quinta-feira, 5 de maio de 2011

PSD: Aécio faz de tudo para ficar perto, Serra faz de tudo para ficar longe.

Enquanto Aécio Neves(PSDB-MG) transforma uma feijoada para centenas de pessoas em jantar reservado com o ex-senador Jorge Bornhausen e planta notas de aproximação com o PSD na imprensa, José Serra(PSDB-SP) procura Geraldo Alckmin e Severino Sérgio Estelita Guerra para negar que "esteja por trás" do novo partido. São os hábeis e estrategistas tucanos puxando cada um para um lado, como sempre. Leia a matéria da Folha de São Paulo:

O ex-governador José Serra procurou seu sucessor, Geraldo Alckmin, e outros líderes do PSDB para desmentir que seja o idealizador da debandada tucana rumo ao PSD de Gilberto Kassab. Serra se queixou do que considera uma tentativa de desgastá-lo no partido, proveniente, segundo sua avaliação, de pessoas próximas ao governador. O encontro ocorreu na noite de anteontem, no Palácio dos Bandeirantes. Antes, o ex-governador havia falado por telefone com o presidente do partido, deputado Sérgio Guerra (PE), e com outros dirigentes tucanos.

Segundo relatos obtidos pela Folha, Serra disse a todos que não se envolveu com a criação do PSD. Afirmou que tentou dissuadir Kassab, seu aliado, da ideia de deixar o DEM e criar a nova sigla. O ex-governador fez um diagnóstico de que o PSD vai se aproximar do governo Dilma -e, portanto, não seria vantajoso para ele. A criação do novo partido provocou nas últimas semanas dezenas de baixas no PSDB e nos outros partidos de oposição, DEM, ao qual Kassab era filiado, e PPS. Procurado ontem pela Folha, Serra não respondeu.

Rumores sobre sua participação no projeto de Kassab ganharam força quando o PSDB da capital paulista perdeu 6 de seus 13 vereadores. Todos os dissidentes são aliados de Kassab e fizeram campanha para ele em 2008, com o apoio de Serra. Na época, Alckmin concorria à prefeitura pelo PSDB. O partido ficou dividido e o governador sequer chegou ao segundo turno. Serra tem evitado falar publicamente sobre a debandada tucana em São Paulo. Na segunda-feira, após palestra em escola particular paulistana, negou que houvesse crise no PSDB e desconversou sobre a nova sigla. "É um partido que está sendo feito", disse aos repórteres após a palestra. "Não estou preocupado."

3 comentários:

  1. Na prática, a oposição está dividida, batendo cabeças e sem nenhum projeto. A única coisa que está bem explícita é o objetivo pessoal do fanfarrão, via conchavos e costuras políticas. Vai acabar conseguindo o que quer.

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  2. Faz bem em ficar quieto. Na balbúrdia que está, qualquer coisa que fale vai parecer que foi ele quem fomentou as rebeliões árabes.

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  3. Mas que o "Partido Social da Dillma' vai se aliar ao governo, não tenho dúvidas. Quero ver somente como fica situação desses que debandaram.

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