar disputando as áreas de fronteira".

O imbecil(*)voltou.

Em discurso no evento chapa-branca da UNE, Lula disse que Dilma, por ser mulher, tem sofrido mais preconceito que ele sofreu por ser nordestino. "Todo mundo diz que é favorável à sociedade igualitária desde que quem limpe a casa seja mulher." 
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(*)Ababosado, abestalhado, abobado, abobalhado, abobarrado, acanhotado, alarve, alonso, alvar, alvarinho, apalermado, aparvado, aparvalhado, aparvanhado, apatetado, apombocado, apoucado, arara, aruá, asneirão, asneirento, asneirista, asonsado, atolado, atolambado, atoleimado, azêmola, babaca, babanca, babão, babaquara, baboso, badana, badó, bajoujo, basbaque, bate-orelha, belarmino, beldroegas, beliz, bertoldo, bestalhão, bestiaga, bestiola, bobo, bobó, boboca, bocó, boleima, bolônio, boquiaberto, boto, broco, calino, cândido, capadócio, cepo, chapetão, coió, crédulo, curto, débil, enxovedo, escroto, estólido, estulto, estúpido, fátuo, gaivota, girolas, guedes, hebetado, hebetizado, idiota, incapaz, inepto, inexperiente, inhenho, inocente, intelijumento, jegue, jerico, jumento, lamecha, lapardão, lapardeiro, lapuz, lorpa, mama-na-égua, mandu, mané, mané-coco, mané-do-jacá, mané-jacá, manema, manembro, manicaca, maninelo, marinelo, maroto, marruá, mazanza, mentecapto, molongó, obtuso, orelhudo, otário, paca, pacóvio, pai-mané, paio, palerma, palonço, palúrdio, pancrácio, pandorga, papalvo, parrana, parvajola, parvalhão, parvo, párvulo, pascácio, pasmado, paspalhão, paspalho, pataco, pataloco, pataloto, patamaz, patarata, pataroco, patau, pateta, patocho, patureba, paturega, pengó, pongó, prego, primário, puro, raca, sambanga, sandeu, sandio, sarambé, saranga, sarango, simples, simplório, soronga, sorongo, tacanho, tanso, tapado, toleirão, tonto, trouxa, urumbeba, urumbeva, xexé, zamboa, zote, zuco.

"Estamos combinados": o slogan das empreiteiras para as obras da Copa.

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) José Jorge afirmou nesta quinta-feira (14) que mesmo com o sigilo sobre orçamentos das obras da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 não é possível afirmar que não haverá combinação de preços entre empresas. A criação do Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC), segundo Jorge, é “uma forma diferenciada de licitação” que não está livre de problemas.

“O sigilo que foi aprovado é para o caso das empresas que estão concorrendo não saberem o preço antes de apresentarem sua proposta. É só uma forma diferenciada de licitação. Na verdade, o fato de ter o preço básico é uma situação, o fato de não ter, evidentemente, não implica que não possa haver combinação”, disse Jorge no Senado, onde participou do lançamento do Portal da Transparência da Copa de 2014. O Senado aprovou no último dia 6 de julho projeto que flexibiliza a Lei das Licitações 8.666 para obras da Copa. 

Pela nova regra, os concorrentes na licitação e o público só terão acesso aos valores orçados pelo governo para cada obra após o encerramento da licitação. Apenas os órgãos de controle como o TCU, terão acesso aos dados durante todo o processo. O dispositivo é defendido pelo governo como forma de evitar a combinação de preços entre as empresas.  O ministro do TCU afirmou ainda que “espera” evitar corrupção com o novo modelo de licitação adotado para obras da Copa: “Espero que possamos evitar preços superfaturados e corrupção.” (Do G1)

Para Marina Silva, "isso é o Brasil".

O vídeo abaixo abre uma série de reportagens que o Jornal da Band está fazendo sobre o crime cometido contra os brasileiros na Raposa Serra do Sol.



O artigo abaixo foi publicado por Marina Silva, em 19 de abril de 2010, Dia do Índio, em plena campanha eleitoral. Acima dá para ver o que ela comemorava.


Hoje, no momento em que você estiver lendo este post, é muito provável que eu esteja em um avião ou helicóptero, a caminho ou voltando de uma visita rápida à reserva indígena da Raposa Serra do Sol, em Roraima. São muitas horas de percurso e poucas de desfrute, mas a ocasião justifica o esforço. Além do Dia do Índio, estaremos celebrando o primeiro aniversário da reserva. A demarcação da terra aconteceu no governo do presidente Fernando Henrique, depois ela foi homologada pelo presidente Lula, mas o Estado de Roraima entrou na Justiça para impedir a homologação.

A pedido do presidente Lula, Marcio Meira, presidente da Funai, e eu fomos destacados dentro do governo para sermos uma espécie de embaixadores da causa da homologação da área contínua da reserva. A defesa foi feita pela Advocacia Geral da União com a ajuda da advogada índia Juênia. Foi a primeira vez que um índio fez uma defesa na mais alta corte do país. Ao final, os índios saíram vitoriosos em última instância, o que garantiu a conquista definitiva da Terra Indígena Raposa Serra do Sol.

Talvez não fique claro para muitas pessoas a importância emblemática dessa vitória. Por que usar toda essa estrutura do poder público para garantir que “apenas” cerca de 20 mil índios vivam em um território que é doze vezes maior que o da cidade de São Paulo? A resposta é que essas pessoas – para serem como são, produzirem como produzem, consumirem como consomem, pensarem como pensam e viverem como vivem – precisam desse território. É parte da identidade delas, de quem elas são. Foi lá que amadureceram uma cosmovisão, uma ciência e um mistério que é só delas. Esse território e elas são parte do mesmo corpo, não existem separadamente. Quando você subtrai o território, essa significação também desaparece.

Ainda assim, você pode estar se perguntando agora: em que isso pode ajudar o Brasil? Esse desejo de preservar não seria apenas uma atitude romântica para barrar o progresso e manter as coisas como elas são, sem benefício real para o país? A resposta é que nós temos muito a ganhar, enquanto sociedade, com um Estado que não apenas tolere, mas respeite e saiba identificar o valor do imenso patrimônio sociocultural e ambiental que ainda temos.

Existem muitos benefícios, inclusive práticos, em ter acesso ao conhecimento ancestral desses povos, mas o grande benefício de proteger esses territórios, reconhecendo e assegurando a sobrevivência de tudo o que existe nele hoje, é que continuaremos sendo uma nação múltipla e rica em suas diferenças. Seremos um país onde existe São Paulo, da forma como é, do tamanho que é, com suas virtudes e problemas, e existe também Raposa Serra do Sol, da forma como é, do jeito que os índios vivem lá.

E isso é o Brasil.

Trem da alegria (dos corruptos).

Artigo publicado hoje, no Estadão, por José Serra(PSDB-SP), candidato a candidato à presidência da República em 2014:

O projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) entre São Paulo e Rio de Janeiro, o trem-bala, poderia ser usado em cursos de administração pública como exemplo do que não se deve fazer. Foram cometidos vários erros básicos nos estudos preliminares - parecem deliberados, de tão óbvios. Em primeiro lugar, foi superestimada a demanda de passageiros - e, portanto, a receita futura da operação da linha - em pelo menos 30%. 

O TAV tampouco custaria R$ 33 bilhões, como dizem, e sim mais de R$ 60 bilhões. Isso porque não incluíram reservas de contingência, não levaram em conta os subsídios fiscais e subestimaram os custos das obras, como os 100 km de túneis, cujo custo foi equiparado aos urbanos. Esqueceram que os túneis para os TAVs são bem mais complexos, dada a velocidade de 340 km por hora dos trens; além disso, longe das cidades, não contam com a infraestrutura necessária, como a rede elétrica, por exemplo.Foram ignoradas também as intervenções necessárias para o acesso às estações do trem, caríssimas e não incluídas naqueles R$ 60 bilhões. Imagine-se o preço das obras viárias para o acesso dos passageiros que fossem das zonas sul, leste e oeste de São Paulo até o Campo de Marte!

Leia aqui, na íntegra.

As boas notícias sempre vêm daquele lugar que a Marina Silva e seus ongolóides querem destruir: o Brasil rural.

Este  Blog vai sugerir à senadora Kátia Abreu, presidente da CNA e uma lutadora ontra o marinismo perverso e financiado pelo agronegócio internacional, um slogan para o setor: " Brasil Rural, o Brasil sem Miséria": 

Mesmo com o embargo da Rússia às carnes brasileiras, em vigor desde 15 de junho, as exportações do segmento atingiram US$ 7,6 bilhões no primeiro semestre de 2011. A alta de 18% nesse item levou o agronegócio brasileiro a embarcar US$ 43,1 bilhões até junho, resultado 23,5% superior a igual período de 2010. O superávit somou US$ 34,8 bilhões no período. Se mantiver o ritmo atual, o país deve ultrapassar o recorde histórico de US$ 76,44 bilhões de 2010. Até junho, foram embarcados 56% de todo o volume do ano passado. Em janeiro, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, estimou vendas acima de US$ 85 bilhões em 2011. 

Os complexos carne, soja e sucroalcooeiro corresponderam a US$ 26 bilhões (60%) do total exportado no primeiro semestre. Os maiores déficits ficaram por conta dos lácteos e fibras e produtos têxteis, ambos com redução de 25,2% nas vendas externas. Todos os principais parceiros do agronegócio brasileiro aumentaram o volume de compras neste ano. A Ásia segue líder com US$ 12,9 bilhões (14,7%). Apesar disso, sua participação recuou de 32,4% para 30% do total. A União Europeia comprou US$ 11,7 bilhões do agronegócio brasileiro, ou 28,8% acima de 2010. A África assumiu 8,7% das compras, com um volume de US$ 3,7 bilhões. Entre os países, a China manteve sua fatia nas importações brasileiras. O país asiático chegou a US$ 7,6 bilhões em aquisições (22%). A forte crise na Espanha não impediu o país de aumentar suas importações em 73,5%, para US$ 1,3 bilhão. A Rússia, mesmo com o embargo às carnes, aumentou em 41% suas compras. As importações atingiram US$ 2,9 bilhões, somando quase 7% de fatia no total. 

No mês de junho, a balança comercial do agronegócio somou um saldo positivo de US$ 5,8 bilhões. As exportações chegaram a US$ 8,9 bilhões, uma alta de 29,1% em relação ao mesmo mês de 2010. E as importações significaram US$ 1,3 bilhão, expansão de 32,5% na comparação com junho do ano passado.Nos últimos 12 meses, as exportações totalizaram US$ 84,6 bilhões e as importações atingiram US$ 15,6 bilhões. Como resultado, o superávit comercial acumulado nos últimos 12 meses foi de US$ 68,9 bilhões. (Do Valor Econômico)

Muitas ausências comprometem o evento de lançamento da Academia Brasileira dos Corruptos.

Ontem este Blog lançou a Academia Brasileira dos Corruptos. Com direito a coquetel e tudo. Poderia ter sido muito melhor. Pedimos desculpas por uma certa desorganização. Muita gente apareceu, mas também houve ausências imperdoáveis. Prometemos que vamos continuar melhorando e trabalhando para que a Academia Brasileira dos Corruptos represente, fielmente, esta prática tão arraigada na política brasileira: a corrupção. Vocês sabem, o início é sempre muito difícil. Reunir tanta gente em cima da hora, às vésperas do recesso parlamentar... Fica a promessa: vamos melhorar!

Jogando o filho fora.

Depois de se eleger como a "Mãe do PAC", Dilma joga o filho fora. Até a eleição, cada apresentação dos resultados do PAC era um show de power point. Agora, vai virar reunião de trabalho.

Aprovado ontem no Congresso, o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2012 prevê menos transparência na divulgação de ações do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), principal programa de investimentos do governo federal. A nova versão do texto prevê a divulgação semestral de relatório da execução do PAC na internet. Hoje, a divulgação é quadrimestral. A ideia de reduzir a divulgação dos relatórios de três para duas vezes anuais foi do próprio governo que, por meio de projeto de lei, tenta emplacar a mesma manobra para o Orçamento deste ano. (Da Follha de São Paulo)

Vira-latas do PR apanham, mas não largam o osso.

A presidente Dilma Rousseff ouviu ontem da cúpula do PR (Partido da República) que a legenda está "firme" no governo e que não existe "chance de ruptura". A declaração foi feita em coquetel oferecido por ela a todos os líderes aliados do Congresso. A integrantes da sigla, Dilma pediu que "entendessem" o momento de dificuldade. Explicou que precisou agir com urgência na escolha do novo ministro dos Transportes para estancar a crise. Foi o primeiro contato dela com esse grupo após a queda de Alfredo Nascimento.

Dilma recebeu os convidados do PR na porta. O deputado Lincoln Portela (PR-MG) descreveu a cena: "Vocês são muito importantes para o meu governo", disse a anfitriã após uma semana tensa. "As coisas passam. Vamos para a frente", completou. O PR chegou a cogitar não comparecer, em sinal de ressentimento. Dilma escolheu o novo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, sem consultar o partido. Após ensaiar uma rebelião (com boicote a um almoço da base aliada), o PR da Câmara se rendeu ao fato de que não tem como deixar o governo e declarou apoio a Passos.

A decisão foi tomada anteontem em reunião na casa do deputado Valdemar Costa Neto (SP). Além do endosso a Passos, os deputados concordam até em abrir mão do comando da Valec (estatal de obras ferroviárias) se puderem opinar na nomeação do diretor-geral do Dnit. Numa tentativa de assumir a paternidade de Passos, o líder Lincoln Portela (MG) e o deputado Luciano de Castro (RR) pediram até para tirar foto ao lado do ministro. A recepção aos 15 partidos ocorreu no Palácio da Alvorada e contou com 18 ministros. O objetivo era desfazer a imagem de presidente fechada ao diálogo com a base. Em um discurso de cinco minutos, ela elogiou os aliados: "Sem a base, o governo não teria como avançar no ajuste fiscal".  (Da Folha de São Paulo)
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"Brasil sem Miséria" ofuscado pelo maior programa do governo do PT: o "Brasil da Corrupção".

O "Brasil da Corrupção" foi criado para fazer ascender socialmente todos os petistas e seus aliados: as provas estão aí, todos os dias, nos jornais. 

Senadores do PT criticaram a área de comunicação do governo, que até agora não conseguiu divulgar o principal programa social da presidente Dilma Rousseff -o Brasil sem Miséria. A reclamação, feita em jantar com as ministras Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil) anteontem, reflete a avaliação do PT: o Planalto não tem conseguido emplacar sua agenda positiva. No encontro, não houve críticas ao programa em si, considerado positivo pela bancada. O problema é que o Brasil sem Miséria ainda "não pegou" como marca, "não foi bem trabalhado" do ponto de vista do marketing. Segundo petistas, no ritmo atual, dificilmente esse selo se consolidará a tempo de ser usado na eleição de 2012.

"O Brasil sem Miséria é um programa maravilhoso, mas precisamos divulgá-lo mais. A ministra Gleisi nos informou que será feita uma versão regional, em parceria com os Estados", disse o senador Jorge Viana (PT-AC), entre outros senadores que fizeram o mesmo diagnóstico negativo da comunicação. Até dentro do governo há quem defenda um marketing mais ofensivo para "grudar" o plano de erradicação da miséria na cabeça do brasileiro. Antes da posse, a estratégia era transformar o Brasil sem Miséria numa marca tão forte quanto o Bolsa Família. Lançado em 2 de junho, em meio à primeira crise do governo, o programa acabou ofuscado pelo caso que derrubaria, dias mais tarde, o ministro Antonio Palocci. De lá para cá, só Dilma e a ministra da área, Tereza Campello, falam do Brasil sem Miséria sempre que há oportunidade. Nem os outros ministros compraram a ideia.

Dilma sabia de tudo, diz Pagot.

O diretor afastado do Dnit, Luiz Antonio Pagot, afirmou ontem na Câmara ter "convicção absoluta" de que a presidente Dilma Rousseff "sabia de tudo" que acontecia no Ministério dos Transportes, inclusive de eventuais irregularidades. O Planalto não quis comentar as declarações. Segundo Pagot, até 2009, como chefe da Casa Civil, Dilma coordenou reuniões do PAC 1 (Programa de Aceleração do Crescimento) sobre rodovias, muitas sob suspeita de fraude. Depois, continuou a receber relatórios. "Até outubro de 2009, tenho convicção absoluta que ela sabia de tudo o que estava acontecendo", disse. Pagot afirmou que a primeira reunião sobre as rodovias do PAC 2 foi em 24 de junho, quando Dilma "tomou um susto" ao verificar aumento de preços nas obras. A presidente teria dado prazo para a reavaliação dos contratos, mas decidiu demitir a cúpula dos Transportes antes da data marcada.

"Ela tomou um susto. (...) Falou que precisava mudar isso, fazer alterações e nos deu prazo até 15 de julho."No dia 2, Dilma afastou Pagot e outros três dirigentes da pasta depois de a revista "Veja" noticiar a reunião.Ontem, Pagot disse ainda que a ministra Miriam Belchior (Planejamento), secretária-executiva do PAC no governo Lula, acompanhou as obras do Dnit quando Dilma estava afastada. Após o depoimento, Pagot foi questionado se Dilma, por acompanhar tudo até 2009, também saberia se houvesse irregularidades nas obras do Dnit. "É claro", respondeu. Segundo o dirigente, quem faz a "gestão de um programa como este (...), colocando as obras para frente, quer saber quais são as irregularidades". "E o tempo todo as irregularidades vão sendo corrigidas", disse. Em depoimento de oito horas de duração, o diretor do Dnit repetiu estar em férias. e não afastado por ordem de Dilma, como informou a Presidência semana passada. "O Planalto, se quisesse, deveria ter me demitido", afirmou ele, que fez apelo para ficar no cargo. "Sou um leal companheiro." ( Da Folha de São Paulo)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Troco.

No mesmo dia em que a representação do PSOL que pedia a cassação de seu mandato foi arquivada pela Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) anunciou ter entrado com uma representação contra a senadora Marinor Brito (PSOL-PA), autora do pedido contra ele.Na representação, o deputado afirma que a senadora, em entrevista à televisão, o chamou de “pedófilo e corrupto”, dentre outras ofensas. Bolsonaro alega também que ela o teria agredido durante uma discussão ocorrida no dia 12 de maio, no debate no Senado sobre o Projeto de Lei que criminaliza a homofobia.

“Eu não posso ver uma senadora me chamar de pedófilo e corrupto e ficar quieto. Ela muito menos pode ficar sem apresentar qualquer prova, qualquer indício para isso seja investigado”, afirmou Bolsonaro nesta quarta-feira, 13. Sobre a alegação de agressão física, o deputado disse que, durante a discussão, a senadora desferiu um tapa na sua mão e que as imagens da briga comprovam sua versão. Bolsonaro destacou que não espera que a senadora do PSOL perca o mandato por causa da representação. “Eu não quero a cassação de mandato de ninguém não, só quero que ela tenha a sua dor de cabeça justa lá no Senado”, observou o deputado. A reportagem procurou Marinor Brito para comentar o fato, mas a senadora estava em viagem para a Argentina e não atendeu a ligação. (Do Estadão)

A carta-renúncia de Gustavo Fruet.

Leia aqui.

Um autêntico tucano sai do PSDB porque o partido quer um socialista no seu lugar.

Gustavo Fruet era do PSDB. Um jovem e combativo político de oposição, que ficou sem mandato porque tentou uma vaga no Senado e não foi apoiado pelo atual governador, Beto Richa, que também é do PSDB. Richa deixou  a prefeitura de Curitiba para o vice que é do PSB. O vice, com o apoio do governador, vai concorrer à reeleição com o apoio dos tucanos, em detrimento do tucano Gustavo Fruet. O PSB é da base de governo da Dilma. Assim sendo, Fruet abandonou o PSDB, no dia de hoje. Para onde ele irá? Para a situação, mesmo sendo de oposição. A não ser que decida ir para o PSOL, para o PPS ou para o DEM. Parece que o caminho natural será o PDT do Osmar Dias, irmão do senador tucano Álvaro Dias que, aliás, trabalhou apenas por Fruet e por Serra em 2010, eximindo-se de apoiar Beto Richa, pois ambicionava ser o candidato ao governo e foi derrotado nas internas do partido. Os partidos foram à falência. Viraram detentores de fundo partidário e de segundos de televisão. O PSDB perder Gustavo Fruet porque vai apoiar um candidato da base da Dilma é de embrulhar o estômago.

O blog apóia, abre espaço e aceita denúncias.

Servidores do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) iniciaram nesta quarta-feira (13) um protesto intitulado "Ética no Dnit, fora corruptos" em que pedem apoio do Congresso e do governo para que a diretoria do órgão seja ocupada apenas por servidores concursados. Atualmente, esses cargos são de livre nomeação e ocupados por indicações políticas. 

O diretor afastado do Dnit, Luiz Antonio Pagot, disse hoje, em depoimento a Câmara, que 1% dos cargos no órgão são ocupados por indicados de políticos. Filiado ao PR, Pagot afirmou que sua indicação para a vaga foi do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o escolheu "não pelos belos olhos do senador Blairo Maggi", seu padrinho político, mas por sua competência. Servidores do Dnit acompanham o depoimento de Pagot. Eles usam um adesivo com a inscrição: "Fora Corruptos". Eles não pedem a saída de Pagot por considerarem que não se trata de responsabilizar apenas uma pessoa.(Da Folha Poder)

Confirmado: PR vai subir a rampa abanando o rabinho.

Conforme já havíamos antecipado hoje na madrugada, neste post, o PR vai lamber a dona, abanando o rabinho:

O líder do PR na Câmara, deputado Lincoln Portela (MG), informou hoje que o partido participará do coquetel que a presidente Dilma Rousseff vai oferecer hoje à noite no Palácio da Alvorada. Ao deixar o Planalto, onde se reuniu com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, Portela e outros parlamentares do PR - partido envolvido em denúncias de irregularidades no setor de transportes - fizeram um discurso de entendimento em relação ao governo. "Continuamos neste projeto de governo. Nunca cogitamos deixar a base aliada", disse Portela. Sobre o coquetel com Dilma, ele respondeu: "Como rejeitar um convite da presidente da República? Cada crise é um ponto de retorno para o nosso crescimento."

Portela disse que relatou a Ideli que representantes do partido estiveram hoje com o novo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, para parabenizá-lo pela nova função. Os parlamentares do PR que estiveram no Planalto evitaram falar sobre a situação do diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot, ligado à legenda, cuja permanência no cargo depende de Dilma. Questionados se teriam solicitado novos cargos no governo, os parlamentares preferiram não responder.(Do Estadão)

Dilma só espera fim do depoimento para demitir Pagot.

Já está escrita e assinada a demissão de Pagot, o do PR, o do DNIT. O Hilderoubaldo, do PT, também do DNIT, ainda não se sabe. Dilma espera apenas o final do depoimento de Pagot na Câmara, que ocorre neste momento.

Quem manda sempre sabe.

"De duas, uma: ou a presidente Dilma agiu de maneira intempestiva, irresponsável mesmo, sem base nenhuma para demitir a cúpula do ministério, ou está sendo testada pela cúpula do PR. Ninguém sabe o que exatamente vai acontecer, mas seria muito desmoralizante que Pagot continuasse onde sempre esteve. O mais provável é que receba de compensação outro cargo na administração federal, mas, como vivemos tempos de surrealismo, é possível que, de volta das férias, Pagot reassuma seu posto no Dnit sem que ninguém explique nada.
 
Em 2005, diante de situação muito mais dramática, em meio à crise do mensalão, o presidente Lula fez um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV dizendo que se sentia traído pelos acontecimentos divulgados e pediu desculpas ao povo brasileiro. A mensagem foi gravada com a presença de todos os ministros, aos quais o presidente pediu esforço redobrado para que o "Brasil continue marchando". Consternado e com a voz embargada, o presidente disse que estava "tanto ou mais indignado" que o povo brasileiro.

Mais tarde, recuperado do susto, Lula passou a divulgar diversas versões sobre o caso, desde que fora uma mera repetição de atitude comum aos políticos brasileiros, o uso de caixa 2 nas campanhas eleitorais, até que tudo não passara de uma tentativa golpista de tirá-lo do poder. Prometeu provar, quando saísse da Presidência da República, que o mensalão simplesmente não existiu. Depois do parecer do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pedindo prisão para 36 dos envolvidos no caso, Lula calou-se, e o PT está tentando não aprovar a continuação de Rangel no cargo.
 
Pois, ontem, a presidente Dilma, em entrevistas no interior do Paraná, disse que "tem dias" em que fica triste, principalmente "quando acontece alguma coisa errada no governo". - Fico (triste). Todo mundo pode perceber que a gente, num governo, tem muitas dificuldades. O sentido é o mesmo, certa impotência diante da realidade política, que, no entanto, ela deveria conhecer tanto quanto Lula conhecia a história pregressa do PT nas prefeituras que ocupara no interior paulista, no início da escalada do partido rumo ao poder. Nada do esquema de cooptação de apoios e recolhimento de "recursos não contabilizados" era desconhecido de Lula, assim como a presidente Dilma, depois de comandar a Casa Civil e controlar a execução das obras do PAC, não pode alegar desconhecimento de "coisas erradas" no governo."

Da coluna de Merval Pereira, em O Globo. 

Terça-feira gorda.

A terça-feira foi muito mais leve para o governo do que seus líderes poderiam imaginar. Logo cedo, o diretor-geral afastado do Dnit, Luiz Antonio Pagot, já dava sinais de que não levaria adiante as ameaças veladas do PR de atacar o governo em seu depoimento no Senado. E, antes do fim da manhã, a tropa situacionista da Casa já derrotara tentativas da oposição de ressuscitar outros escândalos da gestão petista. Nos corredores, governistas comemoravam ter feito "barba, cabelo e bigode".

Primeiro, a maioria governista rejeitou três requerimentos da oposição na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) que queriam convocavar a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), o petista Expedito Veloso e a ex-senadora Serys Slhessarenko a prestarem esclarecimentos sobre o caso dos aloprados. Já na Comissão de Constituição e Justiça, a discussão sobre os aloprados foi adiada para agosto. — Afinal, a terça não foi tão infernal como imaginávamos — comemorou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

PR vai subir a rampa de quatro.

Hoje à tarde Dilma promove um coquetel para os partidos aliados. O PR diz que não vai. Vai. E vai balançando o rabinho  pela rampa do Palácio do Planalto. Esta gentalha não vale nada. Não tem honra, não tem ética, não tem vergonha na cara. Amanhã vamos publicar as fotos. Aqueles que aparecerão de quatro serão os do PR. Aqueles mesmo ali, que estarão lambendo os pés da Dilma.

Operação Bolo de Noiva.

Ontem os líderes do PMDB e do PT comemoraram a sua união com um bolo de noiva. O casal que decorava o quitute que simboliza a deliciosa repartição do poder no país era formado por Dilma e Temer. Risadas, piadinhas, brincadeiras. Um dos padrinhos que ali estava era Ricardo Berzoini, o chefe dos aloprados e o fundador da Bancoop, antro de corruptos que roubaram a poupança de milhares de trabalhadores para fazer caixa dois de campanhas do PT. A Polícia Federal, quando fizer uma operação para investigar o casamento da corrupção com o fisiologismo, poderá chamá-la de Operação Bolo de Noiva. Nada mais apropriado. Da foto, mais da metade sairia de braços dados com dois soldados.

Digna de pena?

A presidente Dilma Rousseff, durante visita ontem ao Paraná, afirmou que fica "triste" com "muitas coisas que acontecem, por exemplo, no governo". A declaração foi dada durante entrevista a rádios de Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, onde lançou o Plano Safra da Agricultura Familiar 2011-2012. "Todo mundo pode perceber que a gente, no governo, tem muitas dificuldades", afirmou a presidente. A declaração ocorre um dia depois de a presidente contrariar o PR e confirmar Paulo Sérgio Passos como ministro dos Transportes.

O ex-titular da pasta, Alfredo Nascimento (PR-AM), deixou o cargo na semana passada sob suspeita de envolvimento com corrupção. Na entrevista de ontem, a presidente não mencionou a crise. Falou, num tom informal, de coisas que a faziam feliz e de outras que a deixavam triste. Depois de afirmar que o governo tem "muitas dificuldades", contemporizou: "O Brasil dá mais motivo de alegria do que de tristeza". A presidente também disse ontem, em discurso, que recebeu uma "herança bendita" do ex-presidente Lula. Ela citou seu antecessor em suas últimas aparições.

A mesma expressão foi usada anteontem, no Planalto. Disse ela que herdou uma "herança bendita" do antecessor, desta vez na área de educação. "Herança que eu ajudei a construir e tenho muito orgulho dela."Na semana passada, no Rio, Dilma disse que sentia falta do ex-presidente. Após a queda de Nascimento, que estava na pasta desde a gestão anterior, a oposição passou acusar Dilma de manter uma "herança maldita" de Lula. Antonio Palocci (ex-Casa Civil), demitido em junho, também foi indicação do ex-presidente. (Da Folha de São Paulo)

Um "cala boca" na mídia.

Diante da crise política e de imagem ligada a denúncias de proximidade excessiva a empresários com interesses no Estado - que o atingiram em junho -, o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), mais que dobrou as verbas oficiais destinadas ao setor de publicidade e imprensa em 2011.
Wilton Junior/AE
Em dois decretos publicados após as acusações, Cabral elevou de R$ 55,7 milhões para R$ 120,7 milhões a autorização para gastos com Serviços de Comunicação e Divulgação da Subsecretaria de Comunicação e Divulgação - elevação de 116,75%. Até ontem, foram empenhados R$ 75,6 milhões e liquidados R$ 67 milhões.O governo nega relação desse aumento com a crise.Na sexta-feira, o governo deu início a uma forte campanha publicitária nas TVs abertas. Na segunda-feira, um filme de 60 segundos foi exibido num intervalo do Jornal Nacional, da Rede Globo, um dos mais caros espaços publicitários da TV no País. Leia mais no Estadão.

PR e PT pegam juntos no DNIT. É a dupla Pagot-Caron em ação.

Se Dilma Rousseff demitiu Luiz Antônio Pagot, do PR, terá coragem de manter o Hideraldo Caron, do PT? 

Embora o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) seja controlado pelo PR, os aumentos nos valores de contratos de obras rodoviárias em andamento dependem da autorização do único petista na diretoria do órgão. A tarefa cabe ao diretor de Infraestrutura Rodoviária, Hideraldo Caron, filiado ao PT do Rio Grande do Sul e dirigente do Dnit desde 2003. O suposto descontrole na celebração dos chamados termos aditivos (que autorizam a elevação do valor de obras em andamento), foi um dos motivos que levaram à derrubada do ex-ministro Alfredo Nascimento (PR).

Para políticos do PR, o petista Caron é uma espécie de "espião" da presidente Dilma Rousseff no órgão. Procurado, ele disse que, embora seja o responsável pelos aditivos, suas decisões têm de ser ratificadas pela diretoria colegiada do órgão, (leia texto ao lado). O regimento interno do Dnit afirma ser responsabilidade do diretor de Infraestrutura Rodoviária aprovar aditivos em obras de estradas. Cabe a um subordinado de Caron "encaminhar aditivos aos contratos para aprovação da Diretoria [de Infraestrutura Rodoviária] e obtenção de autorização para lavratura e assinatura do referido instrumento". Só este ano, Caron foi citado como suposto responsável por irregularidades em contratos do Dnit em oito acórdãos do TCU (Tribunal de Contas da União).Em nenhum desses casos o tribunal responsabilizou o diretor afastado do órgão, Luiz Antonio Pagot, ou os outros quatro integrantes da diretoria colegiada.

Em uma das decisões, de 11 de maio deste ano, o TCU determinou que Caron pague R$ 4,2 milhões aos cofres públicos. O petista ainda pode recorrer administrativamente da punição. Na avaliação do tribunal, ele provocou um prejuízo neste valor ao revogar um edital de licitação, em 2005, a pedido de um consórcio de empreiteiras. A licitação substituiria outro contrato que já havia sido considerado irregular pelo TCU. Caron foi citado em relatório da Operação Castelo de Areia da Polícia Federal como suposto beneficiário de propina paga por empreiteira. Ele nega a acusação. O caso está parado por decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que invalidou parte das provas obtidas pela PF.

De 1999 a 2001, Caron presidiu o Departamento de Estradas de Rodagem do RS. Nos três anos, suas contas foram rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado. Em 2000, o órgão cobrou dele a devolução de R$ 226 mil aos cofres públicos. A maior parte (R$ 154 mil) referia-se a um aditivo supostamente irregular em contrato de locação de veículos. Caron disse que o caso está na Justiça, mas que, para demonstrar boa-fé, depositou o valor judicialmente. (Da Folha de São Paulo)

Academia Brasileira dos Corruptos.

Este Blog está lançando um projeto. A fundação da Academia Brasileira dos Corruptos. Serão 40 cadeiras. A votação começa hoje. Escolha três políticos que você acha que possam ser um imortalizados pela ABC. Citem os nomes e os motivos. Não é opinião. É constatação. O voto deve vir acompanhado do motivo técnico. Por exemplo: Antônio Palocci, condenado por improbidade administrativa por irregularidades cometidas quando  prefeito de Ribeirão Preto, demitido do cargo de ministro por ter violado o sigilo de um caseiro e demitido novamente do cargo de ministro por não saber como explicar o seu súbito enriquecimento. Cada comentarista pode votar em três nomes. Quem apresentar mais de três nomes terá o seu voto deletado. Participe. Vamos eleger os 40 membros da Academia Brasileira dos Corruptos. Não se preocupem, temos cadeiras de sobra.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Pra cima de mim, Ministro?

 Ministro de 2006 a 2007
Ministro de novo em 2010
Pela terceira vez ministro em 2011. Vai mudar alguma coisa?

Paulo Sérgio de Oliveira Passos, do PR do Alfredo Nascimento, está assumindo o Ministério dos Transportes e prometendo que vai fazer ajustes para trabalhar dentro das "melhores regras de administração pública". Entre as mudanças, Passos afirmou que haverá troca de pessoas no setor, modificações de procedimentos e a redução de aditivos nos contratos, por meio da adoção do modelo de empreitada global nas obras de transporte. Chegou ao ponto de declarar: "Queremos pessoas certas nos lugares certos, com competência, experiência e honorabilidade". Pra cima de mim, Ministro?

Paulo Sérgio de Oliveira Passos, do PR do Alfredo Nascimento, está REASSUMINDO o cargo. Já foi Ministro dos Transportes de abril de 2006 a março de 2007, no início do segundo governo Lula. De março de 2010 a janeiro de 2011, também exerceu o cargo. Poderia ter feito todas estas mudanças antes, mas não fez. Agora age como se as maracutaias e safadezas não existissem desde o seu tempo de titular dos Transportes. Basta olhar os relatórios do TCU, da época em que era o bam-bam-bam da pasta. Se quisesse ter feito alguma mudança, já teria feito. Pra cima de mim, Ministro?

PSOL: partideco sem moral e sem ética.

Em Brasília ....

O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) afirmou que o partido deve ingressar, nesta quarta-feira, com uma representação por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Câmara contra o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), por sua suposta participação em esquema de desvio de dinheiro do Ministério dos Transportes. "Ele é reincidente. Usa seu mandato para fazer negócios. Os últimos relatos contra ele exigem isso. Há elementos e indícios que apontam para isso [quebra de decoro]", disse Alencar.O partido também já representou contra Alfredo Nascimento no Senado, pelo mesmo motivo. Nascimento foi afastado do Ministério dos Transportes após denúncias apontarem irregularidades na pasta. Ontem, Dilma Rousseff indicou Paulo Sérgio Passos para o seu lugar. 

Em Porto Alegre...

Um vereador do PSOL de Porto Alegre foi condenado pelo TJ (Tribunal de Justiça) do Rio Grande do Sul por difamação devido a declarações feitas contra o ex-marido da ex-governadora Yeda Crusius (PSDB).Em 2009, em um programa na TV, o vereador Pedro Ruas (PSOL) disse que Carlos Crusius, ex-marido da então governadora, "furtava" dinheiro da campanha eleitoral do PSDB gaúcho. Na época, a então governadora sofria a ameaça de impeachment, por supostas irregularidades no Detran. 

Os desembargadores do Tribunal de Justiça, em segunda instância, determinaram a detenção do vereador em regime aberto, que acabou convertida no pagamento de multa de R$ 2.180. A decisão judicial causou polêmica no meio político do Estado. Nesta segunda-feira (11), um ato de desagravo ao vereador foi promovido na Câmara da capital gaúcha. O atual governador Tarso Genro (PT) participou do evento com outras autoridades do Estado. O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), também manifestou apoio ao vereador. O PSOL argumenta que Ruas possui imunidade parlamentar e que ele precisa ter liberdade para "cumprir as funções" no cargo. Diz ainda que a acusação foi amplamente divulgada na mídia. Carlos Crusius sempre negou a acusação. Os tucanos criticaram as reações à condenação e a presença de Tarso no ato. 
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As duas matérias estão em destaque na Folha Poder. O que o Pedro Ruas tem de diferente do Valdemar da Costa Neto? Os dois não valem nada, só que o Pedro Ruas já foi condenado, o Valdemar ainda não. E aí, Chico Alencar, vai expulsar o caluniador barato do PSOL gaúcho ou caluniar faz parte da ética do seu partido?

PR e PCdoB se unem para "fiscalizar" gastos da Copa e da Olimpíada.

O PR é o partido dos Transportes. O PCdoB é o partidos dos Esportes. Os dois, com toda aquela credibilidade das obras superfaturadas que derrubaram um ministro e do roubo de merenda do Programa Segundo Tempo criaram um grupo para, dentro da Comissão Mista do Orçamento, blindar os seus ministros, contribuindo, assim, para a roubalheira anunciada. Serão cinco deputados e três senadores, todos da base aliciada, todos prontos para fechar os olhos, virar a cara, fazer de conta que não aconteceu nada... Leia mais aqui.

O vale-tudo petista.

Artigo de José Serra, intitulado " A ética do vale-tudo", publicada em O Globo e no site joseserra.com.br 
Os escândalos no âmbito do Ministério dos Transportes, em licitações da Petrobras, na área elétrica (Furnas), na prefeitura de Campinas e até nas obras de recuperação de regiões devastadas pelos temporais no Rio têm despertado indignação na imprensa e na opinião pública. O andamento do processo do “mensalão”, no STF, sem dúvida, reforçará a atenção a esses malfeitos recentes. Não pretendo aqui voltar aos eventos em si, bem relatados por revistas, jornais e noticiários de rádio, TV e internet. Restrinjo-me a comentários sobre mitos subjacentes nas análises dos fatos. 

O primeiro mito é o de que, no tocante às questões federais, trata-se “de herança do governo Lula, que a administração Dilma começa a combater”. É uma meia-verdade: a herança maldita é do governo Lula-Dilma para o governo Dilma; de um governo do PT e seus aliados para outro governo do PT e seus aliados. “Começa a combater”? Os escândalos na esfera federal, como no caso dos Transportes, não foram apontados pelo próprio governo ou pela oposição, mas pela imprensa. E seus eventuais desdobramentos parecem ser alimentados hoje pelas ameaças e contra-ameaças dos próprios protagonistas dos malfeitos.

Leia aqui na íntegra.

A lama continua.

O post abaixo foi publicado hoje, às 05:25. Não deu outra!

Por mais que a mídia amestrada tente mostrar o contrário, o fato é que o PR, Partido da Roubalheira, continua mandando no Ministério dos Transportes, na medida em que o ministro Paulo Sérgio Passos, que substitui o demitido, é filiado à sigla. Soa como piada as notinhas plantadas pela imprensa oficial, entre as quais que Dilma Rousseff colocou o partido na parede e que exigiu do novo ocupante que Waldemar da Costa Neto, o imortal mensaleiro, deixe de ter influência na pasta. O acordão Dilma-PR ficará comprovado pelo pacífico depoimento de Luiz Antônio Pagot, hoje, no Senado. A lama continua.

Oposição analisa depoimento de Pagot.


Pagot nada esclareceu from Alvaro Dias on Vimeo.

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) deu entrevista após o depoimento de Luiz Antônio Pagot, ex-diretor do DNIT que, segundo próprio, não é ex coisa nenhuma. Continua lá.

Pagot no estilo daqui eu não saio, daqui ninguém me tira.

O diretor-geral afastado do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Pagot, afirmou nesta terça-feira a senadores que, diante das denúncias do esquema de corrupção, "não houve a figura da demissão" por parte da presidente Dilma Rousseff aos envolvidos. Segundo ele, houve uma determinação apenas para que os envolvidos fossem afastados do cargo. Pagot reforçou que está de férias até o dia 4 de agosto e que ainda responde pelo órgão.
"Não teve figura da demissão. Ela [presidente] fez um pedido para que todas as pessoas citadas fossem afastadas. Eu não posso ser afastado. Ou sou demitido ou continuo no cargo e respondo."Pagot afirmou ainda que continua como "gestor do Dnit". Segundo ele, as férias foram programadas em novembro. No entanto, ele chegou a despachar no último dia 4, quando começavam as férias, tendo portarias que foram assinada publicadas no "Diário Oficial" da União. O Planalto já informou que ele deve ser exonerado no retorno das férias. (Da Folha Poder)

O ideário do PT, escrito por José Dirceu, o "chefe da quadrilha" do Mensalão.

Sabem quem é o o grande ideólogo do PT? Um "chefe de quadrilha". É ele quem organiza o bando, quem dá as estratégias, quem negocia as táticas, quem define as ações e reações. Agora o salteador dos cofres públicos, organizador de uma"sofisticada organização criminosa", resolveu contrapor Fernando Henrique Cardoso, explicando como funciona o Partido dos Trabalhadores, nos mínimos detalhes. O "chefe da quadrilha" ataca a oposição, ataca a mídia, não ataca a Justiça, pois ao escrever ainda não sabia que as recomendações finais do Ministério Público seriam de lhe enfiar 111 anos no fundo da cadeia. Leia aqui o longo artigo de José Dirceu.

Marina foi autoritária, diz presidente do PV.

Com a saída da ex-senadora Marina Silva, o PV já começa a se articular para a eleição municipal de 2012. Em entrevista ao Estado, o presidente da legenda, deputado José Luiz Penna (SP), enfatizou ontem que vai reforçar a aliança política dos verdes com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab - que deixou o DEM para montar um novo partido, o PSD. Conta com o apoio dele para lançar como candidato a prefeito da capital o atual secretário do Meio Ambiente, Eduardo Jorge (PV-SP). No Rio, o candidato citado por ele é Fernando Gabeira.
Ernesto Rodrigues/AE
No encontro, Penna mostrou-se aliviado com o fim da polêmica, que se prolongou durante quatro meses, com Marina e o grupo político que a acompanha: "Foi um período muito dolorido. Nós precisávamos de um desfecho. Não dá para querer transformar uma dificuldade interna numa agenda política para o País, como tentaram fazer. O que interessa são os postulados que estamos defendendo e que fazem com que a sociedade caminhe cada vez mais a nosso favor. A quantidade de pessoas que nos procura, com intenção de disputar eleições, é enorme".

Sobre as críticas que vinha recebendo de Marina, de que o PV está engessado numa estrutura de comando verticalizada e autoritária e que é graças a isso que Penna se mantém no cargo de presidente há 12 anos, ele respondeu: "Não mando nem em minha casa. Sou apenas porta-voz do partido. Os conservadores têm dificuldades para nos codificar, devido à nossa experiência original de direção coletiva, horizontal. O grupo político de Marina não digeriu bem isso. Por mais que eu dissesse que precisava consultar o coletivo antes de tomar decisões, eles não levavam em consideração. Traziam propostas autoritárias de afastamento de pessoas que não iam bem. Ora, se uma pessoa segura o partido em determinada região do País há 20 anos, eu preciso sentar e dialogar com ele. Não dá para tratorar o PV".

A Executiva nacional do partido deve se reunir logo após o recesso parlamentar, no início de agosto. Um dos principais assuntos da pauta, segundo Penna, deverá ser a relação com dissidentes que, embora endossem as ideias de Marina e participem do movimento que ela está criando, vão continuar filiados ao PV. O caso mais emblemático é o do deputado federal e fundador da legenda, Alfredo Sirkis (RJ), que se mantém na legenda para não correr o risco de perder o mandato.

"Essa questão é a nossa maior dificuldade no momento", disse Penna. "Aceitar o proposta do Alfredo, de ficar no partido enquanto tiver mandato, porque não tem para onde ir, é aceitar o papel de barriga de aluguel. O Alfredo é um parceiro histórico, não é alguém de passagem pelo partido, mas devemos conversar. O PV não quer ser barriga de aluguel para ninguém."

O outro tema mais importante da reunião deve ser a eleição municipal de 2012. "Vamos tirar uma agenda positiva, porque já estamos em pleno processo de eleição", disse Penna. No caso de São Paulo, ele se entusiasmou ao falar da aliança política que mantém há anos com Kassab. "A questão ambiental é uma das marcas do governo do Kassab. Ele multiplicou por seis o orçamento da Secretaria do Meio Ambiente, o que é uma loucura. Por outro lado, a administração do Eduardo Jorge é irretocável: vamos fechar o mandato com mais de cem parques em São Paulo - e tínhamos apenas 30. Nós queremos continuar essa aliança, que deu ao PV a chance de produzir para a sociedade. Queremos que o Kassab apoie a candidatura de Eduardo Jorge e ele vai fazer isso." O nome de Fernando Gabeira também foi citado diversas vezes, como candidato em 2012 e também em 2014. Penna acredita que é o melhor nome para substituir Marina na corrida presidencial.(Do Estadão)