Cerca de 1.500 pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar do
Distrito Federal, marcharam na Esplanada dos Ministérios vestindo roupas
pretas e carregando faixas e cartazes que pediam o fim dos desvios de
verbas públicas. A marcha foi reforçada pelo público que participa das
comemorações dos 52 anos de Brasília.Foi a terceira edição da marcha organizada pelo Movimento Brasil contra a
Corrupção. Os protestos são organizados, principalmente, pelas redes
sociais. Segundo um dos organizadores, Rodrigo Montezuma, estão
previstas mobilizações semelhantes à de Brasília em cerca de 40 cidades.
As principais bandeiras desta edição da marcha são o fim do voto
secreto nas votações do Congresso e celeridade no julgamento do
escândalo do mensalão pelo STF (Supremo Tribunal Federal).(Folha Poder)
sábado, 21 de abril de 2012
E o PT vai meter a mão na poupança.
A equipe econômica resgatou a discussão sobre mudanças na remuneração
da caderneta de poupança em resposta ao movimento de queda da taxa
básica de juros, a Selic. Fonte próxima ao grupo que analisa a questão
dentro do governo diz que há algumas alternativas para mudar a poupança,
mas ressalta que o momento para isso ainda é incerto. “Se há um sinal de que, com a Selic a 8,5%, teria que mexer na
poupança, então o momento seria agora. Mas o governo ainda não tem
definido se será agora”, diz a fonte, afirmando que a questão está sendo
monitorada diariamente e, no momento certo, ocorrerá a intervenção.
A definição desse momento depende de alguns fatores. É preciso fechar
antes a equação em que uma menor remuneração para os depósitos da
poupança preserve o equilíbrio entre os diversos tipos de aplicação,
considerando inclusive a tributação. O governo quer preservar os pequenos investidores que estão na
poupança, mas não têm intenção de criar problemas para a indústria de
fundos de investimento. “A questão está mapeada e o governo enfrentará
essa discussão se quiser manter o ritmo de desaceleração da taxa de
juros”, disse um outro técnico do governo.
‘Escadinha’
Parte dos técnicos ligados às discussões defendem a proposta chamada de “escadinha”, em que a remuneração fixa da poupança, hoje de 6,17% ao ano, seria substituída por um rendimento vinculado à Selic, que cairia na medida em que a taxa básica fosse reduzida. Esta dinâmica abriria espaço para que a Selic continue seu ciclo de baixa em 2012 e atinja patamares inferiores ao 9% fixado na reunião desta semana do Copom.
“A escadinha de juros da poupança frente às variações da Selic é uma
das possíveis alternativas e, inclusive, era uma das opções desde 2008”,
afirmou a fonte próxima ao grupo que analisa a questão dentro do
governo, em referência às discussões travadas no fim de 2008 e no início
de 2009.“É a alternativa que defendemos agora, mas não será,
necessariamente, a escolhida.” Agora, com a taxa Selic a 9% ao ano, a possibilidade de adoção da “escadinha” volta à mesa. (Estadão)
A poupança sempre foi o "patinho feio". Quando vira "cisne", o PT quer meter a mão. Veja o rendimento das aplicações nos últimos dez anos... Veja quanto o governo pagou de juros pelos títulos que lançou no mercado: 3,5 vezes a mais do que a remuneração da poupança.
Cidade Maravilhosa terá feriadão de 5 dias na Rio+20 por falta de infra-estrutura.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), acatou pedido do
governo federal e anunciou nesta sexta-feira que enviará na próxima
semana à Camara Municipal um projeto de lei para decretar feriado nos
três últimos dias da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento
Sustentável, a Rio+20, que será realizada na cidade de 13 a 22 de junho.
Segundo Paes, a medida será votada em regime de urgência.
Após reunião de quase três horas entre representantes dos governos federal, estadual e municipal no Palácio da Cidade, também foi anunciada a decisão de preparar a Base Aérea de Santa Cruz, na zona oeste do Rio, para pousos e decolagens de aviões oficiais durante a Rio+20.
O objetivo das duas medidas é facilitar a locomoção das delegações e o esquema de segurança nos três dias reservados para a reunião de cúpula da conferência. A questão do transporte é apontada como uma das principais preocupações na logística da Rio+20. "Para nós seria importante (o feriado), porque isso facilitaria muito a realização do evento. A presidente Dilma (Rousseff) também pediu que a base aérea da Aeronáutica fosse preparada para receber chefes de Estado, como estrutura adicional", disse a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.
Apesar do temor de esvaziamento dos eventos programados pela sociedade civil com a decretação de feriado antes do fim de semana (de quarta a sexta-feira), Paes disse que a medida "vai permitir que a população participe ainda mais". Com o feriado, não será necessário criar corredores exclusivos para o trânsito de chefes de Estado e de governo, disse o prefeito. "O deslocamento ficará mais fácil. Não será um transtorno, mas uma honra para a cidade receber chefes de Estado 20 anos depois da Rio-92".
Além de Paes e Gleisi, participaram da reunião o governador Sérgio Cabral (PMDB), a ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente), o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, a secretária de Comunicação Social da Presidência, Helena Chagas, o secretário executivo da Comissão Nacional da Rio+20, embaixador Luiz Alberto Figueiredo, e o responsável pela logística do Comitê de Organização da Rio+20, ministro Laudemar Aguiar. (Estadão)
Após reunião de quase três horas entre representantes dos governos federal, estadual e municipal no Palácio da Cidade, também foi anunciada a decisão de preparar a Base Aérea de Santa Cruz, na zona oeste do Rio, para pousos e decolagens de aviões oficiais durante a Rio+20.
O objetivo das duas medidas é facilitar a locomoção das delegações e o esquema de segurança nos três dias reservados para a reunião de cúpula da conferência. A questão do transporte é apontada como uma das principais preocupações na logística da Rio+20. "Para nós seria importante (o feriado), porque isso facilitaria muito a realização do evento. A presidente Dilma (Rousseff) também pediu que a base aérea da Aeronáutica fosse preparada para receber chefes de Estado, como estrutura adicional", disse a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.
Apesar do temor de esvaziamento dos eventos programados pela sociedade civil com a decretação de feriado antes do fim de semana (de quarta a sexta-feira), Paes disse que a medida "vai permitir que a população participe ainda mais". Com o feriado, não será necessário criar corredores exclusivos para o trânsito de chefes de Estado e de governo, disse o prefeito. "O deslocamento ficará mais fácil. Não será um transtorno, mas uma honra para a cidade receber chefes de Estado 20 anos depois da Rio-92".
Além de Paes e Gleisi, participaram da reunião o governador Sérgio Cabral (PMDB), a ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente), o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, a secretária de Comunicação Social da Presidência, Helena Chagas, o secretário executivo da Comissão Nacional da Rio+20, embaixador Luiz Alberto Figueiredo, e o responsável pela logística do Comitê de Organização da Rio+20, ministro Laudemar Aguiar. (Estadão)
Depois de inaugurar obra superfaturada pela Delta, agora Dilma quer banir a construtora do PAC.
Na foto acima, Dilma, Padilha, Cabral e Paes inauguram uma obra da Delta, no Rio de Janeiro, acusada de um superfaturamento de R$ 20 milhões. Leiam o post logo abaixo, publicado ontem. E agora vejam a noticia publicada hoje, pelo Estadão.
O governo federal estuda proibir a Delta Construções, principal
empreiteira do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de firmar
contratos com a União. Os ministros da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e da
Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, determinaram ontem a
abertura de processo para declarar inidônea a construtora, que faturou,
só no ano passado, mais de R$ 884,4 milhões com obras federais.
O governo explica que a decisão se baseia nas numerosas denúncias
veiculadas recentemente no âmbito da Operação Monte Carlo da Polícia
Federal, “com indícios veementes de tráfico de influência”, e em
informações da Operação Mão Dupla, que apontam o pagamento de propina e
outras vantagens pela Delta a servidores do Departamento Nacional de
Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Ceará. A denúncia contra
funcionários da autarquia e da empreiteira foi enviada nesta
sexta-feira, 20, à Justiça pelo Ministério Público Federal no Estado.
As revelações da Operação Monte Carlo deram origem à CPI do
Cachoeira, criada na quinta-feira, 19, pelo Congresso Nacional. A
investigação vai apurar elos do contraventor com políticos e também com a
Delta. A eventual declaração de inidoneidade criaria uma espécie de blindagem para o Planalto, que se afastaria da Delta, alvo da CPI.
Contratos cancelados. A CGU informa que a Delta terá
direito a ampla defesa e ao contraditório no processo de inidoneidade.
Caso receba a sanção, além de proibida de tocar novas obras para o
governo, poderá perder contratos já em execução. A possibilidade de rescisão será, contudo, avaliada caso a caso,
levando-se em conta estágio dos serviços e se a interrupção não
prejudicaria o interesse público.
Nos últimos dias, Estados têm anunciado ações para investigar a
Delta. Em Minas Gerais, por exemplo, o Ministério Público fará um
“pente-fino” em todos os contratos públicos da construtora. A decisão do governo federal só veio depois do escândalo desencadeado
pela Operação Monte Carlo, que revelou indícios de envolvimento da
empreiteira com a organização do contraventor Carlos Augusto Ramos, o
Carlinhos Cachoeira, e escancarou suas relações com políticos.
A Controladoria-Geral da União e demais órgãos de controle do governo
federal, porém, têm informações de supostas irregularidades cometidas
pela empresa há anos. Como o Estado mostrou no último sábado, desde 2007 a
CGU identificou problemas em ao menos 60 obras tocadas pela Delta no
Dnit, seu principal cliente. O valor dos contratos com falhas alcança R$
632 milhões.
Fraudes. A Operação Mão Dupla, por sua vez, foi
desencadeada pela Polícia Federal em agosto de 2010 e teve o apoio da
própria Controladoria. A PF identificou um esquema de fraudes em licitações,
superfaturamento e pagamentos indevidos a empreiteiras. A principal
delas seria a Delta. Segundo as investigações da Polícia Federal, servidores da autarquia
facilitavam o desvio de verbas, fraudando medições de serviços não
executados e alterando quantitativos.
O então superintendente do Dnit no Estado, Joaquim Guedes Neto,
chegou a ser preso por envolvimento no esquema, que teria desviado R$ 5
milhões em quatro obras, segundo estimativa inicial da PF. De acordo com o Ministério Público Federal no Ceará, na ação penal há
registro de crimes praticados por funcionários do Dnit e de
construtoras, entre elas a Delta. Os envolvidos vão responder por
formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.
Comentário: se o governo da Dilma e do PT tivessem o mínimo zelo pelo dinheiro públicoja teriam banido a Delta há muito tempo, bastando para isso que respeitassem o TCU, em vez de esvaziá-lo. Basta ler as dezenas de acórdãos que mostram que a construtora é uma fonte inesgotável de denúncias de superfaturamento e de fraudes no cumprimento dos contratos.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Dilma, Padilha e Cabral fazem festa de inauguração em obra superfaturada da Delta.
Desde 2010, as obras do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), vinculado ao Ministério da Saúde, vinham sendo questionadas pelo Tribunal de Contas da União. Um sobrepreço de mais de R$ 20 milhões havia sido constatado. Isso não impediu que Dilma Rousseff, Alexandre Padilha (ministro da Saúde), Sérgio Cabral e outros figurões da República, em novembro de 2011, no auge das investigações, fizessem uma grande festa de inauguração de mais um monumento à corrupção do governo petista. Assistam ao vídeo abaixo:
Em 28 de março de 2012, o TCU permitiu que a construtora ,
em caráter excepcional, substituisse as retenções de pagamentos, determinado por
medida cautelar, em razão de sobrepreço apurado de R$ 20.995.364,76 (vinte
milhões novecentos e noventa e cinco mil trezentos e sessenta e quatro reais e
setenta e seis centavos), no âmbito do contrato 16/2010, firmado com o
Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), por caução,
seguro-garantia ou fiança bancária, liberando os pagamentos.
Quem era a construtora? A Delta Construções, envolvida até o pescoço na lama da CPI do Cachoeira. A Delta que, ao que tudo indica, tinha salvo-conduto presidencial para inaugurar obras superfaturadas.
Pagot, o pato.
Principal braço do Ministério dos Transportes, o Departamento Nacional
de Infraestrutura de Transportes (DNIT) conta com um orçamento anual de
cerca de R$ 10 bilhões para construir e reformar as deficientes estradas
e ferrovias brasileiras. Historicamente, esse dinheiro é disputado por
grandes empreiteiras, técnicos, advogados, lobistas e políticos. Nesse
campo são corriqueiras as brigas judiciais, golpes baixos e acusações de
favorecimento. As investigações da Polícia Federal sobre a organização
do bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, já
revelaram a proximidade de uma turma com a empreiteira Delta
Construções.
Associado ao diretor da Delta para o Centro-Oeste, Cláudio Abreu,
Cachoeira colocava seus companheiros para trabalhar pela empresa em
busca de contratos em vários estados. Diálogos captados pela polícia,
com autorização judicial, mostram que o grupo de Cachoeira atuou no jogo
bruto dos negócios dentro do Dnit. Eles arquitetaram uma maneira de
afastar Luiz Antonio Pagot do cargo de diretor-geral do departamento. No
dia 10 de maio de 2011, segundo gravações da PF, Cachoeira disse a
Abreu que “plantou” as informações contra Pagot na imprensa. “Enfiei
tudo no r... do Pagot”, diz Cachoeira. Quase um ano depois do episódio,
Pagot deu entrevista exclusiva a ÉPOCA sobre as circunstâncias da queda.
ÉPOCA – Numa das escutas feitas pela Polícia Federal na
Operação Monte Carlo, em maio do ano passado, Cachoeira afirma ao então
diretor da Delta, Cláudio Abreu, que plantou informações na imprensa
contra o senhor, quando era diretor-geral do Departamento Nacional de
Infraestrutura Terrestre. Isso dificultou sua permanência à frente da
direção-geral do DNIT (Pagot foi afastado em julho do ano passado)?
Luiz Antonio Pagot – Os dissabores que eu provoquei devem ter ocasionado uma animosidade. Fui surpreendido por ter sido afastado através de uma negociata de uma empreiteira com um contraventor. E isso serviu de base para que fosse ditado o meu afastamento. É um verdadeiro descalabro.
Luiz Antonio Pagot – Os dissabores que eu provoquei devem ter ocasionado uma animosidade. Fui surpreendido por ter sido afastado através de uma negociata de uma empreiteira com um contraventor. E isso serviu de base para que fosse ditado o meu afastamento. É um verdadeiro descalabro.
ÉPOCA – Que dissabores?
Pagot – A Delta tem inúmero contratos com o DNIT. Ao longo de 2009 e 2010, vários contratos passaram a ter problemas. É o contrato da BR-116 no Ceará, num trecho de 18 quilômetros, em que a Delta subempreitou para uma empresa menor sem a anuência da direção-geral do DNIT, o que é contra a lei. Outro caso foi a pavimentação em concreto da Serra de São Vicente (BR-163-MT), que não estava de acordo com as exigências da DNIT. Isso contrariou muito os engenheiros da Delta e seus diretores. O DNIT foi veemente na determinação de que as placas fossem destruídas e feitas novamente dentro do programado para a boa execução da obra. A Delta também estava entre as empresas insatisfeitas com o resultado da licitação da BR-060 (em Goiás) por ter saído por um preço mais baixo do que queriam. A estimativa era de R$ 1,6 bilhão. Saiu por R$ 1,2 bilhão. E, por fim, a direção geral cobrou da Delta o início das obras da BR- 101 (trecho Manilha-Santa Guilhermina, no Rio de Janeiro), inclusive com a possibilidade de a Delta perder a licitação.
Pagot – A Delta tem inúmero contratos com o DNIT. Ao longo de 2009 e 2010, vários contratos passaram a ter problemas. É o contrato da BR-116 no Ceará, num trecho de 18 quilômetros, em que a Delta subempreitou para uma empresa menor sem a anuência da direção-geral do DNIT, o que é contra a lei. Outro caso foi a pavimentação em concreto da Serra de São Vicente (BR-163-MT), que não estava de acordo com as exigências da DNIT. Isso contrariou muito os engenheiros da Delta e seus diretores. O DNIT foi veemente na determinação de que as placas fossem destruídas e feitas novamente dentro do programado para a boa execução da obra. A Delta também estava entre as empresas insatisfeitas com o resultado da licitação da BR-060 (em Goiás) por ter saído por um preço mais baixo do que queriam. A estimativa era de R$ 1,6 bilhão. Saiu por R$ 1,2 bilhão. E, por fim, a direção geral cobrou da Delta o início das obras da BR- 101 (trecho Manilha-Santa Guilhermina, no Rio de Janeiro), inclusive com a possibilidade de a Delta perder a licitação.
ÉPOCA – Por que a Delta atrasou o início dessas obras da BR-101, no trecho Manilha-Santa Guilhermina (Rio de Janeiro)?
Pagot - Não sei. Não há justificativas para tanta postergação. Ela (Delta) analisou o edital, visitou o local, sabia exatamente do que se tratava antes de participar da licitação. Não estávamos mais aceitando atrasos em relação a essa obra. As nossas exigências, para cumprir os contratos, provavelmente desagradaram algumas empresas, em especial os diretores da Delta. Acredito que esse comportamento do Carlos Cachoeira e do Cláudio Abreu, nos áudios, é uma reação nefasta aos procedimentos que adotei à frente do DNIT.
Pagot - Não sei. Não há justificativas para tanta postergação. Ela (Delta) analisou o edital, visitou o local, sabia exatamente do que se tratava antes de participar da licitação. Não estávamos mais aceitando atrasos em relação a essa obra. As nossas exigências, para cumprir os contratos, provavelmente desagradaram algumas empresas, em especial os diretores da Delta. Acredito que esse comportamento do Carlos Cachoeira e do Cláudio Abreu, nos áudios, é uma reação nefasta aos procedimentos que adotei à frente do DNIT.
ÉPOCA – Quem, da Delta, reclamou com o senhor?
Pagot – Tive reuniões com o presidente do Conselho de Administração, Fernando Cavendish, com o diretor da Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, e com o diretor da região Norte e Nordeste, o senhor Aluízio de Souza.
Pagot – Tive reuniões com o presidente do Conselho de Administração, Fernando Cavendish, com o diretor da Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, e com o diretor da região Norte e Nordeste, o senhor Aluízio de Souza.
ÉPOCA – E o senhor atendeu às reclamações deles?
Pagot – Disse a eles que as reivindicações deveriam ser formalizadas. Depois disso, seriam anexadas aos processos e daríamos a devida atenção.
Pagot – Disse a eles que as reivindicações deveriam ser formalizadas. Depois disso, seriam anexadas aos processos e daríamos a devida atenção.
ÉPOCA – O senhor já recebeu pressões de parlamentares contra a conduta do DNIT durante sua gestão?
Pagot – Com certeza muitos parlamentares vinham ao DNIT participar de audiências. Sugeriam e reclamavam por empresas que estavam executando obras. Nós agíamos dentro dos ditames da lei. Evidentemente que parlamentares, governadores e políticos influentes sempre iam ao DNIT com reivindicações. Ninguém ia lá para fazer uma visita de cortesia.
Pagot – Com certeza muitos parlamentares vinham ao DNIT participar de audiências. Sugeriam e reclamavam por empresas que estavam executando obras. Nós agíamos dentro dos ditames da lei. Evidentemente que parlamentares, governadores e políticos influentes sempre iam ao DNIT com reivindicações. Ninguém ia lá para fazer uma visita de cortesia.
ÉPOCA – Mas o senhor recebeu pressões de parlamentares a favor da Delta Construções?
Pagot – Alguns parlamentares defendiam a empresa. Durante a discussão do projeto da Travessia Urbana de Ubatuba(SP), por exemplo, o deputado Valdemar Costa Neto disse pra mim que quem tinha de vencer era a Delta. Era uma obra de R$ 150 milhões.
Pagot – Alguns parlamentares defendiam a empresa. Durante a discussão do projeto da Travessia Urbana de Ubatuba(SP), por exemplo, o deputado Valdemar Costa Neto disse pra mim que quem tinha de vencer era a Delta. Era uma obra de R$ 150 milhões.
ÉPOCA – A pressão de Valdemar Costa Neto funcionou? A licitação foi vencida pela Delta?
Pagot – Não. Houve uma reformulação do projeto. E a obra nem chegou a ser licitada de acordo com o projeto inicial.
Pagot – Não. Houve uma reformulação do projeto. E a obra nem chegou a ser licitada de acordo com o projeto inicial.
ÉPOCA – Quem mais defendia a Delta?
Pagot – O deputado federal Wellington Fagundes (PR-MT) fez pressão para que o DNIT diminuísse o rigor no episódio em que se decidiu pelo desmanche dos trechos da BR-163 (Serra de São Vicente-MT) que estavam com a camada de concreto fora das especificações. Wellington cobrava celeridade na obra. Não disse, mas obviamente estava lá por interesse da Delta.
Pagot – O deputado federal Wellington Fagundes (PR-MT) fez pressão para que o DNIT diminuísse o rigor no episódio em que se decidiu pelo desmanche dos trechos da BR-163 (Serra de São Vicente-MT) que estavam com a camada de concreto fora das especificações. Wellington cobrava celeridade na obra. Não disse, mas obviamente estava lá por interesse da Delta.
Baixaria na Suprema Corte.
Relator do processo do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal) e
futuro presidente da corte, o ministro Joaquim Barbosa chamou seu colega
de tribunal Cezar Peluso de "ridículo", "brega", "caipira",
"corporativista", "desleal", "tirano" e "pequeno" em entrevista
publicada nesta sexta-feira (20) no jornal "O Globo". Barbosa é desafeto de Peluso e também de Gilmar Mendes, ex-presidentes do STF. Nesta semana, com a posse de Carlos Ayres Britto na presidência do
tribunal no lugar de Peluso, a crise entre os ministros foi escancarada.
As declarações de Barbosa ao jornal carioca foram para rebater uma
entrevista que Peluso concedeu ao site "Consultor Jurídico", em que ele
fala sobre os problemas de saúde de Joaquim Barbosa (que trata uma
doença crônica na coluna, que o obrigou a tirar licença médica), além de
considerá-lo "inseguro" e uma pessoa de "temperamento difícil".
Ao chamar a gestão de Peluso de "desastrosa", Barbosa ressaltou ainda
que ele "incendiou o Judiciário inteiro com a sua obsessão
corporativista". "As pessoas guardarão a imagem de um presidente do STF
conservador, imperial, tirânico, que não hesitava em violar as normas
quando se tratava de impor à força a sua vontade", afirmou. "Peluso inúmeras vezes manipulou ou tentou manipular resultados de
julgamentos, criando falsas questões processuais ou simplesmente para
tumultuar e não proclamar o resultado que era contrário ao seu
pensamento." Barbosa também disse que Peluso tratou seu problema de saúde, que o
obrigou a faltar inúmeras sessões no STF, de forma desrespeitosa. Ele também comentou o fato de ser o único ministro negro do tribunal:
"Alguns brasileiros não negros se acham no direito de tomar certas
liberdades com negros. Você já percebeu que eu não permito isso, né?" (Folha Poder)
CPI feita para desqualificar a Veja vai ter cobertura de milhares de jornalistas internacionais da Rio+20.
Dois dos grandes objetivos de Lula e José Dirceu, ao incentivar a criação da CPI do Cachoeira, são atacar a revista Veja e tentar envolver o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, em denúncias. O objetivo é tentar enlamear Imprensa e Judiciário às vésperas do julgamento do Mensalão. Não se fala em outra coisa na esgotosfera do Nassif, Amorim e outros asseclas do chefe da sofisticada organização criminosa do Mensalão.
Não existe nada contra a Veja. Nenhum dos telefonemas entre um repórter e o bicheiro redundou em qualquer benefício para o segundo. Durante o período que o repórter usou o bicheiro como fonte não havia nenhum mandato de prisão contra o mesmo. É muito mais criminoso este bando de ratos da esgostosfera ter como convidado de honra nos seus eventos um acusado de crimes horrorosos contra os cofres públicos, que pode pegar 111 anos de cadeia se for condenado no Mensalão, do que alguém ter falado com Cachoeira, antes do mesmo ser preso.
O fato é que a CPI do Cachoeira estará pegando fogo justamente durante a Rio+20, quando toda a imprensa mundial estará aqui. Será uma ótima oportunidade para mostrar os níveis de corrupção no governo petista e a sua sanha persecutória contra a imprensa livre. Imaginem a maior revista do país sendo interrogada por uma CPI composta, na sua maioria, por notórios corruptos, por um ex-presidente impichado, por fichas sujas da pior espécie, diante de milhares de jornalistas internacionais,tendo como um dos seus maiores objetivos calar a imprensa livre. Sem dúvida alguma, o Mensalão voltará às manchetes. Também do New York Times, do El País, da L'Express...
PT pede a cabeça de Ideli.
No dia em que o Congresso deu sinal verde para a CPI que vai
investigar a ligação de políticos e empresas com o contraventor Carlos
Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, a articulação política do governo
Dilma Rousseff foi alvo de fortes críticas por parte da própria base
aliada. Sem orientação do Palácio do Planalto, até parlamentares do PT
passaram a bombardear o 'vazio' na coordenação do governo e, em
conversas reservadas, disseram temer o preço que será cobrado pelo PMDB
na CPI.
'A presidente Dilma está muito bem, mas a articulação
política do governo é muito fraca e amadora', atacou o senador Lindbergh
Farias (PT-RJ). Favorável à investigação, ele se surpreendeu ao saber
que o Planalto deflagrou uma operação para controlar a CPI e evitar
desgaste, já que a Delta Construções - suspeita de injetar dinheiro em
empresas de fachada ligadas a Cachoeira - é responsável por obras do
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
'A bola da CPI está
quicando há duas semanas e ninguém do governo conversou com a gente',
reclamou Lindbergh. Depois de Dilma se irritar com um vídeo no qual o
presidente do PT, Rui Falcão, vincula a CPI à estratégia petista para
neutralizar o escândalo do mensalão, a ministra Ideli Salvatti (Relações
Institucionais) pediu cautela ao partido. Na terça-feira, ela
conversou com Falcão. O governo avalia que a direção do PT foi
precipitada ao tentar desviar o foco do mensalão. Falcão, porém, só
divulgou o vídeo de apoio à CPI no site do PT após reunião com o
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para Lula, a CPI ajudará a
desvendar o que ele chama de 'farsa do mensalão'.
'É
claro que dessa CPI pode nascer uma nova linha de investigação,
revelando que o esquema Cachoeira, além de ajudar uns, trabalhava para
macular outros, mas é um besteirol dizer que essa apuração vai apagar
outros processos', afirmou o governador da Bahia, Jaques Wagner. Diante
das queixas de aliados, Lindbergh foi ontem à tribuna para apontar as
falhas do Planalto na articulação política. No seu diagnóstico, falta
diálogo não só com os parlamentares, mas com os governadores, que querem
renegociar as condições de pagamento das dívidas dos Estados.
'Ideli
é muito frágil e o grau de esgarçamento na relação com os governadores é
grande', insistiu Lindbergh. 'Há uma ausência de articulação política
por parte do Planalto e, por isso, está havendo solidariedade
federativa. Nós, do Rio, decidimos não votar nada que prejudique os
Estados, independentemente dos partidos.'
A revolta de aliados é o
pano de fundo que pode contaminar a primeira CPI importante da gestão
Dilma. Nos bastidores, integrantes da base avaliam que a precária
negociação de temas espinhosos - como a dívida dos Estados, o fim da
guerra dos portos e a partilha dos royalties - incentiva reação contra o
Planalto.
Petistas dizem que o PMDB, com o senador Vital do Rêgo
(PB) na presidência da CPI, tem a faca e o queijo na mão e pode
pressionar por mais cargos no primeiro escalão. 'Isso não existe. Também
somos governo e temos consciência da gravidade de uma CPI como essa',
observou o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). 'Lula
também nos disse que é preciso equilíbrio para não usar a CPI contra
ninguém.' (Estadão)
Cachoeira operava diretamente para a Delta, maior construtora do PAC do PT.
Uma gravação feita pela Polícia Federal nas investigações da Operação
Monte Carlo mostra que o bicheiro Carlinhos Cachoeira falava em nome da
empreiteira Delta na negociação de contratos de infraestrutura.Preso desde fevereiro sob a suspeita de chefiar um esquema de jogos
ilegais em Goiás, ele aparece na escuta, revelada pelo Jornal Nacional,
conversando com um empresário de nome Alexandre, que lhe oferece uma
"parceria" em Marabá, para obra orçada em R$ 93 milhões.
Alexandre: Topa uma parceria com a Delta lá no Marabá?
Carlinhos: De repende é bom. O que que é, hein?
Alexandre: Execução de obras de serviço de engenharia. Infraestrutura e saneamento básico.
Carlinhos: É ué... É uma boa. Quanto que é o contrato?
Alexandre: Inicial 93 milhões.
Carlinhos: Excelente. Se tiver na mão... topo.
Alexandre: Tá na mão.O diálogo, obtido com autorização judicial, reforça a suspeita de que Cachoeira agia em nome da Delta. Um dos elos seria o diretor afastado da Delta Claudio Abreu. Em diversos áudios, os dois aparecem negociando vantagens para o grupo do contraventor. A construtora é uma das maiores prestadoras de serviço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que concentra os investimentos do governo federal em infraestrutura. Possui também contratos com diversos estados. Os negócios são um dos focos de investigação da CPI a ser aberta no Congresso sobre as relações de Cachoeira com políticos, autoridades e empresários. (G1)
Carlinhos: De repende é bom. O que que é, hein?
Alexandre: Execução de obras de serviço de engenharia. Infraestrutura e saneamento básico.
Carlinhos: É ué... É uma boa. Quanto que é o contrato?
Alexandre: Inicial 93 milhões.
Carlinhos: Excelente. Se tiver na mão... topo.
Alexandre: Tá na mão.O diálogo, obtido com autorização judicial, reforça a suspeita de que Cachoeira agia em nome da Delta. Um dos elos seria o diretor afastado da Delta Claudio Abreu. Em diversos áudios, os dois aparecem negociando vantagens para o grupo do contraventor. A construtora é uma das maiores prestadoras de serviço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que concentra os investimentos do governo federal em infraestrutura. Possui também contratos com diversos estados. Os negócios são um dos focos de investigação da CPI a ser aberta no Congresso sobre as relações de Cachoeira com políticos, autoridades e empresários. (G1)
Mais um ministro petista rolando cachoeira abaixo.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, teve o nome citado em uma
conversa telefônica como tendo autorizado o grupo do empresário Carlos
Cachoeira a dar sequência a um negócio na área da saúde, após reunião em
Brasília. Na gravação feita pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo, Wladimir
Garcez, ex-vereador do PSDB de Goiânia e auxiliar de Cachoeira,
conversa com o chefe. "Teve a conversa com o Padilha, todos os outros lá, o chefe de gabinete,
e [ele] achou interessante: faz o projeto, mostra o que que é, ele fala
o que que é possível lá dentro e dá para nós um veredito lá. Mas que
autorizou a gente a tocar pra frente o negócio, que eles têm condição de
ajudar", diz Garcez a Cachoeira, em março de 2011.
A conversa não deixa claro qual é o interesse de Cachoeira -que, segundo
a PF, é dono oculto de um laboratório e controla um instituto que reúne
grandes empresas da área farmacêutica. Três meses depois, o empresário telefonou para outro auxiliar, Gleyb
Cruz, e o orientou a acionar o primo do assessor do Palácio do Planalto
Olavo Noleto, o designer Fernando Noleto Rosa, a respeito de assunto na
área da saúde. "Encontra com ele pessoalmente", orienta Cachoeira. Documentos da Junta Comercial mostram que Fernando é sócio de Alan
Silva, chefe de gabinete de Padilha quando ele era ministro de Relações
Institucionais.
Fernando confirmou ter se encontrado com Gleyb, Garcez e Cachoeira, que,
diz ele, queriam abrir um canal de diálogo com Olavo. Segundo ele, o
pedido não foi atendido. "[Cachoeira] queria que apresentasse as pessoas lá de dentro, pensando
que eu tinha contato. Eu disse: 'Não tenho contato'. Todo mundo quer ser
apresentado ao Olavo." Sobre o "negócio" na Saúde, Fernando disse não
saber do que se tratava. Ele afirmou que é amigo de infância de Alan. Na mesma conversa, Garcez mencionou a Cachoeira o nome de "Olavo" como
supostamente relacionado a outro projeto de interesse do grupo. "Tem um
negócio aqui, aquele reconhecimento facial que nós olhamos lá em
Brasília, tem um cara que colocou que está junto com o Olavo. [...]
Vamos ver se nós fecha exclusividade para o Centro-Oeste." Olavo Noleto é assessor do Planalto desde 2003, tendo trabalhado com Padilha em 2009 e 2010.(Folha de São Paulo)
Lewandowski garante que entrega Mensalão no primeiro semestre.
Principal responsável por definir quando o processo do mensalão será
julgado, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski,
afirma que vai liberar seu voto neste semestre, o que permitiria o
julgamento a partir de agosto. Ele nega estar segurando o processo ou
que pretenda aliviar a situação dos réus. E diz que não haver a “menor
possibilidade de ocorrer a prescrição” enquanto o processo estiver em
suas mãos. A entrevista abaixo foi concedida ao Estadão.

Quando o sr. vai liberar seu voto no caso do mensalão?
Pretendo liberá-lo ainda neste semestre. Agora que saí do Tribunal
Superior Eleitoral terei mais tempo para estudar os casos complexos que
se encontram em meu gabinete.
Por que não libera até maio?
Estou trabalhando com afinco nesse processo, que tem cerca de 60 mil
páginas, desde quando recebi o relatório e o disquete com cópia integral
dos autos do relator, ministro Joaquim Barbosa, momentos antes do
recesso de janeiro deste ano. Na prática, estou com o processo
digitalizado em mãos há pouco mais de 60 dias, descontado o período de
recesso.
O sr. está deliberadamente segurando o processo?
Jamais retive nenhum processo em 22 anos de magistratura. Meu
gabinete é um dos que têm o menor acervo de processos. Ressalto, ainda,
que minhas liminares são apreciadas em 24 ou 48 horas no máximo. E mais:
ingressei no ano de 2012 sem nenhum voto-vista (voto após pedido de
vista) pendente.
Dizem que o sr. está entre aqueles que querem absolver...
Não há nenhum fundamento nessa afirmação. Somente depois de ler todas
as provas é que farei um juízo de culpabilidade sobre os réus.
O sr. é revisor. Seu papel não seria secundário no processo?
Pelo contrário. O papel do revisor é dos mais importantes, segundo o
próprio regimento interno do Supremo Tribunal Federal. Não se restringe
apenas a revisar os procedimentos formais adotados pelo relator ou
conferir o relatório que ele elaborou. Compete ao revisor preparar um
voto completo, em pé de igualdade com o do relator, para trazer outro
ponto de vista sobre o processo para os colegas. É importante deixar
claro que a função do revisor não consiste em examinar o voto do
relator. Aliás, nem sequer conheço o voto que o ministro Joaquim Barbosa
está redigindo.
E o risco de prescrição, existe?
Não é possível cogitar prescrição antes de conhecer a pena em
concreto a ser eventualmente aplicada aos réus. Lembro que, segundo o
artigo 109 do Código Penal, as penas de 1 a 2 anos, por exemplo,
prescrevem em 4 anos. Acima desse patamar começam a prescrever em oito
anos. No caso deste processo, o marco inicial da prescrição é a data do
recebimento da denúncia, que ocorreu em agosto de 2007. Não há,
portanto, a menor possibilidade de ocorrer a prescrição enquanto o
processo estiver sob minha apreciação.
Como vê a cobrança de colegas pela liberação do processo?
Não existe cobrança de colegas. Isso seria inadmissível, mesmo porque
nenhum juiz da Suprema Corte pode ser pressionado por quem quer que
seja. Não ignoro, porém, que determinados ministros têm externado
publicamente a opinião de que o processo precisa ser julgado ainda este
semestre. Trata-se, porém, de uma manifestação de caráter pessoal, que
não expressa o consenso da Corte.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Não existe nada contra a Veja.
Segundo informações, o que mais a Veja quer é ser chamada para a CPI. Não existe absolutamente nada que comprometa a revista. As calúnias espalhadas são tantas que tudo o que é dito por Cachoeira nas fitas não encontra comprovação na revista. Nenhuma matéria. Nenhuma referência que possa ligar o que é dito com o que foi publicado. Por outro lado, a revista possui um verdadeiro arsenal contra José Dirceu e até mesmo contra o mentor de tudo: Luiz Inácio Lula da Silva. Esta CPI vai pegar fogo. Será o nosso lado contra o lado deles. Podem se pintar para a guerra. Ela vai ser sangrenta, mas necessária.
Código Florestal, o relatório possível. O importante é a segurança jurídica e o fim do ambientalismo bocó dentro do governo.
Em seu parecer divulgado nesta quinta-feira (19), o relator do Código
Florestal, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), decidiu deixar a polêmica
regularização de ocupações em áreas de preservação ambiental em margens
de rios para posterior regulamentação dos Executivos federal e
estaduais. Ao falar sobre o relatório, o deputado reconheceu que não conta com o
apoio do governo, que defende o texto aprovado no ano passado no Senado.
A questão mais controversa do código trata da chamada consolidação de
APP (Área de Preservação Permanente) --regiões de proteção ambiental ao
longo de cursos d'água, encostas e topos de morro. Ruralistas defendem a
regularização de áreas desmatadas antes de 2008, enquanto
ambientalistas não admitem flexibilização nas regras de proteção.
As divergências em torno desse ponto resultaram na retirada de todas as
referências à consolidação de APPs em margens de rios do texto. Fica
para o Executivo a tarefa de definir as regras de regularização nessas
áreas, por meio de um PRA (Programa de Regularização Ambiental), cujas
diretrizes gerais serão determinadas pelo governo federal, enquanto as
especificidades ficarão a cargo dos Executivos locais. "Vamos precisar de um instrumento legislativo para podermos acertar",
disse Piau, que protocolou seu relatório nesta quinta. "Nós tiramos
essas faixas... mas o PRA fará as faixas acontecerem."
Com a supressão dos trechos que tratam de consolidação em APPs
ribeirinhas, essas áreas de proteção ficam temporariamente sem
regulamentação. Não há menção sobre as faixas de vegetação mínimas ao
longo de rios que devem ser recompostas, como previam os textos
anteriores do código. O relator ressaltou que a ausência de exigências nas margens de cursos
d'água refere-se apenas às propriedades que precisam ser regularizadas.
Para as propriedades consideradas regulares, no entanto, fica valendo a
exigência da APP, que varia de 30 a 500 metros, dependendo da largura do
rio.
Piau também rejeitou o primeiro artigo do projeto redigido por
senadores, que define princípios da nova lei, mais voltados à questão
ambiental, o que provocou o temor de parlamentares ligados ao
agronegócio de que poderia embasar interpretações jurídicas restritas. Para o relator, a manutenção do artigo do Senado poderia causar "uma
insegurança jurídica, uma interpretação para o futuro que não é
conveniente".
O Planalto defendia que o texto produzido no Senado passasse pela Câmara
sem ser alterado. Segundo Piau, também não há acordo entre os
deputados, o que irá causar uma "batalha" no plenário. A previsão era de que o relator apresentasse o parecer na última
terça-feira. Mas, por falta de acordo, Piau pediu mais tempo ao
presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). Ao definir uma data para a
votação do projeto no dia 24 deste mês, Maia havia determinado que o
relatório fosse apresentado com uma semana de antecedência da votação.
A atualização das regras ambientais está em discussão há mais de uma
década. Em maio do ano passado, a Câmara aprovou o projeto do novo
Código Ambiental e o enviou ao Senado. Em dezembro, o senadores
aprovaram um novo texto, após intensas negociações com o governo. Resta aos deputados chancelar ou negar as modificações produzidas pelos
senadores, antes que a matéria siga à sanção presidencial. A presidente
Dilma Rousseff já afirmou que vetará qualquer ponto que considerar
prejudiciais ao ambiente.(Folha Poder)
De volta.
De volta à base. Obrigado pela compreensão. Liberei todos os comentários sem olhar e sem ler. Por favor, avisem se os ratos tiverem entrado em nosso recinto.
Blog em viagem.
O blog está atualizado. Voltamos à tarde, em função de compromissos profissionais fora da base. Atualizem a área de comentários, que serão liberados na medida do possível. Obrigado e até mais tarde.
Como a CPI vai moralizar licitações e paralisar obras suspeitas, Dilma quer PAC em regime diferenciado. Não é uma graça?
As ministras Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Miriam Belchior
(Planejamento) convocaram para hoje uma conversa com líderes da base
aliada para propor que o RDC (Regime Diferenciado de Contratação) seja
estendido para obras do PAC. Atualmente, o regime que flexibiliza as
regras de licitações vale para as obras relacionadas à Copa de 2014 e à
Olimpíada de 2016. O Palácio do Planalto já admite que os contratos da empreiteira Delta,
principal parceira do PAC, mas agora arrastada para o centro do caso
Carlinhos Cachoeira, não devem sobreviver à CPI. Caso isso ocorra, o
canteiro de obras seria paralisado, principalmente no setor de
transportes, onde a Delta concentra seus contratos.(Do Painel da Folha)
Delta, com consultoria do José Dirceu, faturou R$ 4,1 bilhões no governo do PT.
Levantamento feito pela liderança
do PSDB no Senado aponta que a Delta Construções recebeu desde 2007 do
governo federal R$ 4,1 bilhões em recursos. A empreiteira é investigada
pela Polícia Federal por supostamente ser parceira do grupo do
contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, em obras
públicas. Segundo a pesquisa, feita no Sistema Integrado de
Administração Financeira do governo federal, o Siafi, 90% dos recursos
foram repassados para contratos da empreiteira com o Departamento
Nacional de Infraestrutura Terrestres (Dnit). O restante foi dividido
entre o Ministério da Integração Nacional, o Fundo Nacional de Saúde e o
Batalhão de Engenharia de Construção, órgão vinculado ao Comando do
Exército que toca obras na área de transportes.
Em 2007, a empreiteira recebeu R$ 572 milhões. No ano seguinte, R$ 706 milhões. O ano de 2009 foi o melhor para a Delta, quando amealhou R$ 938 milhões. Em 2010, último ano do governo Lula, a empreiteira recebeu R$ 825 milhões e, no primeiro ano com Dilma à frente do Executivo, R$ R$ 875 milhões.
O cruzamento de dados feito pela área técnica do PSDB revelou que este ano a Delta escapou do corte de R$ 55 bilhões anunciado pelo governo no início do ano. Mesmo com o contingenciamento de verbas, R$ 200 milhões reservados para a empreiteira foram integralmente empenhados pelo Dnit. Isso significa que o Executivo compromete-se a pagar a construtora. Só este ano, a construtora já recebeu R$ 218 milhões.
O líder do PSDB, Alvaro Dias (PR), disse que vai apresentar à CPI do Cachoeira, assim que a comissão for instalada, um requerimento para convocar o presidente da Delta, Fernando Cavendish. 'Há uma suspeita de direcionamento de recursos para a empreiteira', afirmou Dias. (Estadão)
Comentário, de novo: a Delta possui mais de R$ 6 bilhões já empenhados...
Em 2007, a empreiteira recebeu R$ 572 milhões. No ano seguinte, R$ 706 milhões. O ano de 2009 foi o melhor para a Delta, quando amealhou R$ 938 milhões. Em 2010, último ano do governo Lula, a empreiteira recebeu R$ 825 milhões e, no primeiro ano com Dilma à frente do Executivo, R$ R$ 875 milhões.
O cruzamento de dados feito pela área técnica do PSDB revelou que este ano a Delta escapou do corte de R$ 55 bilhões anunciado pelo governo no início do ano. Mesmo com o contingenciamento de verbas, R$ 200 milhões reservados para a empreiteira foram integralmente empenhados pelo Dnit. Isso significa que o Executivo compromete-se a pagar a construtora. Só este ano, a construtora já recebeu R$ 218 milhões.
O líder do PSDB, Alvaro Dias (PR), disse que vai apresentar à CPI do Cachoeira, assim que a comissão for instalada, um requerimento para convocar o presidente da Delta, Fernando Cavendish. 'Há uma suspeita de direcionamento de recursos para a empreiteira', afirmou Dias. (Estadão)
Comentário, de novo: a Delta possui mais de R$ 6 bilhões já empenhados...
Beija a minha mão.
Do Painel da Folha:
O ex-presidente Lula disse a petistas que defendem apoio do partido a
Gustavo Fruet (PDT) em Curitiba que quer conversar com o ex-tucano antes
de decidir se subirá em seu palanque. Quer saber que tipo de revisão
Fruet pretende fazer dos ataques que proferiu na época do mensalão.
Comentário: se Fruet for beijar a mão de Lula e se o ex-presidente subir em seu palanque, a sua eleição estará irremediavelmente perdida. Curitiba não é Garanhuns.
As lavadeiras do STF.
O país assiste, abismado, ao bate-boca das lavadeiras do STF, mostrando que alguns dos ministros, além de não resistirem às pressões políticas, também não resistem aos arroubos dos próprios egos.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa afirmou
ontem que seu colega e presidente da corte, Cezar Peluso, "se acha" e
"tentou criar" obstáculos à corregedora do CNJ, Eliana Calmon. A declaração, dada a jornalistas após a posse da ministra Carmem Lúcia
na presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), foi uma resposta ao
que disse Peluso em entrevista anteontem ao site Consultor Jurídico. Nela, o presidente, que deixa hoje o cargo, chamou Barbosa de "inseguro"
e disse que quando a denúncia do mensalão foi aceita, em 2007, o
ministro chegou a ser aplaudido em um bar no Rio e pensou em tomar um
rumo político.
Ao mesmo site Peluso criticou a presidente Dilma Rousseff, dizendo que
ela descumpriu decisão judicial sobre o aumento dos salários do
Judiciário, e Calmon, afirmando que ela também pode ter pretensões
políticas e que não apresentou "resultado concreto algum". "O Peluso se acha. Ele não sabe perder. A Eliana [Calmon] ganhou todas. E
ele diz que ela não fez. E ela fez muito, não obstante os inúmeros
obstáculos que ele tentou criar", afirmou Barbosa. Questionado sobre seus supostos planos políticos, disse: "Eles [que
aventam a possibilidade] que sabem. Estão inventando essa história.
Jamais falei com qualquer pessoa sobre candidatura".(Folha de São Paulo)
Dono da Delta diz que não sabia que o José Dirceu "consultava" para ele.
Mônica Bergamo: Por que a Delta contratou o ex-ministro José Dirceu como consultor?
Fernando Cavendish: Um diretor nosso conheceu um assessor do José Dirceu. E falou pra mim: 'Quer conhecer o José Dirceu?' Só que fizeram um contrato de R$ 20 mil. Até hoje não consegui entender. Mas o imbecil lá resolveu fazer isso. Tanto é que, quando soube, eu disse: 'Pode parar essa porra!' Eu estive com José Dirceu uma vez só. Ele falou sobre a Índia, outros países. E foram dizer que a Delta é o que é por causa dele. Isso é esdrúxulo.
Comentário: Alguém imagina que José Dirceu daria consultoria por R$ 20 mil para a maior construtora do Brasil, por um período de 6 meses? Mas que valeu a pena, como valeu. De um ano para outro, a Delta aumentou em R$ 395 milhões os seus contratos com o Governo Federal do PT.
Leia, abaixo, a entrevista dada à colunista da Folha de São Paulo:
Em uma conversa gravada, o senhor disse que, se colocar R$ 30 milhões
na mão de político, ganha negócio. O senhor já pagou suborno?
Nesta conversa, eu debatia com sócios da Sygma, empresa [da área de petróleo e gás] que adquirimos por R$ 30 milhões. Eles não performavam. Eu os chamei para renegociar o preço. E me gravaram clandestinamente. Eu queria dizer: 'Olha, R$ 30 milhões, se eu fosse fazer projetos políticos, doações de campanha...'
Nesta conversa, eu debatia com sócios da Sygma, empresa [da área de petróleo e gás] que adquirimos por R$ 30 milhões. Eles não performavam. Eu os chamei para renegociar o preço. E me gravaram clandestinamente. Eu queria dizer: 'Olha, R$ 30 milhões, se eu fosse fazer projetos políticos, doações de campanha...'
Ganho qualquer negócio.
A expressão foi muito ruim. Ficou horrível, horrível. E agora vou encarar uma CPI da pior forma possível.
A expressão foi muito ruim. Ficou horrível, horrível. E agora vou encarar uma CPI da pior forma possível.
Já pediram propina ao senhor? E o senhor pagou?
Olha só, o que se pede são apoios políticos, para campanhas, que é uma coisa legitimada, oficializada e que várias empresas fazem. Se apoio projetos, faço doações, não é que depois vá ganhar [licitações para obras]. Mas posso estar pelo menos bem representado, tenho a oportunidade de ter informação dos futuros investimentos, das prioridades políticas. Por que megaempresas fazem doações a campanhas? Vão ter informação. Não é normal? Não é toma lá dá cá. Tem licitação.
Olha só, o que se pede são apoios políticos, para campanhas, que é uma coisa legitimada, oficializada e que várias empresas fazem. Se apoio projetos, faço doações, não é que depois vá ganhar [licitações para obras]. Mas posso estar pelo menos bem representado, tenho a oportunidade de ter informação dos futuros investimentos, das prioridades políticas. Por que megaempresas fazem doações a campanhas? Vão ter informação. Não é normal? Não é toma lá dá cá. Tem licitação.
A relação de empreiteiras e políticos no Brasil são historicamente promíscuas.
Toda relação entre seres humanos que buscam a intimidade do dia a dia, de trabalho, gera às vezes alguns desvios. Essa intimidade, essa promiscuidade, não são só as construtoras que fazem isso. Só que tem um problema: a gente mexe com dinheiro público. E aí não podemos errar, não podemos pecar.
Toda relação entre seres humanos que buscam a intimidade do dia a dia, de trabalho, gera às vezes alguns desvios. Essa intimidade, essa promiscuidade, não são só as construtoras que fazem isso. Só que tem um problema: a gente mexe com dinheiro público. E aí não podemos errar, não podemos pecar.
O senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) é sócio oculto da Delta, como diz o Ministério Público?
Não. Nunca vi o Demóstenes. Ninguém é sócio da Delta. Põe isso na sua cabeça. Já inventaram dezenas de sócios para a Delta. [O ex-governador do Rio Anthony] Garotinho foi sócio da Delta, o [ex-prefeito do Rio] Cesar Maia foi sócio. Esquece isso. Não existe. É factóide.
Não. Nunca vi o Demóstenes. Ninguém é sócio da Delta. Põe isso na sua cabeça. Já inventaram dezenas de sócios para a Delta. [O ex-governador do Rio Anthony] Garotinho foi sócio da Delta, o [ex-prefeito do Rio] Cesar Maia foi sócio. Esquece isso. Não existe. É factóide.
A Delta teria abastecido empresas fantasmas de Cachoeira em Goiás e, através delas, pago propina.
A empresa tinha um diretor no Centro-Oeste, Claudio Abreu. Sou presidente do conselho, no Rio. Não sei o que está acontecendo em Goiás, no Nordeste, no Norte. O Claudio conheceu o Carlos Augusto Ramos [Carlinhos Cachoeira]. Eu sei quem cada um tá conhecendo? O que me importa são os resultados, os números, que me enviam em relatórios semestrais. Eu não pouso em Goiânia há cinco anos. Eu sabia por alto que ele conhecia [ Cachoeira]. Para mim, era um empresário, era um cara bem visto no Estado. Eu não conheço os caras do Rio, vou conhecer de Goiás? Nesse período todo de escuta, não tem uma única conversa que dê um indício de que eu tinha um conhecimento dessa movimentação. O Claudio, nessa amizade, extrapolou os limites da atuação dele na Delta.
A empresa tinha um diretor no Centro-Oeste, Claudio Abreu. Sou presidente do conselho, no Rio. Não sei o que está acontecendo em Goiás, no Nordeste, no Norte. O Claudio conheceu o Carlos Augusto Ramos [Carlinhos Cachoeira]. Eu sei quem cada um tá conhecendo? O que me importa são os resultados, os números, que me enviam em relatórios semestrais. Eu não pouso em Goiânia há cinco anos. Eu sabia por alto que ele conhecia [ Cachoeira]. Para mim, era um empresário, era um cara bem visto no Estado. Eu não conheço os caras do Rio, vou conhecer de Goiás? Nesse período todo de escuta, não tem uma única conversa que dê um indício de que eu tinha um conhecimento dessa movimentação. O Claudio, nessa amizade, extrapolou os limites da atuação dele na Delta.
Conheceu Cachoeira?
Tive um encontro casual no bar de um hotel, o Claudio estava lá e me apresentou, muito rápido.O Claudio Abreu nunca informou que dava dinheiro para o esquema do Cachoeira? Nunca. Ele era sócio de terceiros, ia comentar comigo? A gente abriu uma auditoria para investigar essa movimentação.
Tive um encontro casual no bar de um hotel, o Claudio estava lá e me apresentou, muito rápido.O Claudio Abreu nunca informou que dava dinheiro para o esquema do Cachoeira? Nunca. Ele era sócio de terceiros, ia comentar comigo? A gente abriu uma auditoria para investigar essa movimentação.
Foram R$ 39 milhões. Não deu para perceber?
A empresa rodou nesses dois anos, 2010 e 2011, R$ 5 bilhões. Tem 46 mil fornecedores. Esse dinheiro nesse universo, é imperceptível.
A empresa rodou nesses dois anos, 2010 e 2011, R$ 5 bilhões. Tem 46 mil fornecedores. Esse dinheiro nesse universo, é imperceptível.
A Delta é acusada também de favorecimento no Distrito Federal. O senhor conhece o governador Agnelo Queiroz?
Nunca vi. Eu tenho um crédito lá de R$ 30 milhões para receber, no contrato do lixo. A gente lá só apanha. Se eu tivesse ajudado na campanha dele, precisava de Dadá [araponga do esquema Demóstenes], de fulaninho, de beltraninho, contando história lá embaixo?
Nunca vi. Eu tenho um crédito lá de R$ 30 milhões para receber, no contrato do lixo. A gente lá só apanha. Se eu tivesse ajudado na campanha dele, precisava de Dadá [araponga do esquema Demóstenes], de fulaninho, de beltraninho, contando história lá embaixo?
E o governador de Goiás, Marconi Perilo?
Não conheço, nunca vi.
Não conheço, nunca vi.
Por que a Delta contratou o ex-ministro José Dirceu como consultor?
Um diretor nosso conheceu um assessor do José Dirceu. E falou pra mim: 'Quer conhecer o José Dirceu?' Só que fizeram um contrato de R$ 20 mil. Até hoje não consegui entender. Mas o imbecil lá resolveu fazer isso. Tanto é que, quando soube, eu disse: 'Pode parar essa porra!' Eu estive com José Dirceu uma vez só. Ele falou sobre a Índia, outros países. E foram dizer que a Delta é o que é por causa dele. Isso é esdrúxulo.
Um diretor nosso conheceu um assessor do José Dirceu. E falou pra mim: 'Quer conhecer o José Dirceu?' Só que fizeram um contrato de R$ 20 mil. Até hoje não consegui entender. Mas o imbecil lá resolveu fazer isso. Tanto é que, quando soube, eu disse: 'Pode parar essa porra!' Eu estive com José Dirceu uma vez só. Ele falou sobre a Índia, outros países. E foram dizer que a Delta é o que é por causa dele. Isso é esdrúxulo.
Como a Delta conseguiu tanta obra no PAC?
Mas essa é uma sacanagem. Quando o PAC foi proposto, anunciaram R$ 250 bilhões de investimentos em quatro anos. Quando fizeram um levantamento aí em um site, houve a indicação de que a Delta estava liderando o PAC. A gente tinha faturado uns R$ 400 milhões em 2009. Mas isso era em investimentos dos ministérios. Virei líder do PAC. Sabe quanto vão custar [as hidrelétricas de] Santo Antonio, Belo Monte, Jirau? Só Santo Antonio corresponde ao faturamento de dez anos da Delta. Como posso, com essa minha conta de retalho, de 'trocentos' contratinhos que, somados, dão R$ 800 milhões, liderar o PAC? Estou liderando p. nenhuma. Mas fica bonito, na hora de bater no PT, dizer que o líder do PAC está cheio de problemas. Esquece. Eu devo estar em décimo no ranking do PAC.
Mas essa é uma sacanagem. Quando o PAC foi proposto, anunciaram R$ 250 bilhões de investimentos em quatro anos. Quando fizeram um levantamento aí em um site, houve a indicação de que a Delta estava liderando o PAC. A gente tinha faturado uns R$ 400 milhões em 2009. Mas isso era em investimentos dos ministérios. Virei líder do PAC. Sabe quanto vão custar [as hidrelétricas de] Santo Antonio, Belo Monte, Jirau? Só Santo Antonio corresponde ao faturamento de dez anos da Delta. Como posso, com essa minha conta de retalho, de 'trocentos' contratinhos que, somados, dão R$ 800 milhões, liderar o PAC? Estou liderando p. nenhuma. Mas fica bonito, na hora de bater no PT, dizer que o líder do PAC está cheio de problemas. Esquece. Eu devo estar em décimo no ranking do PAC.
O senhor é amigo do governador do Rio, Sergio Cabral. E, no governo dele, ganhou R$ 1,4 bilhão em contratos.
Não é justo falarem isso, não é decente. Eu cresci muito mais no governo do Rio antes de ele assumir. Em 2001, 80% da carteira da Delta era do Estado do Rio. Conheci Sergio Cabral há dez anos, por meio das nossas esposas. Eu admiro ele como governante, amigo, pai, filho, irmão. É um puta sujeito. No acidente de helicóptero em que morreram as pessoas que eu mais amo [sua mulher e filho, em 2011], eu estava com ele [Cavendish e Cabral iam a uma festa na Bahia]. Tá bom. Mas não comecei a estar com ele depois de ser governador. Nós eramos a maior empreiteira do Rio antes do governo Cabral, com Cesar Maia e Garotinho. Eu era chamado o rei do Rio. Hoje a maior é a Odebrecht.
Não é justo falarem isso, não é decente. Eu cresci muito mais no governo do Rio antes de ele assumir. Em 2001, 80% da carteira da Delta era do Estado do Rio. Conheci Sergio Cabral há dez anos, por meio das nossas esposas. Eu admiro ele como governante, amigo, pai, filho, irmão. É um puta sujeito. No acidente de helicóptero em que morreram as pessoas que eu mais amo [sua mulher e filho, em 2011], eu estava com ele [Cavendish e Cabral iam a uma festa na Bahia]. Tá bom. Mas não comecei a estar com ele depois de ser governador. Nós eramos a maior empreiteira do Rio antes do governo Cabral, com Cesar Maia e Garotinho. Eu era chamado o rei do Rio. Hoje a maior é a Odebrecht.
A Delta cresceu no Rio?
Quando assumi a Delta, em 1995, levando a empresa de Recife, onde foi fundada, para o Rio, tínhamos 200 funcionários. O DNER era praticamente nosso único cliente. Nossas primeiras obras foram na prefeitura do Rio, na gestão do Cesar Maia. Ele abriu o mercado. Não exigia qualificação técnica mais restritiva que exigisse empresas maiores. Para nós foi ótimo. A gente sabia trabalhar com custo baixo, produtividade e ter um preço muito competitivo. Só existe uma forma, pelo menos para a Delta, que era uma empresa nova, de ganhar as concorrências: disputando preço. Isso foi dito pelo filho do Cesar Maia [Rodrigo Maia, do DEM]: "Graças à Delta, nós tivemos essa economia de orçamento". Em todas as áreas em que atuamos, quem oferece preço baixo é a Delta. Eu não sou mais querido por isso, não. Eu sou mais odiado. Esse nível de agressividade sempre foi na contramão da cultura do mercado. Muitos se enganam, dizem que eu sou um cara muito articulado politicamente. Mentira! Eu sou o grande articulador, lobista profissional? Isso é uma mentira.
Quando assumi a Delta, em 1995, levando a empresa de Recife, onde foi fundada, para o Rio, tínhamos 200 funcionários. O DNER era praticamente nosso único cliente. Nossas primeiras obras foram na prefeitura do Rio, na gestão do Cesar Maia. Ele abriu o mercado. Não exigia qualificação técnica mais restritiva que exigisse empresas maiores. Para nós foi ótimo. A gente sabia trabalhar com custo baixo, produtividade e ter um preço muito competitivo. Só existe uma forma, pelo menos para a Delta, que era uma empresa nova, de ganhar as concorrências: disputando preço. Isso foi dito pelo filho do Cesar Maia [Rodrigo Maia, do DEM]: "Graças à Delta, nós tivemos essa economia de orçamento". Em todas as áreas em que atuamos, quem oferece preço baixo é a Delta. Eu não sou mais querido por isso, não. Eu sou mais odiado. Esse nível de agressividade sempre foi na contramão da cultura do mercado. Muitos se enganam, dizem que eu sou um cara muito articulado politicamente. Mentira! Eu sou o grande articulador, lobista profissional? Isso é uma mentira.
De que estados vêm seus maiores faturamentos?
Do Rio de Janeiro e de São Paulo, onde fazemos obras de conjuntos habitacionais, urbanização. Fizemos também a ampliação da Marginal [Tietê].
Do Rio de Janeiro e de São Paulo, onde fazemos obras de conjuntos habitacionais, urbanização. Fizemos também a ampliação da Marginal [Tietê].
O escândalo prejudica os negócios?
Vou quebrar.
Vou quebrar.
Será?
Vou quebrar. Quando a mídia vem com essa intensidade, existe uma reação imediata de órgãos de controle. Agora virei leproso, né? Agora eu só tenho defeitos, eu sou bandido. O cliente [governo], que é um cliente político, abre sindicâncias para mostrar isenção. Suspende pagamentos. Cria-se um clima péssimo na empresa. Os bancos vão suspender toda a nossa linha de crédito. Aí vem a Receita Federal. Todos precisam mostrar que a empresa tem que ser fiscalizada em todos os níveis. Não tenho caixa. Se eu não receber antes de acabar meu dinheiro, eu quebrei.
Vou quebrar. Quando a mídia vem com essa intensidade, existe uma reação imediata de órgãos de controle. Agora virei leproso, né? Agora eu só tenho defeitos, eu sou bandido. O cliente [governo], que é um cliente político, abre sindicâncias para mostrar isenção. Suspende pagamentos. Cria-se um clima péssimo na empresa. Os bancos vão suspender toda a nossa linha de crédito. Aí vem a Receita Federal. Todos precisam mostrar que a empresa tem que ser fiscalizada em todos os níveis. Não tenho caixa. Se eu não receber antes de acabar meu dinheiro, eu quebrei.
Comentário: em vez de R$ 800 milhões, a Delta tem mais de R$ 6 bilhões em obras empenhadas junto ao Governo Federal.
Rio+20: discutir combate a fome é irrelevante para Marina Silva.
A ex-senadora Marina Silva engrossou ontem o coro de críticas à
Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a
Rio+20, ao aderir ao documento "Rio mais ou menos 20?", criado por um
grupo de políticos e intelectuais envolvidos em questões ambientais. A carta, divulgada hoje, chama a atenção para a ausência de temas
importantes na agenda da cúpula da ONU, que será realizada em junho, no
Rio, tais como a transição para uma economia de baixo carbono e a
mudança climática. O documento deve ser enviado ao governo brasileiro, em uma tentativa
de mobilizar a opinião pública. "Estamos vivendo um elevado risco de
que a Rio+20 não seja apenas um encontro irrelevante, mas que acabe
também sendo margem para retrocessos", disse Marina. (Do Valor Econômico)
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Oposição quer ouvir dono da Delta na CPI.
O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), afirmou nesta
quarta-feira que um dos primeiros requerimentos que vai apresentar à CPI
do Cachoeira tem por objetivo convocar o presidente da Delta
Construções, Fernando Cavendish. Reportagem publicada pelo jornal O
Estado de S. Paulo revela que a Delta Construções é investigada pela
suspeita de ter montado uma rede de laranjas para lavar dinheiro em uma
triangulação com outra construtora, a Alberto e Pantoja Construções e
Transporte Ltda.
A reportagem publicada nesta quarta-feira informa que, segundo o
Ministério Público, houve prática de lavagem de dinheiro em operações
que movimentaram mais de R$ 25,8 milhões entre 2010 e 2011. Análise da
lista de beneficiários de pagamentos realizados pela Alberto e Pantoja
indica que a Delta pode ter abastecido contas bancárias em nomes de
pessoas que negam, publicamente, ter recebido as quantias registradas na
perícia da Polícia Federal (PF).
Segundo o inquérito da Operação Monte Carlo, da PF, o ex-diretor da
Delta Cláudio Abreu atuava com Carlinhos Cachoeira e seu grupo para
obter vantagens e contratos com o poder público. "É inevitável ouvi-lo",
afirmou o líder tucano em referência a Fernando Cavendish. Mesmo antes
do início dos trabalhos da CPI, previsto para começar na semana que vem,
Dias já começou a elaborar o requerimento para tentar levá-lo para
falar na comissão.
"É preciso esclarecer esta relação do Cachoeira com a Delta, o uso de
empresas de fachada", disse Alvaro Dias. O líder tucano também pretende
ouvir Cavendish sobre uma gravação divulgada na internet em que o dono
da Delta teria dito que é "fácil comprar políticos". No ano passado,
Dias apresentou uma interpelação judicial em que pede ao empreiteiro que
dê os nomes para quem ele teria oferecido propina.(Estadão)
Kátia Abreu critica absolutismo da FUNAI que espalha conflito e ilegalidade em todo o país.
A senadora Kátia Abreu (PSD-TO), em pronunciamento nesta quarta-feira
(18), lamentou que a exacerbação da questão indígena coloque a
agropecuária brasileira sob risco de abusos e insegurança jurídica “da
idade da pedra”, e cobrou do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o
cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o
reconhecimento das terras dos índios. A parlamentar, que criticou o
“absolutismo” da Fundação Nacional do Índio (Funai), ressaltou que a
realização do desejo de uns não pode ferir o direito dos outros. - O Brasil precisa ser construído numa situação de pacificação, e nós
estamos criando adversidades e conflitos que nunca existiram no Brasil,
por um simples motivo: por falta de decisão política – afirmou.
A senadora destacou o papel do STF na minimização de conflitos em
torno das terras indígenas: em decisão sobre a demarcação da Reserva
Raposa-Serra do Sol, em Roraima, o Supremo confirmou a data de 5 de
outubro de 1988, data da promulgação da Constituição, como
“insubstituível referencial” para reconhecimento dos direitos dos índios
sobre as terras ocupadas tradicionalmente. No entanto, para Kátia
Abreu, a Funai se comporta como “no tempo do Absolutismo” e ignora o
STF, o que levou à ampliação das reservas indígenas em 313% nos últimos
20 anos. - Fazendo de conta que a decisão de Raposa-Serra do Sol nunca
existiu, a Funai continua ampliando ilegalmente terras indígenas, em
desfavor dos produtores rurais. A ampliação, à revelia da lei, sem
indenização, estimulada pela Funai, pelo poder público, trazendo
ilegitimidade e conflitos no campo brasileiro, nós não podemos aceitar -
afirmou.
Kátia Abreu exigiu providências do Ministério da Justiça contra as
invasões de terra por parte de índios que, em seu ponto de vista, muitas
vezes são usados pela Funai e por movimentos sociais. - O problema dos índios não é terra, mas dignidade humana, saúde,
educação, alimentação, como para qualquer cidadão. Em que pese nossa
sensibilidade com todos aqueles que querem terra, mas contrário à lei,
contrário ao Estado de direito, não podemos permitir – declarou.
Blairo Maggi (PR-MT) cumprimentou Kátia Abreu por chamar a atenção
para um problema que, conforme salientou, ocorre em todas as regiões
brasileiras, e criticou a “ação orquestrada” da Funai que traz
intranquilidade ao campo e cria antagonismo entre setores que estavam em
paz. (Agência Senado)
Agenda do dia no Palácio Sírio-Libanês.
O vice-presidente Michel Temer, o ministro Garibaldi Alves
(Previdência), o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves, e o
presidente do PMDB, Valdir Raupp, visitam nesta quarta-feira (18) o
presidente do Senado, José Sarney, em São Paulo. Na visita, deverão
conversar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os encontros acontecerão no Hospital Sírio-Libanês, onde Sarney está internado desde o fim de semana.O senador está internado após ser submetido a um cateterismo e a uma
angioplastia com a colocação de stent na madrugada de domingo (15).
Sarney está bem, já deixou a Unidade Crítica Cardiológica
(semi-intensiva) e está num quarto do hospital.
Ontem, ele recebeu a visita de Lula e os dois ficaram juntos por cerca
de 20 minutos. Lula esteve no hospital para uma sessão de
fonoaudiologia, que faz parte do tratamento para normalizar sua voz e a
deglutição após a remissão completa do câncer na laringe.(Folha Poder)
Mensalão e Demóstenes com o mesmo relator no STF: Lewandowski. Olho nele!
O ministro Ricardo Lewandowski tem em suas mãos a relatoria (no sentido popular, pois em um deles é revisor) dos dois processos mais importantes dos últimos anos, no que tange à corrupção na politica. Aquele que pode condenar a sofisticada organização criminosa montada pelos mensaleiros do PT e aquele que pode cassar o maior senador da oposição, envolvido até o pescoço com o tráfico de influência e a jogatina ilegal. Ontem, a turma do PT foi até o STF cobrar do ministro que ele libere "parte", apenas "parte" das informações sigilosas para que Demóstenes Torres possa ser cassado pelo Conselho de Ética do Senado. Em relação ao Mensalão, Lewandowski vem protelando o seu trabalho, dando a nítida impressão de querer jogar o julgamento para 2013. Cabe à opinião pública julgar se Lewandowski vai usar de dois pesos e duas medidas, com os dois casos explosivos que têm em mãos. Será rápido com Demóstenes e lento com o Mensalão?
A primeira grande CPI das redes sociais.
Quem lembra das CPIs do Mensalão? A grande cobertura, a decisiva cobertura, foi do então inédito Blog do Noblat. Ali dentro surgiram graves denúncias e mentiras espetaculares, como a Lista de Furnas. Na área de comentários. Nas calçadas da fama. A CPI do Cachoeira será a primeira grande grande investigação coberta pelas redes sociais. Junto com os blogs, o facebook e o twitter. As investigações serão em tempo real. Se o governo e seus corruptos acham que poderão jogar a sujeira para debaixo do tapete, estão completamente enganados. Ninguém segura a cachoeira das redes sociais, um poderoso apoio para a imprensa livre e democrática. São elas que vão comandar a CPI.
PT da Dilma tenta, mas não consegue parar CPI incentivada pelo PT do Lula, José Dirceu e Turma do Mensalão.
Líderes governistas e da oposição apresentaram ontem no Congresso o
pedido de criação da CPI do caso Cachoeira, abortando movimento iniciado
dias antes para atrasar as investigações. O objetivo da CPI será investigar os negócios do empresário Carlos
Cachoeira e suas relações com políticos e outros empresários. Cachoeira é
acusado de explorar jogos ilegais e foi preso pela Polícia Federal em
fevereiro. Aliados da presidente Dilma Rousseff apoiaram a instalação imediata da
comissão para reverter o desgaste causado nos últimos dias por
articulações feitas para frear o impulso pela criação da CPI.
Dilma está preocupada com os riscos que as investigações do caso
Cachoeira criam para a imagem do governo e dos partidos que a apoiam no
Congresso, mas muitos petistas querem usar a CPI para atingir a
oposição. Escutas telefônicas feitas pela PF nos últimos três anos mostram que
Cachoeira tinha influência nos governos de pelo menos três Estados e
relações com políticos de seis partidos, do PT ao PSDB. A oposição deseja que o foco principal das investigações seja a
construtora Delta, que cresceu nos últimos anos com contratos no setor
público e recebeu R$ 3,6 bilhões do governo federal desde 2003.
A PF desconfia que parte dos recursos recebidos pela empresa foram
transferidos para Cachoeira e depois repassados a políticos durante a
campanha eleitoral de 2010. A oposição quer que a CPI examine as relações da empresa com o
ex-ministro José Dirceu, que prestou serviços de consultoria para a
Delta depois que saiu do governo, afastado por causa de seu envolvimento
com o mensalão. Mas as investigações da PF indicam que a empresa também tinha relações
com a oposição. Segundo um relatório do Ministério Público Federal
obtido pela Folha, o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), usou o
cargo para defender interesses de Cachoeira e negociar uma obra para a
Delta em 2011.
No governo, a ordem é blindar tudo que possa arranhar a imagem do
Planalto na CPI. Integrantes do governo trabalham para indicar
parlamentares afinados com o governo para a comissão. O pedido para que a CPI seja instalada foi apoiado por 340 deputados e
67 senadores. Depois que todas as assinaturas do pedido forem
conferidas, o documento será lido em sessão do Congresso. A comissão só poderá ser instalada depois que os partidos indicarem seus
integrantes. O ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL) e o senador Renan
Calheiros (PMDB-AL), investigados pelo Congresso no passado, deverão
fazer parte da CPI.
A deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), que preside interinamente o
Congresso, prometeu agilizar a criação da CPI. "Se a Casa optou por
fazê-la, evidentemente que ela tem que ser feita", disse. A deputada substitui o presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP),
que pediu licença médica de 15 dias para se recuperar de uma cirurgia
cardíaca a que se submeteu no fim de semana. Discursos calorosos da oposição e até de governistas também contribuíram
para o recuo governista ontem. "Isso não pode terminar em pizza",
afirmou o líder do DEM, deputado ACM Neto (BA).(Folha de São Paulo)
Mensaleiro cuja mulher sacou R$ 50 mil para pagar TV a cabo é recebido pelo ministro do STF cuja "companheira" advogou para o companheiro José Dirceu.
Réu no
processo do mensalão, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) bateu
pessoalmente à porta do Supremo Tribunal Federal (STF). Pediu audiência a
cinco ministros. Por enquanto, foi recebido por Dias Toffoli em seu
gabinete na semana passada. O ministro confirmou o encontro, mas alegou
que o parlamentar o procurou na condição de integrante da Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Teria ido apenas
para entregar o relatório final da comissão de juristas que estuda
mudanças no Código Penal. Porém, João Paulo não relata a comissão, nem
recebeu missão para representá-la no STF.
Perguntado
se trataram do mensalão, Toffoli garantiu que não. Disse que o
interlocutor sequer puxou o assunto. Questionado sobre o motivo do
encontro, João Paulo reagiu como se o conteúdo da conversa não devesse
ser divulgado. O GLOBO perguntou se fora tratar de algum projeto de lei,
João Paulo Cunha respondeu com uma gargalhada: “Para esse assunto (o
julgamento do mensalão), o GLOBO não me ouve. Sobre esse assunto eu não
vou falar. Não tenho razão. Posso falar de outra coisa”, disse o
deputado, após ser insistentemente questionado sobre o motivo da visita
ao gabinete de Toffoli.
O
parlamentar tem uma audiência marcada com o ministro Celso de Mello. A
assessoria do ministro não divulgou quando será. Nesta terça-feira à
tarde, a assessoria de João Paulo telefonou ao gabinete de Carlos Ayres
Britto para pedir uma audiência. O ministro assumirá a presidência do
tribunal na quinta-feira - e, espera-se, presidirá o julgamento do
mensalão. Por falta de disponibilidade na agenda, o encontro não foi
marcado. Mas não houve recusa em agendá-lo para adiante.
Recentemente,
a assessoria do deputado também procurou o gabinete de Marco Aurélio
Mello. A audiência não foi marcada por falta de horário disponível. O
mesmo ocorreu no gabinete de Luiz Fux. As assessorias dos gabinetes
informaram que o parlamentar não revelou o motivo do encontro.
Questionados pelo GLOBO, os demais ministros ou suas respectivas
assessorias negaram ter sido procurados pelo parlamentar para o mesmo
fim.
Às vésperas
do julgamento do mensalão, que deve ocorrer ainda neste semestre, ainda é
uma incógnita a participação de Dias Toffoli na votação. Isso porque,
entre seus colegas, paira a certeza que ele estaria impedido para julgar
o caso. Há dois motivos. Um deles, porque à época do suposto mensalão,
Toffoli era assessor jurídico na Casa Civil, subordinado do então
ministro-chefe da pasta, José Dirceu, um dos 38 réus no processo.
Toffoli e Dirceu eram amigos e costumavam frequentar as casas um do
outro em eventos festivos.
O outro
motivo é que a companheira de Toffoli, a advogada Roberta Rangel, atuava
na defesa do ex-deputado Professor Luizinho, para quem fez sustentação
oral no STF quando foi julgada a denúncia do Ministério Público contra
os acusados, em agosto de 2007. À época, Roberta e Toffoli atuavam no
mesmo escritório de advocacia. Hoje, Roberta não defende mais nenhum réu
no processo. Mesmo diante dos fatos, Toffoli não declarou ainda se
participará ou não do julgamento.(O Globo)
Se um senador da oposição arranjava obras para a Delta, imaginem como ela conseguiu ser a maior empreiteira do PAC.
O senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) usou o cargo para negociar um
projeto de R$ 8 milhões em favor da Delta Construções, apontam gravações
telefônicas e relatório do Ministério Público Federal obtidos pela Folha. De acordo com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, há
evidências de que Demóstenes atuava como "sócio oculto" da Delta,
empresa que desde 2007 é a que mais recebe recursos do governo federal,
principalmente por obras do Programa de Aceleração do Crescimento.
O procurador-geral se baseia principalmente em gravação em que o senador
indica condicionar o envio de recursos para uma obra em Anápolis (GO) à
escolha da Delta para tocar o projeto. O negocio se daria por intermédio do empresário Carlinhos Cachoeira, que
teria relações com a empresa e que está preso desde fevereiro sob
acusação de comandar esquema de jogo ilegal. No documento em que pediu ao Supremo Tribunal Federal autorização para
investigar Demóstenes, Gurgel afirma haver fatos de "especial gravidade"
que evidenciam "que o senador também dispunha da sua atividade
parlamentar em proveito da empresa de que seria sócio oculto".
A Polícia Federal gravou a conversa telefônica entre Demóstenes e Cachoeira em 9 de julho de 2011. No diálogo, o senador relatou o encontro que acabara de ter com o
prefeito de Anápolis (GO), Antônio Gomide (PT), que lhe pediu ajuda para
construir um parque ecológico, orçado em R$ 8 milhões. Como senador, Demóstenes tem direito a direcionar verbas para esse tipo de obra por meio de emendas ao Orçamento federal. No telefonema, o senador relata que teria dito ao prefeito ser possível
enviar a verba para a cidade, mas que era para ele dar "preferência" ao
grupo de Cachoeira.
"Ele falou que topava. Aí você vê se vale a pena ou não", diz Demóstenes a Cachoeira na conversa gravada pela PF. Um dia depois, o empresário liga para Cláudio Abreu, então diretor da
Delta no Centro-Oeste, para relatar que Demóstenes falou com o prefeito. No relatório, Gurgel interpreta que Demóstenes "condicionou a obtenção
dos recursos à contratação da Delta". Segundo investigadores, o termo
"sócio oculto" se refere à suspeita de que Demóstenes articulou
contratos em troca de receber dinheiro. Por isso, o STF autorizou a quebra do sigilo bancário do senador.
"O exame das movimentações bancárias dos envolvidos permitirá juízo de
convicção sobre a origem do dinheiro e o seu eventual destino ao
parlamentar", diz o documento. A investigação da Operação Monte Carlo da Polícia Federal aponta que
Cachoeira comandava os negócios da Delta no Centro-Oeste ao lado de
Cláudio Abreu. A gravação transcrita no relatório do procurador-geral da República
representa a primeira ligação entre o senador e a empreiteira.(Folha de São Paulo)
PSDB e a mesma lenga-lenga de sempre.
Os governadores tucanos se reuniram ontem em Curitiba e conseguiram o de sempre: não produzir nada que chegasse ao povo como uma proposta alternativa ao PT. Nunca uma safra de líderes tucanos foi tão fraca como esta. FHC, com uma montagem sobre a sua vida apresentada ontem na Câmara, teve mais repercussão na mídia. Veja abaixo notícia do Valor Econômico.
O presidente do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra, disse ontem,
em Curitiba, que o partido está disposto a engrossar o coro de
descontentamento de governadores em relação à distribuição de recursos
para os Estados. Ele participou na capital paranaense de reunião na
qual estiveram sete governadores tucanos. A dificuldade para a
realização de investimentos foi um dos principais assuntos. "O governo
transfere responsabilidades aos Estados, mas segura os recursos",
reclamou Guerra.
Na "Carta de Curitiba", assinada pelos governadores do Paraná, Beto
Richa; São Paulo, Geraldo Alckmin; Minas Gerais, Antonio Anastasia;
Goiás, Marconi Perillo; Tocantins, Siqueira Campos; Pará, Simão Jatene;
e Roraima, José de Anchieta, eles falaram da necessidade de
"enfrentamento da falência federativa" e citaram a omissão da União no
compromisso de financiamento da saúde, da educação e da segurança.
Também criticaram a "falta de uma política industrial competente", que
permite "o desmonte gradativo do parque nacional".
Mas mesmo entre os colegas de partido não há consenso sobre alguns
assuntos. O principal tema levado por Beto Richa foi uma proposta de
desvinculação de receitas estaduais (DRE) nem entrou na carta, porque
os políticos julgaram que ela precisa ser amadurecida para ser debatida
nos próximos encontros. "Discutimos genericamente a possibilidade de ampliar a capacidade de
investimento", disse Richa. Segundo ele, há algumas possibilidades em
estudo para permitir mais investimentos, como a destinação do que é
pago em IPVA para melhorar as rodovias. Outros temas, como guerra
fiscal, revisão das dívidas e redução dos juros nos empréstimos feitos
pelo governo federal também foram debatidos.
Geraldo Alckmin comentou que a União sempre foi centralizadora, mas
os problemas foram acentuados ao longo dos anos. Segundo ele, a saúde
está subfinanciada e a tabela do SUS precisa ser corrigida, porque os
parceiros estão abandonando o sistema ou estão em situação
"pré-falimentar". Acrescentou que a União financiava quase 60% do SUS,
porcentagem que hoje "não passa de 41%". Simão Jatene afirmou que a União não tem exercido seu papel, de
mediar as questões. "Nesse país, em que é difícil ter unidade, vamos
ter uma unidade, que é a incompetência dos governadores, porque não têm
capacidade de responder às demandas da sociedade."
O PSDB tem reunido seus governadores a cada quatro meses. O encontro
de Curitiba foi o quarto e os tucanos defenderam também uma "agenda
emergencial e sincera com o governo federal, para um reposicionamento
nacionalista" em temas como redução dos encargos, distribuição dos
royalties do petróleo e compensações financeiras pelas perdas com a Lei
Kandir. Os governadores admitiram que também falaram das próximas eleições.
Da última vez, o partido elegeu 780 prefeitos e Guerra reafirmou a
intenção de chegar agora a mil.
terça-feira, 17 de abril de 2012
Ayres Britto avisa: STF julga Mensalão junto com a eleição, se for preciso.
Em entrevista ao Jornal Nacional, Ayres Britto, que assume o STF, acaba de avisar que não está nem aí para a eleição. Vai mandar bronca no Mensalão. O Mensalão da Sofisticada Organização Criminosa. O Mensalão do Lula. O Mensalão Do Zé Dirceu. O Mensalão do PT corrupto.
Todos querem assinar a CPI do Cachoeira, mas ninguém sabe onde vai parar.
Os partidos na Câmara do Deputados acabaram de juntar 272 assinaturas
de deputados para a CPI do Cachoeira. Eles estão se dirigindo, neste
terça à noite, para a mesa do Congresso, para protocolar, junto com o
Senado, o pedido de abertura da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito
para investigar as operações do contraventor Carlos Augusto Ramos, o
Carlinhos Cachoeira.
Até agora, são 78 assinaturas de deputados do PT; 46 do PMDB; 50 do
PSDB; 16 do PR; 25 do PSB; 11 do PCdoB; 27 do DEM; 10 do PPS; 6 do PV e 3
do PSOL. Faltam entregar assinaturas o PDT, o PSD e o PP. Mais cedo, o
líder do PT no senado, Walter Pinheiro (BA), informou que já existem 60
assinaturas de senadores para a CPI. Para a criação da CPI são
necessárias 171 assinaturas na Câmara e 27 no Senado.(Do Estadão)
Quem tem medo do Cachoeira?
O PSDB afirmou hoje, de forma peremptória, que não possui qualquer ligação ilícita com Carlinhos Cachoeira. E liderou ato em prol da abertura da CPI. O PT também afirma que não existe assunto proibido na CPI, não temendo que o escândalo respingue no governo federal, via José Dirceu e Delta Construções. Quem tem medo do Cachoeira? O PMDB do Sérgio Cabral que, como sempre, sumiu, escafedeu-se?
APP Mundial: a primeira grande proposta do Brasil para a Rio+20.
Quem disse que o Brasil vai fazer feio na Rio+20? A proposta que está sendo defendida pela senadora Kátia Abreu (PSD-TO), presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, é de um alcance impressionante: levar para o mundo uma legislação que só existe no Brasil, a Área de Preservação Permanente, a APP Mundial, para recuperar rios devastados como o Reno, o Tâmisa, o Danúbio, o Sena e tantos outros. Enquanto as ONGS mentem, caluniam e aterrorizam o planeta, o Brasil, que faz a agricultura mais sustentável do mundo, dá um belo exemplo de preservação.
A proposta de criação da área de preservação permanente
mundial e os compromissos da Rio+20 serão temas de audiência pública conjunta
das Comissões de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle
(CMA) e de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), do Senado, durante a
Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O
requerimento da presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil
(CNA), senadora Kátia Abreu (PSD-TO), que é presidente da Confederação da
Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), foi aprovado nesta terça-feira (17) na
CMA. O debate ocorrerá no dia 20 de junho, às 10 horas, no estande da CNA, no
Píer Mauá, no Rio de Janeiro.
Segundo a presidente da CNA, a proposta de criação de uma
APP mundial, a exemplo das Áreas de Preservação Permanente (APPs) brasileiras,
tem o objetivo de proteger as margens de rios, nascentes e áreas de recarga de
aqüíferos, para garantir a oferta de recursos hídricos e atender ao aumento da
demanda por água, diante do crescimento da população do planeta. Para a
senadora, a criação de APPs em todos os países poderá contribuir para a
preservação da natureza e garantir condições competitivas iguais para os
produtores brasileiros no mercado externo.
A proposta de universalização do conceito das áreas de
preservação permanente foi apresentada, em março, pela presidente da CNA, em
conjunto com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e a ANA
(Agência Nacional das Águas), durante o 6º Fórum Mundial da Água, em Marselha,
na França. Em recente debate na Subcomissão Permanente da Água, do Senado, a
ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, apoiou a sugestão da senadora
Kátia Abreu e disse que seria uma “aliada” nesta proposta de proteção das APPs
globais. “Precisamos estimular a proteção e a recuperação das APPs e dos
recursos hídricos para garantir a continuidade da produção agrícola”, afirmou a
ministra.
Na ocasião, a senadora Kátia Abreu pediu que o Governo
brasileiro leve essa proposta de APP mundial à Rio+20. Para assegurar a oferta
de água no mundo, a presidente da CNA defende que os outros países sigam o
exemplo brasileiro de preservação das matas ciliares, na beira dos rios,
adotando um conceito universal sobre o tema. “Essa é uma exigência do Brasil e
chegou em boa hora, mas precisamos que os outros países façam o mesmo”,
completou.
Assista ao vídeo sobre a APP Mundial
Assista ao vídeo sobre a APP Mundial
Cachoeiroduto.
Dizem que um certo advogado famosíssimo foi contratado para defender um certo contraventor não menos famoso por R$ 15 milhões. Seriam os maiores honorários já cobrados por alguém no Brasil. Tolinhos. O certo advogado famosíssimo só ficará com os R$ 5 milhões pagos à vista. Os demais R$ 10 milhões são para pagar diversos silêncios necessários para livrar a cara do não menos famoso contraventor. Os pagamentos já começaram a ser feitos e a CPI entrou em regime de espera. Espera pelos próximos pagamentos.
Quanto do PAC do PT virou propina?
O áudio do dono da Delta, Fernando Cavendish, dizendo que pode comprar qualquer político, é demolidor. Dono de mais de R$ 800 milhões em contratos com o governo federal e de outras centenas de milhões com governos estaduais, o empreiteiro deve ser o centro das investigações da CPI, para ser revelado quando repassou do dinheiro público recebido para o bolso dos corruptos e dos partidos com poder de direcionar verbas e contratos no governo petista. Até José Dirceu trabalhou para ele e, em seis meses de consultoria, a empresa obteve mais R$ 395 milhões de contratos com o governo petista. O empresário fala em R$ 6 milhões, em R$ 30 milhões, em quantias estarrecedoras. Carlinhos Cachoeira, ao que tudo indica, não operava um inocente jogo do bicho. Operava o jogo ilegal da maior empreiteria do PAC, o maior programa de investimentos da gestão petista. Demóstenes Torres virou um bagrinho perto de Fernando Cavendish, dono da Delta, o homem que afirma que compra qualquer político. Ao que tudo indica, se vendeu por pouco, uma geladeira e uma cozinha. Leia mais aqui.
Serra obtém apoio dos evangélicos para impedir o kit gay de Haddad.
Pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, o ex-governador José
Serra conseguiu ontem o apoio da Convenção Geral da Assembleia de Deus
no Brasil, maior tronco institucional dessa denominação no país, à sua
campanha na eleição municipal. O acordo foi selado no escritório político de Serra, após reunião do ex-governador com o deputado federal Paulo Freire (PR-SP). Membro da bancada evangélica na Câmara, Freire é filho do pastor José
Wellington Bezerra da Costa, presidente nacional da convenção, espécie
de instituição que coordena a organização de diversas igrejas da
Assembleia em todo o Brasil. O pastor apoiou Serra na campanha à
Presidência, em 2010.
Naquele ano, o presidente do segundo maior ramo da Assembleia, a
Convenção Nacional de Madureira das Assembleias de Deus, pastor Manoel
Ferreira, participou da campanha de Dilma. A Assembleia de Deus é a maior denominação evangélica pentecostal do
país. O Censo de 2000 apontou 8,7 milhões de fiéis, mas a igreja calcula
que sejam 20 milhões.
Ao fim da reunião, Paulo Freire chamou Serra de "grande amigo da
Assembleia" -"ele sempre deu uma atenção muito boa à igreja"- e atacou o
principal adversário do tucano na eleição, o petista Fernando Haddad. Ex-ministro da Educação, Haddad é alvo de críticas dos evangélicos por
conta do chamado "kit gay", elaborado durante sua gestão no ministério,
mas que não chegou a ser distribuído nas escolas. "Haddad não tem firmeza no que fala. Em uma reunião com a bancada dos
evangélicos, ele colocou que não tinha nada fechado sobre o 'kit gay'.
Saiu e disse o contrário para a imprensa. Se não fosse a intervenção da
presidente Dilma, tínhamos perdido essa", afirmou Freire.(Folha de São Paulo)
O partido do Mensalão quer uma CPI seletiva.
Os petistas querem restringir as investigações ao período 2009-2011 para
evitar que o escândalo do mensalão, que veio à tona em 2005, volte a
ser tratado em uma CPI. Outra determinação é focar as ligações do empresário Carlos Cachoeira com membros da oposição. Líder do PT na Câmara, Jilmar Tato (SP) defendeu a convocação do
governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), mas disse não ser
"razoável" ouvir o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT)
-ambos suspeitos de ligação com Cachoeira. E disse não ser necessário convocar o ex-ministro José Dirceu. Em 2004
foi divulgado vídeo em que Waldomiro Diniz, então assessor da Casa Civil
(comandada por Dirceu), cobrava propina de Cachoeira. (Folha de São Paulo)
Comentário: ontem o Jornal Nacional informou que José Dirceu foi consultor da Delta, durante seis meses. Neste período, o faturamento da construtora junto ao governo federal aumentou R$ 395 milhões. Agnelo Queiroz está envolvido com o bicheiro Cachoeira, fato comprovado por gravações. O partido do Mensalão acha que poderá fazer uma CPI sem ouvir os seus bandidos. Impossível com a imprensa e as redes sociais denunciando fatos novos a cada momento.
Irmão de Cachoeira também recebeu milhões da Delta.
A empresa de um irmão do empresário Carlinhos Cachoeira também recebeu
recursos da Delta, empreiteira que possui contratos milionários com
órgãos públicos. De acordo com a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, a Mapa
Construtora, que pertence a um irmão do empresário, obteve R$ 1 milhão
entre 2010 e 2011 da Alberto e Pantoja Construções, criada só para ser
destinatária de verba da Delta. No domingo, a Folha revelou que o contador de Cachoeira, Geovani
Pereira da Silva, que está foragido, sacou R$ 8,5 milhões da conta da
Pantoja em 2010. As relações políticas de Cachoeira serão alvo de CPI que o Congresso promete criar nos próximos dias. Segundo a polícia, a Mapa Construtora é de Paulo Roberto de Almeida Ramos, o Paulinho Cachoeira, um dos 11 irmãos de Carlinhos.
O empresário está preso desde 29 de fevereiro sob acusação de comandar esquema de jogo ilegal. Ontem o TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região determinou sua
transferência do presídio de segurança máxima de Mossoró (RN) para o
presídio da Papuda, em Brasília. Em decisão liminar, Fernando Tourinho Neto entendeu que o empresário não
oferece riscos à sociedade ou cometeu crime hediondo, e por isso não é
justificável sua permanência em uma prisão de segurança máxima.
A Delta é uma das maiores empreiteiras do país, sendo a que mais recebe
dinheiro do Orçamento desde 2006, principalmente por obras do PAC
(Programa de Aceleração do Crescimento). Segundo a investigação, a empresa fez parte do esquema de Cachoeira. A perícia da polícia nos extratos bancários identificou dois depósitos de R$ 534 mil da Pantoja para a Mapa. Segundo a investigação, 99,98% do que a Pantoja recebeu no período, cerca de R$ 26,2 milhões, saíram dos cofres da Delta. A PF não se aprofunda sobre as atividades da Mapa.
A Alberto e Pantoja não existe no endereço declarado em Brasília. No
local, funciona uma oficina de lanternagem. No mesmo lugar está
registrada a Brava Construções e Terraplanagem, que recebeu R$ 13
milhões da Delta. Outras pessoas ligadas a Cachoeira também foram destinatárias desse
dinheiro, entre eles o ex-cunhado Adriano Asprígio (R$ 65 mil) e o
tesoureiro Geovani Silva (R$ 30 mil). O contador de Cachoeira é apontado como o elo financeiro do grupo com políticos. A PF tentou, sem sucesso, obter um caderno de anotações dele, onde
possivelmente há o balanço sobre o destino dos recursos sacados. Uma das linhas de apuração trata do possível uso eleitoral dos recursos.(Folha de São Paulo)
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Um repórter mais radical que o Stédile.
O nome do repórter do Estadão é Roldão Arruda. A entrevista que ele faz com João Pedro Stedile, o terrorista rural que comanda o MST, é um primor de mau jornalismo e de perguntas feitas sob medida para respostas ensaiadas. O tal Roldão levanta a bola para o Stedile chutar. Mas chegou uma hora em que nem Stédile conseguiu responder a uma pergunta mentirosa, mal intencionada, típica de um jornalista mau caráter. Vejam a pergunta que ficou sem resposta, simplesmente porque não reflete a realidade.
Roldão Arruda, do Estadão: Para garantir a governabilidade e o projeto político do PT, o
governo tem feito cada vez mais concessões à bancada ruralista. O que
acha disso?
João Pedro Stédile, do MST: Há muita diferença entre a vontade da presidenta e a natureza de seu governo, que é um governo de composição de classes, uma frente política de interesses diferentes e, às vezes, até antagônicos. Nesse quadro, as classes dominantes, por meio de seus grupos políticos, vão pautando cada vez mais o governo e transformando-o em refém de seus interesses.
Delta contratou José Dirceu por seis meses e faturamento com o governo petista subiu R$ 395 milhões.
Reportagem do Jornal Nacional. Clique aqui para ler a matéria completa e assistir ao vídeo.
O presidente da Delta Construções, Fernando Cavendish, teve uma conversa
gravada na qual ele fala em dar propina a políticos, de acordo com
trechos divulgados neste fim de semana pelo site Quid Novi, do
jornalista Mino Pedrosa. Em uma das frases divulgadas, Cavedish diz: "Se
eu botasse 10 paus na mão de nego, ah, nem precisa muito de dinheiro,
mas eu ia ganhar negócio".
A gravação de Cavendish divulgada pelo site Quid Novi tem dois minutos e
sete segundos. Cavendish diz não ter "nenhum interesse em raia miúda".
"Se eu botar R$ 30 milhões nas mãos de um político, eu sou convidado
para coisa pra c... Te garanto", afirma o empresário em um diálogo com
interlocutor não identificado.
Em nota, a Delta afirma que o áudio foi "gravado clandestinamente" em
dezembro de 2008 durante reunião na qual se discutia a cisão societária
entre a Delta e a Sygma Engenharia. O processo de separação entre a Delta e a Sygma foi parar na Justiça,
e o desentendimento entre os sócios acabou revelando que José Dirceu,
ex-ministro da Casa Civil do governo Luiz Inácio Lula da Silva, prestou
serviço de consultoria para a Delta. O contrato de seis meses foi
assinado no fim de 2008.
Nessa época, os contratos da empresa com o governo federal quase
dobraram. Passaram de R$ 393 milhões em 2008 para R$ 788 milhões em
2009. Atualmente, a Delta é a empresa que mais recebe dinheiro do
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - R$ 885 milhões em 2011 .
Lula, Sarney, uma foto nojenta e a pobre saúde do Maranhão.
Lula mandou na saúde do Brasil durante 8 anos. Sarney manda na saúde do Maranhão há 80 anos. Hoje os dois se encontraram no melhor hospital do Brasil, o Sírio-Libanês, para onde Sarney veio voando em jatinho lá de São Luiz, para fazer um reles cateterismo e mais esta foto abjeta, de pura exploração política, que mostra o canceroso apoiando o cardíaco. Nojentos. Assistam, abaixo, a saúde pública do Maranhão, uma obra conjunta de Lula e Sarney.
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