Lula perdeu a CPMF e Dilma perdeu o Código Florestal. Fora isso, o governo federal não perdeu nada nos últimos anos, pois tem uma folgada maioria. Com Dilma, então, nem se fala. Assim sendo, o PSD não altera em absolutamente nada este desequilíbrio, como insiste a Veja, a Folha. o Estadão e um bando de jornalistas e colunistas políticos imbecis. A maioria dos parlamentares que foram para o novo partido votava contra o PT e era sistematicamente derrotada. O PSD não vai ser adesista e governista. Isto já foi dito e repetido pelos seus fundadores. O PSD jamais votará pelo aumento da carga tributária. Pelo fim da liberdade de imprensa. Pelo desrespeito às cláusulas pétreas da CF. Será a terceira bancada e agirá como fiel da balança na defesa da democracia. O manifesto de fundação do partido explicita muito bem as bandeiras da nova legenda. Grande parte do quadro do novo partido é composto por políticos de oposição ao esquerdismo. Uma pequena parte reúne politicos que já estavam na base aliada de Dilma, em outros partidos. Por isso, foi colocado com transparência pelos seus fundadores que o PSD será independente, cada um votando de acordo com o que defenderam nas eleições. Não há nada que justifique esta patrulha imbecil de um grupo de jornalistas e colunistas contra o PSD, tentando carimbar o novo partido como adesista e governista. Acolheram a tese errada. Vão morrer abraçados com ela, mentindo para a opinião pública. Especialmente atacando Kassab e protegendo FHC, Sérgio Guerra e José Agripino Maia, que também afirmaram, cada um ao seu modo, que esquerda, centro ou direita é uma discussão besta em se tratando de conquistar o eleitorado. Há quem acredite na mentirada desta imprensa vagabunda da Folha e de outros veículos de comunicação. Há os que são limitados e não conseguem pensar pela própria cabeça. Há os que são mal intencionados e atuam a soldo de partidos prejudicados. Há os que são contra tudo e contra todos como se isso fosse sinal de independência. É atestado de burrice. Nada justifica o que está sendo dito sobre o PSD. A não ser o fato de que não conseguiram medir a dimensão e a proporção que este novo partido tomaria, sem ser governista e nem adesista.A grande verdade é que o PSD, a cada dia que passa, está calando a boca de muita gente. Bom para a democracia. Aliás, fique bem claro, o Partido da Democracia é o partido deste Blog. Por isso a defesa veemente do direito de existir, atuar, fazer política, que tentaram cassar do PSD.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Com 54 deputados, PSD já é a terceira bancada.
Até a noite desta sexta-feira, o PSD conseguiu filiar 54 deputados federais, tornando-se a terceira maior bancada da Câmara dos Deputados. O partido passou o PSDB, que tem 52 parlamentares, e está atrás do PT, que soma 86 deputados, e do PMDB, que tem 80. Com isso, o PSD deve engordar a base governista e facilitar as votações de projetos encaminhados pelo Palácio do Planalto. O prazo para trocar de partido e entrar na disputa eleitoral do ano que vem termina nesta sexta. Leia mais aqui.
Um nome de peso.
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, pode anunciar hoje uma reviravolta na sucessão à prefeitura da cidade. Ele tenta filiar o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles (PMDB) em seu novo partido, o PSD. O PMDB confirma a intenção de Meirelles em concorrer ao cargo. "Eu estou examinando esse assunto agora. Até o meio da tarde eu terei uma resposta", afirmou Meirelles à Folha sobre a possibilidade de deixar o PMDB e ir para o partido de Kassab. Meirelles, no entanto, não admite que seja candidato. "Eu não sou candidato a nada", disse. O presidente do diretório estadual do PMDB em Goiás, Adib Elias, confirmou que Meirelles comunicou a saída do partido ao diretório de Anápolis e pediu que a desfiliação fosse encaminhada ainda ontem ao Tribunal Regional Eleitoral do Estado. Ex-presidente do BC, Meirelles preside atualmente o Conselho Público Olímpico e tem Goiânia como seu reduto eleitoral.Leia mais aqui.
(Estou em trânsito de Brasília para Floripa...)
Agonia do(s) nanico(s)continua: filiações no TSE podem ser até 14.
Os problemas de acesso ao site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para comunicar a relação de filiados dos partidos não irão causar problemas para quem quer disputar as eleições em 2012, desde que os aspirantes a candidatos estejam oficialmente registrados até esta sexta-feira (7) na legenda pela qual pretende concorrer. Desde ontem, políticos têm reclamado de dificuldades para fazer o registro dos filiados. O TSE reconhece que há problemas hoje no sistema Filiaweb devido à sobrecarga que está sendo causada pelo volume de consultas ao serviço.
O tribunal afirmou, porém, que isso não causará prejuízo às pessoas que querem disputar o próximo pleito.Entre os que se queixam está a prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera, que anunciou na terça-feira (4) sua transferência do DEM para o PSD. "O prazo [para registro das filiações] termina hoje [sexta]. Não sabemos o que fazer", afirmou ela. O PSD de Ribeirão ficou responsável em fazer as filiações à sigla criada por Gilberto Kassab de prefeitos e vereadores e possíveis candidatos da região nordeste do Estado.
O temor era o de que, sem a comunicação no site do TSE até hoje, os interessados não tenham mais direito de concorrer no ano que vem. De acordo com as assessorias do TSE e do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), porém, o que está havendo é apenas uma confusão de datas, já que a filiação partidária ocorre "no âmbito da legenda".O que precisa ser feito até hoje pelos pretensos candidatos é ir até o diretório da sigla e assinar a ficha de filiação. O trabalho de comunicar a relação de filiados pode ser feita pela direção dos partidos até o dia 14.(Folha de São Paulo)
Inflação bate em 7,31%. E ela de férias na Bulgária.
A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou setembro com alta de 0,53%, ante uma variação positiva de 0,37% em agosto, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos últimos 12 meses até setembro, o indicador acumula alta de 7,31%, o maior resultado desde maio de 2005, quando o índice subiu 8,05% neste mesmo período. No ano, a alta acumulada é de 4,97%.O resultado de setembro foi o maior para o mês desde 2003, mas ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas. Leia mais aqui.
Isca eleitoral.
Os números do programa de proteção a pescadores durante o período em que a pesca é proibida para a preservação de determinadas espécies poderiam sintetizar o êxito de uma meritória ação social e ambiental do poder público. Mas a quantidade de ações do Ministério Público Federal contra administradores e beneficiários do programa em diversos Estados indica que parte dos benefícios pagos pelo governo resulta de fraudes e irregularidades praticadas às vezes com objetivos eleitorais e sempre com graves prejuízos para os cofres públicos.
Não é fácil obter dados precisos sobre a concessão desse benefício. Os últimos números disponíveis na página eletrônica do Ministério do Trabalho, responsável pelo pagamento, são de 2005. Conhecido como "bolsa-pescador" ou "seguro-defeso" - pois é pago no período de defeso, em que a pesca é proibida para assegurar a reprodução das espécies -, o benefício foi criado há quase 20 anos pelo governo Collor e ampliado há 8 pelo governo Lula. Trata-se de uma modalidade de seguro-desemprego, pago com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalho (FAT), administrado pelo Ministério do Trabalho.
Há cerca de um ano, o Estado publicou reportagem mostrando que, durante o governo Lula, o número de beneficiários do "bolsa-pescador" foi quadruplicado e o gasto total com o benefício - equivalente a um salário mínimo e pago durante os quatro meses do período de proibição da pesca de determinada espécie - superava R$ 1 bilhão por ano. Esse valor representava o quádruplo do orçamento do Ministério da Pesca e Aquicultura e três vezes o valor das exportações brasileiras de pescado.
Em artigo publicado no jornal O Globo (4/11), o economista Gil Castello Branco, fundador da organização não governamental Associação Contas Abertas, que se dedica a fiscalizar o uso do dinheiro público, informou que são hoje exatamente 553.172 pessoas que afirmam viver exclusivamente da pesca, individual ou em regime de economia familiar, e obtiveram o direito de receber do governo R$ 545 por mês durante um terço do ano, o que representa um custo anual de R$ 1,2 bilhão. Em 2003, primeiro ano do governo Lula, eram 113.783 favorecidos, para os quais o Ministério do Trabalho pagou R$ 81,5 milhões a título de seguro-desemprego.
Ao contrário do que ocorre com os beneficiários do Bolsa-Família, cujos nomes estão disponíveis nos portais do governo, os do "seguro-defeso" não são divulgados pelo Ministério do Trabalho. Só depois de fazer diversas solicitações ao Ministério e recorrer à Ouvidoria-Geral da União o fundador da Contas Abertas conseguiu a lista dos beneficiários do "bolsa-pescador". Ele constatou que até em Brasília há pessoas que, se declarando pescadores profissionais, afirmaram ter tido seu trabalho interrompido durante o defeso e, por isso, recebem o benefício.
O jornal O Globo (5/10) informa que uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União constatou a existência de irregularidades em mais de 60 mil pagamentos feitos em dois anos e que somam R$ 91,8 milhões. Na lista dos beneficiários havia pescadores já mortos, donos de empresa, empregados fixos, aposentados pelo INSS e até pessoas cujo cadastro no Ministério da Pesca e Aquicultura como pescador (uma das exigências para participar do programa) tinha sido recusado.
O Ministério Público Federal investiga os pagamentos do "bolsa-pescador" em diversos Estados, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Pará. Quando atuava em Santa Catarina (atualmente está no Rio Grande do Sul), o procurador Celso Tres encontrou casos como o de uma pessoa que declarou à Polícia Federal que só entrou no programa porque, ao ver uma fila diante da Colônia de Pescadores de Tubarão, perguntou o que era, soube que "estavam distribuindo seguro-desemprego" e passou a receber o benefício. As fraudes, em geral para beneficiar amigos ou para conquistar votos, são facilitadas porque não há controle do Ministério da Pesca, que cadastra os pescadores, nem do Ministério do Trabalho, que paga o "bolsa-pescador" - que por isso está virando uma espécie de "bolsa-eleitor". ( Do Estadão)
Ministro das Cidades: um zumbi de R$ 7,6 bilhões
O ministro das Cidades, Mário Negromonte, disse ontem, por meio de nota, que os parlamentares da bancada do PP que o apoiam "são fiéis" tanto a ele quanto ao governo de Dilma Rousseff. "Não são parlamentares que mudam de lado ao sabor de seus interesses e trazem para o plano nacional disputas regionais que dizem respeito apenas a eles próprios e não ao partido." Dos 41 deputados federais do partido, 30 querem a saída de Negromonte. Anteontem eles se reuniram para reclamar que não são atendidos e que não têm suas emendas liberadas na pasta administrada pelo partido.
No ministério desde o início do governo, Negromonte enfrentou uma série de suspeitas de irregularidades.Em agosto, por exemplo, o ministro foi acusado de oferecer um "mensalinho" de R$ 30 mil para deputados do PP em troca de apoio interno, segundo reportagem da revista "Veja". Negromonte negou todas as acusações. De acordo com a nota divulgada ontem, o "ministro tem um patrimônio político construído ao longo de seis mandatos sem nenhum processo e nenhuma mancha em sua trajetória". No domingo, reportagem da Folha mostrou que Negromonte deixou de ser chamado para reuniões sobre os preparativos para a Copa 2014, tem recebido menos recursos do que outros grandes ministérios e não influi mais no desenho dos principais programas da sua área, como o Minha Casa, Minha Vida.
No encontro da bancada realizado anteontem, o ex-governador Esperidião Amim (SC) resumiu a situação do ministro da seguinte forma: "O ministro é tratado como um fantasma, estamos descolados do ministério e do ministro. Nós somos trouxas e o governo se diverte", disse. O líder do PP na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PB), disse no encontro que, "a julgar pela reportagem [de domingo] -e nenhum desmentido-, a situação de Negromonte ficou insustentável".
Sobre isso, a nota diz respeitar os "diferentes pontos de vista e interpretações" sobre os fatos: "Achamos que se a Folha, mesmo nos ouvindo, achou por bem publicar a sua versão, publicando a nossa também, cabe ao leitor formar a sua opinião". "A presidente não aprovaria para seu ministério alguém que considerasse inapropriado para o cargo", diz ainda o texto da nota divulgada pelo ministro. Negromonte é o único titular do PP na Esplanada e comanda o terceiro orçamento do governo para investimentos (R$ 7,6 bilhões).Ele assumiu o cargo por pressão da legenda, mesmo sem contar com o entusiasmo da presidente. Dilma preferia manter Márcio Fortes -que ocupou o cargo de 2005 a 2010- no posto, mas a sigla preferiu mudar o nome.
E agora, Osmarina Silva? Destruição da Amazônia é uma catástrofe nas unidades de conservação criadas pelo governo.
Matéria publicada hoje pelo jornal O Globo informa que o desmatamento aumentou em 127%, nos últimos 10 anos, em 132 unidades de conservação criadas à base de desapropriação e da caneta, principalmente de Marina Silva, a verde que gosta das verdinhas das ONGs internacionais. Nos últimos dez anos, índios, assentados do MST e os povos da floresta devastaram quase 12.000 km2 da Amazônia. Os dados não são de nenhuna ONG internacional. São do próprio governo federal. Clique e amplie o quadro abaixo para ver.
Lula é o terceiro brasileiro a receber o World Food Prize.
Antes de Lula, receberam o prêmio,em 2006, o ex-ministro da Agricultura, Alysson Paolinelli, e o ex-presidente da Embrapa Cerrados, Edson Lobato.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um dos ganhadores do prêmio "World Food Prize" por criar políticas públicas de combate à fome e à miséria no país. O ex-presidente de Gana John Kufuor é o outro vencedor. O prêmio existe desde 1994 e nomeia, anualmente, personalidades que investiram em segurança alimentar. A cerimônia de premiação vai ocorrer em Iowa, nos Estados Unidos, entre 12 e 14 de outubro. O prêmio é promovido por uma fundação criada por Norman Borlaug, Nobel da Paz em 1970.
Já vimos este filme em 2008.
A articulação do prefeito Gilberto Kassab (PSD) para selar aliança com o PSDB para a eleição em São Paulo desagradou pré-candidatos tucanos, mas foi bem recebida por partidos que apoiam o governador Geraldo Alckmin. Ontem a Folha revelou que Kassab tentará um acordo com Alckmin. A aliados o prefeito disse que está disposto a apoiar a reeleição do governador em 2014 em troca de uma união no ano que vem em torno do nome do vice-governador Guilherme Afif. Diante disso, 2 dos 3 secretários de Estado que cobiçam a candidatura no PSDB manifestaram desconforto com a articulação.
Bruno Covas (Meio Ambiente) disse ontem que a aliança "é possível", mas demonstrou irritação ao ser questionado sobre a possibilidade de os tucanos apoiarem um candidato do PSD. "Quem defende isso?", questionou. Outro pré-candidato, José Anibal (Energia), disse a interlocutores que "é preciso conversar" com a nova sigla, mas rechaçou a tese de o PSDB ser vice na chapa. Já Andrea Matarazzo (Cultura) disse a aliados que acha positiva uma aliança com o PSD, mas que é cedo para discutir a ordem na chapa. O deputado Ricardo Trípoli, que fecha a lista de pré-candidatos, também defendeu a conversa, mas afirmou que não há "chance de os pré-candidatos desistirem em favor de outro partido".
Afif defende o armistício entre os dois partidos. "É natural", disse. "O PSD veio para confirmar a aliança que elegeu Alckmin em 2010." O ex-governador José Serra é defensor da aliança. Ele avalia que o candidato pode ser Afif, desde que o vice seja ligado a Alckmin. Os serristas acham que, sozinho, o PSDB não vai ao segundo turno. Entre os aliados, o PSB comemorou a movimentação de Kassab. O presidente estadual da sigla, Márcio França, procurou líderes do PSDB para apoiar a ideia. ( Da Folha)
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Em 2008, Geraldo Alckmin foi candidato à prefeitura. Não foi para o segundo turno. Kassab derrotou o PT de Marta e se reelegeu. Alguns falam em má imagem do prefeito. Vai mudar e vai melhorar. Só com as 500 creches pré-moldadas, as Kassabebê, já muda tudo. A máquina não fica fora do segundo turno em nenhum lugar. Muito menos em São Paulo.
Mulher que é mulher não chora.
A durona Dilma Vana Rousseff finalmente se emocionou. Não chegou a chorar. Mas escancarou seus sentimentos, diante da multidão que a aguardava na cidade de origem de seu pai, na Bulgária. Nesta quinta-feira, 6, a presidente do Brasil fechou o círculo na trajetória da família Rousseff. Seu pai Petar Roussev havia deixado Gábrovo sem dar explicações abandonou a família e desapareceu por 18 anos. Nesta quinta, a filha Dilma desembarcou na cidade com uma entrada triunfal, diante de uma população que vive uma de suas piores crises e tenta construir, de forma desesperada, razões de esperança. Dilma foi levada pelo presidente da Bulgária, George Parvanov, à escola onde o pai estudou, em Gábrovo. Do lado de fora, a população parou para saudá-la, numa cidade pouco acostumada a grandes eventos. Dentro da escola, o cartunista Ziraldo, que entrou na comitiva, contou que ministros não contiveram as lágrimas. Leia mais aqui.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
PT insiste em impor censura à imprensa.
A Executiva do PT anunciou nesta quinta-feira que o partido irá realizar um seminário no final de novembro, em São Paulo, para discutir o marco regulatório da mídia. O presidente do PT, Rui Falcão, disse que um dos objetivos será debater o projeto sobre o tema deixado pelo ex-ministro Franklin Martins (Comunicação Social) e que passa por ajustes no Ministério das Comunicações. "O processo de elaboração do marco regulatório do governo federal vai cumprir um processo de consulta pública, através de perguntas e, provavelmente, a primeira destas questões, pelo que fui informado, deve ser divulgada no final de novembro e começo de dezembro", afirmou Falcão, após participar da reunião da Executiva na sede do partido em Brasília. Ele disse que o seminário vai contar com a participação de organismos, entidades e parlamentares "interessados na democratização dos meios de comunicação". O secretário de Comunicação do PT, André Vargas, disse que o partido quer abrir para setores da sociedade o debate para que não haja "interpretações erradas" feitas pela mídia sobre a questão.(Da Folha Poder)
Nota oficial sobre a enquete Aécio x Serra.
Em respeito aos leitores e comentaristas e considerando o Artigo 15 da Resolução TSE nº 22.263/2007, informo que as duas enquetes que estão em andamento no Blog não possuem valor científico. As mesmas não são pesquisas eleitorais, mas um mero levantamento de opiniões, sem controle de amostra.
Ok? Então vamos ao que interessa.
Informo que a ferramenta do Blog não permite que um mesmo IP vote mais de uma vez. Portanto, os votos que estão sendo computados não estão sendo manipulados pelo blogueiro. Voto dado é "imexível". A urna eletrônica do Coronel é 100% segura.
Assim sendo, a votação expressa a opinião dos leitores e comentaristas do Blog que,por sua vez, representam a opinião de parte do eleitorado mais militante de oposição. Isso é inegável. Este segmento não elege ninguém, mas faz um barulho danado nas redes sociais. Portanto, os candidatos avaliados e os seus eleitores podem ter uma medida, sim, do que acontece com as preferências, até o presente momento, em relação aos presidenciáveis do PSDB, maior partido de oposição do país. Ainda vamos testar o nome de Geraldo Alckmin, assim que encerrarmos a enquete José Serra Presidente.
Até o presente momento , Aécio Presidente é preferido por 24% dos eleitores. Não por casualidade, José Serra está sendo preferido por 81%. A diferença deixem por conta da margem de erro. Se você ainda não votou, dê a sua opinião.
Ministério das Políticas para Mulheres ou Ministério do Telefone?
Vejam esta notícia da Folha:
Uma semana depois de pedir para tirar do ar um comercial de lingerie com a modelo Gisele Bündchen por considerar a peça agressiva à mulher, a Secretaria de Políticas para Mulheres tomou outra decisão polêmica.
A pasta enviou um ofício à Globo demonstrando preocupação com o personagem Baltazar -interpretado por Alexandre Nero-, da novela "Fina Estampa". Na trama, ele humilha e bate na mulher Celeste, vivida por Dira Paes. Em ofício enviado ontem à emissora, a ministra Iriny Lopes sugere à Rede Globo e ao autor da novela, Agnaldo Silva, que Celeste procure a Rede de Atendimento à Mulher, por meio do telefone 180. A ministra sugere ainda que, diferentemente de casos anteriores, em que o agressor é apenas punido, que Baltazar seja encaminhado aos centros de reabilitação previstos na Lei Maria da Penha.
A pasta enviou um ofício à Globo demonstrando preocupação com o personagem Baltazar -interpretado por Alexandre Nero-, da novela "Fina Estampa". Na trama, ele humilha e bate na mulher Celeste, vivida por Dira Paes. Em ofício enviado ontem à emissora, a ministra Iriny Lopes sugere à Rede Globo e ao autor da novela, Agnaldo Silva, que Celeste procure a Rede de Atendimento à Mulher, por meio do telefone 180. A ministra sugere ainda que, diferentemente de casos anteriores, em que o agressor é apenas punido, que Baltazar seja encaminhado aos centros de reabilitação previstos na Lei Maria da Penha.
Na trama de Agnaldo Silva, Celeste já foi aconselhada por amigas a denunciar Baltazar, mas não o faz por dizer que ama o marido. "A ficção tem força para alertar a sociedade contra esse mal que aflige milhares de mulheres", diz a ministra no ofício. À Folha, Iriny afirmou que são comuns os casos de mulheres agredidas que não denunciam os companheiros. A Globo informou que não houve contato da ministra e que a novela é uma obra de ficção. Disse ainda que as novelas da emissora "dão tratamento educativo no enfoque de problemas da realidade -respeitada a liberdade de expressão artística".
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Dos R$ 6,2 milhões que a Secretaria de Políticas para Mulheres gastou em 2011, R$ 2,8 milhões foi para pagar a Call Tecnologia e Serviços Ltda. Ou seja: 45% dos gastos de tão importante pasta é para receber reclamações. Isso merece bem uma auditoria. A ministra Iriny Lopes também gastou mais de R$ 1,3 milhão com eventos e impressos, além de R$ 101 mil para clipping de notícias. Aliás, esta empresa de call center já faturou R$ 18,1 milhões com o governo federal em 2011, contra R$ 13 milhões em 2010.
A pergunta que fica é: para que serve esta Secretaria se 45% das suas despesas são destinadas a um call center? E ainda quer divulgar o telefone de graça na Globo? Aí tem!
Jogo aberto.
O vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (PSD), chamou nesta quinta-feira (6) de "naturais" as conversas sobre uma aliança entre o PSDB e o seu novo partido. Afif deixou o DEM para ingressar na sigla do prefeito Gilberto Kassab. "O PSD veio para confirmar a aliança que foi feita na campanha de [Geraldo] Alckmin em 2010, onde nós trabalhamos muito para conseguir os votos na capital. Sempre ficou muito claro da minha parte que o PSD era uma dissidência com o DEM, nós não rompemos com o governo", disse.
Afif é considerado o homem capaz de agregar tucanos e kassabistas na próxima eleição. Apesar de ser citado em conversas, o vice nega a intenção de se candidatar, mas diz que a "função do homem público é buscar agregar". Ele participou hoje de evento no Palácio dos Bandeirantes, ao lado de Alckmin e do secretário Bruno Covas (Meio Ambiente), um dos pré-candidatos do PSDB à Prefeitura de de São Paulo.Questionado sobre a possibilidade de uma aliança de tucanos com o PSD, Covas disse ser possível, mas afirmou que o assunto deve ser tratado apenas pelo presidente do partido.(Da Folha)
Tributo a Ulisses Guimarães e 9.000.000 de acessos.
Vale a pena ler o post da Lúcia Hippolito. Mais do que jornalístico, um registro político, humano e histórico. Ulisses Guimarães completaria 95 anos, hoje. Podemos concordar ou não com o homem político, mas o homem público é inquestionável. Ulisses Guimarães valeu a pena. Clique aqui.
(Há coisas que não acontecem por acaso. Fernando Henrique Cardoso está dando uma entrevista muito clara a respeito de política. Lá no meio ele fala no povo querer coisas concretas. Quer. Este Blog está completando, por hoje ou pela madrugada, 9 milhões de acessos, creio que em quatro anos. Este Blog amadureceu. Se eu fosse o mesmo do primeiro dia, não teria valido a pena. Continuo anônimo para o mundo real, mas me conheço mais como brasileiro e cidadão, como homem e como profissional. Não tenho mais paciência para discussões estéreis. Já fiz todas nestes quatro anos. Já tive brigas que valeram a pena e outras completamente inúteis. Estou atrás de coisas concretas. De homens e mulheres concretas. De idéias concretas. De um Brasil possível, viável, real. Voto distrital. Código Florestal. Liberdade de imprensa. Educação, educação, educação melhor para termos um país. Livre iniciativa. Propriedade privada. Distribuição de renda vinda do trabalho e não de benesses do estado. Ulisses Guimarães foi um homem que evoluiu. Que cresceu. Que fez história. O Brasil precisa de homens assim, independente dos seus partidos políticos, se tiverem uma só ideologia: democracia. Por fim, declaro-me enojado de certos comentaristas que vem para um blog anônimo para atacar o seu titular, para patrulhar, para cobrar isso ou aquilo. Tanto os de esquerda, quanto os de centro, quanto os de direita e , principalmente, os que não tem caráter e decência. Fico pasmo em ser atacado por senadores da República no twitter. Por ser bloqueado por deputados. Por ser rotulado de direita, de esquerda, de adesista, de governista, de assalariado de políticos, de fazer este Blog por interesses financeiros. Este Blog custa ao Coronel invisível muito trabalho. Trabalho antes do seu verdadeiro trabalho, aquele que o sustenta, que o leva para longe de casa, que dele exige o máximo de competência e capacidade. Por isso, este Blog vai continuar dizendo o que pensa. Doa a quem doer. Obrigado pelos 9 milhões de acessos. Muitos deles, com certeza, foram de raiva. A maioria, no entanto, continua aqui porque concorda com o que é dito e escrito. Ulisses Guimarães valeu a pena. Não custa tentar e brigar.)
(Há coisas que não acontecem por acaso. Fernando Henrique Cardoso está dando uma entrevista muito clara a respeito de política. Lá no meio ele fala no povo querer coisas concretas. Quer. Este Blog está completando, por hoje ou pela madrugada, 9 milhões de acessos, creio que em quatro anos. Este Blog amadureceu. Se eu fosse o mesmo do primeiro dia, não teria valido a pena. Continuo anônimo para o mundo real, mas me conheço mais como brasileiro e cidadão, como homem e como profissional. Não tenho mais paciência para discussões estéreis. Já fiz todas nestes quatro anos. Já tive brigas que valeram a pena e outras completamente inúteis. Estou atrás de coisas concretas. De homens e mulheres concretas. De idéias concretas. De um Brasil possível, viável, real. Voto distrital. Código Florestal. Liberdade de imprensa. Educação, educação, educação melhor para termos um país. Livre iniciativa. Propriedade privada. Distribuição de renda vinda do trabalho e não de benesses do estado. Ulisses Guimarães foi um homem que evoluiu. Que cresceu. Que fez história. O Brasil precisa de homens assim, independente dos seus partidos políticos, se tiverem uma só ideologia: democracia. Por fim, declaro-me enojado de certos comentaristas que vem para um blog anônimo para atacar o seu titular, para patrulhar, para cobrar isso ou aquilo. Tanto os de esquerda, quanto os de centro, quanto os de direita e , principalmente, os que não tem caráter e decência. Fico pasmo em ser atacado por senadores da República no twitter. Por ser bloqueado por deputados. Por ser rotulado de direita, de esquerda, de adesista, de governista, de assalariado de políticos, de fazer este Blog por interesses financeiros. Este Blog custa ao Coronel invisível muito trabalho. Trabalho antes do seu verdadeiro trabalho, aquele que o sustenta, que o leva para longe de casa, que dele exige o máximo de competência e capacidade. Por isso, este Blog vai continuar dizendo o que pensa. Doa a quem doer. Obrigado pelos 9 milhões de acessos. Muitos deles, com certeza, foram de raiva. A maioria, no entanto, continua aqui porque concorda com o que é dito e escrito. Ulisses Guimarães valeu a pena. Não custa tentar e brigar.)
Estatuto da Juventude: meio sexo, meia passagem, meio jovem...
Saiu o Estatuto da Juventude. O mais incrível. O jovem brasileiro ficou mais velho. Até 29 anos, ele é considerado um jovem adulto. Nada de passar a responsabilidade penal para 14 ou 16 anos. Outra do novo Estatuto: meia entrada pra todo mundo e meia passagem também. Mas tem um detalhe: não pode aumentar a tarifa do ônibus e os estados quebrados que atrranjem um subsídio. O Brasil é feito de políticos irresponsáveis, na sua maioria. Ontem deu mais uma prova disso. Veja, no quadro abaixo, publicado pelo O Globo, as mudanças que vão salvar o jovem brasileiro das drogas, do desemprego e da desdita de ter nascido neste país. Clique para ampliar e ler.
Quando é que terminam as férias da Dilma?
Pagas pelos cofres públicos, as férias da Dilma não acabam. Enquanto isso, a inflação aumenta, os juros não caem, a economia padece e a crise mostra as garras para o país. Vejam o que diz o Painel da Folha:
Dilma tomou café ontem em Sofia com a prima Tsana, sua parente mais próxima na Bulgária, que a acompanharia hoje na visita a Gabrovo, cidade natal do pai da presidente.
Como diz o blogueiro Reinaldo Azevedo, da Veja, "A Bulgária é a Mombaça de Dilma. O que ela foi fazer lá, com o avião lotado de autoridades?
FHC rejeita PSDB de centro-direita. E também PSDB de esquerda, centro, direita, porque isso não tem importância.
Direita, esquerda, centro, socialistas ou neoliberais 'são apenas rótulos, coisas externas à vida real dos partidos', e não faz sentido pedir que uma sigla vá para a 'centro-direita' ou para a 'centro-esquerda'. Essa é a resposta do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso à avaliação feita pela acadêmica norte-americana Frances Hagopian, em entrevista ao Estado, segundo a qual o PSDB 'devia assumir-se como partido de centro-direita'.
Diferentemente do informado pelo Estado domingo passado, FHC não concorda com Hagopian nesse aspecto político-ideológico, externado por ela em entrevista exclusiva antes de palestra no Centro Ruth Cardoso, em São Paulo. O que o ex-presidente endossa é a avaliação feita pela especialista americana, durante a palestra, de que os tucanos devem defender os seus feitos do passado: as reformas adotadas no País nos anos 90, as privatizações, a Lei de Responsabilidade Fiscal, que trouxeram a estabilidade política e econômica ao Brasil.
Ainda sobre o aspecto ideológico, o ex-presidente alega que, teorias à parte, 'a dinâmica dos partidos no Congresso é bem outra'. 'Na prática, há uma base que sustentou o governo Lula, sustentou o meu, e antes dele o governo Sarney', afirmou FHC. 'Concordo com a Hagopian quando diz que o PSDB tem de se diferenciar, assumir o que fez. Mas falar em centro-direita não tem nada a ver com o PSDB nem com outros partidos. Não é por aí.' O ex-presidente lembrou que 'até Paulo Maluf já se definiu como social-democrata'.
Estadão: Que lhe parece a avaliação da americana Frances Hagopian de que o PSDB deveria 'assumir-se como de centro-direita?
FHC: Acho que ela tem uma contribuição positiva, mas exagera a programatização dos partidos. A tese dela é que os partidos se tornaram mais programáticos e isso permitiu a aprovação das reformas. Quando fala em programatização, tem essa visão de que o PSDB fez aliança com o centro, com a centro-direita. E o PT, que era de esquerda, acabou vindo para a centro-esquerda etc. Isso é uma visão dos rótulos dos partidos. A dinâmica no Congresso é bem outra. Essas caracterizações tipo centro, centro-esquerda, centro-direita, neoliberal, socialista são externas à prática real. O que há é uma base, que sustentou o governo Lula. Que também sustentou a mim, ao Sarney.
Não se deve, então, falar em esquerda e direita ?
Há uma insistência nessa dicotomia. Isso se deve à falta de analisar os processos reais, o mundo concreto. Não é que inexista uma esquerda, mas... o que significa a esquerda hoje? Ninguém mais pensa, como no passado, coisas como coletivização dos bens privados, feita por um partido que dominasse o Estado em nome de uma classe. Isso não ocorre mais.
Mas não existe uma 'modernização' do modelo? Por exemplo, a opção de um Estado forte, centralizando a economia, com forte apoio do BNDES a empresas?
Isso o general Geisel já fazia nos anos 70. Não chamaria isso de esquerda. É um modelo econômico sustentado em vários setores, em vários momentos da história. Como fez o Geisel.
No ensaio O Futuro da Oposição, o sr. pedia ao PSDB uma atenção especial às novas mídias e à nova classe média. Há uma ideologia nesse fenômeno?
Eles funcionam como se fossem radicais livres. São pessoas que mudaram de categoria de renda, mas que ainda não são, sociologicamente, uma classe. Na medida em que vierem a ter as mesmas teias de relações sociais, vão exigir maior qualidade dos serviços do Estado.
E que ideologia eles adotarão?
E as tarefas do PSDB?
Esse foi o ponto em que eu concordei com a análise da Hagopian, o PSDB tem que se diferenciar, assumir o que fez. Mas qual a diferença, neste momento? O PT está privatizando aeroportos, privatizando estradas, fez um Proer recentemente para salvar alguns bancos pequenos... E veja, antes isso era herança maldita... Essas diferenças entre os petistas e o que eles chamavam de neoliberalismo não existem mais. O que existe é a maior ou menor ingerência dos partidos na gestão da coisa pública. No nosso tempo, havia menos ingerência.
Quando Gilberto Kassab disse que o PSD 'não é de centro, nem esquerda, nem de direita', foi um sinal da desimportância da ideologia nos partidos brasileiros?
Se tivesse de dar um nome às ações do PSDB iniciadas pelo seu governo, qual seria?
Primeiro, temos uma tradição republicana, nos diferenciamos bastante nisso. A coisa pública tem que ser respeitada como tal e não ser objeto nem de apropriação privada nem político-partidária. Isso é uma linha. Não é esquerda nem direita, é republicana.
O lulismo pode ser chamado de uma ideologia?
Não. É um estado de espírito, um sentimento. Não é ideologia. Não está propondo nada.
O que o sr. diz da direita?
E como o PT conseguiu aliança com o clientelismo mantendo a imagem de partido de esquerda?
Isso foi a grande pirueta que o PT fez. Como ele nasceu como partido dos trabalhadores, com uma luta assentada nisso, na inclusão social, ele se deitou no berço esplêndido da política tradicional. Se houve uma metamorfose importante, foi exatamente isso, porque o Lula simboliza isso. Ninguém foi capaz de reviver tantas forças do tradicionalismo e se sentir cômodo nelas como o próprio Lula. E ainda dar-se bem eleitoralmente.
Diferentemente do informado pelo Estado domingo passado, FHC não concorda com Hagopian nesse aspecto político-ideológico, externado por ela em entrevista exclusiva antes de palestra no Centro Ruth Cardoso, em São Paulo. O que o ex-presidente endossa é a avaliação feita pela especialista americana, durante a palestra, de que os tucanos devem defender os seus feitos do passado: as reformas adotadas no País nos anos 90, as privatizações, a Lei de Responsabilidade Fiscal, que trouxeram a estabilidade política e econômica ao Brasil.
Ainda sobre o aspecto ideológico, o ex-presidente alega que, teorias à parte, 'a dinâmica dos partidos no Congresso é bem outra'. 'Na prática, há uma base que sustentou o governo Lula, sustentou o meu, e antes dele o governo Sarney', afirmou FHC. 'Concordo com a Hagopian quando diz que o PSDB tem de se diferenciar, assumir o que fez. Mas falar em centro-direita não tem nada a ver com o PSDB nem com outros partidos. Não é por aí.' O ex-presidente lembrou que 'até Paulo Maluf já se definiu como social-democrata'.
Estadão: Que lhe parece a avaliação da americana Frances Hagopian de que o PSDB deveria 'assumir-se como de centro-direita?
FHC: Acho que ela tem uma contribuição positiva, mas exagera a programatização dos partidos. A tese dela é que os partidos se tornaram mais programáticos e isso permitiu a aprovação das reformas. Quando fala em programatização, tem essa visão de que o PSDB fez aliança com o centro, com a centro-direita. E o PT, que era de esquerda, acabou vindo para a centro-esquerda etc. Isso é uma visão dos rótulos dos partidos. A dinâmica no Congresso é bem outra. Essas caracterizações tipo centro, centro-esquerda, centro-direita, neoliberal, socialista são externas à prática real. O que há é uma base, que sustentou o governo Lula. Que também sustentou a mim, ao Sarney.
Não se deve, então, falar em esquerda e direita ?
Há uma insistência nessa dicotomia. Isso se deve à falta de analisar os processos reais, o mundo concreto. Não é que inexista uma esquerda, mas... o que significa a esquerda hoje? Ninguém mais pensa, como no passado, coisas como coletivização dos bens privados, feita por um partido que dominasse o Estado em nome de uma classe. Isso não ocorre mais.
Mas não existe uma 'modernização' do modelo? Por exemplo, a opção de um Estado forte, centralizando a economia, com forte apoio do BNDES a empresas?
Isso o general Geisel já fazia nos anos 70. Não chamaria isso de esquerda. É um modelo econômico sustentado em vários setores, em vários momentos da história. Como fez o Geisel.
No ensaio O Futuro da Oposição, o sr. pedia ao PSDB uma atenção especial às novas mídias e à nova classe média. Há uma ideologia nesse fenômeno?
Eles funcionam como se fossem radicais livres. São pessoas que mudaram de categoria de renda, mas que ainda não são, sociologicamente, uma classe. Na medida em que vierem a ter as mesmas teias de relações sociais, vão exigir maior qualidade dos serviços do Estado.
E que ideologia eles adotarão?
Cada um vai para um lado. Na verdade, a população nem sabe bem o que é esquerda ou o que é direita. O fato é que todos vão demandar coisas concretas.
E as tarefas do PSDB?
Esse foi o ponto em que eu concordei com a análise da Hagopian, o PSDB tem que se diferenciar, assumir o que fez. Mas qual a diferença, neste momento? O PT está privatizando aeroportos, privatizando estradas, fez um Proer recentemente para salvar alguns bancos pequenos... E veja, antes isso era herança maldita... Essas diferenças entre os petistas e o que eles chamavam de neoliberalismo não existem mais. O que existe é a maior ou menor ingerência dos partidos na gestão da coisa pública. No nosso tempo, havia menos ingerência.
Quando Gilberto Kassab disse que o PSD 'não é de centro, nem esquerda, nem de direita', foi um sinal da desimportância da ideologia nos partidos brasileiros?
Provavelmente, sim. Como não estão se desenhando alternativas ao que aí está, fica difícil dizer o que é esquerda, o que é direita. Não se esqueça que, há um bom tempo, o Paulo Maluf se declarou social-democrata.
Se tivesse de dar um nome às ações do PSDB iniciadas pelo seu governo, qual seria?
Primeiro, temos uma tradição republicana, nos diferenciamos bastante nisso. A coisa pública tem que ser respeitada como tal e não ser objeto nem de apropriação privada nem político-partidária. Isso é uma linha. Não é esquerda nem direita, é republicana.
O lulismo pode ser chamado de uma ideologia?
Não. É um estado de espírito, um sentimento. Não é ideologia. Não está propondo nada.
O que o sr. diz da direita?
Quem defende a direita no Brasil? Ninguém. Mas na prática ela existe mas a nossa direita é muito mais o atraso, o clientelismo, fisiologismo, esse tipo de questão, do que a defesa dos valores intrínsecos da propriedade, da hierarquia. Não tem muito essa defesa.
E como o PT conseguiu aliança com o clientelismo mantendo a imagem de partido de esquerda?
Isso foi a grande pirueta que o PT fez. Como ele nasceu como partido dos trabalhadores, com uma luta assentada nisso, na inclusão social, ele se deitou no berço esplêndido da política tradicional. Se houve uma metamorfose importante, foi exatamente isso, porque o Lula simboliza isso. Ninguém foi capaz de reviver tantas forças do tradicionalismo e se sentir cômodo nelas como o próprio Lula. E ainda dar-se bem eleitoralmente.
Afif prefeito, Alckmin reeleito.
O prefeito Gilberto Kassab (PSD) avisou a aliados que vai propor um acordo ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) para tentar reeditar nas eleições municipais de 2012 a aliança que o levou à Prefeitura em 2004, como vice de José Serra (PSDB).
E em nome dessa aliança, Kassab tem afirmado que está disposto a abrir mão da candidatura ao governo em 2014 para apoiar a reeleição de Alckmin, colocando sua sigla e o próprio nome à disposição para compor a chapa encabeçada pelo tucano. Para Kassab, juntos, PSD e PSDB têm chances se manter no comando da capital. Com candidaturas avulsas, avalia, correm risco de ser derrotados pelo PT ou pelo PMDB, que pretende lançar o deputado Gabriel Chalita. Ainda que publicamente Kassab apresente diversos nomes como possíveis candidatos do PSD à sua sucessão, em privado, o prefeito trata apenas o vice-governador, Guilherme Afif Domingos, seu parceiro na fundação do PSD, como capaz de atrair os tucanos na próxima eleição.
O plano já foi exposto por Kassab a deputados estaduais e prefeitos da base aliada de Geraldo Alckmin.Esta semana, o prefeito deve se reunir com o secretário Edson Aparecido, membro do chamado "núcleo político" do Palácio dos Bandeirantes, composto por aliados de primeira hora do governador. A articulação já conta com a simpatia de tucanos ligados ao ex-governador José Serra, ala que defende a recomposição com Kassab. Os serristas afirmam que uma aliança com o PSD é a melhor forma de se contrapor ao PT e ao PMDB na capital.Além disso, sabem que, com o acordo, será mais fácil garantir a parceria com o PSD em uma eleição presidencial.
E em nome dessa aliança, Kassab tem afirmado que está disposto a abrir mão da candidatura ao governo em 2014 para apoiar a reeleição de Alckmin, colocando sua sigla e o próprio nome à disposição para compor a chapa encabeçada pelo tucano. Para Kassab, juntos, PSD e PSDB têm chances se manter no comando da capital. Com candidaturas avulsas, avalia, correm risco de ser derrotados pelo PT ou pelo PMDB, que pretende lançar o deputado Gabriel Chalita. Ainda que publicamente Kassab apresente diversos nomes como possíveis candidatos do PSD à sua sucessão, em privado, o prefeito trata apenas o vice-governador, Guilherme Afif Domingos, seu parceiro na fundação do PSD, como capaz de atrair os tucanos na próxima eleição.
O plano já foi exposto por Kassab a deputados estaduais e prefeitos da base aliada de Geraldo Alckmin.Esta semana, o prefeito deve se reunir com o secretário Edson Aparecido, membro do chamado "núcleo político" do Palácio dos Bandeirantes, composto por aliados de primeira hora do governador. A articulação já conta com a simpatia de tucanos ligados ao ex-governador José Serra, ala que defende a recomposição com Kassab. Os serristas afirmam que uma aliança com o PSD é a melhor forma de se contrapor ao PT e ao PMDB na capital.Além disso, sabem que, com o acordo, será mais fácil garantir a parceria com o PSD em uma eleição presidencial.
Alckmin, que no início fez oposição à criação do PSD, chegando a limar Afif da Secretaria de Desenvolvimento Econômico em retaliação ao apoio do vice ao PSD, tem dado demonstrações de que pretende melhorar suas relação com Kassab. O governador deu ao prefeito da capital a presidência do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana, órgão que irá coordenar a implantação de projetos do Estado em 39 municípios, que congregam quase 20 milhões de habitantes. Ciente da importância do gesto, Kassab disse a alckmistas, no dia em que tomou posse no Conselho, que PSD e PSDB tinham "semelhanças e interesses comuns" e que era preciso "valorizar isso".
Além da vaga no conselho, Alckmin tem trabalhado para manter os filiados ao PSD em sua base aliada. Um acordo com Kassab poderia facilitar as relações políticas do governo no Estado, diminuindo a dependência de legendas menores na Assembleia. Além disso, uma parceria com o PSD poderia ampliar a interlocução com o governo federal, com quem o Estado tem feito diversas parcerias. A sigla de Kassab deverá fechar este ano com pelo menos 50 deputados federais e dois senadores no Congresso Nacional, com tendência a apoiar a administração da presidente Dilma Rousseff. (Da Folha)
AGU, ao contrário do PT mensaleiro, defende financiamento privado de campanhas.
A Advocacia-Geral da União (AGU) deu parecer contra ação movida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para proibir empresas de fazer doações para candidatos e partidos. A manifestação ocorreu num momento em que o Congresso discute uma proposta, capitaneada pelo PT, para instituir o financiamento público das campanhas. O parecer foi enviado pela presidente Dilma Rousseff na semana passada ao Supremo Tribunal Federal (STF) contestando a ação da OAB. O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, afirmou que o atual modelo está de acordo com a Constituição. Segundo ele, eventuais mudanças têm de ser votadas pelo Congresso. 'A opção política do financiamento privado ou não é do Congresso', afirmou.
A manifestação da AGU enviada ao Supremo, porém, destaca opiniões de juristas e conclui que é legítimo as empresas doarem recursos para candidatos e partidos. 'Como alijar do processo que permite a representatividade dos componentes da sociedade no cenário político as pessoas jurídicas (empresas), que nada mais são do que um segmento da sociedade e constituem a organização dos fatores de produção dessa mesma sociedade?' No parecer é observado que o sistema eleitoral brasileiro se funda no financiamento privado das campanhas, apesar de as legendas também receberem recursos do fundo partidário. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou recentemente que R$ 3 bilhões foram gastos na campanha de 2010. As pessoas jurídicas doaram R$ 2,3 bilhões.
Na ação protocolada no STF, a OAB pede que sejam declarados inconstitucionais dispositivos da Lei Eleitoral que permitem doações por pessoas jurídicas. A entidade também quer que seja fixado um limite de doações por pessoas físicas.Segundo a Ordem, 'a infiltração do poder econômico nas eleições gera graves distorções', entre as quais, o aumento da influência dos mais ricos sobre o resultado das eleições. (Do Estadão)
A manifestação da AGU enviada ao Supremo, porém, destaca opiniões de juristas e conclui que é legítimo as empresas doarem recursos para candidatos e partidos. 'Como alijar do processo que permite a representatividade dos componentes da sociedade no cenário político as pessoas jurídicas (empresas), que nada mais são do que um segmento da sociedade e constituem a organização dos fatores de produção dessa mesma sociedade?' No parecer é observado que o sistema eleitoral brasileiro se funda no financiamento privado das campanhas, apesar de as legendas também receberem recursos do fundo partidário. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou recentemente que R$ 3 bilhões foram gastos na campanha de 2010. As pessoas jurídicas doaram R$ 2,3 bilhões.
Na ação protocolada no STF, a OAB pede que sejam declarados inconstitucionais dispositivos da Lei Eleitoral que permitem doações por pessoas jurídicas. A entidade também quer que seja fixado um limite de doações por pessoas físicas.Segundo a Ordem, 'a infiltração do poder econômico nas eleições gera graves distorções', entre as quais, o aumento da influência dos mais ricos sobre o resultado das eleições. (Do Estadão)
Por que não uma "CPI das Emendas"?
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), cobrou publicamente ontem explicações do deputado estadual Roque Barbiere (PTB) sobre as denúncias de venda de emendas ao Orçamento do Executivo. 'E eu entendo que ele (Barbiere) tem o dever, como homem público, de apontar o que sabe.'Anteontem, o parlamentar, que faz parte da base governista, comparou a atividade da Assembleia Legislativa à de um 'camelódromo' e alegou que teria alertado o secretário de Planejamento, Emanuel Fernandes, e a subsecretária de Assuntos Parlamentares da Casa Civil, Rosmary Corrêa, conhecida como 'delegada Rose', sobre possíveis irregularidades na destinação das verbas do governo liberadas por emendas.
'Ele (Barbiere) não citou um caso para ninguém. Pode entrevistar a delegada Rose ou o secretário Emanuel Fernandes', disse Alckmin. O governador reafirmou que as informações sobre as emendas liberadas já foram publicadas pelo governo do Estado na internet. 'E tudo está transparente', disse. Alckmin (PSDB) também informou que a Corregedoria-Geral da Administração (CGA) encaminhará ao Ministério Público as conclusões da investigação sobre suposto esquema de recebimento de propina envolvendo o ex-deputado estadual José Antonio Bruno (DEM).Duas testemunhas afirmaram à corregedoria terem presenciado o pagamento de propina em troca de emendas parlamentares no gabinete do então deputado, conhecido como Zé Bruno, na Assembleia Legislativa.
'O caso do ex-deputado José Bruno já está sendo averiguado pela corregedoria do Estado antes da convocação do deputado Roque Barbiere', afirmou. 'O caso está sendo averiguado com rapidez e rigor e será encaminhado ao Ministério Público.' Mas não definiu prazo. Em agosto, Barbiere disse a um site de Araçatuba que entre 25% e 30% de seus colegas estariam ganhando dinheiro por meio da venda de emendas. O teor da entrevista foi revelado no dia 23 de setembro pelo Estado. Após a reportagem, o Ministério Público Estadual abriu inquérito para apurar o caso. Munhoz. O presidente da Assembleia, Barros Munhoz (PSDB), afirmou ontem que, se Barbiere não explicar por que comparou os parlamentares da Casa a camelôs, poderá ser processado por quebra de decoro. 'Lógico que, se ele fala uma coisa e não explica, deixa de ser denunciante e passa a ser denunciado', afirmou. 'É uma frase caluniosa, e uma calúnia contra a Casa significa quebra de decoro.'
Munhoz foi acompanhado por líderes da base governista e da oposição no repúdio às declarações de Barbiere, que, ao ser questionado anteontem sobre o funcionamento do suposto esquema de venda de emendas, afirmou: 'Isso é igual a camelô. Cada um vende de um jeito. (...) Cada um tem uma maneira, cada um tem um preço'. Os deputados aumentaram as críticas a Barbiere e cobraram dele a indicação de quem estaria exercendo a prática. 'Ele tem de dar nomes. Simplesmente ficar acusando e não dar nomes não é coisa de quem quer apurar, muito menos de quem quer ajudar nada', afirmou o líder do PSDB, Orlando Morando, que foi acompanhado pelo líder do PT, Ênio Tatto.'Enquanto o deputado Roquinho não der nomes, fica sob suspeita toda a Casa. Isso a gente não admite. Ele tem de vir ao Conselho de Ética e apontar nomes. O único nome que ele está apontando, por enquanto, é no secretariado', afirmou Tatto. (Estadão)
Do Painel da Folha:
Teste O PT-SP trabalha para colher na embrionária bancada do PSD de Gilberto Kassab as assinaturas que faltam para abrir a CPI das Emendas na Assembleia.
'Ele (Barbiere) não citou um caso para ninguém. Pode entrevistar a delegada Rose ou o secretário Emanuel Fernandes', disse Alckmin. O governador reafirmou que as informações sobre as emendas liberadas já foram publicadas pelo governo do Estado na internet. 'E tudo está transparente', disse. Alckmin (PSDB) também informou que a Corregedoria-Geral da Administração (CGA) encaminhará ao Ministério Público as conclusões da investigação sobre suposto esquema de recebimento de propina envolvendo o ex-deputado estadual José Antonio Bruno (DEM).Duas testemunhas afirmaram à corregedoria terem presenciado o pagamento de propina em troca de emendas parlamentares no gabinete do então deputado, conhecido como Zé Bruno, na Assembleia Legislativa.
'O caso do ex-deputado José Bruno já está sendo averiguado pela corregedoria do Estado antes da convocação do deputado Roque Barbiere', afirmou. 'O caso está sendo averiguado com rapidez e rigor e será encaminhado ao Ministério Público.' Mas não definiu prazo. Em agosto, Barbiere disse a um site de Araçatuba que entre 25% e 30% de seus colegas estariam ganhando dinheiro por meio da venda de emendas. O teor da entrevista foi revelado no dia 23 de setembro pelo Estado. Após a reportagem, o Ministério Público Estadual abriu inquérito para apurar o caso. Munhoz. O presidente da Assembleia, Barros Munhoz (PSDB), afirmou ontem que, se Barbiere não explicar por que comparou os parlamentares da Casa a camelôs, poderá ser processado por quebra de decoro. 'Lógico que, se ele fala uma coisa e não explica, deixa de ser denunciante e passa a ser denunciado', afirmou. 'É uma frase caluniosa, e uma calúnia contra a Casa significa quebra de decoro.'
Munhoz foi acompanhado por líderes da base governista e da oposição no repúdio às declarações de Barbiere, que, ao ser questionado anteontem sobre o funcionamento do suposto esquema de venda de emendas, afirmou: 'Isso é igual a camelô. Cada um vende de um jeito. (...) Cada um tem uma maneira, cada um tem um preço'. Os deputados aumentaram as críticas a Barbiere e cobraram dele a indicação de quem estaria exercendo a prática. 'Ele tem de dar nomes. Simplesmente ficar acusando e não dar nomes não é coisa de quem quer apurar, muito menos de quem quer ajudar nada', afirmou o líder do PSDB, Orlando Morando, que foi acompanhado pelo líder do PT, Ênio Tatto.'Enquanto o deputado Roquinho não der nomes, fica sob suspeita toda a Casa. Isso a gente não admite. Ele tem de vir ao Conselho de Ética e apontar nomes. O único nome que ele está apontando, por enquanto, é no secretariado', afirmou Tatto. (Estadão)
Do Painel da Folha:
Teste O PT-SP trabalha para colher na embrionária bancada do PSD de Gilberto Kassab as assinaturas que faltam para abrir a CPI das Emendas na Assembleia.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Blogueiros apóiam Voto Distrital para 200.000 assinaturas.
Enquanto a votação da Reforma Política se encaminhava para ser adiada, em Brasília, duas dezenas de blogueiros e twitteiros se reuniram com o jornalista e apresentador do programa CQC, Marcelo Tas, em São Paulo, na manhã desta quarta-feira (05), para discutir a estratégia do Movimento#EuVotoDistrital. Tas decidiu apoiar a causa como voluntário.
Para tirar dúvidas sobre o tema, o cientista político Amaury de Souza apresentou um histórico dos modelos de sistemas políticos no mundo. Ele explicou o que o Movimento #EuVotoDistrital defende: o majoritário uninominal de dois turnos. Amaury chamou a atenção para dados do modelo proporcional, em vigor atualmente no Brasil: 28% dos eleitores não se lembra em quem votou para deputado federal dois meses após a eleição. E, depois de quatro anos, 71% dos eleitores esqueceu quem foi seu candidato.
Uma urna transparente com 100 mil votos (foto) simbolizou na reunião as mais de 100 mil assinaturas recolhidas pela petição http://www.euvotodistrital.org.br. O Movimento é o único organizado em torno da Reforma Política. Apesar disso, o voto distrital sequer entrou no relatório do deputado Henrique Fontana (PT), examinado pela Comissão nesta quarta-feira. Sem conseguir consenso em torno de sua proposta, Fontana acabou tirando o seu projeto da pauta para não ser derrotado e marcou nova reunião para o dia 20 de outubro. Isso deu folego para que o #euvotodistrital planeje novas ações com objetivo de pressionar os congressistas para que o tema entre na discussão.
Um dos mobilizadores do Movimento, o jovem administrador Emydgio Carvalho Neto, convidou os blogueiros para aderirem à causa doando tempo, talento, recursos financeiros ou materiais. Ele contou que o Movimento funciona como uma rede distribuída, em que não há líder nem hierarquia, apenas uma organização de pessoas que interage democraticamente. O #EuVotoDistrital também adota o princípio da comunicação não-violenta, ou seja, não tenta convencer quem pensa diferente, muito menos agredir verbalmente seus opositores.
A reunião, realizada em uma sala emprestada pela Casa do Saber, no bairro do Itaim, gerou mídia espontânea: foram cerca de 350 posts sobre o Voto Distrital no Twitter, com um alcance de aproximadamente 2 milhões de impactos. Entre os presentes, o blogueiro, publicitário e músico Guilherme Cury, o publicitário e planejador digital Bruno Divetta, Fabio Rex, o deputado Fabio Cherem (PSD-MG), do www.distritosdobrasil.com.br, Welbi Maia, Eduardo Graeff, Leandro Ogalha, entre outros.
O que é Voto Distrital?
O voto distrital é um sistema de voto majoritário no qual um estado (ou cidade) é dividido em pequenos distritos com aproximadamente o mesmo número de habitantes. Cada partido indica um único candidato por distrito. Cada distrito elege um único representante pela maioria dos votos. Dessa forma, é possível aumentar a fiscalização sobre os políticos; diminuir o custo das campanhas políticas; fortalecer o Poder Legislativo; trazer nova dinâmica de governabilidade e melhorar a relação representante/representado. O objetivo do movimento é mobilizar a sociedade através de assinaturas na petição http://www.euvotodistrital.org.br para pressionar o Congresso Nacional a implantar o voto distrital para eleição de deputados federais, estaduais e vereadores em todo o país.
Prévias do PSDB no Blog: 74% não querem Aécio Presidente, Agora vamos ver com Serra? Vote ao lado. Aécio ou Serra?
Para que exista isonomia e imparcialidade, este Blog vai postar, agora, uma enquete idêntica a que fez para medir a popularidade de Aécio Neves. Só que com José Serra como candidato. Já está aí ao lado. Aécio foi aprovado por 26% dos eleitores. 74% não querem Aécio. Agora é Serra ou Aécio?
Líder do Lula lá no Mensalão adia reforma política para não ser fragorosamente derrotado.
Lembram do Henrique Fontana (PT-RS), no auge do mensalão, defendendo Lula e os quadrilheiros do seu partido das acusações de desvio de dinheiro público para fazer caixa dois de campanha? É o mesmo que, agora, estava tentanto passar uma reforma política com financiamento público para as campanhas dos mensaleiros e com voto em lista. Perdeu, teve que adiar a votação para não ser fragorosamente derrotado.
Da Folha Poder:
O relatório sobre a reforma política deve ser votado na comissão especial da Câmara apenas no final do mês. O assunto deveria ser votado nesta quarta-feira, mas foi adiado após pedido do próprio relator, deputado Henrique Fontana (PT-RS). A alegação é que sua proposta não contava com maioria e portanto poderia ser derrotada. O presidente da comissão especial, Almeida Lima (PPS-SE), estipulou o prazo de 20 de outubro para novas apresentações de emendas. Com isso, o texto ainda pode ser modificado. As principais sugestões de Fontana são o financiamento público de campanha e o sistema de votação proporcional misto, em que o eleitor vota no nome do candidato a deputado federal, estadual e vereador e também em uma lista organizada anteriormente pelos partido.
Não há acordo entre os principais partidos sobre esses dois temas. "Se votássemos hoje, pelos meus cálculos, poderíamos arquivar a proposta. Como eu sinto que a maioria da Casa e da sociedade quer votar, peço a prudência de não colocar em votação hoje", apelou Fontana. A sessão desta quarta-feira na comissão especial ainda está acontecendo e serve principalmente para os deputados fazerem críticas ao relatório. Para o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), o texto de Fontana é confuso. "Está claro a fragmentação na Casa entre os partidos. Talvez, nesses casos, o mais simples seja o mais apropriado. Como as mudanças não vão valer para 2012, não teria porque ter uma sangria desatada", disse.
Na opinião do tucano, outros pontos como o prazo para as primeiras filiações partidária (diminui de um ano para seis meses o prazo mínimo da primeira filiação para que o candidato possa disputar as eleições) e uma proposta que fala dos prefeitos itinerantes (que proíbe que um político mude seu domicílio eleitoral para ser eleito em outra cidade em um terceiro mandato) devem ser aprovados. Vice-líder do governo, o deputado Luciano Castro (PR-RR) também criticou as propostas de mudança. Disse que o modelo de votação proporcional misto serve para privilegiar apenas os grandes partidos. "Essa fórmula favorece o PT, que já tem uma história na política. Pelos nosso cálculos, o partido poderia eleger 150 deputados federais", disse.
CCJ "destiririca" as eleições proporcionais.
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) confirmou hoje - por 14 votos a 3 - a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que proíbe as coligações nas eleições proporcionais. Relatado pelo senador Valdir Raupp (PMDB-RO), o texto já tinha sido examinado pela CCJ, mas teve de ser revisto porque recebeu emendas no plenário. Pela proposta, as coligações serão permitidas unicamente na eleição de presidente da República, senadores, governadores e prefeitos. Tidas como uma aberração pela maior parte dos parlamentares, são as coligações proporcionais que permitem que um deputado bem votado "puxe" para a Câmara candidatos sem representatividade, sem chance de se eleger com os próprios votos.
Os dois exemplos mais notórios são os do ex-deputado Enéas Carneiro (PR-SP) e o atual deputado Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR-SP), eleitos com mais de um milhão de votos, que favoreceram candidatos coligados inexpressivos, sem eleitorado suficiente para ocupar um mandato parlamentar.Preocupado com o futuro de seu partido, o líder do PCdoB, senador Inácio Arruda (CE), apresentou voto separado tentando derrubar a proibição. Se a decisão for aprovada nas duas Casas e virar lei, o PCdoB ficará impedido de se coligar com o PT ou outros partidos maiores para eleger deputados e vereadores. Arruda chamou o fim das coligações proporcionais de "coisa estranha", que no seu entender dificultará o processo político democrático. "Isso é reacionário, não ajuda o País", alegou. (Do Estadão)
Tudo pelo garotinho.
Adversários políticos ferrenhos no passado, o ex-governador Anthony Garotinho (PR) e o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) resolveram unir seus partidos --e seus filhos-- para um objetivo comum: impedir a hegemonia do governador Sérgio Cabral (PMDB) e dos seus aliados nas eleições do ano que vem. Garotinho e Maia fecharam acordo para uma chapa à Prefeitura do Rio com o deputado federal Rodrigo Maia, 41, como candidato à sucessão de Eduardo Paes (PMDB), e a deputada estadual Clarissa Garotinho, 29, como sua vice.
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A composição da chapa foi confirmada à Folha pelo próprio Garotinho. "O cabeça vai ser o Rodrigo Maia, e a Clarissa é a vice", diz. Rodrigo Maia diz que o acordo já está definido "há cerca de dois, três meses", e que a sua candidatura é mesmo para prefeito. No entanto, afirma desconhecer a identidade do seu futuro companheiro. "A decisão desse nome é do PR. Vamos aceitar quem o partido indicar. Se for a Clarissa, será um orgulho", disse. Segundo o democrata, a aproximação com Garotinho iniciou-se ainda nas eleições de 2010, mas não prosperou por divergências internas do DEM e do PR.
No início de 2011, Garotinho, hoje também deputado, e Maia, vizinhos em Brasília, viam-se com frequência na cidade e marcavam cafés. A partir desses encontros, consolidou-se a união. "O nosso acordo é tático. Queremos combater o PMDB; não deixar Sérgio Cabral dominar politicamente o Estado", afirmou Maia. O deputado federal espera ter bom desempenho, sobretudo, entre o funcionalismo público do município e nas zonas norte e oeste. A aliança se repetirá em outras cidades. Até agora, definiu-se que o DEM será cabeça de chapa em Nova Iguaçu, Maricá e Itaperuna. Já o PR terá o candidato principal em Campos (a mulher de Garotinho, Rosinha, vai disputar a reeleição), Volta Redonda, São Gonçalo e Duque de Caxias.
Rodrigo Maia diz não ser possível afirmar que os partidos estarão juntos em 2014. "Vamos dar um passo de cada vez". Procurada pela reportagem, Clarissa Garotinho afirmou defender a candidatura própria de seu partido na corrida do ano que vem para a Prefeitura do Rio, mas que aceitará o que o partido --cujo presidente no Estado é seu pai-- decidir.(Da Folha Poder)
O "adesista e governista" Sérgio Guerra.
Não, a frase abaixo não é de nenhum "adesista e governista" do PSD. Ela está grafada no Correio Braziliense de hoje, pronunciada por Sérgio Guerra (PSDB-PE), presidente dos tucanos. No que ela difere do que os membros do PSD têm declarado?
E nós temos uma ética, não torcemos contra o Brasil, não apostamos no "quanto pior, melhor". Não queremos que o governo da Dilma seja um desastre, nada disso. Ao contrário, se a gente puder ajudar para que governe bem, vamos ajudar. Então, essa atitude nova demora a ser reconhecida, mas há elementos na sociedade que apontam nesse reconhecimento.
Leia aqui a entrevista na íntegra.
E este cidadão é um promotor de Justiça. Pobre diabo, pobre Brasil.
Vejam o amontoado de absurdos divulgados por um funcionário público, um promotor de Justiça regiamente pago com um supersalário, fruto do dinheiro arrecadado do contribuinte na capital do Brasil, onde o assassinato de mulheres tem chocado o país. Este grave problema ele não aborda, direto do seu gabinete em um daqueles majestosos prédios fumê de Brasília. Prefere o debate midiático bem distante do miserê das cidades satélite. As conclusões que este senhor tira a respeito do comercial estrelado por Gisele Bundchen, para a Hope, são das bobagens mais absurdas já escritas na imprensa brasileira. Saiu hoje, na Folha de São Paulo. A única coisa que a gente pode se perguntar é: será que este pobre diabo viu o comercial certo?Leiam o artigo:
Bündchen também discrimina os homens
Para a campanha referida, o marido ideal precisa ser o provedor; caso contrário, não pode ter uma mulher linda e disponível para o sexo |
Para gastar todo o dinheiro do marido e conseguir sua compreensão, a mulher brasileira precisa lhe conceder sexo. O ensinamento de uma campanha da lingerie Hope, protagonizada por Gisele Bündchen, causou justa indignação a ponto de a Secretaria de Políticas para as Mulheres pedir sua suspensão. Essa e outras manifestações sexistas escamoteiam faceta pouca explorada: o homem também é discriminado. Ora, para a campanha referida, o marido ideal precisa ser o provedor; caso contrário, não pode ter uma mulher linda e disponível para o sexo. Como um cão no cio, necessita de sexo a todo momento e a todo custo. Não deve se importar com a satisfação da parceira; basta que ela finja prazer.
Se analisarmos comerciais dirigidos aos homens, veremos que, nessas peças, eles são tratados como crianças abobalhadas. Os de cerveja os perfilam como tipos pouco inteligentes, fazendo (e rindo de) piadas idiotas, e com um só objetivo na vida: sexo. Um recente comercial da Volkswagen mostra um pai com vergonha do filho pois o menino, além de não surfar ou tocar guitarra, ainda não "pegou" uma garota. Como todo projeto de dominação e preconceito, a discriminação de gênero, embora baseada numa suposta inferioridade feminina, atinge a todos, porque cria regras "naturais" para o comportamento dessa ou daquela pessoa, baseando-se apenas em seu sexo. Adeus, individualidade e diversidade.
No mundo que se convencionou chamar masculino, não há lugar para poesia, para emoções. Sensibilidade é uma capacidade indesejável, ligada a tudo o que é considerado inferior, ou seja, ao feminino. A educação dirigida aos meninos é completamente diferenciada. Bonecas são brinquedos educativos para as futuras mamães, mas causam horror se manipuladas por meninos. O "instinto materno" é aprendido desde a infância, mas não se ensina o paterno (não à toa, se considera tão natural as mulheres ficarem com os filhos numa separação).
Homem não chora, é autossuficiente, não demonstra fragilidade e não leva desaforo pra casa. Se ele se irrita, agride pessoas, deve ser compreendido, porque, afinal, é apenas um… homem, infantilizado pela família e pela sociedade. Enquanto mulheres dividem com outras medos e frustrações, o homem se fecha. Do ambiente familiar, repleto de emocionalidades, resta a ele fugir. O bar e o álcool são o refúgio viril que a sociedade lhe dá. É preciso rever certos conceitos. Isso passa pelos meios de comunicação de massa, que reforçam estereótipos e criam outros, à guisa de fazer "piadas inocentes".
Nós, homens do século 21, somos seres pensantes. Não queremos prover ninguém, almejamos unir esforços. Se por acaso nossa renda for insuficiente ou nula, que nos respeitem. Gostamos, sim, de sexo, mas não pensamos nisso 24 horas por dia. Nos interessa o futebol mas também o balé, a música, a arte, a poesia. E choramos, sim. Por isso, pedimos ao Conar que suspenda a propaganda da Hope e outras ridículas, não só por ofenderem nossas mães, filhas e esposas, mas por nos agredirem profundamente enquanto homens.
FAUSTO RODRIGUES DE LIMA é promotor de Justiça do Distrito Federal e coautor do livro "Violência Doméstica - A Intervenção Criminal e Multidisciplinar"
Reforma política do PT quer impor cota de gênero.
O fracassado relatório de Henrique Fontana (PT-RS), para a reforma política que garante o financiamento público legalizado dos mensaleiros petistas, também torna obrigatória a alternância de gênero na lista preordenada, de modo que a cada grupo de três candidatos, haja representantes dos dois gêneros. Durante o ato, representantes de centrais sindicais, de entidades – como Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e União Nacional do Estudantes (UNE) – e de partidos políticos cobraram a paridade entre os gêneros. Quem fez a defesa mais veemente dessa paridade foi a deputada Luiza Erundina (PSB-SP). “Somos mais de 50% da sociedade, e os outros 49% nós parimos. Se não houver paridade, a proposta do relator, de alternar dois para um, pode comprometer até mesmo o que já temos hoje”, declarou.
Estatuto da Juventude: votação sem discussão com a sociedade e sem cobertura da imprensa.
A Frente Parlamentar Evangélica pressionou e conseguiu mais tempo para analisar o Estatuto da Juventude (PL 4529/10). Com isso, a votação do projeto foi adiada para a manhã desta quarta-feira. Os dispositivos do texto que tratam do direito à igualdade na orientação sexual, à inclusão de temas relacionados à sexualidade nos conteúdos escolares e também a previsão de respeito e reconhecimento à orientação sexual de cada um foram os maiores pontos de discórdia levantados por parlamentares integrantes da Frente. O deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) chegou a negociar a retirada da palavra “reconhecer” do texto do projeto, mas ainda assim não foi possível o acordo para a votação do texto, já que outros parlamentares reclamaram ajustes em outros pontos. Garotinho disse que os integrantes da Frente devem se reunir na noite desta terça-feira para analisar o Estatuto e tratar estratégias para a votação desta quarta. “Não pode ocorrer a inclusão de matérias desta importância sem que ninguém tenha conhecimento”, reclamou o presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado João Campos (PSDB-GO).
O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) criticou a previsão de conteúdos sexuais na escola. “Esqueçam os currículos, deixem a educação sexual para os pais.” Ele também disse que a proposta vai “incluir casais homossexuais dentro da normalidade para transformar jovens em homossexuais”. Relatora da proposta, a deputada Manuela d’Ávila (PCdoB-RS) disse que não vai retirar a parte sobre sexualidade do texto, e que os deputados descontentes podem pedir a votação em separado desses artigos para que o Plenário decida no voto se ele fica ou não no texto. “Esse texto não é meu, é um texto aprovado em uma comissão especial, eu não posso retirar artigos”, afirmou. Manuela D'Ávila criticou os deputados que não leram o projeto com antecedência. Ela também criticou a avaliação de que os parlamentares não tiveram tempo para conhecer o conteúdo do texto. “Esse projeto é fruto de uma comissão que funcionou por duas legislaturas. Quem não leu o projeto teve bastante tempo para ler, não é?”
Já o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), integrante da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT, disse que os parlamentares evangélicos travam uma “perseguição deliberada contra os direitos homossexuais”. Ele considerou “lamentável” que a bancada recorra mais uma vez a esse expediente “para adiar a votação de um projeto importante para a juventude brasileira”. Manuela D’Ávila ressaltou ainda que o principal ponto do Estatuto é a criação do Sistema Nacional da Juventude, que trata da gestão de recursos para políticas específicas. “Para além da sistematização de direitos e deveres, o Estatuto torna as políticas da juventude uma questão de Estado, com um sistema próprio e com recursos próprios”, destacou.
Tucanos emburrados.
Eu só tenho uma coisa a reafirmar para vocês...
O PSDB hoje é uma confederação de emburrados sem rumo, cuja principal ocupação é dar vazão a ressentimentos mútuos por intermédio de atos e palavras que não se conectam entre si. Nada tem lógica ali: a atuação dos governadores não se comunica com a ação das bancadas no Congresso, que por sua vez não conseguem estabelecer uma conduta que transmita minimamente uma noção de conjunto.
...faço destas palavras acima, de Dora Kramer, as minhas. Quem lê este blog sabe que cobro isso desde o day after da derrota de 2010.
Leia aqui, na íntegra, a coluna dela publicada hoje em vários jornais, intitulada "Clube da luta".
Patrulha da lama.
Foi retirada ontem da Cidade Universitária da USP uma placa que chamava o golpe militar de "revolução de 1964". Ela indicava a construção de um monumento no local em homenagem aos mortos e desaparecidos na ditadura. A reitoria da USP disse que houve falha na confecção da placa, que foi removida pela Scopus Construtora, responsável pela obra. Segundo a universidade, uma nova placa com a expressão "regime da ditadura militar" será colocada em breve. O termo "revolução" é usado por militares que negam que tenha havido uma ditadura no país de 1964 a 1985. ( Do Estadão)
Como bem lembrou o comentarista Humberto Sisley: "nem golpe, nem revolução: contragolpe".
Como é que é?
Quer dizer que o PMDB, para pressionar o PT contra o voto em lista e o financiamento público de campanha, pode apoiar a Constituinte exclusiva defendida pelo "adesista e governista" PSD? Mas a opinião geral não era que o "adesista e governista" PSD estava aliado ao PT para rasgar a Carta Magna e entregar o Brasil ao comunismo, ao totalitarismo, ao esquerdismo?Será que foi por isso que o "adesista e governista" PSD não esteve presente no fracassado ato do PT pela reforma política?
Do Painel da Folha
O esvaziamento do ato pró-reforma política em Brasília tem tudo para virar prenúncio de mais um naufrágio do debate sobre o tema. Depois muita saliva, o PMDB continuava, no início da noite, para lá de refratário ao relatório do deputado Henrique Fontana (PT-RS). Estava marcada para mais tarde uma última rodada de conversa entre os dois partidos, mas quase ninguém esperava entendimento. Se Fontana não recuar do financiamento público exclusivo de campanhas, o PMDB pedirá vista, hoje, na votação do projeto em comissão especial. E anunciará o embarque na proposta de constituinte exclusiva do PSD de Gilberto Kassab.
Assembléia paulista blinda neto de Covas.
A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) cancelou a ida do secretário estadual de Meio Ambiente e pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), para a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Bruno era aguardado para prestar contas da secretaria e também para falar sobre a oferta de propina que teria recebido de um prefeito para liberação de uma emenda parlamentar. A decisão foi tomada pelo presidente da comissão, o deputado Beto Tricoli (PV-SP).
Em entrevista gravada à coluna Direto da Fonte, concedida há cerca de um mês, o secretário deu a declaração ao responder se já havia passado por situação envolvendo corrupção. 'Ah, já. Uma vez, consegui uma emenda parlamentar de R$ 50 mil para obra de um município. Assinamos o convênio e depois o prefeito veio perguntar com quem ele deixava os 5 mil', contou. 'Respondi: Doa para a Santa Casa, eu que não vou ficar com isso?. Não sei se ele contou para os outros, mas foi o único caso que eu tive na Assembleia'. Para a cúpula tucana, o secretário recuou após a repercussão da declaração.
Depois da divulgação do áudio, Covas voltou atrás e negou que tivesse recebido a proposta 'Falei em uma hipótese e que não deveria ser aceita. Não disse que aquele caso aconteceu em específico. Retifico o que falei. Estava dando um exemplo hipotético do que fazer num caso como aquele', disse Bruno Covas. ( Do Estadão)
terça-feira, 4 de outubro de 2011
CUT lança programa de proteção aos mensaleiros. Delúbio é o primeiro beneficiado.
A CUT (Central Única dos Trabalhadores) barrou a entrada de jornalistas em ato de desagravo ao ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, réu no processo do mensalão. Ele foi homenageado antes da abertura da 13ª plenária nacional da entidade, nesta terça-feira. O evento reúne sindicalistas de todo o país em Guarulhos, na Grande São Paulo. Ligada ao PT, a central barrou a entrada de repórteres e expulsou a equipe da Folha, que estava credenciada e aguardava o discurso do petista no plenário, depois de se identificar na entrada.
A assessoria da CUT não explicou o motivo da censura e atribuiu a decisão à coordenação da plenária. Delúbio é apontado pela Procuradoria-Geral da República como o operador do mensalão. Se for condenado, pode cumprir até 111 anos de prisão pela suposta prática dos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Ele aproveitou o ato para lançar um CD e um livreto com a cópia de sua defesa no STF (Supremo Tribunal Federal). (Da Folha Poder)
Roberto Jefferson II?
Novamente um petebista, não por sério, mas por esperto e certamenta contrariado, faz uma denúncia bombástica sobre corrupção na politica. O deputado Roque Barbiere (PTB-SP), que denunciou esquema de venda de emendas na Assembleia Legislativa de São Paulo, afirmou nesta terça-feira, 4, que não vai entregar nomes de deputados ao Conselho de Ética da Casa. ”Nenhum nome. Nem com revólver na cabeça. O objetivo não é dedurar ninguém. É acabar com a prática ou dar a ela mais transparência”, declarou. Foi outro PTB, no caso Roberto Jefferson, que deu origem ao Escândalo do Mensalão do Lula, do José Dirceu e do PT. Teremos um escândalo destas proporções na Assembléia Paulista? Leia mais aqui.
Reformico.
Antes de mais nada, é bom registrar quais os partidos estiveram presentes no ato: PT, PSB, PCdoB, PDT e PV. E que Lula não foi porque estava cansado. A nota abaixo é de um blog da Folha:
Concebido com o propósito de demonstrar unidade e força, o ato pró-reforma política resultou numa exibição de desunião e debilidade. Como previsto, Lula preferiu não dar as caras. Sócio majoritário do condomínio governista, o PMDB absteve-se de enviar suas lideranças. Anunciava-se que vários governadores compareceriam. Não apareceu nenhum. Sociedade civil? Só o presidente da OAB, Ophir Cavalcanti. No mais, o encontro micado reuniu apenas representantes do PT, PSB, PCdoB, PDT e PV. Nesta quarta (5), no vácuo do fiasco, vai a voto numa comissão da Câmara o projeto de reforma redigido pelo relator petista Henrique Fontana (RS). Ninguém gosta do texto. Mas, para evitar a morte prematura do tema, a proposta deve ser aprovado. Depois, antes de chegar ao plenário da Câmara, o projeto será virado do avesso. Ao discursar para o plenário esvaziado desta terça, o relator Fontana deixou claro que nem ele está satisfeito com a peça que redigiu: "Esse não é um relatório que atende 100% da convicção do meu entendimento de reforma política, nem das convicções de vocês que estão aqui…” “…Mas a unidade que precisamos ter é que esse relatório, que ainda precisa ser aperfeiçoado, seja aprovado para caminhar por um sistema político mais democrático." Beleza. Vai-se aprovar na comissão da Câmara a proposta imperfeita, para que se busque uma perfeição que a divergência, por generalizada, não permite antever.
ProNada.
O senador Mário Couto (PSDB-PA) se disse estarrecido com a notícia do fim doProJovem, programa federal voltado para a inclusão de jovens. De acordo com o senador, o programa foi ineficaz na aplicação de recursos para a formação de seu público alvo. Mário Couto disse que o ProJovem acabou devido "à corrupção que se alastra e corrói a sociedade brasileiro", por descontrole financeiro e ineficiência administrativa. Uma das vertentes do programa, o ProJovem Urbano, gastou R$ 1,6 bilhão em seis anos e formou pouco mais de 200 mil jovens, menos da metade dos inscritos, disse o senador. Já o ProJovem Campo só diplomou 1% dos 59 mil jovens matriculados. Mário Couto disse ainda que a maior parte das prestações de contas do programa ainda não foram analisadas e que os gastos totalizam mais de R$ 3 bilhões.
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