sábado, 19 de março de 2011

E amanhã ainda vai ter o rap do Obama na Cidade de Deus.

A coluna abaixo foi publicada no jornal O Globo de hoje. É de autoria de Guilherme Fiuza, intitulada " O negro, a mulher e o circo". Como a identificação não havia ficado clara, alguns comentaristas entenderam que o texto fosse do blogueiro. Quem dera!

Os intelectuais de esquerda estão confusos. Com a visita do presidente dos Estados Unidos ao Brasil, está difícil escolher o tema do manifesto contra alguma coisa. Obama é negro e yankee. E agora? Com Bush a vida era muito mais fácil. Bastava copiar um dos panfletos do cineasta Michael Moore, maldizer o poder dos brancos, corpulentos e egoístas, e sair para o abraço no Teatro Casa Grande. Mas esse imperialista negro e magro é uma dor de cabeça para os indignados. O dicionário dos progressistas entrou em curto. Isso só pode ser coisa da CIA.

O governo do PT estava tranquilo até outro dia, fazendo carinho em Kadafi para libertar o mundo das garras yankees. Aí veio a realidade - essa entidade alienada - atrapalhar o conto de fadas revolucionário. No mesmo momento em que exaltar o ditador líbio se tornou uma coisa, por assim dizer, meio cafona, o presidente americano resolve baixar no Brasil. Para bagunçar ainda mais os estereótipos, Obama tem origem árabe - o que na cartilha da esquerda é sinônimo de bonzinho. Que palavra de ordem gritar para um monstro do bem?

A militância petista decidiu, por via das dúvidas, vaiá-lo. Afinal, acima das atenuantes politicamente corretas, o homem é o chefe da Casa Branca. Não dá para ser condescendente com um inimigo do companheiro Fidel. Mas essa decisão provocou um racha no partido. O governo popular já tinha decidido que, em lugar do velho rosnado terceiro-mundista, seria melhor seguir a linha da apoteose do oprimido: o encontro triunfal da primeira presidente mulher com o primeiro presidente negro.

Aí as vaias de partidários de Dilma a Obama iam estragar o enredo. Mas as bases do PT no Rio de Janeiro sustentaram que não dava para ver um presidente americano passar sem protestar. A direção do partido então resolveu a parada. Deixou de lado a conversa de liberdade para as minorias e, enchendo o companheiro Fidel de orgulho, baixou a censura de opinião para todos os filiados. Mais democrático do que isso, só se mandasse os dissidentes passarem o fim de semana em Teerã, para um workshop com o camarada Ahmadinejad sobre radioatividade.

Tudo pela tolerância - desde que com as coisas certas. Recentemente, um grupo de negros protestou nas ruas do Rio contra um bloco carnavalesco que homenageava Monteiro Lobato. Isso é tolerável. As "Caçadas de Pedrinho" não estão protegidas por lei, podem ser avacalhadas à vontade. Mas se alguém reagir a quem as está avacalhando pode ir preso. Reduzir um clássico da literatura a uma pinimba ideológica não é crime. Segundo os valores do Brasil de hoje, o que cada um faz ou pensa pode não ser tão importante quanto a cor da sua pele. Cuidado com quem você vaia.

O presidente da nação mais poderosa do mundo é, antes de tudo, um negro - pelo menos segundo a moderna ditadura dos estereótipos progressistas. E o grande projeto do novo governo brasileiro é ser chefiado por uma "presidenta", ordenhando essa panaceia sexista até a última gota. Ninguém sabe direito o que faz ou pensa Dilma Rousseff, mas na era do slogan o que importa é a excitação do imaginário. Talvez por isso, um governo prestes a completar três meses de vida sem um único projeto relevante gaste os tubos com proselitismo feminista.

No Dia Internacional da Mulher - a data mais machista do calendário mundial -, o governo federal veiculou na TV uma propaganda diferente. Mostrava uma menina mulata em variadas situações de brincadeiras infantis. E uma locutora dizendo que, no Brasil de hoje - o da "presidenta", bem entendido -, ela poderá ser o que quiser quando crescer. Espera-se que possa mesmo. De preferência, tendo ideias próprias, e não carregada na carona de algum padrinho populista.

Duas mulheres foram escaladas para receber Obama, o negro, em sua chegada a Brasília. As duas diplomatas infelizmente não são negras, mas o respeitável público há de perdoar essa gafe. Se elas declararem que não gostam de Monteiro Lobato, fica tudo certo. Como se vê, a cota de criatividade das "ações afirmativas" na recepção brasileira ao presidente americano não tem limites. Mulheres e negros jamais serão os mesmos depois de todo esse folclore politicamente correto. Espera-se que não gastem todas essas esmolas morais em cachaça. Melhor psicanálise.

No aquecimento para o grande circo das minorias, Dilma recebeu a cantora Shakira. Fez pose com o violão que ganhou da colombiana para combater a pobreza. O feminismo não poderia prescindir dessa imagem. Mas se o negócio é vender símbolos, está faltando uma foto com a Bruna Surfistinha. Ela não é militante, nem engajada, mas pelo menos é sincera.

E não ganha a vida com slogans.

Ministros de Dilma tiveram seu momento de "tirar os sapatos" para os americanos. E dentro do Brasil.

Indignados com a forte revista feita pela segurança da comitiva de Barack Obama, os ministros Guido Mantega (Fazenda), Edison Lobão (Minas e Energia), Aloizio Mercadante (Ciências e Tecnologia) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) não pensaram duas vezes: abandonaram o encontro da Cúpula Empresarial Brasil-Estados Unidos sem assistir o aguardado discurso do presidente dos EUA. 

Segundo fontes ouvidas pelo 'Estado', havia sido firmado um acordo com a Casa Branca para que os ministros não fossem revistados quando chegassem ao local da realização do encontro. Após o almoço oferecido no Itamaraty, os ministros seguiram para o centro de convenções onde era realizado o encontro empresarial. O acordo firmado com a Casa Branca foi ignorado pelos seguranças que estavam no local. 

O ministro Aloizio Mercadante reclamou muito, mas acabou passando pela revista junto com seus colegas de ministério. Mantega chegou a comentar que nem em viagens internacionais tinha passado por tal constrangimento. Quando chegaram ao auditório e viram que o presidente da seção americana do Conselho Empresarial Brasil-EUA, John Faraci, simplesmente subiu ao palco e começou a falar em inglês, o clima que já não estava bom entre os ministros piorou. 

Sem ter recebido aparelho de tradução simultânea, Mantega, Mercadante, Lobão e Pimentel simplesmente levantaram e foram embora. Lobão prometeu que iria ligar para seu colega do Itamaraty, Antonio Patriota, para reclamar da quebra do acordo firmado com a Casa Branca. A assessoria de imprensa do Ministério do Desenvolvimento afirmou que Pimentel não assistiu ao discurso de Obama porque teria sido chamado as pressas pela presidente Dilma Rousseff.  (Matéria do Estadão)

Datafolha: só 47% aprovam Dilma.

Pesquisa Datafolha mostra que a presidente Dilma Rousseff é aprovada por 47% dos brasileiros.  Na pesquisa divulgada hoje, o Datafolha registra 7% que consideram a gestão de Dilma "ruim" ou "péssima". Outros 34% a classificam como "regular". Há também 12% que não souberam opinar. O instituto entrevistou 3.767 pessoas em 179 municípios nos dias 15 e 16 deste mês.

Cadeira no CS da ONU? Pode esperar sentadinha, Dilma.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em seu discurso no Palácio do Planalto, em Brasília, disse hoje que "os Estados Unidos vão continuar trabalhando junto com o Brasil e com outras nações nas reformas que vão tornar o Conselho de Segurança da ONU mais eficaz, eficiente e representativo para poder levar adiante nossas visões compartilhadas de um mundo mais seguro e pacífico". Essa foi a única manifestação pública do presidente norte-americano em relação ao pleito do Brasil de obter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.Leia mais aqui.

Obama enquadra Cabral e Paes.

Clique na matéria acima de O Globo para ampliar e ler.

Comissão da Verdade ou Omissão da Verdade?

Não faltou o "C" na bandeirinha do blog, aí ao lado. Omissão da verdade é querer investigar apenas os desaparecidos e "torturados", sem passar a limpo os assassinatos, sequestros e assaltos cometidos pela esquerda. Os bancos roubados não tinham caixas e tesourarias operados por militares. Nos saguãos de aeroportos explodidos não havia nenhum general, mas passageiros comuns que foram despedaçados por bombas. Nas ruas onde os terroristas disparavam seus fuzis não circulavam apenas coronéis, havia até mesmo crianças tomando ônibus para as escolas. Esta gentalha matou civis e colocou cidadãos em risco de vida. Cometeram crimes hediondos. Querem Comissão da Verdade? Que venha, mas sem Omissão da Verdade.

Cuidado com a cubanização e a bolivarianização da medicina brasileira.

O MEC do arrogante, pedante e petulante ministro Fernando Haddad ataca novamente. Depois de aplicar uma prova nos "médicos" formados em Cuba e na Bolívia no qual, de 682 inscritos apenas 2 foram aprovados, o ministério está reformulando a prova porque o problema foi...a prova. Agora querem baixar a linha de corte e instituir outros artifícios para validar os diplomas fajutos obtidos em paisecos onde a tomografia computadorizada e a videolaparoscopia ainda não chegaram. Transformem estes "médicos" em auxiliares de enfermagem que estará tudo resolvido. Mas os objetivos são outros: estes paisecos formam bons militantes para apoiar a revolução bolivariana. Dissertam como ninguém sobre Marx, Che Guevara e Fidel Castro,  mesmo que não saibam diferenciar uma apendicite de um peido atravessado.

DEM não quer Kassab, PV não quer Marina, PSDB não quer Serra... O PT ainda quer Lula?

A política brasileira está vivendo tempos estranhos, onde o eleitor deixou de ter a mínima importância.  Manda quem não tem voto, mas que por toda a sorte de artifícios está no poder. O PV não quer saber de abrir espaço para os 20 milhões de votos de Marina Silva. Assim como o PSDB está fechando as portas para os 44 milhões de votos de José Serra. Da mesma forma  que o DEM bateu a porta na cara do vice-governador de São Paulo e do prefeito da capital paulistana, para manter o partido nas mãos de alguns derrotados, que querem entregar a sigla para um terceiro. Até mesmo Lula está sendo tratado de forma  diferente pelo PT: hoje, por exemplo, teria que dividir a mesma mesa com FHC, no almoço com Obama, no Itamaraty. É ou não é piada que o "cara" não  vá e o sociólogo deslumbrado saia correndo para atender ao convite da "devassa"? São tempos muito estranhos. E vem aí uma reforma política, comandada por José Sarney, Itamar Franco, Fernando Collor de Mello e o clonezinho do Tancredo Neves. Pobre eleitor brasileiro, independente de partido.E para os saudosistas, vale a piada: estamos todos idosos para empurrar novamente aqueles tanques velhos para o meio da rua. Portanto, usemos os nossos partidos sem diretório, sem executiva: os blogs, os twitters, as redes sociais, até porque coquetel molotov  e baioneta estão totalmente fora de moda.

O Brasil rural ganha coluna na Folha.

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO), principal líder da bancada ruralista no Congresso, passa a escrever quinzenalmente aos sábados uma coluna no caderno Mercado, a partir de hoje, na Folha de São Paulo. Formada em psicologia, Abreu, 49, preside desde 2008 a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), entidade representativa da agropecuária nacional. Esse segmento responde por 24% do PIB, emprega 37% da força de trabalho e gera 36% das exportações do país. Ela foi também a primeira mulher a assumir a presidência da entidade que reúne os produtores de alimentos.

Viúva aos 25 anos, grávida e com dois filhos pequenos, foi obrigada a recomeçar a vida, passando a tocar a fazenda que herdara do marido, morto em acidente de avião. O desconhecimento na área rural e a falta de experiência no campo dos negócios a levaram a buscar informações sobre o setor. Tornou-se líder de produtores no Sindicato Rural de Gurupi, sua cidade. Em seguida, na Federação da Agricultura do Tocantins, seu Estado.

Abreu foi deputada federal de 2000 a 2006, quando foi eleita para o Senado. Um dos objetivos da senadora e presidente da CNA tem sido aproximar os produtores da sociedade, com o objetivo de mudar a imagem do agronegócio. Está na liderança do setor agrícola em um momento de necessidade de adequação da produção à preservação ambiental. Para a senadora, o Brasil tem capacidade de aliar preservação ambiental e produção de alimentos, o que pode conferir ao país nova imagem, credibilidade e confiança no exterior. Além do aumento da produção agrícola, a senadora defende a redução da carga tributária e a revisão do pacto federativo para diminuir os gastos públicos supérfluos.

Abaixo, a coluna de estréia.

Por um novo Código Florestal.

Abaixo, a coluna de estréia da senadora na Folha de São Paulo.

O preço dos alimentos está em alta em todos os mercados há alguns meses. Em consequência, a agricultura começa a entrar na agenda política. Essa súbita atenção deve ser bem apreciada por todos, uma vez que produtores rurais, salvo em épocas de crise, são quase sempre negligenciados pelos governos. A experiência, contudo, recomenda precaução. A crise não é boa conselheira, mas campo propício a medidas improvisadas, que buscam aplausos, mas não produzem soluções.

Antes de qualquer coisa, devemos indagar por que os preços estão subindo. Se quisermos respostas precisas, temos de ignorar os suspeitos habituais. É o caso dos mercados futuros de produtos agrícolas. A exemplo dos mordomos de filmes policiais, eles podem até parecer, mas não são os culpados. Por uma razão elementar: com exceção de períodos curtos, as cotações ali não se descolam dos fundamentos que regem a oferta e a demanda dos produtos.  Mercados futuros, na verdade, ajudam a dar transparência ao processo de formação dos preços. Outro suspeito são as ocorrências climáticas, em especial secas e inundações. O papel desses fatores é real, mas grãos e carnes são produzidos hoje em tantas latitudes diferentes que essas ocorrências influem de forma bem mais limitada.

A elevação do custo da comida afeta a todos e temos de lidar com o problema de forma objetiva. Nesse sentido, o primeiro passo é reconhecer sua causa. Os preços estão subindo em virtude da elevação da demanda nas regiões pobres do mundo, em especial na Ásia, onde centenas de milhões de pessoas estão saindo da miséria e comendo mais, comendo melhor.  A solução então é produzir mais grãos, mais carnes e mais frutas. Afinal, seria desumano, para dizer o mínimo, desejar que os pobres comam menos. Controle de preços, formação de estoques e outras modalidades de intervenção de governos na atividade privada não funcionam. E a história mostra que a agricultura e o agricultor só precisam de liberdade para acomodar preços de forma a remunerar o produtor, sem punir o consumidor.

Os últimos governos compreenderam a questão e não cederam às tentações intervencionistas. No entanto, leis anteriores à revolução agrícola dos anos 1970 continuam sendo obstáculos à expansão da produção rural. É o caso do Código Florestal, que veio à luz na década de 1960, quando o Brasil tinha agricultura incapaz de abastecer até o pequeno mercado doméstico de então.  Se não incomodavam a agricultura estagnada e sem futuro de antes, alguns aspectos dessa legislação são nocivos aos interesses do país hoje. E sem nenhuma vantagem para a natureza. O fato é que o Código Florestal precisa ser revisto e atualizado. Do contrário, ficará seriamente comprometida a capacidade da nossa agropecuária de responder aos aumentos da demanda interna de alimentos. Não será possível, tampouco, atender as novas demandas do mundo emergente.

As mudanças pelas quais lutam os produtores não se destinam a aumentar o desmatamento. Eles querem apenas que as áreas de produção, abertas com grande sacrifício e elevados custos, quando a legislação permitia, sejam reconhecidas e regularizadas, e não criminalizadas com efeito retroativo.  A esterilização dessas áreas é um retrocesso que só pode interessar aos países que concorrem conosco no mercado mundial e estão em desvantagem. Afinal, somos o segundo maior exportador de alimentos do mundo e um dos únicos em condição de aumentar a produção preservando o ambiente.

O Brasil hoje é outro. Em 1960, éramos 70 milhões de brasileiros, importávamos comida e tínhamos 200 milhões de hectares na produção de alimentos. Agora, ocupamos 230 milhões de hectares, somos 191 milhões e temos uma agropecuária moderna, que assimilou tecnologias, gera empregos, distribui renda e produz com eficiência, e de forma sustentável, comida de qualidade para o mercado interno e o mundo.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Bethania quer R$ 1,3 milhão dos nossos impostos para declamar poesias. Por R$ 0,25 você tem Álvares de Azevedo no meio da rua.


O Brasil está cheio de poetas, trovadores, repentistas, em todas as praças, brindando-nos com poesia em troca de uma moeda de 25 centavos. O que Maria Bethania está propondo é um verdadeiro roubo contra estes brasileiros que fazem o melhor da nossa cultura popular. Este aí do vídeo declama "O Vagabundo", de Álvares de Azevedo, no Brique da Redenção, em Porto Alegre. Por R$ 0,25. E você paga se quiser.Ei, Maria Bethania, vá ganhar a vida honestamente! Vá trabalhar!

Dilma mostra o seu lado devassa.

Amanhã ao meio-dia, FHC, Itamar, Collor e Sarney estarão juntos para bater palmas para Obama, em almoço no camarote do Itamaraty. Lula, o cara, indignado pela traição, não vai.  É a Dilma mostrando o seu lado devassa. Quem diria.

Rio: esquerdalha da Chinelândia ataca embaixada americana com molotov.

O protesto de movimentos antiamericanos contra a visita do presidente Barack Obama ao Brasil acabou em confronto entre manifestantes e a polícia, no Rio de Janeiro. A confusão começou quando o grupo se deslocou até o consulado americano no Rio. Em frente ao prédio, eles leram um texto e um dos manifestantes jogou um coquetel molotov na direção da entrada do prédio. A bomba incediaria atingiu um integrante da segurança do consulado, que correu com as roupas em chamas. O funcionário foi encaminhado ao Hospital Souza Aguiar e, após ser atendido, será levado a uma delegacia para realizar exame de corpo de delito. Segundo fontes do consulado, o segurança sofreu queimaduras leves. No ato de vandalismo, uma janela foi quebrada. Diversos manifestantes foram detidos. Após o ataque, a Polícia Militar reagiu com bombas de gás lacrimogêneo e de efeitos sonoro para dispersar a multidão. Até a confusão iniciar, os manifestantes eram escoltados pacificamente pela PM, que os guiou em meia pista pela avenida Rio Branco. Leia mais aqui.

A janela.

Confirmado ato na Assembleia Legislativa na segunda-feira, 21, às 12:30, onde o prefeito paulistano, Gilberto Kassab (DEM), anunciará a criação do PSD (Partido Social  Democrático). Será feita uma entrevista para a imprensa e a leitura de um manifesto de lançamento da sigla. Acompanham o prefeito no ato o vice-governador Guilherme Afif Domingos (DEM), o secretário de Negócios Jurídicos, Cláudio Lembo, deputados federais e prefeitos. Nas contas do grupo ligado a Kassab, migram para a nova legenda nas próximas três semanas cerca de dez deputados federais. Também são esperados para ingressar nas fileiras do partido os prefeitos de Itu, Herculano Castilho Passos Júnior (PV), de Mogi das Cruzes, Marco Bertaiolli (DEM), e de Ribeirão Preto, Dárcy Veras (DEM) – apesar de o grupo de Kassab contar com a vinda da prefeita, ela tem emitido sinais de que ainda não decidiu o futuro político. Há também a expectativa de que os deputados Arnaldo Jardim e Dimas Ramalho, ambos do PPS, entrem na nova legenda. Conforme revelou o Estado na última terça-feira, os planos de fusão com o PSB ou PMDB estão fora da pauta no momento. O PSD buscará as legendas para se coligar na eleição de 2012 e, assim, contar com tempo de TV na campanha eleitoral. A notícia é do Radar Político do Estadão.
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Na prática, está aberta a janela para que descontentes de todo e qualquer partido possam migrar para a nova legenda. A começar pelo DEM, mas já incluindo PPS, PV...

Prefeito moleque.

 A dois dias da chegada do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao Rio, um dos anfitriões da visita, o prefeito Eduardo Paes, provocou mal-estar. Ontem, durante lançamento das obras do Transcarioca, no Campinho, ao avistar na plateia sósia do terrorista Osama bin Laden — considerado o inimigo número um dos EUA —, ele não se conteve: o chamou para o palco, festejou sua presença e posou ao seu lado para fotos. A gafe provocou reações entre diplomatas e especialistas da área de Política Internacional, que lamentaram o episódio. “Vou levar esse cara aqui para receber o Obama”, brincou Paes, no Largo do Campinho, arrancando risos dos cerca de 300 moradores que estavam na cerimônia. “É uma atitude estranha, inexplicável vinda de um prefeito. Foi, sem dúvida, uma gafe diplomática, que pode criar certo desconforto entre a comitiva americana e autoridades brasileiras. A verdade é que a situação, além de desnecessária, pegou mal”, argumentou o cientista político e professor de relações internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Antônio Carlos Peixoto.Leia mais aqui.

A direita abandonada.

"O partido Democratas, numa convenção interna que mais parecia um velório, elegeu o senador José Agripino Maia como seu novo presidente. Agripino veio para ocupar o lugar que foi de Rodrigo Maia. Em seu primeiro pronunciamento como presidente do DEM, Agripino rejeitou enfaticamente a “pecha de direita”. Coitada da direita… Nada sofre mais preconceito no Brasil do que ela. Negros, índios, mulheres, homossexuais, corintianos e anões canhotos: todos possuem uma ONG para chamar de sua. Todos contam com alguém interessado em lhes representar os interesses. Já a direita, tadinha, está abandonada..."

Clique aqui para ler na íntegra o excelente artigo de Yashá Gallazzi, colunista do Perspectiva Política às sextas, editor do Blog Construindo o Pensamento, que escreve no Twitter em @yashagallazzi

PDB ou PSB sai mesmo e será lançado ainda hoje por Kassab.

O vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, confirmou na manhã desta sexta-feira, 18, que deixará o DEM para fundar o PDB, junto com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. A declaração foi dada no Palácio dos Bandeirantes após anúncio de benefícios ao setor produtivo feito pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. A informação é do Radar Político do Estadão.

Afif almoça com Kassab nesta sexta e o prefeito de São Paulo deve anunciar sua saída do DEM na tarde de hoje. O próprio Kassab disse, em evento na Cidade Tiradents, que fará o anúncio hoje. Na noite de quinta-feira, 17, Kassab conversou com Jorge Bornhausen, um dos principais líderes do DEM. Afif defendeu ainda que o partido a ser criado com dissidentes do DEM não integre a base de apoio do governo federal. Afif disse que a saída dele do DEM é “certa” e que discutirá em reunião hoje com o prefeito da capital  paulista, Gilberto Kassab (DEM), as diretrizes para a criação da nova legenda.

“Eu vou ter uma conversa hoje com o Kassab exatamente para poder traçar os rumos”, disse. “Agora, é uma questão de definição e não é mais hipótese. Nós vamos trabalhar sobre os fatos.” De acordo com Afif, não se cria uma nova sigla com o objetivo de aderir ao governo. “Você cria um partido para ir ao encontro da sociedade”, definiu. O vice-governador disse não saber quem se juntará a ele na agremiação, uma vez que, segundo ele, foi Kassab quem comandou os diálogos. Afif disse que acredita que, no encontro de hoje, deverá ser definida a data de criação da legenda. Ele negou que o novo partido seja um “trampolim político”.

Governo petista quer atalho para corrupção na Copa e Rio 2016(2).

Leia o post abaixo para entender o que o governo petista quer fazer com a lei das licitações. Quer afastar o TCU ao máximo da fiscalização da roubalheira institucionalizada pelos companheiros. Vejam o que não ocorreria com as obras do Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, se não houvesse duros critérios de fiscalização. O TCU acaba de reduzir em cerca de 25% o valor da ampliação de um terminal. Seriam R$ 57 milhões para alimentar caixinhas e bolsos.  A economia foi alcançada apenas corrigindo um edital safado, elaborado para facilitar a corrupção. Agora, imaginem se a obra já estivesse em andamento. Certamente, ainda seriam autorizados aditivos e a obra acabaria saindo pelo dobro do preço. Leia aqui a matéria do jornal O Estado de Minas.

Governo petista quer atalho para corrupção na Copa e Rio 2016(1).

A Copa e a Olimpíada têm servido para muita coisa no Brasil. No fim do governo Lula, como bandeira de propaganda da importância do país no mundo. Agora, como maneira de contornar o rigor da lei para que por meio do "jeitinho" o governo possa finalmente cumprir o papel que lhe cabe. Já que o país vai sediar os dois eventos, o governo propala que é preciso melhorar a infraestrutura e os serviços ligados ao turismo e ao esporte - como se antes isso não fosse necessário. Para tanto, e depois da irrelevância do PAC 1 e 2, quer o Palácio do Planalto "flexibilizar" a Lei das Licitações (8.666/93), com a justificativa de que as obras são urgentes e já estão atrasadas. Leia aqui artigo do Presidente do PPS, Roberto Freire.

Pelo amor dos meus filhinhos.

O Globo informa que o "novo" DEM e o PR do Rio estão praticamente acertados para lançar uma chapa para disputar a prefeitura da cidade, em 2012: Rodrigo Maia para prefeito e Clarissa Garotinho para vice. Agora vai!

O cinismo de Dilma em relação à ditadura cubana.

Na entrevista ao Valor Econômico, uma manifestação de Dilma Rousseff veio carregada de cinismo: 

Se não concordo com o apedrejamento de mulheres, eu também não posso concordar com gente presa a vida inteira sem julgamento (na base de Guantânamo). 

A poucos quilômetros de Guantânamo, nas masmorras cubanas, há dezenas de presos de consciência, cujo único crime foi discordar do regime assassino dos irmãos Castro. Estão presos com a cumplicidade oficial do Brasil. Um deles, Orlando Zapata Tamayo, morreu em greve de fome, depois de implorar para Lula que intercedesse junto a Fidel, em carta entregue na embaixada brasileira. No dia da sua morte, Lula estava lá, aos abraços e gargalhadas com Fidel Castro, em visita de cortesia ao tirano assassino. Os presos de Guantânamo, que atacaram alvos civis, prepararam ataques terroristas onde morreram homens, mulheres e crianças inocentes,  ainda não foram condenados à morte ou à prisão perpétua porque nenhum país do mundo quer receber tamanha escória. Os presos cubanos, estes já foram julgados. Obviamente, por um tribunal do Partido Comunista cubano e sem direito a advogado. Com estas prisões, Dilma concorda. Inclusive financia, mandando algumas centenas de milhões de dólares do BNDES para supostas obras de infra-estrutura que, na verdade, servem para encobrir o financiamento direto de uma ditadura sangrenta. É muito cinismo.

Dois pesos e duas medidas.

No meio de tanto papo furado de "eu não deixo", "eu não permito" em relação à inflação, uma resposta de Dilma Rousseff chamou atenção na entrevista concedida ao Valor Econômico, referindo-se ao principal diferencial do Brasil, a ser considerado pelos Estados Unidos:

Que outro país no mundo tem a reserva de petróleo que temos, que não tem guerra, não tem conflito étnico, respeita contratos, tem princípios democráticos extremamente claros e uma forma de visão do mundo tão generosa e pró-paz?

É um reconhecimento explícito que a Venezuela é belicista, rasga contratos e não tem uma democracia sólida. Então porque motivos o Brasil está investindo bilhões naquela ditadura de fato, além de construir uma refinaria em sociedade com aquele país em Pernambuco? Se estes diferenciais valem para cobrar o respeito de Obama, por que Dilma não exige o mesmo de Chávez?

"Lado forte cristão" do PT absolve o ladrão.

A cúpula do PT já se prepara para aprovar a anistia ao ex-tesoureiro Delúbio Soares na reunião do Diretório Nacional, em 29 e 30 de abril. Se a votação fosse hoje, ele teria apoio de 59 dos 84 membros do diretório, segundo apurou o Estado (70,2% do total). O perdão a Delúbio faz parte de uma estratégia ampla, que inclui a campanha pela reforma política, liderada no PT pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a simpatia do Palácio do Planalto. O objetivo é usar o discurso da reforma como salvo-conduto para o retorno de Delúbio, expulso do partido em 2005.

"O PT tem um lado forte cristão e sabe perdoar. Por isso, mais de 70% são pela volta do Delúbio", afirmou o deputado Jilmar Tatto (PT-SP). "Ele cometeu erros, foi punido e agora o clima é tranquilo. Ninguém quer briga." Em reunião da Executiva Nacional, nessa quinta-feira, 17, o PT abriu caminho para empunhar essa bandeira ao criar um comitê que tentará quebrar resistências ao financiamento público das campanhas eleitorais. Composto por dirigentes do partido, senadores e deputados, o comitê vai produzir uma cartilha sobre pontos polêmicos da reforma política. 

(A matéria é do Estadão)

Pegou mal para a Veja.

A Veja já ficou devendo provas de uma outra matéria, quando reproduziu diálogos sem, posteriormente, mostrar as gravações. Matéria de capa. Agora a revista publica uma entrevista com o ex-governador cassado do DF, José Roberto Arruda, feita por um repórter que saiu da revista para uma concorrente (Diogo Escosteguy saiu para ser editor político da Época), produzida em setembro do ano passado, antes das eleições, onde um corrupto faz acusações a vários políticos, muitos deles de reconhecida honestidade. Ou a Veja apresenta provas do que publicou ou vai pagar o pior preço que um veículo de comunicação pode pagar: a perda de credibilidade. E de leitores. Leia aqui a entrevista, publicada ontem pelo Blog.

Pouca vergonha.

A Folha confirma a notícia dada pelo Implicante. O orçamento do futuro blog de Maria Bethânia, aprovado pelo Ministério da Cultura, reserva para ela um cachê de R$ 600 mil pela "direção artística" do projeto. O valor equivale a 44% do total de R$ 1,35 milhão que a cantora foi autorizada a captar em dinheiro de renúncia fiscal, via Lei Rouanet. Ela informou ontem, por meio de assessoria, que mantém a decisão de não fazer comentários sobre o assunto. A remuneração está prevista no orçamento que Bethânia entregou à Comissão Nacional de Incentivo à Cultura, responsável pela escolha dos projetos a serem beneficiados pela lei.

O documento, obtido pela Folha, apresenta a cantora como a única responsável pelas atividades de "direção artística, pesquisa e seleção de textos e atuação em vídeos" do blog de poesia. Três páginas adiante, uma planilha de custos fixa em R$ 600 mil a remuneração do "diretor artístico" -no caso, a própria cantora. O orçamento diz que o valor equivale a um salário de R$ 50 mil, a ser pago nos 12 meses de duração do projeto. O cachê reservado a Bethânia supera os R$ 467 mil que ela planeja gastar com produção, edição e legendagem dos vídeos que ela promete veicular diariamente. No pedido de verba, a produtora Quitanda Produções Artísticas classifica o blog como revolucionário: "Em meio a tantos absurdos do mundo moderno, a tantos problemas que cercam a vida de todos, nos propomos a revolucionar a vida cotidiana de cada um."

A captação dos recursos foi autorizada esta semana, como noticiou anteontem a coluna Mônica Bergamo.
Ontem, a reportagem teve acesso a dois pareceres do ministério que embasaram a decisão. O último relata "ajustes orçamentários" na proposta original, que previa captar R$ 1,79 milhão. A pasta não informou os itens afetados pelo corte de R$ 440 mil. Em nota, afirmou que isso só pode ser checado mediante pedido de vista do processo, em Brasília. Incluindo o blog, o ministério já autorizou Bethânia a captar R$ 10,5 milhões para seis projetos culturais desde 2006. Por problemas no sistema de acompanhamento virtual da pasta, não era possível saber ontem a quantia que ela chegou a arrecadar.

Obama cancela Cinelândia.

Segundo informa o colunista Ancelmo Góis, Obama não falará mais na Cinelândia. O discurso ocorrerá no Teatro Municipal. Leia aqui. Comentário do blog: é o primeiro reflexo da abstenção do Brasil na ONU, na votação da resolução que autoriza inclusive a intervenção militar na Líbia.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Arruda dá entrevista e dá nome aos bois que levaram grana por seu intermédio.

Entrevista concedida à Veja traz revelações bombásticas. Leia aqui. 
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Nosso leitor e comentarista Sharp Random faz uma revelação ainda mais bombástica sobre o motivo para a publicação da entrevista com Arruda. Leia aqui E aqui. 

Brasil do PT vota a favor do "irmão" Kadafi na ONU.

O Brasil se absteve, o que significa votar a favor de mais um ditador sanguinário. A ONU aprovou uma zona de exclusão aérea na Líbia e uma resolução que permite, inclusive, intervenção para defender o povo da sanha do amigão do Kadafi, "amigo e irmão" do Lula. Leia aqui.

PT proíbe protestos contra Santo Obama.

O comando do PT fluminense proibiu hoje militantes do partido de participar dos atos contra a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao Brasil. Um dos organizadores das manifestações é o secretário de Movimentos Populares do PT no Rio, Indalécio Wanderley. Em nota oficial, o presidente do PT fluminense, Jorge Florêncio, negou a existência de "qualquer tipo de deliberação" oficial petista "no que concerne a organização, participação e apoio a qualquer tipo de manifestação hostil" ao mandatário norte-americano. O texto "desautoriza a qualquer membro a manifestar opinião, em nome do partido, que não reflita o posicionamento oficial". "Teve uma pessoa, de uma secretaria (do partido), que fez uma comunicação dos movimentos populares", afirmou Florêncio, sem se referir nominalmente a Wanderley e procurando desvincular o PT dos protestos. "Nenhuma instância da legenda aprovou a participação de seus integrantes nos atos anti-Obama". Leia mais aqui.

Aécio, o líder mudo da oposição.

O nome é Parlamento. Um lugar para "parlar". Apresentar projetos. Manifestar opiniões. No caso da oposição, criticar o governo, exigir providências contra fatos que prejudiquem o país, inquirir a situação. Debater, em suma. Aécio Neves (PSDB-MG), tido como o grande líder das oposições, ainda não disse a que veio. Não abriu a boca. Não fez um pronunciamento. Não usou o microfone. Nem para apartear. É um líder mudo. Tomar posição sobre qualquer coisa, publicamente, tem um preço. Trair deve tomar muito tempo. Clique acima na figura para ver quantas vezes o Senado da República ouviu a voz que vem das montanhas de Minas. Para ver como o seu senador está atuando, clique aqui e pesquise.

Nós, os eleitores, tratados como imbecis.

Os politicos perderam completamente a vergonha na cara, com raríssimas exceções.A grande notícia que dominou as últimas semanas foi o racha do DEM, que não tem mais conserto nem nunca terá, com a saída do prefeito Gilberto Kassab(DEM-SP), que fundaria o PDB, Partido Democrático Brasileiro, para, em seguida, fazer uma fusão com o PSB, Partido Socialista Brasileiro. O mundo desabou sobre Kassab. Onde é que já se viu dividir o DEM, o único partido liberal, conservador e de direita do Brasil, para jogar a metade dele na base aliada de Dilma Rousseff. E mais ainda: para virar socialista! Só faltou voltarem com aquele "tem família? é casado? "

O PDB virou o Partido da Boquinha ou o Partido do Bobo.  Por pouco não virou o Partido do Bambi, tamanho foi o massacre midiático. O bombardeio foi tão intenso, promovido por demos, tucanos, petralhas, alquimistas e traecistas que Kassab tornou-se o grande vilão da política nacional , por querer resolver o seu problema. Completamente desqualificado, tornou-se um zumbi atrás de vampiros para integrar a nova legenda, que já nasce sob a "pecha" de fisiológica e oportunista. O PDB nasceu morto.

Por outro lado, José Agripino Maia(DEM-RN), assim que recebeu a faixa presidencial do DEM, no velório realizado na última terça em Brasília, onde Rodrigo Maia(DEM-RJ ou será MG?) chorava copiosamente depois de levar um dedo na cara da senadora Kátia Abreu (DEM-TO), que creditou à sua péssima gestão os problemas do partido, apessou-se a declarar: " o DEM não aceita a pecha de direita". Cuspiu no prato daqueles que atacavam Kassab por virar "socialista". O mais cômico de tudo, afirmam  testemunhas, foi aquele inexpressivo deputado gaúcho, Ônix Lorenzoni, dizer, surpreso: "êpa, eu sou de direita!".  No primeiro dia do seu mandato, Agripino surpreendeu até os seus mais ferrenhos aliados. Imaginem o estrago no eleitorado.


"Pecha", para quem não sabe, significa vício, defeito moral, imperfeição. Hoje, Agripino segue na mesma toada, informando: não somos direita, somos modernidade, como se a direita fosse atraso, conservadorismo, aceitando o capuz que a esquerda coloca em qualquer pensamento politico ou ideologia afastada do estado monstro, devorador de riquezas, péssimo fornecedor de serviços essenciais,  caro,  corrupto e corruptor  por meio da distribuição de todo o tipo de bolsas.E vejam só: O Globo e a Folha de São Paulo fazem editoriais afirmando que o que existe no Brasil, hoje, é espaço para um partido de? De? De direita!

Mas por que nós, eleitores, somos tratados como imbecis? Hoje já começa a ser plantada na imprensa, pelos adeptos de Aécio Neves, tendo como porta-voz oficial o ex-senador Tasso Jereissatti, a notícia de que há uma tendência irreversível da fusão entre PSDB-DEM-PPS. Vejam o que ele diz sobre a saída do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, do DEM : "é um movimento triste. Não estou falando especificamente do Kassab, mas eu acho esse movimento muito triste. A gente vê que todas essas tentativas de mudança de partido são em função de interesses pessoais de curto prazo". Na mesma entrevista, Tasso afirma ser favorável à ideia de que o PSDB, DEM e o PPS se unam em um único partido para fortalecer a atuação da oposição. E confirmou que a tese está sendo discutida por lideranças das legendas. Entenderam alguma coisa? Alguém aí está defendendo interesses do país, em vez de interesses pessoais? Não é para entender nada, pois somos eleitores imbecis. Uma boiada procurando desesperadamente um berrante.

O que Aécio Neves, Sérgio Guerra, Rodrigo Maia, Tasso Jereissati e outros estão buscando é colocar dentro do mesmo saco de gatos, ou gatunos, o socialismo envergonhado, a direita envergonhada e o comunismo envergonhado. Ou esta não é uma boa definição para PSDB, DEM e PPS? O pobre do Kassab está sendo mais chutado do que cusco em procissão porque ousou pensar em fazer um novo partido de direito(DE DIREITO, com estatuto, assinatura, etc.), a partir do fato de que hoje existem dois partidos dentro do DEM. Foi ou não foi isso? Não foi execrado por isto? Mas, puta que pariu, com o perdão da grosseria porque em blog pode, não é exatamente uma fusão de opostos que a turma do Traécio está começando a propor, tramando nos bastidores, transformando em "tendência irreversível"? O PSDB não é o socialismo envergonhado? O DEM não é a direita envergonhada? O PPS não é o comunismo envergonhado? Eles não estão com tratativas para " se fundir"? Então por que o Kassab não podia fundir o PDB com o PSB?  Por que o Kassab tinha que ser melhor e mais puro do que o Aécio Neves, o Sérgio Guerra, o Rodrigo Maia, o Tasso Jereissatti e outros desavergonhados da política brasileira?

Somos ou não somos, nós, os eleitores, os militantes, tratados como imbecis pelos políticos?E um recado aos traecistas e agregados: não me venham com respostas fáceis e ilações sem sentido.

Agripino reafirma que DEM "não é direita, é modernidade".

Eleito anteontem presidente do DEM em meio a uma grave crise interna, o senador José Agripino Maia (RN), diz ser "mito" a informação de que a ala vitoriosa da legenda esteja alinhada à possível candidatura presidencial do senador Aécio Neves (PSDB-MG) em 2014. "Criou-se um mito nesse sentido. Fui cumprimentado por telefone pelo [José] Serra e, pessoalmente, por Aécio. As minhas relações com o PSDB são excelentes. Mas o DEM está alinhado com seu próprio projeto, que pode até terminar com candidatura própria", afirmou ele, embora não tenha citado nomes. Agripino disse ainda que sua principal tarefa daqui em diante será "massificar" sua linha programática país afora. "O Democratas é o único partido brasileiro com formulação programática liberal, que com certeza absoluta tem milhões de adeptos." Ele recusa o rótulo de direita à legenda: "Essas ideias não são de direita, são de modernidade. Compatibilizar a preservação do meio ambiente com desenvolvimento, por exemplo, não é direita, é modernidade", disse. ( A matéria é da Folha de São Paulo)

Clique sobre a imagem para ler o editorial de O Globo. Nem editorial de jornal "demoniza" a "direita" como o presidente do DEM.

Código Florestal: o blog chamou o bispo para falar de plantio às margens de rios.

Ontem, um post abaixo, sobre o protesto de agricultores dinamarqueses, que estão sendo impedidos de usar fertilizantes em áreas plantadas a 10 metros das margens de rios, causou alguma polêmica entre os comentaristas. É que aqui no Brasil, os verdistas e onguistas, adeptos de deixar o povo passar fome para que os europeus venham fazer turismo rural no país ou curtir o maior spa ecológico do mundo, querem impedir o plantio a 30 metros de cursos d'água. Com esta medida, há municípios essencialmente agrícolas, que voltarão a ser mata fechada, mandando os seus agricultores para morar nas favelas urbanas. Será o retorno do velho êxodo rural, freado pelo excepcional desenvolvimento da agropecuária, que não deve ser confundida com o agronegócio. O agronegócio não precisa de dinheiro, tem de sobra, especialmente de bancos internacionais. Não precisa de preço mínimo, pois negocia na Bolsa de Chicago. Com ou sem Código Florestal, vai continuar enchendo os bolsos, porque vai plantar menos e os preços dos alimentos vão subir à estratosfera. Bem, mas vamos ao bispo. O artigo abaixo é do Bispo de Jales, Dom Demétrio Valentini. E foi publicado no site mais vermelho que existe, o Adital. Leiam com atenção e fervor. 

Código Florestal 

Se há um assunto que precisa ser bem pensado é o Código Florestal. Ele implica com o meio ambiente. Mas implica também com a viabilidade da agricultura. E em decorrência, com a produção de alimentos e com a sobrevivência de milhões de agricultores. A abordagem deste assunto requer equilíbrio e bom senso. É necessário levar em conta o conhecimento científico e as advertências da ecologia sobre a preservação do meio ambiente. Mas é preciso igualmente levar em conta os grandes avanços tecnológicos da agricultura, que possibilitam agora colocar em outros termos a preservação ambiental. 

Por isto, o Código Florestal não pode se abrigar debaixo de uma bandeira única. Seja ela bandeira dos ecologistas. Ou bandeira do agronegócio. Ou bandeira dos agricultores familiares. Ele precisa atender ao mesmo tempo a todas as demandas legítimas dos diversos reclamos que devem encontrar audiência num novo Código Florestal, que leve em consideração o conjunto dos aspectos a serem devidamente contemplados.

Uma das evidências que salta aos olhos, e precisa ser levada em consideração, é a grande diversidade de solos existentes no território brasileiro. Um Código Florestal sábio e adequado precisa ter como ponto de partida esta diversidade, que não pode ser impunemente padronizada. Precisa ser um código que comporte adequações e averiguações de circunstâncias. O assunto tem semelhança com os biomas. Demorou tanto para dar-nos conta da diversidade de biomas existentes no Brasil. O retrocesso real seria agora um Código Florestal que ignore esta diversidade. 

Outra evidência é o avanço tecnológico na agricultura, já amplamente assimilado, sobretudo a grande diferença que faz o plantio direto, pelo qual se evita a erosão. Há certos dispositivos do atual Código Florestal que demonstram completo desconhecimento desta nova técnica, que veio revolucionar o cultivo de grãos em nosso país. Com o plantio direto fica mais do que superada a prescrição de não utilizar para a agricultura os solos que tenham 45 por cento de inclinação. Os agricultores que constatam esta distorção se irritam justamente, e passam a desacreditar da validade do atual Código. Na verdade, se aplicados estes dispositivos, ficariam inviabilizados milhões de pequenos empreendimentos agrícolas, provocando um problema social inútil e de grandes proporções, que precisa ser evitado a todo custo, em última análise pela responsabilidade da Presidência da República. 

Tive o cuidado de fazer uma breve pesquisa. No pequeno município denominado Sul Brasil, no Oeste Catarinense, na região de Chapecó, o Prefeito empreendeu um amplo programa de preservação do solo, em vista da viabilização da agricultura, atividade de quase todos os 3.500 habitantes, num território de 114 quilômetros quadrados. Pois bem, em todo o pequeno município foram encontrados 83 veios de água, que formam "sangas”, que demandam aos córregos Pesqueiro e Burro Branco, que delimitam o município. De comum acordo, a prefeitura incentivou os agricultores a preservarem as margens, numa largura de dez a doze metros, em vez dos 30 que o Código prescreve. A solução, incentivada pela Prefeitura que forneceu gratuitamente o arame farpado para as cercas, ficou de bom tamanho, e os agricultores de Sul Brasil continuam, como brasileiros imbatíveis, cultivando com competência e com amor a terra que os acolhe e responde com generosidade ao seu nobre trabalho.

Esta foi a solução para Sul Brasil. Cada município precisa encontrar a sua. E quem quiser opinar sobre o Código Florestal precisaria primeiro passar pelo teste de distinguir entre "fonte”, "vertente”, "sanga”, "córrego”, "riacho” e rio. Se fosse urgir a aplicação do atual Código, ficaria inviabilizado não só o município de Sul Brasil, mas grande parte do Oeste Catarinense, e muitas outras regiões do País. O debate em torno das mudanças a serem introduzidas no novo Código Florestal exigem competência e responsabilidade.

Depois de dividir DEM e PSDB, Aécio "planta" boato de fusão entre partidos.

Ontem, no twitter, começou a "pipocar" o boato da fusão entre PSDB, DEM e PPS, pela mão de aecistas da ala jovem. Hoje já tem até editorial na Folha de São Paulo, conforme abaixo. É Aécio em ação, fazendo o que mais sabe: trair as oposições.

Vácuo liberal 

Crise no DEM deve contribuir para rearranjo no panorama partidário, dominado por polarização PT-PSDB e certo consenso social-democrata 

"Somos o último partido liberal da política brasileira, a única legenda em condições de defender os princípios liberais como formulação partidária." A frase do novo presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN), soa quase como confissão ou apelo de quem busca se agarrar a alguma identidade no momento em que o partido atravessa sua maior crise. De um lado, os fundadores da agremiação, insatisfeitos; de outro, o filiado com maior número de votos, o prefeito Gilberto Kassab, de saída para um Partido Democrático Brasileiro, em gestação. Eis, na definição do ex-ministro Alceni Guerra, o contexto em que se realizou a convenção do DEM.

Para além desse enredo melancólico, parece estar em curso no país uma reacomodação partidária nada desprezível. Seus atores ainda não podem saber, exatamente, qual a sua configuração final. Mas há indícios no ar. Além da cogitada fusão entre o PDB de Kassab e o PSB de Eduardo Campos, da qual nasceria uma legenda capaz de rivalizar com o PMDB, surgem especulações sobre outra fusão, entre PSDB, DEM e PPS. Não é algo certo nem tampouco seria para já. As articulações mais sérias da oposição a Dilma Rousseff devem ocorrer só após as eleições municipais de 2012, tendo a sucessão de 2014 como pano de fundo. O senador mineiro Aécio Neves, cujas relações com a cúpula do DEM já são estreitas, assumiria o comando, em prol de sua candidatura.


Estaria nessa fusão a origem de um novo partido, mais afinado com as bandeiras liberais, mas ao mesmo tempo robusto o bastante para disputar a hegemonia política do país com o PT? É possível. Há uma base social difusa, nas camadas médias dos grandes centros urbanos e nas fronteiras do empreendedorismo de Estados mais jovens, que parece sub-representada politicamente. Redução da carga tributária, Estado mais enxuto, gestão empresarial dos recursos públicos, estímulo ao desempenho e às liberdades individuais -são todas demandas que não encontram acolhida ou tratamento preferencial por parte do governo petista e andam desguarnecidas no front partidário.

O PT tomou do PSDB e, de certa forma, saturou o espaço simbólico do que se pode chamar, com boa vontade, de "social-democracia brasileira". Nela, um amplo colchão social convive com a condução ortodoxa da economia, assim como convivem, acomodados sob as asas do mesmo Estado, sindicalistas e velhos caciques da política patrimonial. É possível que, no futuro, o PSDB, com Aécio ou Geraldo Alckmin, venha a se afastar do atual "consenso social-democrata", no qual se encontra em óbvia desvantagem em relação ao PT, e possa capitanear uma alternativa de poder de perfil mais "social-liberal"

A maldição do pré-sal.


"A Petrobrás é um Estado dentro do Brasil - felizmente, um Estado amigo", costumava dizer Lula. O primeiro elemento da ironia é indiscutível: os investimentos da petroleira em ciência e tecnologia são um múltiplo do orçamento do Ministério da Ciência e Tecnologia, e os investimentos em cultura e comunicação social são maiores que os dos Ministérios correspondentes. Infelizmente, o segundo elemento da ironia é discutível.

Desde a descoberta de petróleo no pré-sal, os investimentos da Petrobrás saltaram de R$ 16,5 bilhões, em 2006, para R$ 76,4 bilhões, em 2010. O endividamento cresceu paralelamente, atingindo R$ 117,9 bilhões no ano passado. Desse total, quase 40% representam dívidas com bancos públicos: BNDES, R$ 36,3 bilhões; CEF, R$ 5,66 bilhões; e BB, R$ 4,35 bilhões. Além disso, o BNDES detém quase R$ 44 bilhões em ações da petroleira. Sobre tais empréstimos a Petrobrás paga taxas de juros internacionais, ao redor de 6% ao ano. Contudo o capital de empréstimo dos bancos públicos deriva de aportes do Tesouro, que capta a taxas de juros anuais em torno de 12%. A diferença é paga por todos os brasileiros, ricos e pobres, que financiam a dívida pública. O "imposto Petrobrás", um tributo oculto, mas bem real, deveria conceder à Nação o direito de investigação das estratégias da petroleira. Mas quem está disposto a formular perguntas que incomodam o "Estado dentro do Brasil"?

A narrativa oficial, fixada pela bilionária publicidade da Petrobrás, sedimentada nos livros escolares, conta a epopeia de uma empresa triunfante, que fez do mar a fronteira do petróleo no Brasil. É uma história de esforços hercúleos, rupturas tecnológicas, recordes de perfuração sucessivos sob uma lâmina d"água sempre mais profunda. Mas, e se, fora do olhar do grande público, existir uma história não contada? Lula: "A Petrobrás é motivo de orgulho para nós. Se fosse uma mulher, seria a mulher com quem toda mãe gostaria que o seu filho casasse". Mas, e se, sob o rosto imaculado da mulher perfeita, existir uma fria manipuladora, uma carreirista hábil, uma egoísta sem limites em busca de dinheiro, poder e prestígio?

A estatal foi fundada em 1953. Logo em seguida contratou os serviços do geólogo americano Walter Link, um renomado ex-funcionário da Standard Oil, para avaliar o potencial petrolífero brasileiro. O Relatório Link foi preparado entre 1955 e 1960, com base apenas em levantamentos geológicos rudimentares. Ele recomendava que a Petrobrás voltasse as costas para o território continental, entregando-se à prospecção offshore. A primeira descoberta offshore deu-se em 1968 e seis anos depois a Petrobrás identificou petróleo na Bacia de Campos. Quando a empresa detentora do monopólio da exploração tinha apenas 15 anos, a marcha épica rumo às profundezas do mar já selava um destino: ninguém mais se preocuparia com o onshore.

Link quase nada conhecia sobre o potencial das bacias sedimentares onshore, que perfazem cerca de 5 milhões de km2 do território brasileiro. Pouco se sabe até hoje. Desde 1953, foram perfurados cerca de 24 mil poços exploratórios onshore no Brasil, um número ridiculamente pequeno se confrontado com a prospecção em países de tamanho comparável. Nos EUA, perfuraram-se milhões de poços pioneiros. No Canadá, perfuram-se anualmente pelo menos 25 mil poços, o equivalente a todas as perfurações pioneiras em terra na história petrolífera brasileira. A prospecção em terra custa uma fração da prospecção sob águas profundas. Os fantásticos investimentos offshore podem resultar em taxas de retorno insignificantes. Entretanto, redundam em imensa concentração de poder econômico e político. O "Estado dentro do Brasil" não busca exatamente petróleo, mas o incremento de seu próprio poder.

A descoberta de petróleo no pré-sal reproduz, em escala ampliada, os efeitos dos primeiros poços na Bacia de Campos. Meses atrás, sob o influxo de investimentos comparativamente modestos, empresas privadas anunciaram três grandes descobertas de gás em terra, no Maranhão, em bacia classificada como pouco atraente pelo Relatório Link. Indícios recentes sugerem que podem existir maiores reservas exploráveis onshore do que no pré-sal. As novidades, porém, não ultrapassaram o círculo dos iniciados. Ensurdecido pela fanfarra nacionalisteira do pré-sal, hipnotizado pelas imagens repetitivas de um Lula abraçado à bandeira verde e amarela, as mãos sujas de óleo, o público aplaude a nova encenação de uma farsa antiga. Homem ao mar: com vastos subsídios públicos ocultos, perfuraremos agora uma camada instável de 2 mil metros de sal, sob 7 mil metros de água.

"Eu penso que vai ter algum momento na História do Brasil que vai ter de ter eleição direta para presidente da Petrobrás, e ele indicará o presidente da República, tal é a capacidade de investimento", sugeriu Lula em 2008. Por ora, ocorre o oposto. O "Estado dentro do Brasil" serve aos seus próprios interesses de poder, mas serve também ao poder de turno, fazendo política enquanto prospecta petróleo. A Petrobrás impulsiona os negócios de empresas parceiras, moldando o comportamento político de poderosos empresários. A Petrobrás transfere fortunas para agências de publicidade que operam no tabuleiro da política partidária. A Petrobrás divulga peças de propaganda governista em período eleitoral. A Petrobrás patrocina os "amigos do rei" nos movimentos sociais, em ONGs e fundações diversas, na esfera opaca dos negócios "culturais".

O "Estado dentro do Brasil" sabota ativamente a Agência Nacional de Petróleo, com a finalidade de restringir a concorrência no setor petrolífero. Ele triunfou na formulação do novo marco regulatório, que lhe reserva uma posição quase monopolista no pré-sal, e conseguiu protelar por três anos a retomada das rodadas de licitações de blocos exploratórios. "O petróleo é nosso" - e a Petrobrás, desgraçadamente, também.

PUBLICADO NO ESTADÃO DE HOJE, ARTIGO DE DEMÉTRIO MAGNOLI – SOCIÓLOGO E DOUTOR EM GEOGRAFIA HUMANA PELA USP.

quarta-feira, 16 de março de 2011

PMDB fecha questão para aprovar Código Florestal.

A bancada do PMDB comprometeu-se a apoiar integralmente o substitutivo do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) ao Projeto de Lei 1876/99, que altera o Código Florestal. “Vamos dar os 79 votos do partido a seu relatório no plenário”, prometeu o líder do partido, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), em reunião na tarde desta quarta-feira. O deputado Reinhold Stephanes (PMDB-PR), que foi ministro da Agricultura no último governo, disse que o trabalho de Aldo Rebelo “é sério e equilibrado” e precisa ser aprovado urgentemente. Caso contrário, argumentou, “milhares de produtores vão perder 100% de suas propriedades”, principalmente na Região Sul.

Em junho expira o decreto presidencial (7029/09) que torna obrigatória a recomposição da reserva legalÁrea localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, excetuada a de preservação permanente, necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e reabilitação dos processos ecológicos, à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de fauna e flora nativas. O tamanho da reserva varia de acordo com a região e o bioma: - Na Amazônia Legal: 80% em área de florestas, 35% em área de cerrado, 20% em campos gerais; - Nas demais regiões do País: 20% em todos os biomas. em todo o País. Produtores que não cumprirem a exigência ficarão sujeitos a multas que podem ultrapassar R$ 200 mil. Leia mais aqui.
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AGORA VEJAM A POSIÇÃO DO VICE-LÍDER DO PSDB NA CÂMARA, CARLOS SAMPAIO(SP)

O vice-líder do PSDB na Câmara, deputado federal Carlos Sampaio, quer convencer a bancada do seu partido a rejeitar o projeto de Aldo Rebelo. Em seu blog Carlos Sampaio, que diz ser o único candidato das eleições deste ano a usar apenas papel 100% reciclado, classifica Aldo de "neo-ruralista" e promete votar contra as mudanças no Código Florestal apresentadas na proposta. O parlamentar também avisa que vai usar seu cargo de vice-líder do PSDB para influenciar sua bancada na Câmara a fazer o mesmo. “Se não conseguir convencer a bancada, votarei contra. Aprovar esse substitutivo é votar contra o meio-ambiente, contra a sociedade e contra a vida”, enfatiza.

Com uma lógica rocambolesca, o Deputado Sampaio diz que, ao possibilitar que pequenas propriedades não tenham que recuperar o passivo de Reserva Legal, o novo Código Florestal deixa de proteger justamente o pequeno agricultor. Sampaio é paulista de Campinas, ex promotor de justiça e é candidato à reeleição ao cargo de Deputado Federal. Recomendação: não vote em Carlos Sampaio. O homem está jogando para a platéia, não se importando em corrigir os graves efeitos causados pelo Código Florestal junto aos brasileiros do campo. 

A matéria foi publicada no ótimo blog Código Florestal, do Prof. Ciro Siqueira.

A Família Jabuti ataca novamente.

Chico Buarque de Holanda ganhou o Prêmio Jabuti no tapetão, só porque apoiou abertamente a campanha de Dilma Rousseff. Em troca, também ganhou o feudo do Ministério da Cultura, para o qual indicou a irmã Ana Buarque de Hollanda. Agora a Ministra Ana acaba de liberar R$ 1,3 milhão para a Maria Bethania fazer um blog. Sim, e daí? Daí que quem vai fazer os vídeos do blog da desgrenhada é a empresa do Lula Buarque de Hollanda. Faturando unida, a Família Jabuti jamais será vencida. A informação é do Portal Implicante. Clique aqui e vá lá ver.

Isso sim é Comissão da Verdade. Uma CPI para mostrar o quanto o governo petista é leniente com o tráfico de pessoas.

Leia o post de hoje pela manhã, sugerindo que o ministério da Justiça, em vez de fazer demagogia em cima do passado, criasse outras Comissões da Verdade, para investigar, por exemplo, o desaparecimento de jovens traficadas para prostituição no Brasil e no exterior. Pois hoje o Senado aprovou um projeto da senadora Marinor Brito (PSOL-PA), para investigar o “tráfico nacional e internacional de pessoas no Brasil, suas causas, consequências, rotas e responsáveis entre os anos de 2003 e 2011”. Se o governo federal não age, que os políticos façam a sua parte. Leia mais aqui.

Até na Dinamarca deixam plantar a 10 metros dos cursos d'água. Já no Brasil, o verdismo e o onguismo querem 30 metros!

Veja aqui o protesto dos agricultores da Dinamarca, contra o "pacote verde" que inviabiliza a atividade. Sabe contra o que eles protestam? Contra uma lei que proíbe uso de fertilizantes em plantação cuja distância esteja a 10 metros de cursos d'água. Aqui no Brasil, a turma da Marina, do MST, das ongs internacionais, querem proibir plantar a 30 metros de riachos, sangas e rios. É o fim da picada!

Fora de órbita, Suplicy pede que Obama anuncie o fim do embargo à Cuba.

Ao saudar a visita que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fará ao Brasil neste fim de semana, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) sugeriu que ele anuncie o fim do bloqueio econômico a Cuba durante o pronunciamento que fará ao povo brasileiro no domingo (20) na Cinelândia, área central do Rio de Janeiro. - Que possa a Cinelândia se encher do povo brasileiro e possa o presidente Barack Obama estar certo de que, no seu discurso, quando ele disser que vai acabar com o bloqueio, com o embargo contra Cuba, ouvirá a reação positiva, os aplausos do povo brasileiro e dos povos das Américas - opinou Suplicy.

No sábado passado,  o americano Alan Gross foi condenado a 15 anos de prisão por um tribunal de Cuba acusado de crimes contra o Estado, veredicto que deve provocar nova tensões nas já abaladas relações diplomáticas entre Havana e Washington. O tribunal afirmou que os promotores provaram que Gross, agora com 61 anos, trabalhava em um "programa subversivo" dos EUA para "derrubar a revolução cubana". A sentença foi proferida uma semana depois do julgamento de dois dias de Gross em Havana.

Blog do milhão.

A cantora Maria Bethânia conseguiu autorização do Ministério da Cultura para captar R$ 1,3 milhão e criar um blog. A ideia é que o site "O Mundo Precisa de Poesia" traga diariamente um vídeo da cantora interpretando grandes obras. A direção dos 365 vídeos seria de Andrucha Waddington. Há três anos, Bethânia se envolveu numa polêmica ao ter um pedido de captação, de R$ 1,8 milhão para uma turnê, rejeitado pela área técnica do ministério. O então titular da pasta, Juca Ferreira ignorou o parecer e autorizou a captação de R$ 1,5 milhão.A informação é da coluna Mônica Bergamo, publicada na Folha desta quarta-feira (16).


Não à CPMF.

A volta da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) para ajudar a financiar a saúde no país é desaprovada por 72% dos brasileiros, indica pesquisa do Ibope divulgada nesta quarta-feira pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). Ao todo, 20% das pessoas aprovam a volta da cobrança e o restante não sabe ou não comentou.Leia mais aqui.

DEM: hora dos postes fazerem xixi nos cachorros.

Não pode haver símbolo maior para o fracasso do DEM do que o deputado federal Ônix Lorenzoni, do Rio Grande do Sul. Em um estado francamente oposicionista, ele é o unico deputado da legenda. Lá na rabeira., com pouco mais de 80 mil votos. É este tipo de personagem que está assumindo o protagonismo no Democratas, com o objetivo de expulsar quem do partido? Quem tem voto.

O deputado Lorenzoni carrega no seu pobre currículo o fato de ter ajudado a entregar para o PT a prefeitura de Canoas, um dos maiores colégios eleitorais do RS, cidade vizinha a Porto Alegre. Fez aliança lá, contrariando determinação nacional do partido. Naquela hora, não lembrou do "compromisso ideológico" que está cobrando hoje. Se Rodrigo Maia tivesse honrado as determinações do partido, teria dissolvido o diretório.

Outra marca da competência de Onix Lorenzoni. Ele foi candidato a prefeito de Porto Alegre e obteve significativos 38.803 votos, nem 5%. É para ver a credibilidade que este senhor tem para agredir o prefeito de São Paulo, a maior cidade do Brasil, onde foi eleito derrotando o PT. Sabe quantos prefeitos o DEM possui no Rio Grande do Sul? Simbólicos 13. Em São Paulo? 70! O DEM está praticamente acabado no Rio Grande do Sul. Agora vejam a entrevista agressiva do deputado, concedida ao Estadão. É o poste fazendo xixi nos cachorros. É a cara do DEM do Rodrigo Maia e companhia.

Por que o senhor adotou esse discurso duro contra os chamados "dissidentes" do DEM?  
Ônix Lorenzoni: Minha preocupação é com a criação de uma figura inexistente no Parlamento. Não só no meu partido, mas em todos os outros, que é o deputado zumbi: um morto vivo. Quem não estiver na ata de criação, não é fundador. Então, o cara vai lá assinar e fica no DEM? No PSDB? No PT?
Esse deputado pode, então, ficar no DEM, mas não vai ter vida partidária?  
Ele vai para a Sibéria. E todos os partidos vão congelar o sujeito.
O que explica o recuo dos integrantes do partido que anunciavam seguir Kassab no PDB?  
Ele já iludiu o que chega. No DEM, estamos mega vacinados contra Cavalo de Troia. Nosso maior foi ele (Kassab). Como ele não tem compromisso partidário ideológico, achou que todo mundo ia lhe acompanhar.
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Pergunta a alguns comentaristas: se Kassab não tem voto, Alckmin tem? A pergunta é pertinente porque, apoiando Kassab contra Alckmin, Serra elegeu o primeiro. Posteriormente, Serra apoiou Alckmin e ele se elegeu governador do estado. Então quem tem voto não é o Kassab e nem o Alckmin, é isso? Quem tem voto é o Serra? Menos, pessoal, menos. Ninguém não tem voto. Política se faz com alianças e isso Kassab sabe fazer, ao contrário da demonalha que está mandando no partido. Essa não tem a mínima habilidade, basta olhar o DEM no Rio, no Rio Grande e na Bahia.

Por Comissões da Verdade para as nossas tragédias reais.

Ontem, o ministro da Justiça, o petista José Eduardo Cardozo, aquele que grita "Socialismo ou Morte" nas reuniões do Foro de São Paulo, onde participam as FARC que matam, sequestram e traficam drogas, defendeu veementemente a instalação da Comissão da Verdade, para investigar a "época obscurantista". Muitas Comissões da Verdade poderiam ser instaladas para investigar o presente, impedindo verdadeiros crimes que mancham de sangue inocente as mãos das autoridades brasileiras. Investigar, por exemplo, os desaparecidos na tragédia da serra fluminense. As meninas desaparecidas dos seus lares que são levadas para a prostituição em algumas capitais do país e para vários países em todo mundo. Os bandidos que desaparecem das prisões, colocando a criminalidade em níveis alarmantes no Brasil. Os desaparecidos do trânsito que, somente no Carnaval, superaram a todos os ditos desaparecidos na "época obscurantista". Temos tragédias reais muito mais importantes do que desenterrar o passado, na busca de um revanchismo que serve apenas para camuflar as verdadeiras injustiças que continuam impunes nas nossas tragédias reais.

Universidade não é para todos.

O TCU verificou que 29% das vagas do PROUNI não estão sendo ocupadas, mas que as instituições privadas que participam do programa estão recebendo isenção fiscal total. Entende que a renúncia de receita é desfavorável ao estado. O TCU está equivocado porque as vagas que estão sobrando no PROUNI também estão sobrando na USP. É resultado do excesso de oferta em determinados cursos, como fisioterapia, fonoaudiologia e outros. Uma das soluções do arrogante, petulante e boçal ministro da Educação, Fernando Haddad, é uma esperteza: ele quer mudar a lei, aumentando para mais de 10% a cessão de vagas, todas com bolsas de 100%. Hoje, as universidades podem optar por oferecer 20% das vagas com bolsas de 50%. É esperteza porque ele quer mais vagas em cursos de alta demanda, como direito, administração, psicologia, mas não vai resolver o problema dos cursos sem procura, que ficarão ainda mais ociosos. A verdade é que o PROUNI surgiu como a Universidade para Todos e isso é uma balela. Universidade, para ter qualidade, exige investimento em livros, intensa dedicação e um mínimo de seleção na entrada ou perde a qualidade. Universidade é muito mais do que cotas, bolsas e acessos facilitados. Em resumo: universidade não é para todos e isso não é uma injustiça social.  Porque quem paga o ônus de um péssima universidade é toda a sociedade, recebendo serviços de péssima qualidade oferecidos por advogados incompetentes, engenheiros picaretas e psicólogos especializados em florais de Bach. Está havendo uma politização inconsequente na ampliação da oferta de vagas na universidade no Brasil. O resultado é que não temos uma só entre as 200 melhores do mundo.

É a política, estúpido!

O presidente da Assembléia Paulista, Barros Munhoz, do PSDB, foi reeleito ontem por um placar arrasador: 92 votos dos 94 possíveis. Assume abaixo de denúncias gravíssimas de corrupção. O PT, por ser o partido mais corrupto do Brasil, votou em massa no tucano. Em troca, ganhou a primeira e a quarta secretarias da casa, o que dá direito a uma penca de cargos.

Munhoz agradeceu os 24 votos que recebeu da bancada petista e e disse que o partido mostrou maturidade."O PT soube fazer valer o princípio sagrado da presunção de inocência e soube fazer algo que o dignifica: atuar de forma combativa e leal, fazendo algo que às vezes choca as pessoas." Na verdade, o tucano passou recibo para o maior argumento da quadrilha do mensalão, expressa no bordão de que todo mundo é inocente,  até prova em contrário, mesmo que as provas em contrário sejam gravações, cópias de cheques, escrituras fajutas e  testemunhos. Só existe uma resposta para tamanha cara de pau: é a política, estúpido!

Quase dois anos antes da eleição, Lula já sobe no palanque paulista. Agora pode.

Lula acaba de assumir a tarefa de "extirpar" o PSDB de São Paulo. Segundo a Folha de São Paulo, amanhã, ele chefiará reunião com prefeitos petistas para traçar a estratégia do partido nas eleições municipais de 2012. Seu objetivo é minar o poder do PSDB, que governa o Estado há 16 anos. O encontro de amanhã será realizado a portas fechadas num restaurante de São Bernardo do Campo, segundo apurou a Folha. Só foram chamados prefeitos de cidades com mais de 100 mil habitantes, além de dirigentes petistas. Lula pediu ao presidente da sigla em São Paulo, deputado estadual Edinho Silva, que convocasse os participantes. O principal alvo do PT em São Paulo é a prefeitura da capital, que a sigla deixou de comandar em 2004, com a derrota de Marta Suplicy para José Serra (PSDB). Ela perdeu novamente em 2008, para Gilberto Kassab (DEM). Lula teme que a movimentação do prefeito, que pretende fundar um novo partido e liderar uma terceira via paulista, agrave o isolamento dos petistas no Estado. A interlocutores, ele manifestou preocupação com a possibilidade de Kassab atrair aliados tradicionais do petismo, como PC do B e PDT, a tempo de formar chapas para as eleições de 2012.
Em São Paulo, o PT comanda hoje 63 prefeituras. A lista inclui cidades importantes, como Osasco e São Bernardo, mas é considerada desproporcional ao tamanho do partido no país. O PSDB, maior rival dos petistas no plano nacional, conquistou 208 prefeituras paulistas em 2008. O DEM governa 70 municípios, incluindo a capital (mesmo número do PMDB).