domingo, 7 de novembro de 2010

Da área de comentários.

Boa noite, Coronel e colegas do blog:
 
A oposição está lendo seu blog... pois parece que assimilaram a sugestão da "Oposição Padrão"!

"O PSDB planeja atuar de forma coordenada nos estados que governará" Fonte: Revista. Veja, ed. 2190. Na Veja dessa semana, ed.2190, o Geraldo Alckmim diz o seguinte: "É essencial que os projetos que tiverem sucesso em um estado sejam estendidos a outros". "O PSDB precisa espalhar os ganhos de gestão pelas administrações". Sérgio Guerra, presidente do partido foi mais além ao falar sobre os 44 milhões de votos de Serra: "Trata-se de um eleitorado que não pertence a sindicatos, não recebe o bolsa família nem sobrevive com repasses do governo". Continua: "Não são os ricos, como quer fazer crer o PT, mas são os que acreditam que podem subir na vida pelo próprio esforço. Foram eles que votaram no PSDB".

Aleluia! Com certeza lêem o seu blog. Sorte nossa!!

Maria, SP

Mordaça e ameaça.

Abominável a posição do Ministério da Educação e Cultura, depois de mais um fracasso do Enem. Agora querem processar os candidatos que exprimem a sua revolta contra a bagunça e a desorganização sistemática da prova. Em vez de pedirem demissão em caráter irrevogável, estas "otoridades" ameaçam colocar a Polícia Federal em cima dos jovens prejudicados, além de processá-los.  É a Síndrome de Mayara atacando estas bestas imbecis. Onde está a imprensa? Onde estão os políticos? Onde está a UBES, União Brasileira de Estudantes Secundaristas? Onde está o PSTU e o PSOL que dominam os diretórios estudantis? É hora de dar um basta à incompetência de Fernando Haddad, este prepotente e arrogante ministro da Educação, que tantos prejuízos têm causado à educação no país.

Quem é a oposição brasileira?

Criar um novo partido de oposição? Os dois principais são o Democratas e o PSDB. Leiam aqui  a ata de fundação do DEM, em substituição ao antigo PFL. Especialmente o Manifesto dos Democratas.  Leiam aqui o programa original do PSDB e leiam aqui o novo programa, lançado em 2007, que refundou o partido dos tucanos. Fixem-se especialmente nas Diretrizes. A pergunta é:  estes dois partidos, nos seus documentos, respondem às demandas atuais do país? Quem responde mais? O problema é de partido ou de lideranças que servem aos seus próprios interesses e não aos do partido e muito menos do país? O que é mais fácil? Criar um novo partido, dentro de uma legislação que promove o extermínio das pequenas legendas, ou tomar espaços dentro daquela agremiação que mais atenda a este movimento que surgiu na sociedade brasileira? Será que não existe algum partido disposto a mudar para aceitar este novo eleitor, mais conservador, atento a valores básicos como a liberdade, a livre iniciativa, o estado mínimo e a defesa incondicional da democracia? Vamos começar olhando os documentos dos dois principais partidos de oposição. Já é um filtro. Já é um começo. Pelo menos, se quisermos fazer algo novo, que conheçamos o que está aí para não cair nos mesmos erros.

Líder tucano ataca o eleitorado tucano. Isto é o PSDB.

O tucano Luiz Carlos Bresser Pereira, ex-ministro de Fernando Henrique Cardoso, assina artigo hoje, na Folha de São Paulo, intitulado "Dois males afinal evitados", onde ataca o eleitor de oposição, como se ele não tivesse o direito de expressar o que pensa a respeito da democracia. Tem bem a cara deste PSDB que não tem cara. Muito menos coragem.

As eleições do último domingo foram livres e democráticas. Foram próprias de uma democracia consolidada, porque o Brasil conta com uma grande classe média de empresários e de profissionais e com uma classe trabalhadora que participa dos ganhos de produtividade. Porque conta com um sistema constitucional-legal dotado de legitimidade e garantido por um Estado moderno, que é efetivo em garantir a lei e crescentemente eficiente em gerir os serviços sociais e científicos que permitem reduzir a sua desigualdade. É verdade que os dois principais candidatos não conseguiram desenvolver um debate que oferecesse alternativas programáticas e ideológicas claras aos eleitores. Por isso, a grande maioria dos analistas os criticou. Creio que se equivocaram.

O debate não ocorreu porque a sociedade brasileira é hoje uma sociedade antes coesa do que dividida. Sem dúvida, a fratura entre os ricos e os pobres continua forte, como as pesquisas eleitorais demonstraram. Mas hoje a sociedade brasileira é suficientemente coesa para não permitir que candidatos com programas muito diferentes tenham possibilidades iguais de serem eleitos -o que é uma coisa boa. Os dois males que de fato rondaram as eleições de 31 de outubro foram os males do udenismo moralista e potencialmente golpista e o da americanização do debate político. Quando setores da sociedade e militantes partidários afirmaram que a candidata eleita representava uma ameaça para a democracia, para a Constituição e para a moralidade pública, estavam retomando uma prática política que caracterizou a UDN (União Democrática Nacional), o partido político moralista e golpista que derrubou Getulio Vargas em 1954.

( o ex-ministro passa ao largo do PNDH III que, pelo jeito, ele não considera uma ameaça para a democracia)

Não há nada mais antipolítico ou antidemocrático do que esse tipo de argumento e de prática. As três acusações são gravíssimas; se fossem verdadeiras -e seus proponentes sempre acham que são- justificam o golpe de Estado preventivo. Felizmente a sociedade brasileira teve maturidade e rejeitou esse tipo de argumento. Quanto ao mal da americanização da política, entendo por isso a mistura de religião com política em um país moderno. Os Estados Unidos, que no final da Segunda Guerra Mundial eram o exemplo de democracia para todo mundo, experimentaram desde então decadência política e social que teve como uma de suas características a invasão da política por temas de base religiosa como a condenação do aborto. De repente um candidato passa a ser amigo de Deus ou do diabo, dependendo de ser ele "a favor da vida" ou não. A separação entre a política e a religião -a secularização da política- foi um grande avanço democrático do século 19. Voltarmos a uni-las, um grande atraso, a volta à intolerância.

( que democracia é esta do tucano que veta a discussão de temas como a legalização do aborto, como se isso fosse um retrocesso? Afinal de contas, na democracia, quem decide quais são as discussões relevantes? Não é o eleitor? )

A sociedade brasileira resistiu bem às duas ameaças. E a democracia saiu incólume e reforçada das eleições.
Em seu discurso após a eleição, Dilma Rousseff reafirmou seu compromisso com os pobres, ao mesmo tempo em que se dispôs a realizar uma política de conciliação, não fazendo distinção entre vitoriosos e vencidos. Estou seguro que será fiel a esse compromisso, como o foram os últimos presidentes. Nossa democracia o exige e permite.

( É lamentável que o tucano não tenha abordado outros males que pautaram estas eleições, tais como: a) a presença criminosa no presidente da república na campanha eleitoral; b) as mentiras sobre privatizações e fim de benefícios, saídas de notas oficiais presidentes de estatais e da boca de ministros em exercício do cargo, enchendo o eleitorado de medo; c) as quebras de sigilo fiscal e bancário de candidatos da oposição e a montagem de dossiês. Vamos parar por aí. O ministro Bresser Pereira é um dos gurus do tucanato. Estamos bem arrumados.)

Pode não ser Tea Party, que nem mesmo os americanos sabem o que é, mas há alguma coisa nova acontecendo no Brasil.

Seria muito interessante que a Oposição saísse do seu encastelamento e entendesse um pouco do que aconteceu nesta semana posterior à sua derrota para um governo corrupto, mentiroso e inteiramente loteado entre companheiros e cupinchas. Nunca se falou tanto em Tea Party, o que significa que os partidos convencionais não atendem mais às expectativas e não adianta o PSDB vir mentir ao povo que  também venceu, pois ganhou mais estados. Bullshit! Isto apenas reflete a falta de ambição do partido e uma tentativa de engambelar o eleitorado brasileiro. A verdade é que, uma semana depos, o PSDB já está agindo como um partideco, optando pela luta intestina, parte pregando aumento de impostos e outra a definição de um candidato presidencial para 2014, deixando pasmo o eleitorado mais informado.

Nem mesmo os americanos sabem exatamente o que é o Tea Party. Obviamente, a esquerda, que domina corações, mentes e principalmente a imprensa, rotula o movimento como sendo de extrema direita.Também é, mas não é só isso. A Veja, por exemplo, lascou que "o movimento ultraconservador republicano americano "Tea Party" obteve uma vitória incontestável nas primárias para as eleições legislativas de novembro..." Em um excelente artigo, que não consegui identificar o autor, está escrito:  Os Tea Parties não recebem vultosas somas em palestras, não ficam aparecendo em programas de televisão. Eles fazem o que fazem por pura devoção ao que acreditam, e não por estarem seguindo Sarah Palin (aliás, se houvesse alguém a ser seguido esse alguém seria Ron Paul e não Sarah Palin). Portanto não adiantam querer criar uma Quimera (Sarah Palin) para depois apresentar o Belerofonte, pois mesmo se Palin foi desacreditada e desmascarada (tomara!) o movimento irá continuar a crescer e mesmo que não gostem se tornará algo de suma importância na política americana. As prévias e eleições de agora já estão mostrando isso. A verdade é que esse chá descerá muito amargo na garganta de muitos… Sejam Democratas ou Republicanos.

A verdade é que uma parte expressiva dos 44 milhões de eleitores brasileiros votaram, no último domingo, contra a legalização do aborto, o fim da propriedade privada, o controle social da mídia, o paternalismo do governo, a tributação de fortunas, enfim, temas que também são defendidos, em menor ou maior escala, pelo Tea Party. Não sou sociólogo, tampouco cientista político, mas tenho alguma sensibilidade para, depois de alguns anos na blogosfera, saber que algo de muito importante está acontecendo na sociedade brasileira, que é muito fácil de definir: um enorme contingente de brasileiros e brasileiras estão procurando um partido político que tenha a sua plataforma muito clara, que não fique surfando nas águas das alianças fáceis e dos conchavos interesseiros. Este contingente não está nem aí para vencer ou perder eleições. Quer ver, antes de tudo, os seus valores defendidos com unhas e dentes, sem concessões. O partido político que tiver sensibilidade para "ler" o que está acontecendo no Brasil e começar um movimento organizado que incentive a base poderá ser premiado, muito antes do que imagina., com estrondosas vitórias nas eleições de 2012.  O que estamos vendo, hoje, é que existe um eleitorado de oposição no Brasil que, mesmo com alta capacidade de mobilização e ativação política, está completamente abandonado e só é convocado para virar  tropa de choque em época de eleições. Este eleitor quer ser mais do que isto. Quer e pode.

Maria "Caveirão", a nova Erenice da Dilma.

Começa a surgir a nova Erenice da Dilma. Conhecida como Maria "Caveirão", o nome já vem sendo plantado na imprensa com todo o cuidado, pela poderosa Petrobras. Aliás, já não aparece como Maria "Caveirão". Agora é apenas Graça Silva Foster. Leiam abaixo, matéria da Folha de São Paulo.


Primeira mulher a ocupar uma diretoria da Petrobras, a engenheira química Graça Silva Foster, 56, é nome certo para assumir um cargo no primeiro escalão do governo Dilma Rousseff (PT). Funcionária de carreira da Petrobras, onde começou como estagiária há mais de 30 anos, ocupava cargos gerenciais na estatal antes do governo Lula. Mas foi pelas mãos da então ministra de Minas e Energia que, no começo de 2003, trocou o Rio por Brasília e começou a alçar voos maiores.

No período de Dilma no Ministério de Minas e Energia, foi secretária de Petróleo e Gás. No Rio, em 2005, dirigiu a Petroquisa e a BR Distribuidora antes de chegar, em setembro de 2007, ao sóbrio e desejado 23º andar do edifício-sede da Petrobras, no centro do Rio, onde estão as salas dos diretores. Nos oito anos de governo Lula, a mineira de Caratinga, que se define "carioca de coração", torce pelo Botafogo, adora carnaval e é fã dos Beatles, foi escudeira disciplinada e fiel de Dilma, segundo relato de interlocutores. Ela é cotada para a presidência da Petrobras, a Casa Civil ou algum outro posto próximo da presidente eleita.

A aproximação profissional ocorreu quando Dilma era secretária de Energia do Rio Grande do Sul e ambas tratavam sobre o Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol). Logo evoluiu para uma sólida amizade -que se traduziu no engajamento de Graça na campanha presidencial de Dilma, na filiação ao PT e numa forma muito similar de fazer cobranças e lidar com subordinados. Assim como a presidente eleita, a diretora da Petrobras tem fama de agressiva no trato com sua equipe. Quem conhece as duas de perto diz que Graça é "clone" da presidente eleita ou uma espécie de "criador e criatura".

É por causa dessa fama de difícil no trato que, nesse período de indefinição da equipe do futuro governo, há na Petrobras uma torcida para que o destino da diretora seja um ministério em Brasília e não a presidência da estatal. Detalhista, rigorosa, exigente, obcecada por prazos e metas, não se contenta com o relato de seus gerentes sobre o andamento dos projetos. Costuma ir, pessoalmente, vistoriar as obras e exigir dos responsáveis explicações, quando há sinal de problema ou atraso. Segundo um executivo que trabalhou com ela, Graça barrou todas as tentativas de ingerência política em suas decisões, "mostrando a mesma firmeza habitual".

Perdas e danos.

Do Painel da Folha
Pré-sal 1 Cumprida sua função na campanha eleitoral, o assunto Paulo Preto será devolvido às profundezas pelo PT, nada interessado em prospectar um terreno que faz fronteira com a Castelo de Areia, operação da Polícia Federal com potencial de dano tanto para tucanos quanto para petistas.

Pré-sal 2 O caso Paulo Preto só será trazido à tona bem mais adiante e num único cenário: o da candidatura a prefeito do senador eleito Aloysio Nunes (PSDB-SP), de longe o tucano mais próximo do ex-diretor da Dersa. 
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E como ficam as ações propostas pelo acusado que, à época, diziam ser várias? Ao que parece, o jornal ouviu apenas um lado da história.

O preço a pagar para eleger um poste.

Clique e amplie para ler a reportagem de capa de O Globo dominical.

Sem tucanodependência.

Do Diário Catarinense, coluna SC no Planalto:

Líder do DEM na Câmara, o deputado Paulo Bornhausen avisa que reúne a bancada na terça-feira. Em discussão, a mobilização contra a aprovação da nova CPMF e o futuro do partido – Não temos tucanodependência. Vamos estabelecer os nossos rumos – comenta, se referindo às relações com o PSDB.

sábado, 6 de novembro de 2010

Obamania foi para o saco.

A semana pelo menos marcou o fim da aventura socialista de Obama, aquela onde americano que trabalhava pagava a conta para americano que não trabalhava. Tea Party mandou dizer que estavam alterando o livre mercado e a liberdade de escolha. Menos mal. A CPMF do Obama também foi para o saco.

FHC: Lula está embriagado pelos próprios êxitos. Não é só ele...

Clique para ampliar e ler o artigo de Fernando Henrique Cardoso, publicado nos principais jornais brasileiros. Fala de si mesmo, é óbvio, fala do futuro, mas não fala de Oposição. Ressaca pós eleitoral em um artigo fraquíssimo, muito abaixo do que o ex-presidente vem escrevendo.

Chega de enem-enem-enem: demissão do incompetente, arrogante e prepotente ministro já!

Novamente, hoje, o Exame do Enem prejudicou milhões de alunos em todo o Brasil, pois o cartão de respostas foi impresso errado pelo MEC. Não foi revisado pelo Ministro da Educação, Fernando Haddad que, em última análise, é o responsável pelos sucessivos problemas, gravíssimos problemas, suspeitíssimos problemas que o Enem acumula nos últimos anos. Dilma Rousseff declarou, na semana passada, que "a educação estava bem encaminhada" no Brasil.  Em algumas cidades, como no Recife, pais de alunos decidiram procurar o Ministéro Público para se queixar. "Qualquer coisa que induza o aluno ao erro pode dar margem ao aluno para pedir anulação", diz. A procuradora da República Maria Luiza Grabner, do MPF em São Paulo, diz que "os alunos que se sentirem lesados, na segunda-feira, podem fazer representação no órgão". Essa representação, segundo a procuradora, pode servir de base para uma ação coletiva contra o MEC, para anular a prova. Edson Bortolai, presidente da Comissão de Estágio e Exame de Ordem da OAB-SP, diz que o estudante pode procurar o Procon ou mover uma ação de indenização individual. Não há tempo a perder: demissão do ministro já!

Veneno, veludo e verdade.

Imperdível o post do Veneno Veludo, intitulado "Democracia ou Ditadura". O blog, da Velvet Poison,volta aos poucos, assim como a Nariz Gelado, depois da campanha eleitoral. Uma leitura e tanto para este final de tarde e essencial para uma passada diária. Ponham um pouco de veneno, veludo e verdade nos favoritos.

Conta outra.

Dilma Rousseff e João Santana, o Patinhas, marqueteiro da esquerda.

Dilma Rousseff ganhou a eleição para presidente da República, a primeira de sua vida. Mas seu marqueteiro, João Santana, venceu sua terceira disputa desse gênero. Ele é o profissional latino-americano mais bem-sucedido na área de comunicação política-eleitoral em anos recentes. Além de ser o responsável pelas propagandas de TV e de rádio de Dilma, atuou também na campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, e na eleição do presidente de El Salvador, Mauricio Funes, em 2009. 

Sobre as razões de a disputa ter sido remetida ao segundo turno, aponta como principal fator o escândalo de suspeita de tráfico de influência na Casa Civil, envolvendo Erenice Guerra, sucessora de Dilma naquela pasta:"O caso Erenice foi o mais decisivo porque atuou, negativamente, de forma dupla: reacendeu a lembrança do mensalão e implodiu, temporariamente, a moldura mais simbólica que estávamos construindo da competência de Dilma, no caso a Casa Civil." Pesquisas mostraram, diz Santana, que a onda religiosa e o debate sobre aborto tiveram efeito limitado. Ele faz uma autocrítica: "Erramos quando, no primeiro momento embarcamos nessa onda, e erraram mais eles que insistiram nessa maré hipócrita. Isso, aliás, foi um dos maiores fatores de desgaste e inibição do crescimento de [José] Serra [PSDB, adversário de Dilma] no segundo turno". 
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A falsa verdade é a melhor aliada no marketing político. Tudo o que o Patinhas disser, leia ao contrário. Daqui quatro anos, ele estará fazendo a campanha de reeleição. Jamais diria o que foi decisivo ou não para a vitória de Dilma Rousseff. Seria um idiota, se o fizesse. Leia aqui a entrevista realizada pela Folha.

Tucanos, não sejam "generosos".

Existem dois pensamentos unânimes entre os eleitores de oposição no Brasil, depois da derrota. A primeira é que os deputados e senadores tucanos devem fazer oposição sem enfeites, com enfrentamento de linhas duras e retas, sem as frescuras do barroco mineiro. A segunda é que o partido não deve dobrar a espinha para Aécio Neves, que sai da terceira eleição presidencial sem fazer valer o seu propalado prestígio nas Minas Gerais, por isso devendo todas as explicações possíveis e imagináveis para os brasileiros. Um alerta aos líderes da Oposição: não sejam "generosos" com este governo corrupto, onde impera a fúria arrecadatória e a pelegagem.  E não sejam "generosos" com Aécio Neves. Alguns milhões de eleitores, contando com a memória viva da blogosfera e das redes sociais, não serão "generosos" com os fracos e os traidores. Há perdão? Do jeito que vai, não. Ao abrir a primeira semana "puxando" a aprovação da CPMF, sendo apoiado pela base do governo para assumir o Senado e propondo uma oposição "generosa", Aécio Neves pode ir procurar a sua turma. Com certeza, ela já é bem menor do que os 44 milhões de eleitores do último domingo.

Crie-se um novo poder para Lula: o Poder Plenipotenciário.

Ao que parece, está decidido. Lula não sai de Brasília para voltar para a prosaica São Bernardo do Campo, onde usaria pijama de listras e assaria coelhinhos, tudo regado a uma canjibrina (uma é força de expressão) da melhor qualidade e a altos papos com a verborrágica Dona Marisa. Lula permanecerá em algum sítio no Planalto Central, que será modestamente chamado de Granja do Imperador.

Em primeiro de janeiro,  será criado oficialmente um novo Poder na República: o Poder Plenipotenciário, que será entregue para o ex-presidente. A ele estarão submetidos o Executivo, por óbvio, o Legislativo e o Judiciário. Não, não confundam com um mero absolutismo, que a coisa é muito mais vasta e complexa. Não é nada monárquico, tampouco anárquico, talvez o mais próximo seja algo como autárquico. Em termos econômicos, Lula assumirá a presidência do Conselho de Administração da BrasilBras.  Como maior acionista do Partido do Mensalão, criador e proprietário de uma vasto rebanho com mais de 50 milhões de cabeças, inventor da maior rede de distribuição de dinheiro público da história deste país, nada mais justo do que instituir de fato e de direito este novo Poder para o Lula.

Vejam que o Poder Plenipotenciário já está funcionando, na prática. Nesta primeira semana da Era da Dilma, a Fraca, ficou decretado que Lula fará a reforma política ,aprovará um novo imposto para a saúde, além de determinar em que padrões deve se dar a Oposição neste país. Será apenas o começo.  Em seguida, virão o controle social da mídia, o fim da propriedade privada, a liberação do aborto, o fim da internet livre, a criação de tribunais populares, o mercado comum bolivariano, onde trocaremos commodities por médicos cubanos e milicianos chavistas.

Vejam que para criticar o Lula, que ainda nem assumiu o Poder Plenipotenciário, José Serra já teve que esconder-se nos confins da Gália. Mesmo assim, quase foi atingido por uma sandália asteca. Vai piorar, pois dizem que já há um acordo assinado na calada da noite por Aécio, o Generoso, que, em troca de uma oposição propositiva, terá o apoio de Lula, o Plenipotenciário, para as eleições de 2022, dependendo do estado da próstata e do figado do ex-presidente. Ore-se para que, na hora H, o mineiro não tenha um nó nas tripas e assuma o neto mais novo do Sarney.

Uma oposição generosa demais.

Clique e amplie para ler o editorial do Estadão.

Companheiros, pero no mucho.

Da Folha de São Paulo:

O PT deu largada a uma disputa interna para a divisão de espaços no governo Dilma. Diferentemente dos oito anos da gestão Lula, que escolheu sua equipe baseado no critério da proximidade, agora as correntes internas do partido pretendem ter mais influência. A corrente majoritária do PT, a CNB (Construindo um novo Brasil), com cerca de 60% de espaço no diretório nacional, seguirá com a maior fatia da Esplanada.Lula pertence a essa ala, além do presidente do PT, José Eduardo Dutra, do ex-ministro José Dirceu e de atuais Guido Mantega (Fazenda), Paulo Bernardo (Planejamento) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais).

Dos 17 ministérios hoje nas mãos do PT, a CNB tem 9, além de vários cargos espalhados pela Esplanada. Na bolsa de apostas, os petistas Aloizio Mercadante (SP) e Ideli Salvatti (SC) podem ser contemplados.Mercadante pode assumir um gabinete na área de infraestrutura (Cidades, hoje com o PP, mas disputado também por outras legendas), ir para o Ministério do Desenvolvimento ou para a Educação, hoje com a corrente Mensagem. Já Ideli pode ir para a Secretaria da Mulher.

A corrente Mensagem/Democracia Socialista detém o controle de 16% do diretório petista e possui atualmente três ministros: Fernando Haddad (Educação), Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) e Paulo Vannuchi (Direitos Humanos). Pretende manter esse patrimônio e, se possível, crescer. As tendências Movimento PT e Articulação de Esquerda têm o mesmo tamanho -10% cada-, embora o primeiro grupo jamais tenha sido contemplado com uma vaga no primeiro escalão.

O Movimento PT quer colocar a deputada federal Maria do Rosário (RS) na Secretaria de Direitos Humanos, e conta com isso com o apoio da ala gaúcha do partido. "Nós temos bons quadros para oferecer. Nunca indicamos ninguém para o ministério. Nunca pressionamos e não vamos pressionar", disse o deputado Virgílio Guimarães (MG), da Movimento. A Articulação de Esquerda deseja manter a Secretaria da Pesca, hoje nas mãos de Altemir Gregolin. A deputada Iriny Lopes (ES) argumenta, porém, que o grupo "tem quadros para estar na Pesca e em outros espaços".

Coordenador político da transição, José Eduardo Dutra quer reunir o Diretório Nacional nos próximos dias para tratar do assunto, talvez com a presença de Dilma. Filiada em 2001, ela não integra nenhuma tendência. O PT também assiste a disputas dos Estados. Em SP, a pressão é por Mercadante. Um grupo liderado pelo deputado João Paulo Cunha (SP) prega a necessidade de levar um deputado paulista para o ministério como forma de abrir vaga na Câmara para José Genoino, 1º suplente. As demandas do PT somam-se à pressão de dez partidos que integraram a base de sustentação de Dilma.

Lula aumentou impostos federais em 15%. Só perdeu 1,4% com o fim da CPMF.

Com informações da Folha de São Paulo:

O Tesouro Nacional absorvia em 2003, primeiro ano de Lula, 21% da renda nacional, por meio de impostos, taxas, contribuições e outras fontes. Em 2011, com Dilma Rousseff, a proporção deverá se aproximar de 24%. Isso dá quase 15% de aumento. Não fosse uma escalada de despesas públicas (sobretudo as vinculadas ao salário mínimo) em ritmo intenso, a expansão das demais receitas teria compensado com folga a extinção do antigo imposto do cheque, que rendia algo como 1,4% do Produto Interno Bruto ao ano. A primeira gestão petista trabalhou para elevar as contribuições sociais, cujos recursos são destinados à previdência, à assistência social, ao seguro-desemprego e à saúde. Criou-se a contribuição previdenciária dos servidores inativos e elevaram-se alíquotas da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social).

Os programas de transferência de renda absorveram a maior parte dos recursos adicionais devido ao lançamento do Bolsa Família e, principalmente, aos reajustes do salário mínimo, piso de aposentadorias, pensões, auxílios e benefícios deficientes e desempregados. Já as verbas da saúde seguiram a regra, instituída em 2000, que fixa aumento correspondente ao crescimento da economia: com isso os recursos ficaram estáveis, com pequenas variações para cima ou para baixo, em torno de 1,7% do PIB.

No início do segundo mandato de Lula, durante as negociações para prorrogar a CPMF, o governo prometeu elevar o orçamento da saúde -que, com a contribuição de Estados e municípios, fica em 3,6% do PIB, metade do padrão do Primeiro Mundo. Com a derrota no Congresso, os planos foram abandonados, embora a arrecadação tenha continuado em alta. Elevaram-se o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), mas os maiores ganhos vieram da expansão da renda, da formalização de empregos e empresas. Para o ano que vem, o Congresso chega a estimar uma receita na casa dos 25% do PIB, ou R$ 985 bilhões. O comportamento da arrecadação neste ano, entretanto, aponta para algo mais próximo dos 24%.

Clique o quadro acima, publicado pelo Estadão, para ver quem está contra e a favor do aumento de impostos. A presença de AntônioAnastasia no lado esquerdo do quadro é uma vergonha para a Oposição brasileira.

Então tá.

Do Painel da Folha:

Razões Ao andar de um lado para outro no palco do debate da Globo, sempre "marcando" José Serra de perto, Dilma seguiu não só o exemplo de Lula em 2006, mas também um conselho do governador Jaques Wagner (PT-BA): como ela é filha de Ogum, foi orientada a se movimentar como o orixá.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Oposição inteira contra a CPMF. Menos a "oposição generosa" de Minas.

Generosidade com o dinheiro do povo é fácil. Antonio Anastasia (PSDB-MG), governador reeleito de Minas, ficou isolado na sua posição desastrosa a favor da recriação da CPMF. No que deve ser o primeiro embate entre governo e oposição após a sucessão presidencial, a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) já virou um dos temas mais discutidos entre os tucanos e os democratas. Leia aqui.

Intolerância.

Um membro da Fundação Zapata, do México, enviou um " por que no te callas?" para José Serra, hoje, quando este dava uma palestra na França e fazia críticas ao governo Lula. Vejam este post do blog deles e entendam porque o zapatista teve um chilique. A verdade é que não é só aqui que eles andam agressivos e intolerantes...

Dilma, eleita presidente, pede dinheiro a empresários para saldar dívidas.

A denúncia é de Reinaldo Azevedo, da Veja.  Leiam lá. O Blog toma a liberdade de registrar apenas mais uma constatação. Na carta abaixo, está bem claro. O pedido é em nome da presidente Dilma Rousseff. É como se ela tivesse dado pessoalmente procuração para o pedido. É um absurdo. O pedido poderia ser feito em nome do partido ou da campanha. Em nome da presidente eleita é achaque, é praticamente uma chantagem. Que vergonha!


Se você fosse empresário e fornecedor do governo federal, como se sentiria? Poderia pensar que, se não contribuir, poderá entrar em alguma lista negra? Não pensaria com os seus talões, assim, bem vou pegar R$ 1 mil, R$ 5 mil, R$ 10 mil, R$ 100 mil e depositar lá. Melhor ser precavido, pois se eles são capazes de enviar uma carta destas, do que não serão capazes em quatro anos de governo?

O dia em que o Lula cansou do Lula.

"Então, eu acho, Celso, que se eu tivesse que dar uma nota agora, aprovando esse experimento de valorizar a carreira profissional, eu diria que essa política foi vencedora e foi extraordinária. Não me arrependo, e acho que muita gente que foi presidente antes de mim deve estar com uma coceirinha na cabeça, por que é que ele não fez isso, e tive que ser eu a fazer. Justamente eu, que..."

E Lula para bruscamente, em plena cerimônia de formatura do Instituto Rio Branco, realizada hoje, mudando para a saudação às autoridades presentes. Vejam que nem Lula aguenta mais o Lula. Nem Lula atura mais o Lula. Lula parou a frase porque deve ter pensado, caraca, quantas vezes eu já disse isso? Quantas vezes vim com a lenga-lenga do nordestino, do que não estudou, do pobre... Deve ser uma sensação horrível perceber  o quanto se está sendo repetidamente ridículo. Hoje foi o dia do Lula cansar do Lula. Ainda restam 56 dias...

Lula: pronunciamento sobre eleições deveria ser pedido de desculpas.

O pronunciamento que Lula fará hoje à nação deveria ser para pedir desculpas ao povo brasileiro. Por ter, durante oito anos, pregado a divisão entre pobres e ricos que acabou por fazer nascer inusitados sentimentos de xenofobia no país. Por ter, durante toda a campanha eleitoral, cometido crimes e mais crimes, recebendo sucessivas multas da Justiça Eleitoral. Por ter utilizado a máquina pública de forma descarada para promover eventos de divulgação da sua candidata. Por ter ofendido o candidato oposicionista, chamando-o de mentiroso, injustamente. Por ter estado à frente do país durante a mais suja e abjeta campanha eleitoral da história do Brasil. No entanto, o que podemos esperar é mais um espetáculo de megalomania por parte de um ex-presidente que já deveria estar esvaziando as gavetas e comprando um pijama novo, aceitando que 44 milhões de pessoas estão cheios da sua presença. Ainda bem que o pronunciamento não passará de 5 minutos, em vez de durar horas a fio. Ainda bem que a democracia brasileira teve força suficiente para impedir que este ser virasse um Hugo Chávez ou um Fidel Castro. Pensar, ele pensou. Só faltou coragem que, aliás, não é um atributo lá muito visível na sua biografia.

Alguém da oposição brasileira disse ou escreveu algo assim depois de domingo?

Um senador americano, democrata, derrotado, faz uma análise das causas da derrota e uma proposta para o futuro. Está na situação, não está na Oposição. Aqui a gente tem que aturar governador oposicionista pedindo para aumentar impostos e senador oposicionista propondo uma oposição "generosa". O eleitor brasileiro está só olhando. E não pensem que não está pois, daqui quatro anos, a internet será ainda mais forte e mais decisiva. Clique na imagem para ler o artigo publicado no Estadão.

Na prática, a teoria é outra.

Clique na materia do Estadão para ampliar e ler que Marina Silva sustentou a sua campanha com doaçoes vindas de setores que degradam o meio-ambiente. Na prática, a teoria é outra.

Imbecilidade.




Cliquem no comentário acima, feito no post "Transparência" e vejam o nível de ignorância e a dose de agressividade gratuita. Este é um dos tantos imbecis que são sumariamente deletados no Blog. Publicamos o comentário como exemplo de...xenofobia contra os imigrantes alemães. Babaca!

CPMF: preços não caíram porque Lula compensou a perda com outros tributos.

O presidente nacional do PSB e governador reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos, mostrou-se um dos mais empenhados em reeditar a CPMF. “Essa é uma questão que está na ordem do dia. Se precisar ser em parte ou totalmente a CPMF, vamos fazer isso. Depois que baixou a CPMF, não vi cair o preço de nada”, disse o pernambucano. É o mesmo argumento sempre utilizado por Lula.Um argumento que é mentiroso . Se a queda do imposto do cheque não refletiu nos preços, foi por um motivo muito simples. A carga tributária subiu de 33,9% do PIB em 2007 para 34,4% do PIB em 2008. O custo da CPMF foi repassado com folga para outras taxas e tributos. Como é que os preços poderiam baixar?

A história é contada pelos vencedores.

Enquanto repousa sob segredo de Justiça, nos cofres do Superior Tribunal Militar, a biografia de Dilma Rousseff, referente ao seu período como militante do terrorismo e da luta armada, o Ministério Público Federal ingressa com ação contra supostos torturadores da presidenta, por atos cometidos nesta mesma época. Sombras de um lado, luzes de outro. A ação do MPF tem como base os depoimentos da própria ministra, dados na década de 70, estes sim, conhecidos e aceitos como prova. O que, então , permanece escondido no STM? Ao que parece vale, mais do que nunca, a máxima consagrada pela esquerda de que a história é contada pelos vencedores.

CPMF no "saco de maldades" de Lula.

Ontem, enquanto governadores governistas e um tucano, Anônio Anastasia, pregavam a volta da CPMF, a Comissão Mista de Orçamento aprovou o relatório do deputado tucano Bruno Araújo(PSDB-PE). O parecer apontou novas fontes de recursos para o próximo ano e elevou a previsão de arrecadação em R$ 17,7 bilhões, em comparação à proposta original enviada pelo Executivo, que era de R$ 968 bilhões. A expectativa da receita líquida também subiu de R$ 803 bilhões para mais de R$ 820 bilhões. O aumento da expectativa de arrecadação se deu em função de três combinações. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 2% para 6% para investimento estrangeiro em renda fixa deve permitir uma arrecadação extra de R$ 3 bilhões. O relator também prevê aumento das receitas, na ordem de R$ 7,6 bilhões, por causa do pagamento, pelas empresas exportadoras, da CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido), conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Por fim, segundo o deputado, o refinanciamento de dívidas de empresas – o Refis 4 – deve trazer mais R$ 6,2 bilhões.

 Clique na matéria de O Globo para ampliar e ler.

Lamentável.

Os velhos cursos de jornalismo dos idos de setenta ensinavam que não se deve dar destaque para casos de suicídio na imprensa. Diziam os velhos professores que havia estudos que afirmavam que transformar suicidas em personagens famosos poderia incentivar outros casos. Ou que suicidas famosos poderiam virar uma inspiração para outros doentes. Este artigo trata do assunto. A premissa aceita pela imprensa sobre o suicídio talvez devesse ter sido aplicada ao noticiário dado aos comentários racistas e xenófobos de uma jovem paulista contra nordestinos, postados no twitter.

A OAB de Pernambuco entrou com um pedido de ação junto ao Ministério Público Federal, exigindo a pena máxima para a comentarista. É óbvio que houve uma infração gravíssima. Um crime. Mas também ficou muito claro que existem interessados em faturar politicamente em cima do fato, oficializando, por assim dizer, esta divisão entre brasileiros, transformando-o em gravíssimo problema nacional.  A primeira pergunta que várias pessoas estão fazendo é: por que o assunto só vem à baila agora, se o que Lula mais fez nestes oito anos foi dividir o país entre os pobres do nordeste e a elite do sul e sudeste, jogando brasileiros uns contra os outros?

A verdade é que o assunto ganhou repercussão. E, aí é o ponto, surgem os exageros. Um jornal já publicou uma foto da "criminosa" que, desta vez, não recebeu a presunção da inocência e está sendo linchada publicamente, chamando-a de "a paulista". Um jornal, um veículo de comunicação. Alguém se manifestou para processar o editor por pregar abertamente a xenofobia, de forma tão irresponsável?  O resultado é o mais indesejado de todos: pipocam, nas redes sociais, movimentos pró e contra, reproduzindo aquelas brigas de torcida que tantas mortes já causaram.

Paremos por aqui. Não há justificativa para abrir discussão sobre este tema, a partir de um fato isolado e de uma mensagem no twitter. A xenofobia existe,  sim, às vezes clara, na maior parte das vezes velada. Assim como existe racismo, homofobia . Existindo o problema, que seja objeto de pesquisas, estudos e de uma ampla campanha que  promova a união  do país com base em valores e não em rigores. A OAB de Pernambuco perdeu uma excelente oportunidade para pregar, em vez da prisão de um bode expiatório, um grande  movimento em prol da  busca de mais paz social no país. Teve uma atitude de ameaça, na base do "olho por olho, dente por dente" , que ficou bem explícita na entrevista dada pelo seu presidente. Não é por aí. Que as diferenças fiquem no campo da política, sem olhar o sotaque, o formato do queixo ou a cor dos olhos. Não vamos deixar este país cometer um suicídio social, usando a borduna em vez do diálogo.

Dilma no paraíso.

A presidenta eleita, Dilma Rousseff, foi descansar em uma das mansões mais famosas do Brasil. Dilma foi vista ontem na casa do empresário paulista João Paiva, na praia de Patizeiro, a cerca de 30 km do centro de Itacaré, na Bahia. Ela estaria hospedada no local desde ontem. A estada de Dilma na Bahia foi organizada pelo ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos. Segundo a FSP, projetada pelo arquiteto Claudio Bernardes (1949-2001), o imóvel é considerado um dos mais luxuosos de Itacaré, retiro de artistas e empresários.A construção já foi capa da "Casa Vogue", que a descreveu como a "materialização do paraíso tropical", em 2007. Segundo a revista, são 1.200 metros quadrados erguidos em "linhas contemporâneas equilibradas em pedra, madeira e vidro".Na quarta, a aeronave que decolou de Brasília com a presidente eleita pousou em Ilhéus (BA). Dilma anunciou que descansará até o domingo. Até domingo ela pode ainda ir ao Txai Resort, hotel de luxo em Itacaré. Segundo funcionários, "está tudo pronto para recebê-la": há reservas para ela e a filha, Paula, que mora em Porto Alegre. O local é conhecido por receber hóspedes famosos. Há poucas semanas, a senadora eleita Marta Suplicy (PT) foi fotografada no hotel. O presidente francês Nicolas Sarkozy e Carla Bruni também se hospedaram lá.

Reforma política: Serra é o cara para discutir com Lula.

Agora surge nos jornais que o interlocutor do governo Dilma para fazer a reforma política será Lula. Ora, ficou oito anos no cargo e não fez. O único balão de ensaio que lançou foi ver se colava o terceiro mandato. E mais: não fez uma única reforma e agora quer mudar o Brasil, a constituição e os pilares da democracia? Será que não tem alguém na Oposição para dizer que ela não conversa com quem não é governo? Ou porque não nomeia José Serra para debater com ele?

Da Folha de São Paulo:

Um dia após ter afirmado que não vai interferir na composição do governo de Dilma Rousseff -"rei morto, rei posto"-, o presidente Lula disse ontem, em reunião ministerial no Palácio do Planalto, que pretende negociar com a oposição e emplacar uma reforma política no primeiro ano do novo governo. Em dezembro passado, após o escândalo do mensalão do DEM, Lula defendeu a convocação de uma Assembleia Constituinte só para promover a reforma política: "Os partidos políticos deveriam estar defendendo neste momento, depois das eleições de 2010, uma Constituinte específica para fazer uma legislação eleitoral para o Brasil. Não é possível continuar do jeito que está". Ontem, na reunião, Lula disse que atuará no PT e negociará com os aliados o texto da reforma. Ele defende o financiamento público das campanhas, o voto em lista e a fidelidade partidária. "O presidente disse que vai atuar como um leão na reforma política", disse o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais). A reforma é assunto recorrente no Congresso mas nunca há acordo entre os partidos. Aos ministros Lula disse que dará palpites à sucessora e que pode contribuir conversando com PSDB e DEM. O presidente argumentou que quer "sentir" dos adversários se a raiva é pessoal ou se será transferida para Dilma.

CPMF ainda que tardia.

Até agora, Antônio Anastasia é o único governador da oposição a favor da volta da CPMF. Em agosto passado, em campanha, o mineiro dizia, em um forum de empresários: 

“Reitero a minha adesão e completa solidariedade à posição de todos os empresários brasileiros, de que a carga tributária brasileira é exagerada, sufocante. Ela não permite que os negócios avancem e, na transformação da pequena empresa em média empresa, muita vezes, ela mata ali o empreendedor. Temos que fazer uma modificação. Só que essa modificação, nós sabemos, jamais será de competência exclusiva de um Estado federado. Precisamos ter aí um esforço nacional, dos municípios, dos Estados e, especialmente, do Governo Federal, que concentra 70% da receita tributária nacional. Porque, do contrário, o que vai acontecer? Vai continuar acontecendo o que acontece hoje. Sai de Minas o minério, vai para a China, vira aço, e volta mais barato do que o aço feito aqui. É algo que não entra na cabeça de nenhuma pessoa”.

Resta saber qual será a reação dos empresários e dos eleitores mineiros. Da parte dos brasileiros, a resposta é uma só: , Anastasia.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

CPMF: Beto Richa discorda de Antônio Xô Anastasia. Há tucanos e tucanos.

Da coluna de Roseli Abrão, na Hora News:

O governador eleito do Paraná, o tucano Beto Richa, não fará coro a seus colegas eleitos ou reeleitos em outubro que defendem a reedição da CPMF como forma de garantir mais recursos para a saúde. A discussão sobre o chamado “imposto do cheque” ganhou força depois da primeira entrevista coletiva da presidente eleita Dilma Roussef, na quarta-feira. Dilma afirmou que não pretende levar ao Congresso proposta para a recomposição da CPMF, mas que manterá diálogo com os governadores e estará “atenta” às suas necessidades.- Não vou endossar a volta da CPMF. O que o País precisa é racionalizar e simplificar o sistema de arrecadação, disse o futuro governador. Até porque é contra “qualquer tipo de imposto novo”, Beto disse que, como governador, vai apoiar a discussão sobre a reforma tributária, “que é necessária e inadiável”. Segundo Beto Richa, nem todo dinheiro arrecadado com a CPMF era destinado à saúde. Apenas 42%. - O resto era usado para cobrir outras despesas e fazer superávit de caixa, disse, afirmando que o que a saúde precisa – em todos os níveis de governo (federal, estadual e municipal) – é de “boa gestão, planejamento e gasto com qualidade dos recursos públicos”.

Oh! Minas Gerais!

"O medo é aprovar a CPMF, o ônus cair para o parlamento e daqui a um ano o dinheiro não ir para a saúde de novo", afirma o deputado Júlio Delgado (PSB-MG).

Quem deveria ser contra é a favor, quem deveria ser a favor é contra. O deputado acima é do PSB mineiro, partido cujos governadores cerraram fileiras a favor da CPMF. Já entre os tucanos, o único governador a favor da volta do imposto foi um do PSDB: Antônio Anastasia, de Minas Gerais. Oh, Minas Gerais!

Aécio "queima" proposta Serra e dá uma banana para 44 milhões de eleitores.

Da Folha Poder:

O senador tucano eleito por Minas Gerais, Aécio Neves, disse nesta quinta-feira que, antes de ter um nome para concorrer à Presidência da República em 2014, o PSDB precisa definir um "projeto" a ser apresentado ao eleitorado do país. Foi dessa forma que ele se manifestou sobre as colocações o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), e também pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (SP). Ambos defendem que o PSDB antecipe para 2012 a escolha do seu candidato a presidente. "[Temos que] deixar que o tempo, com naturalidade, coloque aquelas alternativas que vão conduzir um projeto, mas, antes de ter um nome, temos que ter um projeto. Não podemos deixar novamente para o início do processo eleitoral a difusão das nossas ideias e das nossas propostas," afirmou Aécio.
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É duro, não acham? O cotado para ser o próximo candidato do PSDB vem a público, quatro dias após a eleição, para "queimar" o plano de governo que foi aprovado por 44 milhões de eleitores.  Que teve a participação de dezenas de milhares de eleitores. Não faltou projeto. Faltou Oposição e União! Aliás, está cada vez mais na cara! Sem comentários ou muita calma nos comentários!
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Acabei de deletar um comentário que dizia: " eu sei que o senhor não gosta de Minas". Alto lá! Este é um blog político, que fala de políticos. Políticos são figuras públicas sujeitas a críticas, a humor, a exposição ampla, geral e irrestrita. Aqui ninguém prega nada contra pessoas, muito menos permite qualquer tipo de segregação. Já chega os petralhas tentando passar comentários ofensivos para sujar o Blog. Muita calma nessa hora!

CPMF: há governadores e governadores.

Do Estadão:

A governadora eleita do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM), disse ser contra a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Segundo ela, o imposto destinado à saúde não vai resolver o problema do setor. "Sou contrária sempre. A CPMF já foi criada uma vez e não resolveu o problema da saúde. O que precisamos é que o governo priorize a saúde, a questão precisa ser resolvida com a regulamentação da Emenda 29", afirmou. Rosalba argumentou que a recriação da CPMF trará apenas mais uma penalidade para o contribuinte. "A nova CPMF vai penalizar ainda mais o contribuinte, que não aceita mais impostos", disse. A governadora eleita comentou que é necessário a redistribuição dos recursos federais. "A CPMF foi criada, não resolveu e estamos há anos esperando a regulamentação da Emenda 29", completou.

Tucanos de Minas apóiam a volta da CPMF. Os patos do Brasil agradecem.

Da Agência Estado

O governador reeleito de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), disse, nesta quinta-feira, ser favorável à instituição de um novo tributo para custear a Saúde, em substituição à antiga Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O tucano, porém reiterou que se trata de uma matéria do Congresso Nacional, onde o governo federal tem ampla maioria, cabendo a ele conduzir essas negociações.Anastasia observou que, quando da queda da CPMF no Senado, a "maioria esmagadora" dos governadores do País se posicionou a favor da manutenção da contribuição. Para ele, a liderança nessa discussão caberá à presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), tendo em vista que se trata de um tributo federal. "Há sempre a necessidade de nós termos um financiamento para a saúde. A saúde é a chamada política pública de demanda infinita, como eu sempre disse. Ou seja, (de) necessidade permanente de investimentos", afirmou o governador. De acordo com Anastasia, as negociações devem levar em conta o aperfeiçoamento do modelo anterior. "Todo tipo de tributo merece aperfeiçoamento permanentemente", afirmou. "Nós não nos furtamos a discutir sempre com muito empenho." O governador e o senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) estiveram no início desta tarde no santuário de Nossa Senhora da Piedade, em Caeté (MG), onde agradeceram a vitória nas eleições.

IDH: o mais que continua menos.

O Brasil foi o país que mais avançou no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) preparado pelo Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD), chegando a 73a posição. Foram quatro pontos a mais em comparação a 2009. Apesar da evolução, o Brasil continua a exibir um IDH menor do que a média da América Latina e Caribe, que é de 0,704. A comparação com alguns países vizinhos também é desfavorável. Argentina, Uruguai, Panamá, México, Costa Rica, Peru também apresentam melhor classificação: 46º, 52º, 54º, 56º, 62º e 63º, respectivamente. Leia a matéria do Estadão.

A criatura engole o criador.

Dilma Rousseff foi anunciada, hoje, como a 16a. pessoa mais poderosa do mundo, na lista da revista Forbes.  Será que é porque ela descobriu o pré-sal? Lula, em 2009, não passou do 33o. lugar. Vai ver a revista Forbes já sabia que quem mandava no Lula era mesmo a Lulita (apelido dado pelos argentinos), como ele passou a campanha inteira propalando. Bem feito para o pato manco do pijama listrado! Se ele ainda tinha esperança de voltar em 2014, pode ir tirando o jegue da chuva, pois a criatura vai engolir o criador.
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Extra!Extra! Informam que a lista da Forbes foi feita a partir de uma pesquisa do Instituto Sensus.

CPMF nunca mais.

Nota Oficial do Democratas:

A Liderança dos Democratas na Câmara dos Deputados repudia veementemente a possibilidade de recriação da CPMF, o famigerado Imposto do Cheque. Seguindo ordens, inspiradas no capricho vingativo do atual Presidente da República, a presidente eleita, Dilma Rousseff, está convocando os governadores de sua base aliada para assumirem o movimento pela volta do imposto que o povo brasileiro derrubou. A continuidade prometida durante a campanha está privilegiando as piores características deste governo federal, a falta de competência para gerir os recursos públicos e a gana pela cobrança de impostos. O aumento da IOF - logo após o fim da CPMF - e o constante aumento da arrecadação de impostos alimentaram os cofres públicos com mais recursos do que os gerados pelo Imposto do Cheque. A solução para o caos da saúde pública do Brasil está na regulamentação da Emenda 29 e na profissionalização da gestão. Os Democratas não permitirão que o povo pague a conta da eleição. Conclamamos a Oposição, no Congresso e no Legislativo e Executivo estaduais, e toda a sociedade para impedir mais esse descalabro do governo do PT.
       
CPMF nunca mais.

Paulo Bornhausen 
Líder do Democratas na Câmara dos Deputados

Da Série "Abram uma Janela para um Tucano Voar".

Deu no G-1:

O governador do Ceará, Cid Gomes, do PSB, defendeu há pouco, antes da reunião dos governadores do seu partido, que haja um consenso entre os partidos para que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) seja o próximo presidente do Senado. Segundo Cid Gomes, essa proposta seria parte de um projeto de governabilidade, para uma boa convivência entre oposição e governo. Ele acredita que o perfil de Aécio seria adequado, pois considera que ele é um político que conversa e se relaciona bem com pessoas de todos os partidos. - Defendo que a presidente eleita, Dilma Roussef, faça um gesto em relação ao diálogo prometido, para trazer a oposição. Esse gesto seria o Aécio Neves na presidência do Senado - disse Cid, adiantando que defenderá isso dentro do PSB.

Da série "Fritando um Chuchu".

Ontem, foi Dilma Rousseff a rasgar elogios para o "republicano" Geraldo Alckmin jogando, inclusive, a volta da CPMF nas costas do tucano. Hoje é o governador do Ceará, Cid Gomes(PSB) que defende que Dilma mantenha diálogos com parte da oposição, principalmente com setores do PSDB menos radicais. Cid Gomes citou como exemplos o senador eleito por Minas, Aécio Neves, e o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin. "Eu acredito e defendo que ela procure ampliar a sua base de apoio. Eu defendo o diálogo com o PSDB, por exemplo, com a parte do partido que não está contaminada com o antagonismo da oposição", disse. É bom que Alckmin responda a este tipo de insinuação, não esquecendo que ganhou uma eleição apertadíssima em São Paulo. Está cheirando à fritura de chuchu. A estratégia está bem clara: o governo quer dividir a oposição e ninguém está dizendo uma palavra. Deve ser o tal estilo Aécio começando a tomar corpo no PSDB.

PF adia investigação dos "PF" da Casa Civil. De novo.

A investigação dos "PF" ( "por fora") que rolavam dentro da Casa Civil será prorrogada por mais 30 dias pela Polícia Federal. Para que ter pressa? A eleição já acabou, a chefe do braço direito já foi eleita, o brasileiro tem memória curta, a oposição é pouco indignada e por aí vai. Leia aqui.

Vice como substituto, não como herdeiro.

Para quem vê conspiração em tudo, a PEC 32/06 é de 2006, de autoria de Arthur Virgílio(PSDB-AM), com substitutivo do presidente da Comissão de Constituição e Justiça, senador Demóstenes Torres(DEM-GO). De acordo com a proposta, caso a vacância (morte ou renúncia) ocorra nos dois últimos anos do mandato presidencial, o novo ocupante do cargo será eleito pelos deputados e senadores 30 dias depois da abertura da vaga. Se a vacância presidencial se verificar nos primeiros dois anos do mandato, será realizada uma nova eleição direta, com voto popular, em 90 dias. O texto aprovado pela CCJ é um substitutivo que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), presidente da comissão, apresentou a projeto do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM). O projeto original de Virgílio tratava também dos suplentes de senadores, mas a própria CCJ analisou o assunto em outra emenda constitucional, a qual ainda não foi votada pelo plenário. Por isso, a menção aos suplentes de senadores foi retirada por Demóstenes no substitutivo.

Pelo twitter.

Pelo twitter, ontem à noite, José Serra relembra que ele era amigo de Dona Ruth Cardoso. Que Xico Graziano (que criticou resultado de Minas) era o seu coordenador de plano de governo. E que 80 anos é só um começo. Recados para FHC, Aécio e para quem acha que ele deveria ter dito adeus à política.

Os primeiros três dias.

Dilma Rousseff, em três dias, já deu três recados: vai mudar a fórmula do salário mínimo, com a nítida intenção de promover um arrocho salarial, vai reeditar a CPMF e vai dar vida mansa e muito dinheiro para o MST. A oposição até agora brigou com o "morto" Luiz Inácio Lula da Silva. Deixem o pato manco de lado., pois ele é carta fora do baralho. A presidenta é a Dilma. Dediquem ao Luiz Inácio de São Bernardo do Campo o descaso que ele merece. Em três dias, Dilma Rousseff, a presidenta, deu munição para três meses de oposição. Quem se habilita a fazê-la?
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Este Blog chamará a presidente de presidenta. Combina mais com o português da eleita.

Dilma joga volta da CPMF nas costas dos governadores eleitos. Xô, oposição lerda!

Abaixo, exatamente, o trecho da entrevista de Dilma sobre a volta da CPMF, jogando o tema como se fosse uma pressão dos governadores. E, espertamente, liga o tema ao mais importante governador tucano, Geraldo Alckmin. É isso aí, oposição. Sejam mais "republicanos" no sentido lá dos Estados Unidos da América e menos no sentido daquele discursinho bobo de "em nome da governabilidade".

Eu não pretendo enviar ao congresso a recomposição da CPFM. Mas não, não posso dizer. Esse País vai ser objeto de um processo de negociação com os governadores. Isso ocorrerá. Eu terei diálogo com os governadores. Aliás fiquei muito contente porque recebi uma ligação muito correta, republicana, do governador eleito de São Paulo, o nosso governador (Geraldo) Alckmin, e ele apresenta o que eu considero que é a forma correta de relacionamento. Pretendo ter com ele e com os governadores, não só da situação, mas da oposição, uma negociação em alto nível. Vou estar atenta para as necessidades deles. Do ponto de vista do governo federal, não há uma necessidade premente. Agora, do ponto de vista dos governadores, eu sei que há esse processo. Eu não posso ir além disso.

O suposto chefe da organização criminosa e da quadrilha está de volta com Dilma.

José Dirceu está de volta. E já chegou mandando. Mandou Lula correr o mundo, mandou o STF absolvê-lo de acordo com os autos, mandou dizer que não veta Antônio Palocci. Cliquem para ampliar e ler a matéria do Estadão.

O judas de sempre.

Da Folha de São Paulo, mostrando que os tucanos que vão mostrar serviço nos próximos quatro anos não querem antecipação de lançamento de candidatura à presidência. Fica claro a quem a idéia beneficia. Ao judas de sempre.

Tanto Alckmin como Richa deixaram claro que discordam da proposta do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, endossada pelo presidente do partido, Sérgio Guerra, de escolher o candidato tucano à Presidência dois anos antes da eleição. Para Alckmin, o debate é prematuro: "FHC é nosso grande líder. Sempre deve ser ouvido. Mas há tempo para se discutir", declarou. Richa, por sua vez, afirma que "a reorganização do partido é mais importante do que a escolha de nomes". "Vamos esperar baixar a poeira para discutir, com serenidade, o futuro do partido", declarou Richa. Na opinião de alguns tucanos, a antecipação da escolha em dois anos só tem um beneficiário: o senador eleito por Minas Aécio Neves. Sem a máquina do Estado para administrar, Aécio pode articular sua candidatura com desenvoltura. Os aliados do candidato derrotado à Presidência José Serra também se opuseram à ideia. Para o deputado federal Jutahy Magalhães (PSDB-BA), "falar agora de estratégia para daqui a quatro anos é totalmente descabido". Essa também é a opinão do governador paulista Alberto Goldman: "Acabamos de sair de uma eleição, há cerca de 48 horas. É muito cedo para tratar sobre isso"

Este Blog já avisou: escolham um porta-voz para decifrar e traduzir o dilmês.

Este Blog já avisou que o porta-voz é o cargo mais estratégico do governo Dilma. O Blog acha este cargo "muito importante", porque "nesse processo", nós temos "muita preocupação" com a governabilidade. Ontem, a presidenta Dilma já começou a se irritar com a imprensa, soltando o seu primeiro "minha querida". Vejam um trecho da entrevista, sobre a nomeação do ministério:

Não quero anunciar fragmentado. Não sou doida para dizer para vocês que é dia 18 de qualquer mês, a tantas horas. Se eu anunciar uma hora depois, vocês vão falar assim: presidente eleita adia o seu lançamento por uma hora. Não. Quero anunciar os nomes com muita tranquilidade e vocês serão os primeiros a saber. Até porque eu sei perfeitamente que eu dependo de vocês para que a população saiba. Não tenho nenhum nome e não cometeria jamais a temeridade de lançar nomes individuais.

Não se trata de marcar hora para nomear o porta-voz, para que não digam depois: presidente eleita adia o seu lançamento por uma hora. Mas o cara tem que ser um foguete, capaz de ensinar a Dilma a fazer uma contagem regressiva antes de falar. O Blog não tem nenhum um nome e não cometeria a temeridade de lançar nome individual...  Mas que urge, ruge!

Alguém com este perfil no Brasil?

Da Folha de São Paulo:

Jeb Bush disse que teve que segurar as lágrimas ao apresentar Marco Rubio como vencedor da corrida ao Senado pela Flórida. Rubio, ao subir ao palco para o discurso da vitória, não estava menos emocionado."Os EUA são simplesmente a maior nação de toda a história da humanidade", disse Rubio, que nasceu em Miami, filho de exilados cubanos. "Mas é preciso ação da nossa parte." O republicano prometeu manter sua plataforma de contenção orçamentária, ainda que bata de frente com Washington ou até mesmo com colegas de partido. "Estamos cometendo um grande erro se acreditarmos que estes resultados [das urnas] são, de alguma forma, um aval ao Partido Republicano", continuou Rubio em seu discurso de 15 minutos. "São sim uma segunda chance. Uma segunda chance para os republicanos serem o que disseram que seriam não muito tempo atrás." Rubio começou a campanha atrás nas pesquisas, mas logo transformou-se num dos principais candidatos apoiados pelo Tea Party. Apesar de ter se distanciado do movimento ultraconservador, Rubio se elegeu como muitos outros na Flórida: apostando numa mensagem focada na economia, impostos mais baixos e pouca presença do governo. A Flórida votou em Obama em 2008, mas ainda segue recuperando-se da recessão. Rubio, filho de uma empregada e um bartender, conseguiu derrotar duas forças importantes: o independente e atual governador do Estado, Charlie Crist, e o democrata Kendrick Meek, que contava com o apoio de Obama. "Ele vai a Washington como símbolo do novo movimento conservador: é jovem, comprometido e purista em relação aos seus ideais", disse Al Cardenas, ex-líder republicano da Flórida. "Isto fará dele uma das figuras-chave do partido nacionalmente." Jeb Bush, ex-governador da Flórida, trabalhou com Rubio e falou sobre ele como um amigo. "Tenho orgulho porque ele será parte da nova geração de líderes que irá renovar a América. É o homem certo para a hora certa."

Jobim defende Chávez, Fidel Castro e ataca furiosamente os Estados Unidos. Quer ficar no cargo.

Vejam a pérola proferida por Nelson Jobim(PMDB), em nítida estratégia de defesa da própria manutenção no cargo de Ministro da Defesa no governo dilmista, incentivando o antiamericanismo tosco e babaca do PT, acenando alegremente para o socialismo bolivariano:

"Qual foi o resultado do embargo a Cuba? Produziram um país orgulhoso, pobre e com ódio dos EUA"

Quanta simplicidade. Como se sabe, Cuba não é propriamente um país, é pobre porque é uma ditadura comunista retrógrada e jurássica,  que faz do ódio aos Estados Unidos, construído em décadas, a base de sustentação do regime dos Castro. Para ler o resto das bobagens proferidas por Jobim, fazendo um discurso simplório e panfletário, com o objetivo de credenciar-se a ficar no cargo, clique aqui.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

STF decide manter "esqueletos" da Dilma trancados no cofre.

Do site do STF:

A ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento da Ação Cautelar (AC) 2727, ajuizada na Corte pela empresa Folha da Manhã. A empresa jornalística pretendia ter acesso aos autos de uma ação que tramita no Superior Tribunal Militar (STM) contra a então candidata do PT à Presidência da República, Dilma Vana Rousseff (PT). A empresa jornalística pediu para ter acesso aos autos, alegando que seriam de interesse público os dados constantes de ação penal, para que pudesse "divulgá-los a tempo de serem úteis à plena informação e formação de convicção acerca da atual candidata à Presidência da República”. Sustentava, ainda, que o julgamento da ação, que teve inicio em 10 de outubro e foi suspenso por um pedido de vista, voltou ao pleno do STM em 19 de outubro, mas foi novamente interrompido, para dar vista do processo ao advogado-geral da União. Por fim, afirma que este processo ficou acessível ao público durante 40 anos, mas desde abril último os autos encontram-se indisponíveis, “trancados na sala do presidente daquele Superior Tribunal, que se nega a permitir que cidadãos e empresas jornalísticas a ele tenham acesso”.   De acordo com o presidente do STM, a divulgação do processo, que estaria em estado precário, poderia contrariar o direito à privacidade dos então réus, ou mesmo que seria o “uso político” do seu conteúdo. A empresa chegou a ajuizar mandado de segurança contra o ato do presidente, mas teve o pedido de liminar indeferido. Posteriormente, contra a decisão que determinou a suspensão do julgamento para vista à AGU, a Folha da Manhã ajuizou recurso extraordinário no Supremo e a AC 2727, pedindo para que fosse dado efeito suspensivo ao RE e garantido o acesso aos autos da ação contra Dilma Rousseff. Leia mais aqui.

Sutileza.

Dilma Rousseff, hoje:

Eu sou radicalmente contra o apedrejamento da iraniana. Eu não tenho nenhum status oficial para fazer isso, mas externo aqui, perante vocês, que eu acho uma coisa muito bárbara o apedrejamento da Sakineh, mesmo considerando os usos e costumes de outros países, continua sendo bárbaro o apedrejamento da Sakineh.

A pergunta que fica é: se for morte por enforcamento? Se for morte por fuzilamento? A presidenta Dilma deveria ser contra a execução de uma pessoa por um clime banal como adultério. Isso ela não disse.  Sutileza?

Lula ameaça governadores eleitos. Faltam menos de 60 dias para despachar a mala.

“Eu acho que a oposição tem um outro papel, e ela pode fazer isso, até porque a oposição governa estados importantes da federação e sabe que a relação institucional entre estados e o governo federal tem que ser a mais harmoniosa possível porque senão todos perdem”.

Declaração de Luiz Inácio Lula da Silva, repercutindo o que este Blog vem afirmando. Sem uma Oposição capaz de frear o fisiologismo do PMDB e o projeto de poder do PT no Congresso, o segredo está em formar uma frente de governadores que tenham projetos comuns, confrontando as suas realizações com as do governo federal. Leiam o post Brasil do Bem.

Parodiando o senador Jorge Bornhausen, que aconselhou Lula a não beber antes de discursar, seria bom alguém aconselhar o presidente a ter o mesmo cuidado antes de dar entrevistas por aí, em fim de carreira, já próximo de botar o seu pijama de listras.

Oposição reage às bobagens de Lula.

Abaixo, da Folha Poder:, matéria mostrando que a Oposição começa a despachar Luiz Inácio Lula da Silva para vestir um pijama. Na verdade, deveria vestir um macacão listrado, por tudo que cometeu nas eleições.

A oposição reagiu nesta quarta-feira à declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que DEM e PSDB foram "raivosos" durante os seus oito anos de governo e fizeram a "política do estômago" para prejudicá-lo na Presidência da República. Com a promessa de manter as críticas ao futuro governo de Dilma Rousseff (PT), mas sem ataques imediatos, líderes oposicionistas afirmaram que Lula enfrentou uma oposição "tranquila" no Congresso mesmo em momentos de crise --por isso teve uma reação infundada. "O presidente está novamente usando da ironia de baixo calão que lhe é peculiar. Precisa aprender que a democracia pressupõe convivência, inclusive de opostos. A futura presidente merecerá da oposição o mesmo tratamento respeitoso, atencioso, dentro dos princípios que permitam que termine o seu mandato", disse o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Vice-líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR) afirmou que Lula teve a "oposição que pediu a Deus", sem motivos para reclamar. "A oposição foi excessivamente generosa, responsável, construtiva. O que incomoda o presidente até hoje foi a única derrota que ele teve no Congresso, a derrubada da CPMF." Para o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), Lula teve uma oposição "compreensiva" no seu mandato, mas insistiu em ataques durante a campanha eleitoral. "Ninguém teve mais tempo, uma oposição mais compreensiva do que o Lula, até quando ele viveu uma crise de governabilidade."

De volta.

Primeiro, liberar comentários. Temos 283 na fila, o que prova que quem faz o Blog são vocês. Obviamente, entre eles, alguns "cumpanhêros" que serão tratados à base de Racumin. Obrigado pela espera.

Criticar, mas sem pesar a mão.

Solicitamos comedimento nos comentários, evitando ofensas a pessoas e autoridades que possam configurar ilegalidades. O responsável legal pela área de comentários é o blogueiro. Portanto, certos adjetivos não serão mais aceitos e os comentários serão deletados. O Blog cresceu muito e, às vezes, acabam passando ofensas desnecessárias. Não podemos, apenas por sermos opositores, parecer um bando de alucinados. Vamos ter bom senso com o uso das palavras. Muito obrigado.

Estamos de olho.

Os jornais publicam que o DEM, através do seu presidente, Rodrigo Maia(RJ), entre apoiar PMDB ou PT para a presidência da Câmara, está pendendo para unir-se ao seu mais ferrenho adversário. Parece que esqueceu que Lula berrou que queria expelir, ou melhor, extirpar o DEM da política brasileira. Parece que esqueceu que o PMDB é o partido mais fisiológico e corrupto do Brasil. Este é o jeito velho de fazer política. O DEM, assim como o PSDB, devem lançar uma candidatura e marcar posição. Vão perder? Não, vão ganhar o respeito dos eleitores. A Oposição minúscula, que não vai conseguir aprovar nada no Congresso, tem aque acordar e conversar com o povo, abertamente. Chega de acordos e conchavos espúrios. É hora de fazer política com P maiúsculo. P de povo.

Lula não vai extraditar o terrorista assassino italiano.

Hoje, em entrevista, Lula disse que vai seguir o parecer da Procuradoria Geral da República, que se manifestou contra a extradição de Cesare Battisti, terrorista assassino italiano, hoje no Brasil. Com isso, contraria orientação do STF. Sugere-se que seja dado um emprego ao Battisti, na Casa Civil, por exemplo. Ou que Lula, que tem direito a seis assessores como ex-presidente, empregue o terrorista italiano como seu segurança. O protegido de Lula tem alta experiência com armas, explosivos e, na visão dele, é um santo.

2014 não vai existir se não houver oposição em 2010, 2011, 2012, 2013... Portanto, muita calma nessa hora.

Só mesmo o PSDB para ficar discutindo 2014 depois de levar uma sova nas urnas em 2010. É como se, em um passe de mágica, indicar o novo candidato fosse fazer o Brasil se curvar diante de quem? Do perdedor das Minas Gerais? De quem? Quem sai destas eleições com credenciais suficientes para representar 44 milhões de eleitores? Que direito o PSDB tem de olhar para estes milhões e milhões de brasileiros, achando que pode decidir quem vai ser o candidato com tanta antecedência? E marcar data, marcar 2012, para apresentar o ungido e o iluminado para 44% dos brasileiros. Nós somos meio Brasil. Nós queremos participar desta escolha. Nós queremos olhar quem vai ser Oposição nos próximos quatro anos e, aí sim, decidir quem será escolhido para disputar as próximas eleições. Boiada, Doutor Fernando Henrique Cardoso, pode ter do outro lado. Do lado de cá tem um contingente enorme de eleitores que quer participar deste processo e que não vai mais aceitar imposições de caciques partidários. Quem disse que o escolhido deva ser do PSDB? Quem disse que ainda haverá PSDB?  Respeitem o DEM, o PPS, os aliados, pois a votação alcançada não foi dada apenas por eleitores de um partido. O que os tucanos deveriam fazer antes de pensar em nomes é definir como vão fazer Oposição até 2014, para chegar lá com um projeto viável e aceito pelo povo brasileiro. Muita calma nessa hora. Escolher candidato para defender qual projeto para o país?  Nós somos 44% de eleitores e não uma boiada tocada pelo berrante de meia dúzia. 2014 não tem pressa. 44% dos brasileiros querem saber o que a Oposição vai fazer agora, já!

Olha a esperteza: arrocho no salário mínimo, reajuste na Bolsa Família.

A presidenta Dilma Rousseff, com três dias de eleita, já está pregando um arrocho salarial pela redução do salário mínimo a médio prazo, ao mesmo tempo em que promete um reajuste da Bolsa Família. Não há dinheiro para quem trabalhou a vida inteira, como os aposentados, mas há dinheiro para sustentar os milhões de eleitores que a elegeram. É a velha tática da notícia boa e da noticia ruim.  A Oposição não pode ficar calada. Deve denunciar que as promessas de campanha estão sendo descumpridas e apoiar, imediatamente, um grande aumento para a Bolsa Família, inclusive com a introdução do décimo-terceiro, além de brigar pelo salário mínimo de R$ 600. Não dá para esperar a semana que vem. Oposição tem que trabalhar mais do que Governo. Reação já!

Que a Oposição não caia na conversa mole da governabilidade e do interesse público.

Clique e amplie para ler o editorial do Estadão. Quase tudo certo, menos a pregação de que a Oposição de hoje deva ser diferente da oposição que o PT sempre fez. Eles só chegaram lá porque fizeram o que fizeram. Não existe interesse público que se sobreponha ao interesse do povo. Tudo pelo povo, em primeiro lugar. Dinheiro? Busca no Pré-Sal. Busca nos U$ 250 bilhões das reservas. Busca no corte dos cargos de confiança. Busca na redução dos gastos públicos. O papel do Governo Federal é gerar riquezas para distribuir para o povo. Este sempre foi o discurso do PT. Foi com este discurso que venceram as eleições.

44% na oposição.

De Marco Antonio Villa, na Folha de São Paulo:

A oposição acreditou que criticar o governo levaria ao isolamento político. O resultado das urnas sinalizou o contrário: 44% do eleitorado disse não a Dilma. Ela era candidata desde 2008. Ninguém falou em prévias, nenhum líder fez muxoxo. Lula uniu não só o partido, como toda a base. Articulou, ainda em 2009, as alianças regionais e centrou fogo para garantir um Congresso com ampla maioria, para que Dilma pudesse governar tranquilamente. Afinal, nem de longe ela tem sua capacidade de articulação política. E a oposição? Demorou para definir seu candidato. Quando finalmente chegou ao nome de Serra, o partido estava dividido, vítima da fogueira das vaidades. Ao buscar as alianças regionais, encontrou o terreno já ocupado. Não tinha aliados de peso no Norte e Centro-Oeste, e principalmente no Nordeste.

Neste cenário, ter chegado ao segundo turno foi uma vitória. No último mês deu mostras de combatividade, de disposição de enfrentar um governo que usou e abusou como nunca da máquina estatal. Como, agora, fazer oposição? Não cabe aos governadores serem os principais atores desta luta -a União pode retaliar e isso, no Brasil, é considerado "normal". É principalmente no Congresso Nacional que a oposição deve travar o debate. Lá estará, inicialmente, enfraquecida. Perdeu na última eleição, especialmente na Câmara, quadros importantes. Mesmo assim, pode organizar um "gabinete fantasma" e municiar seus parlamentares e militantes com informações e argumentos. Usar as Câmaras Municipais e as Assembleias estaduais como espaços para atacar o governo federal. E abastecer a imprensa -como sempre o PT fez- com denúncias e críticas.

Espaço para a oposição existe. O primeiro passo é assumir o seu papel. Deve elaborar um projeto alternativo para o Brasil. Sair da esfera dos ataques pessoais e politizar o debate, acabar com o personalismo e o regionalismo tacanho, formar quadros e mobilizar suas bases. É uma tarefa imediata, não para ser realizada às vésperas da eleição presidencial de 2014. O lulismo tem pilares de barro. É frágil. Não tem ideologia. Não passa de uma aliança conservadora das velhas oligarquias, de ocupantes de milhares de cargos de confiança, da máfia sindical e do grande capital parasitário. Como disse Monteiro Lobato, preso pelo Estado Novo e agora perseguido pelo lulismo: "Os nossos estadistas nos últimos tempos positivamente pensam com outros órgãos que não o cérebro -com o calcanhar, com o cotovelo, com certo penduricalhos, raramente com os miolos".
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Ontem, este Blog publicou um post intitulado "Brasil do bem". E sugeriu que os onze governadores eleitos tenham alguns programas em comum, em áreas estratégicas. Com as próprias marcas. Buscando resultados que, em quatro anos, poderão ser mostrados ao Brasil como uma obra coletiva da Oposição. Por que uma policlínica não pode ser igual em Santa Catarina e em Goiás? Por que uma escola técnica não pode ter o mesmo conceito em Alagoas e no Paraná? O problema da Oposição sempre foi ter o que mostrar. Isto não custa nada. Isto só custa união, planejamento estratégico, inteligência. A Oposição domina 50% do PIB. É hora de mostrar que pode mudar o Brasil, mesmo sem estar no governo.

Arrocho salarial da Dilma: Oposição deve falar com o povo e não com o Governo.

Da Folha de São Paulo:

Principal bandeira da campanha de José Serra (PSDB), o aumento do salário mínimo de R$ 510 para R$ 600 vai ser uma das prioridades da oposição no Congresso até o final do ano. Cientes de que será barrado pelos governistas, DEM e PSDB querem desgastar a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) ao insistir no reajuste -para o qual não há espaço nas contas em 2011. A oposição afirma que o reajuste se tornou uma "obrigação" depois das eleições. "Cabe à oposição defender a tese por uma questão de coerência e, sobretudo, porque o partido e o candidato defenderam que esse mínimo é possível", afirma o vice-líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR). O líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen (SC), diz que não há "dois pesos e duas medidas" sobre o salário mínimo, por isso a meta é chegar aos R$ 600. Relator da proposta orçamentária de 2011, o senador Gim Argello (PTB-DF) descarta o mínimo de R$ 600. Ele admite, porém, a possibilidade, de ampliar o valor para R$ 550 já em 2011, a depender do aval de Dilma. "Conversei com a nossa presidente, já chegamos a R$ 540."
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É bom que a Oposição abra o olho. Ela deve conversar é com o povo e não com o governo. Chamar a associação dos aposentados, por exemplo, para dentro do Congresso. A Oposição de hoje é o PT de ontem. Não precisa inventar. É só fazer o que eles faziam e conversar com o povo, com os "movimentos sociais". Chamar as centrais sindicais para uma grande manifestação. Colocar as centrais sindicais a dar explicações para quem? Para o povo. Pelo povo.

Arrocho salarial da Dilma: PIB cresce e novo governo, em vez de distribuir, quer achatar o salário mínimo.

Da Folha:

A presidente eleita Dilma Rousseff quer aprovar uma nova regra de reajuste do salário mínimo. Sua equipe de transição vai negociar com as centrais sindicais, em conjunto com o governo Lula, um novo mecanismo para começar a valer já em 2011. A ideia é acertar um novo modelo para evitar o que, pela regra atual, aconteceria no ano que vem: o mínimo não teria reajuste real, sendo corrigido apenas pela inflação. Um auxiliar do presidente Lula disse à Folha, porém, que ele não deixará o governo com "zero de aumento real". Ontem, em entrevista à Band, Dilma também afirmou que apoiará um reajuste real do mínimo, não seguindo a regra atual. "Como no ano passado o crescimento [do PIB] foi zero, nós vamos discutir com as centrais um aumento maior que esse", disse Dilma, acrescentando que a intenção é manter regra semelhante à que está em vigor. O reajuste do mínimo foi uma das principais bandeiras de campanha de José Serra (PSDB), que prometeu elevar o salário mínimo dos atuais R$ 510 para R$ 600, bem acima dos R$ 538,15 definidos pelo governo na proposta de Orçamento enviada ao Congresso em agosto. Serra explorou o fato de o modelo em vigor -implantado no segundo mandato de Lula- definir que o mínimo seja corrigido pela inflação, mais a variação do PIB de dois anos antes. Como a economia não cresceu em 2009, ano que vem a correção seria só pela inflação -a correção neste ano se refere à estimativa para 2010 na época, de 5,5%. A mudança no cálculo, no entanto, também desarma uma bomba na direção contrária. Em 2010, o PIB do país deve crescer ao menos 7%, o que resultaria num percentual grande de reajuste do mínimo no futuro. Segundo a Folha apurou, uma das propostas em estudo é antecipar parte do reajuste real a ser concedido ao mínimo em 2012. A intenção é aproveitar as negociações do valor do salário mínimo do próximo ano para alterar o atual mecanismo e aprovar uma "política permanente" de reajuste do piso nacional. Um assessor da presidente eleita disse à Folha que a base da nova proposta é manter a correção real de acordo com o "crescimento da produtividade da economia". Um dos problemas é que a nova regra e o valor do mínimo terão de ser aprovados pelo Congresso em menos de dois meses, tendo de enfrentar muitos parlamentares que não foram reeleitos. Além disso, a negociação acontecerá no mesmo momento em que Dilma define sua equipe. O temor é que os aliados usem o tema em troca de espaços no governo. Apesar de ter decidido conceder um aumento real, Lula afirma que não irá concordar com aumentos exagerados que possam prejudicar as contas públicas. Segundo ele, não é possível chegar perto dos R$ 600 prometidos por Serra, criticados pelo governo e por Dilma, por significar um gasto extra de R$ 17 bilhões.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Já ligou, Dilma? Ou vai deixar Sakineh ser executada sem mexer um dedo?


"Quando ela(Dilma) for eleita, vai telefonar (para o presidente do Irã) e dizer: companheiro Ahmadinejad, meu companheiro Lula pediu que você não fizesse isso".

Declaração de Lula, ao lado de Dilma Rousseff, dada no dia 1 de agosto, em Curitiba, Paraná, afirmando que a sua candidata interferiria para que Sakineh Mohammadi Ashtiani não fosse executada. Segundo informações de agências de notícias, a iraniana será executada amanhã, dia 3 de novembro.  E aí, Dilma, já ligou para o companheiro Ahmadinejad? Leia aqui e assista ao vídeo.