quarta-feira, 7 de setembro de 2011
"Fora, corruptos" é destaque na imprensa mundial. Especialmente a ausência da esquerda.
Entre las reivindicaciones de los indignados de Brasilia estaba que el Supremo juzgue y condene a los 37 acusados del gran escándalo político de 2005, con el soborno a los diputados por parte del Gobierno que casi le costó el cargo al entonces Presidente Lula. Aunque el grueso de los manifestantes lo componían los jóvenes, en las marchas también se ha visto a niños y personas mayores. Los miles de manifestantes que han salido a la calle en todo el país tienen un mérito especial, según ha dicho el senador Cristovam Buarque -uno de los nueve miembros de la Cámara Alta que apoyan a los indignados- porque a la misma no se han adherido ni el Partido de los Trabajadores (PT), que en el pasado siempre ha estado al frente de todas las grandes protestas sociales, ni movimientos como los Sin Tierra, la Unión Nacional de Estudiantes (UNE) o los grandes sindicatos.
Leia mais aqui, em espanhol, no El País.
Saiba como foi a marcha contra a corrupção petista em Brasília por quem foi, viu e venceu.
À esquerda, sentido Catedral-Praça dos Três Poderes, uma multidão de gente assistindo à parada militar de Sete de Setembro. Diz-se que eram cerca de 40 mil, provavelmente deveria ter 10 mil a menos. O que já é muito. Aqui em Brasília, as "repartições públicas", principalmente do Governo do Distrito Federal, destacam servidores quase que imperativamente, para seguirem, com seus filhos (a maioria é devota de São Bento - um fora, um dentro e outro no pensamento) para sofrerem por horas, sob calor e sol escaldantes da seca do Planalto Central. Balançando bandeirinhas, e obviamente, aplaudindo o governador local e o presidente (qualquer que seja ele, desde que seja presidente). Ônibus para isso são colocados ao inteiro dispor, assim como, em alguns casos, no final, o indefectível sanduba (o que vi parecia ser cachorro-quente) com refrigereco pet de 2 litros. Quente. Havia também alguns agraciados com marmitex. Não parei o suficiente para traduzir o que havia dentro.
Mas lá fui eu para a Esplanada, paramentada de negro dos pés até o pescoço (na cabeça, meu Panamá cor natural, mesmo) para descer o caminho do lado direito, saindo do Museu da República rumo à Praça, com a turma do luto. Muita gente. Os jornais on-line noticiam 25 mil pessoas. No Estudio-i, da Globonews, a reportagem citou 30 mil participantes da Marcha contra a corrupção, segundo a Polícia Militar. Os organizadores falaram em 40 mil. Assim que eu lá cheguei, já tasquei logo: no mínimo 10 mil. Depois disso, aumentou e muito o volume de gente. A quantidade, apesar de ser o que faz a vista - e desperta o interesse da imprensa - importa menos, mas fico em 35 mil, para contrariar todos os números.
País rico é país sem corrupção.
Cerca de 25 mil pessoas, segundo cálculo do comando da Polícia Militar do Distrito Federal, participaram da Marcha contra a Corrupção na Esplanada dos Ministérios durante o desfile de comemoração do 7 de Setembro. Organizado por meio de redes sociais na internet, o protesto atacou a absolvição da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), o voto secreto no Congresso, os recentes escândalos de corrupção no governo da presidente Dilma Rousseff, a aplicação da Lei da Ficha Limpa, e até o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira.

A manifestação começou tímida na Catedral de Brasília, por volta de 9h, com duas mil pessoas, mas foi crescendo com a adesão de quem foi assistir ao desfile oficial do outro lado da rua. A marcha andou por toda a Esplanada, passou pela Praça dos Três Poderes, e terminou em frente ao Ministério da Justiça. "Nosso balanço é de pelo menos 25 mil pessoas, muita gente acabou aderindo", disse a major Ana Luiza, que faz parte do comando do efetivo da PM do DF no evento. Não houve incidentes.
Vestidos de preto e com narizes de palhaço, os manifestantes levaram instrumentos, faixas e cartazes com frases de protesto. Evitou-se o uso de referências partidárias. "Voto secreto, não, eu quero ver a cara do ladrão", era um dos gritos em referência à recente absolvição, em votação secreta, da deputada Jaqueline Roriz pelos colegas de Câmara. Ela sofreu processo por ser flagrada, num vídeo, recebendo dinheiro vivo do esquema de corrupção no DF. "A absolvição dela foi o estopim para essa marcha", disse o estudante Marcos Maia, 18, um dos organizadores do protesto. A rede social Facebook foi a principal ferramenta de convocação do protesto, lembrou Luciana Kalil, 30, da organização da manifestação. Vestida de preto, a aposentada Alzerina Salles Pereira, 66, celebrou a marcha. "Aqui no Brasil o dinheiro sobra para poucos, enquanto muitos passam fome", disse.(Do Estadão).
Esquerda não participa dos protestos contra corrupção. Ela é a própria.
Olha só esta gente diferenciada que odeia a corrupção do PT, lá no vão do Masp...
Nenhum sindicato, ninguém do PT, nenhuma ONG companheira, nenhum dos tais movimentos sociais. Sabe por que a esquerda não participa das marchas contra a corrupção? Por que eles são a própria corrupção! Veja aqui um show de fotos da primeira manifestação em São Paulo, no vão do Masp. A segunda sai às 15 horas, na Alesp, no Ibirapuera. Corra pra lá.
Manifestantes do MASP cantam Hino Nacional contra a corrupção petista.
Postado pelo Observador Político, do FHC. O vídeo é no vão do Masp, em São Paulo.
Mais de 25.000 pessoas no ato contra corrupção do governo petista em Brasília.
A Polícia Militar estima que cerca de 15 mil pessoas (às 12:00) participam nesta quarta-feira, em Brasília, de protestos contra a corrupção. Organizado por meio das redes sociais, o protesto ganhou adeptos ao logo da caminhada na Esplanada dos Ministérios.Leia aqui.
Clique aqui para ver as fotos do protesto.
A estimativa da Polícia Militar subiu ( às 12:20) para 25.000 pessoas, segundo o Congresso em Foco.
Clique aqui para ver as fotos do protesto.
A estimativa da Polícia Militar subiu ( às 12:20) para 25.000 pessoas, segundo o Congresso em Foco.
Manifestações contra corrupção petista começam em todo o Brasil.
Mais de 2.000 pessoas lavam a rampa do Congresso. Vão do Masp (foto abaixo da Daniela Insone), em São Paulo, já recebe centenas de manifestantes. Começou. Leia aqui no G1.
Manifestantes no Masp
Atualizando 11:55 - Segundo o Correio Braziliense, os manifestantes contra a corrupção do governo petista já chegam a 6.000 na Praça dos Três Poderes.
Manifestantes na Praça dos Três Poderes.
Vamos varrer o PT?
O Congresso do PT teve mais do que desagravo ao chefe da sosfisticada organização criminosa do mensalão e uma moção oficial em defesa da volta da censura à imprensa. O PMDB, que elegeu Dilma com o seu tempo de TV e a sua máquina em todo o Brasil, foi trucidado pela Executiva do partido da trambicagem. Segundo o Estadão, os ataques de petistas ao PMDB e seus dirigentes não surpreenderam a cúpula peemedebista, mas incomodaram o conjunto da legenda. "Logicamente, irrita. Ninguém gosta de ouvir manifestações de desprezo", disse o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA).
Não bastassem as críticas dirigidas ao vice-presidente Michel Temer e ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), petistas de mais de uma corrente, como a Mensagem ao Partido, do governador gaúcho Tarso Genro (PT), propuseram a exclusão do PMDB dos palanques do PT nas eleições municipais do ano que vem. "É incompreensível que manifestações como esta ainda ocorram, depois de tanto tempo de uma aliança que ajudou o PT a crescer no País, a ponto de eleger uma presidente jamais testada nas urnas", afirmou o deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES), referindo-se à união em torno da presidente Dilma Rousseff, celebrada para a disputa eleitoral no ano passado.
O fato é que o PT, com menos de 20% do Congresso, age como se tivesse 51%. Como se não precisasse de ninguém para governar. Está na hora de juntar todos os partidos em um amplo pacto e varrer o PT do poder. Extirpar a cumpanherada. É muito mais fácil do que se imagina. Dilma consegue governar com 20% do Congresso? Óbvio que não e fará um pacto de governabilidade com os 80%. Outra conta fácil: o PT tem mais ou tem menos do que 20% do poder efetivo, aquele representado por emendas, investimentos, cargos e ministérios? O PT, por baixo, deve comandar mais de 50% do estado brasileiro. É óbvio que ficaria melhor para todos os partidos. Tirar o PT do estado brasileiro é, sem dúvida, a faxina indispensável a ser feita no país. Dos outros corruptos a gente cuida depois. A hora é agora, quando o mensalão será julgado. Basta que meia dúzia sentem em volta da mesa e decidam encarar o PT de frente, o que ninguém teve coragem de fazer até hoje na política brasileira, a não ser o " Jorge guerreiro do povo brasileiro", Jorge Bornhausen, que, aliás, nunca perdeu para eles.
Apenas para registrar.
A Folha de São Paulo, que produziu dezenas de páginas sobre as (como é mesmo que dizem os petralhas?) supostas fraudes na criação "do PSD do Kassab", não deu uma única linha sobre o registro definitivo do partido em São Paulo, sede do jornal, obtido no dia de ontem. O registro se deu após investigação do Ministério Público Federal, motivada pelas denúncias do jornalão, que nada encontrou que pudesse recomendar alguma ação judicial. A aprovação foi por decisão unânime do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Ao que parece a Folha de São Paulo decidiu esquecer o assunto. Ao que tudo indica, os mortos não eram problema no PSD. Os mortos, no entanto, são um problema e tanto para a Folha de São Paulo. Especialmente aqueles que criaram o jornal e que não estão mais aí para fazer jornalismo de qualidade.
..................................................................................
A violenta campanha feita pela Folha contra o novo partido colou em Kassab a imagem de trambiqueiro, aquele que botava mortos nas listas de adesões, além de bater na tecla de que o prefeito, em vez de cuidar da cidade, estava mais preocupado em fundar um novo partido. Se não funcionou para inibir a democrática fundação de uma legenda nacional, teve efeitos contra a figura de Kassab que, segundo pesquisa da própria agência de pesquisas da Folha, o Datafolha, perdeu vários pontos de popularidade. Se depender do jornal, será muito difícil recuperar. O que está em jogo é a eleição do próximo prefeito de São Paulo. A Folha de São Paulo já escolheu o seu lado. É o lado oposto ao de Serra e Kassab, uma coligação vitoriosa que comandou a cidade nos últimos oito anos.
..................................................................................
A violenta campanha feita pela Folha contra o novo partido colou em Kassab a imagem de trambiqueiro, aquele que botava mortos nas listas de adesões, além de bater na tecla de que o prefeito, em vez de cuidar da cidade, estava mais preocupado em fundar um novo partido. Se não funcionou para inibir a democrática fundação de uma legenda nacional, teve efeitos contra a figura de Kassab que, segundo pesquisa da própria agência de pesquisas da Folha, o Datafolha, perdeu vários pontos de popularidade. Se depender do jornal, será muito difícil recuperar. O que está em jogo é a eleição do próximo prefeito de São Paulo. A Folha de São Paulo já escolheu o seu lado. É o lado oposto ao de Serra e Kassab, uma coligação vitoriosa que comandou a cidade nos últimos oito anos.
Para Procurador Geral da República, Dilma está mentindo.
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, rebateu afirmações da presidente Dilma Rousseff e negou que o reajuste salarial do Judiciário e do Ministério Público arriscará investimentos em saúde, educação e no social. Ao enviar ao Congresso as previsões do Orçamento de 2012, na semana passada, o governo havia deixado de fora as propostas de reajustes da Justiça, com impacto de R$ 7,7 bilhões nos gastos. Sob pressão do Supremo Tribunal Federal e de Gurgel, o governo refez a proposta.
No novo texto, Dilma disse que precisaria sacrificar gastos sociais para atender às demandas do STF e que o cenário pede um ajuste fiscal. Segundo Gurgel, "jamais" o Ministério Público defenderia altas salariais retirando "um centavo sequer" da saúde ou da educação. Ele classificou a proposta como "mera recomposição" de perdas dos últimos anos que, em 2011, seriam de 21%: "No final do governo do presidente Lula, houve uma série de reajustes e recomposição de remuneração de diversas categorias, sem que isso significasse retirada dos recursos que devem ser destinados às prioridades."
A proposta do Judiciário eleva a remuneração dos ministros do STF para R$ 30,6 mil, um aumento de 14,7% sobre os atuais R$ 26,7 mil. O texto prevê ainda reajuste de até 56% para servidores. Há também um outro projeto pedindo reajuste de 4,8% para os ministros do STF. Ele disse ainda que a categoria está disposta a discutir uma proposta alternativa. No dia 21, representantes do Judiciário e do Ministério Público preparam um ato de mobilização para pressionar pelo reajuste.
Por que a mãe de um governador, presidente de partido e deputada mais votada em seu estado quer vaga no TCU?
Qual o motivo para alguém tão importante querer uma vaga no Tribunal de Contas da União? Nem para minstro do STF é feita tamanha campanha eleitoral...O filho é potencial candidato a vice em 2014, mas é nome firme para 2018. Cabral, Temer e todo o PMDB que fiquem com as barbichas de molho...
Não foi a toa que a líder do PSB na Câmara, deputada Ana Arraes (PE), se consolidou nos últimos dias como a mais forte candidata à vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Além do sobrenome, do diploma de advogada e da passagem pelo Tribunal de Contas de Pernambuco, a primeira mulher com mandato parlamentar a disputar o posto tem a simpatia da presidente Dilma Rousseff e um padrinho forte: seu filho, o presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Ela adverte, porém, que, no caso de uma derrota, "o governador não vai pagar esta conta", e completa: "Se eu vencer, a vitória será de muita gente, mas quem perde é a candidata".Leia aqui a entrevista publicada pelo Estadão.
Agora sim é que vai morrer gente.
O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo concedeu ontem, por unanimidade, registro ao PSD (Partido Social Democrático). A criação do partido teve parecer favorável do Ministério Público Federal, que desconsiderou as acusações de irregularidades no processo de coleta de assinaturas de apoiamento. Com isso, já são 11 os Estados em que o partido obteve sinal verde da Justiça Eleitoral.O TSE deve dar registro ao novo partido nos próximos dias, apesar dos gritos, lágrimas e ranger de dentes...
Obama antecipa campanha e eleitor americano reage: mais da metade desaprova o governo.
A reprovação ao presidente americano, Barack Obama, cruzou a barreira dos 50% pela primeira vez desde que ele chegou à Casa Branca, em 2009, revela uma pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo jornal "Washington Post" em parceria com a rede ABC News. Segundo a pesquisa, 53% dos americanos desaprovam o governo Obama, contra 43% que dizem acreditar que ele está fazendo um bom trabalho. Quando o assunto é economia, o pessimismo é ainda maior: mais 60% dizem desaprovar a forma como o presidente está gerindo os EUA.A sondagem mostra ainda que 44% dos americanos dizem que atualmente tendem mais a votar em um candidato republicano, enquanto 40% votariam em Obama. Em junho, o presidente tinha 45% dos votos, e a oposição, 40%.Na quarta-feira, Obama fará um discurso no Congresso para lançar um novo plano de criação de empregos no país, ponto que centra o descontentamento dos entrevistados na pesquisa do "Washington Post".(De O Globo)
Carreata contra a corrupção.
Mais uma oportunidade, desta vez para quem não gosta de protestar a pé. Sai uma carreata às 15 horas, da frente da Alesp(Assembléia Legislativa), Parque Ibirapuera, em São Paulo. Buzinaço contra a corrupção. O aviso é da Lis.
Participe das marchas anticorrupção que vão tomar conta do Brasil.
Uma série de marchas anticorrupção estarão ocorrendo no país. Escolha uma delas clicando no selo ao lado, por um Brasil + Ético. Abaixo, informações sobre o protesto em Brasília.
Enquanto a presidente Dilma Rousseff estiver cercada por autoridades assistindo nesta quarta-feira, 7, ao desfile em comemoração ao dia da Pátria, do outro lado da Esplanada uma marcha contra a corrupção promete atrapalhar "com muito barulho" a festa governamental. A parada oficial começará às 9 horas. A presidente chegará em carro aberto e vai assistir à cerimônia acompanhada da maioria dos ministros de Estado, que normalmente é encerrada com a apresentação da Esquadrilha da Fumaça, com manobras de aeronaves da Força Aérea.
A marcha anticorrupção passará a uma distância de cerca de 300 metros do palanque presidencial e, por isso, a Polícia Militar precisou reforçar a segurança na Esplanada. Mesmo com reforço nas grades que separam o gramado e as arquibancadas onde o público poderá ficar, no Palácio do Planalto havia na terça-feira, 6, uma preocupação com a proporção que poderia tomar a marcha não oficial. Os manifestantes prometeram levar muitas vuvuzelas, tambores, apitos e tudo que pudesse fazer barulho, além de faixas e cartazes com dizeres contra a corrupção no País.
Um dos organizadores da manifestação, o empresário Walter Magalhães, de 28 anos, disse que, apesar de a maior parte da convocação da população ter sido via redes sociais, há uma expectativa de comparecimento de 20 mil pessoas na passeata. "É um protesto apartidário, sem qualquer envolvimento com política", afirmou ao Estado, pedindo a todos que compareçam e usem camisetas pretas, em sinal de luto. Magalhães informou que a marcha sairá às 10 horas e que todos vão tentar chegar em algum ponto em frente ao palanque presidencial, mesmo que à distância, "para que as autoridades e os políticos vejam os manifestantes e percebam nossa indignação". "Não adianta ficar inconformado sentado no sofá de casa. Precisamos fazer alguma coisa para mostrar que estamos vivos e contra isso tudo que está acontecendo", desabafou (Do Estadão)
Aqui, os endereços:
Veja abaixo os endereços e horários das manifestações:
SÃO PAULO
São Carlos - 13h - Praça Coronel Salles
Ribeirão Preto - 9h - Praça XV
Campinas - 15h - Centro de Convivência (Praça Imprensa Fluminense)
Mairiporã - 13h - Praça da Antiga Rodoviária
São Paulo - 9h - Caras Pintadas contra a Corrupção - Masp (Avenida Paulista)
São Paulo - 14h - Unidos contra a corrupção e outros - Masp (Avenida Paulista)
Santos - 13h - Avenida Vicente de Carvalho
São José dos Campos - 9h - Parque Vicentina Aranha
São Carlos - 13h - Praça Coronel Salles
Ribeirão Preto - 9h - Praça XV
Campinas - 15h - Centro de Convivência (Praça Imprensa Fluminense)
Mairiporã - 13h - Praça da Antiga Rodoviária
São Paulo - 9h - Caras Pintadas contra a Corrupção - Masp (Avenida Paulista)
São Paulo - 14h - Unidos contra a corrupção e outros - Masp (Avenida Paulista)
Santos - 13h - Avenida Vicente de Carvalho
São José dos Campos - 9h - Parque Vicentina Aranha
RIO GRANDE DO SUL
Porto Alegre - 9h - Movimentos Açorianos - Avenida Loureiro da Silva
Carazinho - 15h30 - Praça Albino Hillebrand
Porto Alegre - 9h - Movimentos Açorianos - Avenida Loureiro da Silva
Carazinho - 15h30 - Praça Albino Hillebrand
SANTA CATARINA
Florianópolis - 14h - Trapiche Beira Mar
Jaraguá do Sul - 9h - Praça Ângelo Piazeira
Joinvile - 13h - Em frente ao Shopping Muller
Florianópolis - 14h - Trapiche Beira Mar
Jaraguá do Sul - 9h - Praça Ângelo Piazeira
Joinvile - 13h - Em frente ao Shopping Muller
PARANÁ
Curitiba - 13h - Praça Santos Andrade
Cascavel - 13h - Calçadão (em frente a matriz)
Londrina - 8h - Av. Leste Oeste (próximo ao terminal)
Curitiba - 13h - Praça Santos Andrade
Cascavel - 13h - Calçadão (em frente a matriz)
Londrina - 8h - Av. Leste Oeste (próximo ao terminal)
MATO GROSSO DO SUL
Campo Grande - 13h - Praça Ari Coelho
Campo Grande - 13h - Praça Ari Coelho
MATO GROSSO
Cuiabá - 13h - Praça das Bandeiras
Cuiabá - 13h - Praça das Bandeiras
ACRE
Rio Branco - 15h - Centro da Praça da Revolução (Placido de Castro)
Rio Branco - 15h - Centro da Praça da Revolução (Placido de Castro)
PARÁ
Belém - 9h - Atrás do último pelotão militar
Belém - 9h - Atrás do último pelotão militar
MARANHÃO
São Luis - 13h - Praça Deodoro(em frente à biblioteca Benedito Leite)
São Luis - 13h - Praça Deodoro(em frente à biblioteca Benedito Leite)
GOIÁS
Goiânia - 13h - Praça do Trabalhador
Goiânia - 13h - Praça do Trabalhador
DISTRITO FEDERAL
Brasília - 10h - Museu nacional
Brasília - 10h - Museu nacional
MINAS GERAIS
Belo Horizonte - 12h - Praça da Liberdade
Uberlândia - 8h - Praça Tubal Vilela
Uberaba - 10h - Mercado Municipal (Praça Manoel Terra)
Alfenas - 9h - Centro Vivencial (Antiga Rodoviária)
Itajuba - 9h - Em frente à Câmara dos Vereadores (Praça da Amélia Braga)
Belo Horizonte - 12h - Praça da Liberdade
Uberlândia - 8h - Praça Tubal Vilela
Uberaba - 10h - Mercado Municipal (Praça Manoel Terra)
Alfenas - 9h - Centro Vivencial (Antiga Rodoviária)
Itajuba - 9h - Em frente à Câmara dos Vereadores (Praça da Amélia Braga)
RIO DE JANEIRO
Rio de Janeiro - 9h - Caras Pintadas contra a Corrupção - Em frente à Câmara dos Vereadores (Cinelândia)
Rio de Janeiro - 11h - Impeachment da deputada Jaqueline Roriz -Tribunal de Justiça do Estado RO RJ (Avenida Erasmo Braga)
Rio de Janeiro - 14h - Dia do Basta - Em frente à Câmara dos Vereadores (Cinelândia)
Petrópolis - 13h - Praça Rui Barbosa (Praça da Liberdade)
Rio de Janeiro - 9h - Caras Pintadas contra a Corrupção - Em frente à Câmara dos Vereadores (Cinelândia)
Rio de Janeiro - 11h - Impeachment da deputada Jaqueline Roriz -Tribunal de Justiça do Estado RO RJ (Avenida Erasmo Braga)
Rio de Janeiro - 14h - Dia do Basta - Em frente à Câmara dos Vereadores (Cinelândia)
Petrópolis - 13h - Praça Rui Barbosa (Praça da Liberdade)
ESPÍRITO SANTO
Vitória - 13h - Avenida Getúlio Vargas
Vitória - 13h - Avenida Getúlio Vargas
BAHIA
Ilhéus - 13h - Catedral de São Sebastião
Salvador - 13h - Em frente à Câmara dos vereadores (antiga prefeitura)
Ilhéus - 13h - Catedral de São Sebastião
Salvador - 13h - Em frente à Câmara dos vereadores (antiga prefeitura)
ALAGOAS
Maceió - 13h - Multieventos da Pajuçara
Maceió - 13h - Multieventos da Pajuçara
PERNAMBUCO
Recife - Nas ruas - 13h - Marco Zero (Praça Rio Branco)
Recife - Dia do Basta - 9h - Praça Oswaldo Cruz
Recife - Nas ruas - 13h - Marco Zero (Praça Rio Branco)
Recife - Dia do Basta - 9h - Praça Oswaldo Cruz
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Não percam tempo tentando rotular o blogueiro.
O blogueiro defende, sim, o PSD, porque tudo o que se pode dizer deste partido até agora é que foi criado a partir de um ideário de centro-direita, se este é um rótulo ainda válido. O resto são meras especulações. O que está aproximando o PSD de partidos da base aliada, em alguns lugares, é o jogo político, que é praticado por toda a oposição. E que é essencial para que um partido sem tempo de TV possa mostrar para que veio. O PSD é novinho em folha, é preciso esperar para julgar. Não é o caso do DEM, que foi a concubina do PT em 20% dos municípios brasileiros em 2008. E não foi o meu DEM, que era o DEM do Bornhausen! Achem em Santa Catarina um único município onde tal fato tenha ocorrido. O PPS é o antigo Partido Comunista, só não é PT porque o PT não quer e com ele esteve amigado em 25% das cidades do país, nas última eleições municipais. Por fim, o PSDB. O PSDB são vários e o meu é o do José Serra, não é o do Geraldo Alckmin, do Beto Richa e muito menos o do Aécio Neves, que vende Minas ao PT há várias eleições. Além disso, os tucanos foram os melhores companheiros dos trambiqueiros petistas em uma entre quatro cidades do país nas últimas eleições para prefeito. Portanto, antes de falar mal do que poderá ocorrer com o PSD nas próximas eleições municipais façam um gargarejo com colubiazol. Não será nada diferente do que é feito pela oposição.
O que eu acredito no PSD é um discurso como o de Kátia Abreu, na sua despedida do DEM. Leiam aqui. A senadora foi falar com a Dilma? Sensacional, está buscando uma nova política agrícola para o Brasil. Ela acha que os pequenos produtores, mesmo aqueles enrolados e engambelados pelo MST, sofrem com as dívidas impagáveis que assumiram? Está corretíssimo ou só porque estão debaixo de uma bandeira errada estes brasileiros e brasileiras devem morrer de fome, serem massacrados, perderem os seus lotes, enfim, saírem dos barracos pretos para virem ser bandidos nas grandes cidades? Cobrem da Kátia Abreu, do Gilberto Kassab, do Índio da Costa se eles passarem a defender aumento de impostos, o fim da propriedade privada, a censura à imprensa, o fim da economia de mercado, o estatismo. Agora, ir atrás de recursos e de novas políticas junto ao governo federal não é ser adesista, governista ou esquerdista.É fazer política pelo bem do país, é exercitar a democracia e o espírito republicano.
Kassab. Algumas coisas precisam ser ditas a respeito do prefeito de São Paulo. Primeiro, ele nunca traiu a sua aliança com o PSDB. E tem dito, reiteradas vezes, que apóia Serra ou Aloizio Nunes para a prefeitura. Quem traiu Kassab foi Alckmin, tirando o PSD do governo para agradar o DEM, em função do tempo de TV. Segundo.O prefeito não tem abandonado as suas funções para cuidar da fundação do PSD. Quem segue Kassab pelo twitter sabe que ele só fala do partido aos finais de semana ou, excepcionalmente, à noite. O terceiro ponto é que existe uma campanha movida pela Folha de São Paulo para atingir o prefeito paulistano e favorecer Marta Suplicy. A pesquisa Datafoilha está aí para provar. Atingindo Kassab, atinge Serra e favorece Aécio e Marta, os novos colunistas da Folha. Não acho que o jornalismo político estadual e nacional da Folha seja tão ruim assim, apesar de alguns salafras que lá assinam colunas. Mas o jornalismo da cidade move uma campanha vergonhosa contra Gilberto Kassab. Faltou falar do Itaquerão. Queriam o quê? Que o Kassab fosse o culpado por São Paulo não abrir a Copa? Que o time mais popular do estado ficasse sem o seu tão sonhado estádio? Quem reclama é porque, efetivamente, quer entregar São Paulo para o PT.
Eu! Sou, em primeiro lugar, anti-PT. Radicalmente contra os mensaleiros e trambiqueiros desta sofisticada organização criminosa. Trabalhei dia e noite por José Serra. Trabalharei dia, noite e feriados contra Aécio Neves. Nem que tenha que pregar o voto nulo. Este tumor maligno da política nacional tem que ser extirpado. E avisei isto lá atrás, durante a campanha presidencial. Trabalharei, também, de forma denodada para mostrar a verdadeira cara deste DEM que ficou para trás, digirido por falsificadores de atas, vendedores de tempo de TV e estelionatários do fundo partidário. Um partideco nojento que move uma campanha suja contra políticos de bem, que até bem pouco tempo estavam do mesmo lado. O PSD tem todo o direito de buscar o seu espaço e estas contestações imbecis, com falsidficação de assinaturas, pegadinhas idiotas, somente mostram o quão menores são estes zumbis.
Estou assumindo que tenho partido? Sim, tenho vários e nenhum. Os partidos cederam lugar, na minha visão, para projetos e pessoas. Para coisas boas para o Brasil, para quem tem competência e decência para buscar a sua concretização. Um Álvaro Dias, um Pedro Taques, uma Ana Amélia, um José Serra, um Raimundo Colombo, um Aldo Rebelo, um Jarbas Vasconcelos, uma Kátia Abreu, políticos assim terão todo o apoio deste blog e deste blogueiro. Algum petista? Nenhum! Era isso que eu tinha a dizer e espero que alguns comentaristas que vêm despejar a bilis na área de comentários sigam em frente e larguem o blogueiro de mão. Que levem a sua insensibilidade e falta de educação para outras paragens. Ou pastagens.
Diga não à corrupção.
Entidades organizadoras da Marcha contra a Corrupção, prevista para ocorrer nesta quarta-feira, 7, espera reunir 30 mil pessoas em Brasília. “Nosso objetivo já foi alcançado, que era ter mais inscrições que a Corrida da Cerveja. Temos 22 mil pessoas confirmadas pelas redes sociais, e acreditamos que mais pessoas irão aparecer na hora”, disse Rodrigo Montezuma, organizador da marcha. Em outras cidades também há manifestações previstas para ocorrer nesta quarta. Nesta segunda-feira, 5, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reuniram-se com senadores do movimento contra a corrupção e a impunidade para pensar formas de engajar a sociedade na questão. Uma das ações destacadas foi a marcha, realizada paralelamente às comemorações da Independência do Brasil.
Para o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, é importante que as entidades e os políticos aproveitem este momento de mobilização social para chamar a atenção para temas de combate à corrupção que ainda geram baixo engajamento popular. Entre esses temas, estão o fim do voto secreto no Congresso Nacional, a celeridade no julgamento de casos de corrupção, o fim de emendas parlamentares individuais, a redução de cargos comissionados, a transparência nos gastos públicos e a declaração imediata da constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, que aguarda julgamento definitivo no Supremo Tribunal Federal (STF). A ideia é que essas demandas componham uma carta de princípios que deve ser elaborada pelo grupo. “Na mobilização pela aprovação da Lei da Ficha Limpa, já tínhamos uma lei em tramitação para dar um respaldo jurídico à demanda. Agora queremos que essas demandas também não fiquem em um campo vago. Queremos a mobilização popular na Marcha contra a Corrupção, mas estamos preocupados com o day after, em como colocar esses projetos para andar”, disse Ophir.
O senador Pedro Taques (PDT-MT), um dos que participaram do encontro, lembrou que várias das reformas que estão sendo reclamadas pela sociedade já tramitam pelo Congresso, mas que não há interesse político em votá-las. “Nosso grande desafio é descobrir formas de despertar a sociedade para que ela pressione por mudanças”. O encontro desta segunda foi uma continuação de uma campanha iniciada no mês passado, quando foi lançado o portal Observatório da Corrupção. A ideia é que o grupo anticorrupção seja ampliado e tenha a participação de líderes estudantis, líderes sindicais e representantes da sociedade organizada.
Mais atos. Além de Brasília, outras cidades devem ser palco de atos contra a corrupção nesta quarta. Muitos deles foram organizados pelo Facebook e têm até 75 mil pessoas confirmadas. No blog Brasil+Ético é possível ver informações sobre eles. Em São Paulo, está previsto o Caras Pintadas Contra a Corrupção, a partir das 9h, em frente ao Masp. / Com informações de O Estado de S.Paulo
Em 2008, o DEM se aliou ao PT em 21,9% dos municípios. O PSDB em 25%. O PPS em 25,6%. Quem tem moral para atacar o PSD?
Com que moral o José Agripino Maia, o Onix Lorenzoni, o ACM Neto, todos do DEM, podem falar do Gilberto Kassab, do PSD? E o Roberto Freire, do PPS? E o Sérgio Guerra, do PSDB? A única coisa nova que aconteceu na política brasileira é o PSD. O velho está aí embaixo, com números incontestáveis. Oposição de fachada e o acordão com o PT por debaixo dos panos. Ah, o PSD vai ser governista? Sim, igualzinho ao PSDB, ao DEM e ao PPS... Ou não? Vamos fazer as contas depois, para ver quem se aliou mais ao PT nas eleições de 2012. Antes disso, em relação às eleições municipais, os corneteiros de plantão devem remoer os números de 2008...
A resolução do Congresso do PT, no fim de semana, que proibe coligações com os principais partidos de oposição - PSDB, DEM e PPS - em 2012 é atualmente desobedecida pelo partido. A coligação de petistas com tucanos e integrantes do DEM e do PPS vem se tornando cada vez mais frequente nas eleições para prefeito. Nas três disputas de 2000, 2004 e 2008, o DEM/PFL subiu progressivamente sua presença nas alianças feitas pelo PT: de 9,9% (2000), passou para 17,3% (2004) e chegou a 21,9% (2008). A participação do PSDB em alianças integradas por petistas, que era de 23,2% e 23,1%, cresceu para 25%.
A resolução do Congresso do PT, no fim de semana, que proibe coligações com os principais partidos de oposição - PSDB, DEM e PPS - em 2012 é atualmente desobedecida pelo partido. A coligação de petistas com tucanos e integrantes do DEM e do PPS vem se tornando cada vez mais frequente nas eleições para prefeito. Nas três disputas de 2000, 2004 e 2008, o DEM/PFL subiu progressivamente sua presença nas alianças feitas pelo PT: de 9,9% (2000), passou para 17,3% (2004) e chegou a 21,9% (2008). A participação do PSDB em alianças integradas por petistas, que era de 23,2% e 23,1%, cresceu para 25%.
Ou seja, na última eleição municipal, em um quarto das coligações do PT, os tucanos estiveram juntos com seu maior adversário nacional. A presença do PPS é ainda maior. Era de 27%, subiu para 28,3%, e caiu levemente para 25,6% em 2008. O levantamento, feito pelo cientista político Vitor de Moraes Peixoto, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), mostra como a política nacional de alianças do PT esbarra nas realidades locais - diante do objetivo maior da legenda de se expandir e se ramificar pelos rincões. "É uma opção estratégica de interiorização que leva à necessidade de se coligar. Em muitos desses municípios, o PT participa pela primeira ou segunda vez das eleições. E o adversário mais forte pode ser, por exemplo, do PMDB, cujo grupo político está há quatro ou cinco mandatos no governo. Neste caso, a lógica local leva o PT a se aproximar do PSDB", diz Peixoto.
A união dos petistas com seus adversários nacionais tem crescido até nos colégios eleitorais maiores, como capitais e cidades com mais de 200 mil eleitores, onde a cúpula do PT, geralmente, exerce maior controle. Estudo do cientista político Pedro Floriano Ribeiro, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), mostra que nestes municípios, entre 1996 e 2008, o número de alianças com o PSDB e o DEM subiu de zero para seis e dez, respectivamente. Há três anos, por exemplo, petistas e tucanos estiveram na mesma coligação para reeleger Edvaldo Nogueira (PCdoB) prefeito da capital de Sergipe, Aracaju. Em Campinas, PT e DEM apoiaram a reeleição de Dr. Hélio (PDT), que foi cassado no mês passado após ser alvo de denúncias de corrupção.
No caso mais emblemático de tentativa de aliança formal numa grande cidade, em Belo Horizonte, os tucanos apoiaram Márcio Lacerda (PSB), mas não participaram oficialmente da chapa, por imposição do PT. Os maiores colégios eleitorais municipais ainda são, de longe, os mais refratários às alianças entre PT e as siglas da oposição nacional. Mas os casos mostram que mesmos nestes municípios a cúpula petista encontra dificuldade de se apartar totalmente de seus adversários tradicionais.Peixoto afirma que o fator mais importante para explicar a maior ou menor probabilidade de o PT se coligar, por exemplo, com o PSDB ou o DEM, não é o tamanho do município. Mas o tamanho do partido num determinado município, medido pelo seu desempenho nas últimas eleições."Por mais que a lógica nacional tente se sobrepor aos municípios e o PT trace diretrizes, não há como atender ao objetivo de crescimento do partido sem fazer estas alianças", afirma.Pela resolução do PT, as coligações com PSDB, DEM e PPS não poderão ocorrer na formação de chapas, sem explicitar quais. Petistas mineiros já tentam dar uma interpretação mais flexível, que não abrangeria a eleição para vereador. ( Do Valor Econômico)
Censura à imprensa: PT perdeu de novo.
Editorial do Estadão intitulado Controle, não: "democratização":
O 4.º Congresso do PT acabou cedendo à firmeza com que a presidente Dilma Rousseff, contrariando seu antecessor, tem repudiado a ideia de "controle social" da mídia, e rebaixou de "diretriz" partidária para mera "moção" convocatória o texto que agora é a posição oficial do partido a respeito do assunto. Ficou então combinado que não se fala mais em "controle social" da mídia, expressão politicamente inconveniente porque indissociável da ideia de censura, e os petistas passam a lutar pela "democratização" da imprensa.
A nova palavra de ordem não quer dizer absolutamente nada - e até por isso é tão perigosa para a liberdade de imprensa quanto a anterior -, mas satisfaz as duas tendências que, dentro do PT, não se conformam com a liberdade que os veículos de comunicação têm para denunciar as bandalheiras da companheirada no governo. São elas a ala minoritária, ideológica, de esquerda radical e totalitária, e por isso contrária por definição à liberdade de imprensa; e a ala majoritária, populista, pragmática, que sob o comando de Lula manda de fato no partido e está exclusivamente preocupada em se perpetuar no poder, e por isso tem horror a ver suas lambanças estampadas na mídia.
O PT já não é mais o mesmo desde 2002, quando foi editada a Carta aos brasileiros, que pavimentou o caminho de Lula em direção ao Palácio do Planalto. Desde então, passou a dar por não dito tudo o que afirmara antes e colocou seu destino nas mãos habilidosas do grande manipulador das massas. Eleitoralmente deu certo. Mas é conveniente salvar as aparências. Assim, o lulopetismo aliou-se às principais lideranças políticas, financeiras, industriais, comerciais, da alta sociedade, etc., mas continua atacando as elites. Meteu a mão na massa para garantir a "governabilidade", mas sustenta que o governo Lula se notabilizou pelo "combate implacável" à corrupção. Está fazendo o que pode, e bem, nas áreas econômica e social - se não forem levadas em conta as graves deficiências na educação e na saúde -, mas escancara a incompetência da máquina governamental partidariamente loteada para gerenciar projetos de infraestrutura.
É a divulgação pela mídia dessas ambiguidades e contradições, e das muitas pilhagens do dinheiro público que não param de vir à luz, que incomoda terrivelmente os petistas, fisiológicos ou ideológicos. Daí a obsessão com o controle social - perdão, com a "democratização" dos meios de comunicação. O PT promove deliberada confusão entre os conceitos de marco regulatório e controle social das comunicações. O marco regulatório é um conjunto de disposições legais que disciplinam as atividades em áreas que dependem de concessão estatal, como a radiodifusão e a telecomunicação. O "controle social" é conceito em que está implícita não apenas a regulação da propriedade e do funcionamento, digamos, técnico, dos instrumentos de comunicação, mas sobretudo dos conteúdos veiculados. É pacífica a necessidade da modernização do marco regulatório das comunicações no País, defasado em relação aos avanços tecnológicos das últimas décadas. Mas a questão dos conteúdos diz respeito à liberdade de expressão e ao direito à informação, fundamentos de uma sociedade democrática e, nessa medida, intocáveis. Mas é claro, e fica mais uma vez evidenciado pelas conclusões de seu 4.º Congresso, que não é assim que pensa o PT.
Uma ideia mais clara da maneira peculiar como os petistas entendem o que seja liberdade de imprensa está explicitada nas declarações do presidente do partido, o ex-jornalista Ruy Falcão, em entrevista concedida durante o congresso. Visivelmente irritado com a insistência das perguntas sobre o assunto, Falcão foi particularmente infeliz: "Estou dizendo quinhentas vezes: não vamos controlar conteúdo, somos contra censura, contra versão única de fatos. E defendemos a livre expressão de pensamento, inclusive para que vocês possam claramente fazer as suas matérias sem qualquer tipo de injunção empresarial". Para Falcão, portanto, os jornalistas, principalmente quando estão fazendo denúncias ou expondo fatos que não interessam ao governo, estão a serviço de interesses vis. Felizmente, o exercício do bom jornalismo não depende das garantias dadas pelo líder petista.
A nova palavra de ordem não quer dizer absolutamente nada - e até por isso é tão perigosa para a liberdade de imprensa quanto a anterior -, mas satisfaz as duas tendências que, dentro do PT, não se conformam com a liberdade que os veículos de comunicação têm para denunciar as bandalheiras da companheirada no governo. São elas a ala minoritária, ideológica, de esquerda radical e totalitária, e por isso contrária por definição à liberdade de imprensa; e a ala majoritária, populista, pragmática, que sob o comando de Lula manda de fato no partido e está exclusivamente preocupada em se perpetuar no poder, e por isso tem horror a ver suas lambanças estampadas na mídia.
O PT já não é mais o mesmo desde 2002, quando foi editada a Carta aos brasileiros, que pavimentou o caminho de Lula em direção ao Palácio do Planalto. Desde então, passou a dar por não dito tudo o que afirmara antes e colocou seu destino nas mãos habilidosas do grande manipulador das massas. Eleitoralmente deu certo. Mas é conveniente salvar as aparências. Assim, o lulopetismo aliou-se às principais lideranças políticas, financeiras, industriais, comerciais, da alta sociedade, etc., mas continua atacando as elites. Meteu a mão na massa para garantir a "governabilidade", mas sustenta que o governo Lula se notabilizou pelo "combate implacável" à corrupção. Está fazendo o que pode, e bem, nas áreas econômica e social - se não forem levadas em conta as graves deficiências na educação e na saúde -, mas escancara a incompetência da máquina governamental partidariamente loteada para gerenciar projetos de infraestrutura.
É a divulgação pela mídia dessas ambiguidades e contradições, e das muitas pilhagens do dinheiro público que não param de vir à luz, que incomoda terrivelmente os petistas, fisiológicos ou ideológicos. Daí a obsessão com o controle social - perdão, com a "democratização" dos meios de comunicação. O PT promove deliberada confusão entre os conceitos de marco regulatório e controle social das comunicações. O marco regulatório é um conjunto de disposições legais que disciplinam as atividades em áreas que dependem de concessão estatal, como a radiodifusão e a telecomunicação. O "controle social" é conceito em que está implícita não apenas a regulação da propriedade e do funcionamento, digamos, técnico, dos instrumentos de comunicação, mas sobretudo dos conteúdos veiculados. É pacífica a necessidade da modernização do marco regulatório das comunicações no País, defasado em relação aos avanços tecnológicos das últimas décadas. Mas a questão dos conteúdos diz respeito à liberdade de expressão e ao direito à informação, fundamentos de uma sociedade democrática e, nessa medida, intocáveis. Mas é claro, e fica mais uma vez evidenciado pelas conclusões de seu 4.º Congresso, que não é assim que pensa o PT.
Uma ideia mais clara da maneira peculiar como os petistas entendem o que seja liberdade de imprensa está explicitada nas declarações do presidente do partido, o ex-jornalista Ruy Falcão, em entrevista concedida durante o congresso. Visivelmente irritado com a insistência das perguntas sobre o assunto, Falcão foi particularmente infeliz: "Estou dizendo quinhentas vezes: não vamos controlar conteúdo, somos contra censura, contra versão única de fatos. E defendemos a livre expressão de pensamento, inclusive para que vocês possam claramente fazer as suas matérias sem qualquer tipo de injunção empresarial". Para Falcão, portanto, os jornalistas, principalmente quando estão fazendo denúncias ou expondo fatos que não interessam ao governo, estão a serviço de interesses vis. Felizmente, o exercício do bom jornalismo não depende das garantias dadas pelo líder petista.
O PSDB pode?
No momento em que surgiu a noticia de que o PSD poderia fazer uma grande aliança com o PSB, os ataques ao novo partido pararam. Seria a segunda bancada da Câmara, à frente do PMDB. Os "socialistas" têm peso, tanto é que Aécio Neves e Lula paparicam o seu presidente, o governador Eduardo Campos, de Pernambuco, que sabe fazer política e se une com deus e o diabo para que o seu partido nordestino tenha importância também no Sul. O PSDB, cada vez mais fisiológico sob o domínio de Aécio Neves, topa qualquer parada. São novos tempos tucanos. Vejam o que saiu no Estadão:
Com a decisão do congresso do PT que abriu brechas para aliança com o PSDB e outros partidos de fora da base da presidente Dilma Rousseff nas eleições municipais de 2012, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, apostou ontem na reedição da união entre socialistas, petistas e tucanos em Belo Horizonte. Com vice do PT, o atual prefeito, Márcio Lacerda, do PSB, é apoiado pelo PSDB do senador Aécio Neves e do governador Antonio Anastasia. Campos disse que seu partido não vetará previamente aliança com nenhum partido e lembrou que o PSB está mais próximo do PSDB do que algumas legendas pró-Dilma.
Segundo Campos, 'em mais de uma centena de cidades' mineiras e de Pernambuco os socialistas estão aliados aos tucanos. Ele lembrou que o PSB apoiou a reeleição do governador Teotônio Vilella (PSDB) em Alagoas e também é aliado dos tucanos em Curitiba. 'Esse debate não pode ser dado como uma rinha de galo, na base da torcida. Não dá para impor decisão de cima para baixo, até porque temos alianças com partidos que em tese estão mais distantes do ponto de vista do pensamento e da prática política (do que o PSDB)', afirmou Campos, que participou, no Rio, de um seminário do partido sobre a crise econômica internacional e da cerimônia de filiação do ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão e do pianista Arthur Moreira Lima.
Segundo Campos, 'o próprio ex-presidente Lula acredita' na reedição da aliança PSB-PT-PSDB na capital mineira. O governador disse ter conversado, na semana passada, com Aécio e Anastasia, que também defendem a manutenção da união dos três partidos. 'Foi uma aliança que a sociedade aprovou. Claro que fechar uma aliança sempre dá trabalho e não vai reduzir as diferenças entre os partidos, mas há objetivos comuns de melhorar a qualidade de vida da população', argumentou.
Já o presidente do PT de Minas, deputado Reginaldo Lopes, recorre ao pragmatismo para defender a reedição da aliança que elegeu Lacerda em 2008 - mas rachou o partido. 'Agora a aliança em Belo Horizonte é redução de danos. O erro foi em 2008. E entrar 2012 com a cabeça de 2008 é cometer um erro maior. É entregar a prefeitura para o PSDB de vez', disse.
Como dá para ver, o PSDB do Aécio não é nem um pouco diferente do PSD do Kassab. Aliás, o PSDB do Aécio é pior, pois faz aliança com o PT em capital de estado. Sem contar que, diferentemente do PSD, o PSDB do Aécio está unido ao PT em centenas de cidades brasileiras. Como já dizia a minha avó, calça de veludo e bunda de fora.
Segundo Campos, 'em mais de uma centena de cidades' mineiras e de Pernambuco os socialistas estão aliados aos tucanos. Ele lembrou que o PSB apoiou a reeleição do governador Teotônio Vilella (PSDB) em Alagoas e também é aliado dos tucanos em Curitiba. 'Esse debate não pode ser dado como uma rinha de galo, na base da torcida. Não dá para impor decisão de cima para baixo, até porque temos alianças com partidos que em tese estão mais distantes do ponto de vista do pensamento e da prática política (do que o PSDB)', afirmou Campos, que participou, no Rio, de um seminário do partido sobre a crise econômica internacional e da cerimônia de filiação do ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão e do pianista Arthur Moreira Lima.
Segundo Campos, 'o próprio ex-presidente Lula acredita' na reedição da aliança PSB-PT-PSDB na capital mineira. O governador disse ter conversado, na semana passada, com Aécio e Anastasia, que também defendem a manutenção da união dos três partidos. 'Foi uma aliança que a sociedade aprovou. Claro que fechar uma aliança sempre dá trabalho e não vai reduzir as diferenças entre os partidos, mas há objetivos comuns de melhorar a qualidade de vida da população', argumentou.
Já o presidente do PT de Minas, deputado Reginaldo Lopes, recorre ao pragmatismo para defender a reedição da aliança que elegeu Lacerda em 2008 - mas rachou o partido. 'Agora a aliança em Belo Horizonte é redução de danos. O erro foi em 2008. E entrar 2012 com a cabeça de 2008 é cometer um erro maior. É entregar a prefeitura para o PSDB de vez', disse.
Como dá para ver, o PSDB do Aécio não é nem um pouco diferente do PSD do Kassab. Aliás, o PSDB do Aécio é pior, pois faz aliança com o PT em capital de estado. Sem contar que, diferentemente do PSD, o PSDB do Aécio está unido ao PT em centenas de cidades brasileiras. Como já dizia a minha avó, calça de veludo e bunda de fora.
Martaxa 30% ou Haddad 2%?
O PT prepara o rolo compressor e o dedaço do Lula para impedir a Martaxa de concorrer à prefeitura paulista. É o Datalula que indica e decide.
A direção do PT paulistano aposta na realização de prévias para a escolha do partido, a despeito dos esforços do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para emplacar a candidatura consensual do ministro da Educação, Fernando Haddad, à Prefeitura de São Paulo. Com esse cenário, dirigentes já articulam nos bastidores o fortalecimento da corrente majoritária do PT nacional, a Construindo um Novo Brasil (CNB), para garantir a vitória de Haddad caso a disputa interna seja mesmo inevitável. A CNB, corrente de Lula, não repete, na capital paulista, a hegemonia nacional...'Não vejo a minha pré-candidatura esmorecer. Eu vejo minha candidatura forte', afirmou ontem a senadora e ex-prefeita Marta Suplicy, embalada pelos resultados da pesquisa Datafolha divulgada ontem, em que lidera todos os cenários. Os dados deram força à candidatura da petista, que havia dado sinais nas últimas semanas de que poderia desistir. Leia mais aqui no Estadão.
Dilma quer distância da pauta do PT para a imprensa.
A presidente Dilma Rousseff quer distância da proposta aprovada no fim de semana pelo PT que trata sobre a regulamentação da mídia. De acordo com informações dos bastidores do Palácio do Planalto, a presidente, além de repudiar por princípio, teme que as propostas que emergiram do 4.º Congresso Extraordinário do PT, realizado em Brasília, minem o apoio conquistado na classe média. 'É importante separar a posição do partido da posição do governo', resumiu ontem o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. A posição de Dilma sobre os meios de comunicação é a mesma que ela sempre manifestou, seja durante a campanha, seja depois de eleita, disse um de seus auxiliares. Nas suas várias declarações sobre o tema, a presidente disse que o único controle de mídia que ela leva em consideração é o controle remoto, para mudar de programa na TV. 'Não conheço outro tipo', repete sempre que alguém fala do assunto. (Do Estadão)
Leia aqui entrevista de Paulo Bernardo ao Estadão.
Leia aqui entrevista de Paulo Bernardo ao Estadão.
Ele grita com a Dilma e dá relatório para o chefe da sofisticada organização criminosa a hora que quiser.
O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, admitiu ontem ter protagonizado "discussões acaloradas" com a presidente Dilma Rousseff, a ponto de gritar com ela. "Não é verdade o que publicam, de que eu chorei. É absolutamente mentirosa essa informação, mas ela já gritou comigo e eu já gritei com ela, como duas pessoas bastante firmes nas suas opiniões", disse Gabrielli em entrevista ao site Bahia Notícias, de Salvador. Ele afirmou que não tem que dar satisfação sobre seus encontros com o ex-ministro José Dirceu -segundo ele, um líder incontestável. "Sou amigo dele [Dirceu] há 30 anos. Vou continuar encontrando com ele na hora que eu quiser e não tenho que dar satisfação nenhuma."
O presidente da Petrobras é acusado, em reportagem da revista "Veja" da semana passada, de participar de uma conspiração, liderada por Dirceu, contra o governo. Gabrielli ainda enalteceu a contribuição de Dirceu para a formação do PT. "É uma pessoa extremamente importante na articulação da relação do PT com outros partidos. Foi uma pessoa muito importante na eleição do presidente Lula. Foi presidente do partido por muitos anos. Então, ele é uma pessoa de uma liderança incontestável", afirmou. (Da Folha de São Paulo)
Faltou o presidente da petroleira brasileira dizer que saiu de uma reunião com Dilma e foi visitar José Dirceu, que é consultor de várias empresas da área. Parecem ser mais do que companheiros. Parecem ser sócios.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Ministros do STF querem ganhar 30% mais do que um Juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos. Não têm vergonha na cara!
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, defendeu os reajustes nos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Se fossem aprovadas as duas propostas em tramitação no Congresso, a remuneração dos integrantes do STF passaria dos atuais R$ 26,7 mil para R$ 32 mil, um aumento de aproximadamente 20% na folha de pagamento. De acordo com Gurgel, isso não é exorbitante. Ele afirmou que os aumentos teriam o objetivo de repor perdas de mais de 20%. O governo é contra o reajuste porque ele deverá provocar aumentos em cascata no serviço público em geral. O salário de um ministro do STF é o teto definido para o funcionalismo público e está fixado em R$ 26,7 mil. Na semana passada, o Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou um levantamento, realizado em 2009, que mostra que 464 servidores da Casa recebiam salários superiores teto constitucional do serviço público. (Do Estadão)
..................................................................................
Não dá para deixar de lembrar um artigo de Eduardo Graeff, escrito na Folha de São Paulo, em julho de 2008:
Um Juíz da Suprema Corte dos Estados Unidos ganha 208 mil dólares por ano. Um ministro do Supremo Tlibunal Federal do Brasil, os mesmos 208 mil dólares, ao câmbio de 1,6 real por dólar, ou mais, se aplicada a paridade de poder de compra dólar x real. Legal! Temos juízes tão bons quanto os do Primeiro Mundo. Aliás, melhores. O salário médio de um juiz nos Estados Unidos é de 102 mil dólares por ano. O salário inicial de um juiz estadual no Brasil, o equivalente a 142 mil dólares; o de um juiz federal, 166 mil dólares, noves fora, de novo, a paridade de poder de compra.
Nossos juizes estão nos píncaros do Primeiro Mundo. Nossa Justiça; nem tanto. O Brasil tem 8 juízes por 100 mil habitantes, número que a Associação dos Juizes Federais considera "incapaz de assegurar um mínimo aceitável de celeridade processual em virtude do acúmulo de trabalho nos juízos de primeiro grau e nos tribunais". Os Estados Unidos têm 9 juizes por 100 mil habitantes. A diferença não é tão grande. Daria, com folga, para equiparar a quantidade de juizes lá e cá se fosse possível reduzir os salários dos juizes brasileios para o nível dos salários dos juízes americanos -"data venia" à impertinência e inevitável inconstitucionalidade da sugestão.
Nem a possível insuficiência do número nem, obviamente, o nível dos salários dos juizes explicam por que a Justiça no Brasil tarda tanto, e nisso falha. Os salários de juizes no Brasil chega a ser maior que os de Primeiro Mundo. Nossos professores não têm a mesma sorte Nossos juizes são mesmo poucos, em todo caso: pouco mais de 15 mil, somando as Justiças estadual, federal e do trabalho. Não tão poucos que não pudessem dar conta do serviço, talvez, mas uma pequena minoria do funcionalismo público. Minoria seleta e poderosa, como se sabe. Pagar- lhes salários de Primeiro Mundo num pais de Segundo ou terceiro Mundo pode ser um exagero, mas não chega a rebentar aboca do caixa.
Nossos professores não têm a mesma sorte. Nos EUA, um professor primário ganha cerca de 45 mil dólares por ano. No Brasil, o equivalente a 11.600 dólares nas escolas estaduais ou 8.750 dólares nas municipais. Acontece que, além de distantes do poder, eles são muitos: mais de 1,3 milhão de professores nas redes públicas de educação básica. Quadruplicar seus salários para equipará-los aos dos colegas americanos seria justo, mas custaria algo como 75 bilhões de reais por ano ou o dobro disso para estender o aumento aos aposentados. Aí não há Orçamento que agüente.
Confira: um juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos ganha 4,6 vezes o salário de um professor primário americano. De um ministro do STF para um professor primário municipal brasileiro, a relação é de 24 vezes. Entre um teto e um piso tão distantes, não há escala de remuneração que faça sentido. Por isso uma luta de classes permanente tenciona as estruturas do Estado brasileiro. Na cobertura, os juizes e seus quase pares do Ministério Público, nivelados com os padrões de renda e consumo da alta classe média americana, mas eternamente reivindicantes.
Nos níveis intermediários, diplomatas, fiscais de renda, militares, delegados e outras carreiras relativamente pouco numerosas à espera impaciente de alguma emenda constitucional que lhes garanta a bendita paridade ou, pelo menos, uma vinculação automática de salários com os inquilinos do andar de cima. No térreo, a massa dos professores, médicos, enfermeiros, policiais e outros profissionais com salários mais ou menos alinhados aos do setor privado e atrelados, em última análise, à renda média dos brasileiros. Uns vigiando os outros. Quase todos insatisfeitos. Todos, sem exceção, inquietos. E, na base do edifício estatal, o cidadão-contribuinte, mais insatisfeito e inquieto que todos com a quantidade e a qualidade dos serviços que recebe em troca de algo como 40% da sua renda.
Aliada histórica, OAB critica PT por querer volta da censura à imprensa.
O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, criticou a proposta do PT para que o Congresso aprove um projeto que regule os meios de comunicação. Segundo o advogado, a ideia do PT assusta porque pode representar uma forma de censura. "A partir do momento em que se coloca alguns tipos de restrições, como quer o PT, à imprensa, à sua concepção e ao poder de formulação e de questionamento de cada jornalista, é algo que representa uma restrição à determinação constitucional de que a imprensa é livre neste país", afirmou. Para Cavalcante, a legislação brasileira já prevê punições contra para aqueles que comentem crimes na imprensa. "O que não se pode é, previamente, estabelecer políticas sobre como dever ser pautada a imprensa brasileira. Isso é censura; isso, efetivamente, é negar esse valor fundamental da democracia que é a liberdade plena de imprensa", disse. O presidente da OAB afirmou que a entidade irá participar ativamente do debate caso o PT apresente a proposta. "Estamos vendo países aqui na América do Sul e em alguns lugares do mundo em que há restrições à liberdade de imprensa. São países que, infelizmente, não preservam esse bem maior para a democracia que é a liberdade de imprensa."(Da Folha Poder)
Qual o problema do Datena, Gilbertinho?
Vejam o que escreve Gilberto Dimenstein:
Leio informação de Ricardo Feltrin de que Luiz Datena teria sido convidado a disputar a prefeitura de São Paulo supostamente pelo partido criado pelo prefeito Gilberto Kassab. O mínimo que se pode dizer disso: esculhambação. Imaginar que uma cidade complexa como São Paulo, obrigada a inserir-se num planeta globalizado --ou seja, lidando com as demandas do século 21-, mas ao tempo com problemas do século 17 (basta ver nosso saneamento básico), pode ser gerida por alguém como aquele apresentador é uma esculhambação. Vamos reconhecer que Datena é ótimo no que faz e ao que se propõe. Mas o que ele faz é explorar a violência e a miséria, mostrando uma indignação fabricada para ganhar audiência. A esculhambação seria inofensiva se, caso ele saia mesmo candidato (o que eu prefiro duvidar), não tivesse nenhum chance de ganhar. Se o prefeito Kassab estiver mesmo por trás disso (ele nega) seria uma péssima herança. São Paulo merece ser tratada com mais seriedade.
Há muito tempo que não se via tanto preconceito no jornalismo brasileiro. Tanto desprezo pela democracia e pelos direitos do cidadão. Qual o problema do Datena, Gilbertinho? Existe algum problema com o Netinho, por exemplo? Se quiser ser candidato, quem é você para achar bom ou ruim, apenas julgando o trabalho de um jornalista?
Blog em viagem.
Hoje e amanhã o blog estará participando de um evento, fora da base. Será mais noturno que diurno. Tem feriado no meio da semana e quarta tem protestos contra a corrupção no Brasil inteiro. Clique no selo ao lado e escolha o seu. O blog está atualizado. Bom dia e boa semana.
PT determina que militância lute pela volta da censura à imprensa.
O Palácio do Planalto agiu para tentar amenizar ontem, último dia do 4º Congresso do PT, a eventual repercussão da decisão do partido de incorporar definitivamente à sua agenda a luta pela regulação da mídia no País, bandeira que tem rendido à legenda acusações de defesa da censura. Paralelamente à ação de bastidores, porém, os cerca de 1.300 delegados aprovaram uma 'convocação' aos militantes do partido para que se engajem na luta pela 'democratização dos meios de comunicação', marcada por duros ataques à imprensa.Foi uma coreografia complexa, que envolveu dois documentos: a resolução política geral, aprovada no sábado e emendada ontem, tratando de uma grande variedade de assuntos, entre eles a comunicação, e um texto específico sobre o assunto, de seis páginas. Leia mais aqui no Estadão.
Assinar:
Postagens (Atom)



