(Estadão)Em reunião com aliados de PSDB, DEM e Solidariedade na noite de
segunda-feira, 3, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ),
discutiu uma manobra para pautar pedido de impeachment contra a
presidente Dilma Rousseff sem se comprometer diretamente.
Duas fontes que participaram da reunião disseram ao Estado
que ficou acordada a possibilidade de que, após o Tribunal de Contas da
União (TCU) encaminhar seu parecer a respeito das contas de governo de
Dilma, Cunha rejeitaria o pedido de abertura de processo de impeachment,
mas a oposição apresentaria um recurso, que seria votado e aprovado,
garantindo a votação do impedimento da petista.
O TCU deve decidir se o governo fez as chamadas "pedaladas
fiscais", irregularidade ao atrasar propositalmente o repasse de
dinheiro a bancos e autarquias em 2014 e, com isso, teria omitido ao
mercado financeiro e aos especialistas a real situação do saldo de suas
contas. A análise das contas do governo Dilma estão sob análise da
Corte.
Após o julgamento, o relatório será encaminhado ao Congresso, que
toma a decisão final. Caso as contas do primeiro mandato sejam
rejeitadas poderiam embasar eventual abertura de impeachment contra a
presidente por crime de responsabilidade fiscal.
Eduardo Cunha ainda não se manifestou sobre a reunião de
ontem. Ele realizaria um almoço na tarde desta terça-feira, 4, com
líderes partidários, mas cancelou o compromisso, uma vez que já realizou
a conversa que pretendia.Partidos da base como PSD, PR e PP também participaram do encontro, mas negaram ter discutido o assunto.
7 comentários
Coronel, o meu estado, o RS, encontra-se em sérias dificuldades financeiras e está tendo que parcelar salários do funcionalismo. O funcionalismo obviamente está chateado e protestando, mas o que chamou minha atenção é que estão marcando uma greve geral para o dia 18/08, logo após os protestos do dia 16. Temo que o RS, após o Paraná, seja o próximo alvo das esquerdas em sua resistência ao impeachment. O pior é que agora inclusive as polícias estão querendo paralisar. Vamos ficar atentos ao desenrolar dos fatos, pois pode ser que utilizem o problema no RS para desviar a atenção do público ou se vitimizar.
ReplySe tiver que ser assim para tirar uma gastadora e sem competencia que ganhou mentindo,pode sair com a mentira, heranca plantada por ela.
ReplyCel
ReplyA única coisa que entendí desse imbroglio foi que o Cunha se acovardou. Por que ele precisa rejeitar de início o impeachment para depois aceitá-lo? Que palhaçada é esta? Não é ele tão valente?
Esther
Acho isto perigoso, e contar com o ovo no cu da galinha.
ReplyE se o TCU não reprovar?
"Não querem se comprometer". PÓÓÓÓDE? Que pouca vergonha, nem disfarçam!
ReplyConforme sabemos há tempos, só querem defender o deles, conchavos e negociatas que lhes dê vantagens, arregaçar as mangas e partir pra luta em defesa do Brasil, nem pensar!
ReplySegundo jornalistas da Época, Fernando Baiano está negociando delação e as negociações estão adiantadas.
Também acrescentam que a delação de Baiano vai bater em cheio no Cunha e Renan
Será que vai dar tempo pro Cunha fazer o que pretende?
Se não der, vai ter forças pra fazer?
Estamos caminhando não sei nem pra onde.
Delação de Duque vai enterrar o PT de Baiano o PMDB
E segundo o site Diário do Poder o PT corre o risco de ter Vaccari fazendo delação.
Segundo o site Lula fez um apelo dramático ao Vaccari antes dele ser preso....mas agora é outros quinhentos depois da prisão de Dirceu
Esther 17:13
ReplyÉ jogada de Eduardo Cunha. Se ele encaminhar o impeachment diretamente, serão necessários 342 votos na Câmara para sua aprovação. E acho que não há este número de votos a favor. Neste seu procedimento, serão necessários apenas votos de maioria simples, dos presentes.
Chris/SP