A semana pelo menos marcou o fim da aventura socialista de Obama, aquela onde americano que trabalhava pagava a conta para americano que não trabalhava. Tea Party mandou dizer que estavam alterando o livre mercado e a liberdade de escolha. Menos mal. A CPMF do Obama também foi para o saco.
sábado, 6 de novembro de 2010
FHC: Lula está embriagado pelos próprios êxitos. Não é só ele...
Clique para ampliar e ler o artigo de Fernando Henrique Cardoso, publicado nos principais jornais brasileiros. Fala de si mesmo, é óbvio, fala do futuro, mas não fala de Oposição. Ressaca pós eleitoral em um artigo fraquíssimo, muito abaixo do que o ex-presidente vem escrevendo.
Chega de enem-enem-enem: demissão do incompetente, arrogante e prepotente ministro já!
Novamente, hoje, o Exame do Enem prejudicou milhões de alunos em todo o Brasil, pois o cartão de respostas foi impresso errado pelo MEC. Não foi revisado pelo Ministro da Educação, Fernando Haddad que, em última análise, é o responsável pelos sucessivos problemas, gravíssimos problemas, suspeitíssimos problemas que o Enem acumula nos últimos anos. Dilma Rousseff declarou, na semana passada, que "a educação estava bem encaminhada" no Brasil. Em algumas cidades, como no Recife, pais de alunos decidiram procurar o Ministéro Público para se queixar. "Qualquer coisa que induza o aluno ao erro pode dar margem ao aluno para pedir anulação", diz. A procuradora da República Maria Luiza Grabner, do MPF em São Paulo, diz que "os alunos que se sentirem lesados, na segunda-feira, podem fazer representação no órgão". Essa representação, segundo a procuradora, pode servir de base para uma ação coletiva contra o MEC, para anular a prova. Edson Bortolai, presidente da Comissão de Estágio e Exame de Ordem da OAB-SP, diz que o estudante pode procurar o Procon ou mover uma ação de indenização individual. Não há tempo a perder: demissão do ministro já!
Veneno, veludo e verdade.
Imperdível o post do Veneno Veludo, intitulado "Democracia ou Ditadura". O blog, da Velvet Poison,volta aos poucos, assim como a Nariz Gelado, depois da campanha eleitoral. Uma leitura e tanto para este final de tarde e essencial para uma passada diária. Ponham um pouco de veneno, veludo e verdade nos favoritos.
Conta outra.
Dilma Rousseff e João Santana, o Patinhas, marqueteiro da esquerda.
Dilma Rousseff ganhou a eleição para presidente da República, a primeira de sua vida. Mas seu marqueteiro, João Santana, venceu sua terceira disputa desse gênero. Ele é o profissional latino-americano mais bem-sucedido na área de comunicação política-eleitoral em anos recentes. Além de ser o responsável pelas propagandas de TV e de rádio de Dilma, atuou também na campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, e na eleição do presidente de El Salvador, Mauricio Funes, em 2009.
Sobre as razões de a disputa ter sido remetida ao segundo turno, aponta como principal fator o escândalo de suspeita de tráfico de influência na Casa Civil, envolvendo Erenice Guerra, sucessora de Dilma naquela pasta:"O caso Erenice foi o mais decisivo porque atuou, negativamente, de forma dupla: reacendeu a lembrança do mensalão e implodiu, temporariamente, a moldura mais simbólica que estávamos construindo da competência de Dilma, no caso a Casa Civil." Pesquisas mostraram, diz Santana, que a onda religiosa e o debate sobre aborto tiveram efeito limitado. Ele faz uma autocrítica: "Erramos quando, no primeiro momento embarcamos nessa onda, e erraram mais eles que insistiram nessa maré hipócrita. Isso, aliás, foi um dos maiores fatores de desgaste e inibição do crescimento de [José] Serra [PSDB, adversário de Dilma] no segundo turno".
..................................................................................A falsa verdade é a melhor aliada no marketing político. Tudo o que o Patinhas disser, leia ao contrário. Daqui quatro anos, ele estará fazendo a campanha de reeleição. Jamais diria o que foi decisivo ou não para a vitória de Dilma Rousseff. Seria um idiota, se o fizesse. Leia aqui a entrevista realizada pela Folha.
Tucanos, não sejam "generosos".
Existem dois pensamentos unânimes entre os eleitores de oposição no Brasil, depois da derrota. A primeira é que os deputados e senadores tucanos devem fazer oposição sem enfeites, com enfrentamento de linhas duras e retas, sem as frescuras do barroco mineiro. A segunda é que o partido não deve dobrar a espinha para Aécio Neves, que sai da terceira eleição presidencial sem fazer valer o seu propalado prestígio nas Minas Gerais, por isso devendo todas as explicações possíveis e imagináveis para os brasileiros. Um alerta aos líderes da Oposição: não sejam "generosos" com este governo corrupto, onde impera a fúria arrecadatória e a pelegagem. E não sejam "generosos" com Aécio Neves. Alguns milhões de eleitores, contando com a memória viva da blogosfera e das redes sociais, não serão "generosos" com os fracos e os traidores. Há perdão? Do jeito que vai, não. Ao abrir a primeira semana "puxando" a aprovação da CPMF, sendo apoiado pela base do governo para assumir o Senado e propondo uma oposição "generosa", Aécio Neves pode ir procurar a sua turma. Com certeza, ela já é bem menor do que os 44 milhões de eleitores do último domingo.
Crie-se um novo poder para Lula: o Poder Plenipotenciário.
Ao que parece, está decidido. Lula não sai de Brasília para voltar para a prosaica São Bernardo do Campo, onde usaria pijama de listras e assaria coelhinhos, tudo regado a uma canjibrina (uma é força de expressão) da melhor qualidade e a altos papos com a verborrágica Dona Marisa. Lula permanecerá em algum sítio no Planalto Central, que será modestamente chamado de Granja do Imperador.
Em primeiro de janeiro, será criado oficialmente um novo Poder na República: o Poder Plenipotenciário, que será entregue para o ex-presidente. A ele estarão submetidos o Executivo, por óbvio, o Legislativo e o Judiciário. Não, não confundam com um mero absolutismo, que a coisa é muito mais vasta e complexa. Não é nada monárquico, tampouco anárquico, talvez o mais próximo seja algo como autárquico. Em termos econômicos, Lula assumirá a presidência do Conselho de Administração da BrasilBras. Como maior acionista do Partido do Mensalão, criador e proprietário de uma vasto rebanho com mais de 50 milhões de cabeças, inventor da maior rede de distribuição de dinheiro público da história deste país, nada mais justo do que instituir de fato e de direito este novo Poder para o Lula.
Vejam que o Poder Plenipotenciário já está funcionando, na prática. Nesta primeira semana da Era da Dilma, a Fraca, ficou decretado que Lula fará a reforma política ,aprovará um novo imposto para a saúde, além de determinar em que padrões deve se dar a Oposição neste país. Será apenas o começo. Em seguida, virão o controle social da mídia, o fim da propriedade privada, a liberação do aborto, o fim da internet livre, a criação de tribunais populares, o mercado comum bolivariano, onde trocaremos commodities por médicos cubanos e milicianos chavistas.
Vejam que para criticar o Lula, que ainda nem assumiu o Poder Plenipotenciário, José Serra já teve que esconder-se nos confins da Gália. Mesmo assim, quase foi atingido por uma sandália asteca. Vai piorar, pois dizem que já há um acordo assinado na calada da noite por Aécio, o Generoso, que, em troca de uma oposição propositiva, terá o apoio de Lula, o Plenipotenciário, para as eleições de 2022, dependendo do estado da próstata e do figado do ex-presidente. Ore-se para que, na hora H, o mineiro não tenha um nó nas tripas e assuma o neto mais novo do Sarney.
Em primeiro de janeiro, será criado oficialmente um novo Poder na República: o Poder Plenipotenciário, que será entregue para o ex-presidente. A ele estarão submetidos o Executivo, por óbvio, o Legislativo e o Judiciário. Não, não confundam com um mero absolutismo, que a coisa é muito mais vasta e complexa. Não é nada monárquico, tampouco anárquico, talvez o mais próximo seja algo como autárquico. Em termos econômicos, Lula assumirá a presidência do Conselho de Administração da BrasilBras. Como maior acionista do Partido do Mensalão, criador e proprietário de uma vasto rebanho com mais de 50 milhões de cabeças, inventor da maior rede de distribuição de dinheiro público da história deste país, nada mais justo do que instituir de fato e de direito este novo Poder para o Lula.
Vejam que o Poder Plenipotenciário já está funcionando, na prática. Nesta primeira semana da Era da Dilma, a Fraca, ficou decretado que Lula fará a reforma política ,aprovará um novo imposto para a saúde, além de determinar em que padrões deve se dar a Oposição neste país. Será apenas o começo. Em seguida, virão o controle social da mídia, o fim da propriedade privada, a liberação do aborto, o fim da internet livre, a criação de tribunais populares, o mercado comum bolivariano, onde trocaremos commodities por médicos cubanos e milicianos chavistas.
Vejam que para criticar o Lula, que ainda nem assumiu o Poder Plenipotenciário, José Serra já teve que esconder-se nos confins da Gália. Mesmo assim, quase foi atingido por uma sandália asteca. Vai piorar, pois dizem que já há um acordo assinado na calada da noite por Aécio, o Generoso, que, em troca de uma oposição propositiva, terá o apoio de Lula, o Plenipotenciário, para as eleições de 2022, dependendo do estado da próstata e do figado do ex-presidente. Ore-se para que, na hora H, o mineiro não tenha um nó nas tripas e assuma o neto mais novo do Sarney.
Companheiros, pero no mucho.
Da Folha de São Paulo:
Coordenador político da transição, José Eduardo Dutra quer reunir o Diretório Nacional nos próximos dias para tratar do assunto, talvez com a presença de Dilma. Filiada em 2001, ela não integra nenhuma tendência. O PT também assiste a disputas dos Estados. Em SP, a pressão é por Mercadante. Um grupo liderado pelo deputado João Paulo Cunha (SP) prega a necessidade de levar um deputado paulista para o ministério como forma de abrir vaga na Câmara para José Genoino, 1º suplente. As demandas do PT somam-se à pressão de dez partidos que integraram a base de sustentação de Dilma.
O PT deu largada a uma disputa interna para a divisão de espaços no governo Dilma. Diferentemente dos oito anos da gestão Lula, que escolheu sua equipe baseado no critério da proximidade, agora as correntes internas do partido pretendem ter mais influência. A corrente majoritária do PT, a CNB (Construindo um novo Brasil), com cerca de 60% de espaço no diretório nacional, seguirá com a maior fatia da Esplanada.Lula pertence a essa ala, além do presidente do PT, José Eduardo Dutra, do ex-ministro José Dirceu e de atuais Guido Mantega (Fazenda), Paulo Bernardo (Planejamento) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais).
Dos 17 ministérios hoje nas mãos do PT, a CNB tem 9, além de vários cargos espalhados pela Esplanada. Na bolsa de apostas, os petistas Aloizio Mercadante (SP) e Ideli Salvatti (SC) podem ser contemplados.Mercadante pode assumir um gabinete na área de infraestrutura (Cidades, hoje com o PP, mas disputado também por outras legendas), ir para o Ministério do Desenvolvimento ou para a Educação, hoje com a corrente Mensagem. Já Ideli pode ir para a Secretaria da Mulher.
Dos 17 ministérios hoje nas mãos do PT, a CNB tem 9, além de vários cargos espalhados pela Esplanada. Na bolsa de apostas, os petistas Aloizio Mercadante (SP) e Ideli Salvatti (SC) podem ser contemplados.Mercadante pode assumir um gabinete na área de infraestrutura (Cidades, hoje com o PP, mas disputado também por outras legendas), ir para o Ministério do Desenvolvimento ou para a Educação, hoje com a corrente Mensagem. Já Ideli pode ir para a Secretaria da Mulher.
A corrente Mensagem/Democracia Socialista detém o controle de 16% do diretório petista e possui atualmente três ministros: Fernando Haddad (Educação), Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) e Paulo Vannuchi (Direitos Humanos). Pretende manter esse patrimônio e, se possível, crescer. As tendências Movimento PT e Articulação de Esquerda têm o mesmo tamanho -10% cada-, embora o primeiro grupo jamais tenha sido contemplado com uma vaga no primeiro escalão.
O Movimento PT quer colocar a deputada federal Maria do Rosário (RS) na Secretaria de Direitos Humanos, e conta com isso com o apoio da ala gaúcha do partido. "Nós temos bons quadros para oferecer. Nunca indicamos ninguém para o ministério. Nunca pressionamos e não vamos pressionar", disse o deputado Virgílio Guimarães (MG), da Movimento. A Articulação de Esquerda deseja manter a Secretaria da Pesca, hoje nas mãos de Altemir Gregolin. A deputada Iriny Lopes (ES) argumenta, porém, que o grupo "tem quadros para estar na Pesca e em outros espaços".
O Movimento PT quer colocar a deputada federal Maria do Rosário (RS) na Secretaria de Direitos Humanos, e conta com isso com o apoio da ala gaúcha do partido. "Nós temos bons quadros para oferecer. Nunca indicamos ninguém para o ministério. Nunca pressionamos e não vamos pressionar", disse o deputado Virgílio Guimarães (MG), da Movimento. A Articulação de Esquerda deseja manter a Secretaria da Pesca, hoje nas mãos de Altemir Gregolin. A deputada Iriny Lopes (ES) argumenta, porém, que o grupo "tem quadros para estar na Pesca e em outros espaços".
Coordenador político da transição, José Eduardo Dutra quer reunir o Diretório Nacional nos próximos dias para tratar do assunto, talvez com a presença de Dilma. Filiada em 2001, ela não integra nenhuma tendência. O PT também assiste a disputas dos Estados. Em SP, a pressão é por Mercadante. Um grupo liderado pelo deputado João Paulo Cunha (SP) prega a necessidade de levar um deputado paulista para o ministério como forma de abrir vaga na Câmara para José Genoino, 1º suplente. As demandas do PT somam-se à pressão de dez partidos que integraram a base de sustentação de Dilma.
Lula aumentou impostos federais em 15%. Só perdeu 1,4% com o fim da CPMF.
Com informações da Folha de São Paulo:
O Tesouro Nacional absorvia em 2003, primeiro ano de Lula, 21% da renda nacional, por meio de impostos, taxas, contribuições e outras fontes. Em 2011, com Dilma Rousseff, a proporção deverá se aproximar de 24%. Isso dá quase 15% de aumento. Não fosse uma escalada de despesas públicas (sobretudo as vinculadas ao salário mínimo) em ritmo intenso, a expansão das demais receitas teria compensado com folga a extinção do antigo imposto do cheque, que rendia algo como 1,4% do Produto Interno Bruto ao ano. A primeira gestão petista trabalhou para elevar as contribuições sociais, cujos recursos são destinados à previdência, à assistência social, ao seguro-desemprego e à saúde. Criou-se a contribuição previdenciária dos servidores inativos e elevaram-se alíquotas da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social).
Os programas de transferência de renda absorveram a maior parte dos recursos adicionais devido ao lançamento do Bolsa Família e, principalmente, aos reajustes do salário mínimo, piso de aposentadorias, pensões, auxílios e benefícios deficientes e desempregados. Já as verbas da saúde seguiram a regra, instituída em 2000, que fixa aumento correspondente ao crescimento da economia: com isso os recursos ficaram estáveis, com pequenas variações para cima ou para baixo, em torno de 1,7% do PIB.
No início do segundo mandato de Lula, durante as negociações para prorrogar a CPMF, o governo prometeu elevar o orçamento da saúde -que, com a contribuição de Estados e municípios, fica em 3,6% do PIB, metade do padrão do Primeiro Mundo. Com a derrota no Congresso, os planos foram abandonados, embora a arrecadação tenha continuado em alta. Elevaram-se o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), mas os maiores ganhos vieram da expansão da renda, da formalização de empregos e empresas. Para o ano que vem, o Congresso chega a estimar uma receita na casa dos 25% do PIB, ou R$ 985 bilhões. O comportamento da arrecadação neste ano, entretanto, aponta para algo mais próximo dos 24%.
Clique o quadro acima, publicado pelo Estadão, para ver quem está contra e a favor do aumento de impostos. A presença de Antônio Xô Anastasia no lado esquerdo do quadro é uma vergonha para a Oposição brasileira.
Então tá.
Do Painel da Folha:
Razões Ao andar de um lado para outro no palco do debate da Globo, sempre "marcando" José Serra de perto, Dilma seguiu não só o exemplo de Lula em 2006, mas também um conselho do governador Jaques Wagner (PT-BA): como ela é filha de Ogum, foi orientada a se movimentar como o orixá.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Oposição inteira contra a CPMF. Menos a "oposição generosa" de Minas.
Generosidade com o dinheiro do povo é fácil. Antonio Anastasia (PSDB-MG), governador reeleito de Minas, ficou isolado na sua posição desastrosa a favor da recriação da CPMF. No que deve ser o primeiro embate entre governo e oposição após a sucessão presidencial, a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) já virou um dos temas mais discutidos entre os tucanos e os democratas. Leia aqui.
Intolerância.
Um membro da Fundação Zapata, do México, enviou um " por que no te callas?" para José Serra, hoje, quando este dava uma palestra na França e fazia críticas ao governo Lula. Vejam este post do blog deles e entendam porque o zapatista teve um chilique. A verdade é que não é só aqui que eles andam agressivos e intolerantes...
Dilma, eleita presidente, pede dinheiro a empresários para saldar dívidas.
A denúncia é de Reinaldo Azevedo, da Veja. Leiam lá. O Blog toma a liberdade de registrar apenas mais uma constatação. Na carta abaixo, está bem claro. O pedido é em nome da presidente Dilma Rousseff. É como se ela tivesse dado pessoalmente procuração para o pedido. É um absurdo. O pedido poderia ser feito em nome do partido ou da campanha. Em nome da presidente eleita é achaque, é praticamente uma chantagem. Que vergonha!
Se você fosse empresário e fornecedor do governo federal, como se sentiria? Poderia pensar que, se não contribuir, poderá entrar em alguma lista negra? Não pensaria com os seus talões, assim, bem vou pegar R$ 1 mil, R$ 5 mil, R$ 10 mil, R$ 100 mil e depositar lá. Melhor ser precavido, pois se eles são capazes de enviar uma carta destas, do que não serão capazes em quatro anos de governo?
O dia em que o Lula cansou do Lula.
"Então, eu acho, Celso, que se eu tivesse que dar uma nota agora, aprovando esse experimento de valorizar a carreira profissional, eu diria que essa política foi vencedora e foi extraordinária. Não me arrependo, e acho que muita gente que foi presidente antes de mim deve estar com uma coceirinha na cabeça, por que é que ele não fez isso, e tive que ser eu a fazer. Justamente eu, que..."
E Lula para bruscamente, em plena cerimônia de formatura do Instituto Rio Branco, realizada hoje, mudando para a saudação às autoridades presentes. Vejam que nem Lula aguenta mais o Lula. Nem Lula atura mais o Lula. Lula parou a frase porque deve ter pensado, caraca, quantas vezes eu já disse isso? Quantas vezes vim com a lenga-lenga do nordestino, do que não estudou, do pobre... Deve ser uma sensação horrível perceber o quanto se está sendo repetidamente ridículo. Hoje foi o dia do Lula cansar do Lula. Ainda restam 56 dias...
Lula: pronunciamento sobre eleições deveria ser pedido de desculpas.
O pronunciamento que Lula fará hoje à nação deveria ser para pedir desculpas ao povo brasileiro. Por ter, durante oito anos, pregado a divisão entre pobres e ricos que acabou por fazer nascer inusitados sentimentos de xenofobia no país. Por ter, durante toda a campanha eleitoral, cometido crimes e mais crimes, recebendo sucessivas multas da Justiça Eleitoral. Por ter utilizado a máquina pública de forma descarada para promover eventos de divulgação da sua candidata. Por ter ofendido o candidato oposicionista, chamando-o de mentiroso, injustamente. Por ter estado à frente do país durante a mais suja e abjeta campanha eleitoral da história do Brasil. No entanto, o que podemos esperar é mais um espetáculo de megalomania por parte de um ex-presidente que já deveria estar esvaziando as gavetas e comprando um pijama novo, aceitando que 44 milhões de pessoas estão cheios da sua presença. Ainda bem que o pronunciamento não passará de 5 minutos, em vez de durar horas a fio. Ainda bem que a democracia brasileira teve força suficiente para impedir que este ser virasse um Hugo Chávez ou um Fidel Castro. Pensar, ele pensou. Só faltou coragem que, aliás, não é um atributo lá muito visível na sua biografia.
Alguém da oposição brasileira disse ou escreveu algo assim depois de domingo?
Um senador americano, democrata, derrotado, faz uma análise das causas da derrota e uma proposta para o futuro. Está na situação, não está na Oposição. Aqui a gente tem que aturar governador oposicionista pedindo para aumentar impostos e senador oposicionista propondo uma oposição "generosa". O eleitor brasileiro está só olhando. E não pensem que não está pois, daqui quatro anos, a internet será ainda mais forte e mais decisiva. Clique na imagem para ler o artigo publicado no Estadão.
Na prática, a teoria é outra.
Clique na materia do Estadão para ampliar e ler que Marina Silva sustentou a sua campanha com doaçoes vindas de setores que degradam o meio-ambiente. Na prática, a teoria é outra.
Imbecilidade.
Cliquem no comentário acima, feito no post "Transparência" e vejam o nível de ignorância e a dose de agressividade gratuita. Este é um dos tantos imbecis que são sumariamente deletados no Blog. Publicamos o comentário como exemplo de...xenofobia contra os imigrantes alemães. Babaca!
CPMF: preços não caíram porque Lula compensou a perda com outros tributos.
O presidente nacional do PSB e governador reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos, mostrou-se um dos mais empenhados em reeditar a CPMF. “Essa é uma questão que está na ordem do dia. Se precisar ser em parte ou totalmente a CPMF, vamos fazer isso. Depois que baixou a CPMF, não vi cair o preço de nada”, disse o pernambucano. É o mesmo argumento sempre utilizado por Lula.Um argumento que é mentiroso . Se a queda do imposto do cheque não refletiu nos preços, foi por um motivo muito simples. A carga tributária subiu de 33,9% do PIB em 2007 para 34,4% do PIB em 2008. O custo da CPMF foi repassado com folga para outras taxas e tributos. Como é que os preços poderiam baixar?
A história é contada pelos vencedores.
Enquanto repousa sob segredo de Justiça, nos cofres do Superior Tribunal Militar, a biografia de Dilma Rousseff, referente ao seu período como militante do terrorismo e da luta armada, o Ministério Público Federal ingressa com ação contra supostos torturadores da presidenta, por atos cometidos nesta mesma época. Sombras de um lado, luzes de outro. A ação do MPF tem como base os depoimentos da própria ministra, dados na década de 70, estes sim, conhecidos e aceitos como prova. O que, então , permanece escondido no STM? Ao que parece vale, mais do que nunca, a máxima consagrada pela esquerda de que a história é contada pelos vencedores.
CPMF no "saco de maldades" de Lula.
Ontem, enquanto governadores governistas e um tucano, Anônio Xô Anastasia, pregavam a volta da CPMF, a Comissão Mista de Orçamento aprovou o relatório do deputado tucano Bruno Araújo(PSDB-PE). O parecer apontou novas fontes de recursos para o próximo ano e elevou a previsão de arrecadação em R$ 17,7 bilhões, em comparação à proposta original enviada pelo Executivo, que era de R$ 968 bilhões. A expectativa da receita líquida também subiu de R$ 803 bilhões para mais de R$ 820 bilhões. O aumento da expectativa de arrecadação se deu em função de três combinações. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 2% para 6% para investimento estrangeiro em renda fixa deve permitir uma arrecadação extra de R$ 3 bilhões. O relator também prevê aumento das receitas, na ordem de R$ 7,6 bilhões, por causa do pagamento, pelas empresas exportadoras, da CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido), conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Por fim, segundo o deputado, o refinanciamento de dívidas de empresas – o Refis 4 – deve trazer mais R$ 6,2 bilhões.
Clique na matéria de O Globo para ampliar e ler.
Lamentável.
Os velhos cursos de jornalismo dos idos de setenta ensinavam que não se deve dar destaque para casos de suicídio na imprensa. Diziam os velhos professores que havia estudos que afirmavam que transformar suicidas em personagens famosos poderia incentivar outros casos. Ou que suicidas famosos poderiam virar uma inspiração para outros doentes. Este artigo trata do assunto. A premissa aceita pela imprensa sobre o suicídio talvez devesse ter sido aplicada ao noticiário dado aos comentários racistas e xenófobos de uma jovem paulista contra nordestinos, postados no twitter.
A OAB de Pernambuco entrou com um pedido de ação junto ao Ministério Público Federal, exigindo a pena máxima para a comentarista. É óbvio que houve uma infração gravíssima. Um crime. Mas também ficou muito claro que existem interessados em faturar politicamente em cima do fato, oficializando, por assim dizer, esta divisão entre brasileiros, transformando-o em gravíssimo problema nacional. A primeira pergunta que várias pessoas estão fazendo é: por que o assunto só vem à baila agora, se o que Lula mais fez nestes oito anos foi dividir o país entre os pobres do nordeste e a elite do sul e sudeste, jogando brasileiros uns contra os outros?
A verdade é que o assunto ganhou repercussão. E, aí é o ponto, surgem os exageros. Um jornal já publicou uma foto da "criminosa" que, desta vez, não recebeu a presunção da inocência e está sendo linchada publicamente, chamando-a de "a paulista". Um jornal, um veículo de comunicação. Alguém se manifestou para processar o editor por pregar abertamente a xenofobia, de forma tão irresponsável? O resultado é o mais indesejado de todos: pipocam, nas redes sociais, movimentos pró e contra, reproduzindo aquelas brigas de torcida que tantas mortes já causaram.
Paremos por aqui. Não há justificativa para abrir discussão sobre este tema, a partir de um fato isolado e de uma mensagem no twitter. A xenofobia existe, sim, às vezes clara, na maior parte das vezes velada. Assim como existe racismo, homofobia . Existindo o problema, que seja objeto de pesquisas, estudos e de uma ampla campanha que promova a união do país com base em valores e não em rigores. A OAB de Pernambuco perdeu uma excelente oportunidade para pregar, em vez da prisão de um bode expiatório, um grande movimento em prol da busca de mais paz social no país. Teve uma atitude de ameaça, na base do "olho por olho, dente por dente" , que ficou bem explícita na entrevista dada pelo seu presidente. Não é por aí. Que as diferenças fiquem no campo da política, sem olhar o sotaque, o formato do queixo ou a cor dos olhos. Não vamos deixar este país cometer um suicídio social, usando a borduna em vez do diálogo.
A OAB de Pernambuco entrou com um pedido de ação junto ao Ministério Público Federal, exigindo a pena máxima para a comentarista. É óbvio que houve uma infração gravíssima. Um crime. Mas também ficou muito claro que existem interessados em faturar politicamente em cima do fato, oficializando, por assim dizer, esta divisão entre brasileiros, transformando-o em gravíssimo problema nacional. A primeira pergunta que várias pessoas estão fazendo é: por que o assunto só vem à baila agora, se o que Lula mais fez nestes oito anos foi dividir o país entre os pobres do nordeste e a elite do sul e sudeste, jogando brasileiros uns contra os outros?
A verdade é que o assunto ganhou repercussão. E, aí é o ponto, surgem os exageros. Um jornal já publicou uma foto da "criminosa" que, desta vez, não recebeu a presunção da inocência e está sendo linchada publicamente, chamando-a de "a paulista". Um jornal, um veículo de comunicação. Alguém se manifestou para processar o editor por pregar abertamente a xenofobia, de forma tão irresponsável? O resultado é o mais indesejado de todos: pipocam, nas redes sociais, movimentos pró e contra, reproduzindo aquelas brigas de torcida que tantas mortes já causaram.
Paremos por aqui. Não há justificativa para abrir discussão sobre este tema, a partir de um fato isolado e de uma mensagem no twitter. A xenofobia existe, sim, às vezes clara, na maior parte das vezes velada. Assim como existe racismo, homofobia . Existindo o problema, que seja objeto de pesquisas, estudos e de uma ampla campanha que promova a união do país com base em valores e não em rigores. A OAB de Pernambuco perdeu uma excelente oportunidade para pregar, em vez da prisão de um bode expiatório, um grande movimento em prol da busca de mais paz social no país. Teve uma atitude de ameaça, na base do "olho por olho, dente por dente" , que ficou bem explícita na entrevista dada pelo seu presidente. Não é por aí. Que as diferenças fiquem no campo da política, sem olhar o sotaque, o formato do queixo ou a cor dos olhos. Não vamos deixar este país cometer um suicídio social, usando a borduna em vez do diálogo.
Dilma no paraíso.
A presidenta eleita, Dilma Rousseff, foi descansar em uma das mansões mais famosas do Brasil. Dilma foi vista ontem na casa do empresário paulista João Paiva, na praia de Patizeiro, a cerca de 30 km do centro de Itacaré, na Bahia. Ela estaria hospedada no local desde ontem. A estada de Dilma na Bahia foi organizada pelo ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos. Segundo a FSP, projetada pelo arquiteto Claudio Bernardes (1949-2001), o imóvel é considerado um dos mais luxuosos de Itacaré, retiro de artistas e empresários.A construção já foi capa da "Casa Vogue", que a descreveu como a "materialização do paraíso tropical", em 2007. Segundo a revista, são 1.200 metros quadrados erguidos em "linhas contemporâneas equilibradas em pedra, madeira e vidro".Na quarta, a aeronave que decolou de Brasília com a presidente eleita pousou em Ilhéus (BA). Dilma anunciou que descansará até o domingo. Até domingo ela pode ainda ir ao Txai Resort, hotel de luxo em Itacaré. Segundo funcionários, "está tudo pronto para recebê-la": há reservas para ela e a filha, Paula, que mora em Porto Alegre. O local é conhecido por receber hóspedes famosos. Há poucas semanas, a senadora eleita Marta Suplicy (PT) foi fotografada no hotel. O presidente francês Nicolas Sarkozy e Carla Bruni também se hospedaram lá.
Reforma política: Serra é o cara para discutir com Lula.
Agora surge nos jornais que o interlocutor do governo Dilma para fazer a reforma política será Lula. Ora, ficou oito anos no cargo e não fez. O único balão de ensaio que lançou foi ver se colava o terceiro mandato. E mais: não fez uma única reforma e agora quer mudar o Brasil, a constituição e os pilares da democracia? Será que não tem alguém na Oposição para dizer que ela não conversa com quem não é governo? Ou porque não nomeia José Serra para debater com ele?
Da Folha de São Paulo:
Um dia após ter afirmado que não vai interferir na composição do governo de Dilma Rousseff -"rei morto, rei posto"-, o presidente Lula disse ontem, em reunião ministerial no Palácio do Planalto, que pretende negociar com a oposição e emplacar uma reforma política no primeiro ano do novo governo. Em dezembro passado, após o escândalo do mensalão do DEM, Lula defendeu a convocação de uma Assembleia Constituinte só para promover a reforma política: "Os partidos políticos deveriam estar defendendo neste momento, depois das eleições de 2010, uma Constituinte específica para fazer uma legislação eleitoral para o Brasil. Não é possível continuar do jeito que está". Ontem, na reunião, Lula disse que atuará no PT e negociará com os aliados o texto da reforma. Ele defende o financiamento público das campanhas, o voto em lista e a fidelidade partidária. "O presidente disse que vai atuar como um leão na reforma política", disse o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais). A reforma é assunto recorrente no Congresso mas nunca há acordo entre os partidos. Aos ministros Lula disse que dará palpites à sucessora e que pode contribuir conversando com PSDB e DEM. O presidente argumentou que quer "sentir" dos adversários se a raiva é pessoal ou se será transferida para Dilma.
CPMF ainda que tardia.
Até agora, Antônio Xô Anastasia é o único governador da oposição a favor da volta da CPMF. Em agosto passado, em campanha, o mineiro dizia, em um forum de empresários:
“Reitero a minha adesão e completa solidariedade à posição de todos os empresários brasileiros, de que a carga tributária brasileira é exagerada, sufocante. Ela não permite que os negócios avancem e, na transformação da pequena empresa em média empresa, muita vezes, ela mata ali o empreendedor. Temos que fazer uma modificação. Só que essa modificação, nós sabemos, jamais será de competência exclusiva de um Estado federado. Precisamos ter aí um esforço nacional, dos municípios, dos Estados e, especialmente, do Governo Federal, que concentra 70% da receita tributária nacional. Porque, do contrário, o que vai acontecer? Vai continuar acontecendo o que acontece hoje. Sai de Minas o minério, vai para a China, vira aço, e volta mais barato do que o aço feito aqui. É algo que não entra na cabeça de nenhuma pessoa”.
Resta saber qual será a reação dos empresários e dos eleitores mineiros. Da parte dos brasileiros, a resposta é uma só: Xô, Anastasia.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
CPMF: Beto Richa discorda de Antônio Xô Anastasia. Há tucanos e tucanos.
Da coluna de Roseli Abrão, na Hora News:
O governador eleito do Paraná, o tucano Beto Richa, não fará coro a seus colegas eleitos ou reeleitos em outubro que defendem a reedição da CPMF como forma de garantir mais recursos para a saúde. A discussão sobre o chamado “imposto do cheque” ganhou força depois da primeira entrevista coletiva da presidente eleita Dilma Roussef, na quarta-feira. Dilma afirmou que não pretende levar ao Congresso proposta para a recomposição da CPMF, mas que manterá diálogo com os governadores e estará “atenta” às suas necessidades.- Não vou endossar a volta da CPMF. O que o País precisa é racionalizar e simplificar o sistema de arrecadação, disse o futuro governador. Até porque é contra “qualquer tipo de imposto novo”, Beto disse que, como governador, vai apoiar a discussão sobre a reforma tributária, “que é necessária e inadiável”. Segundo Beto Richa, nem todo dinheiro arrecadado com a CPMF era destinado à saúde. Apenas 42%. - O resto era usado para cobrir outras despesas e fazer superávit de caixa, disse, afirmando que o que a saúde precisa – em todos os níveis de governo (federal, estadual e municipal) – é de “boa gestão, planejamento e gasto com qualidade dos recursos públicos”.
Oh! Minas Gerais!
"O medo é aprovar a CPMF, o ônus cair para o parlamento e daqui a um ano o dinheiro não ir para a saúde de novo", afirma o deputado Júlio Delgado (PSB-MG).
Quem deveria ser contra é a favor, quem deveria ser a favor é contra. O deputado acima é do PSB mineiro, partido cujos governadores cerraram fileiras a favor da CPMF. Já entre os tucanos, o único governador a favor da volta do imposto foi um do PSDB: Antônio Xô Anastasia, de Minas Gerais. Oh, Minas Gerais!
Quem deveria ser contra é a favor, quem deveria ser a favor é contra. O deputado acima é do PSB mineiro, partido cujos governadores cerraram fileiras a favor da CPMF. Já entre os tucanos, o único governador a favor da volta do imposto foi um do PSDB: Antônio Xô Anastasia, de Minas Gerais. Oh, Minas Gerais!
Aécio "queima" proposta Serra e dá uma banana para 44 milhões de eleitores.
Da Folha Poder:
O senador tucano eleito por Minas Gerais, Aécio Neves, disse nesta quinta-feira que, antes de ter um nome para concorrer à Presidência da República em 2014, o PSDB precisa definir um "projeto" a ser apresentado ao eleitorado do país. Foi dessa forma que ele se manifestou sobre as colocações o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), e também pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (SP). Ambos defendem que o PSDB antecipe para 2012 a escolha do seu candidato a presidente. "[Temos que] deixar que o tempo, com naturalidade, coloque aquelas alternativas que vão conduzir um projeto, mas, antes de ter um nome, temos que ter um projeto. Não podemos deixar novamente para o início do processo eleitoral a difusão das nossas ideias e das nossas propostas," afirmou Aécio.
...............................................................................É duro, não acham? O cotado para ser o próximo candidato do PSDB vem a público, quatro dias após a eleição, para "queimar" o plano de governo que foi aprovado por 44 milhões de eleitores. Que teve a participação de dezenas de milhares de eleitores. Não faltou projeto. Faltou Oposição e União! Aliás, está cada vez mais na cara! Sem comentários ou muita calma nos comentários!
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Acabei de deletar um comentário que dizia: " eu sei que o senhor não gosta de Minas". Alto lá! Este é um blog político, que fala de políticos. Políticos são figuras públicas sujeitas a críticas, a humor, a exposição ampla, geral e irrestrita. Aqui ninguém prega nada contra pessoas, muito menos permite qualquer tipo de segregação. Já chega os petralhas tentando passar comentários ofensivos para sujar o Blog. Muita calma nessa hora!
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Acabei de deletar um comentário que dizia: " eu sei que o senhor não gosta de Minas". Alto lá! Este é um blog político, que fala de políticos. Políticos são figuras públicas sujeitas a críticas, a humor, a exposição ampla, geral e irrestrita. Aqui ninguém prega nada contra pessoas, muito menos permite qualquer tipo de segregação. Já chega os petralhas tentando passar comentários ofensivos para sujar o Blog. Muita calma nessa hora!
CPMF: há governadores e governadores.
Do Estadão:
A governadora eleita do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM), disse ser contra a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Segundo ela, o imposto destinado à saúde não vai resolver o problema do setor. "Sou contrária sempre. A CPMF já foi criada uma vez e não resolveu o problema da saúde. O que precisamos é que o governo priorize a saúde, a questão precisa ser resolvida com a regulamentação da Emenda 29", afirmou. Rosalba argumentou que a recriação da CPMF trará apenas mais uma penalidade para o contribuinte. "A nova CPMF vai penalizar ainda mais o contribuinte, que não aceita mais impostos", disse. A governadora eleita comentou que é necessário a redistribuição dos recursos federais. "A CPMF foi criada, não resolveu e estamos há anos esperando a regulamentação da Emenda 29", completou.
Tucanos de Minas apóiam a volta da CPMF. Os patos do Brasil agradecem.
Da Agência Estado
O governador reeleito de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), disse, nesta quinta-feira, ser favorável à instituição de um novo tributo para custear a Saúde, em substituição à antiga Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O tucano, porém reiterou que se trata de uma matéria do Congresso Nacional, onde o governo federal tem ampla maioria, cabendo a ele conduzir essas negociações.Anastasia observou que, quando da queda da CPMF no Senado, a "maioria esmagadora" dos governadores do País se posicionou a favor da manutenção da contribuição. Para ele, a liderança nessa discussão caberá à presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), tendo em vista que se trata de um tributo federal. "Há sempre a necessidade de nós termos um financiamento para a saúde. A saúde é a chamada política pública de demanda infinita, como eu sempre disse. Ou seja, (de) necessidade permanente de investimentos", afirmou o governador. De acordo com Anastasia, as negociações devem levar em conta o aperfeiçoamento do modelo anterior. "Todo tipo de tributo merece aperfeiçoamento permanentemente", afirmou. "Nós não nos furtamos a discutir sempre com muito empenho." O governador e o senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) estiveram no início desta tarde no santuário de Nossa Senhora da Piedade, em Caeté (MG), onde agradeceram a vitória nas eleições.
IDH: o mais que continua menos.
O Brasil foi o país que mais avançou no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) preparado pelo Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD), chegando a 73a posição. Foram quatro pontos a mais em comparação a 2009. Apesar da evolução, o Brasil continua a exibir um IDH menor do que a média da América Latina e Caribe, que é de 0,704. A comparação com alguns países vizinhos também é desfavorável. Argentina, Uruguai, Panamá, México, Costa Rica, Peru também apresentam melhor classificação: 46º, 52º, 54º, 56º, 62º e 63º, respectivamente. Leia a matéria do Estadão.
A criatura engole o criador.
Dilma Rousseff foi anunciada, hoje, como a 16a. pessoa mais poderosa do mundo, na lista da revista Forbes. Será que é porque ela descobriu o pré-sal? Lula, em 2009, não passou do 33o. lugar. Vai ver a revista Forbes já sabia que quem mandava no Lula era mesmo a Lulita (apelido dado pelos argentinos), como ele passou a campanha inteira propalando. Bem feito para o pato manco do pijama listrado! Se ele ainda tinha esperança de voltar em 2014, pode ir tirando o jegue da chuva, pois a criatura vai engolir o criador.
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Extra!Extra! Informam que a lista da Forbes foi feita a partir de uma pesquisa do Instituto Sensus.
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Extra!Extra! Informam que a lista da Forbes foi feita a partir de uma pesquisa do Instituto Sensus.
CPMF nunca mais.
A Liderança dos Democratas na Câmara dos Deputados repudia veementemente a possibilidade de recriação da CPMF, o famigerado Imposto do Cheque. Seguindo ordens, inspiradas no capricho vingativo do atual Presidente da República, a presidente eleita, Dilma Rousseff, está convocando os governadores de sua base aliada para assumirem o movimento pela volta do imposto que o povo brasileiro derrubou. A continuidade prometida durante a campanha está privilegiando as piores características deste governo federal, a falta de competência para gerir os recursos públicos e a gana pela cobrança de impostos. O aumento da IOF - logo após o fim da CPMF - e o constante aumento da arrecadação de impostos alimentaram os cofres públicos com mais recursos do que os gerados pelo Imposto do Cheque. A solução para o caos da saúde pública do Brasil está na regulamentação da Emenda 29 e na profissionalização da gestão. Os Democratas não permitirão que o povo pague a conta da eleição. Conclamamos a Oposição, no Congresso e no Legislativo e Executivo estaduais, e toda a sociedade para impedir mais esse descalabro do governo do PT.
CPMF nunca mais.
Paulo Bornhausen
Líder do Democratas na Câmara dos Deputados
Da Série "Abram uma Janela para um Tucano Voar".
Deu no G-1:
O governador do Ceará, Cid Gomes, do PSB, defendeu há pouco, antes da reunião dos governadores do seu partido, que haja um consenso entre os partidos para que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) seja o próximo presidente do Senado. Segundo Cid Gomes, essa proposta seria parte de um projeto de governabilidade, para uma boa convivência entre oposição e governo. Ele acredita que o perfil de Aécio seria adequado, pois considera que ele é um político que conversa e se relaciona bem com pessoas de todos os partidos. - Defendo que a presidente eleita, Dilma Roussef, faça um gesto em relação ao diálogo prometido, para trazer a oposição. Esse gesto seria o Aécio Neves na presidência do Senado - disse Cid, adiantando que defenderá isso dentro do PSB.
Da série "Fritando um Chuchu".
Ontem, foi Dilma Rousseff a rasgar elogios para o "republicano" Geraldo Alckmin jogando, inclusive, a volta da CPMF nas costas do tucano. Hoje é o governador do Ceará, Cid Gomes(PSB) que defende que Dilma mantenha diálogos com parte da oposição, principalmente com setores do PSDB menos radicais. Cid Gomes citou como exemplos o senador eleito por Minas, Aécio Neves, e o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin. "Eu acredito e defendo que ela procure ampliar a sua base de apoio. Eu defendo o diálogo com o PSDB, por exemplo, com a parte do partido que não está contaminada com o antagonismo da oposição", disse. É bom que Alckmin responda a este tipo de insinuação, não esquecendo que ganhou uma eleição apertadíssima em São Paulo. Está cheirando à fritura de chuchu. A estratégia está bem clara: o governo quer dividir a oposição e ninguém está dizendo uma palavra. Deve ser o tal estilo Aécio começando a tomar corpo no PSDB.
PF adia investigação dos "PF" da Casa Civil. De novo.
A investigação dos "PF" ( "por fora") que rolavam dentro da Casa Civil será prorrogada por mais 30 dias pela Polícia Federal. Para que ter pressa? A eleição já acabou, a chefe do braço direito já foi eleita, o brasileiro tem memória curta, a oposição é pouco indignada e por aí vai. Leia aqui.
Vice como substituto, não como herdeiro.
Para quem vê conspiração em tudo, a PEC 32/06 é de 2006, de autoria de Arthur Virgílio(PSDB-AM), com substitutivo do presidente da Comissão de Constituição e Justiça, senador Demóstenes Torres(DEM-GO). De acordo com a proposta, caso a vacância (morte ou renúncia) ocorra nos dois últimos anos do mandato presidencial, o novo ocupante do cargo será eleito pelos deputados e senadores 30 dias depois da abertura da vaga. Se a vacância presidencial se verificar nos primeiros dois anos do mandato, será realizada uma nova eleição direta, com voto popular, em 90 dias. O texto aprovado pela CCJ é um substitutivo que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), presidente da comissão, apresentou a projeto do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM). O projeto original de Virgílio tratava também dos suplentes de senadores, mas a própria CCJ analisou o assunto em outra emenda constitucional, a qual ainda não foi votada pelo plenário. Por isso, a menção aos suplentes de senadores foi retirada por Demóstenes no substitutivo.
Pelo twitter.
Pelo twitter, ontem à noite, José Serra relembra que ele era amigo de Dona Ruth Cardoso. Que Xico Graziano (que criticou resultado de Minas) era o seu coordenador de plano de governo. E que 80 anos é só um começo. Recados para FHC, Aécio e para quem acha que ele deveria ter dito adeus à política.
Os primeiros três dias.
Dilma Rousseff, em três dias, já deu três recados: vai mudar a fórmula do salário mínimo, com a nítida intenção de promover um arrocho salarial, vai reeditar a CPMF e vai dar vida mansa e muito dinheiro para o MST. A oposição até agora brigou com o "morto" Luiz Inácio Lula da Silva. Deixem o pato manco de lado., pois ele é carta fora do baralho. A presidenta é a Dilma. Dediquem ao Luiz Inácio de São Bernardo do Campo o descaso que ele merece. Em três dias, Dilma Rousseff, a presidenta, deu munição para três meses de oposição. Quem se habilita a fazê-la?
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Este Blog chamará a presidente de presidenta. Combina mais com o português da eleita.
Dilma joga volta da CPMF nas costas dos governadores eleitos. Xô, oposição lerda!
Abaixo, exatamente, o trecho da entrevista de Dilma sobre a volta da CPMF, jogando o tema como se fosse uma pressão dos governadores. E, espertamente, liga o tema ao mais importante governador tucano, Geraldo Alckmin. É isso aí, oposição. Sejam mais "republicanos" no sentido lá dos Estados Unidos da América e menos no sentido daquele discursinho bobo de "em nome da governabilidade".
Eu não pretendo enviar ao congresso a recomposição da CPFM. Mas não, não posso dizer. Esse País vai ser objeto de um processo de negociação com os governadores. Isso ocorrerá. Eu terei diálogo com os governadores. Aliás fiquei muito contente porque recebi uma ligação muito correta, republicana, do governador eleito de São Paulo, o nosso governador (Geraldo) Alckmin, e ele apresenta o que eu considero que é a forma correta de relacionamento. Pretendo ter com ele e com os governadores, não só da situação, mas da oposição, uma negociação em alto nível. Vou estar atenta para as necessidades deles. Do ponto de vista do governo federal, não há uma necessidade premente. Agora, do ponto de vista dos governadores, eu sei que há esse processo. Eu não posso ir além disso.
O suposto chefe da organização criminosa e da quadrilha está de volta com Dilma.
José Dirceu está de volta. E já chegou mandando. Mandou Lula correr o mundo, mandou o STF absolvê-lo de acordo com os autos, mandou dizer que não veta Antônio Palocci. Cliquem para ampliar e ler a matéria do Estadão.
O judas de sempre.
Da Folha de São Paulo, mostrando que os tucanos que vão mostrar serviço nos próximos quatro anos não querem antecipação de lançamento de candidatura à presidência. Fica claro a quem a idéia beneficia. Ao judas de sempre.
Tanto Alckmin como Richa deixaram claro que discordam da proposta do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, endossada pelo presidente do partido, Sérgio Guerra, de escolher o candidato tucano à Presidência dois anos antes da eleição. Para Alckmin, o debate é prematuro: "FHC é nosso grande líder. Sempre deve ser ouvido. Mas há tempo para se discutir", declarou. Richa, por sua vez, afirma que "a reorganização do partido é mais importante do que a escolha de nomes". "Vamos esperar baixar a poeira para discutir, com serenidade, o futuro do partido", declarou Richa. Na opinião de alguns tucanos, a antecipação da escolha em dois anos só tem um beneficiário: o senador eleito por Minas Aécio Neves. Sem a máquina do Estado para administrar, Aécio pode articular sua candidatura com desenvoltura. Os aliados do candidato derrotado à Presidência José Serra também se opuseram à ideia. Para o deputado federal Jutahy Magalhães (PSDB-BA), "falar agora de estratégia para daqui a quatro anos é totalmente descabido". Essa também é a opinão do governador paulista Alberto Goldman: "Acabamos de sair de uma eleição, há cerca de 48 horas. É muito cedo para tratar sobre isso"
Este Blog já avisou: escolham um porta-voz para decifrar e traduzir o dilmês.
Este Blog já avisou que o porta-voz é o cargo mais estratégico do governo Dilma. O Blog acha este cargo "muito importante", porque "nesse processo", nós temos "muita preocupação" com a governabilidade. Ontem, a presidenta Dilma já começou a se irritar com a imprensa, soltando o seu primeiro "minha querida". Vejam um trecho da entrevista, sobre a nomeação do ministério:
Não quero anunciar fragmentado. Não sou doida para dizer para vocês que é dia 18 de qualquer mês, a tantas horas. Se eu anunciar uma hora depois, vocês vão falar assim: presidente eleita adia o seu lançamento por uma hora. Não. Quero anunciar os nomes com muita tranquilidade e vocês serão os primeiros a saber. Até porque eu sei perfeitamente que eu dependo de vocês para que a população saiba. Não tenho nenhum nome e não cometeria jamais a temeridade de lançar nomes individuais.
Não se trata de marcar hora para nomear o porta-voz, para que não digam depois: presidente eleita adia o seu lançamento por uma hora. Mas o cara tem que ser um foguete, capaz de ensinar a Dilma a fazer uma contagem regressiva antes de falar. O Blog não tem nenhum um nome e não cometeria a temeridade de lançar nome individual... Mas que urge, ruge!
Alguém com este perfil no Brasil?
Da Folha de São Paulo:
Jeb Bush disse que teve que segurar as lágrimas ao apresentar Marco Rubio como vencedor da corrida ao Senado pela Flórida. Rubio, ao subir ao palco para o discurso da vitória, não estava menos emocionado."Os EUA são simplesmente a maior nação de toda a história da humanidade", disse Rubio, que nasceu em Miami, filho de exilados cubanos. "Mas é preciso ação da nossa parte." O republicano prometeu manter sua plataforma de contenção orçamentária, ainda que bata de frente com Washington ou até mesmo com colegas de partido. "Estamos cometendo um grande erro se acreditarmos que estes resultados [das urnas] são, de alguma forma, um aval ao Partido Republicano", continuou Rubio em seu discurso de 15 minutos. "São sim uma segunda chance. Uma segunda chance para os republicanos serem o que disseram que seriam não muito tempo atrás." Rubio começou a campanha atrás nas pesquisas, mas logo transformou-se num dos principais candidatos apoiados pelo Tea Party. Apesar de ter se distanciado do movimento ultraconservador, Rubio se elegeu como muitos outros na Flórida: apostando numa mensagem focada na economia, impostos mais baixos e pouca presença do governo. A Flórida votou em Obama em 2008, mas ainda segue recuperando-se da recessão. Rubio, filho de uma empregada e um bartender, conseguiu derrotar duas forças importantes: o independente e atual governador do Estado, Charlie Crist, e o democrata Kendrick Meek, que contava com o apoio de Obama. "Ele vai a Washington como símbolo do novo movimento conservador: é jovem, comprometido e purista em relação aos seus ideais", disse Al Cardenas, ex-líder republicano da Flórida. "Isto fará dele uma das figuras-chave do partido nacionalmente." Jeb Bush, ex-governador da Flórida, trabalhou com Rubio e falou sobre ele como um amigo. "Tenho orgulho porque ele será parte da nova geração de líderes que irá renovar a América. É o homem certo para a hora certa."
Jobim defende Chávez, Fidel Castro e ataca furiosamente os Estados Unidos. Quer ficar no cargo.
Vejam a pérola proferida por Nelson Jobim(PMDB), em nítida estratégia de defesa da própria manutenção no cargo de Ministro da Defesa no governo dilmista, incentivando o antiamericanismo tosco e babaca do PT, acenando alegremente para o socialismo bolivariano:
"Qual foi o resultado do embargo a Cuba? Produziram um país orgulhoso, pobre e com ódio dos EUA"
Quanta simplicidade. Como se sabe, Cuba não é propriamente um país, é pobre porque é uma ditadura comunista retrógrada e jurássica, que faz do ódio aos Estados Unidos, construído em décadas, a base de sustentação do regime dos Castro. Para ler o resto das bobagens proferidas por Jobim, fazendo um discurso simplório e panfletário, com o objetivo de credenciar-se a ficar no cargo, clique aqui.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
STF decide manter "esqueletos" da Dilma trancados no cofre.
Do site do STF:
A ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento da Ação Cautelar (AC) 2727, ajuizada na Corte pela empresa Folha da Manhã. A empresa jornalística pretendia ter acesso aos autos de uma ação que tramita no Superior Tribunal Militar (STM) contra a então candidata do PT à Presidência da República, Dilma Vana Rousseff (PT). A empresa jornalística pediu para ter acesso aos autos, alegando que seriam de interesse público os dados constantes de ação penal, para que pudesse "divulgá-los a tempo de serem úteis à plena informação e formação de convicção acerca da atual candidata à Presidência da República”. Sustentava, ainda, que o julgamento da ação, que teve inicio em 10 de outubro e foi suspenso por um pedido de vista, voltou ao pleno do STM em 19 de outubro, mas foi novamente interrompido, para dar vista do processo ao advogado-geral da União. Por fim, afirma que este processo ficou acessível ao público durante 40 anos, mas desde abril último os autos encontram-se indisponíveis, “trancados na sala do presidente daquele Superior Tribunal, que se nega a permitir que cidadãos e empresas jornalísticas a ele tenham acesso”. De acordo com o presidente do STM, a divulgação do processo, que estaria em estado precário, poderia contrariar o direito à privacidade dos então réus, ou mesmo que seria o “uso político” do seu conteúdo. A empresa chegou a ajuizar mandado de segurança contra o ato do presidente, mas teve o pedido de liminar indeferido. Posteriormente, contra a decisão que determinou a suspensão do julgamento para vista à AGU, a Folha da Manhã ajuizou recurso extraordinário no Supremo e a AC 2727, pedindo para que fosse dado efeito suspensivo ao RE e garantido o acesso aos autos da ação contra Dilma Rousseff. Leia mais aqui.
Sutileza.
Dilma Rousseff, hoje:
Eu sou radicalmente contra o apedrejamento da iraniana. Eu não tenho nenhum status oficial para fazer isso, mas externo aqui, perante vocês, que eu acho uma coisa muito bárbara o apedrejamento da Sakineh, mesmo considerando os usos e costumes de outros países, continua sendo bárbaro o apedrejamento da Sakineh.
A pergunta que fica é: se for morte por enforcamento? Se for morte por fuzilamento? A presidenta Dilma deveria ser contra a execução de uma pessoa por um clime banal como adultério. Isso ela não disse. Sutileza?
Lula ameaça governadores eleitos. Faltam menos de 60 dias para despachar a mala.
“Eu acho que a oposição tem um outro papel, e ela pode fazer isso, até porque a oposição governa estados importantes da federação e sabe que a relação institucional entre estados e o governo federal tem que ser a mais harmoniosa possível porque senão todos perdem”.
Declaração de Luiz Inácio Lula da Silva, repercutindo o que este Blog vem afirmando. Sem uma Oposição capaz de frear o fisiologismo do PMDB e o projeto de poder do PT no Congresso, o segredo está em formar uma frente de governadores que tenham projetos comuns, confrontando as suas realizações com as do governo federal. Leiam o post Brasil do Bem.
Parodiando o senador Jorge Bornhausen, que aconselhou Lula a não beber antes de discursar, seria bom alguém aconselhar o presidente a ter o mesmo cuidado antes de dar entrevistas por aí, em fim de carreira, já próximo de botar o seu pijama de listras.
Parodiando o senador Jorge Bornhausen, que aconselhou Lula a não beber antes de discursar, seria bom alguém aconselhar o presidente a ter o mesmo cuidado antes de dar entrevistas por aí, em fim de carreira, já próximo de botar o seu pijama de listras.
Oposição reage às bobagens de Lula.
Abaixo, da Folha Poder:, matéria mostrando que a Oposição começa a despachar Luiz Inácio Lula da Silva para vestir um pijama. Na verdade, deveria vestir um macacão listrado, por tudo que cometeu nas eleições.
A oposição reagiu nesta quarta-feira à declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que DEM e PSDB foram "raivosos" durante os seus oito anos de governo e fizeram a "política do estômago" para prejudicá-lo na Presidência da República. Com a promessa de manter as críticas ao futuro governo de Dilma Rousseff (PT), mas sem ataques imediatos, líderes oposicionistas afirmaram que Lula enfrentou uma oposição "tranquila" no Congresso mesmo em momentos de crise --por isso teve uma reação infundada. "O presidente está novamente usando da ironia de baixo calão que lhe é peculiar. Precisa aprender que a democracia pressupõe convivência, inclusive de opostos. A futura presidente merecerá da oposição o mesmo tratamento respeitoso, atencioso, dentro dos princípios que permitam que termine o seu mandato", disse o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Vice-líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR) afirmou que Lula teve a "oposição que pediu a Deus", sem motivos para reclamar. "A oposição foi excessivamente generosa, responsável, construtiva. O que incomoda o presidente até hoje foi a única derrota que ele teve no Congresso, a derrubada da CPMF." Para o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), Lula teve uma oposição "compreensiva" no seu mandato, mas insistiu em ataques durante a campanha eleitoral. "Ninguém teve mais tempo, uma oposição mais compreensiva do que o Lula, até quando ele viveu uma crise de governabilidade."
De volta.
Primeiro, liberar comentários. Temos 283 na fila, o que prova que quem faz o Blog são vocês. Obviamente, entre eles, alguns "cumpanhêros" que serão tratados à base de Racumin. Obrigado pela espera.
Criticar, mas sem pesar a mão.
Solicitamos comedimento nos comentários, evitando ofensas a pessoas e autoridades que possam configurar ilegalidades. O responsável legal pela área de comentários é o blogueiro. Portanto, certos adjetivos não serão mais aceitos e os comentários serão deletados. O Blog cresceu muito e, às vezes, acabam passando ofensas desnecessárias. Não podemos, apenas por sermos opositores, parecer um bando de alucinados. Vamos ter bom senso com o uso das palavras. Muito obrigado.
Estamos de olho.
Os jornais publicam que o DEM, através do seu presidente, Rodrigo Maia(RJ), entre apoiar PMDB ou PT para a presidência da Câmara, está pendendo para unir-se ao seu mais ferrenho adversário. Parece que esqueceu que Lula berrou que queria expelir, ou melhor, extirpar o DEM da política brasileira. Parece que esqueceu que o PMDB é o partido mais fisiológico e corrupto do Brasil. Este é o jeito velho de fazer política. O DEM, assim como o PSDB, devem lançar uma candidatura e marcar posição. Vão perder? Não, vão ganhar o respeito dos eleitores. A Oposição minúscula, que não vai conseguir aprovar nada no Congresso, tem aque acordar e conversar com o povo, abertamente. Chega de acordos e conchavos espúrios. É hora de fazer política com P maiúsculo. P de povo.
Lula não vai extraditar o terrorista assassino italiano.
Hoje, em entrevista, Lula disse que vai seguir o parecer da Procuradoria Geral da República, que se manifestou contra a extradição de Cesare Battisti, terrorista assassino italiano, hoje no Brasil. Com isso, contraria orientação do STF. Sugere-se que seja dado um emprego ao Battisti, na Casa Civil, por exemplo. Ou que Lula, que tem direito a seis assessores como ex-presidente, empregue o terrorista italiano como seu segurança. O protegido de Lula tem alta experiência com armas, explosivos e, na visão dele, é um santo.
2014 não vai existir se não houver oposição em 2010, 2011, 2012, 2013... Portanto, muita calma nessa hora.
Só mesmo o PSDB para ficar discutindo 2014 depois de levar uma sova nas urnas em 2010. É como se, em um passe de mágica, indicar o novo candidato fosse fazer o Brasil se curvar diante de quem? Do perdedor das Minas Gerais? De quem? Quem sai destas eleições com credenciais suficientes para representar 44 milhões de eleitores? Que direito o PSDB tem de olhar para estes milhões e milhões de brasileiros, achando que pode decidir quem vai ser o candidato com tanta antecedência? E marcar data, marcar 2012, para apresentar o ungido e o iluminado para 44% dos brasileiros. Nós somos meio Brasil. Nós queremos participar desta escolha. Nós queremos olhar quem vai ser Oposição nos próximos quatro anos e, aí sim, decidir quem será escolhido para disputar as próximas eleições. Boiada, Doutor Fernando Henrique Cardoso, pode ter do outro lado. Do lado de cá tem um contingente enorme de eleitores que quer participar deste processo e que não vai mais aceitar imposições de caciques partidários. Quem disse que o escolhido deva ser do PSDB? Quem disse que ainda haverá PSDB? Respeitem o DEM, o PPS, os aliados, pois a votação alcançada não foi dada apenas por eleitores de um partido. O que os tucanos deveriam fazer antes de pensar em nomes é definir como vão fazer Oposição até 2014, para chegar lá com um projeto viável e aceito pelo povo brasileiro. Muita calma nessa hora. Escolher candidato para defender qual projeto para o país? Nós somos 44% de eleitores e não uma boiada tocada pelo berrante de meia dúzia. 2014 não tem pressa. 44% dos brasileiros querem saber o que a Oposição vai fazer agora, já!
Olha a esperteza: arrocho no salário mínimo, reajuste na Bolsa Família.
A presidenta Dilma Rousseff, com três dias de eleita, já está pregando um arrocho salarial pela redução do salário mínimo a médio prazo, ao mesmo tempo em que promete um reajuste da Bolsa Família. Não há dinheiro para quem trabalhou a vida inteira, como os aposentados, mas há dinheiro para sustentar os milhões de eleitores que a elegeram. É a velha tática da notícia boa e da noticia ruim. A Oposição não pode ficar calada. Deve denunciar que as promessas de campanha estão sendo descumpridas e apoiar, imediatamente, um grande aumento para a Bolsa Família, inclusive com a introdução do décimo-terceiro, além de brigar pelo salário mínimo de R$ 600. Não dá para esperar a semana que vem. Oposição tem que trabalhar mais do que Governo. Reação já!
Que a Oposição não caia na conversa mole da governabilidade e do interesse público.
Clique e amplie para ler o editorial do Estadão. Quase tudo certo, menos a pregação de que a Oposição de hoje deva ser diferente da oposição que o PT sempre fez. Eles só chegaram lá porque fizeram o que fizeram. Não existe interesse público que se sobreponha ao interesse do povo. Tudo pelo povo, em primeiro lugar. Dinheiro? Busca no Pré-Sal. Busca nos U$ 250 bilhões das reservas. Busca no corte dos cargos de confiança. Busca na redução dos gastos públicos. O papel do Governo Federal é gerar riquezas para distribuir para o povo. Este sempre foi o discurso do PT. Foi com este discurso que venceram as eleições.
44% na oposição.
De Marco Antonio Villa, na Folha de São Paulo:
A oposição acreditou que criticar o governo levaria ao isolamento político. O resultado das urnas sinalizou o contrário: 44% do eleitorado disse não a Dilma. Ela era candidata desde 2008. Ninguém falou em prévias, nenhum líder fez muxoxo. Lula uniu não só o partido, como toda a base. Articulou, ainda em 2009, as alianças regionais e centrou fogo para garantir um Congresso com ampla maioria, para que Dilma pudesse governar tranquilamente. Afinal, nem de longe ela tem sua capacidade de articulação política. E a oposição? Demorou para definir seu candidato. Quando finalmente chegou ao nome de Serra, o partido estava dividido, vítima da fogueira das vaidades. Ao buscar as alianças regionais, encontrou o terreno já ocupado. Não tinha aliados de peso no Norte e Centro-Oeste, e principalmente no Nordeste.
Neste cenário, ter chegado ao segundo turno foi uma vitória. No último mês deu mostras de combatividade, de disposição de enfrentar um governo que usou e abusou como nunca da máquina estatal. Como, agora, fazer oposição? Não cabe aos governadores serem os principais atores desta luta -a União pode retaliar e isso, no Brasil, é considerado "normal". É principalmente no Congresso Nacional que a oposição deve travar o debate. Lá estará, inicialmente, enfraquecida. Perdeu na última eleição, especialmente na Câmara, quadros importantes. Mesmo assim, pode organizar um "gabinete fantasma" e municiar seus parlamentares e militantes com informações e argumentos. Usar as Câmaras Municipais e as Assembleias estaduais como espaços para atacar o governo federal. E abastecer a imprensa -como sempre o PT fez- com denúncias e críticas.
Espaço para a oposição existe. O primeiro passo é assumir o seu papel. Deve elaborar um projeto alternativo para o Brasil. Sair da esfera dos ataques pessoais e politizar o debate, acabar com o personalismo e o regionalismo tacanho, formar quadros e mobilizar suas bases. É uma tarefa imediata, não para ser realizada às vésperas da eleição presidencial de 2014. O lulismo tem pilares de barro. É frágil. Não tem ideologia. Não passa de uma aliança conservadora das velhas oligarquias, de ocupantes de milhares de cargos de confiança, da máfia sindical e do grande capital parasitário. Como disse Monteiro Lobato, preso pelo Estado Novo e agora perseguido pelo lulismo: "Os nossos estadistas nos últimos tempos positivamente pensam com outros órgãos que não o cérebro -com o calcanhar, com o cotovelo, com certo penduricalhos, raramente com os miolos".
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Ontem, este Blog publicou um post intitulado "Brasil do bem". E sugeriu que os onze governadores eleitos tenham alguns programas em comum, em áreas estratégicas. Com as próprias marcas. Buscando resultados que, em quatro anos, poderão ser mostrados ao Brasil como uma obra coletiva da Oposição. Por que uma policlínica não pode ser igual em Santa Catarina e em Goiás? Por que uma escola técnica não pode ter o mesmo conceito em Alagoas e no Paraná? O problema da Oposição sempre foi ter o que mostrar. Isto não custa nada. Isto só custa união, planejamento estratégico, inteligência. A Oposição domina 50% do PIB. É hora de mostrar que pode mudar o Brasil, mesmo sem estar no governo.
Arrocho salarial da Dilma: Oposição deve falar com o povo e não com o Governo.
Da Folha de São Paulo:
Principal bandeira da campanha de José Serra (PSDB), o aumento do salário mínimo de R$ 510 para R$ 600 vai ser uma das prioridades da oposição no Congresso até o final do ano. Cientes de que será barrado pelos governistas, DEM e PSDB querem desgastar a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) ao insistir no reajuste -para o qual não há espaço nas contas em 2011. A oposição afirma que o reajuste se tornou uma "obrigação" depois das eleições. "Cabe à oposição defender a tese por uma questão de coerência e, sobretudo, porque o partido e o candidato defenderam que esse mínimo é possível", afirma o vice-líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR). O líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen (SC), diz que não há "dois pesos e duas medidas" sobre o salário mínimo, por isso a meta é chegar aos R$ 600. Relator da proposta orçamentária de 2011, o senador Gim Argello (PTB-DF) descarta o mínimo de R$ 600. Ele admite, porém, a possibilidade, de ampliar o valor para R$ 550 já em 2011, a depender do aval de Dilma. "Conversei com a nossa presidente, já chegamos a R$ 540."
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É bom que a Oposição abra o olho. Ela deve conversar é com o povo e não com o governo. Chamar a associação dos aposentados, por exemplo, para dentro do Congresso. A Oposição de hoje é o PT de ontem. Não precisa inventar. É só fazer o que eles faziam e conversar com o povo, com os "movimentos sociais". Chamar as centrais sindicais para uma grande manifestação. Colocar as centrais sindicais a dar explicações para quem? Para o povo. Pelo povo.
Arrocho salarial da Dilma: PIB cresce e novo governo, em vez de distribuir, quer achatar o salário mínimo.
Da Folha:
A presidente eleita Dilma Rousseff quer aprovar uma nova regra de reajuste do salário mínimo. Sua equipe de transição vai negociar com as centrais sindicais, em conjunto com o governo Lula, um novo mecanismo para começar a valer já em 2011. A ideia é acertar um novo modelo para evitar o que, pela regra atual, aconteceria no ano que vem: o mínimo não teria reajuste real, sendo corrigido apenas pela inflação. Um auxiliar do presidente Lula disse à Folha, porém, que ele não deixará o governo com "zero de aumento real". Ontem, em entrevista à Band, Dilma também afirmou que apoiará um reajuste real do mínimo, não seguindo a regra atual. "Como no ano passado o crescimento [do PIB] foi zero, nós vamos discutir com as centrais um aumento maior que esse", disse Dilma, acrescentando que a intenção é manter regra semelhante à que está em vigor. O reajuste do mínimo foi uma das principais bandeiras de campanha de José Serra (PSDB), que prometeu elevar o salário mínimo dos atuais R$ 510 para R$ 600, bem acima dos R$ 538,15 definidos pelo governo na proposta de Orçamento enviada ao Congresso em agosto. Serra explorou o fato de o modelo em vigor -implantado no segundo mandato de Lula- definir que o mínimo seja corrigido pela inflação, mais a variação do PIB de dois anos antes. Como a economia não cresceu em 2009, ano que vem a correção seria só pela inflação -a correção neste ano se refere à estimativa para 2010 na época, de 5,5%. A mudança no cálculo, no entanto, também desarma uma bomba na direção contrária. Em 2010, o PIB do país deve crescer ao menos 7%, o que resultaria num percentual grande de reajuste do mínimo no futuro. Segundo a Folha apurou, uma das propostas em estudo é antecipar parte do reajuste real a ser concedido ao mínimo em 2012. A intenção é aproveitar as negociações do valor do salário mínimo do próximo ano para alterar o atual mecanismo e aprovar uma "política permanente" de reajuste do piso nacional. Um assessor da presidente eleita disse à Folha que a base da nova proposta é manter a correção real de acordo com o "crescimento da produtividade da economia". Um dos problemas é que a nova regra e o valor do mínimo terão de ser aprovados pelo Congresso em menos de dois meses, tendo de enfrentar muitos parlamentares que não foram reeleitos. Além disso, a negociação acontecerá no mesmo momento em que Dilma define sua equipe. O temor é que os aliados usem o tema em troca de espaços no governo. Apesar de ter decidido conceder um aumento real, Lula afirma que não irá concordar com aumentos exagerados que possam prejudicar as contas públicas. Segundo ele, não é possível chegar perto dos R$ 600 prometidos por Serra, criticados pelo governo e por Dilma, por significar um gasto extra de R$ 17 bilhões.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Já ligou, Dilma? Ou vai deixar Sakineh ser executada sem mexer um dedo?
"Quando ela(Dilma) for eleita, vai telefonar (para o presidente do Irã) e dizer: companheiro Ahmadinejad, meu companheiro Lula pediu que você não fizesse isso".
Declaração de Lula, ao lado de Dilma Rousseff, dada no dia 1 de agosto, em Curitiba, Paraná, afirmando que a sua candidata interferiria para que Sakineh Mohammadi Ashtiani não fosse executada. Segundo informações de agências de notícias, a iraniana será executada amanhã, dia 3 de novembro. E aí, Dilma, já ligou para o companheiro Ahmadinejad? Leia aqui e assista ao vídeo.
Porta-voz, o cargo mais estratégico do governo Dilma.
Sem dúvida alguma, o porta-voz será o cargo mais estratégico do governo Dilma. Caberá a ele, após cada entrevista ou declaração da presidenta, traduzir a mensagem, tornando-a compreensível até para a própria Dilma. Mais ou menos assim: informamos que a presidenta Dilma Rousseff, ao se referir ao câmbio flutuante, quis dizer que... informamos que a presidenta Dilma Rousseff, ao se referir à política de aumento do salário mínimo, quis dizer que... informamos que a presidenta Dilma Rousseff, quando declarou que o meio ambiente era uma ameaça à sustentabilidade, quis dizer que ... Hoje a imprensa já começou a tentar entender o que Dilma tenta dizer. Urge definir quem será o cara para traduzir o dilmês para os brasileiros e brasileiros. Urge nomear o porta-voz. O país não pode arriscar uma transição tranqüila dependendo apenas da lingua presa do José Eduardo Dutra para tentar decifrar a Dilma.
A história será contada assim...No primeiro dia, Dilma foi entrevistada pelo Bonner. No segundo dia, o PMDB assumiu o governo.
Não deu outra. O PMDB já assumiu o governo Dilma. A transição virou transação muito antes do que muitos imaginavam. Quem vai coordenar tudo é Michel Temer. O presidente de fato? Isso veremos no terceiro, quarto ou próximos dias. O PMDB, desta vez, não veio para brincar. O mensalão de 50 mil mensais é coisa do passado. Os valores agora são outros. Na casa do bilhão. O governo Dilma acabou antes de começar? Não, mas vai ter que pagar o preço da aliança. E vai faltar dinheiro para tanto, isso vai.
Pelo em ovo.
Este Blog já avisou e reitera: não discute fraudes na urna eletrônica. Existem centenas de sites e blogs especializados no tema. As maquininhas estão aí desde 1996, foram usadas em eleições vencidas por todos os partidos, sem exceção. Estão totalmente consolidadas, comprovadas e aprovadas por todas as correntes políticas do país. Também não discutimos aqui coisas como a Nova Ordem Mundial. E aqui fala alguém que conhece profundamente as tais ordens que já foram secretas, viraram discretas e hoje estão inteirinhas no youtube. Este é um Blog político. De oposição concreta. Não faz parte do conteúdo enxergar pelo em ovo e alimentar teorias da conspiração. Sim, o mundo é mandado por pouca gente. Desde sempre, não é mesmo? Muito obrigado pela compreensão.
Ahmadinejad saúda Dilma, a primeira mulher presidente do Brasil. E envia a cabeça de Sakineh em uma bandeja.
O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, enviou uma carta parabenizando Dilma Rousseff pela eleição para o cargo de presidente da República, segundo informou a agência estatal de notícias Irna nesta segunda-feira. "Tenho confiança de que o Brasil seguirá progredindo e se desenvolvendo rapidamente durante seu mandato", disse Ahmadinejad. De acordo com a Irna, o presidente iraniano escreveu que o Irã "acredita que o estabelecimento de justiça regional e internacional, segurança e estabilidade será possível por meio da observação do direito das nações e o respeito aos acordos internacionais, ao mesmo tempo em que se evita o uso da força e de dois pesos e duas medidas na resolução das crises". Ahmadinejad disse que a cooperação entre Brasil e Irã trouxe avanços para ambos os países em esferas regionais e internacionais durante o mandato de Lula. O líder iraniano teria manifestado o desejo de que as relações entre os dois países "continuem se aprofundando" na gestão Rousseff.
..................................................................................A iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, cuja condenação à morte por apedrejamento provocou uma onda de manifestações na comunidade internacional, será executada nesta quarta-feira (3), de acordo com a ONG Comitê Internacional contra Apedrejamento. Informações obtidas pela organização apontam que as autoridades iranianas teriam ordenado a execução na prisão de Tabriz, onde Sakineh está detida. A ONG convocou um protesto em Paris para esta terça-feira, às 14h local (11h de Brasília), em frente à embaixada iraniana na França, e outro em frente à sede do Parlamento Europeu, em Bruxelas.Leia mais aqui.
..................................................................................Assine aqui o manifesto pela libertação de Sakineh.
O Brasil do bem.
Mapa publicado hoje na página H-16 do Estadão, indicando os estados onde a Oposição venceu a eleição para o governo estadual.
Olhando o mapa do Brasil, vemos que a Oposição venceu em onze estados brasileiros. Tem o maior PIB e praticamente a metade do eleitorado em suas mãos. No país que Lula dividiu, a Oposição conquistou um importante e significativo espaço territorial, populacional, social, enfim. Quer ver uma idéia simples de como a Oposição poderia fazer Oposição? Criem, nestes onze estados, pelo menos um programa comum de geração de renda, de empregabilidade, de educação, de saúde, de habitação, de segurança. Unam estes onze estados em uma verdadeira federação. Dêem a estes programas um mesmo nome, uma mesma marca. Comprem em bloco, para baratear as obras. Montem uma estrutura central de planejamento, usando as melhores cabeças pensantes. Ajam como se fossem um país, não como estados isolados. Se fizer isto, ao final de quatro anos, a Oposição terá um milhão de casas, mil policlínicas, duzentas escolas técnicas , uma obra completa para mostrar. Esta é a única forma de enfrentar a máquina federal. É difícil fazer isso? Não. É só uma questão de inteligência e estratégia. Senhores governadores de Oposição, este é o governo paralelo que pode ser montado. Um governo do Bem. É uma idéia boba e absurda? Não, não é. A não ser que os egos e as lutas pelo poder levem todos, novamente, à derrota. É só uma questão de escolha. Não do nome do próximo presidente, mas do que ele terá para dizer ao Brasil que seja maior do que a Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida e o PAC.
Não foi por esquecimento.
A matéria do Estadão (clique para ampliar e ler) informa que o discurso da vitória, lido por Dilma, foi feito com grande antecedência e a doze mãos. Houve cuidado com o que seria dito, palavra por palavra. Afinal de contas, o primeiro pronunciamento é histórico. Não citar Deus em uma campanha embalada pelo componente religioso, onde Dilma foi obrigada a mudar de idéia sobre o tema para não perder a eleição, foi intencional, é óbvio. A verdade foi restabelecida, apenas isso.
Ela já sabia.
No dia 27 de junho, a Nariz Gelado publicava este post. Depois, em função do seu trabalho, virou blogueira interrompida. Hoje, 2 de novembro, ela volta a escrever no seu blog. Neste meio tempo, aconteceu praticamente tudo que ela previu e a eleição foi perdida. O post de hoje também olha para o futuro, como olhava lá em junho. É bom levar a NG a sério, pois 2014 é logo ali.
Se fosse técnico de futebol, seria demitido.
Sérgio Guerra, presidente do PSDB, é pernambucano. Conseguiu um recorde: José Serra não venceu em nenhum dos municípios do estado. São 185. Se fosse treinador de futebol, o tucano seria demitido por justa causa. Ou pediria demissão em caráter irrevogável. Tem consigo a companhia do ex-senador Arthur Virgílio, do Amazonas, que também viu o seu estado derrotar o PSDB em todos os municípios. Quase teve a companhia do ex-senador Tasso Jereissatti, cujo Ceará só deu vitória ao partido em Viçosa do Ceará, com 51% dos votos. Ex é força de expressão. Serão ex a partir de 1 de janeiro, pois não foram reeleitos.
Fácil, a culpa é do marqueteiro.
Não adianta o Fernando Henrique Cardoso vir reclamar do protagonismo cada vez maior dos marqueteiros nas campanhas eleitorais. A queixa, vinda de um intelectual, de um acadêmico, de um estudioso, é de deixar qualquer um estupefato. Os marqueteiros têm e continuarão tendo importância decisiva em eleições, muito além dos discursos em palanques e das entrevistas no jornal. Ninguém mais vai a comício e, infelizmente, a maioria dos brasileiros ainda usa jornal para atividades muito menos nobres do que se informar. Vivemos a era do marketing na política e, sem ele, é impossível vencer uma eleição.
É que culpar o marqueteiro é muito fácil, é o que está mais próximo e mais exposto. Um marqueteiro pode ser culpado por várias coisas: um programa ruim, um jingle babaca e até mesmo por uma estrutura como a montada pelo famoso Gonzáles do Serra, que ainda usava as velhas câmeras beta para externas contra as várias e moderníssimas câmeras Red One 4K usadas pelo também famoso Patinhas da Dilma, que filmam com resolução de cinema e que com lentes e outros aparatos custam R$ 500 mil cada uma. O resultado no vídeo era a palidez do Serra, as suas olheiras fundas, a sua careca brilhando. Enquanto isso, Dilma pareceia uma diva hollywoodiana. Imagens de helicóptero na campanha de Serra somente apareceram no meio do segundo turno, enquanto na campanha da Dilma elas faziam parte de todos os momentos do programa eleitoral. Faltou dinheiro? Está na cara que faltou e isto prejudica, em muito, qualquer estratégia de marketing, ainda mais no tiro curto de uma campanha eleitoral.
Se na forma a coisa foi muito mal concebida, seja por falta de estrutura, seja por falta de novas idéias de um marqueteiro envolvido em duas campanhas ao mesmo tempo, ambas duríssimas (não esquecer que Gonzáles elegeu Serra governador em 2006, perdendo com Alckmin, da mesma forma que venceu com Alckmin e perdeu com Serra em 2010), o que a Oposição ofereceu em termos de conteúdo a ser vendido foi um velho cavaleiro solitário, que passou todo o primeiro turno escondido pelos seus aliados, todos em busca dos seus próprios espaços, mostrando ao eleitor uma total desconexão entre a campanha presidencial e as campanhas regionais. Todos os governadores da situação tinham orgulho da sua candidata. Todos os governadores da oposição tinham vergonha do seu. Por isso, a Oposição, a começar por FHC, não podem vir a público dizer que Serra teve vergonha de mostrar a história do PSDB. O PSDB, sim, teve vergonha de mostrar o seu candidato a presidente para o eleitor. Em cálculo rápido, no primeiro turno, Dilma deve ter tido, além de 40% a mais de exposição direta na TV, mais 50% do tempo de governadores, senadores e deputados da sua base, que usaram e abusaram de depoimentos da própria candidata, sem contar o reforço de Lula. Queiram ou não os políticos, freqüência e exposição na TV são fundamentais para vender desde sabonete até ex-terroristas.
Voltemos ao marqueteiro. O que podemos cobrar é pouco, basicamente três coisas: não mostrou o passado de Dilma Rousseff, não defendeu o governo de FHC e não usou todo o potencial do vice, Indio da Costa. Vamos por partes. Não mostrou o passado da petista no que se refere à luta armada, mas expôs a sua pífia trajetória como gestora desde o Rio Grande do Sul até o PAC, além de ligá-la o tempo inteiro com a corrupção da Casa Civil. Não defendeu o governo FHC até determinado momento, mas este erro vem desde 2002, continuou em 2006 e é culpa do partido, jamais do marqueteiro. Os tucanos é que sempre tiveram medo de fazer esta defesa e, covardemente, agora querem jogar a responsabilidade nas costas de um profissional que, para exercer o seu trabalho, precisa de informações e de afirmações conclusivas. Quando é que o PSDB promoveu simpósios,seminários, ciclos de palestras para defender o seu legado? O próprio FHC, que deveria ter corrido o país fazendo isso, que teve oito anos para defender o seu legado, preferiu ações internacionais para manter o seu merecido prestígio e jamais foi a Serra Talhada conversar com universitários de uma pequena faculdade. Por fim, aí sim um grande pecado, Indio da Costa não foi usado como deveria, para rejuvenescer a chapa, para correr o Brasil mostrando filas em hospitais e apontando os problemas, entre outras coisas. Resta saber se não houve veto interno, antes de jogar a culpa sobre o famoso Gonzáles.
A verdade é que a Oposição fez contra si no primeiro turno quando, na maioria dos estados, além de esconder José Serra, trabalhou contra ele, não poderia ser consertado por nenhum marqueteiro. Como é que Antonio Anastasia, que pregou ao lado de Aécio Neves o voto Dilmasia por toda Minas Gerais, poderia chegar naquele mesmo prefeitinho e dizer: meu amigo, agora é Serra! E como é que aquele prefeitinho poderia chegar nos seus eleitores e dizer: esqueçam a Dilma, agora é Serra. O mesmo ocorreu no Pernambuco de Sérgio Guerra, no Ceará de Tasso Jereissatti e no Amazonas de Arthur Virgílio. Voltemos ao marketing. Só existe uma propaganda mais poderosa do que a mídia em TV: a propaganda boca a boca, o boato, o pé de orelha. Não adianta dizer na TV que o produto é ótimo se, lá no armazém do fim do mundo, o próprio revendedor afirma para o cliente: não compra esse, leva esse aqui que é melhor. Coloquem no lugar do armazém a prefeitura, no lugar do revendedor um prefeito. E tirem suas próprias conclusões.
O marqueteiro do Serra enfrentou um concorrente extremamente poderoso. Bem avaliado. Bem vendido. Com um orçamento imenso. Com uma distribuição composta, por exemplo, por 14 milhões de famílias que recebem, todo o mês, um cachê para votar no governo. Agora vamos a um ponto: o que os tucanos tinham para mostrar nos últimos quatro anos? O que eles fizeram de útil para o país? Qual mudança de impacto que propuseram? Lembro de duas: o fim da CPMF e a Ficha Limpa. Só que não foram iniciativas dos tucanos. As duas medidas têm as digitais do DEM. Por isso, a campanha de Serra ficou com a cara de campanha para governador de São Paulo ou de prefeito da capital. O marqueteiro do Serra pode ser criticado pela estética, mas jamais pelo conteúdo. O conteúdo não é dele. O conteúdo é dos políticos. E não venham com balelas de que Aécio seria melhor do que Serra. O que ficou provado é que não se trata de candidato. Se trata de "presente" versus "passado". O Brasil presente do Lula elegeu um poste chamado Dilma. Elegeria um poste chamado Tiririca. O Brasil do passado do PSDB não elegeu um poste chamado Serra e não elegeria um poste chamado Aécio.
Não se trata de perdoar o marqueteiro do Serra. Aquela foto do Lula. Aquela favela de estúdio. As cenas de arquivo. A verdade é que Serra é um bom produto no atacado, mas o partido mostrou-se uma belíssima porcaria no varejo. Sem estrutura. Sem unidade. Sem treinamento de vendas. Sem rede de distribuição. Há 15 anos que a inflação não existe. Ou seja, milhões e milhões de jovens eleitores nem sabem o que isto significa. Este continua sendo o grande discurso do PSDB. Cá entre nós, se você fosse um marqueteiro e pudesse escolher entre vender FHC ou Lula, o que você escolheria? E o que você acha que o povão compraria? Não sejamos amadores. Cada programa de TV tem pesquisas qualitativas. Cada dia há uma pesquisa de tracking. Os marqueteiros sabem se acertaram ou erraram, em minutos. O problema é saber que o outro lado está acertando o tempo todo e que, do seu lado, não há nada que seja decisivo. O PSDB não resiste a uma matriz swot (procurem no google). Sua missão venceu e a sua visão é caquética. É um partido sem metas e objetivos claros. Já está falando em 2014. Deveria, neste momento, reunir os seus governadores e montar uma estratégia para 2012, para eleger o maior número de prefeitos nos seus estados. Quem é o candidato do partido para a Prefeitura de São Paulo? Ninguém sabe. No entanto, já estão lançando Aécio 2014. Que, aliás, já deve ter o seu candidato para a prefeitura de Belo Horizonte. Possivelmente, em aliança com o PT. É, a culpa é do marqueteiro. Do próximo, que vai chegar em 2014 sem ter nada a dizer, nada a mostrar e nada a oferecer, a não ser o tal "legado do PSDB", como defende Fernando Henrique Cardoso, com os olhos voltados para o passado.
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