sábado, 25 de fevereiro de 2012

PT quer romper aliança com Aécio em Minas.

Aécio e Pimentel, amigos para sempre...

Uma das principais lideranças do PT em Minas Gerais, o ex-ministro Patrus Ananias afirmou hoje ser favorável ao apoio do partido à reeleição do prefeito Marcio Lacerda (PSB), mas se mostrou radicalmente contrário a uma aliança com o PSDB, convidado pela direção socialista para participar da campanha à reeleição. O acordo em torno do prefeito, inclusive com os tucanos, é defendido pela direção petista no Estado e pelo ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), que se uniu ao então governador e atual senador Aécio Neves (PSDB-MG) para a primeira eleição do socialista.

Hoje, a tendência Articulação, da qual Patrus faz parte, realizou encontro em Belo Horizonte e definiu apoio a Lacerda - parte do PT defende candidatura própria -, mas sem aliança com os tucanos. Um dia antes, a direção do PSDB em Minas reuniu-se com o prefeito e o presidente do diretório mineiro do PSB, o ex-ministro Walfrido Mares Guia, para apresentar reivindicações para a consolidação da aliança. Entre as exigências está a participação formal na coligação, ao contrário do que ocorreu em 2008, quando houve apoio informal. 

Para Patrus, uma aliança formal é inviável por causa das "divergências históricas, profundas e de projetos de sociedade" entre os dois partidos. "Não queremos e vamos trabalhar contra a aliança formal com o PSDB. Não é uma linha sectária. Eu tenho relação de amizade com várias pessoas do PSDB. Mas nós temos diferenças claras com relação às nossas prioridades. Nesse sentido nós vamos trabalhar na perspectiva de que o PSDB não participe dessa aliança. Não queremos o PSDB. Queremos aliança PT e PSB, que são aliados no plano nacional", afirmou.(Estadão)

Blindagem.

Para Kassab, ao assumir a pré-candidatura, Serra abandona totalmente o sonho de ser presidente. "A questão da Presidência está encerrada na vida do Serra. Ele abandona esse projeto que tinha legitimamente como homem público. A partir de agora, sua vida pública está toda voltada para a cidade de São Paulo." (Do Estadão)
..........................................................................
Traduzindo: Kassab começa a blindar Serra em relação ao único discurso do PT contra o favorito em todas as pesquisas.

A carta do bobo.

Vejam o que escreve o Gilberto Dimenstein, depois de já ter sido derrubado pelos fatos duas vezes, nos últimos oito anos:

Quando entreguei um documento para Serra assinar se comprometendo a acabar seu mandato (o que, como sabemos, rasgou) tinha na cabeça apenas uma coisa: ajudar a educar o paulistano de que a prefeitura não era trampolim. Estava influenciado pela minha experiência de Nova York, onde testemunhei extraordinárias soluções locais, aplaudidas mundialmente. A chance de vitória de Serra tem a ver, inicialmente, com sua capacidade de convencer a população que quer ser prefeito de São Paulo e vai drenar sua energia para fazer uma cidade melhor, encerrando aqui sua carreira. Vai conseguir convencer? Se não conseguir, e o paulistano se sentir numa armadilha, tenho dúvidas até que ele chegue ao segundo turno. 

Vejam a esperteza do articulista: Serra encerra a carreira em São Paulo ou não chega ao segundo turno. Abaixo, os fatos, postados aqui pela quarta vez:

Em 2004, a cidade de São Paulo elegeu Serra como prefeito com 54,86% dos votos. Em 2006, após ter renunciado ao cargo para concorrer ao governo do Estado, o tucano obteve 53,08% dos votos paulistanos e venceu a eleição no primeiro turno. Em 2010, concorrendo à presidência da República, José Serra obteve 53,64% dos votos da maior cidade do país. Nunca Serra obteve menos de 50% dos votos na cidade. E, salvo engano, 50% mais 1 continua sendo o número para ganhar eleição até mesmo contra inimigos na trincheira. Então que babaquice é esta de que a cidade de São Paulo tem mágoa por Serra ter renunciado ao cargo de prefeito? A cidade tem é o maior orgulho do seu maior político, tanto é que continua votando nele, na mesma proporção, em qualquer eleição.

Política tem destas coisas.

Serra será indicado o candidato tucano. Se haverá o teatrinho das prévias, menos de mil palhaços no salão, não importa. Obviamente, Serra entrará deixando o vice em suspenso. Índio da Costa, em 2010, foi indicado na undécima hora. Sem vice, Serra travará todo o processo de montagem de alianças ou lançamento de candidaturas de partidos aliados. DEM vai esperar. PPS vai esperar. PDT vai esperar. E isso dará tempo para que o PSD tenha a resposta do TSE se terá ou não tempo de TV. Se tiver, impõe o vice, por motivos óbvios. Uma boa oportunidade para o DEM rever os seus conceitos, aceitando o PSD ou correndo para a base do governo. Política tem destas coisas. 2014? Isso fica para depois, que o eleitor não está pensando nem em 2012.

PT já atiça os pitbulls contra Kassab.

A administração do prefeito Gilberto Kassab (PSD) deve ser o alvo central de uma série de manifestações de movimentos por moradia que estão sendo organizadas na capital paulista. Elas devem começar em abril e se estender até maio. Estão previstas ocupações de terrenos e edifícios em diferentes regiões da cidade. Luiz Gonzaga da Silva, mais conhecido como Gegê, é um dos articuladores das manifestações, ao explicar a ofensiva contra o prefeito. É diretor do Movimento de Moradia de São Paulo, uma das seis organizações que promovem reuniões para iniciar a ofensiva a partir de abril. É militante histórico do PT e embora já tenha integrado a direção nacional do partido em duas ocasiões, Gegê nega qualquer interferência petista na articulação. 'Os movimentos populares não têm ligações com partidos nem com centrais sindicais', afirma. 'Ideologicamente podem ter proximidade com essa ou aquela central, mas isso não significa que sejam guiados por ela.' Então tá! (com informações do Estadão)

Para Kassab, chapa pura tucana é indicativo de renúncia futura e pode comprometer a vitória em São Paulo.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), disse ontem pela manhã que irá apoiar Serra incondicionalmente, mesmo que não indique o candidato a vice. "Se o Serra for candidato, a prioridade será elegê-lo. Todas as outras questões são menores, inclusive a vice", disse Kassab à Folha. O prefeito tem feito elogios reiterados ao tucano, seu antecessor na prefeitura. Serra foi eleito prefeito em 2004 tendo Kassab como vice. Em 2006, deixou a prefeitura para concorrer ao governo do Estado e Kassab o substituiu, demonstrando fidelidade total -todos os secretários foram mantidos, por exemplo. 

Kassab não quis comentar a possibilidade de "chapa pura", com o vice de Serra do próprio PSDB, como tem sido ventilado. A Folha apurou, no entanto, que o prefeito tem comentado com auxiliares e políticos que a possibilidade de chapa pura seria um suicídio político para Serra. Segundo um dos interlocutores do prefeito, Kassab acha que se o vice for do próprio PSDB ninguém irá acreditar que Serra vai ficar na prefeitura até o fim do mandato. Ele é um dos principais nomes do PSDB para disputar a Presidência da República em 2014. Na avaliação do prefeito, e mesmo de tucanos, se a população não acreditar que Serra cumprirá seu mandato integralmente, dificilmente vencerá a eleição. 

Em 2004, ele chegou a assinar um documento em que se comprometia a cumprir o mandato, mas renunciou pouco mais de um ano depois da posse. Mesmo não sendo prioridade, Kassab ainda mantém a esperança de indicar o vice de Serra. O secretário municipal da Educação, Alexandre Schneider (PSD), deve ser exonerado até o fim de março para ficar como uma "reserva técnica" para a vaga. O prefeito trabalha com a possibilidade de que, após o anúncio de sua candidatura, Serra consiga atrair outros partidos para a aliança, como o PPS, de Soninha Francine. Aí, o PSD brigaria com esses partidos pela vice.(Folha de São Paulo)
......................................................................
O blog já manifestou a sua opinião. A preocupação não corresponde aos fatos. É a terceira vez que publicamos o trecho abaixo:

Em 2004, a cidade de São Paulo elegeu Serra como prefeito com 54,86% dos votos. Em 2006, após ter renunciado ao cargo para concorrer ao governo do Estado, o tucano obteve 53,08% dos votos paulistanos e venceu a eleição no primeiro turno. Em 2010, concorrendo à presidência da República, José Serra obteve 53,64% dos votos da maior cidade do país. Nunca Serra obteve menos de 50% dos votos na cidade. E, salvo engano, 50% mais 1 continua sendo o número para ganhar eleição até mesmo contra inimigos na trincheira. Então que babaquice é esta de que a cidade de São Paulo tem mágoa por Serra ter renunciado ao cargo de prefeito? A cidade tem é o maior orgulho do seu maior político, tanto é que continua votando nele, na mesma proporção, em qualquer eleição.

Cheio de amor pra dar.

Em visita à periferia de São Paulo ontem, Fernando Haddad, o pré-candidato do PT à prefeitura, disse não ter "a menor dúvida" de que a ex-prefeita Marta Suplicy participará de sua campanha. Há duas semanas, Marta condicionou seu embarque na campanha ao desfecho das negociações com o prefeito Gilberto Kassab (PSD). Na ocasião, comparou as negociações a um "pesadelo" e disse temer "acordar de mãos dadas" com Kassab. "Ela vai acordar de mãos dadas comigo", disse Haddad. (Da Folha de São Paulo)

Mensaleiro petista tenta enganar a Justiça e tem pena ampliada.

Ex-secretário-geral do PT e envolvido no caso do mensalão, Silvio Pereira terá que comparecer por mais três meses ao Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. Em 2008, Silvio Pereira foi beneficiado pela suspensão condicional do processo, acordo por meio do qual deveria comparecer ao fórum mensalmente, por três anos, e prestar 750 horas de serviços comunitários. Em troca, Pereira teria seu nome retirado do processo do mensalão, que corre no Supremo Tribunal Federal. A prorrogação do comparecimento foi solicitada pela Procuradoria-Geral da República porque, durante três meses, em 2010, Silvinho faltou ao compromisso, alegando que não pôde entrar no prédio por conta de greve.O fórum, por meio de ofício ao Supremo, afirmou que, apesar da greve havia funcionários, suficientes para autorizar a entrada de pessoas no prédio.(Folha de São Paulo)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Aécio é um pândego.

O PSDB de Minas Gerais entregou nesta sexta-feira à direção do PSB-MG e ao prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), uma pauta com oito reivindicações para apoiar a sua reeleição na capital mineira.Entre as principais, os tucanos querem mais espaço e vão tentar influir na escolha do candidato a vice-prefeito, mesmo que seja um petista.Leia mais aqui

Fica a dica: se as prévias forem canceladas, pode sair do partido sem perder o mandato.

Seria um caso de discriminação pessoal, previsto em lei como motivo para a desfiliação. Bastaria pedir uma declaração de justa causa ao partido, juntar os mijados e partiuuuu! Se isto acontecer, alguns espertinhos deveriam tomar esta atitude para mostrar vergonha na cara. Não vão fazer.

Serra disputando prévias com o Trípoli?

Nada contra o deputado, mas a capital da Líbia é muita mais conhecida do paulistano do que ele. Por isso, só pode ser brincadeira esta notícia.

O medo que o PT tem do Serra.

Hoje o chefe da sofisticada organização criminosa do Mensalão(*) publica artigo analisando a entrada de José Serra na sucessão paulistana, trazendo à tona, novamente, as “renúncias” do tucano, como se isso tivesse algum significado para o eleitor. Na verdade, eles sabem que a derrota é certa, se o PSDB deixar de ouvir os "mil e poucos" e passar a ouvir os eleitores, que são a sua verdadeira militância. Recentemente publicamos um post que desmantela este argumento. Serra pode ser prefeito e renunciar de novo, que mais de 50% dos paulistanos vai apoiar. Se é isto que o PT tem contra o Serra, já que não tem coragem de assumir as calúnias do livro-dossiê, vai ser muito fácil vencer o candidato do kit gay e das fraudes no Enem... Leia abaixo um trecho do que escrevemos aqui: 

Em 2004, a cidade de São Paulo elegeu Serra como prefeito com 54,86% dos votos. Em 2006, após ter renunciado ao cargo para concorrer ao governo do Estado, o tucano obteve 53,08% dos votos paulistanos e venceu a eleição no primeiro turno. Em 2010, concorrendo à presidência da República, José Serra obteve 53,64% dos votos da maior cidade do país. Nunca Serra obteve menos de 50% dos votos na cidade. E, salvo engano, 50% mais 1 continua sendo o número para ganhar eleição até mesmo contra inimigos na trincheira. Então que babaquice é esta de que a cidade de São Paulo tem mágoa por Serra ter renunciado ao cargo de prefeito? A cidade tem é o maior orgulho do seu maior político, tanto é que continua votando nele, na mesma proporção, em qualquer eleição.

(*) segundo afirmação do Procurador Geral da República, na denúncia do Mensalão.

E tem tucano que defende prévias para "dar oportunidade a novas lideranças"...

Do Valor Econômico:

A juventude municipal está sem comando desde que seu último presidente, Alex Dario(foto), deixou a sigla para ajudar a organizar a pré-campanha de Gabriel Chalita à prefeitura pelo PMDB. "Não havia menosprezo, mas tínhamos pouca voz. No PSDB tudo tinha que ser decidido por cima, no PMDB tenho uma participação mais ativa, mais voz nas decisões", afirma Dario, que deixou o tucanato após nove anos. Um encontro dos jovens com os pré-candidatos, marcado para o dia 14, foi desautorizado pela Executiva partidária.

A militância tucana está cada vez menor. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, o número de filiados ao PSDB na capital paulista atualmente é o menor desde 2002. À época, 40,2 mil eleitores compunham as fileiras do PSDB paulistano. Hoje são pouco mais de 29 mil filiados na cidade. A situação é oposta a dos quadros estadual e nacional da sigla, nos quais o número de filiados cresceu no período.

No início deste mês, o diretório municipal tucano foi obrigado a revisar, pela segunda vez desde o anúncio das prévias, o número de militantes ativos do partido. Começaram a contagem com 40 mil nomes. Anunciaram posteriormente que só 22 mil estavam aptos a votar. E não encontraram mais que 8,5 mil destas pessoas até o momento. Os próprios pré-candidatos, ávidos por contactar potenciais eleitores para a prévia, comunicaram ao diretório municipal a inconsistência das listas, que continham desde pessoas que não moravam mais na cidade até mortos e partidários de outras siglas.

Prévias tucanas: chuchu quer transferir o pepino.

Encarregado de conduzir o processo de escolha do candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, o governador Geraldo Alckmin defendeu, em conversas que teve com os pré-candidatos tucanos nos últimos dias, que o ex-governador José Serra, se quiser disputar a eleição, terá que entrar nas negociações para viabilizar a própria candidatura. O discurso de Alckmin desagradou integrantes do grupo de Serra, que esperam que a construção das condições políticas para que o tucano se lance na corrida eleitoral seja feita pelo governador. Nesta tarefa estão incluídas, entre outras funções, convencer os quatro pré-candidatos ou o vencedor das prévias a desistir da vaga.

Para três pré-candidatos com quem esteve na última semana, Alckmin disse que o ex-governador vai ter que procurar cada um deles para conversar. O tucano também destacou que, por ora, não há “fato novo”. Nos últimos dias, auxiliares do governador manifestaram preocupação com o desgaste político que ele poderá sofrer se assumir sozinho a condução desse processo seja qual for o desfecho - o cancelamento das prévias ou uma desistência do vencedor. Alckmin já esteve com José Aníbal, Ricardo Trípoli e Bruno Covas entre quinta-feira passada e terça-feira desta semana. Com Andrea Matarazzo, o governador conversou anteontem por telefone e ficou combinado que se encontrariam ainda nesta semana. Até esta quinta-feira nenhum sinal havia sido dado por Serra à direção do partido. (O Globo)

DEM não quer perder a "boquinha" e tenta segurar PSD no "tapetão".

Maior prejudicado pelo surgimento do PSD, o DEM não quer perder o fundo partidário e o tempo de TV, sob pena de fechar as portas já em 2012. Por isso, comanda uma frente de partidos para, ao melhor estilo da Igreja Universal do Reino de Deus, entrar com vários processos simultâneos contra a nova sigla. Para isso, até mesmo o ex-senador peemedebista Paulo Brossard foi chamado para construir um parecer favorável ao DEM, que será usado para pressionar o STF. Uma série de legendas que têm interesse no tempo de TV do nanico estão associados à tentativa de barrar o crescimento do PSD, o que aproxima a sigla, cada vez mais, do PSB, para a formação de um bloco com mais de 80 deputados. Leia mais aqui.

PSDB paulistano "indeniza" candidatos pelos gastos nas prévias.

Alguns candidatos das prévias paulistanas do PSDB ficaram inconformados com a informação de que seriam recompensados, caso abrissem mão das suas pretensões em prol da candidatura de José Serra. Ontem o partido informou oficialmente que cobrirá gastos dos pretendentes até R$ 25 mil. Aguarda-se, nas próximas horas, manifestações indignadas abrindo mão do dinheiro.

Luta intestina no BB: banco lucra R$ 12,1 bi e "cumpanherada" do PT briga entre si para botar a mão na chave do cofre.

Após as denúncias de irregularidades na Casa da Moeda e na Caixa Econômica Federal, o ministro Guido Mantega (Fazenda) enfrenta um novo foco de crise que ameaça a sua área: a disputa de poder no Banco do Brasil. A queda de braço envolve, de um lado, o presidente do BB, Aldemir Bendine, homem de confiança de Mantega e de Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência). Do outro, Ricardo Flores, o presidente do poderoso fundo de pensão dos funcionários do banco, a Previ, a quem Bendine acusa de querer derrubá-lo do cargo. Em disputas paralelas, estão ainda alguns setores do PT que comandavam áreas do banco e foram escanteados após a chegada de Bendine. 

O presidente do BB e Flores não se falam há quase um ano. A Previ cuida das aposentadorias dos funcionários do BB e é responsável por investimentos bilionários. O grupo de Flores alega que o real interesse de Bendine é nomear um aliado no comando do fundo. O rompimento vem de 2011, quando chegou ao conhecimento do Planalto que Bendine ambicionava ser indicado para o comando da Vale.Só que Flores, presidente do conselho de administração da mineradora, não chancelou seu nome. No governo, há o temor de que uma guerra de dossiês cause crise sem precedente e respingue em outras áreas. Um dos alvos recentes de acusação apócrifa foi Allan Simões Toledo, ex-vice-presidente de Atacado e Negócios Internacionais do BB. Ele foi exonerado em dezembro por ordem de Mantega. 

Levado ao cargo por Bendine, teria saído por articulação do próprio padrinho. Para o grupo do presidente do BB, Allan Toledo trabalhava para tomar seu lugar no comando do BB. Tradicionalmente, executivos da instituição costumam pedir demissão, mesmo nos casos mais críticos, para evitar a ideia de dissenso. A demissão foi a primeira sinalização pública da briga. Neste ano, Bendine substituiu, em bloco, 13 diretores. Oito deles, porém, mudaram de função, o que ajudou a diluir o impacto da troca de adversário do presidente. Quando assumiu o banco, em abril de 2009, Bendine negociou pessoalmente com o ex-presidente Lula a troca de seis vice-presidentes numa tacada só. Quatro saíram do banco e dois foram mantidos, mas mudaram de função, entre eles, Flores e Toledo. Parte da oposição a ele vem justamente dessas mudanças. 

Há alguns dias, a crise atingiu interesses do governo. O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), derrubou a votação que criava o fundo de previdência complementar do funcionalismo. Maia estaria irritado por não emplacar um afilhado no BB. Ele nega. O poder conquistado por Bendine na instituição, com aval de Mantega, ressuscitou ainda uma insatisfação em petistas de peso como os paulistas Ricardo Berzoini, Luiz Gushiken e João Vaccari. Eles foram escanteados do controle de postos-chave do banco. Em sua defesa, Bendine apresenta resultados positivos, como o lucro recorde, em 2011, de R$ 12,1 bilhões.(Com informações da Folha de São Paulo)

Acordo não encerra ação penal de Heraldo Pereira contra Paulo Henrique Amorim, que ainda pode ser condenado por racismo ou injúria racial.

Há um movimento na "esgotosfera" para passar Omo na pele manchada de lama de Paulo Henrique Amorim. Ocorre que ele aceitou fazer acordo com o jornalista Heraldo Pereira por temer punição mais grave. Ele concordou pagar R$ 30 mil, que Heraldo Pereira decidiu doar ao Mosteiro de São Bento, em Brasília; retirar do blog os textos ofensivos; remeter a retratação a todos os sites e blogs associados a Amorim; e, se a retratação nos dois jornais impressos não for publicada no prazo combinado, aceitar a punição em dobro. O acordo, assinado pelas partes e seus advogados, homologado como sentença pelo juiz, tem força de decisão definitiva. (Clique aqui para ler a ata da audiência).

Heraldo continua processando Amorim também no campo criminal, pelas mesmas razões. Em decisão interlocutória, o juiz Márcio Evangelista Ferreira da Silva antecipou que, na fase em que se encontra o caso, falta apenas definir se Amorim praticou um ato de racismo ou de injúria racial. (Clique aqui para ver o andamento do processo)

Denúncia obriga PT baiano a cancelar "concurso" para contratar "companheiros".

Comandado pelo petista Jaques Wagner, o governo da Bahia incluiu a militância partidária e sindical como critério de classificação num processo seletivo do Estado. Pelo edital 001/2012 da Secretaria de Cultura, o candidato a "representante territorial" que tivesse "atuação em sindicatos, partidos e organizações da sociedade civil" poderia alcançar até 10 pontos de um total de 60. Lançado para a seleção de representantes territoriais de cultura em nove regiões, o edital foi cancelado ontem, depois de reportagem do jornal "Correio da Bahia". 

"Achei um absurdo, injustificável, a redação. Mandei cancelar imediatamente", afirmou o governador. Responsável pelo concurso, o superintendente de desenvolvimento territorial, Adalberto Santos, disse que o perfil ideal para o cargo é de "ativista político". Mas que foi um erro associar "ação política" à atividade partidária. Segundo nota da Secretaria de Cultura, ontem Santos pediu exoneração de seu cargo. O texto diz também que um novo edital para a seleção está em andamento.

De acordo com o documento cancelado, na análise de currículos dos candidatos seriam "observados os seguintes itens: escolaridade, com comprovada atuação na área cultural e política (mínimo de um ano) e capacitação comprovada na área cultural". Cada ano de atuação política contaria dois pontos e meio para habilitação do candidato, no limite de até quatro anos de exercício partidária ou sindical. No quadro de pontos, formação política e cultural somava até 35 pontos, mais que a acadêmica. O cargo -com salário de R$ 1.980- é temporário, com contratação até dezembro deste ano. O sistema de seleção simplificada destina-se à substituição de outros contratados sob regime especial.(Com informações da Folha de São Paulo)

Haddad? Ah, aquele do Enem e do kit gay?

"Haddad? O nome me é familiar, mas não me lembro da pessoa, não", afirmou Cecílio Berto Oliveira, morador do M’Boi Mirim, na zona sul de São Paulo, que passava ontem ao lado do diretório zonal do PT na região, na mesma rua onde 37 adolescentes foram apreendidos em um baile funk no fim de janeiro. "Sou petista. Ele é do PT?" Por ali também transitava o vizinho Diogo Gomes. "Como é o nome dele? Nunca ouvi falar. Ave Maria! Nem sei quem é Haddad." Funcionária de uma lanchonete em frente, dona Áurea fez coro: "Haddad? Não lembro. Acho que já coloquei umas faixas pra ele aí na frente".

Com a tarefa de se apresentar para os eleitores petistas como Oliveira, Gomes e Dona Áurea, o ex-ministro Fernando Haddad inicia nesta sexta-feira, 24, no M’Boi Mirim, um périplo pela cidade. Em todas as segundas e sextas-feiras o pré-candidato visitará bairros para ouvir líderes comunitários sobre os problemas locais, conversar com comerciantes e participar de reuniões plenárias nas quais debaterá com a população do bairro propostas para seu plano de governo. O ex-ministro pediu à sua equipe de pré-campanha que não divulgasse uma parte da agenda que terá na zona sul. Oficialmente, ele participa apenas de uma plenária às 17 horas com líderes da região, que deve durar cerca de duas horas e deverá ter a participação do presidente do diretório municipal, Antonio Donato, e de vereadores. Antes, porém, Haddad pretende conversar com lojistas já na parte da manhã e visitar um hospital no começo da tarde. 

Segundo um interlocutor, Haddad acredita que a imprensa pode atrapalhar sua missão de conhecer o cotidiano da cidade, da qual esteve afastado por oito anos - até o começo deste ano, quando se desligou do Ministério da Educação para disputar a prefeitura da capital. Na segunda-feira, roteiro semelhante será seguido na Brasilândia, outro bairro da periferia, este na zona norte da capital. No M’Boi Mirim o ex-ministro terá de conquistar eleitores saudosos da senadora Marta Suplicy, que em 2008 teve 60% dos votos válidos no 1.º turno, e 68% no 2.º, na zona eleitoral de Piraporinha, que engloba o bairro. ( Do Estadão)

Herança maldita e reprovável do Haddad.

Vejam os resultados que Haddad conseguiu como ministro da Educação do Lula, em editorial da Folha intitulado " A Universidade reprovada":

Um artigo do físico Carlos Henrique de Brito Cruz nesta Folha revelou a medíocre evolução do ensino superior no país, na última década, ao coligir informações sobre o número de formandos nas faculdades e universidades brasileiras. Segundo dados oficiais do Ministério da Educação reunidos pelo diretor científico da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), houve queda expressiva na ampliação dos cursos superiores nos últimos anos, quando se considera o total de alunos que, de fato, obtiveram diplomas. 

Entre 1995 e 2005, a taxa média de crescimento do total de diplomados pelas universidades -vale dizer, instituições que se dedicam tanto ao ensino quanto à pesquisa- foi de 11% ao ano. Entre 2005 e 2010, o incremento anual decaiu para ínfimo 0,2%.A situação é mais grave nas escolas de elite do ensino superior sob responsabilidade direta do poder público. Entre 2004 e 2010, diminuiu o número absoluto de alunos graduados em instituições públicas de nível superior. No segundo ano de mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 202.262 estudantes obtiveram diplomas nessas faculdades; em seu último ano na Presidência, 178.407 alunos chegaram ao fim de seu curso universitário em instituições públicas. 

Não se trata de insuficiência exclusiva do último mandatário, nem apenas do governo federal, uma vez que os dados dizem respeito também a instituições estaduais e municipais. Além disso, a queda no ritmo de expansão do ensino superior reflete deficiências de formação escolar anterior.De todo modo, a gestão Lula não se sai bem mesmo quando considerados os números de ingressantes no nível universitário -sempre maior que o de egressos- em seus dois mandatos. Entre 1995 e 2002, o total de alunos que chegou à universidade em cursos presenciais (ou seja, excluído o ensino a distância) mais que dobrou, de 510 mil para 1,2 milhão. Sob Lula, a quantidade de novos alunos cresceu só cerca de 30%, para 1,6 milhão de estudantes. 

O número decepcionante de formandos provavelmente decorre do despreparo de muitos estudantes para cursar a universidade. O fulcro do problema, na avaliação de Brito Cruz e outros, está na etapa escolar anterior, o ensino médio.Há uma década o número de adolescentes formados no nível secundário se encontra estagnado em cerca de 1,8 milhão por ano, enquanto o total de vagas abertas a cada ano no ensino superior já supera esta marca, se incluídos também os cursos a distância.Será impossível ampliar o total de formandos nas universidades, com ênfase na qualidade, sem reformar também o ensino médio.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Serra aproxima PSDB da vitória, afirma Álvaro Dias.

O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), disse nesta quinta-feira, 23, que a candidatura de José Serra à prefeitura de São Paulo tem maiores perspectivas de vitória nas eleições de outubro. "Realisticamente, quem nos aproxima mais da vitória é ele", afirmou Álvaro Dias, ao ressalvar que não está defendendo que ele seja o candidato tucano. "Isso (a decisão de ser candidato) é pessoal dele". Leia mais aqui.

Brasil do PT: geração de empregos cai 22% em janeiro.

O ano fechou com 30% menos empregos gerados.E 2012 começa com outra queda. Em janeiro, foram criados 118 mil postos, contra 152 mil no mesmo período de 2011. Uma queda de 22%.

44 milhões de brasileiros feitos de palhaços por meia dúzia de "militantes" do PSDB paulistano.

É inegável que a eleição em São Paulo, maior cidade do país, é a mais importante do país em 2012. Além de ser o terceiro orçamento, é a jóia que o PT ainda não tomou para si diretamente ou por meio de aliados. Perder São Paulo desmonta o que resta de oposição no Brasil. José Serra, o homem de 44 milhões de votos, analisa se deve concorrer, tenta montar um arco de alianças que permita uma chapa pura tucana, mas é pressionado por prévias absurdas de um partido sem militância, que decidiu usar as redes sociais como se soubesse e pudesse fazer isso no estilo top down. Agora, vendo a tese das prévias, instrumento abandonado pelo PT tendo em vista as cisões que provoca, ficarem insustentáveis pela baixa densidade eleitoral dos postulantes, pela inexistência de militantes aptos e com representatividade política efetiva e pelo açodamento com que estão sendo feitas, passam a atacar o único patrimônio eleitoral do partido. E são dois ou três aloprados tucanos tuitando entre si, informando que já contrataram os tablets, que a prévia sai de qualquer jeito, contestando as lideranças que têm voto, como se fossem os donos da oposição. São eles e não José Serra que estão fazendo 44 milhões de eleitores de palhaços. Por trás de tudo, o velho FHC e a sua arrogância, o mesmo Alckmin e a sua teimosia, o manjado Aécio Neves e a sua propensão doentia para criar divisões dentro da oposição, como se isto o credenciasse como gênio político. Contem aí que já são 43.999.999 palhaços. Comigo não, tucanão.

PT chama de concessão o que é doação paga com dinheiro do povo.

As avaliações sobre a recente privatização de três aeroportos brasileiros têm misturado duas coisas: a questão política, enfatizada pela maior parte da oposição e retomada pelo PT, e a da forma e do conteúdo do processo. Ao contrário do que se propalou, as privatizações dos aeroportos de Guarulhos, Brasília e Campinas (Viracopos) não são as primeiras dos governos do PT. Basta lembrar as espetaculares privatizações na área do petróleo, lideradas pelo megainvestidor Eike Batista, sob a cobertura da lei aprovada no governo FHC - alterada recentemente para pior -, e na geração e transmissão de energia elétrica.

Outra ação privatizante digna de menção ocorreu nas estradas federais, a qual fracassou, não obstante o clima de comemoração na época. Fez-se a concessão de graça, pôs-se pedágio onde não havia, mas os investimentos não chegaram, as estradas continuam ruins e o governo federal só faz perdoar as faltas dos investidores. Um modelo furado, que pretendia ser opção vantajosa ao adotado por São Paulo, com vista a dividendos eleitorais em 2010.

O padrão petista de privatização chega ao dinheiro público. O governo faz concessões na área elétrica e as subsidia, via financiamentos do BNDES e reduções tributárias. Não se trata de dinheiro do FAT, mas tomado pelo Tesouro à taxa Selic, repassado ao BNDES a custo bem inferior. Outro exemplo é o da importante e travada Ferrovia Transnordestina. O governo está pagando quase toda a obra, com dinheiro subsidiado, mas a propriedade da concessão é privada. Quem banca a diferença? O contribuinte, é lógico. Quem faz a filantropia? Os governos petistas, cujas privatizações são originais, ao incluírem grandes doações de capital público ao setor privado.

O outro grande exemplo - felizmente, ainda virtual - é o do trem-bala Rio-São Paulo, projeto alucinado que poderá custar uns R$ 65 bilhões, a maior parte de recursos diretos ou indiretos do governo federal e até mesmo dos Estados, via renúncia fiscal, ou dos municípios, que teriam de fazer grandes obras urbanas. O governo quer bancar também os riscos operacionais do empreendimento: se houver número insuficiente de passageiros, o Tesouro comparecerá para evitar prejuízo para o empreendedor privado!

Para alguns representantes extasiados da oposição, com as concessões dos aeroportos, "finalmente o PT se rendeu à privatização", como se este governo e o anterior já não tivessem promovido as outras que mencionamos. Poderiam, sim, ter lembrado o atraso de pelo menos cinco anos na entrada do setor privado na atividade aeroportuária - atraso ocorrido quando a agora presidente comandava a infraestrutura do Brasil.As manobras retóricas do petismo são toscas. O primeiro argumento, das cartilhas online e de grandes personalidades do partido, assegura que não houve "privatização" de aeroportos, mas "concessão". Ora, no passado e no presente, os petistas chamavam e chamam as "concessões" tucanas (estradas em São Paulo, telefonia, energia elétrica, ferrovias, etc.) de "privatização".

Os PT argumenta ainda que a Infraero mantém 49% das ações de cada concessionária. Isso é vantagem? Em primeiro lugar, a estatal está pondo bastante dinheiro para formar o capital das empresas sob controle privado - sociedades de propósito específico (SPEs) - que vão gerir os aeroportos. Além disso, vai se responsabilizar por quase metade dos recursos investidos, sem mandar na empresa.Mais ainda: pagará 49% da outorga (preço de compra da concessão) de cada aeroporto. O total de outorgas é de R$ 25 bilhões, número comemorado na imprensa e na base aliada. Metade disso virá do próprio governo, via Infraero! Isso sem contar os fundos de pensão de estatais, entidades sob hegemonia do PT, que predominam no maior dos consórcios, ganhador do Aeroporto Franco Montoro, em Guarulhos. Tais fundos detêm mais de 80% do grupo privado que comandará o empreendimento!

A justificativa de que a Infraero obterá os recursos para investimentos e outorgas da própria concessão é boba - até porque ela já está investindo nas SPEs e vai sacrificar seus retornos. De mais a mais, quais retornos? As outorgas são obrigatórias, enquanto as receitas são duvidosas. A receita líquida do aeroporto de Guarulhos foi de R$ 347 milhões em 2010. A bruta, R$ 770 milhões. A outorga dessa concessão será paga em 20 parcelas anuais de R$ 820 milhões... Mesmo que a receita líquida duplicasse, de onde iriam tirar o dinheiro para os investimentos? No caso de Brasília, a outorga exigirá cerca de 94 % da receita líquida... Com razão, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), favorável, como eu, às concessões, ponderou: "Com o que sobra é possível entregar a qualidade desejada? Difícil. Difícil até mesmo operar com os baixos níveis atuais, pois sobrará para as concessionárias muito menos dinheiro do que a Infraero tem hoje".

O que poderá acontecer? As possibilidades são várias: mudanças nos contratos, revisão, para cima, de tarifas, atrasos nos investimentos necessários, subsídios do governo e prejuízos para os cotistas dos fundos. Tudo facilitado pela circunstância de que a privatização (um tanto estatizada) tirará o TCU do controle e transparência de gastos com aeroportos... Existe ainda um erro elementar e pouco notado. De todos os consórcios que entraram no leilão foi exigida a participação de uma operadora internacional de aeroportos. Mas os consórcios onde estavam as boas operadoras perderam a licitação. E as operadoras internacionais dos grupos que ganharam são de segunda linha... A Presidência da República reclamou disso, como se não fosse o governo o responsável. O correto teria sido as operadoras internacionais serem introduzidas depois da licitação. Cada consórcio vencedor convidaria então uma operadora, a ser aprovada previamente pelo governo como condição para a homologação da concorrência. É uma sugestão que pode ser adotada nos futuros leilões. Por ora, fica o leite derramado...

Artigo de José Serra, intitulado Mitos e Equívocos, publicado hoje no Estadão.

Moçambique, Cuba, Coréia do Norte, Venezuela, vem aí a EBC internacional.

O governo quer contratar jornalistas em todos os continentes para abastecer com informações oficiais seus veículos de comunicação. A meta está prevista no plano de trabalho da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) apresentado pela nova direção da estatal que assumiu em dezembro e controla uma TV, uma agência de notícias e uma rádio. O primeiro passo foi dado na última semana quando a empresa reativou a cobertura na África, enviando um correspondente para Maputo, capital de Moçambique. O custo de manter um repórter para abastecer a TV, que tem audiência próxima a zero, e os demais veículos é de R$ 543,21 mil anuais. 

Com 192 jornalistas concursados e quatro anos de existência, a EBC informou que optou por contratar um profissional porque "não possui jornalista com a qualificação necessária para desenvolver o trabalho". A EBC só conta com repórteres próprios no Brasil em três Estados (RJ, SP e MA) e no DF, onde é a sua sede. O contrato com o repórter de Moçambique foi assinado sem licitação, na semana passada, com empresa que tem cinco meses de existência. Emerson Penha, dono da empresa, foi escolhido, de acordo com a EBC, "por ter realizado inúmeras coberturas internacionais", entre as citadas, nenhuma na África. 

Até janeiro, Moçambique foi o destino de apenas 0,96% das exportações brasileiras para a África. A EBC diz que Moçambique é o maior país de língua portuguesa na África e abriga empresas brasileiras importantes como a Vale. Segundo a EBC, o plano de trabalho é para 2012, mas o envio de pessoal para os demais continentes irá ocorrer "assim que o orçamento permitir essa expansão". A empresa mantém também posto em Buenos Aires, "onde os serviços das agências de notícias não costumam ter eficiente qualidade". O orçamento da empresa pública para este ano é de R$ 416,5 milhões. No Brasil, atinge 1.700 dos 5.565 municípios. Ainda na cobertura internacional, a nova direção da EBC abriu licitação de R$ 800 mil para contratar uma empresa que ofereça serviços de produção de TV e transmissão de sinal via satélite em viagens de autoridades. Justifica que a agenda da presidente Dilma no exterior é fechada de última hora, o que torna a negociação com as emissoras locais "sempre problemáticas".(Folha de São Paulo)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Chapa pura tucana lançada pelo blog ganha apoio do DEM. Conforme previsto aqui.

Clique e leia o nosso post. Abaixo a notícia do Estadão cuja manchete reproduzimos acima.

Líderes do PSDB favoráveis à candidatura do ex-governador José Serra à Prefeitura de São Paulo fizeram chegar a integrantes do DEM que a chapa puro-sangue é uma das condições para o tucano entrar na disputa eleitoral deste ano. A cúpula do DEM queria a vaga de vice para apoiar o PSDB na eleição, num cenário em que o candidato não é o ex-governador. Mas, com Serra na disputa, a tendência é que o aliado também abra mão da indicação. Anteontem, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) disse que seu partido não pleiteará a candidatura de vice-prefeito, caso Serra concorra.

Serra, que analisa o cenário para decidir, teria predileção pela chapa com um vice do PSDB. Em 2006, quando disputou o governo de São Paulo, lançou como vice o tucano Alberto Goldman. A indicação lhe deu segurança para renunciar e disputar a Presidência da República em 2010. A formação de uma chapa puro-sangue também daria condições para costurar um acordo com o vencedor da prévia do PSDB, marcada para o dia 4 de março. Apesar de três dos quatro pré-candidatos serem secretários estaduais - Andrea Matarazzo, Bruno Covas e José Aníbal -, a avaliação hoje no Palácio dos Bandeirantes é a de que a disputa interna está muito avançada e que implicaria um risco político ao governador Geraldo Alckmin desmarcá-la sem a garantia de que Serra vai mesmo disputar.

No domingo, Matarazzo esteve com Serra em Buenos Aires. Para os defensores da candidatura do ex-governador, se ele não se posicionar até antes da prévia, e a disputa se tornar inevitável, a saída será apostar as fichas em Matarazzo e, depois, costurar um acordo com ele para vice. Nos últimos dias, Alckmin esteve com dois dos quatro pré-candidatos e afirmou que, se Serra decidir entrar na disputa antes da prévia, terá que convencê-los a abrir mão do processo. Ontem, o governador voltou a dizer que a prévia está mantida e que os quatro pré-candidatos da legenda devem continuar em campanha. O tucano afirmou que Serra ainda não se decidiu, mas indicou que a definição deve ser feita depois da disputa.

Site do PSDB paulistano prega racha em nome da renovação. Abaixo, dois "jovens" que estão nesta luta. Valeu, garotos!


No vídeo acima, o responsável pelo Sua Metrópole dá o tom do que quer para o PSDB... Abaixo a matéria publicada pelo Estadão.

Em um vídeo divulgado pelo site Nossa Metrópole, plataforma colaborativa criada pelo diretório municipal do PSDB paulistano, a militante tucana Catarina Rossi, ligada ao PSDB Mulher da capital, critica duramente o ex-governador de São Paulo, José Serra, e defende a manutenção das prévias. “Ele (Serra) está sendo palhaço. Ele está brincando com a gente.” “Nós somos passionais. Nós lutamos com o coração. Nós brigamos por aquilo que acreditamos que é o PSDB. Ele é que está fazendo a gente de palhaço”, diz Catarina no vídeo, que foi ao ar no dia 17, após encontro do diretório de Indianápolis. “Tem quatro pessoas brigando, trabalhando dia e noite, por um espaço. Porque ele não entrou também por esse espaço? Ele tem todo o direito e, se ele entrar, ele também terá todo o direito. Agora, não é justo, no fim do caminho, ele entrar.” A indignação da militante tem a ver com a decisão de dirigentes do partido de pressionar o vencedor das prévias eleitorais do PSDB, que será realizada no dia 4 de março, a desistir da disputa e abrir caminho para a candidatura de Serra. A militante tucana criticou também a postura de membros da bancada tucana na Assembleia Legislativa de São Paulo, que defenderam publicamente a candidatura de Serra. Ao final do vídeo, Catarina ameniza o tom das críticas. “Ele (Serra) tem competência, ele é preparado, ele é um homem digno, mas os outros quatro também são”, concluiu.

Catarina Rossi é esposa do jornalista Clóvis Rossi, da Folha de São Paulo, já presidiu o PSDB Mulher e atualmente é Coordenadora de Relações Internacionais do Secretariado Nacional de Mulheres. É figurona no partido.

Esgotosfera perde mais uma.

Heraldo Pereira, jornalista da Rede Globo, processou Paulo Henrique Amorim por racismo e calúnia. Obviamente, ganhou a causa. Segue abaixo a decisão. É a esgotosfera perdendo mais uma.

Circunscrição :1 - BRASILIA
Processo :
2010.01.1.043464-9
Vara :
212 - DECIMA SEGUNDA VARA CIVEL

TERMO DE AUDIÊNCIA

Audiência de Instrução e Julgamento

Feito o pregão, nestes autos, para a audiência de intrução e julgamento, no dia 15 de fevereiro de 2012, no horário determinado, a ele responderam o requerente OAB/DF 20.000, acompanhado dos advogados Dr. Paulo Roberto Roque Antonio Khouri OAB/DF 10.671 e o Dr. Rafael Klier da Silva Oliveira OAB/DF 25.172, bem como o requerido, acompanhado de seus advogados, Dr. Cesar Marcos Klouri OAB/SP 50057 e a Dr.ª Luciana Crincoli OAB/SP 197.424. Aberta a audiência, proposta a conciliação, esta restou frutífera, nos seguintes termos: Cláusula primeira - O requerido se compromete a publicar nos jornais CORREIO BRAZILIENSE e FOLHA DE SÃO PAULO, nos cadernos de política, economia ou variedades, à escolha do réu e às suas expensas, no prazo de 20 (vinte) dias, o seguinte texto com o título "RETRATAÇÃO DE PAULO HENRIQUE AMORIM CONCERNENTE À AÇÃO 2010.01.1.043464-9" (em caixa alta), no mesmo formato e tipo adotado pelo jornal: "que reconhece Heraldo Pereira como jornalista de mérito e ético; que Heraldo Pereira nunca foi empregado de Gilmar Mendes; que apesar de convidado pelo Supremo Tribunal Federal, Heraldo Pereira não aceitou participar do Conselho Estratégico da TV Justiça; que, como repórter, Heraldo Pereira não é e nunca foi submisso a quaisquer autoridades; que o jornalista Heraldo Pereira não faz bico na Globo, mas é empregado de destaque da Rede Globo; que a expressão 'negro de alma branca' foi dita num momento de infelicidade, do qual se retrata, e não quis ofender a moral do jornalista Heraldo Pereira ou atingir a conotação de 'racismo'"; Cláusula segunda - o requerido se compromete a efetuar doação do valor de R$ 30.000,00 (trinta mil reais), dividido em 6 parcelas iguais no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) cada, vencendo a primeira no dia 15/03/2012 e as demais na mesma data dos meses subsequentes. A instituição de caridade beneficiária será indicada pelo autor até o dia 27/02/2012. Caso o pagamento não seja cumprido, no prazo estabelecido, será acrescentada à dívida a multa prevista no artigo 475-J do CPC. O atraso no pagamento de duas parcelas ensejará o vencimento antecipado das parcelas vincendas; Cláusula terceira - o réu se compromete a retirar as reportagens do Blog de sua titularidade (conversa afiada) a que se refere o autor, publicando também a retratação acima, a partir de 20/02/2012, por pelo período de 10 (dez) dias, com o mesmo destaque e formatação utilizada no blog, inclusive encaminhando a retratação para os links associados, pelo prazo de 21 meses no provedor; Cláusula quarta - se a obrigação contida na cláusula primeira não for cumprida no prazo, o réu terá de aumentar para duas o número das publicações. Cláusula quinta - As partes custearão os honorários de seus respectivos advogados. Pelo MM. Juiz foi proferida a seguinte SENTENÇA: "Diante da composição ajustada entre as partes, HOMOLOGO-A, por sentença, para que se cumpram seus efeitos jurídicos, inclusive o previsto no art. 475-N, III, CPC. Declaro a resolução do mérito, nos termos do art. 269, inciso III, do Código de Processo Civil. Intimados os presentes. Promova a Secretaria as anotações e comunicações de praxe. Custas finais ex legis." As partes renunciaram ao prazo recursal. Intimados os presentes. Nada mais havendo, encerro este termo, que vai assinado por mim, Guilherme da Escóssia Fernandes,____, Secretário de Audiência, e pelos demais presentes.

Alckmin: pré-candidatos devem continuar a campanha. Depois a gente conversa.

"(Os pré-candidatos) devem continuar (em campanha), é óbvio", disse Alckmin, depois de entregar novas instalações de pediatria do hospital estadual da Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte da capital. "O Serra, se quiser ser candidato, será um grande candidato, como foi um bom prefeito, um bom governador e um bom ministro da Saúde." "Se ele (Serra) resolver ser candidato, certamente vai transmitir ao partido, vai transmitir aos pré-candidatos e nós vamos conversar. Você ter bons quadros é um bom problema", afirmou o governador, para minimizar o mal-estar criado entre pelo menos dois dos quatro postulantes ao cargo, que rejeitam abrir espaço para Serra. (Do Estadão)

Kassab abre mão do vice e vem aí a chapa pura Serra-Matarazzo.

Desfeito o imbroglio das prévias tucanas por obra e arte de Kassab, que abriu mão de indicar um vice do PSD. Com isso, o PSDB já trabalha internamente para que o eleito pela "militância", no dia 4 de março, seja Andrea Matarazzo, que teve reunião com José Serra, em Buenos Aires, neste final de semana. Vencedor das prévias, Matarazzo, com a sua grandeza, abrirá mão da candidatura em prol do maior patrimônio eleitoral do tucanato e do único capaz de vencer os petistas em São Paulo: ele, Serra. É a chapa dos sonhos e representa como nenhuma outra a aliança vitoriosa que comanda São Paulo, já que Afif é o vice-governador. E o DEM? Ora, o que restou do partido depende da boa vontade de Alckmin e não resisitirá às boquinhas oferecidas pelo governo do estado e pelo futuro prefeito. Entrará com o que ainda tem: o tempo de TV. Resta saber se os afogados do PSDB terão juízo para transformar as prévias em homologação da dobradinha Serra-Matarazzo. Ou se vão  insistir na palhaçada.

Kassab libera Serra para escolher vice de outro partido.

Enquanto os alckimistas declarados, fhcistas saudosistas e aecistas enrustidos não abrem mão de nada, Kassab dá mais uma prova de fidelidade aos tucanos autênticos da aliança vitoriosa que comanda São Paulo.

Em aberta negociação com dois dos principais partidos que disputarão sua sucessão, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, afirmou ontem que sua legenda, o PSD, não tem "condições" de preencher a vaga de vice em uma possível candidatura do ex-governador José Serra (PSDB). Kassab vinha acertando um acordo eleitoral com o PT, mas as conversas congelaram após o tucano emitir sinais de que pode entrar na disputa. Desde então, o prefeito tem dito que apoiará Serra -de quem foi vice em 2005 e 2006- caso este assuma de fato a candidatura. 

Questionado ontem durante vistoria a obras na região da cracolândia, no centro de São Paulo, se o seu PSD irá pleitear a vice na chapa de Serra, Kassab descartou. "Não, nós não temos condições. Eu sempre entendo que o candidato a prefeito tem bom senso e quer ganhar as eleições. Na hora que você escolhe um candidato (...) ele melhor do que ninguém saberá como somar. Candidato que não soma é um candidato que tem dificuldade de ganhar as eleições", afirmou o prefeito. Serra tem apresentado a aliados uma lista de ponderações que o levarão a decidir se entrará ou não na disputa. Uma delas diz que a candidatura só é possível mediante um arco de alianças que o possibilite ter um razoável tempo na propaganda de televisão e rádio. A maior parte desse tempo é computada com base no desempenho que os partidos da aliança tiveram nas urnas. 

Criado em 2011, um ano depois das últimas eleições, o partido de Kassab terá que ir à Justiça para conseguir esse tempo. Além disso, a ex-legenda de Kassab, o DEM, que é o quinto partido com maior peso na hora da definição do tempo de TV, está rompida com o prefeito e ameaça não integrar a chapa tucana caso o PSD exerça um papel de destaque.

Kassab disse ainda que retomará as conversas eleitorais na semana que vem, mas evitou declarar ontem que "torce" para que Serra seja o candidato. Questionado algumas vezes sobre isso, ele afirmou apenas que sua torcida "sempre será por São Paulo". "Não tenho expectativa nem a favor nem contra, até porque é uma decisão dele." O prefeito também negou que as conversas com PT e PSDB signifiquem que ele se encontra numa encruzilhada. "A gestão é muito favorável e bem avaliada, felizmente. Está atingindo seu plano de metas, todas as nossas metas vão ser atingidas." De acordo com a última pesquisa do Datafolha, de janeiro, Kassab mantinha na ocasião o menor índice de popularidade de seu segundo mandato -apenas 22% dos eleitores aprovavam o desempenho, contra 37% dos eleitores que consideravam seu governo ruim ou péssimo.(Da Folha de São Paulo)

PSD, em busca do tempo e do dinheiro perdidos...pelos outros partidos.

Estudo do Tribunal Superior Eleitoral aponta que o PSD (Partido Social Democrático) reúne políticos que disputaram vagas de deputado federal em 2010 e receberam 5,1 milhões de votos. A legenda seria a sétima maior do país se existisse à época da última eleição. Esse dado será considerado para que o TSE conceda ou não à agremiação acesso ao dinheiro do Fundo Partidário, uma das maiores fontes de receita das siglas.Idealizado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o PSD recebeu seu registro definitivo no ano passado. Como nunca disputou uma eleição, tem direito apenas a uma parcela mínima do fundo (R$ 18,5 mil por mês) e alguns segundos do tempo de TV e de rádio durante eleições. 

O partido tenta reverter a situação na Justiça Eleitoral. Se tiver sucesso, passará a receber cerca de R$ 1,6 milhão por mês do Fundo Partidário -calculado de acordo com o número de votos obtidos por candidatos a deputado federal (eleitos e não eleitos). Em seguida, o PSD entrará com uma ação para também obter o tempo de TV, nesse caso com base no número de deputados eleitos. A tese do partido de Kassab é simples. O TSE criou em 2007 a norma da fidelidade partidária: mandatos eletivos passaram a pertencer aos partidos. A partir daí, quem se desligou de uma legenda correu o risco de perder o cargo.

Mas há exceções. Uma delas é que o político pode deixar uma sigla para fundar uma nova. "Se a própria Justiça diz que um político pode sair do partido pelo qual foi eleito e fundar um novo, parece natural que esse político leve consigo os votos que obteve", diz o secretário-geral do PSD, Saulo Queiroz. De 2007 para cá, pós-regra da fidelidade partidária, só duas agremiações foram criadas -o PSD e o PPL (Partido Pátria Livre). Apenas o PSD teve uma adesão expressiva de políticos. Enquanto o PPL não tem representantes no Congresso, o PSD atraiu 52 deputados federais (10% da Câmara). 

A legenda do prefeito de São Paulo apresentou em novembro uma ação ao TSE pleiteando uma parcela maior do Fundo Partidário. Agora neste mês conseguiu que o tribunal fizesse o cruzamento de todos os filiados à sigla com a lista de candidatos a deputado federal em 2010. A tabela mostra que o PSD subtraiu votos de 20 agremiações, inclusive do PT. Mas quem mais sofreu foi o DEM, ex-partido de Kassab, cujo total de votos para deputado federal caiu de 7,3 milhões para 5,1 milhões. O DEM classificou-se como o quinto maior partido em número de votos para deputados em 2010. Com a chegada do PSD, caiu para oitavo. Os votos perdidos pelos democratas representam 42,8% da "votação" da sigla de Kassab.  O PP perdeu 422 mil votos, e é o segundo mais afetado. Em seguida, vêm PMDB (perda de 301 mil votos), PDT (menos 208 mil votos) e PSDB (189 mil votos). 

Não há prazo para que o TSE decida. O advogado do partido, Admar Gonzaga, espera que isso ocorra antes de junho, quando os partidos fazem suas convenções para a escolha de seus candidatos. Se tiver sucesso na ação por mais dinheiro do fundo, o PSD entrará com pedido para que a mesma regra seja aplicada para efeito de tempo de propaganda no rádio e na TV. "Essas questões são irmãs siamesas. Se uma for aceita pelo TSE, a outra naturalmente o será", diz Saulo Queiroz.(Da Folha de São Paulo)

Pesquisa: carioca é contra maconha, aborto e casamento gay.

Depois do carnaval, o deputado federal Arolde de Oliveira, um dos principais líderes do PSD no Rio, levará ao partido o resultado de uma pesquisa de opinião que encomendou para detalhar o perfil do eleitor da região metropolitana. Os números mostram que 68,5% dos entrevistados são contra a legalização do aborto, porcentual que sobe para 82,4% entre os evangélicos. Oitenta por cento disseram ser contra a legalização da maconha (89,4% entre os evangélicos). No quesito casamento entre homossexuais, os entrevistados se mostraram mais tolerantes: 46,6% se disseram contrários. Entre os evangélicos, no entanto, o resultado é muito diferente: 71,6% rejeitam a união gay e apenas 18,8% aprovam. A pesquisa é do instituto GPP, que entrevistou 800 pessoas entre os dias 14 e 15 de janeiro. 'Fiz a pesquisa porque queria ter uma ideia do pensamento médio da população e comparar com minha tábua de valores', diz Arolde.(Do Estadão)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Urgente! Chávez tenta conter a metástese com nova cirurgia.


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou há pouco que vai se submeter a uma nova cirurgia em Cuba para combater o câncer. Ele fez um pronunciamento pela televisão estatal a partir do Estado de Barinas, sua terra natal. Segundo Chávez, exames realizados no fim de semana em Havana mostraram que ele está um uma nova “lesão” no “mesmo local onde foi retirado um tumor” em junho do ano passado. Porém, ele garantiu que "não há metástase", como sugeriam alguns boatos recentes sobre sua saúde.

O presidente venezuelano, de 57 anos, não deu maiores detalhes sobre a cirurgia. Rumores sobre a piora da saúde de Chávez já circulavam há alguns dias, mas ganharam força ontem após o jornal El Universal informar que ele estaria em Cuba, reunido com um grupo de médicos, para discutir o quadro de sua doença e a necessidade de uma nova operação na batalha contra o câncer. No entanto, Chávez disse pela televisão que passou os últimos dias com a família. A piora da saúde de Chávez pode mudar o quadro eleitoral da Venezuela. Ele é favorito na disputa presidencial marcada para 7 de outubro. A oposição está unida em torno do nome de Henrique Capriles, governador do Estado de Miranda, na tentativa de tirar Chávez, que está há 13 anos no poder. (Valor Econômico)

Gaviões do Lula não aceita a derrota e promove briga no sambódromo.

Vergonha no sambódromo paulista. Gaviões da Fiel, que desfilou Lula, promove briga e quebra-quebra, inconformada com o resultado. A falta de espírito esportivo é um câncer. Leia aqui.

Falta de oposição.

Em 2008, nesta mesma data, não havia uma só linha sobre as eleições municipais nas páginas dos principais jornais do país. Os assuntos eram Carlos Lupi, já mergulhado em suspeitas de corrupção. A renúncia de Fidel Castro. E a instalação da CPI dos Cartões Corporativos, cujas denúncias começaram aqui, neste Blog. Matilde tinha caído depois que o Coturno Noturno denunciou, em primeira mão, as suas compras no Duty Free com dinheiro público. 

O que faz com que as eleições municipaís de 2012 entrem na pauta tão precocemente? A resposta é uma só: falta de oposição, que faz com que a mesma tente, desesperadamente, manter o pouco que ainda resta sob o seu domínio.  São Paulo é um bom exemplo. As prévias paulistanas do PSDB marcadas para opróximo dia 4 de março são uma prova deste desespero. Aliás, em 4 de março de 2008, a prepocupação tucana também era com prévias e deu no que deu. Vejam, abaixo, notícia do Estadão:

O PSDB vai realizar prévias para a escolha do candidato à Presidência da República em 2010, segundo decisão de sua executiva nacional, salientou o presidente da legenda, senador Sergio Guerra (PSDB-PE). O objetivo é tornar o partido mais democrático e aumentar a participação dos filiados nas decisões da legenda. Essa idéia já havia sido defendida pelo senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), líder do partido no Senado, que também gostaria de disputar as prévias, segundo fonte do PSDB. Porém, antes de realizar as prévias, o PSDB pretende fazer uma ação de recadastramento de seus filiados, o que ocorrerá ainda no primeiro semestre deste ano, uma vez que o objetivo é que apenas os filiados mais participativos façam parte do colégio eleitoral para esta escolha.

A gente já viu este filme. E o final não foi feliz.

Chávez submetido à junta médica internacional em Cuba. Estado de saúde seria gravíssimo.

Os informes que circulam na imprensa internacional dão conta de que Hugo Chávez, presidente venezuelano, foi levado em estado grave para Cuba, onde uma junta médica composta por três médicos cubanos, dois brasileiros, dois espanhóis e um venezuelano buscam conter o câncer que está se espalhando por todo o corpo do ditador. A família também está em Cuba. Fontes do governo desmentem os rumores, mas Chávez está incomunicável na ilha-prisão. Leia aqui em espanhol.

Chefe da sofisticada organização criminosa do Mensalão(*) coordena a campanha de reeleição de Chávez.

Segundo informações publicadas hoje, no El Universal, de Caracas, José Dirceu é o grande estrategista da campanha de reeleição de Hugo Chávez, que será conduzida pelo marqueteiro João Santana, o mesmo que fez a campanha de Dilma. Leia aqui, em espanhol.

(*) segundo o Procurador Geral da República, na denúncia do Mensalão.

PT: Kassab or not Kassab.

O movimento de aproximação feito pelo prefeito Gilberto Kassab em direção ao PT, por ora suspenso enquanto o ex-governador José Serra (PSDB) decide se entra na campanha eleitoral, deflagrou um embate entre setores petistas e o grupo que hoje circunda o ex-presidente Lula . Em jogo ainda latente está a disputa pelo controle dos rumos que deve tomar a pré-candidatura do ex-ministro da Educação Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo.

Oficialmente, quem decide o destino do barco haddadista é o conselho político da pré-candidatura, que conta com 27 integrantes e tem feito reuniões mensais para avaliar cenários e delinear estratégias. Na prática, porém, uma batalha surda vem sendo travada entre o grupo petista favorável e o contrário à aliança. O grupo que quer o acordo com o PSD de Kassab, e que até o recuo do prefeito contava cada vez mais com ele na chapa, já revê a estratégia que tinha em mente para desorganizar o campo tucano, mas também atrair os setores médios e conservadores que tradicionalmente rejeitam o PT na capital.

De orientação mais pragmática, os petistas kassabistas avaliam que, sem o prefeito, a campanha terá de montar uma agenda específica voltada para a atração do empresariado e de grupos religiosos. O PT pró-Kassab está temeroso de que a entrada de Serra unirá na órbita tucana parte importante dos grupos econômicos em disputa, além dos líderes evangélicos com mais capacidade de mobilização de eleitores.Nos bastidores, esse grupo classifica como “ingênuos” os setores petistas contrários ao alinhamento com Kassab e avalia que o PT que torce o nariz para o prefeito “não tem ideia” da força dos setores conservadores que vão se mobilizar na disputa.

De outro lado, os segmentos petistas que esperam com cada dia mais vigor que Serra entre na disputa para que leve Kassab junto com ele – a órbita haddadista na ponta de lança – viu com espanto a aproximação do prefeito e torce para que ele se distancie definitivamente. Integrantes desse time lembram que a tese de revisão da estratégia ora defendida pela cúpula petista – a órbita lulista à frente – foi derrotada em reunião do conselho político.

Esse grupo analisa que a entrada de Kassab na chapa tira não apenas de Haddad o discurso de oposição, mas de todos os candidatos a vereador. O grupo antikassab avalia que uma derrota de Serra seria mais acachapante para os tucanos e comprometeria o projeto do governador Alckmin para 2014 do que a derrota de um dos quatro pré-candidatos que estão hoje colocados na disputa – Andrea Matarazzo, Bruno Covas, José Aníbal e Ricardo Trípoli. (Estadão)

Cada um por si e todos por Dilma.

Aliados nacionalmente, os partidos que dão sustentação à presidente Dilma Rousseff devem patrocinar disputas entre si em praticamente todas as capitais nas eleições municipais de outubro. Levantamento feito pela Folha tendo como base os sete principais partidos da aliança dilmista (PT, PMDB, PDT, PSB, PC do B, PP e PTB) mostra que em 17 capitais o confronto entre mais de três dessas siglas é bem provável. Apenas no Rio o apoio à reeleição do prefeito Eduardo Paes (PMDB) é esperado. Mesmo em Belo Horizonte, com um arco de aliança amplo para a reeleição de Márcio Lacerda (PSB), deve haver enfrentamento com o PMDB. Nas sete demais capitais, há pelo menos dois pré-candidatos da base. 

É o que ocorre em Vitória. Lá, a maioria dos governistas está com Iriny Lopes (PT), mas a exceção é o ex-governador Paulo Hartung (PMDB). A definição oficial das candidaturas será em junho, com as convenções partidárias. Em capitais como São Paulo, Porto Alegre, Salvador e Recife, o número de candidatos é ainda maior. Na capital paulista, cinco partidos da base têm pré-candidatos: Fernando Haddad (PT), Gabriel Chalita (PMDB), Netinho de Paula (PC do B), Paulo Pereira da Silva (PDT) e Luiz Flávio D'Urso (PTB). Principal aliado do PT em âmbito nacional, o PMDB deve disputar em 21 capitais. É a legenda com o maior número de pré-candidatos, ficando na frente, inclusive, do PT, que trabalha com a possibilidade de lançar 18 nomes.

A discrepância entre as disputas para as prefeituras e a aliança partidária que dá sustentação ao governo federal já ocorreu em outras eleições. Em 2008, por exemplo, PT e PMDB, os dois maiores partidos da coalizão nacional, se enfrentaram em 17 das 26 capitais em jogo. O professor de Ciência Política da Universidade de Brasília David Fleischer lembra que nas disputas municipais a tendência é que prevaleçam os arranjos paroquiais. "As questões locais e a sobrevivência dos partidos fazem com que todos queiram disputar. A eleição municipal serve de base para o aumento do número de deputados, senadores e governadores." 

Apesar disso, o alto número de postulantes causa preocupação ao Planalto. Na última reunião com os dirigentes dos partidos, Dilma tentou acalmar os ânimos dizendo que nem ela nem o vice Michel Temer (PMDB) iriam se envolver nas campanhas. A orientação é que ministros, o vice e a própria presidente não apoiem um candidato em capitais com conflito na base. Para o presidente nacional do PT, Rui Falcão, a falta de acordo não é prejudicial. "É legítimo que na eleição municipal cada partido lance seu candidato, ainda mais em cidades com possibilidade de segundo turno. Isso em nada afetará a base da presidente Dilma, até porque o PT fará uma campanha sem ataques pessoais", afirmou. Além de problemas com aliados, o PT enfrenta também conflitos internos. Em Recife, o prefeito João da Costa seria candidato à reeleição, mas outros três petistas querem a vaga. Em Porto Velho, há prévia marcada para 25 de março.(Da Folha de São Paulo)

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O velho tucano e seus filhotes.

É impressionante. Agora uma parte do tucanato prega a renovação dos quadros partidários por intermédio de prévias kamikase. Preferem perder a cidade de São Paulo em nome de um rejuvenescimento por meio de lideranças inexpressivas (eleitoralmente),  evocando a força de uma militância que não reúne 100 pessoas para protestar contra um "golpe" em si mesma. Tudo isso para destruir José Serra por tabela, em função de um indicador absolutamente irrelevante: a sua idade. Tudo isso para abrir espaço matando o único nome que pode derrotar o PT em 2014, com remotissimas chances, diga-se de passagem.

Vejam o paradoxo. Estes mesmos tucanos reverenciam e dobram a espinha para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que recentemente completou 80 anos em meio a uma festa cujo mote foi a recuperação do seu "legado", que não teria sido defendido e teria sido a principal causa das derrotas amargadas contra o PT. A partir daí, cada palavra dele, que por sinal mais trouxeram danos do que consertaram as quebraduras causadas no passado, viraram norte, rumo, indicativo de modernidade. Santo Deus!

É bom que se registre que nunca na história deste país alguém esqueceu que FHC criou o real, a lei de responsabilidade fiscal, as privatizações e domou a inflação. Ocorre que o seu segundo mandato foi uma lástima, fazendo com que o ex-presidente completasse o seu ciclo com aprovação baixíssima, em meio a uma crise econômica que minou tudo o que ele havia realizado, além de estar estigmatizado pelo fisiologismo por ter criado a reeleição e por não ter sabido, como maior líder, defender as privatizações. Sim, porque o grande culpado não foi Serra, foi FHC. Ele que não teve força e liderança para sustentar os seus atos. O PT criou a campanha "Fora FMI, Fora FHC", unificou o discurso, fez oposição dura, suja, virulenta, enquanto os tucanos brigavam pelos despojos e pelo botim do real, cada um agarrado no seu pequeno feudo estadual. Derrota anunciada, pois. Até desejada pelo sociólogo que gostou de entrar para a história entregando o poder para um operário metalúrgico.

Hoje os jornais publicam depoimentos duros de Eduardo Graeff, o ex-secretário e porta-voz de FHC. Xico Graziano, assessor executivo do IFHC. Fábio Lepique, coordenador de Juventude da campanha FHC em SP (1998) e Assessor da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Governo FHC (1999 – 2002). Simplesmente fecham a porta para que Serra seja o candidato do partido na cidade de São Paulo, porque Serra não se manifestou há alguns meses. Não há proposta para que as tais prévias sejam canceladas. Na verdade, sempre deixam a porta aberta, desde que Serra venha de joelhos, implorar a vaga, mesmo sendo o maior patrimônio eleitoral do partido, com direito a disputar qualquer cargo por aclamação. O velho FHC está, como sempre, em silêncio. Assim como ficou escondido comodamente enquanto destruíam o seu "legado". Mas os seus arautos estão na rua, fazendo a sua parte. Novamente, preferem entregar o poder para o metalúrgico que, afinal de contas, está por trás de tudo. Não vamos esquecer que um dia a arrogância de FHC já entregou a maior cidade do país para um doido chamado Jânio Quadros. Belo legado!
..........................................................................
Sobre Arnaldo Madeira, que hoje deu entrevista ao Estadão não deixando brecha alguma que não sejam as prévias, a Folha de Sao Paulo escreveu em 1998: 

Consta no PFL que, antes de nomear o deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP) líder do governo na Câmara, o presidente Fernando Henrique Cardoso escreveu o nome de quatro políticos em um pedaço de papel. Em seguida, como sempre faz nessas horas, FHC consultou o presidente do Congresso, Antonio Carlos Magalhães. Além do nome de Madeira, estavam no papelucho os seguintes possíveis líderes, todos tucanos: Aécio Neves, José Aníbal e Pimenta da Veiga. ACM fez um "x' em três nomes, deixando inalterado o de Arnaldo Madeira ...Com Arnaldo Madeira, FHC consolida a presença tucana no posto. E homenageia Mário Covas, que tem estreitas ligações com Madeira.
..........................................................................
" Todo mundo tem que estar renovando sempre. Como dizia o Chacrinha, quem não se comunica se trumbica. Quem não renova se trumbica também " (Fernando Henrique Cardoso, novembro de 2011)

Duas bobagens do imaginário político: Kassab não tem voto e Serra será punido pelo eleitor por abandonar prefeitura.


Sobre a primeira bobagem... Em 2004, enfrentando Marta Suplicy (PT), José Serra (PSDB) obteve, no segundo turno, 54,86% dos votos. Em 2008, concorrendo contra a mesma adversária, Gilberto Kassab (DEM) ultrapassou 60% dos votos. Usando a velha e boa matemática, o desempenho de Kassab foi quase 10% melhor do que o obtido por Serra, sendo ele próprio o vice. Este é o capital próprio de Kassab, no mínimo. O seu valor agregado. Somando os 10% com a máquina de R$ 36 bilhões da Prefeitura, a bancada de vereadores e uma intensa campanha publicitária, Kassab tem os votos que decidirão a eleição na cidade.

Sobre a segunda bobagem... Em 2004, a cidade de São Paulo elegeu Serra como prefeito com 54,86% dos votos. Em 2006, após ter renunciado ao cargo para concorrer ao governo do Estado, o tucano obteve 53,08% dos votos paulistanos e venceu a eleição no primeiro turno. Em 2010, concorrendo à presidência da República, José Serra obteve 53,64% dos votos da maior cidade do país. Nunca Serra obteve menos de 50% dos votos na cidade. E, salvo engano, 50% mais 1 continua sendo o número para ganhar eleição até mesmo contra inimigos na trincheira. Então que babaquice é esta de que a cidade de São Paulo tem mágoa por Serra ter renunciado ao cargo de prefeito? A cidade tem é o maior orgulho do seu maior político, tanto é que continua votando nele, na mesma proporção, em qualquer eleição.

A conclusão é que Serra e Kassab, juntos, são imbatíveis em São Paulo, por mais que alguns tentem criar "lendas urbanas" em cima da baixa aprovação de um e de cobranças que o eleitorado fará sobre o passado do outro. Alckmin já sentiu o peso da dupla e amargou um terceiro lugar na eleição paulistana de 2008, com míseros e ralos 22% dos votos. Parece que, finalmente, acordou. É bom que fique esperto para não ter que trocar o governo do Estado pela prefeitura de Pindamonhangaba em 2016.

Por isso, a solução mais lógica sempre foi aquela que antecedeu a bobajada das prévias tucanas. Afif como prefeito, Matarazzo como vice e o partido unido em torno da chapa que manteria intocada a aliança vencedora que governa a cidade. Em 2014, Alckmin teria o apoio de todos para o governo do estado, tendo uma reeleição tranquila. Kassab poderia optar entre ser o seu vice ou senador. E Serra estaria liberado para concorrer à Presidência da República. A ilusão de certo tucanato aecista e alckminista de que poderiam destruir José Serra e Gilberto Kassab em um só lance criou a situação que aí está, que coloca a todos sobre o fio da navalha. Todos os que deveriam estar unidos correm imensos riscos futuros. Todos perdem anéis, mas alguns, com toda a certeza, também perderão os dedos. E não será Lula.

Caciques sem voto falam em nome de uma militância que não existe. É o PSDB do tucano doido no carnaval das prévias.

Sem nunca ter realizado disputa interna para escolher um candidato, a cúpula do PSDB paulistano trabalha agora para transformar o mecanismo que o próprio partido apontou como o mais "democrático" em um mero jogo de cena. Nos bastidores, líderes tucanos articulam para que o vencedor da prévia, marcada para março, segure a cadeira até a entrada do ex-governador José Serra no palco como candidato. Por conta de manobras como essa, tradicionais quadros tucanos já rechaçam a condução do processo pela direção do partido no Estado.
"O PSDB vai definhar se continuar sendo apenas um clube parlamentar e uma federação de ‘caciquias’ estaduais. Esse papel o PMDB faz mais e melhor. Se quer se conectar com a sociedade, como seus dirigentes dizem querer, o PSDB precisa se conectar com seus filiados, para começar. As prévias em São Paulo representam um passo na direção certa", afirmou o cientista político Eduardo Graeff, secretário-geral da Presidência no governo FHC (1995-2002) Defendida pelo governador Geraldo Alckmin há mais de oito meses como uma saída para o partido escolher o candidato, num cenário em que Serra dizia que não iria concorrer (em janeiro ele avisou aliados que estava fora da disputa), a prévia acabou se tornando um problema com a aproximação do prefeito Gilberto Kassab (PSD) do PT.

Serra já analisa cenários para ser candidato a prefeito, mas ainda não se decidiu. Ele pretende usar o carnaval para pensar sobre a possibilidade. Os tucanos, por sua vez, gostariam que ele se decidisse antes da realização da prévia, marcada para 4 de março. Como não há uma garantia de que isso aconteça, a cúpula decidiu bancar a consulta e, em seguida, trabalhar para convencer o vencedor a guardar o lugar para Serra. Conforme informou ontem à tarde a coluna Direto da Fonte, Serra foi visto em Buenos Aires junto de Andrea Matarazzo, secretário estadual da Cultura e um dos pré-candidatos inscritos na prévia. A proposta da cúpula tucana é montar uma "chapa pura" com Serra como candidato e Matarazzo na vice, já que o DEM e o PSD, potenciais aliados do PSDB, não se entendem sobre a possibilidade de indicar o vice. Os democratas não aceitam a possibilidade de Kassab escolher um nome.
Neste mês, Alckmin tentou segurar a prévia e pediu a interlocutores que convencessem Serra a ser candidato. O processo interno, porém, foi amadurecido pelo diretório estadual e os pré-candidatos, Matarazzo, Bruno Covas, José Aníbal e Ricardo Tripoli, reagiram à manobra. "Cancelá-las ou invalidá-las, a esta altura, não seria só perder a oportunidade de avançar. Seria um atestado de irrelevância das bases do partido, passado por sua cúpula. Um retrocesso", afirmou Graeff. "Ao contrário do que desejam as aves de mau agouro e outros animais silvestres, esclareço que o PSDB da capital tem rumo, e as prévias estão mantidas", disse Fabio Lepique, tesoureiro do PSDB estadual e ex-subprefeito de Vila Mariana. "Quando o Covas lançou o Geraldo (Alckmin) em 2000, ele não chegava a 1% (das intenções de voto). Tem que ter coragem", afirmou o ex-deputado Arnaldo Madeira, ao defender a criação de novas lideranças. "(Alckmin) Quase foi para o segundo turno, aí surgiu uma nova liderança", completou ele.

Semana passada, deputados estaduais pediram a Serra que saísse candidato e que a prévia fosse cancelada, num movimento que despertou a ira dos militantes envolvidos na campanha dos pré-candidatos. A ação chegou a ser chamada de "golpe". Diante da reação negativa, Alckmin trabalha agora para realizar o processo e para que o vencedor apoie Serra, caso ele aceite concorrer. "É mais fácil negociar com um do que com quatro", afirmou um líder paulista. A ação também divide os tucanos. "Só seria legítimo se o candidato anunciasse, antes das prévias, que pretende abrir mão. Mas Serra nunca deu sinal de que quer ser candidato a prefeito. Na verdade, Serra é a penúltima preocupação de quem quer atropelar as prévias. A última preocupação é a Prefeitura", disse Graeff. "Usar os filiados do PSDB de São Paulo como peões do xadrez da política estadual e nacional já é ruim. Fazer a cidade de São Paulo de peão nesse jogo é, francamente, uma arrogância sem limite", acrescentou.

Para o deputado Duarte Nogueira, o partido tem que ir "na linha da racionalidade". "Se vários quiserem disputar a prévia, vamos ter que fazer. Mas tem o Serra na disputa, que ainda não decidiu. Se ele não quiser, temos prévia. Se ele resolver, vamos discutir", afirmou. Xico Graziano, ex-secretário de Meio Ambiente da gestão José Serra no Bandeirantes (2007-2010), disse que "as prévias viraram um processo irreversível. O que vai acontecer depois, só a dinâmica da política vai dizer". (Estadão)

Sem fazer jus ao sobrenome.

Guerrilha. Enquanto os caciques tucanos agem para implodir as prévias paulistanas, os pré-candidatos trocam cotoveladas. Na semana passada, partidários de Bruno Covas espalharam na rede boatos de que Andrea Matarazzo havia desistido, para tentar cabalar seus votos.(Do Painel da Folha)

PSDB desgovernado(1).

Um dos quadros tradicionais do PSDB, o ex-deputado Arnaldo Madeira, que foi líder do governo na Câmara no governo Fernando Henrique Cardoso e secretário da Casa Civil de Geraldo Alckmin (2003-2006), avalia que a polêmica sobre a prévia evidencia a 'falta rumo no partido'. É a falta de rumo que assola o PSDB há alguns anos, não é de agora. Esse é o fato mais notável. O partido está sem direção, está perdido nacionalmente e em lugares como São Paulo, único lugar em que o partido existe para valer', disse. Abaixo, a entrevista do Estadão:

O sr. acha que o partido deve desmarcar prévias e esperar uma decisão de Serra?
Deixar os caras sete meses trabalhando as prévias e agora fazer uma coisa desse tipo? É uma coisa inconcebível para mim. Aí é falta de rumo. O partido não sabe para aonde vai. Essa falta de rumo assola o PSDB há alguns anos, não é de agora. Esse é o fato mais notável. O partido está sem direção, perdido nacionalmente e em lugares como São Paulo, único lugar em que o partido existe para valer. Você tem toda uma militância que fica trabalhando oito, nove meses envolvida com candidaturas. Aí, de repente, um desavisado fala: 'Vamos parar com tudo, não queremos prévia, fala para o Serra ser candidato'. Serra, tanto quanto eu sei, continua sem dizer que quer ser candidato. E, para ser candidato a prefeito, talvez mais do que para qualquer outro nível de governo, o cara precisa ter vontade.

O partido deve mesmo realizar a consulta prévia?
Foi o partido que as marcou. Que eu saiba, o Serra não colocou condição para não ter prévias. O pessoal é que está dizendo: 'Vamos suspender as prévias e falar com ele'. Ninguém me falou: 'Conversei com o Serra, e ele disse que uma condição para ser candidato é retirar a prévia.'

Se ele resolver ser candidato, deve disputar a prévia?
O partido não vai fazer isso. Um dos males do PSDB é o seguinte: você tem uma direção que anuncia prévia, marca a prévia, e um governador que estimula as prévias. De repente, bate um desespero e aí colocam que o nome tem de ser o Serra.

Serra deve ser o candidato?
Eu acho que o partido tomou uma posição. Tomou, tomou.

Não dá para voltar atrás?
A não ser que os quatro pré-candidatos digam que não querem mais disputar. Mas até onde sei eles continuam trabalhando.

O sr. acha que é um momento de mudança de geração?
Está tudo apontando para isso. Todos os candidatos que estão aí colocados são mais jovens.

O Serra deveria anunciar logo se pretende concorrer?
Eu não sou o Serra. Ele tem lá os critérios dele.

Que lhe parece fazer a prévia e, depois, o candidato vencedor abrir mão para o Serra?
Não acho um caminho saudável. Feita a prévia, fica difícil voltar atrás. Agora, que eu acho que o partido está à deriva, sem dúvida. Marca uma prévia e agora fica falando em anular, a ponto de um líder de bancada soltar nota pedindo para os pré-candidatos retirarem? Pessoalmente, acho que o partido tem uma figura nova que pode ser um candidato excepcional, que é o Andrea Matarazzo. Agora, tem que ter coragem. Vai ter 3% ou 4% nas pesquisas, é assim mesmo. Esse processo é desgastante para o partido. Criou-se um cenário ruim, e o Serra é o menos culpado disso.

De quem é culpa?
É uma culpa coletiva. Talvez quem menos tenha culpa seja o Serra, porque ele estava lá, dizendo que não era candidato. Quando o Kassab disse que iria somar com o PT, bateu a paúra total. Voltaram para o Serra. Ele estava o tempo todo anunciado dizendo que estava voltado para o País. Acho até que ele estava certo. Então, quem são os responsáveis? Quem está à frente do partido. Não é quem está na base

PSDB desgovernado(2).

O lançamento da candidatura de Serra ainda divide seus principais aliados. Uns defendem que ele concorra mesmo se houver risco de derrota, com o argumento de que ele manterá assim seu nome em evidência. Outros acham que Serra só deveria concorrer se as condições forem favoráveis. Para outros, ele deveria se preservar para a eleição presidencial de 2014, quando poderia concorrer pelo PPS se o PSDB preferir lançar o senador Aécio Neves (MG). Hoje, a maior pressão pela candidatura de Serra parte do Palácio dos Bandeirantes. Uma vitória do PT pode comprometer os planos de Alckmin para se reeleger governador nas eleições de 2014. Para tucanos, a discussão pública da candidatura de Serra serviu para atrair aliados e impedir que avançasse o namoro de Kassab com os petistas. Mas a volta de Serra ao palco acabou valorizando o passe de Kassab para Haddad e o PT.(Da Folha de São Paulo)

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Ministro da Saúde desmente ministra das Políticas para Mulheres sobre número de mortes causadas por aborto no Brasil.

Ontem, o blog publicou que  a ministra do aborto por sucção com MBA na Colômbia, deixou que a ONU mentisse para o mundo que, no Brasil, morriam 200.000 mulheres por ano por causa de abortos clandestinos. Hoje veio o desmentido. O número é muito menor, mesmo assim não comprovado integralmente: pouco mais de 1.000 mortes. Dilma nomeou mais uma ministra para denegrir a imagem do país lá fora.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, contestou informações divulgadas pela Organização das Nações Unidas segundo as quais 200 mil mulheres morrem anualmente no Brasil por causa de abortos de risco. Ele acredita que pode ter havido confusão com outro dado, já que cerca de 200 mil mulheres se submetem a curetagens por ano no Brasil, procedimento muito utilizado após o processo abortivo. A ONU cobrou posição do governo brasileiro durante a 51ª sessão do Comitê Para a Eliminação de Discriminação Contra as Mulheres, que ocorreu essa semana em Genebra, quando a perita suíça Patrícia Schulz pediu esclarecimentos ao governo brasileiro, sem poupar críticas. "O que vocês vão fazer com esse problema politico enorme que têm"?

Padilha esteve em Recife para assistir ao desfile do Clube de Máscaras O Galo da Madrugada ao lado do governador Eduardo Campos (PSB). O Ministro da Integração, Fernando Bezerra Coelho, também integrou o camarote do governador. Padilha se disse surpreso com os números divulgados pela ONU: - Primeiro que desconheço esse número de 200 mil mortes por ano decorrentes de aborto. Vi esse número apenas no jornal, e precisamos de mais detalhes a respeito desses dados. Temos cerca de mil e oitocentos óbitos por mortalidade materna. E todas em idade fértil são investigadas sobre a mortalidade materna. Então, volto a lembrar: o que nós temos são 200 mil procedimentos de curategem no sistema público de saúde e não necessariamente mortes por causa disso - afirmou.

Ele voltou a dizer que as gestantes são alvo de grande preocupação do Ministério da Saúde, que segundo o ministro, não tem medido esforços para dar atendimento completo às gestantes. Reconheceu, no entanto, que as taxas ainda preocupam: - O Brasil precisa reduzir mais ainda a mortalidade para que possamos alcançar os objetivos do milênio, lembrou, acrescentando que a Rede Cegonha está pronta para dar o atendimento pré-natal. O ministro lembrou que, apesar das críticas, o governo não vai mudar a legislação sobre o aborto.- Esse é um governo que assumiu um compromisso, inclusive durante a própria campanha. O compromisso de que não tomaria nenhuma medida para mudar a legislação do aborto no país. Mas nós fazemos um grande esforço para organizar os serviços de saúde, para atender à gestante em qualquer intercorrência clínica que ela tenha ao longo da gravidez, disse. (O Globo)