sábado, 27 de dezembro de 2008

Vem aí a Dilma "Chuchu".

Lendo algumas coisas sobre a campanha eleitoral de 2006, concluí o quanto o apelido "picolé de chuchu" causou estragos na campanha presidencial de Geraldo Alckmin. Foi cunhado pelo José Simão e usado pelos petralhas como síntese para definir um candidato inodoro, incolor e insípido. Um presidenciável sem charme, sem capacidade de comunicação, sem ao menos um visual marcante. O que aquele Alckmin asséptico tinha a dizer contra uma expressão com tanto apelo popular? Que havia feito muitas obras e que tinha dado um choque de gestão em São Paulo. Contra o humor, só lhe restava falar sério, pois quando tentava ser bem humorado soava ainda mais "chuchu". O "picolé de chuchu" foi devastador ao ponto de Alckmin perder até para ele mesmo, fazendo menos votos no segundo do que no primeiro turno. Quatro anos depois, a história vai se repetir. Quem é Dilma Rousseff além de um novo "picolé de chuchu"? O que Dilma Rousseff tem a mostrar mais do que Geraldo Alckmin mostrou? Tem charme? Tem popularidade? Tem cheiro? Tem sabor? Tem cor? Ou é apenas a gestora e a "tocadora" de obras do PAC? Que capital político amealhou Dilma Rousseff, que nunca foi eleita para cargo algum? Alguém imagina Dilma brincando e fazendo graça? Cá entre nós, o nome dela não poderia ser Dilma "Chuchu", com toda a propriedade? A história se repete: os petralhas, quatro anos depois, vão ter que carregar o seu "picolé de chuchu". Um "chuchu" selvagem, com uma biografia mais violenta do que nascer em Pindamonhangaba, mas sempre "chuchu".

E Lula reina soberano.

Uma Medida Provisória assinada por Lula, publicada ontem no Diário Oficial, mudou justamente o que a Lei aprovada antes do recesso pelo Congresso proibia: a emissão de títulos públicos para compor o Fundo Soberano do Brasil criado pelo governo petista. Assim, em seu primeiro dia de existência, o FSB foi alterado para que Lula possa fazer o que bem entender com mais de R$ 14 bilhões. É a grana da pré-campanha de Dilma à presidência. Logicamente, a MP terá que ser aprovada no Congresso, mas se isto não ocorrer boa parte do dinheiro já terá sido gasto. O mais provável é que o que não for gasto seja loteado entre os senadores, cada um levando a sua parte no bolo. Aquele velho e bom jabá que Lula sabe distribuir como ninguém, aquele cala-boca tão apreciado pelos nossos políticos. No final, depois de alguns discursos inflamados, a grande articulação será para nenhum dos nossos senadores saia derrotado. Entre mortos e feridos, todos beneficiados. A Oposição sabia que isto iria acontecer, mas ninguém é de ferro, é tempo de festas e tchau para o trabalho. Lula tem lá os seus méritos, pois ficou trabalhando em favor do seu projeto, enquanto os oposicionistas voltavam às bases para confraternizar. Até o dia 31, Lula terá feito o dever de casa: o Fundo Soberano do Brasil estará organizado e montado dentro do exercício. Já a oposição informa que, na segunda-feira, entrará no Supremo Tribunal Federal. Como diz Arthur Virgílio(PSDB-AM): "com toda a força". Cuidado, senador, ao fazer tanta força para não borrar as calças, já que o adversário é o Lula.

Mensaleiro petista vira dono de refinaria (2)

As ligações do petista Marcelo Sereno com a área de petróleo remonta aos idos de 2003. Por ordem de José Dirceu, então na Casa Civil, e intermediação de Marcelo Sereno, então seu chefe-de-gabinete, foi indicado para a ANP um engenheiro que montou um esquema fraudulento de importação de solventes. Leia aqui uma reportagem da Veja, de 2003.

Mensaleiro petista vira dono de refinaria.

Da Folha:

O ex-secretário Nacional de Comunicação do PT Marcelo Sereno comanda a recém-criada Grandiflorum Participações, que há dez dias comprou o controle acionário da refinaria de petróleo de Manguinhos.Os grupos Repsol e Peixoto de Castro, que controlavam a refinaria, venderam o controle acionário da empresa por R$ 7 milhões. Ela deve R$ 40 milhões a bancos e fechou o primeiro semestre com prejuízo de R$ 17 mi. Os novos proprietários anunciaram que contratarão 400 empregados -hoje ela tem menos de 100- para retomar a atividade de refino.Sereno foi braço direito do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e deixou a direção nacional do PT em 2005, acusado de envolvimento no mensalão. Consta que, desde então, dava consultorias na área sindical.O nome dele aparece no banco de dados da Serasa como acionista da Grandiflorum ao lado do empresário João Manuel Magro, do grupo Magro, dono de distribuidoras e postos de combustíveis. Procurado pela Folha, Sereno negou ser sócio da Grandiflorum e disse que seu papel se restringe ao de principal executivo da empresa. Ele deu a declaração por intermédio de um assessor, e disse não ser hora de dar entrevista sobre a compra da refinaria.O grupo Magro também negou que o ex-dirigente do PT tenha participação acionária na nova controladora da Refinaria de Manguinhos e disse que a empresa pertence a João Manuel Magro e à Ampar Fomento Mercantil, também da família Magro. A ANP (Agência Nacional do Petróleo) disse que ainda não recebeu informações sobre quem são os novos controladores da refinaria.Segundo o grupo Magro, Sereno foi escolhido para presidir a empresa por sua experiência no setor público, por sua atuação sindical e conhecimento da economia do Rio: "A experiência do sr. Sereno no movimento sindical ajudará a refinaria na busca de retomada das operações de refino, que deverá gerar a recontratação de mais de 400 empregados. E o sr. Sereno será o responsável pela negociação junto ao sindicato nesse processo de recontratação".A Grandiflorum foi registrada em setembro, com endereço de um escritório de contabilidade no Rio. Sereno assumiu a presidência da Glandiflorum em 28 de novembro, 20 dias antes do anúncio da comunicação da compra da refinaria à Bovespa. Na ata da posse de Sereno enviada à Junta Comercial consta que ele e o acionista majoritário da companhia terão remuneração simbólica -de até R$ 9.069 ao ano. Para presidir a holding, Sereno recebe R$ 830 por mês, menos de dois salários mínimos.
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Pode mudar o nome da empresa de Grandiflorum para Grandiestella Participações. Estava demorando muito para a sofisticada organização criminosa entrar no promissor negócio do pré-sal. Quem não gostaria de ter como sócios os "laranjas" daqueles que vão mandar nos investimentos e na legislação?

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Clone do Lula.

Ele diz que "não nos assustam os comentários de que passaremos por problemas econômicos muito sérios ano que vem". Ele diz que os problemas serão resolvidos de forma "oportuna" por sua equipe econômica. Ele comparou sua estimativa de crescimento do PIB em 6,5% com a média do crescimento de 3,5% no PIB conseguido, segundo suas palavras, nos governos "neoliberais" do passado. Ele também quer "burlar"a burocracia, pois "não é que o Estado não tenha dinheiro para investir, mas há problemas com a burocracia em níveis municipais, regionais e do próprio governo, e estes realmente atrasam os investimentos". Quem é ele? Evo Morales, o clone do Lula.

Natal magro no varejo.

O garoto-propaganda das Casas Bahia fracassou. Bem que tentou, mas há coisas que a popularidade não compra: o instinto de sobrevivência do brasileiro e a sabedoria popular, por exemplo, frente a uma crise que ele insiste em negar. As vendas de Natal no varejo do País cresceram apenas 2,8% entre os dias 18 e 24 de dezembro na comparação com o mesmo período do ano passado, quando cresceram 5,3%. Os dados são do Serasa. Em São Paulo, o desempenho foi ainda mais fraco, com crescimento de de 1,1%. Na avaliação da Serasa, os juros altos e o maior endividamento levaram o consumidor a uma atitude mais cautelosa na hora da compra, principalmente em relação ao crédito e aos produtos de maior valor. A entidade destaca que as instituições financeiras e o varejo também foram mais conservadores na concessão de crédito. Ou seja: na hora da crise, nem 150% de popularidade podem mudar o mercado.

Lula premiado na Espanha.

Lula acaba de ser avisado que ganhou o prêmio Ramón Rubial, da fundação espanhola que leva o mesmo nome. Foi na categoria "defesa da democracia e da liberdade", que é uma das cinco conferidas. É um prêmio novo. No ano passado, o vencedor nesta categoria foi Iñaki Gabilondo, famoso radialista daquele país. Assim como a maioria nunca ouviu falar no Gabilondo aqui no Brasil, Lula também é quase um desconhecido na Espanha.
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Ramón Rubial é o Lula deles. Um socialista do país basco que começou a vida como torneiro mecânico, formado pelo SENAI de lá: a Escuela de Artes y Oficios. Não é revelado se perdeu algum dedo, mas fez parte do Sindicato dos Metalúrgicos da União Geral dos Trabalhadores. Em seguida, ingressou também nas Juventudes Socialistas e no PSOE, Partido Operário Socialista Espanhol, o qual presidiu por 20 anos, até 1999. Organizou diversas greves, sendo preso e condenado várias vezes. Bem, mais informações sobre o Rubial, já falecido, você encontra aqui.

Pobre Cuba.

Da EFE, Havana:

O déficit comercial de Cuba subiu em 2008 devido a um aumento de 43,8% das importações de bens frente a um aumento de 2,1% das exportações, informou a imprensa local nesta sexta-feira. Ao abordar a questão diante da comissão do Parlamento cubano encarregada do setor externo, o ministro do Comércio Exterior, Raúl de la Nuez, afirmou que um dos principais desafios da economia cubana é reverter esta situação. Além disso, o programa de substituição de importações que o governo impulsiona ainda está "muito abaixo do que pode ser alcançado", ressaltou, durante seu discurso perante os deputados, que ao longo da semana prepararam a última sessão do Parlamento de 2008, convocada para amanhã (27). O ministro destacou que este ano será um dos piores para a balança comercial de Cuba, devido ao aumento dos preços de combustível, alimentos e matérias-primas, além de uma queda no valor dos bens de exportação cubanos, como o níquel e o açúcar. De acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas, em 2007, Cuba importou produtos no valor de US$ 10,083 bilhões e exportou US$ 3,701 bilhões em mercadorias.

Perspectiva 2009, por Jeffry Frieden

Da Veja:

A crise financeira americana de 2008 deve parecer familiar aos latino-americanos, uma vez que é muito similar àquelas causadas por dívidas que há anos flagelam os países da América Latina. Desde 2000, os Estados Unidos tomaram emprestados de outras nações 5 trilhões de dólares. A dívida externa financiou uma grande expansão econômica, e então um boom, e então uma bolha, em particular nos setores financeiro e imobiliário. A bolha agora estourou e a economia se encontra em uma espiral descendente.
Embora haja diferenças entre as crises de dívida americana e latino-americana, as semelhanças são esmagadoras. Para começar, a iniciativa partiu do governo, que contraiu empréstimos internacionais pesados para financiar grandes déficits. O setor privado seguiu o exemplo, usando fundos estrangeiros para expandir o consumo, especialmente no mercado imobiliário. Operações financeiras especulativas alimentaram e ampliaram o impacto dos empréstimos estrangeiros. Por quase uma década, o país viveu além de seus meios: consumiu mais do que produziu, investiu mais do que poupou, e o governo gastou mais do que arrecadou.
O rescaldo inevitável de uma crise financeira também é bem conhecido dos latino-americanos: estabilização, ajuste e reforma. Estamos agora na fase de estabilização, em que a principal tarefa é limitar os danos imediatos e impedir um colapso econômico mais extenso. Esta fase salienta uma grande diferença entre a atual crise americana e as crises latino-americanas anteriores: a americana não levou a um cessamento súbito da disposição estrangeira em emprestar ao governo americano. Isso significa que o governo pode se valer do gasto agressivo, mesmo em situação de déficit, para tentar estimular a economia e tornar o golpe menos doloroso. Isso é uma ótima notícia, tanto para os americanos como para o mundo. Se o governo dos Estados Unidos se visse impedido de contrair empréstimos, a recessão sem dúvida seria muito mais profunda, e seu impacto sobre o restante do mundo, sem dúvida, muito mais sério. Entretanto, é quase certo que haverá uma recessão grave nos Estados Unidos, e que levará pelo menos dois anos até que a economia americana volte a crescer.
Mesmo depois de restaurado o crescimento econômico, porém, os Estados Unidos terão de enfrentar os desafios do ajuste de médio prazo: havia anos a situação econômica do país já era insustentável. Todos os anos, desde 2001, os Estados Unidos tomam emprestado entre meio trilhão e 1 trilhão de dólares. Esse dinheiro é dirigido ao financiamento dos déficits maciços do governo, assim como dos imensos déficits da balança comercial e financeira do país para com o restante do mundo. Isso não pode perdurar. Assim que a crise mais imediata esteja contida, o governo terá de reduzir seu déficit orçamentário, e o país terá de passar a consumir menos e poupar mais, importando menos e exportando mais. Novamente, isso deve soar familiar aos latino-americanos, que já atravessaram essas experiências. Elas nunca são agradáveis. Nos Estados Unidos, o processo exigirá que se aumentem os impostos e se reduza o gasto do governo, forçando uma redução dos salários para aumentar as exportações, e elevando as taxas de juros para estimular a poupança. No geral, o resultado será uma redução dramática no padrão de vida de muitos americanos. Mas o ajuste é necessário para que se restaure o equilíbrio macroeconômico.
O ajuste macroeconômico não constituirá a etapa final do rescaldo desta crise, pois as instituições econômicas do país necessitam de reformas mais fundamentais. Em primeiro lugar está a demanda por uma regulação mais abrangente e eficaz dos mercados financeiros. Até que esta crise termine de fato, os contribuintes americanos podem ter de despender algo como 2 ou 3 trilhões de dólares para socorrer o sistema financeiro do país. Os americanos estão inflexíveis na convicção de que essa experiência não pode vir a se repetir, e de que a ausência de uma supervisão regulatória foi em grande parte responsável pelo desastre. Então o Congresso, o presidente e os reguladores terão de elaborar uma nova estrutura regulatória – provavelmente em conjunto com os governos de outras nações – para enfrentar as novas realidades financeiras.
Nenhum desses estágios será fácil. Somados, eles implicam uma guinada dramática em relação às políticas dos anos Bush. Haverá mais envolvimento do governo na economia, e mais supervisão pública dos mercados financeiros. Haverá também impostos mais altos e consumo reduzido, enquanto o pesadelo fiscal dos últimos oito anos for gradualmente desfeito.
Embora os desafios econômicos no caminho dos Estados Unidos sejam sérios, os desafios políticos talvez sejam ainda mais temerários. A crise certamente inflamará paixões políticas poderosas. Mesmo antes dela, havia um grande ressentimento em torno do abismo crescente entre ricos e pobres nos Estados Unidos; a maior parte das benesses da expansão econômica dos últimos dez anos foi colhida pelos 10% mais ricos da população, ao passo que os americanos médios não experimentaram grandes melhoras em suas condições.
Agora se pede aos americanos que se sacrifiquem para remediar os excessos de seu sistema financeiro. Os americanos ricos foram os principais beneficiários das políticas econômicas recentes. Quando essas políticas falharam, foi aos americanos pobres e de classe média que se pediu que socorressem a economia e amparassem aqueles que conduziram o país à sua presente crise.
Seja esse ponto de vista totalmente justificado ou não, o fato é que muitos americanos compartilham dele. Os americanos estão indignados, e o novo governo terá de dar respostas a essa indignação ao mesmo tempo em que trabalha para recuperar a confiança dos investidores domésticos e estrangeiros nos Estados Unidos. Essa será uma missão extraordinariamente difícil. O novo governo enfrenta a tarefa de pôr a economia americana, assim como o sistema político americano, no caminho de uma recuperação saudável. O presidente eleito, Obama, conta com uma grande reserva de boa vontade, em casa e fora dela, à qual recorrer; e precisará dela toda para que ele e seu governo possam renovar a política econômica americana.

Jeffry Frieden é professor da Harvard University e autor do livro Capitalismo Global.

Guiné: deposto agradece e apóia junta militar.

Os novos governantes militares da Guiné receberam o apoio do primeiro-ministro destituído, Ahmed Tidiane Souare, na quinta-feira, e o vice-presidente da junta militar disse que membros do antigo governo podem se juntar à nova administração. Souare afirmou que ele e outros membros do governo que acaba de ser derrubado em um golpe após a morte do presidente Lansana Conte, na segunda-feira, estão prontos para trabalhar com os militares."Sr. presidente, membros do Conselho Nacional pela Democracia e Desenvolvimento, nós agradecemos a vocês e ficamos à disposição", disse ele ao chefe da junta, o capitão Moussa Dadis Camara, em comentários transmitidos pela rádio França Internacional. Os Estados Unidos, a União Africana e a União Européia condenaram o golpe de Estado, que representa mais uma ameaça à democracia na África -- a Mauritânia sofreu um golpe em agosto e há crises pós-eleitorais no Quênia e no Zimbábue. "Os direitos humanos de todos os cidadãos devem ser respeitados, principalmente os do primeiro-ministro Souare e dos membros de seu governo". Leia mais na Reuters.

Nada como um dia depois do outro.

Os jornais de hoje informam que o setor de telecom vai investir R$ 19 bilhões em 2009, apesar da crise. Faltou dizer que o mesmo só pode ostentar tanto vigor financeiro porque foi privatizado, transformando-se em um dos setores mais ativos da economia brasileira, tirando o Brasil do atraso cubano em que vivia. Se continuasse como Lula e o PT queriam até 2006, quando detonaram Geraldo Alckmin com o tema durante a campanha eleitoral, a realidade seria bem diferente. Os números de 2008 são impressionantes e demonstram o quanto a privatização promovida por FHC dinamizou o setor:
  • Faturamento anual de R$ 170 bilhões
  • Participação de 6% no PIB
  • R$ 40 bilhões de impostos
  • 450 mil empregos diretos

Somente nos seis anos do governo do Lula e do PT, o setor de telecom pagou R$ 180 bilhões em impostos. O Sistema Telebras, que pagava zero de impostos e era um cabide de empregos, foi privatizado por R$ 22 bilhões. Jamais teria capital para fazer os altos investimentos realizados pela iniciativa privada. À época, petistas e comunistas entraram com 89 liminares contra a privatização e promoveram várias manifestações contra a venda. O MST invadiu a sede do BNDES para protestar contra o financiamento concedido aos vencedores dos leilões. Hoje a importância econômica é tanta que o Lula e o PT estão "reprivatizando" o setor de telecom, com a fusão da Brasil Telecom com a OI, operação amplamente financiada pelo BNDES. Lula e o PT mudaram a lei para beneficiar um dos maiores doadores das suas campanhas eleitorais. Não vai ter leilão, não vai ter concorrência. Agora vai lá ver se o MST vai invadir o BNDES e o Banco do Brasil que estão financiando a fusão. Nada como um dia depois do outro.

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Caro C.Mouro: a carga tributária é de 42%, mas é calculada sobre a receita operacional líquida. Entre neste link, que o material dá uma visão completa do setor. Para 2008, vai até o terceiro trimestre e,por isso, foi feita uma projeção.

Ruína global.

O papa Bento 16 afirmou que o mundo cairá em ruína caso o egoísmo continue prevalecendo sobre a solidariedade em tempos de crise econômica global. Na sua mensagem de Natal, Bento 16 abordou o que chamou de "considerável crise econômica" que está gerando demissões e falências. Disse que sua mensagem de Natal se aplica "a todos os lugares em que um futuro crescentemente incerto é visto com apreensão, mesmo nas nações mais ricas"."Em cada um desses lugares, que a luz do Natal brilhe forte e encoraje todas as pessoas a fazerem sua parte num espírito de autêntica solidariedade", afirmou o pontífice. "Se as pessoas olharem apenas para seus próprios interesses, o mundo certamente irá se arruinar." O papa Bento 16, ao contrário do Lula, não mandou os fiéis comprarem cada vez mais como solução para a crise.

Centrais sindicais nadam em dinheiro.

Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) ficam com 10% do total, mesmo valor que recebe o Ministério do Trabalho e Emprego. Estas "centrais"reconhecidas por Lula ganharam, além do status legal, uma parcela de R$ 61 milhões, retiradas do bolo do que é arrecadado anualmente com o imposto sindical - valor equivalente a um dia de trabalho por ano, descontado do empregado. Esse dinheiro é hoje a principal fonte de recursos das "centrais", que recebem ainda mensalidade dos sindicatos filiados. A "pelegada" está nadando em dinheiro, comprando prédios, pagando viagens e promovendo festinhas de protesto. Leia mais aqui.

Praças da juventude.

O ministro da tapioca, Orlando Silva(PCdoB), é responsável pelos maiores sumidouros de dinheiro público no Brasil: Jogos do Pan, Copa 2014 e Rio 2016. O TCU, ao que parece, frente aos gastos estratosféricos foi devidamente silenciado, bem como a oposição fajuta que existe no Brasil. Pois agora o ministro dos Esportes quer construir 19 "praças da juventude" nas periferias das grandes cidades, com quadra esportiva, ginásio coberto e centro de convivência, por R$ 1,5 milhão cada. Lula deverá inaugurar parte em 2009. Uma dica para os deputados e senadores que ainda se preocupam com estes detalhes referentes ao dinheiro público: investiguem, em Santa Catarina, a quem pertence uma ONG que aprovou entre R$ 16 milhões e R$ 18 milhões no programa "Segundo Tempo", do mesmo ministério dos Esportes. Vejam quem comanda e quem dela participa. No mínimo, houve tráfico de influência e, conhecendo-se a índole dos comunistas que tomaram conta da área no país, a coisa vai virar em caso de polícia. Como o Pan, a Copa 2014, a Rio 2016...e a tapioca com cartão corporativo.
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O nome da ONG é Instituto Contato e, em 2007, já recebeu mais de R$ 4 milhões do Programa Segundo Tempo, envolvendo as estatais como Eletrosul e BESC na execução do programa. O presidente do Instituto Contato é Rui Oliveira, filiado ao PCdoB. O assessor especial do Ministério dos Esportes é João Ghizoni, que coordenou a campanha Inovar Florianópolis, do PCdoB, à prefeitura da capital. É um dos participantes fundadores do Instituto Contato e já exerceu cargos como a presidência da Fundação Catarinense de Esportes. No último dia 24 de novembro, seria lançado o Programa Segundo Tempo para Santa Catarina, com a presença da senadora Ideli Salvatti(PT-SC) e do ministro Orlando Silva(PCdoB). A cerimônia foi suspensa em função das chuvas em Santa Catarina. O valor liberado, segundo informações extra-oficiais, é de R$ 16 milhões.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

800.000 acessos(2)

Um petralha passou por aqui para dizer que, além de copiar o Noblat e o Reinaldo Azevedo, os 800.000 acessos do Coturno Noturno atestavam uma audiência ridícula. Não concordo com a afirmação de cópia, pois tenho o máximo cuidado para que isso não ocorra e, quando existe alguma coincidência, o Blog registra e reconhece. Concordo com o petralha de que, para o mundo dos blogs profissionais, a audiência do Coturno Noturno é baixa. O Paulo Henrique Amorim, por exemplo, que é blogueiro profissional e âncora de programa de TV tem uma média de 7.000 visitas por dia. O Luiz Carlos Azenha, outro jornalista que virou blogueiro e é um ícone da esquerda, alcança uma média de 3.500 visitas ao dia. E o José Dirceu, cujo blog é referenciado pela imprensa, atinge a "expressiva" média de 2.000 visitas ao dia. Os números são do Alexa. Desta forma, o Coturno Noturno, com a sua média anual de 2.500 visitas/dia realmente é um nanico. Mas um nanico com mais acessos do que o Pedro Caroço. E uma audiência qualificada, porque petralha aqui não entra e não bate ponto.

FBI interroga Obama.

Nas três últimas décadas, todo presidente americano foi obrigado a falar com procuradores federais em algum momento. O presidente eleito Barack Obama, porém, pode ter alcançado mais um recorde ao fazê-lo antes mesmo de tomar posse, observa o diário "The New York Times" nesta quinta-feira. Conforme o jornal, na semana passada, Obama teve uma reunião com dois procuradores e dois agentes do FBI (a polícia federal americana) sobre a denúncia de que o governador de Illinois, Rod Blagojevich, tentava vender a vaga dele no Senado. Obama compareceu com o advogado pessoal, Robert F. Bauer, e um sócio dele. Leia mais na Folha Online.
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Se no Brasil fosse assim, Lula já não seria mais presidente do Brasil, após ter confessado caixa dois na sua campanha de 2002. Que falta faz um FBI.

Crise atinge mercado de carros.

O mercado de carros usados levou um tombo ainda maior que o de novos. Nas vendas e nos preços. Modelos que há um mês e meio eram cotados a R$ 43 mil, caso de um Corolla 2005, hoje valem R$ 30 mil no antigo reduto de veículos usados, a Rua Barão de Limeira, no centro de São Paulo. Em pouco mais de 30 dias, a desvalorização atingiu 30%. A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os carros novos, em vigor desde o dia 12, foi mais um golpe para os usados. "Depois da medida, tivemos de cortar mais os preços", diz a gerente nacional de vendas da revenda Unidas Seminovos, Jaqueline Viccari. Leia mais aqui. Em tempos de crise, não adianta cobrir um santo para descobrir outro.

2008: Lula não parou de falar.

Lula, em 2008, deu nada mais, nada menos do que 131 entrevistas coletivas, até a presente data. Em nenhum lugar do mundo, um presidente tem tanto a falar com a imprensa. Lula, em 2008, já fez 296 discursos e pronunciamento, além de colocar no ar mais de 50 "Cafés com o Presidente". Do presidente que tinha problemas com a mídia, como afirma o Noblat em post de hoje, não sobrou nem sombra. Com esta exposição e um discurso populista é perfeitamente compreensível os índices de popularidade alcançados nas pesquisas. Vamos ver se,em tempos de crise, Lula vai ficar tanto tempo exposto à mídia.

A escancarada imprensa "chapa-branca."

No site do PT, banners anunciam promoção de veículos de comunicação chapa-branca: 50% de desconto para os filiados. Imagina se a Veja faz uma promoção como esta no site do PSDB ou do DEM.

Não há dia em que Luiz Inácio Lula da Silva não dirija críticas à imprensa, especialmente aos grandes veículos de comunicação, em alguns casos ainda infensos à ditadura imposta pela Secretaria de Comunicação Social, comandada pelo ex-guerrilheiro Franklin Martins que, em seu currículo na página do órgão, ostenta dados como estes: "ex-preso político, foi do Movimento Revolucionário 8 de Outubro. Morou em Cuba, Chile e França. Viveu cinco anos e meio na clandestinidade no Brasil, Anistiado, trabalhou no jornal Hora do Povo..." Franklin Martins comanda, hoje, o maior atentado contra a ética da história do jornalismo do Brasil: ao mesmo tempo em que decide a informação jornalística, também é quem libera as verbas publicitárias, com poder de vetar anúncios em veículos de comunicação que não dêem notícias favoráveis aos interesses do governo Lula. Se o governo Lula fosse um veículo de comunícação, Franklin Martins seria o editor-chefe e o diretor comercial, ao mesmo tempo. Mas o que mais enoja é a compra descarada de blogues e de veículos de comunicação, que servem de tambores junto à militância aloprada que ali busca farta munição para tentar desestabilizar o Legislativo, o Executivo e a Imprensa, plantando escândalos com o auxílio do conúbio que reúne "polícia-juiz-promotor" para subverter a ordem legal, fato amplamente combatido por Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal. Bem que o ministro Gilmar poderia ter dito: "polícia-juiz-promotor-jornalista chapa-branca." Um exemplo: o PT, partido político do Lula, ostenta na capa do seu portal banners de incentivo à assinatura das revistas Carta Capital e Caros Amigos, que oferecem descontos de 50% "para todo o filiado petista". O nome para definir esta situação é impublicável, fere as regras do Blog. É a capitulação da ética jornalística frente ao interesse econômico. Em contrapartida, estes dois veículos de comunicação publicam tudo o que lhes é ordenado. Ou melhor, tudo o que lhes é comprado e regiamente pago com dinheiro público pois, "casualmente", o governo Lula é o maior anunciante de ambos.

800.000 acessos.

Ontem o Coturno Noturno ganhou um presentão de Natal: 800.000 acessos em pouco mais de um ano. Obrigado a todos.

Coronel no Twitter.

Acabo de colocar o Coturno Noturno no Twitter. Clique no "T"ao lado e conheça a ferramenta. A essência da coisa é postar pequenas frases sobre o que você está fazendo no momento ou sobre algum fato relevante. Em uma frase com 140 caracteres, que pode ser respondida e comentada entre os "seguidores". Aqui um pequeno artigo sobre a mesma. Sejam bem-vindos.

Lula perdoa calote do Equador.

Conforme o previsto, Lula perdoará o calote de Rafael Corrêa no BNDES, ordenando o retorno do embaixador brasileiro. É o que declara hoje, na Folha de São Paulo, o representante de Lula no Foro de São Paulo, Marco Aurélio Garcia, mostrando que é ele quem manda na política externa do Brasil e que as cortesias com o chapéu do povo brasileiro também serão oferecidas ao Paraguai:

FOLHA - E os conflitos com o Equador e o Paraguai?

GARCIA - Com o Equador, a moratória seria uma catástrofe para o futuro dos investimentos lá. É um episódio ruim, por isso reagimos. Mas na minha opinião, a crise foi superada e o embaixador pode voltar. Outras empresas já estão querendo substituir a Odebrecht. Com o Paraguai houve um avanço de método para elevar o diálogo, que às vezes fica contaminado. Não vamos perdoar a dívida, mas não queremos um Paraguai pobre. Ninguém perde por ser generoso, mas aqui no Brasil isso é entendido como fraqueza. Mas os que criticam praticaram subserviência.

Pelo fim do embargo ideológico.

Da Folha de São Paulo, da coluna do jornalista "chapa-branca" Kennedy Alencar, defendendo o fim do embargo à Cuba, neste dia de Natal:

Para início de conversa, convém cobrar que Cuba pare de desrespeitar direitos humanos, libertando presos políticos e deixando de sufocar a oposição. Lula tem dado conselhos reservados para que Raúl Castro, sucessor do irmão Fidel, caminhe nessa direção. No entanto, a falta de liberdade em Cuba não é motivo razoável para sustentar um embargo criado em 1962...O fim do embargo não é esquerdismo romântico. Obama tomaria um decisão de estadista, acabando com algo que prejudica mais o povo do que o governo. Fortaleceria na América Latina a liderança do Brasil, um aliado maduro. Começaria 2009 à altura de seus desafios.
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Do Blog Generación Y, da blogueira Yoani Sánchez, neste mesmo dia de Natal:

Sem embargo, meu olfato cidadão fez-me descobrir intuitivamente a SOLUÇÃO. Somente a livre opinião fará com que aqueles que podem mostrar remédios se atrevam a fazê-lo. O economista que guarda em sua gaveta o plano para sanear a economia cubana necessita de garantias de que não será castigado por dizer suas idéias. Todos os projetos políticos, sociais e de política exterior, que estão ocultos ante a possível represália que podem sofrer seus criadores, reclamam um espaço de respeito. Deixem que todos falem, não importa se lamentando ou com o respaldo de uma proposta estudada para enfrentar os problemas. Anunciem publicamente que cada cubano pode dizer o que pensa e propor uma solução desde a cor política e a orientação ideológica em que creia. Verão então como afloram os bálsamos, como a queixa cede lugar à proposta e quanto mal isso faz ao crônicos detentores da crítica.
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De Marco Aurélio Garcia, o homem de Lula no Foro de São Paulo, também hoje, dia de Natal, na Folha de São Paulo:
FOLHA - A relação com Cuba é ideológica?
GARCIA - Não é ideológica. Não compartilhamos uma série de valores dos cubanos. Nosso sistema político e eleitoral é diferente. Mas não é esse o problema. Queremos ajudar Cuba, como a Jamaica. Com a particularidade de que, com Cuba, há um elemento de afinidade subjetiva. Várias gerações entraram na política tendo o modelo cubano como referência, a forma como defenderam a soberania e as mudanças sociais ocorridas. Gostemos ou não, quando fizerem um inventário dos grandes personagens do século 20, Fidel Castro vai estar nele.
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O problema de Cuba não é falta de dinheiro: é falta de liberdade. Liberdade de opinião, liberdade de ir e vir, liberdade de associação. Cuba fere os mais sagrados direitos do ser humano. O fim do embargo econômico vai encontrar uma ditadura organizada para isso e um povo completamente refém de todas as proibições. O dinheiro que entrar em Cuba receberá imediatamente as algemas de um regime que transforma a ilha em verdadeira prisão. Este dinheiro não servirá para que o povo construa a sua casa, escolha onde comprar a sua comida, decida onde os seus filhos vão estudar, tenha uma poupança segura, porque tudo isso é proibido e é contra a revolução. Nada está fora do controle absoluto do partido único. Até mesmo o câmbio negro, manejado pela máfia do partido comunista. É preciso, antes de tudo, acabar com o embargo ideológico. Contra este embargo, a esquerda e o jornalismo servil como o de Kennedy Alencar(e de praticamente toda a imprensa que não se incomodou com a presença do assassino e ditador Raul Castro no Brasil) jamais se manifestarão.

TCU autua o Exército.

Da Folha de São Paulo:

Auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) apontou indício de superfaturamento de R$ 5,58 milhões no custo de pavimentação de 50 km da rodovia BR-163, no norte de Mato Grosso, executada pelo 9º Batalhão de Engenharia de Construção do Exército.A obra vai de Guarantã do Norte à divisa com o Pará e é considerada essencial para o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste para o porto de Santarém, no Pará.Ao questionar o custo de pavimentação, o TCU deixa sob suspeita as 103 obras em execução pelo Exército, porque, segundo o comandante do 9º Batalhão, coronel Fernando Miranda, os 11 batalhões de Engenharia seguem os mesmos procedimentos. Só no âmbito do Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes), o Exército tem 57 convênios para obras rodoviárias, que somam R$ 1,624 bilhão.O TCU questionou o Exército por incluir no custo depreciação dos equipamentos comprados com verba da União, pagamento de horas improdutivas de mão-de-obra e equipamentos e percentual para cobertura de custos indiretos.Os preços orçados pelo Exército, segundo o TCU, ultrapassam os do Sicro (Sistema de Custos Rodoviários), que são a referência de preços máximos para contratação de obras pelo Dnit. Daí ter sido identificado o sobrepreço de R$ 5,58 milhões.O TCU determinou que o Exército ajuste seus preços, ou, na impossibilidade de redução, que o Dnit licite a obra para o setor privado. Segundo a auditoria, o Exército não paga impostos, recebe adiantado para executar a obra e tem mão-de-obra custeada pela União e seus preços deveriam ser inferiores.O Exército e o Dnit entraram com recurso no TCU contra parte das determinações, mas o recurso ainda não foi julgado.

Disputa de mercado

Há uma crescente reação das empreiteiras ao crescimento da atuação do Exército nessa área. O presidente do Sinicon (Sindicato Nacional da Indústria de Construção Pesada), Luiz Fernando dos Santos Reis, diz que o Exército tem obras que poderiam ser feitas por empresas.Segundo o Sinicon, as obras do Exército deveriam custar de 30% a 40% menos do que as das construtoras, pelos motivos apontados na auditoria do TCU: não paga impostos, não tem encargos, recebe adiantado para executar as obras.""Se o soldado está na folha de pagamentos da União, o Exército não pode ter o mesmo preço por metro cúbico de terra escavada de uma construtora privada", afirma Santos Reis.A crise global deve aumentar a disputa por espaços entre construtoras e Exército. "Antes, as construtoras estavam ocupadas com indústrias siderúrgicas, de papel e celulose, petróleo e gás. As contratações do setor privado vão diminuir, e o Exército está ocupando as obras públicas. Essa é a briga", afirma o presidente do Sinicon. Antes de ser repassada ao Exército, a pavimentação da BR-163 foi delegada a Mato Grosso, que chegou a licitá-la.Ela foi orçada, inicialmente, em R$ 41 milhões. As empreiteiras Geosolo Engenharia e Empresa Brasileira de Construções venceram a licitação, que acabou anulada. Em fevereiro, o Dnit assinou o convênio com o Exército, no valor de R$ 49 milhões, e liberou o pagamento de R$ 25 milhões para o começo da empreitada.Segundo o TCU, o Exército teria superdimensionado canteiro de obras, alojamento, serviços de terraplenagem, pavimentação e desmatamento em relação às necessidades do projeto básico, feito pela empresa Agritop. Ele previa alojamento de 1.518 m2. O Exército aumentou para 4.665 m2.

Exército afirma: custo final é menor.

Da Folha de São Paulo:

O Exército deve faturar neste ano R$ 400 milhões com a execução de obras públicas, segundo a previsão do general Paulo Komatsu, diretor de Obras e Cooperação do Exército.Ele nega que os militares tomem espaço da iniciativa privada. Diz que os convênios com o Dnit representam "um pequeno quinhão" de 4% nas contratações do órgão, e que os batalhões trabalham em parceria com empresas privadas, subcontratando seus serviços.O general diz que as obras de transposição do rio São Francisco somarão R$ 4,5 bilhões e que a fatia que coube ao Exército é de R$ 103 milhões. Segundo ele, as obras para o poder público dão ao Exército os conhecimentos de engenharia -como construção e reconstrução de estradas e pontes- essenciais em situações de guerra.Os 11 Batalhões de Engenharia de Construção do Exército ocupam 8.000 soldados. Segundo o general, eles formam mão-de-obra que depois será absorvida pelas empreiteiras.O comandante do 9º Batalhão de Engenharia de Construção, coronel Fernando Miranda do Carmo, responsável pela pavimentação do trecho da BR-163, diz que o Exército faz obras por preço fixo e o valor da empreitada é definida antes do início dos trabalhos.Argumenta que os convênios não sofrem aditivos de preços e de prazos, como ocorre com contratos de empreiteiras privadas, e por isso, o valor orçado é maior. "Mas o valor final das obras do Exército é menor do que o da iniciativa privada."O 9º Batalhão foi notificado sobre as determinações do TCU em setembro e, em outubro, entrou com recurso administrativo no mesmo tribunal. Ele alega no recurso que o orçamento das obras é transparente e que os preços apresentados pelo Exército não consideram lucro, impostos diretos, nem a mão-de-obra que é paga pela União. O recurso defende que a depreciação dos equipamentos deve ser mantido no cálculo do custo das obras.A direção do Dnit afirmou, por meio de sua assessoria, que não está comprovada existência do sobrepreço de R$ 5,58 milhões na pavimentação do trecho da BR-163, executada pelo Exército. Segundo o Dnit, o Exército é parceiro importante do Ministério dos Transportes, e tem tecnologia de ponta.

Melhor dar calote no governo.

É simples. Em tempos difíceis, os impostos,que representam mais de 40% dos custos da maioria das empresas, não são e nem devem ser prioridade. Já está havendo um movimento organizado para dar um calote no governo durante os meses mais duros da crise, em troca de não demitir e de não atrasar fornecedores indispensáveis para a produção. As entidades fazem o papel de pedir, pedir e pedir, enquanto os empresários deixam as guias de arrecadação para depois. O presidente da Associação Brasileira de Infra-Estrutura e das Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, defende a ampliação do prazo de pagamento dos tributos e atualização do limite de receitas que permite às empresas declararem o Imposto de Renda pelo lucro presumido. Hoje, o teto é de R$ 48 milhões e a Abdib quer a sua correção pelo menos pela inflação desde a última atualização, em 2003. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, também defende mais prazos para pagar os tributos e o parcelamento. A verdade é que a arrecadação vai desabar, secando o cofre do governo. Na queda, vai derrubar do palanque o presidente da marolinha.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Feliz Natal.


A NG estava procurando um vídeo para postar em seu blog neste Natal - e achou! -quando descobriu um que combina com o Coturno Noturno. Aqui, sendo barbudo e trajando vermelho, não tem moleza mesmo. Divirtam-se com o vídeo acima e recebam os mais sinceros votos de um Feliz Natal.

Vem aí o "primeiro-damo".

A bioplastia realizada pela ministra Dilma Rousseff é uma técnica recente de cirurgia plástica que injeta sob a pele uma pequena quantidade de metacrilato -um produto formado por microesferas- que pode ser moldado para preencher imperfeições do rosto. É indicado para correções faciais, principalmente da região malar (bochechas) e para a porção inferior da mandíbula (queixo). Esta é a explicação oficial e, logicamente, mentirosa. O que a ministra Dilma fez foi uma pequena cirurgia para eliminar a papada e diminuir as bochechas rechonchudas. Tirou, em vez de botar. E já corre solto que o motivo da cirurgia de embelezamento da ministra obedece a um motivo mais do que feminino : ficar mais bonita para o "primeiro-damo", o companheiro que faltava para subir com ela a rampa do Palácio do Planalto, em 2010. O camarada já foi eleito e na hora certa será apresentado ao país.
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Neste Blog somos todos finos e educados. Por isso, gostaria da ajuda de vocês para montar a seguinte enquete: Qual o perfil ideal de um “primeiro-damo” para ser o companheiro da candidata Dilma Rousseff, se ela for eleita presidente? Pensei nas opções abaixo, mas gostaria de sugestões dos leitores e comentaristas. Não serão aceitos perfis que possam caracterizar qualquer tipo de ofensa ou preconceito.

( ) um sósia do Che Guevara
( ) um clone do Luiz Favre
( ) uma versão masculina da atual primeira-dama
( ) um bolivariano tipo Rafael Correa
( ) um fabricante de cofres
( ) um especialista em power point
( ) o shrek
( ) um militar "melancia"
( ) um indicado pela convenção nacional do PT

"Cadê o áudio"?

Protógenes Queiroz, o delegado da PF que só entrou na mesma com liminar, pois rodou no psicotécnico, virou a "musa do verão"dos petralhas, apesar da sua predileção pelo PSOL. Seu novo mantra, para desqualificar o testemunho do presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, e do senador Demóstenes Torres(DEM), que confirmaram a transcrição de um grampo apresentado pela Veja é: "cadê o áudio?" Protógenes sabe, mais do que ninguém, apresentar uma transcrição como prova, sem anexar o áudio. Foi exatanebte isso que fez contra a repórter da Folha de São Paulo, Andréa Michael, pedindo a sua prisão, o que foi negado pelo juiz Fausto de Sanctis. No último Roda Viva, onde foi confrontado com as suas próprias incoerências, o delegado que acusou problemas mentais no seu concurso para a PF disse que "não entraria no mérito". O diálogo que Protógenes colocou no seu relatório é o seguinte, entre Daniel Dantas e um assessor em 17/3:

- [assessor] "... Andréa [sic] Michael, da Folha, tá fazendo por encomenda uma matéria contra você".

Adiante, há outra citação no inquérito sobre o mesmo grampo, em que o delegado afirma que, "em áudio acima mencionado", Michael "oferece seus serviços diretamente à organização criminosa".

Protógenes, mesmo pedindo a prisão da jornalista e citando a transcrição no inquérito, jamais anexou o "áudio mencionado" no relatório da operação. É de se perguntar ao delegado maluco: "cadê o áudio"?

500.000 desempregados no mês.

Do Painel da Folha:

Se novembro já foi ruim, com a eliminação de 40 mil empregos, dezembro será muito pior. Na avaliação do Ministério da Fazenda, devem se aproximar de meio milhão os postos perdidos no mês, que já é tradicionalmente difícil para o mercado de trabalho. A notícia, assim espera a equipe do ministro Guido Mantega, deve dar o empurrão necessário para a redução da taxa de juros já na próxima reunião do Banco Central, no final de janeiro. "Não precisamos mais pedir para os juros caírem. Agora, são os números que pedem", diz um assessor da Fazenda.O argumento do ministério: se os juros não caírem logo, não haverá tempo para sentir o impacto ainda em 2009. Seria o adeus ao crescimento de 4%.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Lula quer burlar a máquina pública.

Hoje Lula atacou a burocracia da máquina pública que, segundo ele, impede que o país cresça mais. Onde Lula falou burocracia, leia-se fiscalização. "O governo pode fazer muito e precisamos derrubar isso em 2 anos". Usou, mais claramente, o termo "burlar", que significa tapear, enganar,iludir. Ou "enganar através de artimanhas; ludibriar". Ou ainda "praticar fraude ou estelionato contra; defraudar, lesar." Não vamos esquecer da frase: "Nos próximos dois anos, devemos burlar a burocracia da máquina pública para avançar", disse Lula. Licitações, licenças ambientais, prestação de contas, fiscalização, tudo isso será ferozmente atacado pelo lulopetismo. É a ordem do presidente. Valha-nos!

Recauchutagem.

Puxa, estica, encolhe. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, passou por uma cirurgia plástica, com intervenções nas regiões malar e mandibular, na Clínica Moinhos Plastic Center, em Porto Alegre, na tarde de sábado. Apesar de tratada com sigilo pelos médicos e por assessores do governo federal, a operação foi confirmada por pessoas próximas à ministra e à clínica. As mudanças no visual e na postura de Dilma aceleraram-se neste ano, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a tratá-la como candidata preferencial à sua sucessão. A ministra trocou os óculos por lentes de contato e apareceu de terno vermelho e batom no mesmo tom num recente encontro de prefeitos eleitos pelo PT. Já os olhos não tem conserto.

Em algum lugar do Brasil.

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, rebateu hoje as críticas de que estaria passando muitos dias de folga no Brasil durante um momento de crise financeira mundial. Questionado por um jornalista francês se não estaria passando demais longe da França, Sarkozy respondeu que teve um ano muito cheio em 2008 e que não será diferente em 2009. Ele disse ainda que caso haja qualquer problema, ele voltará imediatamente para a França. "Será que eu não tenho direito a um prazerzinho?", questionou Sarkozy, arrancando risadas da platéia. Sem informar mais detalhes, o presidente francês disse apenas que deixará o Rio ainda hoje e que teria um encontro com o pai de sua esposa Carla Bruni "em algum lugar do Brasil".
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Final da tarde vou dar uma volta pelos bares da praia. Quem sabe não encontro a Carla Bruni e o seu nanico aqui em Jurerê Internacional. O "algum lugar do Brasil" tem tudo para ser aqui. No último final de semana, foi o Aécio e a sua bela Letícia. Isto aqui está bombando...

Compre que o Lula garante.

A última vez que um presidente garantiu alguma coisa foi o general João Figueiredo, no início dos anos 80, com o seu famoso "plante que o João garante!", que sintetizava um programa de incentivo à agricultura criado por Delfim Neto. Como sempre, uns poucos(indústria de máquinas, tratores, adubos,etc.) se deram bem com as benesses, mas milhares de pequenos agricultores ficaram endividados por anos com o Banco do Brasil, em função de juros escorchantes. Em meio a marchas rumo à Brasília e protestos onde os plantadores jogavam laranjas e outros produtos fora, surgiu até uma piada: "plante pouco que o homem é louco!" Lula, hoje, praticamente repete o mesmo bordão: "compre que o Lula garante!"Os juros continuam sendo os mais altos do mundo e, obviamente, o consumo pregado pelo presidente pressupõe o endividamento do comprador, com pagamento em intermináveis parcelas. Muito diferente da época do milagre econômico do João, onde o problema do projeto desenvolvimentista para a agricultura era não ter onde armazenar a safra. Hoje o mundo está começando a viver uma crise sem precedentes e os sinais começam a explodir por todos os lados. Lula, no entanto, manda o povo e o governo gastarem, como única saída contra a recessão. Economizar. Cortar impostos. Fugir da coleira do Mercosul. Suspender obras inúteis. Eliminar cargos de confiança. Cassar os cartões corporativos. Não pagar mais diárias, já que o funcionário público ganha salário e tem estabilidade. Não, é mais fácil mandar gastar. "Compre que o Lula garante!" Garante coisíssima nenhuma. Ele vai embora em pouco mais de dois anos. Portanto, "compre pouco que o homem é louco!" E loucos, como avalistas, são inimputáveis.

Blogs cubanos fora do ar.

Vários blogs de Cuba estão com esta mensagem. Inclusive o Generación Y. Alguém pode traduzir qual é o problema? Obrigado.
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O problema não era com o ditador, era apenas com o servidor. Segundo Dr. Evil, direto da Flórida, já voltaram ao ar.

Dance! São pouco mais de 700 dias...


PRAAN(música de Gary Schyman - tradução livre)
A mesma corrente de vida
que corre pelas minhas veias
noite e dia
corre pelo mundo
e dança de maneira ritmada.
É a mesma vida que se lança
em alegria pela poeira
na terra
em numerosas lâminas de grama
e estoura em ondas tumultuosas
de folhas e flores
É a mesma vida que é embalada
pelo berço oceânico
do nascimento
e da morte,
em altos e baixos.
Eu sinto
que meus pulmões são gloriosamente feitos
pelo toque deste mundo de vida.
E meu orgulho
é da batida das eras
dançando no meu sangue neste momento.
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Conheça um pouco mais sobre a história do jovem Matt aqui. E no meio desta crise toda, lembre que o que vai contar são as boas idéias. Assista e dance. Só restam 738 dias no reloginho ao lado.

Que falta faz uma primeira-dama.

Carla Bruni, primeira-dama francesa, cumpre uma intensa agenda no Brasil. Ontem foi recebida em visita a um projeto social pela atriz Camila Pitanga, em momento de rara beleza. Hoje será recepcionada por Lily de Carvalho, viúva de Roberto Marinho, no Pavão-Pavãozinho, para conhecer o projeto Criança Esperança que funciona ali. Fora da agenda oficial, a esposa de Sarkozy tem dedicado todo o tempo para conhecer e apoiar iniciativas de combate à fome e à desigualdade social. A primeira dama Marisa Letícia não tem acompanhado a visita, pois em seis anos de "mandato" o assunto jamais lhe interessou. Deve estar ocupada com as compras de Natal em Brasília ou, quem sabe, dando sugestões para o plantio de sálvias vermelhas nos jardins do Palácio do Planalto.

Petrobras raspa a Caixa.

A Petrobras comunicou ontem à noite que alongou os prazos dos financiamentos que obteve neste ano com a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil e que obteve mais dinheiro da Caixa.Em outubro, durante o agravamento da crise de crédito pelo mundo, a empresa captou cerca de R$ 2 bilhões com a Caixa Econômica, numa operação que gerou polêmica. Maior companhia do país, a Petrobras foi alvo de críticas por competir com empresas menores em busca de financiamento dos bancos públicos em um momento de escassez do crédito.O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a afirmar, no início do mês, que "a Petrobras é tão poderosa que [o fato de] ir à Caixa pegar dinheiro, obviamente, tira de uma pequena empresa, da construção civil, do comércio".Segundo o comunicado divulgado ontem, o financiamento com a Caixa, que se estendia até 2009, foi pago e, em seguida, renovado com um acréscimo de R$ 1,5 bilhão. O total de R$ 3,6 bilhões deverá ser quitado até o ano de 2011.Também em 2011 a Petrobras precisará pagar os R$ 2 bilhões que agora deve ao BB. Da mesma forma que ocorreu com a Caixa, a empresa antecipou os pagamentos das parcelas, que iam até 2009, e renovou o empréstimo por prazo mais longo.Operações como essas são feitas, normalmente, para fortalecer o caixa e conseguir juros melhores. Os empréstimos tomados com prazo curto de vencimento têm juros mais altos. No comunicado, a empresa não informou as novas taxas.(Da Folha)

A crise passa longe do Planalto.

Está orçado, aprovado e pronto para começar, em plena crise, a reforma do Palácio do Planalto, que é uma das obras públicas mais caras já realizadas no Brasil.
  • Área construída de 32.000 m2
  • Orçamento de R$ 88 milhões.
  • Média de R$ 2,4 mil/m2
  • Média de 2,2 CUB/m2(CUB a R$ 1.129,36, o mais alto de Brasília)
Para não dizerem que a análise não é isenta, vamos retirar R$ 15 milhões do ar condicionado, R$ 1,5 milhões dos elevadores e R$ 425 mil dos móveis, restando, para a obra propriamente dita R$ 71 milhões, ou seja:
  • Área construída de 32.000 m2
  • Orçamento de R$ 71 milhões (apenas para a obra em si)
  • Média de R$ 2,2 mil/m2
  • Média de 1,94 CUB/m2

Ao que consta o Palácio do Planalto não será reerguido, o que baixa substancialmente o preço. Não há dúvida nenhuma que o dinheiro não está indo somente para a obra. Para o bom entendedor meia palavra basta e o TCU que cumpra a sua parte, se tiver coragem para isso. Sem falar que, em tempos de crise, bem que o Lula poderia deixar a sua gaiola de ouro para depois.

Crise x marolinha.

"Os consumidores não consomem, os empresários não contratam, os investidores não investem e os bancos não emprestam". A frase é de Miguel Ángel Fernández Ordoñez, presidente do Banco da Espanha (o Bacen deles), em entrevista ao El País, no último domingo, que está repercutindo na imprensa do mundo inteiro. Ninguém viu o Zapatero sair a bradar contra a análise contundente sobre o tamanho da crise que está tomando conta do mundo. Já aqui no Brasil, ontem, Lula aumentou a previsão de crescimento de 3,2%, publicada pelo Banco Central, para 4% e, à noite, foi para a TV incentivar o consumo.

O aparelhamento do IPEA.

Do Editorial da Folha:

Ipea sob risco.

Concurso com viés ideológico coroa mudanças negativas que colocam em risco a credibilidade do instituto.

CAMINHA a passos largos a reformulação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), abrigado na Secretaria de Assuntos Estratégicos, do ministro Roberto Mangabeira Unger. Infelizmente trata-se de uma mudança para pior.Desde a posse do economista Marcio Pochmann na presidência do órgão, em agosto de 2007, diversas medidas ameaçam a imagem de isenção e excelência técnica da repartição governamental, que conta com mais de 40 anos de tradição.Publicações de referência foram modificadas -como o Boletim de Conjuntura. Foram afastados economistas que não se alinhavam à doutrina de Pochmann. O último lance nessa direção foi o recente concurso público para a seleção de 62 novos pesquisadores.Em vez de ater-se a conteúdos objetivos, a prova incluiu testes que requeriam posicionamento ideológico sobre projetos defendidos pelo governo e pelo PT. Candidatos deveriam aderir a pregações contra o "neoliberalismo" e a globalização.As transformações implementadas por Pochmann têm outros aspectos questionáveis. Com remunerações generosas oferecidas aos ingressantes, os princípios de progressão na carreira ou de promoção baseada em mérito ficam prejudicados.Salários iniciais de R$ 10,9 mil deixam pouca margem para a evolução na carreira. A remuneração atraiu grande número de interessados, mas não necessariamente familiarizados com as exigências de um instituto de pesquisa econômica: o pré-requisito da seleção era o diploma de graduação em qualquer área de conhecimento.Assim, o maior e mais heterodoxo concurso da história da instituição reuniu quase 13 mil inscritos. Para um dos 15 cargos oferecidos, houve 308 candidatos por vaga.A introdução de um filtro ideológico para a admissão à instituição se opõe ao espírito de impessoalidade e profissionalismo que deve reger a administração pública. O Ipea é um órgão técnico destinado à análise metódica de problemas econômicos e sociais, capaz de respaldar a formulação de políticas públicas. Deve privilegiar a excelência na formação de seus quadros, independentemente de afinidades partidárias ou convicções dogmáticas.O corpo de economistas e analistas de um instituto de pesquisa econômica e social aplicada precisa ser plural, gozar de autonomia e liberdade de pensamento. A natureza de seu trabalho é incompatível com a censura ou a implantação de uma única linha de pensamento.Com a mudança em curso, a direção do Ipea coloca em risco um prolongado investimento institucional, responsável pela credibilidade que o órgão granjeou.

Queda do emprego em todas as manchetes.

A crise chegou rapidamente ao mercado formal de trabalho, gerando demissões na indústria. De nada adiantou antecipar o dia do pronunciamento de Natal do presidente Lula. Hoje o assunto, como não poderia de ser, é manchete de capa em três grandes jornais: O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo e O Globo.O nível de emprego formal no mês passado registrou a primeira queda em novembro -perda de 40.821 vagas- desde 2002 e a maior retração dos últimos dez anos no mês.O ministro do Trabalho, o pedetista Carlos Lupi, classificou de "pífia" e "insignificante" a retração de 0,13% no número de empregos formais do país no mês passado, dada a intensidade com que a crise atinge outras economias do mundo. Ainda continua com o mesmo discurso do chefe. O IBGE já havia apontado o aumento do índice de desemprego de 7,5% em outubro para 7,6%.Se a indústria demite em novembro é sinal de estoque. Estoque é sinal de férias coletivas. Férias coletivas é o primeiro passo para demissões coletivas. As empresas estão queimando gorduras para não demitir. O início de 2009 será exatamente o contrário do que o imbecil declarou ontem, em cadeia nacional de rádio e TV.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Protógenes acusa Gilmar Mendes, Demóstenes Torres e jornalista da Veja.

Protógenes Queiroz acaba de afirmar que o presidente do STF, Gilmar Mendes, o senador Demóstenes Torres (DEM) e o jornalista da Veja mentiram sobre a transcrição do diálogo de um grampo confirmado por todos, com a intenção de produzir um escândalo que retirasse o foco das acusações contra Daniel Dantas. Está gravado. No Roda Viva. É uma acusação gravíssima. Transforma autoridades em cúmplices de Daniel Dantas. Ao vivo. A cores. Com todas as letras.

Protógenes, o maluco, no Roda Viva.

Impressionante. Protógenes Queiroz, o delegado da Operação Satiagraha, joga aquilo no ventilador, sem ser explícito com nada. É um irresponsável, maluco e chega ao ponto de negar transcrições de suas próprias conversas. Neste momento, no Roda Viva, TV Cultura, Canal 114 da Sky.

Lula: discurso de candidato.

Lula acaba de falar cerca de 10 minutos na TV. Crise era o que existia antes dele. Crise é o que os países ricos criaram. Com ele não tem crise no Brasil. Tem crise só no resto do mundo. Parecia horário político para as eleições de 2010. Mais do que um balanço de 2008, fez uma retrospectiva dos seus 6 anos de governo. Bateu nos tucanos, bateu nos americanos. Disse que antes, quando vinha uma crise,o Brasil quebrava. Agora não quebrou. Faltou dizer ao povo de casa que nenhum país quebrou até agora. Encerrou o seu discurso de candidato pregando o consumo consciente para dar um impulso às vendas de Natal. A piada ficou por conta do cenário: Lula, que nunca leu um livro, escolheu gravar a mensagem na biblioteca do Palácio do Planalto.

Crise: o peru apitou mais cedo.


A marolinha pegou a fabricante de um dos ícones do Natal brasileiro: a Sadia. Nos próximos dias, 12.000 funcionários deverão entrar em férias coletivas. De um lado, a queda das exportações. De outro, os U$ 2,4 bilhões de dívida inflada pelos derivativos. Leia mais aqui.

Meirelles tenta consertar previsão de Lula.

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, comentou hoje, em palestra, as afirmações feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o governo e a equipe econômica trabalham com crescimento de 4% para o PIB brasileiro em 2009. Segundo Meirelles, a expansão de 4% é um "objetivo" do governo "e nossa expectativa é de que o Brasil cresça acima da média mundial já no ano de 2009".Meirelles disse que o governo vai mobilizar a sociedade para alcançar o crescimento de 4%, mas admitiu que as expectativas do mercado "são sensivelmente menores", em torno de 2,5% enquanto o FMI prevê 3% e o Banco Central, segundo o Relatório Trimestral de Inflação divulgado hoje, tem uma estimativa de crescimento de 3,2%. "Mas vamos esperar a evolução das medidas tomadas pelo governo para o crescimento", afirmou. ( Da Agência Estado)

Lula desmente Meirelles.

Hoje o Banco Central publicou a sua avaliação sobre o quarto trimestres de 2008 e algumas previsões para 2009, inclusive um crescimento de 3,2%. Quatro horas mais tarde, Lula vai para o microfone e diz que o Brasil vai crescer 4,0% no ano que vem, contrariando as projeções de Henrique Meirelles, presidente do Bacen. Baseado em quê? Não é um pequeno erro e nem um arredondamento. Lula está projetando um crescimento 30% maior do que o Bacen. Estas profecias só nos dão uma certeza: o governo Lula não tem a mínima idéia do que vai ocorrer com o país, a partir desta crise. É chute em cima de chute.

Petrobras desmente Dilma.

Hoje o presidente da Petrobras, o petista José Sérgio Gabrielli, desmentiu Dilma Rousseff e afirmou que a estatal não reduzirá os investimentos em 2009. Ele informou que foi enviada uma previsão ao Congresso de R$ 72 bilhões em agosto, antes do agravamento da crise, e que esse número poderá ser revisto para baixo. "Não necessariamente isso implicaria em cortes de projetos. Pode ser feito um ajustamento interno e no tempo desses projetos. O investimento é uma decisão plurianual, nunca é uma decisão só para o ano. Acredito que deveremos ter um investimento superior ao deste ano", afirmou. Leia mais aqui.

Lista WIP - Web Important People.

Esta é a lista dos 10 mais citados na internet, segundo ranking do Jornal El Pais, denominada La Lista WIP - Web Important People. Até aí nenhuma surpresa, a não ser a ausência de personagens como Bill Gates, por exemplo.
Aqui começam as surpresas. Mesmo numa ilha-prisão, onde a internet é praticamente inacessível, Fidel Castro aparece como décimo segundo colocado, seguido por Hugo Chávez, em décimo sétimo lugar. Até Raúl Castro está mais bem colocado do que Lula, que amarga um quinquagésimo terceiro lugar, praticamente empatado com Evo Morales.

Já considerando-se as dez personagens brasileiras mais citadas, Lula está em nono lugar, um pouco à frente do escritor Paulo Coelho. Parece que falta muito, muito mesmo, para que Lula consiga ser uma personalidade internacional. Por enquanto, a sua popularidade resume-se ao Brasil.

BC: crescimento cai pela metade em 2009.

"Neste ambiente, em que a manutenção dos sólidos fundamentos macroeconômicos observados na economia brasileira não se constitui em condição suficiente para evitar que desdobramentos da severa crise mundial se propaguem internamente, ainda que amenize tal processo, as perspectivas referentes à evolução do nível da atividade no último trimestre de 2008 e em 2009 mostram-se menos favoráveis."

"A projeção para o PIB em 2009 atinge 3,2%, desempenho que deverá ser sustentado, pelo quarto ano consecutivo, exclusivamente pela demanda interna. A projeção para a expansão anual do PIB considera a ocorrência de desempenho favorável em todos os setores da economia, mas em cenário de desaceleração generalizada, em relação a 2008 e 2007, nas respectivas taxas de crescimento."

Leia aqui o sumário executivo do Relatório da Inflação do Quarto Trimestre 2008, publicado hoje pelo Banco Central. Aqui a publicação completa.

Crise atinge em cheio o eleitor de Lula.

“O sonho de consumo da classe C vai dar uma travada no ano que vem”, afirma o sócio-diretor da MB Associados, José Roberto Mendonça de Barros. “Essa camada da população deve perder bem-estar”, diz o sócio-diretor da RC Consultores, Fabio Silveira. Para Haroldo Torres, sócio-diretor do instituto de pesquisa de mercado Data Popular, a mobilidade das classes de menor renda deve ficar em “banho-maria” em 2009.Uma projeção feita pela Target Consultoria, a pedido do Estado, revela a desaceleração do consumo da nova classe média, com renda média familiar média de R$ 1.180,00 por mês. Nos últimos quatro anos, o consumo da classe C cresceu 30% ao ano. Pelas contas da Target, em 2009, a expansão será de 3%, chegando a R$ 652,8 bilhões. Leia mais aqui.
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Pela pesquisa CNI/Ibope recentemente publicada, que colocou Lula nos píncaros da glória, somente 5% da Classe C avaliam o governo como "ruim/péssimo". Apenas 25% acham que não serão afetados pela crise. Mesmo assim, paradoxalmente, 44% não pretendem alterar os seus hábitos e o seu planejamento financeiro. Como a crise vai atingir em cheio a Classe C, é onde a popularidade do Lula vai sofrer mais abalos. É na C que o emprego vai ser afetado e onde o crédito vai minguar, devido ao risco de inadimplência.

Cuba: Lula negocia apoio da França.

A que ponto chegamos. Um dos temas mais importantes da pauta de Lula com Sarkozy, que chega hoje ao Brasil, é cobrar da União Européia um apoio explícito ao final do embargo à Cuba. De resto, Lula vai comprar helicópteros e submarinos nucleares. Só falta dizer que é para contrapor a presença da IV Frota americana em águas do Atlântico Sul.

PAC do marketing.

Da Folha:

O governo federal planeja inaugurar em 2010, ano da sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, uma de cada três grandes obras em andamento no país. O dado é de levantamento feito pela Folha na lista dos chamados "projetos de grande vulto", publicados em anexo ao projeto de lei orçamentária de 2009, que aguarda sanção presidencial.Esses projetos são aqueles sob a responsabilidade direta de ministérios e órgãos a eles subordinados, com valor estimado superior a R$ 20 milhões. Também entram na lista as obras executadas por estatais, com orçamento acima de R$ 100 milhões.Ao todo, são 348 obras e projetos em andamento no país que foram incluídos na lista. Desses, 107 estão com conclusão prevista para 2010. O número representa 30,7% do total de obras em andamento.Metade delas está sob a responsabilidade do Ministério dos Transportes. Ao todo, o órgão tem 112 obras na lista dos projetos de grande vulto. Desses, 45,5% têm previsão de entrega para 2010.Caso não haja alterações no cronograma por conta de restrições orçamentárias ou judiciais, o país assistirá, em média, a uma inauguração a cada três dias e meio no ano da sucessão do presidente Lula.Para 2009, estão previstas 64 inaugurações de projetos de grande vulto -40% menos que o programado para 2010. Ao sucessor de Lula, ficará a missão de terminar outras 177 grandes obras já iniciadas.Não entram na lista projetos incluídos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) que estejam sendo executados por prefeituras, governos estaduais ou consórcios privados -como o das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia, que foram concedidas à iniciativa privada, e as obras de urbanização de favelas nas represas Billings e Guarapiranga, em São Paulo, executadas em parceria entre governo estadual e prefeitura.Entre as obras a serem inauguradas, estão trechos da ferrovia Norte-Sul no Tocantins e em Goiás e a ampliação da malha de gasodutos do Sudeste.Se fossem incluídas na lista analisada pela reportagem as "ações significativas" listadas no último balanço do PAC, de novembro, e que não são executadas diretamente pelo governo federal ou estatais, a proporção de inaugurações previstas para 2010 ficaria maior.Seriam 69 obras a mais, das quais 44 são previstas para 2010 -ou 36,2% do total. Para o ano que vem, também seriam o dobro de conclusões de obras.Em 2006, ano da reeleição de Lula, estava prevista a inauguração de 62 obras e projetos. Na época, o presidente discursou em 11 entregas de obras antes do início oficial da campanha eleitoral, em 1º de julho, quando os candidatos são proibidos de ir a inaugurações.

Dilma

A distribuição das inaugurações previstas para 2010 é positiva para uma eventual candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) -coordenadora do PAC e principal aposta de Lula para sucedê-lo no Palácio do Planalto.Os Estados com maior número de inaugurações planejadas para 2010 são Minas Gerais (14), onde Dilma nasceu, e Rio Grande do Sul (13), onde ela construiu sua carreira política. Há ainda a particularidade de serem governados pelo PSDB e de serem Estados onde o PT apresenta queda na presença política nos últimos anos.O advogado Alberto Rollo, presidente do Idipea (Instituto de Direito Político, Eleitoral e Administrativo), diz que Lula terá de ser comedido para não transformar em problema o potencial de 107 palanques para angariar votos ao seu candidato. "O presidente poderá participar de todas as inaugurações de obras em 2010, sem restrição. O que ele não pode é alavancar o candidato de forma declarada ou sub-reptícia", diz.

domingo, 21 de dezembro de 2008

2009: de mal a pior.

Autoridades econômicas mundiais advertiram neste domingo que a crise econômica pode se tornar ainda pior em 2009, caso os governos das principais economias não tomem as medidas adequadas para animar o consumo, os investimentos e a criação de empregos. "Estou particularmente preocupado com o fato de que nossa previsão, já muito negativa, vai ser ainda mais negativa se um estímulo fiscal apropriado não for colocado em prática', disse o diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, em uma entrevista à rádio BBC. Leia mais aqui.

Chávez ajuda Irã a burlar sanções da ONU.

O Irã está usando suas boas relações com a Venezuela para se esquivar das sanções impostas pela Organização das Nações Unidas para limitar a expansão do programa nuclear iraniano, informou um jornal italiano neste Domingo. O jornal La Stampa afirma que o Irã está usando aeronaves da companhia venezuelana Conviasa para transportar computadores e peças de máquinas até a Síria, para a construção de mísseis. As fontes seriam serviços de inteligência do Ocidente.Em troca das aeronaves, o Irã disponibilizou membros de sua guarda revolucionária para o treinamento da polícia e do serviço secreto da Venezuela, inclusive com a participação da polícia de elite iraniana, a unidade Al-Quds, de acordo com o diário italiano. Leia mais aqui.

A quadrilha bolivariana.

Rafael Correa, presidente do Equador, declarou moratória com dinheiro em caixa. Negou um pagamento de U$ 30 milhões com mais de U$ 8 bilhões de reservas. Não é calote financeiro. É armação política. É a quadrilha bolivariana em ação orquestrada. Com isso, os preços dos bônus da dívida equatoriana caem para uns 10% do valor. Hugo Chávez vai ao mercado e compra. Imediatamente, revende a Rafael Correa, derrubando a dívida do Equador. É como dizia o Chapolin Colorado: "não contavam com a minha astúcia".

A "privataria" de Lula.

Editorial da Folha:

O GOVERNO LULA fez o que já se esperava. Atendeu aos interesses de uma das empresas que mais doaram recursos para a campanha presidencial de 2006, a Andrade Gutierrez, e criou um virtual oligopólio nos serviços de telefonia em todos os Estados do país, com exceção de São Paulo.Não foi fácil. Muita "vontade política", para falar como o presidente, se fez necessária para impor aos consumidores brasileiros a compra da operadora Brasil Telecom pela Oi, que tem a Andrade Gutierrez como uma de suas principais controladoras.Havia a lei. Foi alterada. Era preciso dinheiro público. Foi concedido. Surgiram focos de resistência entre os membros da agência que regula o setor, a Anatel. Nomeou-se uma personalidade sem experiência na área para aprovar a fusão. O Tribunal de Contas da União estranhou o negócio. Opiniões foram mudadas -em questão de 24 horas.Os interessados tinham pressa. Se a compra não fosse aprovada até hoje, a Oi teria de pagar uma multa contratual de R$ 490 milhões à Brasil Telecom. O ministro das Comunicações, Hélio Costa, resolveu então levar ao pé da letra as suas atribuições. Comunicou-se. E foi assim que, depois de uma conversa com o ministro do TCU que resistia à operação, dificuldades de última hora foram superadas.A Oi se livrou assim do incômodo de pagar R$ 490 milhões e pode celebrar o que, mesmo a olho nu, parece ter constituído um excelente negócio.Já o contribuinte brasileiro não recebe maiores satisfações pelo fato de que muito mais dinheiro foi injetado pelo BNDES e pelo Banco do Brasil para possibilitar a transação. Do BNDES vieram R$ 2,6 bilhões. Do Banco do Brasil, R$ 4,3 bilhões. Fundos de pensão de estatais também foram convocados a participar da transação, cujo valor total se estima em R$ 12,5 bilhões.Isso tudo ocorre num momento de aguda necessidade de crédito nos mais variados setores produtivos. O novo conglomerado não criará novos empregos, pelo que consta. Ao contrário, nessa área, tudo se resume a seu compromisso de não realizar demissões até abril de 2011.Qual a justificativa do governo Lula para se envolver escancaradamente no negócio? Argumentou-se que, num mercado onde predominam empresas estrangeiras, seria estratégica a presença de uma grande operadora nacional de telecomunicações.Todavia, uma surpresa estava reservada para esse último capítulo. Descobre-se agora que não existem mais impedimentos a que a nova empresa seja vendida a grupos estrangeiros.Fecha-se, assim, o ciclo de uma espetacular sucessão de casuísmos, acomodações de interesses e jogadas clandestinas -na qual, diga-se de passagem, também a oposição parlamentar participou, quando chamada a intervir.O negócio está feito. Apesar da complexidade dos detalhes, não é difícil resumi-lo ao essencial. É um caso de compra e venda. Nada mais que isso.
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Comento: Todas as privatizações feitas na área das telecomunicações no governo FHC geraram uma receita, para o Brasil, de R$ 30 bilhões, além da transferência de uma dívida em torno de R$ 2 bilhões. Deste total, os fundos de pensão entraram com menos de R$ 2 bilhões. Reconhecidamente, a privatização das telecomunicações permitiram que o Brasil desse um salto para o futuro, impossível de ser dado através do jurássico sistema Telebras. No entanto, as "privatarias", assim denominadas pelo PT e por Lula, foram a principal bandeira contra a oposição mesmo na campanha presidencial de 2006. O que estamos assistindo hoje? A privatização da privatização, com uma diferença. Lula muda a lei para criar um monopólio privado, cujo dono é um dos principais doadores das suas campanhas e do seu partido. Os bancos públicos do Brasil estão bancando mais de 50% do negócio! E sabe o que a oposição está dizendo? Nada, pois um dos sócios é irmão do ex-presidente do PSDB e atual senador do partido que, inclusive, virou as costas para Geraldo Alckmin em 2006. FHC, por sua vez, em nenhum momento se manifestou contra o negócio. É assim que anda o Brasil. Alô, alô, seu Chacrinha, aquele abraço!

Serra continua liderando para 2010.

Do Estadão:

A popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é insuficiente, até aqui, para garantir a eleição, em 2010, de um sucessor que seja de seu partido. Pesquisa fechada nesta semana pelo Ibope, a que o Estado teve acesso exclusivo, revela que o governador José Serra (PSDB), de São Paulo, lidera em todos os cenários."O grande enigma de agora até 2010 é saber se Lula conseguirá transferir o apoio que hoje tem para seu candidato", afirma Márcia Cavallari, diretora do Ibope. Dilma Roussef (PT), a preferida do presidente, não chega a alcançar 10% do eleitorado nos diferentes cenários da pesquisa.Numa simulação contra Dilma, Ciro Gomes (PSB), Heloísa Helena (PSOL) e Cristovam Buarque (PDT), Serra teve 42%, mais do que a soma dos adversários. Num cenário hipotético com enfrentamento entre Serra e o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, o paulista ficou com 37%, seguido por Ciro, com 13%, em empate técnico com o mineiro (11%) e com Heloísa (10%). Aécio, como Serra, é do PSDB, mas há especulações sobre a possibilidade de ele disputar a Presidência pelo PMDB.No cenário em que enfrentou todos os atuais presidenciáveis, inclusive Aécio, Serra teve larga vantagem na Região Sul, com 46%, e desempenho equilibrado nas outras regiões - 37% no Norte/Centro-Oeste, 35% no Sudeste e 34% em no Nordeste.No cenário sem o governador mineiro, Serra alcançou 50% no Sul, 43% no Norte/Centro-Oeste, 42% no Sudeste e 37% no Nordeste.

O homem que bota a coleira na mídia(2)

Da Folha:

Um dos principais auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Franklin Martins (Comunicação Social) era visto pelos órgãos repressivos da ditadura militar (1964-1985) como um dos líderes estudantis de maior evidência, um indivíduo de "grande periculosidade" que, "sempre armado, não vacila em atirar".O texto, que provoca risos do hoje ministro, foi assinado por Newton Costa (da Delegacia Especializada em Roubos e Furtos) em 4 de setembro de 1969 e integra um calhamaço sobre sua atuação no período, em poder do Arquivo Nacional.Os documentos, aos quais a Folha teve acesso, incluem uma espécie de ficha do extinto SNI (Serviço Nacional de Informações) datada de 1974, na qual ele é acusado de ter participado de toda ordem de subversão, de assaltos contra bancos e à residência de um deputado, a seqüestros e roubos.Fatos, em sua maioria, negados pelo ministro. Do teor das acusações listadas, Franklin confirma duas participações: foi ele quem, em 4 de setembro de 1969, estava na direção do Volkswagen azul que bloqueou a passagem do carro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, ponto inicial de uma ação que virou símbolo do combate à ditadura militar.O ministro também confirma ter feito a "segurança" da operação de assalto à casa do então deputado Edgard Magalhães de Almeida, político ligado às artes que tinha cerca de U$ 70 mil no cofre de casa, dinheiro que foi levado pelos militantes na ação, descrita ainda hoje pelo ministro como de "expropriação", e não roubo."Exímio atirador", de acordo com os militares, Franklin é irônico ao se referir à própria periculosidade. "É um conceito subjetivo", diz, acrescentando: "De alta periculosidade eu acho que era o general que comandava o país naquele momento".O ministro fez curso de guerrilha em Cuba, período em que foi treinado para o uso de armamentos e explosivos, além de táticas de selva e condicionamento físico. Hoje, ele reconhece que a luta armada não foi um instrumento eficaz no combate à ditadura, mas não se arrepende disso."Estava lutando contra um regime que, de arma na mão, derrubou o presidente constitucional, fechou os sindicatos, instituiu a censura, acabou com os partidos políticos, prendeu gente até dizer chega, tirou um grande número de parlamentares do congresso, prendeu, torturou, matou.... não sei por que eu teria uma relação de "eu só luto até certo ponto contra a ditadura". Não". "Felizmente", acrescenta, ele diz que nunca teve de atirar em ninguém.Ao ministro são atribuídos, num dos documentos, comentários desabonadores ao atual presidente da República.O texto, que constava dos arquivos do SNI, afirma que, num debate público sobre "o socialismo e a crise na Polônia", Franklin se destacou pelas críticas ao sindicato Solidariedade. Ele teria expressado que, "a exemplo da Polônia, o líder Lula deve perder a máscara", comentário do qual Franklin não reconhece a autoria.O ministro, à época, foi contra a criação do PT. "Eu nunca fui do PT, nem próximo. Ao contrário, tinha críticas, achava o PT muito esquerdista", diz Franklin hoje.Para ele, os documentos têm valor histórico por revelarem "a mediocridade", além da "incapacidade de conviver com a crítica" do regime.O governo promete flexibilizar, a partir de 2009, o acesso a este tipo de documentação de posse do Arquivo Nacional.

O homem que bota a coleira na mídia.

Do Estadão:

Do alto do seu 1,94 metro, Franklin passa uma imagem sisuda, reforçada pelos comentários políticos que fazia nas TVs Globo e Bandeirantes e na Rádio CBN, nos oito anos e meio antes de se tornar ministro. Seu passado também remete a isso. Líder estudantil, integrante do grupo que seqüestrou o embaixador Charles Elbrick em 1969 e conseguiu, com isso, libertar 15 prisioneiros, entre eles José Dirceu, Franklin treinou guerrilha em Cuba. Mas diz que foi um aprendizado que serviu para quase nada. Por seu passado, não pode entrar nos EUA. Não lamenta isso: "Nem os EUA nem eu deixaremos de ser o que somos por causa desse episódio." Além dos contatos do presidente com jornalistas que fazem a cobertura diária no Planalto, Franklin costuma receber repórteres em seu gabinete. Conversa sempre reservadamente, o que no jargão jornalístico é chamado de off. Repete o que durante oito anos fez a jornalista Ana Tavares, que assessorou o então presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e é considerada - por Franklin também - o modelo ideal de discrição para saber passar informações importantes, ajudar os jornalistas a sair de pistas erradas e ainda divulgar bem o presidente. Leia mais aqui.