De roubar merenda de criancinha o governo Dilma entende e ainda por cima perdoa.


Essa é de 2011. Principal programa do Ministério do Esporte, comandado por Orlando Silva, o Segundo Tempo, além de gerar dividendos eleitorais, transformou-se num instrumento financeiro do Partido Comunista do Brasil (PC do B), legenda à qual é filiado o ministro. 

A reportagem do Estado foi conhecer os núcleos do Segundo Tempo no Distrito Federal, em Goiás, Piauí, São Paulo e Santa Catarina. A amostra, na capital e região do entorno, no Nordeste mais pobre ou no Sul e no Sudeste com melhores indicadores socioeconômicos, flagrou o mesmo quadro: entidades de fachada recebendo o dinheiro do projeto, núcleos esportivos fantasmas, abandonados ou em condições precárias. E, principalmente, desvio do dinheiro da merenda das criancinhas, que deveriam receber um lanche todas as tardes.

Leia mais aqui.  Ou dê uma guglada sobre o tema.

Orlando Silva foi demitido do ministério, mas já foi reintegrado. Hoje é um dos mais fiéis interlocutores do governo Dilma no Congresso. Afinal de contas, roubar merenda de criancinha nem se compara a outros crimes maiores do PT e sua laia.

Lobista que dividia dinheiro com filho de Lula impediu norma ambiental contra poluição de óleo diesel.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Uma carta apreendida pela Polícia Federal na Operação Zelotes indica que o lobista Mauro Marcondes Machado, preso em Brasília, usava de sua suposta proximidade com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para vender seus serviços a potenciais clientes. 

Em texto enviado ao ex-presidente da Scania para a América Latina Sven Harald Antonsson, Marcondes se colocou à disposição da companhia para ajudá-la em função de sua “ligação com o presidente da República, vários ministros de Estado e instituições ligadas à indústria”. A mensagem não é datada, mas, segundo a investigação, coincide com a vinda do executivo ao Brasil, o que ocorreu em 2008, no segundo mandato de Lula.

Marcondes está preso desde outubro do ano passado e responde a ação penal por participação em esquema de lobby e corrupção para viabilizar a edição, pelo governo, e a aprovação, pelo Congresso, de medidas provisórias de interesse do setor automotivo. Ele atuava como lobista de montadoras em diversas frentes, fazendo chegar pedidos a Lula e ministérios. 

A Zelotes apura se pagamentos de R$ 2,5 milhões feitos pelo lobista a um dos filhos do ex-presidente, o empresário Luís Cláudio Lula da Silva, têm relação não só com a edição de medidas provisórias, mas com a aquisição dos jatos suecos, da Saab, para a Defesa brasileira.

‘Ajuda’. Então representante da multinacional sueca em entidades do segmento veicular, Marcondes escreveu ao executivo que assumia o comando da Scania para avisar que tinha, naquele momento, interesse de se manter na função ou passar a outros cargos de direção.

“Com a sua vinda para o Brasil, assumindo a presidência da Scania, com a atual situação de crise que estamos vivendo, não me sinto bem em deixar a cia. (companhia). Principalmente neste momento em que eu tenho convicção que posso ajudar muito a empresa e o setor, em função da minha ligação com o presidente da República, vários ministros de Estado e as instituições ligadas à indústria”.

Em 2008 o então ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, levou a Lula solicitação do representante da Scania para que adiasse a entrada em vigor de uma norma ambiental mais rigorosa sobre emissão de poluentes por veículos a diesel. Depois disso, o governo fez um acordo com o Ministério Público Federal e outros órgãos cancelando a medida, o que interessava à multinacional. Porém, não se sabe se a decisão foi, de fato, influenciada pela empresa. Uma nova regra só entrou em vigor em 2012. 

Num dos inquéritos da Zelotes, a PF destaca que, na carta, Marcondes fala da suposta aproximação com Lula como uma de suas “habilidades empresariais”. A mensagem não descreve quais gestões ele faria naqueles tempos de crise para ajudar a Scania. Apenas afirma que não gostaria de se sentir como “aquele que abandona o barco num momento de turbulência”. Em interrogatório no último dia 7, questionado a respeito, o lobista silenciou. 

Sven Harald presidiu a Scania na América Latina de 2008 a 2011. Não há informação, nas investigações, sobre se o executivo recebeu a carta e sobre qual foi sua reação. Marcondes se desvinculou da companhia em 2010. A relação do lobista com Lula, citada na missiva, remonta à década de 1970, quando Mauro Marcondes trabalhava no setor de Recursos Humanos da Volkswagen e o petista era líder sindical no ABC.

Em depoimento à PF, Lula afirmou nunca ter atendido a pedido de Mauro Marcondes enquanto presidente e que, depois de deixar o cargo, não foi demandado por ele a intervir no governo federal. O petista disse não ter nenhuma relação com o lobista ou suas empresas. Procurada, a Scania no Brasil não se pronunciou, justificando que precisava consultar a matriz na Suécia. O Instituto Lula, presidido por Paulo Okamotto, disse que não iria se manifestar.

Dilma direcionou resultado de licitação para estaleiro.


Uma declaração dada por Dilma Rousseff (PT) em 2010 levou o Ministério Público Federal em São Paulo a desconfiar de fraude em uma licitação aberta naquele ano para a construção de um estaleiro. Hoje, a obra é alvo da Operação Lava Jato sob suspeita de ter rendido propina ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). 

A construção do Estaleiro Rio Tietê em Araçatuba, no interior paulista, é objeto de ação de improbidade administrativa no órgão desde 2014. O processo cita um discurso de Dilma como "indício de fraude" no certame e sustenta que a Transpetro favoreceu empresas que teriam doado para Renan. Subsidiária da Petrobras, a Transpetro era então presidida por Sérgio Machado, aliado do senador e também investigado na Lava Jato. 

Então pré-candidata à Presidência, Dilma foi a Araçatuba em 10 de março de 2010 anunciar que a estatal faria uma licitação para a instalação do estaleiro na região. No edital da concorrência, não havia nenhuma indicação sobre qual seria a cidade que abrigaria a obra –tal definição só se daria após o resultado do certame. "Aqui para Araçatuba é uma grande vantagem você ter um estaleiro produzindo barcaça", discursou Dilma. "Fazer barcaça aqui em Araçatuba é estratégico". 

Então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff faz discurso em Araçatuba, em 2010 Para o Ministério Público, a fala leva a crer que havia um acerto para direcionar a obra ao município, gerido pelo PT. Em 10 de fevereiro de 2010, a um mês do lançamento do edital, uma das empresas do consórcio que venceu a licitação arrendou um terreno no município citando que o local serviria para "a implantação e operação de estaleiro". 

A Procuradoria Geral da República já citou a investigação dos colegas de São Paulo e diz que os indícios colhidos em Araçatuba reforçam depoimentos de delatores que associam o estaleiro a pagamentos de propina ao senador. Sustenta ainda que as empresas que venceram a licitação do estaleiro doaram, durante o certame, R$ 400 mil ao PMDB de Alagoas. 

OUTRO LADO Procurada pela reportagem, a Secretaria de Comunicação da Presidência afirmou que a fala de Dilma em Araçatuba "apenas ressaltou o potencial da região". "A então ministra-chefe da Casa Civil apenas ressaltou o potencial da região como centro de atividade de etanol e o fato de exibir todas as condições para abrigar a obra", disse a assessoria, em nota. "Não fez menção, portanto, a qualquer resultado antecipado para o edital de licitação". 

A assessoria de Sérgio Machado disse que não comentaria a fala da presidente. Machado sustenta que já havia afirmado publicamente, em janeiro de 2010, que tinha intenção de realizar a licitação para a contratação dos comboios na região e que, por isso, as empresas podiam arrendar áreas antes do certame. Sobre as acusações de propina, a assessoria de Renan afirmou que "a Justiça já se manifestou ao negar a diligência solicitada".(Folha)

Lava Jato leva mais lama para a antessala de Dilma.


Em fase de negociação com a Procuradoria Geral da República, o acordo de delação premiada de Otávio Azevedo, ex-presidente da empreiteira Andrade Gutierrez, tem tudo para criar novos embaraços para o Palácio do Planalto e para a presidente Dilma Rousseff. A proposta de acordo, em que Azevedo detalha aquilo que tem para contar às autoridades, envolve dois dos auxiliares mais próximos da presidente da República em uma ofensiva para fazer com que a empreiteira despejasse mais dinheiro na campanha da então candidata petista à reeleição.

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Nos chamados "anexos" da delação premiada, que resumem os tópicos principais da colaboração, Otávio Azevedo afirmou que a pressão por dinheiro, em pleno ano eleitoral de 2014, partiu do então tesoureiro da campanha petista, Edinho Silva, hoje ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, e de Giles Azevedo(foto), ex-chefe de gabinete e atual assessor especial de Dilma Rousseff. 

A mensagem, segundo o executivo, era clara: se a Andrade Gutierrez não se engajasse mais efetivamente na campanha petista, seus negócios com o governo federal e com as empresas estatais estariam em risco em caso de vitória de Dilma. Em outras palavras, o executivo, preso em junho do ano passado pela Operação Lava-Jato, relatou o que entendeu como um achaque.

A negociação, iniciada no ano passado, está em fase final na Procuradoria, mas tem enfrentado alguns empecilhos. Até recentemente, os procuradores insistiam para que o executivo fosse além do esquema de corrupção na Petrobras e no setor elétrico. Eles queriam incluir na delação negócios suspeitos na área de telecomunicações, onde o executivo, durante anos, exerceu forte influência - antes de assumir a presidência da Andrade, Otávio Azevedo comandava a Oi, que faz parte do mesmo grupo empresarial. 

Ele esteve à frente, por exemplo, do polêmico processo de fusão da empresa com a Brasil Telecom. Também foi um dos responsáveis pela decisão de aportar recursos na Gamecorp, a empresa de entretenimento de Fábio Luís, o Lulinha, filho mais velho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O aporte, como se sabe, se deu pouco antes de sair a decisão do governo que abriu caminho para fusão, tão almejada pela companhia. Até recentemente, Azevedo vinha resistindo a incluir esses temas no acordo, o que fez com que a negociação emperrasse na Procuradoria.

A pressão do alto comando da campanha de Dilma Rousseff sobre a Andrade Gutierrez tinha uma explicação. Os petistas reclamavam que a empreiteira, embora fosse detentora de grandes contratos no governo e em estatais, vinha apoiando a candidatura do tucano Aécio Neves. A queixa se transformou em ameaça. A Andrade acabou abrindo os cofres. De agosto a outubro, a empreiteira doou oficialmente 20 milhões de reais ao comitê de Dilma. A primeira contribuição, de 10 milhões de reais, se deu nove dias após Edinho Silva visitar Otávio Azevedo na sede da empreiteira -- àquela altura, a Andrade já havia repassado mais de 5 milhões à campanha de Aécio e não tinha doado ainda um centavo sequer ao comitê petista.

Por ora os procuradores têm apenas os tópicos da delação do executivo. É a partir da assinatura do acordo que começarão os depoimentos - em que ele dará os detalhes de cada um dos assuntos relacionados na proposta de delação. Nas investigações da Lava-Jato, não é a primeira vez que Edinho Silva é acusado de pressionar empreiteiras a dar dinheiro para a campanha. Alvo de um inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal, ele já havia aparecido nesse mesmo papel na delação premiada de Ricardo Pessoa, dono da UTC. 

Até aqui, a menção a Giles Azevedo é tida como um dos pontos mais sensíveis da delação, justamente por seu potencial de dano à presidente da República. De todos os auxiliares de Dilma Rousseff, ele é o mais próximo da presidente. É dos poucos autorizados, no governo e fora dele, a falar em nome da petista.

Em notas enviadas a VEJA, o ministro Edinho Silva informou que se encontrou com o então presidente da Andrade Gutierrez e que as doações feitas pela empreiteira foram todas legais e declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral. Giles Azevedo, que era o coordenador da campanha de Dilma, disse que esteve uma única vez com Otávio Azevedo em 2014, mas não informou o motivo da reunião. (Veja)

OAS gastou R$ 380 mil na cozinha e no quarto do triplex de Lula.


A construtora OAS pagou até mesmo eletrodomésticos da cozinha de um tríplex do Guarujá, no litoral de São Paulo, que pertenceria ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo investigadores, a empresa adquiriu geladeira, no valor de R$ 10 mil; microondas (R$ 5 mil); tampo de pia de resina americana que tem design moderno (R$ 50 mil), e forno elétrico (R$ 9 mil), do imóvel que está sob investigação da Operação Lato e do Ministério Público de São Paulo por suspeita de ter sido usado como pagamento de propina. 

A cozinha e o quarto teriam custado à empreiteira R$ 380 mil.

No total, as cozinhas do tríplex e do sítio custaram R$ 312 mil. Incluindo os armários do tríplex, a conta chega a R$ 560 mil. Segundo uma fonte com acesso aos dados relacionados à compra, a Kitchens vendeu ainda para o apartamento, armários do dormitório, lavanderia e banheiro. Com a entrada da OAS em recuperação judicial, a empresa Kitchens ficou no prejuízo e não recebeu a última parcela de R$ 33 mil referente à cozinha do tríplex. A loja vai tentar receber o valor na Justiça.

Documentos obtidos pelo Estado revelam que a OAS também financiou outros itens do apartamento comprados no mercado de luxo. Uma escada caracol custou R$ 23.817,85. Outra, que dá acesso à cobertura, R$ 19.352.

O porcelanato para as salas de estar, jantar, TV e dormitórios foi estimado em R$ 28.204,65.

O rodapé em porcelanato, R$ 14.764,71. O deck para piscina, R$ 9.290,08. O elevador comprado oferece a possibilidade de ser personalizado, com acabamento à escolha do cliente, e custou R$ 62.500. (Estadão)



Aparece a prova definitiva. Marisa Letícia comprou um barco para o sítio em Atibaia.


Marisa Letícia, mulher de Luiz Inácio Lula da Silva, adquiriu um barco e mandou entregá-lo em um sítio na cidade de Atibaia (SP) que é frequentado pela família do ex-presidente. O negócio, comprovado por nota fiscal obtida pela reportagem, demonstra a relação próxima de Lula com a propriedade. 

Na edição desta sexta-feira (29), a Folha revelou que uma fornecedora de material de construção e um marceneiro de Atibaia afirmam que a reforma do sítio foi paga pela empreiteira Odebrecht. A empresa nega. A nota fiscal com o nome da Marisa Letícia registra a compra de embarcação de alumínio com seis metros de comprimento, modelo Squalus 600, da marca Levefort, com capacidade para cinco pessoas, sem motor. 

O negócio foi concretizado em 27 de setembro de 2013 pelo preço de R$ 4.126,00 (cerca de R$ 5.000, em valores atualizados), de acordo com o documento fiscal. A propriedade rural, no interior paulista, tem 173 mil metros quadrados. Seus donos são Fernando Bittar e Jonas Leite Suassuna Filho, sócios de Fábio Luís, filho do ex-presidente. Fernando é filho de Jacó Bittar, fundador do PT e um dos melhores amigos de Lula. A nota fiscal foi fornecida à Folha pela fabricante do barco, a empresa Alumax, do grupo Levefort. 

A direção da companhia informou que a venda direta foi feita pela loja Miami Náutica, situada no bairro do Ipiranga, na zona sul da capital paulista. A reportagem foi à loja e pediu detalhes sobre o pagamento do barco. A gerente do estabelecimento, que se identificou apenas como Lili, afirmou, porém, que não iria revelar informações financeiras de seus clientes. 

CAMINHONEIRO A entrega do barco no sítio em 2013 foi feita pelo caminhoneiro José dos Reis, 60, que já trabalha há 25 anos como prestador de serviços da Alumax. Reis disse à Folha que na preparação do transporte do produto reconheceu o nome da mulher de Lula na nota. O recebimento do barco na propriedade rural foi feito por um funcionário do sítio que tinha apelido de "Baiano", de acordo com Reis. 

Ao chegar ao local, o caminhoneiro perguntou a Baiano se a compradora do barco era mesmo a ex-primeira dama do país. "Eu olhei a nota e vi escrito 'Marisa Lula da Silva'. Aí eu perguntei: é a mulher do Lula?", declarou o caminhoneiro. Segundo Reis, Baiano afirmou: "É, mas não pode falar nada para ninguém. Não comente com ninguém". Em seguida, o caminhoneiro e o funcionário tiraram o barco da carreta de transporte e o colocaram no lago do sítio, diz Reis. 

A reforma no sítio foi coordenada pelo engenheiro da Odebrecht Frederico Barbosa. Ele confirmou a participação, mas disse que atuava em "caráter informal", sem representar a empreiteira. Afirmou que se tratava de um apoio para um amigo. Mas não soube explicar à Folha quem era essa pessoa. Declarou apenas que seu nome é Carlos. 

OUTRO LADO A Folha solicitou esclarecimentos a respeito da compra de barco registrada em nome da mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marisa Letícia, ao Instituto Lula, que faz a assessoria de imprensa do petista. Porém, a reportagem não obteve respostas específicas sobre o assunto até a publicação desta reportagem.(Folha)

O filho mais idiota.


Em uma de suas postagens no Facebook, nessa quinta-feira, 28, Fábio Luis Lula da Silva, o filho mais velho do ex-presidente adicionou um link sobre o “mercado imobiliário suspeito brasileiro”. É um pôster ilustrado com seis casos de compras de supostamente suspeitas. Cita, pela ordem, com as respectivas compras, ou venda, a jornalista Patrícia Poeta, os senadores Aécio Neves e Álvaro Dias, o ex-ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e por último, “Lula, 65 anos, metalúrgico e ex-presidente - Desistiu de um apartamento no Guarujá avaliado em R$ 1,5 milhão então, a pergunta: “Por que apenas Lula é alvo da imprensa e da Lava-Jato?”. Vejam abaixo:

É uma peça mentirosa, caluniosa, bem ao estilo do PT. É como diz o Estadão: "Todos os casos citados têm informações erradas ou imprecisas. E nenhum está sob investigação da Polícia Federal, a não ser o edifício Solaris, no Guarujá."

Peguemos o caso de Aécio Neves. O apartamento é da família há muitos anos e por isso tem o valor tão baixo. Se o filho mais idiota tivesse o mínimo de informação saberia que o valor de um imóvel só pode ser corrigido se sofrer reformas, sendo necessário apresentar as notas para a Receita Federal. É na hora da venda que é feita a correção e sobre a diferença entre o valor declarado e o valor da venda é cobrado 15% de Imposto de Renda. Por isso, não há como escapar do leão.

A não ser que vendedor seja da família Silva e monte falcatruas como a que está sendo descoberta no Guarujá.

Depois do porteiro e do pedreiro, dona da lojinha de construção incrimina Lula no triplex do Garujá.


Alvo da Lava-Jato por envolvimento em desvios na Petrobras, a Odebrecht teria realizado obras de reforma no sítio Santa Bárbara, em Atibaia, usado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e por seus parentes, revelou Patrícia Fabiana Melo Nunes, ex-dona de uma loja de construção, à “Folha de S.Paulo”. O sítio, de 14,5 mil m², está registrado em nome dos empresários Jonas Suassuna e Fernando Bittar, sócios de Fábio Luís da Silva, filho mais velho do ex-presidente. 

A reforma, que durou cerca de dois meses, teve início em outubro de 2010, já no segundo mandato de Lula como presidente. Para isso, a empreiteira gastou cerca de R$ 500 mil só em materiais de contrução, segundo Patrícia, à época proprietária do Depósito Dias, que forneceu produtos para as intervenções no sítio. Ela afirmou que, em certo período, a loja trabalhou quase exclusivamente para a obra e que os pagamentos giravam em torno de R$ 75 mil a R$ 90 mil por semana, pagos em dinheiro vivo.

“A gente diluía esse valor total em notas para várias empresas, mas para mim todas elas eram Odebrecht” — disse ela à Folha. Patrícia afirmou que os trabalhos no sítio foram coordenados pelo engenheiro da Odebrecht Frederico Barbosa, que cuidou da construção do Itaquerão, estádio do Corinthians.

Em entrevista à Folha, o engenheiro da empresa confirmou que trabalhou no local no período em que estava de férias e que fez o serviço de graça, mas que não sabia que Lula tinha ligação com o sítio: “Para mim foi surpresa. Para mim era uma obra comum. Eu prestei serviço para uma empresa contratada pelo proprietário, mas não tem nada a ver com a empresa (Odebrecht). Dei algum apoio, mas pouca coisa. Estava de férias, em recesso de final de ano".

A ex-dona da loja disse que na ocasião abriu um cadastro no estabelecimento em nome da construtora a pedido do engenheiro e que notas foram emitidas em nome de outras companhias. Ela falou ainda ter cedido uma mesa no depósito para Irigaray Neto, arquiteto responsável pelo reforma, pois no sítio não havia sinal de internet.

O motorista e marceneiro Antônio Carlos Oliveira Santos também afirmou que fez serviços de marcenaria no sítio, chefiados por um engenheiro chamado Frederico. Informou que teve conhecimento de que a obra era da Odebrecht, mas que o engenheiro nunca disse que o local seria do ex-presidente — alvo de investigação do Ministério Publico do Distrito Federal, que apura suposto tráfico de influência junto a políticos de outros países.


De acordo com Patrícia, além da Odebrecht, várias empresas participaram da construção. Em abril de 2015, a revista “Veja” informou que o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, também alvo da Lava-Jato e amigo de Lula, pretendia contar, em delação premiada, que realizou uma reforma no sítio. A partir disso, a Polícia Federal começou a investigar se a OAS teria beneficiado o ex-presidente Lula. Procurado, o Instituto Lula afirmou que não comentaria o assunto.

Ao GLOBO, a Odebrecht disse que “após apuração preliminar, a Construtora Norberto Odebrecht não identificou relação da empresa com a obra." O empresário Jonas Suassuna informou que a área que ele possui no terreno não faz parte do sítio e não contém nenhuma benfeitoria citada na reportagem. Já o empresário Fernando Bittar não retornou os contatos, segundo a Folha. (O Globo)

Lula e Marisa intimados a explicar negociata do triplex.


O promotor de Justiça Cássio Conserino, do Ministério Público de São Paulo, intimou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a mulher Marisa Letícia e o empreiteiro José Adelmário Pinheiro, o Léo Pinheiro, ligado à OAS, a prestarem depoimento no dia 16 de fevereiro. Segundo o promotor, o ex-presidente e Marisa vão depor como investigados. Conserino diz ter indícios de que houve tentativa de esconder a identidade do verdadeiro dono do tríplex, o que pode caracterizar crime de lavagem de dinheiro. (Estadão)

Hoje tem Zé Dirceu cara a cara com Moro.

O juiz federal Sérgio Moro negou pedido de suspensão do interrogatório do ex-ministro José Dirceu (Casa Lula). A audiência está mantida para esta sexta-feira, 29, em Curitiba. Os advogados do ex-ministro requereram a medida caso fosse confirmado eventual acordo de delação premiada Serviços da Petrobrás Renato Duque. Nesse caso, o adiamento, segundo o pedido da defesa de Dirceu, deveria “finalizadas essas tratativas”. 

Ao pedir a suspensão, a defesa de Dirceu argumentou que o interrogatório só deveria ocorrer “depois de colhidas eventual colaborador”. Os advogados de Dirceu ponderaram que a própria defesa de Duque comentou sobre ex-diretor foi preso em março de 2015 e é réu em oito ações penais. Ele teria sido indicado por Dirceu para Petrobrás. O ex-ministro nega. 

O interrogatório do ex-ministro ocorrerá na Justiça Federal do Paraná, base Dirceu foi preso em 3 de agosto de 2015. Ele é acusado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro criminosa. Por meio de sua empresa, a JD Assessoria e Consultoria – segundo o Ministério Público Federal propinas de empreiteiras contratadas pela estatal petrolífera. 

Ao rejeitar o pedido dos advogados do ex-ministro, o juiz federal Sérgio Moro assinalou: “O acordo de colaboração negociação que a precede devem permanecer, pela lei, em sigilo até pelo menos a sua homologação”.O juiz federal Sérgio Moro negou pedido de suspensão do interrogatório do ex-ministro José Dirceu (Casa Lula). A audiência está mantida para esta sexta-feira, 29, em Curitiba. Os advogados do ex-ministro requereram a medida caso fosse confirmado eventual acordo de delação premiada Serviços da Petrobrás Renato Duque. Nesse caso, o adiamento, segundo o pedido da defesa de Dirceu, deveria “finalizadas essas tratativas”. 

Ele é acusado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro criminosa. Por meio de sua empresa, a JD Assessoria e Consultoria – segundo o Ministério Público Federal propinas de empreiteiras contratadas pela estatal petrolífera. Ao rejeitar o pedido dos advogados do ex-ministro, o juiz federal Sérgio Moro assinalou: “O acordo de colaboração negociação que a precede devem permanecer, pela lei, em sigilo até pelo menos a sua homologação”. (Estadão)

PT vai abraçar o edifício de Lula no Guarujá em ato em favor do ex-presidente?


PT vai aproveitar as comemorações pelo aniversário do partido, marcadas para os dias 26 e 27 de fevereiro, fazer um ato em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Movimentos sociais que compõem a Frente estudam incluir a defesa de Lula nas manifestações contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff segunda quinzena de março. 

O foco da mais recente fase da Operação Lava Jato – batizada de Triplo X – é o condomínio Solaris, no Guarujá, onde a mulher de Lula, Marisa Letícia, chegou a ter a opção de compra da unidade 164-A. Relatório divulgado 27, incluiu um diagrama com imóveis sob investigação do condomínio, entre eles o imóvel ligado ao ex-presidente. O documento indica que a OAS, empreiteira acusada de cartel no esquema de propinas e desvios de recursos hoje como proprietária do apartamento, após Marisa ter desistido do negócio, segundo o Instituto Lula, presidido Okamotto. 

Para a Polícia Federal, todos os imóveis sob investigação possuem “alto grau de suspeita quanto à sua real Em conversas reservadas, petistas e interlocutores de Lula sempre repetem que nenhum fato novo contra e que o noticiário negativo sobre o ex-presidente se deve às movimentações da Lava Jato, que nesta quarta-investigações sobre o prédio onde o petista teria um tríplex, no Guarujá, e o Ministério Público Estadual apresentar denúncia contra Lula por ocultação de patrimônio no caso do apartamento. 

Estratégia. Depois de divergências sobre a estratégia a ser adotada diante da nova ofensiva, o Instituto contra-ataque e não deixar Lula “apanhar quieto”. Uma nota foi divulgada na quarta-feira à noite e uma quinta-feira, 28, em uma rede social, nas quais o ex-presidente refuta irregularidades no caso do apartamento. contra o promotor Cassio Conserino, que ameaça denunciar Lula, e outras pessoas estão sendo avaliadas Em outra frente, o PT fará uma enfática defesa da imagem de Lula. O palco para isso será o aniversário do inicialmente, tinha o objetivo de ser a largada para as eleições municipais de outubro deste ano. 

Reação. Lula negou novamente, nesta quinta-feira, ser dono do apartamento tríplex no Guarujá, que é “Adquirir cotas de uma cooperativa habitacional a prestações não significa tornar-se proprietário de um poderia ter exercido o direito de compra do apartamento por seu preço final, completando o valor necessário, afirmou o ex-presidente em seu perfil no Facebook. A publicação afirma ainda que “parte da imprensa insiste em ignorar essas informações em nome de uma manchete mais saborosa. (Estadão)

Desemprego cresce 42,5% e deixa 1,7 milhão de desempregados nas regiões metropolitanas.


A média anual da população desocupada foi estimada em 1,7 milhão nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil, contingente 42,5% superior à média de 2014 (1,2 milhão pessoas), informou nesta quinta-feira, 28, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além de ser o maior crescimento anual da série, a elevação em 2015 interrompeu a trajetória de redução dessa população, iniciada em 2010. 

A taxa de desemprego, por sua vez, ficou em 6,8% na média de 2015, contra 4,8% no ano anterior. Essa elevação de 2 pontos porcentuais foi a maior de toda a série anual da pesquisa. 

O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado, que esperavam taxa entre 6,40% e 7,00%, e levemente abaixo da mediana de 6,90%.

Apenas em dezembro, a taxa de desocupação ficou em 6,9%, ante 7,5% em novembro, segundo dados sem ajuste sazonal. Apesar da desaceleração, essa foi a maior taxa  já registrada para o mês de dezembro desde 2007 (7,4%).

O rendimento médio real dos trabalhadores, por sua vez, registrou recuo de 3,7% em 2015 ante 2014. Apenas em dezembro, houve alta de 1,4% ante novembro e redução de 5,8% ante dezembro de 2014. (Estadão)

Citado na Lava Jato por fazer lobby para a OAS, Jacques Wagner defende Lula que foi favorecido pela mesma OAS.


O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, saiu em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que há uma certa "obsessão" para tentar parecer que as investigações no âmbito da Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na Petrobras, chegue ao ex-presidente.

"Ele é uma figura evidentemente que tem uma liderança bastante sólida no país, é uma referência, um nome superconhecido, oito anos presidente da república. Então, virou objeto de desejo", disse, após participar de evento pelo Dia Internacional em memória às vítimas do holocausto, na sede do conselho federal da OAB, em Brasília.

"Eu acho que há uma certa obsessão que acaba se difundindo como se toda operação tivesse o objetivo, e a gente tem testemunhos de pessoas, inquéritos, depoimentos que sempre se busca a tentativa de contaminar o presidente Lula", completou. Esquece Wagner que ele mesmo está sendo investigado pela Lava Jato por favorecer a mesma OAS do apartamento de Lula.

A Polícia Federal incluiu o triplex 164-A, que seria da família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Edifício Solaris, no Guarujá, litoral de São Paulo, no rol de imóveis com "alto grau de suspeita quanto à sua real titularidade" sob investigação na Operação Triplo X - 22ª fase da Lava Jato - deflagrada nesta quarta-feira.

O ministro destacou que o ex-presidente já disse que o não ser proprietário do apartamento. "Ele já disse que não é dele o apartamento, que ele pretendeu e depois desistiu de comprar", afirmou. "Eu acho só que as pessoas têm que aguardar um pouquinho as investigações ates de colocar os carimbos. Porque depois que coloca o carimbo fica mais difícil. Isso vale pra todo mundo, pro pessoal que é do meu lado, pra oposição", completou Wagner, que também teve seu nome citado em troca de mensagens com o Léo Pinheiro, presidente da OAS, que está preso.

O ministro afirmou que Lula deveria ter um tratamento "mais respeitoso". "Ele é uma liderança importante. Deu uma contribuição, independente da convicção de cada um, que considero inestimável à sociedade brasileira e ao Brasil."

Wagner destacou que seu ponto é vista "continua o mesmo" e que toda investigação que aponta um desvio de dinheiro público, atos de corrupção, "é bem-vinda". "Eu só digo e repito que o Brasil não vive disso. Isso é bem-vindo, mas nós precisamos cuidar da geração de riqueza, de emprego e renda", afirmou. (Estadão)

Dilma recebe apoio de Cuba. Agora vai!


O governo cubano expressou nesta quarta (27) "solidariedade" à presidente Dilma Rousseff na "batalha" que ela estaria enfrentando para "defender as conquistas" de seu governo e do governo Lula (2003-2010). 

"Estendemos à Dilma Rousseff e ao povo brasileiro nossa solidariedade e apoio na batalha que enfrentam para defender as conquistas sociais e políticas dos últimos 13 anos", disse Miguel Díaz-Canel, vice do ditador cubano, Raúl Castro, em discurso na 4ª Cúpula da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), no Equador. 

A declaração ocorre num momento de crise política no Brasil e às vésperas da volta dos trabalhos do Congresso, quando o pedido de impeachment contra Dilma voltará à pauta. 

O cubano ainda prestou solidariedade ao governo de Nicolás Maduro pela crise econômica no país e criticou os Estados Unidos por não ter fechado ainda a prisão de Guantánamo, que fica na ilha.

Lula emite mentira oficial sobre o seu triplex no Guarujá.


Leiam a nota de Lula sobre o apartamento que ele surrupiou da Bancoop, que foi reformado pela OAS por R$ 777 mil, que ele e Marisa Letícia visitaram e que ele nega lhe pertencer.

Lula repudia tentativa de envolvimento em Lava Jato
 
O ex-presidente Lula não foi sequer citado na decisão do juiz Sérgio Moro e repudia qualquer tentativa de envolver seu nome em atos ilícitos investigados na chamada Operação Lava Jato.
Nos últimos 40 anos, nenhum líder brasileiro teve a vida particular e partidária tão vasculhada quanto Lula, e jamais encontraram acusação válida contra ele.
Lula foi preso, sim, mas pela ditadura, porque lutava pela democracia no Brasil e pelos direitos dos trabalhadores. Não será investigando um apartamento - que nem mesmo lhe pertence - que vão encontrar uma nódoa em sua vida.
Lula nunca escondeu que sua família comprou, a prestações, uma cota da Bancoop, para ter um apartamento onde hoje é o edifício Solaris. Isso foi declarado ao Fisco e é público desde 2006. Ou seja: pagou dinheiro, não recebeu dinheiro pelo imóvel.
Para ter o apartamento, de fato e de direito, seria necessário pagar a diferença entre o valor da cota e o valor do imóvel, com as modificações e acréscimos ao projeto original. A família do ex-presidente não exerceu esse direito.
Portanto, Lula não ocultou patrimônio, não recebeu favores, não fez nada ilegal. E continuará lutando em defesa do Brasil, do estado de direito e da Democracia.

2009: vale a pena ler de novo.


Em 2009, este Blog escrevia um post sobre a Bancoop, explicando o esquema montado pelo PT para financiar campanhas a partir do calote em trabalhadores que compravam apartamentos e não os recebiam. Foram mais de 3.000. Hoje a Operação Triplo X começa a estourar aquela caixa preta que sustentou o início da roubalheira que PT implantou no Brasil. Abaixo damos o link. Na  foto, a direção da Bancoop em sua fundação.


Mas em 2.008 este blog já tratava do tema: 

Hyundai sem freios APS: R$ 45 milhões de propina para Jucá, Renan e Argello.


O consultor João Batista Gruginski, investigado na Operação Zelotes, registrou em diário que participou de reunião com os lobistas José Ricardo Silva e Alexandre Paes dos Santos, o APS (foto), na qual este mencionou uma suposta negociação de propina com os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR) e o então senador Gim Argello (PTB-DF) em torno de uma emenda a medida provisória. O suborno citado alcançaria R$ 45 milhões, R$ 15 milhões para cada um dos políticos.

No diário, o consultor narra com detalhes a reunião que teve com dois parceiros de negócios, APS e José Ricardo Silva. Os três trabalhariam para viabilizar interesses da MMC Automotores, que fabrica veículos Mitsubishi no Brasil, e a CAOA, que monta modelos Hyundai, ambas instaladas em Goiás. O objetivo das empresas seria conseguir a edição, pelo governo, e a aprovação, pelo Congresso, de normas que lhes assegurassem benefícios fiscais. A Operação Zelotes, do Ministério Público, Polícia Federal e Receita Federal, indicou que a ação envolveu pagamento de propina a agentes públicos.

Gruginski estava contrariado na reunião, registrada em seu diário, porque se sentia escanteado do negócio pelo parceiro José Ricardo. "APS vira-se diretamente para mim: 'Sabe aquela emenda que você preparou? Estão negociando por quarenta e cinco (Gim Argelo, Renan e Romero Jucá-Relator), quinze para cada. A mesma emenda. Exatamente'. Pergunto: 'Com a mesma justificativa?' 'Sim. Está desproporcional'", escreveu na página referente ao dia 16 de abril de 2010.

Em outro trecho, o consultor voltou ao tema: "Não é sensato que o JR (José Ricardo), caso me considerasse mesmo parceiro no trabalho, não tenha tomado a iniciativa de me dar a notícia dos quarenta e cinco milhões. Mas, como o APS considera-se parceiro, foi abrindo o jogo, logo que entrou na sala." Ele cita o valor quatro vezes no diário.

Gruginski conta que só participou da reunião em que os senadores foram mencionados porque APS chegou quando ele estava com José Ricardo. Ele escreveu: "Logo a seguir entra o APS: 'Vim voando de Goiânia, ontem, quando você (José Ricardo) me ligou falando do caso da emenda de interesse da CAOA/MMC. Ainda à noite fui falar com o Fernando (César Mesquita) - lá do Senado, assessor do presidente'". Fernando César Mesquita é acusado pelo Ministério Público Federal de receber propina para levar a senadores os pleitos dos lobistas pelas MPs.

Gruginski admitiu ao Estadão que ele próprio redigiu a emenda mencionada pelos lobistas na reunião, para atender a CAOA e MMC. A primeira tentativa de incluí-la foi na MP 471/2009, editada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com assinatura do então senador Francisco Dornelles (PP-RJ), atual vice-governador do Rio de Janeiro. Essa medida provisória, contudo, foi aprovada sem nenhuma emenda. O objetivo era estender para a região Centro-Oeste os mesmos benefícios fiscais concedidos às montadoras de veículos instaladas no Norte e Nordeste.

Gruginski não quis comentar com o Estadão detalhes do que redigiu em seu diário. Em depoimento à Polícia Federal, ele explicou que trabalhou com Dornelles de 2001 a 2002, quando ele era ministro do Trabalho, e que, assim que redigiu a minuta da emenda à MP, a levou ao senador, que aceitou apresentá-la para discussão no Senado. Ele afirmou na oitiva não se recordar de ter "especificado ao senador que a emenda apresentada era uma demanda da SGR em razão do contato da MMC/CAOA". Gruginski negou ter oferecido propina ao senador.

Emenda semelhante foi reapresentada um ano depois pelo senador Gim Argello à MP 512/2010, ocasião em que os lobistas teriam, na versão de Gruginski, mencionado valores a Gim, Renan e Jucá. Menção ao depoimento foi divulgada nesta quarta-feira, 27, pela Folha de S. Paulo.

Gim
Em depoimento à PF, obtido pelo Estadão, Gim Argello disse que a emenda apresentada por ele foi redigida pelo seu gabinete e que "nunca lhe foi oferecido pagamento ou vantagem para que propusesse emendas às Mps".

Procurado pelo Estadão, Renan disse, por meio de sua assessoria, que não conhece Gruginski e que jamais autorizou, credenciou ou consentiu que terceiros utilizassem seu nome. Gim e Jucá não atenderam a telefonemas da reportagem.

Brasil sobe no ranking...da corrupção.


Sem medidas estruturais para evitar a continuação de subornos e propinas, o Brasil registrou a maior queda no mundo no ranking internacional da corrupção, compilado todos os anos pela Transparência Internacional. A entidade alertou que enquanto não houver uma reforma de fato no País, as punições adotadas contra ex-diretores da Petrobras não serão suficientes para acabar com a corrupção no Brasil e que "novas máfias" podem "se apoderar uma vez mais das estatais".

No informe publicado hoje em Berlim, a ONG coloca o Brasil na 76a posição no ranking de 168 países, uma queda de sete posições em comparação ao ano passado. A classificação avalia a percepção internacional da corrupção a partir de sondagens colhidas por diferentes entidades. A Dinamarca é, segundo o ranking, o país menos corrupto do mundo, sendo a Coreia do Norte e a Somália os piores casos.

O Brasil, segundo a pesquisa, está hoje empatado com Burkina Fasso e Zâmbia, abaixo de El Salvador, Bulgária e África do Sul. Com apenas 38 pontos de 100 possíveis no ranking, o Brasil ficou abaixo da média de pontuação do mundo ou das Américas e perdeu cinco pontos em um ano. A escala de 0 (considerado o mais corrupto) a 100 (considerado o menos corrupto) aponta ainda que o Brasil não atinge nem mesmo a média dos países árabes. (Broadcast Político)

PF na rua para investigar o Triplo X do Lula.


O procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima, que integra a força-tarefa da Operação Lava Jato, declarou nesta quarta-feira, 27, que ‘todos os apartamentos’ do Condomínio Solaris, no Guarujá, são alvos da investigação sobre esquema de offshores criadas para remessas ao exterior de propinas relacionadas às fraudes na Petrobrás. Entre os imóveis investigados, disse o procurador, estão alguns que podem estar relacionados a familiares do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, como sua mulher, Giselda, e a cunhada, Marice.

“A investigação tem um pé na busca de patrimônio (oculto). Entendemos que todos os apartamentos devam ser investigados. Não estamos focando somente no apartamento da Nelci (Warken) ou eventualmente alguns envolvendo familiares de Vaccari. A informação foi confirmada pelo delegado Igor Romário, da Polícia Federal. “Todo o empreendimento está sob investigação.” 

Durante entrevista coletiva na sede da Polícia Federal, o procurador respondeu a uma pergunta se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja família teria poder de compra de um tríplex no condomínio no litoral paulista, seria também alvo da investigação.

“Investigamos fatos. Se houver apartamento lá que esteja em seu (de Lula ) nome ou negociado com alguém da sua família, como todos os outros (será investigado). Temos indicativos do uso desses apartamentos para lavagem de dinheiro.” Carlos Lima anotou que ‘nesse momento’ a apuração aponta para imóveis que seriam de propriedade de familiares de Vaccari. 

“O empreendimento originariamente era da Bancoop (Cooperativa dos Bancários de São Paulo) e foi assumido pela OAS. Temos indicativos que tgodos os apartamentos, ou boa parte deles, podem ter sido usados para lavagem de dinheiro oriundo de contratos com estatais. Estamos analisando e aprofundando a investigação.”

O procurador respondeu a uma outra indagação sobre Lula ter declarado à Justiça eleitoral na campanha de 2006, quando reelegeu-se presidente, que sua família possuía um imóvel no condomínio do Guarujá, no valor de R$ 47 mil. “Existe até notícia de jornal que a família do ex presidente estaria desistindo de exercer o poder de comprar esse imóvel. Estamos analisando essa questão mjais a fundo. “Temos indícios de que um tríplex lá (no Solaris) vale R$ 1 milhão ou R$ 1,5 milhão, valor bastante significativo.”

Segundo o Instituto Lula, o ex-presidente e sua mulher, Marisa, ‘jamais ocultaram que esta possui cota de um empreendimento em Guarujá, adquirida da extinta Bancoop e que foi declarada à Receita Federal’. (Estadão)

PT quer lavar as mãos na lama.


O presidente do PT, Rui Falcão avisa que, DE AGORA EM DIANTE, todo candidato petista será o tesoureiro da própria campanha, para evitar deslizes na arrecadação. Terá quer assinar uma cláusula de honestidade, um contrato de lisura, uma declaração de pureza de princípios. Aí entra a pergunta: mas o esquema do PT não era tão organizado e tão limpo? Vaccari não está sendo injustiçado? E o fundo partidário, como é que fica? E a responsabilidade legal da legenda? O Rui Falcão vai precisar de um detergente muito mais forte para limpar as mãos do PT do maior esquema de corrupção da história eleitoral do Brasil. Muito mais do que a assinatura do Chico da Farmácia, do Zeca da Funerária, da Maria Lambari e dos vereadorzinhos pelo interior do Brasil.

Brasil é um dos principais pesos mortos da economia global, destaca Washington Post.


"Se a economia global está sendo arrastada em meio a um cenário de desaceleração da economia chinesa e de outros países em desenvolvimento, o Brasil é uma das principais âncoras deste peso morto". Esta é a avaliação do jornal Washington Post, que destaca que a recessão brasileira está atrapalhando a economia global.
 
O Washington Post aponta que o Brasil está sendo afetado pela desvalorização das commodities no âmbito internacional. “Mas os problemas do Brasil vão mais longe de que o ciclo de desvalorização das commodities. Por uma década, o país aproveitou o crescimento das exportações para ignorar problemas estruturais. Quando a recessão global bateu, ele se endividou para garantir o crescimento."

"Enquanto isso, a corrupção aflorou'', afirma a publicação. De acordo com a publicação, conseguir sair dessa bagunça vai exigir mais do que a mudança dos políticos e uma recuperação do apetite da China por matérias-primas. O Brasil terá de enfrentar os males fiscais e políticos que, em muitos casos, estão em sua Constituição de 1988, como é o caso da reforma da previdência.

"Os políticos brasileiros, como os famosos jogadores de futebol, são bons em improviso, então é possível que o país consiga manobrar em torno do que parece ser o segundo ano de recessão sem um calote das dívidas. A aposta atual é de que Dilma Rousseff vai sobreviver ao processo de impeachment. Mas as reformas de que o país precisa para voltar a crescer podem estar longe, o que é mais uma má notícia para a economia global'', conclui a publicação.

Vale destacar que, na última sexta-feira, durante reunião do diretório Nacional do PDT, a presidente Dilma Rousseff afirmou ter ficado "estarrecida" com a piora das previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a economia brasileira e destacou que o país voltará a crescer. “Estou estarrecida com o relatório do Fundo Monetário Internacional, a gente sabe que o fundo fala muita coisa”, afirmou. Na semana passada, o FMI divulgou relatório com previsões para a economia global.

No caso do Brasil, a entidade aumentou, de 1% para 3,5%, a estimativa de queda do Produto Interno Bruto (PIB). (Infomoney)

Zé Dirceu quer contestar Moro em novo depoimento.


Preso há 175 dias por suspeitas de embolsar milhões de reais em propina no esquema do petrolão, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu decidiu falar. Segundo o criminalista Odel Antun, defensor de Dirceu, o petista vai apresentar ao juiz Sergio Moro na sexta-feira sua versão sobre as acusações de que recebeu dinheiro sujo de empreiteiros da Lava Jato e de que lavou os recursos em viagens de jatinho, imóveis e consultorias fictícias. 

Entre os pontos que o próprio Dirceu deve mencionar em seu depoimento estão a tese de que o lobista Milton Pascowitch teria utilizado indevidamente seu nome para comprar um jatinho do também lobista Julio Camargo e a argumentação de que a escolha do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque não passou por suas mãos. "O Zé está pronto para responder tudo", disse Antun.

Segundo o Ministério Público, as suspeitas são de que Dirceu, réu pelos crimes de corrupção, crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa, atuava em um dos núcleos do esquema de corrupção na Petrobras para arrecadar propina de empreiteiras por meio de contratos simulados de consultoria com a empresa dele, a JD Consultoria e Assessoria. 

Os indícios nas investigações apontam que o petista recebeu 11,8 milhões de reais em dinheiro sujo, tendo lavado parte dos recursos não só em serviços fictícios de consultoria, mas também na compra e reforma de imóveis para familiares e na simulação de aluguéis de jatinhos.

De acordo com as investigações, o esquema do ex-chefe da Casa Civil na Lava Jato movimentou cerca de 60 milhões de reais em corrupção e 64 milhões de reais em lavagem de dinheiro. Ao todo, o MP calcula que houve 129 atos de corrupção ativa e 31 atos de corrupção passiva entre 2004 e 2011, além de 684 atos de lavagem de dinheiro entre 2005 e 2014.

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O nome de José Dirceu foi frequentemente citado por delatores da Lava Jato como o destinatário de propina do esquema criminoso. O lobista Julio Camargo, delator da Operação Lava Jato, voltou a afirmar na sexta-feira que repassou 4 milhões de reais em propina ao ex-ministro da Casa Civil. O dinheiro sujo foi recolhido, segundo Camargo, a mando do ex-gerente de Serviços da Petrobras Renato Duque e pago de forma parcelada: foram 2 milhões de reais entre abril de 2008 e abril de 2009, 1 milhão de reais entre julho e agosto de 2010 e o restante foi pago a partir de uma conta de afretamento de jatinhos que o petista utilizava.

A avaliação dos procuradores que atuam na Operação Lava Jato é a de que Dirceu é um criminoso reincidente, porque praticou crimes depois de o processo do mensalão já ter sido concluído. É possível que a Justiça imponha ao petista também o agravante de maus antecedentes, já que, segundo o procurador da República Roberson Pozzobon, ele praticou crimes de corrupção e lavagem de dinheiro pelo menos desde 2006, quando passou a receber dinheiro sujo de empreiteiras. A reincidência e os maus antecedentes são fatores considerados pela Justiça para aumentar a pena do suspeito em caso de condenação. (Veja)

Que pena!


Belíssimo texto de Kim Kataguiri,  do Movimento Brasil Livre, no seu espaço semanal na Folha de São Paulo. Ponto por ponto, vírgula por vírgula, ele demole o artigo de "boas vindas" de Gilhertme Boulos, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que antes mesmo da estreia de Kataguiri produziu um libelo ofensivo, mentiroso e desinformado sobre a direita brasileira. Um belo texto, no entanto, não significa uma bela coluna.

O que mais temia aconteceu. Em vez de dedicar no máximo três linhas a Boulos reforçando a sua insignificância, Kataguiri fez um artigo-resposta. Aceitou a agenda.  Aceitou a pauta. E todo mundo sabe o que isso significa isso em política. Em vez de dizer a que veio preocupou-se em cultivar um feio hábito de colunistas e blogueiros de São Paulo, especialmente, de bater boca entre si, como se o resto do Brasil, com raríssimas exceções, os conhecessem.  E como se fossem as raras mentes brilhantes deste país.

Podem pesquisar: mais de 95% não sabe quem é Boulos e quem é Kataguiri. Os movimentos que dirigem sim, estes são bem mais conhecidos e por isso devem ser o foco e não os egos de seus líderes. 

O que o MBL vai fazer amanhã ninguém sabe. E poderia fazer muito. Na certa vai fazer. Seria útil e inteligente que o Brasil soubesse. No entanto, o "movimento" perdeu tempo e espaço numa lutinha ideológica que agrada meia dúzia de puxa-sacos, mas como diz uma amiga minha, não enche urna, apenas gera aplausos no facebook. Desejamos que no segundo artigo, na próxima terça-feira, isto nos seja revelado. E que as brigas inúteis entre dois desconhecidos do eleitor brasileiro cessem por aí. Boulos vai querer continuar brigando com Kataguiri. Kataguiri deveria, nesta modesta opinião, brigar pelo Brasil.

Abaixo, a coluna de Boulos e a resposta de Kataguiri. 

O velho e o novo

Guilherme Boulos

Quando questionado por sustentar ideais de igualdade e justiça social aos 70 anos de idade, o saudoso Plínio de Arruda Sampaio (1930-2014) respondeu: "Ficar velho não é virar velhaco". Há pessoas que, mesmo velhas, permanecem jovens de espírito. Abertas para o novo. E há outros que, mesmo jovens, carregam os medos e preconceitos das velhas gerações. Jovens, mas com o espírito de velhos rançosos. É o caso de Kim Kataguiri, que lidera o MBL (Movimento Brasil Livre) e tornou-se agora colunista deste jornal.

Não é exatamente uma surpresa a Folha tê-lo contratado. A maior parte de seus colunistas é liberal em economia e politicamente conservadora, assim como sua linha editorial. Neste quesito, Kim estará à vontade.

Talvez a surpresa de muitos seja por conta de seu despreparo, mais do que por sua posição política. Difusor de piadas machistas, com discurso repleto de argumentos rasos e com uma prepotência própria de quem ainda não recebeu a notícia, Kim não está qualificado sequer como uma voz coerente da direita.

Mas o que de fato surpreende é ver Kim e seu MBL tratados por alguns como representantes do "novo", do autêntico espírito de revolta da juventude contra a velha política. Na verdade, eles são precisamente o contrário disso.

Há uma percepção cada vez mais ampla de que estamos vivenciando a crise de uma época. De que este sistema político é incapaz de representar as maiorias. De que este modelo econômico só atende aos interesses privilegiados do 1%. Daí uma série de movimentos que nasceram nos últimos anos com ojeriza à velha política e clamando por transformações profundas.

Como o movimento Ocuppy Wall Street, lançado em Nova York (EUA), que reuniu milhares de pessoas numa ocupação permanente em Manhattan, depois estendida com protestos em várias cidades norte-americanas, contra a ganância desmedida da elite financeira.

Como o 15M, quando o povo indignado espanhol tomou as ruas e praças contra as políticas liberais de austeridade, os despejos em massa por conta das hipotecas "subprime" (segunda linha) e a corrupção da "porta giratória". Dessa energia nasceu o Podemos.

Como também as grandes lutas dos estudantes chilenos por reformas do ensino, que levaram multidões de jovens às ruas contra o modelo liberal-privatista de educação, herança da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

Esses ventos também chegaram por aqui: as ocupações de escolas em São Paulo, as lutas contra o aumento das tarifas de transporte e as batalhas cotidianas pelo direito à cidade, nos centros e periferias urbanos, espalhadas pelo Brasil.

Poderíamos falar dos jovens do Ocupe Estelita, em Recife, que se insurgiram contra a especulação imobiliária e a apropriação privada do espaço público. Da resistência negra, no Capão ou em Ferguson (Missouri, nos EUA), que expressa a revolta da juventude contra o extermínio policial. Ou ainda da bela luta das mulheres –as mesmas que Kim comparou a "miojo"– contra os projetos retrógrados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Aí está o novo. Por esses ares passa o legítimo sentimento de repulsa à velha política, aos seus representantes e privilégios. Defender os mecanismos sociais que produzem desigualdades, a ideologia meritocrática e a repressão a quem luta é o que há de mais velho. É o programa da ordem, sempre a postos para prestar seus serviços à Casa Grande.
Kim é isso: um garoto da ordem. Ergueu-se no rescaldo da crise do petismo, expressando de forma confusa os anseios de uma classe média sem projeto nem visão de país, que –sentindo-se insegura– busca apoio nas bengalas do conservadorismo. As crises fazem surgir o novo, mas também dão roupa nova ao velho. 
Que coisa feia, Boulos! 

Kim Kataguiri

Guilherme Boulos, o burguês revolucionário, decidiu dedicar sua coluna do dia 21, nesta Folha, a mim. Senti-me honrado. Afinal, para lembrar Nelson Rodrigues, de certos tipos, só quero vaias. E o artigo foi uma bela tentativa de vaia.
O coxinha vermelho disse que "não é exatamente uma surpresa" a Folha ter me contratado, pois "a maior parte de seus colunistas é liberal em economia e politicamente conservadora, assim como sua linha editorial".
Como a gente nota, o propósito de divertir o leitor não se resume a humoristas como Gregório Duvivier, Marcelo Freixo e Vladimir Safatle. Boulos também está no time, com a pequena diferença de que o movimento que ele lidera pratica crimes, que é coisa um pouco diferente de apenas justificá-los.
Depois da graciosa piada, Boulos afirma que "talvez a surpresa de muitos fique por conta [sic]" do meu "despreparo". É claro que o líder do MTST tem o direito de escrever asneira. Mas deve fazê-lo em bom português. Eu posso dizer que a prática de ações de caráter terrorista em São Paulo fica "por conta" de Boulos. Acerto no fato e na gramática. Ao escrever sobre mim, nosso amiguinho empregou "por conta" em lugar de "por causa". Errou na gramática e no fato. Despreparo.
Boulos se diz surpreso porque eu e o MBL somos "tratados por alguns como representantes do 'novo'". Pergunto: o que há de novo em invadir a propriedade alheia? O que há de novo em pagar militantes para que defendam uma causa na qual não acreditam? Parece-me que a única novidade é que a rebeldia revolucionária hoje é apadrinhada pelo próprio governo.
O líder do MTST fala de um tal modelo econômico que "só atende aos interesses privilegiados do 1%". É famoso o "estudo" que sustenta que 1% da população mundial é mais rica do que os outros 99%. Mas nosso querido poodle do adesismo esqueceu de dizer que, segundo a metodologia dessa pesquisa, um mendigo sem dívidas é mais rico do que 2 bilhões de pessoas somadas. Isso porque a riqueza é calculada subtraindo-se as dívidas do patrimônio. Como 2 bilhões de pessoas têm dívida, sua riqueza é negativa. Não é estudo. É lixo.
Seguindo essa lógica, todos nós já fomos mais ricos do que o Eike Batista quando quebrou. Tomando cotovelada nos ônibus lotados, estávamos mais ricos do que o Eike comendo lagosta numa lancha.
Na sua compulsão invencível por passar vergonha, Boulos escreveu que o "Podemos", partido de esquerda, surgiu da energia do povo espanhol que "tomou as ruas e praças contra as políticas liberais de austeridade (...)".
Desculpo-me por acabar com seu mundo de unicórnios voadores, mas a energia que criou o Podemos é a mesma que o sustenta, caro Boulos: o dinheiro. Desde 2002, a Venezuela pagou mais de 3 milhões de euros para uma fundação que tinha entre seus gestores diversos líderes do partido. Você certamente sabe como isso funciona porque, afinal, comanda o MTST, também ele cheio de "energia".
Outro trecho de sua coluna me chamou a atenção. Escreveu ele, tentando atacar o Movimento Brasil Livre: "Defender os mecanismos sociais que produzem desigualdades, a ideologia meritocrática e a repressão a quem luta é o que há de mais velho".
Durante mais de um mês, coordenadores e apoiadores do MBL acamparam em frente ao Congresso Nacional para pressioná-lo a levar à frente a denúncia contra a presidente Dilma Rousseff, que pode resultar no seu impeachment.
No dia 27 de outubro, uma terça-feira, quando protestávamos nas galerias da Câmara, o deputado Sibá Machado (AC), líder do PT, nos chamou de "vagabundos", disse que iria "para o pau" com a gente. Na quarta, militantes do MTST, que Boulos comanda com mão de ferro e cabeça de jerico, nos atacaram a pauladas, pedradas, socos e chutes. Vários de nós ficaram feridos. Apesar disso, não reagimos, demos as mãos e ficamos de costas para os criminosos.
De fato, "a repressão a quem luta é o que há de mais velho" na história. Especialmente, Boulos, quando os bárbaros que atacam estão falando em nome das ideias que eram vanguarda no fim do século 19.
Boulos finaliza citando uma tal "classe média sem projeto nem visão de país". Acho que se referia a si mesmo. Já vi o MTST espancando pessoas inocentes, invadindo prédios e queimando pneus. Lembro-me de um debate do grupo, que eu mesmo presenciei, que é um emblema do "projeto de Boulos": a grande questão era que deputado iria pagar a marmita dos militantes a soldo.
Não vou convidar Boulos a deixar de ser autoritário e rançoso porque, aos 19 anos, já aprendi o que ele ignora aos 34: as coisas têm a sua natureza. E é da natureza de uma milícia como o MTST e de seu miliciano-chefe linchar fatos e pessoas.
Como eu não quero calar Boulos, não sou obrigado a engoli-lo. Como ele certamente gostaria de me calar, vai ter de me engolir.
PS - Boulos, se você não entendeu aquele negócio do 1% e da dívida, peça o meu telefone aí na Folha e me ligue. Explico. Nunca é cedo para ensinar alguma coisa nem tarde para aprender.
PS2 - A ombudsman da Folha, Vera Guimarães, escreveu no domingo uma ótima coluna sobre as reações à contratação deste colunista, inclusive a de Boulos. Concordo com quase tudo. Ela me censura por eu não ter me redimido de uma piada postada há dois anos, que teria caráter machista. Repito o que disse em entrevista à TV Folha, Vera: "Piada não é uma forma de pensamento, não é uma ideologia". Salvo engano, não conheço nenhuma piada cem por cento justa. Aliás, deixemos as injustiças para o mundo do humor. Sejamos nós os justos.

PT pode criticar a Economia, mas PMDB não pode mostrar os problemas da Saúde.É o governo da Dona Doida.


O governo avalia que o ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB), está desgastado e vem perdendo as condições políticas de permanecer no cargo em razão de suas declarações polêmicas e da ineficiência ao tratar do avanço da dengue e do zika. Nesta segunda-feira, 25, em uma visita à Sala de Situação do Distrito Federal para Controle da Dengue, em Brasília, o ministro voltou a dizer que o País está perdendo “feio” a guerra contra o Aedes aegypti. 

A expressão, a mesma adotada na sexta-feira, 22, durante evento da Fundação Oswaldo Cruz, em Teresina, foi considerada infeliz pelo Planalto, sobretudo num momento em que integrantes do governo tentam traçar estratégia para mobilizar a população no combate ao mosquito. “Nós estamos há três décadas com o mosquito aqui no Brasil e estamos perdendo a batalha feio para o mosquito”, disse.

No governo, há quem avalie que Castro corre sério risco de “morrer pela boca”. 

Por outro lado,  integrantes da Executiva Nacional do PT vão retomar nesta terça-feira, 26, as cobrança ao governo Dilma Rousseff por medidas para o reaquecimento da economia do País. Na véspera do encontro, representantes da maior corrente do partido, Construindo um Novo Brasil (CNB), afinaram o tom que deverão apresentar na reunião da cúpula.

“O partido deve reforçar as críticas de que o governo precisa retomar o processo de crescimento com algumas medidas como acelerar o processo de concessões e principalmente no que tange o programa Minha Casa Minha Vida, que pode gerar emprego e atende aos movimentos sociais que demandam por moradias populares”, afirmou o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), que participou do encontro da CNB.

“O governo Dilma deve ter um protagonismo a partir do equacionamento das questões econômicas”, ressaltou o ex-ministro Edson Santos (PT-RJ). A única coisa que fizeram até agora foi demitir o Levy e acabar com a independência do Banco Central.

E assim vai o governo da Dona Doida.  Basta o PMDB recuar para ser o responsável pelas mazelas da nação. E o PMDB recua em nome do fisiologismo e dos interesses pessoais de meia dúzia de bandidos. (Informações do Estadão)

PMDB indica candidato que espancou a mulher duas vezes como candidato a prefeito do Rio.


O presidente do PMDB-RJ, Jorge Picciani, confirmou nesta segunda-feira, 25, que o secretário municipal de Coordenação de Governo, Pedro Paulo Carvalho, será o candidato à sucessão do prefeito Eduardo Paes. Desde que, em outubro passado, se tornaram públicas agressões físicas e ameaças de Pedro Paulo à ex-mulher Alexandra Marcondes, denunciadas por ela em registros policiais, a candidatura do secretário estava em xeque. Padrinho político de Pedro Paulo, o prefeito sempre disse que não haveria mudanças nos planos de lançar Pedro Paulo candidato, o que foi confirmado por Picciani.

“A decisão sobre a candidatura de Pedro Paulo não é só do Eduardo Paes, mas de todo o partido. Pedro Paulo vai enfrentar e submeter o nome ao julgamento popular”, afirmou o presidente peemedebista.

A primeira queixa de Alexandra contra Pedro Paulo foi registrada em fevereiro de 2010, às vésperas da separação do casal. Ela disse ter sido agredida com socos e chutes, e um laudo do Instituto Médico Legal (IML) constatou que Alexandra teve um dente quebrado. O casal havia brigado porque Alexandra descobriu uma traição de Pedro Paulo. O segundo registro aconteceu em agosto de 2010, quando a ex-mulher disse que Pedro Paulo a importunava em casa, havia chutado a porta do apartamento e ameaçado “sumir” com a filha do casal.

Quando a primeira agressão foi revelada pela revista Veja, em outubro passado, Alexandra inicialmente disse que havia mentido e que não tinha sido agredida. Depois, confirmou as agressões. Em entrevista ao lado da ex-mulher, em novembro, Pedro Paulo disse que era um problema de família já superado. O segundo registro policial feito por Alexandra foi noticiado pela revista Época

“A gente não tira a gravidade nem a importância do fato, cabe a ele (Pedro Paulo) responder. As pessoas podem sair de uma situação adversa para um exemplo. O perdão é bíblico. O homem público está sempre sujeito ao julgamento popular. Pedro está plenamente preparado para governar a cidade. Com humildade aceitaremos o julgamento da população”, afirmou Picciani.

Além de Pedro Paulo, estão entre os pré-candidatos à prefeitura da capital o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), o deputado federal Alessandro Molon (Rede) e o senador Marcelo Crivella (PRB). O PSD poderá disputar com o deputado Indio da Costa. O PSDB também defende candidatura própria na capital e está em busca de um nome. (Estadão).

Dilma estoura dívida pública em meio trilhão em 2015.


A dívida pública federal avançou 21,7% no ano passado, totalizando R$ 2,8 trilhões. Foram R$ 498 bilhões a mais em comparação ao estoque de 2014. 

Esse é o resultado da política do Tesouro Nacional de venda de títulos no mercado para financiar os déficits no Orçamento e tentar melhorar o perfil da dívida, ao reduzir custos e esticar o prazo desses papéis. 

Do total da dívida, R$367,7 bilhões foram referentes ao pagamento de juros, o maior valor já registrado. Em 2014, foram gastos R$ 243,3 bilhões com abatimento de juros. 

As emissões de títulos da dívida superaram em R$ 42,8 bilhões os resgates no ano passado. Desse total, mais da metade - R$ 28,40 bilhões - foi em títulos com remuneração prefixada. 

Com o aumento da taxa Selic em 2,5 pontos percentuais ao longo do ano passado e a disparada do dólar, o custo médio da dívida subiu ao maior patamar desde o fim de 2008, para 16,07%. 

2016
Para este ano, o Tesouro trabalha com a perspectiva de uma dívida entre de R$ 3,1 trilhões e R$ 3,3 trilhões, de acordo com o PAF (Plano Anual de Financiamento). A dívida federal vai demandar R$ 589,7 bilhões em financiamento no mercado. Segundo o secretário do Tesouro, Otavio Ladeira de Medeiros, há caixa para atender às necessidades do ano e não há necessidade de emissão adicional de títulos. "Entramos no ano com caixa suficiente para pagamento de totalidade da dívida. Não há necessidade de emissão adicional." 

PERFIL
Dos detentores da dívida pública, os fundos de pensão tiveram o maior crescimento em participação, que subiu de 17,1% para 21,4%. São, agora, o segundo maior detentor da dívida pública, desbancando os fundos de investimento. As instituições financeiras continuam como os maiores detentores de títulos públicos, mas sua participação caiu de 29,8% para 25%. O prazo médio dos papéis emitidos pelo Tesouro chegou a seu melhor patamar, de 4,6 anos. Em 2014, esse prazo era de 4,4 anos. (Folha)

FHC desmonta entrevista de Dilma e discorda do PSDB: PT deve continuar existindo para pagar seus pecados.


Depois de o PSDB protocolar na Procuradoria-Geral Eleitoral uma representação em que pede a extinção do PT, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso saiu em defesa do partido da presidente Dilma Rousseff. 

"O PT representa parcelas da opinião brasileira e, como tal, melhor que continue ativo, que se livre das mazelas que o acometem e que o PSDB se prepare para vencer dele nas urnas", afirmou à Folha, em entrevista por e-mail, neste domingo (24). 

Embora diga que não haveria razão para ser consultado sobre a ação, já que não faz parte da "hierarquia formal de mando do PSDB", o ex-presidente afirmou que, se consultado, "diria ser mais apropriado deixar que os procuradores cuidem desse tema". 

"O PSDB já fez o que lhe cabe: uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral sobre o uso de recursos ilícitos na campanha de 2014. Da resposta afirmativa a essa investigação pode até mesmo caber nulidade de registro partidário. Se a lei assim dispuser, nada a fazer, senão cumpri-la." 

O ex-presidente voltou a dizer que o avanço do processo de impeachment da presidente Dilma ficou difícil, citando problemas de congressistas na Justiça. "Em um Congresso cujos chefes principais estão sob suspeita judiciária e que, eventualmente tenham usado o impeachment como manobra de defesa de seus interesses e não por sua legitimidade intrínseca, ficou difícil separar alhos de bugalhos", afirmou o tucano. 

Ele defende, porém, que há base legal para impeachment, citando as, segundo disse, "reiterada pedaladas fiscais" e o uso de recursos públicos para fins eleitorais. "Engana-se a presidente ao imaginar que por estar convencida de que não se beneficiou de malfeitos está imune a ações de impeachment. Este abrange a responsabilidade político-administrativa, mesmo quando não se trata de 'crime' praticado pessoalmente." 

Segundo o tucano, o dirigente que sofre um impeachment não necessariamente se transforma em réu."Sua penalidade é deixar o cargo, por haver desrespeitado normas constitucionais, como no caso das pedaladas fiscais. Ao mesmo tempo, há a recessão econômica e a incapacidade de superar a conjuntura fiscal negativa." 

COMPARAÇÕES
Para ele, a comparação que Dilma fez da discussão sobre o impeachment com a crise política vivida por Getúlio Vargas (1882-1954) foi infeliz. "O forte da Presidente Dilma não é seu conhecimento da história. O pedido de impeachment de Getúlio se deu em um contexto de alta radicalização política, exacerbada pela Guerra Fria, que envolveu na briga as Forças Armadas e mesmo setores internacionais. Fazia-se crer que haveria a repetição no Brasil da República sindicalista do peronismo." 

No caso de Dilma, ele afirma, seria mais apropriada a comparação com a experiência vivida pelo ex-presidente Fernando Collor, "quando as consequências da retenção dos depósitos bancários criaram uma exasperação na sociedade e a pouca habilidade do presidente em lidar com o Parlamento, associado a imputações de corrupção palaciana, levou o país a sustentar o impeachment". 

LAVA JATO
O tucano também afirmou que a presidente Dilma, ao dizer em entrevista à Folha "há pontos fora da curva" na Lava Jato, tenta "diluir a gravidade dos fatos revelados" pela operação. Para FHC, as críticas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à forma como a apuração da Lava Jato está sendo conduzida cria um clima para que surjam ações para anular as provas da operação. 

"Os acordos de colaboração constituem instrumentos legais aprovados pelo Congresso. Tentar desmoralizá-los cria um clima que favorece ações futuras de nulidade das provas por inconsistências processuais", afirmou. 

O ex-presidente disse ainda que a carta em que advogados repudiam "abusos" na operação perde "peso pelo fato de muitos dos subscritores serem advogados dos acusados", podendo, segundo diz, "haver interesses menos nobres em sua sustentação".

Lula tenta dar carteiraço em promotor que vai apresentar denúncia sobre triplex no Guarujá.


Pessoas próximas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que a forma como o promotor Cassio Conserino divulgou a possibilidade de oferecer denúncia contra o petista por supostamente ocultar a propriedade de um apartamento triplex no Guarujá enfraquece a investigação do Ministério Público.

"É esquisito um promotor dar entrevista antes de formalizar o procedimento. Vamos esperar para ver de que forma ele vai apresentar este procedimento. Oferecer denúncia qualquer um pode oferecer. A Justiça acatar a denúncia é outra coisa", disse o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto.

Segundo a revista Veja, o promotor decidiu oferecer denúncia contra Lula. Ao Estado, Conserino disse que as apurações indicam "para a possibilidade" da denúncia e cita uma "gama de prova testemunhal circunstancial e documental que apontam para possível crime de lavagem de dinheiro".

Em nota divulgada anteontem, o Instituto Lula diz que examina ações contra Conserino e acusa o promotor de cometer uma "violência" contra o ex-presidente além de "violar a lei" e o estado democrático de direito ao dizer que ofereceria a denúncia antes mesmo de ouvir as alegações da defesa, fase obrigatória em um processo judicial.

Conserino se defendeu dizendo que não antecipou a decisão e está apenas dando transparência a um caso de alto interesse público. "Informar a sociedade sobre uma investigação de evidente interesse público, por meio de uma imprensa livre não me parece violar a lei, especialmente porque não há sigilo da investigação. Além disso somos promotores de Justiça e trabalhamos em prol e para a sociedade, que merece tomar ciência de investigações dessa envergadura", disse o promotor.

As investigações mostram que a ex-primeira-dama Marisa Letícia visitou o apartamento em companhia de Léo Pinheiro, da OAS, empresa investigada pela Operação Lava Jato e que é suspeita de ter bancado benfeitorias no imóvel.

Mérito. Além de questionar a forma como o promotor agiu, o Instituto Lula nega o mérito da acusação. Segundo o Instituto, Lula nunca escondeu que possui a opção de compra de um apartamento no prédio investigado, portanto, nunca ocultou nada. (Estadão)