quinta-feira, 7 de julho de 2011

De sojicultor a "sujicultor" é meia rodovia andada.

Blairo Maggi (PR-MT), o protetor do Luiz Antonio Pagot, o demitido diretor-geral da corrupção instituída no DNIT, está cotado para assumir o Ministério dos Transportes. Isso é mais, muito mais do mesmo, porque Maggi é, sim, muito mais do que Pagot. Maggi é conhecido por ser o maior sojicultor do mundo. Poderá ficar conhecido como o maior "sujicultor" do Brasil, se assumir a pasta onde impera o mensalão, a maracutaia, a roubalheira. Maggi, melhor do que ninguém, deve saber que ele vai colher o que plantar.

Aécio quer calar Serra.

Vejam essa declaração do Aécio Neves(PSDB-MG), da Folha Poder:

"Há unidade, tanto que não houve disputa no partido. O companheiro José Serra assumiu a Presidência do Conselho Político do Partido e terá lá uma contribuição importantíssima a dar, o senador Tasso, à frente do ITV, será o grande consultor da nossa nova estratégia de comunicação com a sociedade", disse ele, em referência ao cargo criado para acomodar Serra, que cobiçava o posto ocupado agora por Tasso. 

No momento em que Serra assume o papel de interlocutor da oposição, usando as redes sociais, blog e espaços na mídia, o mineiro sai da toca e tenta nomear Tasso Jereissatti, uma figura pífia, sem mandato, sem ressonância alguma na sociedade, como o arauto do PSDB. Na verdade, Aécio quer destituir Serra do posto de maior liderança da oposição no PSDB e no país. Vai ter que comer muita canjica.

Empreiteira dá o maior pé no Rio. Não é à toa que a Delta cresceu tanto.

Chamado de "Pai do PAC" pela presidente Dilma Rousseff, o vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), comemorou como uma vitória sobre os "ministérios públicos" a inauguração do teleférico do Complexo do Alemão. Em seu discurso, ele também agradeceu às empreiteiras responsáveis pela obras. Citou, inclusive, a Delta Construções - empresa que está no centro da pior crise política enfrentada pelo governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) desde que ele assumiu seu primeiro mandato, em janeiro de 2007. Leia mais aqui.

Ongalóides e ecoterroristas saúdam a saída de Marina Silva do PV para um não partido.

Neste momento, Marina Silva, a pop star dos ongalóides e ecoterroristas globais, que desejam acabar com a agropecuária brasileira, estão reunidos num acanhado auditório. Ela está abandonando o PV que não conseguiu grilar. Está começando o Movimento por uma Nova Política, que de nova não tem nada. É a política do atraso, da manipulação midiática e do Brasil no cabresto dos interesses do agronegócio internacional. Go home, Marina Silva. Leia aqui.

Blairo Maggi vai colocar a própria testa a prêmio nos Transportes?

Até hoje Blairo Maggi (PR-MT) colocou testas-de-ferro no comando de áreas cruciais do Ministérios dos Transportes, como Luiz Antônio Pagot, no DNIT. Agora está sendo colocado na parede por Dilma Rousseff: aceita o cargo ou a presidente vai manter o interino que, mesmo sendo do Partido da Roubalheira, é um técnico. Maggi vai colocar a testa a prêmio?

Teleférico do Alemão é mais uma obra da Delta do Cabral.

O teleférico do Complexo do Alemão, inaugurado hoje por Dilma Rousseff, tendo ao seu lado Sérgio Cabral(PMDB-RJ), governador do estado, é uma obra do Consórcio Rio Melhor, formado pelas Construtoras Norberto Odebrecht (Empresa Líder), Construtora OAS e Delta Construções. O seu custo foi de R$ 220 milhões.  A promoção de inauguração poderia ser: compre um teleférico, ganhe um jatinho de graça e mais finais de semana em resorts de luxo no Sul da Bahia.

"Quem comete erro, cai". Não é Dilma Rousseff falando, é Gilberto Lula Carvalho dando diretriz de governo..

Cada vez fica mais claro de que o diabo foi embora, mas deixou o capeta no lugar. Quem manda no governo é o coveiro do PT. Quem é ele para dizer porque alguém cai ou não cai no governo? Ora, ele é Gilberto Lula Carvalho. Veja a  matéria do Estadão:

Após análise do quadro político, a presidente Dilma Rousseff deve indicar um nome do PR para ocupar em definitivo o cargo de ministro dos Transportes e acabar com a crise no setor. Em entrevista à Agência Estado, o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência, afirmou há pouco que a presença de Paulo Sérgio Passos na interinidade da pasta dará "tranquilidade" para as conversas do governo com o partido e lamentou as demissões de representantes da legenda. "Aliados não podem ser mantidos a qualquer preço", disse. "Num governo, quem comete erro cai."  

Na entrevista, Gilberto Carvalho disse que a presidente Dilma Rousseff não tem um nome de preferência no PR para chefiar os Transportes e está aberta às conversas. Ele afirmou que citar nomes agora é se precipitar ao diálogo que ainda vai ocorrer com o partido, em especial com senadores como Blairo Maggi (MT) e Alfredo Nascimento (AM), que deixou nessa quarta-feira, 6, a pasta dos Transportes. O ministro ressaltou que a decisão é sempre da presidente da República. Leia mais aqui.

Uma safra recorde de 162 milhões de ton é anunciada no dia que Marina Silva sai do PV, cria novo partido e continua a luta para destruir a agropecuária do Brasil.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reajustou para cima sua estimativa para a produção de grãos da safra 2010/11. Embora esteja oficialmente encerrada, os números finais ainda dependem da colheita de culturas como arroz, algodão e milho safrinha. Segundo a estatal, o Brasil deve produzir 162,05 milhões de toneladas, um recorde. O volume é 8,6% maior do que o do biênio anterior. 

De acordo com o levantamento, a área plantada chegou a 49,49 milhões de hectares, uma expansão de 4,4% sobre a ocupada no ciclo passado. Os produtores de soja, milho, algodão, feijão e arroz puxaram o crescimento. No relatório anterior, o plantio estimado era de 49,24 milhões de hectares. Ou seja, os agricultores brasileiros aumentaram 8% a produção e apenas 4% da área plantada, dando mais um show de produtividade e respeito à natureza.

Hoje Marina Silva anuncia que vai deixar o PV para fundar um novo "movimento", que é como ela chamada o partido dela. Ela é a maior inimiga da agropecuária brasileira. Se o que ela pensa do Código Florestal fosse aprovado, a produção brasileira diminuiria mais de 20%, os preços explodiriam, mais de um milhão de agricultores seria expulso das suas terras, o Brasil seria um país com muito mais miséria. Para Marina Silva e sua turma de ongalóides e ecoterroristas, nada melhor do que 161,50 milhões de toneladas de comida feita pelo Brasil do bem.

Oposição catatônica.

"Na prática, porém, o que se vê é um permanente alvoroço. Em seis meses desde a posse há no País crises demais e governo de menos sob a gerência de Dilma. E isso por que a oposição não lhe cria problema algum, ao contrário: há semanas não faz outra coisa que não seja se embasbacar com uma carta enviada à figura mais alta do maior partido adversário que, no entanto, já não pretende mais disputar o poder." Leia aqui, na íntegra, a coluna de Dora Kramer.
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A oposição não pode nada. É minoria massacrada. Mas pelo menos poderia colocar as coisas na sua devida proporção, tendo uma postura mais recatada diante dos elogios dissimulados de Dilma Rousseff a um ex-presidente que fez 80 anos, foi justamente homenageado, agora pronto, tchau FHC! Quem derrubou Palocci foi a Folha de São Paulo. Quem derrubou Nascimento foi a Veja. A oposição precisa acordar para o fato de que não tem força para instalar CPIs, mas pode produzir capas e mais capas de periódicos. Elas derrubam ministros.

Lula quis salvar Pagot.

Gilberto Lula Carvalho, a eminência parda do velhaco dentro Palácio do Planalto, fez de tudo para salvar Luiz Antônio Pagou, ex-diretor do DNIT. Passou por cima da Dilma, da Gleisi, afinal de contas, ele ficou ali para representar o governo Lula e todas as suas maracutaias e falcatruas. A matéria abaixo é do Estadão.

A crise no Ministério dos Transportes ameaçou alastrar-se para outras áreas do governo, atingindo de forma direta a presidente Dilma Rousseff e o secretário-geral da Presidência, ministro Gilberto Carvalho. Na terça-feira, 5, enquanto Dilma visitava as obras da Usina de Santo Antonio em Rondônia, Carvalho reunia-se com Luiz Antonio Pagot para dar uma aparência de normalidade ao pedido de férias do afastado diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Ao tomar conhecimento do que ocorrera, Dilma mostrou-se irritada. No sábado, 2, ela havia ordenado o afastamento de quatro dirigentes da área dos Transportes, entre eles Pagot . Carvalho e Pagot, apadrinhados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tinham redigido uma nota, que chegou a ser divulgada, mas logo foi suspensa. Nela, o Dnit assegurava que as férias de Pagot não eram uma manobra e que ele estava encaminhando as explicações necessárias. 

Já informada da operação, Dilma desembarcou em Brasília cerca das 19 horas e seguiu para o Planalto, onde mandou dizer aos jornalistas que Pagot seria sumariamente demitido assim que retornasse das férias. Toda a operação causou forte desconforto no Planalto. A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, foi a primeira a estrilar. Telefonou para o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, questionando-o sobre a nota que estava sendo divulgada, segundo a qual "por decisão da Casa Civil da Presidência da República, corroborada pelo Ministério dos Transportes", o diretor-geral do Dnit estava cumprindo programação de férias. "Como vocês divulgam informação com nome da Casa Civil sem falar comigo?", reclamou Gleisi.Nascimento explicou que a nota resultava de um acerto entre Pagot e Gilberto Carvalho. Por ordem do Planalto, a nota foi abortada. Carvalho negou que estivesse tentando salvar Pagot.

PR vai cobrar pedágio do PT.

Luiz Antônio Pagot, o diretor-geral do DNIT, ameaça "dedurar" lideranças regionais do PT envolvidas em obras superfaturadas, assim que voltar de férias, em 5 de agosto. Seu padrinho, o senador Blairo Maggi (PR-MT) esteve aos gritos com Ideli Salvatti (PT-SC), exigindo respeito pelos serviços prestados, entre os quais a doação de R$ 1 milhão para a campanha da Dilma. Muitos membros do PR vêem o dedo do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, na queda de Alfredo Nascimento. E ameaçam, por exemplo, requentar a velha denúncia de Roberto Requião (PMDB-PR), sobre o superfaturamento de um ramal ferroviário no Paraná, cujo preço saltou de R$ 220 milhões para R$ 540 milhões, proposta pelo então ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. A afirmação do PR é de que muitos aditivos foram feitos para turbinar a campanha de Dilma. Mantendo o PR na pasta, é confissão de culpa.

Capa de O Globo foi feita pelo Editor de Humor.

Só pode ser brincadeira. A capa de O Globo é a piada da crise. Dilma Rousseff foi quem autorizou todos os aditivos que geraram corrupção desenfreada no Ministérios dos Transportes. Um escândalo que envolve todo o PR. No entanto, Dilma vai manter o órgão nas mãos do partido, o que significa que não desmontou coisíssima nenhuma. A corrupção nos Transportes vem desde o tempo do Lula. E, principalmente, da Mãe do PAC: a Dilma.

Mala.

Sem convite de Lula para embarcar no jato particular que levou o ex-presidente e outros petistas a Juiz de Fora para o velório de Itamar Franco, Eduardo Suplicy (PT-SP) não conseguiu lugar num voo comercial. Foi salvo pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), que o convidou para viajar com ele a Minas. No jato do governo de SP embarcaram também FHC e José Serra.(Da Coluna de Mônica Bergamo, na Folha)

Dilma mantém o PR, mais conhecido como Partido da Roubalheira, nos Transportes.

Quais as vantagens que a Dilma está levando para manter o Partido da Roubalheira, no Ministério dos Trambiques? Ninguém joga a biografia na lama por tão pouco. A matéria é da Folha de São Paulo.

Embora a presidente Dilma Rousseff tenha dito a interlocutores que irá ter calma na escolha do novo ministro dos Transportes, o governo já sondou o senador Blairo Maggi (PR-MT) para o cargo. Apesar da sondagem, o Planalto não descartava efetivar o atual secretário-executivo do ministério, Paulo Sérgio Passos, recém-filiado ao PR e interino no cargo até definição do sucessor. Passos é considerado um nome técnico e tem a simpatia da presidente, mas não conta com o apoio da sigla. Com a segunda baixa na Esplanada em seis meses, Dilma tem três alternativas para preencher o posto: bancar um nome de sua preferência -caso de Maggi-, efetivar Passos sem contemplar a vontade da legenda ou aceitar um nome do PR.

Entre os nomes que a bancada do PR falava ontem estava o de Jaime Martins, deputado por Minas Gerais.Dilma tem dito a interlocutores que deseja "sanear" o ministério e os órgãos a ele vinculados. O martelo sobre sucessão só não foi batido ainda para evitar o risco de uma indicação precoce atrair novas acusações. A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) pediu paciência a senadores do sigla. Maggi descartou que a decisão vá sair imediatamente. Segundo ele, o nome será escolhido "com calma" pelo PR, sob a supervisão do próprio ex-ministro, que reassumiu o comando do partido. A Folha apurou que ele não desautorizou a sondagem, mas que teme virar alvo da imprensa e receia não conseguir evitar novas acusações no ministério.A primeira sondagem ao ex-governador de Mato Grosso foi na segunda-feira, mesmo dia em que a Presidência emitiu nota manifestando "confiança" em Nascimento.

O PR disse que não vai abrir mão da pasta. "Continuamos aliados de primeira hora", disse o líder do partido, senador Magno Malta (ES). "Por que vamos para trás agora? Seria um gesto de ignorância", disse. O PR tem porte médio no Congresso (40 deputados e seis senadores) e normalmente vota segundo as orientações do Executivo. Enquanto Passos não tem apoio no PR, pesam contra Maggi ligações com um dos envolvidos no episódio que decapitou a cúpula dos Transportes. Ele é padrinho político de Luiz Antônio Pagot, diretor afastado do Dnit. Foi secretário de seu governo em MT e diretor de sua firma de navegação, a Hermasa. O senador é um dos homens mais ricos do Brasil, e tem boas relações com Dilma. Possui patrimônio declarado de R$ 152 milhões e controla a Amaggi, uma das maiores exportadoras de soja do mundo, cujo faturamento em 2010 foi de R$ 3,9 bilhões.

Serra, um estranho no ninho.

Da Folha de São Paulo:

Os desentendimentos no ninho tucano ganharam contornos explícitos na semana passada, quando o ex-governador José Serra discutiu com o deputado federal Marcus Pestana (PSDB-MG), diante de pelo menos 20 congressistas do partido. O episódio aconteceu no gabinete do senador Alvaro Dias (PSDB-PR). Pestana foi secretário de Saúde de Minas Gerais no governo de Aécio Neves (2003-2010), hoje senador pelo PSDB. Segundo relatos, Serra entrou no gabinete de Dias e viu o deputado mineiro. O ex-governador teria perguntado por que Pestana estava "falando mal" dele. "Éramos amigos", teria dito, com o dedo em riste.

O deputado mineiro teria se surpreendido com a abordagem. "Você está doido, Serra?" teria respondido.
No gabinete, além de deputados e senadores, estava o governador de SP, Geraldo Alckmin. Serra estaria descontente com declarações feitas por Pestana na época da convenção nacional tucana, em maio. Parte da discussão foi relatada ontem em nota do jornal "O Globo". O deputado foi um dos principais artífices na Câmara da condução do ex-senador Tasso Jereissatti à presidência do Instituto Teotônio Vilela, almejado por Serra. O ex-governador acabou ficando com o comando do conselho político da legenda. Apesar de ligado a Aécio, Pestana era chamado nos bastidores de "o mais serrista dos mineiros".

A briga foi relatada ao senador Aécio Neves, que se recupera de um acidente. Ele pediu discrição aos aliados. Pestana não quis comentar o episódio. Sem tratar da discussão, elogiou o ex-governador paulista. "Eu tenho uma identificação enorme com o diagnóstico que ele faz do país. Sou economista como ele. Como professor, dava textos elaborados por Serra aos meus alunos", disse. Procurada, a assessoria de Serra disse ele não comentaria o assunto.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Um dia histórico para os corruptos do Brasil.

No mesmo dia em que cai o Ministro dos Transportes e toda a cúpula do órgão, por estarem envolvidos em esquema de corrupção em obras públicas que pode ter desviado bilhões dos cofres públicos, o Governo Federal bota a sua boiada a aprovar uma Medida Provisória que acaba com a fiscalização nas obras da Copa. Se com fiscalização estavam roubando de caminhão, sem ela vão roubar de avião. Por que esta senhora que nos governa não cria vergonha na cara e honra o juramento que fez ao assumir a Presidência da República?

Só demissão?

Quer dizer que os problemas do Palocci e do Nascimento acabam com a demissão? E não vão devolver o dinheiro? Aí fica fácil, não é mesmo? Onde está o Ministério Público e a Polícia Federal?

Balcão de negociatas.

Vídeo obtido por ISTOÉ mostra como o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, que acaba de ser demitido, e o principal dirigente do PR, o deputado Valdemar Costa Neto, engrossam a bancada da sigla no Congresso trocando filiações por milionárias obras públicas. Leia e assista aqui.

Depois do Palocci, mais um ministro da Dilma beija a lama.

Os senadores do PR que vão se reunir daqui a pouco com os ministros e a presidente, no Planalto, vão ouvir de Dilma que o ministro Alfredo Nascimento não tem mais condições políticas para continuar à frente da pasta. Mas Dilma também vai dizer que o PR continuará, dentro da divisão de cargos pela coalizão, como titular do ministério - ela vai pedir que o partido indique outro nome para o comando da pasta.(Do Estadão)

Que profundo! Presidente da SBPC compara participação no debate do Código Florestal com jogo de futebol.

Neste momento, a presidente da SBPC, Sociedade Brasileira para Progresso da Ciência,  Helena Nader, justifica porque os cientistas só estão participando agora das discussões sobre o Código Florestal, depois de 10 anos de debate e de centenas de audiências públicas. Só vieram arrastados pelos ongalóides e ecoterroristas. A presidente dos cientistas diz que assim como o time dela já ganhou jogo no último minuto, o Brasil também já perdeu campeonatos nos descontos. Portanto, o importante é que agora a SBPC está aí, para tentar barrar o Código Florestal, colocando milhões de agricultores e pecuaristas na ilegalidade. No último minuto. Nos descontos. Bem a cara dos "phdeuses" brasileiros. Essa senhora que mistura futebol com ciência representa a "nata" do conhecimento no Brasil. Não é à toa que apanhamos do mundo inteiro em inovação, pesquisa e geração de saber e novas tecnologias.

Corrupção, corrupção e corrupção: Brasil vira a casa da mãe Dilma.

Afastado pela presidente Dilma Rousseff como um dos envolvidos no suposto esquema de cobrança de propina do Ministério dos Transportes, o servidor público Mauro Barbosa da Silva está construindo uma casa de 1.300 metros quadrados na privilegiada área do Lago Sul, na capital do País. Pelo tamanho e pela proximidade do imóvel do Lago do Paranoá, corretores avaliam que a construção custará cerca de R$ 4 milhões.

Barbosa era até a semana passada o chefe de gabinete do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. De acordo com reportagem da revista 'Veja' que motivou seu afastamento e de mais três integrantes da cúpula do ministério, ele seria "o dono da chave do cofre". Mauro Barbosa é sobrinho de José Francisco das Neves, o Juquinha, afastado da direção da Valec também por determinação da presidente Dilma. A obra está em ritmo acelerado, a ponto de o engenheiro responsável, Rodrigo Gabriel da Silva, prever que estará pronta em seis meses. Menos otimista, Barbosa acredita que a previsão só se confirmará "se tudo correr bem, conforme Deus queira".

Certidão do cartório de imóveis mostra que ele e sua mulher, Gloraci Barbosa, compraram o terreno em novembro de 2009 por R$ 600 mil, quando a avaliação na época superava R$ 1 milhão. O mesmo documento mostra que o casal fez um empréstimo de R$ 400 mil na Caixa Econômica Federal (CEF).Mauro Barbosa credita a esse financiamento, a outro empréstimo que diz ter feito no Banco do Brasil, sem revelar o valor, e à venda por R$ 1,5 milhão de um apartamento no ano passado, o dinheiro aplicado na construção da casa. Ele informa que tem outro apartamento no Plano Piloto, alugado para "pagar a prestação" e que mora de graça na casa de uma amiga da família, depois de ter continuado residindo no apartamento que vendeu, graças à gentileza da compradora, "uma servidora da Caixa".

Servidor de carreira da Controladoria Geral da União (CGU), ele afirma que a sua obra, por ter ele próprio como encarregado, ficará em torno de R$ 2,1 milhões. "É a gente mesmo que está fazendo, sou engenheiro civil, é uma obra sem muita coisa, não tem telhado, as aberturas são muito grandes, eu vou colocar vidro", justifica. Pelas suas contas, se estivesse nas mãos de uma empreiteira aí, sim, o valor dobraria "porque tem o lucro, tem taxas, comissões". "Você mesmo fazendo é outra coisa". ( Do Estadão)

Lula, Dilma e o PT brigaram seis meses para aprovar Pagot no Senado, lembram?

Braço-direito do senador e ex-governador Blairo Maggi (PR-MT), o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot, é acusado pela oposição de ampliar para o plano federal práticas ilícitas que supostamente já cometia no governo estadual do Mato Grosso. Ontem, sob suspeita de participar de esquema de corrupção, Pagot pediu licença até 5 de agosto, para evitar a exoneração do cargo.Ex-secretário de infraestrutura da gestão de Blairo, Pagot foi denunciado pelo Ministério Público do Mato Grosso por improbidade administrativa, ao executar obras sem licitação. No Estado, o MP investigou também um negócio suspeito feito com o ex-secretário de Meio Ambiente Moacir Pires. Segundo a denúncia, a empresa de Pires teria sido beneficiada na secretaria comandada por Pagot.

"Ele está repetindo no plano nacional as irregularidades que cometeu no Estado", critica o ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB), adversário local de Pagot. "Era um homem de poucas posses e agora enriqueceu. Perto do que fizeram na área de Transportes, o [ex-ministro Antonio] Palocci poderia responder no tribunal de pequenas causas", ironiza o tucano, comparando as denúncias contra a cúpula do Ministério dos Transportes à acusação de multiplicação patrimonial do ex-ministro da Casa Civil.

Nas duas gestões estaduais Blairo, entre 2003 e 2010, Pagot teve cargos de destaque. Além da secretaria de Infraestrutura, chefiou a Casa Civil e a Educação. Articulador político do então governador, coordenou a campanha de reeleição de Blairo.

O processo de votação para o cargo, em 2007, se prolongou por seis meses no Senado e foi alvo de intensa disputa política. O governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva só conseguiu aprovar a indicação de Pagot  no Senado na quarta tentativa, por 42 votos a favor, 24 contra e duas abstenções.

Desde que assumiu o cargo, o diretor-geral do Dnit já foi alvo de duas tentativas de CPIs, articuladas pelo senador Mário Couto (PSDB-PA), mas barradas pelo governo. Para Couto, é preciso destrinchar os relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre ações do órgão. "O TCU aponta o superfaturamento de obras. É uma das estatais que mais chamam a atenção, que mais tem problemas", diz Couto. O parlamentar tenta, pela terceira vez, conseguir assinaturas necessárias para a investigação.

O PT está acabando com a Petrobras.

O valor de mercado da Petrobras está, pela primeira vez desde 1999, abaixo do patrimônio líquido da empresa. O indicador é uma maneira de medir o que o mercado coloca de expectativa em uma ação. Quanto maior a diferença, mais se espera da empresa no futuro. Ontem, o preço sobre valor patrimonial (P/VPA) da ação preferencial da maior companhia do país e da bolsa fechou em 0,98 vez, ou seja, o papel vale menos na bolsa do que nos livros. 

Comparada com seus principais pares nas Américas (a base de dados da Economática não tem europeias), a Petrobras tem hoje a pior relação valor de mercado/patrimônio. Na maior empresa do setor, a Exxon Mobil, a relação estava ontem acima de 2,5 vezes. Numa lista de 56 ações compilada pelo Valor, os papéis da estatal brasileira só ganham de quatro: entre eles, os da Petrobras Argentina e os da americana Dynegy, em negociação com credores para evitar a recuperação judicial. A melhor relação preço/patrimônio nesse grupo é da americana Continental Resources, acima de 6 vezes.

No auge da euforia do pré-sal, o valor de mercado da Petrobras ficou mais de quatro vezes acima do patrimonial. A estatal, que chegou a estar entre as cinco empresas de maior valor de mercado do mundo, marcava posição ontem, com US$ 209,38 bilhões, no décimo primeiro lugar, segundo levantamento da Bloomberg. A Exxon segue inabalada na liderança, valendo US$ 420,51 bilhões, seguida não muito de perto pela Apple e pela Petrochina. Outra rival da Petrobras, a Royal Dutch Shell, estava em sétimo lugar. Leia mais aqui, no Valor Econômico.

Tal pai, tal filho.

O Ministério Público Federal Federal está investigando suposto enriquecimento ilícito de Gustavo Morais Pereira, arquiteto de 27 anos, filho do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. Dois anos após ser criada com um capital social de R$60 mil, a Forma Construções, uma das empresas de Gustavo, amealhou um patrimônio de mais de R$50 milhões, um crescimento de 86.500%. As investigações podem complicar ainda mais a situação do ministro, que, desde sábado, tem sido obrigado a se explicar sobre o suposto envolvimento de seus principais assessores com corrupção.

As investigações começaram ano passado, a partir de um nebuloso negócio entre Pereira e a SC Carvalho Transportes e Construções, empresa beneficiária de recursos do Ministério dos Transportes. Em 2007, a SC Transportes repassou R$450 mil ao filho do ministro, conforme documentos em poder da Procuradoria da República do Amazonas. Nesse mesmo ano, a empresa recebeu R$3 milhões do Fundo da Marinha Mercante, administrado pelo Ministério dos Transportes para incentivar a renovação da frota do país. Em 2008, a empresa ganhou mais R$4,2 milhões.

Os repasses do ministério à empresa estão registrados no Portal da Transparência, do governo federal. O Ministério Público abriu investigação para apurar se houve conflito de interesse nas decisões do ministério chefiado por Nascimento e os benefícios pagos à empresa que negociou com o filho do ministro: - O que nos causou estranheza foi o fato de uma empresa de um dos amigos do ministro receber grandes valores (do ministério) e depois fazer negócio com o filho do ministro - disse ao GLOBO um dos investigadores do caso.

A SC Transportes está em nome de Marcílio Carvalho e Claudomiro Picanço Carvalho. Em 2006, um ano antes da SC receber R$3 milhões do Ministério dos Transportes, Picanço doou R$100 mil à campanha de Nascimento ao Senado, como registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O empresário foi o principal doador da campanha do ministro. Picanço também doou R$12 mil ao PR, então chamado de PL. Marcílio é marido de Auxiliadora Carvalho, nomeada pelo ministro para chefiar o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Amazonas e em Roraima.

O Ministério Público ouviu Gustavo. Ele disse que o dinheiro recebido da SC Transporte é fruto da venda de um imóvel. As explicações não convenceram. O Ministério Público estranhou o crescimento patrimonial do arquiteto. Em 2005, aos 21 anos, ele e dois sócios fundaram a Forma Construções. Em 2007, a empresa declarou patrimônio de R$52,3 milhões em documentos da Receita Federal. Um ano antes, os ativos somavam R$17,7 milhões.

Em grande ofensiva no mercado imobiliário do Amazonas, a empresa construiu em curto período um conjunto de 86 casas de alto padrão e um prédio comercial de 20 andares, num bairro nobre de Manaus. A investigação, ainda não concluída, aponta indícios de patrimônio incompatível com a renda declarada por Gustavo. O Ministério Público ainda estuda se chamará Nascimento para depor. O ministro confirmou o negócio do filho com a SC Transportes, mas negou irregularidades na transação e informou que "o depósito a que O GLOBO se refere decorre da venda de imóvel, transação registrada na declaração de Imposto de Renda", disse por e-mail. Negou ainda ter ligações com os donos da SC Transportes. (De O Globo)

"Faolida".

Bastou José Graziano, o brasileiro que é reconhecido no mundo inteiro desenvolvido como o fracassado condutor do Fome Zero, assumir a FAO para o orçamento cair. Eleito pelo baixo clero da ONU, com muitos votos comprados pela lábia do velhaco Lula na América Latina, África e Caribe, Graziano assume uma instituição falida pela má gestão, famosa por acomodar a "cumpanherada" global. O detalhe é que os países desenvolvidos é que sustentam a pajelança. E eles desistiram de apoiar um fracassado comandando uma instituição falida. Ontem mesmo, aqui em Brasília, conheci uma chefe de gabinete que pediu licença da FAO para trabalhar em outro lugar, não pelo salário: ela queria trabalhar.

(Já o Graziano está com a vida mansa.Receberá US$ 250 mil por ano de salário mais US$ 50 mil de gastos de representação e residência paga. São cerca de US$ 25 mil por mês, livres de impostos.)

Estadão decreta que Marina Silva levará 20 milhões de votos para lugar nenhum.

O Estadão publica mais uma matéria imbecil, no alinhamento automático da sua redação com os ongolóides e outros ecoterroristas, sob o título " Para especialistas, Marina Silva levará consigo votos que trouxe do PV".  Os "especialistas" são dois professores da USP. O único técnico, efetivamente, pois dirige um instituto de pesquisas afirmou:

Na opinião de Geraldo Tadeu Monteiro, presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS), criar um novo partido seria a opção mais correta neste momento para o grupo de Marina, mas também a mais difícil. "Eles vão ter que fazer um longo trabalho de mobilização, coletar assinaturas, constituir diretórios estaduais e municipais...", observa. Monteiro lembra ainda que nenhum político tem controle absoluto sobre os votos que conquistou em pleitos passados. Segundo ele, os 20 milhões de votos recebidos por Marina foram um capital que ela adquiriu numa circunstância específica, durante uma eleição polarizada, na qual ela se ofereceu como terceira via. "Será que ela mantém esses votos? É natural que todo político sente em cima da votação na última eleição, mas isso não significa que nas próximas vai conseguir alcançar esse número", diz Monteiro.

Desde que jornalismo é jornalismo, a manchete é a síntese da notícia. Ela, além de resumir, tem o objetivo de chamar atenção para o tema. O Estadão, ao cobrir Marina e sua turma, continua mentindo para o leitor.  Quer aprender a fazer título, Isadora? Aprende com a Dora!

Cabral esperrrrto.

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), anunciou ontem um código de ética para si mesmo, cujo cumprimento será fiscalizado por pessoas nomeadas por ele. O peemedebista indicará os membros de dois órgãos criados para julgá-lo: a Comissão de Ética de Alta Administração e a Comissão de Ética Pública Estadual. A primeira entidade terá representantes da Casa Civil do governo, da Secretaria de Planejamento e Gestão e da Secretaria de Fazenda. Outros dois cargos caberão à Procuradoria-Geral do Estado e à Defensoria Pública.

A segunda comissão reunirá integrantes da sociedade civil, também escolhidos pelo peemedebista. "Chama a atenção", criticou o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL). Ele também lamentou que "o governador precise decretar um código de ética para que ele também tenha ética". A criação do código e das comissões de ética são uma resposta às críticas que Cabral tem recebido por suas relações com os empresários Fernando Cavendish, da Delta Construções, e Eike Batista, do grupo EBX. 

O caso veio à tona com a revelação de que Eike emprestou um jatinho para Cabral festejar o aniversário de Cavendish na Bahia. O texto aprovado ontem proíbe o governador e demais agentes públicos de "receber presente, transporte, hospedagem, compensação ou quaisquer favores, assim como aceitar convites para almoços, jantares, festas e outros eventos sociais" de pessoas interessadas em negócios com o Estado. Em caso de descumprimento, a punição prevista é uma "censura ética". De olho nas eleições municipais de 2012, o PMDB encomendou pesquisa de opinião para medir se o caso resultou em dano à imagem de Cabral.

Dilma nem entrou e já fala em não sair.

Há pouco mais de seis meses no cargo, a presidente Dilma Rousseff fez ontem a primeira menção a um eventual segundo mandato. Ela admitiu a hipótese de reeleição em entrevista ao chegar ao aeroporto de Porto Velho, em Rondônia. O repórter de uma rádio local perguntou à presidente se a população poderia sonhar com a construção de uma ferrovia entre a cidade e o município de Vilhena (RO). Dilma respondeu: "Você pode sonhar. Agora, eu não vou ser demagógica de te dizer que sai amanhã. Não sai, porque nós ainda..." O repórter a interrompeu e disse: "Segundo mandato?" A presidente continuou: "Estamos fazendo Uruaçu. Se tiver segundo mandato... nós estamos fazendo Uruaçu-Lucas do Rio Verde."

O município de Uruaçu, em Goiás, pertence ao primeiro trecho da ferrovia. Em sua resposta, Dilma sugeriu que concluirá a obra se for reeleita em 2014. Na campanha presidencial de 2010, a oposição insinuou que Dilma, se eleita, não concorreria a um segundo mandato para permitir o retorno do ex-presidente Lula depois de quatro anos. Lula já disse que a presidente deve tentar a reeleição, mas ela nunca havia falado publicamente sobre o tema. Durante a visita a Rondônia, a presidente voltou a defender a construção de hidrelétricas no país. Ela participou de cerimônia que marcou o início do desvio do rio Madeira, etapa para a construção da usina hidrelétrica de Santo Antônio. No evento, a presidente disse que Lula "merecia" estar presente. "O presidente Lula, de fato, lutou diariamente para ver a volta dos investimentos em energia hidrelétrica no Brasil, para ver o aproveitamento do rio Madeira nas usinas de Santo Antônio e Jirau", declarou. Dilma afirmou que a ausência do ex-presidente seria "guardada no coração" e que, por isso, ele estaria "também muito presente". Em clima de campanha, ela posou para fotos abraçada com operários. Na mesma visita, a presidente assinou decreto para transferir servidores do antigo território federal de Rondônia, que virou Estado apenas em 1982, para os quadros da União. (Da Folha)

A rainha louca.

Por um lado, o governo federal quer aprovar uma medida provisória que decreta sigilo dos orçamentos das obras públicas, abrindo buracos e mais buracos na legislação. É um incentivo à roubalheira, sob a explicação furada de que esconder preços baixa preços. De outro lado, ao flagrar uma teia de corrupção fartamente anunciada no Ministério dos Transportes, o governo federal mandar suspender todas as licitações, paralisando obras para rever justamente o quê? Os orçamentos superfaturados. Dilma, a cada dia, faz mais jus ao título de " a rainha louca".

Dilma, conta pra gente quem já ganhou!

O sigilo dos orçamentos também será estendido para os aeroportos. É um pedido de Dilma. Não que pedido da Dilma seja uma ordem, haja vista que o Pagot do DNIT manda mais do que ela. O sigilo é uma farsa. Eu aposto na Odebrecht, na Andrade Gutierrez, na Galvão ou na OAS para a construção da maioria dos aeroportos. Eu aposto que elas já combinaram tudo o que o governo federal gostaria que elas combinassem, escondendo os preços da fiscalização. Ei, Dilma, conta pra gente quem ganhou! A matéria é da Folha de São Paulo.

Por pressão do Senado, o governo pretende estender a todos os aeroportos do país as regras diferenciadas de licitações criadas para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016. A ideia é promover a mudança por meio de medida provisória a ser enviada ao Congresso nos próximos dias, sem mexer no texto da MP aprovada pela Câmara que altera a Lei de Licitações ao criar o RDC (Regime Diferenciado de Contrações) para as obras dos eventos. No mês passado, a Câmara aprovou medida provisória que cria regras diferenciadas de licitações da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016. Depois de grande polêmica, o governo recuou e fez mudanças de redação na proposta para garantir maior transparência nos gastos públicos com os eventos.Pelo regime, que precisa agora ser analisado pelo Senado, não serão divulgados ao público os valores que o governo pretende gastar em cada obra até o final do processo de licitação. Os parlamentares aprovaram duas emendas à redação do texto que determinam que os órgãos de controle externos e internos tenham acesso permanente aos orçamentos das obras, que os valores sejam divulgados imediatamente após o fim da licitação e que limitam os poderes da Fifa e do COI (Comitê Olímpico Internacional) de exigirem aditamentos às obras.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Código Florestal: últimos estertores dos inimigos do país. Hoje foram os "cientistas".

A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, defendeu, nesta terça-feira (5/7), no Senado, a aprovação pela Casa do novo Código Florestal brasileiro e refutou a proposta de cientistas de adiamento da votação da matéria. Lembrou que a atual legislação prejudica a produção agropecuária ao criminalizar 95% dos produtores rurais de todo o País e que o papel do Senado, nesse contexto, é o de “colocar nos eixos o setor mais importante da economia nacional”. 

A reforma do Código Florestal na perspectiva da comunidade científica foi debatida hoje, em audiência pública conjunta organizada pelas Comissões de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado. Um grupo de cientistas defende a formação de um grupo de trabalho para, num período de seis meses, subsidiar as decisões do Senado sobre o tema. Na audiência, a senadora Kátia Abreu negou que o novo Código Florestal esteja sendo aprovado às pressas e lembrou que desde 1996 o assunto é discutido no Congresso Nacional.

Ao destacar o papel dos pesquisadores no processo de evolução da agropecuária brasileira, a presidente da CNA lembrou, no entanto, que o tema meio ambiente não pode ser tratado de forma isolada. “Discutir meio ambiente de forma dissociada não é inteligente para o País, mesmo porque nós estamos tratando do setor mais importante da economia nacional”, afirmou. “Não é apenas a questão ambiental, econômica, a exportação, os empregos e o PIB. É o conjunto de tudo isso que vai fazer com que o nosso Código possa ficar mais eficiente”, completou.

Aos cientistas, a senadora Kátia Abreu contou sobre o Projeto Biomas, parceria da CNA com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), que vai, a partir de vitrines tecnológicas montadas em cada um dos seis biomas (Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal, Caatinga, Amazônia e Pampa), garantir que os produtores rurais tenham acessos às pesquisas disponíveis, permitindo o equilíbrio entre produção e meio ambiente nas propriedades rurais. Os investimentos iniciais são de R$ 20 milhões para um prazo de nove anos. 

Na audiência pública, a presidente da CNA rebateu as críticas dos cientistas de que a atual área preservada é insuficiente para garantir a preservação da biodiversidade. Lembrou que, entre 1960 e 2006, á área dos estabelecimentos agropecuários cresceu 32,1%. Em igual período, a área de floresta dentro dessas propriedades cresceu de 55 milhões de hectares para 94 milhões de hectares, áreas que são formadas por reserva legal e Áreas de Preservação Permanente (APP). “No próximo Censo Agropecuário, se nós não modificarmos o Código Florestal, nós teremos um aumento de florestas nas fazendas em torno de 50 milhões de hectares. Se algum dia as florestas já se sentiram emparedadas, hoje quem está emparedado é a produção agropecuária”, afirmou. 

A presidente da CNA acrescentou ainda que apenas 27% do território nacional de 851 milhões de hectares estão ocupados com atividades agropecuárias e que o restante está preservado. Afirmou, ainda, que se for somada a área preservada dentro das fazendas (94 milhões de hectares), com os 400 milhões de hectares de terras indígenas, unidades de conservação e terras devolutas do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e da Aeronáutica, o País tem 61% do bioma original preservado. “O produtor rural está fazendo a parte dele. Mais do que isso é decretar a sentença de morte no Brasil e transformar o Brasil na reserva legal do mundo”, completou.

Na audiência pública, a senadora Kátia Abreu também lembrou que o Artigo 24 da Constituição Federal permite que a legislação concorrente no caso das questões ambientais. Assim, a União pode estabelecer as regras gerais e os estados legislarem sobre as especificidades. Citou também a questão das áreas de várzeas, que somam 33 milhões de hectares. Desse total, apenas 4% estão sendo utilizadas com irrigação. “Se nós usarmos 20 milhões de hectares dessas várzeas, nós vamos aumentar a produção de grãos em 40%”, afirmou a presidente da CNA, lembrou que alguns tipos de várzeas não podem ser utilizados, como é o caso das argilosas, que são responsáveis pela impermeabilização do solo e conseqüente preservação dos rios. 

A presidente da CNA também rebateu a proposta de que propriedades cujo faturamento por hectare seja de R$ 100 ou R$ 200 sejam transformadas em reserva legal. De acordo com dados apresentados pela senadora Kátia Abreu, mais de 3,5 milhões de produtores rurais do País estão nessas condições, produzindo R$ 116 por hectare, numa área média de 32 hectares. Apenas 5% dos produtores do País, acrescentou, produzem R$ 1.023 por hectare. Os produtores da chamada classe C produzem R$ 370 por hectare, grupo formado por 700 mil produtores. “Se a proposta for implementada, será preciso retirar 3,5 milhões de agricultura de suas propriedades”, completou.

Velhaco, sempre velhaco.

Da Folha, coluna de Monica Bergamo:

No voo de volta a São Paulo, depois do velório de Itamar Franco em Minas, o ex-presidente Lula comentou que acha uma injustiça o político "ter que morrer" para ter seu papel na estabilidade econômica reconhecido. O velhaco continua o mesmo, fomentando intriga, ódio e divisão. Deve ser a ressaca do sucesso dos 80 anos de FHC.

Maracutaia? Adivinha qual o partido.

Da Folha Poder:

O Ministério Público Federal em Bauru (329 km de SP) enviou representação à Promotoria Eleitoral da Comarca de Cerqueira César (291 km de SP) com a denúncia de que, nas eleições municipais de 2008, a maioria das famílias que estavam acampadas à espera de uma vaga no assentamento na fazenda Maracy, em Agudos (330 km de São Paulo), foram cooptadas a transferir seus títulos eleitorais para a cidade de Iaras (285 km de SP), onde deveriam votar na então candidata à vereadora do PT e uma das líderes do MST na região, sob pena de não receberem seus lotes. A irregularidade foi descoberta por meio de um inquérito civil público instaurado para apurar a extração ilegal de madeira e outras práticas abusivas no projeto de assentamento Maracy por servidores do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e integrantes do MST.Leia mais aqui.

Melhor se o Cabral fosse pego no Bahamas e não nas Bahamas.

Bahamas é uma famosa casa noturna de São Paulo. Se fosse fotografado por lá, no máximo Sérgio Cabral(PMDB-RJ) teria um problema em casa, de foro íntimo. No entanto, ao ser pego indo para o paraíso fiscal das Bahamas, com tudo pago pelo Eike Batista, o governador do Rio de Janeiro passa a ter problema de ordem pública. A ironia é que Cabral age como o marido safado, que pego no Bahamas paulista, jura que nunca mais fará isso. O governo do Rio publica hoje, no "Diário Oficial", decreto que institui o "Código de Conduta da Alta Administração Estadual". O código proíbe o governador e ocupantes de cargos de chefia de receberem quaisquer favores. O desrespeito às normas do código pode ser punido por "censura ética", exoneração do cargo em comissão ou dispensa da função de confiança. Agora, Cabral?

Quem não demite, permite.

A decisão da presidente Dilma Rousseff de manter o senador amazonense e presidente (licenciado) do PR, Alfredo Nascimento, no comando do Ministério dos Transportes imprimiu à sua passagem pelo Planalto uma indelével marca negativa. No sábado, quando a revista Veja noticiou que a corrupção corria solta na cúpula da pasta, Dilma mandou Nascimento afastar de imediato os quatro servidores de sua confiança que teriam ligações com o esquema - o que criou a expectativa de que o próprio ministro perderia o cargo em seguida. Seria a ordem natural das coisas, ainda que ele não figurasse entre os envolvidos por atos alegadamente praticados do outro lado da parede do seu gabinete e não fizesse por merecer o que dele afirmou há tempos o governador Cid Gomes, do Ceará: "Inepto, incompetente e desonesto".

Ontem cedo, porém, o Planalto informou que Nascimento não só continua contando com a confiança da presidente, como ainda foi por ela incumbido de chefiar a apuração das malfeitorias no núcleo central do Ministério. Em vez de dar motivo para se evocar a metáfora da raposa e do galinheiro, esperava-se de Dilma que mandasse os órgãos apropriados investigar as denúncias e, no mínimo, adotasse o método Itamar, lembrado nos necrológios do ex-presidente: afastem-se os suspeitos enquanto as acusações contra eles são apuradas e sejam reempossados se a sua inocência for provada. A decisão de Dilma foi um baque para quem quer que imaginasse que, contrastando com as hesitações expressas nas suas idas e vindas em questões de interesse do governo, ela não vacilaria diante de uma denúncia de corrupção na sua administração - o primeiro escândalo do gênero a vir à luz neste seu meio ano de mandato. 

Clique aqui para ler o Editorial do Estadão na íntegra.

O trator da Dilma atolou na lama.

Dilma Rousseff pintava como uma gestora dura, tipo patrola. Aquela que chega tratorando e impondo o seu estilo. O que estamos vendo é uma presidente fraca, sem pulso, que mesmo com a maior base de apoio da história deste país, não consegue nem mesmo demitir um ministro corrupto. A matéria abaixo é da Folha de São Paulo.

O Ministério dos Transportes aumentou neste ano os valores de pelo menos 11 contratos de obras em estradas e ferrovias que tiveram irregularidades apontadas pelo TCU (Tribunal Contas de União). Em dois casos, o órgão de controle recomendou a paralisação dos trabalhos.A verba extra para as obras sob suspeita soma R$ 113,5 milhões. O dinheiro foi destinado a empreiteiras e consultorias técnicas por meio de termos aditivos, que são acréscimos ao valor original dos contratos. As obras pertencem ao Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e à Valec, estatal que cuida das ferrovias.

Os diretores dos dois órgãos foram afastados no sábado por determinação da presidente Dilma Rousseff.
Segundo reportagem da revista "Veja", o PR do ministro Alfredo Nascimento montou um esquema de cobrança de propina de empreiteiras nos dois órgãos. Dilma teria reclamado de descontrole na assinatura de aditivos. A Lei de Licitações permite que o valor original dos contratos seja aumentado entre 25% ou 50% (exclusivamente para reformas) quando há, por exemplo, "fatos imprevisíveis" durante a obra.
No total, o ministério autorizou o aumento de R$ 336,6 milhões em 46 contratos que sofreram aditivos este ano, segundo levantamento feito pela Folha.

O fato de o TCU ter encontrado irregularidades em 11 desses contratos não impede legalmente a pasta de aumentar o seu valor. A situação mais crítica está na Valec. Dos 11 contratos com irregularidades, oito são tocados pela estatal. No último dia 20 de junho, a empresa assinou quatro aditivos com a construtora Andrade Gutierrez, no valor total de R$ 40,1 milhões, para a construção das ferrovias Norte-Sul e Oeste-Leste. Dois dos contratos (036/07 e 037/07), referentes à Norte-Sul, já tinham sido aditivados em R$ 30,4 milhões em janeiro. Para o TCU, as obras deveriam estar paralisadas. Esses contratos -os únicos que tiveram mais de um aditivo neste ano- foram incluídos pelo TCU na lista de obras com indícios de irregularidades graves, com recomendação de paralisação. Entre os problemas, o órgão aponta suposto superfaturamento de R$ 120 milhões.

Apesar da recomendação, o Congresso determinou que as obras tivessem continuidade, o que possibilitou a assinatura dos aditivos. Outro contrato com a Andrade Gutierrez (016/06), referente a trecho de ferrovia em Goiás, foi incluído na "lista negra" do tribunal por subcontratações, mas sem necessidade de paralisação.A equipe técnica do TCU chegou a recomendar a proibição de novos aditivos, mas o plenário do tribunal só obrigou a Valec a suspender as subcontratações. No caso do Dnit, ao menos três contratos com valor aumentado este ano têm irregularidades, segundo o TCU. Na BR-163, em Goiás, os auditores constataram que o Dnit não contratou ninguém para fiscalizar a obra, tocada pela construtora Egesa, sob suspeita de sobrepreço. A Folha procurou a Valec, o Dnit, a Andrade Gutierrez e a Egesa ontem à tarde. Até o fechamento da edição, nenhum órgão ou empresa comentou os aditivos.

A podridão da UnB

Existe um blog, o Ciência Brasil, feito por um blogueiro, o Prof. Dr. Marcelo Hermes, que tem denunciado diturnamente os desmandos da corja que tomou conta da Universidade de Brasília. Ele é professor da universidade. A Veja está dando repercussão às denúncias que vem sendo feitas pelo Marcelo que, por sinal, está postando a reportagem inteira no seu blog. Clique aqui para ler.

De senador a vereador.

Do Estadão, mostrando a força do DEM e dos Maia no Rio de Janeiro:

O ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia (DEM) estuda disputar uma vaga na Câmara Municipal carioca no ano que vem. Ele anunciou a intenção a correligionários em uma reunião há cerca de dois meses, porém disse que só tomará uma decisão formal no primeiro semestre do ano que vem. "É uma hipótese que só será definida em pesquisas entre abril e maio de 2012", afirmou. A decisão de concorrer a uma vaga no legislativo dependerá do nível de aceitação dos eleitores cariocas nas pesquisas de intenção de voto. Vereadores da legenda afirmam que a votação de Maia pode chegar a 200 mil, o que ajudaria o DEM a fortalecer sua bancada na Câmara Municipal. Dos cinco parlamentares da legenda na casa, apenas dois devem disputar a reeleição.

Aliados também acreditam que a participação de Maia nas eleições poderia impulsionar a candidatura de seu filho, Rodrigo Maia, à prefeitura do Rio. Quadros do partido, no entanto, afirmam que Cesar Maia também não descarta a possibilidade de voltar à prefeitura do Rio. Nas pesquisas que serão realizadas no início do ano que vem, o nome do ex-prefeito deve ser incluído na lista de candidatos ao cargo.

Roldão Arruda, um jornalista imbecil.

Só pode ser imbecil um jornalista que escreve este artigo, com este título: Itamar consegue unir Stedile e Kátia Abreu. Leia aqui. No texto, o Roldão do Estadão dá os motivos que teriam feito Stedile enviar manifestações de pesar pela morte do ex-presidente. A partir daí busca uma comparação equivocada com a senadora Kátia Abreu, colega de Itamar no Senado, aliada de Itamar na oposição, presidente da maior entidade representativa da agropecuária brasileira, com CGC, sede, diretoria, programas sociais, que atua absolutamente dentro da legalidade. Na verdade, como é óbvio, não consegue fazer comparação alguma entre uma senadora da República e um chefete de movimento clandestino e fora da lei. O jornalismo brasileiro nunca foi tão ridículo.
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A nota da CNA, que representa 27 Federações, 2.300 sindicatos rurais e 1,7 milhão de produtores rurais associados voluntariamente:

O bom marinheiro se conhece durante a tempestade, ensina o ditado popular. Itamar Franco chegou à chefia do governo em meio a uma tormenta política, decorrente do primeiro impeachment presidencial da história do país. Como se não bastasse, a inflação, contida até então por artifícios ineficazes, ressurgia com força.
Poucos acreditaram em sua capacidade de levar a nau a porto seguro. Tudo parecia conspirar contra, fazendo pairar sobre a conjuntura adversa o adendo da crise de confiança. 
Eis que Itamar, com a habilidade mineira de quem lida com trivialidades, opera a façanha de articular, com paciência de artesão, um governo de união nacional.
Nenhum segmento do arco ideológico foi excluído, nenhum partido deixou de ser chamado a enfrentar uma crise que, afinal, era de todos. Os que recusaram o aceno – quer por ceticismo, quer por oportunismo – surpreenderam-se com o restabelecimento do ambiente de confiança, que permitiu que o país chegasse, na sequência, ao Plano Real e à estabilidade da economia.
Como político, foi sempre corajoso, independente e inflexível quanto aos seus princípios. O legado de Itamar é imenso, bem maior do que o percebíamos. Deixa uma imagem de homem público íntegro, devotado, estadista que jamais se distanciou do cidadão comum. 
Na manhã do último sábado, 2 de julho de 2011, a Nação brasileira ficou mais pobre!

Brasília, 4 de julho de 2011

SENADORA KÁTIA ABREU
Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA

Qual é o golpe?

Abaixo, proposta de projeto de lei sobre crimes na internet, de um grupo de deputados de esquerda. Onde está o golpe contra a democracia?

PROJETO DE LEI Nº , DE

(Dos Srs. Paulo Teixeira, Luiza Erundina, Manuela D´Àvila, João Arruda, Brizola Neto, Emiliano José)

Dispõe a tipificação criminal de condutas na Internet e dá outras providências.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a tipificação de condutas na Internet e dá outras providências.

Art. 2º O Título VIII da Parte Especial do Código Penal fica acrescido do Capítulo IV, assim redigido:

“Capítulo IV - DOS CRIMES CONTRA A SEGURANÇA DOS SISTEMAS INFORMATIZADOS

Acesso indevido a sistemas informatizados

Art. 285-A Invadir rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado sem autorização de seu titular com o fim de obter vantagem ilícita.

Pena – reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.

Parágrafo único. Utilizar, alterar ou destruir as informações obtidas ou causar dano ao sistema informatizado.

Pena – reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.

§1º Na mesma pena incorre quem, valendo-se de privilégios de administração, acesso direto à rede de computadores ou sistema informatizado, ou do uso de recursos técnicos de interceptação de dados, facilita a realização do crime previsto neste artigo.

§2º Se da invasão resultar a obtenção de dados confidenciais, instalação de vulnerabilidades, destruição ou alteração de arquivos, controle remoto não autorizado da rede de computadores ou sistema informatizado invadido, a pena é aumentada de um terço.

Ação Penal

Art. 285-B Nos crimes definidos neste Capítulo somente se procede mediante queixa, salvo se o crime é cometido contra a União, Estados, Distrito Federal, Municípios, empresas concessionárias de serviços públicos, agências reguladoras, fundações, autarquias, empresas públicas ou sociedades de economia mista e subsidiárias.”

Art. 3º. O Capítulo IV do Título II da Parte Especial do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal) fica acrescido do art. 163-A, assim redigido:

”Inserção ou difusão de código malicioso

Art. 163-A. Inserir ou difundir código malicioso, intencionalmente, em dispositivo de comunicação, rede de computadores ou sistema informatizado sem a autorização de seu legítimo titular.

Pena – reclusão, de 6 (seis) a 2 (dois) anos, e multa.

Inserção ou difusão de código malicioso seguido de dano

Parágrafo único – Se do crime resulta destruição, inutilização, deterioração, funcionamento defeituoso, ou controle remoto não autorizado de dispositivo de comunicação, rede de computadores ou sistema informatizado:

Pena – reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.”

Art. 4º. Para os efeitos penais considera-se, dentre outros:

I – sistema informatizado: qualquer sistema capaz de processar, capturar, armazenar ou transmitir dados eletrônica ou digitalmente ou de forma equivalente;

II – rede de computadores: o conjunto de computadores, dispositivos de comunicação e sistemas informatizados, que obedecem a um conjunto de regras, parâmetros, códigos, e formatos e outras informações agrupadas em protocolos, em nível topológico local, regional, nacional ou mundial através dos quais é possível trocar dados e informações;

III - código malicioso: programa desenvolvido especificamente para executar ações danosas, que se propaga com ou sem a intervenção do usuário da rede de computadores ou sistema informatizado afetado.

Art. 5º. Esta Lei entrará em vigor cento e vinte dias após a data de sua publicação.

Sala das Sessões, em de de 2011.

Deputado Paulo Teixeira
Deputado Luiza Erundina
Deputado Manuela Dávila
Deputado João Arruda
Deputado Brizola Neto
Deputado Emiliano José