sábado, 11 de junho de 2011

O golpe do abaixo-assinado contra o Código Florestal.

Sabem aquele abaixo-assinado que a Rainha do Mogno Perdido quer fazer, com 1 milhão de assinaturas, para atacar o novo Código Florestal? É um golpe. Ela precisa 500.000 assinaturas para fundar um novo partido. Entenderam? Por isso, é urgente a CPI da Soberania Ambiental e Alimentar, para que uma investigação séria desmistifique de uma vez por todas o que está por trás da "causa ecológica". É bom que o Partido Verde e a Frente da Agropecuária entrem com alguma ação, exigindo que as assinaturas sejam entregues à Justiça pois, de outra forma, o destino das mesmas será outro.

Da coluna da Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo:

A ex-ministra Marina Silva tem discutido abertamente com interlocutores a possibilidade de sair do PV (Partido Verde) em breve. Estuda deixar a legenda para ter liberdade de apoiar candidatos de agremiações diversas em 2012. E, mais para a frente, montar um novo partido -batizado temporariamente de Partido da Causa Ecológica.  

DEBANDADA 2
O ex-deputado Fábio Feldman, ligado a Marina e candidato ao governo de SP em 2010 pelo PV, será um dos primeiros a deixar a legenda, antes mesmo da ex-ministra. Ele anunciará a decisão nos próximos dias.  
SÓ DEPOIS
Já o deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ) diz que "todos sairemos do partido se não for possível mudar o PV". O horizonte, no entanto, seria depois das eleições de 2012. Por enquanto, ele acredita que Marina também permanecerá na legenda.

Brasileiro é tão bonzinho.

Está saindo uma pesquisa em que o Datafolha informa que a popularidade de Dilma, seis meses depois da posse, cresceu e foi para 49% entre ótimo e bom, mesmo depois da volta da inflação, da estagnação do governo e da crise do Palocci. Não é diferente em relação ao Lula e ao FHC, quando chegaram a seis meses de governo, no primeiro mandato.  Lula tinha aprovação de 42% e FHC alcançava 40%. Apenas a reprovação era diferente, pois a de Lula era de 17% e a de FHC de 10%. A de Dilma deve ficar em 7% ou 8%. Estas pesquisas mostram que o brasileiro, salvo alguma tragédia, é o mais bondoso do mundo em relação aos seus presidentes. Uma bondade que resulta da falta de informação e da falta de politização. E que, com um bom marketing, a reeleição é garantida.

Por uma CPI da Soberania Ambiental e Alimentar.

"Temos de ter cuidado com aqueles que só querem explorar a terra sem cuidar dela, aumentando demasiadamente lucratividade e retorno, mas também temos de ter cuidado com aqueles que vivem às custas da ecologia, que só costumam divulgar dados que apóiam suas causas. Seu interesse não é necessariamente fornecer a visão global do problema. Muitos deles são ligados a causas externas, contrárias aos nossos interesses."

Gleisi Hoffmann, ministra-chefe da Casa Civil, em pronunciamento no Senado da República. Íntegra aqui. 
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O que estamos assistindo é uma guerra das ONGS ambientalistas internacionais contra a agropecuária brasileira. É uma sucessão de mentiras que não pára e um ataque constante à Câmara e ao Senado, tentando indispor o Legislativo com a opinião pública. Tentando constranger o Executivo para que aceite argumentos mentirosos, vetando artigos essenciais do novo Código Florestal, que restabelecem a lei e a ordem no campo brasileiro. Tudo isso já é pano de fundo para o verdadeiro assalto que está sendo organizado contra a potencialidade agrícola do Brasil e que será realizado no próximo ano, na Rio+20.

Hoje os jornais publicam uma pesquisa manipulada, de forma vergonhosa, paga por ONGS ambientalistas para gerar  noticiário e exercer pressão sobre os parlamentares e sobre a Presidência da República. Isto uma semana depois que tentaram ligar de forma hedionda as mortes de extrativistas na Amazônia com o novo Código Florestal. Isto duas semanas depois que publicaram dados mentirosos sobre o desmatamento da Amazônia, com o objetivo de pressionar a Câmara na votação do relatório Aldo Rebelo. 

É hora de perguntar: a quem estas ONGS ambientalistas estão servindo? Quem está pagando o seu funcionamento? De onde vem o dinheiro internacional que sustenta muitas delas? Quanto de dinheiro o governo brasileiro está colocando nestas organizações, para que elas atuem contra os interesses do país? Como funciona o Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES? Qual a relação destas  instituições com o Ibama? Até que ponto estas ONGS aparelham ministérios e órgãos de governo? Até que ponto o Ambientalismo brasileiro prega aqui o que não é feito lá fora?Quanto a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destinou de dinheiro para estas ONGs que hoje fazem parte do seu lobby, enquanto estava no governo? Quais interesses da biopirataria internacional em impedir o Brasil de plantar?

O instrumento legal para buscar respostas a estas indagações é a CPI, a Comissão Parlamentar de Inquérito.  Existe um fato concreto e determinado que atende ao interesse público: saber quem está por trás deste movimento contra a democracia e contra mais de 5 milhões de produtores rurais. A Frente Agropecuária, sozinha, tem os votos suficientes para instalar esta CPI da Soberania Ambiental e Alimentar. Tem mais de um terço da Câmara. Tem representatividade e legitimidade para investigar organizações internacionais como o Greenpeace, a WWF, a Conservation International, entre tantas outras. É hora de escancarar os objetivos que orientam estas organizações. O dinheiro da agropecuária do Brasil, os bilhões de dólares que ela gera, todo mundo sabe de onde vem. Ele vem da soja, do arroz, do feijão, do boi no pasto, do leite, do suor e das mãos calejadas de 40 milhões de brasileiros.



É inaceitável que 14 ONGS ambientalistas, no momento em que a Câmara dos Deputados estava votando o Código Florestal, estivessem dentro do gabinete do ministro da Casa Civil, recentemente demitido por suspeita de tráfico de influência, e que, dele, viesse um telefonema orientando a bancada do PT e os aliados a votarem contra o relatório Aldo Rebelo. De onde vem a força desta gente? Até quando o Brasil vai dobrar os joelhos porque no próximo ano haverá um evento do ambientalismo no Brasil? O setor mais importante da economia brasileira está em perigo. Até quando meia dúzia de organizações internacionais vai determinar o futuro do nosso país? É hora de colher as assinaturas. É hora de ir pra cima do imperialismo ambiental. Por uma CPI da Soberania Ambiental e Alimentar. Esta é a resposta para os ataques que meia dúzia de ONGS internacionais suspeitas vêm cometendo contra a democracia brasileira. 

É uma obrigação inalienável da Frente Parlamentar da Agropecuária  levantar este debate. Cada hectare que for roubado da produção significa milhares de pobres no Brasil e no mundo sem comida. O povo brasileiro não pode ficar refém do discurso único do ambientalismo sem responsabilidade social. Não pode ficar nas mãos de uma imprensa cooptada pelo onguismo e pelo verdismo, que repercute dados mentirosos e engana a opinião pública. E, principalmente, não pode deixar que o produtor rural, este herói brasileiro, seja transformando em bandido internacional.

Mais mentiras ambientalistas sobre o Código Florestal.

Um grupo de ONGs resolveu contratar o Datafolha para fazer uma pesquisa sobre o novo Código Florestal. Vejam a metodologia publicada pelo Estadão, que a Folha de São Paulo, dona do Datafolha, não teve coragem de publicar:

É ou não é um escândalo? Primeiro, as ONGS direcionam as perguntas. Depois, montam uma amostra com 93% dos entrevistados em áreas urbanas, quando mais de 20% dos brasileiros moram em áreas rurais. Além disso, concentra 59% das entrevistas na Região Sudeste, onde 92% vive em cidades. Sobre o nível de escolaridade, outra grosseira manipulação: 44% dos entrevistados tem ensino médio, sendo que, no Brasil, pouco mais de 15% possuem este nível de instrução. E 22% tem curso superior, quando pouco mais de 6% possuem esta titulação no país.  E o mais ridículo de tudo: a pesquisa foi feita por telefone!

Em uma das únicas perguntas corretas da pesquisa, mesmo esta amostra dirigida e desonesta apóia o Código Florestal: Algumas áreas de risco como encostas,topos de morro,áreas ao longo dos rios e várzeas que deveriam ser preservadas hoje estão ocupadas por pastagens e plantações. O que seria melhor? 66% responderam que deveriam ser mantidas e apenas 25% que deveriam ser removidas. 

Em compensação, vejam a construção mentirosa desta pergunta: Outra proposta é que todos os proprietários de terra que desmataram ilegalmente até junho de 2008 estariam isentos de recuperar as áreas desmatadas.Você é a favor ou contra que esses proprietários de terra sejam isentos de recuperar as áreas desmatadas? Ora, o Código Florestal prega que exista anistia apenas para quem deesmatou dentro da lei como, por exemplo, na Amazônia, onde a APP era 50% da área, só depois passando para 80%. A pergunta coloca todos os casos como "ilegais", criminalizando indistintamente na pergunta!  A resposta, obviamente, é : 77% contra e, mesmo assim,  22% a favor.

Outro aspecto da pesquisa é tentativa de pressionar a presidente da República e os deputados, incluindo uma questão sobre a promessa de veto de Dilma ao desmatamento e sobre se o entrevistado votaria em parlamentares que apóiam anistia de multas, novamente, igualando madeireiros criminosos com pequenos agricultores  que seguiram a lei, rigorosamente. 

No entanto, é nesta questão que a pesquisa mostra toda a sua intenção: Alguns acham que antes de votar o Senado deveria ouvir a opinião dos cientistas sobre o novo Código Florestal.Outros acreditam que a votação é urgente pois há muitas multas pendentes.Com o que você concorda mais?  Vejam a opção das respostas fechadas: O Senado deveria parar para ouvir os cientistas antes de votar o novo Código Florestal ou O Senado deveria votar o novo código imediatamente pois é mais urgente resolver o problema das multas? É um absurdo, pois o entrevistado é levado a crer que o problema a resolver são as multas, quando, na verdade, o que está em jogo é a viabilidade da agricultura e da pecuária para quase 5 milhões de produtores, que precisam de uma legislação viável e honesta, que possa ser cumprida! Também fica parecendo que Aldo Rebelo tirou o Código Florestal da própria, sem considerar a ciência, o que é uma mentira amazônica!

Vejam a que ponto chegaram as ONGS, lendo esta declaração publicada no Estadão, vinda de um dos patrocinadores da pesquisa:

Roberto Smeraldi, diretor da Amigos da Terra–Amazônia Brasileira, afirma que a pesquisa indica que os brasileiros estão atentos à questão.“Os resultados são expressivos e mostram uma grande contradição entre o País real e o País que legisla na Câmara dos Deputados”, diz. Embora apenas 7% da amostra seja composta por residentes da área rural, ele diz que isso não influenciou o resultado da pesquisa. “Em termos de conteúdo, não há grandes diferenças entre a opinião das pessoas que vivem no meio rural e no meio urbano”, diz.
 
O fato é que a agropecuária brasileira está enfrentando bandidos internacionais, capazes de toda e qualquer manipulação para impedir o crescimento do Brasil como grande fornecedor mundial de alimentos. Vai ver se alguma destas ONGS foi protestar na frente da fazenda alemã de agricultura orgânica, responsável por espalhar um vírus assassino por toda a Europa, por não tratar as suas plantações com o que existe de mais moderno em tecnologia de pesticidas. Vai ver se o Paulo Adario do Greenpeace, o Roberto Esmeraldi da Amigos da Terra, o João Capobianco da SOS Mata Atlântica foram comer brotos de feijão em apoio à agricultura orgânica. Marina Silva, por exemplo, em 2005, quando ministra do Meio Ambiente chegou a defender a aplicação de instrumentos econômicos para viabilizar práticas produtivas em bases sustentáveis, criando uma espécie de imposto de renda ecológico, a exemplo da Lei Rouanet. “Temos uma lei que incentiva a cultura, por que nós não temos também uma lei que incentiva a agricultura orgânica, os alimentos seguros?”, questionou a ministra. Como sempre, a Marina Miséria quer subsídios, estatização, ditadura dos financiamentos, jamais a livre iniciativa e a democracia. Isso ela defende apenas para os exploradores da floresta nativa, como a Natura, que tem todo o seu marketing baseado na Amazônia, que pagou a sua campanha presidencial e que indicou o seu vice.

Vocês podem acessar a íntegra da pesquisa, clicando aqui.

Um resumo da crise.


Depois das fotos acima, que caracterizaram uma tentativa declarada de golpe de estado e a instalação de um governo paralelo público e escancarado, Dilma assumia decisões próprias ou o seu governo acabava sem ter começado. E assim o fez. Demitiu Palocci, como Lula não desejava. Nomeou Gleisi Hoffmann como o PMDB não queria. Indicou Ideli Salvatti como o PT nem mesmo imaginava. Sobre Ideli Salvatti apenas este blog, modestamente, furou toda a imprensa e a maior parte dos partidos, informando a decisão 48 horas antes. 

O PMDB foi o primeiro a perceber o que estava acontecendo. E, politicamente, jogou certo ao apoiar a escolha de Ideli Salvatti junto à Dilma, impondo assim mais uma derrota ao PT. O PMDB acabou saindo forte. Restabeleceu a articulação direta de Temer com Dilma. E não é uma Ideli que apoiou Renan Calheiros no seu escândalo sexual e José Sarney no seu escândalo moral que será páreo para o vice-presidente. O PMDB unido jamais será vencido e já provou isso na votação do Código Florestal. A parte desunida do PMDB é composta apenas por dois velhos e folclóricos senhores, Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos. Só eles não gostaram da Ideli. E quando eles não gostam é um ótimo sinal para o PMDB de verdade, fisiológico, oportunista e corrupto, em quase sua totalidade.

Já o PT, bem, o PT tem não sei quantas frentes, coletivos, grupos, quadrilhas. Está até agora batendo cabeças, pois Lula foi jogado para escanteio e Dilma não quer saber de papo. Em termos de relacionamento, no sentido figurativo, Dilma amarrou na entrada do seu gabinete duas petistas que lhe têm uma fidelidade canina. Uma pitbull raivosa e uma poodle bem treinada. O Paulo Maconha e o Cândido Vagareza não são páreos para elas. São duas figuras bisonhas, sem o nível político necessário para exercer qualquer protagonismo. Dilma finalmente entendeu que se tiver o PMDB ao seu lado, não precisa de todo o PT. Pode conviver perfeitamente com alguns insatisfeitos por lá. Até mesmo tratá-los com aquela sua tradicional delicadeza, sobejamente conhecida. Ficou muito claro, de uma vez por todas, que é mais fácil unir o PMDB do que o PT.

Este blog sempre afirmou que o PMDB, com a sua volúpia pelo dinheiro público, é o avalista da nossa democracia corrupta. Ainda mais agora, quando Palocci, que gostava mais de dinheiro do que o Sarney, Renan e Jucá juntos, foi demitido. Ao que tudo indica, o PMDB saiu mais forte da primeira de muitas crises do governo Dilma. Cabe à oposição entender o que está acontecendo. Sim, ela ajudou a derrubar Palocci, mas foi muito mais pelo trabalho da imprensa e da opinião pública que isto aconteceu. Não esquecer que Serra e Aécio, os dois grandes nomes da oposição, não se posicionaram contra Palocci, muito antes pelo contrário. O grande trabalho da oposição é fortalecer o PMDB contra o PT. Encontrar pontos comuns e negociar. É o caso do novo rito das medidas provisórias, por exemplo. O grande objetivo, tanto do PMDB quando da oposição, deve ser enfraquecer o PT. Dilma, traída e sabotada pelo próprio partido, não vai mexer um dedo para evitar que isso aconteça. É uma bulldog ferida, com uma pitbull raivosa e uma poodle bem treinada montando guarda na porta. Do jeito que as coisas andam, é bom que os petistas cheguem abanando o rabinho e ganindo baixinho. Já a cachorrada peemedebista, esta vai entrar pela porta dos fundos.

Este blog, ao contrário de maior parte da imprensa, que não entendeu nada do que estava acontecendo, vai continuar contribuindo para o que de melhor pode acontecer para o Brasil: o enfraquecimento do PT e a deslulalização da política brasileira. E isso passa, necessariamente, pelo PMDB, pois sem ele ninguém ganha eleição. Portanto, os últimos dias foram muito positivos. Governo fraco, PMDB forte, PT dividido e oposição até conseguindo algumas pequenas vitórias. Obrigado, Palocci.

Por que não falaram antes?

Da Folha de São Paulo:

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso disse ontem discordar da decisão de manter no Brasil o ex-ativista italiano Cesare Battisti. Na última quarta-feira, o STF(Supremo Tribunal Federal) validou a decisão do ex-presidente Lula de negar a extradição do italiano e mandou soltar Battisti, que estava preso no país desde 2007. "Eu não discuto decisão do Supremo. Mas, se eu fosse presidente, teria discordado", afirmou FHC. A declaração foi dada antes de jantar, na capital paulista, em comemoração de seus 80 anos. O ex-governador José Serra, que foi ao evento, também condenou a posição brasileira. "Um homem que assassinou quatro pessoas, condenado pela Justiça italiana, um país democrático, tinha que ter devolvido. Agora o país pode virar um paraíso de delinquentes como ele", disse Serra.

Lula não tem mais moral para exercer cargo executivo.

Menos de quatro meses depois de sair do governo, Lula já estava andando pelo Brasil e pelo mundo, cobrando centenas de milhares de reais ou dólares por palestras para empresas que, de uma ou outra forma, dependeram da sua caneta presidencial para melhorar a performance dos negócios. Foi assim com Salinas, do Banco Azteca, com Odebrecht, para quem cobrou uma dívida de Chávez e, ontem, com o presidente da Tetrapack, quando prometeu lutar para que ele pague menos impostos, conversando com o ministro da Fazenda que ele nomeou e que continua no governo Dilma. Vejam a matéria da Folha:

O ex-presidente Lula prometeu ao presidente da Tetra Pak, Paulo Nigro, procurar autoridades do governo Dilma Rousseff para ajudar a empresa a reduzir impostos sobre embalagens de leite. Ele disse que falaria com o ministro Guido Mantega (Fazenda) para defender um pleito da multinacional: reduzir o ICMS cobrado por alguns Estados sobre as embalagens de leite longa vida. O petista fez a promessa ao fim de uma palestra fechada para convidados da Tetra Pak, na noite de quarta-feira. Seu cachê neste tipo de evento é estimado em R$ 200 mil -ele não confirma o valor.

Lula confirmou ontem ter tratado do assunto, mas disse não atuar no governo como representante das empresas que o contratam. Segundo relato do jornal "O Estado de S. Paulo", Nigro pediu "uma mão" a Lula para facilitar a venda das caixinhas de leite em programas de alimentação popular. O ex-presidente teria respondido que fará "o que puder fazer para ajudar", incluindo conversas com Mantega e com governadores.
Ontem, o petista disse não ver "nenhum problema" em fazer gestões políticas para "influenciar" na queda do ICMS sobre as embalagens. "Eu disse que o companheiro Guido Mantega estava discutindo com os governadores [...] e que se eu pudesse influenciar para que o ICMS se reduzisse, para o leite chegar com mais qualidade à casa das pessoas, não teria nenhum problema", afirmou.

Lula acrescentou que atenderia ao pleito da Tetra Pak "em praça pública, numa reunião, num debate ou numa entrevista". "Não foi uma conversa reservada", disse. "Tinha televisão." Na verdade, a palestra foi fechada à imprensa, como exige o próprio Lula nos contratos fechados por sua empresa, a LILS Palestras, Eventos e Publicações Ltda. A câmera de TV a que ele se referiu era da Tetra Pak, que se recusou a fornecer cópia da fita à Folha. A empresa confirmou o diálogo entre Nigro e Lula, mas disse que não comentaria o assunto.
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O tamanho do absurdo prometido por Lula fica ainda maior quando todos sabem a Tetra Pak é líder absoluta de mercado, praticamente um monopólio. O custo da embalagem é maior do que o preço pago ao produtor pelo leite in natura. A empresa tem 98% de participação de mercado no Brasil, uma condição só comparável à da Petrobras no refino de petróleo e à da Vale do Rio Doce em extração de potássio. Obviamente, uma empresa multinacional com esta participação nas vendas, só chama um Lula para palestras, pagando os olhos da cara, por um único motivo: contar com os seus serviços de lobista, buscando redução de impostos para si e aumento de impostos para os concorrentes, neste caso as embalagens importadas. É vergonhoso que um ex-presidente vire um aliado de uma empresa que, no fundo, com o alto preço da sua embalagem, torna o preço do leite brasileiro um dos mais caros do mundo.
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Em 2005, quando ainda existia o Fome Zero (hoje Brasil Sem Miséria), Lula prestou-se a uma fabulosa jogada de marketing, recebendo a doação de um milhão de litros de leite da Tetra Pak. O casal presidencial virou casal-propaganda da empresa, em fotos realizadas dentro do Palácio do Planalto. 

O problema é o PT.

Abaixo, entrevista da nova ministra das Relações Institucionais à Folha de São Paulo. Ciente de que é impossível pacificar o PT, Dilma tem a primeira atitude política inteligente no governo: amarra uma verdadeira pitbull à sua porta, capaz de defender o indefensável como o mensalão, Renan e Sarney. Obviamente, como afirma Ideli Salvatti, o problema não será o PMDB. Tanto é que a nova ministra já informa que vai aumentar o estoque de novalgina.
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Nova articuladora política do governo, Ideli Salvatti (PT-SC) assume o posto chamando o PT "à realidade". Para ela, é "impossível" o partido não ter como prioridade a unidade. A eles Ideli manda um recado da presidente Dilma: ninguém pode colocar interesses individuais acima dos do governo.  À Folha a ministra diz que ela e a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, terão uma relação mais "harmoniosa" do que teve a dobradinha Luiz Sérgio-Antonio Palocci, seus antecessores.
 
Folha - Como a sra. tocará a articulação política com restrições de setores do PT e PMDB a seu nome?
Ideli Salvatti - Em oito anos de Senado, vivi momentos difíceis, alguns até solitários, como na crise de 2005 [mensalão] e em outras crises.

Aquelas em que defendeu Renan Calheiros (PMDB-AL) e José Sarney (PMDB-AP)?
Sim. Não me arrependo. Tínhamos clareza da importância para a governabilidade do presidente Lula. Nunca tive problemas com o PMDB.

A sra. tem tinta na caneta para demandas dos aliados?
A minha escolha está respaldada pela presidenta Dilma. Ela me prometeu todo o seu empenho. Sob Lula, trabalhamos juntas. Éramos as únicas mulheres e criamos uma identidade.

Mas seu antecessor ouvia. Ouvir não era o problema.
Mas era uma conjuntura diferente. Houve um redesenho no Planalto. Eu e a ministra Gleisi teremos uma parceria mais harmoniosa do que Luiz Sérgio tinha com Palocci. Temos uma tarefa imediata de flexibilizar as regras para obras da Copa.

Sua tarefa imediata não é pacificar o PT?
Se meu partido virou dor de cabeça, tomaremos Novalgina até resolver.

Sua nomeação indica insatisfação de Dilma com o PT, já que o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) trabalhava para ser ministro?
Nas duas escolhas que a presidente fez, pesou muito a relação que a gente tem com ela. Acho que ela buscou essa proximidade. Não tenho problema com ninguém.

O que a sra. vai fazer para pacificar o PT?
Ouvir, conversar, chamar à realidade. Não é possível o partido da presidenta não ter como prioridade a unidade.

E o Vaccarezza será mantido?
É uma prerrogativa da presidenta. Vou trabalhar para unificar o PT na Câmara. Tenho uma experiência bem-sucedida com Vaccarezza.

Seu antecessor, Luiz Sérgio, foi vítima de fogo amigo. Qual é seu escudo?
Tratar todos os meus amigos bem. Quando tem fogo amigo é porque tem problema. Se não tem espaço para todo mundo, e nunca tem, você tem que organizar a fila. Todos perdem quando colocam interesses individuais à frente de um interesse maior.

A senhora teme o PMDB?
Nem um pouco. Você pode sobreviver no Senado sem saber respeitar o PMDB?

Se merecem.

Vejam o que saiu no Painel da Folha:

Só elogios O peemedebista Geddel Vieira Lima afirma ter guardado boa impressão do período em que atuou em parceria com Ideli no combate a enchentes em Santa Catarina -ele como ministro da Integração Nacional, ela como senadora. "Ideli é firme, mas não arrogante", diz o hoje vice-presidente da CEF. 

Agora mesmo que Ideli Salvatti não se elege para mais nada em Santa Catarina. Foi durante as tragédias com chuvas e deslizamentos no estado que o Brasil ficou sabendo, escandalizado, que Geddel Vieira de Lima havia mandado mais de 80% das verbas do Ministério da Integração Nacional para a Bahia, onde já estava em campanha eleitoral. O que os catarinenses não sabiam é com o ministro do PMDB estava articuladíssimo com a senadora petista, no sentido de fazerem os catarinenses penarem sem verbas de reconstrução. Deus não mata, mas castiga. Os dois tentaram se eleger governadores e amargaram derrotas vexaminosas.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Vamos comemorar 8.000.000 de acessos com mais um furo histórico: Ideli nas Relações Institucionais.

Ninguém falava nisso e o Coronel anunciava: sai Luiz Ficus Sérgio e assume Ideli Salvatti. A partir daí começou a correria da imprensa e até mesmo dos petistas. O post está aqui, para comprovar. É por este e tantos outros furos que este blog que vos serve está chegando, daqui algumas horas, a 8.000.000 de acessos. Não são só vocês que lêem. Eles também.
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Atualizando: Passamos dos 8.000.000 de acessos ali pelas seis da tarde. Bem, em homenagem deixei passar dois comentários para nossa pura diversão e deleite. Eles não aguentam o sucesso que leitores, comentaristas e blogueiro estão fazendo.

Ainda esperando.

Parece que abriu Florianópolis. Ainda em Guarulhos. Quem não se comunica, se cumbica. Perdão pelo trocadilho infame. É a noite sem dormir. Volto mais tarde, se o vulcão deixar.

Esperando a Copa.

Saí de Brasília ontem à noite. Curitiba fechou. Porto Alegre e Florianópolis idem. Voltamos para São Paulo. Guarulhos. Um caos nos balcões da Gol, com a volta de vários vôos. Os processos de atendimento da Gol são um fiasco. Não há a minima organização, a mínima capacitação, o mínimo preparo dos pobres funcionários que ficam sabendo do problema apenas quando ele aterrissa. A Gol remete a duas empresas: uma no céu, outra no chão. Tudo agravado pela absoluta falta de hotéis em São Paulo. Quem quis dormir às três da manhã rumou para Atibaia. Eu optei pelo saguão de Guarulhos. Devo embarcar daqui a pouco. O que os ilustres passageiros, aqueles tipos antes faceiros comentavam espantados era uma coisa só: como é que vamos organizar uma Copa do Mundo... O blog vai sendo tocado na medida do possível e retoma o ritmo à tarde.

Dia de botar fora o lixo.

É assim que tratam a sexta-feira, nos governos. Usam a sexta para limpar a casa e tomar as medidas mais problemáticas, pois elas morrem um pouco no final de semana. Será que é hoje que o lixo do Planalto será jogado rampa a baixo? Será que novas gavetas serão limpas? Do jeito que vai indo o governo Dilma, vai faltar sexta-feira.

PMDB acusa Dilma pela má articulação do governo.

Da Folha Poder:

A maioria dos senadores e deputados do PMDB, principal partido aliado de Dilma Rousseff, afirma que a presidente não é aberta ao diálogo e que isso teria causado uma piora na articulação do governo com aliados. A Folha ouviu na última semana 95 dos 98 congressistas do PMDB sobre a atual situação política.Para 55 deles, a interlocução do Executivo com o Congresso piorou em relação ao governo Lula; para 10, não mudou; e apenas 7 dizem que está melhor. Vinte e três peemedebistas não quiserem opinar.

Dos ouvidos, 46 apontaram a falta de diálogo como o principal ponto de atrito entre o Legislativo e o Planalto. "A interlocução é muito cortada, as coisas não estão fluindo. Falta diálogo, não somos recebidos em audiências, sentimos um certo autoritarismo do Executivo", afirmou o deputado Marcelo Castro (PI). A partilha de cargos (8 votos) e a liberação de verbas (7) também foram apontados como principal problema na relação entre a presidente Dilma e aliados. "[O governo] planta na imprensa o carimbo do PMDB como fisiologista. É um tapa no escuro, não temos como reagir", disse o deputado Edinho Araújo (SP). Já o deputado Alceu Moreira (RS) diz que, na visão do governo, o PT deve ser atendido primeiro. "Os partidos da base [nessa visão] devem ficar com o que sobra, com os farelos do pão." "Tratam o PMDB como se fosse um quintal da sua casa, como se pudessem tratar como extensão de sua própria residência", completou.

A cobrança do PMDB sobre o governo se intensificou com a queda de Palocci, após a Folha revelar a multiplicação de seu patrimônio. Palocci acumulava o cargo de chefe da Casa Civil com grande parte da articulação política do governo. Luiz Sérgio, atual ministro de Relações Institucionais, que será substituído, é apontado por aliados como fraco e sem poder de decisão. Um dos casos emblemáticos da tumultuada relação do PMDB com o governo foi a briga de Palocci com o vice-presidente Michel Temer por causa da votação do Código Florestal, na qual o governo foi derrotado. Dilma não gostou de o PMDB se unir à oposição na aprovação de pontos do projeto. Palocci e Temer tiveram uma dura discussão quando o então ministro de Dilma ameaçou, transmitindo recado da presidente, demitir ministros do partido. No levantamento feito pela Folha, os deputados e senadores também citaram a falta de experiência política de Dilma e o fato da presidente estar em início de governo.

"O governo Lula era um governo político, ele gostava de fazer política, passava a mão na cabeça de todo mundo. Ele é um animal genuinamente político", afirmou Danilo Forte (CE). A insatisfação vem não só dos comandantes dos partidos, mas também de deputados chamados de "baixo clero", grupo que, apesar de ter pouca influência política, é numeroso. Deputados e senadores do PMDB também ficaram insatisfeitos por não terem sido consultados sobre a saída de Palocci e a escolha de sua substituta, a ex-senadora Gleisi Hoffmann. Dizem que Temer é sempre o último a saber das decisões de Dilma e só foi informado da troca no final da tarde de anteontem, dia em que o ministro caiu. "O PMDB não é só um aliado como faz parte do governo", diz o líder da legenda na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN).

Um governo desarticulado.

Editorial do Estadão, intitulado " O novo desafio de Dilma":

Faça-se de conta que, ao assumir o mandato de deputado federal depois que o escândalo da violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa o derrubou da Fazenda, em 2006, o ex-ministro Antonio Palocci se ocupasse em regime de dedicação exclusiva dos seus afazeres parlamentares. Suponha-se também que ele os considerasse incompatíveis com a prestação de serviços ao setor privado, tanto por razões éticas como pelo conflito de interesses que podem embutir.

Imagine-se, por último, que, por não ter dependido do mercado para levar uma vida confortável, ele teria uma credencial a mais para ser o fiador, junto ao grande capital, da candidata de passado militante que Lula inventara para suceder-lhe, Dilma Rousseff, e para irrigar a sua campanha com os aportes do poder econômico. Se nada viesse a abalar esse cenário, Palocci iria para a Casa Civil da nova presidente e ali estaria hoje, acumulando atribuições recebidas e de sua própria escolha, enquanto se preparava para ser o mentor das reformas macroeconômicas que a gestão anterior deixou de fazer.

Luiz "Ficus" Sérgio nega demissão. Vai ser o último a saber?

Do Estadão:

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, negava de forma veemente que havia pedido demissão de seu cargo no governo até o início da noite desta quinta-feira, 9. Trancado em seu gabinete no centro do Rio, cercado por aliados e dirigentes locais do PT, o ainda ministro afirmou que não tomaria nenhuma iniciativa até se encontrar com a presidente Dilma Rousseff - o que deve ocorrer ainda nesta sexta-feira, 10.Seus assessores também negaram que ele e a presidente teriam conversado na quarta-feira e acertado a sua saída. "Ele não se demitiu, mas também não tem apego a cargo nem sabe se fica ou sai", disse a assessoria. Durante o dia, porém, o clima no gabinete era de fim de festa. Embora todos negassem que ele fosse pedir demissão, era senso comum de que sua permanência na pasta estava chegando ao fim. Leia mais aqui.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

PT não quer a Ideli. E quem disse que o PT manda na Dilma?

É lindo ver o PT batendo cabeça, vocês não acham? Vejam matéria do Estadão.

Temendo perder o cargo de ministro das Relações Institucionais com a provável saída de Luiz Sérgio, a bancada do PT na Câmara tentou dar uma amostra de união hoje. A intenção é mostrar para a presidente Dilma Rousseff que a escolha de um nome de fora, como o de Ideli Salvatti, atualmente no Ministério da Pesca, poderia criar problemas na Câmara. O presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), e o líder do partido, Paulo Teixeira (SP), estiveram reunidos por três horas e saíram juntos para negar à imprensa que existam "divergências" entre os grupos dentro do PT da Câmara. "Nossa intenção é acabar com essa conversa e essa impressão de que há disputa do deputado A com o deputado B no PT", disse o presidente da Câmara.

O mesmo Marco Maia reconheceu depois, porém, que disputas internas fazem parte do "DNA do PT", mas afirmou que os grupos estão trabalhando juntos na Casa. Teixeira e Vaccarezza deram as mesmas declarações em público. Desde a saída de Antonio Palocci da Casa Civil, os grupos ligados a Vaccarezza e Maia, que duelaram pela presidência da Câmara, discutem a ocupação de espaço na articulação política do governo Dilma Rousseff. Luiz Sérgio é do grupo de Vaccarezza e os deputados "adversários" dentro do PT reclamam do fato de o mesmo grupo ocupar o Ministério e a liderança do governo. As duas alas tentam chegar a um acordo entre nomes para as duas funções para oferecer à presidente.

E lá vem a nossa imprensa com as velhas mentiras.

Dilma Rousseff prorrogou por mais seis meses o decreto que suspende as multas para quem desmatou área de preservação antes de 2008. Entre os "desmatadores", generalização burra cunhada pelo jornalismo burro (salvam-se alguns), estão os imigrantes portugueses, alemães, italianos, japoneses, brasleiros que plantam cana-de-açucar e café em encostas há mais de dois séculos, bem como café e maçã, além de pequenos agricultores que plantam arroz em várzea. Antes de 2008 é exatamente antes de 2008. Pode ter sido em 5.000 AC. Dilma prorrogou o decreto porque colocaria 90% dos agricultores brasileiros na ilegalidade. Não é para não punir "desmatadores". É para não criminalizar agricultores. Aliás, é para acabar com esta injustiça que o Código Florestal, que já foi aprovado na Câmara, será aprovado no Senado. Queiram ou não queiram, porque não há como fazer diferente sem quebrar o país.

O Ipea perdeu completamente o respeito. Tanto é que seu estudo imbecil não está sendo usado nem pelos ambientalistas.

O post de Reinaldo Azevedo é antológico, a respeito do libelo contra o Código Florestal montado pelo Ipea. Leiam aqui.

Agora façam mais uma conta. Par reflorestar um hectare, sem que a formiga coma a muda, sem que a muda morta não seja substituída, com tratamento da terra e posterior cuidado, o custo é de R$ 5 mil, em média. Multipliquem 30.000.000 de hectares por R$ 5.000,00 e teremos a assombrosa cifra de R$ 150.000.000.000,00. De onde o país vai tirar dinheiro para isso? Ou seja: além de parar de produzir, ainda teremos que botar mais R$ 150 bilhões em reflorestamento. 

Mas não pára por aí. O que a Marina Silva quer são espécies nativas, é integral recuperação dos biomas, para que eles fiquem como era no tempo dos dinossauros. Aí você pega e multiplica este valor por três, que é o que custa reforestar usando mudas que não existem e técnicas de cultivo as mais diferentes possíveis. É ou não é uma imbecilidade?

Por fim, calculem que, como não há dinheiro para reflorestar 30 milhões de hectares, mas a proibição de cultivo continuará, serão mais algumas centenas de milhares de famílias ingressando nos programas sociais do governo e inchando as periferias das grandes cidades. Dá para imaginar o custo social de tamanho absurdo, que a Dilma não vê e que a imprensa burra não tem capacidade para analisar?

A Marina Silva e as suas ONGS estrangeiras, apoiada pela esquerda burra e pela imprensa incompetente, quer trocar comida por mato. 30 milhões de hectares cultivados por 30 milhões de hectares de sombra. Isto num país cujo slogan é Brasil sem Pobreza é Brasil sem Miséria. Isto num país que tem 62% do território preservado, enquanto a Europa tem 0,3%. Podemos trocar o slogan da Dilma por uma mais correto: Brasil sem Pobreza é Brasil sem Marina. Sim, porque o nome dela pode ser trocado para Marina Miséria.

Um dos ambientalistas mortos na Amazônia usava nome falso e era um assassino perigoso. Mas a culpa era do Código Florestal.

Em meio a tantas calúnias e mentiras ditas contra o Código Florestal, a mais suja de todas foi a que  tentou ligar mortes por conflitos de terra ou por vingança com a nova legislação, aprovada na Câmara e em votação no Senado. Como sempre, o governo petista, refém das ONGS estrangeiras e das missões religiosas da Amazônia, armou um escarcéu para se justificar. O resultado da politização da violência acabou sendo a demonstração cabal do quanto o governo petista é incompetente e do quanto a justiça no país é uma bagunça. Leiam a matéria abaixo.
 
Do jornal O Liberal, Pará:


A Polícia Civil do Pará anunciou na tarde de ontem, que o assassinato ocorrido no dia 1º de junho deste ano, no Projeto de Assentamento Sapucaia, situado na zona rural do município de Eldorado do Carajás, no sudeste paraense, não tem qualquer ligação com conflitos agrários no campo. Em contato com a reportagem na noite de ontem, o diretor das delegacias do interior, delegado Silvio Maués Batista, disse que na verdade, a vítima era foragido do Estado do Maranhão e usava o nome falso de Marcos Gomes da Silva, quando o seu nome verdadeiro era João Vieira dos Santos.

A polícia desvendou o caso depois da localização de familiares da vítima no município maranhense de Bom Jardim. Segundo a família, João Vieira nasceu em Zé Doca, no Maranhão, sendo que, em novembro de 2001, assassinou a pauladas, e com requintes de perversidade, Francisco das Chagas de Albuquerque França, tendo sido pronunciado pelo crime pelo juízo da comarca de Bom Jardim, onde ocorreu o homicídio. Dois anos depois de ser preso, de acordo com a polícia paraense, João Santos fugiu para o Estado do Pará, onde passou a usar documentos falsos, tendo residido na zona rural dos municípios de Goianésia do Pará, Paragominas e Tailândia e Marabá, e Eldorado do Carajás, onde morava escondido, no assentamento Sapucaia.

Para a reportagem de O Liberal, o delegado Silvio Maués disse que o irmão de João Vieira, o comerciante Isamar Vieira dos Santos, que reside na cidade de Zé Doca, foi quem reconheceu o cadáver, através de fotos da perícia. Ouvida em depoimento, a companheira de João, Maria Francisca Silva César, disse na delegacia de Eldorado do Carajás que ele não possuía documentos e apenas se identificava como Marcos. A mulher garantiu que não sabia de qualquer envolvimento do companheiro em crimes naquele Estado. As suspeitas de que a vítima seria fugitivo começaram ainda durante o exame de necropsia no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, em Marabá.

Serra eleva o tom contra o PT e dá a senha para uma CPI do BNDES.

Artigo publicado hoje no Estadão, por José Serra (PSDB-SP), ex-candidato à presidência:

" Parece ter virado rotina. Em época de eleição, nada mais demonizado do que a ideia de privatização de empresas ou serviços públicos. Passadas as eleições, a mesma ideia se torna apreciada pelos mesmos que a satanizaram. Essa é uma especialidade do PT, embora, a meu ver, a citada demonização estivesse longe de explicar os resultados da eleição do ano passado. Mas esse não é nosso assunto de hoje.

Pretendo abordar a questão de outro ângulo, a partir da oportuna reportagem de Renée Pereira, no Estadão, sobre as estradas federais concedidas à gestão privada durante o governo Lula. A matéria ilustra de forma perfeita até que ponto uma política pública pode ser malfeita e se candidatar a estudo de caso em cursos de economia ou administração pública. Em resumo, foram concedidas sete rodovias federais em outubro de 2007. Ganhou quem ofereceu o menor pedágio e se comprometeu a realizar R$ 5 bilhões em investimentos, num prazo de cinco anos. O que aconteceu desde então? 

Os pedágios aumentaram bem acima da inflação, mas o programa de investimentos não foi cumprido. Nos primeiros três anos de concessão, o índice de execução atingiu pouco mais da metade do acordado nos contratos. O governo deixou que isso acontecesse. Diante das queixas de prefeitos do Paraná a respeito de um trecho de rodovia federal sob concessão, o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o principal órgão federal que cuida das estradas, foi flagrado pelo Jornal Nacional esbravejando: "Se a empresa não duplicar, tira e põe outra... Qualquer coisa, vamos queimar as praças de pedágio, vamos tocar fogo nas coisas, entendeu?"  É assim: o chefe do Dnit, a quem cabe fiscalizar, fazer cumprir leis e contratos nessa área, cuidar da segurança e da qualidade das rodovias, destempera-se como se não tivesse nenhuma responsabilidade sobre o assunto. Não é maravilhoso?

Na verdade, o Dnit, como a quase totalidade dos órgãos e agências do governo, já foi privatizado há muito tempo, e essa é uma das causas do fracasso rodoviário brasileiro. Falo da privatização viciosa, não da virtuosa: sua diretoria é loteada entre partidos, grupos e subgrupos, que põem a instituição a serviço dos seus interesses político-pecuniários, os quais pressupõem não apenas a falta de planejamento e modelos de concessão malfeitos, mas também lassidão no tratamento dos contratados privados. Enquanto isso, as rodovias federais batem recordes em matéria de acidentes - em 2010, 15,4% de mortes a mais do que em 2009, ano que já tinha batido o mórbido recorde. Do ponto de vista econômico, o mau estado dessas rodovias provoca um aumento médio dos custos de transporte de quase 30%. Aliás, pesquisa da CNT mostrou que apenas 30% das estradas federais têm pavimentação em bom ou ótimo estado. É o barato que sai caro.

O melhor exemplo de concessões rodoviárias bem feitas tem sido o de São Paulo, onde 75% das estradas são consideradas ótimas ou boas e os acidentes por quilômetro de veículo rodado caem ano após ano. Nessas concessões - amaldiçoadas pelos candidatos petistas na última campanha - o investimento por quilômetro/ano associado ao modelo paulista é cerca de 170% superior ao federal. É o caro que sai barato.Na verdade, o PT não chega a ter um problema ideológico com as privatizações. Fosse assim, poderia aprender alguma coisa e mudar. A questão é mais séria. Eles têm dificuldades para realizar privatizações de sucesso em razão de seu despreparo em matéria de gestão e da maneira como governam. A essência do seu padrão de administração pública é o patrimonialismo - uso do setor público para atender aos que governam e a seus partidos -, mais o talento ilusionista: o que conta é o anúncio, a publicidade, o mundo virtual e o vale-tudo nas eleições. Planejar e servir ao público, e não servir-se do que é público, não fazem parte da cartilha.

Isso tudo está por trás também do colapso dos aeroportos brasileiros. Quando governador de São Paulo, insisti sempre junto ao presidente Lula na necessidade de conceder a gestão dos Aeroportos de Viracopos e Guarulhos ao setor privado. No fim, apesar do apoio do ministro da Defesa, Nelson Jobim, o governo recusou-se a fazê-lo. Anos foram perdidos, os problemas se agravando. A candidata adversária e seu partido houveram por bem até satanizar a proposta durante a campanha eleitoral. Passadas as eleições, dá-se uma cambalhota e anuncia-se a concessão desses dois aeroportos e do de Brasília, como se o anúncio em si fosse uma panaceia. Entre outras coisas, enfia-se, não se sabe como vai ser, a Infraero, empresa estatal do setor, como sócia minoritária (49%). A Infraero, como os Correios, foi uma das estatais mais castigadas e estragadas pelo governo Lula, passando a ser a detentora da taça nacional de superfaturamento de obras. Por cima, anuncia-se um prazo impossível para o edital de concorrência: até o fim do ano! Isso numa área complexa e na qual não há nenhuma experiência no Brasil. Note-se que depois do edital vem a concorrência. Depois desta, as obras...

Outra modalidade recente de privatização é a que envolve dinheiro público doado à área privada, criando grandes espaços de influência, quando não de manipulação e arrecadação de recursos. Grandes subsídios ao capital privado para compensar projetos mal elaborados (Belo Monte) ou mesmo alucinados (trem-bala), financiamentos do BNDES a esses e outros projetos, a juros equivalentes à metade das taxas de captação de recursos pelo Tesouro. Custo anual, não aprovado em nenhuma lei orçamentária: R$ 20 bilhões ao ano. (Veja-se a esse respeito meu artigo Um Banco Muito Especial em http://www.joseserra.com.br/archives/1132.) A transformação de recursos públicos em privados no governo petista é rápida e malfeita, tal como no lema da Cavalaria antiga, estilo retratado num filme antigo, A Carga da Brigada Ligeira. Já as concessões e parcerias com o setor privado são lentas e malfeitas, contrariando metade do lema. O pior dos dois mundos."

PT não sabe o que já está decidido: Ideli nas Relações Institucionais.

Se não for Ideli a indicada é porque este blog tem prestígio e queimou o nome da Ministra da Pesca ao ter dado o furo. Vejam as coincidências. Dilma avisou ao PT que terá o nome até amanhã. Gleisi está sem agenda. Ideli Salvatti também está sem agenda. E Dilma está rumando para Santa Catarina, domicílio eleitoral da ex-senadora petista. Isto quer dizer que ambas estão à disposição da presidência. O PT anda muito mal informado. É um partido em crise, batendo cabeças. E o PMDB não aproveita. Azar. Vão ter que engolir a Ideli, assim como tiveram que engolir a Gleisi. Portanto, anotem aí: vem aí a Ideli!

O milionário reluzente vira político decadente: Palocci pode ser candidado a prefeito em Ribeirão.

Da Folha Poder:

Antonio Palocci mal deixou o cargo de ministro da Casa Civil e o diretório do PT em Ribeirão Preto (313 km de SP) já começou a sonhar com a chance de tê-lo, no ano que vem, como candidato a prefeito da cidade, seu berço político. O presidente do PT ribeirão-pretano, Pedro de Jesus Sampaio, disse nesta quarta-feira (8), um dia após a queda do ministro, que o convite será feito, pessoalmente, "o mais rápido possível". Segundo Sampaio, Palocci chegou a ser sondado em eleições anteriores, mas recusou o convite com a justificativa de que, por ter alcançado o cenário nacional, o "interesse do todo" pesava mais do que a necessidade do diretório local. "Palocci dizia que, apesar de gostar muito de Ribeirão, tinha obrigações com o partido como um todo, em esfera nacional, e também com o país", contou Sampaio. "Agora, com ele [Palocci] fora do governo e sem ocupar nenhum cargo público, vamos retomar essa discussão." Segundo Sampaio, se Palocci aceitar concorrer, a aprovação no partido será unânime. Leia mais aqui. 

O mundo está se endireitando?

Coluna de Sérgio Malbergier, da Folha de São Paulo, intitulada " Dá dó da esquerda":

Um dos grandes legados de Lula foi ter levado a esquerda brasileira para a direita, comandando inclusive privatizações de setores nunca antes privatizados neste país. Sua exaltação do extermínio da direita brasileira foi lamentada como antidemocrática, mas, convenhamos, quem precisa de direita com essa esquerda? Pois a nova esquerda brasileira é a nova direita brasileira. Lula conseguiu promover o que seu amigo e contemporâneo de poder George W. Bush proclamara como bandeira antes de ser atropelado pelo 11 de Setembro: o conservadorismo com compaixão. Tropicalizado. 

A eleição no último domingo do "esquerdista" Ollanta Humala no Peru é prova de que a jabuticaba do lulismo, democrático, capitalista, inclusivo, tornou-se produto exportação, incluindo acessórios como marqueteiros. Como com Lula, a pegada de Humala é a promessa de inserção de milhões de peruanos miseráveis no fluxo de prosperidade capitalista que tornou o Peru uma das economias mais dinâmicas no mundo. Humala elegeu-se graças à fragmentação da direita e com o forte apoio das regiões mais pobres do Peru. Afastou-se do venezuelano Hugo Chávez e passou a ter Lula como modelo. 

É uma saída pela direita global: a maior crise do capitalismo acabou expondo cristalinamente que o único sistema econômico possível hoje é o capitalismo. Ninguém duvida que a China avança porque abraça cada vez mais o capitalismo. O mesmo acontece no Vietnã, na Indonésia, até na Índia. Na África, países que adotaram políticas econômicas pró-mercado crescem num ritmo transformador. Nos EUA, os republicanos tomaram o Congresso dos democratas, e o presidente Barack Obama não consegue escapar da imposição dos mercados de equilíbrio fiscal. 

Mas é no velho continente, berço do esquerdismo moderno, que as coisas estão mais divertidas. A esquerda européia está sendo varrida da Europa. Com a vitória da centro-direita em Portugal nesta semana, apenas 4 dos 27 chefes de governo da União Européia são de esquerda ou centro-esquerda. Até na Suécia, bastião do esquerdismo europeu, a direita se consolida. Dá dó ler o panfleto esquerdóide britânico "The Guardian": a desolação com a onda direitista é tocante, expressa em títulos como "O mundo precisa de um novo Marx" e em questões retóricas como "e o que nós (esquerda) temos para nos manter vivos?" Ir para o centro é a solução. Hoje só se governa com e para o centro. Mas, no século 21, o centro se deslocou violentamente para a direita. E segue se movendo nessa direção.

(Atualização tendo em vista alguns comentários: esta é uma coluna assinada, conforme informado acima. Em nenhum lugar está escrito que é a opinião do Blog. É apenas informação)

Dilma vai de trator no Palácio e no Congresso.

Se a oposição acha que Gleisi Hoffmann, a nova ministra-chefe da Casa Civil é um trator, tendo em vista a sua abnegação ao PT e ao governo nestes poucos meses de Senado, prepare-se para o pior: Ideli Salvatti, aquele trator desregulado, pois será ela a nova ministra das Relações Institucionais, como o blog adiantou, ontem à noite. O que nos leva a conclusão de que existem tratores e tratores.Quem viu Gleisi no Senado, defendendo o governo, acha que este trator, além de mais belo, tem um nível bem mais alto do que o trator Ideli, a advogada do mensalão e do José Sarney.

STF absolve o terrorista assassino italiano e Itália leva o Brasil ao Tribunal de Haia.

Da BBC:

A Itália anunciou que vai recorrer à Corte Internacional de Haia, na Holanda, para tentar reverter a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de não extraditar o ex-ativista italiano Cesare Battisti, libertado na quarta-feira por decisão dos juízes. Em nota divulgada na manhã desta quinta-feira, o ministro italiano do Exterior, Franco Frattini, disse ter recebido "com profundo pesar" a decisão do plenário do Supremo, que aprovou por 6 votos a 3 a soltura de Battisti, cuja extradição é requisitada pela Itália. Frattini disse que, com a decisão, o SFT contraria "a sua própria decisão anterior".

"De sua parte, a Itália pretende ativar imediatamente todos os mecanismos junto às instituições multilaterais pertinentes, em particular o Tribunal Internacional de Justiça, em Haia, para proceder a uma revisão de uma decisão que não é coerente com os princípios gerais do direito e suas obrigações sob o direito internacional."
Preso no Rio de Janeiro em 2007, o ex-ativista fora condenado à prisão perpétua em seu país por assassinato, quando integrava o grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC). Ele alega ser perseguido politicamente pelas autoridades italianas.

Em 2009 a Corte havia decidido autorizar a extradição de Battisti, mas a decisão final foi deixada para o presidente Luis Inácio Lula da Silva que, no apagar das luzes de seu mandato - no dia 31 de dezembro do ano passado -, decidiu manter o italiano no Brasil. Em sua sentença, o Supremo entendeu que a decisão de Lula foi um ato de soberania do Executivo nacional e não cabe à Itália questioná-lo. Em nota também divulgada nesta quinta-feira, o premiê italiano, Sílvio Berlusconi, também disse que a notícia gerou "pesar" e que a Itália continuará tentando reverter as decisões da Justiça brasileira. "A decisão não leva em conta as expectativas legítimas de Justiça do povo italiano e em particular dos parentes das vítimas de Battisti", afirmou o premiê. 

Complexidades

Por suas implicações diplomáticas e políticas, o caso é considerado um dos mais complexos a passar pelo crivo do Supremo. A Itália havia entrado com um processo de extradição em maio de 2007, que foi negada em definitivo nesta quarta-feira, após ser analisada em diversas ocasiões pelo STF. A reclamação italiana defendia que o veto de Lula descumpre não apenas a decisão de 2009 do STF como fere o tratado de extradição entre Brasil e Itália. Os seis votos a favor da libertação de Battisti foram dados pelos ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio Mello. Já Gilmar Mendes (relator do caso), Ellen Gracie e Cezar Peluso votaram contra. Em seu voto, Mendes alegou que “no Estado de Direito, nem o presidente da República é soberano. Tem que agir nos termos da lei, respeitando os tratados internacionais”. Os ministros Antonio Dias Toffoli e Celso de Mello não participaram do julgamento porque se declararam impedidos.

Decisão de Dilma não agradou nem PT e nem PSDB.

Marco Maia(PT-RS), presidente da Câmara dos Deputados, não foi à posse de Gleisi Hoffmann. Para quem largou o Código Florestal para ir ver Barcelona x Real Madri, não ter atravessado a rua é um sintoma e tanta da crise que atinge o PT e o governo. O PMDB também não gostou, conforme pode ser visto na matéria abaixo, de O Globo.

Lula dá nova versão para a demissão de Palocci: não saiu, foi demitido.

Da Folha:

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu ontem a demissão do ex-ministro Antonio Palocci, que chefiou a Casa Civil nos primeiros cinco meses do governo Dilma Rousseff. Ele afirmou que Dilma agiu "no momento certo", deixando claro que a decisão de sair do governo não foi de Palocci."É sempre triste tirar um companheiro. Eu tive que tirar companheiros, e é um sofrimento muito grande. Mas acho que a presidente tem autoridade e fez no momento certo", disse o petista. A declaração contraria a versão oficial de que Palocci teria decidido abrir mão do cargo para proteger Dilma.

O ex-ministro entregou carta de renúncia à presidente e disse ontem, no discurso de despedida, que saía para preservar o diálogo do governo com a sociedade.Sobre a escolha da nova ministra Gleisi Hoffmann, senadora novata do PT paranaense, Lula foi conciso: "Se a companheira Dilma escolheu, está certa."Dilma levou 23 dias para demitir o aliado desde que a Folha revelou o aumento do seu patrimônio, multiplicado por 20 em quatro anos. Durante as mais de três semanas de agonia, Palocci se recusou a divulgar a lista de clientes que teria atendido como consultor.

Lula quebrou o silêncio sobre o caso ontem à noite, antes de dar palestra remunerada a convidados da fabricante de embalagens Tetrapak, em São Paulo. Ele evitava declarações à imprensa, mas agiu intensamente nos bastidores e negociou com Dilma os termos da demissão de Palocci. As conversas de Dilma e Lula ocorreram em duas etapas, no fim de semana e na segunda-feira. A princípio, o ex-presidente avaliava que Dilma deveria tentar manter Palocci caso a Procuradoria-Geral da República arquivasse as denúncias contra ele. Ele já havia trabalhado por Palocci na semana retrasada, quando foi a Brasília para se reunir com aliados.

No telefonema de segunda-feira, porém, Dilma disse a Lula que não podia mais manter Palocci na sua equipe diante do desgaste que ele estava provocando no seu governo. Lula, então, elogiou a escolha de Gleisi. A atuação ostensiva do ex-presidente na crise gerou críticas a Dilma pela suposta existência de duplo comando no Palácio do Planalto.Após as reações, ela pediu ao aliado que se afastasse da capital nesta semana, na qual daria desfecho à crise. Atendendo a essa estratégia, Lula programou compromissos em outras cidades nos dias finais de Palocci.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Ideli volta em alto estilo e altos brados.

O martelo foi batido. Antes do fim da temporada da tainha, que encerra em 31 de julho, Ideli Salvatti será nomeada a nova ministra das Relações Institucionais, deixando o Ministério da Pesca para substituir Luiz Ficus Sérgio. Dilma concluiu que o problema é a briga intestina entre facções do PT e que, para isso, nada melhor do que um pitbull da casa para pacificar a companheirada. Anotem aí.

STF decide contra o relator Gilmar Mendes: assassino terrorista italiano viverá entre os brasileiros.

Da Folha Poder:

Por 6 votos a 3, os ministros do STF decidiram que a Itália não tem legitimidade para questionar o ato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que negou a extradição do italiano Cesare Battisti. Juridicamente, eles não "conheceram" a reclamação feita pelo governo da Itália ao Supremo. Mesmo assim, o relator do caso, ministro Gilmar Mendes, afirmou que caberá ao Supremo analisar o ato de Lula, independentemente do pedido italiano ter sido derrubado. 

Os colegas Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello interromperam o relator e argumentaram que não haveria mais o que se discutir. O clima esquentou. Mendes chamou Marco Aurélio de "censor". "vossa excelência não é censor de colega", disse, retomando seu voto. Acontece que a maioria dos ministros já afirmou que a decisão do presidente da República não está vinculada à análise do tribunal e praticamente resolveram a questão. Entenderam desta forma os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio Mello.Leia mais aqui.

Palocci conquista primeiro cliente na sua nova fase como consultor: a Petrobras.

Da Folha Poder, mostrando que existe um outro Estado por trás do Estado:

O ex-ministro-chefe da Casa Civil Antonio Palocci, demitido na terça-feira, tem mandato de um ano como membro do Conselho de Administração da Petrobras e não perde o cargo automaticamente, segundo afirmou o presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli. Palocci foi eleito em 28 de abril para o mandato de um ano pela assembleia geral ordinária de acionistas da companhia. "O cargo é da pessoa e não do ministro. O ministro é uma pessoa de alta competência e a Procuradoria [Geral da República] arquivou as denúncias contra ele. E ele saiu para não prejudicar o governo", disse Gabrielli. Palocci, porém, pode ser destituído do cargo pelo governo federal, acionista controlador da companhia que o indicou. Nesse caso, o posto pode ficar vago ou os demais membros do Conselho de Administração da Petrobras tem autonomia para indicar um novo nome até a próxima reunião ordinária da assembleia.
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Quem deve estar comemorando é a WTorre, que possui um contrato de centenas de milhões com a Petrobras, no Porto de Rio Grande, pelo qual recebeu adiantado. Agora, sem o impedimento do cargo, Palocci poderá aconselhar muito melhor o seu cliente.

Querem um Código Florestal bom para o Brasil e o mundo? Afastem Marina Silva e suas ONGS estrangeiras.

Da Folha Poder:

Após sofrer derrota na Câmara na votação da reforma do Código Florestal, o governo trabalha para evitar que uma nova disputa entre ruralistas e ambientalistas emplaque pontos polêmicos e em desacordo com o Planalto na discussão no Senado. A ideia é que o relatório do novo código seja construído em conjunto pelas comissões de Agricultura e de Meio Ambiente do Senado. O acerto foi fechado nesta quarta-feira durante reunião da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e relatores da reforma, senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), Comissão de Agricultura, e Jorge Viana (PT-AC), Comissão de Meio Ambiente.  Questionados sobre a diferença de alinhamento dos relatores, a ministra disse que até agora só há entendimento. "Só vi convergências."  Izabella voltou a defender mudanças no texto aprovado pela Câmara. O governo propõe mudanças em pelo menos 11 pontos da proposta que recebeu aval dos deputados.  "Não podemos ter um texto que gere contradições, que não seja recepcionado pela sociedade, que não esclareça para o agricultor familiar e o agronegócio quais são seus direitos, como regulariza as questões do passado e como avançamos uma agenda ambiental sólida, com uso do território", afirmou.

AJUSTES

A ministra disse que ainda não é hora de apresentar essas questões, mas de procurar um clima político para o debate da proposta do Senado.  "Temos oportunidade para fazer ajustes e criar novas condições em torno do debate político e do código em relação ao clima, sobre a biodiversidade, da agricultura de baixo carbono, um leque de temas."  Luiz Henrique comentou uma das polêmicas do texto e sinalizou alinhamento com Planalto ao defender que as "normais gerais" da regularização ambiental sejam estabelecidas pelo governo, mas permitindo a participação dos Estados.  "Essa é uma questão que está escrito na Constituição, que reserva poder concorrente para os Estados e dá união o poder de estabelecer as normais gerais. O projeto é construído nesse sentido", explicou o senador. Relator do texto também na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que não discute mérito, Luiz Henrique afirmou que é preciso ajustar o texto para evitar questionamentos judiciais. "Precisamos fazer [o texto] dentro de consenso e que permita que a lei possa não sofrer ataque de inconstitucionalidade."  Viana evitou falar de temas que enfrentam resistência do governo, mas defendeu um debate traquilo sobre o texto. "Eu mesmo falei com o autor na Câmara[deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP)] e ele mesmo reconhece que o clima ficou de certa disputa o tempo passou a ser adversário. O Senado tem que cuidar das imperfeições."

Fora da casinha.

Da Agência Senado

Ao manifestar em Plenário seu apoio à escolha da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) para a chefia da Casa Civil, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse que a saída de Antonio Palocci do ministério é "motivo de sofrimento" para a bancada do Partido dos Trabalhadores. Suplicy exaltou o talento demonstrado por Palocci em sua vida pública, lembrando os efeitos positivos duradouros de sua gestão como prefeito de Ribeirão Preto (SP), e destacou seus feitos nos governos Lula e Dilma.- Muitas vezes pude acompanhar o seu trabalho como ministro da Fazenda e ministro da Casa Civil e tenho a convicção de que ele continuará a dar extraordinárias contribuições à vida pública brasileira, inclusive para o governo da presidenta Dilma Rousseff - disse.

Aqui no Nahoum...

Acabo de ver o ministro Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, subir rumo à suíte do José Dirceu. Será que vai assumir a pasta de Relações Institucionais ou apenas atender interesses do amigo lobista? 

( O Blog está em Brasília, mas não espalhem...)

Palocci alimentou o golpe de Marina e suas ONGS contra o Código Florestal. A nova ministra vai honrar a sua palavra?

Lembram que foi de dentro do gabinete de Palocci que Marina Silva e 14 ONGS tentaram desestabilizar o Legislativo, impedindo a votação do Código Florestal? As coisas mudaram. Talvez com a nova ministra da Casa Civil, a nossa fofa presidente Dilma Rousseff tenha a dignidade de ler o relatório de Aldo Rebelo (PCdoB-SP), em vez de repetir como uma papagaia a bobajada que Palocci enfiou na sua cabeça, sabe-se lá com que interesses ou em nome de que clientes da sua "consultoria". No Senado, Gleisi Hoffmann defendeu o Código Florestal e reconheceu que os agricultores não tem culpa por desmatamentos passados, um crime que Marina Silva e suas ONGS querem empurrar para as costas de quem trabalha e alimenta o país. Assista, abaixo, um vídeo de Gleisi em defesa do Código Florestal.

A "loura".

É assim que Dilma trata a nova ministra da Casa Civil, carinhosamente. Leia abaixo a matéria da Veja:

Gleisi é filiada ao PT há 22 anos, e percorreu os atalhos da política em parte por causa da figura do marido. A oposição a classifica como alguém radical, que partidariza cada mínimo debate e prefere o "tratoraço" da maioria governista ao diálogo. Parlamentares ouvidos pelo site de VEJA acreditam que a relação entre Planalto e Congresso tende a piorar, justamente num período em que os ânimos já estão exaltados.

Peemedebistas atribuem a Gleisi uma operação para retirar das mãos de Romero Jucá (PMDB-RR) a liderança do governo no Senado em 2012. De fato, a senadora vinha tentando minar o trabalho de Jucá em algumas votações, numa disputa que tinha potencial para abrir uma guerra declarada entre as bancadas. Parlamentares do PMDB consideram impossível que a nova ministra seja responsável pela interlocução do Planalto com o Congresso.

Alguns petistas e integrantes de outros partidos aliados já foram apresentados aos modos, por assim dizer, pouco democráticos da nova ministra. Na semana passada, ela chegou a retirar o microfone da boca de dois colegas: os senadores Inácio Arruda (PC do B-CE) e Aníbal Diniz (PT-AC). Gleisi tentava apressar a votação de duas medidas provisórias que perderiam o efeito se não fossem votadas até meia-noite do dia 1º de junho. Fracassou na missão e saiu dela com a imagem arranhada entre aliados e oposicionistas.As inimizades já renderam dois apelidos a Gleisi, que também se destaca como a figura mais bonita do Senado: Barbie e Lady Gaga. Ambos fazem troça com o apreço com o visual e aquilo que alguns chamam de pose demasiado altiva da petista. Leia mais aqui.

PMDB fez papel de bobo.

Enquanto o PMDB colocava todos os seus caciques para defender Antonio Palocci Filho, Dilma Rousseff fazia tabelinha com Gleisi Hoffmann, a senadora que "queimou" o companheiro na reunião dos senadores com a presidente. Resultado: depois da sua intervenção, virou ministra, enquanto o PMDB ficava com cara de bobo, defendendo o indefensável. É isso que dá um partido poder ser protagonista e preferir andar a reboque.

Investigado pelo PT, Aécio "determina" fim da crise.

Enquanto três deputados estaduais de Minas ingressaram na Procuradoria-Geral da República, em Brasília, com uma representação para que sejam apuradas supostas práticas de sonegação fiscal e ocultação de patrimônio por parte do senador Aécio Neves (PSDB-MG),  o tucano, principal nome da oposição no Congresso, disse que a saída de Antonio Palocci da Casa Civil estanca a crise política no governo. Para ele, a oposição terá de reavaliar estratégias. "Vamos discutir qual o caminho que vamos tomar em relação a convocação do ministro na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Mas, obviamente, com esse fato, será preciso rever nossa posição e nossa estratégia", disse. 

Não é o que o líder do PSDB na Câmara dos Deputados pensa: "A demissão não pode ser usada como pretexto para que as perguntas fiquem sem respostas: quem eram os clientes, que serviço ele prestou e quanto recebeu", questionou Duarte Nogueira (SP). Na mesma linha foi o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR): "Palocci sai do governo pela porta dos fundos sem dar explicação convincente à sociedade sobre os escândalos envolvendo seus negócios milionários".

Viva a Justiça do Brasil.

Ontem o STJ anulou a condenação contra o banqueiro Daniel Dantas, decorrente da Operação Satiagraha, devido a participação ilegal da Abin na obtenção de provas. No mesmo dia, o Conselho Nacional de Justiça decidiu pelo arquivamento da representação movida por Dantas contra o juiz Fausto De Sanctis, que mandou prendê-lo em 2008 e que usou, para isso, todo a sorte de artifícios. Protógenes Queiroz, o delegado que armou toda a operação, virou deputado federal pelo PCdoB de São Paulo e adquiriu imunidade parlamentar. O Procurador Geral da República tomou uma decisão histórica para salvar Palocci: ser reconduzido no cargo, em vez de "procurar" provas contra um ministro acusado de enriquecimento à base de tráfico de influência. Por fim, hoje, o STF deve tomar uma decisão política, livrando o assassino terrorista Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos a sangue frio na Itália, livrando-o da extradição. Essa é a Justiça brasileira. Nunca na história deste país ela mostrou o quanto é cega quanto agora.

Depois do PGR tentar nos empurrar um ladrãozinho, STF pode nos presentear com um assassino terrorista solto nas ruas.

Da Folha de São Paulo:

Depois de mais de dois anos de indefinição, o STF (Supremo Tribunal Federal) retoma hoje a discussão sobre o destino do italiano Cesare Battisti e deverá validar a decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que negou, no último dia de seu mandato, pedido do governo da Itália para extraditá-lo. O caso já foi levado ao plenário do Supremo quatro vezes, quando os ministros decidiram autorizar a extradição de Battisti, deixando para o presidente a palavra final. Na última vez, ficou estabelecido que o chefe do executivo não poderia desrespeitar o Tratado de Extradição entre Brasil e Itália.

Battisti fez parte de grupo terrorista de extrema esquerda da Itália dos anos 70. Foi condenado pela Justiça italiana à prisão perpétua, por participar de quatro assassinatos, mas sempre negou a autoria dos crimes e disse sofrer perseguição política. O então ministro da Justiça brasileiro Tarso Genro concedeu a ele, em 2008, o status de refugiado político. O argumento era haver "fundado temor de perseguição política" se Battisti voltasse à Itália. Esse ato, porém, foi considerado ilegal pelo Supremo. Hoje, ele analisa a reclamação do governo da Itália, que diz que Lula, ao decidir pela permanência de Battisti, descumpriu a decisão do STF.

A tese é: a presidência usou argumentação presente no tratado de extradição que, com outras palavras, afirma o mesmo que Genro disse para conceder o refúgio, já negado pelo Supremo. Ministros ouvidos pela Folha afirmam que a maioria do tribunal não irá criar nova polêmica. Ou seja, não anularão o ato de Lula.