sábado, 25 de outubro de 2008

Apertem o cinto.

Na última semana, enquanto Lula não parava de falar na marolinha...
... o mundo inteiro perdia o sono com o tsunami que está chegando.

Na foto, Berlusconi(Itália), Zapatero(Espanha), Merkel(Alemanha), Taro Aso(Japão), Donald Tusk(Polônia), Brian Cowen(Irlanda), Gusenbauer(Áustria) e Danilo Turk(Eslovênia).

Marolinha derruba o PAC.

No ano passado, foram aplicados durante todo o mês de outubro R$ 620,5 milhões. Neste mês, até o dia 22, o governo federal aplicou R$ 250,9 milhões em obras de infra-estrutura do PAC. O governo federal precisaria aplicar R$ 369,6 milhões em nove dias, ou seja, quase o dobro do que aplicou até o momento, para igualar as aplicações realizadas em outubro do ano passado. Este mês, o desembolso diário é o menor desde janeiro deste ano. Em outubro, o governo federal investiu R$ 15,7 milhões por dia. Em setembro, essa soma foi de R$ 53,4 milhões, enquanto em agosto alcançou o valor máximo, com aplicações diárias de R$ 79,4 milhões nos projetos do pacote. As informações são do Contas Abertas.

Obama continua ianque.

Da Folha Online:

Um juiz federal rejeitou um ação judicial que questionava as qualificações do senador democrata Barack Obama para concorrer à presidência dos EUA. O advogado Philip J. Berg entrou com um ação com a alegação de que Obama não era um cidadão americano e que, portanto, seria inelegível para a presidência. Segundo Berg, Obama é um cidadão do Quênia, terra natal de seu pai, ou tornou-se um cidadão da Indonésia, que se mudou para lá quando era um garoto. O senador democrata nasceu no Havaí, de mãe americana e pai queniano. Seus pais se divorciaram e sua mão tornou a se casar com um indonésio. Circulam pela Internet teorias de que o Obama não é um "cidadão natural", como exigido pela Constituição para concorrer à presidência dos EUA, e que perdeu sua cidadania enquanto viveu no exterior. O juiz R. Barclay Surrick rejeitou a ação de Berg, na sexta-feira à noite, com o argumento de que o advogado não trouxe elementos para fundamentar sua ação.

Frase do dia.

"(FHC) é apenas o Lula que cursou faculdade, nada mais"

Hereticus, comentarista deste blog.

Choro contra a mídia.

Preparem-se. A choradeira do PT dos aloprados em função da derrota acachapante que Marta Suplicy terá para Gilberto Kassab, em São Paulo, será contra a mídia. Do Zé Dirceu ao maluco do megafone. É como se os jornalistas da Folha, Estadão e de outros veículos de comunicação, que apenas expressam a profunda rejeição que a cidade tem pela "dama de vermelho" tivessem o poder de votar milhões de vezes. Melhor culpar a mídia do que culpar o Lula que não consegue transferir prestígio a ninguém. Paga Lula, agora, o fato de sempre ter jogado os seus companheiros na cova dos leões para livrar a própria pele. Para não sair de bandido, Lula é o único "mocinho"que restou no partido mais corrupto e podre do Brasil.

Lado bom da crise.

O orçamento de Chávez para 2009 prevê um aumento de 23% nos gastos públicos, chegando a quase U$ 80 bilhões, o que é justificado para colocar a Venezuela na "direção estratégica para a construção da plena felicidade". De outro lado, com o petróleo a menos de U$ 60 com viés de baixa, Chávez renovou a mamata para os países da Petrocaribe: todo o petróleo vendido a meia dúzia de paisecos é recebido 50% em 60 dias e os outros 50% em 25 anos, com dois anos de carência e juros de 1%. Tudo para manter a sua influência na região e a sua pregação do socialismo bolivariano. É tudo uma farsa que gera uma revolta interna cada vez maior. O governo venezuelano informa uma produção de 3,6 milhões de barris/dia, mas a Agência Internacional de Energia e a OPEP só reconhece 2,4 milhões. A Venezuela é só petróleo. Importa U$ 50 bilhões por ano, o serviço da dívida pública chega a U$ 15 bilhões anuais. Não produz e não tem infra-estrutura. Somente em 2008, houve três grandes apagões no país. Tanto é que, em função das eleições próximas, foram comprados geradores para as mesas eleitorais, evitando, assim, que as mesmas tenham que ser adiadas por falta de luz. O socialismo bolivariano é uma bravata. Vai acabar por falta de luz e de produtos nas prateleiras. A crise, sem dúvida, tem um lado bom. Por lá e por aqui.

Autópsia.

Do Blog do Guilherme Fiúza, na Época:

A se confirmar a estiagem de dinheiro no mundo nos próximos dois anos, começa agora a autópsia da Era Lula.Aninhado em seu berço esplêndido, o operário terá que descer do paraíso e dar uma chegadinha na Terra para ver um pouco da vida real. E preparar-se para ver seus mitos em liquidação nas Casas Bahia.Um deles é Dilma Rousseff. A mãe do PAC e de outras abstrações, a super-gerente da Carochinha, a ministra-candidata que ia acabar com a pobreza em 15 anos com o dinheiro do pré-sal – toda essa literatura pode começar a ser catalogada no museu do folclore.O mito do Lula desenvolvimentista também logo dará entrada no IML. Por trás do presidente generoso, quase um clone de JK, que dá dinheiro de graça aos pobres (mesmo os que têm carro na garagem), que cria repartições infinitas e distribui empregos aos companheiros, surgirá enfim a conta (salgada) da festa.A pedagogia da crise fará a autópsia do Lula sobre-humano. Com os bolsos apertados, a população começará a sentir a ressaca de ter absolvido um estado-maior quase 100% acusado de operações obscuras.A cândida inocência do líder, que nunca soube de nada do que aprontavam os seus Dirceus, Delúbios, Silvinhos, Gushikens, Berzoinis, Waldomiros, Valdebrans, Gedimars, Bargas, Lorenzettis e companhia, ficará sub judice.O sufoco econômico fará bem a Lula. Ele será despido de seu figurino de santidade, e entenderá o seu real valor – o de ter mantido o receituário da estabilidade econômica e surfado na estabilidade política. Talvez até dedique seus últimos dois anos no Planalto a governar. Os hobbies e passatempos – espionar Daniel Dantas, retocar a maquete da super Dilma, trocar bilhetinhos ideológicos com as Farc, insuflar Tarso Genro contra a imprensa burguesa etc – ficarão como doces lembranças de um tempo feliz. É chegada a hora de trabalhar. Adeus, Lula de pelúcia.

FHC fala da crise.

ÉPOCA:Durante o seu governo, o senhor já falava na necessidade de reformar o sistema financeiro global.

FHC – Se você olhar as cartas que eu mandei para o G7, todas as vezes que o G7 se reuniu, isso que estão dizendo agora, que o Gordon Brown (primeiro-ministro britânico) está falando, eu falava. O Clinton também falou. Tem que mudar o sistema financeiro internacional. Na primeira conferência que eu dei na Cepal (Comissão Econômica da ONU para a América Latina e Caribe, onde FHC trabalhou nos anos de exílio) depois de assumir a presidência, na viagem que eu fiz ao Chile em 1995, dizia: “Olha, a Cepal deve se concentrar no que está acontecendo no mundo”. A minha idéia era a seguinte: o Fundo Monetário perdeu força e está ficando pequeno. Todo mundo dizia que o Fundo Monetário vai impor isso e aquilo, e eu dizia o Fundo monetário perdeu a capacidade de resolver questões, porque houve a globalização financeira e não houve a correspondente globalização no sistema decisório. As instituições de Breton Woods (localidade dos Estados Unidos onde foi criado o FMI, em 1944) ficaram aquém do mundo. O mundo está descontrolado, tem que ter um novo acordo internacional. O tempo todo eu falei dessa história.

Leia aqui a entrevista completa.

Boa idéia.

Sucesso de vendas na amazon.com o boneco com manual e agulhas para fazer vudu em Nicolas Sarkozy, presidente da França. Sarkozy tentou, inclusive, suspender a venda com uma ação judicial. Não conseguiu. Leia mais aqui, em espanhol.

General Kozel.

Ontem, uma turma de médicos que teve a sua formatura interrompida em 1972, em função da morte de um colega numa passeata, refez a cerimônia, em ambiente de forte emoção. Um gesto bonito, apesar do forte conteúdo político. Deveriam os generais de hoje promover, também, algumas cerimônias desta natureza. Poderiam, por exemplo, promover póstuma e simbolicamente ao posto de general muitos soldados assassinados por organizações clandestinas de terroristas, seqüestradores e assaltantes de banco que, hoje, recebem gordas pensões e ocupam cargos públicos importantes. O Exército poderia começar pelo soldado Mário Kozel Filho, um verdadeiro herói de guerra,brutalmente assassinado na explosão de um carro-bomba, em 1968, colocado em frente a um quartel por terroristas. Entregar-lhe a espada, postumamente, seria uma homenagem tão emocionante quanto a dos médicos que, ontem, fizeram a colação de grau. Muito mais honrado do que receber ex-terroristas dentro do Clube Militar.

Milícia em Salvador.

A convite e sob o comando do governador Jaques Wagner (PT), cerca de 300 integrantes do MST chegaram em Salvador para criar sangue novo na campanha de Walter Pinheiro, em desvantagem nas pesquisas, no fim de semana da votação. Ontem já houve luta corporal com eleitores do prefeito João Henrique (PMDB). Os milicianos da guerrilha rural apoiado pelo petismo vieram para o que der e vier, podendo rolar cabeças degoladas por foices e facões.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Torcida.

Acabou. Quem está acima de dez pontos nas pesquisas já ganhou. Casos de Porto Alegre, Florianópolis e São Paulo. Nestas três cidades, o eleitor optou pela reeleição. Ah, tem debate? O povão só atura os dois primeiros blocos e cai fora. Ficam apenas os eleitores já decididos e os torcedores, cada um vibrando com os seus candidatos. Bom debate.

Desmentindo Lula.

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou nesta sexta-feira que a instituição pode ajudar as empresas exportadoras do país que tiveram problemas com derivativos cambiais. Segundo ele, já há conversas entre o banco e algumas empresas afetadas pela forte valorização do dólar, mas o executivo não deu detalhes sobre como poderia funcionar essa ajuda. "São empresas exportadoras que são robustas e de qualidade, que têm meios de solução com o sistema bancário privado e terão, se necessário, o suporte do BNDES para que nenhum problema de liquidez inviabilize empresas de grande qualidade e potencial", disse Coutinho a jornalistas. (Da Agência Estado)

Sem parentes.

Da Agência Senado:

Em entrevista concedida na manhã desta sexta-feira (24), no Salão Azul, sobre o nepotismo, o chefe de gabinete da Presidência do Senado, Sergio Penna, que presidiu a comissão, declarou que as informações prestadas por senadores, chefes de gabinetes e diretores da instituição resultaram nas exonerações publicadas no Boletim de Pessoal e que atingem 86 servidores. Indagado sobre o risco de se descobrirem mais familiares beneficiados por nepotismo, Sérgio Penna respondeu que isso pode ocorrer em razão, por exemplo, de algum chefe de gabinete não estar em Brasília e constatar, posteriormente, que determinado nome não foi devidamente informado à comissão. - O trabalho da comissão está encerrado. No entanto, se surgir mais algum nome, algum chefe de gabinete que esteja em férias, evidentemente que ele vai informar esse nome quando voltar. - Vai ter alguma punição para quem tiver omitido?- Se tiver havido dolo, naturalmente que haverá punição. Há uItálicom processo administrativo para quem incorrer em falta dessa natureza.

Hora da verdade.

Mesmo com corte de produção determinado pela OPEP, o petróleo está sendo negociado, hoje, a U$ 62 o barril. O nosso futuro brilhante foi anunciado quando ele estava por volta de U$ 150. Isto é apenas um exemplo. De tanto produzir índices fantasiosos sobre o país, para inflar a popularidade do presidente, o que vemos agora é que o Brasil, na verdade, está entregue a um governo completamente despreparado para enfrentar uma crise das proporções da que explodiu no mundo. Lula vai ter que lidar, diariamente, com péssimas notícias. Terá equilíbrio para gerir o barco em meio à tempestade? Parece que não. Quem conhece Lula sabe que a sua ironia será substituída pela agressividade. Lembram do Lula quando não foi eleito no primeiro turno? Lembram do seu comportamento e das suas estratégias? O único problema é que a Mentirobras pode funcionar em política, mas não serve para nada quando o assunto é economia. Chegou a hora da verdade.

Desonestidade implícita.

Segundo o Painel da Folha, o governo acena com uma mudança para azeitar a aprovação da MP da estatização dos bancos quebrados, emitida por Lula: prever punição para gestores públicos que comprarem carteiras podres de bancos privados em dificuldades. Tal mudança, porém, deve enfrentar resistência da CEF e do BB. Receosos dos riscos que seus diretores e técnicos passarão a correr, os petralhas de plantão alegam que já existe fiscalização do TCU e do Ministério Público. É o governo da pouca vergonha, onde é preciso legislar 24 horas por dia sobre honestidade, transparência e decência com o dinheiro público.

U$ 50 bi para a marolinha.

Da Folha:

Após o dólar chegar a R$ 2,52 ontem, o Banco Central anunciou que está disposto a injetar até US$ 50 bilhões no mercado para conter a alta da moeda norte-americana, que vem desestabilizando empresas e a economia como um todo.Analistas criticavam o BC por não atuar mais firmemente no câmbio apesar das reservas recordes de US$ 200 bilhões. Após o anúncio de ontem, a moeda americana recuou e fechou o dia a R$ 2,305, com baixa de 3,15%. Mas apenas em outubro o dólar já subiu 21%. No ano, a alta chega a quase 30%, uma das maiores no mundo.A intervenção anunciada será por meio de contratos de "swap" cambial, papéis que equivalem a uma venda futura de dólares e que ajudam a reduzir a pressão sobre o dólar.Pouco depois da abertura dos negócios, quando a cotação do dólar se aproximava de R$ 2,55, o BC informou, por meio de um comunicado, que a medida faz parte de sua "estratégia de mitigação do impacto da crise financeira internacional sobre a economia brasileira".A medida foi recebida como um "arsenal bélico" para derrubar a cotação do dólar, hoje pressionado pela desmontagem da exposição cambial de empresas exportadoras, como Sadia e Aracruz, que apostaram na valorização do real, e pela crise global, que gera uma "corrida para segurança" que faz a moeda dos EUA subir com força em todo o mundo.Além de duas intervenções com títulos cambiais, o BC vendeu dólares à vista duas vezes pela manhã. Quando o mercado testava o patamar de R$ 2,50, o BC entrou vendendo a moeda a R$ 2,31. Logo depois, vendeu dólares a R$ 2,282."O BC mostrou a estratégia e o tamanho da munição. Havia uma dúvida se a munição estava acabando, e ele respondeu que não. US$ 50 bilhões é um volume excessivo, que pode comprimir a taxa para baixo", disse Sidnei Nehme, diretor da corretora de câmbio NGO."Com US$ 50 bilhões derruba até o Pão de Açúcar. É uma operação emergencial que oferece uma linha de crédito, mas não é oferta líquida de câmbio. Não tem influência na formação na taxa. Tanto é que só quando o BC ofereceu linha à vista que derrubou a taxa", disse Nathan Blanche, sócio da Tendências Consultoria.Quando vende um contrato de "swap" cambial, o BC se compromete a pagar aos bancos toda a variação apresentada pela cotação do dólar em um determinado período. Em troca, recebe uma taxa de juros predeterminada. Embora todos os pagamentos sejam em reais, a transação equivale a uma venda de dólares.O BC tem injetado contratos de "swap" no mercado desde o dia 6. De lá para cá, as vendas somaram US$ 16,2 bilhões, já considerando US$ 2,2 bilhões fechadas ontem.O comunicado de ontem não indica nenhuma mudança na forma (só na intensidade) de atuação do BC para tentar conter o dólar nem significa que a ação ficará limitada aos US$ 50 bilhões em contratos de "swap". A intenção foi mostrar que está disposto a agir caso considere que o câmbio esteja excessivamente distorcido pela especulação ou baixa liquidez.Além do "swap", o BC deve continuar atuando por meio da venda de dólares no mercado, o que pode ser feito de diversas maneiras. Na segunda-feira passada, por exemplo, US$ 1,6 bilhão foi emprestado a bancos sob o compromisso de que os recursos sejam repassados para exportadores na forma de linhas de financiamentos.Além disso, neste mês, até a semana passada, US$ 3,2 bilhões tinham sido vendidos diretamente no mercado de câmbio doméstico, com o objetivo de atender a parte da demanda dos investidores. Outros US$ 3,7 bilhões foram injetados por leilões casados de compra e venda de dólares. Nessas ofertas, o BC vende dólares para os bancos, que se comprometem a revender o mesmo volume de recursos de volta para o BC depois de um certo tempo.

Claramente adulador.

Kennedy Alencar, o arauto de Lula na Folha de São Paulo, saiu com esta, tentando justificar a compra de bancos quebrados pelos bancos públicos:

A medida provisória 443 tem sido chamada de MP da estatização. Mas Lula foi bem claro. Se necessário, vai usar os bancos oficiais para comprar participação acionária de empresas, sobretudo da economia real. No entanto, deseja vender tais ações na maré alta e mostrar que usou dinheiro público de forma responsável.

Notem a frase grifada em negrito. O colunista adulador poderia perguntar para o Lula por que, em vez de simplesmente comprar bancos quebrados com dinheiro público, ele não empresta dinheiro até o limite do patrimônio da empresa e dos seus proprietários, como é praxe no mercado? Não é Lula que dizia que os nossos bancos eram mais sólidos que os bancos americanos?

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Ué, acordaram?

NOTA À IMPRENSA

O PSDB e o PPS repudiam a declaração do presidente Lula em relação à responsabilidade da oposição diante da crise.Trata-se de uma declaração que não se coaduna com a responsabilidade de um presidente da República. Nunca torcemos por crises, muito menos crises profundas.No passado, quando eram oposição, o presidente Lula e seu partido apostaram várias vezes no quanto pior melhor. Não é o nosso caso.Desejamos que o presidente e seu governo trabalhem sério e condenamos, sim, abordagens equivocadas sobre a extensão da crise, assim como afirmações demagógicas sobre problemas graves e complexos.Medidas estruturantes serão apoiadas sempre que fizerem sentido para o interesse nacional.O presidente deve parar de escamotear suas responsabilidades e tratar com seriedade os problemas que se apresentam, uma vez que a crise internacional ainda pode trazer sérias conseqüências para a economia brasileira, já no presente e para os próximos anos.

Deputado Roberto Freire
Presidente nacional do PPS

Sérgio Guerra
Presidente nacional do PSDB

Brasília, 23 outubro 2008

Descanse em paz.

Lula apareceu na propaganda da Maria do Terço (só um terço dos votos) em Porto Alegre, quebrando a isenção e afrontando diretamente o PMDB de José Fogaça. Pregou o último prego no caixão da Maria do Terço (só um terço dos votos), pois em Porto Alegre existe uma lei tácita: PT nunca mais. Leia aqui. Tchau, Maria do Terço.

FHC chama Lula de enganador.

No próximo sábado, circula a revista Época com uma entrevista com FHC em que ele afirma, sobre Lula: "Está dando capital de giro pras empresas e dando dinheiro para os bancos, para os bancos financiarem as empresas que fizeram apostas equivocadas, inclusive as que especularam". Leia aqui.

Aécio grudou em Lula.

Hoje os jornais estampam Aécio Neves(PMDB), governador de Minas Gerais, grudado em Lula, dando uma notícia a cada cinco minutos. Estratégia de última hora para consolidar a eleição do candidato tucopetralha de Belo Horizonte. By Duda Mendonça, aquele mesmo mensaleiro que confessou, em rede nacional, que recebeu dinheiro de caixa dois para a campanha de Lula em 2002.

Pelego forever.

Hoje, Lula prometeu que vai botar o dinheiro do Banco do Brasil a ajudar as financeiras do setor automotivo. Leia aqui.

De novo.

Sobre punir mensaleiros, maleteiros, cuequeiros e outros aloprados do seu PT, o partido mais corrupto do Brasil, segundo pesquisa da Fundação Perseu Abramo, o ministro Tarso Genro não se manifesta. Para revirar o passado, com o objetivo de encher os bolsos destes mesmos corruptos com gordas indenizações e pensões, ele está sempre pronto. Leia aqui.

Estrangeiros saem da bolsa brasileira.

Os investimentos estrangeiros no mercado financeiro já registram saldo negativo de mais de US$ 5 bilhões em outubro, segundo dados preliminares divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira, 23. A isenção de IOF é uma tentativa de estancar a sangria. Os investimentos em ações tiveram uma saída de US$ 4,398 bilhões. Já os investimentos em renda fixa de papéis negociados no Brasil, em outubro, acumulam saída de US$ 842 milhões, ante saldo positivo de US$ 632 milhões registrado em setembro.

Agenda.

Segundo o Palácio do Planalto, hoje, às 11:30, o Sheik de Garanhuns, Lullah Primeiro, futuro membro da OPEP, futuro membro do Conselho de Segurança da ONU, oh, futuro dos futuros, recebe Abdullah Segundo, Rei da Jordânia, para almoço.

Quebradeira à vista.

É das empresas exportadoras, jóia da coroa do reinado de Lula, o Imbecil, que vem a péssima notícia. Com o dólar chegando a U$ 2,38, como ontem, criam-se dívidas impagáveis nos maiores exportadores do país que, na sua maioria, estavam com altas aplicações nos derivativos vinculados ao câmbio. Não é só Sadia (ou doente, depois da desvalorização do real). A maioria das empresas está com o mesmo problema. E se as empresas falem e não pagam, o prejuízo é do banco. Por isso, a correria para fazer o "PROER do Lula" na calada da noite quando, um dia antes, ministro da Fazenda e presidente do Banco Central estiveram do Senado e não falaram absolutamente nada a respeito do tema. Leia mais aqui.

Marolinha vira PROER do Lula.

Da Folha:

Ainda que montantes e beneficiários sejam -espera-se- menores, o governo brasileiro criou uma modalidade de socorro a bancos menos transparente que o antigo Proer e potencialmente mais estatizante que os programas recém-lançados nos EUA e na Europa.Com o uso de dinheiro do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, o governo se autoconcedeu poderes para reerguer ou assumir um banco quebrado sem revelar quanto gastou, por que gastou, como gastou ou até com quem gastou, por emergência financeira, por estratégia empresarial, por conveniência política ou por convicção ideológica.O mesmo pode ser feito com qualquer outro tipo de instituição financeira ou, no caso da CEF, qualquer tipo de empresa. E -por que não?- também com bancos e com empresas em perfeitas condições.Como não se trata de recursos da arrecadação de impostos, o negócio não aparecerá no serviço de acompanhamento das despesas federais. Como tampouco é uma emissão de moeda ou de títulos do governo, não constará das estatísticas mensais da política monetária ou da dívida pública.Em bom português, será empregado o dinheiro dos correntistas, poupadores e demais depositantes dos principais bancos federais. Como em vários outros momentos da história das duas instituições, a conta chegará aos contribuintes do país se as operações contribuírem para a acumulação de perdas que reduzirão os dividendos pagos ao Tesouro.O BB, com ações em Bolsa, terá de informar ao mercado as compras de participação ou controle acionário que julgue relevantes, da forma que achar conveniente. A Caixa, nem isso. No máximo, as transações estarão mencionadas, total ou parcialmente, em balanços semestrais ou relatórios anuais.Lançado em 95, o Proer mereceu críticas pela opacidade de informações, mas, ao menos, os bancos resgatados passavam por intervenções formais do BC, o que exigia divulgação instantânea de nome da instituição, além do bloqueio de bens de todos os dirigentes, listados no documento. Os valores injetados no programa eram informados regularmente.O novo programa nacional leva ao pé da letra a idéia de estatização de bancos -expressão que, no caso das megaoperações do mundo desenvolvido, não pode ser empregada sem alguma licença poético-ideológica, dado que os governos, na grande maioria das vezes, não estão assumindo o controle dos bancos socorridos.No Brasil, permite-se ampliar de fato a lista de estatais federais do setor financeiro, que já conta com nada menos de 25 instituições. Ou 26, já contando com o novo banco de investimentos da Caixa.

Enquanto isso, no Clube...

Do Painel da Folha:

Ao visitar na segunda-feira o Clube Militar, Fernando Gabeira foi recebido pelo general Gilberto Figueiredo, presidente da entidade, e pelo major-brigadeiro Altevo Volotão. O ex-guerrilheiro, hoje candidato a prefeito do Rio de Janeiro, posou para fotos e ganhou o apoio dos presentes, mas, na despedida, tomou um susto.-Deputado, quero avisar que não voto no senhor de jeito nenhum!-, proclamou o general.Gabeira imaginou que se tratasse de algum ressentimento do passado e já preparava uma argumentação em sua defesa quando Figueiredo completou:-É que eu sou eleitor em Petrópolis...

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

PT no Bancoop dos réus.

A bancada do PSDB na Assembléia Legislativa de São Paulo protocolou pedido de CPI para investigar as irregularidades levantadas pelo Ministério Público de São Paulo na Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários). O documento foi protocolado pelo líder do PSDB na Casa, deputado Samuel Moreira, com a assinatura de 35 parlamentares --duas a mais do que o mínimo necessário para solicitar a investigação. É o maior escândalo dos petralhas, equivalente a dezenas de mensalões, até o número 1 se beneficiou. Leia mais aqui e clique no google para conhecer o assunto. Postem links nos comentários para orientar leituras.

Acões dos bancos fazem Bovespa desabar.

É o primeiro resultado da Medida Provisória que autoriza bancos oficiais comprarem bancos privados. A Bovespa está caindo quase 10% neste momento, puxada pelas ações de instituições financeiras. Leia mais aqui.

Lula agora pode comprar bancos.

Só falta o Daniel Dantas, na marolinha, vender o Opportunity para a Caixa Econômica Federal, por uns U$ 5 bilhões de dólares. Intermediado pelo Roberto Teixeira e pelo Gilberto Carvalho.

Vem pra Caixa você também.

Está com o banco quebrado? Está com a construtora falida? Está com a seguradora fechando as portas? Está com o fundo de previdência no vermelho? Aprontou, geriu mal, roubou, montou falcatruas, não pagou fornecedores, enrolou os clientes? Tudo bem, vem pra Caixa você também. Troque o prejuízo por dinheiro vivo. Assim, a Caixa vai virar um cemitério de empresas, com esqueletos de todos os tamanhos, trocados pelo suado dinheiro público. É isso que está claro e explícito na Medida Provisória aprovada pelo Lula. A Caixa, a nossa Caixa, vai comprar empresas falidas e quebradas, estatizando o prejuízo. Quem vai ganhar com isso? O povo, senhores, que não é.

Lula pode comprar bancos sem licitação.

Medida Provisória No - 443, de 21 de Outubro de 2008

Autoriza o Banco do Brasil S.A. e a Caixa Econômica Federal a constituírem subsidiárias e a adquirirem participação em instituições financeiras sediadas no Brasil, e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o artigo 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei:

Art. 1º - O Banco do Brasil S.A. e a Caixa Econômica Federal ficam autorizados a constituir subsidiárias integrais ou controladas, com vistas ao cumprimento de atividades de seu objeto social.
Art. 2º - O Banco do Brasil S.A. e a Caixa Econômica Federal, diretamente ou por intermédio de suas subsidiárias, poderão adquirir participação em instituições financeiras, públicas ou privadas, sediadas no Brasil, incluindo empresas dos ramos securitário, previdenciário, de capitalização e demais ramos descritos nos arts. 17 e 18 da Lei no 4.595, de 31 de dezembro de 1964, além dos ramos de atividades complementares às do setor financeiro, com ou sem o controle do capital social, observado o disposto no art. 10, inciso X, daquela Lei.
Parágrafo 1º Para a aquisição prevista no caput, o Banco do Brasil S.A. e a Caixa Econômica Federal poderão contratar empresas avaliadoras especializadas, mediante procedimento de consulta simplificada de preços, na forma do regulamento, observada sempre a compatibilidade de preços com o mercado.
Parágrafo 2º Na hipótese prevista no caput, percentual do preço a ser desembolsado na operação de aquisição de participação societária poderá ser apartado para depósito em conta aberta junto à instituição financeira adquirente, para fazer frente a eventuais passivos contingentes não identificados, ficando o Banco do Brasil S.A. ou a Caixa Econômica Federal, conforme o caso, autorizado a debitar a referida conta sempre que identificado algum passivo dessa ordem, nos termos fixados no contrato de aquisição.
Art. 3º- A realização dos negócios jurídicos mencionados nos arts. 1º e 2º poderá ocorrer por meio de incorporação societária, incorporação de ações, aquisição e alienação de controle acionário, bem como qualquer outra forma de aquisição de ações ou participações societárias previstas em lei.
Art. 4º- Fica autorizada a criação da empresa CAIXA - Banco de Investimentos S.A., sociedade por ações, subsidiária integral da Caixa Econômica Federal, com o objetivo de explorar atividades de banco de investimento, participações e demais operações previstas na legislação aplicável.
Art. 5º - Fica dispensada de procedimento licitatório a venda para o Banco do Brasil S.A. e Caixa Econômica Federal de participação acionária em instituições financeiras públicas.
Art. 6º - Fica o Banco Central do Brasil autorizado a realizar operações de swap de moedas com bancos centrais de outros países, nos limites e condições fixados pelo Conselho Monetário Nacional.
Art. 7º - Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 21 de outubro de 2008

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Guido Mantega
Paulo Bernardo Silva
Henrique de Campos Meirelles

Pobre país.

Lula, ontem, voltou a atribuir a seus opositores uma torcida para que a crise atinja o Brasil. "Nunca vi tanta gente fazer figa para a crise chegar logo aqui", reagiu. "Tem gente que acha que eu deveria ser menos otimista. Eu não posso." Em meio a risos, Lula disse que adotar um discurso pessimista seria o mesmo que visitar um doente terminal no hospital e dizer: "Olha, ontem morreu um cara aqui igual a você!" O que o Brasil pede é tão somente um presidente realista, como em qualquer país sério. Lula é um imbecil que não pára de falar o dia inteiro, buscando frases de efeito, soltando piadinhas toscas e dando conselhos destrambelhados para manter a sintonia com o povão. Ele também saiu com mais esta, numa associação entre o Estado e o mercado: "Quando é que um filho adolescente vem atrás do pai? Quando ele tá sem dinheiro ou quando ele tá doente." O mais deprimente é que foi longamente aplaudido. Ovacionado. Só faltou ser carregado nos ombros. Pelos mais proeminentes membros da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Pobre país.

PT avança sobre o TCU.

O Tribunal de Contas da União, última fronteira contra a corrupção galopante do governo Lula, está sob ataque. Segundo Ideli Salvatti, líder do PT no Senado, "tem mais PFL no TCU por metro quadrado do que gente." É a senha para colocar por lá algum Delúbio, algum Silvinho, algum Paulinho da Força, numa vaga que será aberta em janeiro próximo. Atualmente, dos nove ministros do TCU, quatro são indicação direta do DEM; dois, do PMDB e um, do PP. Duas cadeiras são preenchidas por funcionários de carreira - uma delas, por nomeação do presidente da República. Leia mais aqui.

Corrupção coletiva.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que o Brasil vive uma situação de "hipocrisia coletiva", em que "todo mundo tem medo de tudo e todo mundo é culpado antes de ser julgado". Disse que um funcionário público hoje conta "mil vezes até dez" antes de assinar uma autorização por temer ações do Ministério Público. O que vivemos na era Lula é, na verdade, uma situação de "corrupção coletiva", onde a companheirada deita e rola. As contas do Pan, ainda sob suspeição e graves acusações, não foram fechadas, por exemplo. O escândalo do BNDES vai sendo esquecido aos poucos. E já existem listas quilométricas rolando na web, com as patifarias e falcatruas cometidas no Brasil a partir de 2003. É a folha corrida de um governo podre e corrupto. Lula, em vez de acusar, deveria agradecer à boa parte do Ministério Público que, tomado por petistas, faz vista grossa para muitas obras e ações que saltam aos olhos de tão suspeitas. Leia mais aqui.

Marolinha pega a Petrobras.

Entrevista com o petista José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras, na Folha de São Paulo, sobre a exploração do pré-sal:

FOLHA - O plano de investimento(da Petrobras) até 2012 previa R$ 112 bilhões. O próximo poderia atingir R$ 210 bilhões? Ele foi adiado até quando?
GABRIELLI - Ainda não tem valor, por isso foi adiado até o final do ano, sem data exata.
FOLHA - Bem, mas esse adiamento sinaliza que o nível de investimento será menor?GABRIELLI - Não tem como ter essa resposta ainda.
FOLHA - Mas estamos num mundo muito mais pessimista do que antes.
GABRIELLI - É um mundo mais difícil do que antes, particularmente porque no campo do crédito você vai ter uma maior dificuldade de financiamento.
FOLHA - Como piorou o ambiente econômico desde setembro...
GABRIELLI - Piorou bem, mas ali já havia problemas no crédito. O que estamos vivendo hoje é mais do que um problema de liquidez, há uma crise de confiança entre os agentes. Quem tem dinheiro não quer emprestar porque não sabe se vai receber de volta.
FOLHA - Até a Petrobras, empresa de credibilidade no mercado, está enfrentando essas dificuldades?
GABRIELLI - A Petrobras não tem problema no curto prazo. Produzimos 2,4 milhões de barris por dia de óleo equivalente [em setembro, recorde mensal]. Com uma produção dessa, não tem problema de caixa no curto prazo. O problema é mais para médio e longo prazos.
FOLHA - Como o cenário piorou, podemos esperar que o próximo plano de investimento será mais conservador?
GABRIELLI - Provavelmente será um plano de investimento mais longo do que era antes, não necessariamente mais conservador, vai ter de levar em conta as dificuldades de toda a cadeia produtiva.
FOLHA - Isso pode significar que o prazo pode ser de...
GABRIELLI - O atual é de 2008 a 2012. O próximo poderia ser de 2009 a 2013, ou de 2009 a 2020.
FOLHA - O cenário indica estar mais perto de 2020 do que de 2013.
GABRIELLI - Provavelmente.
FOLHA - Em que medida o agravamento da crise afeta a definição das regras do pré-sal?GABRIELLI - O problema de financiamento do pré-sal afeta fortemente as regras. Porque ele é um investimento longo. Terá resultados positivos durante um período longo. Mas no início terá só investimento, só desembolso, não tem retorno de caixa. Então, essa situação de agravamento das condições de financiamento vai afetar a discussão do pré-sal.
FOLHA - O petróleo até US$ 50 o barril viabiliza o pré-sal?
GABRIELLI - O pré-sal não está ameaçado pelo preço atual do petróleo. O problema não está aí, está em que vou precisar durante muitos anos de financiamento para ter uma primeira produção.
FOLHA - Antes mesmo do agravamento da crise, a tendência dentro do governo era capitalizar mais a Petrobras para iniciar a produção do petróleo do pré-sal. Com a crise, isso se tornou ainda mais forte?
GABRIELLI - Como eu disse, acho que o problema principal que teremos será de acesso a financiamento. Num quadro desse, já que houve uma redução geral de financiamento, os melhores projetos tendem a ser mais facilmente financiáveis do que os piores. E os agentes econômicos que têm tradição e prática nos diversos tipos de projeto tendem a ser mais facilmente financiáveis do que os novos agentes. Nesse sentido, acredito que a Petrobras tem uma posição relativamente mais favorável num momento de dificuldades gerais.
FOLHA - O sr. diz desejar que o governo norte-americano dê um melhor tratamento ao etanol brasileiro, com queda das barreiras tarifárias. O sr. acredita que isso acontecerá?
GABRIELLI - Eu acho que será muito difícil manter as metas de utilização do etanol baseado no milho nos Estados Unidos. Primeiro, porque a produtividade do milho é muito menor do que a da cana-de-açúcar. Segundo, porque nessa mudança de preços relativos e de acesso a crédito nos Estados Unidos, expandir a produção de milho aqui vai ser muito mais difícil.
FOLHA - E como está a polêmica com o Equador?
GABRIELLI - Nós fizemos um acordo, migramos para um contrato de transição, que mudou as condições tributárias, é mais caro, mas mantém as condições atuais e temos mais um ano para continuar discutindo.
FOLHA - A posição do Equador de transformar a Petrobras apenas numa prestadora de serviços está fora de cogitação?
GABRIELLI - Não podemos aceitar essa condição, não está no objeto social da empresa.

Apoios.

A turma que apóia Gabeira, no Rio, inclui Marina da Silva, Lucélia Santos, Leonardo Boff, que podemos ver na foto, além do presidente do Clube Militar, general Gilberto Barbosa de Figueiredo, que talvez esteja lá atrás da cortina verde musgo.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

O cliente sempre tem razão.

O Banco Central possui hoje US$ 152,8 bilhões das reservas internacionais aplicadas em títulos do governo dos EUA. Isso representa cerca de 75% das reservas totais, que estão em mais ou menos US$ 205 bilhões. Se alguém ficava encucado com o fato do imbecil desancar os Estados Unidos e o "império" fazer ouvidos de mercador, aí está a explicação mais capitalista que existe: o cliente sempre tem razão. E se ele está comendo na sua mão, mais ainda.

Marolinha já levou 10% das reservas.

O presidente do Banco Central , Henrique Meirelles, disse hoje que as intervenções no mercado de câmbio, para segurar a cotação do dólar frente ao real, totalizam US$ 22,8 bilhões. Segundo ele, o BC já vendeu US$ 3,2 bilhões em dólares das reservas internacionais. Também foram "emprestados" US$ 3,7 bilhões em leilões de linhas externas e outro US$ 1,6 bilhão no primeiro leilão direcionado ao comércio exterior, realizado ontem. Mais aqui.

Lula já prevê cortes.

Da Reuters:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva previu nesta terça-feira que se a crise financeira global atingir o Brasil haverá redução de recursos em todos os ministérios."Eu não posso assumir o compromisso com vocês de que, se houver uma crise econômica que abale o Brasil, a gente vai manter todo o dinheiro de todos os ministérios", disse Lula em discurso na cerimônia de 60 anos da Sociedade Brasileira para o progresso da Ciência.O presidente mudou um pouco o tom dos possíveis impactos da crise no Brasil e afirmou que a redução nos ministérios virá se a arrecadação de impostos for afetada."Até porque se um milhão for arrecadado a menos, vai ter menos dinheiro para todo mundo. Não vai ter ilusão", disse.Lula, no entanto, procurou manter o otimismo e disse que a crise "vai chegar leve aqui."Na segunda-feira, o governo anunciou novas medidas de crédito para aliviar os efeitos da crise. A agricultura ganhará mais 2,5 bilhões de reais e a construção civil terá 4 bilhões adicionais."Não vamos lançar um pacote econômico, vamos trabalhar pontualmente na expectativa de que as medidas do (presidente dos EUA George W.) Bush e do (primeiro-ministro britânico Gordon) Brown funcionem", disse Lula.

Irresponsabilidade do Lula e da oposição.

A crise de crédito vem obrigando o governo britânico a intervir de forma enérgica na economia, começa a interferir no planejamento dos Jogos Olímpicos de 2012 e pode levar à nacionalização de parte do Parque Olímpico. Em matéria publicada ontem, o jornal inglês "The Times" afirma que, devido à falta de verba, duas instalações --a Vila Olímpica e o centro de imprensa-- poderão ser nacionalizadas. Segundo o diário, as obras custariam ao contribuinte britânico quase 900 milhões de libras (cerca de R$ 3,2 bilhões) extras. A necessidade da participação do governo nas construções deve-se ao fato de a Lend Lease, empresa responsável por parte da obras dos Jogos, não ter conseguido o financiamento privado do qual necessitava, devido à crise. Inicialmente, era esperado que o setor privado investisse 1 bilhão de libras para viabilizar a construção da Vila Olímpica e, pelo menos, metade dos 400 milhões de libras para o centro de imprensa.
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Por aqui, Lula teve a irresponsabilidade de aceitar realizar uma Copa do Mundo em 2014 e de patrocinar a candidatura do Rio em 2016, para os Jogos Olímpicos. Se o Brasil tivesse uma oposição decente, com todas as falcatruas cometidas no Pan, flagradas pelo TCU e ainda sem explicação, ela exigiria a imediata retirada da candidatura do Brasil.

Jeitinho equatoriano.

Uma cláusula da constituição do Equador, redigida por uma Assembléia Constituinte, que foi recentemente aprovada em referendo, sumiu. Exatamente a que proibia o governo de ceder jurisdição em conflitos com empresas estrangeiras. Assim, os contratos com a Odebrecht, que prevêem que conflitos legais serão resolvidos no Brasil, não podem ser considerados inconstitucionais. Outras empresas estrangeiras poderão ser beneficiadas. Leia mais aqui.

Ex-terrorista ou ex-Exército?

"Acho que o Exército brasileiro hoje é muito diferente", declarou. "O Exército hoje coopera com o País em vários pontos. Se não tivéssemos o Exército na Amazônia, teríamos mais problemas do que os que já temos. A presença do Exército nas fronteiras é fundamental. Eu acho que o Exército amadureceu democraticamente. E hoje vivemos relação muito mais produtiva e muito mais harmônica que no passado." - Fernando Gabeira, ontem, no Clube Militar.

Algum dia o Exército Brasileiro não foi democrático? A que ponto chegamos. Leia aqui.

De ex-mulher para ex-marido.

Da Folha de São Paulo:

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) afirmou ontem ter recebido da ex-primeira-dama de São Paulo Nicéa Camargo a oferta do repasse de "um documento ou uma gravação" relacionada ao período em que seu ex-marido, Celso Pitta (1997-2000), tinha como secretário de Planejamento o prefeito Gilberto Kassab (DEM).Suplicy afirma ter recusado a proposta. Nicéa nega ter falado com o senador e ameaça processar quem afirmar que ela gravou depoimento para a campanha de Marta Suplicy."Nicéa Pitta me telefonou ontem [anteontem] pela manhã e disse que tinha um documento, ou uma gravação, relativa ao prefeito Gilberto Kassab. E disse que gostaria de colocar à disposição da campanha da Marta. Recusei", disse Suplicy, após ato de campanha de Marta.A cúpula do PT nega que tenha mantido contato ou feito gravação com Nicéa.Apreensivos, desde a semana passada integrantes da campanha de Kassab alimentam a versão de que Nicéa gravou depoimento em troca de ajuda financeira.A ex-primeira-dama mora desde o mês passado no apartamento de empresário já associado ao PT: Roberto Carlos Kurzweil, que foi investigado na CPI dos Bingos sob acusação de que teria obtido R$ 1 milhão de angolanos para a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.Ligado ao deputado Antonio Palocci, Kurzweil é o empresário que alugou um Omega blindado para o PT em 2002, carro que, segundo a revista "Veja", foi usado para transportar dólares vindos de Cuba para o partido.Irmã do empresário, Anete Kurzweil Salhago confirma que Nicéa seja inquilina -o que a ex-primeira-dama nega. Mas afirma que é "uma grande coincidência".Apresentando-se como usufrutuária do imóvel, Anete diz que o contrato foi assinado "através de um corretor." "Mereço respeito", protestou Nicéa.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

O imbecil ataca novamente.

"Entre os benefícios que essa crise vai causar é que vai eleger o Obama presidente dos Estados Unidos. Eleger um negro. O que não é pouca coisa", afirmou Lula. Não, ele não estava tomando cachaça com a pelegada em São Bernardo do Campo, estava numa cerimônia oficial de premiação das empresas mais admiradas do Brasil, ocorrida hoje à noite, em São Paulo. Leia mais aqui.

Para passar adiante.

Do Blog do Reinaldo Azevedo, a pedido:

A IMPRENSA TEM O DEVER DE NOTICIAR O DESEMPENHO DO GATE. E ELE ESTÁ AQUI

Olhem aqui, eu estou entre aqueles que acreditam que o GATE também cometeu erros na operação que resultou na morte da garota Eloá: o mais óbvio, parece-me, foi ter, quando menos, criado as condições para que a outra garota, Nayara, voltasse à cena do cativeiro. Ainda que a equipe tenha considerado que ela era uma interlocutora útil, os devidos cuidados deveriam ter sido tomados para que não voltasse ao cativeiro. De todo modo, esse episódio não teve influência no desfecho trágico, convenha-se. Sim, que se apontem os erros. Mas tratar o GATE, agora, como um bando de trapalhões e incompetentes é injusto e, lamento dizer, só reforça a boca torta pelo uso do cachimbo. A imprensa não gosta da Polícia — isso é histórico. A simpatia pode crescer um pouco quando ela se armam e se junta a sindicalistas para fazer baderna, “companheiro”... Será mesmo o GATE tão incompetente? Em quantos casos de seqüestros dessa natureza a equipe já se envolveu? Qual é o seu saldo? É positivo? É negativo? Quais são os números? Pois eu tentei saber.Sabem quantos foram os reféns mortos em operações mediadas pelo GATE de 1998 até hoje? APENAS DOIS! Em 2006, um marceneiro prendeu em sua loja a amante e a mulher. Acabou libertando a segunda, matou a primeira e se suicidou. Antes que a polícia pudesse fazer qualquer coisa. E temos, agora, o caso Eloá.Só neste ano, o GATE atendeu 18 ocorrências — em 12 delas, os seqüestradores eram pessoas emocionalmente perturbadas; os demais eram criminosos comuns. Vinte e cinco seqüestradores foram presos (incluindo Lindemberg), e dois se suicidaram. NADA MENOS DE 47 REFÉNS FORAM LIBERADOS ILESOS SÓ NESTE ANO.Numa entrevista ao Fantástico ontem, um brasileiro apresentado como instrutor de uma unidade da SWAT, apontou os muitos erros do GATE e chegou a dizer que “sente vergonha” dessa polícia. E indicou ali, depois do fato, claro, o que considerava os muitos procedimentos que deveriam ter sido adotados.Não, não temos que endossar ou desculpar os eventuais erros do GATE. É preciso apontá-los — até para que sejam corrigidos, tomando o cuidado para não confundir filmes sobre a SWAT com operações da SWAT real. Será mesmo que os índices das unidades da polícia americana são superiores aos do GATE? Aposto que não.Corrijam-se os erros. Mas, como brasileiro e paulista, eu tenho ORGULHO do desempenho do GATE nos últimos 10 anos, e não vergonha.

PASSE ADIANTE ESTE POST E INDAGUE SE ESSES NÚMEROS PODEM SER CONTESTADOS.

Jorge Bornhausen acaba com Esperidião Amin.

Esperidião Amin(PP do Maluf) estava cometendo estelionato eleitoral em Florianópolis, no ocaso da sua carreira política, patrocinando a mais baixa e mais suja campanha política da história catarinense. Estava "roubando" grandes obras construídas por outros governadores. Jorge Bornhausen veio a público com uma nota intitulada "Em Nome da Verdade", desmascarando o careca dos precatórios do Celso Pitta, que foi capa da Isto É por ter montado o esquemão. O mais interessante é que o oponente de Amin não é do DEM, mas sim do PMDB. Um gesto de ética que enobrece o grande JKB, o senador que costuma botar petralhas atrás das grades. Leia aqui a nota. A propósito, Amin está quase vinte pontos atrás nas pesquisas.
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Informo que esta nota não tem por objetivo apoiar este ou aquele candidato. Não sou Figueira, não sou Avaí. O objetivo é mostrar o quanto a campanha suja que Amin faz em Floripa, mentindo e acusando o adversário de forma vil e covarde, foi desmascarada. Ele não fez as obras que está dizendo. Por fim, o paralelo feito é entre a honradez e o caráter de Jorge Bornhausen ante a falta que tais virtudes fazem em Esperidião Amin.

Seis por meia dúzia.

Equador e Petrobras firmaram um contrato tampão, onde o país perde 20% em impostos em troca de 20% a mais em petróleo. Por um ano. Posteriormente, a Petrobras deve virar uma prestadora de serviços, uma terceirizada, uma prestamista. Vamos ver se o "irmão mais velho"vai liberar um caminhão de dinheiro público para aplicar por lá. Leia mais aqui.
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Petrobras nega acordo. Leia aqui.

Democracia bolivariana.

Evo Morales assumiu a liderança da marcha de milhares de camponeses e sindicalistas que se aproximam de La Paz para exigir um referendo para aprovar a nova Constituição. "Não é possível que grupos minoritários chantageiem a aprovação de uma lei que permita consultar o povo boliviano sobre a nova Constituição, para que o povo boliviano diga sim ou não à nova Constituição", disse Morales, numa estrada do Altiplano, ao lado de dirigentes sindicais e de organizações sociais. Ele se referia à obstrução parlamentar promovida pela oposição de direita para impedir a convocação do referendo para aprovar uma Constituição, promovida por Morales, que dá mais poderes à maioria indígena, amplia a participação estatal na economia e institui uma reforma agrária. Mais aqui.

Café com o Mandela

"Mas o mais importante de tudo, Luciano, foi o meu encontro com o ex-presidente Nelson Mandela. Tenho um profundo respeito e admiração pelo Mandela. Tinha encontrado com ele em 1994 e pude retomar as conversas com Mandela, lá mesmo em Maputo. Eu voltei muito satisfeito dessa visita que fiz a Moçambique, não só pelos acordos que firmamos com o presidente de Moçambique, o Guebuza, mas também pelo encontro que eu tive com o Nelson Mandela."

Lula, hoje, no Café com o Presidente, dizendo que o mais importante da sua visita ao Moçambique foi ter um encontro com Nelson Mandela. E o mundo desabando na maior crise econômica dos últimos 50 anos...

Cheque em branco.

A exemplo do que fez para Roberto Jefferson, o estopim do mensalão, Lula deu, ontem, mais um "cheque em branco". Desta vez foi para Luiz Marinho, candidato do PT em São Bernardo do Campo. O país respira aliviado, se o cheque foi realmente em branco pois, ao que informam, a campanha por lá, mesmo sem TV, é a mais cara do Brasil, custando aos companheiros ( na verdade aos brasileiros) mais de R$ 50 por eleitor.

Olha a marolinha.

Do Painel da Folha:

Tesoura 1. Até José Temporão, sempre de pires na mão, reconhece que é para lá de improvável que o Orçamento de 2009 destine à saúde os R$ 60 bi que ele esperava: "É o mínimo do mínimo. Mas a crise financeira torna muito difícil contar com esse montante", diz o ministro.

Tesoura 2. De acordo com Temporão, foi freada a expansão de programas como o Mais Saúde. "Os planos agora estão engavetados."

Empacou de vez.

Da Folha:

Os investimentos em infra-estrutura no Brasil, base do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), começam a ser atingidos pelos efeitos da crise global. Apesar de o governo insistir em que os bancos oficiais serão o arrimo para sustentar o fluxo de crédito, o fato é que as primeiras decisões de adiamento começam a sair.Levantamento da Folha indica que projetos que consumiriam cerca de R$ 28 bilhões já foram adiados ou estão seriamente ameaçados. Essa cifra pode crescer, se for considerado o adiamento do leilão da linha de transmissão das usinas do rio Madeira, projeto avaliado em R$ 7 bilhões. Sem a linha, essa energia não chegará ao país em 2012.Fazem parte do pacote de R$ 28 bilhões empreendimentos no complexo portuário brasileiro e investimentos em novas hidrelétricas de médio e pequeno portes. Nem todos os projetos ameaçados estão no PAC, que para esses dois setores tem aporte previsto de R$ 64,7 bilhões até 2010.A situação portuária é uma das mais graves. A Secretaria Especial de Portos promete há mais de um ano a publicação de um decreto que ordena os investimentos privados, mas a falta de acordo, inclusive dentro do governo, paralisou a expansão portuária.Especialistas ouvidos pela Folha dizem que o país perdeu a janela de oportunidade quando havia capital abundante e que agora, mesmo se solucionar o impasse regulatório, não terá todos os recursos de que precisa para investir nos portos. A ABTP (Associação Brasileira dos Terminais Portuários) estima que o país tinha projetos que somavam R$ 19 bilhões."A situação portuária é tão crítica que parte desse investimento ainda pode ser realizada, mesmo nessa situação de crise. Mas é evidente que perdemos, devido à demora de uma regulamentação, uma janela de oportunidade sem igual", criticou Wilen Manteli, presidente da ABTP. Sem portos e com logística falha, a produção já será afetada.Regiões do oeste e do norte de Mato Grosso podem reduzir a produção de milho e soja em até 5 milhões de toneladas pela deficiência logística, afirma Luiz Antônio Fayet, coordenador de logística da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). O volume corresponde a 3,4% dos 144,5 milhões de toneladas estimadas para a próxima safra.No ano passado, o complexo portuário brasileiro movimentou 750 milhões de toneladas. "Até 2012, os portos brasileiros terão de suportar a movimentação de 1 bilhão de toneladas", diz Manteli, que já descarta aportes de R$ 19 bilhões, embora acredite que ainda ocorrerão investimentos dada a precariedade portuária do país.Eduardo Lima, do escritório de advocacia Lefosse, responsável pela estruturação de alguns projetos em portos, conta que grandes operadores portuários estão interessados em entrar no país. "Há interesse ainda, mas é claro que a crise financeira dificulta um pouco. O fato é que o Brasil não poderia se dar ao luxo de perder as oportunidades que estavam à mão", disse Lima. O saturado porto de Santos era o destino principal do grupo.O Porto Brasil, projeto de R$ 4,2 bilhões proposto pelo grupo do empresário Eike Batista, em Peruíbe (SP), para ser opção a Santos, já foi descartado.A APMPE (Associação Brasileira dos Pequenos e Médios Produtores de Energia Elétrica) diz que R$ 5 bilhões deixarão de ser aplicados na construção de centrais hidrelétricas no próximo ano. Faltará dinheiro, afirma. Segundo Ricardo Pigatto, presidente da entidade, a crise só vai agravar um problema recorrente no setor: a falta de nova geração hidráulica.O ritmo para liberação de novos projetos pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) é lento. Soma-se a isso a dificuldade de se obter as licenças para a seqüência das obras. "O potencial de investimento em pequenas centrais hidrelétricas chegaria a R$ 12 bilhões se houvesse projetos, mas não há", diz. Cerca de 1.600 MW estão em construção e há mais 3.000 MW na Aneel aguardando autorização.A demora levou o país a ampliar as compras de energia térmica a óleo com entrega prevista para 2011 e 2013, mais caras e mais poluentes. O país contratou a geração de mais de 5.000 MW de térmicas desse tipo. "Esse é o maior contra-senso do mundo. É uma coisa para chorar", afirmou Pigatto.

domingo, 19 de outubro de 2008

Escolha errada.

Não costumo falar de tragédias que envolvem vidas humanas, como foi o caso do Casal Nardoni e, agora, de Lindembergue Alves. Mas este caso de Santo André, que acabou com a morte de uma jovem, assassinada a sangue frio pelo ex-namorado, trouxe à memória o caso da execução do brasileiro Jean Charles de Menezes, pela polícia londrina. Lá, as autoridades correram o risco de errar, como de fato erraram, mas protegeram possíveis vítimas de um suposto terrorista que poderia estar entrando no metrô com uma bomba na mochila. Aqui, a polícia paulista teve o assassino várias vezes na mira telescópica, sem agir, deixando-se envolver pelo aspecto romântico que cercava o episódio. Penso, na verdade, que o verdadeiro medo foi da reação das entidades de direitos humanos e dos famosos movimentos sociais, caso o seqüestrador tivesse sido alvejado. Por ironia, são estas mesmas entidades e movimentos que, hoje, começam a jogar nas costas da polícia paulista e, em última análise, do governador José Serra, a culpa pela morte da jovem Eloá.

Lula profundo.

"Vocês não devem se endividar mais do que podem, mas também não devem deixar de comprar o que for necessário" afirmou Lula, hoje, em cima de um palanque em São Bernardo do Campo, São Paulo, usando a profundidade de sempre.

Odebrecht rebate Rafael Corrêa.

Segundo o Nuevo Herald, a Odebrecht publicou nota oficial hoje, no Equador, solicitando uma "auditoria independente" e questionando uma série de aspectos da expulsão da empresa daquele país. " O que deveria ser uma discussão técnica/comercial dentro do âmbito contratual e do marco legal existente, acabou se transformando em motivo de decretos presidenciais que afetaram pessoas não envolvidas com o referido projeto". Leia mais aqui.

Eleições americanas: embolou.

A vantagem do candidato democrata Barack Obama sobre o republicano John McCain na corrida à Casa Branca caiu para três pontos percentuais, segundo pesquisa Reuters/C-SPAN/Zogby, divulgada neste domingo.Obama tem 48 por cento das intenções de voto contra 45 por cento de McCain. A pesquisa tem uma margem de erro de 2,9 pontos.O especialista John Zogby afirmou que o resultado é uma boa notícia para o candidato republicano e provavelmente reflete a perfomance de McCain no último debate presidencial, na quarta-feira passada. Mais aqui.
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Ao Marco Antônio, comentarista: cuidado com as afirmações! Os democratas vão ter a mesma posição dos petralhas, que não admitem notícias ruins sobre o seu guru? Mostre, aí em cima, qual a opinião que o blogueiro emitiu. Muita calma neste Blog.

Marolinha pega o PAC.

Repercute a notícia de que a Petrobras, em função da crise econômica, retardou o anúncio do seu plano de investimentos para o final do ano. Do PAC do Lula, que previa R$ 504 bilhões de investimentos até 2010, 30%, ou R$ 144 bilhões, eram da estatal de petróleo. É a marolinha pegando o PAC e a própria Petrobras, cujo valor caiu mais de U$ 21 bilhões apenas na última semana, na Bovespa.

Crise de popularidade.

Os últimos rompantes de raiva de Lula antecipam uma inevitável crise de popularidade. Mantida pelo uso de elevadas de doses de dinheiro público no crédito consignado, nos aumentos salariais para a companheirada e nos investimentos em obras públicas, a diminuição do PIB para a casa de 3% vai botar um freio no "pai dos pobres". Em novembro, passadas as eleições, o orçamento será cortado, se a oposição tiver um mínimo de bom senso . E teremos, doravante, um Lulinha cada vez menos paz e amor. Leia mais aqui.