sábado, 7 de maio de 2011

Sua casa ou sua vida.

Da Veja:
O secretário municipal de Habitação do Rio de Janeiro, Jorge Bittar, admitiu a atuação de milicianos nos condomínios do programa federal Minha Casa, Minha Vida, segundo informações do jornal O Globo. De acordo com a publicação, o crime vem sendo cometido sobre 2709 imóveis em 11 conjuntos habitacionais, localizados em três bairros da zona oeste do Rio- região dominada por grupos paramilitares. No condomínio Ferrara, no bairro de Campo Grande, a milícia ocupou e vendeu 143 dos 262 apartamentos.

“A situação do condomínio Ferrara é a mais grave. Lá, os milicianos aproveitaram que o conjunto ainda não havia recebido todos os moradores cadastrados pela secretaria e invadiram 143 unidades. Temos informações de que os imóveis estavam sendo vendidos”, disse Bittar ao O Globo.

A secretaria de Habitação já repassou à secretaria estadual de Segurança Pública o problema envolvendo o programa Minha Casa, Minha Vida. “Realizamos algumas reuniões com representantes da Caixa e da Polícia Militar para reverter o problema. Em fevereiro, cheguei a participar de uma ação no condomínio Ferrara com o objetivo de retomar os 143 apartamentos invadidos e vendidos pelos milicianos, mas, lamentavelmente, não conseguimos retomar os imóveis”, disse Bittar.

O secretário reconhece que essas ações da milícia estão fazendo a população se recusar a receber os imóveis do programa ou a devolver os apartamentos já adquiridos através do Minha Casa, Minha Vida. “Este é um problema muito grave, que precisa ser enfrentado para não colocar em risco a continuidade do programa. Este ano temos previsão de entregar 12 mil unidades habitacionais, mas 80% delas ficaram em bairros da zona oeste, onde é grande a atividade das milícias. O trafico é um problema sério, sem dúvidas, mas os milicianos contam diretamente com a participação de policiais, tornando muito difícil o combate”, disse o secretário.

Após Jorge Bittar se reunir, na última semana, com a ministra do planejamento, Miriam Belchior, e com a secretária Nacional de Habitação, Inês Magalhães, ficou estabelecido que a Polícia Federal fará uma ação para retomar os apartamentos invadidos no condomínio Ferrara. A data, porém, não ficou definida.

PT recebe Delúbio de bolsos abertos.

O tesoureiro do Mensalão, Delúbio Soares, já reintegrado à sofisticada organização criminosa, foi recebido com os bolsos abertos pela cumpanherada em Buriti Alegre, Goiás, sua cidade natal, onde quer se eleger o próximo prefeito. Dinheiro não vai faltar para a campanha. Onde tem Delúbio, o dinheiro jorra. Leia mais aqui.

Chico não devolveu o Jabuti. Será que a irmã dele vai devolver o jabá?

Desde que assumiu o cargo, em janeiro, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, recebe do governo diárias em fins de semana sem compromissos oficiais no Rio, cidade onde tem imóvel próprio. O Estado cruzou os dados do Portal da Transparência, que publica as despesas do governo, com a agenda oficial divulgada no site do Ministério da Cultura. A análise das planilhas revela o hábito da ministra de marcar compromissos oficiais fora de Brasília, principalmente no Rio, às sextas e segundas-feiras, e receber a ajuda financeira não só pelos dias de trabalho fora da capital federal como pelos sábados e domingos não trabalhados.

Em quatro meses, Ana recebeu cerca de R$ 35,5 mil por 65 diárias, sendo que a agenda não registra compromisso oficial em, no mínimo, 16 desses dias. O custo em passagens aéreas foi de R$ 17,3 mil. A ministra ficou em Brasília em no máximo 4 dos 17 fins de semana desde a posse. A ministra admitiu ao Estado ter recebido diárias em fins de semana no Rio sem agenda oficial, mas alegou que receber esse dinheiro sai mais barato para os cofres públicos que fazer nova viagem de ida e volta para Brasília. A ministra costuma fazer essa rota na sexta-feira à noite, marca algum compromisso e recebe a diária por todos os dias. Foi o que ocorreu, por exemplo, em dois fins de semana em janeiro e outros dois em abril.Leia aqui.

Tucano diz que PSDB deve se aliar ao PSD.

Da Folha Poder:

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) defendeu neste sábado que o seu partido se alie ao recém-lançado PSD, do prefeito Gilberto Kassab, nas eleições municipais de 2012. O tucano disse considerar a nova sigla uma aliada, apesar da aproximação entre Kassab e a presidente Dilma Rousseff. "Eu não considero o PSD nosso adversário",  afirmou o senador. (Da Folha Poder)
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O problema é que a imprensa já determinou que há uma aproximação entre Kassab e Dilma, que o PSD é adesista, que Jorge Bornhausen aconselhou Aécio a se aproximar de Kassab porque Serra é velho e blá, blá, blá... Enquanto isso, as últimas contas mostram que o PSD já está com um governador, quatro vice-governadores, três senadores, quase cinquenta deputados federais, centenas de deputados estaduais e algumas outras centenas entre prefeitos e vereadores. Enquanto a cachorrada amestrada da imprensa late, a caravana passa.

Blog no ar.

O blog dá uma paradinha para ir ao encontro da família. Voltamos no final da tarde. Os comentários serão liberados normalmente. Obrigado.

Vai voar dinheiro público.

A ANAC informa que o primeiro leilão de aeroportos acontecerá em junho, três anos antes da Copa do Mundo. Tempo para concretizar a obra? Exatos três anos. Não vai ficar pronto e sabem por quê? Porque empreiteira nenhuma é idiota e o primeiro leilão não terá ofertas, para baixar as exigências. A pista, construída pelo Exército, a um custo de R$ 250 milhões, já está sendo oferecida ao vencedor do leilão por apenas 20% do valor. Lá se vão R$ 200 milhões. O tempo de concessão é de 25 anos, depois o terminal e todas as obras retornam para o governo. Se postergarem a participação no leilao, os concorrentes colocarão o governo federal contra a parede. A obra é fundamental, pois Natal é uma das sedes da Copa 2014. Terá que fazer menos exigências. Aceitar um cronograma mais elástico. Concordar com o projeto oferecido que, obviamente, será muito mais lucrativo para o vencedor. Vamos acompanhar atentamente o primeiro leilão aeroportuário da privatização da Dilma. Será que vão obrigar algum fundo de pensão e o BNDES a bancarem a parada? Será que vai voar dinheiro público? É óbvio que sim. Um governo incompetente e imprevidente, com a faca no pescoço, é roubalheira garantida nas obras da Copa 2014.Leia mais aqui.

PSDB em guerra: light para Alckmin, shadow para Serra?

Light and Shadow - Vangelis

Em meio a um esforço coletivo dos tucanos para minimizar em público a fragilidade do partido com as atuais disputas internas, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), propôs a criação de um "shadow cabinet" para fazer frente ao governo Dilma Rousseff. 

Paulo Giandalia/AE-5/5/2011
A inspiração veio da tradição britânica de formar, com membros destacados da oposição, um gabinete ministerial alternativo ao oficial. A ideia foi lançada anteontem, durante lançamento do livro Mario Covas - Democracia: defender, conquistar, praticar, que contou com a presença da cúpula tucana de São Paulo, incluindo o ex-governador José Serra, que folheou a publicação ao lado de Alckmin. Sem especificar qual seria o formato da iniciativa nem como colocá-la em prática, Alckmin afirmou que é papel do PSDB fazer uma oposição qualificada, "preparada para a alternância de poder". "Estou muito otimista que, com a eleição do diretório nacional (do PSDB), agora no fim de maio, nós possamos ter um "shadow cabinet"", disse.

No parlamentarismo britânico, membros dos partidos de oposição formam um gabinete paralelo ao do governo para que cada área seja monitorada individualmente. "Nós, que somos parlamentaristas, defendemos que se tenha uma fiscalização por área, por setor, fazendo propostas, não deixando o governo se acomodar, trazendo inovações e criticando quando for necessário. Essa é a lógica da democracia", afirmou o governador de São Paulo.

A proposta de Alckmin surge em um momento de crise da oposição, e em especial do PSDB de São Paulo, que perdeu seis de seus vereadores na capital e um fundador do partido (Walter Feldman). Com o discurso afinado, os tucanos tinham na ponta da língua os êxitos da sigla em 2010. "Elegemos oito governadores, tivemos 44 milhões de votos. Representamos uma parcela grande da população brasileira", disse Serra. Alckmin e o senador Aloysio Nunes Ferreira também fizeram referência ao capital eleitoral no Estado. "O PSDB de São Paulo é um partido vitorioso, que só ganha eleição", sublinhou Aloysio. De acordo com um aliado de Alckmin, o discurso foi afinado.

E nós que pensávamos que inflação nunca mais na história deste país...Aí veio o PT e ela "estourou" de novo em nossas vidas.

Quando uma manchete (deste sábado) é igual nos dois maiores jornais, das duas maiores capitais do Brasil, não é uma conspiração midiática. É um fato incontestável. A Dilma,com a sua incompetência, em apenas quatro meses de governo, conseguiu "estourar" a meta da inflação. A pergunta que fica é: ainda há tempo para impedir que o Brasil mergulhe naquele caos inflacionário que a gente acreditava que nunca mais na história deste país?

MST: carne e cargos de primeira na Bahia.

Dentro das comemorações do Abril Vermelho,  3 mil integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) ocuparam, durante vários dias, a área externa da Secretaria Estadual de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária da Bahia (Seagri). Durante a sua estadia, receberam, do governo baiano, 30 banheiros químicos, dois banheiros com chuveiros, quatro toldos e foram abastecidas de carne e verduras durante a ocupação. Os invasores recebiam 600 kg de carne por dia.

A invasão deu resultado. Vera Lúcia da Cruz Barbosa,dirigente nacional do Movimento dos Sem-Terra (MST) e integrante da Via Campesina e da Coordenação Nacional dos Movimentos Sociais (CMS), assume a nova Secretaria de Políticas para as Mulheres, nomeada por Jacques Wagner, governador petista da Bahia. Como se vê, o PT e o MST são unha e carne.

O "oxi" chega a São Paulo. FHC estréia campanha pela legalização das drogas.




Clique sobre a matéria de O Globo para ampliar e ler.

Código Florestal: PT do asfalto ferra com PT da roça.

O impasse na votação do Código Florestal é o primeiro resultado do PT voltar para as mãos da turma que não sabe diferenciar um pé de acelga de um pé de alface: a turma paulista do José Dirceu. A cumpanherada dos sindicatos e do asfalto tem feito o PT da roça chorar de desespero, pois grande parte da bancada está associada com a pequena agricultura, que terá milhares de agricultores varridos do mapa se prevalecer o verdismo e o onguismo nas discussões. Há um enorme descontentamento com a radicalização comandada pelo defensor das Cooperativas da Maconha, o líder na Câmara, Paulo Teixeira (PT-SP), que adotou o discurso ambientalista, isolando grande parte da bancada. O PT da roça está perplexo ao ver o partido ressuscitando Marina Silva e jogando milhões de votos pelo ralo, justamente no campo, onde sempre teve dificuldade de crescer.

Código Florestal: governo será derrotado no tempo normal ou na prorrogação.

Do Painel da Folha:

 Objeto voador... O receio do governo em votar o Código Florestal na próxima terça-feira diz menos respeito ao relatório de Aldo Rebelo (PC do B-SP) -ainda que sobreviva controvérsia em torno do texto- e mais à possibilidade de ver surgir em plenário, na undécima hora, alguma emenda promovendo "anistia ampla, geral e irrestrita" aos desmatadores.

...não identificado A menos que obtenha dos líderes da base a garantia de não ser surpreendido por emenda desse gênero, o Planalto seguirá trabalhando para adiar outra vez a votação. 
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É bom lembrar que a anistia pleiteada pelos agricultores é para os casos em que não havia previsão na lei, antes de 22 de julho de 2008. E que a anistia é concedida  somente após inclusão da propriedade no PRA, Programa de Regularização Ambiental, devidamente acordado com as autoridades ambientais. Portanto, é mentira deslavada que estejam havendo desmatamentos, neste momento, para aproveitar a anistia que está sendo pleiteada. É o desespero de Marina Silva e sua tropa de choque formada por 14 ONGs que não querem, em hipótese alguma, que o Código Florestal seja modernizado, porque perderão parte importante do seu discurso fundamentalista radical. E das verbas que jorram em seus cofres, vindas do agronegócio internacional.

Racha.

Em meio a uma disputa interna, o PSDB de São Paulo tentará eleger hoje sua executiva estadual sem expor um novo racha na legenda. O impasse diz respeito à ocupação da secretaria-geral da sigla no Estado. A bancada de deputados federais indicou Vaz de Lima -parlamentar alinhado ao ex-governador José Serra- para o posto. O nome foi aceito pelos principais interlocutores do governador Geraldo Alckmin no Palácio dos Bandeirantes, que tentam a todo custo evitar que a crise deflagrada na eleição do diretório municipal da capital paulista se repita. Ela culminou com a saída de seis vereadores da legenda.

O atual secretário-geral, Cesar Gontijo, já avisou, porém, que pretende permanecer no posto. Mesmo com intensa negociação, até a conclusão desta edição, ele não havia demonstrado disposição em deixar a disputa.Gontijo é aliado do secretário de Energia do governo, José Aníbal, e conta com apoio das bases do partido. Diante do impasse, líderes da legenda adotaram um discurso preventivo. Desde ontem pregam que as disputas internas são naturais e que dão vitalidade à atividade partidária. A possibilidade de que haja uma disputa entre os dois concorrentes não está descartada. Os tucanos planejavam eleger toda a Executiva em uma chapa única, de consenso. (Matéria da Folha de São Paulo)

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O blog antecipou. Partidos começam a se mexer para acabar com a "raça" do PT.

Há uma semana atrás, exatamente, este blog publicava o post "Quem precisa do PT no Brasil?" , demonstrando que um partido que tem apenas 17% da bancada da Câmara e 18% do Senado não é essa coca-cola toda. O nosso post dizia:

Não chegou a hora dos demais partidos sentarem juntos e tirarem o PT do poder de uma vez por todas? Negociem. Conversem. Façam acordos. Podem até lotear o estado, porque pior do que com o PT mandando em tudo não vai ficar. Escolham uma chapa qualquer.  Por exemplo: um Michel Temer para presidente, um Eduardo Campos para vice, mas por favor: sem tucanos, sem perdedores de três eleições seguidas porque não souberam enfrentar o PT. Porque usam punhos de renda e luvas brancas para tentar enfrentar a lama petista. Tirem o tempo de TV do PT. O negócio é correr com esta "raça" do poder. 

Agora vejam a reportagem publicada pelo Estadão:

Principal fiador da eleição de Dilma Rousseff à Presidência ao lado do PT, o PMDB cogita, segundo o presidente nacional da sigla, senador Valdir Raupp (RO), um voo solo em 2014, quando poderá disputar com a petista. O partido, acrescentou ele, já prepara os nomes do atual vice-presidente, Michel Temer, e do governador do Rio, Sérgio Cabral, para o pleito presidencial.
Beto Barata/AE - 04.01.2011
Raupp articula estratégias do PMDB para 2014
"O PMDB sofre desse mal de não preparar nomes. Agora, estamos com dois nomes sendo preparados. Michel Temer e Sérgio Cabral. Neste momento nós temos que focar nesses dois nomes e trabalhar em todos os encontros regionais do partido e nos programas eleitorais. Nós temos que ter nome. A base tem que se preparar para a guerra. Aliança você faz e desfaz a qualquer hora", disse o senador, sem temer os efeitos de uma ruptura da aliança com o PT na próxima disputa presidencial.

Fala, Dilmoxi!

E aí, Dilma, vai deixar o Brasil ser tomado pelo oxi, assim como foi invadido pelo crack com o Lula? Onde estão as suas promessas de campanha? Está esperando o quê? Vai continuar cortando as verbas da Polícia Federal? Vai continuar falando fiado e enrolando o país?Tem bilhões para o trem-bala, para estádio de futebol, para obras sem sentido e não tem nada para o combate ao narcotráfico?

Código Florestal: verdes laranjas das ONGs internacionais derrotados no STF.

O STF não acatou liminar do PV, que é "laranja" das ONGs internacionais, contra o Código Florestal, segundo informa a Agência Estado:

O ministro José Antonio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um pedido de liminar feito pelo PV com o objetivo de impedir a votação do novo Código Florestal. Em seu despacho, Toffoli afirmou que é partidário da tese da intervenção mínima do STF no funcionamento do Poder Legislativo. Na ação protocolada no Supremo, o líder do PV na Câmara, Sarney Filho, e o presidente do partido, José Luiz de França Penna, pediram uma liminar alegando que a votação do projeto viola um artigo da Constituição Federal que determina o sobrestamento de todas as deliberações legislativas quando há medidas provisórias pendentes de apreciação. A votação está prevista para ocorrer na próxima semana.

TV PiraTa.


PiraTaria - Protec from Implicante on Vimeo.

Assista ao mais novo vídeo do Exilado.

Se em 4 meses Dilma já não dá conta da inflação, o que será em 4 anos?

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou variação de 6,51% no acumulado dos últimos 12 meses, segundo pesquisa divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esse resultado é superior ao centro da meta do governo, de 4,5%, e acima do teto, que prevê dois pontos de tolerância (6,5%). A inflação acumulada nos últimos 12 meses é a mais alta desde julho de 2005, quando os preços subiram 6,57%. Leia aqui. 

Bornhausen deixa a vida partidária.

O presidente de honra do Partido dos Democratas (DEM), Jorge Bornhausen (SC), declarou hoje que está deixando a legenda. Ele afirmou, porém, que seu destino não será o PSD, partido idealizado pelo prefeito de São Paulo Gilberto Kassab.

Bornhausen anunciou sua saída do DEM nesta sexta-feira.
Bornhausen anunciou sua saída do DEM nesta sexta-feira.

O ex-senador por Santa Catarina garantiu que, por enquanto, fica sem partido. "Vou me desfiliar, mas não tenho razão para continuar participando da atividade partidária", disse. A declaração de Bornhausen foi feita durante uma palestra do vice-presidente Michel Temer sobre reforma política, organizada pela Associação Comercial de São Paulo, em um hotel na capital paulista. O prefeito Kassab também estava presente no evento. 

Aos 73 anos, o advogado anunciou que deixa o PFL (Partido da Frente Liberal, atual DEM), partido que ajudou a fundar, em 1985. Pela legenda, ele ocupou o cargo de senador por Santa Catarina entre 1999 e 2007. Antes disso, havia sido eleito ao Senado pelo PDS (Partido Democrático Social), entre 1983 e 1991.Bornhausen também foi governador de Santa Catarina entre 1979 e 1982, ministro da Educação em 1986 e 1987 e embaixador do Brasil em Portugal, durante os primeiros quatro anos do governo de Fernando Henrique Cardoso. (Da Folha Poder)

Contrabandistas e bandidos festejam mais uma campanha de desarmamento.

Hoje começa mais uma campanha de desarmamento no Brasil. Isto é motivo de festa para os contrabandistas que "importam" armas para vender aos bandidos, por meio das devassadas fronteiras do país. Isto é motivo de regozijo entre os bandidos em geral, que terão uma população mais desarmada para roubar, assaltar e sequestrar. Hoje tem festa na tríplice fronteira e nas penitenciárias brasileiras de segurança máxima. O governo do PT está iniciando mais uma campanha de desarmamento.

Dia de muito, véspera de nada.


Este vídeo é de 7 de dezembro de 2009. Ouça Lula mandando o brasileiro gastar.

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, incentivou ontem os consumidores brasileiros a adiar suas compras e aproveitar o momento de alta nos juros para poupar. O consumo em alta contribui para aumentar preços e vem sendo combatido pelo governo por meio de medidas que deixam o crédito mais caro.
"Se quiser adiar o consumo, moderar o consumo para consumir mais para a frente, esse é o momento de fazê-lo", afirmou Tombini, durante audiência que reuniu três comissões da Câmara e duas do Senado.

Em dezembro de 2008, três dias antes do Natal e no auge da crise econômica mundial, o então presidente Lula pregou exatamente o oposto, com o objetivo de evitar que o país entrasse em recessão. "Meu amigo e minha amiga, não tenha medo de consumir com responsabilidade (...) se tem um dinheirinho no bolso ou recebeu o 13º, e está querendo comprar uma geladeira, um fogão ou trocar de carro, não frustre seu sonho, com medo do futuro", disse Lula.

Ontem, além de sugerir a redução do consumo, Tombini incentivou as aplicações: "No ciclo de aperto em que nós estamos, você cria um incentivo para o poupador que vai ser mais bem remunerado nas suas aplicações." Disse ainda que o BC está atento ao fluxo de dólares que têm entrado no Brasil. Segundo ele, esses recursos alimentam a inflação porque aumentam a oferta de dinheiro a ser emprestado. Ele refutou a ideia de que o governo poderá usar o real forte como arma contra a inflação, já que seria mais barato importar e oferecer bens na economia brasileira a preços mais baixos.

Aécio vai colher o que está plantando na imprensa.

Causou revolta no PSD a notícia "plantada" por Aécio Neves(PSDB-MG), publicada com destaque no Estadão,  de que o ex-senador Jorge Bornhausen teria aconselhado o mineiro a se aproximar de Gilberto Kassab, para ter uma interlocução direta com o PSD, já que o novo partido o considerava como candidato favorito para 2014, no PSDB. Foi o próprio Aécio quem deu a entrevista à jornalista, fato que ela não revelou.  "Só mesmo quem não conhece o histórico político do senador Bornhausen e a relação de respeito que ele tem com Serra, que sempre foi o seu principal aliado dentro do PSDB, para imaginar que ele diria tamanha bobagem. Aécio sempre foi um péssimo aliado do DEM em Minas Gerais , isso sem falar na sua responsabilidade pela implosão do partido", declarou uma fonte que também esteve presente no jantar realizado em Minas Gerais. A "plantação" continua. Agora Aécio diz que não vai procurar Kassab, conforme nota acima, do Estadão. Ou seja: primeiro "planta" que o PSD quer a aproximação e, depois, que não dará o primeiro passo. Aécio, no fundo, é um velho de 102 anos. Faz política como nos velhos tempos. Vai colher o que está "plantando".

Churrascada comemora volta do mensaleiro Delúbio.

Não terá a bênção do pároco Ricardo Paixão, mas será no Ginásio do Centro de Catequese da Paróquia Nossa Senhora Abadia, em Buriti Alegre (GO), que o ex-tesoureiro Delúbio Soares comemorará amanhã com grande festança sua redenção no seio do PT. A vaca e os porcos que serão sacrificados para o churrasco organizado pelo prefeito João Alfredo Mello Neto (PT) e pelo diretório municipal do PT já estão reservados. O evento em que Delúbio poderá sair como candidato a prefeito da cidade começa às 11h, sem hora para acabar.

Mas o maior evento político, em que Delúbio marcará o reencontro com a militância que poderá lhe ajudar a realizar seu "sonho", está marcado para o dia 26 de maio, em Goiânia. Os organizadores querem juntar cerca de 500 pessoas entre políticos, artistas e líderes locais. O pintor goiano Guto vai registrar o momento pintando, no local, um óleo sobre tela com a imagem de Delúbio. O amigo e ex-presidente do PT de Goiânia Ivanor Florêncio Mendonça disse ontem que a ideia era fazer amanhã, em Buriti Alegre, cidade natal de Delúbio, uma festa mais restrita. E só depois o festão em Goiânia. Mas, como saíram notas nos jornais do estado, reconhece que não vão conseguir fazer uma festinha pequena . — Vai muita gente de Goiânia. Está todo mundo querendo ver o Delúbio, matar a saudade, abraçar, beijar o companheiro velho! — contou Ivanor, que é assessor especial do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia.

Ele disse que os amigos que fundaram o PT junto com Delúbio entendem que, naquele momento do mensalão, em que Delúbio era tesoureiro do PT e coordenava as campanhas de Lula, ele acabou sendo obrigado a jogar o jogo que existia. — Existia um jogo jogado na política brasileira que exigia que ele fizesse parte. Mas ele jogou aquele jogo não por desonestidade ou para ficar rico, mas porque precisava — defende Ivanor Florêncio. Pelo que contam os goianos, o projeto de Delúbio pode passar pela prefeitura de Buriti Alegre em 2012, para chegar à Câmara Federal em 2014 e depois ao Senado. 

O ato de amanhã pode ser de lançamento à prefeitura: — Só o nome Delúbio, sem estar na disputa, já causa arrepios na oposição. Graças a Deus, agora ele não é mais um fantasma. Já que o PT o aceitou de volta, pode abrir a camisa e mostrar o peito, cair matando, sem medo de errar. Eu conheço o sonho do Delúbio, e ele tem que estar na mídia. Se conseguir um cargo em 2012, o caminho fica mais curto — avalia o prefeito João Alfredo, a quem Delúbio pode suceder ano que vem.

(Matéria publicada em O Globo)

Com a reestatização, Vale vai valer menos.

A Vale informa que lucrou R$ 11,291 bilhões nos três primeiros meses de 2011 -alta de 12,9% ante o quarto trimestre de 2010 e de 292% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.De janeiro a março, o faturamento alcançou R$ 23,6 bilhões, avanço de 81% ante igual período de 2010. Ontem, Roger Agnelli, que será substituído na direção da Vale por Murilo Ferreira, disse que governo e empresa têm "missões" e "prazos" diferentes. Mas afirmou "entender" a posição do ex-presidente Lula de cobrar mais compras no país -o que nem sempre, diz, é possível, dado o custo alto em alguns casos. "Cada um tem uma visão e uma missão. A missão da companhia é gerar os resultados para ela poder gerar capacidade e investimentos. A missão do governo é diferente da de uma empresa. Completamente diferente."

O executivo foi demitido por Lula e Dilma. Ele deixa o cargo no dia 21. Lula  que a encomenda de 19 navios cargueiros de grande porte fosse feita no Brasil, e não na China e na Coreia. Agnelli não aceitou dar prejuízo para a empresa. O primeiro foi entregue ontem. Saiu por US$ 120 milhões. No Brasil, o valor seria praticamente o dobro: US$ 236 milhões, segundo a Vale. E ainda não teria sido entregue.

O governo petista já determinou que a Vale entre com dinheiro em Belo Monte e no trem-bala. Podem criar um "Valeômetro" para medir a queda dos lucros da empresa, nos próximos cinco anos. Menos lucro, menos valor, prejuízo para o acionista minoritário. Não tenho conta no Bradesco, acionista majoritário. Se tivesse, fechava.

Tudo tem limite.

A cena do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) rasgando uma Medida Provisória que tratava de seis ou sete assuntos, uma verdadeira árvore de natal, no plenário do Senado, demonstra claramente que estamos vivendo uma ditadura disfarçada de democracia. Quando não temos um Legislativo mostrando toda a sua fisiologia, temos um Legislativo sendo tratorado pelo Executivo. Agora, segundo o Painel da Folha,  ganha força no Planalto a ideia de tentar adiar para além da próxima terça a votação do encrencado Código Florestal. Os motivos são a certeza de derrota -calcula-se que o texto de Aldo Rebelo (PC do B-SP) conte hoje com cerca de 350 dos 513 votos da Câmara- e o ceticismo quanto às chances de convencer o relator a fazer mudanças suficientes para contentar a bancada do PT, isolada com o PV no combate ao projeto. Enquanto isso, a maioria contrariada com a perspectiva de novo adiamento ameaça dar o troco em votações como a (secreta) que definirá o próximo ocupante de vaga no TCU, no início no segundo semestre. Para tudo existe  um limite e o governo está esticando a corda. Uma revolta no campo, trazida para Brasília, pode ter proporções enormes. Provocar vagabundos de sindicatos e movimentos sociais é uma coisa. Provocar quem trabalha de sol a sol sem ajuda do governo é outra. 
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Do Estadão:

A base de apoio da presidente Dilma Rousseff na Câmara rachou e não aprovará a reforma do Código Florestal sem novos recuos do governo. O cenário para a próxima tentativa de votação do projeto no plenário, marcada para terça-feira que vem, indica novas concessões na recuperação da vegetação nativa às margens de rios e na área de reserva legal nas propriedades. As concessões em negociação poderão reduzir a exigência de recuperação da vegetação nativa às margens de rios mais largos, cujas áreas de preservação permanente chegam a 500 metros.

O governo sinaliza que poderá aceitar a recuperação de apenas 100 metros nas APPs acima de 200 metros. O restante seria considerado área de ocupação consolidada. Outro recuo beneficiaria um número maior de proprietários rurais na dispensa de recuperar a reserva legal das propriedades. Além de produtores da agricultura familiar, ganhariam o benefício também produtores que trabalham em cooperativa.

Esse cenário de novas concessões ganhou corpo ontem, depois da reunião da véspera de líderes governistas, três ministros de Estado e o relator do Código Florestal, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP). A reunião, realizada no gabinete do líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), deveria selar um acordo na base de apoio. O resultado, porém, foi uma demonstração da fragilidade do governo Dilma no primeiro grande teste de votos depois da fixação do salário mínimo em R$ 545. 

Na base de Dilma, os ruralistas são maioria, e o adiamento da votação foi uma forma de evitar a derrota iminente do governo no plenário da Câmara. Ganhou-se tempo para uma nova tentativa de acordo. A fragilidade do governo começou a ser exposta pelo próprio líder do governo na Câmara. Anfitrião do encontro de anteontem à noite, o deputado Cândido Vaccarezza alegou que a presidente Dilma Rousseff enfrenta pressões internacionais para preservar o meio ambiente. Mas cuidou de lembrar que ele mesmo apoiava a proposta do relator, contra a nova proposta avalizada por Dilma. 

Até aquela altura, a presidente insistia em limitar aos produtores da agricultura familiar o benefício de não ter de recuperar a reserva legal das propriedades. O governo acenava também com a possibilidade de tratar dificuldades de recuperação da vegetação nativa às margens de rios mais largos por decreto. Diante dos argumentos em defesa de benefícios a um número maior de produtores rurais, pesou pouco a ponderação do líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP). Em meio ao debate, o deputado lembrou: "O trem do governo é pesado." A força da expressão será posta em teste na próxima terça-feira.

10 x 0.

Por unanimidade, o STF aprovou a união estável entre homoafetivos, decidindo que não há mais no país diferença entre as relações estáveis de heterossexuais e homossexuais. Decisão dá segurança jurídica em relação a direitos como herança e compartilhamento de planos de saúde. Mais informações em todos os jornais do Brasil. O único grande reparo que restou ao fato é que tal decisão deveria ter sido do Legislativo, mudando a Constituição Federal. Se o Legislativo não assume as suas responsabilidades, a fila anda. E no lugar de democracia, daqui a pouco teremos um outro regime qualquer.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Presidente do BC manda o brasileiro especular, em vez de consumir.

A indústria nacional, o comércio brasileiro, as empresas de prestação de serviço ganharam um concorrente mais poderoso do que a parafernália chinesa que entope o mercado: o presidente do Banco Central. Vejam a matéria da Folha Poder:

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou nesta quinta-feira que os brasileiros devem moderar o consumo neste momento. "Se quiser adiar o consumo, moderar o consumo para consumir mais para a frente, esse é o momento de fazê-lo", afirmou, durante audiência que reuniu três comissões da Câmara dos Deputados e duas do Senado. Segundo Tombini, os consumidores devem aproveitar a situação de alta nos juros para poupar. "No ciclo de aperto em que nós estamos, você cria um incentivo para o poupador que vai ser melhor remunerado nas suas aplicações financeiras." Ele também disse que as estratégias do BC para controlar a inflação não mudaram.Leia mais aqui.

Depois da escala, blog de novo na estrada.

O blog foi atualizado e, agora, entro para a segunda parte da volta. Os comentários serão liberados, quando possível. Obrigado.

Seis meses depois, o "até logo" de Serra virou "adeus"?

No dia 31 de outubro, ao lado de correligionários, após ser derrotado por Dilma Rousseff, José Serra (PSDB-SP) afirmou: 

"Para os que nos imaginam derrotados, eu quero dizer que nós apenas estamos começando uma luta de verdade. Nós estamos no começo do começo. Nós vamos dar nossa contribuição ao País em defesa da pátria, da liberdade, da democracia, do direto que todos temos de falar e serem ouvidos, da justiça social. Vamos dar a nossa contribuição como partidos, da nossa frente de partidos, como indivíduos, como parlamentares, como governadores. Essa será a nossa luta dos próximos anos. Por isso, a minha mensagem não é de despedida nesse momento. Não é um adeus, é um até logo"


Quase 44 milhões de eleitores estão esperando até hoje o "estou de volta" de Serra para cumprir o que prometeu. Até agora, nada. Salvo algumas críticas no twitter, entremeadas com papos gostosos sobre futebol, dicas de filmes, livros e registros de efemérides, José Serra continua na sombra. Não soube o que fazer com 44 milhões de votos. Submergiu. Sumiu. Renunciou. Seis meses bastaram para que, mesmo dentro do próprio partido, Serra fosse trucidado politicamente. Faltou à José Serra um gesto maior, uma prova de que estava lutando, de que estava vivo.  Faltou a mesma coragem que faltou em alguns momentos da campanha. Portanto, senhores e senhoras, tirem alguns cravos das mãos do marqueteiro Gonzales, pois o presente está confirmando que o estilo era do candidato. Serra ainda poderá reverter o quadro? Qual o seu futuro político? Veja matéria abaixo, do Estadão, da mesma jornalista que fez a reportagem sobre Bornhausen e Aécio. Mas, com o devido desconto do apoio explícito ao mineiro, o que está escrito faz sentido:

A crise que enfraqueceu o PSDB paulista expôs o processo de isolamento político a que vem sendo submetido o ex-governador José Serra. Até a eleição de 2010, era ele quem concentrava o maior cacife de poder do tucanato no Estado. Desde a vitória da petista Dilma Rousseff, porém, Serra vem perdendo espaço na sigla. Foi assim na briga interna do DEM, em que seus aliados perderam o controle do partido, hoje nas mãos de articuladores mais próximos do senador Aécio Neves (PSDB-MG). 

O segundo golpe veio em seguida, quando seu maior parceiro em São Paulo, o prefeito da capital, Gilberto Kassab, dá sinais de que pode deixar o campo de oposição ao Planalto e levar o PSD para perto de Dilma e dos petistas. Um tucano que acompanhou de perto a crise paulista diz que Serra tem consciência de que o novo partido de Kassab, o PSD, reduz a força da oposição. Nos bastidores, porém, integrantes tucanos de grupos adversários a Serra acusam o ex-governador de não ter agido para conter a sangria que Kassab promove no PSDB. E para quem imaginou que o PSD ainda pudesse ser uma boia para acolher Serra mais adiante, expoentes da nova legenda afirmam que o tucano não cabe na sigla. Além disso, o próprio Aécio começa a se movimentar em busca de pontes com Kassab.

O temor de que Aécio tomasse a presidência do PSDB para fortalecer seu projeto presidencial em 2014 levou Serra a cometer o erro de empurrar o presidente nacional do partido, Sérgio Guerra (PE), para a reeleição. Quando ensaiou tirar Guerra de cena, já era tarde. Àquela altura, o deputado contava com o apoio de Aécio e do governador paulista, Geraldo Alckmin.Companheiros de Serra avaliam que ele também errou quando rechaçou de público a ideia de assumir o comando do Instituto Teotônio Vilela. Aecistas trataram de reservar o ITV ao ex-senador Tasso Jereissati (CE).

A escolha do deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP) para liderar a bancada tucana na Câmara teve o dedo de Geraldo Alckmin. E, ato contínuo, Aécio empatou o jogo "Minas Gerais versus São Paulo" ao indicar o deputado federal Paulo Abi Ackel (PSDB-MG) líder da minoria.  Na montagem do governo Alckmin, o grupo serrista teve menos espaço do que gostaria. Três de seus mais próximos colaboradores acabaram na Prefeitura. Mauro Ricardo, ex-secretário da Fazenda, assumiu a secretaria de Finanças de Kassab. O ex-secretário de Planejamento Francisco Luna está no Conselho da São Paulo Obras. Ao ex-governador Alberto Goldman, o prefeito reservou uma vaga no Conselho de Administração da São Paulo Urbanismo. 

A sorte dos serristas não mudou na montagem do diretório do PSDB paulistano. Vereadores tucanos ligados a Serra e Kassab foram escanteados na primeira composição do diretório e seis deles e deixaram o partido. O ex-deputado Walter Feldman, outro expoente tucano ligado a José Serra, que o ajudara a fundar o PSDB, também decidiu abandonar a legenda.

Os verdes sujos.

É impressionante o jogo baixo e sujo promovido pelo PT, PV, PSOL e pela turma da Marina Silva, a musa mundial da fome e estrela máxima das 14 ONGs que dominam o "meio ambiente" do governo Dilma, em relação à votação do novo Código Florestal. Usam a mentira como armas poderosa, colocando seus pitbulls instalados em repartições públicas e em entidades financiadas por gordos convênios a espalharem o medo pelas redes sociais. O Código Florestal afirma, textualmente, que anistia poderá ser concedida a quem desmatou antes de 2008, em determinadas condições. Pois o Ibama aparelhado está plantando e Marina Silva repercutindo que o desmatamento está aumentando nos últimos meses, pois os madeireiros e pecuaristas têm esperança de serem anistiados. Isto é uma grande mentira. É óbvio que, se desmatarem agora, em 2011, não estarão cobertos por anistia alguma. Este é um bom exemplo da estratégia e da ação dos verdes sujos, pagos pelas fundações e ongs internacionais. Eles acham que 62% de florestas no Brasil é pouco. Com isso condenam os 19 milhões de miseráveis que existem no Brasil a permanecerem com fome, pois são os primeiros que serão penalizados com a queda na produção de alimentos.

Estes foram os "latifundiários do agronegócio" que vaiaram o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) nas galerias Câmara dos Deputados. Eles vão entrar na ilegalidade a partir de 11 de junho ou não poderão mais plantar se as exigências absurdas sobre áreas de preservação em pequenas propriedades forem incluídas no Código Florestal . Vão engrossar as fileiras do Bolsa Família? Vão para os acampamentos do MST? Vão para as periferias das grandes cidades? Vão ampliar o Brasil Sem Miséria da Dilma?

(Arquivo Canal do Produtor-CNA)

Que o "vestido de noiva" do Aldo Rebelo não seja a mortalha de 4 milhões de pequenos produtores rurais.

Durante os últimos dias, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator do Código Florestal, comparou o documento a um vestido de noiva, que estava recebendo os últimos ajustes. Ontem, a votação foi adiada por falta de acordo, submetendo mais de 4 milhões de produtores rurais a mais uma semana de tensão, tendo em vista que, em 11 de junho, a maioria deles entrará na ilegalidade. A esperança é que o vestido de noiva de Rebelo não se transforme na mortalha de milhões de pequenos produtores e de milhões de miseráveis que vão passar fome pela falta de alimentos. Por enquanto, Rebelo está resistindo e o adiamento só foi feito porque ela não aceita as mudanças impostas pelo governo. O governo iria perder no plenário e postergou a votação. A matéria abaixo é da Folha de São Paulo.

Após um dia tenso de negociações que não saíram do impasse, a votação do Código Florestal no plenário da Câmara foi adiada para a próxima terça-feira. Sem conseguir fechar um texto de consenso com o relator da reforma no código, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), o governo mobilizou os aliados para o adiamento. Ambientalistas e os verdes da Câmara comemoraram. "Conseguimos parar a motosserra", disse Paulo Adário, do Greenpeace.

A decisão foi tomada numa reunião com presença de três ministros -Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Wagner Rossi (Agricultura) e Luiz Sérgio (Relações Institucionais)-, de Rebelo e das lideranças partidárias aliadas. O encontro teve também presença em peso de parlamentares ruralistas, mesmo aliados, que ameaçavam derrotar o governo no plenário. "A base quer votar. O governo vai peitar a base?", questionava Valdir Colatto (PMDB-SC) antes do fim da reunião. A ameaça dos ruralistas foi o que fez o governo mudar sua estratégia nesta semana. O discurso do Executivo vinha sendo o de deixar os pontos polêmicos serem decididos em plenário.  Diante de uma derrota iminente (cuja conta sobraria para a presidente Dilma Rousseff), a tática passou a ser o "tudo ou nada": ou se costura um consenso completo, ou não se vota a nova lei.

Depois de idas e vindas, sobravam ontem dois pontos de dissenso na proposta, à qual Rebelo se referira como "o vestido da noiva". Um deles diz respeito à isenção de reserva legal para propriedades com até quatro módulos fiscais. Um parágrafo no artigo 13 do texto de Rebelo estende o benefício a imóveis maiores. O governo insiste em que apenas agricultores familiares possam ter a reposição da reserva legal flexibilizada.
O outro ponto é uma complicação nova: a questão dos chamados usos consolidados em APPs (Áreas de Preservação Permanente).

Em margens de rios grandes, por exemplo, há zonas agrícolas seculares que teriam de se mudar se as APPs fossem fixadas. As exceções admitidas pelo governo são interesse social, utilidade pública e baixo impacto.Os ruralistas, porém, querem manter essas áreas consolidadas. A proposta do governo foi de baixar uma lei restritiva e regulamentar exceções (as tais áreas agrícolas seculares) por decreto.  "Nós queremos uma lei que libere os usos e o governo que faça as restrições por decreto depois", diz Colatto.

O Palácio do Planalto esperava costurar um acordo com Rebelo ao longo do dia, mas o relator disse que ainda não está convencido de que precisa recuar nesses pontos.  Ele chegou a dizer que retirar a isenção para propriedades de quatro módulos fiscais equivaleria a empurrar essas famílias para a periferia e transformar terras produtivas em "chácara de classe média de fim de semana".  O líder do governo, Candido Vaccarezza (PT-SP), disse que nos próximos dias o governo vai trabalhar dados para mostrar a importância de suas reivindicações serem atendidas. "Existe 98% de acordo no relatório e por isso o entendimento é que se pode chegar a acordo."

O ministro Luiz Sérgio (Relações Institucionais) disse que este será o "último esforço" do governo para chegar a um texto de equilíbrio. "Nós avançamos", limitou-se a dizer Teixeira. Questionado por jornalistas sobre o que aconteceria caso não se chegasse a um acordo até terça que vem, Rebelo respondeu: "Eu não trabalho com essa hipótese". (Matéria da Folha de São Paulo)

Jornalista diz que alguém ouviu Bornhausen dizendo alguma coisa para Aécio. E isso vira manchete no Estadão.

A matéria abaixo, do Estadão, é um primor de mau jornalismo. Primeiro, diz que Jorge Borhausen disse, mas a gente lê a matéria e não existe declaração do ex-senador catarinense. Depois, a matéria afirma que um parlamentar, cujo o nome não é revelado, testemunhou tudo. Como tudo soa fantasioso, podemos também dizer que um jornalista ouviu a Christiane Samarco, jornalista do Estado de São Paulo que assina a matéria, dizer que publicaria uma matéria encomendada por Aécio Neves no seu jornal. Não podemos revelar o nome do jornalista. Veja a matéria que, aliás, "baba" admiração nada jornalística por Aécio Neves, que fica latente na frase abaixo grifada. O Estadão já fez mais jornalismo, vocês não acham?

O ex-presidente do DEM e braço direito de Gilberto Kassab na articulação do novo PSD, Jorge Bornhausen, aconselhou o senador Aécio Neves (PSDB) a buscar uma interlocução direta com o prefeito para viabilizar seu projeto eleitoral em 2014. Os dois conversaram no interior de Minas Gerais nesta semana.
A avaliação no PSD é que Aécio, hoje, está no primeiro lugar da fila de candidatos tucanos à Presidência. Bornhausen vê espaço para o PSD apoiar o tucano. Ele e Aécio conversaram informalmente em duas oportunidades. 

Depois de participarem de um jantar na noite de segunda-feira em Uberaba, na casa do deputado Marcos Montes (DEM-MG), ainda almoçaram juntos na casa de outro amigo em comum no dia seguinte. Um parlamentar que testemunhou os dois encontros e observou a dupla relata ter se deparado com um Aécio "paz e amor" em relação ao PSD. Não por generosidade, observa ele, mas por inteligência política, dada a inconveniência de combater algo que evoluíra da simples ideia de se criar um novo partido para um fato consumado. Leia mais aqui.

(Observação: depois de ter ajudado a destruir o DEM, Aécio Neves inicia uma ofensiva para conquistar o novo PSD e abandonar o moribundo que ajudou a criar. A matéria é completamente exdrúxula. Obviamente, Bornhausen não irá desmentir.)

(Observação 2: Vejam o post de Reinaldo Azevedo sobre o mesmo assunto)

BC autoriza banco multinacional a atuar no Brasil. Agradecido, o banco contrata palestra do Lula. Faz sentido.

Há sérios indícios de tráfico de influência entre as palestras de Lula e os benefícios recebidos por empresas que contratam o ex-presidente, ainda fresquinho do cargo, para fazer palestra que custam, em média R$ 200 mil. Como o banco é americano, fica a dúvida se foram dólares ou reais. O mais engraçado é que diretores do Banco Central são obrigados a cumprir uma quarentena quando deixam o cargo, para impedir que levem informações privilegiadas para sócios, patrões ou cientes. Já o ex-presidente, que exercia total autoridade sobre o Banco Central, pode, quatro meses depois de deixar o cargo, prestar serviços remunerados para uma instituição bancária. Vivemos, definitivamente, em um país sem vergonha. Lula discursou à noite para cerca de 800 pessoas em São Paulo, a convite do Bank of America Merril Lynch. O evento era uma comemoração pela autorização obtida do Banco Central para que o Merril Lynch atue como banco múltiplo no Brasil.

Dilma "extirpa" três milhões de miseráveis do seu plano.

A meta do plano de Dilma Rousseff para erradicar a miséria foi desidratada entre a eleição, quando era uma promessa, e anteontem, ao ter seu público-alvo anunciado. Em discursos e entrevistas na campanha, a então candidata falava que trabalharia para "resgatar" da pobreza extrema ao menos 3,4 milhões de pessoas a mais do que agora -19,6 milhões na época contra os 16,2 milhões anunciados anteontem. Na eleição, Dilma adotava o critério de que miserável é quem tem renda de até um quarto de salário mínimo ao mês: R$ 136,25 em valores atuais. Já o programa oficial de governo trabalhará com a linha mais baixa -R$ 70.

"Miserável é quem tem renda de até um quarto do salário mínimo. (...) Então, a gente tem de buscar eliminar esses 19,6 milhões de miseráveis", dizia a então presidenciável em junho de 2010. No mesmo mês, reiterou a promessa na convenção do aliado PRB: "Nós temos essa missão de eliminar os 19 milhões que vivem com menos de um quarto do salário mínimo per capita. Não eliminar os brasileiros, eliminar a pobreza dos brasileiros". Já empossada, o discurso mudou: "Não acredito que o Brasil será um país rico se houver esses milhões de brasileiros que nós temos abaixo do que nós consideramos a linha de corte da pobreza, que são os R$ 70 per capita", disse em março, em Portugal.

Na campanha, Dilma chegou a manifestar a necessidade de estabelecer como meta a erradicação (não apenas em seu mandato) de todos os tipos de pobreza, elevando toda a população desse estrato à classe média. "Nosso objetivo é que o Brasil seja, no mínimo, de classe média, e que a gente chegue a essa combinação de 100% se você somar classe A, B e C", afirmou, por exemplo, em discurso a empresários em maio de 2010.

Anteontem, o MDS (Ministério do Desenvolvimento Social) anunciou oficialmente os R$ 70 per capita como corte para definir os potenciais beneficiários do "Brasil sem Miséria" -totalizando 16,2 milhões de pessoas.
O Planalto não comentou a mudança no discurso. O MDS disse que sua linha de miséria, próxima da adotada pelo Banco Mundial (US$ 1,25/dia), foi definida por critérios técnicos que levaram em conta o preço de alimentos em diferentes regiões. Pesquisadores usam vários critérios para definir a miséria. O que considera um quarto do salário mínimo é usado em um estudo do Ipea, ligado à Presidência.

PSD: Aécio faz de tudo para ficar perto, Serra faz de tudo para ficar longe.

Enquanto Aécio Neves(PSDB-MG) transforma uma feijoada para centenas de pessoas em jantar reservado com o ex-senador Jorge Bornhausen e planta notas de aproximação com o PSD na imprensa, José Serra(PSDB-SP) procura Geraldo Alckmin e Severino Sérgio Estelita Guerra para negar que "esteja por trás" do novo partido. São os hábeis e estrategistas tucanos puxando cada um para um lado, como sempre. Leia a matéria da Folha de São Paulo:

O ex-governador José Serra procurou seu sucessor, Geraldo Alckmin, e outros líderes do PSDB para desmentir que seja o idealizador da debandada tucana rumo ao PSD de Gilberto Kassab. Serra se queixou do que considera uma tentativa de desgastá-lo no partido, proveniente, segundo sua avaliação, de pessoas próximas ao governador. O encontro ocorreu na noite de anteontem, no Palácio dos Bandeirantes. Antes, o ex-governador havia falado por telefone com o presidente do partido, deputado Sérgio Guerra (PE), e com outros dirigentes tucanos.

Segundo relatos obtidos pela Folha, Serra disse a todos que não se envolveu com a criação do PSD. Afirmou que tentou dissuadir Kassab, seu aliado, da ideia de deixar o DEM e criar a nova sigla. O ex-governador fez um diagnóstico de que o PSD vai se aproximar do governo Dilma -e, portanto, não seria vantajoso para ele. A criação do novo partido provocou nas últimas semanas dezenas de baixas no PSDB e nos outros partidos de oposição, DEM, ao qual Kassab era filiado, e PPS. Procurado ontem pela Folha, Serra não respondeu.

Rumores sobre sua participação no projeto de Kassab ganharam força quando o PSDB da capital paulista perdeu 6 de seus 13 vereadores. Todos os dissidentes são aliados de Kassab e fizeram campanha para ele em 2008, com o apoio de Serra. Na época, Alckmin concorria à prefeitura pelo PSDB. O partido ficou dividido e o governador sequer chegou ao segundo turno. Serra tem evitado falar publicamente sobre a debandada tucana em São Paulo. Na segunda-feira, após palestra em escola particular paulistana, negou que houvesse crise no PSDB e desconversou sobre a nova sigla. "É um partido que está sendo feito", disse aos repórteres após a palestra. "Não estou preocupado."

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Blog na estrada.

Nesta quinta, atualizaremos o blog mais tarde. Caminho de volta. Obrigado.

Código Florestal: adiada a votação.

 A votação do novo Código Florestal na Câmara foi adiada devido a divergências sobre o relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). A decisão foi anunciada após reunião de líderes, com a presença dos ministros das Relações Institucionais, Luiz Sergio, e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, às 18h. O governo percebeu que não teria maioria se o projeto fosse votado hoje. A proposta de adiar a votação para terça-feira partiu da própria base aliada, com pedido do líder do PMBD na Câmara, Henrique Alves. 
(ZH Dinheiro)

Código Florestal: tapetão verde.

Ontem os ambientalistas tentaram um AI-5 Ambiental, pedindo a inervenção do Executivo no Legislativo. Hoje estão pedindo para o Judiciário impedir a decisão democrática da Câmara dos Deputados.

O PV protocolou, na tarde de quarta-feira, no STF (Supremo Tribunal Federal), um mandato de segurança para tentar adiar a votação do Código Florestal no plenário da Câmara dos Deputados. Segundo o líder do partido, deputado Sarney Filho (MA), o pedido foi feito porque não havia tempo hábil de examinar o texto, cuja votação estava agendada para começar às 20h desta quarta-feira. "São 17h10 e não temos o texto ainda. Não tem condição", disse o deputado. 

Outro argumento é a questão regimental. Segundo o PV, um projeto de lei que pode ser inscrito numa medida provisória, como é o caso do novo código, não poderia ser votado numa sessão extraordinária como a de hoje. A reforma do código teve seu pedido de urgência aprovado na noite de terça-feira por 399 votos a 18, com uma abstenção. O PV e o Psol tentaram obstruir a votação da urgência, mas foram atropelados pelos outros partidos. 

O próprio PT, que vinha pedindo mais tempo para discutir o projeto, acabou capitulando ao Executivo e concordando com a urgência. No governo, o ânimo era de votar a versão "de consenso" do relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) para a mudança do código na própria quarta-feira. Esperava-se que Rebelo apresentasse um novo texto, acolhendo todas as sugestões feitas pelo Executivo --inclusive a exigência de reserva legal para propriedades de até quatro módulos fiscais, um dos maiores pontos de divergência. O novo texto --o "ajuste no vestido da noiva", nas palavras de Rebelo-- não havia sido divulgado até o final da tarde. 

(Da Folha Poder)

Código Florestal: Greenpeace, ontem e hoje.

Ontem o presidente do Greenpeace no Brasil tuitava de dentro do gabinete do ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci. A moral estava alta.

Hoje o Greenpeace chama Marcos Maia(PT), presidente da Câmara, de "mala". A moral está cada vez mais baixa. Mais uma vez, desrespeita o Legislativo e mostra a cara antidemocrática das ongs internacionais.

Código Florestal. Ironia, ninguém segura o PT da roça.

Ressaltando o esforço do relator para definir um tratamento diferenciado a agricultores familiares e pequenos agricultores, o deputado Assis do Couto (PT-PR) chamou a atenção para o fato de que ainda existem pontos muito desfavoráveis às pequenas propriedades. Couto citou o exemplo de centenas de propriedades às margens do Rio Iguaçu, no Paraná, que deixariam de existir por estarem totalmente inseridas nos limites de APPs definidos no texto. O deputado ainda questionou a ausência, no texto, da previsão de pagamentos por serviços ambientais e de indenizações para propriedades atingidas por esse dispositivo. Ninguém segura o PT da roça. Vão ter que liberar a bancada. Vão ter que deixar o PT da roça votar a favor do Código Florestal.

Código Florestal: 5 milhões de produtores rurais querem o direito de trabalhar.

Os produtores rurais brasileiros, com civilidade e paciência, vêm aguardando há mais de 15 anos que o Congresso Nacional vote a reforma e modernização do nosso anacrônico Código Florestal, cujas normas põem na ilegalidade 90% da produção agropecuária brasileira.  Finalmente, em julho de 2010, uma Comissão Especial da Câmara dos Deputados, integrada por parlamentares de todos os partidos, aprovou um texto relatado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), pela maioria esmagadora de seus membros.

Passado quase um ano, forças políticas minoritárias e intransigentes continuam resistindo à votação da matéria, sob o pretexto de se alcançar um consenso absoluto ou uma unanimidade, que não são próprios das decisões democráticas, em que deve prevalecer a vontade da maioria. A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e os produtores rurais de todo o Brasil não podem aceitar mais o adiamento dessa decisão e confiam que deputados e senadores estão prontos e preparados para decidir de acordo com os interesses do País, pois o Parlamento é a melhor e definitiva instância de decisão. 

Os brasileiros precisam saber que a reforma do Código que defendemos não implicará, por si, no aumento do desmatamento. O País tem ao todo uma extensão de 851 milhões de hectares, dos quais 519 milhões de hectares estão inteiramente preservados com sua cobertura vegetal original e apenas 236 milhões de hectares, 27,7%, ocupados com produção agropecuária.  As novas regras não alteram essa impressionante relação, apenas pouparão os produtores de destruir os atuais campos de produção de alimentos para neles tentarem reconstituir florestas, sem provas de que isso seja possível, nem dos seus efetivos benefícios ambientais.

A aplicação pura e simples da atual legislação desempregará trabalhadores e reduzirá a produção de alimentos, prejudicando o abastecimento da população e a obtenção de saldos cambiais para equilibrar nosso fragilizado balanço de pagamentos com o exterior.  Como cidadãos democratas, estamos e sempre estivemos abertos ao diálogo, à transigência e à negociação. Mas, depois de tanto tempo, tantas discussões e tantos esclarecimentos, a modernização do Código só terá sentido e utilidade se contemplar alguns pontos essenciais. 

A questão central para os produtores rurais é a fixação de uma data de corte, conforme decidir a maioria parlamentar, estabelecendo-se a definitiva consolidação e legalização das áreas de produção abertas e exploradas até esse momento, com a correspondente dispensa de recomposição de reserva legal, em todos os tamanhos de propriedade. Nos casos específicos, representa o arquivamento dos processos administrativos e judiciais que tenham sido instaurados em virtude da inexistência dessa reserva legal, bem como a extinção de multas e infrações que tenham sido aplicadas por esse motivo. 

A descriminalização de 90% dos produtores beneficiará principalmente os pequenos médios agricultores, que somam 86% de todos os produtores rurais do Brasil. Em apoio a essa posição, é muito importante esclarecer a todos os brasileiros que nenhum dos países grandes produtores agrícolas do mundo, que competem com o Brasil – Estados Unidos, Europa, China, Argentina e Austrália – obriga seus produtores a preservar qualquer percentual de reserva legal em suas propriedades, nem cogita replantar a vegetação nativa em seus campos de produção de alimentos.

Não é justo, nem honesto, diminuir a nossa produção de alimentos para recompor reserva legal e futuramente termos de importar comida para o consumo interno de países que não têm Código Florestal, muito menos reserva legal. Ao lado dessa questão central, defendemos também que a competência para legislar sobre a questão seja compartilhada entre a União e os Estados (competência amparada legalmente pelo artigo 24 da Constituição Federal). Dada a grande diferenciação geográfica de nosso País, uma única norma originária do poder central não contempla apropriadamente nossa diversidade, nem considera os legítimos interesses das comunidades regionais.

O relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), apesar de não contemplar todas as reivindicações dos produtores rurais do Brasil, poderá conter grandes avanços e restaurar a racionalidade crítica nesta questão, devolvendo a segurança a quem investiu todos os seus meios e o seu destino para criar a grande agricultura brasileira, patrimônio natural de todo o País.

Brasília, 04 de maio de 2011

SENADORA KÁTIA ABREU  
Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA 

Código Florestal: a derrota da arrogante e antidemocrática Marina Silva.

Descombinada com o tempo

Candidata derrotada na disputa presidencial de 2010, Marina Silva (PV), ícone do ambientalismo nacional e internacional, obteve uma votação que surpreendeu - quase 20 milhões de eleitores marcaram seu número na urna - apenas os que não acompanharam a construção de sua candidatura. Levantamentos preliminares encomendados pelo PV mostravam que tal candidata poderia mesmo atingir os patamares de aceitação que acabou conquistando de verdade. Por três ou quatro razões principais.

Uma, seus méritos, seu nome e a carreira que construiu no rastro do tema de preservação do Meio Ambiente e salvação do Planeta, com uma ligação estreita a ONGs internacionais que acabaram consolidando sua imagem no exterior. Um fenômeno de fora para dentro que, apesar de tudo, e curiosamente, não chegou a atingir seu Estado natal, o Acre, onde ficou em último lugar entre os principais candidatos a presidente em 2010.

Esses votos de Marina, definidos como os votos verdes, contudo, renderam-lhe uma base de apoio cativa, financiamento de campanha, temática sólida, mas não a levariam, sozinhos, ao pedestal de fenômeno que acabou galgando. Igualmente importante, ou até mais, foi a exposição nos meios de comunicação de massa, os principais telejornais da TV aberta do Brasil.

Há uma terceira razão muito forte que pode até ser a preponderante: Marina Silva representou a terceira via. Entre PT e PSDB, uma parte consistente do eleitorado, notadamente das camadas de nível mais elevado de instrução e renda, preferiu Marina, como em outras disputas preferira Ciro Gomes e outros tertius, por exemplo, evitando os polos das últimas disputas eleitorais no país.

A ex-senadora, ex-ministra e ex-candidata a presidente, que saiu da campanha eleitoral em excelsa glória, perdeu o prumo, o rumo e o ritmo nos últimos seis meses pós disputa presidencial. Não está sabendo o que fazer como extraordinário desempenho e queima sem parar seu capital. A empreitada mais relevante que contratou, única na qual se destacou nesse período, foi uma querela interna no Partido Verde, onde embarcou numa divisão entre os grupos do Rio e de São Paulo, engalfinhando-se desnecessariamente com o secular dirigente partidário do PV, José Luiz Penna. Marina chegou a inclinar-se por uma facção do partido, a Transição Democrática, a ponto de seu público atribuir a ela o desejo de, tal qual os políticos velhos de guerra, sair para criar seu próprio partido se não conseguisse o poder de mando entre os verdes. Mais mofado em matéria de política partidária, impossível.

Sua ficha de filiação é nova em folha, mas o exercício dos piores e tradicionais hábitos políticos é irresistível. Marina Silva ficou longe dos temas importantes, inclusive aqueles de seu domínio histórico, e não foi capaz sequer de aceitar críticas que lhe apontavam o seu desvio do caminho principal. Reagiu com arrogância aos comentários de que, enquanto travava uma luta com Penna em torno do domínio do PV, o Código Florestal, ouro puro do ambientalismo mundial em discussão, seguia seu curso congressual sem a contribuição de tão ilustre especialista.

A resposta de Marina Silva foi dizer que, comoo tem mandato, trava o diálogo com a sociedade e não com o Congresso. E criticou parlamentares do seu partido por terem permitido o avanço da negociação do Código. Recebeu, de volta, o desdém, por seu alheamento e desinformação. Ora, é no Congresso que o Código está tramitando e sendo votado, deve entrar em pauta esta semana, depois de anos de negociação com a sociedade.

Em 2008 um esboço do Código ficou pronto, em 2009 chegou à Comissão especial e comou a ser trabalhado pelo relator, deputado Aldo Rebelo (PCdoB), que executou um detalhado e estratégico projeto de discussão e negociação das mudanças em todo o país, com os mais diferentes auditórios e grupos de interessados, os cidadãos aos quais as normas atingem diretamente. Foram 70 reuniões em 22 Estados, algumas com 5 mil, 6 mil pessoas.

Essa mega negociação, inclusive mais recentemente envolvendo as conflitantes autoridades do governo que conseguiram chegar a um consenso mínimo, e com as bancadas de ruralistas e ambientalistas - PV incluído - resultou em duas ou três versões do Código com alterações acatadas pelo relator. Pronto o trabalho para ir a voto, a ex-candidata a presidente, instigada pelas críticas, resolveu, ontem, insurgir-se. Participou de reunião da bancada do Partido Verde e liderou uma marcha ao chefe da Casa Civil, ministro Antonio Palocci, para propor adiamento da votação do projeto, prevista para hoje. E o fez, novamente, com falta de senso de realidade: "Espero que o bom senso sinalize no sentido do adiamento, é impossível elucidar esse texto de hoje para amanhã, é uma irresponsabilidade de quem disser isso".

A ordem de zerar tudo é uma tardia estridência da ex-senadora contra um espetáculo que está há quatro anos em cartaz com encerramento já agendado. Dificilmente os atores concordarão em voltar tanto no tempo. A conferir se as ONGs internacionais que apoiam a ex-senadora terão força para sustar, neste momento, a tramitação do projeto. Está claro que Marina Silva precisa e merece um bom aconselhamento, daqueles que lhe apontem caminhos que possam manter acesa a sua chama política até a próxima disputa eleitoral. É preciso ver, porém, se ela quer, ou se a falta de eixo desses meses pós-campanha tem um significado mais radical, porém oculto.

O artigo é de Rosângela Bittar,  que é chefe da Redação, em Brasília. Escreve às quartas-feiras no Valor Econômico.

Cesta básica fica mais barata em 14 capitais. E a Dilma manda o PT votar contra o Código Florestal.

Não poderia haver melhor notícia  neste Dia do Fim da Ditadura Ambientalista: os produtores rurais, tratados como bandidos pelos terroristas ambientais da Marina Silva e pelos petistas da Dilma, produziram alimentos mais baratos no último mês. Por isso, o custo da cesta básica teve queda em 14 das 17 capitais pesquisadas em abril, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Se não forem tratados como bandidos, como estão sendo pela atual legislação, os produtores rurais vão aumentar a produção, melhorar o abastecimento e o preço da comida vai baixar. Com isso, os 16 milhões de brasileiros que ainda vivem na  miséria poderão comer mais, melhor e mais barato. O novo Código Florestal protege, além dos rios e das florestas, o ser humano. Tem gente que prefere defender as ongs internacionais, financiadas pelo agronegócio internacional. Eles fazem muito barulho, pois são pagos para isso, não é mesmo Marina?