Tudo pronto para o governo petista mexer na caderneta de poupança.

A presidente Dilma Rousseff vai reunir sua equipe econômica para avaliar se vale a pena enfrentar o desgaste eleitoral de mudar já o cálculo da caderneta de poupança ou se é possível esperar mais. Segundo assessores, Dilma quer ouvir do ministro Guido Mantega (Fazenda) e do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, uma avaliação técnica sobre o melhor momento para enviar a polêmica proposta ao Congresso. A proposta técnica do governo já está pronta. Dentre as alternativas feitas pela equipe econômica, a que mais agrada a presidente é que define a correção da poupança com base num percentual da taxa de juros do BC. Mas o receio de Dilma é comprar uma briga com o Legislativo num ano eleitoral e descobrir, meses depois, que ela poderia ter sido evitada, tal como ocorreu com Lula.

O governo Lula decidiu propor mudanças na poupança quando os juros atingiram 8,75% ao ano, gerando o risco da migração de aplicações em fundos e títulos públicos para a caderneta -que não paga Imposto de Renda e ficou mais atraente. Em 2011, o rendimento da caderneta ficou em torno de 7%, o que significa que esse era o piso informal para os juros. Se a taxa Selic estivesse próxima desse patamar, o governo teria dificuldades para financiar sua dívida pública. Como o dinheiro nas cadernetas é a principal fonte de recursos para empréstimos habitacionais, uma grande migração traria problemas.

Em 2009, Lula propôs cobrar IR sobre aplicações na caderneta superiores a R$ 50 mil. Foi acusado pela oposição de fazer um "confisco" na poupança e recuou. Mas a medida deixou de ser necessária quando o BC, a seguir, elevou novamente as taxas. A equipe econômica avalia que o ideal seria enviar a proposta quando a taxa de juros atingisse 9%, para dar tempo ao Congresso de aprová-la antes de os juros chegarem a 8,5% -o piso para evitar uma migração de recursos. Dilma quer ouvir de Mantega e Tombini se a taxa de juros pode chegar a 8,5% neste ano. Se não, o desgaste eleitoral não valeria a pena.(Folha de São Paulo)

8 comentários

não tem jeito...

eles não deixam o "trabaido" ganhar qualquer dinheirinho extra...

só o Paloffi pode faturar 20 paus em 4 anos...

e só o Pimentel pode embolsar 2 paus em 2 anos...

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Está mais do que claro que, se o governo mexer na caderneta de poupança, óbviamente para redução dos rendimentos, haverá uma corrida do consumidor para as compras e, naturalmente alta da inflação. E depois? Cagliostro

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Coronel, não é possível, faz tempo, partilhar seus posts no Facebook.

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A caderneta de poupança rende 7%, mas a inflação foi de 6,9%! Ou seja, não sobra merda nenhuma! Estes trouxas estão desestimulando a poupança privada e estimulando o consumo... quando deveriam fazer exatamente o contrário. O que determina o crescimento, no longo prazo, é o investimento e a poupança. E ainda tem gasparzinho que chama essa mulher de "Doutora Dilma".

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No FGTS já estão metendo a mão.

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Depois não sabem por que tanta gente prefere suas ecomias guardadas em casa. Debaixo do colchão está muito mais seguro, perde a miséria do rendimeto, mas é melhor do quer ser confiscado em tudo. Melhor ainda quem pode comprar tudo em outro...Enterra no quintal e deu pra bolinha.

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cel.
vamos trazer a zelia cardoso para fazer isto? ela entende muito de confiscar dinheiro que não é o dela.

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Primeiro: os juros reais aos brasileiros são ridiculamente altos, mexer na poupança sem antes equacionar esse problema é covardia para nós, brasileiros que dependemos desse sistema financeiro maldito e que não temos compadres no BNDES.

Segundo: o último que resolveu brincar com o dinheiro da poupança rodou.

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