O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, deputado estadual Rui Falcão, afirmou há pouco, durante a abertura do II Congresso Nacional da Juventude do PT, que não há denúncia comprovada contra o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. "Vendo o teor das denúncias, não vejo razão para substituí-lo", disse.Leia mais aqui.
sábado, 12 de novembro de 2011
Até ministros corruptos têm direito à isonomia.
Ironia: o avião que levava Wagner Rossi tinha um prefixo PR e ele filiado ao PMDB. Já o que levava Carlos Lupi tem o prefixo PT, mas ele é presidente licenciado do PDT. Até mesmo nos aviões as siglas se misturam e confundem nesta lama chamada governo Dilma.
Lembram que uma das causas da demissão do ex-ministro da Agricultura, Wagner Rossi(PMDB), foi porque ele usou o jatinho da Ourofino, uma empresa que vende vacinas autorizadas pelo ministério? Hoje a Veja comprovou que Carlos Lupi, ministro do Trabalho, usou um turbohélice pago por uma ONG que recebeu mais de R$ 10 milhões da pasta comandada pelo pedetista. Com essa, é dever da Dilma demitir Lupi ou chama Wagner Rossi de volta. Afinal de contas, até corruptos têm direito à isonomia.
Lupi voou em avião pago por ONG que recebeu mais de R$ 10 milhões do MTE.
O ministro do Trabalho e presidente licenciado do PDT, Carlos Lupi, terá mais uma oportunidade de mostrar que é um "osso duro de roer". Reportagem de VEJA desta semana mostra que, em dezembro de 2009, o ministro cumpriu agenda oficial usando um avião privado, alugado pelo dono de uma rede de ONGs. Pior: o dono de ONGs integrou a comitiva e, meses depois, ganhou um contrato (entre outros que já detinha, alguns deles investigados por irregularidades) para atender a projetos da pasta de Lupi na mesma região visitada com a aeronave. Como diz a reportagem, "mais uma daquelas clássicas confraternizações entre interesses públicos e privados, cuja despesa acaba sempre pendurada na conta do contribuinte".
Em dezembro de 2009, Lupi percorreu sete municípios do Maranhão para o lançamento de um programa de qualificação profissional no estado. Viajou a bordo de um King-Air branco com detalhes em azul, prefixo PT-ONJ, na companhia de três pedetistas e um convidado especial. Os pedetistas eram o ex-governador do estado Jackson Lago, já morto; o então secretário de Políticas Públicas de Emprego, Ezequiel de Sousa Nascimento; e o então assessor de Lupi e hoje deputado federal Weverton Rocha. O convidado especial era Adair Meira, que chefia uma rede de ONGs conveniadas com o ministério. Foi ele, interessado direto no périplo de Lupi, quem 'providenciou' o avião.
Como é o nome? - Na semana passada, VEJA revelou que caciques do PDT comandados por Lupi transformaram os órgãos de controle da pasta em instrumento de extorsão. As denúncias levaram o ministro a prestar esclarecimentos ao Congresso, onde afirmou desconhecer Adair: "Eu não tenho relação nenhuma com o - como é o nome? - seu Adair." Lupi afirmou também nunca viajar em aviões particulares. Mas esqueceu de combinar a versão com seus antigos assessores. A VEJA, Ezequiel Nascimento confirmou a presença de Adair nos voos e foi taxativo ao apontar quem bancou o giro pelo Maranhão: "O Adair."Procurado por VEJA, Weverton Rocha confirma que o avião foi alugado para servir à agenda oficial do ministro, mas diz que quem pagou por isso foi o PDT. Sua versão não faz sentido, dado que era uma viagem oficial do ministro. Ainda que fizesse, é um absurdo do ponto de vista ético. De resto, não explica o que Adair fazia no voo. No esquema de extorsão revelado por VEJA, Weverton é apontado o responsável por fixar os valores da propina cobrada das ONGs.
Competência - Indagado sobre o caso, Adair diz que nunca viajou no mesmo avião que Lupi, que não tem qualquer relação com o ministro e que suas ONGs são escolhidas pelo ministério por critérios de competência. Entre as ONGs de Adair estão a Fundação Pró-Cerrado e a Renapsi. Desde 2008, elas já receberam 10,4 milhões de reais do ministério. Tanta competência ainda não convenceu a Controladoria-Geral da União. Ao passar um pente-fino nos contratos, a CGU encontrou irregularidades de todo o tipo e apontou: "não foi demonstrada nenhuma providência para superação das falhas". A Procuradoria da República já pediu a devolução dos recursos embolsados pelas entidades de Adair. ( Da Veja)
Duda Henrique Mendonça Cardoso.
Do Blog Trágico e Cômico, do Estadão:
Fernando Henrique Cardoso abandonou de vez as articulações políticas para se dedicar ao marketing político. Em sua primeira peça de campanha do PSDB, intitulada “Yes, We Care”, FHC promete reeleger sua amiga Dilma em 2014. “Se o povão não entender nada, tudo bem, pois o importante é manter Serra e Aécio na oposição, para que o governo Dilma transcorra sem sobressaltos”, afirmou o ex-presidente. Encantado com a campanha, Barack Obama demitiu toda sua equipe de marketing e agora negocia com FHC antecipar o uso do slogan já na campanha americana em 2012.
Não à ditadura da minoria.
"A ainda jovem cultura democrática brasileira enseja equívocos conceituais que frequentemente a ameaçam e a desmoralizam. Não é de estranhar, dada a origem autoritária de nossa República, que emergiu de um golpe de Estado, e a escassa cultura não só de nosso povo, mas também de parte de nossa elite. O preâmbulo vem a propósito dos acontecimentos que envolvem a discussão, no Senado, do Código Florestal. Além de não se dar ao trabalho de ler a proposta -e lhe imputar acusações absurdas-, a minoria militante que a ela se opõe se arvora em falar em nome do povo, que não lhe deu tal delegação. Dentro desse equívoco, tratam os que de fato detêm delegação popular -os parlamentares- como intrusos e querem impor sua vontade no grito, quando não na violência.
Assim é que, nesta semana, no curso das discussões, na Comissão do Meio Ambiente, essa minoria ativista, representada por 12 (!) estudantes da Universidade de Brasília, provavelmente ressentidos ainda da acachapante derrota no DCE, invadiu o Congresso e quis impor no grito o seu ponto de vista. Os senadores foram ofendidos e abordados com violência. Fui pessoalmente ameaçada e insultada, tendo de sair sob escolta policial. Sabemos que o Congresso é a Casa do Povo, que a ela tem acesso para se manifestar, desde que pela ordem e com respeito, como manda a lei. Não foi o que ocorreu.
O pior é que não se tratou de um episódio isolado; ao contrário, vem se tornando recorrente, quase banal em nosso país. Assistimos, já há alguns dias, manifestação semelhante de truculência e vandalismo, na Universidade de São Paulo, onde uma minoria tenta se impor no grito, por meio de intimidação. Os jornais informam que um punhado de estudantes -pouco mais de 70, num universo de 89 mil-, todos de classe média alta, vinculados a partidos e a organizações de esquerda, depredaram as instalações da USP, patrimônio do povo sustentado com os impostos. Protestavam contra a presença da polícia, que reprimia o tráfico de drogas no campus. Enquanto a polícia cumpria a lei, fundamento do Estado democrático de Direito, aqueles militantes, travestidos de estudantes, promoviam o caos, impedindo que seus colegas exercessem o elementar direito/dever de estudar. "Vamos fazer a revolução", bradavam, ao mesmo tempo em que invocavam a democracia para legitimar a baderna.
E aí começa a confusão conceitual. Confunde-se liberdade com bagunça, vale-tudo. Democracia é o regime da maioria, com o reconhecimento às minorias, mas não só: é o regime da lei, sem a qual nem as maiorias nem as minorias estão seguras de nada. Sem o estrito cumprimento da lei, a democracia não sobrevive. Torna-se rito de passagem, presa fácil dos aventureiros que dela se servem para aniquilá-la. O truque é antigo, previsto já por Lênin: usar as facilidades que a democracia oferece como meio de chegar ao poder, para então bani-la. É o que assistimos. Há anos, o Brasil vive sob o domínio do gramscismo, estratégia de tomada do poder concebida pelo teórico italiano marxista Antonio Gramsci, que defendeu a manipulação da cultura como meio mais eficaz de promover a revolução. Nessa engenharia maléfica, todos os polos de produção cultural -mídia, universidades, editoras, meio artístico- têm de ser dominados por um pensamento hegemônico. No caso, o socialista. Tudo o que a ele se contrapõe recebe o selo de "direita", que não significa nada, senão a maldição política e moral.
A questão ambiental, há anos, foi encampada por esses grupos, e não porque de fato os interesse. É apenas mais um meio de desestabilizar o país, enfraquecendo uma de suas maiores fontes de receita, o agronegócio, responsável pelos superavit na balança comercial do país e por um terço dos empregos. Nem sequer conhecem o tema que abordam. Basta ver o que dizem a respeito para constatar que nem leram o projeto que será votado no Senado. O Código Florestal não anistia ninguém nem estimula o desmatamento, muito pelo contrário. Impõe a recomposição de áreas degradadas e pune quem novamente as degradar. É inútil argumentar. São somente massa de manobra de interesses bem maiores que eles próprios desconhecem."
KÁTIA ABREU, 49, senadora (PSD-TO) e presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, escreve aos sábados, a cada 14 dias, neste espaço.Publicado na Folha de São Paulo.
Lupi abatido em pleno vôo.
Publicado no Blog de Reinaldo Azevedo um trecho da matéria da Veja, breve nas bancas:
Na manhã do dia 13 de dezembro de 2009, um avião de pequeno porte decolou de Imperatriz com destino a Timon, também no estado do Maranhão. Quando o King-Air branco com detalhes em azul, de prefixo PT-ONJ, já cruzava o céu na altitude e na velocidade determinadas no plano de voo, o então assessor do Ministério do Trabalho Weverton Rocha tomou um susto. Pela janela, ele viu um rastro de fumaça perto do tanque de combustível. Disciplinado, avisou imediatamente seu chefe, o ministro Carlos Lupi: “Olha, parece que está vazando querosene”. Osso duro de roer, como se definiu na semana passada, Lupi reagiu com a confiança e a verborragia que lhe são peculiares. “Nada de mau vai nos acontecer. Tenho 49 orixás que me acompanham”, disse, ecoando um de seus mantras prediletos. Em seguida, o ministro avisou o comandante do problema.
O avião retornou a Imperatriz, foi consertado e retomou a viagem ao destino final. Estavam a bordo também o ex-governador do Maranhão Jackson Lago, já falecido, o então secretário de Políticas Públicas de Emprego do ministério, Ezequiel de Sousa Nascimento, e um convidado especial - o gaúcho Adair Meira. Naquele domingo, Lupi, Rocha, Lago e Nascimento, todos do PDT, participaram de um ato político em Timon. Nos dois dias anteriores, percorreram sete municípios maranhenses em uma intensa agenda oficial, divulgada no site do Ministério do Trabalho, reservada ao lançamento de um programa de qualificação profissional no estado. Nos trajetos entre cidades, usaram o mesmo King-Air e estiveram sempre acompanhados do convidado especial Adair Meira a bordo.
Meira não é do PDT, mas tem relações intestinais com o partido. Ele comanda uma rede de ONGs que têm contratos milionários com o Ministério do Trabalho. Era, portanto, um interessado direto no programa que estava sendo anunciado no Maranhão. Mais do que isso. Foi Meira quem “providenciou” o King-Air que transportou o ministro e os pedetistas do governo pelo Maranhão, numa daqueles clássicas confraternizações entre interesses públicos e privados, cuja despesa acaba sempre pendurada na conta do contribuinte. O ministro Carlos Lupi cumpriu uma agenda oficial, usando um avião privado, pago por um dono de ONG que tem negócios com o ministério. E, pior, um dono de ONG acusado de fraudar o próprio ministério. (…)
Aos deputados, Lupi afirmou desconhecer Adair Meira. “Eu não tenho relação nenhuma, absolutamente nenhuma, com o - como é o nome? - seu Adair”. afirmou, num providencial lapso de memória. Depois, emendou: “Posso ter e devo ter encontrado com ele em algum convênio público. Não sei onde ele mora.” Quanta descortesia. No fim de 2010, um ano após o tour maranhense, a Fundação Pró-Cerrado e a Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renaspi), duas ONGs de Meira, receberam do Ministério do Trabalho, numa solenidade em Brasília, o Selo Parceiros da Aprendizagem, concedido a entidades consideradas de excelência na formação profissional. Na mesma ocasião, a Renaspi foi escolhida pelo ministério como parceira num projeto para qualificar trabalhadores no Maranhão - isso apesar de ter credenciais nem de longe abonadoras. A Procuradoria da República já pediu a devolução de recursos públicos embolsados pelas entidades de Meira. A Controladoria-Geral da União (CGU ), por sua vez, apontou uma série de irregularidades nos contratos executados por ela. Na audiência com os deputados, Lupi garantiu que quase nunca viaja em aviões particulares. E assegurou que jamais se locomoveu à custa de Meira. “Nunca andei em aeronave pessoal nem dele nem de ninguém”, disse o ministro. Lupi esqueceu de combinar a versão com um de seus antigos assessores.
Quantos ministérios vale um Chalita?
Só falta botar o preço para que Chalita seja oficializado como o vice de Haddad na corrida pela prefeitura de São Paulo em 2012. O PMDB contabiliza o valor em ministérios e a conta da maior cidade pode custar muito caro para o Brasil.
No ato que o confirmou como o pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo em 2012, o ministro da Educação, Fernando Haddad, deixou claro ontem que tentará convencer o deputado Gabriel Chalita (PMDB) a desistir da disputa para apoiá-lo. Ele fez fartos elogios ao peemedebista e, sem citá-lo diretamente, admitiu negociar a vaga de vice na chapa para ampliar sua aliança eleitoral. Em entrevista à Folha, o ministro disse que as conversas já começaram (leia texto ao lado). O ex-presidente Lula pretende assumir a negociação e deve receber o deputado nos próximos dias.
Ao lado de dirigentes do PT, Haddad disse que vai estabelecer "diálogo imediato" para atrair os partidos que apoiam o governo federal. "Acho prematuro dizer o que será essa composição de forças, que inclui o candidato a vice. Mas nossa orientação é buscar interlocução com os partidos da base." O PMDB é o maior aliado de Dilma e indicou o vice-presidente Michel Temer na chapa que a elegeu em 2010. Chamando Chalita de "amigo", Haddad exaltou sua trajetória política e disse que os dois formularam "a quatro mãos" o Fundeb, fundo federal de apoio à educação. O ministro mediu as palavras, mas deixou em aberto a hipótese de o aliado desistir. "Se for decisão do PMDB e dele próprio a manutenção da sua candidatura, como parece a tendência, ele vai ter todo o meu respeito", afirmou. Em casa, Lula disse a aliados que o visitaram que gostaria de ver Chalita na vice. "Ele vê isso com bons olhos, vê isso no horizonte. É uma chapa que poderia constituir um campo muito forte", relatou o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS).
Ao formalizar o enterro das prévias no PT, os deputados Jilmar Tatto e Carlos Zarattini anunciaram apoio a Haddad. A senadora Marta Suplicy, primeira a deixar o páreo, ainda não se manifestou. Horas antes do ato petista, Chalita se reuniu com pré-candidatos do PMDB a vereador e "retribuiu" a oferta dos petistas: "Se o PT aceitar ser o vice da nossa chapa, seja bem-vindo". Temer endossou o discurso. "A tendência é termos duas candidaturas: a do Haddad, que é uma belíssima figura, e a do Chalita." O presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), disse que a decisão de lançar candidato próprio está tomada e "não tem mais volta".(Da Folha de São Paulo)
Daqui a pouco, nas bancas, a cabeça do sétimo corrupto.
Do Blog do Augusto Nunes:
Há uma semana, VEJA provou que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, ignora os limites impostos pelo Código Penal, por valores morais e por normas éticas. De lá para cá, pendurado no sexto andor da procissão dos corruptos do primeiro escalão a caminho do despejo, o farsante que controla o PDT cuidou de mostrar que ignora também os limites da sensatez, do decoro e do ridículo. A presidente Dilma Rousseff pode escolher as más companhias que quiser. Mas não tem o direito de manter no cargo um delinquente.Até agora, ela faz de conta que nem notou o que ocorre no quintal da própria casa. “Que crise?”, fingiu espantar-se a chefe de governo desmoralizada pelas bravatas e, depois, pelos derramamentos de uma nulidade inverossímil. Para justificar a omissão da supergerente de araque, que tenta arrastar o cadáver insepulto do falastrão até a “reforma ministerial” de janeiro, o caixa-preta Gilberto Carvalho vem insistindo na lengalenga: “Não existe nada que envolva pessoalmente o Lupi”. Existe, saberão em poucas horas os leitores de VEJA, confrontados com a reportagem que coloca em frangalhos a fantasia mambembe. Carlos Lupi enfiou-se no pântano até o pescoço. Como os colegas de bandalheiras, outro ministro está prestes a constatar que, para quem tem culpa no cartório, é mesmo sábado o mais cruel dos dias.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Acuado e acusado, Agnelo entrega Banco de Brasília para José Dirceu.
Em mais um movimento para retomar o controle do governo do DF, abalado pela maior crise desde que tomou posse, o governador Agnelo Queiroz ampliou o espaço do PT ligado ao ex-ministro José Dirceu na equipe e designou o sindicalista Jacques Pena para a presidência do Banco de Brasília (BRB). Petista de carteirinha, ele vai tomar conta da chave do cofre do governo, cujo Orçamento de cerca de R$ 25 bilhões anuais é centralizado no banco.Leia mais aqui.
Em 5 dias, Lula perdeu apetite e paladar. Mas ainda não perdeu barba e cabelo.
O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) afirmou nesta sexta-feira (11) que o ex-presidente Lula está tendo uma boa recuperação diante do tratamento que realiza contra um câncer de laringe. "Ele está recuperando o apetite, sentindo o gosto da comida e queria até comer uma picanha", disse Carvalho após seminário no Palácio do Planalto. Ontem, Lula recebeu a visita da presidente Dilma Rousseff, que também elogiou a saúde do petista. "Ele está muito bem", afirmou ela após o encontro. Segundo Carvalho, que conversou por telefone ontem com o ex-presidente, a barba e o cabelo de Lula ainda não começaram a cair.(Da Folha Poder)
No ar.
Decolando para escalas e mais escalas até Floripa. Os comentários serão liberados. Como sempre, atualizem o blogueiro pela área de comentários. Obrigado.
Se sem debate os tucanos não param de falar bobagens...
A estratégia é simplesmente imbecil. Vão reunir quatro tucanos para falar mal de um aliado. Esperem só para ver. PSDB virou um partido sem pé e sem cabeça. Principalmente a última.
O diretório municipal do PSDB decidiu realizar quatro debates para dar gás as prévias do partido para a Prefeitura de São Paulo, a exemplo do que faz o PT com as caravanas nos diretórios zonais. Ainda sem marcar a data das prévias, os tucanos definiram que os debates ocorrerão de 24 de novembro a 8 de dezembro, à noite e com transmissão ao vivo pelo portal do partido. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), trabalha para adiar para março a votação. Concorrem nas prévias quatro pré-candidatos: os secretários estaduais José Aníbal (Energia), Andrea Matarazzo (Cultura) e Bruno Covas (Meio Ambiente) e o deputado federal Ricardo Tripoli. Considerado no partido como único tucano capaz de unir o PSDB com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), o ex-governador José Serra tem dito que não vai concorrer.(Folha Poder)
Amor bandido.
A partir de agora, qualquer corrupto que fizer uma declaração de amor pública para a "presidenta" dela poderá ouvir: "que crise? O passado já passou, disse alguém que não lembro..." Aquele coração grande esquecerá na hora os malfeitos.Os corruptos amorosos não serão punidos, nem os seus asseclas e capangas que meteram o pé, a mão e a picareta nos cofres públicos serão incomodados. Basta amar a "presidenta" sobre todas as coisas. Amor bandido é o que importa. Nem, grita aí: "chefa, eu te amo!" Quem sabe você não ganha um helicóptero para sair de Bangu e mais uma ONG de fachada para traficar drogas sem ser incomodado e sem prestar contas para a Justiça? Amando a "presidenta", Nem, quem sabe você não poderá pegar uma verbinha do FAT e montar uma "capacitação" para as suas "mulas" e os seus "aviãozinhos"? Corruptos e bandidos do Brasil: amou, tá liberado!
Para Lula não ficar "iradíssimo", governo vai criar um IDH caboclo.
O Ministério das Relações Exteriores enviará ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em Nova York, uma reclamação sobre a metodologia e os dados referentes ao Brasil usados para calcular o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O governo brasileiro não se contentou ao subir de 85ª para 84ª posição no ranking, divulgado há uma semana, que mede o bem-estar da população de 187 nações. A contrariedade é tão grande que o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) vai fazer um relatório mundial paralelo no ano que vem. "Temos todas as condições técnicas de desenvolver esse estudo", diz Marcio Pochmann, presidente da instituição e preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para candidato à prefeitura de Campinas.
A primeira bronca sobre o IDH, aliás, veio exatamente do padrinho político. Lula ligou para Gilberto Carvalho iradíssimo, nas palavras do próprio secretário-geral da Presidência da República, com a performance do Brasil no estudo. No mesmo dia, em uma coletiva de imprensa convocada às pressas, a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, desqualificou o estudo. Hoje, Pochmann fez o mesmo, mas com a habilidade de um economista. "Queremos apenas tornar público nosso incômodo com a falta de clareza dos dados usados e da metodologia. Se não, se faz um uso político inadequado, mas nosso ponto de vista é técnico", disse. Ele negou qualquer determinação da presidente Dilma Rousseff ou de Lula na decisão de fazer um ranking paralelo de IDH.
Procurado, o Pnud afirmou que avaliará o documento do governo brasileiro e se manifestará em momento oportuno. Na mesma ocasião em que se queixou do órgão das Nações Unidas, destacando que as reclamações vêm desde o relatório divulgado no ano passado, Pochmann lançou uma pesquisa apontando redução de desigualdade no país com base no rendimento domiciliar per capita médio. O estudo utiliza o índice de Gini, que varia de 0 a 1, sendo maior a desigualdade no rendimento quanto mais próximo de 1 for o indicador. A desigualdade caiu no país 22,8% nos últimos 30 anos, conforme a pesquisa. Em 2010, o índice de Gini para o Brasil foi de 0,24, enquanto em 1980 era de 0,31. (Do Correio Braziliense)
Dilma cancela participação no programa do PMDB. Corre lá e convida, PSDB.
Quem sabe FHC, Alckmin e Anastasia não convidam a "presidenta" para participar do programa do partido? Era só o que faltava.
A presidente Dilma Rousseff cancelou a gravação de sua participação no programa do PMDB que vai ao ar no dia 24. Ela gravaria sua mensagem aos peemedebistas amanhã, mas desistiu de fazê-lo por orientação das assessorias jurídicas do PMDB e do Palácio do Planalto. O presidente nacional do partido, senador Valdir Raupp (RO), informou ao Planalto que o PMDB correria o risco de ser punido por incluir uma personalidade de uma outra legenda em seu programa partidário. Pela lei, o PMDB tem direito a 10 minutos por semestre para exibir programa em cadeia de rádio e televisão. A penalidade que o partido quer evitar abrindo mão da participação da presidente é a perda dos 10 minutos a que terá direito no primeiro semestre de 2012, ano de eleições municipais. (Do Estadão)
Tem que cuidar é do que fala.
O PT ironizou hoje a sugestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para que o PSDB adote como bandeira o lema 'Yes, we care' ('Sim, nós nos preocupamos'), numa adaptação de 'Yes, we can' ('Sim, nós podemos'), usado na campanha de Barack Obama à Presidência dos EUA, em 2008. 'Enquanto a oposição conservadora macaqueia em seminários um slogan americano, imaginando assim aproximar-se do povo, o governo vem mantendo a iniciativa das ações dando prioridade à garantia de continuidade das conquistas econômicas e sociais do povo brasileiro', diz a resolução da Executiva petista. O texto afirma, ainda, que foi 'igualmente frustrada' a tentativa dos adversários de 'gerar crises' no âmbito dos ministérios e na base de sustentação do governo no Congresso. (Do Estadão)
FHC desapontado com Aécio.
Do Blog do Josias:
Em seus diálogos privados, Fernando Henrique Cardoso tem dedicado a Aécio Neves críticas ácidas.Na opinião de FHC, o comportamento de Aécio é incompatível com o desejo dele de ser candidato à Presidência da República. Presidente de honra do PSDB, FHC se queixa da “ausência” de Aécio na discussão sobre os temas mais relevantes. “Ele não dialoga com a nação”, resume. Ao esmiuçar o raciocínio, FHC declara: não se trata de antecipar a campanha, mas de escolher um rol de assuntos e se apresentar para o debate. FHC considera ultrapassada a estratégia de esperar que o calendário se aproxime do ano eleitoral para iniciar a exposição. É tática “velha”, eis a palavra que usou. Insinua que, desde que se elegeu senador, no ano passado, Aécio enfurnou-se no Senado. O ideal, segundo diz, é que o presidenciável corresse o país. Acha que Aécio deveria aproveitar a atmosfera de pré-campanha municipal para visitar os municípios com maior quantidade de eleitores.
Sintomaticamente, Aécio prepara um ciclo de viagens para o início de dezembro. Deve passar por Pernambuco no dia 8, pela Bahia no dia 9 e pelo Espírito Santo no dia 10. De resto, Aécio articula com o aliado Sérgio Guerra, presidente do PSDB, uma agenda de viagens aos municípios onde o partido dispõe de candidatos bem postos. Na opinião de FHC, deve-se sobretudo ao vazio proporcionado pela inação de Aécio a sobrevida da candidatura presidencial de José Serra. FHC enxerga em Serra, por exemplo, credenciais para fazer incursões no debate sobre a degradação moral da política. Costuma dizer que sempre houve corrupção na política. Mas acha que, agora, subverteu-se a ordem das coisas: há política na corrupção. Dito de outro modo: hoje, a corrupção, por abundante, prevalece sobre a política, ofuscando-a. “O Serra é duro o bastante para romper com isso”, acredita. O que se esconde sob os comentários de FHC é, em essencia, uma ponta de decepção com Aécio. Nas pegadas da derrota de Serra para Dilma Rousseff, na eleição presidencial do ano passado, FHC dissera que a fila do PSDB andara. Seria a vez de Aécio. Daí o desapontamento. Na avaliação de FHC, Aécio como que desperdiça sua hora.
Oposição: tudo por dinheiro.
Raras vezes se viu uma demonstração tão clara do poder da caneta presidencial. Hoje, quatro dos principais governadores de oposição estiveram no Palácio do Planalto para agradecer a autorização dada pelo governo federal para que eles possam contratar novos empréstimos. Numa atitude incomum de exposição, a imprensa foi convidada a assistir ao encontro. 'Grande presidente que trabalha muito pelos paulistas, por todos os Estados e pelo Brasil', louvou o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que poderá se endividar em mais R$ 7 bilhões. Não satisfeito, ele ainda apoiou a prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU) pelo prazo de quatro anos.
'Alagoas está com saudades da senhora', derramou-se o governador do Estado, Teotônio Vilela (PSDB), brindado com um limite extra de R$ 666 milhões. Ele agradeceu pela 'relação parceira, republicana e extremamente respeitosa para com o nosso povo tão sofrido.' O tucano Beto Richa, governador do Paraná, agradeceu pela parceria. 'Tenho visto que isto se reproduz em todos os Estados, a boa relação com o governo federal. Relação republicana, relação harmoniosa e eu agradeço todos os ministros e em particular à presidenta da República pela cordialidade com que tem nos tratado.' Ele poderá investir mais R$ 1,192 bilhão.
'Não chegaríamos a este momento, se não houvesse a boa vontade, trabalho coletivo e parceiro', disse o mineiro Antonio Anastasia (PSDB), que foi autorizado hoje a contratar R$ 3 bilhões. Ele fez um agradecimento específico ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, e à equipe da Secretaria do Tesouro Nacional. No mesmo diapasão, Dilma ressaltou o trabalho conjunto entre União e Estados em favor dos investimentos e do crescimento econômico. Ela comentou que a capacidade dos Estados em manter as contas em dia 'demonstra que o País consegue investir e manter os princípios da estabilidade'. Para ela, isso é sinal de 'grande maturidade institucional'.
Mantega comentou que os Estados ajudarão a fazer o Produto Interno Bruto (PIB) crescer, com isso arrecadarão mais e assim será estabelecido um ciclo virtuoso. No total, sete Estados foram autorizados ontem a contratar novos empréstimos no total de R$ 21,3 bilhões. Há duas semanas, outros dez Estados obtiveram o mesmo tratamento, de forma que o total autorizado até agora é de R$ 37 bilhões.
Enquanto os oposicionistas elogiaram e agradeceram, um dos principais aliados de Dilma, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, foi a única ausência da festa, mas mesmo assim teve seu limite ampliado em R$ 6 bilhões. Retido no Estado devido a manifestações contra a nova divisão de royalties do petróleo, que está em discussão no Congresso, ele não compareceu, o que foi lamentado por Dilma. Cabral quer que a presidente vete o texto, se for aprovado como está. Ela resiste. A governadora do Maranhão, Roseana Sarney, foi autorizada a contratar mais R$ 2 bilhões. Ela saiu antes do final da reunião. Outro aliado, o petista Tarso Genro, do Rio Grande do Sul, disse que a reunião, numa sala pequena e apinhada de jornalistas, era modesta para a importância do ato. Ele poderá contratar mais R$ 1,467 bilhão em dívidas. 'É modesta, mas R$ 37 bilhões são R$ 37 bilhões', rebateu Dilma. ( Do Estadão)
'Alagoas está com saudades da senhora', derramou-se o governador do Estado, Teotônio Vilela (PSDB), brindado com um limite extra de R$ 666 milhões. Ele agradeceu pela 'relação parceira, republicana e extremamente respeitosa para com o nosso povo tão sofrido.' O tucano Beto Richa, governador do Paraná, agradeceu pela parceria. 'Tenho visto que isto se reproduz em todos os Estados, a boa relação com o governo federal. Relação republicana, relação harmoniosa e eu agradeço todos os ministros e em particular à presidenta da República pela cordialidade com que tem nos tratado.' Ele poderá investir mais R$ 1,192 bilhão.
'Não chegaríamos a este momento, se não houvesse a boa vontade, trabalho coletivo e parceiro', disse o mineiro Antonio Anastasia (PSDB), que foi autorizado hoje a contratar R$ 3 bilhões. Ele fez um agradecimento específico ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, e à equipe da Secretaria do Tesouro Nacional. No mesmo diapasão, Dilma ressaltou o trabalho conjunto entre União e Estados em favor dos investimentos e do crescimento econômico. Ela comentou que a capacidade dos Estados em manter as contas em dia 'demonstra que o País consegue investir e manter os princípios da estabilidade'. Para ela, isso é sinal de 'grande maturidade institucional'.
Mantega comentou que os Estados ajudarão a fazer o Produto Interno Bruto (PIB) crescer, com isso arrecadarão mais e assim será estabelecido um ciclo virtuoso. No total, sete Estados foram autorizados ontem a contratar novos empréstimos no total de R$ 21,3 bilhões. Há duas semanas, outros dez Estados obtiveram o mesmo tratamento, de forma que o total autorizado até agora é de R$ 37 bilhões.
Enquanto os oposicionistas elogiaram e agradeceram, um dos principais aliados de Dilma, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, foi a única ausência da festa, mas mesmo assim teve seu limite ampliado em R$ 6 bilhões. Retido no Estado devido a manifestações contra a nova divisão de royalties do petróleo, que está em discussão no Congresso, ele não compareceu, o que foi lamentado por Dilma. Cabral quer que a presidente vete o texto, se for aprovado como está. Ela resiste. A governadora do Maranhão, Roseana Sarney, foi autorizada a contratar mais R$ 2 bilhões. Ela saiu antes do final da reunião. Outro aliado, o petista Tarso Genro, do Rio Grande do Sul, disse que a reunião, numa sala pequena e apinhada de jornalistas, era modesta para a importância do ato. Ele poderá contratar mais R$ 1,467 bilhão em dívidas. 'É modesta, mas R$ 37 bilhões são R$ 37 bilhões', rebateu Dilma. ( Do Estadão)
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Frase do dia.
"É uma grande presidenta que trabalha muito pelos paulistas, por todos os Estados e pelo Brasil."
Geraldo Alckmin, governador tucano de São Paulo, em cerimônia no Palácio do Planalto, oferecendo 10 preciosos segundos para a campanha eleitoral de 2014. Do PT, é claro. Dilma não retribuiu. É claro.
DRU x Código Florestal.
Liguem uma coisa com a outra...
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou na tarde desta quinta-feira (10) que pedirá para a presidente da República, Dilma Rousseff, prorrogar novamente o decreto que adia o início da cobrança de multas a produtores que tenham desmatado áreas de preservação até 2008. A última prorrogação foi feita pela presidente em junho, e vence no dia 11 de dezembro. A prorrogação, segundo Jucá, deverá ocorrer uma vez que não haverá tempo, até o final de dezembro, para que o projeto do novo Código Florestal seja votado nos plenários do Senado e da Câmara. No plenário do Senado, a proposta deve ser votada na segunda semana de dezembro.(G1)
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou na tarde desta quinta-feira (10) que pedirá para a presidente da República, Dilma Rousseff, prorrogar novamente o decreto que adia o início da cobrança de multas a produtores que tenham desmatado áreas de preservação até 2008. A última prorrogação foi feita pela presidente em junho, e vence no dia 11 de dezembro. A prorrogação, segundo Jucá, deverá ocorrer uma vez que não haverá tempo, até o final de dezembro, para que o projeto do novo Código Florestal seja votado nos plenários do Senado e da Câmara. No plenário do Senado, a proposta deve ser votada na segunda semana de dezembro.(G1)
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), classificou de "problema" a votação da emenda que prorroga a DRU (Desvinculação de Receitas da União) até 2015 e disse nesta quinta-feira (10) que vai tentar um acordo com a oposição para quebrar os prazos regimentais na tentativa de acelerar a tramitação da emenda pelos senadores. Se não conseguir um entendimento com os oposicionistas, Jucá disse que uma saída será a autoconvocação do Senado para analisar a matéria. O Congresso entra em recesso no dia 22 de dezembro. A DRU, mecanismo permite ao Executivo reservar 20% das receitas orçamentárias para gastar como quiser sem os vínculos das despesas obrigatórias, vence no dia 31 de dezembro.(Folha Poder)
O governo pode estar pressionando ou querendo negociar. Se eu sou a grande maioria suprapartidária que apóia o novo Código Florestal só votaria a DRU depois da sanção presidencial... Um dia depois, digamos.
Menos, Rio, menos.
Dilma Rousseff fez 55,7 milhões de votos no Brasil. No Rio de Janeiro, alcançou 4,9 milhões. Os quase 70% da sua votação naquele estado, desta forma, representam apenas 8,8% do país. O estado do Rio pode ter mil motivos para querer manter os royalties de petróleo do jeito que estão. Deve brigar por eles. Mas é burrice alegar a votação que deu à presidente como uma razão para que ela apóie o estado contra o resto da federação. Resumindo:se o Rio não tivesse dado um único voto para Dilma, mesmo assim ela teria sido eleita. Portanto...
Seguindo as prescrições do marketing, Lula prepara aparecimento sem barba.
Seguindo à risca as receitas de marketing, Lula cumpre um ritual para aparecer, finalmente, sem barba, tendo em vista o tratamento quimioterápico. Ontem apareceu com a máscara cirúrgica abaixada. Hoje, deixou-se fotografar com a máscara no rosto. Aos poucos, vai acostumando o seu eleitorado a vê-lo sem barba. Talvez até já esteja sem ela. A foto é da Folha de São Paulo.
Ninguém quer sensibilizar uma minoria de imbecis drogados. É com você, que não expulsa esta corja, que estamos falando.
Abaixo, matéria publicada pelo Globo, com os pais do aluno assassinado na USP, por falta de policiamento:
"Vi ontem uma mãe na delegacia chorando porque o filho estava preso, mas ele foi preso porque escolheu. Esses alunos, esses pais, parecem não ter noção do que é chorar por ter perdido um filho. Talvez, se tivesse policiamento, o meu Felipe não teria sido morto com um tiro na cabeça". O desabafo, resignado, é de Zélia Paiva, mãe de Felipe de Ramos Paiva, aluno da Faculdade de Economia e Administração (FEA) morto em 18 de maio deste ano no estacionamento da universidade. Foi em razão desse crime - os dois assaltantes estão presos - que a USP decidiu colocar a PM no campus, revoltando grupos de alunos, que protestaram, invadiram a reitoria, foram presos, soltos no mesmo dia e agora estão em greve.Leia a matéria completa aqui.
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As eleições para o DCE da USP ocorrem nos dias 22, 23 e 24 de novembro. Se você tem alguma ligação com a melhor universidade brasileira, faça campanha para que alunos que continuam sendo dominados por esta minora de bandidos votem na chapa Reação USP 2012. Chega de maconheiros trintões e de politicagem calhorda no campus! Para começar, a Reação USP 2012 deve pedir a presença de observadores externos para acompanhar as eleições, como ocorre nestes paisecos comunalhas por aí.
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Atenção USP2012. Onde está o site de vocês? Não têm? Aí não dá. Criem um blog já!
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Atenção USP2012. Onde está o site de vocês? Não têm? Aí não dá. Criem um blog já!
"Eu te amo", diz Lupi para Dilma.
Este é o país da piada pronta. Atolado na corrupção, com um orçamento de quase R$ 60 bilhões no FAT e outros quase R$ 50 bilhões no FGTS para gastar em 2011, o ministro do Trabalho do Brasil, Carlos Lupi, é uma excrescência. Não tem nível. Não tem decoro. Depois de dizer que só cai a bala e de grosso calibre porque é pesadão, ele acaba de lascar na Câmara: "Presidente Dilma, desculpe se fui agressivo, não foi minha intenção: eu te amo". Pode?
Código Florestal: acabou a ditadura da minoria.
Em 5 de abril passado, a senadora Kátia Abreu (PSD-Tocantins) e presidente da Confederação Brasileira da Agricultura e Pecuária (CNA) liderou uma marcha de 24.000 agricultores, que vieram à Brasília apoiar as mudanças do Código Florestal. Não houve um só incidente. Houve um abraço ao Congresso, debaixo de chuva. Houve missa. Houve esclarecimento da opinião pública e dos parlamentares. Houve uma manifestação democrática, enquanto, nos bastidores, Marina Silva e as ONGS a serviço do agronegócio internacional pressionavam Antônio Palocci, então ministro, dentro do Palácio do Planalto. Aliás, o ministro que ficou rico da noite para o dia não recebeu os "ricos ruralistas", mas apenas Marina Silva e seus "capangas" dos ruralistas europeus ( o oposto de "capangas" dos ruralistas, como eles costumam chamar quem planta e cria riqueza no e para o Brasil).
Hoje, alguns meses depois, em esforço conjunto de produtores, parlamentares e governo federal, de forma ampla e suprapartidária, está muito próximo um acordo sobre o Código Florestal. Todos flexibilizaram. Os consensos vêm sendo construídos passo a passo, para que seja recuperada a segurança juridica no campo, com proteção ao meio ambiente e garantia de produção para um setor que responde por mais de U$ 20 bilhões de superavit na balança comercial, anualmente, além de quebrar recordes e mais recordes de produtividade. Que transformou o Brasil em país auto-suficiente em alimentos (as importações que ocorrem são frutos de acordos comerciais com vizinhos). Nada foi decidido por debaixo do pano. Os embates sobre o Código Florestal ocorreram onde devem ocorrer: no plenário da Câmara e dentro das Comissões do Senado, devendo continuar no plenário do Senado, no plenário da Câmara, chegando para sanção presidencial pronto e acabado, fruto maduro da democracia.
Assim como o MST buscava um morto, em cada confronto com a Justiça, para criar mártires como Chico Mendes, cujo sangue foi sorvido, lambusado, usado e abusado para moldar a liderança de Marina Silva, o desespero começa a tomar conta daqueles que recebem dinheiro da Europa e dos Estados Unidos para atacarem a agropecuária do Brasil. Daqueles países que destruíram todas as suas florestas e que desejam "florestas aqui, fazendas lá". Os protestos de "meia dúzia de estudantes", orquestrados por ONGS como o Greenpeace e WWF, travestis dos interesses do agronegócio internacional, buscam criar factóides, tais como o "choque" no estudante com uma pistola Taser e as ofensas de ontem contra senadores da República. Não vão conseguir. Perderam. A "meia dúzia de estudantes", com o seu "eu, eu, eu, não venceu eu" é a síntese da estupidez e imbecilidade de meia dúzia de safados, mentirosos, entreguistas, que se associaram para tentar barrar a aprovação do novo Código Florestal. Acabou a ditadura da minoria, criada por Marina Silva a partir de leis, resoluções, pareceres do seu triste tempo de ministra do Meio Ambiente e outros instrumentos de extorsão e exploração de mãos calejadas, rostos tisnados e testas suadas. Que esta senhora respeite a democracia e deixe o Brasil que produz em paz. Que vá criar o seu partido político e buscar o seu espaço pelo voto. No grito, no canetaço e por intermédido de uma campanha sórdida de mentiras apoiada por certas áreas da imprensa, nunca mais.
Da imprensa, sobre o ocorrido ontem:
O grupo de uma dúzia de estudantes que protestou ontem contra a reforma na lei florestal voltou a se manifestar, mesmo com o reforço da segurança do Senado, que não permitiu que o protesto chegasse à porta da plenária. (Folha Poder)
Na manhã de ontem, cerca de meia dúzia de universitários se reuniram perto do corredor onde os destaques ao texto estavam sendo analisados e gritaram palavras de ordem como "não nos representa" e "Senado, vergonha nacional". O principal alvo dos protestos era a senadora Kátia Abreu (PSD-TO), presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Pressionada, ela teve de deixar o Senado sob escolta. (Correio Braziliense)
A senadora Kátia Abreu precisou de escolta para sair da sala de discussão do Código Florestal. Mesmo com reforço da segurança do Senado, que no dia anterior agredira um manifestante, estudantes voltaram a protestar. (Folha de São Paulo)
Presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a senadora Kátia Abreu (PSD-TO), foi obrigada a deixar a comissão onde votava o projeto do Código Florestal protegida pela polícia do Senado, para não ser agredida por cerca de 15 estudantes da Universidade de Brasília (UnB).(Estadão)
Estudantes contrários às modificações na legislação ambiental gritavam para ela palavras de ordem como: “Não, não, não nos representa”, e “Eu, eu, Kátia Abreu não compra eu!”.(G1)
Chefes de quadrilha(3).
Delúbio Soares faz périplo em busca de apoio institucional ao projeto de seu site de compra e venda de imóveis sediado em Goiânia. O ex-tesoureiro do PT esteve na segunda-feira na direção do Creci-SP. No dia seguinte, participou da posse do novo dirigente da seção goiana do órgão, que congrega os corretores de imóveis. (Do Painel da Folha)
Chefes de quadrilha(2).
De Brasília, José Dirceu tem orientado os pedetistas que se mobilizam na defesa da permanência de Carlos Lupi no Ministério do Trabalho a resistir "contra a mídia". De lá também saíram petardos contra petistas com assento no Planalto. E elogios ao vice, Michel Temer. (Do Painel da Folha)
Chefes de quadrilha(1).
Com direito a fogos de artifício e a companhia de José Dirceu, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, lotou ontem uma churrascaria para celebrar 53 anos. Agnelo foi aclamado por mais de 600 aliados horas depois de a oposição entrar com cinco pedidos de impeachment contra ele e a Polícia Federal pedir autorização à Justiça para investigar se o governador recebeu propina. "Essa festa é a demostração de apoio político e da sociedade, que não quer mais o grupo político que afundou Brasília", disse Agnelo. (Do Blog do Aleluia)
Ritual de institucionalização da corrupção: ministro acusado vai à Câmara para ser blindado pelos seus.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, participa de audiência na Câmara nesta quinta-feira para prestar esclarecimentos sobre suspeitas em sua pasta. Lupi vai participar de reunião da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, às 9h30. Sua presença foi confirmada após governo e oposição fecharem um acordo para retirar da pauta requerimentos de convite e convocação do ministro. Ele se colocou à disposição para falar aos parlamentares. Ontem, o ministro tentou minimizar o estrago de suas declarações de que só deixaria o cargo "abatido a bala". Ele negou que a declaração tivesse tom de desafio à presidente Dilma Rousseff.
O ministro é alvo de suspeitas após reportagem da revista "Veja" afirmar que três servidores e ex-servidores do Ministério do Trabalho estavam envolvidos num esquema de cobrança de propinas que revertia recursos para o caixa do PDT, partido de Lupi. Um dos assessores citados na reportagem, Anderson dos Santos, foi afastado do cargo no último sábado.nOntem, o ministro voltou a classificar a denúncia como "vazia e irresponsável" e pediu que sejam apresentadas provas relacionadas a supostos pagamentos de propina que envolvam o seu nome. "É um instrumento dos covardes, que se escondem atrás do anonimato. Gostaria de desafiá-los a apresentar." (Da Folha Poder)
Pizza no STF permite que ficha suja continue candidato em 2012.
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu nesta quarta-feira, 9, um voto que, na prática, libera futuras candidaturas de políticos que renunciaram para fugir de processos de cassação por quebra de decoro, como o ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz, o deputado Valdemar Costa Neto e os ex-parlamentares Jader Barbalho e Paulo Rocha. Na mesma sessão, o STF manteve o impasse em relação à validade da Lei da Ficha Limpa para as eleições de 2012 ao adiar novamente o veredicto sobre o tema. Fux, relator da ação que pediu a declaração de constitucionalidade da lei, afirmou que os políticos só podem ser atingidos pela Lei da Ficha Limpa se renunciarem aos mandatos para fugir de processo de cassação já abertos. Quando a renúncia ocorre antes da instauração formal, de acordo com o ministro, o político não pode ser considerado inelegível. É o caso de Roriz, Costa Neto e Paulo Rocha.
Apesar desse ponto de seu voto, Fux defendeu a constitucionalidade do ponto central da Ficha Limpa: a inelegibilidade de políticos condenados em segunda instância ou por órgãos colegiados por crimes contra o patrimônio público, por exemplo. Mas reduz o prazo previsto na legislação. De acordo com a lei, o político fica inelegível desde a condenação até oito anos depois do fim do cumprimento da pena. Na prática, esse prazo poderia se estender por décadas. Isso porque, até que o Judiciário julgue todos os recursos contra essa condenação em segunda instância, anos podem se passar. Fux afirmou em seu voto que o prazo de oito anos deve começar a contar do dia em que o político foi condenado em segunda instância.
Para evitar o empate, que os ministros sabiam que ocorreria, foi combinado que alguém pediria vista. A missão coube a Joaquim Barbosa. Isso livrará a nova ministra, Rosa Maria Weber Candiota da Rosa, indicada nesta semana pela presidente Dilma Rousseff, de ser a última a votar e, no fim das contas, acabar responsabilizada por eventualmente derrubar os pontos centrais da Ficha Limpa. Até horas antes da sessão de ontem, ministros ainda discutiam a possibilidade de adiar o julgamento para esperar a posse da nova ministra. No entanto, Fux insistia em dar seu voto. Após o pedido de vista, as ações só voltarão a ser julgadas depois da posse da nova ministra, que ainda será sabatinada pela Comissão de Constituição e Justiça e passará pela aprovação no plenário do Senado.
'A presunção de inocência deve ser relativizada para fins eleitorais', afirmou Fux, ao votar a favor de ações que pedem a declaração da constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa. O princípio da presunção de inocência estabelece que ninguém será considerado culpado até uma decisão judicial definitiva e sem chances de recurso. Fux disse que é notório o desejo do eleitor pela moralização do exercício dos mandatos eletivos no País. A lei é resultado de uma iniciativa popular que obteve o apoio de mais de 1 milhão de eleitores. De acordo com o ministro, 'o salutar amadurecimento' recomenda que o STF reveja sua jurisprudência sobre o princípio da presunção de inocência no âmbito eleitoral. Para ele, políticos podem ser considerados inelegíveis por fatos ocorridos antes da lei. Pelo voto do relator, a partir de 2012 a norma pode impedir a candidatura de políticos, o que não foi possível em 2010 porque a lei não foi aprovada com um ano de antecedência. Em março, o STF concluiu que a regra não valeu no ano passado, o que liberou a candidatura de barrados por condenações e renúncias. (Do Estadão)
Lula compra banco quebrado. PT recebe doação por debaixo do pano.
O banco PanAmericano doou R$ 300 mil para o diretório nacional do PT em maio do ano passado, poucos meses antes do início da campanha que levou a presidente Dilma Rousseff ao Planalto. A contribuição foi contabilizada regularmente pelo partido, mas foi feita de maneira dissimulada pelo banco, que usou empresa com a qual tinha relações comerciais para fazer o repasse e disfarçar a origem do dinheiro. A doação foi feita poucas semanas depois do início das investigações do Banco Central que apontaram fraudes nas operações do PanAmericano e mais tarde revelaram um rombo de R$ 4,3 bilhões na sua contabilidade. A informação sobre a contribuição disfarçada consta de relatório de auditoria do próprio banco.
Na mesma época em que a doação foi feita, a instituição discutia com a cúpula do PT a contratação de uma de suas empresas para viabilizar o uso de cartões de crédito para captar doações eleitorais na internet.As prestações de contas da campanha de Dilma não registram nenhuma contribuição feita diretamente pelo PanAmericano ou por empresas do grupo financeiro. Na campanha da reeleição de Lula, em 2006, o PanAmericano doou R$ 500 mil para o PT usando empresas controladas por seus executivos para disfarçar a origem do repasse, como a Folha informou domingo. A doação do ano passado foi feita por uma empresa chamada Light Promotora de Vendas e Serviços, que era dona de seis lojas franqueadas pelo PanAmericano para promover seus produtos.
De acordo com o relatório preparado por auditores internos do PanAmericano, a empresa recebeu recursos do banco por ter prestado serviços à administradora de cartões do PanAmericano e depois justificou o recebimento do dinheiro apresentando o recibo da doação ao PT. O depósito foi feito em dinheiro no dia 28 de maio do ano passado e a Light recebeu os recursos do PanAmericano dois meses depois, conforme o relatório obtido pela Folha. Os auditores examinaram os livros do PanAmericano no início deste ano, depois que o BTG Pactual comprou as ações do empresário Silvio Santos e assumiu o controle do banco. O relatório foi encaminhado ao Banco Central e à Polícia Federal, que abriu inquérito para investigar o uso de recursos do banco para contribuições políticas. No mesmo dia em que o PanAmericano fez a doação ao PT em 2010, o então presidente do banco, Rafael Palladino, tinha uma reunião marcada com o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto.( Da Folha de São Paulo)
O Rio marcha pelos royalties do petróleo. Feriado meia boca, shows, ônibus de graça e reza para que não tenha sol.
Há um ano, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), parecia destinado a navegar em eterna calmaria. Ostentava prestígio com o governo Lula e se reelegeu no primeiro turno, com apoio de 16 partidos e dois terços dos votos. Agora, enfrenta a ameaça da redivisão dos royalties do petróleo, que pode ressuscitar a oposição fluminense e comprometer seu futuro político. Ele promete reunir hoje 100 mil pessoas em passeata para tentar emparedar a presidente Dilma Rousseff. Cabral diz que o texto aprovado no Senado, com apoio declarado da ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), tira R$ 1,5 bilhão do Estado e R$ 1,8 bilhão dos municípios do Rio já em 2012.
Sem o trânsito que exibia no Planalto, ele terá que dividir o palanque hoje com três políticos que cobiçam sua cadeira em 2014: os senadores Lindbergh Farias (PT) e Marcelo Crivella (PRB) e o deputado Anthony Garotinho (PR). O governo decretou ponto facultativo e anunciou passagens grátis em trens e metrô para tentar encher o ato, mas avisou ontem que nenhum político poderá discursar. O veto irritou os adversários, que em público prometem apoio na luta pelo dinheiro, mas estão preparados para apontar o peemedebista como o único culpado se a derrota do Estado se confirmar. "Cabral pode entrar para a história como o governador que entregou as riquezas do Rio", afirma Garotinho. "Com uma derrota, seu governo ficará inviabilizado. O Rio vai quebrar. Embaralha tudo em 2014", diz Crivella. Lindbergh faz juras de apoio, mas traça um cenário sombrio no caso de Rio e Espírito Santo não conseguirem reverter a perda quando o tema for votado na Câmara. "O estrago será enorme. Vai fechar prefeitura, posto de saúde, tudo o que você possa imaginar", diz o senador petista, que em 2010 foi obrigado por Lula a abortar sua candidatura a governador para ajudar Cabral.
Em seu último mês no poder, o ex-presidente evocou a amizade com o peemedebista para vetar outro projeto de redistribuição dos royalties aprovado no Congresso. Os Estados não produtores se rearticularam e conseguiram a simpatia de Dilma. A mudança esfriou a relação entre o Guanabara e o Planalto, que já não era a mesma. Cabral apostou no confronto. Chegou a dizer, ao jornal "O Globo", que Dilma sofrerá uma "tragédia eleitoral" se não impedir o prejuízo do Rio. A presidente não gostou do tom de ameaça. Na última ida a Brasília, o governador não conseguiu um encontro separado para tratar do assunto. Uma semana antes, ele foi recebido e disse que Dilma "levou um susto" ao ouvir quanto o Rio perderia.
Colaboradores de Cabral já admitem que a hipótese mais provável é perder na Câmara. Neste caso, restará torcer por um novo veto presidencial ou recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal). Criticado pelo modo como conduziu o debate, o governador corre o risco de se isolar e ver naufragar o sonho da Vice-Presidência ou mesmo uma volta ao Senado em 2014. A perda dos royalties comprometeria sua imagem, já desgastada nos últimos meses com a greve dos bombeiros e a revelação de relações próximas com empresários a quem deu isenções fiscais. Cotado para sua sucessão, o vice-governador Luiz Fernando Pezão diz que os rivais não devem se animar. "Eles representam o Rio na Câmara e no Senado. Se perdermos, a derrota não será só do governador. Estamos todos no mesmo barco." Aliados afirmam que Cabral ainda não trabalha com a hipótese de anunciar rompimento com Dilma. Sua assessoria disse que ele não daria entrevista, pedida pela Folha desde o último dia 24. (Da Folha)
Colaboradores de Cabral já admitem que a hipótese mais provável é perder na Câmara. Neste caso, restará torcer por um novo veto presidencial ou recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal). Criticado pelo modo como conduziu o debate, o governador corre o risco de se isolar e ver naufragar o sonho da Vice-Presidência ou mesmo uma volta ao Senado em 2014. A perda dos royalties comprometeria sua imagem, já desgastada nos últimos meses com a greve dos bombeiros e a revelação de relações próximas com empresários a quem deu isenções fiscais. Cotado para sua sucessão, o vice-governador Luiz Fernando Pezão diz que os rivais não devem se animar. "Eles representam o Rio na Câmara e no Senado. Se perdermos, a derrota não será só do governador. Estamos todos no mesmo barco." Aliados afirmam que Cabral ainda não trabalha com a hipótese de anunciar rompimento com Dilma. Sua assessoria disse que ele não daria entrevista, pedida pela Folha desde o último dia 24. (Da Folha)
PSDB, DEM e PPS não querem dar para Dilma a mesma DRU que deram para Lula.
Dilma está em dificuldades para aprovar a prorrogação da DRU até 2015. Vai acabar conseguindo, mas a postergação só está fazendo com que exista um verdadeiro balcão de negócios na Câmara, com uma compra aberta de votos, por meio da aprovação de emendas parlamentares. Não esquecer que, com o apoio do PSDB e do DEM, Lula recebeu a rorrogação da atual aprovação em 20 de dezembro de 2007. Para Dilma, PSDB e DEM não querem dar a mesma condição de manejar mais de R$ 60 bilhões fora do Orçamento. A DRU foi criada em 1994, por FHC, para que governo tirasse dinheiro da verba das áreas sociais (educação e saúde), podendo aplicá-las em outros fins, especialmente para o pagamento de juros da dívida pública. FHC ainda não se manifestou sobre isso.
O governo não conseguiu finalizar na Câmara a votação da prorrogação da Desvinculação das Receitas da União (DRU) até dezembro de 2015. Apesar de seu empenho da presidente Dilma Rousseff e da farta liberação de recursos de emendas parlamentares, os deputados concluíram apenas o 1º turno da emenda constitucional. Com o atraso na conclusão da votação na Câmara, a aprovação da DRU para valer no Orçamento do próximo ano ficará praticamente nas mãos do Senado que terá de correr para votar antes do recesso parlamentar, que começa em 23 de dezembro. Os deputados só votarão o segundo turno no dia 22 de novembro; só então a proposta pode seguir para o Senado. Os senadores terão até o dia 22 de dezembro, último dia de trabalho do ano antes do recesso, para aprovar a DRU - o mecanismo que permite à presidente movimentar livremente 20% das receitas orçamentárias.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Vejam o nível da discussão sobre "controle social da mídia" na Câmara.
"Na internet, há empresas que têm comunidades longas com críticas e isso fragiliza a imagem de uma corporação comercial, e eles estão indo para cima de pessoas comuns que não são jornalistas, que não têm blogs de caráter político, têm blogs pessoais.”
“ Pessoas que estão exercendo seu direito à liberdade de expressão, de dar uma opinião política, e que estão tendo sua opinião cerceada porque está se contrapondo à opinião política dos grandes monopólios de comunicação ou à estrutura de poder."
Renata Mielli, secretária-geral do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé
"Isso aqui no Brasil é coisa de império, de ‘Casa Grande e Senzala’: são dez famílias, ou um pouco mais que isso, que controlam os meios de comunicação, ou seja, que formam opinião. Mas não é só formar opinião. Hoje, a televisão constrói desejos, e o desejo ligado à mercadoria, e não dá a condição de consumir. Então pense que sociedade é essa? É óbvio que vai ser uma sociedade violenta."
Deputada federal Erika Kokay, do PT do Distrito Federal
"Há jornalistas comprometidos com questões relevantes, que são a favor da democracia, da pluralidade de vozes dentro dos jornais, da mídia de massa, como há, nas tecnologias, na nova mídia, na internet, espaço para o ódio, para os ataques, para a difamação, para calúnia, para uma série de crimes.”
“ Trata-se de uma realidade complexa que exige de fato uma nova regulação, tem impacto em todas as instituições, nas relações [entre as pessoas] e na legislação".
Deputado Jean Wyllys, do PSOL do Rio de Janeiro
(Publicado no Portal da Câmara)
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