sábado, 24 de outubro de 2009
Enquete
O Rio na boca do mundo.
La ecuación está casi completa. El Río Norte tomado por los traficantes. La zona oeste, conquistada por las milicias. En las favelas elevadas de la zona sur, algunos puntos de tráfico. En toda la ciudad, la población pobre a merced de los abusos de uno y otro lado. El vídeo que el Gobierno de Río entregó al Comité Olímpico Internacional ocultaba las favelas. Hasta la histórica Mangueira, pegada al estadio Maracaná. El vídeo no mostraba los muros que están siendo construidos en 13 favelas de Río, "para proteger la naturaleza" (versión oficial). No es que no se haga nada; hay algo de inversión social. En Santa Marta, por ejemplo. Y en la defensa de la candidatura olímpica en Copenhague, el gobernador Sergio Cabral comprometió 2,5 millones de euros para "entregar los Juegos más seguros". "Pero la policía sigue intimidando con armas", afirma Daniel Luz, de la ONG Viva Río. Hasta Jorge Bittar, secretario de Vivienda de la ciudad, confiesa que Santa Marta es sólo una favela. Una de muchas. La Ciudad Maravillosa tiene más de 700 (hace 20 años eran 300). Lo cierto es que en 2009 todo sigue parecido. La clase media, cheirando pó (esnifando cocaína) en las fiestas de la zona sur mientras el rapero MV Bill entona sus rimas afiladas desde la favela de Ciudad de Dios: "Compras cocaína de mis manos, luego me insultas en la televisión". La mayoría de los cariocas mira para otro lado, no quiere hablar de la violencia.
Os povos estão com Honduras.
OEA põe Zelaya e Lula na parede.
Blogosfera.
Pode passar no caixa.
64.
A verdade é que Lula inverteu os números da sua idade no bolo do aniversário, que comemorou hoje. Em meio às estrelas vermelhas, o 64 virou 46. Seja qual tenha sido a intenção, o que fica registrado para a história é que a chama de 64 não é qualquer Lula que pode apagar. Atualizando: a manguaça não vai ser pequena na festa. Para acompanhar, Lula chamou (bem à esquerda) o maior pinguço do PT, o ex-governador gaúcho e ex-ministro das Cidades, Olívio Dutra. As águas vão rolar, garrafa cheia eu não quero ver sobrar...Se Jesus, que era Jesus...
Se pudesse, seria um ditador.
Momento 1 - Lula elogia a si mesmo, afirmando que valorizou os funcionários públicos e que, por isso, agora eles fazem um trabalho inestimável, economizando bilhões e bilhões...
Precisou eu chegar à Presidência da República, para perceber que havia o engano do discurso fácil em época de campanha eleitoral, e eu constatei que a máquina pública brasileira era muito mal remunerada, e o salário não condizia com a capacidade profissional da maioria das pessoas que trabalhavam na máquina pública brasileira. As pessoas só querem saber quanto ganha um Advogado-Geral da União, mas não querem saber quantas causas ele ganhou, para evitar que o governo perdesse bilhões e bilhões de reais na justiça... As pessoas acham que um homem da Receita Federal, uma mulher ganha muito dinheiro, e não se dão conta de quanto o trabalho deles faz com que o Estado brasileiro deixa de perder para os sonegadores. ..E aqui se trabalha sem bônus, mas muitas vezes, se trabalha por amor a uma causa que as pessoas acreditam.
Momento 2 - Lula critica virulenta e violentamente os mesmos funcionários públicos , que ao fazer o seu trabalho de fiscalização, impedem que o Brasil cresça. É Lula no seu "momento Dilma", querendo que os funcionários públicos "agilizem" a liberação das obras.
Quando, muitas vezes, eu pergunto para a ministra Dilma “tal obra está pronta para inaugurar?”, ela fala: “Nem começou”, porque os entraves são demais e porque se parte do pressuposto de que todo mundo é desonesto até prova em contrário, quando o pressuposto deveria ser o de que todo mundo é honesto até prova em contrário. É uma...Eu quero dizer para vocês que eu quero deixar como legado, para quem vier depois de mim, uma harmonização melhor entre essas dezenas de instituições que entre si, às vezes, uma pessoa lá nos confins de um estado qualquer tem mais poder do que o presidente da República, do que uma reunião de Ministérios. Pessoas, às vezes, de quarto escalão resolvem que não pode fazer, e não pode fazer, e acabou.
Olho no Lula.
Não dá para "travar" a lingua dele?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva retomou a ofensiva contra os organismos de fiscalização e controle, reiterando os ataques feitos ao Tribunal de Contas da União (TCU), mas sem citar o órgão nominalmente. Após dizer que o Brasil "está travado", ele defendeu a criação de uma câmara de nível superior, que possa decidir rapidamente sobre a liberação de obras suspensas por liminares da Justiça. "Não é fácil governar com a poderosa máquina de fiscalização e a pequena máquina de execução", declarou.
Mercadante ameaça oposição.
Do senador ALOIZIO MERCADANTE (PT-SP), sobre as reações negativas aos três dias de caravana presidencial para visitar as obras de transposição do rio São Francisco.
O simbolismo de Honduras.
A diferença agora é que os caudilhos se dizem de esquerda e "bolivarianos", tendo como traços comuns a impossibilidade de convivência com a imprensa livre, o desrespeito à Constituição e a formação de esquadras de bate-paus para intimidar fisicamente os adversários. O patrono da turma é o venezuelano Hugo Chávez, secundado por figuras menores como o equatoriano Rafael Correa e o boliviano Evo Morales. Em Honduras, Manuel Zelaya tentou o golpe bolivariano, mas seu voo de galinha foi interrompido em pleno ar pela Corte Suprema e pelos militares. O mais novo aderente ao caudilhismo de esquerda é o nicaraguense Daniel Ortega. A única surpresa é ele não ter sido o primeiro a aderir. Ortega está cumprindo à risca o manual de instalação de ditaduras de esquerda em países de instituições fracas. Na segunda-feira passada, um grupo de seis juízes da Corte Suprema acatou um recurso, apresentado pelo próprio presidente, exigindo a anulação do artigo 147 da Constituição, que proíbe a reeleição. Caso a decisão seja ratificada por nove dos dezesseis magistrados do tribunal, Ortega poderá concorrer nas eleições de 2011. Como ele nomeou oito desses juízes e ainda tem direito a indicar mais um, o golpe constitucional está praticamente pronto. Quando for consumado, o presidente da Nicarágua engrossará o time dessa nova modalidade de ditadura.
Lula, o "duas caras".
“Não entendi por que os mesmos que elegeram Sarney um mês depois queriam derrubá-lo”, declarou, fingindo-se de ingênuo, pois não faltaram fatos para propiciar a sua excelência perfeito entendimento a respeito da situação, perfeitamente compreendida pela bancada de seu partido no Senado.O presidente, que outro dia mesmo reclamava dos políticos de “duas caras”, de novo encarnou a simbologia do mau exemplo. Convalidou, pela enésima vez, as práticas nefastas que passou a vida dizendo que precisavam ser combatidas.Isso é pior do que ter duas caras: é jogar no lixo uma trajetória, enterrar uma biografia, é trair uma legião de brasileiros que o elegeu acreditando nas promessas de mudança.
Leia na íntegra.
Sindicato de ladrões.
A Revista Veja publica uma reportagem sobre a máquina sindical no Brasil, do qual pinçamos alguns trechos:Poucos negócios no Brasil são tão lucrativos quanto montar um sindicato. Sim, você leu direito. Na república sindical instalada no Brasil pelo governo petista, conseguir representar uma categoria de trabalhadores virou excelente negócio. Mas não um negócio qualquer. Para começar, o sindicato tem monopólio local garantido por lei. Essa categoria é minha e ninguém tasca! A segunda característica desse ramo especialíssimo de negócio é o fato de que o dinheiro cai no caixa automaticamente, sem que seja preciso mexer uma palha. As contribuições, para filiados ou não, são compulsórias. Delas, dos impostos e da morte, ninguém escapa. Uma terceira faceta do negócio é ainda mais atraente. A lei garante a inviolabilidade de suas finanças. Isso significa que os sindicatos estão dispensados de prestar contas sobre como gastam o dinheiro arrecadado compulsoriamente.
O gangsterismo sindical, agora em sua versão explícita, começou com uma mudança legal ocorrida no ano passado. Uma portaria do governo, porém, passou a admitir a abertura de entidades "concorrentes" em uma mesma região desde que a sede da mais nova não fique no mesmo local que a sede da mais antiga.
A CUT e a Força Sindical, as duas maiores centrais do país, perderam território para as novas entidades, criadas por lideranças de olho na reestruturação da divisão do imposto sindical sacramentada pelo presidente Lula no ano passado. A mudança agraciou as centrais com 10% do imposto arrecadado pelos sindicatos, porcentagem que antes ficava para o governo. Foi um presentão do "paizão" Lula – como, na ocasião, se referiu ao presidente da República um sindicalista. O "presentão do paizão" foi comemorado em grande estilo. Dirigentes de classe organizaram um festão no Congresso, com vinho e uísque 12 anos rolando solto.
Não foi o único mimo ofertado por Lula aos companheiros sindicalistas. Em março de 2008, ele vetou um dispositivo que autorizava o Tribunal de Contas da União (TCU) a fiscalizar as contas dos sindicatos – inescrutáveis desde a Constituição de 1988, que pretendeu, dessa forma, proteger as organizações de interferências do poder público. "Esse veto é inacreditável. É a primeira vez em que alguém diz que dinheiro público não precisa ser auditado. Nem o Banco Central tem essa autonomia", afirma o sociólogo José Pastore.
No Brasil, os sindicatos já deram incontáveis provas de lealdade ao governo do qual dependem. Assumiram uma atitude de contemplação bovina diante de questões antes explosivas, como o salário mínimo e o desemprego. Mas o maior favor prestado ao "governo companheiro" é o ensurdecedor silêncio que os sindicatos dedicam aos escândalos da administração petista. Lula, o "paizão", tem retribuído à altura – fingindo ignorar que seus "filhos" agem como gângsteres na luta para manter os lucrativos territórios.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Toffoli assumiu no STF.
Declaração da Minista do STF, Ellen Gracie
Aécio é o Geraldo. Serra é o Serra.
Lula deveria falar da PF, não do TCU.
Agricultores: invadam Brasília!
FGTS? Só para financiar a candidata.
O ministro da Agricultura da Dilma.
O Congresso acaba de aprovar uma CPI contra a guerrilha rural que assola o país, financiada pelo dinheiro público pago a organizações de fachada. Enquanto isso, o PT convidou o MST para colaborar com a campanha e ajudar a elaborar o programa de governo de Dilma Rousseff (Casa Civil) em 2010.O movimento é um dos principais convidados do primeiro "colóquio" com o PT neste fim de semana em São Paulo. João Paulo Rodrigues, um de seus principais líderes, dividirá amanhã uma mesa de debates com o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, e o presidente da CUT, Artur Henrique. Dilma também estará no evento, já em contato com o seu potencial Ministro da Agricultura.
Ainda o mensalão.
Lula diz não ter ressentimentos, mas demonstra rancor contra Marconi Perillo, que antes da crise do mensalão o alertou sobre oferta de dinheiro para que uma deputada apoiasse o governo.
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Direita lidera no Chile.
CNBB desanca Lula.
Lula é "rancoroso", afirma tucano.
Incompetência, irresponsabilidade, improbidade.
As despesas com o novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já superam os R$ 130 milhões. Hoje o Diário Oficial da União (DOU) publicou um contrato assinado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e pelo consórcio formado pela Fub/Cespe e Cesgranrio que traz um custo operacional de R$ 99.959.837,86Em caráter emergencial, a contratação do consórcio foi feita sem a realização de licitação. Segundo o extrato de dispensa de licitação publicado pelo Inep, o consórcio será responsável pela "operacionalização de procedimentos relativos ao Enem 2009, conforme condições e especificações contidas no projeto básico". Não há detalhes sobre esse projeto básico.Com essa contratação, as despesas do novo Enem já superam os R$ 130 milhões, já que a impressão da nova prova pela gráfica RR Donnelly Moore vai custar R$ 31,9 milhões. O contrato do Inep com a gráfica foi publicado no dia 14, no DOU. A gráfica também será responsável pelo manuseio, embalagem, rotulagem e entrega dos cadernos de provas do Enem aos Correios.As provas, que serão aplicadas a mais de 4 milhões de estudantes, tiveram que ser adiadas para os dias 5 e 6 de dezembro, depois que o jornal O Estado de S. Paulo revelou que o exame tinha vazado. Cinco pessoas já foram indiciadas pela Polícia Federal (PF).
Apagão da Dilma.
Lula sugere que é "Jesus se aliando à Judas".
FOLHA - O sr. trabalhou pela reabilitação de Antonio Palocci. O caso do caseiro é superável eleitoralmente?LULA - Desejo que todos os que foram acusados, e acho que tem muita gente acusada injustamente, que todos sejam julgados. Palocci teve um veredicto. Não tem mais nenhuma pendência com a Justiça. Pode ser o que quiser ser.
FOLHA - Ele pode ser candidato a governador de São Paulo?
LULA - Ele tem inteligência para saber se o momento é de uma candidatura ou não.
FOLHA - Seu aliado Ciro Gomes diz que há "frouxidão moral" na hegemonia da aliança entre PT e PMDB, da qual o sr. é o principal avalista. Como o sr. responde?
LULA - A aliança com o PMDB e os demais partidos permitiu governança muito tranquila. Se confirmada a aliança, será feito documento público para saber os compromissos assumidos.
FOLHA - E a frouxidão moral?
LULA - Conceito do Ciro.
FOLHA - Não quer responder.
LULA - Opinião do Ciro.
FOLHA - Não o incomoda?
LULA - Não. Ciro esteve no meu governo. A única coisa que não tem aqui é frouxidão moral.
FOLHA - Ciro disse que o sr. e FHC foram tolerantes com o patrimonialismo para fazer aliança no Congresso. Ou seja, aceitaram a prática de usar bens públicos como privados.
LULA - Qualquer um que ganhar as eleições, pode ser o maior xiita deste país ou o maior direitista, não conseguirá montar o governo fora da realidade política. Entre o que se quer e o que se pode fazer tem uma diferença do tamanho do oceano Atlântico. Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão.
FOLHA - É o que explica o sr. ter reatado com Collor, apesar do jogo baixo na campanha de 1989?
LULA - Minha relação com o Collor é a de um presidente com um senador da base.
FOLHA - Dá aperto no peito?
LULA - Não tenho razão para carregar mágoa ou ressentimento. Quando o cidadão tem mágoa, só ele sofre. Quando se chega à Presidência, a responsabilidade nas suas costas é de tal envergadura que você não tem o direito de ser pequeno.
Lula assume "relação institucional" com Delúbio.
FOLHA - Por que não abandonou Sarney na crise do Senado?LULA - Não entendi por que os mesmos que elegeram Sarney, um mês depois, queriam derrubá-lo. Coincidentemente, o vice não era uma pessoa [Marconi Perillo, do PSDB de Goiás] que a gente possa dizer que dá mais garantia ao Estado brasileiro do que o Sarney. A manutenção do Sarney era questão de segurança institucional.
LULA - A queda do Sarney era o único espaço de poder que a oposição tinha. Iam fazer um inferno neste país.
FOLHA - O sr. disse que Sarney não poderia ser tratado como um cidadão comum. Não é incorreto numa democracia, onde ninguém está acima da lei? Um presidente falar isso não transmite mensagem ruim?
LULA - É verdade que ninguém está acima da lei, mas é importante não permitir a execração das pessoas por conveniências eminentemente políticas. Sarney foi presidente. Os ex-presidentes precisam ser respeitados, porque foram instituições. Não pode banalizar a figura de um ex-presidente.
FOLHA - O sr. apoiou Sarney, reatou com Collor, é amigo de Renan Calheiros, de Jader Barbalho e recebeu Delúbio Soares recentemente na Granja do Torto. Todos são acusados de práticas atrasadas na política e até de corrupção. Ao se aproximar dessas figuras, não transmite ideia de tolerância com desvios éticos?
LULA - O dia em que você for acusado, justa ou injustamente, enquanto não for julgado, terá de ser tratado como cidadão normal. Não tenho relações de amizade, mas institucionais.
FOLHA - O cidadão o vê abraçado com essas figuras...
LULA - O cidadão tem de saber que eles foram eleitos democraticamente. E o eleitor dessas pessoas é tão bom quanto elas.
Lula: Gilmar Mendes faz “debate pequeno”.
FOLHA - Se Ciro seguir emparelhado ou à frente de Dilma em março, quando o sr. e ele combinaram de decidir, que argumento o sr. pode usar para convencê-lo a desistir da Presidência e concorrer em SP?LULA - Jamais farei isso.
FOLHA - O sr. patrocina a articulação para ele ser candidato em SP.
LULA - Não é verdade. Sou o único que não tem autoridade moral para pedir para alguém não ser candidato. Fui candidato a vida inteira. Só cheguei à Presidência porque teimei.
FOLHA - Como o sr. explica um governo popular e a oposição líder nas pesquisas da sucessão?
LULA - Ainda não temos candidatos.
FOLHA - Os motivos? Recall?
LULA - Lógico que é recall. Um candidato da oposição, governador de São Paulo, já foi candidato a presidente, já foi senador, já foi ministro, tem uma cara muito conhecida no Brasil inteiro. A transferência de voto não é como passe de mágica. Vamos trabalhar para que a gente possa transferir todo o prestígio do governo e do presidente para a nossa candidatura.
FOLHA - Todo dia a Dilma aparece com o sr. no noticiário, viajando. O presidente do Supremo Tribunal Federal classificou de vale-tudo as viagens que viram comícios.
LULA - Você passa o tempo inteiro plantando sua rocinha. É justo que, quando ficar no ponto de colher, você vá colher. Ninguém pode ser contra a Dilma ir às obras comigo. Se for candidata, a lei determina que tem prazo em que não poderá mais ir. Até lá, ela é governo.
FOLHA - Mendes diz que o governo testa o limite da Justiça.
LULA - É um debate pequeno. Cada brasileiro tem o direito de falar o que bem entender, mas vamos continuar inaugurando.
FOLHA - Teme chapa Serra-Aécio?
LULA - Não.
FOLHA - Pediu a Aécio para não ser vice de Serra?
LULA - [Riso] Não, não.
Lula: Dirceu é “rei morto, rei posto”.
FOLHA - Por que o sr. escolheu Dilma como candidata, cristã nova no PT que nunca disputou eleição, sem fazer discussão no partido?LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA - Não estava em debate quem era PT mais puro-sangue, menos puro-sangue. Era questão de viabilidade política. Dilma é a mais competente gerente que o Estado já teve. A capacidade de trabalho, a competência, o passado político e o presente, isso me faz garantir que é excepcional candidata.
LULA - Não é tucano, não. Além de gestora, é extraordinário quadro político.
FOLHA - Já há faixas na rua dizendo que Dilma eleita equivale ao seu terceiro mandato.
LULA - Exatamente o contrário. Uma mulher que tem a personalidade que a Dilma tem vai exigir que eu tenha o bom senso de quando elegi o Jair Meneguelli presidente do sindicato de São Bernardo, o José Dirceu presidente do PT. Rei morto, rei posto. A Dilma no governo tem de criar a cara dela, o estilo dela, o jeito dela de governar.
FOLHA - O sr. defende uma coalizão e uma disputa plebiscitária. Se a coalizão é importante, por que o candidato deve ser do PT e não de um partido aliado?
LULA - Porque seria inexplicável para grande parte da sociedade o maior partido de esquerda do país, que tem o presidente, não ter um sucessor.
FOLHA - Fechou ontem [anteontem] a aliança com o PMDB?
LULA - Haverá acordo nacional, e a chapa PT-PMDB.
FOLHA - Michel Temer é o nome para vice?
LULA - Quem discute vice é o candidato.
Aloprados querem reforço.
Apesar das queixas sobre a possibilidade de o PT não ter candidato próprio no maior colégio eleitoral do País, um grupo de caciques do partido em São Paulo já decidiu que não vai criar nenhum tipo de obstáculo aos planos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de tirar o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) da corrida presidencial. Reunidos no início desta semana na capital paulista, dirigentes da corrente petista Construindo um Novo Brasil, entre eles o ex-ministro José Dirceu e os deputados Antonio Palocci e João Paulo Cunha, acertaram que não vão se opor à candidatura de Ciro ao Palácio dos Bandeirantes em 2010.
Showmício do Lula: nós pagamos.
O PT diz que os governadores tucanos (Serra e Aécio) estão em campanha ao visitar obras de outros Estados.
Isso precisa ser posto a limpo. Os governadores tucanos viajam no fim de semana ou em horário fora do expediente. Viajam com recursos próprios ou do partido, sem ônus nenhum para o Tesouro estadual. E com todo o compromisso com a legislação. Isso é conversa de quem foi pego com a boca na botija.
O governador Aécio Neves foi com Lula visitar as obras.
Ele recebeu o presidente da República em Minas. Isso é institucional. E ele teve o cuidado de não acompanhar a caravana. A atitude dele foi correta.
Por que o demo Maia não cuida do Rio?
CPI é tudo ou nada.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
"Us ômi tão ficano nervosu!"
Dilma sobe 13% em uma semana!
Preferência política.
Depoimento "caseiro".
Hóspede não.
Dois pra mim, um pra você.
Rio de Janeiro x Rio São Francisco.
O PSDB encomendou pesquisa ao Ibope que mostra José Serra (PSDB) retornando ao patamar de 41%, contra 35% da pesquisa anterior feita pelo instituto, que mostrava o tucano em queda. No campo governista, uma oscilação simbólica: Dilma Rousseff (PT-RS), com 17% (tinha 15%), volta a aparecer na frente de Ciro Gomes, com 16% (tinha 17%). Marina Silva (PV-AC) tem 9%.
De volta à ativa.
Lula "desapropria" programa de FHC.
Dilma defende o "camarada em armas".
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) negou a existência do mensalão e disse que o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu foi "injustiçado". Ela depôs no CCBB (sede provisória do governo) como testemunha de dois réus do mensalão, os ex-deputados Roberto Jefferson (PTB) e José Janene (PP). Revelado em 2005 em entrevista à Folha pelo ex-deputado Roberto Jefferson, o mensalão foi um esquema de pagamento de propina a congressistas em troca de apoio ao governo Lula. As investigações mostraram que o dinheiro utilizado vinha de empréstimos de fachada. Dirceu, Jefferson e Janene estão entre os 39 réus da ação penal do mensalão. O relator do processo, que tramita no Supremo Tribunal Federal, é Joaquim Barbosa. Para acelerar a tramitação, ele delegou a juízes de primeira instância os procedimentos de ouvir testemunhas em todo o país. "Acho que Dirceu foi uma pessoa injustiçada, se quer minha opinião, e também tenho por Dirceu grande respeito", respondeu a ministra à juíza Pollyana Kelly Martins Alves, da 12ª Vara Federal.
O segundo mais caro da TV mundial.
Isto dá apenas U$ 3 milhões por 30 segundos.
Ou somente U$ 30 milhões por cinco minutos de propaganda.
Se houvesse Super Bowl todos os dias durante dois meses, com cinco minutos de divulgação por dia, o anunciante gastaria míseros U$ 1, 8 bilhões.
Por quanto você acha que o PMDB está vendendo os seus cinco minutos na TV para o Lula e a Dilma, na campanha presidencial de 2010?
Por que não o twitter?
TSE manda oposição fazer direito.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, avisou ontem que a corte está aberta a receber reclamações de partidos e do Ministério Público contra eventuais abusos de pré-candidatos. Ele advertiu que é hora de governar, não de fazer campanha eleitoral. "A temporada ainda não é de caça ao voto", afirmou. Ele disse que o fato de o TSE ter rejeitado recentemente três representações não significa que o tribunal chegará à mesma conclusão em outros processos. "Esse julgamento desfavorável não sinaliza de nenhum modo uma predisposição à leniência, à frouxidão, à falta de rigor no exame. Evidencia, sim, inconsistência no preparo das peças de representação. Que os representantes se compenetrem da necessidade de trabalhar com petições mais consistentes", afirmou. O ministro explicou como devem ser as representações. "Documentadamente, se possível, com fotografias, vídeos ou filmes para não deixar a Justiça Eleitoral numa situação de impossibilidade de acolher, por inconsistência, por açodamento no seu preparo", disse.
Brasil 2009. Ou o fim de festa petista.
(Marcelo Sayão/Efe)Bode na sala.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Levanta, Yeda.
"Por agora", o PMDB só quer "ficar".
"Porquito" Garcia ataca STF.
Marco Aurélio Porquito Garcia, como é carinhosamente chamado em Honduras, tanto pelo peso quanto pelo asseio, foi presenteado com uma entrevista na TV do Lula para defender o Lula. E para atacar Gilmar Mendes, o presidente do Supremo Tribunal Federal. Pelo que tem sido noticiado, Porquito será o coordenador do programa de governo da Dilma, o que significa que vai perder um bruta tempo para nada.Cochilou o cachimbo cai (Melô do Serra).
A Folha Online apurou que, nos bastidores, peemedebistas contrários à aliança nacional com o PT vêm mantendo conversas com os tucanos para cobrar uma definição de candidatura. A ala serrista do PMDB avalia que, com a demora, o grupo favorável a Dilma ganha força dentro da legenda para fazer a aliança com o PT decolar. "O que a gente tem que fazer é enfrentar essa realidade nova que o PMDB pôs em prática, combater isso e esperar que o PSDB defina a candidatura. Definindo a candidatura, melhora para os dissidentes. A gente tem uma condição melhor de lutar com a candidatura definida", afirmou o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). Favorável à candidatura de Serra, Jarbas disse acreditar que a definição do candidato tucano vai permitir que os peemedebistas dissidentes busquem apoio ao tucano dentro do partido. Na opinião de Jarbas, o apoio ao candidato tucano vai crescer se Dilma mantiver índices baixos de aprovação nas pesquisas de intenção de voto.
Governo de merda.
Campanha antecipada: STF conclama TSE.
O processo eleitoral implica em igualdade de competição. O Estado não pode beneficiar um dos candidatos. Quem está no governo normalmente tem uma mais-valia, é natural. Agora, caberá à Justiça Eleitoral verificar (as viagens). Apresentar alguém como candidato em atividades de governo é compatível com a Constituição? Não vou emitir juízo quanto a isso. É um desafio para a Justiça Eleitoral saber o que é atividade de governo e o que é campanha eleitoral.
Sobre o TSE:
Estão testando a Justiça Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral. É uma situação que, se se tornar repetida e sistêmica, há de merecer reflexão. É uma viagem feita com recursos públicos. Nem o mais cândido dos ingênuos acredita que isso é uma fiscalização de obras. Não se tinha visto até então a ministra Dilma fiscalizar obras. A questão tem que ser discutida.
Só R$ 400 mil?
O governo gastou pelo menos R$ 400 mil com a caravana organizada pelo Palácio do Planalto para levar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata à Presidência, para os três dias de excursão pela região do Rio São Francisco, onde são realizadas obras de revitalização e transposição. A estimativa de custo é de assessores do Palácio do Planalto. O cálculo oficial ainda não foi feito pela Casa Civil. O tour presidencial passou pelos Estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Ceará, visitando pelo menos 11 cidades. Em algumas localidades, Lula ficou mais tempo, chegando até a dormir. Em outras, só trocou de avião - usou o Casa C-105 Amazonas para viajar em trechos onde não havia condições de pouso para o Aerolula. Além disso, também percorreu seis trechos de helicóptero. O custo mais alto é o do helicóptero - cerca de R$ 10 mil a hora de voo. Só de deslocamentos entre os trechos foram quase três horas, sem contar o tempo de ida de suas bases até o local onde foram utilizados. Já a hora de voo do Aerolula é de R$ 4 mil, enquanto a do Casa é de R$ 3,5 mil.
Do Coturnão:
OAB aparelhada.
"O vício no TCU é de origem. O critério para escolher os ministros deveria ser técnico, jamais político."
Do presidente nacional da OAB, CEZAR BRITTO, sobre relatório do ministro Raimundo Carreiro, indicado para o tribunal pelo Senado, recusando as recomendações dos técnicos para punir a "farra aérea" no Congresso.
Chuchu 2010.
O governador de Minas, Aécio Neves, desembarcou ontem em São Paulo decidido a dar um ultimato ao PSDB. Fortalecido por recentes manifestações de simpatia do DEM, Aécio viajou até São Paulo para oficializar sua disposição de concorrer à Presidência e rechaçar a vice numa chapa com o governador de São Paulo, José Serra. Antes de embarcar para um jantar com Serra, Aécio antecipou a aliados preocupações quanto à indefinição do partido. A decisão, alega, não pode ficar para março sob pena de se reproduzir o cenário de 2006. Os tucanos apontam o tardio lançamento como um dos motivos da derrota de Geraldo Alckmin para Lula em 2006. A interlocutores, Aécio tem dito que, se o PSDB empurrar a decisão para depois de fevereiro, vai se lançar candidato ao Senado em Minas. O anfitrião do jantar foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), chegou por volta das 20h30. Aécio, às 21h. Embora não discorde de Serra publicamente, Aécio se queixa de imobilidade. Recentemente, ele teve que cancelar uma viagem por quatro Estados do Norte do país. Ele argumenta ainda que, escolhido, o candidato poderia monopolizar o tempo de programa partidário, em vez de dividi-lo.
"Comissão de verdade".
Pelo terceiro mandato de Uribe: aqui.
Conhecendo a biografia da candidata.
Segundo a Folha, ao término de mais um ato com todos os ingredientes de pré-campanha eleitoral, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) disse ontem, em Araraquara (SP), que dá por encerrado o caso Lina Vieira, apesar de a ex-secretária da Receita Federal afirmar ter encontrado a agenda na qual consta o registro do suposto encontro entre as duas no Palácio do Planalto, em 9 de outubro do ano passado. "Repito e reitero: não tive reunião privada com a ex-secretária. Acredito que o processo esteja encerrado desde o depoimento dela no Congresso." O que não quer dizer que não tenha tido uma reunião não privada junto com a Erenice Guerra, por exemplo. Mas o que mais espanta é a agenda. Ninguém marca duas reuniões com a mesma pessoa com uma diferença de meia hora. Qualquer pessoa marcaria: 10 horas - Reunião com o Presidente Lula e 15:30 - Reunião com o Presidente Lula. Conhecendo a biografia da candidata, parece que às 10 horas, ela recebeu mesmo a Lina Vieira. Ou às 10:30. E que a agenda foi montada, posteriormente, para negar a reunião. segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Gastos do Lula: um saco sem fundo.
As agendas não batem.
A mentira tem perna curta e não marca data para deixar quem mente com o bumbum na janela. Hoje voltou o assunto da reunião que a "mãe do PAC" realizou com a ex-Secretária da Receita Federal, Lina Vieira, em 9 de outubro de 2008. Segundo relato da ex-Secretária, a "candidata" pediu que ela "agilizasse" uma investigação contra a Família Sarney. A "doutora" negou a reunião. O general melancia apagou as fitas. Depois de tudo ajeitado, Lula desafiou a ex-Secretária a - "seria tão simples" - mostrar a agenda, que a ex-Secretária não tinha conseguido achar. E o Romero Jucá, aquele monumento de isenção e honestidade, confirmou que tinham existido quatro reuniões da ex-Secretária no Planalto, uma delas em 9 de outubro de 2008. Bem, Lina Vieira achou a agenda, a Veja publicou e lá está marcado que a reunião foi em 9 de outubro mesmo. O Coturno Noturno foi lá no sítio do governo fazer uma coisa óbvia, confrontar a agenda da "candidata da perna curta", que afirmou que neste dia estava com o Lula, com a agenda do presidente. Na agenda do presidente, os compromissos são outros. Veja acima. Na agenda da "doutora", estão marcadas três reuniões com Lula, uma atrás da outra. As pessoas normais, que usam agenda, sabem muito bem que uma reunião normal dura no mínimo 30 minutos. Ou não é reunião. Pois vejam acima, na reprodução se não parece que às 10 ou às 10:30, o compromisso foi outro. Mas fica aqui o desafio: encontrem na agenda da Casa Civil duas reuniões com a mesma pessoa, com uma diferença de 30 minutos entre uma e outra. Ainda mais se esta mesma pessoa for Sua Excelência o Presidente da República.Que Lula comece por Honduras.
Lula perdeu a noção do ridículo.
O preço do silêncio.
A fazenda da festa é a mesma que, em 2004, Delúbio Soares fez dobrar de tamanho, pagamento em dinheiro vivo. Além de Marcelo Sereno, homem de confiança do ex-ministro José Dirceu, a festa reuniu petistas históricos, alguns com postos na máquina federal, como Jacques Penna, presidente da Fundação Banco do Brasil. Delúbio exaltou a lealdade pela qual a cúpula do PT lhe é grata até hoje, por ter se mantido calado no pós-mensalão. "Ai de mim, com todas as reviravoltas da vida, se não tivesse coerência, disciplina e lealdade; em casa, na vida, com os companheiros."A festa, diziam os mais próximos, foi feita com doações de familiares e amigos. Sem esquecer que o mensalão, comandado por Delúbio, era pago "na borracha". Leia aqui a matéria sobre a festa-comício que Delúbio Soares ofereceu aos companheiros, para comemorar os seus 54 anos. Alguém duvida que o "cara" ligou?Dilma "ternurinha".
Do Estadão, sob o título Dilma quer temperar o perfil de ''gerentona'' com estilo ''ternurinha'': A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, vem aos poucos deixando de lado o figurino da "gerentona" do governo e do PAC e assumindo o estilo "candidata ternura".Em encontro com as bancadas do PDT e do PR, no início do mês, a pré-candidata surpreendeu os parlamentares por seu nível de bom humor e descontração. Acostumados a uma ministra sisuda e cerimoniosa, os parlamentares se depararam com uma anfitriã sem formalismos. "O mais surpreendente foi o estado de espírito dela, em alto astral", descreveu o deputado Mário Heringer (PDT-MG). "Tem outra Dilma no cenário. Ela está mudando a imagem", reforçou o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP). Leia aqui.
CPI aponta: MST invadiu a Câmara.
Relatório da CPI das ONGs, no Senado, mapeou entidades ligadas ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) que contam com representantes na Câmara a trabalhar por mais verbas para si. O texto cita assessores e ex-assessores dos deputados petistas Marco Maia (RS), Assis do Couto (PR), Anselmo de Jesus (RO) e Adão Preto (RS), já morto. "Suspeita-se da ocorrência de desvio de recursos públicos, bem como formação de quadrilha", diz o relatório. A Folha apurou que o documento deu base para as quebras de sigilos de ao menos quatro entidades parceiras do MST que receberam cerca R$ 50 milhões dos cofres públicos. São elas: Anca (Associação Nacional de Cooperação Agrícola), Concrab (Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil), Cepatec (Centro de Formação e Pesquisas Contestado) e Fetraf-Sul (Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul).
Os deputados localizados pela reportagem admitem que empregaram representantes das entidades. Mas negam ter ligação com o MST. "É uma afirmativa falsa dizer que há um braço do MST na Câmara. O que existe são deputados ligados a pequenos e grandes agricultores", disse Marco Maia. Durante dois anos, ele manteve um funcionário que, segundo o relatório, tinha relação com 13 entidades. Assessores e ex-assessores do deputado Assis do Couto também foram citados no documento, que contabilizou repasses de até R$ 46 milhões para entidades representadas por eles. Desse total, R$ 38 milhões foram liberados quando trabalhavam para o deputado. O texto diz que Couto apresentou 11 emendas no valor de R$ 4,83 milhões para ações da Concrab, da Anca e do MST, ligadas a seus funcionários.
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Do próprio site do deputado Marco Maia, que é o primeiro vice-presidente e sucessor imediato de Michel Temer, em 29 de setembro último:
"O MST é uma instituição importante para a democracia brasileira e precisa ser respeitada pelo seu papel histórico na política nacional. Ele representa as pessoas que não tem terra e lutam pelo direito de produzir e sustentar suas famílias.Toda vez que se apresenta uma crise no campo e se propõem alterações no modelo, no sistema ou nos índices de produtividade, imediatamente se tem uma reação dos setores conservadores contra os movimentos sociais. Há um certo exagero nisso."
Verdinha como a Marina Silva.
O s produtores de alimentos e a militância ambientalista não são incompatíveis e podem ser forças solidárias se forem desfeitas, ponto a ponto, as desconfianças que nos separam. Considero perfeitamente possível que os dois lados firmem compromisso essencial de preservação dos recursos naturais sem prejuízos à segurança alimentar do país. De minha parte, insisto na proposta: que o primeiro de todos os compromissos seja o "desmatamento zero nas florestas".Defendo a punição severa para quem desmatar floresta nativa na Amazônia e na mata atlântica. Acredito que o Brasil pode assumir esse compromisso radical em dezembro, na cúpula do meio ambiente de Copenhague, que se reunirá para definir o novo acordo que substituirá o Protocolo de Kyoto...No plano interno, é preciso consolidar as áreas atuais de produção -um direito líquido e certo, pois foram incorporadas ao uso da agropecuária antes que fossem estabelecidas as atuais restrições. Não há sentido nas denúncias demagógicas e vagas que ameaçam a produção de trigo, arroz, milho, carne e frutas... Em 40 anos, o peso do preço dos alimentos no orçamento das famílias brasileiras caiu de 48%para 18% e pode cair ainda mais, chegando brevemente a apenas 12%, dependendo da melhoria das condições de transporte (estradas, ferrovias e portos) e da desoneração dos impostos na cadeia de alimentos...A quem mais do que à agropecuária as mudanças climáticas afetam decisivamente a ponto de levar à inviabilidade? Seriam os agricultores suicidas? Ou, por acaso, há setor econômico -ou qualquer outra atividade produtiva- que mais dependa da água e da terra do que a agropecuária? Seria justo com o Brasil importar alimentos de países que não têm leis ambientais claras e que já dizimaram todas as suas florestas?
Pobrezinha como o Lula.
Utilidade pública.
Luiz Inácio Lula da Silva
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Tarso Genro
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Sérgio Cabral
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Rio nas manchetes mundiais.
domingo, 18 de outubro de 2009
Desde Cuba, apesar de Cuba.
Eles já têm candidato.
Suplicy, o corno diplomático.
Lulaney.
Em conversa descontraída com ministros mais próximos, há cerca de 15 dias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva surpreendeu os presentes ao levar para a roda um fato recente, mas fora da agenda atual: a mão que deu a José Sarney (PMDB-AP) para mantê-lo na presidência do Senado mesmo com o escândalo dos atos secretos que beneficiaram parlamentares e seus parentes mais próximos. "Quem ganhou fui eu, porque o PMDB vai marchar com Dilma", disse Lula, segundo um dos presentes, ao se referir à aliança que está costurando para a disputa presidencial, com a sua candidata, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Rio 2016: depois dos muros, o escudo.
Depois dos muros cercando as favelas, o prefeito Eduardo Paes (PSDB) e o governador Sérgio Cabral (PMDB) já estudam utilizar uma parcela dos quase R$ 30 bilhões das verbas alocadas para construir um escudo antimísseis sobre os morros da cidade, dentro dos preparativos para a Rio 2016. Assim como a Dilma está importando o marqueteiro do Obama para que resolver o seu problema de "Yes, eu quem?" , a dupla Paes e Cabral está pensando em contratar a Condoleezza Rice para prestar consultoria na área.



