Quem manda é ele. Alguns ministros vão apenas participar. O empresário Jorge Gerdau dará início nos próximos dias aos trabalhos da Câmara de Gestão e Planejamento do governo de Dilma Rousseff. Gerdau será o coordenador da câmara, que atuará como uma espécie de consultoria interna para assuntos considerados estratégicos. No final do ano passado, o empresário fora convidado e aceitou participar do governo Dilma como conselheiro na área de competitividade. Na gestão Lula, Gerdau foi um dos membros mais atuantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, conhecido como "conselhão". Que não serviu para nada, diga-se de passagem.
Segundo o empresário, o primeiro trabalho da câmara será na área de saúde pública. Ele não quis dar detalhes das propostas em discussão. Gerdau poderá ter até uma sala no Palácio do Planalto, onde a câmara se reunirá. Além de Gerdau, também devem participar das discussões da câmara os ministros Antonio Palocci (Casa Civil), Guido Mantega (Fazenda), Fernando Pimentel (Desenvolvimento) e Miriam Belchior (Planejamento), entre outros integrantes do governo.
Espertamente, Gerdau inicia com um discurso que é música aos ouvidos do trabalhador, mas totalmente impraticável sob ponto-de-vista fiscal: "Não pode ter imposto na folha de pagamento. O dinheiro tem que ir para o operário. Com esse dólar, a gente tem que investir muito em competitividade. Senão vamos criar emprego, mas no exterior". Quem cria mais emprego no exterior é o grupo Gerdau, nas suas subsidiárias. A relação do governo Dilma com os empresários todos conhecem. Mais de 90% dos empréstimos do BNDES são para grandes grupos. E os demais bancos oficiais costumam passar bilhões para os Sílvio Santos e Antônio Ermírio de Morais. Com Jorge Gerdau, não será diferente.
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Do Valor On Line, 3 de março de 2011
O grupo Gerdau, que anunciou ontem a expansão da produção de aços longos em sua unidade da Cosigua, no distrito industrial de Santa Cruz, no Rio, já entrou com pedido de licença de instalação do novo laminador no Instituto Estadual do Ambiente (Inea). O investimento total soma R$ 2,47 bilhões e contempla aumento de 50% na produção de aço, para 1,8 milhão de toneladas ao ano, e acréscimo de 1,1 milhão de toneladas de laminados (vergalhões e fio-máquina), com novo equipamento, em duas etapas.
Durante o evento para anunciar investimento de R$ 2, 5 bilhões na Cosigua, Jorge Gerdau afirmou que pretende financiar parte do empreendimento com recursos do BNDES. Até agora, porém, não chegou ao banco nenhuma carta consulta pedindo financiamento para o projeto de expansão da Cosigua. Em 2006, o grupo Gerdau recebeu do banco um limite de crédito para investir em 2006 de R$ 900 milhões por ser considerado cliente de primeira linha da instituição de fomento. Estes recursos já foram esgotados. No início do ano passado, o BNDES aprovou um segundo limite de crédito para o grupo gaúcho, de R$ 1,5 bilhão. A Gerdau tem cinco anos para utilizar os recursos.
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Do Valor On Line, 3 de março de 2011
O grupo Gerdau, que anunciou ontem a expansão da produção de aços longos em sua unidade da Cosigua, no distrito industrial de Santa Cruz, no Rio, já entrou com pedido de licença de instalação do novo laminador no Instituto Estadual do Ambiente (Inea). O investimento total soma R$ 2,47 bilhões e contempla aumento de 50% na produção de aço, para 1,8 milhão de toneladas ao ano, e acréscimo de 1,1 milhão de toneladas de laminados (vergalhões e fio-máquina), com novo equipamento, em duas etapas.
Durante o evento para anunciar investimento de R$ 2, 5 bilhões na Cosigua, Jorge Gerdau afirmou que pretende financiar parte do empreendimento com recursos do BNDES. Até agora, porém, não chegou ao banco nenhuma carta consulta pedindo financiamento para o projeto de expansão da Cosigua. Em 2006, o grupo Gerdau recebeu do banco um limite de crédito para investir em 2006 de R$ 900 milhões por ser considerado cliente de primeira linha da instituição de fomento. Estes recursos já foram esgotados. No início do ano passado, o BNDES aprovou um segundo limite de crédito para o grupo gaúcho, de R$ 1,5 bilhão. A Gerdau tem cinco anos para utilizar os recursos.









