segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Serra coloca conteúdo no blá-blá-blá do encontro do PSDB.

O texto abaixo reproduz o pronunciamento de José Serra no seminário promovido pelo Instituto Teotônio Vilela do PSDB, no Rio de Janeiro, e trata, segundo o autor,  do caminho da oposição que deve, a cada tema, mostrar os erros no governo, propor soluções e apontar a possibilidade de um futuro diferente.

O caminho da oposição não tem muito mistério. A cada tema, defender os direitos ameaçados, mostrar os erros e denunciar a incapacidade do governo – na Educação, na Saúde, na Previdência, na Infraestrutura, na Economia, oferecer soluções e apontar a possibilidade de um futuro diferente. É um trabalho que vai exigir ouvidos bem abertos, ouvir mais do que falar, tentar catar o que vai pela alma das pessoas. Pela alma da maioria. Uma maioria de brasileiros trabalhadores, que não tem outro ponto de apoio a não ser seu próprio trabalho, que precisa educar os filhos e sustentar a família com ele. Essa maioria está pronta a ouvir quem lhe ofereça, com credibilidade, a visão de um futuro melhor. E nós devemos, cada vez mais, assumir com dedicação, competência e coragem, esse papel. Leia o artigo no Blog do Serra.

PT acha muito dobrar número de universitários em 10 anos. PSDB dobrou em 6 anos.

Hoje o PT está tirando uma onda em cima do Censo da Educação Superior. O PSDB, por sua vez, está muito ocupado lambendo o legado do FHC. Não apareceu nenhum tucano para dizer que, de 1996 a 2002, o PSDB dobrou o numero de alunos na universidade. Não precisou 10 anos para isso. Precisou apenas 6.  FHC disse hoje que o PT se apropriou do que o PSDB fez. Está aí a prova. Mas o problema não é esse. O problema é que tucano é muito preguiçoso. Paulo Renato deve estar se revirando no túmulo.

Fonte: Censo do Ensino Superior do INEP (Sinopses Estatísticas publicadas em inep.gov.br)

Vem aí o programa "Melhor em Casa", o tratamento caseiro do SUS.

Enquanto o Lula e a Dilma vão para o Sírio-Libanes, a idéia do governo do PT é tratar os pacientes que se amontoam nas filas do SUS em casa. Vem aí o "Melhor em Casa", o SUS caseiro. Ou seja: vão esconder as filas em casa e só falta usar, para isso, os "médicos" formados em Cuba. O lançamento será amanhã, com pronunciamento da presidente em cadeia nacional.

Racha no PDT.

De um lado...

Cinco centrais sindicais divulgaram hoje um manifesto de solidariedade ao ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, alvo de denúncias que implicam assessores na cobrança de propina de organizações não-governamentais (ONGs) contratadas para oferecer cursos de capacitação. Para as entidades, Lupi está sendo vítima "de uma sórdida e explícita campanha difamatória e de uma implacável perseguição política, que visa a desestabilização do governo e o linchamento público do titular da pasta".

O manifesto é assinado pelos presidentes da Força Sindical, Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e Central Geral de Trabalhadores do Brasil (CGTB). De acordo com o texto do comunicado divulgado hoje à imprensa, as denúncias surgem em um momento que as demandas dos trabalhadores estão sendo atendidas e por trás das denúncias estariam "interesses políticos inconfessáveis".

"Ressaltamos o elevado comportamento moral do ministro Carlos Lupi à frente da pasta do Trabalho e Emprego como um defensor ferrenho dos direitos dos trabalhadores, sendo um importante protagonista na luta pelo emprego e pela qualificação profissional", diz a nota das centrais sindicais. 

De outro lado...

Parlamentares exigem que o Ministério Público investigue o companheiro de partido, ministro Carlos Lupi. Leia aqui,

Dois anos depois, "Minha Casa, Minha Vida" não entrega nem a metade do prometido.

O programa Minha Casa, Minha Vida, iniciado em abril de 2009, entregou até o fim de outubro 438.449 moradias referentes à primeira fase, cujas contratações terminaram em dezembro de 2010. Isso representa 43,6% do total de um milhão de unidades contratadas.Para pobres mesmos, na faixa até R$ 1,6 mil, que tem subsídio total do governo, o programa só entregou 15% destas moradias. A faixa que possui mais moradias entregues é a segunda, para famílias com renda de R$ 1,6 mil a R$ 3,1 mil, com 80% das obras prontas na primeira fase do programa. Antes do Minha Casa, Minha Vida, a média do prazo para entrega das obras financiadas era de 12 a 15 meses, menor do que os 15 a 18 meses de hoje. É a famosa incompetência gerencial do PT. Muita propaganda e o resultado menor do que a metade do prometido.

Meio bilhão para ONGS na gestão Lupi. Maioria dos repasses sem fiscalização.

Exposto por centenas de convênios mal gerenciados, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) analisa precariamente a prestação de contas de seus parceiros públicos e privados. A "situação é crítica", definiu o Tribunal de Contas da União (TCU) em acórdão aprovado pelo plenário no último dia 19 de outubro, após análise dos contratos da pasta. Mais de 500 relatórios de prestação de contas apresentados por entidades que receberam dinheiro público estão nas gavetas do ministério e metade deles corre o risco de ficar sem análise por mais de cinco anos, segundo o TCU.
 
Em 2010, auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) já alertava que a falta de controle e as falhas no processo de escolha de entidades que fazem convênios para qualificação profissional são uma porta aberta para os desvios - ainda assim, o ministério não analisou as prestações de contas. Desde 2007, quando Carlos Lupi (PDT) assumiu o ministério, a pasta já firmou R$1,55 bilhão em convênios, dos quais quase um terço (R$448,8 mil) abasteceu instituições privadas sem fins lucrativos, as ONGs. Antes mesmo de a presidente Dilma Rousseff determinar a suspensão de todos os convênios federais com ONGs, semana passada, o TCU já recomendava, em outubro, que o Trabalho não firmasse novos contratos por 60 dias. O TCU pede que "a Casa Civil e o Ministério do Planejamento sejam informados da situação crítica vivida pelo ministério".
 
No parecer aprovado em plenário, o TCU cobra mais eficácia do ministério: "Deve o MTE enfrentar a questão com mais intensidade, tanto em razão do dever e da inexorável necessidade de avaliar a eficiência das transferências realizadas e de zelar pelo adequado uso dos recursos públicos, quanto da obrigação de observar os prazos prescritos para apreciação das prestações de contas (90 dias)". (O Globo)

Parlamentares do próprio PDT pedem a cabeça de Lupi.

A revelação de que há um descontrole nos convênios do Ministério do Trabalho com ONGs, inclusive com cobrança de propina por parte de funcionários da pasta, fez com que parlamentares do PDT engrossassem o coro de cobrança de explicações ao ministro Carlos Lupi, presidente licenciado da legenda. Eles consideram graves as suspeitas e defendem a investigação. A oposição quer convocar o ministro e também pede investigação. E, numa mostra da fragilidade política do ministro, o Palácio do Planalto pede que Lupi dê explicações convincentes o mais rapidamente possível. 

Na edição de ontem, O GLOBO noticiou que há uma farra de ONGs no ministério, num esquema de desvios semelhantes aos já verificados no Turismo e no Esporte, que provocaram a queda de seus titulares. A Polícia Federal abriu 20 inquéritos em Sergipe para investigar quatro entidades suspeitas que receberam R$11,2 milhões. A Controladoria-Geral da União (CGU) também aponta fortes indícios de desvio de dinheiro.No PDT, o deputado Miro Teixeira (RJ) foi um dos que consideraram graves as denúncias, inclusive a de cobrança de propina de ONGs por parte de funcionários da pasta, para acelerar processos de liberação de recursos, como publicou a revista "Veja" no fim de semana.

Miro disse que hoje ele, o senador Pedro Taques (PDT-MT) e o deputado Reguffe (PDT-DF) farão uma petição ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para que ele peça autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para instaurar um inquérito. Miro conversou anteontem com Lupi e comunicou a decisão: - Não há acusação formal contra o ministro. Porém, acredito que ele não vai se opor à nossa alternativa. - Não podemos prejulgar ninguém. Mas, independentemente de partidos e pessoas, os fatos são graves e revelam a necessidade de investigação - disse Pedro Taques, que foi procurador de Justiça. Taques disse que conversou no fim de semana com Miro, Reguffe e com o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e a intenção do grupo é procurar Lupi hoje para obter dados sobre as acusações: - Um fato grave não pode passar sem ser investigado. Os partidos políticos não podem aparelhar a estrutura do Estado. ( De O Globo)

O negociador da corrupção dentro do governo está ficando cansado.

O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-GeraldaPresidência) disse ontem ao Estado que “já está ficando cansado” de administrar crises envolvendo colegas do primeiro escalão. Ele se referia às notícias de que o PDT montou um esquema de achaque para aprovar convênios firmados entre o Ministério do Trabalho e ONGs. Sua declaração foi feita em tom de desabafo. “Teremos de ver isso amanhã (hoje). Se bem que o ministro Carlos Lupi (Trabalho) tomou providências imediatas e afastou dois assessores”, ponderou Carvalho.

Lupi exonerou os dois servidores no sábado, mesmo dia em que circulou a edição da revista Veja com a notícia de que os auxiliares tinham montado um esquemade cobrança de propina contra ONGs que têm convênio com o ministério. De junho até agora, coube a Gilberto Carvalho negociar a queda de cinco ministros envolvidos em escândalos, que vão desde as suspeitas de enriquecimento ilícito – caso de Antonio Palocci (Casa Civil) – a suposto desvio de dinheiro e cobrança de propinas, que atingiu Alfredo Nascimento (Transportes), Pedro Novais (Turismo), Wagner Rossi (Agricultura) e Orlando Silva (Esporte). Entre as tarefas do ministro Carvalho está a de manter contato com os partidos dos ministros que são obrigados a se afastar. A habilidade dele temconseguido evitar que as crises levem ao rompimento das legendas com o governo.

Lupi: "eu sou Orlando amanhã."

Carlos Lupi, ministro do Trabalho, segue as mesmas velhas, batidas e esfarrapadas táticas de defesa do último defenestrado, Orlando Silva. A novidade é que os assessores envolvidos diretamente estão "dodói" e que ele está sendo perseguido por empresários, por causa do ponto eletrônico.

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, desembarca nesta segunda-feira em Brasília disposto a resistir no cargo. Acossado por denúncias sobre desvio de recursos e cobrança de propina nos convênios da pasta com ONGs na área de qualificação profissional, ele avisa que morre, mas não joga a toalha. Lupi se diz vítima de retaliação de empresários que sonegariam o FGTS e o INSS no pagamento de horas extras aos trabalhadores. Ele disse que botaria "as mãos e os pés" no fogo pelo ex-chefe de gabinete e amigo pessoal Marcelo Panella, que se afastou em agosto, antes de ser acusado de cobrar de 5% a 15% do valor do contrato com ONGs para restabelecer repasses suspensos por irregularidades.
A Polícia Federal investiga, só em Sergipe, o desvio de R$ 11 milhões em convênios com o Ministério do Trabalho. O que o senhor tem a dizer sobre as denúncias?
CARLOS LUPI: Quem fez a denúncia de Sergipe foi o próprio Ministério do Trabalho, que também inscreveu as fundações como inadimplentes no Siaf. Todas tiveram o pagamento interrompido. Constatamos o problema com a CGU, que é nossa parceira. Mas isso não é dito. Existe má vontade comigo, uma herança dos tempos do brizolismo. Não me dão direito de resposta

E quanto à denúncia da revista "Veja" sobre o envolvimento de assessores seus na cobrança de propina a ONGs?
LUPI: A reportagem da "Veja" tem um vício inicial: o denunciante se esconde atrás do anonimato. Como lutei contra a ditadura, é duro assistir. As organizações citadas, Oxigênio e Instituto Êpa, não chegaram a receber o dinheiro. O ministro Garibaldi Alves, da Previdência Social, realmente me procurou para conversar sobre a Êpa. Mas expliquei a ele que não havia como liberar os repasses. Só saiu a primeira parcela, o que é normal. 

O afastamento do coordenador-geral de Qualificação, Anderson Alexandre dos Santos, um dos acusados, indica que a denúncia tem consistência?
LUPI: Pedi ao Anderson, que trabalha há oito anos no Ministério, que saísse para que pudéssemos apurar as denúncias. Ele é um cara humilde. Está em depressão. 

Outro citado, Marcelo Panella, seu chefe de gabinete, também saiu em agosto passado por causa das suspeitas?
LUPI: Marcelo me pedia desde o ano passado para sair. Ele tem um filho de 10 anos e pavor de viajar de avião. Está esgotado. Por ele, ponho os pés e as mãos no fogo. Nós nos conhecemos há 25 anos. Sou seu padrinho de casamento. Atendendo a seu pedido, eu o exonerei. Ele e Anderson são os mais atingidos com as denúncias. Foram jogados na lama sem direito de defesa. O Ministério do Trabalho tem 10 mil funcionários e 600 unidades descentralizadas. Pode ter erro? Pode. Falhas? Também. Mas corrupção é difícil. 

Se o próprio Ministério denunciou convênios à polícia, o senhor admite que havia problemas com os recursos repassados às ONGs?
LUPI: Até dezembro de 2007, o governo não fazia chamada pública para contratações de ONGs. Até então, bastava apenas apresentar o projeto. Se aprovado, era executado pela própria organização. O pagamento saía na medida em que o serviço era prestado. Esta fórmula, que predominava até a minha chegada, causava problemas de fato. O que não pode é generalizar, como se todos fossem bandidos. 

Depois que o senhor entrou, o que foi mudado?
LUPI: Quando cheguei, implantei a chamada pública. Não é concorrência oficial, mas prevê edital, pregão e escolha do menor preço. Desde o início do ano, não fazemos mais convênios com instituições sem fins lucrativos. Falta-nos pernas para fiscalizar, investigar in loco. Assim, fica difícil controlar. Os convênios, agora, são feitos com estados e municípios. A responsabilidade passou a ser deles. 

O senhor disse que já agiu no caso das ONGs de Sergipe. E o caso das propinas?
LUPI: Pedi ao ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) a abertura de inquérito na Polícia Federal para investigar as denúncias da "Veja". Ninguém pode ter a honra jogada no lixo por causa de uma denúncia anônima. Também notifiquei judicialmente o Ministério Público para que faça a sua apuração. Não sou conivente com desvios éticos. Se isso ocorrer, o que não acredito, o responsável terá de pagar. Vou fundo. Tenho 30 anos de partido e ganhei muitos inimigos. 

O senhor pretende deixar o Ministério do Trabalho?
LUPI: Estou no vespeiro. Vou nesta luta até o fim. Descarto totalmente a renúncia. Morro, mas não jogo a toalha. Alguns nascem para se acovardar. Outros, para lutar. É o meu caso. Topo a luta. Vou até o fim. 

Contra quem o senhor luta?
LUPI: Por trás das denúncias, há o dedo daqueles que ficaram insatisfeitos com a implantação do ponto eletrônico no país. Constatei que existia uma fraude no descontrole da frequência dos trabalhadores. Muitas empresas pagam a hora extra, mas não recolhem FGTS e INSS. Com o ponto, o ministério passa a enfrentar essa sonegação. Mexi com poderosos inimigos. Atirei no que vi e acertei no que não vi. Agora, esses caras me escolheram para derrubar.(De O Globo)

PT afana o PIB do aumento de 9,1 milhões de aposentados.

A Força Sindical reagiu às declarações da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e defendeu um aumento real em 2012 para aposentados e pensionistas do INSS que ganham acima de um salário mínimo. O presidente da central, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), defende um reajuste de 11,7%. Na última sexta-feira, Miriam afirmou que os aposentados terão a reposição da inflação. "Nos parece que, dadas as condições do País, é o suficiente neste momento", disse a ministra.

Em nota, a Força Sindical afirma que o aumento real dos benefícios é uma forma de distribuição de renda no País, que beneficiaria 9,1 milhões de aposentados e pensionistas. "A insensatez social da ministra deixa indignados os milhões de aposentados e pensionistas que dedicaram grande parte de suas vidas à construção deste País", critica. A entidade lembra que a declaração da ministra é feita no momento em que entidades representativas dos aposentados estão dialogando com parlamentares da Comissão Mista do Orçamento no Congresso para garantir um reajuste real em 2012. "A nefasta declaração da ministra do planejamento não colabora com o processo e embute um triste viés autoritário que visa desestimular uma negociação democrática", afirma a nota.

Os deputados Paulinho e Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) já apresentaram emenda ao Orçamento de 2012 estabelecendo um reajuste de 11,7% para os aposentados que ganham valores acima do salário mínimo. A nota informa que a Força Sindical se reunirá amanhã com o presidente da Comissão Mista do Orçamento, senador Vital Rêgo, e com o relator do Orçamento, deputado Arlindo Chinaglia, para discutir a possibilidade de aumento real. Os aposentados que ganham acima de um salário mínimo querem que o reajuste dos benefícios seja de 11,7% em 2012, com base na mesma fórmula que garante a reposição real do salário mínimo. As entidades que representam os aposentados pedem que o reajuste desses benefícios considere a inflação de 2011 (pelo INPC) acrescido do crescimento da economia (Produto Interno Bruto - PIB) em 2010. (Do Estadão)

Atrasos da Copa geram rombo de R$ 720 milhões.

Os atrasos nos projetos de estádios e aeroportos vão fazer o país gastar, no mínimo, R$ 720 milhões a mais para realizar a Copa do Mundo de 2014. O montante seria suficiente para a construção de um novo estádio.O valor se deve à despesa adicional com turnos extras de trabalhadores (incluindo expediente noturno) para que as obras não estourem ainda mais o prazo. O "regime de urgência" implica um custo extra de 8%, segundo indicam as planilhas dos estádios do Mundial. Nove arenas e sete aeroportos já são, ou deverão ser, erguidos em esquema de três turnos, varando a noite. Esses projetos somam R$ 9 bilhões -incluídos os R$ 720 milhões de despesa adicional devido ao atraso. Entre eles está o Itaquerão, com obras noturnas já contratadas.

Segundo os órgãos de fiscalização e controle, quando a obra tem que ser feita de forma urgente, há redução em custos com locação de maquinário, por exemplo, devido ao menor tempo de uso. Por outro lado, há acréscimos nos gastos com energia e aluguel de equipamentos para iluminação. Na prática, reduções e acréscimos se anulam. O que pesa no aumento dos custos são os encargos trabalhistas. Num empreendimento normal, o valor gasto com encargos equivale a 113% do salário do trabalhador da construção civil, segundo estudos de órgãos de controle. Quando há turnos extras e à noite, esse índice vai a 145%. José Roberto Bernasconi, presidente do Sinaenco (Sindicato da Arquitetura e Engenharia), diz que cada obra terá acréscimos de custo específicos e que dificilmente alguma deixará de tê-lo. "Faltou controle para a gestão, o tempo foi perdido." Em alguns casos, o atraso dos projetos passou de dois anos.

Obras noturnas já estão sendo adotadas em metade dos 12 estádios da Copa. Em todos eles, o preço para a execução de forma urgente já estava previsto na licitação. Outros dois estádios, Beira-Rio (RS) e Arena das Dunas (RN), em que a construção está em estágio inicial, consideram provável o turno extra. Manaus diz que pode usá-lo. Apenas os responsáveis pelo Mineirão (MG), Arena Pantanal (MT) e Arena da Baixada (PR) descartam hoje o "regime de urgência". No caso dos aeroportos, em pelo menos sete o valor será elevado pelos atrasos. Um alerta já foi dado pelo TCU (Tribunal de Contas da União). O preço da construção do Terminal Remoto de Guarulhos (SP), uma das várias obras projetadas para o aeroporto, será no mínimo R$ 15 milhões acima do normal. O aumento de custo deve acontecer com outros projetos da Infraero. Alguns estão previstos desde a década de 90, mas não foram iniciados. O presidente da Infraero, Gustavo do Vale, diz que foi decisão do governo adotar a urgência em Guarulhos. "Se fosse pelo ritmo normal, a obra ficaria pronta em junho de 2012 e teríamos problemas no fim do ano. Mas será o único contrato emergencial." ( Da Folha)

Governo já sabia das falcatruas no Trabalho. Se não fosse a Veja...

O Palácio do Planalto alertou e cobrou medidas do ministro Carlos Lupi (Trabalho) contra as acusações de irregularidades em convênios firmados pela pasta com ONGs. "A gente fez um alerta de que era preciso cuidado porque não era possível continuar com essa política [de convênios]", disse o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência), segundo quem a conversa ocorreu há cerca de três meses. "A gente fez um alerta geral na época, e ele assegurou que o que precisava ter sido feito foi feito", acrescentou. Foi após essa conversa que Marcelo Panella, então chefe de gabinete de Lupi e tesoureiro do PDT, foi afastado da pasta por suposto envolvimento nas denúncias. Panella diz que saiu por motivos pessoais e que nunca cuidou de recursos para ONGs.

Reportagem da revista "Veja" desta semana afirma que assessores do ministro teriam pedido propina a ONGs, entre elas o Instituto Êpa, do Rio Grande do Norte. Anteontem, Carvalho voltou a conversar com Lupi. Disse que orientou o colega a se defender. "A nossa expectativa é que haja um roteiro diferente desta vez", afirmou Carvalho, que também acompanhou os casos que resultaram na saída de seis ministros do governo. Sobre as suspeitas contra o Ministério do Trabalho, até o momento, a avaliação do Planalto é que não há fato que atinja diretamente Lupi.

Foi seguindo orientação do governo que o ministro decidiu anteontem afastar o coordenador-geral de qualificação da pasta, Anderson Alexandre dos Santos, citado pela "Veja" como um dos que pediam propina para o Instituto Êpa. A oposição cobra explicações. O líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), defende o afastamento de Lupi, argumentando que as supostas irregularidades podem estar abastecendo partidos. O PPS deve pedir à Procuradoria-Geral da República abertura de inquérito para investigar indícios de esquema no Ministério do Trabalho.

Procurado desde sábado, Santos não foi localizado, assim como dirigentes da ONG. Lupi afirmou que em 2011 não fechou convênio com ONGs e que os contratos em vigor são de anos anteriores. Apesar dos problemas, o governo descarta interromper as parcerias. "As ONGs prestam muitos serviços essenciais", afirmou Carvalho. Na quarta, o governo fará um seminário para preparar marco regulatório para o setor.(Folha de São Paulo)

Alckmin destrói aliança vitoriosa e constrói adversário para 2014.

Com a sua reconhecida habilidade, Geraldo Alcikmin(PSDB), governador de São Paulo, trabalha com denodo para ter Gilberto Kassab (PSD) e um "arco de alianças" contra a sua reeleição em 2014. Já perdeu uma vez, em 2008.
O governador Geraldo Alckmin quer construir um arco de alianças alternativo ao proposto pelo prefeito Gilberto Kassab, que trabalha para unir seu partido, o PSD, ao PSDB nas eleições para a Prefeitura de São Paulo em 2012. Alckmin já esteve com líderes do PP, do PSB e do DEM e agora trabalha para atrair o PDT, acenando até com espaço para o partido no governo. Ele apressou essa movimentação para assegurar que os acordos com aliados sejam costurados antes de o PSDB definir seu candidato.

O partido marcou prévias para janeiro, mas entusiastas da aliança com Kassab querem adiar a consulta interna para março. Kassab trabalha para conseguir que os tucanos apoiem o vice-governador Guilherme Afif (PSD) à sua sucessão, indicando um vice na chapa do PSD. A articulação conta com resistências dentro do PSDB, que, hoje, já tem quatro pré-candidatos à prefeitura: os secretários Andrea Matarazzo (Cultura), Bruno Covas (Meio Ambiente) e José Aníbal (Energia) e o deputado federal Ricardo Trípoli. O adiamento das prévias serviria para ampliar a pressão sobre o ex-governador José Serra, que se nega a entrar na disputa, mas é apontado como candidato que solucionaria o impasse sobre a aliança com Kassab e evitaria um gesto de Alckmin sobre a aliança com o PSD.

Há cerca de duas semanas, o governador jantou com o deputado Paulo Maluf, presidente estadual do PP -o primeiro afago à sigla foi em maio, quando o governador nomeou um aliado de Maluf para a presidência da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano). Na última quinta-feira, marcou um encontro com o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, presidente estadual do PDT.
Antes, fez chegar aos ouvidos do líder sindical que, em nome de uma aliança na eleição para a prefeitura, abriria espaço ao PDT no primeiro escalão do governo.

O governador também trabalha pela permanência do DEM em sua base. Parceiro nas últimas eleições, o partido -que perdeu 20 deputados para a legenda criada por Kassab- se incomodou com a articulação de uma aliança com o PSD. Como retaliação, deflagrou conversas com o PMDB, que lançará o deputado Gabriel Chalita para a prefeitura. O presidente estadual do DEM, Alexandre Moraes, esteve com Alckmin na última semana. Ouviu do governador que o partido continua sendo "o parceiro preferencial do PSDB na capital". (Da Folha de São Paulo)

domingo, 6 de novembro de 2011

Com reeleição ao Senado ameaçada, Suplicy capitula e apóia Haddad.


O PT mandou dizer para Eduardo "Hadol" Suplicy: se for para prévia, não será candidato ao Senado em 2014. Leia a resposta de Suplicy:

O ministro da Educação, Fernando Haddad, e os deputados federais Carlos Zarattini e Jilmar Tatto mantiveram seus nomes como pré-candidatos para a Prefeitura de São Paulo pelo PT. O senador Eduardo Suplicy anunciou a desistência dele e o apoio a Haddad, o preferido do ex-presidente Lula à corrida eleitoral do ano que vem para o cargo. Pouco antes de ter anunciado oficialmente a desistência durante debates promovidos pelo partido, Suplicy sinalizou que queria surpreender os mais de mil militantes presentes no evento. "Vocês vão ter uma surpresa", disse, antes do discurso. Muitos acreditavam que ele manteria o nome na votação marcada pelo partido para o dia 27, já que do encontro de hoje não saiu um nome único para a disputa. "A partir de hoje me incorporo na campanha do ministro Haddad", afirmou, no final do seu discurso. "Espero contribuir para levá-lo a vitória".

Suplicy contou à reportagem da Agência Estado que sua desistência foi selada no final da noite de ontem, quando ele ligou para o deputado Paulo Teixeira e pediu que ele intermediasse um acordo. Suplicy renunciaria e apoiaria Haddad se este incorporasse sua principal bandeira, que é o programa "renda mínima". Segundo Suplicy, ele recebeu, por volta das 23h30 de ontem, a ligação de Teixeira confirmando que Haddad havia aceitado o pedido.

Lula no SUS: ombudsman da Folha critica seus colunistas preconceituosos contra a opinião pública na internet.

A nata dos colunistas da Folha se mobilizou para responder aos comentários anti-Lula que surgiram a internet com a divulgação de que o ex-presidente tem câncer. Gilberto Dimenstein, Clóvis Rossi, Elio Gaspari, Eliane Cantanhêde, Hélio Schwartsman, Ricardo Melo e Barbara Gancia escreveram a respeito na semana que passou. A onda foi percebida por Dimenstein, que disse estar envergonhado com as ofensas veiculadas. "A interatividade democrática é, de um lado, um avanço do jornalismo e, de outro, uma porta direta para o esgoto do ressentimento e da ignorância", escreveu.

Na mesma linha, Cantanhêde pediu aos internautas que "parem com isso!" e Clóvis Rossi, no seu blog no "El País", identificou um "brutal surto de preconceito, de origem social". O chargista Benett retratou o cérebro de um comentarista de blog com perversidade, rancor e ignorância. A coluna da vergonha de Dimenstein teve repercussão impressionante: 7.760 comentários até sexta-feira, recorde na Folha.com.

A doença de Lula mostrou ser nitroglicerina já no sábado, quando a notícia saiu nos sites. Diante dos primeiros posts em tom agressivo, a Redação decidiu proibir todos os comentários. A partir de segunda-feira, foram liberados, mas passando antes pela moderação. A Secretaria de Redação explica que censura os posts "que quebrem ou incitem à quebra de alguma lei, que incidam em calúnia, injúria ou difamação ou que sejam preconceituosos e racistas". A reação dos colunistas provocou uma resposta de leitores que não se consideram "o tipo funéreo de paulista" que não aguenta "essa gente que lota os aeroportos e não quer trabalhar como empregada doméstica", como definiu Barbara Gancia.

"O Gilberto generalizou, disse que as pessoas queriam o mal para o Lula. Não é meu caso, sempre votei no PT e continuo votando, apesar de terem acontecido muitas coisas no governo dele com as quais eu não concordo", explica a engenheira Maria Marta de Castro Rosas, 53, do Rio de Janeiro, cujo filho se curou de uma leucemia há pouco tempo. Ela acha que o ex-presidente no SUS ajudaria a "alavancar a saúde pública no país". O publicitário Sérgio Storti, 62, de São Paulo, ficou revoltado com a coluna de terça-feira de Schwartsman, que liga as manifestações de intolerância na internet a patologias do pensamento de grupo. "Quem outorgou ao comentarista o título de juiz da humanidade? As pessoas estão se expressando da forma que lhes cabe e é permitido", escreveu Storti, que acha Lula um "desastre".

Seria preciso uma pesquisa com os internautas para entender quantos simplesmente destilam ódio pelo ex-presidente e quantos cobram dele uma suposta coerência política. É difícil separar o "joio do trigo no meio do barulho midiático", apontou acertadamente Ricardo Melo na quinta-feira. Notável é a dificuldade dos colunistas de conviver com o seu novo público. No impresso, a reação ao que se escreve é escassa e pode demorar dias. O "Painel do Leitor" recebe, em média, 2.500 mensagens por mês. Já na Folha.com, foram mais de 200 mil comentários em setembro. Para opinar, o leitor do papel precisa entrar no e-mail e redigir um texto curto e objetivo se quiser vê-lo publicado no dia seguinte. Na internet, basta clicar abaixo da notícia e soltar os cachorros (tomando o cuidado para driblar algumas palavras ofensivas que estão nos filtros automáticos).

Os comentários on-line são mais agressivos, precários e, muitas vezes, insultuosos. Houve sim uma abjeta comemoração com a dor do ex-presidente. Mas é preciso passar a barreira da indignação e, com sangue-frio, tentar perceber tendências, entender comportamentos e vislumbrar o que passa pela cabeça de parte do público que nos lê. Generalizar, julgar ou ofender, mesmo que de forma sofisticada ("face feia da natureza humana", "covardes escondidos atrás do anonimato para passarem por leões"), não ajuda em nada essa interação que o tempo das redes sociais impõe aos jornalistas.

(Texto de Suzana Singer, ombuds(wo)man da Folha de São Paulo)

Frase do dia.

"Que tal um anonimato diferente? Os Ministros do STF poderiam julgar sem saber quem são os réus! Será que faz diferença para eles saber se o réu é um Ministro ou um caseiro? Deve fazer (diferença),  já que estão ocultando o nome do réu quando ele é político. Só pode ser para protegê-los!!!" (Gino/SP)

Haddad: além de incompetente, leviano e avesso à verdade.

Diante de mais um tropeço no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o ministro da Educação, Fernando Haddad, tentou classificar como "comum" o vazamento de questões da prova. Mais: disse que problemas similares também são registrados na aplicação do SAT, supostamente uma versão americana do Enem. São afirmações imprecisas - e levianas - feitas por um ministro de estado. De acordo com o Educational Testing Service (ETS), associação sem fins lucrativos que elabora, aplica e corrige o SAT, cerca de 1.000 provas são anuladas todos os anos em um universo de 2,2 milhões de exames realizados. "Em média, suspeitamos de fraudes em 3.000 exames, mas em geral 2.000 se mostram isentos", afirma Thomas Ewing, porta-voz da ETS. Os problemas, no entanto, têm natureza muito diversa da registrada por aqui. "Quase todas as anulações acontecem por cola ou mau comportamento de estudantes na hora prova." Vazamento de questões é coisa rara nos Estados Unidos, ao contrário do que tentou fazer parecer o ministro. E é fácil entender por quê. Leia mais em Veja.

Tasso faz seminário sob medida para Aécio. Sem Serra e no Rio.

Há mais de oito anos fora da Presidência, o PSDB inicia amanhã as discussões para tentar quebrar a hegemonia do PT e voltar ao poder. O pontapé será dado no seminário "A Nova Agenda", promovido pelo ITV (Instituto Teotonio Vilela). Embora a tentativa seja de renovar o ideário tucano, o evento terá uma cara de reencontro, ao reunir o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e alguns dos chamados "pais do Real", um time de economistas e acadêmicos que atuou no plano de estabilização da moeda. A coordenação do seminário coube aos economistas Elena Landau e Edmar Bacha, ambos egressos do chamado "grupo da PUC-RJ", que deu as cartas na política econômica nos anos FHC.

O evento também terá participações de outros expoentes da era tucana, como os ex-presidentes do Banco Central Persio Arida, Armínio Fraga e Gustavo Franco, que atuam no mercado financeiro. Para tentar aliar o resgate do legado de FHC a novas propostas, o partido chamou também nomes com atuação nas áreas sociais. Segundo o presidente do ITV, o ex-senador Tasso Jereissati, a ideia do seminário é ser o embrião da revisão programática do partido. "A agenda que se tem hoje é a que o partido formulou e implementou há quase 20 anos. Depois disso não se pensou mais o país. O PT se apropriou da nossa agenda e não avançou", disse à Folha.

O ex-senador faz um mea culpa pelo fato de o PSDB não ter defendido o que foi feito por FHC, sobretudo na economia. "Existe um erro que é entregar as campanhas políticas a marqueteiros". Até sexta-feira a cúpula do PSDB não contava com a presença do ex-presidenciável José Serra. Preterido para o comando do ITV, Serra trava, desde então, embates por espaço na legenda. Aliados disseram que o seminário foi montado para alavancar a pré-candidatura de Aécio Neves à Presidência. (Da Folha)

Sandálias da humildade.

Senadores e governadores derrotados em 2008 buscam, na vereança, o difícil recomeço em 2012.

Depois de comandar a cidade do Rio de Janeiro por três vezes e ser derrotado nas eleições do ano passado na disputa por uma vaga no Senado, o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) promete ressurgir das cinzas levando a reboque uma dezena de vereadores para as 51 vagas da Câmara carioca. 'Ao todo, estimamos 8 no mínimo e 11 no máximo', revela Maia, ao especificar o número de vereadores que pretende eleger no rastro de sua candidatura. 

O mesmo raciocínio é usado pelos defensores da candidatura do ex-senador e hoje conselheiro da Embaixada do Brasil em Portugal Arthur Virgílio (PSDB-AM). Sem conseguir se reeleger para o Senado, o tucano cogita candidatar-se a uma das 38 vagas de vereador na Câmara Municipal de Manaus. 'Se ele (Arthur Virgílio) realmente se candidatar, nós imaginamos que vamos eleger uns dez vereadores na cidade', aposta o presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE).

O ex-deputado Fernando Gabeira (PV) é outro que se prepara para entrar na corrida por uma cadeira na Câmara Municipal do Rio. Candidato derrotado à prefeitura da cidade, na disputa de 2008, e ao governo do Estado do Rio, no ano passado, Gabeira tem tudo para ser um grande puxador de votos nas eleições de 2012. Mas, por enquanto, o deputado prefere manter sua candidatura em clima de suspense na tentativa de evitar que, no seu rastro, o PV decida lançar uma enxurrada de candidatos a vereador.

O ex-governador e ex-senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) é outro que poderá entrar na disputa por uma das 41 cadeiras da Câmara Municipal de Fortaleza. Atual presidente do Instituto Teotônio Vilela, do PSDB, Tasso tenta se reerguer politicamente com o lançamento da candidatura do ex-deputado Moroni Torgan (DEM) para a prefeitura da capital cearense. Outro que tenta chegar ao posto de vereador, pela cidade de São Paulo, é o ex-ministro do Esporte, Orlando Silva. (Com informações da Folha de São Paulo)

Custou caro para o Brasil.

O banco PanAmericano doou R$ 500 mil para a campanha da reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006, e usou empresas de dirigentes da instituição financeira para disfarçar a origem das contribuições. As doações foram feitas em dezembro de 2006, quase um mês depois do encerramento da campanha. Lula já estava reeleito, mas o PT saíra da eleição com dívidas de quase R$ 10 milhões. As contribuições foram contabilizadas regularmente pelo partido, mas só quem conhecesse a identidade dos proprietários das empresas que fizeram essas doações teria condições de associá-las ao PanAmericano na época. Em 2010, o governo Lula enterrou R$ 4,3 bi no banco quebrado. Não há informações se Lula recebeu ou não "doações" dos beneficiados.(Com informações da Folha)

sábado, 5 de novembro de 2011

Animação.

Em animadíssimo almoço em badalado restaurante dos Jardins, zona nobre de São Paulo, os "martaxistas" selaram o seu apoio à candidatura de Fernando Haddad, o ministro do ENEM, para prefeito de São Paulo. Marta não esteve presente. Leia mais aqui.

A culpa é do laranja.

A demissão do assessor é a confissão pública do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, de que existe uma quadrilha agindo dentro do seu ministério. Será que Dilma vai "orlandear" uma semana antes de demitir?

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, determinou hoje o afastamento do assessor especial Anderson Alexandre dos Santos, coordenador-geral de Qualificação, acusado de ser operador do esquema de achaque a ONGs que tinham contrato com a Pasta, conforme denúncia publicada na revista Veja desta semana. Por meio de nota, Lupi disse que "não compactua com nenhum tipo de desvio de recursos públicos" e mandou abrir sindicância para apurar as irregularidades.

Segundo a reportagem, caciques do PDT, liderados por Lupi, teriam transformado os órgãos de controle da pasta em instrumento de extorsão. Relatos de dirigentes das ONGs Instituto Êpa, do Rio Grande do Norte e Oxigênio, do Rio de Janeiro, revelam que as entidades contratadas pelo Ministério para treinamento passavam a enfrentar problemas com a fiscalização da pasta e tinham os repasses de recursos bloqueados. Depois eram procurados por assessores graduados do ministro, que exigiam propina entre 5% e 15% do valor do contrato para que voltassem a receber recursos. Na nota, divulgada pela assessoria, o ministro informa que o afastamento de Santos valerá pelo tempo que durar as investigações. Mas ressalta que será respeitado princípio da ampla defesa tanto dele como de outros servidores envolvidos nas denúncias.

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), está na mira da presidente Dilma Rousseff, que deve reformar sua equipe no início de 2012. Dilma tem acompanhado há tempos as denúncias de cobrança de propina na pasta comandada por Lupi e, em agosto, mandou que ele demitisse seu chefe de gabinete, Marcelo Panella.Reportagem publicada pela revista Veja neste fim de semana mostra que assessores de Lupi são acusados de comandar um esquema de extorsão para liberar pagamentos de convênios com organizações não-governamentais (ONGs). Dirigentes de ONGs como o Instituto Êpa, do Rio Grande do Norte, dizem que colaboradores do ministro, como Weverton Rocha -- hoje deputado federal -- e Anderson Alexandre dos Santos exigiam pagamentos que variavam de 5% a 15% do valor dos contratos. Os dois respondiam diretamente a Marcelo Panella, tesoureiro do PDT e homem da confiança de Lupi.(Estadão)

Pedra cantada.

Há muito tempo que este Blog se bate contra os programas de "capacitação" mantidos por diversos ministérios. Ali reside um dos  maiores focos de corrupção que começou nos sindicatos petistas e se espalhou pelas ONGS e outras organizações. 99% dos programas de "capacitação" são pura roubalheira. Quando acontecem, são programas fajutos, de péssima qualidade, feitos para gastar o mínimo e lucrar o máximo. O PT sabe disso, porque foi o PT quem começou. Em 17 de outubro passado, este Blog publicou um post intitulado "É a treva!" No último dia 31 de outubro, publicamos um outro post intitulado " O problema está nas ONGS de capacitação".  Hoje a Veja vai para as bancas com mais um escândalo, possivelmente envolvendo verbas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O PDT dos senadores Pedro Taques (MT) e Cristovam Buarque(DF), metidos a arautos contra a corrupção, montou uma verdadeira quadrilha dentro do ministério do Trabalho. Vamos ver o que estes "puros" têm a dizer sobre o fato. É mais uma quadrilha descoberta dentro de um governo de quadrilheiros. O texto está no Blog do Reinaldo Azevedo. Leiam lá.

A luz do socialismo parou de piscar.

Derrotada dentro do PT na corrida pela prefeitura paulistana, mesmo tendo dez vezes mais intenções de voto do que Fernando Haddad, Marta Suplicy escreve artigo na Folha de São Paulo, analisando a crise européia, citando de forma especial a Espanha. O título é "Luz piscando forte". Abaixo, um trecho:

As instituições mundiais e os sistemas eleitorais vigentes, assim como as regras que têm conduzido o mundo, estão caducas. Seria como se o mundo já estivesse tocando outra música e a orquestra continuasse na partitura anterior. Não dá. E como mudanças dessa profundidade nunca ocorreram com rapidez, encontramo-nos todos atônitos com a aceleração do processo. Enquanto esses movimentos vão como nuvens se redesenhando, sem céu azul, fica a pergunta: para que e para quem servem esses governos? Não nos esqueçamos das faixas empunhadas em manifestações na Espanha: "Se não nos deixarem sonhar, não os deixaremos dormir". A luz não vai parar de piscar tão cedo.

Agora, vamos aos fatos sobre a Espanha, em matéria do Estadão:

MADRI - O Partido Popular (PP), da oposição de centro-direita na Espanha, está a caminho de obter vitória absoluta nas eleições de 20 de novembro e controlar o parlamento, já que os eleitores culpam o governo socialista pela situação da economia, mostrou uma pesquisa de opinião divulgada nesta sexta-feira, 4.  O PP ganharia entre 190 e 195 cadeiras na Câmara Baixa - são necessárias 176 para conseguir a maioria absoluta. Os socialistas obteriam de 116 a 121 assentos, segundo a pesquisa do Centro de Pesquisa Sociológica (CIS), do governo. Os números equivalem a 46,6% dos eleitores para o PP, o que dá uma liderança de quase 17 pontos, a maior até o momento na campanha.

Os eleitores estão irritados com o fracasso dos socialistas em lidar com a economia estagnada e com a maior taxa de desemprego da União Europeia, de 21,5%, e consideram ser mais provável que o PP crie empregos do que seu rival.  Nesta sexta-feira, dados fracos sobre a produção industrial em setembro não ajudaram a acalmar os temores de que a Espanha pode estar prestes a voltar para a recessão.  A pesquisa do CIS mostrou que mais de 75% dos espanhóis acreditam que os socialistas fizeram um trabalho ruim ou muito ruim ao lidar com o emprego, sendo que esse percentual aumenta para 78% se for avaliado o desempenho da economia em geral.

O partido do primeiro-ministro José Luiz Rodríguez Zapatero implementou medidas de austeridade que visavam ajudar a Espanha a evitar recorrer a um resgate da zona do euro semelhante aos da Grécia, Irlanda e Portugal, mas muitos investidores consideram que as políticas não foram longe o suficiente.  A questão central é se os espanhóis estarão dispostos a aceitar medidas de austeridade se elas deixarem os serviços de bem-estar social intactos e criarem empregos. "Eu vou passar a tesoura em tudo, menos na aposentadoria pública, saúde e educação, onde não quero reduzir os direitos dos cidadãos. Temos que fazer isso e os espanhóis precisam saber, e na verdade eles sabem", disse o líder do PP, Mariano Rajoy, à Rádio Punto, em entrevista na sexta-feira.

Certa imprensa deveria estar revoltada contra o anonimato no STF e não nas redes sociais.

Em meio à campanha Lula no SUS, que corre como um rastilho de pólvora nas redes sociais, o que mais incomoda os jornalistas pelegos ou cínicos é o anonimato. No entanto, Gilberto Dimenstein e outros assemelhados não demonstram indignação alguma com o fato de que 152 políticos, cujos crimes são investigados pelo STF, são mantidos na suprema corte na condição de anônimos. Mesmo quando não há segredo de Justiça, o supremo órgão do Judiciário esconde os nomes os réus. Só divulga as iniciais. Este anonimato é que deveria incomodar determinada imprensa, supostamente democrática. Leiam, abaixo, matéria do Estadão.

O Supremo Tribunal Federal (STF) mantém em sigilo a identidade de 152 autoridades suspeitas de cometer crimes. Um procedimento adotado no ano passado como exceção, que visava a proteger as investigações, acabou tornando-se regra e passou a blindar deputados, senadores e ministros de Estado. Levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo em aproximadamente 200 inquéritos mostrou que os nomes dos investigados são ocultados.  Apenas suas iniciais são expressas, mesmo que o processo não tramite em segredo de Justiça, o que torna praticamente impossível descobrir quem está sendo alvo de investigação. O jornal já havia revelado, em dezembro do ano passado, a adoção dessa prática no STF.

O inquérito aberto contra a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), flagrada recebendo dinheiro do esquema do mensalão do DEM no Distrito Federal, aparece no site do Supremo apenas com as iniciais da parlamentar: JMR (Jaqueline Maria Roriz). Outros seis inquéritos trazem as iniciais L.L.F.F. Só foi possível identificar que o investigado era o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) porque outra investigação com a mesma sigla foi levada ao plenário do tribunal recentemente.

Em outros casos, é possível inferir quem é o investigado por meio de uma pesquisa. Sabendo que a investigação foi aberta em um Estado específico, é necessário cruzar as iniciais com todos os nomes de deputados e senadores eleitos por esse mesmo Estado. Por esse procedimento é possível inferir que um inquérito aberto contra L.H.S. em Santa Catarina envolve o senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC). Nesse caso, o jornal O Estado de S. Paulo confirmou que se trata efetivamente do parlamentar e ex-governador catarinense. Mas na maioria das vezes essa pesquisa não é suficiente para saber quem está sob investigação no Supremo.

A regra de identificar os investigados no STF apenas pelas iniciais foi baixada pelo presidente do tribunal, ministro Cezar Peluso, no fim do ano passado. O levantamento nos mais de 200 inquéritos mostrou que apenas o ministro Celso de Mello tem como padrão tirar essa proteção a investigados com foro privilegiado. Ele já tem despacho padrão para esses casos e é a primeira providência que adota quando o processo chega a suas mãos. O primeiro desses despachos foi dado no processo que envolve o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ari Pargendler, acusado de injúria por um ex-estagiário do STJ. Na decisão, Celso de Mello afirma que o sigilo e o tratamento diferenciado a essas autoridades são incompatíveis com o princípio republicano: "Cabe acentuar, desde logo, que nada deve justificar, em princípio, a tramitação, em regime de sigilo, de qualquer procedimento que tenha curso em juízo, pois, na matéria, deve prevalecer a cláusula da publicidade".

"Não custa rememorar, tal como sempre tenho assinalado nesta Suprema Corte, que os estatutos do poder, numa República fundada em bases democráticas, não podem privilegiar o mistério", acrescentou. Crítico do procedimento criado por Peluso, o ministro Marco Aurélio Mello também retirou esse segredo em três dos processos que estavam em seu gabinete.  Num deles, ressaltou ser "princípio básico, na administração pública, a publicidade dos atos". E lembrou que o processo, antes de o investigado se tornar deputado, tramitou em outro tribunal sem esse sigilo. Por isso, mandou que fosse retificada a autuação para que constasse o nome inteiro do deputado Fernando Jordão (PMDB-RJ). No entanto, apesar de ter alterado alguns dos inquéritos que estão sob sua relatoria, Marco Aurélio ainda cuida de alguns que trazem apenas as iniciais dos nomes dos investigados.  Os demais ministros do Supremo não alteram a autuação dos inquéritos. Por isso, praticamente todos os procedimentos que chegaram ao STF nos últimos meses tramitam sem que se possa saber quem está sendo investigado.

SERPRO, antro petista, é responsabilizado pela CGU pela impossibilidade técnica de controlar corrupção.

O ministro-chefe da CGU (Controladoria-Geral da União), Jorge Hage, aponta a incapacidade operacional do Serpro como uma das razões para não existirem filtros anticorrupção mais eficazes dentro do governo. Em entrevista à Folha e ao UOL, Hage afirmou que a estatal Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) não tem sido capaz de suprir a demanda para a implantação completa do Siconv, o sistema de acompanhamento de convênios firmados entre ONGs e órgãos do governo. "O Serpro não tem condições de atender às demandas de todos os ministérios da Esplanada, essa é a verdade. Tudo atrasa", declarou Hage. Ele afirmou que desistiu de depender do Serpro. "Estamos tentando desenvolver os nossos sistemas dentro da própria CGU."

O SERPRO é um daqueles antros petistas aparelhado para atender os interesses da "cumpanherada". No ano passado, o seu presidente, o petista Marco Malzoni, em vez de trabalhar em sistemas anti-corrupção, corrompia funcionários pelo twitter e organizava as carreatas de apoio à Dilma, em Brasília. Tudo em pleno horário de expediente. Dilma foi eleita e o presidente da estatal que não funciona e que é responsabilizada diretamente por não atender as necessidades da Controladoria Geral da União(CGU), possibilitando bilhões em fraudes, continua lá. Afinal de contas, ele não está lá para trabalhar. É para fazer política do jeito petista, usando a máquina pública em favor do partido.

Romário x João Paulo Cunha.

Romário, deputado pelo PSB do Rio, quer ser candidato a prefeito. Pode. Nestes nove meses, quem esperava que o "Baixinho" fosse matar sessões, pedalando e andando para o mandato, quebrou a cara. Dizem que ele está sendo um bom deputado. E que pegou gosto pela política. Quanto à falta de conhecimentos em gestão pública, que experiência tinha o atual prefeito Eduardo Paes, a não ser em trairagem, fazendo fama atacando Lula no PSDB e mudando para o PMDB para lamber os pés de Lula e viabilizar a candidatura? O problema da política não é ter um Romário querendo subir de posto. É ter um mensaleiro como João Paulo Cunha, do PT paulista, cuja mulher sacou R$ 50 mil para pagar a TV a cabo e que, ontem, estava colocando um projeto na CCJ, que ele preside, para anistiar José Dirceu, o chefe da sofisticada organização criminosa do Mensalão. Isso mesmo,  João Paulo Cunha é o presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal.  Romário prefeito do Rio é uma bênção.

Lula volta a trabalhar na próxima semana, segundo a ministra da Dilma que matou serviço na sexta para visitar o "boss".

Uma ministra de Estado sai de Brasília em jatinho oficial para receber ordens de um ex-presidente e a imprensa não fica escandalizada. Relata até a cor do batom da ministra. No entanto, a imprensa fica escandalizada quando pedem para Lula ir se tratar no SUS. Imprensinha, a nossa.

Em tratamento contra um tumor na laringe, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve voltar a despachar já na próxima semana em seu escritório no Instituto Cidadania, em São Paulo. Segundo a ministra Miriam Belchior (Planejamento), uma das primeiras reuniões de Lula será com a senadora Marta Suplicy, que, pressionada pelo ex-presidente, anunciou anteontem sua saída da disputa pela vaga do partido para concorrer à Prefeitura de São Paulo em 2012. "Ele falou cinco minutos do tratamento e todo o resto do tempo de política e do Corinthians", disse a ministra, que visitou o ex-presidente na tarde de ontem ao lado do prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT).

Lula trabalha para que o ministro Fernando Haddad (Educação) seja o candidato petista em São Paulo."Ficamos discutindo o quadro político de São Paulo e do ABC. Se ele está falando que na próxima semana vai trabalhar, imagina no ano que vem quando estiver terminado o tratamento?" Mais cedo, uma equipe médica ficou por 40 minutos com Lula para uma avaliação. "A disposição dele é continuar do jeito que está vindo o tratamento e, na semana que vem, começar a ir para o escritório e passar algumas horas por dia. Receber duas a três pessoas por dia", afirmou Marinho. Segundo o prefeito, Lula deve conversar também com outros pré-candidatos do PT. De acordo com o Hospital Sírio-Libanês, uma equipe médica irá hoje à casa de Lula para retirar a bomba de infusão de medicamentos e fazer avaliações. Por 120 horas, a bomba ficou ligada ao cateter implantado em Lula, inclusive à noite. No domingo, Lula deve receber a visita do ex-ministro José Dirceu (PT), com já quem conversou pelo telefone. (Da Folha)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

TCU: R$ 2,3 bi de superfaturamento e corrupção em obras do governo petista.

O TCU (Tribunal de Contas da União) fiscalizou o andamento de 230 obras por meio do Fiscobras, programa anual do tribunal que verifica a execução de obras financiadas total ou parcialmente por recursos da União. As correções propostas pelos auditores podem gerar benefícios de até R$ 2,6 bilhões aos cofres públicos, informou o TCU. O relatório, que será conhecido na próxima semana, aponta que os principais problemas identificados neste ano estão ligados a evidências de superfaturamento e projeto básico deficiente. As obras fiscalizadas são escolhidas conforme critérios definidos pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, incluindo materialidade e histórico de irregularidades. Após ser julgado na próxima terça-feira (8), o balanço do TCU será enviado ao Congresso Nacional. As informações do Fiscobras são usadas pela Comissão Mista de Orçamento para tratar da distribuição de recursos orçamentários para o próximo ano. A partir das orientações dadas pelo tribunal, os parlamentares definem se projetos devem ser paralisados ou ter parte de seus recursos barrados por ação cautelar.(Da Folha Poder)

PSDB faz seminário para turbinar Aécio. Serra avisa que não vai.

O ex-governador de São Paulo e ex-presidenciável tucano José Serra avisou a correligionários que não deve comparecer ao seminário "A Nova Agenda", que o ITV (Instituto Teotônio Vilela) promove no Rio de Janeiro na segunda-feira. Serra viajou na semana passada para o exterior e só deve voltar nos próximos dias. Além disso, o paulista não pretende participar do evento, que, segundo a avaliação de aliados seus, é promovido sob medida para promover Aécio Neves (MG), que, assim como ele, pavimenta caminho para postular a candidatura à Presidência em 2014. No seminário devem ser discutidas propostas para a futura reformulação do programa do partido, num embrião do que deve ser a plataforma eleitoral dos tucanos para tentar voltar ao poder. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fará o encerramento do evento.(Da Folha Poder)

Rumo ao Sul.

O Blog dá uma paradinha até amanhã. Os comentários continuarão a ser liberados, normalmente. Chimarrão, Colorado, cachaça com butiá, costela de ripa, família, Rio Grande do Sul. Como sempre, ficarei atualizado pela área de comentários. Um abraço e obrigado.

Mais um jornalista inconformado com a ironia popular que pede "Lula no SUS".

Mais um jornalista assina coluna contra a manifestação democrática, livre e cidadã que cobra que Lula faça o seu tratamento no SUS, representando a insatisfação gigantesca que existe no país contra a péssima qualidade do atendimento e as longas filas para tratamentos mais especializados, como o câncer. O nome dele é Alon Feuerwerker. Nem vale a pena reproduzir o texto, que é previsível e igual ao de tantos outros que já saíram a demonizar um clamor popular, mas apenas pegar os seus argumentos centrais, dando a resposta que ele merece e que são simples, claras e transparentes:

1. "Se Lula tem plano de saúde e fontes de recursos para tratar-se no Sírio, fez bem em ir para lá. Pois deixou de ocupar no Icesp uma vaga, que agora irá servir a alguém que não pode pagar o Sírio."

Ninguém está questionando a capacidade de pagamento do plano de saúde do Lula. A mentira é que Lula estaria tirando o lugar de um pobre coitado ao ir fazer o tratamento no SUS. A verdade ( e é este recado que o movimento Lula no SUS está mostrando) é que, se fizesse tal opção, ele entraria em uma fila de mais de 70 dias para a primeira sessão de quimioterapia e em outra fila de mais de 120 dias para a primeira sessão de radioterapia. A não ser que o jornalista já parta do princípio de que Lula teria o direito de furar a fila e tirar um Silva qualquer que lá estaria penando, às vezes agonizando, por mais de 70 ou 120 dias. Desenhando: Lula teria que aguardar a sua vez, como mais de 200.000 brasileiros cancerosos que dependem do SUS, neste exato momento.

2. "Não houve campanhas tipo #ZeAlencarnoSUS."

A explicação é muito simples. José Alencar jamais disse que a saúde no Brasil estava quase perfeita. Jamais sugeriu que Obama criasse a maravilha do SUS nos Estados Unidos para que "us americanu tivessem atendimento de qualidade". Jamais disse que tinha vontade de ficar doente para poder ser tratado ali naquela UPA que ele estava inaugurando, de tão boa que ela era. Lula passou oito anos mentindo sobre saúde pública. Na hora em que precisou, correu para o Sírio-Libanês.Os brasileiros estão punindo a arrogância e as mentiras de Luiz Inácio Lula da Silva.

3.  "Uns diziam que só a luta armada resolveria, já outros preferiam apostar na organização das massas e na luta político-eleitoral. Vou fazer como naqueles bons tempos. Depois que se cansarem do teatro, das piadas e da desopilação hepática, gastem um tempinho para raciocinar e esclareçam: qual é, afinal, a proposta?"

A colocação é descabida. O que está sendo cobrado é o "pratraismente" e não o "prafrentemente". Lula esteve no poder durante 8 anos e só fez mentir sobre saúde pública. É isso que está sendo cobrado por esta massa cada vez maior de cidadãos, ao ponto de surpreender os arautos da divindade Lula.  Os brasileiros pagam uma das maiores cargas tributárias do mundo, similar a países que tem uma saúde de primeira qualidade. Os brasileiros indignados com o SUS não vão cansar das piadas e não vão se intimidar com patrulhas. Eles cansaram das mentiras do Lula. Está na hora de certa imprensa parar de se fazer de boba e aceitar o que realmente está acontecendo.

PT quer diminuir imposto do sítio do José Dirceu.

Com a justificativa de que quer taxar os mais ricos, o PT prepara o seu projeto de uma reforma tributária. Não, a idéia não é acabar com o imposto sindical que coloca, por ano, R$ 2 bilhões no bolso da "cumpanherada". Uma das idéias petistas é aumentar o Imposto Territorial Rural (ITR) para as grandes propriedades e diminuir para as pequenas. Mais ou menos assim. Aumenta o imposto da fazenda da Kátia Abreu, em Gurupi, Tocantins, que produz alimentos, gera renda e emprega centenas de pessoas, diminuindo a alícota do sítio do José Dirceu, em Vinhedo, São Paulo, onde ele recebe alegres convivas para festanças memoráveis. Não deveria ser o contrário?  Leia mais aqui.

A mentira continua sendo o câncer do Brasil.

Na França, Dilma Rousseff defende uma CPMF e uma Bolsa Família globais. Tem o apoio de Sarkozy, o presidente francês que vende submarinos e quer empurrar caças mais caros e menos eficientes para o  Brasil. A presidente deveria estar preocupada é com o IDH, que coloca o nosso país na metade debaixo do levantamento, um humilhante 84o. lugar. O IDH espelha a grande mentira que foi Lula e contrasta o tão propalado sucesso dos programas sociais petistas. A saúde pública, da qual Lula foge depois de dizer que estava quase perfeita e que tinha vontade de ficar doente para ser tratado numa UPA, a educação em petição de miséria e a renda concentrada nos banqueiros,especuladores, sonegadores e corruptos, não autoriza o Brasil a pedir ao mundo que adote a sua receita contra a pobreza. Na verdade, é um discurso arrogante feito lá fora com o objetivo de repercutir aqui dentro, uma estratégia muito usada por Lula. Tempos atrás, Lula disse que iria sugerir que Obama criasse uma maravilha como o SUS. Dilma segue no mesmo caminho ao sugerir uma CPMF e uma Bolsa Família globais. Isso sem falar que Lula, diante do péssimo índice de desenvolvimento humano do Brasil, sugere o quê, "iradíssimo"? Que o índice seja mudado. Quer aparelhar o PNUD como foi feito com o IPEA, o INEP, o IBGE. A mentira continua sendo o câncer do Brasil. Está cada vez mais claro que o Brasil é a fila do SUS,  não é a gente diferenciada do Sírio-Libanês.

Boa pra chuchu.

A frase do presidente do PSDB de São Paulo, Pedro Tobias, resume o quadro da disputa eleitoral na capital paulista em 2012. Referindo-se ao petista Fernando Haddad e ao mesmo tempo clamando para que José Serra aceite entrar na disputa, justificou:

" O novo ninguém sabe o que vai dar."

Resta saber o motivo da insistência dos tucanos em realizar prévias, rachar o partido e colocar um tucano novo "que ninguém sabe o que vai dar" para disputar a maior cidade do país contra um PT unido em torno de Haddad. José Serra já afirmou que não concorrerá. Sua candidatura só seria boa para Geraldo Alckmin. Boa pra chuchu.

Mensaleiro petista João Paulo Cunha, presidente da CCJ, queria "descassar" José Dirceu na Comissão.

O projeto que anistia os deputados cassados pela Câmara no escândalo do mensalão, descoberto em 2005, foi incluído na pauta da reunião da próxima quarta-feira da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a principal comissão da Casa. O presidente do colegiado e responsável por definir a pauta é o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), um dos réus no processo sobre o tema que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta polêmica é de autoria do ex-deputado Ernandes Amorim (PTB-RO) e beneficiaria José Dirceu (PT-SP), Roberto Jefferson (PTB-RJ) e Pedro Corrêa (PP-SP) - os três foram cassados e também são réus no processo do STF. Se aprovada a anistia, eles poderiam disputar a eleição. A cassação os privou dos direitos políticos por oito anos.

Amorim argumenta na justificativa do projeto que a Câmara absolveu a maioria dos deputados citados no esquema o que, na visão dele, tornaria injusta a manutenção da punição somente aos três cassados. 'Não se justifica a manutenção da pena de inelegibilidade apenas para os três parlamentares cassados em plenário, designados arbitrariamente para expiar a culpa de grande parte dos parlamentares', diz o autor. O projeto tramita de forma conjunta com outra proposta, de autoria de Neilton Mulim (PP-RJ), que sugere exatamente o contrário. O projeto do deputado fluminense proíbe 'a concessão de anistia aos agentes públicos que perderam a função pública em decorrência de atos antiéticos, imorais ou de improbidade'. Por ambos tratarem do mesmo tema, ainda que com visões opostas, eles estão apensados. Por tramitarem conjuntamente, quando no início deste ano Mulim pediu o desarquivamento de seu projeto o que trata da anistia aos mensaleiros também voltou a tramitar. Ambos agora estão prontos para entrar na pauta da CCJ.

Na quinta-feira, 3, à noite, após ser questionado pelo Estado, 'João Paulo disse que determinaria que o projeto fosse retirado da pauta. Relator das duas propostas, o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP) deu parecer contrário a ambas. Em relação ao projeto de Mulim o peemedebista argumentou que a anistia tem 'fim social' e está prevista na Constituição, não sendo possível acabar com essa possibilidade por meio de um projeto de lei ordinária. No caso da anistia aos chamados 'mensaleiros', Chalita vota de forma contrária por considerar a proposta 'casuística' e ofensiva ao princípio constitucional da 'moralidade'. 'A adoção do casuísmo, isto é, a subordinação do interesse geral ao caso particular conforme a conveniência política do momento, além de afrontar comandos fundamentais do processo legislativo, implica, no caso concreto, ofensa ao princípio da moralidade previsto nos arts. 37, caput, e 14, § 9.º, ambos da Constituição', argumenta Chalita.

O parecer contrário, porém, não significa que o projeto será rejeitado. O plenário da comissão pode rejeitar a orientação do relator e aprovar o projeto. Tal mudança pode ser feita num 'voto em separado' ou mesmo com um pedido de preferência para analisar a proposta desejada antes do voto do relator. Empenhado em voltar rapidamente à política, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, apontado como chefe do esquema do mensalão, já disse que buscará a anistia no Congresso se for absolvido pelo Supremo. O processo deve ser julgado pela Corte no próximo ano. Mesmo se forem considerados inocentes pelo STF, os três não podem disputar eleições até 2015 porque perderam os direitos políticos ao serem cassados pelos colegas. Só um projeto de anistia, aos moldes deste que está na CCJ, poderia reverter essa situação. ( Do Estadão)

Lula quer mudar o IDH porque a saúde no Brasil não é quase perfeita e a educação do Haddad foi reprovada. PNUD, fica com pena do Lula!

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligou ontem para o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, "iradíssimo" com a posição do Brasil no ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da ONU. O país avançou apenas uma posição e aparece em 84º lugar entre 187 países. O ranking, divulgado pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), leva em conta indicadores de escolaridade, renda e expectativa de vida. "Ele nos deu um telefonema iradíssimo hoje [ontem], disse que era injusto e que a gente tinha que reagir", contou Carvalho, que foi chefe de gabinete de Lula nos oito anos de seu governo, durante um seminário em Brasília. O ex-presidente está de repouso em casa, em meio a um tratamento para combater um câncer na laringe.

No mesmo dia, a ministra Tereza Campello (Desenvolvimento Social) convocou a imprensa para contestar o indicador das Nações Unidas. Assessorada por servidores do ministério da Educação e da Saúde, Campello negou que a defesa tenha sido feita a pedido de Lula. Na entrevista, ela lamentou que os dados usados sejam de 2006. Segundo a ministra, isto faz com que avanços do Bolsa Família, de melhorias do salário mínimo e de outros programas sociais não sejam considerados. "Um dos pleitos do governo brasileiro é que estes avanços apareçam. Nós certamente teremos um salto muito grande. [Haverá] um impacto muito maior a partir do ano que vem", afirmou. E completou: "O Brasil avança, continua melhorando. Mas nossa avaliação é que esse avanço é ainda maior".

No entanto, este tipo de dado não é considerado no IDH, e sim em outro índice do relatório, o IPM (Índice de Pobreza Multidimensional). Segundo a ONU, o relatório usou dados de 2006 para que houvesse uma mesma base de comparação entre todos os países -muitos deles têm informações defasadas. Campello, porém, destacou os pontos positivos apontados no relatório, como redução da desigualdade e acesso a bens de consumo: "O governo recebe o relatório considerando que ele reconhece os esforços do país em reduzir desigualdades". ( Da Folha de São Paulo)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Agnelo do PT, o novo Arruda, demite todos os delegados, chefes e diretores da Polícia Civil.

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, oficializou nesta quinta-feira, 3, a exoneração de toda a cúpula da Polícia Civil. Ao todo, 43 delegados-chefes, sete diretores de departamento e a diretora-geral, Mailine Alvarenga, foram afastados. A mudança, segundo delegados, é uma reação à divulgação de escutas telefônicas que captaram conversas de Agnelo com o policial militar e lutador de Kung Fu João Dias Ferreira, delator dos desvios de verbas no Ministério do Esporte. As escutas, autorizadas judicialmente, foram gravadas pela própria Polícia Civil no âmbito da Operação Shaolin, que investigou supostos desvios de dinheiro público que deveria ir para uma organização ligada ao PCdoB, ex-partido de Agnelo. O conteúdo dos diálogos, revelado no fim de semana pela revista Época, mostra a existência de uma proximidade entre Agnelo e Dias. O governador sempre negou qualquer relação mais próxima com o PM. Leia mais aqui.

Aécio Neves vê calúnia, preconceito e agressividade nos internautas que pedem que Lula faça tratamento no SUS. O que será que estes internautas vêem nele?

Leia abaixo a íntegra da nota do senador Aécio Neves (PSDB-MG), entrando na onda petista de demonizar uma grande maioria que pede para Lula, que sempre elogiou o SUS, ir fazer o seu tratamento lá. 

"Depois de ter expressado seus votos de rápido restabelecimento ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está fazendo tratamento contra câncer na laringe, o senador Aécio Neves também se solidarizou com o ex-presidente pela campanha que está sendo feita contra ele na internet. "A internet deve ser o espaço de debate, troca de opiniões, do exercício do contraditório. É sempre lamentável quando esse espaço se presta à manifestação de preconceitos, calúnias e agressividade", disse o senador."

O choro dele é "o" choro.

Da coluna da Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo
 
José Dirceu e sua namorada, Eva, passaram o dia das bruxas na pousada Triboju, em Fernando de Noronha, fechada para eles e outros 25 amigos. O grupo, na verdade, comemorou o aniversário dela, que pesquisa a mudança do ciclo lunar para escolher o local da celebração. Os donos da pousada, Ricardo e Durval Lelys, do Asa de Águia, deram as diárias de presente aos convidados de Eva.  Foi lá que souberam do câncer de Lula. Eva disse aos amigos que, pela primeira vez em quase uma década, viu Dirceu chorar.

Era só o que faltava quererem processar essa maioria anônima que deseja que Lula faça tratamento no SUS.

A imprensa mostra o quanto está aparelhada ao tentar enfrentar um sentimento justo e legítimo que tomou conta das redes sociais, com centenas de milhares de pessoas pedindo para Lula ir fazer o seu tratamento no SUS. Esta maioria anônima tem, já teve ou terá alguém na fila do sistema de saúde esperando mais de 70 dias por uma sessão de quimioterapia e mais de 120 dias para uma sessão de radioterapia. Jornalistas que não têm coragem de enfrentar a verdade e continuam mitificando Lula (segundo um dos maiores estampou hoje, "no terceiro dia da quimio, Lula repousou") agora atacam o anonimato. Querem saber o nosso nome por quê? Por que estamos bem de vida? Mesmo que fosse, 99% não teria recursos para pagar um tratamento que sairá no mínimo R$ 1 milhão. E que será pago, no caso de Lula, por um plano de saúde, mas um plano de saúde pago por nós, pois faz parte das vantagens eternas dos ex-presidentes. Vejam o que Ricardo Melo escreve hoje na Folha de São Paulo:

Entre os que acusam Lula de falar uma coisa e de fazer outra ao tratar o câncer no hospital Sírio-Libanês, existe uma parcela imensa que simplesmente destila ódios partidários, preconceitos ideológicos e ressentimentos pessoais. Não houve pesquisa a respeito, até porque essa turma adora a sombra do anonimato. Caso tivesse acontecido, provavelmente veríamos que a grande maioria está bem de vida. No íntimo, protestam por considerar Lula representante daquela gente diferenciada destinada a definhar em macas ao relento, longe do conforto de quartos individuais.

Mas há também quem, de forma sincera, embora confusa, externe uma frustração legítima. Muitos são eleitores que, ao votar no PT e conduzir um metalúrgico à Presidência, esperavam mudanças radicais após anos de descaso de gestões tucanas e assemelhadas diante da tragédia da saúde pública. Como qualquer cidadão civilizado, torcem pela recuperação de Lula, adoram que o ex-presidente seja bem tratado, mas se incomodam quando outros tantos são privados das mesmas atenções.

Só falta os Gilbertos Dimenstein e os Ricardos Melo quererem transformar em crime qualquer crítica à Lula. E saírem à cata dos anônimos que ousam criticar um presidente que sempre mentiu a respeito da saúde pública no Brasil, de forma deslavada. A Venezuela não é aqui. Nem a Argentina. Nem o Equador. Pelo menos enquanto existirem anônimos exercendo o seu direito de manifestação, gostem ou não gostem estes esbirros do PIP, o Partido da Imprensa Petista.