Um compromisso coloca este blogueiro na estrada. Ao voltar, lá pela madrugada, libero todos os comentários. Obrigado e até mais tarde.
sábado, 8 de novembro de 2008
Não é mais marolinha. Oficialmente.
"Nenhum país está a salvo da crise financeira. Todos estão sendo contagiados pelos problemas originados em países avançados. O colapso da confiança nos mercados financeiros dos países desenvolvidos gerou escassez de crédito para o resto do mundo. A crise fez os bancos dos Estados Unidos e da Europa pararem de emprestar."
Luiz Inácio Lula da Silva, ao abrir a reunião dos presidentes de bancos centrais e ministros da Fazenda do G-20, hoje, em São Paulo. Como sempre, não olha para o próprio cocô no sapato, culpando os bancos estrangeiros. E os bancos brasileiros, não pararam de emprestar? A boa notícia é que acabou o papo da marolinha, oficialmente. A má notícia é que o imbecil continua tentando colocar a crise no colo do primeiro mundo, como se este discurso ajudasse alguma coisa.
Tirando da reta.
"Os Estados Unidos tem apenas um presidente de cada vez".
Barack Hussein Obama, presidente eleito dos Estados Unidos da América, recusando o convite de George W. Bush para participar do encontro do G-20, em Washington, em dezembro próximo.
Bilhões.
"Bilhões e bilhões para socorro aos bancos e os trabalhadores não têm nenhuma ajuda do governo" - sociólogo e militante do PSOL Márcio Rosa, protestando na frente do hotel onde se reúne o G-20.
"Bilhões de seres humanos, especialmente os mais vulneráveis, esperam que estejamos à altura dos desafios que a realidade nos colocou adiante" - sucessor do sociólogo, ex-militante, Luiz Inácio Lula da Silva, aconselhando presidentes dos bancos centrais dos principais países capitalistas a salvarem o sistema financeiro, dentro do hotel onde se reúne o G-20.
Paloma.
Não lembro de furacões recentes com nomes em espanhol, como este Paloma, que já alcança categoria 4 e segue rumo à Cuba, onde deve chegar entre sábado e domingo. Paloma, ou pomba, é o símbolo da paz e não da destruição. Só pode ser ironia. Fidel, hoje, declara com o ódio de sempre: "De nuevo sería necesaria la conducta digna si el jefe del imperio, que ha sido el máximo impulsor del bloqueo genocida contra nuestra patria, ofreciera otra vez piadosa ayuda. Con seguridad será rechazada". O ditador assassino, mesmo no seu leito de morte, continua usando todas as tragédias para manter o povo cubano debaixo de todo o sofrimento, em nome do socialismo falido e destruído de Cuba. Não aceitará ajuda dos Estados Unidos da América. Mesmo que o furacão Paloma arrase com o que restou da favela devastada em que transformou Cuba.
Enquete nova.
Vote, participe, ajude o Brasil a descobrir por que diabos o Obama ainda ligou para o Lula?
Deu São Bernardo.
Convocados a opinar sobre a raça de cão que Obama deveria escolher para presentear suas filhas, o pessoal aqui do Blog não quebrou a lógica. Não pensou no Obama, pensou logo no Lula, lá na Casa Branca, passeando nos jardins,brincando com o totó, numa futura visita oficial para ajudar o ocupante a salvar o planeta. E elegeu o São Bernardo, com 57% dos votos, que além do barril de uísque pendurado no pescoço ainda homenageia a cidade onde Lula, o nosso mulato metalúrgico, começou a sua trajetória rumo à presidência. Pensa em mim, liga pra mim(3).
Ontem foi a vez de José Luis Rodríguez Zapatero, presidente da Espanha, ter duas boas notícias: a primeira é que vai poder participar do G-20, ocupando uma das vagas da França. A outra é que recebeu uma ligação de 10 minutos, longos 10 minutos, carinhosos 10 minutos, amistosos 10 minutos de ninguém mais, ninguém menos do que Barack Hussein Obama, o primeiro presidente negro americano, quase um metalúrgico. Aqui no Brasil, o telefone não toca. Calma, Lula, a fila anda.
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E querem saber o que Obama e Zapatero combinaram "al teléfono"? Em espanhol, no original: "También estuvieron de acuerdo en apostar por programas conjuntos contra el cambio climático y en intensificar la colaboración en una región del mundo como América Latina."
Fora de foco.
Da Veja, mostrando que a tentativa de derrubar a Lei da Anistia é, antes de tudo, uma tentativa de Tarso Genro tirar o foco dos verdadeiros problemas da sua gestão caótica no Ministério da Justiça , com total descontrole dos órgãos policiais e índices cada vez piores de violência e criminalidade:
Trabalho não falta ao ministro da Justiça, Tarso Genro. A Polícia Federal enfrenta um processo de balcanização sem precedentes, espiões oficiais grampeiam ministros, o tráfico de drogas faz explodir os índices de criminalidade e, nas delegacias dos quatro cantos do país, o pau-de-arara ainda é método de interrogatório. Mas Genro, infelizmente, é um homem sem foco. Tanta coisa urgente com que se preocupar e ele encasquetou revisar a Lei da Anistia, promulgada há quase três décadas. Revisar só para um dos lados, enfatize-se. Quinze anos depois da instauração do regime militar no Brasil, generais e opositores chegaram a um acordo que permitiria iniciar o processo de abertura política, sem maiores solavancos. Esse acordo foi a Lei da Anistia, assinada em 1979. Para que fosse ampla, geral e irrestrita – e não parcial, como queria boa parte da caserna –, reuniram-se políticos, estudantes e trabalhadores naquele que foi o primeiro movimento coordenado da sociedade civil depois do golpe de 1964. Graças à anistia, conquista intensamente festejada por todos os democratas, puderam voltar ao país ou sair da clandestinidade José Serra, Fernando Gabeira, Leonel Brizola, José Dirceu e Franklin Martins, entre outros exilados ilustres e nem tanto. A legislação zerou o jogo, cancelando a punição a criminosos políticos, terroristas e também, como contrapartida, aos torturadores que, nos porões da ditadura, supliciaram adversários do regime. Ampla, geral e irrestrita, repita-se, foi um daqueles atos de pacificação interna dos quais é pródiga a história das nações.
A Lei da Anistia viria a sofrer modificações. Em 1985, na mesma emenda que convocou a Assembléia Constituinte, o então presidente José Sarney deliberou que fossem concedidas as devidas promoções a servidores civis e militares cujas carreiras houvessem sido interrompidas pelo arbítrio. A Constituição de 1988 estendeu o benefício a empregados do setor privado e sindicalistas. Em 1995, sob a Presidência de Fernando Henrique Cardoso, concedeu-se às famílias de mortos e desaparecidos políticos o direito de receber indenizações. Também foi organizada uma comissão para o reconhecimento dos desaparecimentos. Em 2001, uma lei, substituída por outra em 2002, ampliou a reparação aos danos causados pela ditadura, autorizando o pagamento de indenizações, em caráter retroativo, inclusive àqueles cujas carreiras tivessem sido prejudicadas (o que ensejou, como não poderia deixar de ser, a entrada de muitos oportunistas na fila dos casos analisados pela Comissão de Anistia, criada pelo governo para fazer essa avaliação). Os acréscimos à lei original amparam-se no fundamento de que, não importa o regime de ocasião, o estado brasileiro é responsável pelos indivíduos que estão sob sua guarda, devendo zelar pela sua integridade física e mental. O outro fundamento invocado é aquele segundo o qual está vedado ao estado interferir negativamente na vida profissional dos cidadãos. Com as mudanças, as compensações pagas pela União somaram 2,5 bilhões de reais entre 2001 e 2007. Nenhum dos acréscimos, contudo, feriu o princípio da Lei da Anistia de 1979. A saber: o perdão a todos os cidadãos acusados de cometer crimes políticos, mesmo os mais torpes, não importa se do lado do regime ou da oposição. É tal o princípio – negociado arduamente por todos os que lutavam para restabelecer a democracia no Brasil – que Genro quer atingir. Ele defende a punição dos torturadores a serviço do regime militar. Quanto aos terroristas de esquerda que mataram, roubaram, seqüestraram e mutilaram, esqueça-se que lutavam pela implantação de uma ditadura comunista. Esqueça-se que recebiam apoio de Cuba e da então União Soviética – afinal, eles eram de esquerda e isso bastaria para inocentá-los, na visão de Genro, proveniente das mesmas hostes. O ministro da Justiça já havia levantado o assunto em agosto, no que foi desautorizado pelo presidente Lula e contestado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim. Sua mais recente tentativa de impor uma leitura partidária da Lei da Anistia foi motivada por um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU), que considerou prescritos os crimes com motivação política praticados durante a ditadura, inclusive a tortura. O parecer da AGU nada mais é que uma peça de defesa em uma ação movida pelo Ministério Público, que tem entre seus réus a própria União (os outros réus são os militares Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir Santos Maciel, este já falecido, ambos acusados de tortura nas masmorras do DOI-Codi paulista). A decisão final sobre o tema não virá da AGU, mas do Supremo Tribunal Federal, que analisa duas ações contestando a anistia a agentes da repressão militar envolvidos em tortura e no desaparecimento de presos políticos. Sem falar especificamente sobre esses casos, o presidente do STF, Gilmar Mendes, alerta para o perigo de ideologizar o tema da anistia. "Estão tentando analisar uma questão de direitos humanos do ponto de vista apenas daqueles que lutaram contra o regime." Ele aponta três aspectos que foram deixados de fora. O primeiro é que a chamada luta armada dos grupos de esquerda pode, sim, ser classificada de terrorismo, sobretudo nos episódios em que vitimou pessoas alheias ao embate político. O segundo é que, assim como a tortura, o terrorismo é crime imprescritível. Por último, há o fato de que, embora tortura e terrorismo sejam imprescritíveis, nada impede que tais práticas sejam anistiadas. Os comentários do presidente do STF escancaram a tentativa de Genro de reescrever a história, em benefício de seus pares ideológicos. O ministro da Justiça disse que a luta armada foi uma opção política respeitável. Além de omitir que a guerrilha tinha seu próprio projeto autoritário de poder, Genro não menciona que os atentados, seqüestros e assaltos não eram o único caminho existente para contestar o regime militar. Havia meios pacíficos, como a militância no movimento estudantil e no partido de oposição, o MDB. A ditadura deixou cerca de 400 mortos e desaparecidos. Quanto aos grupos de esquerda armados, estima-se que tenham matado 150 pessoas, das quais 100 eram civis, vítimas de execuções ou bombas. É óbvio que nada justifica a covardia do pau-de-arara, do choque elétrico, da palmatória e dos outros métodos abomináveis usados pelos torturadores. "Mas, com a lei de 1979, tanto os crimes cometidos em nome do regime como os que tinham por objetivo derrubar o governo foram anistiados", reforça o jurista Ives Gandra Martins, ex-integrante da ONG de direitos humanos Anistia Internacional. "A tentativa, três décadas depois, de fazer uma punição seletiva é um gesto de vingança, não de justiça." Nos últimos anos, Argentina e Chile optaram por revogar suas leis de anistia e deram andamento à punição de alguns dos responsáveis pelos crimes de suas ditaduras. São situações distintas da do Brasil, onde a magnitude da repressão foi bastante inferior, ainda que não se possa subestimar a dor das chagas individuais. Nesses países vizinhos, o trauma dos períodos de exceção foi tão profundo que o clamor por um acerto de contas se manteve constante. Em relação à Argentina, as leis de anistia vieram depois do fim da ditadura, como uma maneira de evitar o risco de novos levantes militares. Não houve, como no Brasil, uma transição negociada para a democracia. "Para desfazer o acordo sacramentado pela Lei da Anistia, é preciso estar disposto a começar uma caça às bruxas em direção aos dois lados", diz o general Gilberto Barbosa de Figueiredo, presidente do Clube Militar. "Se isso acontecer, vai ser mais fácil identificar os responsáveis por atos de terrorismo do que os agentes do estado, porque os arquivos do regime não identificam os torturadores." Genro tem mais que fazer.
A Lei da Anistia viria a sofrer modificações. Em 1985, na mesma emenda que convocou a Assembléia Constituinte, o então presidente José Sarney deliberou que fossem concedidas as devidas promoções a servidores civis e militares cujas carreiras houvessem sido interrompidas pelo arbítrio. A Constituição de 1988 estendeu o benefício a empregados do setor privado e sindicalistas. Em 1995, sob a Presidência de Fernando Henrique Cardoso, concedeu-se às famílias de mortos e desaparecidos políticos o direito de receber indenizações. Também foi organizada uma comissão para o reconhecimento dos desaparecimentos. Em 2001, uma lei, substituída por outra em 2002, ampliou a reparação aos danos causados pela ditadura, autorizando o pagamento de indenizações, em caráter retroativo, inclusive àqueles cujas carreiras tivessem sido prejudicadas (o que ensejou, como não poderia deixar de ser, a entrada de muitos oportunistas na fila dos casos analisados pela Comissão de Anistia, criada pelo governo para fazer essa avaliação). Os acréscimos à lei original amparam-se no fundamento de que, não importa o regime de ocasião, o estado brasileiro é responsável pelos indivíduos que estão sob sua guarda, devendo zelar pela sua integridade física e mental. O outro fundamento invocado é aquele segundo o qual está vedado ao estado interferir negativamente na vida profissional dos cidadãos. Com as mudanças, as compensações pagas pela União somaram 2,5 bilhões de reais entre 2001 e 2007. Nenhum dos acréscimos, contudo, feriu o princípio da Lei da Anistia de 1979. A saber: o perdão a todos os cidadãos acusados de cometer crimes políticos, mesmo os mais torpes, não importa se do lado do regime ou da oposição. É tal o princípio – negociado arduamente por todos os que lutavam para restabelecer a democracia no Brasil – que Genro quer atingir. Ele defende a punição dos torturadores a serviço do regime militar. Quanto aos terroristas de esquerda que mataram, roubaram, seqüestraram e mutilaram, esqueça-se que lutavam pela implantação de uma ditadura comunista. Esqueça-se que recebiam apoio de Cuba e da então União Soviética – afinal, eles eram de esquerda e isso bastaria para inocentá-los, na visão de Genro, proveniente das mesmas hostes. O ministro da Justiça já havia levantado o assunto em agosto, no que foi desautorizado pelo presidente Lula e contestado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim. Sua mais recente tentativa de impor uma leitura partidária da Lei da Anistia foi motivada por um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU), que considerou prescritos os crimes com motivação política praticados durante a ditadura, inclusive a tortura. O parecer da AGU nada mais é que uma peça de defesa em uma ação movida pelo Ministério Público, que tem entre seus réus a própria União (os outros réus são os militares Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir Santos Maciel, este já falecido, ambos acusados de tortura nas masmorras do DOI-Codi paulista). A decisão final sobre o tema não virá da AGU, mas do Supremo Tribunal Federal, que analisa duas ações contestando a anistia a agentes da repressão militar envolvidos em tortura e no desaparecimento de presos políticos. Sem falar especificamente sobre esses casos, o presidente do STF, Gilmar Mendes, alerta para o perigo de ideologizar o tema da anistia. "Estão tentando analisar uma questão de direitos humanos do ponto de vista apenas daqueles que lutaram contra o regime." Ele aponta três aspectos que foram deixados de fora. O primeiro é que a chamada luta armada dos grupos de esquerda pode, sim, ser classificada de terrorismo, sobretudo nos episódios em que vitimou pessoas alheias ao embate político. O segundo é que, assim como a tortura, o terrorismo é crime imprescritível. Por último, há o fato de que, embora tortura e terrorismo sejam imprescritíveis, nada impede que tais práticas sejam anistiadas. Os comentários do presidente do STF escancaram a tentativa de Genro de reescrever a história, em benefício de seus pares ideológicos. O ministro da Justiça disse que a luta armada foi uma opção política respeitável. Além de omitir que a guerrilha tinha seu próprio projeto autoritário de poder, Genro não menciona que os atentados, seqüestros e assaltos não eram o único caminho existente para contestar o regime militar. Havia meios pacíficos, como a militância no movimento estudantil e no partido de oposição, o MDB. A ditadura deixou cerca de 400 mortos e desaparecidos. Quanto aos grupos de esquerda armados, estima-se que tenham matado 150 pessoas, das quais 100 eram civis, vítimas de execuções ou bombas. É óbvio que nada justifica a covardia do pau-de-arara, do choque elétrico, da palmatória e dos outros métodos abomináveis usados pelos torturadores. "Mas, com a lei de 1979, tanto os crimes cometidos em nome do regime como os que tinham por objetivo derrubar o governo foram anistiados", reforça o jurista Ives Gandra Martins, ex-integrante da ONG de direitos humanos Anistia Internacional. "A tentativa, três décadas depois, de fazer uma punição seletiva é um gesto de vingança, não de justiça." Nos últimos anos, Argentina e Chile optaram por revogar suas leis de anistia e deram andamento à punição de alguns dos responsáveis pelos crimes de suas ditaduras. São situações distintas da do Brasil, onde a magnitude da repressão foi bastante inferior, ainda que não se possa subestimar a dor das chagas individuais. Nesses países vizinhos, o trauma dos períodos de exceção foi tão profundo que o clamor por um acerto de contas se manteve constante. Em relação à Argentina, as leis de anistia vieram depois do fim da ditadura, como uma maneira de evitar o risco de novos levantes militares. Não houve, como no Brasil, uma transição negociada para a democracia. "Para desfazer o acordo sacramentado pela Lei da Anistia, é preciso estar disposto a começar uma caça às bruxas em direção aos dois lados", diz o general Gilberto Barbosa de Figueiredo, presidente do Clube Militar. "Se isso acontecer, vai ser mais fácil identificar os responsáveis por atos de terrorismo do que os agentes do estado, porque os arquivos do regime não identificam os torturadores." Genro tem mais que fazer.
Pele fina.
Aécio Neves (PSDB) tem a pele finíssima. Criticou Lula, que é o mínimo que um governador de oposição "presidenciável" deve fazer, recebeu resposta do chefe dos aloprados, Ricardo Berzoini, um dos políticos com menor credibilidade no Brasil, e o que aconteceu? Afinou, amarelou, a onça virou um gatinho. Ontem, Aécio já disse que não teve a intenção de fazer ataques ao governo ou à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante uma reunião com deputados federais do PSDB, em Brasília, na última quarta-feira. Considera que houve uma "exploração exagerada de uma conversa, num tom absolutamente ameno", que manteve com correligionários. Segundo ele, suas declarações foram retiradas de contexto. "Tenho enorme respeito ao presidente, de quem sou amigo, e a inúmeras figuras que participam do governo", afirmou ao Estado de São Paulo. "Eu reiterei aquilo que venho dizendo ao longo do tempo, sobre a necessidade de enxugar o Estado, gastar menos. Foi um bate-papo, sem nada de agressivo." A única dúvida que fica é: quem foi o representante do escorpião paulista presente na reunião que espalhou a notícia?
Não é a minha praia.
Na segunda-feira, o Coturno Noturno "cantava a pedra".
Hoje o Estadão está saindo com a notícia. Leia mais aqui. sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Pior que cão!
Mas se o PT, o partido mais corrupto do Brasil, segundo pesquisa feita por ele mesmo, foi contra a Constituição de 88, recusando-se a assiná-la, que direito tem de questionar a Lei da Anistia? Vão curtir os seus bilhões, membros da "sofisticada organização criminosa". Tanto aqueles roubados dos cofres públicos no mensalão, cuecão, maletão, quanto aqueles afanados na forma de pensão e indenização. Ô, raça! Pior que cão(favor substituir por escorpião)!
Legislando em causa própria.
A turma das indenizações e pensões, que pegou em armas para acabar com a democracia, manifestou-se hoje:
Nota sobre a Tortura, Anistia e Direitos Humanos
O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores reafirma as resoluções sobre Direitos Humanos aprovadas no 3º. Congresso Nacional do PT:
a) crimes contra a humanidade não prescrevem;
b) a Lei da Anistia de 1979 não beneficia quem cometeu crimes como a tortura nem impede o debate público, a busca da verdade e da Justiça;
c) a punição aos violadores de direitos humanos é tarefa da Justiça brasileira. Esperamos que o Poder Judiciário atenda aos reclamos das vitimas, especialmente dos familiares de mortos e desaparecidos.
O Diretório Nacional repudia os ataques difamatórios feitos por setores conservadores e antidemocráticos contra os companheiros Paulo Vannucchi e Tarso Genro no exercício do dever oficial de promover o debate público. Ainda, repudia os ataques e as tentativas de descaracterização da militância política dos companheiros Dilma Roussef e Franklin Martins quando da legitima resistência ao regime ditatorial ao lado de outros milhares de perseguidos políticos. Cabe ao Governo Brasileiro seguir defendendo, coerentemente, o repúdio à tortura. Cabe ao Poder Judiciário pronunciar-se definitivamente sobre a matéria, de acordo com os princípios de direitos reconhecidos universalmente.
Brasília, 07 de novembro de 2008.
Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores
Caindo na real.
"O setor do automóvel é a espinha dorsal da indústria americana e uma parte crítica de nossa tentativa para reduzir nossa dependência do petróleo estrangeiro", continuou o líder eleito. "Fiz uma das máximas prioridades da minha equipe de transição trabalhar em outras opções para ajudar que o setor do automóvel se ajuste, combata a crise financeira e tenha sucesso na hora de produzir nos Estados Unidos carros de consumo reduzido", afirmou Barack Obama, na sua primeira coletiva, no dia de hoje. Apóia dar empréstimos de U$ 40 bi para a GM e a Ford, que estão praticamente quebradas, ameaçando dois milhões de empregos. Obama não disse nada com nada na sua entrevista. A não ser que espera que Bush faça um pacotão de ajuda econômica. Caiu na real.
Frase do dia.
"Não discuto com delegado".
Presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, sobre declarações do delegado da PF, Protógenes Queiroz, sobre a existência de um "estratagema sórdido"para livrar Daniel Dantas, na Operação Satiagraha.
O que mais poderia sair de uma boca suja?
O vice-presidente nacional do PT e assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, ironizou nesta sexta-feira o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB). Segundo ele, "Aécio repete com mais charme" o que diz o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB). "[Também] com menos charme seria impossível", disse o assessor, referindo-se ao paulista. "O governador Aécio não disse a que veio em relação aos problemas do país. O governador Aécio acha que a solução dos problemas do país é choque de gestão, repetindo com mais charme o que fez o Alckmin até porque com menos charme seria impossível", afirmou Garcia. No intervalo da reunião do PT, Garcia afirmou ainda que o ex-governador Alckmin perdeu a possibilidade de concorrer às eleições. "Esse negócio de pós-lulismo com choque de gestão não funciona", afirmou ele, referindo-se ao discurso que atribui aos tucanos. "O 'Picolé' [suposto apelido dado a Alckmin] derreteu e se perdeu", disse. Leia mais aqui.À míngua.
A Forças Armadas em Revista, na recente edição número 12, tem seis páginas de anúncios de diferentes empresas de crédito, que cobram juros estratosféricos e compram dívidas pessoais dos militares.
- "A Kdê Cred está sempre de prontidão para você!"
- "Traga esse anúncio, realize seu empréstimo e ganhe um brinde!"
- "Está sem margem? Compramos sua dívida!"
- "Militar,quando precisar daquela força, conte com a RKG".
- "Crédito fácil para você ficar em paz com o seu bolso!".
Uma clara demonstração da falência pessoal dos militares brasileiros. R$ 1.000 em 60 x R$ 26,50. Realmente triste.
Incompetência e má fé.
Tarso Genro acha que os brasileiros são palhaços. Depois de armar um verdadeiro motim contra a Advogacia Geral da União - AGU, junto com o ex-guerrilheiro Paulo Vanucchi, sabe o que ele declarou hoje, a respeito da revisão da Lei da Anistia?
"Não pode ser levada a discussão para terreno do dissenso. Não há dissenso, até porque tem um órgão competente para resolver esse dissenso que é a própria AGU".
Então porque, como ministro da Justiça, ele afrontou a decisão tomada pelo órgão competente? O que é? Perdeu a discussão e agora quer botar panos quentes? Pede pra sair, Tarso Genro. Por incompetência e má fé, deveria ser demitido sumariamente.
Pensa em mim, liga pra mim(2).
Obama já ligou para o presidente de México, Felipe Calderón, o primeiro ministro australiano Kevin Rudd, o primeiro ministro canadense, Stephen Harper, o presidente francés Nicolas Sarkozy, a chanceller alemã Angela Merkel, o primeiro ministro israelense Ehud Olmert, o primeiro ministro japonês Taro Aso, o presidente sul-coreano Lee Myung-bak e o premiê britânico Gordon Brown. E nada de ligar para o Lula. Chora não, Lula, o mal agradecido também não ligou nem à esquerda para o Zapatero e nem à direita para o Berlusconi. Calma que a fila anda.
Ódio ideológico.
Guardo a lição de Franklin Delano Roosevelt quando afirmou que as liberdades fundamentais estão sintetizadas em não ter fome, não ter medo, livre culto religioso e respeito à privacidade das pessoas. A liberdade de não ter medo embasa-se no direito de expressar livremente o pensamento.As facções que desencadearam a luta armada de 1967 a 1974 (todas comunistas, exceto Caparaó) lutaram pela ditadura do proletariado, segundo a cartilha marxista. Mais recentemente, diziam ter lutado pela democracia, contra o que se insurgiu, indignado com a mentira, Daniel Aarão Reis, ex-guerrilheiro, preso e exilado, hoje professor universitário: "Nenhum documento das guerrilhas tratou de democracia", contestou.Claro, pois, marxistas, visavam à ditadura do proletariado. De resto, se vencedoras, teriam erigido um regime de partido único, como o fez Lênin. É paradoxal o defensor do partido único invocar direitos humanos se nega a liberdade de expressão e a pluralidade partidária quando no poder.O ministro Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) foi militante da Ação Libertadora Nacional, liderada por Marighella, cujo manual de guerrilha defendia o terrorismo, diferentemente de Che Guevara, que o condenava.Se o ministro fosse um Sobral Pinto ou um Paulo Brossard, eu teria certeza de sua imparcialidade. Reconheceria que a tortura e o terrorismo são irmãos xifópagos, a primeira, uma praga existente desde priscas eras, presente em todas as guerras, e o segundo, não tão antigo. Afinal, a Constituição trata ambos como crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça.Já que o ministro faz diferença, teoricamente ao menos, julgo-o um revanchista, do tipo que, derrotado, está hoje no governo de um presidente que não foi guerrilheiro.Antecessor seu na Comissão de Anistia foi outro militante de guerrilha comunista vencida. O objetivo deles tem sido muito claro: queixar-se de torturas na luta armada e esconder o terrorismo que praticaram. Falta-lhes, pois, substância moral para a queixa mesclada de ódio, a despeito dos benefícios já recebidos.Só em indenizações, já receberam mais de R$ 2 bilhões. Nem um centavo para as famílias dos mortos e mutilados no atentado terrorista no aeroporto de Recife, em 1966, primeiro ato da luta armada que desencadearam. Pensão vitalícia, remuneração por atrasados e emprego livre de Imposto de Renda, tudo foi obtido por um dos terroristas que lançaram carro-bomba contra o quartel do Exército em São Paulo, cuja explosão estraçalhou o corpo de um soldado. Os filhos do povo, os vigilantes de bancos, os seguranças de embaixadores, os oficiais estrangeiros mortos à traição (e até por engano), esses não tinham pais, mães, esposas, filhos.A emenda constitucional nº 11, de outubro de 1967, revogou o AI-5 e restabeleceu os direitos fundamentais.Seguiu-se-lhe a anistia, mais ampla que o substitutivo do MDB, que não anistiava Brizola e Arraes. Reconhecendo que houve excessos de ambas as partes, o projeto de lei da anistia incluiu na graça os crimes conexos, assim tidos pelo Congresso em 1979, como a tortura e o terrorismo.FHC acrescentou as indenizações que privilegiam os derrotados na luta armada. Inverteram o humanitismo de Quicas Borba e o princípio: aos vencedores as batatas. As batatas foram para os vencidos. Millôr Fernandes não pôde conter o chiste: "Os guerrilheiros não fizeram guerra, mas um bom investimento".Bem pagos, cresceu-lhes a ambição de derrogar unilateralmente a anistia.Imitando Janus, são bifrontes: um rosto é dedicado à tortura, que é o mal, e o outro, ao terrorismo, sobre o qual silenciam. Apareceram "juristas" doutrinando sobre a imprescritibilidade da tortura, mas omitem o terrorismo. Um jurista de esquerda tradicional, indelicadamente, chamou de "burocratas jurídicos" o ministro da Defesa e o advogado-geral da União, que dele discordam. O menosprezo evidencia a marca da ideologia, e não a do saber jurídico.A propósito, declarou o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes: "Repudio qualquer manipulação ou tentativa de tratar unilateralmente casos de direitos humanos. Eles não podem ser ideologizados. É uma discussão com dupla face, porque o texto constitucional também diz que o crime de terrorismo é imprescritível".Vannuchi, arrogante, exibe o vezo do totalitarismo de que foi militante: ameaça demitir-se (que perda para o país!) se o parecer da AGU, reconhecendo a anistia para os crimes conexos, for mantido. Aprendeu de Lênin e seu centralismo democrático: "quem não estiver comigo é contra mim". Ousa constranger, publicando declaração do presidente que se refere aos cadáveres de comunistas desaparecidos há 40 anos no clima quente e úmido da Amazônia, e não à anistia.O presidente João Baptista Figueiredo disse que a anistia não implicava perdão, que pressupunha arrependimento não pedido, mas esquecimento recíproco, em favor da reconciliação da família brasileira. Perto de 30 anos passados, o esquecimento é unilateral. O ódio ideológico, o mais perverso dos ódios, prevalece.
JARBAS PASSARINHO, 88, é coronel da reserva. Foi governador do Pará (1964-65) e senador por aquele Estado em três mandatos (1967-74, 1975-82 e 1987-95), além de ministro da Educação (governo Médici), da Previdência Social (governo Figueiredo) e da Justiça (governo Collor). Publicou este artigo hoje, na Folha de São Paulo.
Este cachorro do Bush mordeu um repórter!
Calma, vamos refazer a frase. Barney, o cachorro de George Bush, mordeu o dedo do repórter da Reuters. Veja o vídeo, leia a matéria.
Pensa em mim, liga pra mim.
O primeiro presidente negro da história daquele país já ligou para duas dezenas de chefes de estado pelo mundo à fora. Ainda não ligou para o Lula. Uma hora destas ele acorda invocado e liga pro Obama.
UNAFE defende AGU sobre anistia.
NOTA PÚBLICA DE DESAGRAVO
A UNIÃO DOS ADVOGADOS PÚBLICOS FEDERAIS DO BRASIL – UNAFE vem, por meio desta, apresentar NOTA PÚBLICA DE DESAGRAVO aos Advogados Públicos Federais Gustavo Pinheiro Amorim e Lucila Garbelini, tendo em vista as recentes publicações e entrevistas veiculadas na imprensa a respeito da ação ajuizada pelo Ministério Público Federal no Estado de São Paulo em face da União e dos ex-comandantes do DOI/CODI do II Exército, na qual se pede: a) a condenação civil dos militares pela prática de tortura; b) a abertura de todos os arquivos do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI/CODI) do II Exército; e c) a condenação civil da União por omissão na busca do ressarcimento pelo pagamento de indenização aos anistiados. A atuação dos referidos Advogados Públicos Federais se deu tão-somente em defesa dos interesses da União, enquanto pessoa jurídica de direito público, fundada em informações técnicas, tendo sido a representação processual dos militares realizada por seus advogados particulares, sem qualquer participação de membros da Advocacia-Geral da União.Enquanto integrantes de uma Instituição essencial à Justiça, voltada ao interesse público do Estado brasileiro (art. 131 da Constituição Federal), coube aos membros da Advocacia-Geral da União que atuaram no caso a defesa precípua do patrimônio público, da ordem jurídica vigente no país e do Estado Democrático de Direito instaurado pela atual Constituição Federal. Repudia-se, assim, qualquer tentativa de interferência nas atividades exclusivas dos membros da Advocacia-Geral da União, sob pena de politizarem-se equivocadamente temas de ordem preponderantemente jurídica, em prejuízo do Estado Democrático de Direito conquistado a duras penas pela sociedade brasileira. A pretensão de se utilizar da Advocacia-Geral da União como instrumento dissimulado à consecução de todo e qualquer pensamento ou tendência político-partidária constitui burla explícita à autonomia concedida pela Carta Política do país, posto não integrar aquela Instituição de Estado o Poder Executivo federal, o que lhe permite atuar de forma isenta e comprometida com os princípios e regras constitucionais.Para a eventual obtenção de invalidade da Lei de Anistia n° 6.683, de 28 de agosto de 1979, a Constituição Federal disponibiliza a todos os cidadãos os meios jurídico-democráticos adequados à sua impugnação. A UNAFE reafirma sua confiança nos Advogados Públicos Federais que atuaram no caso, ao tempo em que espera recompor a verdade dos fatos e ratificar o compromisso dos membros da Advocacia-Geral da União - sempre pautados pela serenidade e pela sobriedade no exercício das suas funções - com as regras democráticas vigentes em nosso país.
A UNIÃO DOS ADVOGADOS PÚBLICOS FEDERAIS DO BRASIL – UNAFE vem, por meio desta, apresentar NOTA PÚBLICA DE DESAGRAVO aos Advogados Públicos Federais Gustavo Pinheiro Amorim e Lucila Garbelini, tendo em vista as recentes publicações e entrevistas veiculadas na imprensa a respeito da ação ajuizada pelo Ministério Público Federal no Estado de São Paulo em face da União e dos ex-comandantes do DOI/CODI do II Exército, na qual se pede: a) a condenação civil dos militares pela prática de tortura; b) a abertura de todos os arquivos do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI/CODI) do II Exército; e c) a condenação civil da União por omissão na busca do ressarcimento pelo pagamento de indenização aos anistiados. A atuação dos referidos Advogados Públicos Federais se deu tão-somente em defesa dos interesses da União, enquanto pessoa jurídica de direito público, fundada em informações técnicas, tendo sido a representação processual dos militares realizada por seus advogados particulares, sem qualquer participação de membros da Advocacia-Geral da União.Enquanto integrantes de uma Instituição essencial à Justiça, voltada ao interesse público do Estado brasileiro (art. 131 da Constituição Federal), coube aos membros da Advocacia-Geral da União que atuaram no caso a defesa precípua do patrimônio público, da ordem jurídica vigente no país e do Estado Democrático de Direito instaurado pela atual Constituição Federal. Repudia-se, assim, qualquer tentativa de interferência nas atividades exclusivas dos membros da Advocacia-Geral da União, sob pena de politizarem-se equivocadamente temas de ordem preponderantemente jurídica, em prejuízo do Estado Democrático de Direito conquistado a duras penas pela sociedade brasileira. A pretensão de se utilizar da Advocacia-Geral da União como instrumento dissimulado à consecução de todo e qualquer pensamento ou tendência político-partidária constitui burla explícita à autonomia concedida pela Carta Política do país, posto não integrar aquela Instituição de Estado o Poder Executivo federal, o que lhe permite atuar de forma isenta e comprometida com os princípios e regras constitucionais.Para a eventual obtenção de invalidade da Lei de Anistia n° 6.683, de 28 de agosto de 1979, a Constituição Federal disponibiliza a todos os cidadãos os meios jurídico-democráticos adequados à sua impugnação. A UNAFE reafirma sua confiança nos Advogados Públicos Federais que atuaram no caso, ao tempo em que espera recompor a verdade dos fatos e ratificar o compromisso dos membros da Advocacia-Geral da União - sempre pautados pela serenidade e pela sobriedade no exercício das suas funções - com as regras democráticas vigentes em nosso país.
Mais 60 dias de "gancho".
Do Estadão:
O delegado Paulo Lacerda teve seu afastamento da direção da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) renovado por mais 60 dias. Despacho cifrado publicado na edição de ontem do Diário Oficial manteve o "exílio" do delegado e traduziu o desconforto do Palácio do Planalto com a extensão da participação de arapongas na operação da Polícia Federal que culminou com a prisão do banqueiro Daniel Dantas, no dia 9 de julho.A publicação da portaria coincide com a apreensão, pela PF, de documentos, laptop, rádio e celular do delegado Protógenes Queiroz, no hotel onde estava em São Paulo. Houve blitze também em outros dois endereços do delegado, em Brasília e no Rio - onde mora seu filho Felipe, de 22 anos. Também nesses locais foram recolhidos pertences e equipamentos do delegado, alvo de inquérito que investiga vazamento de informações sigilosas da Operação Satiagraha, da qual foi o executor. Leia mais aqui.
R$ 15 mi para falar bem do Lula lá fora.
O que já saiu aqui em julho aqui no Coturno, agora é oficial. A CDN (Companhia de Notícias), empresa do ex-genro de FHC, venceu licitação do governo para ser a assessoria de imprensa no Lula, no exterior. O contrato é o maior já feito no Brasil nesta área: R$ 15 milhões por ano, com a possibilidade de renovação por mais 60 meses. A área de consultoria da empresa atende há três meses o PSDB nacional. A companhia também tem contrato com outros dois órgãos do governo: Banco Central e Banco do Brasil.OAB: anistia ampla, geral e irrestrita.
Do Painel da Folha:
- Página virada. Está nos arquivos do Senado documento de 14 páginas em que a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) se manifesta em 1979 favorável ao "esquecimento penal" em relação aos crimes de tortura da época.
- Desarmamento. "Nem a repulsa que nos merece a tortura impede reconhecer que toda a amplitude que for emprestada ao esquecimento penal desse período negro de nossa história poderá contribuir para o desarmamento geral", diz relatório de Sepúlveda Pertence, mais tarde ministro do Supremo.
- Agora.... Quase 30 anos depois, o atual presidente da OAB, Cezar Britto, defende a punição de crimes de tortura.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Bobamas.
É de Federico Jiménez Losantos, do jornal El Mundo, da Espanha, a expressão "bobamas". O Noblat, o Lula, o Arnaldo Jabor, o Willian Wack, entre outros, são "bobamas". Segundo o articulista, cada um tem visto em Obama o que quer ver, o que sem dúvida é um enorme mal-entendido, porque ninguém pode ser o ídolo dos radicais, dos esquerdistas, dos moderados, dos sonhadores, dos pacifistas e dos condenados à pena de morte, ao mesmo tempo. Leia mais aqui, em espanhol.
Equipe de governo.
O nome dele é Barack Obama ou Barack Clinton? Até parece que a eleita foi Hillary...Aguardemos a estagiária.
Obama nomeia chefe da Casa Civil.
Rahm Emanuel, deputado pelo Partido do Democrata de Illinois, acaba de aceitar convite do presidente eleito Barack Obama para ser o Chefe da Casa Civil do governo dele. O convite foi feito ontem. Emanuel é filho de pai israelense e mãe americana. Trabalhou no governo Clinton como conselheiro político durante seis anos. É considerado a terceira pessoa mais importante do Partido Democrata. Cá entre nós, Emanuel participou de um grupo guerrilheiro e tentou acabar com a democracia americana, à bala. Caberá a ele coordenar o Plano de Aceleração do Crescimento que Obama vai lançar. Obama assumiu o compromisso de indicá-lo como sucessor, para daqui oito anos, passando por cima da convenção do partido. É a esperança vencendo o medo.
O voto de Eros Grau.
Esta é a parte final do voto do ministro Eros Grau, concedendo a liberdade a Daniel Dantas e sua irmã:
Estou a me exceder, Senhor Presidente? Talvez. Perdoe-me, mas é o noviciado de quem nunca viu ilegalidade tão desabrida. A prisão temporária foi decretada, no caso dos autos, sem qualquer fundamento e sem representação da autoridade policial ou do Ministério Público, na ocasião em que rechaçada, pelo juiz do feito, prisão cautelar de diverso caráter (a preventiva, pedida pela autoridade policial). Note-se que entre prisão temporária e prisão preventiva não há relação de menos a mais. Uma e outra são distintas mercê de seu caráter, uma para atender necessidades da investigação, outra para a proteção da ordem pública e da instrução criminal. Vossa Excelência, substituindo-me durante o recesso, fez exatamente o que eu faria, ainda que certamente eu não lograsse revestir minha decisão de fundamentação jurídica tão densa. Houve algumas críticas apaixonadas. Chegou-se mesmo a dizer que Vossa Excelência não poderia converter habeas corpus preventivo em liberatório. O que foi dito seria mais ou menos o seguinte: um cidadão bate às portas do Tribunal afirmando "tenho receio de ser preso"; quando o receio mostrar-se fundado, ele sendo efetivamente preso, o Tribunal haveria de dizer-lhe "seu pedido está prejudicado; agora o senhor não tem mais receio de nada, pois está preso; vou mandar o seu caso para o arquivo e o senhor, querendo, comece sua via crucis outra vez, para dar tempo a seus algozes de infligir-lhe a ilegalidade que desejam". Era isso o que pretendiam os que o criticaram? O despacho de Vossa Excelência foi de um acerto irrepreensível. Eu não teria feito melhor, embora concluísse da mesma forma. Depois veio o inimaginável: a prisão preventiva, antes expressamente afastada, acabou por ser decretada a pretexto de que, ao remexer os guardados existentes na residência do paciente, encontraram-se dois papeluchos apócrifos. Nada além do que desrespeitar a Suprema Corte por via oblíqua, como bem decidiu Vossa Excelência. E as agressões intimidatórias a nós todos? E o gabinete de Vossa Excelência sendo invadido pela bisbilhotagem e coisas mais? Querem nos intimidar e não se intimidam de mostrá-lo às claras. Não conhecem a História. Não sabem que ninguém ocupa por acaso a cadeira que foi de RIBEIRO DA COSTA. Ignoram o perfil de dignidade de Vossa Excelência. Não se dão conta de que nós, na bancada, não desonraremos a sucessão de GONÇALVES DE OLIVEIRA, de ADAUCTO, de BALEEIROe, sobretudo, de EVANDRO, HERMES e VICTOR NUNES. As baionetas da ditadura não conseguiram vergar esta Corte. Não o logrará o discurso autoritário denunciado pelo Ministro CELSO DE MELLO. Pior do que a ditadura das fardas é a das togas, pelo crédito de que dispõem na sociedade. A nós cabe, no entanto, o dever de, exercendo com sabedoria nosso poder, impedi-la. Pergunto novamente, Senhor Presidente: estou a me exceder? Agora respondo eu mesmo, afirmando que não. É que ainda ressoam neste plenário sábias palavras recentemente pronunciadas pelo Ministro MARCO AURÉLIO: "É hora de o Supremo emitir entendimento sobre a matéria, inibindo uma série de abusos notados na atual quadra, tornando clara, até mesmo, a concretude da lei reguladora do instituto do abuso de autoridade, considerado o processo de responsabilidade administrativa, civil e penal, para a qual os olhos em geral têm permanecido cerrados" (HC 91.952/SP). Concedo a ordem, Senhor Presidente, nos exatos termos dos dois despachos de Vossa Excelência, que ora reafirmo e endosso. Ao fazê-lo, cumpro simultaneamente dois inarredáveis deveres de juiz deste Supremo Tribunal Federal: o de garantir os direitos de quem os pleiteia e o de afirmar a prevalência do ordenamento jurídico, a supremacia da Constituição e a autoridade suprema desta Corte. Concedo a ordem para confirmar as medidas liminares que revogaram as prisões temporárias e preventivas, bem assim as extensões deferidas aos co-réus, inclusive ao co-réu do HC n. 95.317, apensado a estes autos, com fundamento no art. 580 do Código de Processo Penal. O voto na íntegra, aqui.
STF arrasa juiz que peitou Gilmar Mendes.
No mesmo dia em que pegaram o Protógenes, ao votar pela liberdade de Daniel Dantas e sua irmã, no julgamento do HC 95009, o ministro relator Eros Grau desqualificou completamente o juiz Fausto de Sanctis por ter decretado a prisão preventiva alegando fato novo, quando na verdade se tratava de suposições de corrupção contidas em dois “papeluchos apócrifos” encontrados na residência de Daniel Dantas, durante busca efetuada pela Polícia Federal (PF).O ministro disse, também, que um juiz criminal tem que ser neutro. “A neutralidade impõe que o juiz se mantenha em situação exterior ao conflito objeto da lide a ser solucionada”, observou. “Haverá neutralidade quando nenhum interesse do juiz estiver em jogo no conflito que lhe incumbe resolver. Essa neutralidade se desdobra em independência e imparcialidade”. Leia mais aqui.
Reunião.
O Diretório Nacional do PT se reúne amanhã e sábado em Brasília para analisar os resultados das urnas, sem tratar de temas polêmicos, já que o partido deve definir se vai ou não haver eleição para a escolha do novo comando da legenda em 2009. Setores do partido são contrários à convocação de eleições no final do próximo ano, outros favoráveis. Desde já alguns nomes são lançados. Por enquanto são cogitados para disputar a presidência da legenda o chefe-de-gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, que representa a maior corrente interna, que é a Construindo um Novo Brasil; Valter Pomar, da linha Articulação de Esquerda, e Jilmar Tatto, da ala Lutas e Massas, além do atual secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo. Leia mais aqui.Tchau, Tarso.
Quer dizer que se o Tarso Genro for demitido o Lula estaria a serviço de algum grupo criminoso? Pelo menos é o que entendi desta frase do ministro, insinuando que existam complôs articulando a sua demissão: "Eu acho que efetivamente são boatos ou então lobby de algum grupo criminoso que esteja sendo investigado pela Polícia Federal ou eventualmente de algum grupo fora do mundo político que queira utilizar o ministério para fins políticos, coisa que não autorizo nem permito aqui", afirmou o ministro, referindo às informações que ele poderia deixar o governo. "[Mas] é uma coisa normal." Na verdade, Tarso Genro vem desenvolvendo uma agenda totalmente idendependente e de confronto com Lula. Por isso, antes de ser pressionado, opta por pressionar Lula a dar um voto de confiança no seu trabalho. Aqui ninguém é bobo. Leia mais aqui.
Diferença.
Enquanto o Itaú e o Unibanco se fundiram sem grandes traumas, em sigilo absoluto, o governo Lula arma um escarcéu para a anunciada compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil. Resultado: ações do Banco do Brasil despencam e ações da Nossa Caixa decolam. E lá vai dinheiro público para o bolso da companheirada. Leia mais aqui.
Tirando o cavalinho da chuva.
A maioria dos analistas em Washington esperam zero de novidades de Barack Obama para a América Latina. Os bananas que desejam que Obama redima Bush, trazendo um novo tempo para as relações entre os Estados Unidos, podem esquecer: o presidente eleito tem outras prioridades, como a recessão econômica em seu país e as guerras no Iraque e no Afeganistão. "Estes serão os pontos principais antes de outros assuntos, inclusive a América Latina", diz Daniel Erikson, analista do Inter-American Dialogue. "Mas deve haver uma mudança de estilo para com a região --com menos didatismo e mais interesse na construção de um consenso e com um trabalho por meio de organizações multilaterais". Leia mais na Folha Online.
Miopia ideológica.
O Foro de São Paulo já começa a repercutir a vitória de Obama como uma derrota de Uribe. Pasmem para o argumento! Obama tem uma agenda muito positiva para os assuntos de direitos humanos, que é o problema mais sério da Colômbia, que já está travando o Acordo de Livre Comércio entre os dois países. Esquecem, convenientemente, dos problemas dos direitos humanos em Cuba, onde existem presos políticos, nenhuma liberdade de ir e vir e uma intensa perseguição à imprensa, com sistemáticas prisões de jornalistas. Aliás, onde um assassino executor de adversários é o atual presidente. O mesmo ocorre na Venezuela, com a estatização de meios de comunicação. Sem falar na onda de estatizações na Bolívia e no Equador. Entre si, os do Foro comemoram a eleição de Obama, como se fosse uma vitória deles. A não ser que a democracia acabe nos Estados Unidos da América, estão redondamente enganados, até porque o novo presidente americano, por exemplo, aprova a intervenção da Colômbia além de suas fronteiras, para acabar com guerrilhas esquerdistas.
Não tem crise para o BB.
São R$ 6,4 bilhões para comprar a Nossa Caixa e outros R$ 4 bilhões, equivalentes a 250 mil carros, para recompor as forças da indústria onde o pelego fez a sua carreira. Hoje, nas manchetes. Não tem crise quando o dinheiro é público.
O discurso completo de Obama.
Oi, Chicago. Se alguém ainda duvida que a América é um lugar onde tudo é possível, pergunta se o sonho dos pioneiros está vivo em nossos tempos e questiona o poder da nossa democracia, esta noite é sua resposta.É a resposta das filas que cercaram escolas e igrejas em números que essa nação nunca havia visto. [É a resposta] das pessoas que esperaram três ou quatro horas, muitas pela primeira vez em suas vidas, porque acreditavam que agora precisava ser diferente, que as suas vozes podiam fazer diferença.É a resposta de jovens e idosos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, asiáticos, índios, gays, heterossexuais, deficientes e não-deficientes. Americanos que enviaram ao mundo a mensagem de que nós nunca fomos somente uma coleção de indivíduos ou uma coleção de Estados vermelhos e azuis. Nós somos e sempre seremos os Estados Unidos da América.É a resposta que motivou aqueles que ouviram por tanto tempo e de tanta gente que era preciso ser cínico, medroso e cético em relação ao que poderiam conquistar até colocar a mão no arco da história e abraçá-lo uma vez mais na esperança de dias melhores.O caminho foi longo, mas esta noite, graças ao que fizemos nesse dia de eleição, nesse momento decisivo, a mudança chegou à América. Há alguns instantes, recebi um telefonema extraordinariamente gracioso do senador McCain. Ele lutou muito e por muito tempo nesta campanha. Ele lutou ainda mais e por mais tempo ainda por esse país que ama. Ele enfrentou sacrifícios pela América que a maioria de nós nem pode começar a imaginar. Nós estamos melhores graças ao serviços desse líder corajoso e altruísta. Eu o parabenizo e parabenizo a governadora Palin por tudo o que eles conquistaram. Estou ansioso por trabalhar com eles e renovar a promessa da nação nos próximos meses.Eu quero agradecer ao meu parceiro nessa jornada, ao homem que fez campanha com o coração e falou pelos homens e mulheres ao lado de quem cresceu nas ruas de Scranton e com os quais andou de trem a caminho de Delaware: o vice-presidente eleito dos EUA, Joe Biden.E eu não estaria aqui nesta noite sem o incansável apoio da minha melhor amiga nos últimos 16 anos, a pedra-angular da nossa família, o amor da minha vida, a próxima primeira-dama dessa nação: Michelle Obama. Sasha e Malia [filhas de Obama], eu amo vocês mais do que podem imaginar. E vocês mereceram o cachorrinho que irá morar conosco na nova Casa Branca.E, embora ela não esteja mais entre nós, sei que minha avó está nos vendo, ao lado da família que me fez ser quem eu sou. Eu sinto falta deles nesta noite.Sei que minha dívida com eles está além de qualquer medida.À minha irmã Maya, à minha irmã Alma, a todos os meus outros irmãos e irmãs, muito obrigado por todo o apoio que me deram. Sou grato a eles.E agradeço ao meu chefe de campanha, David Plouffe, o herói anônimo que construiu aquela que eu considero a melhor campanha política da história dos EUA.[Obrigado] ao meu estrategista-chefe David Axelrod, que tem sido um companheiro em cada passo desse caminho. [Obrigado] à melhor equipe de campanha na história da política -vocês fizeram isso acontecer, e eu serei eternamente grato pelos sacrifícios que vocês fizeram para chegarmos lá.Mas, acima de tudo, eu nunca esquecerei a quem essa vitória realmente pertence. Ela pertence a vocês. Ela pertence a vocês. Eu nunca fui o candidato favorito na disputa por esse cargo. Nós não começamos com muito dinheiro ou apoios.Nossa campanha não nasceu nos corredores de Washington. Ela nasceu nos quintais de Des Moines, nas salas de estar de Concord e nos portões de casa de Charleston. Ela foi construída por homens e mulheres trabalhadores que sacrificaram as pequenas poupanças que tinham para doar US$ 5, US$ 10 ou US$ 20 à [nossa] causa.Ela [a campanha] cresceu por impulso dos jovens que rejeitaram o mito da apatia da sua geração e trocaram suas casas e suas famílias por empregos que ofereciam baixo salário e [poucas horas de] sono. Ela tirou suas forças de pessoas não tão jovens assim que bravamente enfrentaram frio e calor para bater às portas de estranhos, e dos milhões de americanos que se voluntariaram e se organizaram e provaram que, mais de dois séculos depois, um governo do povo, pelo povo e para o povo não desapareceu da Terra. Essa é a nossa vitória.E eu sei que vocês não fizeram isso só para ganhar uma eleição. Eu sei que vocês não fizeram tudo isso por mim.Vocês fizeram isso porque entendem a grandiosidade da tarefa que nos espera. Por mais que comemoremos nesta noite, entendemos que os desafios que de amanhã são os maiores de nossos tempos -duas guerras, um planeta em perigo, a pior crise financeira em um século.Enquanto estamos aqui nesta noite, sabemos que há corajosos americanos acordando no deserto do Iraque e nas montanhas do Afeganistão para arriscar suas vidas por nós. Há mães e pais que ficam acordados depois de os filhos terem dormido, se perguntando como poderão pagar suas hipotecas e consultas médicas, ou poupar o suficiente para financiar os estudos dos filhos. Há novas energias para explorar, novos empregos para criar, novas escolas para construir, ameaças para enfrentar e alianças para consertar.O caminho será longo. Nossa subida será íngreme. Nós talvez não cheguemos lá em um ano ou mesmo em um mandato. Mas, América, nunca tive mais esperança do que hoje de que chegaremos lá. Eu prometo a vocês que nós, como pessoas, chegaremos lá. Haverá atrasos e inícios em falso.Muitos não irão concordar com todas as decisões ou políticas que eu adotarei como presidente. E nós sabemos que o governo não pode resolver todos os problemas.Mas eu sempre serei sincero com vocês sobre os desafios que enfrentaremos. Eu os ouvirei, especialmente quando discordarmos. E, acima de tudo, eu peço que vocês participem do trabalho de reconstrução desta nação, do jeito que tem sido feito na América há 221 anos -bloco por bloco, tijolo por tijolo, mão calejada por mão calejada.O que começamos há 21 meses em pleno inverno não pode terminar nesta noite de outono. Esta vitória isolada não é a mudança que buscamos. Ela representa apenas a oportunidade de fazermos a diferença. E isso não vai acontecer se voltarmos ao modo como as coisas eram. [A mudança] não pode se feita sem vocês, sem um novo espírito de serviço, um novo espírito de sacrifício. Então alcemo-nos até um novo espírito de patriotismo, de responsabilidade, graças ao qual cada um de nós irá se levantar e trabalhar ainda mais e cuidar não apenas de si mesmo mas também dos outros.Vale lembrar que, se essa crise financeira deixou algum ensinamento, é o de que não podemos ter uma próspera Wall Street enquanto a Main Street [economia real] sofre.Nesse país, nós crescemos ou caímos como uma mesma nação, como um só povo. Resistamos à tentação de voltar ao partidarismo, à mesquinhez e à imaturidade que envenenou nossa política por tanto tempo.Lembremo-nos que foi um homem deste Estado o primeiro a carregar a bandeira do Partido Republicano à Casa Branca, um partido fundado sobre valores de autoconfiança, liberdade individual e unidade nacional.Esses são valores que todos compartilhamos. E mesmo que o Partido Democrata tenha conseguido uma grande vitória nesta noite, temos uma dose de humildade e de determinação para superar as divergências que têm travado nossos avanços.Como [o ex-presidente Abraham] Lincoln [1861-1865] havia declarado a uma nação muito mais dividida do que a nossa, não somos inimigos, mas amigos. A paixão fervente pode ter se acirrado, mas não pode romper nossos elos de afeição. E àqueles americanos cujo apoio eu ainda terei que merecer, eu talvez não tenha ganho seu voto, mas eu ouço suas vozes. Preciso de sua ajuda. Serei seu presidente também.E a todos aqueles que nos acompanham nesta noite, para além das nossas fronteiras, em Parlamentos e palácios, àqueles que se reúnem ao redor de rádios, nas esquinas esquecidas do mundo, nossas histórias são únicas, mas nosso destino é partilhado, e uma nova aurora na liderança americana irá surgir.Àqueles que querem destruir o nosso mundo: nós os derrotaremos. Àqueles que buscam paz e segurança: nós os apoiamos. E a todos que vêm se perguntando se o farol da América ainda brilha como antes: nesta noite nós provamos mais uma vez que a verdadeira força da nossa nação vem não da bravura das nossas armas ou do tamanho da nossa riqueza, mas do poder duradouro de nossos ideais: democracia, liberdade, oportunidade e inabalável esperança.Esse é o verdadeiro talento da América: a América é capaz de mudar. Nossa união pode ser aperfeiçoada. O que já alcançamos nos dá esperança em relação ao que podemos e ao que precisamos alcançar amanhã.Essa eleição teve muitos feitos inéditos e muitas histórias que serão contadas por gerações. Mas há uma em especial, que está em minha mente nesta noite, a respeito de uma mulher que votou em Atlanta. Ela poderia ser mais uma entre milhões de pessoas que fizeram fila para terem a voz ouvida nessa eleição, não fosse por um detalhe: Ann Nixon Cooper tem 106 anos.Ela nasceu apenas uma geração após a escravidão; uma época na qual não havia carros nas vias nem aviões nos céus; [uma época] na qual uma pessoa como ela não podia votar por dois motivos -porque era mulher e por causa da cor de sua pele. Nesta noite penso em tudo que ela viu ao longo de seu século na América -as dores e as esperanças, o esforço e o progresso, a época em que nos diziam que não podíamos, e as pessoas que continuaram com o credo: Sim, nós podemos.Em um tempo no qual vozes de mulheres eram silenciadas e suas esperanças, descartadas, ela viveu para vê-las se levantar e ir às urnas. Sim, nós podemos.Quando havia desespero nas tigelas empoeiradas e depressão por toda parte, ela viu uma nação conquistar seu New Deal, novos empregos, um novo senso de comunidade. Sim, nós podemos.Quando bombas caíam em nossos portos e a tirania ameaçava o mundo, ela estava lá para testemunhar uma geração chegar à grandeza, e a democracia foi salva. Sim, nós podemos. Ela estava lá para ver os ônibus em Montgomery, as mangueiras em Birmingham, a ponte em Selma e um pregador de Atlanta que dizia "Devemos Superar". Sim, nós podemos.Um homem chegou à Lua, um muro caiu em Berlim, um mundo foi conectado por nossa ciência e imaginação. Neste ano, nesta eleição, ela [Cooper] tocou o dedo em uma tela e registrou o seu voto porque, após 106 anos na América, atravessando os melhores e os mais escuros dos tempos, ela sabe que a América pode mudar. Sim, nós podemos.América, nós chegamos de tão longe.Vimos tanto. Mas há tantas coisas mais para serem feitas. Então, nesta noite, devemos nos perguntar: se nossas crianças viverem até o próximo século, se minhas filhas tiverem sorte suficiente para viver tanto quanto Ann Nixon Cooper, quais mudanças elas irão ver?Quanto progresso teremos feito? Chegou a nossa hora de responder a esse chamado. É o nosso momento.Esse é nosso tempo de devolver as pessoas ao trabalho e criar oportunidade para nossas crianças; [tempo de] restaurar a prosperidade e promover a paz; de reavivar o sonho americano e reafirmar a verdade fundamental de que, em meio a tantos, nós somos um; de que, enquanto respirarmos, temos esperança. E onde estamos vai de encontro ao cinismo, às dúvidas e àqueles que dizem que não podemos. Responderemos com o brado atemporal que resume o espírito de um povo: Sim, nós podemos.Obrigado. Deus os abençoe. E Deus abençoe os Estados Unidos da América.
Pela lei.
Do Painel da Folha:
A polêmica sobre a legalidade de punir a tortura contra presos políticos nos anos 60 e 70 terá novo capítulo: todos os procuradores-regionais da União divulgam hoje nota conjunta em defesa do parecer da AGU (Advocacia Geral da União) que considera perdoados, pela Lei da Anistia, os crimes de tortura cometidos no regime militar (1964-1985).Diretamente subordinados ao advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, os procuradores dirão que "é necessário compreender a posição da AGU em defesa das leis e da Constituição". Ontem, o fórum da advocacia pública também saiu em defesa do órgão comandado por Toffoli, que sofre pressão de três ministros do governo Lula para reformular o parecer.
Obama blindado.
Do Estadão:
O presidente eleito Barack Obama fez seu primeiro discurso depois da divulgação do resultado das eleições protegido por duas grossas paredes de vidro blindado, no Grant Park, em Chicago.A preocupação das equipes de segurança era evitar que algum atentado contra Obama pusesse fim à festa democrata e ameaçasse a posse do primeiro negro à vencer as eleições presidenciais na história dos Estados Unidos.O palco sobre o qual Obama fez o discurso também era reforçado com chapas de aço.Um número desconhecido de seguranças esteve posicionado em locais estratégicos do parque durante toda a festa.Para testar a melhor localização e o tamanho das placas de vidro a serem usadas, alguns seguranças subiram ao palco antes do evento enquanto outros, localizados em edifícios vizinhos, apontavam focos de miras laser, tentando identificar a melhor forma de manter Obama fora da mira.
Poucas palavras.
Do Estadão:
Ao reafirmar ontem, em debate sobre a Lei de Anistia, que o momento é de olhar para a frente e esquecer o passado, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, recebeu o apoio dos comandantes do Exército e da Aeronáutica. No lançamento da Frente Parlamentar da Defesa, no Clube Naval, os comandantes do Exército, general Enzo Peri, e da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, elogiaram o discurso do ministro. "A Lei de Anistia produziu seus efeitos. Temos de olhar para a frente", disse o general Enzo. O mesmo repetiu o brigadeiro Saito. Ele lembrou que o assunto será decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que vai julgar se a Lei de Anistia pode ser rediscutida.Ao pedir que todos olhem para a frente, Jobim não citou o ministro da Justiça, Tarso Genro, nem o secretário dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, para os quais a lei não contempla torturadores.
Polícia vira bandido.
O popstar da Operação Satiagraha, que investigou o banqueiro Daniel Dantas em suposto esquema de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e fraudes fiscais, delegado da PF Protógenes Queiroz, está sendo investigado pela corporação que integra há quase dez anos. Pouco depois das 5 horas da manhã, assim como gosta de agir, o delegado que só virou delegado com mandado des egurança, pois rodou nos exames psicológicos, foi tirado da cama por uma equipe de agentes e delegados federais, munidos de mandado de busca e apreensão expedido pelo juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo. O fato ocorre um dia depois que Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula, que passou informações priviegiadas sobre o caso, foi absolvido pela Comissão de Ética Pública. Leia mais no Estadão.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Demorou um ano.
Um belo exemplo do que é a justiça no Brasil. Hoje o STF suspendeu a Medida Provisória (MP) 402 (convertida na Lei 11.656/08), que abriu crédito extraordinário de R$ 1,65 bilhão no orçamento federal para uso em obras de infra-estrutura. A decisão foi tomada no julgamento, ainda em caráter liminar, da Ação Direta de Inconstitucionalidade 4049, ajuizada pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). A MP 402 é de novembro de 2007. O julgamento demorou um ano para ser realizado. Interessante perceber a atual divisão do STF entre juízes e "juízes". Os ministros Carlos Ayres Britto (relator), Cármen Lúcia Antunes Rocha, Ellen Gracie, Marco Aurélio, Celso de Mello e Gilmar Mendes votaram pela suspensão. Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Cezar Peluso e Menezes Direito votaram contra a liminar. Lewandowski, que tem laços imobiliários com a família Silva, declarou que o STF não pode “sentar-se na cadeira presidencial e começar a examinar item por item as despesas urgentes, não urgentes, relevantes, não relevantes, porque não é esse o papel do Judiciário”. Para ele, R$ 1,6 milhões é troco. Leia mais aqui.
Obama é que nem eu.
Leia a íntegra do texto enviado por Lula a Obama( os grifos são do Blog):
"Em nome do povo brasileiro e no meu próprio, felicito-o por sua eleição para presidente dos Estados Unidos da América. Sua vitória representa um momento de superação histórica para os Estados Unidos, que provam mais uma vez a capacidade transformadora de sua democracia e de sua sociedade. Vossa Excelência soube transmitir visão de futuro, capacidade de liderança e a certeza de que a esperança é mais forte do que o medo. Sua escolha pelo povo norte-americano se dá em momento particularmente favorável das relações Brasil - Estados Unidos. Ocorre, também, em conjuntura de desafios complexos para a ordem internacional intensificados pela gravidade da crise financeira que afeta diretamente milhões de pessoas em todo o mundo. Estou certo de que, sob a liderança de Vossa Excelência, os Estados Unidos responderão a esses desafios inspirados pela 'intensa urgência do agora' demandada por Martin Luther King. Estou seguro, ademais, de que os Estados Unidos e o Brasil continuarão a melhorar nosso excelente relacionamento, que é guiado por respeito mútuo, por laços históricos e por valores e objetivos comuns.
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República Federativa do Brasil."
Se ele fosse brasileiro...
Comentarista "Sofro"manda ver:
Ué, o Bush vai entregar o poder? Mas ele não era nazista? Como é que é, ele perdeu uma ELEIÇÃO?! Ainda por cima uma eleição limpa e democrática, na qual apenas partidários da oposição tentaram intimidar os eleitores? E vai aceitar o resultado assim, numa boa? Vai pegar o boné e ir embora, depois de "apenas" oito anos? Mas Estados Unidos não viviam sob uma ditadura fascista? Cadê as SS do Bush que não fazem nada? Os republicanos não vão promover um quebra-quebra? Nem uma badernazinha? Onde estão os "aloprados" do Bush, que não criam um dossiezinho sequer com dinheiro público? Aliás, por que será que George Bush não desviou uma graninha das estatais americanas para a campanha de McCain, que dispunha de 100 vezes menos grana do que a campanha de Obama? Por que Bush não alterou a Constituição americana para perpetuar-se no poder?Mas que catzo de fascismo incompetente é esse?
A esquerda é cansativa.
Assim como tentar trazer de volta o ódio com a revogação da Lei da Anistia, a esquerda brasileira fomenta o racismo no Brasil, a luta de classes, o ódio do pobre contra o rico, ao saudar em Barack Obama "o primeiro presidente negro americano", como se isto fosse um fenômeno e não apenas um dos tantos e tantos resultados do regime democrático.
Negro?
Permito-me discordar que o grande fato seja que Barack Obama tenha sido eleito por ser negro. A única relação que a raça pode ter com a sua vitória é que os negros americanos saíram de casa e foram votar em muito maior número. Pura estatística. Tirando este fator, foram os brancos que elegeram Obama. Brancos democratas. Brancos republicanos. Brancos hispanos. Brancos americanos. O que apenas mostra um povo admirável que superou a questão racial, na terra da igualdade, das oportunidades e do respeito à lei. Esta saudação imbecil ao "primeiro presidente negro americano" é uma franca demonstração de racismo do terceiro mundo. Ao comemorarem este "milagre americano", lulas e garibaldis apenas comprovam que, neles, o racismo continua latente. Obama, antes de ser negro, é um fenômeno político a ser decifrado. E não serão brasileiros, venezuelanos e bolivianos que farão isso, por mais que pensem que o Obama formado em Harvard, por ser negro, vai olhar de forma diferente para o continente ou para os pobres do mundo. Serão os próprios americanos, que fizeram uma aposta no escuro, que compreenderão a cada dia a sua escolha. Um escuro que não tem nada a ver com raça. Ao contrário do que Lula tenta plantar, por lá a esperança não venceu o medo. Os americanos sabem fazer e sabem desfazer, sem ter medo. Por isso, têm o direito de apostar, fortalecendo a democracia. Obama venceu McCain, mas não foi o negro que venceu o branco, pois isto nunca esteve em disputa por lá.
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Pois não é que estou chegando em casa e leio uma notícia da Folha Online, das seis da tarde, onde Lula retoma o velho chavão da "esperança venceu o medo", ao cumprimentar Obama? Exatamente como descrito acima. Eles são previsíveis demais.
Medalha de ouro para os corruptos.
Da Folha:
A candidatura do Rio de Janeiro a ser sede da Olimpíada de 2016 gastará R$ 46 milhões em consultorias, valor quase integralmente bancado pelo governo federal. O número significa cerca de 35% da estimativa de gasto da postulação atual (R$ 131,5 milhões) -haverá majoração pela alta do dólar.Todas as contratações serão feitas sem licitação. Segundo especialistas ouvidos pela Folha, é comum comitês de candidaturas fazerem concorrências nesses casos, pois há mais de uma empresa no setor.Do montante total, a União bancará R$ 46 milhões, enquanto o COB gastará R$ 270 mil. Apesar da pequena participação, o comitê decidiu a destinação de R$ 21 milhões. Outros R$ 25 milhões serão gastos diretamente pelo governo.Sem licitação, o comitê já contratou os serviços da suíça EKS (Events Knowledge Services) para responder ao questionário da primeira fase do COI. Pagou, à época, R$ 3,5 milhões. Agora, repassará mais R$ 10,8 milhões à mesma empresa para a supervisão do dossiê final, além do gerenciamento e do planejamento da postulação do Rio até outubro de 2009, data da escolha da sede olímpica.Com cúpula de australianos que trabalharam em Sydney-2000, a EKS foi criada após iniciativa do COI para repassar conhecimento de organização de eventos. E atuou no Pan.Ao definir que o Rio seria candidato à Olimpíada de 2016, o COB usou como justificativa relatório da própria EKS, que dizia que a cidade "está em condições de se apresentar como forte postulante". Agora, a empresa lucra com a candidatura.Em outro convênio, o ministério vai repassar R$ 7,2 milhões para o comitê contratar especialistas internacionais para um total de 17 temas dentro do dossiê de candidatura. Entre os assuntos, estão finanças, marketing e Vila Olímpica.Segundo o COB, que não citou os nomes dos especialistas, os valores pagos foram baseados em "preço-referência internacional". Os convênios com o comitê foram firmados sem que fossem informados os nomes dos contratados.De forma direta, o Ministério do Esporte contratou duas consultorias. A FGV (Fundação Getúlio Vargas) vai elaborar estudo de "viabilidade das instalações esportivas e não esportivas propostas no dossiê" ao custo de R$ 12 milhões.A outra contratada diretamente pelo governo para a Rio-2016 foi a Fundação Instituto de Administração, ligada à USP. Sua tarefa será, entre outras, "o apoio ao gerenciamento das ações do governo federal na candidatura". Pelo serviço, ganhará R$ 13 milhões.O trabalho de ambas será utilizado para criar "um sistema padrão de orçamentação para eventos esportivos".Elas já tinham sido contratadas pela pasta no Pan-2007. Na organização do evento, a FGV estimou gastos totais em US$ 178 milhões, em abril de 2001. O valor representa cerca de R$ 650 milhões, considerada a cotação do dólar de abril de 2001 e a atualização da inflação até hoje. Na verdade, todo o evento saiu por R$ 3,7 bilhões.Segundo a FGV, a participação da União seria de R$ 158 milhões -também atualizados pela inflação. O valor foi multiplicado por 11 no mundo real.
Jabor venceu a enquete.
Com 35% dos votos, superando com folga Osama Bin Laden e Fidel Castro, Arnaldo Jabor foi escolhido em primeiro turno como a pessoa mais feliz do mundo com a eleição de Barack Obama.
Líder não, chefe.
Em meio às negociações para a definição da Presidência da Câmara, o PT iniciou nas últimas semanas as articulações para a escolha do novo líder da bancada. A quase dois meses do começo do novo ano legislativo, pelo menos seis nomes já aparecem na lista de pretendentes ao cargo, ocupado atualmente deputado Maurício Rands (PT-PE). Apesar de incipiente, a disputa pela liderança do PT tende a esquentar nos próximos meses. Por se tratar de uma das instâncias de articulação da sigla no Congresso, o novo líder acumulará na próxima legislatura a tarefa de auxiliar nas negociações para a eleição de 2010. Além disso, o cargo dará ao seu ocupante um assento na Comissão Executiva Nacional do PT, assegurando a seu grupo de apoio espaço adicional na hierarquia partidária. Leia mais aqui.
O discurso.
Ainda consegui ouvir o discurso vitorioso de Obama, em Chicago, lá pelas 3h da manhã:
"Se alguém ainda duvida que a America é o lugar onde tudo é possível, esta noite é a resposta de vocês".
"A mudança chegou aos Estados Unidos".
"Este é nosso momento. A hora é agora. Enquanto celebramos esta noite sabemos dos desafios que teremos pela frente: duas guerras, um planeta em perigo, a pior crise financeira da história".
" Este será o governo do povo, pelo povo e para o povo."
Obama comemora a vitória ainda em campanha, como todo o político, mas com uma vantagem mais à frente: terá que negociar apenas com os próprios democratas, que fizeram ampla maioria no Congresso. Não será uma tarefa fácil, se quiser ser o que vendeu para o mundo. Boa sorte para os Estados Unidos da América, minha segunda pátria.
Cocalero esperto.
Evo Morales, que havia expulsado o DEA sumariamente, agora deu três meses para que a agência antidrogas americana deixe o país. Com isso, aposta em algum sinal de Obama. Covalero esperto.
Contabilidade prescrita.
Da Folha:
O regime militar foi instaurado por meio de um golpe militar deflagrado em 31 de março de 1964.De 1967 a 1974, alguns grupos de esquerda se engajaram na luta armada contra a ditadura. Nesse período se concentram mortes e desaparecimentos de integrantes desses grupos, assim como vítimas de ações da guerrilha.No total, 376 pessoas teriam sido mortas por integrantes do regime militar, segundo o Dossiê dos Mortos e Desaparecidos Políticos e a Comissão Especial de Reconhecimento dos Mortos e Desaparecidos Políticos. Militares reformados afirmam que os grupos de esquerda mataram 119 pessoas em confrontos ou em atentados.
Foi só um ou outro "terrorismozinho".
O porta-voz do petismo abre espaço para mais um amontoado de asneiras do ministro itinerante. Vejam esta do Kennedy Alencar, na Folha:
O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou à Folha que os grupos de esquerda que adotaram a luta armada contra a ditadura militar "não podem ser classificados como terroristas". Tarso disse, porém, que a luta armada foi "um equívoco", apesar de essa decisão ser "compreensível historicamente"."No caso brasileiro, um ou outro ato de terrorismo pode ter acontecido, mas não houve nenhuma organização que usasse os métodos do terror como prática permanente", disse.Anteontem, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, afirmou que o "crime de terrorismo é imprescritível", ao comentar o debate sobre eventual punição a torturadores na ditadura. Mendes rebatera afirmação da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). "Eu, pessoalmente, como cidadã e indivíduo, acho que o crime de tortura é imprescritível", disse Dilma.Já Mendes afirmou: "Essa discussão sobre imprescritibilidade é uma discussão com dupla face, porque o texto constitucional também diz que terrorismo é imprescritível".A Folha indagou Tarso a respeito da declaração de Mendes. O ministro da Justiça disse que não responderia especificamente ao presidente do STF, mas aceitou conversar em tese sobre o tema. "Se o Ministério da Justiça não tiver opiniões a respeito dessas questões, emitidas com respeito a quem pensa diferente, não cumpre a sua função política institucional."Tarso afirmou que "o terrorismo é sempre uma ação bélica que atinge uma comunidade indeterminada de inocentes que estão fora do conflito". O ministro afirmou que leis internacionais e a Constituição "tornam o crime de terrorismo perfeitamente enquadrável" como imprescritível, mas reiterou que as organizações de esquerda contrárias à ditadura não se guiaram por esse princípio. "Houve atos isolados."Segundo ele, "hoje, olhando o passado, pela desigualdade de meios e pela natureza do regime, pode se constatar que a luta armada foi errada e até aumentou a distância entre setores da sociedade e a esquerda". Tarso acha, porém, que "parcelas da juventude" não viram outro meio de resistir. "Portanto, [a luta armada] foi uma decisão moral respeitável e compreensível historicamente."Para o ministro, a esquerda errou no passado ao considerar que "as Forças Armadas eram direitistas fascistas". Segundo ele, esse foi um "equívoco frontal" porque "não é possível confundir uma dominação ideológica numa conjuntura histórica determinada, que veio da Guerra Fria, com a natureza da instituição".Tarso disse que sua posição favorável à imprescritibilidade de crimes de tortura não é uma revanche contra as Forças Armadas. "A ideologia dos direitos humanos é intrinsecamente anti-revanchista" porque busca "responsabilizar um indivíduo" e não a instituição.Ele ainda afirmou que a "ampla maioria" dos casos de tortura foram cometidos por "civis, policiais ou parapoliciais, que agiam por contra própria".A nova polêmica sobre crimes de tortura cometidos pela ditadura surgiu na semana passada, quando a AGU (Advocacia Geral da União) deu parecer favorável ao perdão desses delitos pela Lei da Anistia. A pedido do presidente Lula, há uma discussão interna sobre eventual recuo da AGU.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Tchau, Vanucchi.
Há poucos dias atrás, o Poder Executivo manifestou entendimento através da Advocacia Geral da União. Ontem falou o Poder Judiciário, através do Presidente do STF, ministro Gilmar Mendes. Hoje o Poder Legislativo trouxe o seu posicionamento, através do Presidente do Senado, senador Garibaldi Alves: "Eu entendo que a questão não é se (o crime) é prescritível ou imprescritível. Houve uma Lei da Anistia que perdoou todos aqueles atos. Não se pode rever a lei que produziu seus efeitos e não existe mais. O que ela fez, produziu, se exauriu. Mas também, se foi exaurida, não se pode trazer de volta tudo aquilo que aconteceu antes da anistia". Estamos esperando e agradecendo a demissão do Paulo Vanucchi, ex-terrorista e atual Secretário Especial dos Direitos Humanos. Já vai tarde. Quanto ao ministro itinerante que tanto quer mudar a lei, este não sai, só muda de pasta. Ou seria maleta?
Chávez dá o calote no BNDES.
Acabou a farra do petróleo e não temos um presidente da república que se dê ao respeito. Assim sendo, os vigaristas bolivarianos vão levando um dinheiro que não é da Odebrecht, mas sim do BNDES, ou seja, que é nosso. O calote de Chávez é em cada brasileiro. Assim como foi o calote de Corrêa e de Evo. Leia aqui.
Aterrissando.
Depois de demitir 600 funcionários em São José dos Campos, a Embraer anunciou hoje prejuízo de R$ 366,8 milhões com os derivativos. Áreas como a de logística internacional, encarregada, por exemplo, de repor peças nas aeronaves em atividade, foram simplesmente suprimidas. Leia mais aqui.
"Obaminável".
Para ouvir o agora "obaminável" Arnaldo Jabor, clique aqui. A análise é de uma profundidade impressionante.
Bolsa companheiro
O ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) fez nesta terça-feira um apelo ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), pela aprovação do projeto que cria 164 cargos comissionados no ministério. O impacto anual estimado com a aprovação do projeto é da ordem de R$ 13,8 milhões. É a bolsa companheiro ou, considerando-se que o Ananias quer ser governador de Minas em 2010, eita trem bão! Leia mais aqui.
Anistia é absoluta, diz jurista.
Do Estadão:
O jurista Ives Gandra Martins, ex-membro da Anistia Internacional e conselheiro da OAB nos tempos do regime de exceção, prefere chamar de "anistia seletiva" as propostas do ministro da Justiça, Tarso Genro, e do secretário de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi. "O entendimento da Constituição é claríssimo: há uma anistia absoluta, que põe uma pedra sobre o passado. Estou convencido de que não cabe nenhuma interpretação diversa."
Qual a opinião do senhor sobre a interpretação da AGU a respeito da Lei de Anistia?
A interpretação da AGU e do advogado-geral, Antonio Carlos Toffoli, e do ministro da Defesa, Nelson Jobim, é irretocável. Tivemos a anistia absoluta para os dois lados e não somente para os que enfrentaram o regime. O contrário seria considerar o ditador Fidel Castro, um verdadeiro genocida, de forma branda.
Qual sua interpretação sobre a anistia à luz da Constituição?
Ela reza que a anistia é absoluta e o tema foi amplamente discutido. Convivi muito com o então deputado Bernardo Cabral, que era o relator da Assembléia Nacional Constituinte, e posso atestar que houve muitas discussões sobre o tema. Se não tivesse ocorrido a anistia, os torturadores poderiam ser processados, mas como houve, não faz sentido pensar em punir agentes de Estado envolvidos com a questão.A tortura é vista, em termos internacionais, como crime contra a humanidade, não passível de anistia. Por que seria diferente no Brasil?Esta legislação internacional que tipifica a tortura surgiu depois da aprovação da Lei de Anistia. Nenhuma legislação retroage no tempo, de acordo com o Código Penal, a não ser que venha a beneficiar o réu. Não é o caso, evidentemente, da interpretação que se quer dar à Lei de Anistia. Além do mais, leis internacionais só têm valor no Brasil se referendadas por nossos tribunais. Quando o Eixo foi derrotado, os nazistas tiveram que responder criminalmente diante do Tribunal de Nuremberg.
O que tem se falado sobre a Lei de Anistia não guarda relação com este momento histórico?
Não. Naquele caso, um grupo de nações venceu uma guerra contra outro. Um juiz alemão chegou a afirmar que, se a Alemanha fosse a vencedora, os aliados é que estariam no banco dos réus. Sou radicalmente contra a tortura, mas não entendo que somente um lado tenha que responder, já que houve este crime degradante dos dois lados.
Preparem-se para as negociatas.
Da Folha, mostrando que o Governo Lula já deu a senha para que, na esteira da fusão Itaú-Unibanco, o Banco do Brasil saia por aí a comprar bancos quebrados e falidos:
Com a fusão do Itaú com o Unibanco, o Banco do Brasil perdeu o posto de maior banco do país, que manteve na maior parte da sua história. Para recuperá-lo, terá que ir além da compra anunciada do Besc (Banco do Estado de Santa Catarina) e da negociação para adquirir a Nossa Caixa e o BRB (Banco de Brasília). Mesmo que já tivesse incorporado essas instituições, ainda assim, o BB precisaria de mais de R$ 40 bilhões para voltar à liderança.Considerando os dados do balanço de junho - já que nem todos os bancos divulgaram as informações do terceiro trimestre do ano- Itaú e Unibanco somavam R$ 509,3 bilhões em ativos totais, enquanto uma instituição formada pela união de BB, Besc, BRB e Nossa Caixa teria R$ 468,7 bilhões.Por isso, mais do que nunca, o governo quer avançar com a aprovação da MP 443 (que autoriza BB e Caixa Econômica a comprarem bancos) no Congresso, acelerar as compras anunciadas e permitir que o BB faça novas operações. A avaliação da equipe econômica, ontem, era que a fusão entre Itaú e Unibanco ajudará a deslanchar a compra da Nossa Caixa.O negócio está empacado porque o BB não conseguiu acertar um preço com o governo do Estado de São Paulo. A MP 443 favoreceu a negociação porque, em vez de uma tentativa de incorporação, o BB agora poderá fazer uma compra direta. Isso possibilitará que a instituição federal aproveite créditos tributários da Nossa Caixa, originados por causa de prejuízos fiscais do passado, pagando mais pelo banco paulista.Na semana passada, técnicos do governo envolvidos nas negociações diziam que a novela estava perto de um final feliz e contavam anunciá-la ainda neste mês. Ao mesmo tempo, o BB avalia a compra de outros bancos. Ao menos cinco estariam na lista de aquisições, segundo a Folha apurou.Procurada, a assessoria do BB afirmou que a direção não iria comentar o assunto. Nas últimas semanas, aumentaram as especulações sobre prováveis negociações com bancos de pequeno e médio porte.
"Lista da bota" do Bush.
Neste final de semana, assisti o filme "Antes de Partir", com Morgan Freeman e Jack Nicholson, que narra os últimos meses da vida de dois homens. Juntos, eles elaboram a "lista da bota", onde escrevem tudo aquilo que gostariam de ter feito, saindo pelo mundo a realizar os seus sonhos. Ainda com 77 dias de mandato a cumprir, George W. Bush bem que poderia montar a sua própria lista, realizando algumas ações para deixar o mundo melhor. Convido os leitores e comentaristas a escreverem o que gostariam que Bush fizesse nestes últimos momentos em que está no poder.
A que ponto chegamos(2).
De outro lado, o que efetivamente interessa, a Petrobras está revendo os seus investimentos no Irã. "O momento é de reavaliações gerais, pois esses investimentos são grandes e exigem muito financiamento", disse ontem Celso Amorim, um dia após concluir a primeira visita de um chanceler brasileiro ao Irã em 17 anos.A Petrobras tem, entre os maiores acionistas nos EUA, fundos de pensão, que já pressionaram para que ela suspenda seus negócios no Irã.
A que ponto chegamos.
O encarregado de Negócios da Embaixada de Israel em Brasília, Raphael Singer, foi convocado ao Ministério das Relações Exteriores para prestar esclarecimentos sobre críticas à visita oficial do chanceler Celso Amorim ao Irã, publicadas no sábado na Folha. As declarações de Singer foram interpretadas como ingerência do governo de Israel na política externa brasileira.Pelos códigos diplomáticos, convocar um chefe de missão estrangeira para prestar esclarecimento equivale à formalização de um protesto contra atos vistos como prejudiciais à relação bilateral.(Da Folha)
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Cuba é Obama.
O vice-ditador de Cuba Carlos Lage disse em ato oficial em Havana que "o que o mundo necessita é um presidente dos Estados Unidos que seja racional, que tenha um coeficiente mínimo de inteligência, que não seja alcoólatra e que não seja louco: não é pedir muito." Obama é o preferido dos cubanos.
"Silveirinha" do Lula absolvido.
A Comissão de Ética Pública arquivou a denúncia contra o chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, que passou informações privilegiadas para o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, conforme apurado pela PF na Operação Satiagraha. O relator Roberto Caldas argumentou que o processo contra Carvalho foi baseado em prova ilícita e não se verificou infração ética. Os demais membros do grupo seguiram o voto do relator. Esta é a lama que rola rampa abaixo. Leia mais aqui.
Olho por olho.
O ministro Gilmar Mendes, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), voltou a condenar nesta segunda-feira o debate sobre uma possível revisão da Lei da Anistia levantado pelo governo federal. Mendes, que já defendeu o fim das discussões sobre o tema, afirmou repudiar as tentativas de ideologização e politização que envolvem este tipo de debate. "Evidente que esse tema --direitos humanos-- se presta a idealizações ou politizações, eu tenho uma posição clara com relação a isso: repudio qualquer tentativa de manipulação ou tentativa de tratar unilateralmente os casos de direitos humanos. Direitos humanos valem para todos: presos, presidiários, presos políticos, da mesma forma", afirmou o ministro. O ministro também aproveitou para responder às declarações da ministra Dilma Roussef (Casa Civil), que afirmou considerar "imprescritíveis" os crimes de tortura cometidos no país. "Essa discussão sobre imprescritibilidade é uma discussão com dupla face, porque o texto constitucional também diz que o crime de terrorismo é imprescritível", disse Mendes. A declaração de Dilma --que foi presa e torturada durante o regime militar no Brasil (1964-1985)-- foi motivada pelo parecer emitido pela AGU (Advocacia Geral da União) que considera perdoados pela Lei da Anistia os crimes de tortura cometidos na ditadura. O ministro Tarso Genro (Justiça), outro defensor da revisão da lei, sinalizou nesta segunda-feira que o parecer poderá ser revisto pela AGU. (Folha Online)
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Artigo 5o. da Constituição do Brasil:
XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura , o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem;
XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático
Vazio.
Apenas cinco senadores subiram à tribuna na sessão desta segunda-feira no Senado da República, que durou 2 horas e 20 minutos. Paulo Paim(PT), Mão Santa(PMDB), Papaléo Paes (PSDB), Mário Couto(PSDB) e Valdir Raupp(PMDB) usaram da palavra. Fusão de bancos. Tentativa de acabar com a Lei da Anisitia. Eleições americanas. Crise mundial. Nada disso foi comentado ou discutido pelos nobres senadores. Este é o Senado da República.
Recessão.
A Comissão Européia anunciou nesta segunda-feira que os países zona do euro estão à beira de uma recessão, com retração de 0,2% na economia no segundo trimestre do ano. "Em 2009, a economia da União Européia deve desacelerar até parar", afirma um comunicado da Comissão. A redução do crescimento marcará a primeira recessão da zona do euro desde a entrada em vigor da moeda, em 1999. Os números apresentados nesta segunda-feira também indicam crescimento negativo de 0,1% no terceiro e quarto trimestre do ano. A previsão de crescimento é de 0,1% no próximo ano e 0,9% em 2010. Leia mais aqui.
BB vai bancar quem?
Não é a minha praia, mas a fusão do Unibanco com o Itaú facilitará a compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil? E o Banco Votorantim, depois da perda de mais de R$ 2 bilhões nos derivativos e da retração dos financiamentos de automóveis, também será engolido pelo "Bebezão"? Está aberta a temporada de boatos.
DEM critica convite a Raúl Castro.
O Democratas também questiona Lula quanto ao convite para que Raúl Castro participe da reunião de chefes de estado, que será realizada em dezembro, em Salvador, Bahia. Senhores senadores e deputados do DEM: precisamos é botar os nossos outdoors na rua. Que tal cada um pagar meia dúzia? Não percam esta chance: abracem esta campanha. Deputado Antônio Carlos Magalhães Neto, transforme Salvador numa trincheira pela democracia. O encontro será aí.
"Fora, Raúl" está na rua.
Reinaldo Azevedo publica um post primoroso sobre Raúl Castro e Che Guevara, incentivando o repúdio à visita do ditador ao Brasil. Novas fotos, lista de vítimas, enfim, uma radiografia rápida, mas incontestável sobre a ditadura castrista que prende e assassina há mais de 40 anos. Em vez do outdoor, Reinaldo indica uma forma simples e eficiente de protestar: "Enviem mensagens para o Movimento Nacional pelos Direitos Humanos repudiando a presença do assassino Raúl Castro em solo brasileiro. O e-mail é este: mndh@mndh.org.br. " Mande a sua.
Oba-oba.
A obamídia e a obamania é um deslumbramento só. Até o PT, o Lula, o Chávez e o Fidel capitularam.Porque é negro. Porque é imigrante. Porque é o anti-Bush. O mundo está na sua crise econômica mais profunda. Há grandes movimentos para desestabilização política na América Latina, na África e na Ásia. Obama será, ao que tudo indica, o Presidente dos Estados Unidos da América. E fará a mesma coisa do que McCain faria: será, antes de tudo, o Presidente dos Estados Unidos da América, sem dó e sem piedade. Como sempre. O resto é oba-oba.
Devagar quase parando.
Prorrogação de prazos para pagamento de tributos. Criação de fundos para sustentar obras de infra-estrutura. Empréstimos-ponte do BNDES. Medidas e mais medidas do Banco Central para oxigenar o mercado. Governo metendo a mão no FGTS e, em breve, nos fundos de pensão. Mais de 300 obras estão ameaçadas, necessitando R$ 90 bilhões para saírem do papel ou não serem interrompidas. É a marolinha do Lula. Leia aqui.
Inimigo na trincheira.
O procurador-geral da União Jefferson Carlos Carús Guedes, que comanda uma força-tarefa do governo Lula contra a corrupção e a improbidade administrativa, é réu por formação de quadrilha - acusação que lhe é imposta pela Procuradoria da República com base em inquérito da Polícia Federal que reúne cerca de 600 horas de escutas telefônicas realizadas com autorização da Justiça. Leia aqui.
Pagando a conta com dinheiro público.
Da Folha:
Um mapa dos interesses de doadores de campanha pode ser desenhado ao se analisar as emendas dos congressistas à medida provisória 443, editada pelo governo para autorizar a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil a comprarem instituições financeiras e ramos complementares.Aproveitando a MP, deputados que receberam, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), relativamente muito dinheiro do setor da construção civil foram responsáveis por sugestões de mudanças que beneficiam os seus contribuintes.O setor reagiu à medida dizendo que a possibilidade de empresas do ramo serem adquiridas contemplaria só as "grandes". Para representantes da área, seria melhor o governo investir em uma linha de financiamento específica ao setor.E é isso que quer o deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), um dos grandes beneficiados pelo dinheiro doado por empresas de construção civil. No total, cerca de 40% do valor recebido na sua campanha (R$ 310 mil de R$ 787 mil ) vieram do setor.Em emenda à MP, o deputado propõe que o BNDES institua uma linha emergencial de financiamento a longo prazo para apoio às empresas com atuação relevante no mercado da construção e "empreendimentos estruturantes de infra-estrutura". O deputado quer ainda que o BNDES aloque no mínimo R$ 5 bilhões até 2009 para a linha de financiamento.Luiz Sérgio diz que conversa muito "com o pessoal das duas pontas da construção", que manifesta a preocupação com os impactos da crise, e que, como deputado, levou essa preocupação para a Câmara.Outro exemplo é do deputado Cândido Vacarezza (PT-SP), que, dos R$ 726 mil recebidos na campanha, R$ 120 mil vieram de construtoras. Sua emenda é semelhante à do colega. A sua proposta, no entanto, é que a CEF institua, "por sua conta e risco, uma linha emergencial de financiamento a longo prazo para a concessão de apoio às empresas construtoras nacionais com atuação no mercado imobiliário e com empreendimentos comercializados" em 2007 e 2008.Na emenda, Vacarezza argumenta que a MP ajuda só as empresas do setor que dispõe de ações no mercado, exatamente a reclamação feita por representantes do setor. O deputado diz que apresentou a proposta graças a sua preocupação com "um dos maiores setores geradores de emprego do país". "Tive doação do setor, mas não foi tão relevante assim. Apresentei a emenda porque a acho necessária", disse.Outro que recebeu ajuda da construção civil foi o deputado Juvenil (PRTB-MG): R$ 100 mil de um total de R$ 415 mil doados. Sua emenda defende que as empresas do setor sejam excluídas da MP -não possam ser compradas por BB e CEF.Ele nega que tenha sugerido a mudança após a reclamação de representantes do setor sobre a possibilidade de estatização das grandes empresas do ramo. Sua intenção, diz, foi "proteger o governo", que poderia "tapar buracos ardilosamente abertos pelas empresas". "A doação de campanha não tem relação com a ideologia. Não represento o setor, represento a sociedade", disse.Já a emenda do líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que recebeu R$ 100 mil de construtora (de um total de R$ 733 mil), pede que o Tesouro Nacional seja autorizado a repassar ao BNDES 30% do valor previsto dos investimentos do PAC em 2008 e 2009 para financiar apenas construtoras com contratos de obras no programa.Ele nega que sua emenda tenha relação com doações da campanha e diz que a intenção é "criar mecanismos para fortalecer o PAC e melhorar a liquidez na construção civil".As emendas podem ou não ser acatadas pelo relator da MP antes de ela ir a plenário.
Mensaleiros e aloprados.
Do Painel da Folha:
Império. Mesmo com uma dívida milionária, o PT traça planos ambiciosos para o ano que vem, como parte da preparação para a campanha de 2010. Planeja uma escola de formação de quadros, investimentos em informática e comunicação. Uma das idéias em estudo é criar emissora de TV e de rádio para transmitir ao vivo pela internet.
domingo, 2 de novembro de 2008
Não estamos cometendo crime algum.
Meu caro causídico: com todo respeito aos seus conhecimentos, não estamos cometendo crime algum. A foto é falsa ou é verdadeira? Não temos o direito de livre manifestação contra a presença no Brasil de um governante que não foi eleito democraticamente? Não podemos pagar do nosso dinheiro um outdoor em que protestamos contra isso? Podemos, sim. Se a foto é falsa, aquele não é Raúl Castro, aquilo não é uma execução, a cena não mostra os preparativos para um assassinato a sangue frio. Se não é Raúl Castro, não existe ofensa ou calúnia. Não existe crime. Da mesma forma, estamos nos dirigindo à sociedade, perguntando: "Você vai ficar de olhos fechados?" É uma pergunta que não quer calar e um convite à manifestação e não à violência. Agradeço muito a sua preocupação, mas vamos tocar em frente a nossa campanha. Estamos fazendo um protesto contra uma ditadura. Temos todo o direito. Quanto à identificação de cada um, por óbvio que será feita na boca do caixa, quando pagarmos a impressão e colagem do outdoor. Vou assinar meu nominho lá, com RG e CPF. Quero ver esta gentalha processar centenas de pessoas em todo o país, em função de que estamos protestando contra uma das cenas mais macabras já registradas por uma máquina fotográfica. E que mostra este assassino chamado Raúl Castro, convidado por Luiz Inácio Lula da Silva para visitar um país democrático chamado Brasil. Muito obrigado, caro causídico. Como é mesmo que eles dizem? A luta continua.................................................................................
Lembro aqui que Emir Sader chamou o senador Jorge Bornhausen de nazista e que militantes petistas o vestiram com trajes de Hitler, espalhando um cartaz por toda a Brasília. Foram condenados, mas ninguém foi preso. Aquilo sim, foi crime. Forjaram uma cena. Muito diferente do que mostrar uma foto real.
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