domingo, 7 de agosto de 2011

Para Dilma, o lixo do PMDB é reciclável.

A Secretaria de Imprensa da Presidência da República informou que a presidente Dilma Rousseff está acompanhando a crise na Agricultura, mas tem confiança no ministro Wagner Rossi. "A presidente Dilma Rousseff reitera sua confiança no ministro da Agricultura, Wagner Rossi, que está tomando todas as providências necessárias", afirmou a Secretaria de Imprensa. A oposição cobrou da presidente uma faxina no Ministério da Agricultura, nos mesmos moldes da feita na área de transportes. Para os parlamentares oposicionistas, Dilma não pode proteger o ministro Wagner Rossi simplesmente por ele ser do PMDB e afilhado do vice-presidente Michel Temer. A pressão cresce depois que o secretário-executivo da pasta, Milton Ortolan, caiu após a revelação de seu envolvimento com o lobista Júlio Fróes.

O líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), disse que o objetivo da oposição é conseguir abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito onde consiga investigar as denúncias de corrupção nas diferentes esferas do governo. Ele destacou que a postura diferente de Dilma frente às acusações na área de Agricultura confere à atuação dela no caso do ministério dos Transportes aspectos de jogo de cena."O Ortolan é o próprio ministro, é homem de confiança do Wagner Rossi. Eles estão juntos há muitos anos. A presidente tem que dizer se a justiça dela é seletiva porque não dá para dizer que o Rossi está menos comprometido do que estava o Alfredo Nascimento", disse Demóstenes. ( Do Estadão)

Zona de rebaixamento.



Pouco mais de 7 meses de governo e a gestão Dilma coleciona derrotas. Durante esse período ocorreram 5 trocas de ministro, três demissões importantes e mais de uma dezena no segundo e terceiro escalões do governo. Assista ao vídeo do Exilado e leia o post no Implicante.

Brasil, um país doente. Aqui um exemplo de aparelhamento do Ministério da Saúde.

O Ministério da Saúde, em 2010, recebeu uma verba de R$ 18,7 bilhões para gastos diretos. A Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz, recebeu, deste bolo, R$ 2,1 bilhões. Os seus objetivos são promover a saúde e o desenvolvimento social, gerar e difundir conhecimento científico e tecnológico, além de ser um agente da cidadania. A Fiocruz, fundada em 1903, tem inúmeros serviços prestados à saude do país. E, dentro dela, existe a Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, fundada em 1925, como um centro de formação de mestres e doutores, um gerador de conhecimento. A Enasp recebeu, em 2010, R$ 46,6 milhões. Mas não é para gerar conhecimento que a Enasp tem usado o dinheiro público. É para atacar o próprio país através da Radis, uma revista a cores, com 70.000 exemplares distribuídos gratuitamente, produzida por uma verdadeira quadrilha que está ali para opinar, em vez de informar. Para espalhar mentiras, para servir de canal para a esquerda mais retrógrada, para transmitir a lenga-lenga das ongs ambientalistas e do meio acadêmico.

Leiam aqui a última edição da Revista Radis. Um verdadeiro libelo contra o modelo de desenvolvimento do país, contra os investimentos do PAC e contra o novo Código Florestal. Para encerrar, a edição traz um artigo de Leonardo Boff, intitulado "Crise terminal do capitalismo?" É com o que a quadrilha que produz a revista sonha. E financia com dinheiro público.

Marta confessa: Lula usou a máquina para eleger Dilma. Não poderá com Haddad.

Todo mundo sabe o que aconteceu, mas sempre é bom ouvir a confissão do crime da boca de um petista:

Estadão: Lula definiu o nome de Dilma Rousseff. Não acha que pode definir o nome em São Paulo?

Marta Suplicy: O Lula tem um peso fenomenal, assim como tem mais experiência e mais tirocínio que nós todos juntos. Mas quando ele elegeu a Dilma do nada era um momento diferente. O PT não tinha candidatos. O partido estranhou no início, mas imediatamente se entusiasmou, porque a Dilma era protagonista dos programas mais importantes do Lula. Além disso, teve dois anos de mídia diária com ela debaixo do braço. Ele tinha o que falar e ela o que mostrar. Agora, o Haddad é diferente. O Lula pode ter um peso partidário e fazê-lo candidato, mas não tem essa condição de ter a mesma repercussão midiática hoje.

Sem oposição, se as eleições fossem hoje, Dilma estaria reeleita no primeiro turno.

A falta de oposição está criando um Lula de saias. Mais dois anos e a Tia da Faxina terá virado um fenômeno das massas. Para quem quer saber o que é falta de oposição, basta ler o artigo de hoje do seu decano, Fernando Henrique Cardoso. Fernando, o Visionário. Fernando, o Condescendente. Fernando, que joga os conservadores no lixo, como se fossem os criminosos do governo Dilma, que estão roubando o país sem que ele manifeste a sua total indignação. Vai ver que o FHC quer reconquistar os votos do PT.  FHC é o melhor símbolo do canto do cisne da oposição brasileira. Enquanto ele estiver vivo, não permtirá que alguém da oposição chegue lá. Por isto, hoje, ele é apenas um Observador Político, nome do portal que lançou recentemente, que entre tantas coisas, também é apartidário. Querem o quê? Ganhar da Dilma, "a presidenta que é menos leniente com certas práticas condenáveis do sistema", segundo FHC? Gostaram do presidenta?

Após sete meses de governo, a presidente Dilma Rousseff (PT) mantém um nível de avaliação estável, segundo nova pesquisa Datafolha. O levantamento mostra que as medidas recentes para conter a atividade econômica e o crédito ao consumidor, além de denúncias de corrupção em seu ministério, não afetaram a percepção dos brasileiros sobre o desempenho da presidente. Segundo a pesquisa, realizada entre os dias 2 e 5 de agosto, o governo da petista é considerado ótimo ou bom por 48% dos brasileiros com 16 anos ou mais. É um índice similar ao verificado em levantamentos feitos em junho (49%) e março (47%) passados.

Nem mesmo a demissão de diversos colaboradores suspeitos de atos de corrupção e tráfico de influência em seu governo afetaram, positivamente ou negativamente, a avaliação da presidente. A fatia dos que consideram a gestão de Dilma regular é de 39%, variação positiva de um ponto sobre a marca de julho (38%). Em março, foi de 34%. Consideram o governo Dilma Rousseff ruim ou péssimo 11% dos brasileiros, ante 10% em junho e 7% em março. Na pesquisa atual, 3% não souberam avaliar a presidência da petista. O Datafolha ouviu 5.254 pessoas com 16 anos ou mais em todo o Brasil. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Entre os mais jovens, de 16 a 24 anos, Dilma tem um nível de ótimo e bom menor (43%) do que a média (48%) e do que entre as demais faixas de idade. No grupo formado pelos menos escolarizados, que estudaram até o ensino fundamental (52%), o índice dos que avaliam o governo da petista como ótimo ou bom é, proporcionalmente, maior do que entre aqueles que possuem ensino médio (45%) e superior (44%).Na análise por renda, ela também é melhor avaliada por aqueles que têm renda mensal de até cinco salários mínimos (49%) do que entre os brasileiros que têm renda familiar de mais de 10 salários mínimos por mês (44%). No interior, 51% avaliam a gestão Dilma como ótima ou boa, fatia proporcionalmente maior do que nas regiões metropolitanas (44%). A nota atribuída ao governo de Dilma também se mantém estável: era de 6,9 em março, foi a 6,8 em julho e agora fica em 6,7. (Da Folha de São Paulo)

Uma Dilma cada vez mais autoritária.

Clique sobre a imagem uma vez, depos mais uma, e leia a matéria publicada hoje, pelo Estadão. 

Um Carvalho para Dilma.

Ontem, publicamos a entrevista onde Gilberto Carvalho faz uma declaração de amor incondicional ao chefe, do qual tudo aceita e releva. Carvalho, o lulodoente. Hoje o jornal O Globo traz uma matéria onde mostra que Dilma está seguindo os passos de Lula e criando um novo Carvalho dentro do Palácio do Planalto. Clique na matéria para ampliar e ler.

Cota para corruptos

"O PMDB tem hoje três dos seis mais importantes cargos da Conab. O presidente da estatal, Evangevaldo dos Santos, é da cota do PTB, outro aliado do governo Dilma. O PT controla uma diretoria." 

O Brasil do PT virou o país das cotas. Cota para raças, cota para pobres e a principal delas, a cota para corruptos. A Folha de São Paulo denuncia o loteamento de cargos entre cardeais do PMDB, do PTB e do PT dentro do Ministério da Agricultura. No alto escalão. Por isso não surpreende que um lobista tivesse escritório lá dentro, para de lá comandar e direcionar compras de R$ 1,5 bilhão. A denúncia foi feita no sábado pela Veja e já derrubou, ontem mesmo, o número dois do MDA. O que se espera é que a denúncia de hoje, que vai abaixo, derrube o ministro Wagner Rossi, que foi ao Congresso jurar inocência. Se não sabia de nada, é um incompetente. Agora, diante de tantas denúncias, fica a certeza de que é um enganador. Vejam a notícia:

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, transformou uma empresa pública, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), num cabide de empregos para acomodar parentes de líderes políticos de seu partido, o PMDB. O loteamento começou quando Rossi dirigiu a estatal, de junho de 2007 a março de 2010. Ele deu ordem para mais do que quadruplicar o número de assessores especiais do gabinete do presidente -de 6 para 26 postos. Muitos cargos somente foram preenchidos, porém, depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu Rossi para o comando da Agricultura -o ministério ao qual a Conab responde. Neste ano, já no governo de Dilma Rousseff, foram definidas 21 nomeações. Algumas contratações foram assinadas de próprio punho pelo ministro, homem de confiança do vice-presidente Michel Temer, presidente licenciado do PMDB.

Receberam cargos, entre outros, um filho de Renan Calheiros (AL), líder do PMDB no Senado; a ex-mulher do deputado Henrique Eduardo Alves (RN), líder do partido na Câmara; um neto do deputado federal Mauro Benevides (CE); e um sobrinho de Orestes Quércia, ex-governador e ex-presidente do PMDB de São Paulo, que morreu no ano passado. Adriano Quércia trabalhou com o filho de Wagner Rossi, Baleia Rossi, antes de se abrigar na Conab. Foi o deputado estadual Baleia Rossi quem sucedeu Quércia no comando do PMDB paulista. Funcionários antigos da Conab disseram à Folha que nunca viram Adriano por lá -nem o neto de Benevides, Matheus. Ambos dizem que trabalham normalmente. Os funcionários da Conab indicados pelo PMDB recebem salários de R$ 7,8 mil a R$ 10 mil por mês.

Na semana passada, outro apadrinhado peemedebista atirou a Conab no centro de um escândalo. Oscar Jucá Neto, irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), acusou a estatal de ser um reduto de "bandidos". Ele era diretor financeiro da Conab e foi demitido após autorizar o pagamento de uma dívida do ministério com uma empresa registrada em nome de laranjas, de acordo com reportagem da revista "Veja". Jucazinho, como é conhecido em Brasília, alega que saiu por não ter concordado em participar de um esquema de recolhimento de propinas no ministério. A crise na Agricultura se agravou pouco depois que a presidente Dilma fez demissões em massa no Ministério dos Transportes para afastar funcionários envolvidos com irregularidades no Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). O PR (Partido da República), legenda que comandava o Dnit antes das demissões, passou a cobrar que Dilma dê o mesmo tratamento a outras estatais e partidos que sejam alvo de denúncias.

A associação de servidores da Conab alertou o Palácio do Planalto para a ocupação política da empresa seguidas vezes neste ano. A única providência conhecida foi tomada pela Casa Civil, que remeteu as acusações ao próprio ministro da Agricultura, alvo principal da reclamação. O PMDB tem hoje três dos seis mais importantes cargos da Conab. O presidente da estatal, Evangevaldo dos Santos, é da cota do PTB, outro aliado do governo Dilma. O PT controla uma diretoria. Com orçamento de R$ 2,8 bilhões neste ano, a Conab executa vários programas desenhados para organizar o mercado de produtores agrícolas e assegurar o abastecimento de alimentos no país.

sábado, 6 de agosto de 2011

Lula está acostumado a falar o que quer. De Uribe, teve a resposta que merecia.

A imprensa brasileira, como sempre, deu destaque apenas ao que Álvaro Uribe respondeu para Lula. Sim, porque a provocação partiu de Lula que, em plena Colômbia, tentou colocar o ex-presidente contra o atual. Vejam o que Lula disse:

“ Estou seguro, presidente Santos, de que você e a presidente Dilma Rousseff podem fazer muito mais do que fizemos o presidente Uribe e eu, que tínhamos uma boa relação, porém com muita desconfiança, não confiávamos totalmente um no outro". 

Uma tremenda grossura, daquelas que, no Brasil, já nos acostumamos a ouvir de um presidente que pautou toda a sua carreira por pregar a divisão entre pobres e ricos, amigos e inimigos, aliados e adversários. Aqui dentro, tendo como adversários os frágeis e delicados tucanos, Lula deita e rola. Lá fora, tendo que encarar um homem de brios e de vergonha na cara como Álvaro Uribe, levou a resposta na hora e ficou sem ter o que dizer. Foi chamado de covarde, medroso e mau perdedor. Toma!  

A propósito, Lula acaba de dar uma entrevista para o Jornal El Tiempo, da Colômbia, para tentar virar vítima. El Gagón não desiste. 

Fróes explica.

Júlio Fróes, o corrupto que a Veja denuncia nesta semana por fazer lobby dentro do Ministério da Agricultura, tem um blog denominado Fróes Explica. Leiam um trecho do seu último post, feito em abril passado:

No Brasil, os políticos são virtuosos em intençoes. Disso não há dúvidas. Também os jornalistas, quase todos sensacionalistas, pecam... destarde lembrar a kantiana distinção entre verdade e veracidade, e, por outro, entre falsidade e engano. "A distinção entre verdade e falsidade depende de questões ligadas a ontologia e à epsitemologia em correspondência, ou em uma relação semelhante, entre o que é e o que se diz que é. A veracidade e o engano, por outro lado, pertencem ao domínio moral da intenção."

Ptolomeu apresentou dados incorretos, mas não mentiu quando disse que o sol gira ao redor da terra. Ele acreditava em sua hipótese como verdadeira e esperava que o público pudesse aceitá-la como verdade. A história deu-lhe razão. E aos políticos?... que afirmam defender o interesse da maioria ou das minorias? Eles não pretendem causar danos a quem quer que seja usufruindo do poder público. Será? 


Júlio Froes é muito versátil.  Também mantém o Iaespe e a Escola do Legislativo. Os sites encontram-se em manutenção, mas é possível encontrar algumas páginas soltas na web. Além disso, ele mantém o Sorocaba News, onde é editorialista. 
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Um dos acusados pela matéria da Veja não esperou a segunda-feira. Saiu junto com a revista nas bancas. O número 2 do Ministério da Agricultura pediu demissão. Leia aqui.

Carvalho, o lulodoente.

ÉPOCA – O senhor ia para cima de Lula? 

Gilberto Carvalho –
Um dia que o Lula me encheu muito o saco, um dia de trabalho duro, eu falei para ele: “Ô, veio, eu sou teu amigo, mas não nasci aqui. Eu posso trabalhar em outra área de governo. Porrada o dia inteiro não dá. Você bota outro cara aqui que te agrada mais”. Ele dizia: “Ô, Gilbertinho, você é bem besta mesmo, né? Não vê que eu tenho que ter alguém perto de mim em quem eu confie e possa dar porrada? Senão, vou dar porrada em quem? Vai trabalhar e não enche o saco”. 

Mais conhecido como o Coveiro do PT, Gilberto Carvalho, secretário do ex-presidente e da atual governanta,  fala com orgulho doentio de como era bom ser o saco de pancadas do Lula, em entrevista à Revista Época. É tanto amor! A entrevista é para provar que Dilma não é lulodependente. A gente sai do texto com a certeza de que ela é, mas ele é mais do que isso: é um caso de lulodoença, uma verdadeira ameaça para a saúde pública. Leia a entrevista clicando aqui.

Lobista comanda concorrências de dentro do Ministério da Agricultura.

Na semana passada, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, foi ao Congresso rebater as acusações de que sua pasta se transformou em uma central de negócios, conforme  denúncia publicada por VEJA com base em uma entrevista do ex-diretor da Conab Oscar Jucá Neto, irmão do senador Romero Jucá. Depois de cinco horas de audiência, o máximo que o ministro admitiu é que, na Conab, há “imperfeições e não irregularidades”. A edição de VEJA que chega às bancas neste sábado traz reportagem com novas “imperfeições” da pasta comandada por Rossi.

A reportagem mostra a atuação de um lobista chamado Júlio Fróes, que vem operando dentro do Ministério da Agricultura. “Doutor Júlio”, como é conhecido pelos servidores, goza de privilégios. Tem acesso liberado à entrada privativa do ministério e usa uma sala com computador, telefone e secretária na sobreloja do prédio, onde está instalada a Comissão de Licitação - repartição que elabora as concorrências que, só neste ano, deverão liberar 1,5 bilhão de reais da pasta. Leia mais aqui.

Uma sombra atrás de Lula.

Não, Lula não é uma sombra atrás de Dilma. É exatamente o contrário. A sombra é Dilma. A foto que ilustra a capa do Estadão foi feita ontem, logo após a demissão de mais um ministro, de uma crise abortada junto aos militares e de sinais muito claros de que a base aliada está rachada. A foto é emblemática e repete a mesma estratégia da campanha que elegeu o poste: Dilma é Lula e nada mais. O jogo que está sendo jogado não diferencia mais oposição de base aliada, ou vice-versa. Se trata de tornar o PT um partido hegemônico. Lula volta em 2014 para ficar até 2022. E para, depois, colocar no seu lugar quem ele bem entender e que será, obviamente, um político fabricado do PT, um PT cada vez mais dono dos postos-chave do estado brasileiro. A nomeação de Celso Amorim para o Ministério da Defesa é um sinal muito claro de que quem manda é Lula. Que Dilma é apenas uma sombra atrás dele. Se os políticos brasileiros querem essa realidade para o Brasil, que continuem pensando o país pelo varejinho das conveniências. Assim como Nelson Jobim e como Alfredo Nascimento, chegará a hora de cada um levar um pontapé nos fundilhos. A capa do Estadão não deixa dúvida. O Brasil não precisará dos políticos por muito tempo. Lula volta para ficar até 2022. A não ser que oposição e base aliada se unam para quebrar a espinha do monstro. A hora é agora. Depois será tarde demais, pois só haverá espaço para os que estiverem com ele ou contra o país. Já não foi assim?

Chegou a hora de varrer o PT para fora da política brasileira.

Este Blog vem antecipando uma decisão que, hora ou outra, será tomada pelos demais partidos: varrer a raça do PT do mapa político do Brasil. Não há porque temer fazer isso nestes próximos três anos, antes que inicie a campanha presidencial e eles tragam o velhaco de volta. O PT sozinho não tem nem 20% dos votos no Congresso. Juntando a nanicagem que o segue, não chega a 25%. Pode ser colocado de joelhos. Facilmente. E, de joelhos, levar um chute no queixo e não levantar mais. O Mensalão é o momento certo para que esta medida profilática seja tomada pelos demais partidos. O PT não é de nada. Ontem, Dilma teve que chamar os militares e garantir que a Lei da Anistia é "imexível". Ou Amorim não assumiria sem crise. Ontem, a Executiva Nacional do partido abandonou de vez o "controle social" da mídia. Agora prega em documento oficial a ampliação da liberdade de imprensa. Estas eram duas bandeiras de ponta do petismo. Acabaram. Foram rasgadas. O PT nunca esteve tão fraco. O PT nunca teve tanto medo.

É hora de achar uma CPI contra o PT. Uma CPI forte, apoiada por todos os partidos. A CPI da Minha Casa, Minha Vida. A CPI do BNDES. A CPI do PAC. Já pensaram uma CPI do PAC, para investigar todos os escândalos que surgiram a partir do programa de aceleração de corrupção implantado para eleger a governanta? Está na hora de fazer uma faxina na política brasileira, varrendo o PT para o lixo de onde nunca deveria ter saído. Acorda, base faxinada! Acorda, oposição! O inimigo é um só: o PT.

DNIT sob intervenção ou só jogo de cena?

O general Jorge Ernesto Pinto Fraxe, que era diretor de Obras de Cooperação do Exército, foi escolhido como Diretor-Geral do mais corrupto dos órgãos públicos do Brasil: o DNIT. Tendo em vista a corrupção que tomou conta da autarquia, o general é tido como um interventor que irá acabar com a roubalheira implantada por lá pelos políticos do PR, com o objetivo de encher os bolsos e, mais importante ainda, eleger Dilma Rousseff. Se o general quiser ser mais do que um pinto, deve fazer o serviço completo. A primeira medida é colocar um coronel em cada uma das superintendências estaduais. Se não fizer isso, não terá comando e será engolido pela lama que continua escondida debaixo dos carpetes do DNIT. Os militares não merecem a humilhação de serem usados como esfregão para limpar a sujeira dos políticos. Ou o general do DNIT manda ou estará enxovalhando ainda mais a imagem das Forças Armadas.

Clique na imagem para ampliar e ler matéria do Estadão.

O inútil Genoino vai continuar?

José Genoino, um dos mais proeminentes membros da sofisticada organização criminosa do Mensalão, chefiada por José Dirceu, é (ou era) assessor de Nelson Jobim, no ministério da Defesa. Segundo relatou Jobim em sua entrevista à revista Piaui, Dilma Rousseff considerava Genoíno um inútil e foi ele quem bancou a nomeação. Assessor, quando o chefe sai, sai junto. Resta saber se Dilma e o Amorim vão manter o inútil mamando nas tetas da Defesa. Ou se vão achar ele muito "fraquinho", dando-lhe o mesmo destino do chefe.

Bolívia também acaba com a liberdade de imprensa.


Com a aprovação parlamentar da Lei de Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação, a Bolívia de Evo Morales adota o kit bolivariano para as áreas de imprensa e liberdade de expressão, que já vigora na Venezuela e no Equador. A Argentina kirchnerista, sintonizada com o pensamento bolivariano, entrou na mesma onda em 2009, com a Lei de Serviços Audiovisuais, que interfere profundamente na organização dos grupos de comunicação privados e independentes do país, mas foi revogada, em parte, pela Justiça.

Embrulhado num vistoso papel de presente da suposta necessidade de regular e fiscalizar a atuação da mídia, o que o kit pretende mesmo é asfixiar os meios de comunicação independentes, dando-lhes uma escolha de Sofia: fazer coro à mídia oficial ou calar-se. A Venezuela de Hugo Chávez, sempre pioneira no que se refere a restrições, há alguns anos aprovou a Lei de Responsabilidade Social em Rádio e Televisão, e atualizou-a em dezembro do ano passado. Estendeu as regras já existentes para rádio e TV aos conteúdos na internet, prevendo punição ao provedor ou portal que não limite o acesso a mensagens que incitem "ao ódio" ou "não reconheçam autoridades".

No Equador, o presidente Rafael Correa fez aprovar reformas bolivarianas num referendo (outro item fixo no kit), este ano, incluindo um dispositivo que permite ao governo restringir a área de alcance dos empresários de comunicação e inibe os jornalistas via controle do Judiciário. Na primeira oportunidade, Correa aplicou-o numa ação por "calúnia" contra o jornalista Emilio Palacio e o órgão em que trabalhava, "El Universo", em que exigia três anos de prisão e uma indenização de US$80 milhões. O juiz Juan Paredes concordou com os três anos de prisão para Palacio e os donos do diário, e reduziu a multa para US$30 milhões (!) - ainda assim um valor exorbitante. Paredes emitiu a sentença em menos de 24 horas, mas descobriu-se que ele plagiou o texto de outras condenações. Até segunda ordem, ela está valendo.

Na lei boliviana, aprovada esta semana, um dos artigos põe à disposição do Estado todos os meios de comunicação, incluindo os provedores de internet, e permite escutas telefônicas sem autorização judicial em casos de"comoção interna" e ameaça à "segurança do Estado". Outro absurdo é a imposição de limites pelos quais o setor privado terá direito a apenas 33% das licenças de rádio e TV; o Estado fica com outro terço, enquanto 17% vão para organizações sociais e 17% para grupos indígenas. Na prática, como o apoio a Morales vem das organizações sociais e indígenas, seu governo poderá controlar 66% das licenças. Uma das consequências será tirar do ar até 2017, quando vencem as licenças, mais de 400 rádios privadas. 

É uma lástima que a América do Sul, que deveria unir forças para enfrentar os problemas de pobreza e desigualdade, e combinar o potencial dos países para fazer frente à crise mundial, seja obrigada a conviver com um grupo tão importante de nações que resolveram voltar a um populismo apatetado. O tal socialismo do século XXI é um blefe: produz ditaduras (mal) disfarçadas, insegurança, desabastecimento, desinvestimento, desemprego, pobreza. E ai do veículo de comunicação que ousar denunciá-lo. (Editorial de O Globo, intitulado “Liberdade sofre novo golpe na Bolívia.”)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Inauguração do "Minha Casa, Minha Vida" vira barraco da Dilma.

A presidente Dilma Rousseff se irritou nesta sexta-feira, em Juazeiro (BA), quando um repórter de uma emissora de rádio da região chamou de "casinha" os imóveis construídos no programa "Minha Casa, Minha Vida". "Imagino que a sua casa seja grande", disse a presidente ao repórter, no meio da entrevista. "O povo brasileiro não tinha nem casinha. O povo brasileiro tinha casa de papel, tinha palafita", prosseguiu. "Não é uma casinha." Dilma disse que os imóveis do programa federal não podiam ser desmerecidos, porque "qualquer pessoa" que consegue "ter um teto onde criar seus filhos" considera isso "muito importante". (Da Folha Poder)

A presidente Dilma Rousseff entregou hoje um conjunto habitacional com casas sem energia elétrica, sem água encanada, sem piso cerâmico e, em alguns casos, sem vidros e esquadrias nas janelas. O conjunto residencial São Francisco, em Juazeiro (BA), com 1,5 mil unidades habitacionais, foi inaugurado hoje com estardalhaço pela presidente e sua comitiva. Dilma, em uma solenidade morna, apenas com manifestações já esperadas de lideranças locais, tentou dar emoção ao discurso, falando da importância da casa para cada pessoa. "A hora em que a chave é entregue para uma pessoa, a gente sabe que começou a mudança na vida dela", disse.(Do Estadão)

Petistas ameaçam Jobim com Maria da Penha.

Duas deputadas petistas, Ângela Portela e Janete Pietá, acusam Nelson Jobim de "violência psicológica e moral", crime passível de enquadramento na Lei Maria da Penha, que completa 5 anos. O motivo é ter chamado a ministra Ideli Salvatti de "fraquinha". Ideli não é fraquinha coisa nenhuma. Ela é forte pacaramba, como diria o Sarney.

Cá entre nós, Ideli precisa e muito da solidariedade das colegas petistas para não ficar com aquele terrível complexo de inferioridade, que no universo feminino é a pior forma de violência psicológica...
Gleisy Hoffman, que não conhece Brasília, não foi chamada de fraquinha...

Vereador do PT mata vereador do PV a tiros.

O vereador de Franco da Rocha, Rodrigo da Cruz França (PV), foi morto por seu colega Leozildo Aristaque Barros (PT) na tarde desta sexta-feira, 5. Segundo a Polícia Militar, os dois se desentenderam e Leozildo acabou dando um tiro em seu colega, que não resistiu aos ferimentos. Outras duas pessoas ficaram feridas. As vítimas foram encaminhadas ao Hospital Regional de Cajamar, mas não correm risco de vida.Leia mais aqui.

Espiral de mentiras.

Hoje a Folha de São Paulo deu uma demonstração cabal de como fazer jornalismo vendido. Publicou um editorial mentiroso sobre o Código Florestal. Este editorial saiu praticamente ao lado de uma coluna mentirosa de Marina Silva. A ex-verde, atual azul carbono, citou, no seu artigo, a pesquisa fajuta realizada pelo Datafolha, que é da Folha, paga por ongs amientalistas. Pesquisa não! Um levantamento telefônico, com perguntas capciosas, que não incluiu o meio rural na amostra.  Hoje, por acaso, neste mesmo dia, Marina Silva estava realizando o lançamento, em São Paulo, do seu Comitê das Florestas. Amanhã, com toda a certeza, a Folha erguerá loas ao evento. Folha e Marina, Marina e Folha. Um dando escada para o outro. Uma desonestidade com o país. A Folha de São Paulo é feita de papel. As papeleiras querem reduzir a área da agricultura para, em vez de comida, plantar árvore para fazer o papel da Folha de São Paulo. Deu para entender os motivos para esta espiral de mentiras contra o Código Florestal?

Dilma é rapidinha com ministros do PR e do PMDB. Já com ministro do PT...

Lembram o tanto que a Dilma demorou para demitir o milionário Palocci? Cerca de trinta dias. Com o Nascimento do PR e o Jobim do PMDB foi vapt-vupt e a vassoura cantou no lombo dos bundões. É assim que a Dilma vai limpando a imagem do PT e vai sujando a cara dos partidos da sua própria base. Escutem só o que este blog vem dizendo: o Partido da Trambicagem vai chegar ao julgamento do Mensalão como o  mais puro e mais honesto entre todos. Basta que a "base aliada" continue servindo de esfregão para limpar o Zé Dirceu, o Genoíno, o Delúbio...

Uribe confirma apelido de Lula: "El Cagón".

O ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe criticou duramente Luiz Inácio Lula da Silva, após o líder brasileiro revelar em Bogotá que não confiava no colega colombiano. "Lula hoje nos maltrata, mas no governo fingia ser nosso melhor amigo", escreveu Uribe em sua conta no Twitter. "Lula criticava Chávez (presidente da Venezuela) quando estava ausente, mas tremia na sua presença". Uribe também acusou Lula de ser "mau perdedor" porque a Colômbia venceu o Brasil na disputa pela presidência do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e destacou que o então presidente brasileiro foi "incapaz de declarar terroristas os narcotraficantes das Farc", em referência à posição do Brasil diante da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

O ex-presidente colombiano lembrou que "Lula foi incapaz de extraditar o padre Camilo, terrorista refugiado no Brasil" e que segundo Bogotá era o representante das Farc no território brasileiro. Uribe afirmou ainda que o ex-presidente brasileiro impediu a transmissão pela TV de um debate ocorrido na Cúpula das Nações Sul-Americanas (Unasul), em Bariloche (Argentina), sobre o acordo de cooperação entre Colômbia e Estados Unidos para combater o narcotráfico. "Lula hoje confessa sua desconfiança, mas os investidores do Brasil tiveram toda a confiança".Ao inaugurar em Bogotá um foro de investimentos entre Brasil e Colômbia, Lula disse que espera que o presidente Juan Manuel Santos e a presidente Dilma Rousseff  "possam fazer muitíssimo mais do que realizaram o presidente Uribe e eu, porque também tínhamos uma boa relação, mas não confiávamos um no outro". (Da Revista Exame)

Blogueiro do Código Florestal desmonta editorial mentiroso da Folha de São Paulo.

O professor Ciro Siqueira, blogueiro do Código Florestal, merecerá, ao final desta luta terrível contra o ambientalismo inconsequente e defensor do agronegócio internacional, uma medalha por serviços prestados ao país. Abaixo, segue a carta que ele enviou ao Editor da Folha de São Paulo, desmontando letra por letra o editorial mentiroso e mal intencionado que este jornal publicou no dia de hoje:

Prezado Sr. Editor,

A utilização de jornais influentes junto à opinião pública brasileira urbana para construir sofismas deve ser tomada como um sinal de alerta. Expedientes como esse foram utilizados por Goebbels para manter a opinião pública alemã coesa em torno das sandices de Adolf Hitler. Seu editorial de hoje na Folha de São Paulo é uma mostra de como informações que apenas parecem verdadeiras podem ser utilizadas para manipular a opinião pública em favor deste ou daquele interesse. 

Quero lembrar que, com o confortável distanciamento histórico do qual dispomos hoje, é obvio que os delírios de Hitler, propagandeados por Goebbels, eram medonhas monstruosidades, mas essa clareza não existia no calor daquele momento e muitos editoriais como o seu foram escritos na Alemanha, enquanto Hitler esmerilhava sua loucura. 

O desmatamento na Amazônia é um crime que deve ser repudiado por toda a população e coibido pelo Estado, com toda força e rigor. Mas isso não o autoriza a utilizá-lo na construção de sofismas contra ou a favor de leis cujos problemas vossa senhoria ignora.

 O aumento de 35% no desmatamento ao qual o Sr. se refere e em torno do qual constrói o sofisma do seu editorial deu-se sobre o número do ano passado que foi o menor desmatamento anual de florestas na Amazônia já detectado pelos sistemas de monitoramento. Apresentando apenas os 35% de aumento, sem fazer referência à base sobre a qual se deu esse aumento, o Sr. vende a ideia de que “se reverteu a tendência de queda” quando na verdade isso é uma mentira. 

Nos últimos três anos o Brasil vem registrando taxas de desmatamento muito abaixo daquelas acordadas junto às instituições internacionais e caminha para a meta firmada mais rapidamente do que se planejou a principio. O seu editorial é falacioso. 

Cique aqui e leia na íntegra a Carta ao Editor da Folha de São Paulo. E leia aqui o post que este blog publicou, hoje pela manhã.

Um general no DNIT.

Com o objetivo de colocar um fim à crise que tomou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a presidente Dilma Rousseff indicou ontem um general para comandar a diretoria-geral da autarquia. A presidente decidiu submeter ao Senado o nome do general de brigada Jorge Ernesto Pinto Fraxe, diretor de Obras de Cooperação do Exército, para ocupar o cargo. Se passar pelo crivo dos parlamentares, Fraxe será nomeado para chefiar a problemática área de infraestrutura. A diretoria do Dnit foi toda demitida depois que irregularidades na instituição foram alvos de denúncias da imprensa. O escândalo também levou à queda de parte da cúpula da estatal de ferrovias Valec e do próprio Ministério dos Transportes. O nome de Fraxe faz parte de uma lista que será publicada hoje no "Diário Oficial da União". A relação também tem indicações para os demais integrantes da diretoria colegiada do Dnit. (Do Valor Econômico)

Pela liberação da barba nas FFAA já!


Temos um Ministro da Defesa com barba e bigode. Os nossos oficiais terão que prestar reverência ao barbudinho Celso Amorim, seu novo chefe. É a Dilma fazendo barba, bigode e cabelo na milicada. Ninguém pode usar barba no Exército. Bigode só em condições especialíssimas. A não ser para esconder alguma deformidade. Bingo! Quer deformidade maior do que a milicada ser mandada por um petista amigo dos piores ditadores do mundo, sem dar um pio? É hora de liberar geral!  As FFAA estão uma zorra mesmo! Tem até melancia roubando em construção de estrada. Que tal um exército de cabeludos, barbudos, punks, moicanos? Vamos lá, melancias, vocês estão doidinhos para botar uma barba para ficar igualzinho ao José Genoíno! Vocês estão precisando mesmo de uma barba para esconder a cara! Liberem antes que o Amorim o faça!
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PORTARIA N° 310, DE 29 DE MAIO DE 1995
 
Aprova as Normas para o Corte de Cabelo e uso de Barba e de Bigode por Oficiais e Praças do Exército

O MINISTRO DE ESTADO DO EXÉRCITO, no uso das atribuições que lhe confere o Art 28 do Decreto n° 93.188, de 29 de agosto de 1996, e de acordo com o que propõe o Departamento-Geral do Pessoal, resolve:

Art. 1 ° Aprovar as Normas para o Corte de Cabelo e o uso de Barba e de Bigode por Oficiais e Praças do Exército...

3. USO DE BARBA E BIGODE

É vedado o uso de barba aos oficiais e praças do Exército. Em condições especiais, por forma a atender tradições familiares ou históricas, ou ainda, para disfarçar deformidade física, poderá o militar, que tiver deferido seu requerimento pelo Ministro do Exército, usar barba, desde que aparada e condizente com sua situação.

Marta: sou melhor do que Haddad porque meu suplente é do PR.

Olhem só a Marta Suplicy vendendo a sua união umibilical com o Partido da Roubalheira para ser a escolhida como candidata à prefeitura de São Paulo, em entrevista ao Valor Econômico:

Valor: O governo está em crise com o PR e o partido deve deixar a base aliada no Senado. Como é a relação da senhora com o partido? Seu suplente, que é do PR, ficará em sua vaga se a senhora se candidatar à prefeitura. Algum problema?

Marta Suplicy: Não. Talvez o PR até goste e a Dilma goste de ter uma pessoa do PR para recompor. O que talvez alguns veem como algo negativo [a candidatura à prefeitura], pode ter se tornado algo positivo.

Preterida por Lula, que prefere Fernando Haddad, o ministro do Enem, do Nós Pega Peixe e do Kit Gay, Marta, além de exaltar a sua união com o PR ainda se joga aos pés de Dilma, oferecendo este fato como uma vantagem competitiva da sua candidatura. São Paulo está bem arrumado!

Fogo em reserva do governo devasta 200 km2 da Amazônia. E eles culpam o Código Florestal.

Vejam como são as coisas. O Parque Nacional dos Campos Amazônicos pega fogo há duas semanas. Brigadistas de Rondônia lutam para combater o incêndio. A unidade de conservação de 800 mil hectares abrange os estados de Rondônia, Amazonas e Mato Grosso. O fogo já consumiu mais de 20 mil hectares da área de proteção e avançou para a reserva indígena Tenharim Marmelos. Brigadistas trabalham há seis dias no combate em uma área de difícil acesso. A base de apoio montada pelo Ibama e o Instituto Chico Mendes está há mais de 400 quilômetros de Porto Velho. O helicóptero é o único meio de transporte até a frente de combate, são mais de 30 quilômetros de mata fechada.

Para quem não sabe, 20 mil hectares equivalem a 200 km2. Sabem quanto foi o desmatamento da Amazônia que motivou o catastrofista e alarmante editorial da Folha de São Paulo de hoje, que abordamos no post abaixo? 312,7 km2! A mata que hoje queima por irresponsabilidade do governo federal ou, pelo menos, sob a sua inteira responsabilidade, será dada como área desmatada no próximo mês. E a culpa será jogada nas costas do agronegócio. O estelionato ambientalista, que rouba a comida da nossa mesa, que leva a miséria para a casa do pobre, continua.

Quem tiver interesse em conhecer o problema das queimadas, não adianta buscar informação no governo federal. O Ministério do Meio Ambiente está mais preocupado em fazer politicagem, a mando da Marina Silva e da sua turma de ongs malditas. Se querem ver um trabalho bem feito, daqui a pouco, no Canal do Produtor, da CNA, às 10 horas, haverá uma webconferência sobre o tema. O agronegócio, que é dado como culpado, é o único que está fazendo alguma coisa para mitigar o problema. Clique aqui para assistir.

Código Florestal: mentiras e ilações no editorial da Folha.

Hoje a Folha de São Paulo publica um editorial que contém mentiras diretas e indiretas sobre o desmatamento na Amazônia e sobre a culpa que a agropecuária teria sobre o mesmo e chega, é claro, na conclusão de que a culpa é do Código Florestal, que tem excessos, segundo o jornal. O único excesso que o Código Florestal tem é garantir desmatamento zero. 

Este post ficará aberto o dia inteiro e será complementado por observações dos comentaristas. Postem observações pertinentes e iremos complementando. Por enquanto, vamos fazer a nossa parte. Vejam, abaixo, as observações. O editorial da Folha está em itálico. O contraponto do blog está em negrito.

Desmatamento à vista

Os dados sobre desmatamento na Amazônia divulgados pelo governo federal devem ser tomados como sinal de alerta. O aumento de 35% na destruição da floresta, um mês antes de encerrar-se o período de medição, indica que já se reverteu a tendência de queda.

(É uma irresponsabilidade a afirmação do jornal, ao medir um desmatamento cada vez menor na Amazônia em meses, em semestres, em apenas um ano. Na última semana, este blog publicou, baseado em dados oficiais, que os números reais sobre a Amazônia apontam para outro lado. Na famosa COP-15, o Brasil se comprometeu a reduzir o desmatamento da região, que andava na casa dos 29.000 km2 anuais em 1995, em 80% até 2020. Em 2010, 77% da meta já havia sido alcançada, pois o desmatamento ficou em 6.451 km2. Nove anos antes! Se houvesse um maior cuidado por parte do Ibama, que é leniente ao conceder licenças de desmatamento para assentamentos de reforma agrária, áreas indigenas e até mesmo em reservas federais, talvez os números já tivessem sido alcançados. O agronegócio brasileiro está fazendo a sua parte, apesar dos picaretas amazônicos que espalham mentiras financiados pelos cofres públicos.)

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, encarregado de fazer o monitoramento do desmate para o Ministério do Meio Ambiente (MMA), utiliza dois sistemas baseados em imagens de satélite. O Deter usa fotografias menos detalhadas, mas é mais rápido e tem a função de orientar a fiscalização, ao indicar áreas sob ameaça presente. As estatísticas oficiais saem do Prodes, que analisa imagens de melhor resolução e só publica resultados meses depois. As cifras ora apresentadas são do Deter, portanto ainda precisam ser confirmadas. Cobrem só o período de agosto de 2010 a junho deste ano. Julho, o 12º mês, tem muito desmate, e os dados faltantes só podem agravar a tendência.

(O governo federal, infestado pelo pensamento socialista burro, que privilegia as ações de reforma agrária e tenta transformar a agricultura familiar em contraponto ao agronegócio, como se houvesse duas agriculturas e duas pecuárias, deveria ser mais preciso nas suas colocações. Grande parte do desmatamento se deu dentro de assentamentos de reforma agrária e que aqui vai uma denúncia grave: incentivados por órgãos do próprio governo para que isto seja colocado nas costas da agropecuária e interfira no debate do Código Florestal. Exemplo: 22 km de desmatamento, segundo o Imazon, uma ong ambientalista, se deu em assentamentos da reforma agrária. Outro responsável pelo aumento da devastação é Belo Monte. Se o governo federal tivesse vergonha na cara, era só ampliar a imagem de satélite para mostrar a verdade ao Brasil, deixando de incriminar a agropecuária, um setor que precisa, mas não recebe R$ 25 bilhões de subsídio como a indústria recebeu na última semana)

O alarme tem endereço certo: o Senado, que inicia o exame da polêmica versão do Código Florestal aprovada na Câmara. Pivô da maior derrota do governo Dilma Rousseff no Congresso, em maio, o novo código é acusado pelo MMA de incentivar o desmate. A simples expectativa de aprovação da lei levaria proprietários rurais a intensificar a derrubada de matas, alertavam preservacionistas. A alta dos índices de destruição reforça a hipótese, mas será difícil separar os efeitos do código e os do incentivo econômico mais direto para a abertura de áreas agropecuárias representado pela alta dos preços de commodities, como grãos e carne bovina.

(Esta é a mentira mais deslavada, mais absurda, mais suja plantada pela imprensa, sob influência do ambientalismo irresponsável que está de olho no mercado da venda de créditos de carbono, ainda completamente desregulado no Brasil. Nenhum desmatamento feito agora está coberto pelo novo Código Florestal. Há uma data-limite para regularização de desmatamentos realizados. É lá em julho de 2008. A partir daquela data, qualquer desmatamento ilegal será punido da mesma forma, pois a lei não muda. É má fé do jornal Folha de São Paulo, que tem esta informação, fazer esta relação absurda, desinformando a população. Atenção campanha "Sou Agro"! Coloquem uma página de anúncio na Folha de São Paulo, pois usar este argumento só pode ser um pedido de dinheiro!) 

O Código Florestal precisa de uma revisão, ninguém discute. Até ambientalistas concordam que a realidade do agronegócio conflita com várias de suas provisões. Não se trata, contudo, de abrir a porteira para a destruição, mas de chegar a um regramento moderno que concilie duas vocações óbvias do país: produção agrícola para atender a demanda crescente de alimentos e matérias-primas e valorização da biodiversidade contida em suas matas.

( Chavões e mais chavões! O Código Florestal não prega desmatamento algum! Ele apenas  regulariza as áreas que foram desmatadas quando a lei vigente permitia. Quando foram abertas as fronteiras agrícolas com financiamento do governo. Quando foram promovidas oficialmente as grandes migrações internas que desbravaram o Cerrado e a Amazônia. Até hoje, o velho Código Florestal de 1966 foi picotado a bel prazer em quartinhos escuros, sempre por resoluções e determinações absurdas, sem jamais ser discutido pela sociedade como está sendo, através do Congresso Nacional. Quantas determinações contra a agropecuária foram dadas por Marina Silva, este câncer da política brasileira, que atua em benefício do agronegócio internacional, pregando o florestas aqui, fazendas lá, apoiada pelas suas ongs, enquanto era ministra? Por que a Folha de São Paulo não faz um índice remissivo e coloca dentro de uma linha do tempo os verdadeiros crimes cometidos contra a mesa dos brasileiros na forma de leizinhas novas, baixadas pela caneta de Marina Silva?)

Nenhum outro país no mundo concentra tantas vantagens comparativas, em ambos os setores, quanto o Brasil. O Senado tem a responsabilidade de desbastar os exageros e desequilíbrios do novo código, tarefa que só realizará a contento com base no melhor conhecimento científico disponível.
 

( Aqui a Folha de São Paulo embarca na cantilena dos "cientistas" da SBPC. Dos cientistas de papers, de grupelhos de pesquisa, de laboratórios com ar condicionado. Gente que quer créditos em artigos indexados ao lado de pesquisadores internacionais, pagos pelo agronegócio americano e europeu. Os cientistas brasileiros foram ouvidos. Mestres, doutores, agrônomos, veterinários, a excelência mundial que está dentro da Embrapa, todos participaram das discussões. A SBPC e outras associações de cientistas de aluguel não quiseram discutir. Acharam que iam dar um carteiraço acadêmico e manter a sustentabilidade das suas teses vendidas ao agronegócio internacional. Não levaram. Tomaram mais de 400 votos na cara dentro da Câmara. E vão ter a mesma derrota no Senado. A Folha de São Paulo deveria ouvir mais quem sabe e deixar de estar a serviço de quem só quer o pior para o Brasil. Não existe desmatamento por causa do Código Florestal. O que existe é desmatamento programado e incentivado para ser jogado nas costas da espetacular agropecuária do Brasil. E não vamos esquecer que a Folha de São Paulo é feita de papel. E que os fabricantes de celulose também não querem o Código Florestal. Eles querem diminuir a área plantada para, nela, enfiarem eucalipto, pinus e outras espécies. Se eles vencerem, preparem-se para comer folhas de árvores, em vez de hortaliças. Para pagar 20%, 30% a mais pelo preço da comida. É o que vai acontecer, pois nenhuma lei da natureza é maior do que a lei da oferta e da procura. Vai faltar comida e o preço vai subir. E o Brasil Sem Miséria da Dilma vai levar aqueles propalados 30 milhões de volta para a fome, porque eles só sobrevivem da Bolsa Família porque tem comida barata para comprar.)


Contribuam para o post. Coloquem mais argumentos para desmanchar com as mentiras da Folha de São Paulo sobre o Código Florestal. E se você é de oposição, acorde de uma vez: entre na luta do Código Florestal, pois ele é muito mais importante que kit gay, rito de medidas provisórias, lei da mídia, comissão da verdade. A não aprovação do Código Florestal pode destruir o que o Brasil criou ao longo dos últimos 40 anos. Saco vazio não pára em pé!

Milico sob suspeita não tem moral para reclamar.

As FFAA que fiquem em silêncio. Não tem moral para falar. A alta cúpula está sob suspeita de roubar os cofres públicos, de forma tão baixa e tão rasteira quanto os corruptos do DNIT. Generais sob investigação por desviarem dinheiro público. O próprio comandante do Exército com o nome na lista dos investigados. Desmoralizados, vão ter Celso Ratito Amorim como chefe. Que engulam. Milico sob suspeita não vale nada. Que vão lamber as botas do Chávez, do Fidel e do Ahmadinejad.Ou que peçam demissão e saiam juntos com o boquirroto arrogante e petulante do Jobim.
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Para Lúcia Hippolito, a cientista política e âncora da CBN, não foram só as FFAA que não gostaram da indicação. O PMDB levou uma enorme rasteira. Leia aqui.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Fala, Jobim.

Se no governo o ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse o que disse, imaginem fora dele. Arrogante e presunçoso, vai ser uma fonte inesgotável de crises para o governo petista. Fala, Jobim.

Idéia de jerico.

A proposta de financiamento público de campanha vai aceitar a doação de empresas e até estatais para um fundo a ser gerido pela Justiça Eleitoral. A ideia vai constar do anteprojeto a ser apresentado na próxima quarta-feira pelo deputado Henrique Fontana (PT-RS), relator da reforma política na Câmara dos Deputados.Ele pretende ainda criar um sistema de voto duplo para deputados, no qual o eleitor escolhe um candidato e depois um partido ou coligação. As alianças entre as siglas teriam ainda que permanecer por ao menos duas eleições. 

Fontana afirmou que o projeto defenderá a criação de um fundo a ser gerido pela Justiça Eleitoral. Parte dos recursos podem vir de doações de empresas e até estatais. Na análise do deputado, não porque vedar essas contribuições, já que a divisão dos recursos será pré-determinada e as contribuições não terão destino definido. "O importante é que haverá impessoalidade. Não é muito bom que futuros governantes tenham que bater à porta dos financiadores para defender suas políticias", disse Fontana.(Da Folha Poder)
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Quem é que vai doar alguma coisa para alguém sem que este alguém saiba quem doou? Se fosse para Deus... mas para político? Idéia de jerico!

Governo de gente baixa.

Lá é tudo bandido, brada um irmão de senador, ao ser demitido de uma empresa pública por maracutaia, acusando diretamente o Ministro da Agricultura. Aquela ministra é muito fraquinha, declara o Ministro da Defesa, ofendendo a Ministra de Relações Institucionais com quem tem desavenças. Eu não sou lixo, discursa o Ministro dos Transportes demitido por corrupção. É baixaria em cima de baixaria no governo do PT. O mundo em crise e essa bagaceirada dando o maior espetáculo de baixo nível da história deste país. É desanimador ter que conviver debaixo do mesmo céu azul anil do meu Brasil com gente tão baixa.

Marina Silva diz que a corrupção veio do governo anterior, como se a Dilma, como ela, não tivesse vindo de lá.

De O Globo, mostrando o quanto Marina Silva é dissimulada. Ao atacar Lula, agrada Dilma e tenta ser o "apoio na sociedade", ganhando em troca o veto ao Código Florestal:

A ex-senadora Marina Silva afirmou nesta quinta-feira que os problemas de corrupção enfrentados pela presidente Dilma Rousseff (PT) têm raiz na gestão anterior, de Luiz Inácio Lula da Silva, em palestra em congresso do Ministério Público sobre meio ambiente. Para Marina, as ações tomadas pela presidente frente à crise no Ministério dos Transportes são "quixotescas", porém necessárias, e que Dilma deve buscar apoio junto à sociedade, mesmo que isso signifique contrariar interesses de sua base aliada no governo. "O esforço da presidente deve ter apoio na sociedade, pois os problemas já vêm do governo anterior. É preciso que se dê sustentabilidade política ao governo, inclusive para enfrentar a própria base da aliança que a elegeu", afirmou. Marina Silva foi ministra do Meio Ambiente durante a gestão Lula, entre 2003 e 2008.

Marina disse, no entanto, que o governo deve ficar mais atento aos relatórios apresentados pelos tribunais de Contas, pois assim se adiantaria à veiculação de denúncias na imprensa. "Boa parte dos problemas que estão sendo levantados usaram informações desses relatórios. Tem de haver uma ação antecipatória às denúncias na imprensa, para evitar o dano político e econômico", disse Marina.

Jobim chama Ideli de "fraquinha". E Dilma chama Genoíno de inútil.

Da coluna da Mônica Bergamo, sobre entrevista de Nelson Jobim, ministro da Defesa, ou do Ataque, se preferirem, à revista Piauí que está chegando nas bancas...

CENSURA
O ministro Nelson Jobim, da Defesa, solta o verbo mais uma vez, agora na revista "Piauí" que chega às bancas amanhã. Ao se referir às negociações sobre o sigilo eterno de documentos, ele atira no núcleo do governo de Dilma Rousseff. "É muita trapalhada", afirma. "A [ministra] Ideli [Salvatti, das Relações Institucionais] é muito fraquinha". Já Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, "nem sequer conhece Brasília".

QUEM MANDA
Jobim conta também que, ao convidar José Genoino para trabalhar na Defesa, ouviu de Dilma: "Mas será que ele pode ser útil?". Jobim diz que respondeu: "Presidenta, quem sabe se ele pode ou não ser útil sou eu." O ministro diz ainda que FHC e Lula são sedutores. "Só que de maneiras diferentes. O Lula diz palavrão, o Fernando é um lorde". 

Dilma superfatura direção do DNIT para enterrar CPI.

O outro senador que havia retirado a assinatura da CPI da Corrupção era o tucano suplente de João Ribeiro (PR-TO), Ataídes Oliveira. A pressão de Ribeiro para que o reserva retirasse o apoio tinha uma poderosa razão: Dilma ofereceu ao seu protegido, Amauri Souza Lima, superintendente do DNIT no Tocantis, o cargo de Diretor Geral, substituindo Pagot. No entanto, o tucano amarelo não resistiu à pressão popular e voltou a apoiar a criação da CPI. Resta saber se o negócio foi fechado, o que será confirmado com a nomeação de Souza Lima, mantendo-se o DNIT nas mãos sujas de lama do Partido da Roubalheira.

Dilma superfatura vaga no TCU para impedir CPI.

A que ponto chegamos. Uma vaga aberta no TCU virou objeto de barganha de Dilma Rousseff para impedir a abertura da CPI da Corrupção. João Durval (PDT-BA), o primeiro a retirar a assinatura, recuou em troca da promessa do governo e do PT de apoiar a candidatura de seu filho, o deputado Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA), para vaga de ministro do TCU. Como todos sabemos, o TCU é quem levantou o superfaturamento das obras do DNIT. Se a Dilma coloca alguém dela lá dentro, este alguém dela lá dentro jamais vai deixar de aprovar licitações, oncorrências e tomadas de conta que possam prejudicar o seu governo e os seus aliados. É óbvio. Então, além de enterrar a CPI, a Dilma também enterrou ainda mais a transparência do seu governo. O futuro ministro do TCU tem o nome certo para o cargo. Barradas tem a ver com lama. Carneiro tem a ver com falta de independência. O Brasil está cada vez mais podre. Leia aqui no Estadão.

Show de organização.

Na sua luta contra Kassab, a Folha de São Paulo foi vasculhar as atas de fundação do PSD. E descobriu que são todas iguais, até mesmo nos erros de português. O que para a Folha é um escândalo, na verdade é um show de organização. Os documentos exigidos pela Justiça Eleitoral foram padronizados pelo advogado que comanda os processos de registro para evitar posteriores questionamentos, tendo em vista que o finado DEM e outros pequenos partidos ainda não introjetaram a idéia de que o PSD terá maior protagonismo no cenário político e pretendem ingressar na Justiça para impedir a criação da nova legenda. Cá entre nós, em tempos de YouTube, Facebook, Twitter e outras formas de registrar e documentar qualquer evento político, a  ata tornou-se uma exigência jurássica. Juridicamente, não existe nenhum problema em todas as atas serem iguais. O que conta é que as assinaturas conferem, os signatários concordaram com o inteiro teor e a constatação vai servir apenas para mais um artiguinho irado e furibundo do Fernandinho da Folha, especialista em encontrar palavas de duplo sentido para ofender pessoas sem risco de ser processado. Leiam amanhã, na coluna do Fernadinho, toda a sua indignação contra Kassab. Ui!

Big Mac e trem-bala.

José Serra está com dois novos artigos no seu Blog. É sempre bom ler o que o maior nome da oposição brasileira tem a dizer sobre o país. Clique aqui para o Big Mac. Clique aqui para trem-bala.

Partidos jogados no lixo.

O senador Alfredo Nascimento teve os seus 15 minutos de glória - vá lá a palavra - ao subir à tribuna, 27 dias depois de ser obrigado a deixar o Ministério dos Transportes, para dar o show de indignação de todo político alvejado pela revelação de ilícitos. No caso, a denúncia de contratos superfaturados e cobrança de propinas em benefício do PR que Nascimento preside e que controlava a pasta. Dedo em riste, conforme a expressão corporal dos injustiçados, o notório político amazonense se disse "julgado e condenado sem que pudesse me defender" e acusou a presidente Dilma Rousseff de não lhe ter dado o apoio que prometera quando rebentou a crise. 

Aproveitou para assinalar que estava licenciado do Ministério, no ano eleitoral de 2010, quando, na gestão do secretário executivo (e atual titular) Paulo Passos, os gastos do PAC no setor saltaram de R$ 58 bilhões para R$ 72 bilhões. Ao voltar ao cargo, teria informado a presidente do que escolheu chamar de "descontrole". Mas não foi pela dupla insinuação - contra o substituto e sobre o eventual elo entre a campanha presidencial e o "descontrole" - que ele ganhou as manchetes. Foi graças ao achado de criar uma versão particular da canção de Waldick Soriano Eu não sou cachorro, não. Reagindo com o necessário ardor à faxina empreendida por Dilma nos Transportes, que até o começo da semana já derrubara 27 servidores da área, exclamou: "Eu não sou lixo, meu partido não é lixo, nós somos homens honrados". 

Leia aqui a íntegra do editorial de hoje do Estadão.

Tucano vira galo, pero no mucho.

Aécio Neves quer radicalizar no tema do novo rito para as MPS para quê? Para deixar clara a posição do PT, como se a população, o eleitor, o João e a Maria estivessem preocupados com medidas provisórias... É claro que para outros confrontos, muito mais proveitosos em termos eleitorais, o galo volta a ser tucano.

O PT provocou ontem novo adiamento da votação da proposta de emenda constitucional (PEC) que muda o rito de tramitação das medidas provisórias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.O relator, senador Aécio Neves (PSDB-MG), disse já ter feito várias concessões em busca de entendimento e ameaçou apresentar seu substitutivo original - ainda mais restrito à edição de MP -, se até quarta-feira não houver acordo em torno do texto lido ontem. Para o tucano, o partido da presidente Dilma Rousseff tenta impedir a alteração das regras das MPs. "O que está ficando claro é que o PT prefere manter a situação atual. Abdicamos de muitas posições do meu parecer inicial. Se não houver entendimento, preferimos voltar à nossa proposta original", disse Aécio. Segundo ele, mesmo que seu parecer inicial seja derrotado, a ideia é "deixar clara a posição do PT".
 
Desde o início da legislatura, senadores de oposição e governistas queixam-se do papel secundário do Senado na análise das medidas provisórias editadas pelo governo. A Câmara consome quase todo o prazo de tramitação (120 dias). Quando a MP chega ao Senado, não há tempo para discussão ou emendas. Reclamam também de matérias desconexas em uma MP - o chamado "contrabando". Para tentar solucionar o problema, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), apresentou uma PEC para, basicamente, dividir o prazo de tramitação entre as duas Casas. Como relator na CCJ, Aécio elaborou um substitutivo polêmico. A MP só entraria em vigor depois que uma comissão mista permanente no Congresso aprovasse a admissibilidade das MPs editadas pelo presidente. Se rejeitasse, a MP não tramitaria. 

O governo não aceitou. Como a base aliada é majoritária, o relator teve que negociar alterações no parecer. A mais importante é relativa à análise da admissibilidade. Pelo texto lido ontem, a decisão caberia não a uma comissão mista, mas à CCJ da Câmara e do Senado, e seria terminativa, a não ser que houvesse recurso ao plenário, por 10% dos parlamentares da respectiva Casa. Essa foi a principal discordância do PT ontem, que levou o senador Aníbal Diniz (PT-AC) a pedir vista.O senador Walter Pinheiro (PT-BA) explicou que a decisão da CCJ não poderia ser terminativa. Teria que ser automaticamente submetida ao plenário, sem necessidade de recurso, como ocorre hoje com a maioria das decisões da comissão. "A gente quer ter prerrogativa na análise das MPs. E como é que teríamos essa prerrogativa se a MP morrer na CCJ? Seria usurpar poderes do plenário", afirmou. Os senadores que não integram a CCJ - como Pinheiro- estariam excluídos do exame da admissibilidade das MPs. 

Outra razão para o pedido de vista apresentado pelo PT foi o fato de Aécio não ter incorporado em seu parecer o pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-SP), para aumentar o prazo de tramitação na Câmara. Pelo parecer de Aécio, seriam 60 dias naquela Casa e 45 no Senado. Se os senadores alterassem o texto, haveria outros 15 dias para nova análise por parte dos deputados.

Segundo petistas, houve acordo com o relator para a Câmara ter 70 dias, em vez de 60, e o Senado continuar com 45. E o prazo dos deputados para examinar eventuais alterações ficaria em dez dias. Aécio sinalizou que a tendência é atender à reivindicação de Maia. "Não adianta aprovarmos uma proposta no Senado para ser rejeitada depois pelos deputados", disse Aécio. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), apresentou ontem outra divergência. Ele quer evitar o arquivamento da MP por decurso de prazo, se ela não for analisada no tempo previsto. Jucá defendeu a possibilidade de reedição da MP na mesma sessão legislativa se ela for arquivada pelo chamado "decurso de prazo". Para Aécio, isso seria um retrocesso até em relação à situação atual. (Do Valor Econômico)

Da onça à sucuri.

Mantido no cargo, Nelson Jobim, ministro da Defesa, após uma longa conversa com a presidente Dilma Rousseff, viajou ontem à Amazônia para participar da cerimônia de assinatura de um acordo de cooperação entre Brasil e Colômbia para proteger a região de fronteira entre os dois países. Segundo fontes do Palácio do Planalto, o encontro foi formal e protocolar. Depois de sobreviver ao encontro com a onça, Jobim deve ter ido matar a saudade da sucuri.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Covardes em horário nobre.

Os senadores João Durval (PDT-BA) e Reditario Cassol (PP-RO), vão ter o seu minuto de fama no Jornal Nacional de hoje à noite. Vão aparecer como os dois vendidos que, por terem o rabo preso ou para defenderem interesses pessoais impublicáveis, impediram a criação de uma CPI que investigaria a roubalheira do DNIT, onde os corruptos, além de esbulhar os cofres públicos, são responsáveis indiretos por milhares e milhares de mortes nas péssimas rodovias federais brasileiras.

Militantismo x militontismo.

O post abaixo é do Blog do Código Florestal, do Ciro Siqueira, publicado na semana em que o Senado volta a se reunir e tem como pauta mais importante a aprovação do relatório de Aldo Rebelo:

Você acha que isso é manifestação? Meia dúzia de estudantes, de férias, desocupados, sustentados pelos papais, bem alimentados, usando roupas de algodão, chinelos de couro e filmadoras importadas do Japão, com a agricultura segurando o outro braço da balança de pagamentos, cavucando o gramado do Congresso para plantar uma muda estiolada xexelenta em ato contra a modernização do Código Florestal??


Manifestação é isso aqui:
Mobilização Código Florestal
Mais de vinte mil produtores rurais que carregam essa país nas costas e deixaram seus afazeres em plena safra, em diversas partes de todos os estados da Nação, para manifestar em Brasília seu apoio à reforma do Código Florestal. Eis aí a diferença entre militantismo e militontismo.