O dia em que a comissão ouviu a verdade.

Ninguém nega que houve excessos - dos dois lados - durante o regime militar. Há desaparecidos entre os terroristas. Há mortos entre as Forças Armadas. Brasileiros inocentes foram feridos e assassinados por um bando de guerrilheiros a serviço do comunismo internacional, a mairoia treinada na sanguinária ditadura cubana que, diga-se de passagem, continua sendo o sonho de consumo de muitos deles. Para que o Brasil voltasse a ser uma democracia, houve a Lei da Anistia, que, agora, meia dúzia de derrotados pelo povo brasileiro quer anular, mesmo contra decisão do STF. Ontem deveria ter sido o grande dia da Comissão da Verdade, que ouviria o demonizado Coronel Brilhante Ustra. Na verdade, torcia para não ouvir. Queria que o velho militar, que nunca dobro a espinha como muitos covardes das Forças Armadas,  fosse massacrado em silêncio, de cabeça baixa. Não foi o que ocorreu. A Comissão da Verdade ouviu a verdade, para desespero de alguns. A matéria abaixo é do Estadão.
 
O coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra afirmou nesta sexta-feira, 10, que "lutou pela democracia" e negou ter cometido crimes durante o regime militar. "Nunca fui assassino", disse Ustra aos integrantes da Comissão Nacional da Verdade. Em seu depoimento afirmou ainda que a presidente Dilma Rousseff participou de "organizações terroristas".
 
O coronel foi convocado como parte das atividades do colegiado. Antes das perguntas, Ustra fez um depoimento inicial em que defendeu sua atuação no período militar. "Estávamos cientes de que estávamos lutando para preservar a democracia. Lutávamos contra o comunismo. Se não fosse a nossa luta, hoje eu não estaria aqui porque eu já teria ido para o 'paredon'", afirmou. "Hoje não existiria democracia nesse País", completou.
 
Em sua defesa, Ustra afirmou que combatia o "terrorismo". "O objetivo das organizações terroristas era a implantação de uma ditadura do proletariado, do comunismo. Isso está escrito no estatuto de todas as organizações terroristas, inclusive no das quatro que a presidente da República participou", disse em referência à Dilma Rousseff, que fez parte de grupos de resistência à ditadura e foi presa em 1970.
 
O coronel comandou o Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), do 2º Exército, em São Paulo, entre 1970 e 1974. O nome dele é um dos mais citados em denúncias de violações de direitos humanos no período. "Quem tem que estar aqui é o Exército, não eu", disse em tom exaltado.
 
"Eu não vou me entregar. Eu lutei, lutei e lutei. Tudo que eu tenho a declarar está no meu livro", afirmou ao final da sua fala. Ustra obteve decisão liminar na Justiça para ficar em silêncio durante a sessão, mas respondeu parte das questões.
 
Perguntado sobre um caso de estupro nas dependências do DOI-Codi, Ustra reagiu com irritação. "Nunca, nunca, nunca ninguém foi estuprado dentro daquele órgão. Digo isso em nome de Deus. É verdade o que estou falando."
 
Ustra também negou a ocorrência de mortes no DOI-Codi durante o seu comando. "Sempre admitimos que houve mortos [durante o regime militar]. No meu comando ninguém foi morto dentro do DOI. Todos foram mortos em combate. Dentro do DOI, nenhum."
 
Observação:  nos dias que antecederam o depoimento de Ustra, o ministro da Defesa, Celso Amorim, defendeu que as Forças Armadas deveriam receber 2% do PIB para ser reequipada. Nossa, como este governo que tenta destruir a imagem da instituição mais amada e admirada pelos brasileiros, é bonzinho. E a que ponto as FFAA chegaram, de aceitar em silêncio todo o tipo de acusação.  Em troca de 2% do PIB que nunca virá?

32 comentários

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A governanta, ou Vanda, ou o poste do pinguço, foi presa em 1970 como ASSALTANTE DE BANCOS e por isso cumpriu alguns poucos dias de cadeia.

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E o Coronel Ustra está entupido de razão: Se Dilma e seu bando tivessem vencido, não só ele estaria morto, mas milhares de brasileiros também teriam sido assassinados. O assassinato em massa é normal em regimes comunistas e tem a finalidade de criar o "homem socialista", eliminando-se os individuos contrários ao regime.

No mais, tudo o que esses cretinos perdedores conseguiram com essa provocadora Comissão da Verdade foi dividir os brasileiros e causar medo na população pelo revanchismo covarde e desproposital.

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O livro `A VERDADE SUFOCADA` deveria ser leitura obrigatoria e estudado nas unversidades brasileiras. Talvez assim comunas mal-intensionados nao passassem a coversa tao facilmente em nossa juventude. Parabens BRILHANTE USTRA o sr. eh um heroi por travar esta guerra sozinho!! Que vergonha covardes do Exercito Brasileiro, deixar um bom soldado desamparado! Soh mesmo em banania...

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Ustra nunca se calou. Ter-se-ia economizado muito dinheiro dessa comissão apenas republicando-se os seus escritos sobre o período...

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O CORONEL USTRA SOLTOU OS CACHORROS E FALOU A VERDADE QUE SABÍAMOS DE DILMA!
QUE FEZ ELA? NADA QUIS COMENTAR A RESPEITO...
Pois é, quem cala consente e as acusações nesse sentido contra ela são muitas, inclusive dele que são terroristas que queriam implantar à força uma ditadura comunista no Brasil; estavam em guerra aberta, e mortos e injustiças cometem-se dos 2 lados e os comunistas do PT querem se passar por "inocentes, vítimazinhas da ditadura militar", mas quando assumem o poder praticam uma ditadura muito mais repressiva: Fidel Castro e Kim Jong Um são o retrato fiel de seus ideais "democráticos", palavra que apreciam citar a todo tempo.
Democracia desse deste tipo só se for a do diabo que são em pessoa por terem ODIO A DEUS e à religião, especialmente a católica!
100% de absoluto acerto do Cel Ustra!
Como pode alguém se dizer católico e votar em quem odeia explicitamente a fé cristã? Pior que há muitos sacerdotes e religiosos supostamente católicos que os apoia querendo se passarem como fieis à Igreja, como a bem desmascarada recentemente Teologia da Libertação, um das ramificações comunistas de fachada religiosa.
Assim sendo, a COMISSÃO DA VERDADE = COMISSÃO DE DEFESA DE TERRORISTAS COMUNISTAS DO PT, SEJA QUEM FOR, SENDO COMUNISTA TÁ SALVO, pouco importa que sejam assassinos ou bandidos da pior espécie; bandidos entre si se entendem - como Cesare Battisti, pouco importa.
É bom notar apesar dessa e tantas outras evidencias que quem apoia ou vota no PT compartilha de toda a bandidagem que praticam e que descubram antes que quem os elegem elege justamente o diabo para os governar e, que para conseguirem manterem-se no poder, "TODOS OS MEIOS JUSTIFICAM OS FINS", pouco importa o que suceda e que são extremamente truculentos e intolerantes com quem não os aceite, além de serem do naipe das ideologias dos nazistas e fascistas que são fortemente opressores, materialistas e ateus!
Votou no PT? Compartilha doravante do ODIO A DEUS, do incremento da violência do PCC junior e de todas as corrupções!
É desses católicos que o diabo mais gosta e necessita!

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houve excessos sim dos dois lados. o que as pessoas tem que entender é que o poder bélico do exército era maior, e que um lado da guerra perde; o vencedor matará mais pessoas e isto é uma questão de lógica.

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Esses comandantes covardes e vendidos deveriam se espelhar no Coronel Ustra. Ele, com certeza sempre será lembrando pelas FFAA como um grande guerreiro, combatente, camarada e companheiro. Enquanto esses generais que estão no comando, se acovardam tanto que são usados para "Levar maletas" de ex guerrilheira, ser distratado e expulso de elevadores, e pior, tem um que leva broca de ministra!!! São ou não são uma vergonha?

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Parabéns ao Cel. Ustra ! Mostrou ontem, mais uma vez, que é digno da farda que um dia usou. Não se intimidou diante dos revanchistas e lhes disse as verdades cara a cara, inclusive quanto a atual presidente ex-terrorista.
Parabéns, grande homem !

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Se alguns mais das forças armadas tivessem a coragem do Coronel, a situação poderia estar diferente.Pelo menos para defender a instituição militar.

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Tchê Cel, sou partidário da paz, mas fui treinado por esses que hoje estão se sentando no banco do réus, graças a Deus nunca mais presisamos usar aquilo que nos foi ensinado. Uma coisa hoje tenho certeza,os erros cometidos pelos nossos antecessores não serão repetidos, porque hoje, somos o esteio. A próxima geração não detém o conhecimento e nem a vontade de lutar por esse chão. Estou apreensivo com que pode vir a acontecer!

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Depois de ter sido citada pelo coronel a cadela maopista ainda ficou 2 horas esperando pelo filho da p8ta maduro uma vez que esse vagabundo estava se encontrando com o pútrido cachaceiro desgraçado de 9 dedos.
Além de ter sido formalmente citada no depoimento do nobre e honroso Ce. Ustra, a cadela vagabunda e escroque ainda ficou a esperar um outro filho de cadela venezuelana.

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FICO REVOLTADA QUANDO DIZEM QUE ESTES CRÁPULAS ESTAVAM DEFENDENDO O BRASIL . SÓ QUEM TEM MAIS DE 60 ANOS E SABE MUITO BEM O QUE ACONTECIA HOJE ESTÁ DE ALMA LAVADA COM A DECLARAÇÃO DO CORONEL USTRA . ERAM SIM UM BANDO DE CANALHAS QUERENDO TRANSFORMAR O BRASIL NUMA CUBA . OLHEM PRA ONDE ESSES CRÁPULAS FORM SE REFUGIAR .ESPERO QUE A COMIÇÃO DA VERDADE TRAGAMESMO A VERDADE. DAI SIM ESTE POVINHO IMBECIL QUE VOTA NESTA GENTE FINALMENTE ABRA OS OLHOS E MENDE TODOS PARA A CUBAQUEOSPARIU...

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Pedro Rocha mod

Parabéns Coronel Ustra! - Esse é o tipo de militar que conheci na caserna, onde prestei meu serviço militar em 1968, na época dura do terrorismo covarde, que matava por matar, civis e militares inocentes!
Graças a homens com a fibra do Coronel Brilhante Ustra, essa corja não assumiu o poder na época.
Embora hoje...

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Fiquei admimirado com a coragem do Coronel, que deve ser atualmente a pessoa mais perseguida politicamente no Brasil. Ele enfrentou sózinho a tal "comissão da verdade" - agora trabsformada em tribunal revolucionário -, a qual contou com o "testumunho" até de um traidor e o silêncio do exército. Segunda feira voi procurar o livro do Coronel.

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A verdade tem que ser dita e divulgada!

Parabéns, Cel. Ustra!

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Isso prova, mais do que nunca, que o brasileiro não conhece seus eleitos. A repetição dessa gente no poder será um risco cada vez maior à democracia e à ordem pública no país.

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Cel. Ustra: É de valores como os teus que precisamos no parlamento. Candidate-se a Deputado, Coronel.

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Coronel,
Considero as FFAA,culpada pelas ituação que estamos hoje.
Culpada sim, pois se tivesse feito o serviço direito, não teriamos a anta e os zés,nos enchendo o saco.
Era só terem passado o rodo nesta cambada de vagabundos.
Recruta 1962

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Congralu-me com o Cel Ustra e reafirmo: Por aqui eles jamais passarão.
Ex agente do DOI-CODI 1969 1970

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Coronel, o tempo apaga a clareza que temos dos tempos idos,(período militar) Lembro de conhecidos que queriam ir pra Cuba, um ficou na Rússia por um ano, muitos se reuniam, escondidos, para falar do "sistema" e derrubar a ditadura militar. Tínhamos medo dos militares, mas também tínhamos medos desses conhecidos porque se dizia que queriam o comunismo no Brasil. Os dois lados tinham suas próprias razões. Uma certeza eu tenho; hoje ficou mais difícil viver, porque os assassinos (que outrora povoavam apenas nossa imaginação) hoje são reais e estão muito próximos , em todos os lugares. Habitam prisões, mas habitam também Partidos Políticos, Órgãos Públicos, Empreiteiras, Empresas que nos prestam serviços. A Imprensa digna, livre e confiável cadê? Somos iludidos com mentiras e promessas diariamente. O futuro é tenebroso, o povo de olhos fechados e a vida lá fora é um perigo!





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O Coronel reformado Ustra apenas confirma que Gabeira ex-guerrilheiros teve a dec~encia de falar em 2010:

“ Todos os principais ex- guerrilheiros que se lançam na luta política costumam dizer que estavam lutando pela democracia. Eu não tenho condições de dizer isso. Eu estava lutando contra a ditadura militar, mas, se você examinar o programa político que nos movia naquele momento, [ele] era voltado para uma ditadura do proletariado. Então, você não pode voltar atrás, corrigir seu passado e dizer que estava lutando pela democracia. Havia muita gente lutando pela democracia no Brasil, mas não os grupos armados, que tinham como programa esse processo de chegar à ditadura do proletariado”.

Gabeira também criticou a comparação, feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre os presos políticos de Cuba e presos comuns brasileiros. “Outra diferença [entre Gabeira e os petistas] é que eu não tenho nenhuma condescendência com as ditaduras de esquerda.”(2010, Folha de SP)

As ditaduras comunistas,fizeram milhões de cadáveres, milhões foram assassinados. Fuzilamentos sem direito de defesa, torturas atrozes e morte por fome eram normais.
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=79HC57EagRQ

Cuba até o presente continua sob a mão dos irmãos Castro, ditadores endeusados pelos nossos governantes mesmo sabendo que fuzilaram milhares de cubanos.
Felizmente as nossas FFAA ouviram o apelo do povo e cumpriram na marca sua missão constitucional e serviram ao Brasil. Evitaram aqui o banho de sangue que é comum nos países comunistas.

Quem nos deve explicações e desculpas são os ex-guerrilheiros que hoje recebem indenizações porque não conseguiram aqui o que Castro fez com os cubanos.

Até quando teremos que ouvir inverdades e indenizar ex-guerrilheiros?

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Caro Coturneiro de 11 de maio de 2013 13:15


suas esperanças não se concretizarão.

Esta comissão é simplesmente para INVENTAR uma "verdade" que eles querem empurrar goela abaixo dos brasileiros.
Querem dizer que lutaram pela democracia.

Bando de mau caráter!
BANDIDOS, GUERRILHEIROS, LADRÕES E ASSASSINOS. Isso sim!

E AMEI que o Cel Ustra falou clara e abertamente que a Dna Dilma era guerrilheira e que queriam implantar o comunismo no Brasil!


Que Deus ilumine esse homem digno que lutou pela Pátria e nos livrou dos demônios vermelhos, que infelizmente retornaram...


ACORDA BRASIL!

Flor Lilås

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Prezado Coronel

Ateh que ehfim alguem falou a VERDADE naquela comissaozinha de m....

TFA

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Coronel e Coturneiros,

vamos fazer chover pedidos de encomenda do livro do Coronel Ustra?

http://www.livrariabrasil.net/product_info.php?products_id=28


Precisamos prestigiar esse homem corajoso e digno e espalhar a verdade a quatro ventos!!!

Flor Lilás

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Coronel,

fui procurar o livro na internet.

No site que enviei aqui no post é direto na livraria Brasil e é mais barato que nas outras.

Abraço a todos!

Flor Lilás

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Verdade: houve excessos dos dois lados. O problema é que um lado não admite que seus atos sejam investigados e expostos ao país.
Face à anistia, entendo que não deveria ter sido instalada a Comissão da Verdade. Mas, se mesmo assim resolveram apurar os fatos, é inaceitável que só um dos lados seja investigado.
Não querem que o povo brasileiro tenha conhecimento dos crimes cometidos pelas organizações comunistas, que pregavam a luta armada com a finalidade de implantar a ditadura do proletariado.
Vergonhosa e covarde a atitude desse pessoal que participou da luta armada, e que não permite que seus atos sejam investigados. Essa gente quer é se fazer de vítima, aparecer e ganhar $$$$$!
E o coronel tem razão: O Exército é quem deveria estar lá.
O problema é que, nos últimos anos, os comandantes do Exército estão mais empenhados em carregar a "bolsa" da presidente. Quem diria, também acabaram no Irajá!

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porque?porque? essa cambada da cú-mixão da verdade e outros defensores da cú-ba não se mudam pra la e nos deixam em paz??? porque??? seus FDP.

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Coturneiro de 11 de maio de 2013 18:28


muito bem dito!



Flor Lilás

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11 de maio de 2013 21:24

Excessos dos dois lados? Olhe quem sobrou em Cuba.

Leia :

“Se houve na história da América Latina um episódio sui generis, foi a Revolução de Março (ou, se quiserem,o golpe de abril)de 1964. Numa década em que guerrilhas e atentados espoucavam por toda parte, seqüestros e bombas eram parte do cotidiano e a ascensão do comunismo parecia irresistível, o maior esquema revolucionário já montado pela esquerda neste continente foi desmantelado da noite para o dia e sem qualquer derramamento de sangue.
O fato é tanto mais inusitado quando se considera que os comunistas estavam fortemente encravados na administração federal, que o presidente da República apoiava ostensivamente a rebelião esquerdista no Exército e que em janeiro daquele ano Luís Carlos Prestes, após relatar à alta liderança soviética o estado de coisas no Brasil, voltara de Moscou com autorização para desencadear – por fim! – a guerra civil no campo. Mais ainda, a extrema direita civil, chefiada pelos governadores Adhemar de Barros, de São Paulo, e Carlos Lacerda, da Guanabara, tinha montado um imenso esquema paramilitar mais ou menos clandestino, que totalizava não menos de 30 mil homens armados de helicópteros, bazucas e metralhadoras e dispostos a opor à ousadia comunista uma reação violenta. Tudo estava, enfim, preparado para um formidável banho de sangue.
Na noite de 31 de março para 1o. de abril, uma mobilização militar meio improvisada bloqueou as ruas, pôs a liderança esquerdista para correr e instaurou um novo regime num país de dimensões continentais – sem que houvesse, na gigantesca operação, mais que duas vítimas: um estudante baleado na perna acidentalmente por um colega e o líder comunista Gregório Bezerra, severamente maltratado por um grupo de soldados no Recife. As lideranças esquerdistas, que até a véspera se gabavam de seu respaldo militar, fugiram em debandada para dentro das embaixadas, enquanto a extrema-direita civil, que acreditava ter chegado sua vez de mandar no país, foi cuidadosamente imobilizada pelo governo militar e acabou por desaparecer do cenário político.
Qualquer pessoa no pleno uso da razão percebe que houve aí um fenômeno estranhíssimo, que requer investigação. No entanto, a bibliografia sobre o período, sendo de natureza predominantemente revanchista e incriminatória, acaba por dissolver a originalidade do episódio numa sopa reducionista onde tudo se resume aos lugares-comuns da “violência” e da “repressão”, incumbidos de caracterizar magicamente uma etapa da história onde o sangue e a maldade apareceram bem menos do que seria normal esperar naquelas circunstâncias.
Os trezentos esquerdistas mortos após o endurecimento repressivo com que os militares responderam à reação terrorista da esquerda, em 1968, representam uma taxa de violência bem modesta para um país que ultrapassava a centena de milhões de habitantes, principalmente quando comparada aos 17 mil dissidentes assassinados pelo regime cubano numa população quinze vezes menor. Com mais nitidez ainda, na nossa escala demográfica, os dois mil prisioneiros políticos que chegaram a habitar os nossos cárceres foram rigorosamente um nada, em comparação com os cem mil que abarrotavam as cadeias daquela ilhota do Caribe. E é ridículo supor que, na época, a alternativa ao golpe militar fosse a normalidade democrática. Essa alternativa simplesmente não existia: a revolução destinada a implantar aqui um regime de tipo fidelista com o apoio do governo soviético e da Conferência Tricontinental de Havana já ia bem adiantada. Longe de se caracterizar pela crueldade repressiva, a resposta militar brasileira, seja em comparação com os demais golpes de direita na América Latina seja com a repressão cubana, se destacou pela brandura de sua conduta e por sua habilidade de contornar com o mínimo de violência uma das situações mais explosivas já verificadas na história deste continente."
(Olavo de Carvalho,janeiro de 1999)

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11 de maio de 2013 21:24

Continuação

"No entanto, a historiografia oficial – repetida ad nauseam pelos livros didáticos, pela TV e pelos jornais – consagrou uma visão invertida e caricatural dos acontecimentos, enfatizando até à demência os feitos singulares de violência e omitindo sistematicamente os números comparativos que mostrariam – sem abrandar, é claro, a sua feiúra moral – a sua perfeita inocuidade histórica.
Por uma coincidência das mais irônicas, foi a própria brandura do governo militar que permitiu a entronização da mentira esquerdista como história oficial. Inutilizada para qualquer ação armada, a esquerda se refugiou nas universidades, nos jornais e no movimento editorial, instalando aí sua principal trincheira. O governo, influenciado pela teoria golberiniana da “panela de pressão”, que afirmava a necessidade de uma válvula de escape para o ressentimento esquerdista, jamais fez o mínimo esforço para desafiar a hegemonia da esquerda nos meios intelectuais, considerados militarmente inofensivos numa época em que o governo ainda não tomara conhecimento da estratégia gramsciana e não imaginava ações esquerdistas senão de natureza inssurrecional, leninista. Deixados à vontade no seu feudo intelectual, os derrotados de 1964 obtiveram assim uma vingança literária, monopolizando a indústria das interpretações do fato consumado. E, quando a ditadura se desfez por mero cansaço, a esquerda, intoxicada de Gramsci, já tinha tomado consciência das vantagens políticas da hegemonia cultural, e apegou-se com redobrada sanha ao seu monopólio do passado histórico. É por isso que a literatura sobre o regime militar, em vez de se tornar mais serena e objetiva com a passagem dos anos, tanto mais assume o tom de polêmica e denúncia quanto mais os fatos se tornam distantes e os personagens desaparecem nas brumas do tempo.
Mais irônico ainda é que o ódio não se atenue nem mesmo hoje em dia, quando a esquerda, levada pelas mudanças do cenário mundial, já vem se transformando rapidamente naquilo mesmo que os militares brasileiros desejavam que ela fosse: uma esquerda socialdemocrática parlamentar, à européia, desprovida de ambições revolucionárias de estilo cubano. O discurso da esquerda atual coincide, em gênero, número e grau, com o tipo de oposição que, na época, era não somente consentido como incentivado pelos militares, que viam na militância socialdemocrática uma alternativa saudável para a violência revolucionária.
Durante toda a história da esquerda mundial, os comunistas votaram a seus concorrentes, os socialdemocratas, um ódio muito mais profundo do que aos liberais e capitalistas. Mas o tempo deu ao “renegado Kautsky” a vitória sobre a truculência leninista. E, se os nossos militares tudo fizeram justamente para apressar essa vitória, por que continuar a considerá-los fantasmas de um passado tenebroso, em vez de reconhecer neles os precursores de um tempo que é melhor para todos, inclusive para as esquerdas?
Para completar, muita gente na própria esquerda já admitiu não apenas o caráter maligno e suicidário da reação guerrilheira, mas a contribuição positiva do regime militar à consolidação de uma economia voltada predominantemente para o mercado interno – uma condição básica da soberania nacional. Tendo em vista o preço modesto que esta nação pagou, em vidas humanas, para a eliminação daquele mal e a conquista deste bem, não estaria na hora de repensar a Revolução de 1964 e remover a pesada crosta de slogans pejorativos que ainda encobre a sua realidade histórica?” (Olavo de Carvalho, janeiro de 1999)

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Cel,
Sera que essa cambada de general covarde nao tem vergonha na cara apoiando essa camarilha de corruptos e comunistas, infelilmente nao temos mais homens como o Cel Ustra.

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Ex-guerrilheira não. Não existe ex-guerrilheira. Não atua agora por temer as FFAA. Já sentiu a força desta Nobre Instituição Brasileira. ACORDA, POVO BRASILEIRO!!!!!!

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