Comentário: Facção tucanomonhangaba de Alckmin, com medo de Kassab em 2014, quer chapa-pura, relegando aliados a segundo plano. Chapa-pura é prato cheio para que o PT diga que Serra vai renunciar de novo, para concorrer à presidência em 2014.
O
ex-governador José Serra foi lançado ontem candidato do PSDB à
Prefeitura de São Paulo em meio a uma pressão de seu partido para que a
indicação do cargo de vice-prefeito fique com os próprios tucanos, e não
com o PSD, partido do prefeito Gilberto Kassab. Em discurso em um
ginásio da capital, Serra defendeu a gestão Kassab, destacou a parceria
com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e atacou o governo do PT de
Marta Suplicy (2001-2004), a quem sucedeu na prefeitura. Durante sua
fala, foi interrompido por gritos de filiados do PSDB: "Eu quero a
vice".
Após ceder espaço ao PSD na chapa dos vereadores, os tucanos querem agora diminuir a influência do prefeito, tirando dele a indicação do vice. Apesar de próximo a Serra, Kassab enfrenta resistência de quadros do PSDB ligados a Alckmin, derrotado por ele na eleição de 2008. Kassab quer emplacar Alexandre Schneider (PSD), ex-secretário municipal de Educação. A indicação, porém, passou a ser bombardeada por tucanos já que Kassab ainda não conseguiu que a Justiça conceda a sua sigla mais tempo de propaganda eleitoral - como foi criada em 2011, a legenda tem participação marginal na distribuição do tempo de TV.
Como o prazo para a definição da vice termina esta semana, os tucanos passaram a insuflar duas candidaturas: a do ex-secretário de Cultura Andrea Matarazzo, próximo a Serra, mas que conta com a resistência de Kassab; e a do coordenador da campanha, Edson Aparecido, defendida por secretários de Alckmin.
O DEM corre por fora com o deputado Rodrigo Garcia. Eduardo Jorge (PV), ex-secretário municipal de Meio Ambiente, fora cotado, mas perdeu força desde que seu nome apareceu em escândalo sobre liberação de imóveis na cidade. "Defendo que o vice seja do PSDB. Já cedemos espaço ao PSD", disse o vereador tucano Floriano Pesaro. Serra não abordou o tema. Apenas informou que decidirá até o dia 30.
Serra defendeu o governo Kassab, cuja gestão tem aprovação de menos de 30% dos eleitores. "Temos um desafio enorme pela frente. Mostrar à população o que fizemos", disse o candidato, que afirmou ter "orgulho" do prefeito, que foi seu vice. O ex-governador enumerou ações feitas por ele e por Kassab, como os investimentos em saúde e as vitrines sociais da gestão tucano-kassabista. "Nossa cidade avançou, bastante, mas precisa ir mais longe. Há mais coisas a fazer do que já fizemos. O futuro nos aguarda", declarou.
O candidato também falou das parcerias com Alckmin, considerado o melhor "cabo eleitoral" entre os tucanos, segundo as pesquisas de intenção de voto. "A viabilidade delas depende essencialmente de uma grande parceria com o governo do Estado, que vem se fortalecendo desde que assumi a Prefeitura em 2005 e vai continuar se aprofundando", disse Serra, para quem é "impossível" haver entrosamento melhor que o dele com Alckmin.
Serra disputa a Prefeitura pela quarta vez. Elegeu-se em 2004, mas renunciou um ano e três meses depois para disputar o governo do Estado. Cotado para concorrer à Presidência em 2014, não falou sobre cumprir os quatro anos de mandato. "O meu sonho é voltar a ser prefeito da cidade que amo", afirmou. Emocionado e sem citar o futuro, disse que pretende continuar se preparando para servir ao País, "esteja na trincheira em que estiver". (Estadão).
cel,
ResponderExcluirVai ser Kassab em 2018, pois em 2014 será Serra de novo.
Se Serra deixar SP para concorrer em 2014, o são paulino tem mais é que ficar feliz. Se não, Alckmin seria uma opção. Se nenhum dos dois der o ar da graça, terei que procurar outro voto, pois no playboy não voto de jeito nenhum.
ResponderExcluirOlha, Alkmin, inconscientemente ,
ResponderExcluirquer se vingar do Serra por conta de 2008, para mim isto é fato. O PSDB paulista tem dois caciques e isto não perdura, sempre um tem que dar espaço ao outro.
O grupo do Alkmin quer tomar o PSDB paulista e nacional para si.
Querem lançar o Aécio como boi-de-piranha à presidência em 2014.
E lançar Alkmin a presidente em 2018, quando a Dilma não mais poderá ser candidata.
Para Alkmin e Aécio a derrota de Serra e seu grupo em Sao Paulo é fundamental, parte da estratégia.
Ademais, com tudo isto, vou de
KATIA ABREU PARA PRESIDENTE 2014!