terça-feira, 7 de junho de 2011

Tchau, Luiz "Ficus" Sérgio.

Depois de Palocci, a bola da vez é Luiz Ficus Sérgio, o ministro das Relações Institucionais que é uma planta no Palácio do Planalto. Como informou a nova ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, área terá nova configuração, focada em gestão e no acompanhamento dos projetos do governo. Não fará articulação política. Quem fará? Luiz Ficus Sérgio? Não tem perfil, não tem autoridade, nunca fez o seu trabalho. É o próximo a cair. Quem irá assumir o relacionamento político que está em frangalhos, com dois líderes de fraco desempenho como Paulo Teixeira (PT-SP) e Cândido Vaccarezza (PT-SP)? Será que Dilma vai chamar o Fernando Pimentel ou o Alexandre Padilha?

Confirmada a mulher de Paulo Bernardo na Casa Civil: Gleisi Hoffmann, senadora petista do Paraná.

Com menos de seis meses de atividades, o único feito da senadora Gleisi Hoffmann foi liderar a aprovação de medida provisória que triplicou o preço que o Brasil paga pela energia de Itaipu. Itaipu fica no Paraná. A senadora é do Paraná. Ela já foi diretora financeira da Itaipu Binacional. Nós estamos de olho. Conheça aqui a biografia blogada da Gleisi.

A nota oficial da Presidente:

E ele saiu hoje.

Hoje pela manhã publicamos um post em que dizíamos que todos estavam buscando uma saída honrosa: Dilma, Lula, o PT e Palocci. Não leu?  Leia aqui. E perguntávamos: "sai hoje?" Pois saiu!

Leia a íntegra da nota da Casa Civil sobre o afastamento de Palocci: 

"O ministro Antonio Palocci entregou, nesta tarde, carta à presidenta Dilma Rousseff solicitando o seu afastamento do governo. O ministro considera que a robusta manifestação do Procurador Geral da República confirma a legalidade e a retidão de suas atividades profissionais no período recente, bem como a inexistência de qualquer fundamento, ainda que mínimo, nas alegações apresentadas sobre sua conduta. Considera, entretanto, que a continuidade do embate político poderia prejudicar suas atribuições no governo. Diante disso, preferiu solicitar seu afastamento." 

Conforme prevemos,  eles, que não tem um pingo de honra, queriam uma saída honrosa.

Nós derrubamos Palocci.

Nós, que não demos sossego, que motivamos a oposição, que batemos dia após dia neste verdadeiro escândalo, derrubamos Palocci. Vingamos o caseiro Francenildo. Mas não vamos parar. Agora, sem imunidade parlamentar ou ministerial, que se entenda com a Justiça comum. Que se explique. Que pare de ofender o povo brasileiro com tanta sujeira e tanta mentira. Tchau, Porquinho Palocci. Nunca na história deste país alguém fez tanto juz ao apelido.

Palocci já arruma as gavetas.

Da Folha Poder:

O ministro Antonio Palocci (Casa Civil) já comunicou sua equipe que pedirá demissão hoje. A forma do anúncio e o substituto do ministro ainda estão sendo discutidos entre Dilma Rousseff, Palocci e outros assessores do Palácio do Planalto. O martelo foi batido depois que, a despeito da decisão do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de arquivar o pedido de investigação sobre seu enriquecimento, ficou evidente a falta de respaldo político para Palocci se manter. Os senadores do PT se recusaram a assinar uma nota de apoio a Palocci. E a CPI proposta pela oposição para investigá-lo está a três assinaturas de ser criada.

Palocci " ai de braço dado com dois sordado".

Do Estadão:

Segundo fontes governistas, o cenário nesta manhã é de permanência de Palocci no cargo com a troca do ministro Luiz Sérgio. Essa seria a posição defendida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo essa avaliação, Palocci acabou sofrendo o desgaste político por acumular muito poder. Com um ministro de Relações Institucionais mais forte e que se imponha mais, Palocci, na Casa Civil, teria reduzido sua influência e poderia se recuperar desse desgaste político.

Comento: não, Lula, o desgaste de Palocci foi porque ele acumulou muito dinheiro, sem ter uma explicação para isso. Ou melhor: sem poder explicar como isso ocorreu, para não sair do Palácio " ai de braço dado com dois sordado!"

Marina Silva continua mentindo, ofendendo o Congresso e ligando mortes com o Código Florestal.

Da Agência Brasil:

A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva lançou hoje (7), durante reunião do Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, uma campanha que pretende coletar 1 milhão de assinaturas contrárias ao texto do novo Código Florestal, na forma como foi aprovado pela Câmara dos Deputados. “A mentalidade dos brasileiros é melhor do que a do Congresso que votou esse projeto. Devemos sair daqui para ir além da agenda de conversas com líderes, partidos e com a presidenta Dilma Rousseff, para cumprir a agenda Um Milhão contra a Devastação”, disse Marina. 

Segundo a ex-ministra, o esforço de coletar 1 milhão de assinaturas contra o código e de organizar manifestações públicas será fundamental para dar respaldo àqueles que decidirão sobre a forma como o novo código será aprovado. “Tudo depende de uma sustentabilidade ética e política. Devemos fazer um esforço para dar sustentabilidade política aos senadores para que mudem o projeto. E se não der, vamos dar sustentabilidade política para que a presidenta Dilma o vete”, enfatizou Marina.

A atriz Christiane Torloni, que representa o Movimento Amazônia para Sempre, lembrou da época da campanha Diretas Já, pela redemocratização do país, movimento do qual participou. “Na época, conseguimos colocar mais de 1 milhão de pessoas nas ruas. Acho isso perfeitamente viável, para convencer aqueles que têm de ser convencidos e de constranger aqueles que têm de ser constrangidos”, disse a atriz. “Estamos em algo semelhante ao movimento Diretas Já porque trata-se de decidir o que fazer com a democracia. Temos de avançar e não retroceder nas conquistas que já tivemos”, avaliou Marina Silva. Ela ressaltou que o Código Florestal não trata de uma questão puramente ambiental. “É o encontro da economia com ecologia”, disse a ex-ministra pouco antes de classificar a Semana do Meio Ambiente como “uma das mais tristes da história”.

Ela reiterou as críticas à violência contra lideranças rurais que há tempos é praticada na Região Norte. “Essas pessoas morreram em nome dessa legislação que corre o risco de ser revogada [caso o Senado aprove o Código Florestal assim como passou na Câmara]. [Se aprovado o projeto] acabaremos com a base legal que defende as populações. As pessoas estavam vulneráveis, mas pelo menos a lei estava do lado delas”, argumentou a ex ministra.

Integraram o Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), a Associação Brasileira de Imprensa e a SOS Amazônia.

CPI contra Palocci avança no Senado. PDT, que é da base, assina requerimento.

Do Estadão:

Inconformados com a decisão do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de arquivar representação da oposição para apurar a evolução patrimonial do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, os senadores Cristovam Buarque (DF) e Pedro Taques (MT), ambos do PDT, assinaram nesta terça-feira, 7, requerimento pedindo a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o ministro. Cristovam Buarque lembrou que há dez dias chegou a dizer que não assinaria pedido de investigação antes de conhecer o parecer do Ministério Público (MP).
"Mas não houve parecer. Houve uma simples decisão de arquivamento. Continuo sem saber quem pagou ao ministro Palocci, para que fez esse pagamento e quanto ele teria recebido", afirmou o senador do DF. Cristovam Buarque disse que a sua iniciativa, ao assinar o requerimento, se deve ao empenho de ajudar o governo da presidente Dilma Rousseff. "E a permanência de um ministro sob suspeita atrapalha muito o governo", afirmou. No twitter, Taques também justificou a decisão: "Sou do PDT, tenho orgulho disso. Mas ser da coalizão não significa submissão. Não posso fugir do meu passado. Meu patrimônio é minha coerência".

O líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres, informou nesta terça que falta apenas uma assinatura para alcançar as 27 necessárias para a criação de uma CPI que investigue Palocci. Além das 23 assinaturas já obtidas, o líder do DEM dá como certo o apoio dos senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Itamar Franco (PPS-MG), o que elevaria o número para 25. Ele conta, ainda, com o apoio do peemedebista Ricardo Ferraço (ES), que já adiantou a decisão de ser o 27.º parlamentar a apoiar a CPI no Senado.

Quando é que a Presidente Dilma vai ler o Código Florestal para não falar bobagem contra o Brasil?

Abaixo, matéria da Folha Poder, mostrando o quando a nossa fofa Presidente não lê, não pensa, não tem o mínimo interesse em conhecer o Código Florestal, preferindo ser emprenhada pelo ouvido pela sua péssima assessoria e pelas ONGs da Marina. Aliás, a repórter Ana Flor, que não é flor que se cheire, também poderia parar de mentir nas suas matérias.

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira que não pretende dar permissão para ações de desmatamentos no Código Florestal que tramita no Senado. Em evento no Palácio do Planalto, Dilma disse que não permitirá "uma volta atrás". "Nós não negociamos nem tergiversamos sobre a questão do desmatamento [...]. Nós não permitiremos que haja uma volta atrás na roda da história", disse durante o lançamento da Comissão e do Comitê Nacional de Organização da conferência Rio+20. 

A plateia, composta em sua maioria por estrangeiros, aplaudiu Dilma de pé após o seu recado aos ruralistas.Em almoço com senadores do PMDB, na semana passada, ela já havia sinalizado que poderá vetar o artigo que concede anistia a desmatadores, aprovado pela Câmara. No encontro, ela pediu o apoio dos senadores para a discussão de um texto que una ambientalistas e ruralistas. O governo quer alterar no Senado 11 pontos da reforma do Código Florestal, aprovada no mês passado pela Câmara. Fazem parte da lista a anistia irrestrita aos desmatadores, o ressarcimento dos serviços agrícolas, a participação dos Estados na regularização ambiental. O Palácio do Planalto também quer ampliar os benefícios para a agricultura familiar. 

Se não quiser ler, alguém aí perto da nossa fofa Presidente, poderia mandar ela assistir o pronunciamento de ontem, da senadora Kátia Abreu, no Senado.  

Presidente da Câmara torce para o "porquinho" Palocci cair para não ter que derrubar a convocação.

Do Radar Político do Estadão

O presidente da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, Lira Maia (DEM-PA), encaminhou na manhã desta terça-feira, 7, ao presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), uma resposta oficial sobre a convocação do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Para Lira Maia, a convocação foi legal e o pedido para que seja feita a anulação atenta contra as normas da Casa. Na semana passada, o presidente da comissão deu o requerimento como aprovado após uma votação simbólica, na qual os parlamentares contrários teriam de levantar a mão. Alguns governistas cochilaram e Lira Maia garante que sua decisão levou em conta a maioria da comissão. Deputados governistas recorreram a Marco Maia com uma questão de ordem argumentando que a maioria era contra a convocação. O presidente da Câmara apresentará nesta terça-feira sua decisão.

Em sua resposta a questionamentos feito pelo presidente da Câmara, o deputado Lira Maia cita decisões anteriores na Casa em que o resultado proclamado visualmente pelo presidente chegou a ser questionado, mas foi mantido. Um dos exemplos citados é de uma ação do próprio Marco Maia no final do ano passado quando estava em votação uma emenda que tratava de royalties de petróleo. Apesar de a maioria do plenário ser favorável a um requerimento em votação, Marco Maia anunciou resultado contrário. “Cabe ao presidente, que tem uma visão melhor daqui de cima, decidir sobre os votos dos senhores parlamentares”, disse o presidente naquela ocasião. Leia mais aqui.O presidente da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, Lira Maia (DEM-PA), encaminhou na manhã desta terça-feira, 7, ao presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), uma resposta oficial sobre a convocação do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Para Lira Maia, a convocação foi legal e o pedido para que seja feita a anulação atenta contra as normas da Casa. Na semana passada, o presidente da comissão deu o requerimento como aprovado após uma votação simbólica, na qual os parlamentares contrários teriam de levantar a mão. Alguns governistas cochilaram e Lira Maia garante que sua decisão levou em conta a maioria da comissão. Deputados governistas recorreram a Marco Maia com uma questão de ordem argumentando que a maioria era contra a convocação. O presidente da Câmara apresentará nesta terça-feira sua decisão. 

Em sua resposta a questionamentos feito pelo presidente da Câmara, o deputado Lira Maia cita decisões anteriores na Casa em que o resultado proclamado visualmente pelo presidente chegou a ser questionado, mas foi mantido. Um dos exemplos citados é de uma ação do próprio Marco Maia no final do ano passado quando estava em votação uma emenda que tratava de royalties de petróleo. Apesar de a maioria do plenário ser favorável a um requerimento em votação, Marco Maia anunciou resultado contrário. “Cabe ao presidente, que tem uma visão melhor daqui de cima, decidir sobre os votos dos senhores parlamentares”, disse o presidente naquela ocasião. Leia mais aqui


Da Folha Poder, sugerindo que o presidente da Câmara ainda espera que o "porquinho" Palocci abandone a pocilga para que ele não tenha que afrontar o Legislativo:

Após receber a resposta de Lira Maia, o presidente da Câmara, Marco Maia, disse que poderia adiar a sua decisão de anular ou não a convocação de Palocci para amanhã. Ele está procurando um consenso para não sair desgastado. "Posso não tomar a decisão hoje. Estou conversando com os líderes, vendo as repercussões", disse. De qualquer forma, o documento com os argumentos para cancelar a sessão da Comissão de Agricultura da semana passado já está pronto.

OAB: Gurgel deu senha para a impunidade ao não investigar Palocci.

Do site da OAB:

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, afirmou hoje (07) que recebeu com frustração e decepção a notícia da decisão do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de arquivar as representações contra o ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, apresentadas por parlamentares em solicitação à apuração do crime de tráfico de influência e possível prática de improbidade administrativa.

"Ninguém vinha atribuindo culpa a quem quer que seja. O que a sociedade esperava era a investigação da situação que envolvia o ministro Palocci por parte do Estado brasileiro, aí representado por quem pode fazê-lo, que é o Ministério Público Federal", afirmou Ophir Cavalcante. Ainda segundo o presidente nacional da OAB, com a decisão, a leitura que se transmite à sociedade é, lamentavelmente, "a de que se conferiu uma senha para a impunidade neste país".

O sentimento maior é o de frustração e decepção, explica Ophir Cavalcante, porque se negou o direito da sociedade brasileira, de ver realizada a investigação acerca dos bens de um dos homens públicos mais importantes da República. "Essa decisão da PGR, de optar pelo arquivamento, pode servir para que o ministro definitivamente deixe o cargo. Se faltava uma motivação maior além das de ordem política e moral, que já existiam, esta, de ordem jurídica, justifica a sua saída do cargo neste momento", finalizou.

Nós também faturamos 10 milhões. Mais de 6 milhões em um ano.

Ontem o Blog ultrapassou a marca de 10.000.000 de page views, que significa o número de vezes em que alguma matéria publicada foi visualizada. De junho a junho, chegaremos a 6.500.000 visualizações, o que comprova o crescimento da audiência. Até domingo, deveremos alcançar 8.000.000 de acessos, sendo 5.200.000 nos últimos 12 meses. O nosso Blog é amador. Não tem robozinho. Não tem ferramenta sofisticada. É igual a muitos outros na blogosfera. O único robozinho por aqui atende pelo codinome Coronel, um blogueiro 24/7. Enquanto existirem Paloccis faturando milhões, nós estaremos aqui, denunciando e exigindo respeito ao país e aos eleitores. Os milhões de acessos provam que estamos no caminho certo, representando os anônimos brasileiros e brasileiras que não aceitam tanta corrupção e tanta roubalheira. Milhões de abraços a todos vocês, leitores e comentaristas.

São U$ 4 bilhões ou U$ 6 bilhões? Ninguém sabe nada sobre a caixa-preta do BNDES e os empréstimos para Chávez.

Para compreender melhor este post,  leia aqui.

É a caixa preta do BNDES. A Folha de São Paulo informa que o Brasil vai emprestar U$ 4 bilhões para Chávez, entre outras coisas para fazer um "Minha Casa, Minha Vida" na Venezuela. Em troca, a Braskem, que tem como acionista majoritário a Odebrecht (para quem Chávez pagou uma dívida de R$ 1 bilhão por interferência de Lula, o lobista) vai receber óleos crus, naftas e derivados de petróleo da PDVSA. A Petrobras e o BNDES são sócios minoritários na empresa. Há, em tudo, um jogo de interesses ideológicos, somados à defesa dos interesses econômicos de um pequeno grupo de empresas que tem usado o banco em flagrante benefício.

Sobre o negócio,  o El Universal, de Caracas, Venezuela,dá uma informação diferente:

...la petrolera brasileña Petrobras sostendrá esta semana una nueva reunión con representantes de Pdvsa, para tratar los aportes de recursos financieros por parte de la empresa venezolana para la construcción de la refinería Abreu e Lima, en el nororiental estado de Pernambuco.  El asesor para Asuntos Internacionales de la Presidencia brasileña, Marco Aurelio García, se refirió a los progresos en las negociaciones en torno a las garantías que debe presentar Pdvsa para acceder a un crédito de 10.000 millones de reales (unos $ 8.000 millones) del organismo estatal de fomento de Brasil, el BNDES.
Como dá para perceber, o número não é mais U$ 4 bilhões. Pulou para U$ 6 bilhões. Já envolve o BNDES financiando a parte da PDVSA em refinaria construída no Brasil. Ou seja: provavelmente, Chávez vai ficar com 50% de uma refinaria brasileira, tendo como financiador o BNDES. É ou não é estranho? Está ou não está na hora de uma CPI do BNDES? Algum politico pode alguma coisa contra a Odebrecht ou ela virou um poder paralelo na República Federativa do Brasil?

Lula, Dilma, PT, Palocci, todos estão buscando uma saída honrosa. Sai hoje?

O Procurador Geral da República decide não cumprir o seu papel, que é de investigar denúncias. Afirma que não encontrou indícios para mover qualquer tipo de ação. Ora, gordinho, com todo o respeito: se você não procurar, como determina o próprio cargo, como é que vai encontrar? 

Escorada na decisão do Procurador Geral da República, a Presidente da República decide não demitir o seu ministro que ficou rico da noite para o dia, provavelmente à noite, na medida em que exercia um cargo público durante o dia, para não cometer uma injustiça. Lava as mãos.

O Presidente da Câmara, passando por cima das notas taquigráficas e dos vídeos, decide anular, sem ter poder para isso, a convocação do ministro milionário, para depor na Comissão da Agricultura. Azar se a medida fere a Constituição, o importante é proteger o companheiro de partido.

Apesar de tudo isso, o ministro que encheu as burras de dinheiro enquanto era deputado, resolve entregar o cargo, em caráter irrevogável, denunciando perseguição política, para não comprometer o governo que tanto ama. Com isso, leva consigo a origem dos milhões e milhões que amealhou sabe-se lá como. O importante é preservar os clientes. Afinal de contas, 2012 tem eleição de novo e as campanhas andam custando os olhos da cara.  A demissão ocorrerá hoje, amanhã, qualquer dia desses. A única coisa que o governo busca é uma saída honrosa.

Crise, teu nome é Dilma.

Já não há mais jeito de Dilma Rousseff sair incólume da crise. Mostrou-se fria, fraca e, daqui a pouco, pode se mostrar fedorenta como o seu "porquinho" Palocci, tendo em vista defesa tão apaixonada de uma autoridade pública que não consegue justificar como ficou rico da noite para o dia. Dilma não tem paciência para a política e tenta transformar a Presidência da República em cargo técnico. Não é. Com isso, perde aliados, perde prestígio, perde poder, ocupado por Lula e até por Hugo Chávez, a quem coube, publicamente, dar apoio a Palocci, com um enigmático " fuerza". O termo, normalmente, é usado para quem perde alguma coisa. Palocci perdeu mais do que o cargo. Perdeu o futuro. É reincidente. É culpado. Leia, abaixo, a coluna de Dora Kramer, no Estadão. Clique sobre a imagem para ampliar e ler.



Gurgel joga a imagem e a independência do Ministério Público na lama de Palocci.

Do Estadão:

A decisão do procurador-geral causou perplexidade e até indignação entre promotores de Justiça e procuradores da República. Eles avaliam que o chefe do Ministério Público Federal poderia, a par de seu argumento central - a lei penal não tipifica como crime a incompatibilidade entre o patrimônio e a renda declarada -, ter adotado medidas preliminares, sem que isso violasse o status dignitatis do indivíduo, no caso Antonio Palocci. Afinal, argumentam, não é assim que o Ministério Público age, rotineiramente? Um procurador, de Brasília, foi taxativo. "Qualquer João da Silva já teria seus registros devassados pela Receita, Banco Central e Polícia Federal, a requerimento do procurador." Ele observa que a simples abertura de investigação não significa denúncia criminal. 

Tecnicamente, os procuradores consideram que Roberto Gurgel deveria ter mandado verificar o rol de empresas às quais Palocci diz ter prestado consultorias e se tiveram ou têm algum tipo de relação com o governo. "Para abrir investigação, não precisa de provas, mas indícios", anota um promotor de São Paulo, que investiga corrupção. "Um indício é a multiplicação do patrimônio (do ministro). Ninguém está dizendo que é crime. O membro do Ministério Público não pode esperar que as representações já venham acompanhadas de documentos comprobatórios. Fosse assim, para que serve o Ministério Público?"

Um procurador invocou a Castelo de Areia, operação da PF que em 2009 apontou suposto esquema de evasão de divisas, mandou para a prisão executivos da Construtora Camargo Corrêa e pôs sob suspeita grande elenco de políticos de partidos diversos. A investigação teve início com base em denúncia anônima e delação premiada de um doleiro com alentada folha corrida. O Superior Tribunal de Justiça mandou trancar o caso. Um Roberto Gurgel diligente entrou em ação: imediatamente anunciou que iria recorrer e afirmou que as provas do esquema não são ilegais

Um Procurador Geral da República que não incomoda.

De O Globo:

A pouco mais de um mês do fim de seu mandato, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, tem boas chances de ser reconduzido ao cargo pela presidente Dilma Rousseff. Nos últimos dois anos, ele se destacou por incomodar menos que seu antecessor, Antonio Fernando de Souza: pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de 68 inquéritos contra autoridades e apresentou 28 denúncias. Em quatro anos, Antonio Fernando pediu a abertura de 141 inquéritos e apresentou 45 denúncias contra políticos. Na área criminal, Gurgel pediu o arquivamento de um inquérito contra o vice-presidente da República, Michel Temer, e ontem pediu o arquivamento das acusações contra Antonio Palocci.
Gurgel também questionou menos as leis baixadas pelos governos federal e estaduais. Em dois anos, enviou ao STF 20 ações diretas de inconstitucionalidade, das quais apenas uma foi julgada. Em quatro anos, Antonio Fernando entrou no STF com 130 ações desse tipo. Claudio Fonteles, que ocupou o cargo antes por dois anos, foi autor de 259 ações. Gurgel agrada à categoria: em consulta realizada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), o atual procurador foi eleito o preferido. Ele e a mulher, a subprocuradora-geral da República Cláudia Sampaio, têm bom trânsito em todos os segmentos do Ministério Público. 

Na área criminal, Gurgel se destacou ao pedir abertura de inquérito contra a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), flagrada em vídeo recebendo dinheiro do esquema conhecido como mensalão do DEM de Brasília. Quando o escândalo veio à tona, ele pediu intervenção federal no Distrito Federal. O pedido não foi vitorioso no Supremo. Antonio Fernando ganhou por ter denunciado 40 suspeitos de integrar o mensalão - suposto esquema de pagamento de propina por parte do governo federal a parlamentares em troca de apoio político, no maior escândalo da gestão Lula. Ele também denunciou Palocci por participação na quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. A denúncia acabou rejeitada pelo STF, mas Palocci perdeu o Ministério da Fazenda. 

A indicação do procurador-geral da República cabe ao chefe do Executivo, que não tem obrigação de aceitar o nome proposto pela categoria. Nas indicações feitas por Lula, ele seguiu a recomendação dos membros do MP. Na era Fernando Henrique Cardoso, o MP era comandado por Geraldo Brindeiro, acusado por petistas de ser "engavetador-geral". Exerceu o cargo por oito anos. No período, apresentou dez denúncias contra autoridades ao STF.

Pela festa no Planalto, quem duvida que Gurgel não foi pressionado por Dilma?

Da Folha:

A decisão de Roberto Gurgel de arquivar representação contra o ministro Antonio Palocci (Casa Civil) ocorre em momento crucial para o procurador-geral da República. Desde o dia 5 de maio, o nome dele está, junto ao de outros dois procuradores, na mesa da presidente Dilma para ela decidir quem comandará o Ministério Público Federal nos próximos dois anos. Em eleição interna feita pela Associação Nacional dos Procuradores da República, Gurgel ficou à frente com 454 votos. Os três procuradores mais votados compõem a lista tríplice encaminhada a Dilma, que deve indicar quem assumirá o cargo. Ela não é obrigada a acolher os nomes sugeridos e não tem data para tomar sua decisão. O ex-presidente Lula sempre nomeou o candidato mais votado.
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Em outra notícia, a Folha informa...

Ontem à noite, porém, ao ser informada da decisão do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, Dilma comemorou e, segundo assessores, considerou uma importante vitória. A partir dali, a presidente passou a refletir sobre sua decisão, que ficou de tomar hoje. Palocci, por sua vez, disparou telefonemas para aliados agradecendo ao apoio e considerando como encerrada a crise política.

Além de petistas, a quem pediu união para enfrentar a oposição, Palocci entrou em contato com peemedebistas, como o vice-presidente, Michel Temer, e o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). O gesto de procurar líderes políticos foi visto como tentativa de se manter no cargo. Segundo assessores de Dilma, a decisão da Procuradoria pode funcionar como uma "saída honrosa" para Palocci, que deixaria o governo afirmando que recebeu uma certidão de "nada consta" do procurador.

PGR? Não, PGPT.

É, sem dúvida alguma , o Procurador Geral do Partido dos Trabalhadores, este Roberto Gurgel. Não é mais o famoso PGR, o Procurador Geral da República. Desqualifica os seus pares do Ministério Público para agradar o Governo Federal, de forma escandalosa, quando está em jogo a sua recondução ao cargo. Só quem gostou da decisão do PGPT foi Palocci e a banda podre do partido, que transformou a Casa Civil na Casa de Irene. Vejam a notícia da Folha.

A oposição acusou ontem o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de agir como "órgão de governo" ao arquivar os pedidos de investigação. "O Ministério Público se agachou, não agiu como órgão de Estado, mas como órgão de governo. O chefe do Ministério Público não pode ser partidário, ainda que esteja esperando uma recondução ao cargo pela presidente", afirmou o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). O parlamentar, um dos que assinou o pedido encaminhado à Procuradoria, disse que Gurgel foi "incoerente" ao afirmar que as representações da oposição não têm elementos que comprovem as denúncias contra Palocci. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) afirmou que o procurador-geral deveria ter acionado a Polícia Federal para investigar a suspeita de enriquecimento ilícito.


CPI do BNDES já!

No dia 3 de junho, Lula vem de Cuba e faz escala na Venezuela. É recebido com honras de chefe de estado. Vai tratar de negócios. O jato que lhe espera é de Emílio Odebrecht. Lula cobra uma dívida de quase R$ 1 bilhão que Chávez tinha para com a Odebrecht, garantida pelo BNDES. 

No dia 7 de junho, Dilma recebe Chávez. O BNDES, sem alarde, assina mais um empréstimo para a Venezuela construir um estaleiro e produzir navios petroleiros com dinheiro brasileiro, gerando empregos lá fora. Uma obra que estava orçada em menos de U$ 300 milhões passa a custar quase U$ 700 milhões. A construtora do estaleiro deverá ser a mesma Odebrecht. Leia o post abaixo.

Como diz um comentarista, o B(N)DES não é B(I)DES. É banco nacional, não é banco interamericano. CPI do BNDES já! E não venham com a conversa mole de que o BNDES pega garantias lá fora. Mentira! Chávez deveria ter posto U$ 5 bilhões na Refinaria Abreu  e Lima e não botou. A Bolívia toma refinarias. O Equador expulsa a Petrobras. Cuba vai pagar o empréstimo do Porto de Mariel, financiado pelo BNDES? Nunca! Será outro calote. Se abrir a caixa preta do BNDES, cai o governo podre do PT.

Escondido da mídia, BNDES empresta U$ 673 milhões para construir o estaleiro dos países da ALBA. Na Venezuela.

Hoje Chávez levou mais U$ 673 milhões do BNDES para construir um estaleiro dos países da ALBA, Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América, em Sucre, Venezuela. Ora, mas o que o Brasil tem a ver com a ALBA, que é composta por Bolívia, Cuba, Equador, Venezuela, Dominica, Antigua e Barbuda e São Vicente e Granadinas. Quem vai fazer e operar o estaleiro é a PDVSA. A mesma PDVSA que está devendo U$ 5 bilhões na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, onde não colocou um único centavo, caloteando a Petrobras e o Brasil. Até hoje ninguém sabe se Chávez vai honrar ou não o contrato assinado. No entanto, vejam abaixo a notícia no jornal Últimas Notícias, da Venezuela. Cliquem e ampliem para ler.
O mais impressionante é que, em julho de 2010, o projeto possuía um custo orçado de U$ 292 milhões e que o BNDES iria financiar pouco mais da metade. Em um ano, o valor financiado mais do que triplicou! A informação é fidedigna, é da Agência Venezuelana de Notícias.

Agora vejam como o Ministério das Relações Exteriores anuncia o acordo, escondendo os valores!

A aprovação, pelo Governo brasileiro, em 1º julho de 2010, da cobertura do seguro de crédito à exportação, com amparo do Fundo de Garantia das Exportações (FGE), para o financiamento pelo BNDES destinado ao projeto de construção do Estaleiro Del Alba (Astialba), na República Bolivariana da Venezuela...

À entrega formal das 03 (três) vias originais do Contrato de Colaboração Financeira Mediante Desconto de Títulos de Crédito a ser celebrado entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA), referente à concessão de colaboração financeira para o projeto de construção do Estaleiro Del Alba (Astialba), na República Bolivariana da Venezuela, para assinatura pelos representantes da República Bolivariana da Venezuela e posterior devolução ao BNDES, para assinatura pelos seus representantes, e conseqüente produção de seus efeitos jurídicos. 

No site do BNDES não existe uma só linha sobre este empréstimo. Por isso, urge, cada vez mais, uma CPI do BNDES. É preciso abrir esta caixa preta dos financiamento internacionais do banco.

Por fim, relembrem nos vídeos abaixo o que Lula e Dilma falavam sobre a indústria naval do Brasil. O que mudou?   Por que, agora, o BNDES empresta dinheiro para gerar empregos lá fora? O estaleiro não poderia ser aqui no Brasil? Por que estamos exportando empregos? Como é que fica a nossa indústria naval? Ou este empréstimo irá para o caixa de alguma empreiteira brasileira, gerando caixa de campanha ou outros caixas muito piores? É hora de dar uma basta nisto. CPI do BNDES já!




Estes são os fundamentos do BNDES. Leiam com atenção. Vejam onde está escrito que o banco tem que financiar outros países:

Missão

Promover o desenvolvimento sustentável e competitivo da economia brasileira, com geração de emprego e redução das desigualdades sociais e regionais.

Visão

Ser o Banco do desenvolvimento do Brasil, instituição de excelência, inovadora e pró-ativa ante os desafios da nossa sociedade.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Decisão do PGR é aval para Presidente da Câmara anular convocação de Palocci.

Lembram que, na próxima quarta-feira, Palocci terá que que comparecer à Comissão de Agricultura para prestar esclarecimentos sobre o seu enriquecimento súbito? Mas que a decisão está sob julgamento do Presidente da Câmara, o petista Marco Maia? A correria do engavetador geral da república foi para oferecer um argumento sólido para a convocação ser anulada, o que será anunciado amanhã. O cadáver fede, mas resiste.

Procurador Geral da República está prestes a ser reconduzido ao cargo. Arquivou a denúncia contra Palocci.

Da Folha Poder:

A presidente Dilma Rousseff acabou de ser informada que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, decidiu arquivar a denúncia contra o ministro Antonio Palocci (Casa Civil). Segundo a Folha apurou, a presidente foi avisada no início da noite. A PGR ainda não se manifestou oficialmente. Com a decisão, o ministro pode ganhar uma sobrevida e se manter no cargo. Tudo irá depender da vontade de Dilma em permanecer com Palocci na pasta, apesar do desgaste. Gurgel enviou um pedido de explicações a Palocci em 20 de maio, cinco dias depois que a Folha revelou a multiplicação por 20 do patrimônio do ministro da Casa Civil entre 2006 e 2010. O procurador não fez perguntas específicas a Palocci, apenas pediu que ele esclareça os fatos presentes nas duas representações encaminhadas à PGR por partidos da oposição na semana anterior. O ministro entregou o relatório requisitado uma semana depois, no dia 27 e, na semana seguinte, encaminhou mais documentos à procuradoria.
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Como todos sabemos, Roberto Gurgel quer ser reconduzido ao cargo. Para o bom entendedor, meia palavra basta. Vergonhoso! VEJA AQUI a manifestação por escrito.

Código Florestal: as entrevistas completas de Kátia Abreu e Aldo Rebelo.


Assista à entrevista da senadora Kátia Abreu (PSD-TO) sobre o Código Florestal, concedida ontem à noite para Kennedy Alencar, na Rede TV. Clique nos links abaixo:
Nos links abaixo, a entrevista do relator do Código Florestal, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), no Canal Livre, da Band:

    Até ficha suja já pede a demissão de Palocci. E em nota oficial.

    O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, pediu em nota o imediato afastamento do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. 

    “O imediato afastamento do Ministro Palocci

     Os trabalhadores brasileiros têm acompanhado com muita atenção e preocupação os meios de comunicação que, há várias semanas, vêm veiculando denúncias envolvendo o ministro da Casa Civil, Antônio Palocci. Denúncias estas que incluem a multiplicação de seu patrimônio e as atividades de sua consultoria, denominada Projeto.m As tentativas de esclarecimento do ministro da Casa Civil, apenas para cumprir formalidades, não foram suficientes para arrefecer o desgaste a que vem sendo submetido o braço direito da atual presidenta.

    Entendemos que o ministro Palocci ainda deve explicações ao povo brasileiro, visto que, sendo servidor público de alto escalão, deve servir de exemplo e ser pautado pela ética, pela transparência e pela moralidade pública. O povo brasileiro está vendo com ceticismo a defesa apresentada para tais denúncias, e anseia por uma resposta convincente e verdadeira. As evidências de ter praticado atitudes não republicanas que pairam sobre o ministro fazem com que sua credibilidade vá, a cada dia, se deteriorando.

    O imediato afastamento do ministro só trará benefícios para o País, que vive um bom momento econômico, com pleno emprego e sinais de controle inflacionário, mas começa a sentir a paralisia política do governo devido às incertezas que cercam o atual ocupante da Casa Civil do Palácio do Planalto. Ocupante este que tem a importante função de articulador político e âncora do governo, mas que, infelizmente, tornou-se refém do silêncio, passando a acreditar apenas no tempo como seu aliado.

    O projeto de governo, vitorioso nas últimas eleições, não pode permitir compromisso com o erro e com a falta de lisura por parte de membros do governo, muito menos por funcionários de tão importante função. Privar os brasileiros da verdade sobre os atos do ministro Palocci é uma atitude que gera suspeita sobre o governo e de seus integrantes para com os cidadãos, o que não é saudável em uma plena democracia. Entendemos que a permanência do ministro no governo vai, com certeza, dificultar as ações governamentais, contaminando uma agenda positiva instruída a dar rumo ao crescimento econômico, à diminuição da pobreza e ao fortalecimento da democracia por uma sociedade mais justa.”

    Paulo Pereira da Silva (Paulinho), presidente da Força Sindical

    "Fuerza, naranja!"

    Os jornalistas ouviram apenas o "fuerza" de Hugo Chávez, o caloteiro bolivariano que deve U$ 5 bilhões para a refinaria Abreu e Lima, no Pernambuco, que está no Brasil visitando a nossa fofa presidente Dilma, dirigido a Antônio Palocci Filho. Mas, lá no fundo, o ditador deve ter pensado um "naranja", que é o que mais identifica o ministro que ficou rico da noite para o dia.

    Blog em viagem.

    O blog está atualizado. Puxamos um post de domingo que é um escândalo: a imobiliária que alugou o apartamento para Palocci possui um CNPJ duplo. Não consegue tirar uma negativa da Receita Federal. A cada dia que passa, a lama é maior. O caso virou um imenso laranjal. Durante o dia, iremos atualizando o blog na medida do possível. Os comentários serão liberados. Até daqui a pouco. Boa semana.

    Por que Marina Silva sempre fugiu de debater com ela?



    Quem assistiu a Kátia Abreu (ex-DEM, futuro PSD), ontem à noite, viu ali alguém que fala a língua do povo e que, se tivesse oportunidade, moeria Marina Silva, a verde que amarela diante do debate, este "fenômeno" demagógico construído pelo onguismo internacional. Por isso, a Rainha do Mogno Perdido sempre fugiu do enfrentamento com a senadora do Tocantins. Mais tarde postaremos o vídeo completo da entrevista ao pobre e desinformado Kennedy Alencar, da RedeTV.

    EXCLUSIVO! Surge um CNPJ duplo no meio do extraordinário enriquecimento do Palocci, usado por imobiliária e loja de colchões. Quem é o "laranja"?

    ESTE POST FOI PUBLICADO ORIGINALMENTE ONTEM PELA MANHÃ. É UMA BOA PAUTA PARA A IMPRENSA. INCLUSIVE COM VÁRIOS COMENTÁRIOS REVELADORES. AO TRABALHO, FOQUINHAS AMESTRADAS DOS JORNALÕES.

    Ontem o Blog do Noblat publicou um fac-simile do contrato de aluguel do apartamento do Palocci, uma tentativa do ministro de comprovar que não tinha nada a ver com isso, se o dono do imóvel era um "laranja". Só que, além do dono do apartamento, a própria empresa é "laranja". Sua atividade não é administração de imóveis. Sua atividade é venda de móveis e colchões. O nome dela é Home Ortobel Franquia e Participações Ltda. Fica em Santo André. Abaixo, os registros:

    Acima, o contrato de locação apresentado por Palocci. Observem o CNPJ da Morumbi Administração de Bens Ltda. e a data de sua fundação. Agora vejam abaixo.

    Na JUCESP, o CNPJ da imobiliária mostra uma outra empresa, fundada no mesmo dia: a Home Ortobel Franquia e Participações Ltda. Além de um dono "laranja", a imobiliária também é "laranja".

     A busca do endereço pelo Google dá como inexistente. Já o CEP indicado na JUCESP mostra a mesma avenida, mas em outro bairro. 
    Na Receita Federal, o CNPJ está vinculado à imobiliária. No entanto, quando é solicitada uma consulta sobre a situação fiscal da empresa, surge um aviso estranhíssimo. A Receita Federal informa que não tem dados suficientes para dizer se pode ou não emitir uma certidão. O que isto significa? Mistério. Veja abaixo.
    Aviso aos leitores! Todas estas consultas são abertas nos sites da Receita Federal e da JUCESP, sendo de acesso público. Não existe nada de ilegal nas mesmas. Para ler em detalhes, cliquem nas imagens para ampliar. Abaixo, mais um indício de ilegalidade. É uma imobiliária, mas não consta registro no CRECI-SP:
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    Segundo o jornal O Globo, a imobiliária deu endereço falso para a Receita Federal. Veja a matéria abaixo:

    A imobiliária que alugou o apartamento de Moema ao ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, deu endereço falso à Receita Federal e não funciona no prédio que informou no contrato de locação do ministro. Pelo contrato, a Morumbi Administração de Bens Ltda fica no número 43 da Rua Lídia Simões Cabral, que é uma travessa acanhada da Avenida Moaci, em Moema. Mas neste endereço há apenas uma placa oferecendo aulas de inglês. No local, mora a família de um argentino.

    Pelo contrato, entregue ontem pela assessoria do ministro à imprensa, Palocci paga R$ 13,5 mil mensais pelo aluguel do imóvel à Morumbi. Quem assina o contrato como sócio proprietário da imobiliária é Henrique Garcia Santos, o mesmo que, na Junta Comercial do Estado de São Paulo, aparece como o primeiro dono da Lion Administração de Bens Ltda, empresa que se diz dona do imóvel.Henrique Santos teria aberto a Lion em sociedade com a empregada doméstica Rosailde Laranjeira da Silva, mais uma pessoa usada como laranja na intrincada história da propriedade do imóvel ocupado por Palocci. O endereço de Henrique Santos, informado à Junta Comercial, é o mesmo de Gesmo Siqueira dos Santos, proprietário original do apartamento onde Palocci e sua família moram desde 2007. No edifício, porém, a família Santos também já não mora há pelo menos um ano.

    Lama do Escândalo Palocci já toca o bico do scarpin da Dilma.

    Do Painel da Folha:

    No PT, a expectativa geral é a de que Dilma Rousseff dê um desfecho ainda no início da semana para a novela Antonio Palocci, que já se arrasta há mais de 20 dias. A razão, agora, é a mais pragmática possível: chegou ao comando do partido a informação de que pesquisas internas do governo já mostram corrosão da popularidade da presidente na esteira do episódio envolvendo o titular da Casa Civil.Os petistas temem que, diante das explicações evasivas do ministro, o noticiário se realimente de revelações a conta-gotas sobre bens e clientes de Palocci, o que poderia minar ainda mais a avaliação de Dilma.

    Aliados cobram Dilma e não querem aguardar decisão do Procurador que procura ficar no cargo.

    Segundo o jornal O Globo, os aliados do governo querem uma solução imediata, sem esperar que Roberto Gurgel e seu enorme corpanzil  mole, mais preocupado em ficar no cargo, decida se abre ou não investigação sobre o enriquecimento escandaloso de Palocci.

    Acabou o prazo para um desfecho político na crise provocada pela revelação da rápida evolução do patrimônio do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. PMDB e PT passaram a cobrar da presidente Dilma Rousseff uma definição pública da situação de Palocci até quarta-feira, sob pena de se aprofundarem a crise e os problemas na relação com o Congresso Nacional. Há a expectativa de que, quarta-feira, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, dê seu parecer sobre o caso. A avaliação dos interlocutores do Palácio do Planalto é que a situação de Palocci é insustentável, mas todos admitem que há um grande risco de mexer na composição do governo e criar novas dificuldades a partir da escolha mal feita de um substituto.O recado foi transmitido ontem por políticos aliados a Dilma. A presidente decidiu conversar sobre o assunto com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ontem. A gravidade da crise levará a encontros hoje entre caciques do PT em São Paulo e Brasília. Lula é esperado amanhã na capital federal.Para o PT e o PMDB, a presidente precisa tomar uma posição pública sob o risco de agravar ainda mais o momento e aumentar a sangria do ministro da Casa Civil. Leia mais aqui. 

    Dilma diz que futuro de Palocci está nas mãos do Procurador que procura ficar no cargo, em primeiro lugar.

    Dilma decidiu que o futuro de Palocci está nas mãos do embromador Roberto Gurgel, que, em vias de ser ou não reconduzido ao cargo, tem feito um enorme corpanzil mole para investigar o escândalo do enriquecimento súbito do ministro. A matéria é do Estadão.

    Em conversa por telefone, a presidente Dilma Rousseff acertou ontem com Antonio Palocci, pivô da primeira crise política do seu governo, que aguardará o posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) a respeito das suspeitas de tráfico de influência por parte do chefe da Casa Civil antes de divulgar qualquer decisão sobre o caso.A espera pela manifestação do procurador-geral, Roberto Gurgel, o que pode ocorrer na próxima quarta-feira, tem dois motivos. Primeiro, Dilma avalia que, se afastar Palocci de imediato, corre o risco de ser cobrada por uma atitude "injusta", no caso de a procuradoria não instaurar inquérito. 

    Na segunda hipótese, de Gurgel achar indícios e abrir investigação, o afastamento de Palocci seria facilitado, sob a alegação de que o governo não vai interferir nas apurações.Há 22 dias, o ministro está sob ataques da oposição e de setores da base aliada por causa do rápido aumento de patrimônio, que levantou suspeitas de enriquecimento ilícito. De 2007 até o fim do ano passado, ele multiplicou seu patrimônio por 20, informação confirmada pelo ministro na entrevista que concedeu ao Jornal Nacional de sexta-feira, quando pela primeira vez deu explicações públicas sobre o caso. Leia mais aqui.

    domingo, 5 de junho de 2011

    Três bons momentos na TV.

    Hoje à noite, tem Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator do Códio Florestal, às 23:30 no Canal Livre, na Band. Em seguida, às 00:30 tem Kátia Abreu, a senadora que lidera a CNA e a mobilização nacional para aprovação do relatório de Rebelo, no Kennedy Alencar, da RedeTV. E amanhã, às 21:00 horas tem o senador Álvaro Dias (PSDb-PR) na bancada do Roda Viva, na Cultura. Três bons momentos de boa política na TV.

    Dilma recebe o caloteiro Chávez.

    Amanhã Hugo Chávez chega ao Brasil para uma visita de caloteiro. Na semana passada, Lula foi até lá e cobrou do amigo bolivariano R$ 1 bilhão para a Odebrecht. Estava acompanhado dos diretores da empresa, viajando no jatinho da mesma. Um ato vergonhoso de um ex-presidente que, apenas seis meses após deixar o cargo, virou um lobista descarado, cobrando milhares e milhares de dólares de empresas que dependeram da sua caneta para receberem polpudos empréstimos e conquistarem obras financiadas praticamente a fundo perdido, pelo BNDES, no exterior. 

    Lembram da refinaria Abreu e Lima, um projeto conjunto da PDVSA e da Petrobras, em Pernambuco? As obras já consumiram U$ 5 bilhões em três anos. Sabem quanto a empresa venezuelana aportou até agora? Zero! O projeto terá um custo total de U$ 16,3 bilhões. O novo prazo para Chávez confirmar se vai participar ou deixar o negócio, anunciado com toda a pompa ao lado de Lula em 2007, esgota-se em agosto.E o caloteiro será recebido com toda a pompa e circunstância, como se fosse um parceiro.

    PSD vence eleições em Portugal.

    O PSD, Partido Social Democrata, de centro-direita, ganhou as eleições legislativas em Portugal, derrotando os socialistas, segundo todas as pesquisas publicadas. O PSD deve obter entre 37% e 43% dos votos, contra 25% a 30% do Partido Socialista do demissionário primeiro-ministro José Sócrates. Pedro Passos Coelho, do PSD, é o virtual sucessor e terá entre 102 e 121 deputados dos 230 do parlamento português (AFP).

    Não é.

    A sede da JD Assessoria e Consultoria Ltda, empresa de José Dirceu, fica no número 1827, duas casas antes da imobiliária que vendeu o apartamento para Palocci. É na mesma rua, na mesma praça, só não é no mesmo banco e no mesmo jardim...

    Será ?

    Circula por aí a informação de que o endereço da Plazza Brasil Consultoria Imobiliária Ltda, na República do Libano, 1873, Moema, São Paulo, que vendeu o super apartamento para Antônio Palocci, seria o mesmo endereço da consultoria de José Dirceu, para onde o chefe da sofisticada organização criminosa do mensalão (conforme é identificado pelo PGR no processo do mensalão) mudou recentemente? A foto do local está aí em cima. Algum paulistano confirma? Seria outra enorme coincidência, não é mesmo?

    Olha aí!

    CPI do Palocci pode ser aprovada no Senado.

    A oposição aposta que o desgaste do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, ajudará no recolhimento de assinaturas na Câmara e no Senado para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). As suspeitas envolvendo o imóvel em que Palocci mora tornam a investigação indispensável, dizem os adversários do governo. A matéria é do Estadão.
    Andre Dusek/AE
    O líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), está convicto de que, agora, será possível obter as 27 assinaturas necessárias para abrir a comissão. "É inevitável a CPI. Todos aqueles que estavam aguardando um parecer da Procuradoria-Geral da República para decidir o que fazer agora não vão ter como não assinar o pedido de CPI", disse. No Senado, as assinaturas para a CPI começaram a ser recolhidas pelo PSDB. Até agora, 19 senadores aderiram ao pedido para investigar o suposto enriquecimento do ministro. "Faltam oito assinaturas para a CPI ser aberta, mas, com essa denúncia, vamos conseguir um número superior às 27 assinaturas necessárias", observou o líder do DEM.A expectativa é de que todos senadores do chamado "PMDB rebelde" assinem o requerimento da oposição. Só os peemedebistas Roberto Requião (PR) e Jarbas Vasconcelos (PE) aderiram ao pedido. Na base, a oposição espera as adesões do senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Ana Amélia (PP-RS).

    Para o líder do DEM na Câmara, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), a situação de Palocci é "insustentável". A oposição prevê, no entanto, dificuldades para obter as 171 assinaturas necessárias para o funcionamento da comissão na Câmara - até o momento foram obtidas apenas 110 adesões. "Na Câmara, essas denúncias devem mudar pouco a adesão de deputados. Mas, se for o caso, vamos abrir a comissão apenas no Senado", afirmou ACM Neto. A oposição espera que o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), não cancele a convocação de Palocci aprovada na semana passada, na Comissão de Agricultura.

    Esquentando a cadeira para Lula.

    Da Folha de São Paulo, informando que o futuro de Palocci será decidido por Lula. Dilma, antes de qualquer decisão, vai conversar com o ex-presidente. Ex-presidente é ofensa. Com o presidente de fato do Brasil. Dilma só está ali para esquentar a cadeira.

    A presidente Dilma Rousseff vai consultar a opinião de seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e de outros aliados antes de decidir se demite ou mantém o ministro Antonio Palocci na chefia da Casa Civil. Lula chegou na sexta-feira ao Brasil, depois de uma viagem a Cuba e à Venezuela. Ele e Dilma tinham combinado conversar durante o fim de semana, algo que tem se tornado rotineiro. No Palácio do Planalto, a avaliação geral é que as entrevistas de Palocci à Folha e ao "Jornal Nacional", da TV Globo, foram dadas tarde demais. Por essa razão, o impacto seria insuficiente para debelar a crise política que se formou no governo nas últimas três semanas.

    A Folha revelou em 15 de maio que Palocci multiplicou seu patrimônio em 20 vezes nos últimos quatro anos. Em 2010, ele faturou R$ 20 milhões com uma empresa de consultoria, a Projeto. O ministro se recusa a revelar a identidade de seus clientes e detalhes sobre os serviços que prestava. Nas entrevistas concedidas anteontem, Palocci manteve a mesma estratégia. Reafirmou ter pagado todos os impostos e disse que nunca operou de maneira ilegal em favor de interesses privados junto ao governo. Na noite de sexta-feira, Palocci conversou brevemente com a presidente sobre o conteúdo das entrevistas. Ontem, o ministro estava em São Paulo, onde vive.

    A presidente ficou satisfeita com o fato de Palocci ter deixado claro na entrevista à Folha que ela não foi informada de detalhes sobre suas atividades como consultor de empresas. O temor do governo é que a crise política se alastre e passe a corroer a imagem de Dilma. "Deveria ter feito isso [dado entrevistas] antes, talvez já teríamos virado essa página", disse o secretário de Comunicação do PT, André Vargas (PR). Para ele, "a oposição é insaciável". Publicamente, aliados do Planalto tentaram sinalizar satisfação com as declarações de Palocci para não alimentar ainda mais a crise em torno das suspeitas sobre a atuação do ministro no mundo empresarial.

    Alguns governistas tentaram manter as aparências. "Acho que as declarações foram convincentes e consistentes. Para mim não foi surpresa, pois sempre acreditei nas explicações dele", afirmou o presidente nacional do PT, Rui Falcão. O vice-presidente, Michel Temer (PMDB), que participou ontem de um evento do PMDB em São Paulo, afirmou que Palocci "foi muito eficiente" na entrevista. Mas o peemedebista não quis se comprometer sobre o que vai acontecer. "Cada presidente da República dispõe de todos os cargos. Ela deve saber sobre o que tem que ser feito."

    Para agradar Ahmadinejad, Dilma não vai receber premiada com o Nobel da Paz.

    A petista Dilma Rousseff, presidente do Brasil, não quer receber a Prêmio Nobel da Paz de 2003, a iraniana Shirin Ebadi,  porque ela é apenas uma reles ativista de direitos humanos, perseguida e exilada. Dilma não quer desagradar Ahmadinejad, o sanguinário ditador do Irã, com quem o governo petista vem flertando desde os tempos de Lula. Se a iraniana fosse uma banqueira, Dilma receberia. Afinal de contas, em 25 de maio de passado, a presidente recebeu Muhammad Yunus, banqueiro bengalês, que foi premiado com o mesmo Nobel da Paz, em 2006. É, sem dúvida alguma, uma nova Dilma e um novo PT, onde banqueiros valem mais do que defensores dos direitos humanos.

    sábado, 4 de junho de 2011

    Michel Temer dá o veredito: Palocci foi leal aos clientes. E desleal com Dilma.

    Segundo o Estadão, o vice-presidente da República, Michel Temer, classificou de satisfatória e convincente a entrevista que o ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, concedeu nesta sexta-feira, 3, à TV Globo, rompendo o silêncio após 20 dias de crise gerada a partir de suspeitas sobre sua rápida evolução patrimonial. "Ele veio à público dizer o que tinha de dizer, acho que ele foi muito convincente e teve muita lealdade profissional com seus clientes e com aqueles que serviu", disse Temer, numa referência ao fato de Palocci não ter revelado o nome de seus clientes e nem sua renda na entrevista.

    No entanto, segundo o mesmo jornal, a situação do ministro piorou muito depois da entrevista que ele concedeu ao Jornal Nacional, na sexta-feira. E se agravou ainda mais depois da divulgação, pela revista Veja, de que o apartamento de 640 metros quadrados que Palocci aluga, em São Paulo, seria de uma empresa dirigida por laranjas, um de 23 anos, outro de 17. A presidente Dilma Rousseff teve uma reação de desânimo depois de ver a entrevista, de acordo com informações de bastidores do Palácio do Planalto. E teria comentado que Palocci ficou devendo respostas a respeito da lista de clientes, que, segundo ele próprio, foram entre 20 e 25.

    A análise de Temer é o último prego no caixão de Palocci. Onde é que já se viu ser leal aos clientes e desleal com a Presidente da República?

    O "laranja".

    Já vai tarde.

    Do Blog da Lúcia, o resumo de uma ópera. Bufa. 

    E o que faz Palocci diante da enxurrada de perguntas? Se deu certo uma vez, por que não tentar a segunda? Cala-se. Depois mente, mente, mente. Se aparecer um novo problema, o STF está ai mesmo para livrá-lo de mais essa. 

    E não é que o problema surgiu, na figura de dois “laranjas” que aparecem como donos de uma empresa que aluga o apartamento onde Palocci mora em São Paulo?! E mais: Gesmo Siqueira dos Santos, tio de Dayvini (laranjas que formalmente aparecem como donos do imóvel), responde a 35 processos, incluindo falsificação de documentos.

    Palocci tenta justificar o apartamento alugado de "laranjas".

    Nota divulgada há pouco pela assessoria do ministro Antonio Palocci, da Casa Civil, a respeito da reportagem da VEJA:

    1. O imóvel em que vive a família do ministro Antonio Palocci Filho em São Paulo foi alugado em 1º de setembro de 2007 por indicação da imobiliária Plaza Brasil, contatada para este fim.
    2. O contrato foi firmado em bases regulares de mercado entre Antonio Palocci Filho e os proprietários Gesmo Siqueira dos Santos, sua mulher, Elisabeth Costa Garcia, e a Morumbi Administradora de Imóveis.
    3. O contrato foi renovado em 1º de fevereiro de 2010 entre Antonio Palocci Filho e a Morumbi Administradoras de Bens, sucessora da Morumbi Administradora de Imóveis.
    4. Os alugueis são pagos regularmente através de depósitos bancários, dos quais o ministro dispõe de todos os comprovantes.
    5. O ministro e sua família nunca tiveram contato com os proprietários, tendo sempre tratado as questões relativas ao imóvel com a imobiliária responsável indicada pelos proprietários.
    6. O ministro, assim como qualquer outro locatário, não pode ser responsabilizado por atos ou antecedentes do seu locador.
    7. A revista não informou o teor da reportagem ao ministro ou a sua assessoria, motivo pela qual estes esclarecimentos não constam da reportagem.
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    Impressionante! Coloquem no google o nome de Gesmo Siqueira dos Santos e de Elisabeth Costa Garcia. Façam uma pequena pesquisa. Postem os resultados resumidos na área de comentários.

    Luz para Lula.

    Primeiro, o governo federal fez o Congresso aprovar um pagamento adicional ao Paraguai, pela energia de Itaipu, que totaliza U$ 240 milhões ao ano. Um gasto adicional, para os próximos anos, de U$ 3 bilhões. O contrato em vigor poderia ser revisto apenas em 2023.

    Agora o Senado acaba de prorrogar, por mais 25 anos, a Reserva Global de Reversão (RGR), encargo cobrado na conta de luz, que compõe um fundo usado para custeio de projetos de universalização dos serviços de energia elétrica. Este imposto, aprovado por medida provisória, representa uma cobrança anual de R$ 1 bilhão, que vai direto para os cofres federais. A cobrança estava caducando e iria representar grande economia na conta de luz dos brasileiros.

    Como não existe quilowatt grátis, parte da receita vai servir para pagar a nova dívida contraída com o Paraguai. Era uma promessa de Lula e do seu PAC Bolivariano, que inclui financiamentos do BNDES para construir portos, pontes, hidrelétricas nos países companheiros do Foro de São Paulo, por empreieteiras brasileiras que lhe emprestam jatinhos e o contratam para milionárias palestras. São estas trampolinagens que garantem o Programa Luz para Lula e o seu livre trânsito internacional, sendo recebido com  honras de chefe de estado, como se fosse uma espécie de Presidente da República Honorário.

    Palocci aluga apartamento de empresa-fantasma, em nome de "laranjas". Isto é crime.

    Atenção! Considerando-se que Antônio Palocci Filho alugou imóvel de uma empresa-fantasma, por quatro anos, cometeu vários crimes de ordem tributária. Não pode ter lançado o valor pago, pois o CNPJ não existia. Ao verificar que o CNPJ não existia, não poderia ter alugado o imóvel. Como ex-ministro da Fazenda deveria ter denunciado o fato às autoridades. A situação fica muito, mas muito complicada para Antônio Palocci Filho. Somente a certeza de impunidade poderia fazer um homem com tanto poder cometer erros tão infantis.

    Do Blog do Reinaldo Azevedo, antecipando matéria da Revista Veja:

    Se a situação do ministro da Fazenda, Antônio Palocci, já parecia enrolada, ela se complica bastante a partir de hoje. Reportagem de Leonardo Coutinho na VEJA desta semana mostra que o mega-apartamento que o ministro aluga há quatro anos, em São Paulo, de 640 metros quadrados, pertence a uma empresa de fachada que está em nome de um laranja de 23 anos, que mora em um casebre de fundos na periferia de Mauá, no ABC paulista, ganha R$ 700 por mês e teve o celular bloqueado por falta de pagamento.  Não obstante, ele é “donos” de um apartamentaço com quatro suítes, três salas, duas lareiras, todo ladeado por varandas, avaliado em R$ 4 milhões. Não se aluga um igual por menos de R$ 15 mil; o condomínio chega R$ 4.600, e a parcela mensal de IPTU é de R$ 2.300. 

    O leitor é uma pessoa boa e luta para pensar sempre o melhor. Que culpa tem Palocci se a empresa que é dona de seu apartamento é de fachada e se aquele que aparece formalmente como dono é um laranja? Pois é… Um “consultor” da sua estatura, com a sua experiência, um dos mais bem pagos DO PLANETA, ex-ministro de estado — o que valorizou muito seu passe, como ele insistiu ontem no Jornal Nacional — deveria ter mais cuidado para saber onde se mete, não é mesmo? As coisas poderiam parar por aqui, e teríamos só uma história de um ministro imprudente, que aluga um apartamento de luxo, cuja soma de gastos supera o seu salário. Mas as coisas não param por aqui!

    Preste atenção!
    - VEJA resolveu saber quem era o dono do apartamento que o ministro aluga. De acordo com 14º Ofício de Registro de Imóveis de São Paulo, ele pertence à Lion Franquia e Participações Ltda.
    - E quem é o dono da Lion? São dois sócios: Dayvini Costa Nunes, com 99,5%, e Felipe Garcia dos Santos, com 0,5%. Felipe tem 17 anos e foi emancipado no ano passado.
    - Dayvini e Felipe são laranjas. Leia na revista como ele acabou “dono” do imóvel. A Lion não existe. Usou endereços falsos nos últimos três anos.
    - A Lion recebeu o apartamento de um certo Gesmo Siqueira dos Santos, tio de Dayvini, que responde a 35 processos, incluindo falsificação de documentos.

    “Não tenho como brigar com Palocci
    VEJA encontrou Dayvini com os dados sobre a posse do imóvel e a tal Lion. Ele afetou surpresa, disse que não sabia de apartamento nenhum e até ironizou: afirmou que sua vontade era pegar o imóvel que estava em seu nome, vender, pagar as contas e comprar uma boa casa para a família. Certo!
    Ontem, no entanto, Dayvini telefonou para a VEJA para mudar a sua versão. Sim, ele é laranja da Lion, mas afirmou que participou da fraude. Reproduzo trecho da sua segunda entrevista:

    VEJA - Um homem ligou dizendo ser seu tio. O que ele quer?
    Dayvini -
    Desde que você falou comigo, não consigo dormir, por causa dessas coisas que envolvem pessoas com quem não tenho como brigar, como o Palocci, entendeu? Eu não tenho como bater de frente com essas pessoas. Sou laranja. 

    VEJA - O seu fio disse que o senhor sabia que era laranja.
    Dayvini -
    Ontem, quando você chegou na minha casa, estava um pouco nervoso. 

    VEJA - O senhor mentiu ontem ou está mentindo agora?
    Dayvini -
    Eu menti ontem.