sábado, 22 de outubro de 2011

Surgem provas contundentes e Oposição exige demissão do ministro.

Depois de mais uma revelação de VEJA sobre o escândalo no Ministério dos Transportes, a oposição intensificou o coro pela saída do ministro Orlando Silva. O líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA), acredita que, se a presidente Dilma não exonerar o subordinado, deixará claro que é conivente com a corrupção. "Se isso não for prova, Dilma legalizará a corrupção no País. Ou toma atitudes, ou ela chancela a corrupção em seu governo. Orlando tem que sair", opina o parlamentar.

Para Duarte Nogueira (SP), líder tucano na Câmara, a demissão do ministro já devia ter ocorrido na semana passada. E, agora, a situação se  torna ainda mais grave: "A própria presidente, num ato de apoio ao PCdoB, fez ontem a manifestação de que precisava de provas. Se precisava, as provas estão aí", afirma.  A situação do ministro pode gerar um impasse: como fez nos casos anteriores, Dilma espera que o ministro peça demissão. Mas o PCdoB não aceita. "Até agora ela não demitiu ninguém. Se o PCdoB e o Orlando Silva insistirem, não vai restar alternativa senão exonerá-lo", afirma o líder tucano. A oposição, que já pediu investigação sobre o ministro à Procuradorai Geral da República e cobrou satisfações de Orlando Silva quando ele esteve no Congresso, agora se prepara para a oitiva de João Dias, o policial militar que delatou o esquema. Ele vai comparecer à Comissão de Fiscalização Financeira da Câmara na semana que vem.

Reportagem - A edição de VEJA que chegou às bancas neste sábado mostra como assessores diretos do ministro Orlando Silva favoreceram João Dias usando um expediente fraudulento. Em 2 de abril de 2008, o ministério havia encaminhado à Polícia Militar um ofício mostrando irregularidades cometidas por entidades controladas por Dias. Mas o delator do esquema foi até o ministério e cobrou uma mudança de posição.  Deu certo. Cinco dias depois, o Esporte pediu à Polícia Militar que desconsiderasse o primeiro ofício. E o documento foi emitido com  data anterior à real - uma farsa para permitir que o prazo para a defesa de João Dias fosse prorrogado. "O que nós estamos tentando fazer aqui é remediar a m. que foi feita", diz, na reunião, Fábio Hansen, assessor especial de Orlando Silva. Os fatos mostram como o homem que foi chamado de "delinquente" pelo ministro gozava de privilégios dentro da pasta. ( Da Veja)

Chantagem para manutenção do ministro do Esporte tem as nove digitais de Lula.

Pouco antes de chegar ao Palácio do Planalto para ser demitido por Dilma Rousseff, Orlando Silva, o ministro do Esporte que até a FIFA já descartou, recebeu orientações expressas do parceiro, amigo e companheiro Lula, para resistir. Fontes próximas ao ministro afirmam que Lula mandou Orlando Silva jogar pesado contra Dilma, ameaçando com denúncias que atingiriam em cheio o governo federal. Orlando seguiu as instruções e permaneceu no cargo. E Dilma perdeu mais uma para Lula. Acima, parte do diálogo entre Lula e Orlando Silva, divulgado por testemunhas do telefonema. ( Ilustração: reprodução de noticia de O Globo)

Uma gravação arrasa com a defesa que Dilma e sua turma fazem do ministro.

A gravação da Veja comprova que havia uma associação criminosa do PM João Dias com os principais assessores do ministro comunista Orlando Silva e, por extensão, com o governador petista do DF, o ex-comunista Agnelo Queiroz. Esta prova destrói com toda a defesa que os assessores da presidente e ela própria organizaram para manter o ministro do Esporte no cargo. A gravação da Veja, feita na antesala do ministro do Esporte, mostra que há uma quadrilha agindo dentro de um órgão público, falsificando documentos e impedindo investigações. Como pano de fundo, o de sempre: corruptos assaltando os cofres públicos. 

O trecho da matéria da Veja, publicado no Blog do Reinaldo Azevedo:

(…)
João Dias estava preocupado com um documento encaminhado à Polícia Militar pelo ministério que o responsabilizava por irregularidades na execução do programa. Aquilo poderia custar-lhe o emprego. Os diálogos deixam claro que havia consenso entre as partes e que eles estavam ali para arrumar um jeito de salvar a pele do policial. “Eu só posso dizer a você duas coisas: primeiro, nós vamos apurar que m… é essa. A coisa fugiu do controle, e, por isso, estamos abrindo uma outra frente. Isso é um absurdo, está errado. Antes de mais nada, tá errado (…) Como é que você tá sendo cobrado em 3 milhões?”, diz Fábio Hansen na gravação.

João dias reclama da suposta traição e ameaça: “Nego tá querendo colocar a mão no ministro…”. “Porque, se eu quisesse me livrar, pegar os caras certos, nós pegaríamos”, diz o policial. A reunião avançou noite adentro e teve momentos de tensão. “O que nós estamos tentando aqui é tentar remediar a m… que foi feita”, diz Fábio Hansen.

O “remédio” para o problema ele detalha em outro trecho da reunião. “A gente pode mandar lá um ofício desconsiderando o que a gente mandou”, sugere Charles Rocha. Hansen completa: “Você faz três linhas pedindo prorrogação de prazo”. Depois recomenda que se processe uma fraude, apresentando um pedido de prazo “com data anterior à notificação”. “Imediatamente a gente faz isso, passa por fax, para o mesmo que foi encaminhado o outro, e a gente manda um portador entregar (…) na mesma hora“, diz Hansen. O roteiro combinado foi seguido à risca. Dois dias depois, o ministério enviou à PM um documento pedindo que o anterior fosse desconsiderado. Detalhe: o convênio cujo prazo para prestação de contas estava sendo prorrogado nessa artimanha havia vencido dois anos antes.

O implacável PIG. É por isso que eles querem censurar a imprensa.

As três principais revistas nacionais abrem o final de semana com denúncias arrasadoras contra a corrupção no Ministério do Esporte. A Veja sai com as gravações definitivas, feitas na antesala do gabinete de Orlando Silva, envolvendo os seus principais assessores, montanto mais uma fraude para roubar os cofres públicos. A Isto É vem com uma matéria extensa em que surge um novo acusador, desta vez disparando uma série de denúncias contra o governador petista, Agnelo Queiroz, o novo Arruda do DF. Por fim, a Época faz uma reportagem antológica sobre o "Comunismo de Resultados", mostrando as vísceras infectadas do PCdoB. Enquanto isso, a Dilma e a sua Turma tentam segurar a lama que já invade o Palácio do Planalto. O governo federal é cúmplice ou está sendo chantageado? Esta é a questão colocada diante do país, neste final de semana em que o implacável PIG (sigla de Partido da Imprensa Golpista criada pelas ratazanas da esgotosfera chapa branca) mostra o quanto uma imprensa livre pode ajudar o país a se livrar da corrupção.

Veja traz gravações que incriminam Agnelo Queiroz e Orlando Silva. E aí, Dilma?


Do Blog do Reinaldo Azevedo. 

Faz tempo que o Ministério do Esporte é um caso de Polícia… Federal!! Os próprios órgãos de fiscalização e controle do governo mais ou menos infensos aos esquemas organizados para roubar dinheiro público cobram a devolução de mais de R$ 40 milhões repassados a ONGs que não fizeram o trabalho para a qual foram contratadas. Boa parte delas tem algo em comum: são tocadas por pessoas ligadas ao PCdoB, partido do ministro Orlando Silva, que lotou a pasta de militantes da legenda, muitos deles ex-diretores da UNE, como ele próprio. É o comunismo de resultado… para os coministas.

Sucessivos escândalos deveriam bastar para que Silva ganhasse o olho da rua. Por muito menos, outros ministros, sem o pedigree esquerdista, foram demitidos. Na semana passada, VEJA trouxe o depoimento do PM João Dias Ferreira, dono de duas ONGs e íntimo da camarilha que comanda o Esporte desde os tempos de Agnelo Queiroz, antecessor de Silva e atual governador do Distrito Federal, um ex-comunista do Brasil que migrou para o PT. A denúncia caiu como uma bomba: segundo o policial, o chefe do esquema de desvios de recursos — cuja existência está mais do que provada — é o próprio ministro. Mais: ele teria recebido, pessoalmente, uma remessa de dinheiro na garagem do ministério.

Bem, vocês conhecem a história. Silva ficou indignado e passou a exigir “as provas” — UM COMPORTAMENTO INAUGURADO POR JOSÉ DIRCEU NA ÉPOCA DO MENSALÃO. Explico mais adiante o que quero dizer com isso. Bem, não será por falta de provas que o ministro manterá o seu emprego. Se ficar no cargo, será APESAR DELAS. VEJA, mais uma vez, cumpre o seu papel, Queriam provas? Vamos lá. 

Na edição passada, a revista revelou que, no começo de 2008, o comando da PM do Distrito Federal abriu um processo por desvio de conduta contra conta João Dias. Em ofício ao Ministério do Esporte, quis saber o que havia contra um de seus homens. A resposta não foi boa: informou-se que ele devia, então, R$ 3 milhões para a pasta. O policial ficou furioso e foi tirar satisfações. Deu resultado. O ministério enviou novo informe à PM, retificando o anterior e limpando a sua barra. POIS BEM! VEJA TEVE ACESSO A GRAVAÇÕES FEITAS PELO PRÓPRIO POLICIAL. Uma reunião de abril de 2008 impressiona pela desfaçatez, pelo cinismo e pela sem-cerimônia com que essa gente trata o dinheiro púbico.

Dois assessores diretos do ministro — Fábio Hansen (então chefe de gabinete da Secretaria de esporte educacional, que cuida do programa Segundo tempo) e Charles Rocha, então chefe de gabinete da secretaria executiva do ministério — dão a João Dias dicas de como fraudar o próprio ministério. Não só isso: fala-se abertamente de desvio de recursos e de como um militante do PCdoB embolsou R$ 800 mil. Todos riem. Leiam um trecho da reportagem de Rodrigo Rangel:


Os camaradas, o pastor, a polícia, a esposa, as provas se acumulam. Mas Dilma recua e mantém ministro no cargo.


Até hoje, a sustentação da defesa de Orlando Silva, o ministro comunista do PCdoB, era que o denunciante esra um desqualificado, um corrupto, um mau elemento. Vá lá, mesmo que o PM João Dias Ferreira deva ter a mesma presunção da inocência que o ministro e a sua gang partidária. No entanto, há dias que este argumento caiu por terra. As denúncias se acumulam. De ontem para hoje, além dos camaradas do partido e de um policial, aparece um pastor de igreja e a própria esposa no escândalo, um sendo vítima de achaque para oferecer 10% de propina ao PCdoB e ao ministro, a outra recebendo cachê por um trabalho que nada tem a ver com esporte sendo paga pelo Ministério do Esporte. Como a roubalheira está sendo boa para o PT e para o PCdoB, que fazem parte da base de apoio do Governo Federal, mesmo com todas as denúncias, Dilma Rousseff manteve o ministro no cargo. Avalizou os contratos fraudulentos do Programa Segundo Tempo. Virou sócia de Orlando Silva e do PCdoB perante a opinião pública. A vassoura da Dilma não resistiu ao peitaço que os comunistas deram, ameaçando abandonar o governo e ainda por cima denunciar Agnelo Queiroz, o novo Arruda do DF, contra quem as provas se acumulam. O convênio com os malfeitos foi renovado por Dilma. Afinal de contas, em time que está ganhando não se mexe.
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Em nota divulgada após o encontro com o ministro do Esporte, Orlando Silva, a presidente Dilma Rousseff afirmou 'que o governo não condena ninguém sem provas e parte do princípio civilizatório da presunção da inocência'. Após a reunião, que culminou com a permanência do ministro no cargo, apesar das sucessivas denúncias, Dilma também afirmou que não irá aceitar 'que alguém seja condenado sumariamente'. (Do Estadão)

Camaradas do PCdoB montam ONG para esposa do ministro faturar um extra.

A atriz Anna Cristina Lemos Petta, mulher do ministro Orlando Silva, recebeu dinheiro da União por meio de ONG comandada por filiados ao PCdoB, revelam documentos aos quais o Estado teve acesso. É a própria Anna Petta quem assina o contrato entre a empresa Hermana e a ONG Via BR. A entidade recebeu R$ 278,9 mil em novembro do ano passado e, em seguida, subcontratou a Hermana, empresa de produção cultural criada pela mulher do ministro e sua irmã, Helena. Documento da Junta Comercial de São Paulo informa que a Hermana foi criada menos de sete meses antes de fechar negócio com a ONG.

A empresa de Anna Petta prestou serviços de assistente de pesquisa para documentário sobre a Comissão da Anistia encomendado pelo Ministério da Justiça. Pelo trabalho a empresa de Anna, recebeu R$ 43,5 mil.Ana Petta decidiu, no final do mês passado, ressarcir o pagamento feito pela Via BR a sua empresa ao tomar conhecimento, segundo ela, de que a ONG tinha contratos com o Ministério do Esporte, comandado por seu marido.

Em nota divulgada na noite de ontem, o Ministério da Justiça afirma que a Via BR ficou em terceiro lugar na chamada pública divulgada no Diário Oficial da União em junho do ano passado e que, portanto, 'não há contrato direto do Ministério da Justiça com a Hermana Filmes ou com Anna Cristina Lemos Petta'. Ainda segundo a pasta, a Hermana Filmes recebeu por seu trabalho prestado à VR R$ 32.107,60, valor que foi depositado por Anna Petta em conta do convênio, no Banco do Brasil. Procurado pelo Estado, por meio da assessoria do ministro, o Ministério do Esporte afirmou não ter conhecimento do negócio entre ONG e a Hermana.

A ONG Via Brasil tem em seus quadros Adecir Mendes Fonseca e Delman Barreto da Silva, filiados ao PC do B. A entidade também foi contratada em maio do ano passado pelo Esporte, para promover a participação social na 3.ª Conferência Nacional do Esporte. No negócio, recebeu mais R$ 272 mil. A gênese da entidade que recebeu mais de meio milhão de reais dos cofres públicos no ano passado também é peculiar. A Via Brasil assumiu o cadastro fiscal de uma outra entidade, chamada Associação Maria Amor e Esperança, a Amae, conforme informou a ONG Contas Abertas.

A operação, datada de fevereiro de 2009, segue o roteiro de criação fraudulenta de entidades sem fins lucrativos para se habilitar a receber recursos da União sem o tempo mínimo de existência exigido para esse tipo de negócio. Pouco mais de um ano depois de se incorporar à Amae, a Via BR já recebia dinheiro da União, por meio de convênio com o ministro do PC do B. Para receber verba pública, uma ONG precisa comprovar três anos de funcionamento.

No primeiro convênio com o Esporte, a Via BR foi encarregada de mobilizar 90 mil participantes nas etapas preliminares da conferência, realizada no início de junho. O convênio foi assinado menos de um mês antes do evento. A prestação de contas ainda não foi aprovada. O ministério alega ter levado em conta apenas a capacidade técnica da entidade. Parte das notas fiscais exibidas tem data anterior à liberação do dinheiro. O segundo convênio com a Via BR foi assinado em agosto e publicado em novembro de 2010 pelo D.O.U. A entidade foi contratada para produzir documentário sobre perseguidos políticos, filhos de militares e o trabalho da Comissão da Anistia. Mais R$ 279,9 mil foram pagos em dezembro de 2010. Não houve prestação de contas.

Os negócios com a Via BR têm mais um capítulo envolvendo a família de Orlando. A entidade subcontratou, além da Hermana, uma empresa chamada Contra Regras Arquitetura e Desenvolvimento de Projetos. A Contra Regras recebeu da União R$ 105 mil, por meio dos dois convênios, com a Justiça e o Esporte. A empresa também participou da campanha de Gustavo Petta - cunhado de Orlando Silva - a deputado federal pelo PC do B de São Paulo no ano passado e doou os serviços a ele. Atualmente Gustavo Petta é suplente de deputado estadual é secretário de Esporte e Lazer de Campinas (SP). ( Do Estadão)

Ameaça contra petista Agnelo, o atual Arruda do DF, impediu a demissão de Orlando Silva.

A presidente Dilma Rousseff decidiu manter no cargo o ministro do Esporte, Orlando Silva, para não ir 'a reboque' da imprensa nem entregar a sexta cabeça de seu governo na esteira de denúncias publicadas na mídia. Orlando ganhou sobrevida após ter convencido Dilma de que não há provas para derrubá-lo e depois de muita pressão do PC do B. 'Vamos tocar a vida para a frente e esperar os próximos acontecimentos', disse a presidente durante a conversa com Orlando, ontem à noite, no Palácio do Planalto. Dilma avaliou que o titular do Esporte foi 'muito firme' ao dar os esclarecimentos sobre as acusações contra ele e, de acordo com interlocutores, decidiu não mais ficar refém da imprensa. Orlando disse que estava sendo vítima de 'calúnias' por parte de um 'delinquente', o policial militar João Dias Ferreira.

Sem convicção do envolvimento do ministro nas denúncias, a presidente resolveu pagar para ver e dar nova chance ao ministro, apesar do desgaste político. Não foi só: a cúpula do PC do B também avisou o governo que não aceitava indicar outro nome da legenda para a cadeira de Orlando. Ameaçou até mesmo sair da base aliada, caso o ministro fosse dispensado. A crise no Ministério do Esporte azedou de vez as relações entre o PT e o PC do B. Orlando passou o dia de ontem em várias reuniões com dirigentes de seu partido, que viram no episódio o 'fogo amigo' de petistas e anunciaram que iriam resistir.

'Tem muito olho gordo nessa cadeira por causa da Copa do Mundo de 2014, mas o PC do B não aceita sair assim, com a pecha de corrupto', resumiu o presidente da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, que encerra o mandato nos próximos dias. 'Somos um partido diferente dos outros.' Em conversas reservadas, parlamentares e dirigentes do PC do B afirmam que muitas das denúncias são alimentadas e estimuladas por interlocutores do governador do DF, Agnelo Queiroz (PT). Alvo de inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ), acusado de envolvimento em fraudes quando era titular do Esporte e filiado ao PC do B, Agnelo está hoje em rota de colisão com o antigo partido. O Palácio do Planalto temia uma revanche do PC do B para derrubar Agnelo, o que pesou para Dilma tomar a decisão de manter o ministro. Além disso, aliados de Orlando já diziam que ministérios comandados pelo PT, como a Saúde e a Educação, não resistiriam a uma devassa em seus convênios. ( Do Estadão)

Investigado pelo PGR e defendido pela AGU, ministro tem a confiança da Dilma.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, entregou nesta sexta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de abertura de inquérito contra o ministro do Esporte, Orlando Silva, e o governador do Distrito Federal, o ex-titular da pasta Agnelo Queiroz. No caso de Agnelo, Gurgel solicita que o Supremo avoque um inquérito que já tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra o governador, em cuja gestão no Esporte foram constatados desvios em convênios com Organizações Não-Governamentais.  

Esquema - O procurador menciona, no pedido, "fatos amplamente noticiados pela imprensa". Na edição desta semana, VEJA mostra o funcionamento de um esquema de corrupção no Ministério do Esporte. Uma das testemunha diz ter entregue pessoalmente uma caixa repleta de dinheiro a Orlando Silva. A atitude de Gurgel torna ainda mais frágil a situação de Orlando Silva, que deve conversar com a presidente ainda nesta sexta-feira. O comunista, que resiste em entregar o cargo, diz ser vítima de uma armação montada por "delinquentes". (Da Veja)

Pastor acusa comunistas do Esporte: "veio um monte de urubu querendo comer o filezinho do projeto"

Folha - Quando o sr. fez o convênio com o ministério houve pedido de propina?
David Alves de Castro - O que posso dizer para você é o seguinte: houve pedido, houve pressão, mas eu não vou dar nome de ninguém. Nós não pudemos dar.

Que problemas o sr. enfrentou por não aceitar?
Houve dificuldade porque evidentemente não houve propina. Aí, o que acontece? Eles dificultam, dizem que não vão aceitar.

Eles falavam em nome do ministro?
Eles falavam em nome do ministro Agnelo, lógico, e do PC do B. Todos eles usavam o nome do ministro. Diziam: é pro ministro. A entrada do projeto foi feita no início do ano, quando ele ainda estava lá. Quem me procurou foi em nome dele.

Mas quando o sr. assinou o ministro era o Orlando.
Não conhecia o Orlando.

E as pressões?
Quando liberou a primeira parte do dinheiro, aí veio um monte de urubu querendo comer o filezinho do projeto

O senhor se lembra quem eram os "urubus"?
Fui procurado por duas pessoas. Um deles com cargo no ministério.

Quanto pediram ao sr.?
Eles queriam esse valor de 10%. Queriam a qualquer custo. Eles alegavam que era para suporte político do ministro. Em tudo tinha dificuldade. Por exemplo, o ministério tinha que fornecer as camisetas para os alunos. Só que de 5.000 camisetas você recebia metade.

O sr. se recusou a pagar propina, mas recebeu o valor total do convênio.
Saiu porque eles ficavam naquela expectativa de que quando saísse a maior parte eles imaginavam que a gente fosse liberar. Só que na igreja eu não trabalho sozinho. Para eu roubar eu tenho que roubar junto com muita gente. Aí, minha filha, foi difícil.

Comunistas do Orlando queriam dízimo de pastor para liberar dinheiro público.

O fundador de uma igreja que recebeu R$ 1,2 milhão do Ministério do Esporte diz que foi pressionado a repassar 10% do dinheiro para os cofres do PC do B, o partido que controla o ministério. "Veio um monte de urubu comer o filezinho do projeto", disse à Folha o pastor evangélico David Castro, 56, que dirige a Igreja Batista Gera Vida, de Brasília. Ele diz que se recusou a pagar a propina. É a segunda pessoa que vem a público nesta semana acusar o Ministério do Esporte de desviar para o PC do B dinheiro destinado a convênios com organizações não governamentais. O policial João Dias Ferreira, dono de duas ONGs que tiveram convênios com o ministério, disse à revista "Veja" que o próprio ministro Orlando Silva recebeu propina na garagem do ministério. Orlando nega a acusação.

O ministério fechou convênio com a Igreja Batista Gera Vida no fim de 2006 para desenvolver atividades esportivas para 5.000 crianças carentes, dentro do programa Segundo Tempo. O projeto foi apresentado ao ministério pelo pastor Castro no início de 2006, quando o ministro era o atual governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, hoje no PT. Quando o convênio com a instituição foi assinado, em 14 de novembro de 2006, Orlando Silva já era o ministro. O dinheiro foi liberado em duas parcelas: a primeira seis dias depois da assinatura do convênio e a segunda em 2 de abril de 2007. Funcionário aposentado do Banco Central, o pastor se recusou a dar o nome das pessoas que teriam cobrado a propina, mas afirmou que uma delas era um funcionário do ministério. Ele afirmou que, após a liberação da primeira parcela do dinheiro, no final de 2006, foi procurado por duas pessoas que diziam falar em nome do PC do B e Agnelo. "Usavam o nome do ministro. Diziam: 'É para suporte político do ministro'."

Filiado ao PP, Castro afirmou que sofreu retaliação por não ter pago a propina exigida. "Na hora da prestação de contas [do convênio], houve dificuldade porque evidentemente não houve propina."O Ministério Público Federal acusa a igreja de ter cometido irregularidades numa licitação aberta para compra de merenda e cobra a devolução do dinheiro do convênio. Foi só depois disso que o ministério decidiu reprovar as contas da entidade. "Era uma forma de eles tirarem o corpo fora", disse o pastor.Antes dessa manifestação do Ministério Público, a pasta chegou a mandar uma carta para a igreja oferecendo a renovação do contrato.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Orlando ameaça e Dilma não demite.

Um certo Dossiê Agnelo manteve no cargo Orlando Silva, ministro do Esporte, por falta de provas contra ele e excesso de provas contra o petista.

Até a esposa do ministro levava o dela.

Documentos obtidos pelo Estado mostram que Anna Cristina Lemos Petta, mulher do ministro do Esporte, Orlando Silva, recebeu dinheiro da União por meio de uma ONG comandada por filiados ao PC do B, partido do marido e ministro. A informação sobre negócios da União com a empresa de familiar de Orlando Silva teria preocupado a presidente Dilma Rousseff, que vai se reunir com o ministro. Ele poderá deixar o Palácio do Planalto na condição de ex-ministro do Esporte.Leia mais aqui.

FIFA não quer papo com ministro do Esporte.

O secretário-geral da Fifa, Jerôme Valcke, afirmou nesta quinta-feira na Suíça que a entidade terá um novo interlocutor no governo brasileiro, em substituição ao ministro do Esporte, Orlando Silva, alvo de acusações de corrupção nos últimos dias. Ele não disse quem será o novo representante. Haverá um encontro em novembro entre a cúpula da Fifa e o governo brasileiro para lidar com a questão da Lei Geral da Copa do Mundo de 2014, que gera atritos entre as duas partes por conta de questões de marketing, TV e ingressos.  "Novembro [visita da Fifa ao Brasil] é a ideia de quando vamos ver o novo representante da presidente Dilma [Rousseff] para a Copa. E representante do parlamentar. Estou confiante que a presidente apontou uma equipe independentemente do que acontecer com Orlando [Silva]. É tempo de acabar com esse ideia [projeto de lei sobre a Copa] que não estamos adiantados", disse Valcke, deixando escapar uma crítica ao país. (Da Folha Poder)

Em 2005, o TCU já havia flagrado os desvios do Programa Segundo Tempo. O que o TCU fez? Nada.

Entre fevereiro e junho de 2005, o Tribunal de Contas da União realizou "auditoria com o intuito de avaliar o Programa Segundo Tempo", levantando problemas e propondo melhorias. A metodologia foi visita direta aos núcleos com maior número de participantes e 2.429 questionários enviados para outros conveniados.  O resultado está publicado na internet. Vejam, abaixo, trechos copiados do sumário executivo apresentado ao plenário da casa, em junho de 2006.

Havia fraudes escandalosas no número de atendimentos ...
 As crianças eram entregues a "professores" e "monitores" sem a qualificação necessária ...
50% dos núcleos visitados não tinham recebido o material esportivo...


Já tinham sido constatados indícios de falcatruas na distribuição de merenda para as crianças, no que viria a transformar-se em uma das maiores fontes da roubalheira do Programa Segundo Tempo ...
Mais uma constatação do TCU: a precariedade das instalações esportivas, com crianças praticando esporte em terrenos baldios...

Por fim, o TCU fazia recomendações para a melhoria do Programa Segundo Tempo. Na verdade, confirmava que nada está funcionando, basta olhar a lista de sugestões: mais uniformes, mais comida, mais professores, mais instalações esportivas...
É surpreendente que o TCU não tivesse, à época, interrompido o Programa Segundo Tempo, que desde 2003 já havia consumido R$ 100 milhões. Surpreendente nem tanto. A associação dos funcionários do tribunal é uma das entidades inadimplentes no convênio realizado com o programa, de quem a CGU tenta reaver dinheiro público, R$ 2,5 milhões  desviados das suas finalidades. 

Há 5 anos atrás, o TCU tão somente recomendou corrigir todas as distorções encontradas hoje. Nada mais foi feito.Nada mais foi cobrado. A farra continuou. Inclusive para a alegria dos membros da sua associação de funcionários. Desde 2004 (clique na imagem acima para ampliar) o próprio TCU recebia dinheiro público do Segundo Tempo, fraudando vergonhosamente os seus objetivos. Por que o TCU não fiscalizou a própria casa? A resposta é uma pergunta: um país destes tem jeito?

Cômico.

O momento mais cômico do programa do PCdoB, levado ao ar ontem à noite em rede nacional, foi quando um jovem militante de Brasilia, centro do escândalo que atinge em cheio a sigla, afirmou: " ser socialista é respeitar o dinheiro público". É?

Aécio dá um golpe na história para tornar Tancredo um herói nacional.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato ao Planalto em 2014, é o centro das atenções de um novo documentário que conta a trajetória política do presidente Tancredo Neves (1910-1985). Ele ocupa quase seis minutos de "Tancredo, a travessia", dirigido pelo cineasta Silvio Tendler. A Folha assistiu à edição final do filme, que terá pré-estreias em quatro capitais na semana que vem. O tucano confirmou presença em todas as exibições. Aécio era secretário particular do avô e tinha 25 anos quando ele morreu, sem conseguir tomar posse. Mesmo assim, aparece mais que políticos já influentes na época, como os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e José Sarney, que assumiu em seu lugar.

O senador é recordista de participações ao longo do filme: 13 falas, fora as cenas em que surge em segundo plano ou em fotografias em preto e branco abraçado ao avô.  Num trecho, é convidado a analisar a derrota de Tancredo para Magalhães Pinto na disputa pelo governo de Minas, em 1960. Aécio era um bebê de sete meses quando a eleição foi realizada. O documentário infla o papel de Tancredo em alguns momentos da história, como a crise que sucedeu à renúncia do presidente Jânio Quadros, em 1961. O mineiro é apresentado como o negociador que "impediu a guerra civil" e garantiu a posse do vice-presidente João Goulart.

A narrativa ignora a resistência organizada pelo então governador gaúcho Leonel Brizola, apontado na maioria dos livros como o verdadeiro responsável por evitar um golpe militar contra Goulart. No episódio do suicídio do presidente Getúlio Vargas, em 1954, atores encenam sua última reunião no Catete. Tancredo, ministro da Justiça, sobressai ao enquadrar os colegas militares e conclamar toda a equipe a "morrer em defesa de uma causa justa".

Os melhores momentos do filme são as imagens de arquivo, incluindo a cena em que o presidente João Figueiredo se deixa filmar no hospital, de roupão, ligando para parabenizar Tancredo pela vitória no colégio eleitoral -algo impensável hoje, na era do marketing político. Ainda emocionam as imagens da votação da emenda das diretas e do adeus popular ao presidente que foi sem nunca ter sido.

Tendler foi localizado ontem, mas disse que estava no avião e não podia falar. Em outra ocasião, afirmou que Aécio não interferiu no filme. O produtor Roberto D'Ávila disse que Aécio é herdeiro político de Tancredo e que sua participação é "mais emocional do que política". "A família não teve interferência nenhuma na produção. Não é um filme chapa-branca." (Da Folha de São Paulo)

No PT, um jantar com o chefe do mensalão é "o" jantar.

No auge do poder, o petista cassado fazia questão de dizer que um telefonema seu era "o" telefonema...

No sábado, Fernando Haddad ganhou mais um apoio, o do ex-ministro e deputado cassado José Dirceu, selado em jantar no apartamento do cacique. Apesar de ser réu no processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal, Dirceu tem grande ascendência no PT e sobre aliados de Marta, como Vaccarezza, Mentor, Devanir e João Paulo. No jantar, Dirceu e Haddad discutiram "saídas" para evitar as prévias. A avaliação foi que, caso o ministro derrote Marta, ela não se engajará na campanha -e Haddad, desconhecido, precisará dela como puxadora de votos. Foi depois desse jantar que o grupo de Marta fechou o diagnóstico de inviabilidade de sua pré-candidatura. ( Da Folha de São Paulo, sobre o esvaziamento da candidatura de Marta Suplicy à prefeitura de São Paulo, traída e abandonada por Lula, Dilma e o PT)

Dilma já rifou Orlando Dias, mas quer preservar Agnelo do PT. PCdoB avisa que vai levar o petista junto.

O Palácio do Planalto trabalha incessantemente para separar o PCdoB de Orlando Silva. O PCdoB, inclusive usando o programa partidário levado ao ar na noite de ontem, não abandona o ministro e atua em bloco para mantê-lo no cargo, transformando o escândalo em problema institucional. A burrice é dos dois lados. Não há como dissociar o escândalo do partido, já que tanto os acusadores quanto os maiores beneficiários das falcatruas do Segundo Tempo são comunistas do mais alto escalão. Não há como manter um ministro que, em pleno exercício do cargo, passa a ser investigado pela Procuradoria Geral da República, que julga os fatos extremamente graves. No meio disto tudo, está a preocupação do PT em manter Agnelo Queiroz, governador do Distrito Federal, longe da lama. E a chantagem do PCdoB ameaçando arrastar junto o ex-camarada. Já começam a pipocar na imprensa as denúncias contra o governador que, justiça seja feita, foi o mentor do Segundo Tempo e está enrolado até o pescoço nas falcatruas do programa. Clique e amplie, abaixo, matéria do Estadão. Ao lado da matéria, um anúncio do Ministério do Esporte, pedindo idéias para a promoção do Brasil na Copa do Mundo. Que tal acabar com a corrupção e passar ima imagem da gente decente deste país lá fora?

PM confessa que recebia orientações diretas e expressas de Orlando Silva.

O policial militar João Dias Ferreira, dono de duas ONGs acusadas de desviar R$3,2 milhões do programa Segundo Tempo, afirmou, em depoimento à Polícia Federal, que o ministro do Esporte, Orlando Silva, recomendou que ele comprasse quimonos de uma das empresas de Miguel Santos de Souza. Relatório da Operação Shaolin - investigação sobre as supostas fraudes das ONGs de João Dias - informa que são "fantasmas" algumas das empresas de Miguel Santos. Elas foram usadas para fornecer notas fiscais frias a ONGs financiadas pelo Segundo Tempo, entre elas as de João Dias. O policial disse ainda que teve várias conversas informais com Orlando. O ministro nega todas as acusações e chama o policial de bandido.

O policial afirmou ainda que tem "certeza" de que o esquema de "estruturação" do PCdoB em Brasília era "operado" por Orlando. O policial foi candidato a deputado distrital pelo PCdoB em 2006. - É mais uma calúnia, sem provas. Por isso, a AGU impetrou, no dia de hoje (ontem), queixa-crime pedindo a condenação do senhor João Dias - disse o ministro, por intermédio de sua assessoria. A pedido do ministro, a Advocacia Geral da União (AGU) apresentou na Justiça em São Paulo queixa-crime contra João Dias e seu motorista Célio. Orlando Silva pede que os dois sejam condenados por crime de calúnia por conta das denúncias, segundo ele, infundadas de que teria envolvimento em irregularidades no ministério.

No depoimento de oito horas à polícia, na segunda-feira, João Dias disse que teve várias conversas informais com Orlando. Numa delas, no auditório do Grupamento de Fuzileiros Navais, o ministro teria sugerido o negócio com Miguel Santos. "Que numa dessas conversas, Orlando Silva recomendou expressamente ao declarante para que este contratasse a aquisição de quimonos junto a Miguel". A Federação Brasiliense de Kung Fu, um das ONGs de João Dias, tinha um convênio de R$2,5 milhões com o ministério para incentivar a prática de esporte por crianças do Distrito Federal.

Pelo convênio, a ONG deveria ministrar aulas e comprar material, inclusive quimonos, para os alunos carentes. João Dias não disse quando ocorreu o encontro, nem apresentou provas do suposto diálogo com o ministro. Miguel Santos estaria por trás das empresas HP Serviços Gerais, Infinita, WRC Comércio e JG Comércio de Alimentos. O policial repetiu à PF que o amigo Célio Soares entregava dinheiro ao motorista de Orlando na garagem do ministério. Numa das missões, Soares teria levado R$800 mil. Soares teria recolhido R$600 mil com Toni Matos e Geraldo Nascimento, arrecadadores de campanha ligados ao PCdoB e mais R$200 mil no Instituto Novo Horizonte, uma das ONGs financiadas pelo Segundo Tempo.

João Dias reafirmou, no entanto, que não presenciou a suposta entrega do dinheiro. Ele teria sido informado sobre os repasses por Soares. O policial disse que, antes de ir à polícia, esteve com Soares e que o amigo estaria disposto a confirmar as declarações dele no inquérito sobre as supostas irregularidades no ministério. João Dias sustentou a existência de uma estrutura criada para desviar parte dos recursos do Segundo Tempo para o PCdoB, partido de Orlando, e para o enriquecimento de militantes do partido.

O PM disse que a iniciativa de fazer o convênio partiu do ministério, e não dele. Ele afirmou que, em 2004, foi procurado por uma comissão. O grupo teria oferecido parceria com o ministério, desde que aceitasse algumas condições. Uma delas era pagar uma comissão de 10% a 20%. O policial deveria "somente contratar os fornecedores indicados e aprovados pela comissão do Ministério do Esporte". Teria ainda que "arrebanhar militantes para o partido PCdoB". João Dias disse ainda que o contrato inicial era de R$400 mil. Mas, por iniciativa exclusiva do ministério, foi aumentado para R$2 milhões. ( O Globo)

O ministério do Esporte virou uma ONG do PCdoB.

O Ministério do Esporte repassou nos últimos anos R$ 9,4 milhões a uma organização não governamental dirigida por dois ex-cabos eleitorais de um integrante da cúpula da pasta, o secretário de Esporte Educacional, Wadson Ribeiro. Ribeiro é assessor direto do ministro Orlando Silva, que nesta semana foi acusado por um policial militar do Distrito Federal de desviar recursos do ministério para os cofres do seu partido político, o PC do B. A entidade ligada a Ribeiro, o Instituto Cidade, recebeu o dinheiro do ministério para distribuir material esportivo a jovens carentes e executar outras atividades em Juiz de Fora (MG).

A ONG é dirigida por dois militantes do PC do B, José Augusto da Silva e Jefferson Monteiro, que trabalharam para Ribeiro na campanha eleitoral do ano passado, quando ele concorreu a uma vaga de deputado federal e não conseguiu se eleger. Ribeiro prestigiou eventos públicos organizados pela entidade e autorizou pessoalmente os convênios firmados com ela entre 2007 e 2010, período em que ocupou o cargo de secretário-executivo do ministério. Ele planeja se lançar candidato à Prefeitura de Juiz de Fora no próximo ano.

A ONG existe desde 2003, começou a receber verbas do Ministério do Esporte em 2006 e firmou seis convênios com o governo desde então, entre eles quatro do programa Segundo Tempo, que repassa recursos públicos para desenvolver atividades esportivas em áreas carentes.  Os responsáveis pelo Instituto Cidade afirmam que todas as atividades previstas em seus convênios com o governo foram executadas. O ministério nega que o objetivo dos convênios seja favorecer militantes partidários.

A crise no Ministério do Esporte teve início no fim de semana, quando a revista "Veja" publicou uma entrevista com o acusador do ministro Orlando Silva, o policial militar João Dias Ferreira. Segundo Ferreira, durante uma reunião realizada em 2008 na sede do ministério, o secretário Wadson Ribeiro e outros assessores de Orlando tentaram impedi-lo de ir a público denunciar irregularidades no ministério. O policial promete apresentar em breve gravações que teria feito na reunião. O ministério confirma que o encontro ocorreu, mas diz que Ribeiro não participou da conversa e nega que seu objetivo tenha sido o apontado pelo policial.

Uma empresa ligada a Ribeiro também recebeu dinheiro do Esporte recentemente, a Contra Regras, que funciona em São Paulo e foi criada pelo atual chefe de gabinete do secretário no ministério, Antônio Máximo. A Contra Regras recebeu R$ 83 mil de outra ONG contratada pelo ministério, a Via BR, que conseguiu R$ 772 mil para organizar eventos. O fundador da Via BR é sócio de Máximo na Contra Regras. A ONG funcionou até maio numa casa de São Paulo que também foi sede da produtora da atriz Ana Petta, mulher do ministro Orlando Silva.

Em 2009, a mesma entidade que contratou a Contra Regras foi autorizada pelo Ministério do Esporte a captar R$ 2 milhões em patrocínios de empresas privadas para um evento esportivo em Campinas, o berço político do ministro Orlando. O evento, batizado de Virada Esportiva, foi idealizado pelo cunhado de Orlando, o secretário municipal do Esporte, Gustavo Petta. A Via BR conseguiu captar R$ 500 mil para financiar a iniciativa. Um dos dirigentes da entidade, Adecir Fonseca, trabalha no gabinete do secretário Petta em Campinas. (Da Folha de São Paulo)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Reunião noturna no Planalto. Traje: esporte.

Um helicóptero com Dilma Rousseff a bordo pousou às 21h10 no Palácio da Alvorada, residência oficial da presidente da República, em Brasília.Pouco antes dela, chegaram ao Alvorada carros oficiais que traziam os ministros Ideli Salvatti (Relações Institucionais), Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e José Eduardo Cardozo (Justiça).A presidente voltou ao Brasil após uma viagem à África, onde fez visitas oficiais a África do Sul, Moçambique e Angola. (Do G1)

Dilma apedreja a moral dos brasileiros.

Há roubo. Há desvio. Há falcatruas. Há má gestão. Há suspeitas. Há denúncias. Há provas. Há um mar de lama inundando o Ministério do Esporte, há anos, praticamente desde o momento em que o PT loteou o país e entregou este pedaço para o aliado PCdoB. Agora que a tampa do bueiro explodiu e a lama voou para todos os lados, a presidente da República está preocupada como "apedrejamento moral" do ministro. Deveria estar peocupada com o "apedrejamento moral" de quem trabalha e paga imposto. De quem cria os filhos honestamente, liga o Jornal Nacional e assiste a esta roubalheira instituída. De quem vive com uma aposentadoria miserável e pena nas filas do SUS, porque o dinheiro público é roubado por ONGS como as do Segundo Tempo. Esquecer de um povo sofrido, honesto e decente para acolher corruptos é que é "apedrejamento moral", Dona Presidenta!

Não vai faltar grana na campanha do Haddad.

Um jantar reservado selou o apoio do ex-ministro e deputado cassado José Dirceu ao ministro Fernando Haddad (Eduacação) na disputa interna do PT pela candidatura à Prefeitura de São Paulo. O jantar ocorreu no sábado, no apartamento de Dirceu. Além dos dois protagonistas, participaram mais dois apoiadores de Haddad. Na conversa, Dirceu, que já vinha nos bastidores costurando a melhor forma de anunciar seu apoio a Haddad, selou o compromisso com ele. 

No início do processo de discussão da candidatura, Dirceu chegou a manifestar dúvidas sobre a viabilidade política do titular do MEC. Passou a defender as prévias ostensivamente, tese que, na época, era rechaçada pelo ex-presidente Lula, mentor da candidatura Haddad. Quando ficou clara a disposição de Lula de ir até o fim no apoio ao ministro, Dirceu, que é réu no processo que apura a existência do mensalão no governo Lula, definiu o apoio a Haddad.

Os dois nunca foram próximos. Haddad chegou ao MEC para substituir Tarso Genro, principal antípoda de Dirceu no PT no pós-mensalão. Além disso, Haddad era simpatizante da corrente Mensagem ao Partido, na qual pontificavam, além de Tarso, outros adversários do ex-ministro, como o atual titular da Justiça, José Eduardo Cardozo. ( Do Blog Presidente 40)

Impressionante! Demissão de ministro por corrupção virou rotina e não coloca mais o governo em crise.

O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-RS), negou que o governo passe por uma crise por causa das acusações de irregularidades contra mais um ministro: "Não vamos confundir demissão de ministro com crise do governo", afirmou o petista. Desde o início do governo, Dilma Rousseff já demitiu quatro ministros acusados de irregularidades -Alfredo Nascimento (Transportes), Wagner Rossi (Agricultura), Pedro Novais (Turismo) e Antonio Palocci (Casa Civil).Orlando Dias, do Esporte, caminha para ser o quinto. Vejam que daddo estarrecedor: tirando a Agricultura, os demais ministérios enlameados são os mais importantes para vender bem o Brasil com a Copa 2014 e a Olimpíada 2016. Em vez disso, são o espelho que reflete o esquema de corrupção que, há quase 10 anos, toma conta do Governo Federal.

Código Florestal: Oscar da mentira "goes to" Fernando Meirelles!


O cineasta Fernando Meirelles é outro que, como Wagner Moura, espalha inverdades sobre o Código Florestal. Distorce a realidade e a transforma em ficção caloteira, colocando a serviço das ONGS internacionais os seus préstimos de prestigiado diretor de cinema. Ele afirma no vídeo acima que existem 61 milhões de hectares de terras degradadas e apenas 70 milhões de hectares plantados. Aldo Rebelo já colocou Miriam Leitão no seu devido lugar provando que estes hectares ( que não são comprovados por ninguém, sendo apenas uma estimativa estapafúrdia dos "cientistas" da USP) referem-se a pastagens e não a terras agriculturáveis. A agricultura não tem nada a ver com isto. Vejam o que Aldo Rebelo disse para a jornalista da Globo, encerrando o assunto:

Miriam Leitão fala de “61 mil hectares de área já desmatada de alta e média produtividade agrícola e que não está sendo usada”, quando deveria dizer 61 milhões, erro que pode ser atribuído, talvez, ao desconhecimento da jornalista sobre o valor do hectare (10.000 m²). Aguardo com ansiedade o suposto estudo de “especialistas da USP” que vai nos revelar essa medida cabalística de produtividade em terra inativa...Espero que tal eldorado verde não sejam, obviamente, pastagens degradadas.

Outra inverdade é que o agronegócio quer mais terras. Mentira! Os agricultores brasileiros querem manter a área existente hoje, sem aumentar um mísero hectare, mesmo que a FAO, órgão da ONU para a fome, diga que serão necessários mais 120 milhões de hectares para aplacar a fome do mundo, nos próximos anos. Hoje já morrem 1 milhão de crianças por ano por falta de comida. A verdade é que as ONGs e os ambientalistas a serviço delas querem reduzir a área atual, gerando fome, miséria e desespero no campo brasileiro. 

O diretor, partindo desta premissa mentirosa, tira uma conclusão falaciosa: se recuperarmos estas áreas, diz ele, poderemos dobrar o espaço agrícola sem derrubar uma só árvore, como se em algum ponto do Código Florestal houvesse uma só linha que autorize a desmatar nas áreas de APP ou de Reserva Legal. Voltemos ao essencial: é mentira que a agricultura degradou 61 milhões de hectares, pois trata-se de pastagens abandonadas que, inclusive, em milhões deles,  a vegetação está sendo naturalmente restabelecida. 

Mais adiante, Meirelles pede a ajuda aos "cientistas" e afirma que a ciência sabe como recuperar estas "terras degradadas". Se sabe,  por que o talentoso diretor de cinema não lança um programa, junto com a Marina Silva, financiado pelo Greenpeace, pela WWF, pelo IAmazon e outros representantes do agronegócio internacional, financiados com recursos internacionais dos europeus e americanos destruidores da natureza, para plantar florestas nestes locais? Por que, em vez de expulsar agricultores do campo, esta turma de urbanóides ongolóides não busca recursos para um programa de recuperação do que eles dizem serem "terras degradadas"? Por que essa turma não "faz floresta" em vez de fazer um movimento contra o Brasil?

Por fim, o diretor de cinema diz que a última palavra no Código Florestal deve ser dos cientistas. Não, meu senhor, a última palavra, na democracia, é sempre dos poderes constituídos para isso, depois de ouvirem todos os segmentos da sociedade como um todo e não apenas a aparelhada Sociedade para o Progresso da Ciência, a SBPC.

Abaixo, segue um vídeo que não teve a talentosa direção de Fernando Meirelles. Nem precisava.  Não é ficção, é realidade. Assista, Fernando Meirelles. E morra de vergonha das inverdades que você está dizendo sobre gente pobre, decente, honesta e trabalhadora. Olhe bem para a Almerita Francisca da Silva, da Boca do Acre, multada em R$ 60 mil pelo Ibama. Ela não é atriz, como a Gisele Bundchen e outras que você, Fernando Meirelles, arregimentou para espalhar inverdades para o povo brasileiro. Assista e envergonhe-se!

Quando as evidências são mais fortes do que as provas.

Feudo do PCdoB, o ministério do Esporte é um antro de corrupção, tendo como âncora cravada no fundo da lama o Programa Segundo Tempo. Isto porque ainda não investigaram profundamente os repasses financeiros para outros nichos de corrupção que são as federações e confederações do esporte brasileiro. É muito abraço de ministro com presidentes de confederações, que mais parecem imortais da Academia Brasileira dos Esportes, pois de lá nunca saem e ainda são duros de morrer. A corrupção do Segundo Tempo é conhecida desde 2007. Continuou. Os maiores repasses de dinheiro público são para ONGS ou instituições comandadas por membros e até candidatos do PCdoB. Não é coincidência. Instituições investigadas pelo poder público continuam recebendo verbas, como se nada tivesse ocorrido. Uma vergonha. Descobertas as falcatruas com uniformes não entregues e não comprados, o Ministério do Esporte promove um pregão eletrônico. O vencedor é quem apresenta o preço mais alto, com os itens aumentando quase 100% em dois anos. O denunciante de todo o esquema, um corrupto envolvido na lama do Programa Segundo Tempo, não é um tucano ou um demo. É um comunista, militante e ex-candidato a cargo eletivo pelo partido, que era recebido extra-oficialmente pelo primeiro time de assessores do ministro. É briga de quadrilha. Tivesse o ministro do Esporte vergonha na cara não sairia por aí a fazer vídeos promocionais elogiando camaradas que implementam o Segundo Tempo, com as mais gordas verbas, quando estes estão sob investigação e sob suspeita. É no mínimo falta de decoro. Chega a ser risível ver o ministro do Esporte, com cara de coitadinho, dizendo que não há provas contra ele. Que abriu todos os seus sigilos para investigação. Não há necessidade de provas. Neste caso, as evidências são mais contundentes do que elas. E todas são contra o ministro e esta verdadeira quadrilha que se formou dentro do Ministério do Esporte. A Copa e a Olimpíada, que deveriam servir para mostrar o que há de melhor no Brasil para o mundo, estão escancarando as chagas abertas e mal cheirosas do lulopetismo e de um governo tupiniquim de esquerda: a incapacidade de planejar, o atraso total do cronograma de obras e, principalmente, a corrupção nos ministérios mais importantes para o sucesso dos eventos: Transportes, Turismo e, agora, o Esporte.

Lama do Esporte começa a escorrer do PCdoB para o PT. Nada mais justo.

A crise provocada pelas acusações de corrupção no Ministério do Esporte provocou um jogo de empurra entre o ex-ministro Agnelo Queiroz e o atual, Orlando Silva, que até pouco tempo eram colegas de partido (PC do B) e na própria pasta. Ao rebater acusações de fraudes supostamente ocorridas em sua gestão no ministério (2003-2006), Agnelo, que atualmente é governador do Distrito Federal eleito pelo PT, transferiu a responsabilidade pelas explicações para o atual ministro. "No meu mandato, tenho as contas aprovadas. Não tem um único processo contra mim. Fora isso, quem responde é o próprio ministro. Quem manda no Ministério do Esporte é o Ministério do Esporte", disse Agnelo, na Suíça, onde acompanha a escolha da cidade que vai sediar a abertura da Copa de 2014.

A declaração foi dada um dia depois de o atual ministro atribuir ao antecessor a responsabilidade por convênios do programa Segundo Tempo, que estão no centro da crise atual na pasta. Durante a gestão de Agnelo, o ministério firmou contratos com ONGs do policial militar João Dias Ferreira, pivô do escândalo na pasta. O policial, que é filiado ao PC do B e foi preso por desvios nesses contratos, afirmou que Orlando comanda um esquema de corrupção no ministério. Tanto o atual ministro quanto seu antecessor negam ter recebido dinheiro. Anteontem, o titular do Esporte jogou para o governador do Distrito Federal a responsabilidade por ter indicado um encontro com o policial, "entre 2004 e 2005". Na ocasião, Orlando era secretário-executivo do ministério, e Agnelo, o ministro.

Nos bastidores, a guerra entre os grupos de Agnelo e Orlando é apontada como estopim para o surgimento das acusações de corrupção. A relação entre os dois estremeceu em 2006, quando Agnelo deixou o ministério para concorrer a uma vaga no Senado pelo PC do B. Ele não foi eleito e não conseguiu retomar o posto no ministério, que foi ocupado por Orlando, promovido pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2008, Agnelo trocou o PC do B pelo PT para se candidatar ao governo do Distrito Federal. Com o Mundial de 2014 e a disputa para que Brasília faça o jogo de abertura do evento, Orlando e Agnelo ensaiaram uma aproximação, que foi por água abaixo com as acusações do policial militar.

A crise inaugurou uma guerra de versões: os aliados do atual ministro acusam Agnelo de ser uma espécie de padrinho do policial. Ontem, em Zurique, Agnelo disse ter apenas ligação política com o policial. "Era candidato a deputado distrital dentro da minha coligação, são dezenas." O governador disse ainda que sua relação com Orlando é boa, mas o apontou como responsável pelo programa Segundo Tempo por ter sido secretário-executivo. Embora não diga publicamente, Agnelo nega ser responsável pela indicação do atual ministro para ocupar o segundo escalão de sua administração. Atribui ao partido (PC do B) a nomeação. Sobre o inquérito ao qual responde no STJ (Superior Tribunal de Justiça), Agnelo disse que são denúncias velhas da época da campanha eleitoral. Uma testemunha afirma que o policial militar pagou por silêncio sobre o esquema no Esporte. ( Da Folha de São Paulo)

Uma saída honrosa? Que tal dentro de um camburão?

Sem conseguir conter a crise política que envolve o ministro do Esporte, Orlando Silva, e seu partido, o Palácio do Planalto já emitiu sinais de que seria melhor o PCdoB entregar logo o cargo e conduzir o processo de saída do ministro. Segundo interlocutores da presidente Dilma Rousseff, quanto mais demorar essa solução, mais o PCdoB e o governo ficarão fragilizados. Dilma chega nesta quinta-feira à noite da viagem à África e pode se encontrar ainda nesta quinta-feira com Orlando e com o presidente do PCdoB, Renato Rabelo. Dirigentes do partido já admitiam reservadamente que podem ficar sem o Ministério do Esporte, tamanho o desgaste político.

O desgaste atinge não só o ministro, que está no foco de denúncias de irregularidades, mas todo o partido, uma vez que o PCdoB comanda a pasta há quase nove anos, desde o primeiro ano do primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E desgasta a imagem do governo da presidente Dilma, que manteve o partido à frente do Esporte mesmo ciente dos desvios no programa Segundo Tempo nos últimos anos - a Controladoria Geral da União (CGU) apontou irregularidades em 67 convênios e o governo cobra mais de R$ 49 milhões em recursos desviados por ONGs, prefeituras e governos estaduais desde 2006. 

Enquanto estava em Moçambique, nesta quarta-feira, a presidente Dilma foi informada por auxiliares do Palácio do Planalto que o tiroteio contra Orlando se intensificou, apesar das explicações do ministro e da avaliação política de que ele teve bom desempenho nos depoimentos na Câmara e no Senado. Já é reconhecido no núcleo do governo de que o ministro do Esporte está extremamente fragilizado, e que, se ficar no cargo, será uma espécie de "fantasma" até sua substituição definitiva na reforma ministerial que deve ocorrer em janeiro. 

Integrantes do PCdoB receberam o recado do Planalto. Procurado pelo GLOBO, o presidente do partido, Renato Rabelo, reagiu à possibilidade de conduzir a saída de Orlando. Disse que conversaria com a presidente Dilma para avaliar a situação, mas adiantou que não aceita fazer acordo para a substituição do ministro. - Pela boa relação que temos, vou conversar com a presidente Dilma e ouvir a opinião dela. Quando Dilma chegar, vou deixar claro que o ministro é dela. Ela é que decide. Neste caso, a dinâmica (para desgastar os ministros) se repete. Mas o PCdoB reage diferente. Há uma tentativa de desidratar o ministro e dizer que ele é politicamente inviável - disse Rabelo. - Foi criada a seguinte situação: "Como vou manter um ministro que está com desgaste?". Mas o PCdoB não vai piscar primeiro, não fazemos acordo assim. Vou falar para a presidente: "O ministro é seu". 

Nas conversas de bastidores, setores do PCdoB apostavam na conversa com a presidente para tentar reverter o quadro, embora já admitindo que, se não receberem uma manifestação clara de apoio político de Dilma, a permanência no governo ficará inviável.- Na luta política, não adianta só o que é justo. Depende muito da capacidade de reunir forças. E sem o governo do nosso lado, não teremos forças - reconheceu um líder do PCdoB.Uma outra preocupação, essa mais pragmática, rondava nesta quarta-feira o PCdoB: os ataques ao ministro Orlando começam a atingir outros membros da legenda, com potenciais prejuízos eleitorais nas eleições municipais do ano que vem. Poderão respingar, principalmente, em nomes do partido que vão disputar eleições majoritárias em 2012. É o caso das deputadas Manuela D'Ávila (PCdoB-RS), para a prefeitura de Porto Alegre; Perpétua Almeida (PCdoB-AC), de Rio Branco; o presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB-MA), para a prefeitura de São Luís; e o prefeito de Olinda Renildo Calheiros, que deve disputar a reeleição. 

Os comunistas também constatavam que, se fosse na gestão do ex-presidente Lula, o ministro Orlando Silva já estaria blindado - o ministro até já recebeu um telefonema de solidariedade do ex-presidente, no fim de semana. De forma mais discreta, Lula tem defendido a permanência de Orlando, segundo relato de petistas.
Do outro lado, no governo, avalia-se que, apesar de Orlando Silva ter reagido rapidamente às acusações, o ministro e o PCdoB erraram na condução da crise ao partir para o ataque contra o governador Agnelo Queiroz (PT-DF). O PCdoB responsabilizou Agnelo pela proximidade com o soldado João Dias, pivô do escândalo envolvendo denúncias contra o programa Segundo Tempo. - Não é inteligente colher inimigos entre os aliados, comentou um palaciano. 

Diante disso, o PCdoB decidiu mandar emissários para tentar fazer uma reconciliação com o governador petista e, com isso, evitar o fogo cruzado com o aliado histórico. O presidente nacional do PT, Rui Falcão, foi lacônico ao ser questionado se o ministro tinha o apoio dos partidos da base aliada:- Do PT, até o momento, sim - afirmou Rui Falcão sobre Orlando.Entre os aliados, mesmo depois do depoimento de Orlando no Senado, o clima é de espera por fatos novos para definir se sustentam ou não sua permanência no cargo. - A condição política do ministro não é boa, embora seja inquestionável que ele está sendo firme, partindo para cima de seu delator. Mas não ajuda o fato de ele aparecer todo dia nas páginas em denúncias de corrupção, e não para falar da Copa ou das Olimpíadas. Ele terá o apoio até que tudo seja esclarecido. Mas se acontecer um fato novo, ninguém segura - disse um cacique peemedebista. ( De O Globo)

Novamente, os prontuários do José Dirceu, do João Paulo Cunha, do José Genoíno...

Ontem este blog registrou que o PT, em vez de atacar o prontuário do militar que denuncia, com provas contundentes, o Mensalão do PCdoB, deveria cuidar dos prontuários dos seus mensaleiros, que eram tão recheados quanto o do denunciante. Hoje Dora Kramer, em sua coluna no Estadão, coloca o dedo na ferida. Veja abaixo.

Palavrório. Deputados e senadores da base governista infantilizam o debate sobre o escândalo em curso quando se limitam a adjetivar elogiosamente o ministro e, ao mesmo tempo, chovem no molhado do conhecido prontuário do acusador. Não há sustentação de defesa que responda à questão essencial: há ou não há desvio de verbas públicas do ministério? A própria insistência em ressaltar os crimes do denunciante, cometidos no âmbito da pasta do Esporte, é a admissão de que fala com conhecimento de causa. O critério do prontuário, aliás, é desqualificado pelo próprio PT quando partido e sua área de influência celebram os réus do mensalão e os tratam como cidadãos acima de qualquer suspeita. No Parlamento, o exemplo mais evidente é a presença de João Paulo Cunha na presidência de nada menos que a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Governo fala em ministério do Esporte, mas já deixa deixa ministro de fora.

Sem mencionar o nome do ministro Orlando Silva, a Casa Civil divulgou ontem nota de duas linhas na qual afirma que o Ministério do Esporte é o responsável pela condução das ações relativas à Copa do Mundo de 2014. 'Qualquer avaliação diferente não encontra respaldo na realidade', completou. O Estado antecipou ontem que, com a crise envolvendo o ministro, a presidente Dilma Rousseff decidiu que Orlando não será mais o interlocutor com a Fifa nem com o Congresso para a aprovação da Lei Geral da Copa de 2014. Enfraquecido, o ministro passou a admitir que cabe à presidente determinar se as negociações com a Fifa para a realização da Copa continuarão ou não sob o seu comando.

No Palácio do Planalto, a avaliação é de que no momento o ministro não tem como exercer esse papel, pois está fragilizado politicamente. Não há, por exemplo, como enviá-lo a Zurique para conversar com a direção da Fifa, porque não teria condições para falar em nome do governo.Ontem, a Fifa queixou-se da falta de um interlocutor no Brasil para tratar sobre os problemas do mundial. A entidade afirma que não tem a quem ligar para superar problemas e uma série de decisões precisarão ser tomadas já nas próximas semanas. 'A Fifa sente uma carência de um interlocutor para falar no governo', disse uma fonte próxima às negociações. Por isso, a entidade quer a rápida nomeação do representante de Dilma para a Copa. A Fifa também quer que essa decisão seja traduzida em rápida aprovação da Lei Geral da Copa.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu ontem ao Supremo Tribunal Federal que autorize abertura de inquérito para investigar as denúncias contra Orlando. Segundo o PM João Dias, o ministro teria montado um esquema de desvio de dinheiro no Ministério do Esporte. O procurador considerou as denúncias muito graves, mas cobrou provas. No depoimento no Senado, Orlando disse que a relação do governo federal com a Fifa e a Confederação Brasileira de Futebol é 'absolutamente positiva'. Mas no Planalto a informação é de que as relações com a Fifa e com a CBF vão de mal a pior.Apesar da pressão das duas entidades, Dilma não está disposta a ceder em nada na Lei Geral da Copa que, na sua opinião, 'tire autonomia do Brasil'. Um exemplo é a meia-entrada para os maiores de 60 anos; outra é a rejeição a penas maiores para a venda por camelôs de produtos de marcas que não as da empresa que vai monopolizar a comercialização de materiais esportivos. ( Do Estadão)

PGR suspeita que há uma Quadrilha do Segundo Tempo e vai investigar governador petista e ministro comunista.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, vai pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) que investigue o ministro do Esporte, Orlando Silva. 'Considerando a gravidade dos fatos noticiados, eu vou requerer nos próximos dias a instauração de inquérito no STF', anunciou ontem. Com isso, Orlando se tornará o primeiro ministro a ser alvo de pedido desse tipo no governo Dilma. Nem os ex-ministros Antonio Palocci, Alfredo Nascimento e Wagner Rossi passaram por tal constrangimento.

No requerimento, Gurgel pedirá a realização de diligências para apurar a veracidade das declarações do policial militar João Dias Ferreira, que acusa o ministro de envolvimento em um esquema de corrupção. Essa medida costuma incluir quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico. 'Os fatos noticiados, se verdadeiros, são extremamente graves', disse Gurgel.Para o procurador, não é possível chegar a conclusões só com base em um depoimento. 'Não podemos nesse momento considerar os fatos provados apenas em razão das declarações de uma única pessoa. Temos que examinar isso com atenção devida, para verificar a sua procedência e, em sendo procedentes, aí sim serem adotadas as providências que o caso requer', afirmou.

Agnelo. Gurgel avalia a hipótese de pedir ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que remeta ao STF inquérito existente naquela corte para apurar suposto envolvimento do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). Se isso ocorrer, um único inquérito no STF investigaria o atual e o ex-ministro do Esporte. 'Passei a manhã examinando esse aspecto (concentrar a apuração no STF) e é possível, sim, que a Procuradoria peça aqui o inquérito que existe relacionado ao governador e que se encontra no STJ', afirmou Gurgel. Segundo ele, aparentemente há 'um relacionamento muito intenso entre os fatos'.

O inquérito contra Orlando será aberto no STF porque ele é ministro e tem direito a foro privilegiado. Se ele deixar o cargo, a investigação será transferida provavelmente para o STJ, porque Agnelo está entre os investigados. No Brasil, governadores só podem ser investigados pelo STJ. Se o Ministério Público concluir que há indícios suficientes do suposto esquema, os investigados podem ser denunciados. Se a eventual denúncia for aceita, eles passam a ser réus. Foi a primeira vez que isso ocorreu desde que o caso estourou. Orlando soube da decisão pelo senador Inácio Arruda (PC do B-CE), que tentou tratar a medida como protocolar. 'O procurador tem que encaminhar para atender à solicitação do ministro de que tivesse a investigação. Não é o procurador que está tomando a iniciativa.'  ( Do Estadão) 

Abaixo, mais sobre a Quadrilha do Segundo Tempo que, se não cair, vai mamar na Copa da Roubalheira e na Olimpiada da Falcatrua. 

Até cunhado do ministro vai ter que dar explicação. Leia aqui.

Pregão eletrônico escolhe fornecedor R$ 20 milhões mais caro. Leia aqui.  

Petista que começou tudo diz que é briga política. Leia aqui.

Motorista entregou propina de R$ 265 mil para governador petista. Leia aqui. 

A bela Manuela também pode ter comido a merenda das criancinhas. Leia aqui

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

PF recebe gravações que provam ações da Quadrilha do Segundo Tempo.

O policial militar João Dias Ferreira reafirmou no depoimento que presta à Polícia Federal todas as denúncias feitas à revista Veja sobre suposto esquema de corrupção no Ministério do Esporte e também entregou áudios relacionados ao assunto aos delegados Jackson Rosalis e Fernando Sousa Oliveira, que conduzem o inquérito. Esses áudios estariam incluídos no material que foi recolhido pela Operação Shaolin, que investigou no ano passado esquema de convênios entre ONGs e o Ministério do Esporte, muitas delas ligadas ao PCdoB, partido ao qual o PM é filiado. Nenhum desses áudios, porém, implicam diretamente o ministro Orlando Silva, apontado pelo policial como mentor do esquema, mas reforça a existência desse suposto esquema de desvio de recursos na execução do Programa Segundo Tempo. (Do Estadão)

Deputada comunista envolvida no escândalo do Ministério do Esporte.

Em meio às recentes denúncias envolvendo o ministro do Esporte, Orlando Silva, uma carta manuscrita de 40 linhas acusa o PCdoB, partido de Silva, no Rio Grande do Sul de desvio de dinheiro público para financiamento de campanha. Apreendida em julho deste ano durante a Operação Cartola --deflagrada pela Policia Civil gaúcha em oito cidades do RS para investigar suspeitas em contratos que somam R$ 30 milhões--, a correspondência acusa o titular da secretaria de Juventude e Esportes de Alvorada (a 27 quilômetros de Porto Alegre), Nelson da Silva Flores, de forçar a devolução de sobras de caixa do programa “Alvorada Olímpica” para  financiar a campanha da deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB). A informação foi divulgada na edição desta quarta-feira (19) do jornal "Zero Hora". 

A denúncia foi feita pelo então diretor de esportes da cidade Marcio Taylor, ex-filiado do partido. Datado de maio de 2010, o documento relata o desvio de R$ 10 mil da secretaria para a campanha. Procurado pelo UOL Notícias, o denunciante, por meio de interlocutores, afirmou que não comentaria mais o caso, pois teria recebido ameaças na noite passada. Mas, se inquirido pela polícia, reafirmaria o conteúdo da carta.
Em nota à imprensa, o PCdoB informou que sabia da existência da correspondência e que ela foi recolhida junto a outros documentos pelos policiais, mas negou as acusações. O presidente da sigla no Estado, Adalberto Frasson, classificou o material como antecipação da disputa pela prefeitura de Porto Alegre no ano que vem, já que a deputada Manuela D’Ávila é pré-candidata.

O prefeito de Alvorada, João Carlos Brum (PTB), afirmou que a carta chegou à prefeitura em forma de denúncia, que ouviu boatos sobre o seu conteúdo, mas que não a leu. Na manhã desta quarta-feira (19), a deputada Manuela D’Ávila usou seu blog para se manifestar sobre a denúncia. “Há uns três meses um jornalista me telefonou e perguntou se eu sabia que ‘numa gaveta em Alvorada havia sido apreendida uma carta que me citava durante a operação Cartola’. Um policial havia ligado para ele e contado. Pedi mais informações e ele me disse que o policial afirmava que não havia nada demais e que eu podia ficar tranquila”, escreveu em seu site. Mais adiante Manuela escreveu que chegou a ligar para o chefe da Polícia Civil gaúcha buscando mais informações. “Liguei para o chefe da polícia do Estado, delegado Ranolfo, perguntando o que era, se precisava fazer algo, o que dizia. Ele me disse para ficar tranquila, que era uma carta sem muito sentido, de um cara dizendo que deu R$ 10 mil para outro cara para minha campanha. E que quando eu tivesse um tempo eu fosse lá e lesse”, finalizou. (Do Uol Noticias)

Cada foiçada é uma minhoca e cada martelada é "ai meu pregão eletrônico!"

O ministro Orlando Dias acaba de declarar no Senado que o Ministério do Esporte passou a fazer pregão eletrônico para evitar fraudes com a compra de material esportivo. E que o primeiro já foi feito. Só não falou que o resultado não foi nada animador. A proposta vencedora foi a mais cara, R$ 20 milhões de diferença. As camisetas pólo subiram, em dois anos, 88%. As bermudas subiram 97%. Leia aqui a matéria da Época.

Kátia Abreu avisa: Brasil vai cobrar preservação ambiental dos europeus.

Do Blog do Reinaldo Azevedo:

A senadora Kátia Abreu (PSD-TO), que foi reeleita há poucos dias presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) com os votos de 23 dos 27 presidentes de federação, abre até o fim do ano um escritório da entidade em Bruxelas. Ela está convencida, e com acerto, de que os produtores rurais brasileiros têm de ficar mais perto dos fóruns multilaterais que debatem o meio ambiente e os temas pertinentes à área.

Em janeiro, acontece em Marselha, na França, o 6º Fórum Mundial da Água. Kátia já mobilizou a ANA (Agência Nacional de Águas) e a Embrapa para colher subsídios e apresentar no encontro um trabalho sobre a importância da preservação das matas ciliares no Brasil e no mundo. Ela esteve em Bruxelas recentemente e não gostou do que viu: “Sobrevoei muitos rios europeus. Confesso que fiquei escandalizada. Eles correm em terrenos praticamente nus de florestas. Na maioria dos casos, não se preservou nem um matinho, nada! O Brasil, que está num grande esforço de preservação também das matas ciliares, certamente tem contribuição a dar a esse debate. Os europeus também têm de recuperar suas matas ciliares, gente! É uma questão de responsabilidade com o planeta”.

Em 2010, em parceria com a Embrapa, a CNA lançou o projeto Biomas, para o uso ambientalmente correto de áreas sensíveis dos seis biomas brasileiros, apresentado na Conferência das Partes da Organização das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-16), em Cancún, no México. A idéia de que a produção agropecuária é adversária do meio ambiente é coisa de espertalhões interessados em transformar a natureza num ativo entre financeiro e eleitoral. A cada vez que alguém anuncia o risco do fim do mundo, os cofres de entidades e políticos se enchem de doações. A CNA, tudo indica, está disposta a cuidar da conservação do mundo, deixando a gritaria para os mercadores do apocalipse. É isto: o Brasil tem o que dizer em Bruxelas e em Marselha sobre produção e conservação.

Por Reinaldo Azevedo

O PT não se enxerga: em vez de olhar o prontuário do PM, deveria olhar o do José Dirceu e demais mensaleiros.

A presunção de inocência só vale quando é a favor do governo corrupto do PT. Vejam, abaixo, a declaração de Marco Aurélio Garcia. O prontuário do PM é menos grave que o do José Dirceu, por exemplo.

Ao comentar novas acusações do policial João Dias Ferreira contra o ministro Orlando Silva (Esporte), o assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia, disse nesta quarta-feira (19) que espera ver como o delator irá se explicar e provar as denúncias. "O acusador não tem currículo, tem prontuário", afirmou Garcia, que acompanha a presidente Dilma Rousseff em viagem à África. "Quero ver como ele vai se sair dessa", afirmou Garcia, se referindo à capacidade de Ferreira provar as acusações que faz. Em nova entrevista, Ferreira afirmou que há uma rede de cobrança de propina dentro do Ministério do Esporte.(Da Folha Poder)

PT faz corpo mole e oposição consegue convocar PM que acusa ministro.

A oposição aproveitou um cochilo da base governista nesta quarta-feira (19) e conseguiu aprovar requerimento que convida o policial militar João Dias Ferreira e seu funcionário, Célio Soares Pereira, para falar na Câmara dos Deputados sobre as acusações contra o ministro do Esporte, Orlando Silva. O líder do DEM, ACM Neto (BA), disse que o convite foi aprovado por unanimidade na Comissão de Fiscalização e Controle. "O PT cochilou, nós conseguimos aprovar", afirmou. O DEM vai definir nesta tarde a data da ida do PM à Câmara --nesta quinta ou na próxima terça-feira. Ontem, em reunião com líderes da oposição no Senado, o PM se colocou à disposição para falar na Câmara.(Da Folha Poder)
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O PT não cochilou. O PT quer derrubar o PCdoB do Ministério do Esporte. A esquerda brasileira jamais será a mesma. Tudo por dinheiro.

Senado fecha consenso em torno do Código Florestal, independente de pressões.

O senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), relator do projeto de reforma do Código Florestal (PLC 30/2011) nas comissões de Ciência e Tecnologia (CCT) e de Agricultura (CRA), fará a apresentação de seu relatório na próxima terça-feira (25), em reunião conjunta das duas comissões. O senador prevê que o texto será votado em ambas, também conjuntamente, no próximo dia 8, seguindo para a Comissão de Meio Ambiente (CMA), antes de ir ao Plenário. - Com isso, poderemos votar em Plenário antes do fim do mês [novembro], dando um prazo razoável para que a Câmara possa se pronunciar sobre as modificações - afirmou ele.

Requerimento de Luiz Henrique propondo as reuniões conjuntas foi aprovado nesta quarta-feira (19) na CCT e será submetido à CRA, que se reúne na quinta-feira (20). O senador não quis adiantar detalhes sobre seu relatório, mas afirmou que está levando em conta emendas apresentadas pelos senadores e entendimentos com organizações do setor rural, com o governo e com lideranças da Câmara dos Deputados. Conforme têm afirmado em diversas ocasiões, Luiz Henrique ressaltou que seu voto está sendo preparado em conjunto com o senador Jorge Viana (PT-AC), relator do projeto na CMA. 

O senador por Santa Catarina afirmou que busca evitar "gestos inúteis", ou seja, a aprovação no Senado de um texto que venha a ser rejeitado pela Câmara ou vetado pela presidente Dilma Rousseff. - Estamos construindo, o senador Jorge Viana e eu, uma convergência em relação a esse tema tão importante. Os entendimentos que estamos fazendo estão resultando numa grande convergência e acredito que poderemos ter o consenso máximo em relação a essa matéria - disse. Para a inclusão, no relatório, de mecanismos econômicos e financeiros de incentivo à recuperação e preservação de áreas de preservação permanente (APP) e de reserva legal, Luiz Henrique disse que aguarda entendimentos com o governo federal. Conforme explicou, o aval do Executivo é necessário uma vez que a medida depende de aportes orçamentários. (Da Agência Senado)

Nunca na história deste país um petista havia fugido de um comunista. A esquerda jamais será a mesma neste país.

Agnelo Queiroz, o comunista que virou petista e que está enrolado até o último fio de cabelo nos escândalos do Ministério do Esporte, está sob investigação dos tribunais superiores. No entanto, o seu problema tem nome: Orlando Silva. Com medo dos depoimentos do ministro, o governador do Distrito Federal viajou para a Argentina, no final de semana em que a Veja saiu. Ontem, na hora em que Silva depunha, viajou para a Suiça. Sabe como é, a Suiça é famosa por várias coisas, que o diga Fernando Sarney, Paulo Maluf e outros capitalistas e burguesões da politica. Um petista fugindo de um comunista é coisa que nunca vimos na história deste país. Fugindo para a Suiça, então, não tem preço!

Aqui, matéria da Folha que mostra porque o petista está fugindo do comunista...

Demissão já!

Há motivos de sobra para demitir o ministro Orlando Silva sem vacilação. Vamos aos motivos?
  1. A Controladoria Geral da União, CGU, está cobrando R$ 49 milhões que foram fraudados do Programa Segundo Tempo. Desde que ele começou, nas mãos do PT, ainda antes do Mensalão, já havia uma imensidão de falcatruas. O ministro não fez nada, absolutamente nada, para corrigir os malfeitos.
  2. ONGS vetadas por fraudes e convênios continuaram sendo beneficiadas. E estas ONGs são ligadas intimamente com políticos e militantes do PCdoB. Basta olhar o Instituto Contato, de Santa Catarina, comandado pelos dirigentes do partido no estado e que teve origem com João Ghizoni, ex-secretário de esportes do ministério, que concorreu ao senado pelo PCdoB nas últimas eleições. Basta olhar a ONG da jogadora Karina, que montou uma máfia em São Paulo, usando laranjas e apoiando prefeituras e candidatos comunistas em eleições.
  3. Entidades que nada tem a ver com esporte para crianças, em turno oposto, que é o foco do Programa Segundo Tempo, receberam caminhões de dinheiro público, não executando os projetos e embolsando o dinheiro. Associações de criadores de cavalo, associações de funcionários de órgãos públicos, clubes de tiro, o que demonstra má gestão, descontrole e irresponsabilidade com dinheiro público.
  4. Houve uma operação da Polícia Federal que mostrou verdadeiros absurdos, envolvendo autoridades, mas o Ministro do Esporte não paralisou o Programa Segundo Tempo. Ao contrário,continuou liberando verbas para entidades sob suspeita e sob investigação, como se nada tivesse ocorrido.
  5. O ministro aparece em vídeos dando apoio a entidades dirigidas por comunistas, membros do seu partido, mesmo depois que elas passaram a estar sob investigação. Dá o seu aval pessoal a caloteiros, fraudadores, ladrões, corruptos, como se não soubesse dos fatos.
Não está provado que o ministro Orlando Silva roubou dos cofres públicos. No entanto, deixou roubar. Fechou um olho. Fez de conta que não sabia. Permitiu rolar a bandalheira. Deve ser demitido sem consideração alguma. No mínimo, por incompetência, desleixo e incapacidade técnica para exercer o cargo.  Os fatos são contundentes. Como é que este incompetente vai gerir uma Copa do Mundo e uma Olimpíada, se não consegue controlar meia dúzia de convênios na sua pasta? Demissão já!

Roubalheira institucionalizada. Até associação de funcionários do TCU fraudou Programa Segundo Tempo.

A Controladoria Geral da União, CGU, está buscando de volta R$ 49 milhões roubados do Ministério do Esporte, no Programa Segundo Tempo. Clique no quadro publicado pelo O Globo para ampliar e ler. Entre as "entidades" que fraudaram convênios está a Associação dos Funcionários do Tribunal de Contas da União, com R$ 2,5 milhões. Nitidamente, um cala-boca para quem deveria fiscalizar com rigidez a roubalheira institucionalizada. O resultado deste tipo de patrocínio está aí: somos um dos países mais corruptos do mundo, que perde R$ 70 bilhões por ano em maracutaias. Praticamente o mesmo valor que o governo gastou em oito anos de Bolsa Família. Para não perder o bom humor de manhã cedo, observem que entre os fraudadores está o Grupo Quadrilha Junina Galera dos Matutos. Sinergia total, dinheiro de quadrilha para quadrilha.

PM que denunciou Quadrilha do Segundo Tempo entregou gravação à revista Veja

O policial militar João Dias Ferreira confirmou, durante o encontro com a oposição, a existência da gravação de uma reunião da qual participou com assessores de Orlando Dias, no Ministério do Esporte, quando já era investigado por suspeita de participar de desvios de recursos destinado ao Programa Segundo Tempo.  O militar revelou que teria realizado duas reuniões no ministério. Uma com a presença do ministro Orlando Silva. Na ocasião, ficou, segundo o policial, acertado o que seria feito para "limpar a barra dele". A finalidade do segundo encontro, que não contou com a participação do ministro, seria discutir formas de operacionalizar o que havia sido acertado. E foi justamente esta reunião que Dias diz ter registrado. Ele afirmou que a gravação foi encaminhada à revista Veja, que, no último fim de semana, denunciou o esquema de corrupção no ministério.

Quadrilha do Segundo Tempo: PT defende PCdoB para não ser envolvido na lama.

Clique nas imagens para ampliar e ler o editorial do Estadão e a coluna de Dora Kramer.