sábado, 9 de junho de 2012

Se a UNE estava inadimplente desde 2007, como foi beneficiada com novos convênios e recebeu R$ 30 milhões de Lula?

No post abaixo, o Portal da Transparência Pública mostra que a União dos Estelionatários Brasileiros, UNE, estava inadimplente desde 2007. A lei é clara:

A IN 01/97, que regula os convênios na Administração Pública, determina:

"Art. 5º - É vedado: 

I - celebrar convênio, efetuar transferência, ou conceder benefícios sob qualquer modalidade, destinado a órgão ou entidade da Administração Pública Federal, estadual, municipal, do Distrito Federal, ou para qualquer órgão ou entidade, de direito público ou privado, que esteja em mora, inadimplente com outros convênios ou não esteja em situação irregular com a União ou com entidade da Administração Pública Federal Indireta;

§ 1º Para os efeitos do item I, deste artigo, considera-se em situação de inadimplência, devendo o órgão concedente proceder à inscrição no cadastro de inadimplentes do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal - SIAFI e no Cadastro Informativo - CADIN, o convenente que:

I - não apresentar a prestação de contas, final ou parcial, dos recursos recebidos, nos prazos estipulados por essa Instrução Normativa";

O governo federal, especialmente o presidente Luiz Inácio da Silva, vulgo Lula, cometeu vários crimes ao doar dinheiro público para caloteiros, safados, estelionatários. Qual a pena para estes crimes? 

A velha quadrilha do Mensalão explode o cofre em Maricá.

Com pouco menos de 130.000 habitantes, o município de Maricá, a 60 quilômetros do Rio de Janeiro, faz parte de um punhado de localidades fluminenses que enriqueceram de repente por um capricho da natureza: está na rota do pré-sal. Por obra e graça da exploração de petróleo, o orçamento municipal de 200 milhões de reais teve, só nos primeiros três meses deste ano, um acréscimo de 35 milhões relativos a sua fatia dos 100.000 barris extraídos do campo de Tupi, rebatizado de Lula. É uma pequena fração de uma bolada que, nos cálculos mais otimistas, pode beneficiar os cofres maricaenses em até 1 bilhão de reais nos próximos anos. 

Como prova do reposicionamento de Maricá na ordem de interesses, um dos principais caciques do PT, José Dirceu, visitou a cidade pelo menos duas vezes desde a posse do prefeito petista Washington Siqueira, o Quaquá, em 2009. Em franca preparação para a reeleição, Quaquá vem espalhando pelo município cartazes de obras milionárias. Os milhões têm saído dos cofres da prefeitura, não há dúvida, mas a cidade pouco tem se beneficiado deles. Nesses três anos e meio, Quaquá e sua turma passaram a ser alvo de 21 processos e cinquenta inquéritos. No rol de abusos, o beabá da cartilha da corrupção: improbidade administrativa, danos ao Erário, prevaricação, peculato, abuso de poder econômico, superfaturamento, contratação de empresas-fantasma - maracutaias que podem ter feito evaporar do caixa oficial cerca de 150 milhões de reais. 

Ao montar sua máquina administrativa, Quaquá convocou duas pessoas de fora. Uma é Marcelo Sereno, ex-assessor dele mesmo, José Dirceu, nos tempos em que era ministro da Casa Civil. Em 2010, Sereno assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Petróleo de Maricá no lugar de Aleksander Santos, político local que, por sinal, enquanto esteve no cargo, também se aproximou de Dirceu, passando a usar essa relação como cartão de visita nos contatos que fazia. Gostava até de expor em redes sociais fotos desse convívio. Sereno se afastou em abril, para concorrer a uma vaga na Câmara de Vereadores do Rio, mas seus tentáculos na política maricaense continuam firmes. 

Outro laço do chefão petista no município é com Maria Helena Alves Oliveira, a secretária executiva e de Administração, que tem no currículo cargos semelhantes, sempre por indicação de Dirceu, nas prefeituras de Nova Iguaçu e Manaus. Até Lurian, a filha do ex-presidente Lula, hoje funcionária da prefeitura de São José dos Campos, no interior de São Paulo, já prestigiou Maricá: esteve lá no Carnaval e, três meses depois, foi até agraciada com o título de cidadã maricaense. Leia mais na Veja.

Conheça os convênios inadimplentes da União Nacional de Estelionatários, lançados no Portal da Transparência Pública. Eles roubam, mas a culpa é da mídia.

A reprodução acima é do Portal da Transparência Pública. É um dos convênios inadimplentes da UNE caloteira e fraudulenta. A União Nacional dos Estelionatários. Ao total, são nove convênios que não foram honrados, desde 2004. Não é crime liberar mais dinheiro para organizações inadimplentes? Para o petralhismo não é. Lula deu R$ 30 milhões à vista para os estelionatários da UNE construírem uma sede. Em 2010. Até hoje não saiu do tapume. O dinheiro ninguém sabe, ninguém viu. Para ver todos os convênios inadimplentes, clique aqui. A esgotosfera repercutiu uma nota oficial emitida pela União Nacional dos Estelionatários. Clique aqui para ler.  A culpa é da mídia que denunciou. Esgotosfera, estelionatários, mensaleiros, todos estão unidos contra a Justiça, a Liberdade de Imprensa e a Transparência Pública. Querem impunidade para roubar mais.

Já que o Portal da Transparência tira do ar o link, vamos botar os outros 8 fac similes. Clique e amplie para ler.



 

Copa do Mundo: explode, corrupção.

A cada dia que passa, explodem os custos da Copa do Mundo. Com os atrasos nas obras, começam a aparecer aditivos que mascaram o superfaturamento justificado pela urgência. Vejam, abaixo, matéria da Agência Brasil:

Os gastos estimados da Copa do Mundo do Brasil subiram de R$ 25 bilhões para R$ 27,4 bilhões, segundo estudo divulgado nesta semana pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A principal novidade do levantamento é a previsão de gastos federais de R$ 371 milhões em telecomunicações. O último estudo consolidado do TCU foi divulgado em março. Desde então, as cidades-sede que registraram o maior salto de investimentos foram São Paulo (R$ 4,9 bilhões em março para R$ 6,2 bilhões em junho), Natal (de R$ 1 bilhão para R$ 1,7 bilhão) e Curitiba (R$ 318 milhões para R$ 863 milhões).

A área que continua liderando a destinação de recursos é a de mobilidade urbana, que passou de R$ 10,9 bilhões a três meses para R$ 12 bilhões em junho. O investimento em aeroportos também subiu, de R$ 6,5 bilhões para R$ 7,3 bilhões. Não houve aumento expressivo nas verbas para estádios e portos no período. Os governos locais são a principal fonte de investimento, respondendo por 25,8% dos gastos totais.

O estudo também mostra a evolução das obras nos estádios nos últimos meses. Entre as 12 cidades-sede, Fortaleza está com as obras mais adiantadas - o Estádio Governador Plácido Aderaldo Castelo, o Castelão, tem 62% das obras concluídas. A menor taxa de execução (11,2%) está em Curitiba, no estádio Arena da Baixada que passa por reformas.

Presidente do Banco Mundial diz que Chávez "está com os dias contados".

O Presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse que os dias do  presidente venezuelano Hugo Chávez estão contados e que os líderes democráticos da América Latina deve começar a se preparar para ver o surgimento de novas oportunidades na região. Em declarações dadas na noite de quinta-feira em reunião do Inter-American Dialogue, centro de pesquisa política com sede em Washington, Zoellick disse que uma mudança de governo na Venezuela poderia levar a América Latina a uma nova era.

"Os dias de Chávez estão contados. Se os subsídios para Cuba e Nicarágua forem removidos, esses regimes terão sérios problemas. Os democratas da América Latina, de centro, esquerda e direita, devem se preparar ", disse Zoellick. " Os clamores por democracia, pedindo um fim para intimidações, proteção dos direitos humanos, eleições justas e  Estado de direito, deveriam vir de todos os lugares", acrescentou o chefe do Banco Mundial. Ele acrescentou que o desaparecimento do regime liderado por Chávez criará grandes oportunidades para as forças democráticas da região. "Em breve, haverá uma chance de tornar o Hemisfério Ocidental no primeiro hemisfério democrático. Não é um lugar para ditadores e cocaína, mas para o desenvolvimento, democracia e dignidade." (Nuevo Herald)

Caiu a ficha do PSB.

Comentário: Alianças com o PT não têm futuro algum para partidos que sonham voar mais alto. Parece que o PSB de Eduardo Campos despertou para o fato de que vai perder em São Paulo, distanciar-se do PSD de Kassab e fechar as portas para o PSDB de Geraldo Alckmin e José Serra. Com o imbroglio do Recife, onde o PT rachou, a candidatura própria passa a ter grandes chances de sucesso. Assim como não faria feio em São Paulo, com Luiza Erundina, sem embarcar na canoa furada da candidatura capenga de Haddad. A matéria abaixo é de O Globo. 

Preocupado com a crise do PT pernambucano, que parece não ter fim, o governador Eduardo Campos (PSB) começou a preparar o time para entrar em campo: exonerou quatro dos seus principais auxiliares, todos com domicílio eleitoral em Recife, como forma de manter “reserva técnica” caseira para a sucessão municipal.

Um deles é o presidente do diretório regional do PSB, Sileno Guedes, que recebeu a missão de ouvir as bases do partido e das legendas aliadas. Eduardo Campos foi eleito para o Palácio do Campo das Princesas com o apoio de 19 partidos, inclusive o PT. Mas começa a dar sinais claros que cansou de esperar pela definição do aliado sobre a eleição para a prefeitura de Recife. O governador manifestou aos correligionários a preocupação com os prazos e a formação das chapas para a Câmara Municipal de Recife e do interior.

No último dia previsto pela Justiça Eleitoral, Campos anunciou o afastamento de Geraldo Júlio (Desenvolvimento Econômico), Tadeu Alencar (Casa Civil), Danilo Cabral (Cidades) e do próprio Sileno. Todos são de extrema confiança e ocupavam cargos estratégicos no estado. Campos já tinha afastado Maurício Rands (Governo) que se tornou um dos pivôs da crise do PT em Recife. O ex-secretário disputou a prévia do partido com o prefeito João da Costa, mas perdeu . Ele e seu grupo político — o Construindo um Novo Brasil (CNB) — apelaram à direção nacional do PT para que a primária fosse anulada, o que terminou ocorrendo. A cúpula do PT decidiu que o derrotado e o vencedor renunciassem para ceder o lugar a um terceiro nome que garantisse a unidade.

Rands atendeu, mas o atual prefeito João da Costa insistiu em lutar pela reeleição. Desde então, o partido rachou em Recife: de um lado a CNB e de outro João da Costa e seus seguidores. O prefeito é independente e não pertence a nenhuma das 18 correntes do PT pernambucano. A Executiva Nacional do partido determinou que o candidato da unidade seria o senador Humberto Costa (PT-PE).O prefeito disse que vai recorrer da decisão da Executiva (21 membros) ao diretório nacional, que é um colegiado maior (87). 

Na sexta-feira, Sileno disse que o PSB respeita o espaço político do PT na capital, mas ressaltou que foi preciso agir por precaução: — A gente vem observando a movimentação do PT e entende que é esse partido que tem que comandar o processo sucessório em Recife. Mas desde cedo aguardamos um desfecho para a crise interna que nunca chega. Nossa expectativa era que a crise acabasse com a realização das prévias, o que não ocorreu. Também esperávamos que a Executiva Nacional conseguisse pacificar a legenda. E não vimos nada disso. Enquanto o PT mergulha na crise, não se debate os problemas da cidade nem se fala na manutenção da Frente Popular (que elegeu o governador e o prefeito), nem se apresenta à sociedade um modelo para se governar a partir de 2013 — reclamou. Ele disse que o governador começou a se inquietar, ouviu as lideranças do PSB e chegou à conclusão que era importante ter um quadro de reservas.

PT precifica os prejuízos do julgamento do Mensalão: números projetados para eleições 2012 podem cair até 30%.

Comentário: A cúpula do PT considera que o simples julgamento do Mensalão antes das eleições compromete de forma desastrosa o desempenho do partido nas eleições. O simples julgamento já reduz em 10% o número de prefeitos e vereadores. Se houver condenação, o que é praticamente certo, o número poderá ser reduzido em até 30%. Por isso, a gritaria generalizada de altos expoentes do partido. 

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, e o ministro Marco Aurélio Mello reagiram nesta sexta-feira à acusação do secretário nacional de Comunicação do PT, deputado André Vargas (PR), de que o STF cedeu a pressões ao marcar o início do julgamento do mensalão para agosto, coincidindo com a campanha eleitoral.

Marco Aurélio minimizou as críticas do petista ressaltando que o calendário do Supremo não leva em conta o processo eleitoral, e sim os ritos processuais, o ministro afirmou que adiar o julgamento poderia acarretar prescrição dos crimes, em caso de condenação. — O Supremo não age a partir de sugestionamentos ou pressões. Ninguém quis essa coincidência. Essa reação é muito conhecida no Direito: é o ‘jus esperneandis’ — ironizou o ministro Marco Aurélio, ao comentar as declarações de Vargas.

Mais comedido, o presidente do tribunal também refutou as acusações do petista, por meio de sua assessoria de imprensa: — O processo está maduro para julgamento, tanto que foi unânime a decisão de fixar o cronograma. Sete anos já decorreram da denúncia e não há como confundir predisposição para julgar com predisposição para absolver ou condenar. Uma coisa não tem nada a ver com a outra — afirmou Ayres Britto.

A definição da data para o Supremo começar a julgar o mensalão ocorreu dez dias depois de o ministro Gilmar Mendes, do STF, ter acusado o ex-presidente Lula de pressionar pelo adiamento do julgamento para depois das eleições municipais. — Já imaginávamos que ia ter pressão, mas não imaginávamos que segmentos do Supremo seriam tão suscetíveis assim. Infelizmente, as ações do Supremo não são cercadas da austeridade exigida para uma Corte Suprema. Ministro do Supremo não é para ficar sendo aplaudido em restaurante por dar decisão contra o PT. Nos EUA, eles não podem nem tirar foto, mas aqui tem ministro do Supremo com vocação para pop star — disse na quinta-feira ao GLOBO o secretário nacional de Comunicação do PT.

Mais moderados, outros petistas lamentam a coincidência com a campanha eleitoral e que o julgamento não tenha ocorrido antes. O senador Jorge Viana (PT-AC) diz que o fato do escândalo envolver um partido que sempre combateu a corrupção, ganhou uma dimensão maior e agora cabe ao Supremo, o tribunal “mais político que existe”, evitar que o clima da eleição contamine o julgamento. — Diante do calendário estabelecido, todos temos que confiar na isenção da mais alta Corte de Justiça do país. Vale a máxima que decisão judicial não se discute. Agora, acho inteiramente natural que se discuta porque esse julgamento não aconteceu antes, ou não aconteça depois das eleições — diz Viana.

O deputado Devanir Ribeiro (PT-SP) diz que para o PT vai ser muito bom acabar logo com isso. — Vão aparecer outras coisas. Onde começou o mensalão foi em Minas Gerais (na gestão tucano de Eduardo Azeredo). Vai ter munição para todo lado. A imprensa fica provocando, dizendo que vai respingar no presidente Lula, mas nada respinga no Lula. Ele foi ex-presidente, elegeu a presidente Dilma. A bronca é essa — diz Devanir Ribeiro. (O Globo)

Legado relegado.

Como este blogueiro deixou registrado pelo twitter, no sábado passado, em primeiríssima mão, horas depois do evento do PT...

Onde pega Em conversas reservadas, Marta Suplicy mostra-se incomodada com a aposta do marqueteiro João Santana no conceito de "novo" na campanha. A senadora, que administrou São Paulo entre 2001 e 2004, vê no slogan haddadista viés depreciativo ao seu legado.(Painel da Folha)

Enquanto a UNE rouba os cofres públicos, fraudando convênios, a sede de R$ 30 milhões não sai do chão.


Ontem a UNE foi manchete no jornal O Globo e matéria destacada no Jornal Nacional. Quase 10 milhões de fraudes em convênios. Roubo descarado. Roubo escancarado. Em 2010, Lula deu R$ 30 milhões para que a sede da entidade fosse reconstruída. Até agora, os R$ 30 milhões são apenas um tapume na Praia do Flamengo, 132.  A foto é de hoje. A pergunta que não quer calar é: será que o dinheiro ainda existe ou virou vodka, cachaça, celular e conta de restaurante, como os quase R$ 10 milhões dos convênios fraudados pela União Nacional dos Estelionatários?

Hoje, o Globo traz nova matéria sobre o tema. Clique aqui para ler.

STF anunciará sentenças do Mensalão na véspera do dia da Independência.

Os ministros do STF bateram martelo e irão anunciar as sentenças do Mensalão na quinta-feira, 6 de setembro, às vésperas do Dia da Independência. É uma forma de demonstrar que a mais alta corte do país está agindo em defesa da própria independência, depois das abomináveis pressões feitas pelo PT e por Lula. Que pesem a mão e entrem para a história do Brasil.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

BNDES: R$ 28 bi de prejuízo ao Tesouro Nacional para financiar porto em Cuba, estrada na Bolívia, esgoto na Luanda...

Coloque da ferramenta de buscas deste Blog a expressão "CPI do BNDES". Publicamos várias noticias sobre as ações escandalosas deste banco público contra o erário. Agora a coisa veio à tona.

A estratégia adotada pelo governo para reforçar os cofres do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e dar impulso aos investimentos custou aos contribuintes R$ 28 bilhões nos últimos três anos. O valor foi calculado pelo próprio governo e foi revelado por um relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) divulgado no fim de maio. Ele representa a primeira estimativa oficial sobre os custos da acelerada expansão que o BNDES teve nos últimos anos. 

Para combater os efeitos da crise financeira internacional em 2008, o governo decidiu emprestar recursos do Tesouro para o BNDES, ampliando sua capacidade de oferecer crédito barato às empresas. A operação tem um custo financeiro elevado para o Tesouro porque ele tomou o dinheiro emprestado no mercado pagando juros mais altos do que os cobrados pelo banco de fomento ao repassar esses recursos a seus clientes.

Desde a crise de 2008, o governo empresou R$ 282 bilhões para o BNDES dessa maneira. Isso multiplicou sua capacidade de financiar investimentos. No ano passado, os desembolsos do banco atingiram R$ 140 bilhões, mais do que duas vezes o valor contabilizado em 2007. O governo nunca expôs com clareza os custos dessa política e só o fez agora por determinação do TCU. O custo acumulado nos últimos três anos representa 65% do que foi gasto com o Bolsa Família no mesmo período. 

Em dezembro do ano passado, o Tesouro pagava em média juros de 12,83% aos compradores dos títulos emitidos para financiar o BNDES. Ao devolver os recursos para o Tesouro, porém, o BNDES paga juros de apenas 6%. "É como se uma família sacasse no cartão de crédito, que tem juro de 8% ao mês, para investir na poupança, que rende 0,7%", disse o economista Mansueto Almeida, que trabalha no Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão vinculado à Presidência da República, mas se manifestou em caráter pessoal. Em 2012, o BNDES deverá receber novos empréstimos do Tesouro, no valor de até R$ 45 bilhões.(Mais detalhes aqui, na Folha Poder)

O aloprado PT paulistano resolve: Haddad é o "novo lider" e é preciso censurar a imprensa.

Uma resolução política aprovada no Encontro Municipal do PT, que no dia 2 oficializou a candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo, cobra celeridade do governo Dilma Rousseff na preparação do decreto sobre o marco regulatório da radiodifusão no País. O documento afirma que o atraso no encaminhamento da proposta revela "descompasso" com anseios da população.

Sob o argumento de que o discurso da ética adotado por políticos do DEM e do PSDB "caiu por terra" com as investigações da Polícia Federal, que resultaram na CPI do Cachoeira, o PT vê a parceria de "um setor da mídia" com os escândalos envolvendo o senador Demóstenes Torres (ex-DEM, sem partido-GO) e o contraventor Carlos Cachoeira. "Os últimos fatos evidenciam a associação de um setor da mídia com a organização criminosa da dupla Cachoeira-Demóstenes, a comprovar a urgência de uma regulação que, preservada a liberdade de imprensa e a livre expressão do pensamento, amplie o direito social à informação", diz trecho do documento.

Com 26 folhas e 91 tópicos, o texto assinala que o debate sobre a "democratização dos meios de comunicação" é uma "questão urgente" para a consolidação do projeto democrático-popular do PT. "O marco regulatório da radiodifusão tarda a chegar ao Congresso, em descompasso com as exigências reiteradas dos movimentos populares e das centrais sindicais", critica a resolução. O governo prepara um pacote de medidas que endurecem as regras para concessões de rádio e TV, dá mais peso a programações com conteúdo local e objetiva acabar com emissoras em nome de "laranjas". O decreto passará por consulta pública, mas o PT acha que o processo está demorado.

Sem mencionar o mensalão, que atingiu o governo Lula e dizimou a cúpula do PT, em 2005, o documento diz que "a oposição está envolvida em escândalos e crimes", e elogia a Lei da Ficha Limpa, mas enfatiza a necessidade do financiamento público de campanha. O julgamento dos réus do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal, às vésperas das eleições, é motivo de grande preocupação no PT. O incômodo assunto, porém, não aparece no texto, que exalta os feitos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff e carimba Haddad como "um novo líder".

A resolução indica a estratégia que o PT adotará na campanha de Haddad ao apresentar o candidato do PSDB, José Serra, e o prefeito Gilberto Kassab (PSD) como políticos que abandonam compromissos para se dedicar a projetos pessoais. "Serra abandonou a Prefeitura para ser candidato a tudo. O fez depois de ter assinado um documento público se comprometendo a ficar até o fim da gestão. Mentiu, quebrou a promessa e desrespeitou todos os cidadãos de São Paulo. Kassab deixou de governar a cidade para se dedicar à construção de seu partido, revelando completa falta de compromisso com os munícipes."

Na tentativa de atrair a senadora Marta Suplicy (SP), que boicotou o Encontro Municipal do PT, o texto cita quatro vezes a ex-prefeita. Afirma que Kassab e Serra patrocinaram "recuos" em relação às "conquistas e avanços" obtidos na gestão Marta (2001 a 2004), nas áreas de educação e saúde. A resolução observa que a "unidade partidária" é peça fundamental para eleger Haddad. Por ora, no entanto, Marta se recusa a participar da campanha. (Estadão)

Lula e sua bravata.

Artigo publicado hoje, no Estadão, por Fernando Gabeira, intitulado " Lula e nosso futuro comum".

O ponto de partida é uma frase de Lula: "Não deixarei que um tucano assuma de novo a Presidência". Lembro, no entanto, que não sou de pegar no pé de Lula por suas frases. Cheguei a propor um "habeas língua" para o então presidente na sua fase mais punk, quando disse que a mãe nasceu analfabeta e que se a Terra fosse quadrada a poluição não circularia pelo mundo. Lembro também que hoje concordo com o filósofo americano Richard Rorty: não há nada de particular que os intelectuais saibam e todo mundo não saiba. Refiro-me à ilusão de conhecer as leis da História, deter segredos profundos sobre o que dinamiza seu curso e dominar em detalhes os cenários futuros da humanidade.

Nesse sentido, a eleição de Lula, um homem do povo, sem educação formal superior, não correspondeu a essa constatação moderna de Rorty. Isso porque, apesar de sua simplicidade, Lula encarnava a classe salvadora no sonho dos intelectuais, via luta de classes como dínamo da História humana, e traçava o mesmo futuro paradisíaco para o socialismo. Na verdade, Lula falava a linguagem dos intelectuais. Seus comentários que despertaram risos e ironias no passado eram defendidos pelos intelectuais com o argumento de que, apesar de pequenos enganos, Lula era rigorosamente fundamentado na questão essencial: o rumo da História humana.

A verdade é que a chegada do PT ao poder o consagrou como um partido social-democrata e, ironicamente, a social-democracia foi o mais poderoso instrumento do capitalismo para neutralizar os comunistas no movimento operário. São mudanças de rumo que não incomodam muito quando se chega ao poder. O capitalismo é substituído pelas elites e o proletariado salvador, pelos consumidores das classes C e D. Os sindicalistas vão ao paraíso de acordo com os critérios da cultura nacional, consagrados pela canção: É necessário uma viração pro Nestor,/ que está vivendo em grande dificuldade.

Se usarmos a fórmula tradicional para atenuar o discurso de Lula, diremos que o ex-presidente queria expressar, com sua frase sobre um tucano na Presidência, que faria todo o esforço para a vitória do seu partido e para esclarecer os eleitores sobre a inconveniência de eleger o adversário. Lula sabe que ninguém manda no processo eleitoral. São os eleitores que decidem se alguém ocupará a Presidência. Foi só um rápido surto autoritário, talvez estimulado pelo tom de programa de TV, luzes e uma plateia receptiva.

Se o candidato tucano for, como tudo indica, o senador Aécio Neves, também eu, em trincheira diferente da de Lula, farei todo o esforço para que o tucano não chegue à Presidência. Aécio foi um dos artífices na batalha para poupar Sérgio Cabral da CPI e confirmou, com essa manobra, a suspeita de que não é muito diferente do PT no que diz respeito aos critérios de alianças e ao uso da corrupção dos aliados para fortalecer seu projeto de poder. Tudo o que se pode fazer, porém, é tornar clara a situação para o eleitor, pois só ele, em sua soberania, vai decidir quem será o eleito.

Na verdade, essa batalha será travada também na esfera da economia. Vivemos um momento singular na História do mundo. A crise mundial opõe defensores da austeridade, como Angela Merkel, e os que defendem mais gastos e investimentos, dentro da visão keynesiana de que a austeridade deve ser implantada no auge do crescimento, e não durante o período depressivo. O PT dirigiu o País num período de crescimento e muitos gastos, não tanto no investimento, mas no consumo. É possível que esse modelo de estímulo à economia tenha alcançado seus limites.

Muito possivelmente, ainda, o curso dos acontecimentos não dependerá tanto da vontade de Lula nem dos nossos esforços individuais. A democracia prevê alternância no poder. E a análise de como essa alternância se dá na prática revela, em muitos casos, uma gangorra entre austeridade e gastança. De modo geral, a crise derrota um governo austero e coloca seu oposto no poder, como na França. Mas às vezes derrota um governo social-democrata e elege seu adversário direto, como na Espanha.

Pode ser que o esgotamento do modelo de estímulo ao consumo abra espaço para discurso de reformas fiscal e trabalhista, de foco em educação e infraestrutura, enfim, de uma fase de austeridade. E não é totalmente impossível que um partido de oposição chegue ao governo. Restaria ao PT, nesse caso, um grande consolo: ao cabo de um período de austeridade, o partido teria grandes chances de voltar ao poder com seu discurso do "conosco ninguém pode", do "vamos que vamos", "nunca antes neste país"... Não estou afirmando que esse mecanismo vai prevalecer, é uma das possibilidades no horizonte. A outra é o próprio PT assumir algumas das diretivas de austeridade e conduzir o processo sem necessariamente deixar o poder.

Por mais que a crise seja aguda, o apelo ao consumo e à manutenção de intensas políticas sociais é muito forte na imaginação popular. O discurso de austeridade só tem espaço eleitoral quando as coisas parecem ter degringolado.

O futuro está aberto e não será definido pela exclusiva vontade de Lula. Com todo o respeito ao Ratinho e sua plateia, o povo brasileiro é mais diverso e complexo. Se é verdade que a História não se define nas academias intelectuais, isso não significa que ela tenha passado a ser resolvida nos programas de auditório.

No script do socialismo real o proletariado foi substituído pelo partido, o partido pelo comitê central e o comitê central por um só homem. No script da social-democracia tropical Lula substituiu o proletariado, o partido, o comitê central e o próprio povo brasileiro ao dizer que não deixará um tucano voltar à Presidência. Se avaliar com tranquilidade o que disse, Lula vai perceber que sua frase não passa de uma bravata.

O que faz um homem tão popular e bem-sucedido bravatear no Programa do Ratinho é um mistério da mente humana que não tenho condições de decifrar. A única pista que me vem à cabeça está na sabedoria grega: os deuses primeiro enlouquecem aqueles a quem querem destruir.

JBS desmente e desqualifica o Greenpeace. Quem vai pagar os danos à imagem do Brasil causados pelo ecoterrorismo?

O Greenpeace, a WWF, a Marina Silva e a sua turma de ongueiros fanatizados vêm causando incontáveis prejuízos à imagem da agropecuária brasileira no exterior, espalhando mentiras contra o Brasil. Até quando ongs internacionais terão todas as facilidades para denegrir o país, atuando impunemente em nosso território? Aguardem para ver o que este bando de ecoterroristas fará durante a Rio+20. Marina Silva já promete uma Praça Tahir do ambientalismo. Os brasileiros vão permitir? O último ataque do ambientalismo de interesses e resultados foi contra a empresa brasileira JBS, maior produtora de carnes do mundo. Na ânsia de criar factóides, o Greenpeace causou prejuízos incalculáveis à imagem da empresa. A matéria abaixo é do Valor Econômico.

A JBS contestou as informações divulgadas em um relatório na última quarta-feira pelo Greenpeace. Em comunicado protocolado na CVM, a empresa afirma que as denúncias da organização "são falsas, enganosas, incorretas e induzem a sociedade a uma conclusão equivocada sobre a realidade dos fatos", e que a companhia entrará com uma ação na Justiça contra o Greenpeace.

Segundo a organização, a JBS não teria respeitado um acordo firmado com o Ministério Público Federal, em que se comprometeu a não comprar animais provenientes de áreas desmatadas, de territórios indígenas ou de propriedades rurais embargadas por empregar pessoas em condições análogas à escravidão. No comunicado, a JBS rebate cada acusação. No caso das fazendas Flor da Mata e Tesouro Vienense (MT), embargadas pelo Ibama, a empresa informa que a última compra de gado das propriedades ocorreu antes do embargo pelo órgão ambiental.

O Greenpeace admite ter se "equivocado" com as fazendas Tesouro Vienense e Vento Sul. A primeira foi autuada pelo Ibama uma semana após o último fornecimento de gado à JBS. A segunda não foi embargada pelo órgão ambiental. "As duas, porém, estão envolvidas em desmatamentos ilegais, direta ou indiretamente, e são fornecedoras da JBS".

A companhia negou também que as Fazendas Muiraquitã e JK Pneus façam parte da lista do Ibama. Já em relação à fazenda Santa Rita de Cássia, em que o ONG acusa a JBS de comprar gado de uma fazenda com mão de obra análoga à escravidão, a empresa argumenta que o dono da fazenda citado no relatório "encontra-se bloqueado na lista de fornecedores da JBS". E que adquire gado de propriedade homônima localizada em Juará (MT), e não em Nova Monte Verde (MT), conforme a denúncia.

Acusada de adquirir gado da Fazenda Panterra, que estaria em uma terra indígena no Pará, a JBS informou que a propriedade está situada a 339,15 Km de distância da divisa da reserva indígena. Já em relação à Fazenda Panorama, também em terra indígena, a companhia informa que a propriedade não consta em seu cadastro de seus fornecedores.

A JBS afirma que os pontos georreferenciados das outras nove fazendas que estariam em terras indígenas "estão fora da área da reserva". Apesar disso, reconhece que recebeu uma "única" notificação do MPF sobre o tema e que todas as fazendas lá mencionadas foram bloqueadas. A empresa afirma ainda que o monitoramento de fornecedores indiretos somente seria possível se o Brasil tivesse um sistema de rastreabilidade que permitisse a identificação da origem do gado desde o nascimento até sua terminação.

Nem petistas aturam arrogância do Lula.

Cerca de 150 militantes do PT gritaram palavras de ordem contra o ex-presidente Lula em um protesto realizado ontem, no aeroporto de Recife, contra a decisão do partido de vetar a candidatura à reeleição do prefeito da cidade, João da Costa (PT). "Ô Lula, decepção; em Recife você não manda não", diziam os manifestantes quando o prefeito desembarcou, vindo de São Paulo, onde foi avisado de que o PT não aceitaria sua candidatura e indicaria o senador Humberto Costa (PT-PE) para o posto. Lula, que é pernambucano, foi o avalista da intervenção na disputa eleitoral, que até então só envolvia o prefeito e o deputado licenciado Maurício Rands (PT-PE). 

A indicação do senador faz parte da estratégia do PT para atrair o apoio do PSB à candidatura do ex-ministro Fernando Haddad, em São Paulo. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que também é presidente do PSB, é contra a reeleição do prefeito João da Costa em Recife. Usando as camisas da campanha da prévia, exibindo bandeiras vermelhas e faixas de repúdio à decisão da cúpula, os manifestantes bloquearam por cinco minutos a passagem de veículos na área de desembarque, provocando congestionamento e irritação dos motoristas. 

Os militantes respondiam ao buzinaço com apitos e coros contra Lula e a direção do partido: "O golpe é covardia, respeitem a democracia" e "Ô nacional, que arrogância, o PT é da militância". Assim que deixou a sala de entrega de bagagens, o prefeito foi em direção ao grupo e foi abraçado e agarrado como um ídolo pop. Um grande tumulto se formou no saguão do aeroporto, assustando alguns passageiros

Costa voltou a criticar a decisão do PT e afirmou que não se submeterá ao que classificou de "ato de força" da cúpula petista. "Eu faço política com outros objetivos além do cargo eleitoral", declarou. "Enquanto não houver argumentos políticos que me convençam, não vou me submeter a um ato de força apenas para que eu declare um apoio", declarou o prefeito. "O partido tem suas estratégias nacionais, mas se convocou uma consulta e depois impôs um candidato, é natural que a base convocada para a prévia se sinta indignada. Foi uma avaliação política que nós discordamos." 

O prefeito afirmou que se reunirá hoje com seu grupo político para avaliar possíveis medidas a serem tomadas. Ele quer que o partido o reconheça como o vencedor da prévia realizada no dia 20 de abril, anulada pela legenda.(Folha de São Paulo)

UNE: estudantes jubilados na corrupção.

O escândalo já havia sido denunciado pela Veja em outubro de 2010 e hoje é manchete de capa em O Globo, conforme matéria abaixo:

Investigação do Ministério Público aponta indícios de irregularidades graves em convênios do governo federal com a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES) de São Paulo. Entre 2006 e 2010, essas entidades receberam cerca de R$ 12 milhões dos cofres públicos destinados à capacitação de estudantes e promoção de eventos culturais e esportivos. No caso da UNE, o procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) Marinus Marsico identificou o uso de notas fiscais frias para comprovar gastos. E detectou que parte dos recursos liberados pelo governo federal foi usada na compra de bebidas alcoólicas e outras despesas sem vínculo aparente com o objeto conveniado. 

Ao analisar as prestações de contas do convênio do Ministério da Cultura com a UNE para apoio ao projeto Atividades de Cultura e Arte da UNE, o procurador Marsico constatou gastos com a compra de cerveja, vinho, cachaça, uísque e vodca, compra de búzios, velas, celular, freezer, ventilador e tanquinho, pagamento de faturas de energia elétrica, dedetização da sede da entidade, limpeza de cisterna e impressão do jornal da UNE. Além disso, encontrou diversas notas emitidas por bares em que há apenas a expressão "despesas" na descrição do gasto. 

No fim de maio, o procurador formalizou representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) para que a Corte investigue o uso dos recursos federais repassados à UNE e à UMES, entre 2006 e 2010. O alvo da representação são 11 convênios, seis da UNE e cinco da UMES, celebrados com os seguintes ministérios: Cultura, Saúde, Esporte e Turismo. O valor total desses convênios é de R$ 8 milhões, destinados a projetos variados que vão desde a capacitação de estudantes de ensino médio até a realização de duas edições da Bienal de Artes, Ciência e Cultura da UNE. Marsico deu destaque a sete convênios - seis da UNE e um da UMES - no valor de R$ 6,5 milhões, que, segundo ele, concentram os "principais achados".

O espetáculo do Mensalão terá sessões extras. Viva os nossos ministros pop stars!

O ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), vai propor a realização de sessões extras da corte durante o período de julgamento do mensalão. A ideia é criar um turno de trabalho matutino do plenário para dar conta das outras causas do tribunal. Segundo o ministro, há cerca de 700 processos aguardando inclusão na pauta do pleno do STF, alguns prontos para julgamento desde o ano de 2000. "É preciso evitar que esses processos fiquem paralisados", disse. 

Pela programação do STF, os 14 primeiros dias de agosto serão dedicados ao mensalão, com cinco sessões por semana, de segunda a sexta. Depois disso, a causa vai tomar três dias de cada semana até o fim do julgamento. Para Marco Aurélio, o ideal é, durante o período, realizar pelo menos duas sessões matutinas do pleno. "É preciso harmonizar o julgamento da ação penal 470 [do mensalão] com os outros feitos da jurisdição", disse. 

Advogados dos acusados também demonstraram preocupação com o calendário do STF para o julgamento do mensalão. Alguns criticaram o fato de o roteiro prever cinco sustentações orais por dia. O criminalista Márcio Thomaz Bastos, defensor de José Roberto Salgado, ex-vice-presidente do Banco Rural, lembrou que advogados do caso propuseram ao STF que fossem feitas, no máximo, três sustentações orais por dia."Uma coisa é ouvir debates em um júri. Outra é ouvir sustentações orais, uma atrás da outra. Quando chega a vez do quarto ou quinto advogado, ninguém mais presta muita atenção", disse Bastos.

Segundo Antônio Claudio Mariz de Oliveira, criminalista que defende a ex-dirigente do Banco Rural Ayanna Tenório, "os advogados que falarem ao final das sessões encontrarão ministros desatentos pelo cansaço". Bastos, Mariz e outros três advogados afirmaram ontem que não irão tomar medidas jurídicas para tentar mudar a programação do julgamento. 

O PT começou a sangrar em praça pública. Vejam a reclamação do secretário de Comunicação do Partido do Mensalão:

Ainda ontem, o secretário nacional de comunicação do PT, deputado André Vargas (PR), criticou a transmissão de sessões do STF pela TV. "Em outros países o STF é muito mais austero", disse. "Aqui no Brasil, não. Tem membros do STF que viraram popstars. Esse formato, de ter julgamentos importantes transmitidos pela televisão, isso não está certo." 

A transmissão ao vivo de sessões começou em agosto de 2002. Marco Aurélio, ministro que sancionou a lei de criação da TV Justiça quando ocupou interinamente a Presidência da República, disse que essa prática é um fato "positivo". "No setor público, muito embora alguns talvez não estejam acostumados, deve permanecer a transparência. A publicidade é que viabiliza o acompanhamento pelos contribuintes do que é feito na administração pública e permite a cobrança da eficiência. Ninguém busca espetáculo." 

Mesmo criticando as transmissões pela TV, Vargas disse que o PT não será prejudicado: "Já enfrentamos isso em 2005 e muita gente falou que o PT ia acabar. No ano seguinte, elegemos uma expressiva bancada de deputados e reelegemos Lula. Os que apostaram no fim do PT deram com os burros n'água e agora vão dar de novo".(Folha de São Paulo)

quinta-feira, 7 de junho de 2012

PSD estréia hoje na TV.

Hoje à noite, o PSD estréia em rede nacional, com uma programa de cinco minutos, às 20:30 horas. Até agora, o partido quase foi de esquerda (união com o PT em São Paulo), mas continua predominantemente de centro, com algumas inclinações à direita. No Congresso, tem sido independente. Mesmo com toda a pressão da mídia, que sempe rotulou o partido de adesista, tal previsão na se concretizou. A prova de fogo do PSD será a saída de Kassab da Prefeitura de São Paulo. O futuro ex-prefeito aceitará a condição de presidente do partido sem mandato até 2014, quando deverá concorrer a senador ou governador por São Paulo? Ou tentará pressionar o partido para que entre para a base do governo, em busca de um ministério que conceda poder politico, verbas e visibilidade? Outro fator que definirá o futuro do partido é a obtenção junto ao TSE do fundo partidário e do tempo de TV, tema que deverá estar resolvido até o final de junho. Vamos ver com que cara vem o PSD na noite de hoje.

Observação: o programa do partido foi feito pela marqueteiro do PSDB, o Gonzales. Só pode ser falta de dinheiro.

A corrupção acelerou o PAC.

A crise do Brasil passa pela falta de investimento público. E investimento público está todo centralizado no PAC, o programa eleitoreiro criado para eleger Dilma Rousseff. Com as sucessivas denúncias de fraude, superfaturamento e aparelhamento de instituições, os investimentos desabaram. A aceleração da corrupção desacelerou o crescimento. O PT montou um governo sem projeto. E a falta de projetos, misturado com uma sucessão infindável de roubos e fraudes, está paralisando o país. Vejam o que aconteceu com o DNIT, no editorial do Estadão.

É flagrante o contraste entre a rapidez com que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) aprovou a celebração de novos contratos e liberou novas verbas que beneficiam diretamente a construtora Delta - empresa cuja atuação está sendo investigada pela CPI do Cachoeira e que, por isso, pode ser declarada inidônea pela Controladoria-Geral da União (CGU) - e a exasperante lentidão com que o mesmo Dnit trata da recuperação de cerca de metade da malha rodoviária de mais de 50 mil quilômetros sob sua responsabilidade, boa parte em situação crítica.

Envolvido em denúncias de irregularidades que levaram à substituição do ministro dos Transportes e à mudança radical na composição e nos métodos de sua diretoria em 2011, o Dnit parece ter mudado muito pouco, pelo menos no que se refere a resultados práticos, a obras e a critérios de contratação e pagamentos de serviços. O tratamento preferencial à Delta, relatado pelo Estado no domingo, e a completa paralisia, descrita pelo jornal Valor (4/6), do plano de recuperação de cerca de 30 mil quilômetros anunciado há quatro anos mostram que, apesar da indignação da nova direção do Dnit com o que encontrou quando assumiu suas funções em setembro do ano passado, os resultados ainda demoram.

Enquanto a Delta - pouco antes de pedir concordata - teve homologado o resultado de concorrência que venceu no mês passado e voltou a ser aquinhoada com termos aditivos a contratos antigos que lhe asseguram mais verbas por obras públicas, a situação da maioria das estradas federais, que já era ruim, torna-se cada vez mais ameaçadora para milhares de brasileiros que as utilizam. A paralisia do programa de recuperação da malha federal é mais um retrato do estilo de governo do PT, marcado por discursos grandiloquentes e ação tímida, quando existe.

Diante dos seguidos relatórios de entidades do setor de transportes de cargas mostrando o péssimo estado de boa parte das estradas federais - em flagrante contraste com as estaduais cuja operação e cuja manutenção foram transferidas para empresas privadas -, o governo Lula anunciou, em 2008, a contratação de projetos básicos para a recuperação de mais de 30 mil quilômetros de rodovias.

O prazo era de seis meses para a contratação dos estudos que balizariam os editais. Desde sua concepção, o plano de recuperação da malha previa contratos de cinco anos para cada trecho licitado. Nos primeiros três anos, seriam executadas todas as obras necessárias. Nos dois anos seguintes, seriam feitas obras de manutenção.

Chegaram a ser assinados cerca de 50 contratos para a elaboração de projetos. Alguns venceram, outros foram barrados pelo TCU e outros, ainda, simplesmente foram abandonados.

"O que encontrei aqui foram 30 mil quilômetros de confusão", disse ao jornal Valor o general Jorge Fraxe, que comandava a Divisão de Obras do Exército e foi escolhido para sanear o Dnit administrativa e financeiramente e dar-lhe competência técnica. "Tudo está sendo totalmente revisto porque 100% dos projetos têm problemas. Está tudo errado."

A diretoria do Dnit está convocando as empresas de projetos para rever os contratos. Depois de advertidas sobre as imprecisões dos projetos originais, elas têm prazo de 20 dias para a revisão. Se o projeto voltar com erros, além de não receber pelo trabalho, a empresa será multada. "O Dnit nunca tinha punido empresa nenhuma", afirmou o diretor-geral do órgão, depois de informar que uma empresa de projetos foi multada em R$ 100 mil. "Outras multas virão por aí e teremos até processo de inidoneidade contra empresas projetista."

Os novos contratos terão que se basear em projetos executivos de engenharia, exigência que não havia no modelo que o Dnit utilizou até 2011. Outra mudança é a alteração do prazo de vigência, que não será mais, obrigatoriamente, de cinco anos para todos os contratos e, sim, fixado de acordo com as especificidades da obra. O diretor-geral do Dnit diz que, até o fim do ano, boa parte da malha já terá contratos assinados.

O que Perillo tem a esconder?

Menos de 24 horas após o empresário Walter Paulo Santiago contradizer o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), sobre a compra de imóvel em Goiânia, o tucano solicitou a integrantes da CPI do Cachoeira uma conversa privada. Segundo a Folha apurou, o pedido do governador foi transmitido pelo senador Cyro Miranda (PSDB-GO). O governador estaria disposto a conversar com os parlamentares tidos como "independentes", individualmente, antes de seu depoimento, marcado para terça-feira (12). Um dos escolhidos, Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) diz que receberia Perillo em companhia de outros congressistas.(Folha de São Paulo)

Estratégia perigosa.

Os tucanos já estão chamando Marta Suplicy de corajosa e usando a sua decisão de não participar dos primeiros eventos da campanha de Haddad como se isso fosse definitivo. É um passo maior do que a perna. O fato deveria ser registrado apenas como um fato, sem ser transformado em estratégia. Daqui a pouco, às vésperas de Haddad dar uma subidinha nas pesquisas, a Martaxa aparece, abraça o candidato e fatura para si o crescimento. Não sejam tolos, tucanos. 

Daqui a pouco, Haddad dirá que FHC criou o kit gay.

Haddad: ontem foi o dia de reafirmar seus compromissos com a promoção, o orgulho e a divulgação dos ideais de casamento, educação sexual nas escolas e adoção de crianças pela comunidade LGTB...

Alvo de ofensiva do PSDB para responsabilizá-lo pelas greves em universidades federais, o pré-candidato do PT a prefeito, Fernando Haddad, reagiu ontem com críticas ao desempenho do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) no setor. Haddad atacou a gestão de FHC, que apoia o tucano José Serra, ao ser questionado sobre a paralisação que afeta 51 instituições. "Duvido que alguém tenha saudade dos tempos de Fernando Henrique Cardoso", afirmou. 

O petista reagiu a nota do presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), que o acusou de deixar uma "herança maldita" para o sucessor, Aloizio Mercadante (PT). Haddad disse ter deixado o MEC há cinco meses e estendeu as críticas à gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD), outro aliado de Serra. "Eu me solidarizo com os 20% de estudantes que ainda não receberam uniforme escolar em São Paulo", afirmou o petista. "O PSDB deveria estar preocupado com o estado da educação em São Paulo, que é muito grave." 

Quando o prefeito ensaiava apoiar Haddad, seu então secretário de Educação, Alexandre Schneider, era um dos mais cotados para a vice. O ex-secretário saiu em defesa de Kassab. "Uma das características da gestão de Haddad foi jogar a culpa de seus fracassos nos outros. Foi assim no Enem", disse. Ontem, o petista visitou a associação que organiza a Parada Gay, marcada para este domingo. Ele disse que não comparecerá ao ato porque vai viajar com a família. A senadora Marta Suplicy, que boicotou o lançamento da campanha de Haddad, é aguardada no evento.(Da Folha)

quarta-feira, 6 de junho de 2012

STF marca data para julgar o Mensalão.

O STF (Supremo Tribunal Federal) bateu o martelo nesta quarta-feira e decidiu que o julgamento do mensalão começará no dia 1º de agosto deste ano. A expectativa é que o caso deverá se estender pelo mês de setembro. Com isso, ministros descartaram definitivamente a possibilidade de realizar sessões extraordinárias em julho para analisar o caso. A decisão de condenar ou absolver os 38 réus, por sua vez, deverá sair, na melhor das hipóteses, em meados de setembro, semanas antes do primeiro turno das eleições municipais deste ano.

Durante reunião administrativa realizada no gabinete do presidente do Supremo, Carlos Ayres Britto, os ministros decidiram, por unanimidade, estabelecer o calendário começando em agosto, mas afirmaram que isso somente acontecerá se o revisor da ação penal do mensalão (AP 470), Ricardo Lewandowski, liberar seu voto até o final de junho. O gabinete de Lewandowski comunicou oficialmente que sua revisão será, sim, liberada ainda neste mês, mas não definiu a data exata para que isso aconteça.Leia aqui.

Kátia Abreu vai à Paris botar o dedinho na cara do ambientalismo bocó.


“A agropecuária brasileira cresce, ao mesmo tempo em que respeita o meio ambiente”, disse a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, nesta quinta-feira, em Paris, na França, ao representar o Brasil na mesa-redonda de encerramento do Congresso Mundial da Carne. Ela afirmou que o Brasil tem uma das legislações ambientais "mais rigorosas do mundo" e indagou "qual seria a reação dos produtores de Europa, Estados Unidos e China se enfrentassem a legislação que os brasileiros enfrentam".

A senadora citou como exemplo as Áreas de Preservação Permanente (APPs), que fazem parte do novo Código Florestal, e obrigam os produtores a retirar-se das margens dos rios, para que essas áreas sejam reflorestadas. A presidente da CNA defendeu as APPs, lembrando que, no Brasil, é reconhecida sua importância para preservação das fontes de água, o que levou à sua regulamentação em lei.

"Mas eu fico imaginando se nós pedíssemos aos agricultores que produzem às margens do rio Sena, do Tâmisa, do Reno e do rio Amarelo, na China, para se afastarem 100 metros de cada margem, para o plantio de florestas, sem nenhuma indenização, como a legislação brasileira impõe aos produtores do Brasil", disse a senadora.

Durante sua exposição, a senadora lembrou que o setor agropecuário brasileiro já vem se desenvolvendo de forma sustentável há décadas. "Se nós observarmos o período de 1940 até 2006, quando foi realizado o último Censo Agropecuário no Brasil, tivemos um aumento no rebanho em torno de 400%. No entanto, a superfície de pastagem cresceu apenas 80%", afirmou ela.

A presidente da CNA lembrou que, atualmente, o agronegócio representa 33% de todos os empregos do Brasil e 37% de todas as exportações do País. Além disso, há 10 anos o setor é responsável por manter a balança comercial brasileira superavitária, em 29 bilhões de dólares. Tudo isso, disse a senadora, preservando o meio-ambiente.

"Em 2004, o governo brasileiro adotou o compromisso de diminuir o desmatamento em 80%. Ou seja, sair de 27 mil km2 de florestas desmatadas por ano, para 5,4 mil km2, em 2020. No final do ano passado, oito anos antes do prazo, nós já quase cumprimos esta meta, com uma área desmatada de 6,6 mil km2", explicou a senadora. 

A presidente da CNA defendeu, ainda, a prática de criação do boi verde, que deixa o gado pastar livremente, mas é apontada como causadora de mal-estar animal. "Eu quero lembrar a essas pessoas que esse boi não tem que andar quilômetros para se alimentar. A cada passo que o boi verde do Brasil dá, ele encontra comida. Ao contrário do boi confinado, que precisa comer oito quilos de grãos por dia, afetando a alimentação humana", afirmou Kátia Abreu.

Marina Silva, a ecoterrorista, mostra as garras: quer transformar a Rio+20 na Praça Tahir contra a democracia.


"Espero que Rio +20 se torne a Praça Tahrir da crise ambiental global e que a opinião pública internacional seja capaz de dizer aos líderes que eles não podem repelir a ciência" - Marina Silva, hoje, em São Paulo.

Leia mais aqui na Associated France Press, a noticia que está correndo o mundo.

Dezenas de pessoas morreram em violentos choques armados na Praça Tahir, no Cairo, Egito. É o clima que Marina Silva quer trazer para Rio+20, para a Praça Mauá, para o Aterro do Flamengo, para o Riocentro. O que ela quer? Derrubar o governo? Por acaso estamos vivendo numa ditadura? Por acaso o Congresso não é soberano? Quer o quê? Um AI-5 ambiental? Ou será que ela quer  transformar a Rio+20 num espetáculo de violência desenfreada, promovido por ela e suas ongs internacionais, através das redes sociais? Como vivemos em democracia, só pode estar havendo aí uma incitação à violência e à desobediência civil. Isto é inadmissível! Alguém tem que dar um basta nesta ecoterrorista. Ela é um Bin Laden do ambientalismo. Há cheiro de mortes no ar. Marina Silva quer sangue na Rio+20. O mesmo sangue que ela roubou de Chico Mendes para lambusar a cara e forjar uma imagem. Não passará!

Código Florestal: pesquisa do governo revela que o povo quer que estados e municípios decidam sobre meio ambiente.

Uma das principais mudanças que a Câmara fez no Código Florestal foi transferir para os governos estaduais o poder de legislar sobre as dimensões de Áreas de Preservação Permanente às margens de rios. Uma medida óbvia, pois cada estado, cada cidade, cada rio tem as suas peculiaridades. Dilma vetou e recolocou esta prerrogativa nas mãos do Governo Federal. Não há razão para achar que os estados serão mais flexíveis ou não terão capacidade de controle e fiscalização. Os estados possuem ministérios públicos estaduais, secretarias de meio ambiente, ongs que atuam regionalmente e uma sociedade civil atenta, em melhores condições para legislar sobre o riacho que passa no interior de Cacimbinhas, no interior do Paraná, evitando injustiças. Ponto.

A voz do povo é a voz de Deus. Hoje o Ministério do Meio Ambiente divulgou uma pesquisa sobre o que o brasileiro pensa sobre ecologia, preservação e sobre quem deve solucionar os problemas ambientais.  61% dos entrevistados respondeu que a respponsabilidade deve ser do Governo Estadual, seguido pela Prefeitura Municipal (54%) e, só depois, o Governo Federal (48%). A iniciativa pessoal figurou em quarto lugar (46%), precedido de comunidades locais (21%) e entidades ecológicas (14%). Vejam que as ONGS, mesmo com todo barulho e midiatização do tema, estão muito mal colocadas junto à população. Em 1992, o governo federal estava em primeiro, com 51% dos votos. — Este é o efeito da descentralização — avaliou Samyra Crespo, secretária da Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Meio Ambiente, que ainda comentou o índice das entidades ecológicas e comunidades locais. — Ainda é preocupante que a responsabilidade conferida a elas seja pequena e tenha crescido pouco ao longo dos anos.

Portanto, se faltava um argumento para os parlamentares lutarem pela sua tese, o povo está dizendo o que deve ser feito. O povo não é bobo.

Haddad, criador do kit gay, convoca militância LGBT para pedir apoio.

No mesmo dia em que a militância LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) do PT realiza ato na Câmara Municipal de São Paulo para marcar a abertura das atividades em celebração ao Orgulho Gay na cidade, o pré-candidato petista à prefeitura da capital, Fernando Haddad, se reúne com a organização da 16ª Parada do Orgulho LGBT. A marcha acontece neste domingo na capital paulista.

O encontro foi pedido por Haddad. Sem o engajamento da senadora Marta Suplicy em sua campanha, Haddad trabalha sozinho para atrair o tradicional eleitorado da ex-prefeita de São Paulo e sair dos pífios 3% das intenção de voto. Marta escancarou seu descontentamento com o PT no último sábado, ao faltar à festa de lançamento da candidatura do ex-ministro. Ela é uma histórica defensora dos direitos civis do grupo LGBT e autora de um projeto no Congresso sobre a união entre pessoas do mesmo sexo.

A senadora confirmou presença na edição deste ano da Parada. Haddad, no entanto, deve passar o feriado de Corpus Christi com a mulher, Ana Estela, e os filhos, Frederico e Carolina, no interior de São Paulo. Não há previsão de que ele participe do evento. Segundo a coordenação da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, Haddad marcou a visita à sede da associação, no centro da capital paulista, para conhecer o grupo. O presidente da associação, Fernando Quaresma, diz que a entidade é suprapartidária e que a visita de Haddad não significa apoio do grupo a sua candidatura. (Veja)

Não veta tudo, Congresso!

O Código Florestal recebeu 620 emendas. Destas, menos de 60 tem origem na tão atacada e criminalizada bancada ruralista. Ou seja: 90% das propostas de mudança vieram de deputados ambientalistas, urbanistas ou o quê? Os ecoterroristas já começaram a chorar porque a maioria da Comissão Mista que irá analisar a medida provisória com os cerca de 30 vetos de Dilma é composta por parlamentares que pretendem polir o texto, em articulação com o governo. Mas as ongs internacionais e os seus fantoches queriam o quê? Ter a maioria no Congresso, se sempre foram derrotados no voto?

Agora é o momento de arredar esta gente para o lado, mandá-los chorar as pitangas, deixá-los falando sozinhos e negociar. Ter habilidade. Este Blog, que tanto defendeu a aprovação do Código Florestal, lança aqui uma campanha para deputados e senadores que são, antes de tudo, bons brasileiros. Não tentem transformar este momento importante da nossa democracia em confronto, em luta política, em desqualificação do governo. Houve melhoras no texto que veio da Presidência, junto com um pacote de mudanças inaceitáveis. Não ao Artigo 1 que mais parece um manifesto, em vez de definir o objeto da lei. Não ao massacre dos médios produtores. Não às novas e absurdas exigências para veredas. Não ás medidas que acabam com a piscicultura. Não aos condomínios para reserva legal. Ninguém melhor do que os parlamentares que conhecem o Brasil Rural para separar o joio do trigo. Vamos responder ao radicalismo com equilíbrio e ponderação. Não vamos dar o espetáculo deprimente que Marina Silva e sua gang deram durante o processo democrático de discussão do Código Florestal. Não veta tudo, Congresso!

Perillo e a super terça.

Uma série de notas publicadas no Painel da Folha mostra que a situação do tucano Marconi Perillo, governador do Goiás que não consegue explicar como e por quanto vendeu a casa a um bandido, mostra que ele não terá vida fácil na CPI, na próxima terça-feira.

A conta... Em meio à guerra de versões sobre a compra da casa de Marconi Perillo, a CPI do Cachoeira reconstituiu, no inquérito da Monte Carlo, a cronologia da negociação pelo imóvel em 2011, por valores díspares aos relatados pelo governador tucano e o empresário Walter Paulo -R$ 1, 4 milhão. 

...não fecha Uma semana antes de fechar o negócio, Cachoeira e Wladimir Garcez discutem a aquisição com Lúcio Fiúza, assessor do governo. "Carlinhos diz que é para fechar por R$ 2,2 milhões". Em 12 de julho, Cachoeira manda Garcez pegar o dinheiro, dar 500 para Lúcio e "pegar 100 logo''. 

Banco imobiliário Filha de Walter Paulo, Eliane assistiu ao depoimento do pai em sala ao lado da comissão: "Não é essa mansão que vocês estão pensando! Casa lá é de R$ 3 milhões."

Crise: governo na base da tentativa e erro.

Está mais do que implícito, está escancarado na frase de Dilma que o governo petista não sabe como resolver a crise econômica que começa a se abater sobre o país. Ontem, a presidente declarou que "as medidas necessárias estão sendo tomadas e ainda temos um arsenal de providências que serão adotadas quando necessário". Ou seja. o governo vai indo na base da tentativa e erro, se não der certo, tenta outra coisa. E  aceita que está levando o problema com a barriga, já que a presidente informa que as medidas serão tomadas "quando necessário" e não " se necessário". Dilma fala muito mal, mas tem horas em que deixa tudo muito claro. Aliás, ontem autorizou a incluir praticamente todas as obras públicas no RDC, Regime Diferenciado de Corrupção, onde os mínimos cuidados com controles e fiscalização ficam de lado. Mesmo assim, não faltou a arrogância e a prepotência típica da petista, quando disse que os "que apostam na crise" vão perder de novo. Neste caso, o problema não é a oposição. É a falta de governo.

Grupo de senadores quer faturar cassação de Demóstenes ao vivo e a cores.

Comentário: Sim, é muito bom saber como vota um senador em processos de cassação de um colega corrupto. Mas cuidado! Um grupo de senadores, entre os quais Pedro Taques (PDT), passa 24 horas por dia buscando oportunidades para provar a sua ética e a sua honestidade. Este, e alguns outros, lembram muito Demóstenes Torres (DEM), em vias de cassação. Abaixo, notícia da Folha de São Paulo.

Pressionado por senadores, José Sarney (PMDB-AP) deve pôr em votação na próxima semana as PECs (propostas de emenda constitucional) que acabam com o voto secreto nos processos de cassação de mandato. As propostas determinam que nesses casos o voto será aberto, o que permitirá saber quem votou pela absolvição do colega. Se for aprovada pelo Senado, a mudança precisará do aval da Câmara para valer no processo contra o senador Demóstenes Torres (GO). Ou seja: o julgamento do ex-líder do DEM só será feito por votação aberta se os deputados acelerarem a análise das propostas. 

Antes da eventual cassação de Demóstenes ir a voto secreto em plenário, ele precisa ser cassado no Conselho de Ética do Senado, onde responde processo por quebra de decoro por suas relações com o empresário Carlinhos Cachoeira. Desde a semana passada, um grupo de senadores pressiona Sarney para colocar as PECs em votação. Ontem, eles pediram ao presidente do Senado para incluir a matéria na pauta. O grupo também vinha se revezando em discursos diários no plenário para pressioná-lo a pautar o tema. A mais antiga das PECs tramita no Senado desde 2006. O tema ganhou força em 2007, em meio ao processo de cassação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), mas foi engavetado. Renan foi absolvido em votação secreta pelos colegas depois de ter o pedido de cassação aprovado pelo Conselho de Ética do Senado.

O que Lula fez com o prefeito do Recife em 2012 é um ensaio do que fará com a presidente do Brasil em 2014?

O PT acaba de cassar o direito do prefeito do Recife, João da Costa, à reeleição. Mais um dedaço de Lula. O primeiro foi contra Marta Suplicy, em São Paulo, preterindo os 30% de intenções de voto da senadora pelos 3% de Haddad. O segundo aconteceu ontem, em nome de uma aliança em São Paulo. O dedaço do Lula virou a lei maior do PT. Dilma corre o sério risco de ser a terceira vítima deste predador da democracia chamado Lula da Silva. Sua reeleição está mais ameaçada do que nunca. Leia aqui.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Dois comentários lamentáveis.

Dois comentários anônimos postados aqui no Blog...

    Eu penso que essa história da venda da casa do Perillo não deveria ser o foco da CPMI, é só verificar o seguinte:
    Perillo vendeu a casa = Fato
    Recebeu por essa venda 1,4 Mi= Fato
    Declarou esse valor ao IR? =  Sim, acabou assunto.  Não, é um problema do Leão.
    Cachoeira comprou a casa = Fato
    Pagou 1,4 Mi = Fato
    De onde veio o dinheiro?
    Declarou ao IR?
    Sim, acabou o caso.
    Não, é problema do Leão
    Onde arrumou o dinheiro?
    É só dizer que acertou uma milhar seca.
    Se foi ou não com cheque e foi declarada ao IR e estiver tudo certo não tem porque polemizar.
    É isso exatamente que os petralhas querem.
    É o principal objetivo do velhaco.
    Criar factóides.

    Perillo na pauta o tempo todo é tudo que Lula e sua quadrilha quer para desviar o foco da Delta, que é onde está tudo que é preciso para EXTERMINAR esses petistas podres da vida dos brasileiros.
    Chega de Perillo. Esses caras que estão dando porrada no Perillo devem estar sendo pagos por debaixo do pano pelos petistas. Essa de casa de 1.200 milhões, é merrequinha perto dos bilhões afanados pelo Lula e PT nas contravenções Delta/Cachoeira.
    Mirem na Delta, é aí que está a "MINA".

Da minha parte, estou dando porrada no Perillo e não estou sendo pago por ninguém. Da minha parte, um real ou um bilhão embolsados por políticos não diminui ou aumenta o tamanho do crime. Lembram do Orlando Silva que comprou R$ 8 de tapioca com cartão corporativo? Três anos depois foi demitido do Ministério dos Esportes, envolvido em fraudes de milhões. Se tivesse sido defenestrado à época, nada disso teria ocorrido. Ninguém é mais ou menos desonesto em função dos valores envolvidos nos crimes cometidos. Os dois comentários acima são absolutamente lamentáveis. Se aceitarmos que um governador possa estar envolvido com dinheiro frio vindo da contravenção ou da sonegação, temos que dar o mesmo tratamento para o dinheiro vindo do Mensalão. Fora, mensaleiros! Fora, Perillo, até prova em contrário, porque agora, não por lei, mas por decência, quem tem que provar a inocência é ele.

Observação...

Apenas para deixar claro: se o negócio fosse normal, entre pessoas normais, porque o empresário Carlos Cachoeira não comprou a casa diretamente do governador Marconi Perillo, com contrato de compra e venda, escritura e depósitos em conta bancária, como ocorre em qualquer negociação que envolve cidadãos normais? Por que tanta gente envolvida? Por que esta mistura de cheques não depositados, dinheiro vivo de caixa dois de faculdade e outras maracutaias? Como oposição, Perillo deveria ser um exemplo. Virou um mau exemplo. E anotem aí: vai levar para a lama o resto que ainda resta de tucano decente e honesto.

PSDB: pior que está não fica.

Do Blog do Augusto Nunes:

O acordo com o PR escancara, mais uma vez, o abismo que separa a oposição oficial da oposição real, formada por brasileiros que respeitam a lei, os valores morais e as normas éticas, não cedem à tentação de justificar o injustificável, não fazem concessões ao farisaísmo, à hipocrisia e à pouca vergonha, não aceitam a tese de que, em política, só é feio perder a eleição. A oposição oficial teima em ignorar que a oposição real não tem bandidos de estimação ─ e está cansada de escolher o mal menor. O país que presta insiste em ver as coisas como as coisas são. E o que vê informa que, para o PSDB paulista, a honra agora vale menos que 90 segundos na TV.

Este blog não tem o rabo preso com a casa de ninguém. Muito menos a casa que Perillo vendeu para o Cachoeira.

Não há explicação para o conjunto de mentiras que cerca a venda da casa de Marconi Perillo para Cachoeira. Vendeu com três cheques, diz o governador. Aí vem o comprador, que é um laranja do Cachoeira, dizendo que pagou com dinheiro vivo. R$ 1,4 milhões em dinheiro vivo? Assaltou que banco? Sequestrou quem? Cobrou isso tudo no balcão de uma faculdadezinha de quinta categoria? Foi juntando de cinquenta em cinquenta? Marconi Perillo tem a obrigação de mostrar as cópias dos cheques. É só abrir o extrato na internet que vem os fac similes. Se foi em dinheiro vivo, mostre os depósitos no banco. Ou guardou em casa esta grana toda para quê? Para pagar cachê frio para jornalista? Perillo explica ou casse-se! Se é tucano ou pelicano ou garça, isso não tem a mínima importância. Esse blog não tem rabo preso com ninguém. E o blogueiro não vai morrer abraçado com corrupto de nenhuma cor ou partido. Que a oposição encontre crimes do outro lado e faça o mesmo. Perillo está com os dias contados. Que passe logo! Leia aqui a matéria da Agência Senado.

Às vésperas da Rio+20, o menor desmatamento da Amazônia em todos os tempos. Greenpeace estuda derrubar o satélite do INPE.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciou hoje (5) redução na taxa de desmatamento da Amazônia Legal. Dados consolidados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes) indicam, entre agosto de 2010 e julho de 2011, uma redução de 8% no desmatamento em comparação com o período anterior.

Os dados mostram que a Amazônia Legal teve 6,4 mil quilômetros quadrados de sua área desmatada entre agosto de 2010 e julho de 2011. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que essa é a menor taxa de desmatamento registrada na Amazônia Legal desde que o Inpe começou a fazer a medição, em 1988.

“É um dado muito importante, é a menor taxa de desmatamento de toda a história”, disse a ministra Izabella Teixeira durante o anúncio feito na cerimônia em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, no Palácio do Planalto.  (Agência Brasil)

Cheques ou dinheiro vivo? Casa cai em cima de Perillo.

O empresário Walter Paulo Santiago, dono da Faculdade Padrão e que afirma ter comprado uma casa do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), contradisse hoje versão do tucano sobre a venda do imóvel. Foi nesta casa, localizada em Goiânia, que Carlinhos Cachoeira, amigo de Walter Paulo, foi preso pela Polícia Federal no último dia 29 de fevereiro.

O governador Perillo vem afirmando que recebeu três cheques (dois de R$ 500 mil e um de R$ 400 mil), que somam R$ 1,4 milhão. Os cheques foram emitidos pela empresa Excitant Confecções Ltda, de uma cunhada de Cachoeira, nos meses de março, abril e maio de 2011. A empresa recebeu dinheiro de uma firma fantasma criada pelo esquema Cachoeira para receber dinheiro da empreiteira Delta.

No entanto, Santiago afirmou hoje, em depoimento à CPI do Cachoeira, que pagou pela casa em dinheiro, "em notas exclusivas de R$ 50 e R$ 100"."Entreguei na minha casa os pacotinhos", disse o empresário, que diz ter sido procurado em fevereiro de 2011 por Wladimir Garcez, que, segundo ele, falava em nome de Marconi Perillo, que estaria buscando comprador para a casa.

Segundo Walter Paulo Santiago, o R$ 1,4 milhão foi entregue de uma só vez, em julho, a Lúcio Fiuza, assessor especial de Marconi Perillo, e a Garcez, apontado pela PF como braço direito de Cachoeira e ponte com o governador.A compra só foi registrada em cartório no dia 13 de julho de 2011. Em relação a Garcez, também foi paga uma comissão extra de R$ 100 mil pela intermediação do negócio, diz o empresário. Ele afirma nunca ter se encontrado diretamente com Perillo para tratar da venda da casa.

A compra está registrada em nome da empresa Mestra Administração e Participações, cujos sócios são funcionários de Walter Paulo, que se diz apenas administrador da empresa.Segundo o empresário, contudo, o dinheiro não pertencia à Mestra. Ele diz que o R$ 1,4 milhão foi entregue a ele pelo contador da Mestra, e é originado de um empréstimo, cuja origem disse não saber explicar. Aos parlamentares, recomendou que ouvissem o contador, de quem só soube dizer o primeiro nome: Paulo.

Perguntado sobre o local onde pegou os pacotes com o dinheiro, não respondeu."Eu deixo de responder a essa pergunta, se possível, porque eu não tenho a lembrança exata", disse o empresário.A versão de Walter Paulo também contradiz Wladimir Garcez, que disse em depoimento à CPI, semana passada, que ele mesmo era o comprador da casa e que, para isso, contou com empréstimos de Cláudio Abreu, ex-diretor da Delta, e de Cachoeira. Somente depois que supostamente percebeu que não teria como cobrir os cheques emitidos, procurou outro comprador --no caso, Walter Paulo. (Da Folha Poder)

Jornalista diz que recebeu dinheiro vivo das mãos de Perillo. Só que ninguém viu.

Pronto. O que poderia ser transformado em prova contundente contra o Marconi Perillo, o tucano governador de Goiás, erá só um boato. O jornalista que pousava (by Emir Sader) de ético e decente, declarando ter sido enganado após prestar o seu honesto trabalho à campanha do governador, declara que é, antes de mais nada, um corrupto como qualquer outro: recebeu dinheiro vivo, sem recibo e só abriu o bico agora. Apenas porque sua filha foi citada e ele sentiu-se ofendido na sua honra. Não era a Elba do Perillo. Era apenas dinheiro não contabilizado e sem provas.

Código Florestal recebe mais de 600 emendas.

Passou de 620 o número de emendas apresentadas por deputados e senadores à Medida Provisória 571/2012, que altera o novo Código Florestal, sancionado pela presidente Dilma Rousseff no último dia 25. O prazo para que parlamentares fizessem suas sugestões de mudanças terminou às 20h30 desta segunda-feira (4). O número exato de emendas só seria divulgado depois da classificação de todos os documentos.

A MP 571/2012 introduz mais de 30 alterações no novo Código Florestal (Lei 12.651/2012), como o escalonamento da recomposição obrigatória de faixas de matas ao longo de rios, de acordo com o tamanho das propriedades, o restabelecimento dos princípios da lei florestal e a regulamentação do uso de áreas costeiras para produção de camarão e de sal.

As centenas de emendas serão analisadas pela comissão mista encarregada de emitir parecer sobre a MP 571/2012. A comissão, composta de deputados e senadores, será instalada às 14h desta terça-feira (5), quando serão eleitos presidente e vice e designado o relator da matéria. A presidência deve ficar com o deputado Bohn Gass (PT-RS), enquanto a relatoria caberá ao senador Luiz Henrique (PMDB-SC).Após passar pela comissão mista, o texto segue para votação no Plenário da Câmara e depois no Plenário do Senado. (Da Agência Senado)

Tempo de TV: Serra também lidera.

Com o leilão das coligações praticamente definido, o tucano José Serra terá o maior tempo de propaganda no rádio e na televisão durante a disputa pela Prefeitura de São Paulo. Serra conquistou o apoio do PR e ampliou sua aliança, que já incluía PSDB, DEM, PP, PV e PSD. Com isso, terá 27% do tempo no horário eleitoral e também das inserções de 30 segundos distribuídas ao longo da programação das emissoras.

Já o petista Fernando Haddad ainda negocia uma coligação com o PC do B e o PSB, o que lhe dará, no máximo, cerca de 20% do espaço de propaganda. Ele deve ter direito a 17 inserções por semana, 6 a menos que Serra. As inserções são vistas pelos marqueteiros políticos como as armas mais poderosas de propaganda.

No horário político tradicional, a vantagem do tucano sobre o petista será de pouco mais de dois minutos em cada bloco de meia hora, exibido duas vezes por dia, três dias por semana. Serra deve ter 8 minutos e 14 segundos, ante 6 minutos e 3 segundos para Haddad. Os cálculos do Estado levam em conta o atual cenário, em que 14 partidos manifestam a intenção de lançar candidatos.(Estadão)

Pagot na geladeira da CPI.

Apontado como um "fio desencapado" tanto pelos aliados como pela oposição, o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) Luiz Antonio Pagot transformou-se, aparentemente, em persona non grata na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira. Como o ex-filiado ao PR faz denúncias que atingem governistas e oposição, cerca de duas dezenas de requerimentos de convocação de Pagot estão paradas na CPI à espera de votação. E a tendência é que eles não saiam tão cedo da gaveta.
"Temos que conversar com os líderes para ver se há consenso em torno da convocação do Pagot", argumentou nesta segunda-feira, 4, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que assumirá esta semana a presidência da CPI. O presidente efetivo, Vital do Rêgo (PMDB-PB), está de licença médica. Diante do "corpo mole" para aprovar a convocação de Pagot, o senador Pedro Taques (PDT-MT) anunciou nesta segunda que vai entrar com representação na Procuradoria da República do Distrito Federal para que o ex-diretor do Dnit seja ouvido pelos procuradores. 

"O Pagot está desesperado para falar. Dizem que ele é um fio desencapado, então, que ele fale", afirmou Taques. Opinião não compartilhada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), ao defender que a CPI se dedique agora a analisar os dados com as quebras de sigilo de envolvidos com o esquema ilegal do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. "A CPI está numa fase que só fala em convocação. Ela deveria se preocupar em apresentar alguma coisa nova, que ainda não tenha sido revelada pela Polícia Federal", disse Nogueira, que também integra a CPI. 

Ex-filiado ao PR, partido que perdeu o Ministério dos Transportes há cerca de um ano debaixo de denúncias de irregularidades, Luiz Antonio Pagot acusou, em entrevistas às revistas Época e Istoé, o PT e o PSDB de usarem o governo federal e o de São Paulo para bancar as campanhas da petista Dilma Rousseff e do tucano José Serra à presidência da República, nas eleições de 2010.

Em entrevista à revista Época, Pagot contou que o alto escalão do PT pediu auxílio para conseguir doações de empresas que tinham contratos com o Dnit para a campanha de Dilma. Para a Istoé, o ex-diretor do Dnit acusou os tucanos de desviar dinheiro da obra do Rodoanel, em São Paulo para abastecer o comitê do tucano José Serra. As acusações, não provadas, foram negadas.(Estadão)

Marta não tem nada a perder enfrentando Lula.

Com mais seis anos de mandato e podendo até mesmo sair do PT que a jogou no lixo, Marta Suplicy não tem nada a perder enfrentando Lula e mantendo independência. Só ela, não Lula, pode dar algum alento à fracassada candidatura de Haddad.

Depois de deixar clara a insatisfação com Marta Suplicy, que boicotou o ato de lançamento da campanha de Fernando Haddad no sábado, o PT mudou o tom e adotou discurso diplomático para tentar convencê-la a ajudar seu pré-candidato em São Paulo. Ontem, o ex-presidente Lula, o presidente nacional do partido, Rui Falcão, e o próprio Haddad elogiaram a senadora e disseram ainda esperar seu apoio na eleição. "A Marta vai participar com o mesmo carinho, a mesma força com que eu vou", disse Lula, em aparição ao lado do prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT), que tentará a reeleição. 

O ex-presidente tomou vacina contra a gripe em posto de saúde recém-inaugurado pelo aliado no ABC.Lula disse não ter conversado com Marta no dia seguinte à sua ausência, que dominou o noticiário sobre a festa montada para Haddad. "Era domingo, meu filho, e no sábado eu descansei." No domingo, petistas fizeram críticas públicas à senadora e disseram não contar mais com ela na campanha. Ontem, após dois dias sem se manifestar, ela divulgou nota alegando não ter ido ao ato por causa de um "impedimento de caráter privado", que se recusou a explicar. 

A justificativa não convenceu. Reservadamente, dirigentes do PT disseram acreditar que ela faltou para causar novo desgaste a Haddad, seis meses após ser forçada a retirar sua pré-candidatura. Em público, porém, os petistas evitaram novas críticas à ex-prefeita. "Deve ter tido algum problema com ela. A Marta não é de falhar", disse Lula, embora ela já tenha faltado a outros eventos do PT para promover Haddad.

O pré-candidato contou que ligou para Marta ontem, mas não foi atendido. Mesmo assim, repetiu o discurso de que ainda espera seu apoio. "É uma pessoa que mobiliza e motiva. Nós sempre estaremos aguardando a [ex] prefeita para nos auxiliar." Ele disse crer que Marta o ajudará. "Lógico, com certeza. Com total segurança." 

Segundo Rui Falcão, Marta "dará as explicações dela" para explicar a falta. "O que posso garantir é que não há crise alguma", desconversou. O presidente municipal do PT, Antonio Donato, também foi apaziguador. "A Marta é a maior liderança do PT em São Paulo. A gente sempre conta com ela na campanha." A ex-prefeita está isolada no PT e viu seu grupo político migrar para Haddad. Mesmo assim, seu apoio público é considerado fundamental, especialmente na periferia.(Folha de São Paulo)